Arquivo A desta quinta (24/07) traz um olhar aprofundado sobre os avanços e impactos da inteligência artificial

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Nesta quinta-feira, 24 de julho de 2025, às 21h, o programa Arquivo A, da TV Aparecida, convida o público para uma viagem ao fascinante universo da inteligência artificial (IA). Com reportagem assinada pelo jornalista Leandro Oliveira, a produção oferece uma análise detalhada sobre a evolução desta tecnologia que vem transformando nosso cotidiano, expondo suas múltiplas aplicações, desafios éticos e o debate atual sobre a relação entre a inteligência humana e a artificial.

A inteligência artificial, que até pouco tempo parecia ficção científica, já é uma realidade presente em nossas vidas — muitas vezes de forma sutil e silenciosa. Por trás dos assistentes virtuais que respondem perguntas, dos sistemas que recomendam filmes e músicas, e das máquinas que auxiliam médicos em diagnósticos, está a força de uma tecnologia em constante aprimoramento, que desafia não apenas a engenharia, mas também a filosofia, a ética e a forma como enxergamos o próprio ser humano.

A história e a evolução da inteligência artificial

O episódio começa com uma contextualização histórica da inteligência artificial, resgatando as origens da ideia de máquinas pensantes que remontam à antiguidade, passando por conceitos fundamentais da ciência da computação e inteligência cognitiva.

A reportagem destaca o ano de 2010 como um marco para o desenvolvimento da IA, quando algoritmos de aprendizado de máquina e redes neurais começaram a mostrar resultados expressivos e aplicações práticas. Antes disso, a IA era mais um campo teórico, cercado de expectativas e desafios técnicos.

Desde então, a inteligência artificial se aprimorou rapidamente, impulsionada pelo aumento da capacidade computacional, a disponibilidade de grandes volumes de dados (o chamado Big Data) e avanços em algoritmos que permitiram às máquinas “aprenderem” por conta própria, reconhecendo padrões e tomando decisões com um nível de autonomia antes inimaginável.

As múltiplas faces da inteligência artificial no cotidiano

Um dos grandes destaques da reportagem é mostrar que a inteligência artificial está longe de ser uma tecnologia restrita a laboratórios ou grandes empresas de tecnologia. Ela está inserida em diversas áreas da sociedade, muitas vezes de forma invisível, mas fundamental.

Inclusão e acessibilidade

No campo da inclusão social, a IA tem sido uma ferramenta poderosa para derrubar barreiras. Tecnologias de reconhecimento de voz e imagem ajudam pessoas com deficiência visual ou auditiva a acessar informação e se comunicar com mais facilidade. Sistemas de tradução automática aproximam culturas e idiomas, enquanto softwares adaptativos oferecem apoio personalizado para alunos com dificuldades de aprendizagem.

Educação

Na educação, a inteligência artificial permite a criação de ambientes de ensino mais dinâmicos e personalizados. Plataformas inteligentes adaptam o conteúdo de acordo com o ritmo e estilo de aprendizado de cada aluno, oferecendo feedback em tempo real e possibilitando um acompanhamento mais eficaz dos professores.

Saúde

Na área da saúde, a IA é um aliado essencial no diagnóstico precoce de doenças, na análise de imagens médicas e na pesquisa de novos medicamentos. Ferramentas inteligentes auxiliam médicos a interpretar exames complexos, identificar padrões e prever riscos, aumentando a precisão dos tratamentos e salvando vidas.

Segurança

A segurança pública também tem se beneficiado da inteligência artificial, com sistemas que analisam grandes volumes de dados para identificar comportamentos suspeitos e prevenir crimes. Câmeras inteligentes, reconhecimento facial e análise preditiva ajudam as autoridades a agir de forma mais rápida e eficaz.

Evangelização e vida cotidiana

Outro ponto curioso abordado pela reportagem é a forma como a inteligência artificial tem sido incorporada em práticas de evangelização e na rotina religiosa. Chatbots e aplicativos baseados em IA facilitam o acesso a conteúdos espirituais, promovem diálogos e auxiliam comunidades a manterem contato, especialmente em tempos de isolamento social.

O olhar do Vaticano: “Antiqua et Nova” e a ética da inteligência artificial

Em janeiro de 2025, o Vaticano lançou a nota pastoral “Antiqua et Nova”, um documento que estabelece princípios para a convivência harmoniosa entre a inteligência artificial e a inteligência humana. A reportagem explica que a iniciativa é um convite à reflexão ética sobre o uso da tecnologia, reforçando a importância do respeito à dignidade humana e à promoção do bem comum.

O documento discute questões fundamentais como a privacidade, a responsabilidade pelos atos das máquinas, o impacto no trabalho humano e a necessidade de transparência e controle sobre os sistemas de IA. Para o Vaticano, a tecnologia deve ser uma ferramenta a serviço da humanidade, não um fim em si mesma.

Os riscos e desafios da inteligência artificial

Apesar dos avanços e benefícios, a reportagem destaca que a inteligência artificial também traz consigo riscos e desafios que precisam ser enfrentados com seriedade.

Entre os principais perigos estão a automação que pode levar à perda de empregos, a possibilidade de viés e discriminação embutidos nos algoritmos, o uso da IA para vigilância excessiva e a manipulação da informação.

Por isso, a Recod.AI, iniciativa do Instituto de Computação da Unicamp, surge como uma luz no fim do túnel. Com o objetivo de garantir o uso responsável da tecnologia, a Recod.AI atua em parceria com o Ministério Público, prestando suporte técnico em investigações que envolvem o uso da inteligência artificial.

A reportagem detalha como o grupo trabalha para criar normas, desenvolver ferramentas de auditoria de algoritmos e promover a conscientização pública sobre os impactos da IA, defendendo uma aplicação ética, transparente e segura.

