Nesta quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025, o ‘SuperPop‘ promete uma edição impactante, trazendo à tona um tema que sempre provoca reflexões e fascina o público: os bastidores das mentes criminosas. Sob o comando de Luciana Gimenez, a atração vai ao ar às 22h45 na RedeTV! e reúne especialistas e convidados para uma análise profunda sobre casos que marcaram a história criminal brasileira.
O jornalista e escritor Ulisses Campbell é um dos destaques da noite. Autor de livros investigativos que narram crimes de grande repercussão, como os envolvendo o Maníaco do Parque, Suzane von Richthofen e Elize Matsunaga, Campbell oferece um olhar detalhado sobre os fatos que chocaram o país. Com acesso a bastidores e entrevistas exclusivas, ele explicará como se deu a construção desses retratos criminais em suas obras e abordará as estratégias narrativas que utiliza para capturar a complexidade das histórias.
A conversa será enriquecida com a presença do criminólogo e psicanalista Rubens Correia Junior, que mergulha no perfil psicológico dos criminosos e explica as motivações por trás de comportamentos violentos e antissociais. Correia Junior também fará uma reflexão sobre os padrões comuns encontrados em muitos desses casos e discutirá o impacto psicológico gerado por crimes violentos na sociedade.
Complementando o debate, o jornalista Beto Ribeiro, com vasta experiência na cobertura de casos policiais, trará um panorama das investigações jornalísticas e a forma como a imprensa desempenha um papel crucial para manter a sociedade informada, muitas vezes lidando com situações emocionais intensas.
Entre os momentos mais aguardados da edição está a participação de Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, vítima de um dos casos mais emblemáticos do país. Em uma conversa franca e emocionante, Ana Carolina falará sobre os desafios de seguir em frente após a perda de sua filha e como tem transformado a dor em uma missão de conscientização sobre a importância da justiça e da resiliência. Sua presença promete tocar o público com uma mensagem de força e superação.
Com uma abordagem que une jornalismo investigativo, análises psicológicas e depoimentos emocionantes, o ‘SuperPop’ desta semana se apresenta como uma edição imperdível para aqueles que buscam entender mais sobre a complexidade das mentes criminosas e os impactos sociais e emocionais deixados por crimes violentos.
A premiada cineasta Petra Costa está de volta com um novo projeto que promete provocar debates e emoções intensas. Intitulado “Apocalipse nos Trópicos”, o documentário teve seu trailer divulgado pela Netflix e já deixou muita gente em expectativa. A produção investiga as conexões — nem sempre visíveis — entre política, religião e poder no Brasil dos últimos anos.
A narrativa parte da perspectiva pessoal e intimista da própria Petra, seguindo a mesma linha de seu impactante e indicado ao Oscar® “Democracia em Vertigem” (2019). Agora, ela amplia o foco para observar o crescimento da fé evangélica como força política, especialmente a partir das últimas eleições presidenciais, e o modo como isso moldou o cenário institucional do país.
Uma década sob observação — e oração
“Apocalipse nos Trópicos” cobre o período mais turbulento da política brasileira nas últimas décadas, com destaque para os desdobramentos do impeachment de Dilma Rousseff, a ascensão da extrema-direita, o retorno da esquerda ao poder e, principalmente, a consolidação da influência evangélica no Congresso, nas prefeituras e nos palanques.
Através de entrevistas inéditas e acesso privilegiado a figuras centrais do debate nacional — como Luiz Inácio Lula da Silva, Jair Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia — Petra traça um retrato que vai muito além da superfície. A obra não busca simplificar ou julgar, mas compreender os caminhos que levaram parte significativa da população a enxergar na religião uma âncora política e moral.
Silas Malafaia, a Bíblia e o Congresso
Um dos destaques do trailer é justamente a presença do televangelista Silas Malafaia, figura polêmica e influente dentro e fora dos templos. Ele não é político eleito, mas tem acesso direto ao poder — e sua voz ecoa em discursos presidenciais, votações legislativas e decisões estratégicas.
Essa relação simbiótica entre púlpito e plenário é um dos pontos centrais da investigação de Petra. Como o discurso da fé moldou a narrativa política nacional? Quais os riscos e limites desse protagonismo religioso? O documentário se propõe a responder — ou pelo menos provocar — essas perguntas.
