Globo Repórter faz retrato emocionante da vida no campo e do universo boiadeiro nesta sexta (15)

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Na noite desta sexta-feira, 15 de agosto de 2025, o Globo Repórter convida o público para um passeio especial pelo coração do Brasil. A edição mergulha no universo rural, mostrando como o campo continua sendo um espaço de tradição, trabalho duro e também de celebrações que moldaram a identidade nacional.

A coprodução com a EPTV, afiliada da Globo, revela a rotina de peões e peoas, mas vai além: explora como a vida no interior é atravessada por música, moda, gastronomia e valores que permanecem vivos mesmo em meio à modernização. As reportagens, assinadas por Dirceu Martins e Paulo Gonçalves, resgatam histórias de gente que vive de forma simples, mas com orgulho de manter suas raízes firmes na terra.

O retrato de um Brasil que resiste no campo

Quem nasce e cresce no interior carrega marcas que vão além do sotaque ou do “r” puxado. É o modo de viver, a forma de olhar a natureza, o cuidado com os animais e a hospitalidade que transformam o caipira em um guardião de tradições.

Um exemplo é José Maria, o “Seu Zelão”, de 73 anos. Morador do interior paulista, ele ainda se orgulha de acordar ao som do galo e do mugido das vacas. No sítio, cuida de 60 cabeças de gado e 28 vacas leiteiras, cada uma batizada com um nome carinhoso.

“Sou caipira do pé rachado mesmo. Nomeio as vacas não só por carinho, mas porque ajuda na organização da ordenha. Mesmo com as máquinas, eu não abro mão desse cuidado”, diz Zelão, sorrindo. Casado há 54 anos com Dona Lúcia, que aprendeu a fazer queijo aos 12 anos, ele resume o sentimento de muitos que vivem no campo: “Eu gosto da cidade, mas meu lugar é aqui”.

Rodeios: tradição, turismo e identidade

Se a roça guarda silêncio e trabalho, as festas de peão traduzem a celebração coletiva da cultura sertaneja. Em 2025, a Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos completa 70 anos, consolidada como o maior evento do gênero no país. Mas ela não está sozinha: o Brasil soma mais de 1.100 festas anuais, das quais 180 fazem parte do Circuito Mundial de Rodeios.

Esses eventos movimentam milhões de reais, lotam hotéis e restaurantes, geram empregos temporários e atraem turistas de todas as regiões. Muito além das montarias, o rodeio é um espaço onde música, moda e fé se misturam, reforçando laços de pertencimento.

E se por muito tempo o protagonismo era apenas masculino, hoje as mulheres conquistaram espaço. A reportagem destaca Ana Claudia Garcia, pioneira como madrinheira – profissional responsável por acompanhar peões e garantir o bem-estar dos animais.

“Ser madrinheira é mais do que estar na arena. É cuidar, orientar e zelar pela segurança de todos. É uma responsabilidade enorme, mas eu amo o que faço”, afirma Ana Claudia, com brilho nos olhos.

Moda sertaneja: entre tradição e reinvenção

Quem vê as arquibancadas lotadas em Barretos ou em qualquer festa de rodeio percebe de imediato: a moda sertaneja virou um fenômeno cultural e de mercado. Botas de couro, chapéus, calças jeans e camisas bordadas deixaram de ser apenas trajes de trabalho para se transformarem em estilo urbano, conquistando jovens em grandes cidades.

Segundo o repórter Dirceu Martins, o setor se reinventa com criatividade: “É incrível ver como as botas, as calças e até os chapéus ganham novas cores, brilhos e bordados. A moda sertaneja virou uma linguagem de identidade, que une tradição e modernidade”.

Hoje, estilistas especializados estudam tendências e criam peças que transitam entre a arena e a passarela, mantendo viva a estética cowboy enquanto ampliam sua influência na moda nacional.

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A música como memória e emoção

Nenhuma história do campo estaria completa sem falar da música. No interior de São Paulo, a Orquestra de Viola de Piracicaba preserva há duas décadas a sonoridade raiz, mantendo viva a tradição da viola, instrumento que simboliza a alma caipira.

Com melodias que falam de amor, saudade e trabalho, a viola conecta gerações. “A música caipira é um retrato de quem somos. Ela guarda a vida da família, a lida com a terra, a fé e também a dor”, comenta um dos músicos da orquestra, emocionado.

O programa mostra ensaios e apresentações que revelam como a música ainda é capaz de reunir famílias inteiras, seja em pequenas festas de bairro ou em palcos consagrados dos rodeios.

Peão raiz x peão moderno

Outra abordagem do programa é a convivência entre o peão tradicional e o contemporâneo. Enquanto os mais antigos seguem valorizando práticas manuais, os mais jovens buscam tecnologias para otimizar a lida no campo.

No entanto, há algo que não muda: a paixão pelos animais e pela arena. “Eu também sou do interior, de Marília, e me sinto um repórter caipira. Ao visitar propriedades rurais, o que mais me impressionou foi a receptividade das pessoas. É um povo que adora prosear e abrir as portas de casa”, conta o jornalista Paulo Gonçalves, emocionado com as gravações.

O impacto econômico e cultural

As festas de peão e a vida rural vão muito além da estética. São motores da economia local, movimentam cadeias produtivas e ainda funcionam como um espaço de preservação cultural.

Cada montaria, cada canção e cada peça de roupa carregam símbolos de identidade que se perpetuam de geração em geração. O turismo sertanejo cresce, e com ele surgem oportunidades para pequenos produtores, artesãos e comerciantes.