Reflexões para o futuro: tecnologia e humanidade caminhando juntas

Ao longo do episódio, o jornalista Leandro Oliveira conduz o público a refletir sobre o futuro da inteligência artificial e sua relação intrínseca com a inteligência humana.

A reportagem levanta questões importantes, como: de que forma a IA pode potencializar o desenvolvimento humano? Como podemos garantir que o avanço tecnológico respeite valores éticos e sociais? E, acima de tudo, como manter o equilíbrio entre automação e humanidade?

Esses temas ressoam em todas as áreas da sociedade e são essenciais para construirmos um futuro onde tecnologia e ser humano coexistam de maneira harmoniosa e produtiva.

Por que assistir o Arquivo A desta quinta?

Com uma linguagem acessível, o programa Arquivo A traz uma cobertura completa, que combina informação técnica, entrevistas com especialistas e exemplos práticos, tornando o assunto inteligível para todos os públicos.

aCenaCast | Videocast pernambucano dá voz a artistas e debates culturais locais

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Em Pernambuco, a produção cultural pulsa em cada esquina, nos palcos, nas ruas e nas pequenas casas de artistas independentes. Para dar visibilidade a essas histórias, nasceu o aCenaCast, videocast que estreou em julho de 2025 e já se tornou referência na valorização da arte local. Criado pelo portal aCena Recifense, o projeto reúne artistas, produtores e personalidades para discutir temas que refletem a identidade e a diversidade cultural do estado.

Com exibição quinzenal, o videocast é transmitido ao vivo no YouTube e também está disponível em áudio nas principais plataformas de streaming, como Spotify, Deezer, Amazon Music e YouTube Music. A primeira temporada segue até dezembro, totalizando 12 episódios que exploram diferentes aspectos da cena cultural pernambucana: música, teatro, performances drag, arte queer, eventos independentes e espaços culturais locais. O foco do aCenaCast está em dar voz a artistas marginalizados, como pessoas negras, LGBTQIAPN+ e periféricas, mostrando não apenas suas produções artísticas, mas também suas histórias de vida, desafios e conquistas.

Apresentadores que conectam arte e público

O programa é apresentado por Rodrigo Luz, produtor cultural e fundador do aCena Recifense, e pelo multiartista Andrews Bezerra, que conduzem entrevistas e debates de forma próxima e acessível. Na estreia, o episódio “O Panorama da Arte Drag Pernambucana” trouxe as drag queens Safira Blue e Sayuri Heiwa, que falaram sobre a resistência, a criatividade e os desafios da cena drag em Pernambuco.

Episódios seguintes abordaram a projeção nacional da arte local com Ruby Nox, participante do Drag Race Brasil, a presença de travestis na cena artística com Fabiana Oliveira e Gaby Lima, e o impacto da arte queer no teatro e na televisão com Vagiene Coqueluche e Betty Xuca. Cada episódio reforça a diversidade e o protagonismo artístico da região.

Arte, inclusão e acessibilidade

O aCenaCast vai além de entrevistas: é um espaço seguro de diálogo e reflexão, onde artistas podem compartilhar suas experiências e perspectivas de forma autêntica. O projeto também se destaca pela acessibilidade, oferecendo tradução simultânea em LIBRAS, garantindo que todos os públicos possam acompanhar os debates.

Segundo Rodrigo Luz, “o aCenaCast nasceu da necessidade de criar um espaço onde artistas pudessem falar livremente sobre suas histórias, angústias, conquistas e inquietações. É uma forma de valorizar quem faz a cultura acontecer, muitas vezes à margem da mídia tradicional”.

Próximos episódios: música, eventos e espaços culturais

A programação futura promete explorar ainda mais a música pernambucana, os bastidores de eventos locais e os espaços culturais que fomentam a produção artística no estado. A ideia é mostrar como Pernambuco se mantém vivo, plural e criativo, conectando público e artistas e fortalecendo a cena local.

Como acompanhar

Para assistir aos episódios, basta acessar o canal oficial do aCena Recifense no YouTube. Quem prefere ouvir os programas pode encontrá-los nas plataformas de streaming mencionadas. Atualizações, bastidores e informações sobre episódios futuros estão disponíveis no Instagram do aCena Recifense.

“Conversa com Bial” presta homenagem a Preta Gil nesta segunda (21/07), celebrando sua trajetória de coragem, arte e afeto

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Nesta segunda-feira, 21 de julho de 2025, o Conversa com Bial exibe uma edição especial que é, ao mesmo tempo, tributo e abraço: uma homenagem afetuosa a Preta Gil, que nos deixou no último domingo (20), aos 50 anos. A cantora, atriz, apresentadora e empresária será lembrada não com silêncio, mas com memória viva — daquelas que não se apagam.

A atração vai ao ar em horário especial, antes do Jornal da Globo, e resgata dois momentos marcantes da artista no programa. Em vez de uma despedida formal, o episódio é um reencontro com a essência vibrante de uma mulher que transformava sua história em palco e sua dor em ponte com o outro.

Uma homenagem feita de memórias, música e emoção

Preta Gil estará presente através de imagens, risos, confidências e canções. O programa revisita sua participação em 2017, quando dividiu o palco com Gal Costa, em um encontro entre duas forças femininas da música brasileira. E também revive a entrevista de 2024, quando, já em tratamento contra o câncer, lançou sua autobiografia e tocou o país com sua lucidez, sinceridade e coragem.

Era Preta em estado puro: inteira, frágil e forte. Numa conversa com Pedro Bial que foi mais confissão do que entrevista, ela falou abertamente sobre o diagnóstico, o término de um casamento público e doloroso, e os novos caminhos que surgiram a partir da dor. Dividir essas vivências não foi um ato de vaidade — foi de generosidade.