Poesia no caos
Como é marca registrada de Petra Costa, “Apocalipse nos Trópicos” não se contenta com a objetividade fria dos fatos. O documentário costura depoimentos, imagens de arquivo, reflexões pessoais e poesia visual para construir um painel emocionalmente potente e esteticamente cuidadoso.
Ao entrelaçar passado e presente, Petra amplia o alcance da análise: mostra como as raízes do presente estão fincadas em décadas de história, desigualdade e fé — e como o Brasil caminha em direção a um futuro incerto, onde democracia e teologia disputam espaço no imaginário popular.
Estreias marcadas
A estreia de “Apocalipse nos Trópicos” será em circuito limitado nos cinemas de São Paulo e do Rio de Janeiro, a partir de 3 de julho. Já o lançamento global na Netflix acontece em 14 de julho.
Para quem acompanhou o impacto de “Democracia em Vertigem”, o novo documentário promete ser mais do que uma continuação — é uma nova camada de reflexão sobre o país, agora com lentes voltadas para o poder da fé.
Uma história do Brasil que fala ao mundo
Em tempos de polarização, o trabalho de Petra Costa surge como uma tentativa de entender o Brasil sem reduzi-lo a extremos. “Apocalipse nos Trópicos” não é só um retrato do presente — é um convite à escuta, à crítica e à consciência. E como toda grande obra documental, sua mensagem não se encerra nos créditos finais: ela continua reverberando nas conversas, nas redes sociais e, quem sabe, nas urnas.
Bastaram poucos segundos de imagens para que a internet voltasse a falar sobre fatalidades, rivalidades ancestrais e o destino da Terra. O aguardado Mortal Kombat 2 ganhou seu primeiro teaser oficial e, como era de se esperar, o vídeo rapidamente incendiou as redes sociais. Atmosfera sombria, cortes rápidos e a promessa de confrontos ainda mais intensos são apenas o começo do que parece ser um capítulo mais ousado da franquia inspirada no clássico dos videogames criado por Ed Boon e John Tobias.
Além da prévia recém-divulgada, foi anunciado que o trailer completo será lançado no dia 25 de fevereiro, durante a IGN Fan Fest. A escolha do evento não é por acaso. A IGN Fan Fest se consolidou como vitrine para grandes anúncios do entretenimento geek, e a presença de Mortal Kombat 2 na programação reforça o peso que o estúdio deposita na continuação.
Dirigido novamente por Simon McQuoid e com roteiro assinado por Jeremy Slater, o longa é a sequência direta de Mortal Kombat (2021) e representa o quarto filme da franquia nos cinemas. Se o primeiro longa funcionou como uma apresentação do universo e das motivações centrais do conflito entre Earthrealm e Outworld, a sequência promete mergulhar de vez no torneio que dá nome à saga.
O teaser deixa essa sensação no ar. Não entrega demais, mas sugere muito. O clima é de tensão crescente, como se os personagens estivessem à beira de algo inevitável. A fotografia mais carregada e os vislumbres de novos rostos indicam que a ameaça está longe de ter sido contida. Para quem sentiu falta do torneio oficial no filme anterior, a nova prévia parece indicar que agora não há mais volta: a competição mortal está prestes a começar.
Grande parte do elenco retorna para continuar essa jornada. Lewis Tan assume novamente o papel de Cole Young, personagem criado especialmente para o reboot cinematográfico. Jessica McNamee volta como Sonya Blade, Tadanobu Asano retorna como Raiden e Mehcad Brooks segue como Jax. Ludi Lin reprisa Liu Kang, Chin Han continua como o manipulador Shang Tsung, Joe Taslim retorna como Bi-Han e Hiroyuki Sanada mais uma vez veste o manto de Scorpion. Damon Herriman também está de volta ao universo brutal da franquia.