Histórias que emocionam

Mais do que estatísticas, o Globo Repórter dá voz a histórias humanas. Dona Lúcia, com seus queijos artesanais, representa mulheres que transformam saberes tradicionais em fonte de renda e orgulho comunitário. Zelão, com seu gado nomeado, mostra como o afeto também está no trabalho.

No campo, o lazer também é valorizado: almoços de domingo, modas de viola ao entardecer, festas juninas e rodas de conversa reforçam a ideia de comunidade. Como resume Seu Zelão: “A roça ensina a ter paciência e respeito. Cada dia é uma lição”.

Educação no campo e futuro das tradições

Outro ponto abordado é a educação rural. Escolas e projetos comunitários buscam integrar ensino formal e valorização cultural. Crianças aprendem matemática e português, mas também participam da ordenha, cuidam da horta e vivenciam a rotina do campo – fortalecendo um vínculo com suas origens e incentivando práticas sustentáveis.

Mesmo diante da urbanização, a cultura sertaneja mostra capacidade de se reinventar. Os jovens incorporam tecnologia, mas continuam participando das festas, cantando modas de viola e vestindo com orgulho o chapéu de cowboy.

Programa Silvio Santos com Patricia Abravanel 11/05/2025 chega com nova temporada do game show Show do Milhão EMS

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Neste domingo, 11 de maio, a partir das 19h, estreia a nova temporada do Show do Milhão EMS dentro do Programa Silvio Santos, no SBT. Agora sob o comando de Patricia Abravanel, o programa retorna em sua segunda edição liderada por ela, prometendo desafiar os participantes e envolver toda a família brasileira em uma jornada de aprendizado e diversão.

🧠 Um clássico que atravessa gerações

Criado por Silvio Santos em 1999, o programa originalmente se chamava Jogo do Milhão e foi um sucesso imediato. Em 2000, o nome foi atualizado para Show do Milhão, e a atração se consolidou como um verdadeiro fenômeno da televisão brasileira. Com perguntas de múltipla escolha, trilha sonora de suspense e bordões que se tornaram inesquecíveis, como “Está certo disso?” e “Posso perguntar?”, o game show marcou época e até hoje é lembrado com carinho pelo público.

Após as temporadas com Silvio, encerradas em 2009, o formato voltou ao ar em 2021 com apresentação de Celso Portiolli, e agora ganha fôlego renovado com Patricia, que empresta carisma e conexão familiar à atração.

💊 Parcerias que valorizam o conhecimento

Mais do que um simples programa de perguntas e respostas, o Show do Milhão EMS é uma verdadeira celebração do saber, e conta com o patrocínio de grandes marcas que compartilham essa missão. A EMS, líder no setor farmacêutico e sinônimo de saúde e bem-estar, dá nome ao programa. Já o Passei Direto, a maior rede de estudos da América Latina e integrante do grupo UOL Edtech, reforça o valor do aprendizado. Ambas as marcas mostram que informação, entretenimento e cuidado com as pessoas podem caminhar juntos.

🎮 Dinâmica do programa: como funciona?

O jogo começa muito antes da luz vermelha do estúdio acender. Os interessados devem se inscrever pelo site oficial do SBT. Após a triagem, 12 participantes são sorteados ao vivo no palco, e um deles começa a disputar o prêmio de até 1 milhão de reais. Se errar ou desistir, outro participante é sorteado, e até três pessoas podem jogar a cada episódio.

A disputa é composta por 17 perguntas, divididas em níveis de dificuldade:

  • 5 perguntas fáceis
  • 6 perguntas médias
  • 5 perguntas difíceis
  • 1 pergunta final, valendo 1 milhão de reais

O participante pode desistir e levar o valor da última pergunta correta respondida. Caso erre, recebe 50% do valor da rodada anterior. Na última pergunta, porém, não há meio-termo: é tudo ou nada — se errar, perde o prêmio acumulado.

🆘 Ajuda para quem sabe usar

Durante o jogo, o competidor pode contar com quatro tipos de ajuda, que tornam a disputa ainda mais estratégica e emocionante. Porém, elas não estão disponíveis para a última pergunta. Veja quais são:

  • Passei Direto (Assistente Virtual): com acesso ao conteúdo da maior rede de estudos da América Latina, o participante pode recorrer ao auxílio da plataforma para encontrar a resposta certa.
  • Cartas: um baralho especial define quantas alternativas da pergunta serão eliminadas — podendo ser nenhuma, uma, duas ou três, de acordo com a sorte.
  • Universitários: três estudantes de diferentes universidades são convidados para dar suas opiniões e ajudar o jogador.
  • Pulos EMS: o participante pode “pular” até três perguntas durante o jogo, sem perder o valor acumulado até aquele momento.

💬 Patricia comanda com leveza e emoção

Patricia Abravanel traz ao palco o charme, o carisma e a espontaneidade que herdou de seu pai, mantendo viva a tradição da família Abravanel na televisão. Com os bordões que viraram marca registrada do programa, ela cria um clima de proximidade com o público e os participantes, conduzindo a competição com muito bom humor e respeito.