Preta Gil: a mulher que transformava a vida em poesia

Ao refletir sobre o livro Preta Gil: Os Primeiros 50, ela falou sobre reencontros consigo mesma, os limites do corpo e a urgência da alma. “Eu precisei quase morrer para me reencontrar com a vida”, disse, com a doçura firme de quem aprendeu a sobreviver sem perder a ternura.

Essa era Preta: sem filtros, sem concessões, com uma paixão por viver que transbordava. Em sua trajetória, não se limitou a um único rótulo. Foi artista em muitas frentes, e em todas elas deixou marcas profundas. Foi também filha de Gilberto Gil, neta de Wangry Gadelha, e dona de uma luz própria que não se apagava nem nas horas mais difíceis.

Um legado de alegria, liberdade e resistência

Desde a juventude, Preta desafiou expectativas. Começou nos bastidores, dirigindo videoclipes. Depois, encarou os palcos, a TV, os microfones e as redes sociais com a mesma intensidade. Sucessos como “Sou Como Sou” e “Sinais de Fogo” expressaram sua identidade sem amarras — e abriram caminhos para outras tantas vozes.

O Bloco da Preta, que arrasta multidões no carnaval do Rio, virou símbolo dessa potência alegre e política. No trio elétrico, ela era festa e manifesto. E fora dele, representatividade viva para mulheres gordas, pretas, bissexuais, mães, artistas. Falava sobre tudo: do corpo ao amor, da fé à maternidade, da política ao prazer.

Preta não apenas ocupava espaço. Ela recriava o espaço. Provocava e acolhia. Desafiava e cuidava. Denunciava injustiças com o mesmo fervor com que celebrava encontros.

Um adeus que é também um “obrigada”

A homenagem no Conversa com Bial é atravessada pela emoção de quem conheceu, admirou ou apenas se sentiu tocado por ela. Pedro Bial, visivelmente emocionado, costura o episódio com lembranças e reflexões. “Preta era luz em tempos nublados. Ela nos ensinou que vulnerabilidade não é fraqueza — é força em estado puro”, diz, em uma das passagens mais tocantes da edição.

O programa desta noite convida à reflexão, mas também à gratidão. Ao celebrar a vida de Preta, resgata a importância de sermos verdadeiros, mesmo — ou principalmente — quando isso nos expõe. Ela provou que é possível amar com intensidade, se mostrar com coragem e viver com poesia, mesmo quando tudo parece ruir.

A ausência que deixa presença

O Brasil ainda tenta digerir a partida precoce de uma artista que foi além da arte. Mas sua voz permanece. Permanece na música, nos vídeos, nas palavras, nos corpos que ela inspirou a amar a si mesmos. Preta se foi fisicamente — mas ficou onde sempre quis estar: no coração do povo, na avenida, na TV, no som alto, no choro libertador, no riso sem culpa.

Como ela mesma dizia, “a vida tem que ser celebrada, mesmo com dor”. E ninguém celebrou a vida com tanta entrega, cor, humor e coragem como ela.

Um legado que ecoa

Nesta noite, ao assistirmos Preta Gil no Conversa com Bial, não estaremos apenas relembrando uma artista. Estaremos sendo convidados a viver um pouco mais como ela viveu: com verdade, com intensidade, com coragem de ser.

Demon Slayer: Castelo Infinito | Shinobu desafia Dōma em teaser que promete emoção e ação

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A espera está chegando ao fim. Faltando apenas algumas semanas para a estreia de Demon Slayer: Castelo Infinito, o primeiro filme da trilogia que encerrará a adaptação em anime do mangá de Koyoharu Gotōge, fãs do mundo inteiro já sentem o coração acelerar. O mais recente teaser divulgado revelou um momento que promete ser tão emocionante quanto impactante: o confronto entre Shinobu Kocho, a Pilar do Inseto, e Dōma, um dos onis mais poderosos da série.

O material trouxe imagens impressionantes, tanto em animação quanto em arte estática, capturando a intensidade do embate e a tensão que se constrói há anos na narrativa de Demon Slayer. Para quem acompanha a série desde o mangá, esse duelo não é apenas uma batalha de força: é o confronto entre dor, perda, determinação e justiça.

Uma franquia que conquistou o mundo

Demon Slayer, conhecido internacionalmente como Kimetsu no Yaiba, começou sua trajetória como mangá em fevereiro de 2016. Ao longo de quatro anos, a obra conquistou leitores de todas as idades, com uma história que combina ação, emoção e personagens complexos. O mangá foi concluído em maio de 2020, somando 23 volumes que registram o crescimento e o amadurecimento de Tanjirō Kamado e de seus companheiros.

O sucesso da série foi rapidamente ampliado com a adaptação em anime pelo estúdio ufotable, famoso por seu alto padrão de animação. A primeira temporada estreou em 2019, seguida da segunda entre 2021 e 2022. Cada episódio não apenas trouxe a história à vida, mas também elevou o padrão de qualidade do anime, conquistando críticos e fãs internacionais. O resultado é uma obra que se tornou fenômeno cultural, com impacto na música, moda, eventos e até mesmo na forma como o público consome anime.

A narrativa que cativa

Ambientada no Japão do Período Taishō (1912-1926), a história acompanha Tanjirō Kamado, um jovem que perde sua família em um ataque brutal de onis. Nezuko, sua irmã mais nova, sobrevive, mas é transformada em um oni. Apesar disso, mantém traços de humanidade, e Tanjirō decide se tornar um caçador de onis para proteger outras pessoas e buscar uma forma de devolver a humanidade à irmã.

O conceito das “respirações”, técnicas que aumentam a força, velocidade e resistência dos caçadores, é uma das marcas da série. Cada respiração é inspirada em elementos da natureza ou estilos de combate, como a Respiração da Água utilizada por Tanjirō, ou a Respiração da Fera, desenvolvida por Inosuke Hashibira. Essas habilidades não apenas dão dinamismo às lutas, mas também refletem a personalidade e o crescimento de cada personagem.

