Resenha – O Mistério do Cinco Estrelas revela o lado oculto de um hotel de luxo marcado por poder e decisões que ignoram a verdade

Marcos Rey constrói em O Mistério do Cinco Estrelas uma daquelas histórias que começam simples, quase cotidianas, mas que rapidamente escapam do controle do protagonista e também do leitor. O ponto de partida é direto: Léo, um adolescente que trabalha como mensageiro em um hotel de luxo, encontra um cadáver escondido em um quarto. Só que, em vez de reconhecimento por ter descoberto um crime, ele recebe desconfiança, silêncio e, principalmente, a decisão das autoridades de ignorarem sua versão.

Esse detalhe muda tudo. O livro não é apenas sobre descobrir quem matou alguém. É sobre o quanto a verdade pode ser descartada quando ela vem da pessoa “errada”.

Léo é um protagonista interessante justamente por não ser um “detetive pronto”. Ele não tem ferramentas sofisticadas, não tem autoridade e nem mesmo crédito social dentro daquele ambiente cheio de pessoas influentes. O que ele tem é insistência. E isso sustenta a narrativa com força, porque o leitor acompanha alguém que precisa provar o óbvio enquanto todo mundo prefere acreditar na versão mais confortável, a do suspeito elegante, caridoso e socialmente bem visto.

O contraste entre aparência e realidade é o motor da história. O hotel cinco estrelas não é só cenário. Ele funciona quase como um personagem. Um lugar impecável na superfície, mas cheio de corredores onde informação circula mais rápido do que a verdade. É nesse ambiente que o Barão, figura respeitada e aparentemente intocável, se encaixa como o tipo de suspeito que ninguém quer enxergar como culpado.

E aqui Marcos Rey acerta em cheio. Ele não constrói o mistério apenas em cima de pistas, mas em cima de percepção social. Quem pode ser acusado? Quem tem credibilidade? Quem é automaticamente descartado como suspeito? O livro joga com essas perguntas o tempo todo.

Quando Léo perde o emprego e decide investigar por conta própria, a história muda de ritmo. Ela deixa de ser apenas uma denúncia ignorada e vira uma corrida contra o tempo, mas sem aquela pressa artificial. O suspense nasce mais da insegurança do protagonista do que de grandes cenas de ação. Isso dá um tom mais humano à narrativa, porque o medo não está só no perigo físico, mas na sensação constante de estar sozinho contra uma estrutura inteira.

A entrada de Gino e Guima na investigação ajuda a quebrar essa solidão. Não são personagens perfeitos ou estrategistas brilhantes o tempo todo. Eles funcionam mais como apoio realista do que como solução mágica. O trio avança errando, desconfiando, voltando atrás, tentando encaixar peças que nem sempre fazem sentido imediato. Isso deixa a investigação mais próxima de algo possível, menos idealizada.

O ponto mais interessante do livro, no entanto, não é apenas o crime em si, mas a forma como a verdade vai sendo empurrada para fora de cena. A acusação contra Léo, por exemplo, mostra como rapidamente alguém sem poder pode ser colocado como culpado sem muita resistência do sistema. O Barão, por outro lado, representa exatamente o oposto. Alguém protegido por sua imagem pública, quase blindado pela reputação.

Essa tensão social dá ao livro uma camada que vai além do mistério juvenil. Não é só “quem matou”, mas “quem tem permissão para ser inocente”.

A escrita de Marcos Rey ajuda muito nesse efeito. Ele não alonga cenas nem tenta criar uma complexidade artificial. O texto é direto, mas não simplista. Isso faz a leitura fluir rápido, o que combina com a energia de investigação constante que move a história.

Ainda assim, não é uma obra que depende só de ritmo. O suspense funciona porque o leitor entende que cada personagem tem algo a esconder ou algo que prefere não dizer. E isso mantém a sensação de que a qualquer momento a história pode mudar de direção.

No fim, O Mistério do Cinco Estrelas funciona menos como um quebra-cabeça perfeito e mais como uma história sobre percepção, injustiça e insistência. Léo não resolve o caso porque é o mais inteligente, mas porque se recusa a aceitar que sua versão não importa.