🗓 Anote na agenda:

Estreia da nova temporada do Show do Milhão EMS
🗓 Domingo, 11 de maio
🕖 A partir das 19h
📍 Dentro do Programa Silvio Santos, no SBT

Mega Sonho 08/03: Programa recebe Biel e Tays Reis

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Se tem uma coisa que Biel e Tays Reis sabem fazer bem é agitar qualquer lugar por onde passam. E neste sábado (8), o casal promete movimentar o Mega Sonho, comandado por Marcelo de Carvalho, na RedeTV!. A partir das 23h10, os dois colocam suas habilidades à prova e mostram que além de sintonia no amor, também podem ter sorte no jogo.

No divertido game show, Biel prova que está afiado quando o assunto é agilidade e comunicação. Durante uma das provas, o cantor surpreende ao mandar bem na fase das mímicas, conseguindo fazer com que os competidores acertem palavras difíceis apenas com gestos. Mas claro que ele não ficaria só no jogo – como bom artista, Biel também coloca todo mundo para cantar ao som de Química, seu hit que já passou dos 130 milhões de visualizações.

Ao lado do noivo, Tays Reis também entra na brincadeira e mostra que tem estratégia para os desafios. Mas nem tudo sai como planejado! Em um momento descontraído da fase “Bomba”, onde os participantes precisam responder perguntas rapidamente, ela se enrola em um cálculo simples e solta que “18 – 7” é igual a “16”. O erro logo vira motivo de gargalhadas entre os competidores e até Marcelo de Carvalho entra na brincadeira.

E o que está em jogo? Nada menos que um prêmio de até R$ 1 milhão! A cada sábado, o Mega Sonho coloca seis participantes para enfrentar desafios eliminatórios até sobrar apenas um para encarar o temido Desafio do Milhão. E para ajudar na missão, o programa sempre recebe convidados especiais que entram na disputa com os competidores, garantindo momentos de pura diversão.

Quer ver Biel e Tays mostrando todo o carisma (e errando contas de cabeça)? Então já marca na agenda: Mega Sonho vai ao ar neste sábado (8), às 23h10, na RedeTV!.

Diamond Films libera trailer intenso de “Marty Supreme”, novo drama esportivo com Timothée Chalamet em busca do Oscar

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A Diamond Films virou o dia de cabeça para baixo nesta sexta, 14, ao publicar o primeiro trailer de Marty Supreme, um drama esportivo intenso e estilizado que coloca Timothée Chalamet (Um Completo Desconhecido, Duna, Me Chame Pelo Seu Nome) em uma de suas performances mais ousadas até agora.

O vídeo caiu nas redes como uma faísca em um galpão cheio de gasolina: fãs, críticos e curiosos começaram imediatamente a comentar o tom frenético das imagens, a estética carregada de tensão e, claro, a entrega visceral do ator, que parece completamente transformado.
Sem repetir qualquer fórmula de seus trabalhos anteriores, Chalamet surge mais bruto, inquieto e elétrico — e já há quem enxergue no filme um forte candidato à temporada de prêmios. Abaixo, confira o vídeo:

Uma Nova York subterrânea, um esporte improvável e um diretor que ama o caos

O projeto é comandado por Josh Safdie (Joias Brutas, Bom Comportamento), cineasta que se tornou sinônimo de histórias claustrofóbicas e personagens à beira de um ataque nervoso. Depois do impacto de Joias Brutas, Safdie troca o universo das apostas ilegais modernas pela Nova York dos anos 1950, mas leva consigo a mesma energia anárquica.

Desta vez, ele mira o mundo do tênis de mesa — um cenário quase mítico para quem viveu aquela época e que, curiosamente, o cinema sempre ignorou. O trailer já mostra que o diretor não tem qualquer interesse em seguir padrões: o pingue-pongue aqui ganha aura de rock sujo, suor quente e um tipo de intensidade que faz a bola parecer uma pequena granada quicando de um lado ao outro.

Safdie assina o roteiro ao lado de Ronald Bronstein (Daddy Longlegs, Joias Brutas), parceiro de longa data e igualmente obcecado por personagens quebrados. Juntos, eles constroem uma Nova York viva, densa e barulhenta: um mosaico de artistas, esportistas, boêmios e figuras excêntricas que habitavam clubes esfumaçados, porões apertados e galpões improvisados — todos querendo provar alguma coisa para si mesmos e para o mundo.

Não é biografia — é obsessão

Embora o filme beba levemente da trajetória de Marty Reisman (ídolo do tênis de mesa nos anos 1950), a proposta passa longe de uma cinebiografia tradicional. Marty Supreme é, antes de tudo, uma história sobre fixação: a de um jovem que se recusa a desaparecer na multidão. No trailer, Marty aparece como um garoto talentoso, mas constantemente desacreditado. A câmera o segue de perto — perto demais — em treinos frustrados, competições clandestinas e momentos de pura autodestruição emocional. A Nova York recriada no filme não serve apenas como pano de fundo; ela pulsa junto com o protagonista. É como se cada esquina ecoasse os conflitos dele.

A transformação de Timothée Chalamet

As reações mais entusiasmadas ao trailer giram em torno da metamorfose de Chalamet. Ele adota um corpo inquieto, gestos fragmentados, olhares que queimam de determinação e desespero. Não é o charme melancólico de Me Chame Pelo Seu Nome nem o heroísmo contido de Duna — é outra coisa.
Há uma agressividade silenciosa, uma vulnerabilidade exposta, uma energia que sugere que o personagem está sempre um passo de perder tudo — inclusive a si mesmo.
Para muitos, essa pode ser a atuação mais arriscada da carreira do ator.