Shinobu Kocho: delicadeza e força em equilíbrio

Entre os pilares que guiam os caçadores, Shinobu Kocho se destaca. Conhecida como Pilar do Inseto, ela combina gentileza, inteligência e uma habilidade letal no combate. Sua história pessoal, marcada por perdas familiares, é um dos elementos que tornam seu confronto com Dōma tão carregado de emoção.

O teaser mostra Shinobu em plena ação, utilizando suas técnicas de precisão e veneno para enfrentar Dōma, que se apresenta como uma força quase imbatível. A cena não é apenas visualmente impressionante: é também uma narrativa sobre coragem, sacrifício e justiça, temas que ressoam profundamente com os fãs da franquia.

Dōma: um vilão inesquecível

Dōma, um dos onis mais poderosos, é a personificação da ameaça silenciosa e calculista. Sua aparência serena e comportamento aparentemente calmo escondem uma crueldade implacável, tornando cada confronto imprevisível e perigoso. A luta contra Shinobu não é apenas física: é um duelo de vontades e emoções, onde a força não é suficiente, e estratégia, coragem e determinação fazem toda a diferença.

Para os fãs, Dōma representa o ápice do desafio que Tanjirō e seus aliados enfrentam ao longo da série. Sua presença reforça o peso da história, mostrando que nem todos os obstáculos podem ser superados apenas com força bruta.

A trilogia que encerra a história

Castelo Infinito é o primeiro de três filmes que concluirão a adaptação em anime do mangá. A divisão do final da série em três partes permite que cada momento seja explorado com cuidado, garantindo que a emoção, a ação e os detalhes da história sejam preservados.

A expectativa é que os filmes não apenas tragam lutas memoráveis, mas também aprofundem a narrativa emocional dos personagens, mostrando suas motivações, medos e crescimento. É uma oportunidade para os fãs reviverem cenas icônicas do mangá e se emocionarem com momentos inéditos na tela.

Animação e técnica impecáveis

O estúdio ufotable é conhecido por seu cuidado extremo com a animação. Cada cena do filme é pensada para transmitir não apenas ação, mas também emoção e intensidade. No teaser de Shinobu versus Dōma, é possível notar o detalhamento nos movimentos, efeitos de luz, expressões faciais e fluidez das sequências de combate.

A qualidade técnica é um dos principais fatores que diferenciam Demon Slayer no cenário do anime contemporâneo, elevando a experiência do espectador e criando cenas que ficam gravadas na memória.

“No Céu da Pátria Nesse Instante” | Documentário de Sandra Kogut sobre a tensão da democracia brasileira lança pôster oficial

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Em 8 de janeiro de 2023, o Brasil viveu um daqueles dias que entram para a história e para a memória coletiva, um momento que marcou o país e o mundo: a invasão do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal — os símbolos máximos da democracia nacional — por uma multidão movida por raiva, desinformação e polarização extrema. Um episódio tão tenso que colocou em xeque os pilares da convivência democrática e expôs as fissuras de um Brasil dividido.

É justamente esse capítulo intenso e doloroso que a cineasta Sandra Kogut escolheu filmar, com a sensibilidade de quem entende que a história não se limita a fatos frios, mas se constrói em emoções, medos e nuances humanas. No Céu da Pátria Nesse Instante, seu mais recente documentário, não apenas narra o que aconteceu, mas revela as camadas de tensão, incerteza e angústia que permearam aquele período.

Um mergulho na tensão e no medo do presente

O filme acompanha diversos personagens, de diferentes pontos do espectro político brasileiro, durante os meses turbulentos que antecederam e envolveram o episódio do dia 8 de janeiro. A narrativa foge do registro tradicional para explorar o ambiente emocional — aquele medo difuso, a ansiedade crescente e as “realidades paralelas” criadas por fake news que tornaram o momento ainda mais explosivo.

Para Sandra Kogut, o filme é “também sobre todo o medo e tensão que estavam contidos naquele momento”. É um convite a olhar para o Brasil não apenas como um cenário político, mas como um país de gente real, com dúvidas, paixões e fragilidades.

Esse olhar empático transforma a obra em um documento vivo, capaz de ajudar o público a compreender o presente para refletir sobre o futuro.

O poder do documentário para dar sentido à confusão

Num mundo saturado por informações imediatas e muitas vezes conflitantes, documentários como esse cumprem uma função essencial: desacelerar o olhar, abrir espaço para a escuta e o entendimento.

No Céu da Pátria Nesse Instante não é apenas um registro do que aconteceu — é um esforço para decifrar o caos, mostrando que, por trás de atos extremos, existem pessoas com histórias, medos e motivações complexas.

Esse processo de humanização é fundamental para evitar simplificações perigosas que alimentam ainda mais a polarização. Ao dar voz a diferentes lados, o filme constrói uma narrativa rica, que resiste à tentação de transformar tudo em preto e branco.

Um legado para o futuro

A diretora lembra que sabia da importância do momento para o Brasil, e da necessidade de um registro que pudesse ser revisitado por gerações futuras.

“Era um momento sério, que a gente ia querer olhar de novo com o tempo, para tentar entender, explicar para os nossos filhos”, afirma Kogut, ressaltando o papel do cinema como uma ferramenta para a memória histórica e a educação.

Essa consciência do valor histórico e educativo do documentário reforça seu impacto, tornando-o uma peça chave na reflexão sobre a democracia brasileira contemporânea.