É uma leitura que envelheceu bem justamente porque fala de algo que continua atual: a dificuldade de ser levado a sério quando você não tem status, influência ou “cara de credível”.

Mortal Kombat 2 chega ao digital com Johnny Cage em destaque e coloca os maiores guerreiros da franquia contra Shao Kahn

Mortal Kombat 2 já está disponível para compra e aluguel nas plataformas digitais, trazendo de volta a pancadaria, os poderes especiais e os personagens mais conhecidos da franquia de jogos criada por Ed Boon e John Tobias. A continuação do filme lançado em 2021 amplia a disputa entre os guerreiros da Terra e as forças da Exoterra, agora com a chegada de Johnny Cage ao grupo principal.

A sequência é dirigida novamente por Simon McQuoid e tem roteiro de Jeremy Slater. O elenco reúne nomes que retornam do primeiro filme, como Jessica McNamee como Sonya Blade, Ludi Lin como Liu Kang, Mehcad Brooks como Jax Briggs e Josh Lawson como Kano. A grande novidade fica por conta de Karl Urban no papel de Johnny Cage, um dos personagens mais populares dos games.

Na trama, Johnny Cage é um ator conhecido por filmes de artes marciais que acaba sendo puxado para uma batalha muito maior do que imaginava. Convocado por Raiden e Sonya Blade, ele precisa se juntar aos campeões do Plano Terreno para enfrentar Shao Kahn, o poderoso imperador da Exoterra que ameaça dominar outros mundos.

O novo filme coloca Shao Kahn como o principal inimigo da equipe. O personagem chega ao conflito depois de conquistar Edênia e assumir o controle do reino, mantendo a princesa Kitana sob sua influência. A disputa pelo poder entre os mundos se torna o centro da história.

Para aumentar suas chances de vitória, Quan Chi entra em ação e usa antigos guerreiros e artefatos mágicos para fortalecer Shao Kahn. O amuleto de Shinnok se torna uma peça importante no plano dos vilões, aumentando ainda mais o desafio para Raiden e seus aliados.

Os combates colocam vários personagens conhecidos frente a frente. Sonya Blade encara Sindel, Johnny Cage entra em confronto com Kitana, e os guerreiros da Terra precisam enfrentar nomes como Kung Lao, Jade e outros lutadores da Exoterra.

Um dos pontos importantes do filme é a mudança na trajetória de Kitana. A princesa começa a perceber as consequências do domínio de Shao Kahn e passa a tomar decisões próprias dentro da guerra entre os reinos.

Johnny Cage também ganha mais espaço na história. Diferente dos outros campeões, ele começa como alguém que não leva a batalha a sério, mas precisa provar que pode fazer parte do grupo e enfrentar inimigos muito mais perigosos do que qualquer adversário de seus filmes.

A produção ainda conta com Adeline Rudolph como Kitana, Martyn Ford como Shao Kahn e Tati Gabrielle como Jade, ampliando a presença de personagens clássicos dos jogos.

Com orçamento estimado em US$ 80 milhões, Mortal Kombat 2 segue a fórmula que fez a franquia se tornar conhecida: lutas intensas, rivalidades antigas e personagens com habilidades sobrenaturais. Agora, quem ainda não assistiu ao filme pode conferir a continuação diretamente nas plataformas digitais, com a chegada de Johnny Cage ao centro da batalha.

Will Ferrell encara o lado mais caótico do golfe profissional em O Falcão do Golfe, nova comédia da Netflix sobre fama e uma liga controversa

A Netflix divulgou o trailer de O Falcão do Golfe, nova série de comédia estrelada por Will Ferrell que leva o ator para dentro do mundo do golfe profissional. A produção acompanha um jogador que acaba se tornando o principal nome de uma nova liga criada para disputar espaço com o tradicional PGA Tour. Abaixo, confira o vídeo:

A estreia acontece em 16 de julho de 2026. Na trama, Ferrell interpreta Lonnie “O Gavião” Hawkins, um atleta talentoso, mas conhecido pelo jeito exagerado e pelas atitudes fora do padrão. Quando recebe a chance de liderar uma competição alternativa, ele descobre que ser o rosto de uma grande mudança no esporte envolve muito mais pressão do que imaginava.