Um elenco inesperado e cheio de personalidades

O filme reúne um grupo improvável (e delicioso) de participações. Gwyneth Paltrow (Shakespeare Apaixonado, Contágio) interpreta Kay Stone, uma figura enigmática que aparece pouco, mas diz muito com os olhos.
Odessa A’zion (Hellraiser, Convite Maldito) surge como Raquel, presença que parece tanto impulsionar quanto desequilibrar Marty emocionalmente.

A grande surpresa é Fran Drescher (The Nanny, Beautician and the Beast), conhecida por décadas pelo humor brilhante na TV. Aqui, ela interpreta a mãe do protagonista em um papel grave, denso e completamente distante do que o público espera dela.

Outro nome que chamou a atenção é o de Tyler, The Creator (multivencedor do Grammy, videoclipes e projetos visuais), creditado como Tyler Okonma, fazendo sua estreia como ator. Mesmo com poucos segundos de trailer, sua presença já deixa claro que ele não entrou no projeto para fazer figuração.

A lista ainda inclui Kevin O’Leary (Shark Tank), Philippe Petit (O Equilibrista), Spenser Granese (The Last of Us), Emory Cohen (O Lugar Onde Tudo Termina, Brooklyn), Sandra Bernhard (Pose, Scandal), Isaac Mizrahi (Unzipped) e até ex-jogadores icônicos como Tracy McGrady (NBA Hall of Fame) e Kemba Walker (Boston Celtics, Charlotte Hornets).

Resumo da novela Reis de sexta-feira, 16/05/2025

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Capítulo 92 – Sexta-feira, 16 de maio de 2025 –

Davi, ainda se adaptando à sua nova condição de fugitivo, se emociona ao ver que, mesmo em meio à perseguição e ao perigo, diversas pessoas começam a se reunir ao seu redor. São homens simples, endividados, aflitos e marginalizados, mas que reconhecem nele um líder justo e ungido. Surpreso e tocado, Davi percebe que não está sozinho. Aos poucos, ele assume a liderança desse grupo de rejeitados, que vê nele a esperança de uma nova ordem.

Enquanto isso, no palácio, Jônatas se distancia cada vez mais das atitudes de seu pai, o rei Saul. Indignado, o príncipe confronta em pensamento as decisões impiedosas e desequilibradas do rei, lamentando o rumo que o trono de Israel tomou. Seu coração pesa, dividido entre a lealdade familiar e o amor fraterno por Davi, a quem reconhece como o verdadeiro escolhido de Deus.

Em Ramá, o profeta Samuel, em oração, recebe uma nova revelação divina. Convicto, ele anuncia que o Senhor entregou Israel nas mãos de Davi. A unção feita anos atrás, quando Davi ainda era um pastor de ovelhas, agora se aproxima de sua realização plena. Samuel compreende que a mão de Deus está sobre o jovem de Belém, e que o reinado de Saul está com os dias contados.

Determinado a proteger seu povo e buscar alianças estratégicas, Davi parte em uma jornada perigosa rumo à cidade de Moabe. Com coragem e humildade, ele se aproxima dos portões do reino vizinho e solicita uma audiência com o rei Mayon. Seu objetivo: garantir um refúgio seguro para seus pais e para os mais vulneráveis entre seus seguidores.

A presença de Davi em Moabe causa burburinho. Alguns o veem como um herói em ascensão, outros como uma ameaça política. O encontro com o rei Mayon promete ser decisivo — tanto para a proteção de sua família quanto para o destino de Israel.

James Gunn revela a importância de Superman e Pacificador no novo Universo DC

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Enquanto os motores do novo Universo DC começam a esquentar sob a liderança criativa de James Gunn, a curiosidade dos fãs sobre como tudo se conectará ganha cada vez mais força. Mas se você esperava que cada novo lançamento fosse uma peça indispensável no grande quebra-cabeça da DC, talvez seja hora de ajustar as expectativas — e celebrar a liberdade narrativa que vem aí.

Em entrevista ao Entertainment Weekly, Gunn falou com franqueza sobre o que realmente importa nesta primeira fase do novo DCU. E, para surpresa de muitos, deixou claro que nem todo projeto será essencial na construção da narrativa principal — pelo menos não de imediato.

“Superman é um pilar. Ele é fundamental para o que estamos construindo. O Pacificador também tem um papel importante nesse contexto maior. Já Comando das Criaturas… é divertido, tem seu valor, mas não é essencial para o arco central da história”, afirmou o diretor, sem rodeios.

A fala deixa evidente que, embora esteja construindo uma narrativa interconectada, Gunn está longe de adotar o modelo rígido que marcou a Fase 3 da Marvel. Em vez disso, seu plano é permitir que cada obra respire por si — com começo, meio e fim próprios — ao mesmo tempo em que algumas delas se entrelaçam sutilmente para quem estiver atento aos detalhes.

“Quero que qualquer pessoa possa chegar e assistir ao próximo capítulo sem sentir que precisa fazer uma maratona antes. Claro, se você viu tudo, ganha uma camada a mais de significado. Mas a ideia é que nenhuma história dependa completamente da outra. Pelo menos por enquanto”, explicou Gunn.

Ele ainda revelou que essa abordagem poderá mudar à medida que o universo crescer e se tornar mais complexo. E, como todo bom contador de histórias, usou uma analogia direta com o cinema de super-heróis que moldou a última década:

“Pode ser que no futuro tenhamos algo como Guerra Infinita e Ultimato, onde você realmente precisa ter visto o primeiro para entender o segundo. Mas neste momento, estamos priorizando acessibilidade. Você não precisa ver Superman para curtir Supergirl, por exemplo.”