Um filme que cruzou fronteiras

No Céu da Pátria Nesse Instante foi recebido com reconhecimento internacional, ganhando espaço em festivais renomados como o Festival de Málaga, Dok.fest München, Festival du Cinéma Brésilien de Paris, IDFA em Amsterdã — o maior festival de documentários do mundo — e o Festival de Cinema de Jeonju, na Coreia do Sul, entre outros.

O interesse global pelo filme demonstra como os temas de polarização, crise democrática e desinformação têm ressonância mundial, e como o Brasil virou um espelho para questões que desafiam democracias em todo o planeta.

No Brasil, a obra foi premiada no 56º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, conquistando o Troféu de Melhor Montagem e o Prêmio Especial do Júri — merecidos reconhecimentos à qualidade artística e à relevância do tema.

Produção colaborativa que reflete o compromisso cultural

O documentário conta com o apoio do ProAC, por meio da Política Nacional Aldir Blanc, e foi produzido pela Ocean Films em parceria com Marola Filmes, Kiwi Filmes, GloboNews, Globo Filmes e Canal Brasil. A distribuição fica por conta da O2 Play e Lira Filmes.

Essa rede de colaboração mostra a força do audiovisual brasileiro e o interesse conjunto em dar voz a histórias que ajudam a entender a complexidade do país.

Por que esse filme importa — hoje e sempre

Em tempos em que o espaço para o diálogo é estreito, e as fake news ameaçam corroer a confiança nas instituições, entender a raiz dos conflitos é essencial.

No Céu da Pátria Nesse Instante surge como um convite a esse entendimento. Ao acompanhar os acontecimentos de perto, com humanidade e profundidade, o filme reforça a importância da democracia — não como uma abstração, mas como algo que impacta diretamente a vida das pessoas.

É uma obra que provoca reflexões, que inquieta, que emociona, e que, acima de tudo, chama à responsabilidade coletiva.

O pôster oficial: uma imagem que fala por si

A arte do pôster, que retrata a invasão ao Congresso Nacional, é emblemática e potente. Ela sintetiza a gravidade do episódio e serve como um chamado à vigilância e à preservação dos valores democráticos.

Assistir para lembrar e agir

Mais do que um filme para ser visto, No Céu da Pátria Nesse Instante é um convite para o debate, para a conscientização e para a defesa da democracia.

Ao levar o espectador a revisitar um momento crucial com sensibilidade e coragem, Sandra Kogut entrega uma obra que ficará viva na memória coletiva — um instrumento para que jamais esqueçamos o preço da liberdade e o cuidado que ela exige.

Jeffrey Dean Morgan e Jay Duplass vão viver drama e segredos de família em “Sterling Point”, nova série do Prime Video

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Foto: Reprodução/ Internet

Já pensou herdar uma ilha do nada? Parece sonho, né? Mas no caso da nova série “Sterling Point”, que vem aí no Prime Video, o paraíso vem com boas doses de drama, passado mal resolvido e aquele climão de reunião de família que a gente só vê em terapia.

A novidade é que a produção ganhou nesta sexta (11) dois nomes de peso:
🔹 Jeffrey Dean Morgan — sim, o paizão de Sobrenatural e o pistoleiro sarcástico de The Boys
🔹 Jay Duplass, queridinho do universo indie, especialista em dramas que parecem calmaria, mas deixam o emocional todo embaralhado

🌊 Resumindo: herança misteriosa + gêmeos curiosos + ilha isolada = caos (do bom)

A série gira em torno de Annie e Connor, dois irmãos gêmeos que foram criados em Nova York pelo pai solteiro, achando que já tinham entendido a vida. Até que BAM! Descobrem que o avô (com quem nem falavam direito) morreu e deixou pra eles uma ilha em um lago. Herança nível “isso só acontece em série mesmo”.

E é claro que essa ilha não é só coqueiro e rede na varanda. Ela guarda memórias, traumas, perguntas não respondidas e, muito provavelmente, aquele climão silencioso que só um almoço em família consegue superar.

🎭 Drama com carinha de vida real (com uns choros no meio)

Criada e dirigida pela talentosíssima Megan Park (The Fallout), Sterling Point promete misturar emoção, humor delicado e tudo aquilo que a gente sente quando precisa revisitar o passado. Vai falar de irmandade, identidade, criação, luto e os nós invisíveis que unem ou afastam uma família. Mas tudo com aquela pegada sensível que faz a gente se apegar rapidinho.

E o elenco, além dos veteranos, tá recheado de nomes jovens promissores:

  • Ella Rubin como Annie
  • Keen Ruffalo (sim, filho do Mark Ruffalo!) como Connor
  • Amélie Hoeferle, Jacob Whiteduck-Lavoie, Bo Bragason e Daniel Quinn-Toye completam o time

📅 Quando estreia?

Ainda sem data certinha, mas a previsão é que Sterling Point desembarque no Prime Video em 2025. Ou seja: dá tempo de colocar o choro em dia e preparar a pipoca com guardanapo do lado.

👀 Por que a gente já tá viciado sem nem ter lançado?

Porque tem tudo o que a gente ama numa boa série:

  • drama familiar com segredos que vão sendo revelados aos poucos
  • paisagens lindas (mas com tensão no ar)
  • personagens cheios de camadas
  • aquele mix de riso nervoso + lágrima que escorre sem pedir permissão

A Hora do Mal registra recorde histórico de bilheteria para filme de terror

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O universo do cinema de terror ganhou um novo destaque nesta semana com a estreia de A Hora do Mal, que, segundo informações do site Deadline, arrecadou impressionantes US$ 5,2 milhões na última segunda-feira (11), estabelecendo um novo recorde para este dia da semana. Para comparação, o clássico O Sexto Sentido, de M. Night Shyamalan, detinha anteriormente a marca mais alta, com US$ 4,35 milhões em uma segunda-feira. O desempenho indica que o público está cada vez mais ávido por histórias de mistério bem construídas, e o longa dirigido, escrito e produzido por Zach Cregger não decepciona nesse quesito.