A série acompanha os bastidores dessa disputa e mostra os conflitos que surgem quando uma nova organização tenta desafiar uma das estruturas mais antigas do golfe profissional. Entre acordos comerciais, brigas internas e a necessidade de manter sua própria imagem, Lonnie precisa lidar com as consequências de virar a principal figura de uma liga cercada de polêmicas.

O elenco também conta com Molly Shannon como Stacy, Jimmy Tatro interpretando Lance, Fortune Feimster no papel de Sam, Chris Parnell como Anton, Katelyn Tarver como Natalie e David Hornsby como Radford.

A produção combina o universo esportivo com o tipo de humor que ajudou a construir a carreira de Will Ferrell. O ator já explorou esse estilo em filmes como Ricky Bobby: A Toda Velocidade, no qual interpreta um piloto de Nascar convencido e competitivo, e Escorregando para a Glória, que acompanha uma dupla de patinadores em uma disputa cheia de situações absurdas.

A ideia de transformar o golfe em cenário para uma comédia começou a ser desenvolvida em 2023. Na época, foi anunciado que Ferrell estava trabalhando em uma série sobre um jogador profissional que se tornaria o rosto de uma nova liga capaz de rivalizar com o PGA Tour.

O projeto ficou sob responsabilidade da Gloria Sanchez Productions, empresa de Ferrell e Jessica Elbaum, em parceria com a T-Street Productions, fundada por Rian Johnson e Ram Bergman. A união das duas produtoras reuniu profissionais com experiência em comédia e cinema.

Em 2024, a série recebeu o título Golf e passou por uma reformulação criativa. Will Ferrell, Ramy Youssef e Josh Rabinowitz foram anunciados como criadores da produção. Youssef, conhecido pela série Ramy e por seu trabalho no stand-up, também esteve ligado inicialmente ao elenco.

A equipe de produção reúne nomes importantes por trás das câmeras. Ferrell, Jessica Elbaum e Alix Taylor representam a Gloria Sanchez Productions, enquanto Rian Johnson, Ram Bergman e Nena Rodrigue trabalham pela T-Street Productions. Ramy Youssef, Andy Campagna e Josh Rabinowitz também participam da produção executiva.

Apesar de usar o golfe como ponto de partida, a série parece interessada nas situações que surgem quando esporte e entretenimento se misturam. A criação de uma liga rival coloca Lonnie no meio de uma disputa envolvendo tradição, dinheiro, patrocinadores e a necessidade de transformar jogadores em grandes personalidades públicas.

Após mais de 15 anos em desenvolvimento, Motor City revela primeiro trailer e confirma estreia do thriller de ação estrelado por Alan Ritchson

Depois de passar mais de uma década em desenvolvimento, Motor City finalmente está pronto para chegar aos cinemas. O thriller de ação estrelado por Alan Ritchson (Reacher) teve seu primeiro trailer oficial divulgado, oferecendo uma prévia da história ambientada na Detroit dos anos 1970. O longa acompanha um ex-presidiário determinado a descobrir quem foi responsável por destruir sua vida, dando início a uma violenta busca por vingança.

Dirigido por Potsy Ponciroli (Old Henry) e escrito por Chad St. John, o filme acompanha John Miller, personagem de Alan Ritchson, que retorna à cidade após deixar a prisão. Convencido de que foi vítima de uma armação, ele passa a perseguir as pessoas envolvidas em sua condenação. O trailer apresenta perseguições de carro, confrontos físicos e uma Detroit marcada pelo crescimento da criminalidade e pelas mudanças econômicas que caracterizaram a cidade durante a década de 1970.

O elenco reúne Shailene Woodley (Ferrari e Divergente) como Sofia, Ben Foster (Hell or High Water e 3:10 to Yuma) no papel de Reynolds, Pablo Schreiber (Halo e American Gods) como Savick, Ben McKenzie (Gotham) interpretando Kent e Lionel Boyce (The Bear) vivendo Youngblood.