Entre as adições mais comentadas está Karl Urban, que assume o papel de Johnny Cage. A presença do personagem era praticamente uma exigência dos fãs desde 2021. No primeiro filme, Cage foi apenas sugerido na cena final, quando Cole parte em busca do astro de Hollywood. Agora, sua inclusão oficial levanta uma série de expectativas. Johnny Cage é conhecido por seu ego inflado, seu humor provocador e sua habilidade surpreendente em combate. Integrar uma personalidade tão explosiva a uma trama já carregada de figuras fortes é um desafio criativo que pode render momentos memoráveis.
O elenco ainda ganha reforços com Tati Gabrielle, Adeline Rudolph, Martyn Ford, Desmond Chiam, Ana Thu Nguyen e CJ. Bloomfield. A ampliação do time indica que novos lutadores clássicos devem surgir, expandindo o leque de confrontos e aprofundando a mitologia que sempre foi um dos pilares do jogo.
O caminho até essa sequência começou logo após o lançamento do filme de 2021. Apesar das opiniões divididas da crítica, o longa conquistou uma base fiel de fãs e demonstrou potencial comercial, especialmente considerando o contexto de pandemia e o lançamento simultâneo nos cinemas e no streaming. O produtor Todd Garner, o então roteirista Greg Russo e o diretor Simon McQuoid passaram a discutir o futuro da franquia ainda nos bastidores do primeiro lançamento.
Greg Russo chegou a comentar que enxergava o reboot como uma trilogia estruturada em três atos bem definidos: o primeiro filme funcionaria como prólogo, o segundo se passaria durante o torneio e o terceiro mostraria as consequências diretas da competição. Essa ideia alimentou a expectativa de que a continuação finalmente colocaria o torneio Mortal Kombat no centro da narrativa.
Simon McQuoid também falou abertamente sobre decisões criativas do longa anterior. Segundo ele, Johnny Cage não foi incluído inicialmente porque sua personalidade marcante poderia desequilibrar o filme, que já precisava apresentar vários personagens e explicar as regras daquele universo. O diretor demonstrou interesse em explorar figuras como Cage e Kitana em capítulos futuros, além de ampliar a presença feminina na história.
Em 2022, a Warner Bros. Pictures confirmou oficialmente que a sequência estava em desenvolvimento, com Jeremy Slater assumindo o roteiro. Slater declarou que queria abraçar a estranheza inerente à franquia, tornando o novo filme imprevisível e disposto a surpreender até mesmo os fãs mais antigos. Ele também afirmou que a equipe estava atenta tanto aos elogios quanto às críticas feitas ao primeiro longa, buscando evoluir em ritmo, estrutura e desenvolvimento de personagens.
As filmagens tiveram início em 22 de junho de 2023, no Village Roadshow Studios, em Gold Coast, na Austrália. A escolha mantém a identidade visual estabelecida anteriormente, mas com a promessa de uma escala maior. Stephen F. Windon assumiu a direção de fotografia, contribuindo para um visual que deve equilibrar realismo, fantasia e a brutalidade estilizada característica da saga.
O processo de produção, porém, não foi linear. Em julho de 2023, as gravações foram interrompidas devido à greve da SAG-AFTRA, que impactou diversas produções em Hollywood. A paralisação gerou atrasos e incertezas, mas as filmagens foram retomadas em meados de novembro, após o fim da greve. A conclusão oficial aconteceu no final de janeiro de 2024, abrindo caminho para a fase de pós-produção e efeitos visuais.
Outro detalhe que chama atenção é o contrato de Joe Taslim. O ator revelou que assinou para quatro filmes relacionados a Mortal Kombat, caso o estúdio decida expandir a franquia. A informação reforça que há planos de longo prazo, possivelmente incluindo derivados focados em personagens específicos, como já foi discutido nos bastidores.
Existem filmes que abraçam seus clichês com orgulho. Existem filmes que tentam reinventar fórmulas gastas. E existe O Bad Boy e Eu, que parece não saber em qual dessas categorias quer entrar — e acaba caindo no meio do caminho, com força suficiente para deixar marcas no asfalto.
A produção tenta vender a ideia de um romance jovem com dança, futebol americano e dilemas emocionais. Na prática, entrega algo que lembra um longo comercial de perfume teen: bonito, iluminado, mas completamente vazio.