Essa filosofia reflete um cuidado não apenas com a narrativa, mas também com o público. Ao invés de criar uma teia de interdependência sufocante, Gunn está oferecendo uma nova chance para os fãs — veteranos ou novatos — de entrarem nesse universo sem medo de se perder.

E falando em Superman, o novo filme protagonizado por David Corenswet (Pearl) promete ser mais do que apenas mais uma origem do herói: ele será o coração emocional e moral do novo DCU. O elenco já chama atenção: Rachel Brosnahan (A Maravilhosa Sra. Maisel) como Lois Lane, Nicholas Hoult (Nosferatu) como o carismático e ameaçador Lex Luthor, Skyler Gisondo (Licorice Pizza) como o fiel Jimmy Olsen e Wendell Pierce como o lendário editor Perry White, do Planeta Diário.

Ao lado dele, o Pacificador de John Cena segue firme como uma das figuras mais importantes dessa nova fase — trazendo não só o humor e a ação, mas também a complexidade moral que Gunn tanto gosta de explorar.

E o que dizer de Comando das Criaturas? Segundo Gunn, o projeto funciona como uma janela criativa, quase como um experimento paralelo — onde novos personagens e tons podem ser testados, sem a pressão de mover a narrativa principal adiante. Pense nele como um livro de contos dentro de um universo em construção.

O recado está dado: o novo DCU será uma mistura de liberdade criativa com planejamento estratégico. E se James Gunn cumprir o que promete, teremos um universo rico, acessível, surpreendente — onde cada história pode ser aproveitada individualmente, mas que, vistas em conjunto, revelarão algo muito maior.

Diamond Films divulga novo teaser de Nuremberg, suspense histórico com Rami Malek e Russell Crowe

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A Diamond Films divulgou um novo teaser de Nuremberg, drama histórico dirigido e roteirizado por James Vanderbilt (Conspiração e Poder), que chega aos cinemas brasileiros em 26 de fevereiro. A prévia entrega um clima sombrio e inquietante, explorando a tensão psicológica que marcaria um dos momentos mais decisivos da história moderna: os julgamentos que colocaram frente a frente os maiores responsáveis pelas atrocidades nazistas e a nascente noção de justiça internacional.

Mais do que apresentar imagens poderosas, o teaser — que você pode conferir logo abaixo — revela a essência do filme: um suspense construído sobre diálogos cheios de subtexto, embates silenciosos e a busca desesperada por compreender a mente humana após a devastação deixada pela Segunda Guerra Mundial.

Para dar vida aos personagens reais que moldaram os bastidores dos julgamentos, Vanderbilt reúne um elenco de grande peso dramático. Rami Malek (Bohemian Rhapsody, Mr. Robot, O Destino de uma Nação, 007 Sem Tempo Para Morrer, The Pacific) interpreta Douglas Kelley, o psiquiatra do Exército dos EUA encarregado de avaliar os réus nazistas dias antes de enfrentarem a Corte Internacional. Já Russell Crowe (Gladiador, Uma Mente Brilhante, Os Miseráveis, O Informante, Robin Hood, Noé) assume o papel de Hermann Göring, uma das figuras mais influentes do regime de Hitler — e um homem que, mesmo preso, continuava exercendo poder através de sua inteligência estratégica e personalidade manipuladora.

O time se completa com Michael Shannon (A Forma da Água, Nocturnal Animals, O Homem de Aço, Entre Facas e Segredos, 8 Mile), Leo Woodall (The White Lotus, One Day, Vampire Academy), Richard E. Grant (Can You Ever Forgive Me, Logan, Saltburn, Star Wars A Ascensão Skywalker, Downton Abbey), Colin Hanks (Fargo, King Kong, The Good Guys, Jumanji Bem-Vindo à Selva) e John Slattery (Mad Men, Spotlight Segredos Revelados, Capitão América Guerra Civil, Homem de Ferro 2, O Ajuste).

Baseado no livro O Nazista e o Psiquiatra, de Jack El-Hai, o filme acompanha a jornada de Kelley, um oficial acostumado à disciplina militar que se vê empurrado para o território cinzento da mente criminosa. Seu trabalho não é apenas registrar comportamento — é entender o que se passa na psique daqueles que arquitetaram crimes inimagináveis.

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O relacionamento entre Kelley e Göring se torna o núcleo emocional e moral do filme. Nas sessões de avaliação, os dois mergulham em conversas que ultrapassam o limite entre análise clínica e manipulação psicológica. A cada encontro, Kelley percebe que está em um jogo perigoso, no qual o brilhantismo retorcido de Göring ameaça não apenas seu trabalho, mas sua própria estabilidade emocional.

O filme também retrata o ambiente do pós-guerra: cidades destruídas, famílias despedaçadas e um mundo tentando reaprender a viver enquanto busca justiça. O caos externo dialoga com o caos interno do protagonista, que enfrenta conflitos éticos cada vez mais profundos.

Apresentado no Festival Internacional de Toronto, o longa-metragem foi recebido com uma das ovações mais longas da edição: quatro minutos de aplausos. Críticos destacaram especialmente a entrega visceral de Russell Crowe, considerado uma das forças dramáticas centrais do longa, além da condução delicada e intensa de Vanderbilt, que transforma um episódio histórico amplamente documentado em um thriller psicológico surpreendentemente íntimo.