A produção também encerra uma longa trajetória iniciada ainda em 2009, quando o roteiro de Chad St. John foi incluído na Black List, lista que reúne os roteiros inéditos mais elogiados da indústria cinematográfica norte-americana. O reconhecimento despertou o interesse da Warner Bros., que começou a desenvolver o projeto nos anos seguintes.

Durante esse período, o filme passou por diversas mudanças. Albert Hughes chegou a ser anunciado como diretor, enquanto Chris Evans recebeu uma proposta para interpretar o protagonista. Depois disso, Dominic Cooper, Jake Gyllenhaal e Gerard Butler também foram considerados para o papel principal. Em diferentes fases do desenvolvimento, nomes como Amber Heard, Gary Oldman e Adrien Brody chegaram a integrar o elenco planejado, mas nenhuma dessas versões saiu do papel.

As filmagens chegaram a ser programadas para 2012, em Atlanta. O início da produção acabou sendo adiado porque os produtores concluíram que não conseguiriam finalizar o longa dentro do cronograma previsto sem comprometer a qualidade. Pouco tempo depois, o encerramento da parceria entre a Warner Bros. e o produtor Joel Silver fez com que o projeto fosse arquivado por vários anos.

O filme voltou ao desenvolvimento somente anos depois, agora sob o comando de Potsy Ponciroli e com Alan Ritchson assumindo o papel principal. Antes da estreia comercial, Motor City foi exibido na seção Venice Spotlight da 82ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza, realizada em agosto de 2025, onde recebeu críticas geralmente positivas.

Super Tela exibe Nefarious, terror psicológico que dividiu público e crítica ao abordar possessão demoníaca

A Record TV exibe na Super Tela deste sábado, 27 de junho, o filme Nefarious, produção americana lançada em 2023 que combina suspense psicológico, terror e elementos religiosos. Escrito e dirigido por Chuck Konzelman e Cary Solomon, o longa adapta o romance A Nefarious Plot, publicado em 2016 por Steve Deace, e constrói sua narrativa quase inteiramente a partir de um intenso confronto verbal entre dois personagens.

A trama começa em uma penitenciária de segurança máxima, onde o psiquiatra Dr. James Martin (Jordan Belfi) recebe a missão de realizar a última avaliação clínica de Edward Wayne Brady (Sean Patrick Flanery), um assassino em série condenado à morte por diversos homicídios. O parecer do médico definirá se o prisioneiro tem condições psicológicas para ser executado ou se deverá ser considerado mentalmente incapaz.

Ao chegar ao presídio, Martin descobre que está substituindo um colega que se suicidou pouco depois de entrevistar o detento. Antes da conversa, o diretor da unidade prisional o alerta sobre a capacidade de Edward de manipular qualquer pessoa que entre em sua cela.

A entrevista toma um rumo inesperado logo nos primeiros minutos. Edward rejeita qualquer diagnóstico relacionado a doenças mentais e afirma que seu corpo está sendo controlado por uma entidade demoníaca chamada Nefarious. Curiosamente, ele não tenta evitar a execução. Pelo contrário, insiste que a sentença seja cumprida naquela mesma noite.

À medida que o diálogo avança, a entidade demonstra conhecer detalhes íntimos da vida do psiquiatra que, em tese, jamais poderiam estar ao alcance de um condenado. Também faz uma previsão inquietante: antes do fim do dia, Martin será responsável por três mortes.

O roteiro utiliza esse embate para explorar o choque entre duas visões completamente opostas. De um lado, um médico guiado pela ciência e pela psiquiatria. Do outro, uma entidade que interpreta cada acontecimento sob uma perspectiva espiritual e desafia constantemente as convicções do protagonista. O filme desenvolve essa discussão por meio de longas conversas, deixando a ação em segundo plano.

Um dos pontos centrais da narrativa envolve a vida pessoal de Martin. Durante a avaliação, ele descobre que sua namorada está realizando um aborto. O episódio ganha peso na história porque dialoga diretamente com os temas defendidos pela produção, que adota uma visão cristã sobre questões como livre-arbítrio, pecado, culpa e responsabilidade moral.