Lançado no Brasil em 7 de agosto de 2025 pela Warner Bros. Pictures e em Portugal pela Cinemundo, o filme mergulha em um terror psicológico que combina desaparecimentos inexplicáveis, conflitos sociais e traumas familiares, elementos que dão ao filme uma tensão contínua e envolvente do início ao fim.

Um enredo perturbador e cheio de mistérios

A trama gira em torno de uma noite que transforma a vida de uma pequena comunidade da Flórida. Todas as crianças de uma mesma sala de aula desaparecem misteriosamente, exceto uma, e o desaparecimento ocorre exatamente no mesmo horário. A única criança que permanece é Alex Lilly, interpretado por Cary Christopher, cuja presença solitária intensifica ainda mais o mistério.

À medida que a comunidade lida com o desaparecimento, começam a surgir suspeitas, teorias e acusações que exploram não apenas o mistério central, mas também os aspectos sombrios da vida na cidade. Corrupção policial, traumas geracionais, abuso religioso e práticas de bruxaria surgem como camadas de um enredo que vai além do terror convencional, oferecendo ao espectador um estudo sobre o medo, a culpa e a desconfiança.

Zach Cregger, em entrevistas recentes, afirmou que se inspirou em filmes de narrativa complexa, como Magnólia (1999), na construção das múltiplas histórias que se entrelaçam ao longo do filme. A intenção era criar uma sensação de desconforto constante, fazendo com que cada personagem carregue seu próprio mistério e suas motivações ocultas, deixando o público sempre em dúvida sobre quem está envolvido nos acontecimentos.

Elenco de peso e personagens marcantes

Um dos grandes destaques de A Hora do Mal é, sem dúvida, o elenco estelar. Josh Brolin assume o papel de Archer Graff, pai de Matthew, uma das crianças desaparecidas, e traz à tela a tensão de um pai desesperado, disposto a enfrentar qualquer obstáculo para encontrar o filho. Julia Garner interpreta Justine Gandy, professora da turma desaparecida, cuja luta para compreender o que aconteceu se torna o fio condutor do suspense.

O policial Paul Morgan, vivido por Alden Ehrenreich, apresenta uma relação complicada com Justine, trazendo à trama dilemas éticos e pessoais que refletem a dificuldade de lidar com uma situação que desafia a lógica. Outros personagens, como Anthony (Austin Abrams), um viciado e ladrão, e Andrew Marcus (Benedict Wong), diretor da escola, enriquecem o enredo com conflitos próprios, revelando que nem tudo é o que parece.

A atriz Amy Madigan interpreta Gladys Lilly, tia de Alex, e acrescenta camadas emocionais ao filme, mostrando como o desaparecimento das crianças impacta não apenas os pais, mas toda a rede familiar. A presença de June Diane Raphael, Toby Huss e outros talentos confirma a aposta da produção em um elenco que consegue equilibrar terror psicológico e drama humano, tornando a história ainda mais verossímil.

Produção e bastidores

O roteiro do filme chamou atenção ainda antes da produção. Em janeiro de 2023, Zach Cregger colocou seu projeto no mercado e rapidamente gerou uma guerra de lances envolvendo Universal Pictures, Netflix, TriStar Pictures e New Line Cinema. A disputa mostrou que a indústria estava interessada em histórias originais de terror com potencial de impacto. No final, a New Line Cinema garantiu os direitos, oferecendo a Cregger um contrato de oito dígitos para escrever e dirigir o longa, além de garantir sua participação no corte final do filme e um lançamento nos cinemas, condicionado às reações em exibições teste.

Originalmente, Pedro Pascal e Renate Reinsve foram escalados como protagonistas, mas conflitos de agenda com a produção de The Fantastic Four levaram Pascal a deixar o projeto em fevereiro de 2024. Josh Brolin entrou em negociações logo em seguida e assumiu o papel principal, trazendo uma presença imponente à tela. Julia Garner e Alden Ehrenreich foram confirmados no elenco em abril de 2024, enquanto outros nomes importantes se juntaram ao projeto nos meses seguintes, garantindo uma mistura equilibrada de experiência e talento jovem.

Recepção do filme

Críticos destacam que, além do suspense, o filme oferece uma construção narrativa inteligente, personagens complexos e um ritmo que mantém a tensão sem recorrer a clichês do gênero. A combinação de terror psicológico, drama familiar e elementos sobrenaturais torna a experiência cinematográfica envolvente, capaz de provocar tanto medo quanto reflexão.

A Warner Bros. Pictures aposta que o boca a boca ajudará a consolidar o sucesso do longa, especialmente considerando que o público jovem, adulto e fãs de suspense estão cada vez mais interessados em histórias originais que misturam gêneros.

Hollywood nas Ruas | Série documental revela a Los Angeles além dos estúdios e estreia em janeiro no YouTube

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Los Angeles é conhecida mundialmente como a cidade onde sonhos ganham forma diante das câmeras. É o endereço dos grandes estúdios, das estreias milionárias e de narrativas que moldaram o imaginário coletivo ao longo de décadas. Mas o que existe quando o foco se afasta dos holofotes e se volta para as calçadas, avenidas e pessoas comuns que circulam pela cidade todos os dias? Essa é a pergunta que guia Hollywood nas Ruas, uma série documental independente que propõe um olhar sensível, direto e profundamente humano sobre a capital do entretenimento.

O projeto foi filmado ao longo de um ano inteiro e reúne entre 40 e 50 horas de material bruto, captado sem encenação, sem falas ensaiadas e sem filtros artificiais. A câmera acompanha o cotidiano de Los Angeles em tempo real, registrando encontros espontâneos e situações que revelam a cidade como ela realmente é. A estreia acontece no dia 12 de janeiro, às 21h, no canal do YouTube da Multitalentos.