Com distribuição da Diamond Films, referência entre as independentes da América Latina, Nuremberg estreia nos cinemas brasileiros em 26 de fevereiro, prometendo oferecer uma experiência tensa, emocionalmente complexa e profundamente atual.

O Último Azul | Rodrigo Santoro é destaque no novo cartaz do drama distópico brasileiro

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O cinema brasileiro vive um momento de projeção internacional com O Último Azul, dirigido por Gabriel Mascaro (Boi Neon, Divino Amor), que conquistou o prestigiado Urso de Prata – Grande Prêmio do Júri – no Festival de Berlim. O longa, aguardado ansiosamente pelo público nacional, estreia nos cinemas do Brasil em 28 de agosto e terá sua exibição de abertura no 53º Festival de Cinema de Gramado, nesta sexta-feira (15), no Palácio dos Festivais. A presença do diretor e do elenco principal, incluindo Rodrigo Santoro e Denise Weinberg, promete transformar a estreia em um evento que une prestígio, arte e emoção.

Rodrigo Santoro é o grande destaque no novo cartaz do longa, divulgado para celebrar a exibição em Gramado. Na imagem, que você pode conferir logo abaixo, o ator divide o espaço com Denise Weinberg, transmitindo a intensidade e a complexidade emocional de seus personagens. O pôster reforça a força dramática da narrativa e antecipa ao público a profundidade da relação entre Cadu e Tereza, protagonistas do filme, despertando ainda mais expectativa para a experiência cinematográfica que aguarda os espectadores.

Com produção da Desvia, de Rachel Daisy Ellis, e Cinevinay, de Sandino Saravia Vinay, e coprodução da Globo Filmes, Quijote Films (Chile) e Viking Film (Países Baixos), o longa já gera expectativa pela qualidade artística, pelo elenco envolvente e pela narrativa potente, situada na Amazônia brasileira. A Vitrine Filmes, responsável pela distribuição nacional, divulgou recentemente um novo cartaz do longa, destacando os personagens centrais Tereza e Cadu, interpretados por Denise Weinberg e Rodrigo Santoro, respectivamente, transmitindo a intensidade emocional que permeia todo o filme.

Situado em um Brasil quase distópico, o longa-metragem acompanha Tereza, uma mulher de 77 anos, que é obrigada pelo governo a se mudar para uma colônia habitacional destinada a idosos, local onde deveria “desfrutar” seus últimos anos de vida. Recusando-se a se resignar, Tereza embarca em uma jornada pelos rios da Amazônia para realizar seu último desejo. Ao longo do percurso, ela encontra personagens que refletem diferentes perspectivas sobre envelhecimento, liberdade e resistência.

Rodrigo Santoro, que interpreta Cadu, personagem próximo de Tereza, ressalta a importância de trabalhar em um projeto tão sensível e visualmente impactante. “O filme mistura a força humana com a força da natureza, e estar em cena com Denise e a equipe de Mascaro foi uma experiência transformadora. Cada detalhe do rio, da luz e das expressões humanas contribui para contar essa história”, comenta.

Denise Weinberg entrega uma interpretação carregada de emoção e nuance. Sua Tereza é resiliente, sensível e cheia de pequenas contradições que a tornam profundamente humana. Ao longo da narrativa, ela confronta não apenas as imposições externas do governo fictício, mas também os medos internos que acompanham o envelhecimento e a perda de autonomia.

Exibição de abertura e pré-estreias pelo Brasil

A exibição em Gramado marca um momento simbólico, reunindo elenco, equipe e público em torno de um cinema brasileiro que transcende fronteiras. Além disso, o filme terá sessões especiais em nove cidades brasileiras, com debates mediados pelo diretor Gabriel Mascaro e participação do elenco. São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Manaus, Manacapuru, Fortaleza, Salvador, Curitiba e Belo Horizonte receberão pré-estreias, proporcionando aos espectadores um contato direto com os bastidores e a criação artística do longa.

Em Recife, o público poderá ainda conferir o Urso de Prata conquistado em Berlim, exposto na Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) a partir do dia 24 de agosto, em evento aberto e gratuito. Essa ação aproxima os fãs da produção e celebra a presença internacional do cinema brasileiro.

Uma trajetória de reconhecimento internacional

O filme já percorreu uma carreira de destaque antes mesmo de chegar aos cinemas nacionais. Vencedor de três prêmios na 75ª edição do Festival de Berlim, incluindo o Grande Prêmio do Júri, o longa teve reconhecimento também em festivais internacionais de prestígio, como o Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF), onde integrou o programa Centrepiece, voltado a diretores contemporâneos de destaque.

A obra foi ainda selecionada para festivais como Guadalajara, Melbourne, Lima, Shanghai e Sydney, recebendo elogios de críticos e público. No Rotten Tomatoes, o filme atingiu 100% de aprovação, consolidando sua reputação como uma produção de alta qualidade, capaz de dialogar com plateias de diferentes culturas e contextos.

O elenco amazônico e a valorização local

Um dos aspectos mais notáveis de O Último Azul é a valorização da cultura local. Com filmagens em Manaus, Manacapuru e Novo Airão, o longa integra mais de 20 atores amazonenses, proporcionando autenticidade e inserindo vozes regionais em uma narrativa universal. A presença desses artistas contribui para a construção de personagens verossímeis, refletindo realidades e experiências próprias da Amazônia.

Essa escolha reforça o compromisso de Mascaro com a diversidade e a inclusão, transformando o longa em um projeto de reconhecimento e valorização da cultura local, ao mesmo tempo em que dialoga com questões globais sobre envelhecimento, liberdade e direitos humanos.