A tensão aumenta quando o psiquiatra encontra, na cela de Edward, um manuscrito completo de um livro chamado The Dark Gospel, citado anteriormente durante a conversa entre os dois. A descoberta faz Martin questionar se existe uma explicação racional para tudo o que está acontecendo ou se ele realmente está diante de algo sobrenatural.

Mesmo após a execução do condenado, a narrativa segue explorando as consequências daquele encontro. Um salto temporal de um ano mostra Martin promovendo um livro inspirado nos acontecimentos vividos na prisão. O desfecho, no entanto, sugere que sua ligação com Nefarious ainda não chegou ao fim.

Grande parte da força do filme está na atuação de Sean Patrick Flanery, que interpreta Edward e a entidade que afirma controlar seu corpo. Conhecido por trabalhos em The Boondock Saints e na série As Aventuras do Jovem Indiana Jones, o ator sustenta boa parte da narrativa dentro de um único cenário, alternando momentos de serenidade com explosões de agressividade e mudanças bruscas de comportamento.

Jordan Belfi, visto em séries como Entourage, interpreta o psiquiatra James Martin, personagem que conduz o olhar do público ao longo da história. O elenco ainda reúne Tom Ohmer, Daniel Martin Berkey, Cameron Arnett, Sarah Hernandez, Jarret LeMaster, Grifon Aldren e Eric Hanson. O comentarista político Glenn Beck também participa do filme interpretando a si mesmo.

Lançado nos cinemas dos Estados Unidos em abril de 2023, o longa-metragem foi produzido de forma independente e encontrou seu principal público entre espectadores ligados ao cinema cristão. A recepção da crítica ficou dividida: enquanto alguns destacaram a atuação de Sean Patrick Flanery e a construção dos diálogos, outros apontaram que o longa prioriza seu discurso religioso em detrimento da narrativa.

Cine Maior exibe Tempo Contado neste domingo (28); thriller coloca Vince Vaughn em uma corrida contra a própria morte

A Record TV apresenta neste domingo, 28 de junho, no Cine Maior, o filme Tempo Contado, thriller policial lançado em 2016 que combina ação, suspense e drama familiar. Dirigido por Peter Billingsley, o longa adapta a graphic novel escrita por A.J. Lieberman e reúne Vince Vaughn e Hailee Steinfeld como pai e filha obrigados a fugir de criminosos e policiais corruptos.

Na história, Nick Barrow (Vince Vaughn) vive de elaborar planos de assaltos para organizações criminosas. Ele não executa os roubos, mas vende estratégias detalhadas para quem está disposto a pagar mais. O negócio funciona até que uma operação termina de forma desastrosa e transforma o próprio planejador no principal alvo de todos os envolvidos.

Perseguido por diferentes quadrilhas e por integrantes corruptos da polícia, Nick percebe que dificilmente conseguirá escapar por muito tempo. Antes de desaparecer, ele contrata um seguro de vida milionário com um único objetivo: garantir que a filha Cate receba a indenização caso ele seja morto. O problema é que a apólice só terá validade após um período de carência, obrigando o personagem a permanecer vivo tempo suficiente para que o plano funcione.

Cate, interpretada por Hailee Steinfeld, cresceu praticamente sem a presença do pai. A convivência entre os dois começa marcada pela desconfiança, mas muda de direção quando ambos passam a dividir a mesma fuga. Em vez de recorrer a longos diálogos para construir esse relacionamento, o roteiro utiliza situações de risco para aproximar os personagens, revelando pouco a pouco o passado que os afastou durante anos.

A investigação conduz Nick até o capitão Joe Keenan, papel de Bill Paxton. O policial lidera um esquema de corrupção e trabalha para eliminar qualquer pessoa que possa comprometer sua organização. A partir desse confronto, a narrativa passa a alternar perseguições, emboscadas e tentativas de sobrevivência, sempre com Cate ocupando um papel cada vez mais ativo nas decisões.