Uma protagonista esforçada num filme que não se esforça
Dallas Bryan (Siena Agudong) até tenta carregar o longa nas costas. Ela tem disciplina, tem carisma e tem um drama real — honrar a memória da mãe através da dança. Mas todo esse esforço se perde em um roteiro que parece ter sido escrito olhando para uma cartela de “clichês obrigatórios do cinema adolescente”.
Tudo é tão previsível que dá para adivinhar metade das falas antes que elas aconteçam, e a outra metade parece saída de um rascunho de fanfic não revisado.
O “bad boy” que não é bad boy — e o jogo que nunca começa
Drayton (Noah Beck), o quarterback mais mimado da escola, é apresentado como o típico garoto problemático que esconde dores profundas. Na teoria. Porque na prática, o personagem não passa de um pacote de poses: ora vulnerável, ora convencido, ora perdido — mas nunca convincente.
O romance entre os dois nasce tão rápido que parece contrato de namoro com prazo de entrega. Não há química suficiente para sustentar o drama, e o filme, que deveria explorar esse contraste, simplesmente pula as partes onde a relação deveria ser construída. Vai direto ao “estamos apaixonados” como quem avança episódios de uma série entediante.
A direção tenta, mas o roteiro sabota
Justin Wu até ensaia algumas soluções visuais interessantes, especialmente nas cenas de dança. Mas é difícil salvar um filme quando o roteiro de Mary Gulino parece preso a uma lista rígida de cenas obrigatórias: – o momento “ele olha pra ela no corredor”; – o treino que dá errado; – a discussão melodramática no estacionamento; – o beijo na hora mais conveniente possível.
É como se alguém tivesse apertado um botão de “modo automático”.
Quando a fofura vira constrangimento
Há uma tentativa clara de fazer do filme algo fofo, leve, reconfortante. Só que a falta de naturalidade transforma várias cenas em algo quase… desconfortável. É tudo limpo demais, arrumado demais, ensaiado demais. Parece que nenhum personagem sua, tropeça ou fala algo que uma pessoa real diria.
É o tipo de filmografia que parece viver numa bolha estilizada onde nada realmente importa — nem os conflitos, nem as escolhas, nem o próprio clímax.
James Van Der Beek aparece e… bem, é isso
A participação de James Van Der Beek quase funciona como um lembrete de que existe vida lá fora, no cinema que não tem medo de ser visceral, verdadeiro e imperfeito. Ele faz seu papel, entrega presença, e vai embora — deixando um vazio que o resto do elenco não consegue preencher.
Mas afinal: vale a pena assistir?
Se você gosta de filmes adolescentes que abraçam o clichê com força, talvez encontre aqui algo divertido. O problema é que O Bad Boy e Eu não abraça nada: ele hesita, titubeia, tenta ser profundo e fofo ao mesmo tempo, e acaba não sendo nenhum dos dois.
Para quem busca:
química real entre protagonistas,
conflitos bem construídos,
diálogos naturais,
ou qualquer coisa que fuja do óbvio…
…a resposta sincera é: não, não vale a pena assistir.
Mas se o que você quer é apenas deixar o cérebro em modo descanso, aceitar um romance de fórmulas prontas e aproveitar uma ou outra cena bonita de dança, então talvez o filme funcione como passatempo — desses que você esquece cinco minutos depois de terminar.
Se você ainda não conseguiu ver Megan 2.0 na telona, ou se simplesmente não quer sair do conforto da sua casa, prepare-se: o terror tecnológico mais aguardado do ano já tem data para invadir as plataformas digitais. A partir do dia 15 de julho, o filme estará disponível para aluguel ou compra nas principais lojas online — sim, você pode garantir seu acesso sem nem precisar sair do pijama.
Dirigido e roteirizado por Gerard Johnstone, o longa-metragem mergulha novamente no universo da boneca assassina que conquistou e aterrorizou o público. Dois anos depois, acompanhamos Gemma (Allison Williams), agora uma autora renomada que defende a regulação da inteligência artificial, enquanto sua sobrinha Cady luta para escapar do controle rígido da tia.