Produção e coprodução internacional

A produção do longa-metragem contou com parcerias nacionais e internacionais, envolvendo a Desvia, Cinevinay, Globo Filmes, Quijote Films e Viking Film. A Vitrine Filmes assume a distribuição nacional, garantindo que o longa chegue ao público brasileiro de maneira ampla e acessível. Essa colaboração internacional reforça a qualidade técnica e artística do projeto, permitindo que o filme mantenha padrão elevado de produção e seja competitivo nos festivais globais.

Gabriel Mascaro destaca que cada elemento da produção foi pensado para reforçar a narrativa: “Desde a escolha dos rios e cidades da Amazônia até o elenco local, tudo foi planejado para que a história tivesse densidade, verossimilhança e beleza visual. Queríamos que o espectador sentisse que estava dentro do percurso de Tereza, sentindo suas emoções e descobertas.”

Reflexão sobre envelhecimento e liberdade

Mais do que uma obra visualmente impactante, o filme provoca reflexão. A jornada de Tereza pelos rios da Amazônia simboliza resistência, autonomia e a luta por dignidade diante de sistemas que muitas vezes limitam escolhas individuais. O filme aborda questões universais de envelhecimento, memória e desejo, mostrando que o fim da vida não precisa ser sinônimo de passividade ou resignação.

Rodrigo Santoro complementa: “Cadu acompanha Tereza em sua jornada, mas cada personagem tem sua própria forma de resistência. A mensagem do filme é clara: a vida pode ser intensa e significativa até seus últimos momentos, e a busca por autonomia é um direito de todos.”

Crise nos bastidores? A Caverna Encantada pode ser encurtada no SBT após baixa audiência e mudanças na programação

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Foto: Divulgação/ SBT

O universo encantado criado por Íris Abravanel para o SBT pode não resistir à realidade fria dos números. A novela A Caverna Encantada, lançada com pompa e expectativa no fim de julho, já corre o risco de sair do ar antes do previsto. Envolta em fantasia, personagens mágicos e uma produção considerada ousada para os padrões da dramaturgia infantil da emissora, a trama não conseguiu encantar o público como se esperava — e agora, enfrenta um possível encerramento precoce.

Segundo apuração do jornalista Gabriel de Oliveira, do jornal O Dia, a cúpula do SBT já iniciou conversas com a Disney, parceira na coprodução da novela, para negociar a antecipação do fim da exibição, inicialmente marcado para 5 de setembro. Fontes ligadas ao canal relatam bastidores tensos, incertezas nos roteiros futuros e um sentimento de frustração entre elenco e equipe técnica.

Uma aposta alta, um voo curto

A novela estreou com a promessa de renovar o fôlego da dramaturgia infantojuvenil do SBT — gênero que, por muitos anos, garantiu bons índices de audiência ao canal, com títulos como Carrossel (2012), Chiquititas (2013) e As Aventuras de Poliana (2018). A nova novela trazia a assinatura já consolidada de Íris Abravanel, direção de Ricardo Mantoanelli e um acordo estratégico com a Disney, o que sinalizava ambições além do público nacional.

Porém, desde a estreia em 29 de julho, os números foram decepcionantes. Na Grande São Paulo, a audiência inicial girou em torno de 3,6 pontos — abaixo da média para o horário nobre. Após uma tentativa frustrada de fixar a novela às 21h, o SBT mudou sua estratégia: empurrou a produção para o horário das 13h45 e, depois, para às 17h, em pleno período de férias escolares. Nenhuma dessas faixas gerou reação significativa. Em muitas tardes, a novela não superou os 2 pontos.

Uma caverna mágica, mas complexa demais?

Diferente das novelas anteriores do SBT, a produção investiu em uma narrativa mais densa e carregada de elementos simbólicos. A protagonista Anna Salvatore (vivida por Mel Summers), é uma garotinha entregue por seu pai missionário a um misterioso colégio interno chamado Rosa dos Ventos. Ali, ela descobre segredos escondidos em uma caverna proibida, criaturas fantásticas e um sistema interno de poder controlado pela temida diretora Norma (Clarice Niskier).

Com clara inspiração em obras da literatura clássica, como O Jardim Secreto e A Princesinha, a novela apostou numa ambientação europeia, figurinos de época, mistérios e temas como abandono, luto, resistência e amizade. Tudo isso envolto em uma aura de magia discreta e alegorias — diamantes falantes, animais que guiam os alunos, conspirações no corpo docente.

Mas talvez a complexidade do enredo tenha se tornado um problema. Segundo especialistas em televisão, a novela acabou não se comunicando com clareza com seu público-alvo: crianças e pré-adolescentes acostumados a tramas mais diretas e contemporâneas. O visual elegante e a mitologia rica da história não bastaram para segurar a atenção dos pequenos, principalmente diante da concorrência de conteúdos curtos, interativos e mais imediatistas nas plataformas digitais.

Recuo em cadeia: prejuízo criativo e comercial

Nos bastidores da emissora, o clima é de apreensão. A novela mobilizou um orçamento elevado para os padrões do canal, contou com nomes experientes no elenco — como Rosi Campos, Miguel Coelho, Isabela Souza, Wallentina Bomfim e Giulia Nassa — e envolveu meses de produção, inclusive com consultorias internacionais vindas da Disney para alinhar a narrativa a possíveis desdobramentos em outros mercados. Com o desempenho comercial também abaixo do esperado, patrocinadores que apostaram na trama já teriam sinalizado desconforto. Produtos licenciados, como brinquedos e livros baseados na história, chegaram a ser planejados, mas agora estão sendo revistos.