Embora seja lembrado principalmente pelas comédias Penetras Bons de Bico, Separados pelo Casamento e Quatro Natais, Vince Vaughn assumiu em Tempo Contado um personagem distante do humor que marcou boa parte de sua carreira. Hailee Steinfeld já havia conquistado reconhecimento da indústria aos 14 anos, quando recebeu uma indicação ao Oscar por Bravura Indômita, dos irmãos Coen. Depois do lançamento do filme, a atriz ampliou sua presença em grandes franquias com Bumblebee, a série Gavião Arqueiro e a animação Homem-Aranha no Aranhaverso, na qual interpreta Gwen Stacy.

O elenco reúne ainda Jonathan Banks, conhecido mundialmente por viver Mike Ehrmantraut em Breaking Bad e Better Call Saul, Bill Paxton, em um de seus últimos trabalhos antes de morrer, em 2017, Jon Favreau, Taraji P. Henson, Shea Whigham, Jordi Mollà, Mike Epps, William Levy e Annabeth Gish.

Peter Billingsley, diretor do longa, iniciou a carreira como ator e ficou conhecido pelo clássico natalino Uma História de Natal. Nos bastidores, passou a atuar como produtor de diversos projetos ligados ao ator e diretor Jon Favreau, incluindo Homem de Ferro, antes de dirigir seus próprios filmes.

Lançado nos Estados Unidos em abril de 2016, Tempo Contado teve distribuição bastante limitada nos cinemas e chegou simultaneamente ao mercado de vídeo sob demanda pela Focus World, braço da Focus Features voltado para lançamentos digitais. A estratégia refletia um momento de transição da indústria, quando estúdios passaram a investir em estreias híbridas para produções de médio orçamento.

A recepção foi modesta. O filme arrecadou menos de US$ 90 mil nas bilheterias americanas e recebeu avaliações negativas da crítica especializada, principalmente pelas soluções adotadas pelo roteiro.

Depois Daquele Ano é renovada para 2ª temporada no Prime Video e deve adaptar continuação do livro de Carley Fortune

Foto: Reprodução/ Internet

Pouco tempo depois de chegar ao catálogo, Depois Daquele Ano já tem futuro garantido no Prime Video. A plataforma confirmou a renovação da série para uma segunda temporada durante o evento Obsessed Fest, realizado ontem (27), menos de um mês após a estreia mundial da produção.

A nova temporada será baseada em One Golden Summer, continuação literária de Every Summer After, romance escrito por Carley Fortune que deu origem à série. A decisão mantém a adaptação próxima dos livros da autora, que conquistou espaço entre os romances contemporâneos mais vendidos internacionalmente.

A primeira temporada estreou mundialmente no Festival de Tribeca em 8 de junho de 2026 e chegou ao Prime Video em 10 de junho. A história acompanha Percy Fraser, uma escritora de obituários de 28 anos que retorna à cidade onde passou os verões da infância após a morte de alguém importante para sua antiga família.

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Interpretada por Sadie Soverall (A Maldição da Residência Hill, Saltburn), Percy reencontra lembranças que ficaram para trás e também Sam Florek, seu antigo melhor amigo e primeiro amor. O personagem é vivido por Matt Cornett (High School Musical: A Série: O Musical), que interpreta um cardiologista marcado pela relação mal resolvida com a protagonista.

A trama acompanha justamente esse reencontro entre duas pessoas que seguiram caminhos diferentes, mas ainda carregam sentimentos e conflitos do passado. O retorno para Barry’s Bay, na Colúmbia Britânica, coloca Percy diante de escolhas que ela tentou evitar durante anos.

O elenco também conta com Michael Bradway (O Verão Que Mudou Minha Vida) como Charlie Florek, irmão mais velho de Sam e gestor de investimentos; Abigail Cowen (Fate: A Saga Winx, O Diário de um Banana) como Delilah Mason, amiga de infância de Percy; Aurora Perrineau (Jem e as Hologramas, Prodigal Son) como Chantal, atual melhor amiga da protagonista; e Joseph Chiu (The Good Doctor) como Jordie, dono do Bay Breeze Motel e amigo próximo de Sam.

A adaptação foi encomendada pelo Prime Video em julho de 2024 com o título original Every Year After, baseada no romance Every Summer After. A produção inicialmente teve Leila Gerstein como responsável pelo desenvolvimento, mas após mudanças na equipe criativa, Amy B. Harris (Sex and the City, The Carrie Diaries) assumiu como showrunner e produtora executiva.