A narrativa se desenvolve a partir da chegada da atriz brasileira Gabriella Vergani aos Estados Unidos. Em seus primeiros passos no país, ela vive o impacto de estar em uma cidade que simboliza oportunidades, mas que também impõe desafios constantes. Sua jornada funciona como ponto de partida para apresentar Los Angeles não apenas como cenário, mas como personagem central da série. A cidade aparece viva, contraditória e em constante transformação.

Filmada majoritariamente em locações reais, Hollywood nas Ruas constrói um retrato íntimo de regiões centrais e áreas turísticas que passaram por mudanças visíveis nos últimos anos. O projeto não busca o choque fácil nem a exploração sensacionalista das dificuldades urbanas. Pelo contrário, aposta na observação atenta, na escuta e na convivência direta com o espaço público para contextualizar fenômenos sociais de forma respeitosa e honesta.

Após a pandemia de COVID-19, Los Angeles enfrentou um agravamento de crises sociais que se tornaram cada vez mais evidentes nas ruas. Questões ligadas à saúde pública, moradia e uso de substâncias químicas passaram a fazer parte do cotidiano urbano. Dados nacionais do Centers for Disease Control and Prevention apontam os opioides sintéticos, especialmente o fentanil, como um dos principais fatores relacionados às mortes por overdose nos Estados Unidos.

No recorte local, o Departamento de Saúde Pública do Condado de Los Angeles registrou uma redução de 22 por cento nas mortes por overdose em 2024 em comparação a 2023, incluindo uma queda significativa de 37 por cento nos casos associados ao fentanil. Ainda assim, reportagens do Los Angeles Times indicam que a substância continua presente na dinâmica da cidade, influenciando diretamente a vida nas ruas e o funcionamento dos espaços urbanos.

É dentro desse contexto que Hollywood nas Ruas encontra sua força narrativa. A série expõe o contraste entre a imagem global de Los Angeles, construída ao longo de décadas pelo cinema e pela indústria cultural, e as realidades humanas que coexistem no mesmo território. Ao mesmo tempo, o projeto reconhece que a cidade segue sendo um dos maiores polos criativos do planeta, movimentando bilhões de dólares todos os anos e atraindo artistas de diferentes países em busca de oportunidades.

A câmera acompanha conversas casuais, deslocamentos urbanos e situações inesperadas, revelando histórias que dificilmente chegam às telas tradicionais. Gabriella Vergani surge como mediadora desse olhar, alguém que observa, escuta e aprende enquanto percorre uma cidade tão fascinante quanto desafiadora. Sua experiência pessoal se mistura ao retrato coletivo de uma metrópole que acolhe sonhos, mas também exige resiliência.

Com linguagem acessível e estética documental, Hollywood nas Ruas se posiciona como uma obra que valoriza o tempo e a presença. Em vez de respostas prontas, a série oferece reflexão e empatia, convidando o público a enxergar Los Angeles além dos estereótipos. A escolha pelo YouTube como plataforma de estreia reforça o caráter democrático do projeto e amplia seu alcance, conectando diferentes públicos a uma narrativa construída a partir da realidade.

Confira o primeiro trailer de O Agente Secreto, novo filme de Kleber Mendonça Filho com Wagner Moura

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Foto: Reprodução/ Internet

O cinema brasileiro volta ao centro das atenções internacionais com o lançamento do primeiro trailer de O Agente Secreto, mais novo longa do premiado cineasta Kleber Mendonça Filho, que tem no elenco principal o ator Wagner Moura. O vídeo, divulgado nesta quarta, 10, apresenta ao público uma prévia da trama carregada de tensão política, mistério e espionagem que deve marcar o filme.

Mais do que apenas um novo título de suspense, o projeto chega cercado de expectativa pelo encontro entre dois nomes centrais da cultura brasileira contemporânea. Mendonça Filho já havia se consolidado como um dos diretores mais inventivos do país com produções como O Som ao Redor (2012), Aquarius (2016) e Bacurau (2019). Já Wagner Moura, depois de papéis icônicos no cinema e na televisão — como em Tropa de Elite e Narcos —, reforça seu prestígio internacional ao assumir o protagonismo de um personagem marcado por dilemas morais e conflitos com a ditadura militar.

O trailer de O Agente Secreto mergulha o espectador em Recife, 1977, um espaço-tempo sufocante em plena ditadura militar. Logo nas primeiras imagens, vemos Marcelo (Moura) retornando à sua cidade natal após anos em São Paulo, onde se envolveu em episódios obscuros ligados à tecnologia e à resistência política. Em busca de tranquilidade e de uma reconexão com a família, ele descobre que o passado continua a persegui-lo.

A trama por trás das imagens

Embora o trailer revele apenas fragmentos, a sinopse oficial já aponta que O Agente Secreto é mais do que um thriller de época. O filme acompanha Marcelo, um professor universitário e especialista em tecnologia que, ao retornar a Recife, encontra uma cidade tomada pela vigilância estatal. O regime autoritário utiliza os mais avançados recursos disponíveis para controlar opositores, e o protagonista, envolto em segredos, acaba no centro de uma trama de espionagem.

Ele encontra abrigo em um “aparelho”, espécie de casa segura onde convivem dissidentes, exilados e figuras marginalizadas. Entre eles estão um casal de angolanos, o líder Euclides e a maternal Tânia Maria. Essas relações estabelecem uma rede de solidariedade que contrasta com o clima de medo e perseguição. No entanto, a cada passo, Marcelo é confrontado por escolhas difíceis: proteger sua família, fugir novamente ou enfrentar um sistema opressor que parece onipresente.