O papel de Daniela Beyruti

Com o retorno de Daniela Beyruti à liderança artística do SBT, todas as produções estão sendo reavaliadas com rigor. Conhecida por sua postura prática e por buscar eficiência tanto criativa quanto comercial, Daniela tem nas mãos a difícil decisão de manter ou encurtar a exibição da novela.

Segundo fontes próximas à executiva, duas versões de roteiro já estão sendo consideradas: uma que leva a novela até setembro com um desfecho mais elaborado, e outra que antecipa o encerramento com um final simbólico e mais aberto. Ambas dependem de um sinal verde da Disney — que, até o momento, preferiu não se pronunciar sobre o assunto.

Caso se confirme o corte, o SBT deverá preencher a faixa com reprises ou talvez apostar em uma estratégia já conhecida: exibir doramas sul-coreanos dublados, que vêm apresentando desempenho estável na audiência e boa recepção nas redes sociais.

Um baque para Íris Abravanel?

Íris Abravanel construiu uma carreira sólida à frente da dramaturgia infantojuvenil da emissora nos últimos 15 anos. Seu estilo, muitas vezes comparado ao de escritores de contos de fadas, combinava valores familiares, didatismo e leveza. Ela foi a responsável por recuperar o setor de novelas do SBT nos anos 2000, numa fase em que o canal buscava se reinventar.

Ainda que A Caverna Encantada possa não repetir o sucesso de Poliana, é inegável que a autora tentou dar um novo salto criativo. Talvez o público não estivesse pronto — ou talvez a obra tenha mesmo errado na dose. O fato é que seu legado permanece intacto, e dificilmente um tropeço isolado apagará sua contribuição para a dramaturgia brasileira voltada ao público jovem.

O que vem a seguir?

Independentemente do destino da trama infantil, a crise que ronda a produção levanta questionamentos importantes sobre o futuro das novelas infantis na TV aberta. Num tempo em que o consumo de audiovisual é moldado por algoritmos, plataformas sob demanda e ritmos acelerados, será que ainda há espaço para histórias de fôlego longo, exibidas em capítulos diários?

O SBT ainda acredita que sim. Mas talvez precise reinventar o formato, ouvir mais os jovens, testar linguagens híbridas e valorizar o que há de mais poderoso na ficção: a capacidade de tocar emocionalmente quem assiste.

Caldeirão com Mion 10/05/2025: Sobe o Som de Ouro e Vera Fischer e Silvia Pfeifer no TV Teca

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Foto: Reprodução/ Internet

Neste sábado, 10 de maio de 2025, o Caldeirão com Mion celebra com emoção e nostalgia os grandes momentos da teledramaturgia brasileira em mais uma edição especial do quadro TV Teca – Novelas, em homenagem aos 60 anos da TV Globo. Para marcar a data e também a proximidade do Dia das Mães, Marcos Mion recebe duas estrelas que marcaram gerações: Vera Fischer e Silvia Pfeifer.

Juntas no palco, as atrizes relembram parcerias inesquecíveis, como na novela ‘Perigosas Peruas’ (1992), onde interpretaram com carisma e irreverência as protagonistas e grandes amigas Cidinha e Leda. O reencontro das atrizes no programa resgata não apenas os bastidores da trama de Carlos Lombardi, mas também a cumplicidade entre as intérpretes.

Nunca imaginei que fosse me divertir tanto e ficar tão emocionada. E a Vera é uma parceira maravilhosa. Só tenho boas lembranças”, afirmou Silvia Pfeifer, visivelmente emocionada com o reencontro. Vera Fischer também compartilha sua visão sobre o carinho do público ao longo dos anos. “Costumo dizer que a novela que a gente gosta é aquela em que a gente sente que o público também gostou da gente. Então, ‘Meu Bem, Meu Mal’, ‘Tropicaliente’, ‘Perigosas Peruas’, ‘O Rei do Gado’ e ‘Torre de Babel’ são títulos que me trazem esse retorno”, destacou a atriz.

Além da parceria em Perigosas Peruas, Silvia também rememora seu início nas novelas com a marcante vilã Isadora Venturini, de Meu Bem, Meu Mal (1990). Em um dos momentos mais simbólicos da entrevista, ela revê uma cena icônica em que manipula o filho Marco Antônio, vivido por Fábio Assunção. O momento revela a força dramática da personagem e o impacto da atuação de Silvia em sua estreia na televisão.

Especial Dia das Mães e trilhas sonoras inesquecíveis

A véspera do Dia das Mães torna o clima ainda mais emotivo. Ambas as atrizes aproveitam para falar não apenas das mães que interpretaram na ficção, mas também de suas experiências maternas na vida real. Entre risos, histórias e lembranças, o bate-papo mistura afeto e reverência à trajetória de mulheres que marcaram décadas de televisão.

Fechando o programa em grande estilo, o Caldeirão apresenta o Sobe o Som de Ouro, quadro musical que ganha uma edição temática dedicada às trilhas de novelas. Nesta semana, artistas renomados interpretam canções que embalaram tramas icônicas como A Viagem, Andando nas Nuvens e Guerra dos Sexos, transportando o público diretamente para os momentos mais emocionantes da ficção brasileira.

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