A equipe ainda conta com Carley Fortune como produtora executiva, mantendo a participação da autora no desenvolvimento da adaptação. Lindsey Liberatore, Amy Rardin e John Stephens também fazem parte da produção executiva.

Quanto Supergirl precisa arrecadar para não dar prejuízo? A conta é mais complicada do que parece

As primeiras projeções de bilheteria para Supergirl acenderam um sinal de alerta na Warner Bros. Depois de uma estreia abaixo do esperado, a Variety passou a tratar com cautela as chances de recuperação do longa nas próximas semanas, levantando dúvidas sobre sua capacidade de se pagar apenas com a arrecadação nos cinemas.

À primeira vista, a conta parece simples. O filme dirigido por Craig Gillespie (Cruella, Dinheiro Fácil, Eu, Tonya, A Hora do Espanto) custou cerca de US$ 170 milhões para ser produzido. Só que esse valor representa apenas a produção. A campanha mundial de divulgação consumiu aproximadamente US$ 120 milhões, elevando o investimento total para cerca de US$ 290 milhões.

Na prática, porém, arrecadar US$ 290 milhões nas bilheterias não significa empatar as contas. Os estúdios ficam apenas com uma parte da venda dos ingressos, já que cinemas e distribuidores também recebem sua fatia. Em grandes lançamentos, costuma-se considerar que um filme precisa faturar aproximadamente 2 a 2,5 vezes o orçamento de produção para realmente entrar na zona de lucro.

Como Supergirl teve um custo de produção de US$ 170 milhões, isso colocaria seu ponto de equilíbrio em uma faixa próxima de US$ 340 milhões a US$ 425 milhões na bilheteria mundial. Ainda assim, alguns analistas apontam que, considerando acordos de distribuição, incentivos fiscais e receitas futuras com streaming, TV e mídia física, o prejuízo pode ser reduzido mesmo que o longa fique abaixo dessa marca.

O problema é que as previsões atuais indicam um cenário mais modesto. Depois de um primeiro fim de semana abaixo das expectativas, analistas consultados pela Variety reduziram as estimativas para o desempenho comercial do filme, tornando mais difícil alcançar um resultado que cubra os altos custos da produção.

Baseado na HQ Supergirl: Mulher do Amanhã, de Tom King e da brasileira Bilquis Evely, o longa acompanha Kara Zor-El, interpretada por Milly Alcock (A Casa do Dragão). Diferentemente da versão apresentada em produções anteriores da DC, esta Kara carrega as marcas de ter vivido a destruição de Krypton ainda na adolescência, trauma que influencia todas as suas decisões.

A história começa quando Kara cruza o caminho de Ruthye Marye Knoll (Eve Ridley, de 3 Body Problem), uma jovem determinada a encontrar o mercenário Krem (Matthias Schoenaerts, de Ferrugem e Osso), responsável pelo assassinato de seu pai. O que inicialmente parece apenas uma missão de vingança se transforma em uma perseguição por diferentes planetas, colocando a heroína diante de escolhas que desafiam seus próprios princípios.

O elenco ainda reúne Jason Momoa (Aquaman) como Lobo e apresenta Krypto, o supercão, em uma aventura que aposta em um tom mais espacial do que os filmes anteriores da personagem.

Aventura Sem Classe | Espetáculo de improviso transforma plateia em parte da história e leva a dinâmica do RPG de mesa para o teatro em nova temporada

Cada apresentação de Aventura Sem Classe começa sem um roteiro completamente definido. O destino dos personagens, os desafios enfrentados e até alguns elementos da própria aventura são construídos com a participação do público. A montagem da companhia Comédia Média mistura teatro de improvisação com as regras dos RPGs de mesa, criando histórias de fantasia que existem apenas naquele momento.

A terceira temporada do espetáculo estreia em 4 de julho, no Teatro Paiol Cultural, em São Paulo, com sessões aos sábados até 29 de agosto. Desde a estreia, em 2025, a peça já passou pelo palco para mais de 550 espectadores e também conquistou alcance nas redes sociais, acumulando cerca de três milhões de visualizações.