Estreia consagrada em festivais

Antes mesmo de seu lançamento comercial, O Agente Secreto já fez história nos maiores festivais de cinema. O longa teve sua estreia mundial no Festival de Cannes em maio de 2025, competindo pela Palma de Ouro. A recepção foi calorosa, e o filme saiu consagrado com alguns dos prêmios mais importantes da mostra: Wagner Moura levou o prêmio de Melhor Ator, enquanto Kleber Mendonça Filho foi eleito Melhor Diretor. Além disso, a produção conquistou o Prêmio FIPRESCI da crítica internacional e o Prix des Cinémas d’Art et Essai, da Associação Francesa de Cinemas de Arte.

A consagração em Cannes reforça a força do cinema brasileiro no cenário internacional e confirma a habilidade de Mendonça Filho em criar obras que dialogam com o passado e o presente. Em entrevistas após a exibição, tanto o diretor quanto Moura destacaram a importância de revisitar a ditadura militar brasileira em um momento em que o mundo discute os limites da democracia e as ameaças do autoritarismo.

Elenco e personagens

Além de Wagner Moura, o elenco reúne nomes de peso que dão vida a personagens fundamentais na narrativa. Maria Fernanda Cândido interpreta Elza, figura central na vida de Marcelo; Gabriel Leone vive Bobbi, jovem que representa uma geração dividida entre o medo e a rebeldia; Alice Carvalho encarna Fátima, personagem que traz frescor e força feminina à trama; e o alemão Udo Kier surge como Hans, presença estrangeira que adiciona mistério à rede de espionagem.

Outros nomes completam a lista: Thomás Aquino, Hermila Guedes, Carlos Francisco, Isabél Zuaa, Roney Villela, João Vitor Silva e Suzy Lopes, compondo um mosaico humano que reflete as contradições da sociedade brasileira dos anos 70. Essa diversidade de personagens é uma marca de Kleber Mendonça, conhecido por construir universos densos e coletivos, nos quais o protagonista nunca está isolado.

As filmagens ocorreram entre junho e agosto de 2024, em locações de Recife e São Paulo. Segundo o diretor, a intenção não era apenas reproduzir a estética dos anos 70, mas criar uma trama que transmitisse o peso emocional da época. Elementos como jornais antigos, telegramas, carros e objetos de cena foram minuciosamente escolhidos para compor um ambiente autêntico.

A fotografia de Evgenia Alexandrova e a direção de arte de Thales Junqueira foram elogiadas pela crítica internacional. A escolha por lentes anamórficas e efeitos visuais sutis cria um jogo de distorções que acentua o clima de paranoia. O figurino, assinado por Rita Azevedo Gomes, reforça a construção de personagens que carregam em suas roupas as marcas de um período de repressão, resistência e contradições sociais.

Um filme político e atual

Embora se passe em 1977, O Agente Secreto não se limita a ser uma narrativa de época. Ao contrário, busca dialogar com questões contemporâneas, como a vigilância digital, o controle da informação e a manipulação da verdade. O próprio Kleber Mendonça Filho já afirmou em entrevistas que a obra deve ser entendida como uma reflexão sobre “o autoritarismo ontem e hoje”.

O trailer deixa transparecer esse diálogo: a sensação de sufocamento do protagonista é facilmente associada a debates atuais sobre democracia, fake news e regimes de exceção. Nesse sentido, o filme segue a linha crítica já presente em trabalhos anteriores do diretor, que sempre uniu suspense, drama e crítica social.

Saiba qual filme vai passar na Tela Quente 14/04/2025

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Nesta segunda-feira, 14 de abril, a Tela Quente convida o público para uma viagem emocionante e divertida pela vida de um dos maiores ícones do humor brasileiro com a exibição da cinebiografia “Mussum, O Filmis”. A produção retrata, com sensibilidade, leveza e bom humor, a trajetória marcante de Antônio Carlos Bernardes Gomes, o inesquecível Mussum, mostrando não apenas o artista consagrado, mas também o homem por trás da fama.

Com direção de Silvio Guindane e roteiro de Paulo Cursino, o longa é inspirado no livro “Mussum – Uma História de Humor e Samba”, de Juliano Barreto, e acompanha desde a infância simples de Mussum, como filho de empregada doméstica e ex-militar, até sua consagração como músico e humorista. O filme lança luz sobre os bastidores de sua carreira e as dores e conquistas pessoais que moldaram sua personalidade carismática.

Na pele do protagonista, Ailton Graça entrega uma atuação poderosa, que emociona e diverte na medida certa. Sua interpretação vai além do caricato, destacando o lado humano de Mussum — suas lutas, seus sonhos e sua dedicação à arte. A história passa por sua passagem pelo exército, sua fundação do grupo Os Originais do Samba, e culmina no auge da fama com sua entrada no lendário quarteto Os Trapalhões, ao lado de Renato Aragão (Gero Camilo), Dedé Santana (Felipe Rocha) e Zacarias (Gustavo Nader).

O elenco de apoio também brilha, com Thawan Lucas Bandeira e Yuri Marçal interpretando Mussum em diferentes fases da vida. Cacau Protásio, Neusa Borges, Jennifer Dias, Cinnara Leal e outros grandes nomes completam a produção, enriquecendo a narrativa com interpretações sensíveis e marcantes.

“Mussum, O Filmis” equilibra com maestria o drama e a comédia, fazendo rir e chorar ao mesmo tempo. É uma homenagem sincera e merecida a um artista que revolucionou o humor brasileiro, com seu vocabulário irreverente, seu jeito único e, claro, seu amor pelo “mé”. A produção também evidencia a importância de Mussum para a representatividade negra na mídia brasileira, e como ele abriu caminhos com sua autenticidade e talento.

Onde assistir:

Além de ser exibido na Tela Quente, o filme também pode ser visto nas seguintes plataformas de streaming, mediante assinatura:

  • Globoplay
  • Telecine

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