A principal característica da apresentação é justamente a impossibilidade de prever o que vai acontecer. Antes de cada sessão, a plateia participa da criação dos personagens ao sugerir características como habilidades, fraquezas e segredos. Essas escolhas são incorporadas pelos atores e passam a influenciar os caminhos da narrativa.

Com as decisões do público, três heróis entram em uma aventura de fantasia conduzida por um mestre, seguindo uma estrutura inspirada nos RPGs tradicionais. Os demais integrantes do elenco assumem diferentes papéis ao longo da história, interpretando aliados, criaturas, adversários e personagens que surgem conforme a trama avança.

Os momentos mais importantes da aventura são definidos pelo lançamento de um D20, o famoso dado de vinte lados usado nos jogos de RPG. O resultado de uma jogada pode mudar completamente uma cena, criar novos conflitos ou ajudar os personagens em situações inesperadas.

Para a nova temporada, a companhia adiciona novidades ao formato. Uma delas é a participação de improvisadoras convidadas, ampliando as possibilidades de interação no palco. Outra mudança fica por conta da trilha sonora executada ao vivo, criada no próprio momento da apresentação para acompanhar os acontecimentos da história.

“Se toda aventura de RPG tem um bardo, estava faltando o nosso. Agora, o músico improvisa junto com o elenco. Um trovão, uma porta rangendo ou a tensão de um combate ganham uma camada sonora que aprofunda a imersão da plateia”, explica Matheus Wey, ator da companhia.

A proposta também busca aproximar o RPG de pessoas que nunca tiveram contato com esse tipo de jogo. Apesar de utilizar elementos conhecidos pelos jogadores, o espetáculo apresenta as regras de maneira simples antes do início da aventura, permitindo que qualquer espectador acompanhe a história.

Segundo o diretor Vitor Camargo, o espetáculo cresceu a partir da experiência acumulada desde a primeira temporada. A equipe passou a incorporar ideias que estavam previstas desde o início e adaptar a dinâmica conforme a resposta do público.

“Quando estreamos, em julho de 2025, já sabíamos o espetáculo que queríamos construir. Um ano depois, conseguimos colocar em prática ideias que estavam no papel e ampliar a experiência para o público”, afirma o diretor.

A combinação entre improvisação e RPG cria uma relação diferente entre palco e plateia. O público deixa de acompanhar apenas uma história pronta e passa a participar das escolhas que definem o rumo da aventura. Para os atores, isso significa lidar com situações inesperadas em todas as apresentações.

Inspirado na lógica dos jogos de interpretação, Aventura Sem Classe trabalha com elementos clássicos da fantasia, como heróis, criaturas e missões, mas coloca o improviso como principal ferramenta da narrativa. O espetáculo transforma a criatividade coletiva em parte fundamental da encenação.

Corujao 02/01/2023 TV Globo apresenta o filme Elis

Foto: Reprodução/ Internet

No Corujao 02/01/2023, segunda-feira, a TV Globo apresenta o filme brasileiro Elis. A trama é estrelada por Andreia Horta (“Liberdade Liberdade”), Caco Ciocler (“O Rei do Gado”), Gustavo Machado (“A Batalha de Shangri-lá”), Lúcio Mauro Filho (“Os Porralokinhas”), Julio Andrade (“1 Contra Todos”) e Rodrigo Pandolfo (“Minha Mãe É uma Peça”).

De acordo com a sinopse de Elis, exibidida no Corujão, a obra acompanha a cantora desde a infância, Elis Regina Carvalho Costa, que entra na vida adulta deixando o Rio Grande do Sul para espalhar seu talento pelo Brasil, a partir do Rio de Janeiro. Em rápida ascensão, ela logo conquista uma legião de fãs, entre eles o famoso compositor e produtor Ronaldo Bôscoli, com quem acaba se casando. Estrela de TV, polêmica, intensa e briguenta, a “Pimentinha” não tarda a ser reconhecida como a maior voz do Brasil, em carreira marcada por altos e baixos.

O longa-metragem nacional Elis é previsto para ir ao ar no Corujão a partir das 2h15, após a Comédia Na Madruga I.

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