Mas a verdadeira ameaça surge quando a tecnologia original de M3GAN é roubada por um empresário ambicioso, que cria Amelia — uma versão militarizada da boneca que rapidamente ultrapassa os limites do controle humano. Entre dança e destruição, o filme explora o conflito entre humanidade e tecnologia, questionando até onde o avanço pode ir antes de se tornar uma arma contra seus próprios criadores.
Quer ver agora?
É aquela velha dúvida: pagar para alugar e ver rapidinho, ou investir para ter o filme na sua biblioteca para assistir quantas vezes quiser? A Universal Pictures deu essa liberdade para o público brasileiro:
Aluguel por volta de R$ 24,90 (assistir no seu tempo, mas só uma vez dentro do prazo)
Compra definitiva por aproximadamente R$ 49,90 (filme seu para sempre, sem pressa!)
E o melhor: você encontra Megan 2 na Apple TV, Google Play, YouTube Filmes e até no Prime Video, nessa última plataforma ainda apenas no aluguel.
E o streaming por assinatura, quando chega?
Aqui vem o detalhe que importa para quem assina serviços e prefere não pagar a mais por filme avulso: Megan 2 deve desembarcar no Prime Video entre agosto e setembro — seguindo o ritmo da parceria global entre Universal e Amazon.
Por enquanto, nada confirmado para Netflix, que costuma ser o porto seguro da galera do streaming, mas que, neste caso, não deve exibir o filme tão cedo.
Vale a pena antecipar ou esperar a boa e velha maratona do streaming?
Se você é daqueles que não resiste a uma estreia e quer comentar spoilers na semana do lançamento, alugar digital é a jogada certa. Já para quem gosta de planejar aquela sessão pipoca sem pressa, esperar a chegada no Prime Video pode ser mais econômico e confortável.
O importante mesmo é garantir que Megan 2 não fique só na lista de desejos — porque a experiência da continuação da boneca assassina é para sentir, tremer e se surpreender.
O cronograma essencial de Megan 2 para o seu calendário
15 de julho: Megan 2 já disponível para aluguel e compra nas principais plataformas digitais
Agosto a setembro: previsão de chegada no catálogo do Prime Video para assinantes
Cinema: já em cartaz desde o fim de junho — para quem gosta de viver o terror na tela grande
Neste sábado, 19 de abril de 2025, a Record TV convida o público a embarcar em uma jornada tocante e profundamente humana. Na faixa da Super Tela, o destaque da vez é o filme “Até o Limite” (MBF: Man’s Best Friend), uma produção que surpreende pela sensibilidade e que deixa marcas — daquelas boas — em quem assiste.
Com direção de Anthony Hornus e lançado em 2020, o drama reúne atuações honestas de nomes como DJ Perry, Garry Nation e Melissa Anschutz, e foge da glamorização comum em filmes sobre guerra. Aqui, o foco não está no campo de batalha, mas nas cicatrizes que ficam quando o silêncio substitui os tiros, e a luta se torna interna — diária e invisível.
Um ex-fuzileiro, muitos fantasmas e uma missão silenciosa
O protagonista é Paul Landing (DJ Perry), um ex-fuzileiro que serviu no Afeganistão e voltou para casa trazendo muito mais do que ferimentos físicos. Uma década depois, ainda tentando encontrar seu lugar no mundo, ele administra um abrigo de cães — uma espécie de santuário onde encontra conexão, propósito e, principalmente, consolo.
Mas sua paz está ameaçada. O abrigo corre o risco de ser fechado por força de uma decisão burocrática, enquanto Paul precisa encarar os olhares tortos da sociedade, a dificuldade de reinserção e os traumas que insiste em camuflar. É nesse cenário que ele aprende, através dos cães — seus verdadeiros aliados —, a construir pontes com o mundo exterior, mesmo quando tudo parece ruir.
Muito mais que um drama de guerra: um retrato da dor silenciosa
“Até o Limite” é o tipo de filme que não grita — ele fala baixo, mas direto ao coração. A narrativa propõe um olhar empático sobre o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e as barreiras enfrentadas por quem retorna de um cenário de guerra para um cotidiano que já não reconhece.
O longa também nos convida a refletir sobre o abandono — tanto físico quanto emocional — de veteranos, e como a presença dos animais, muitas vezes, representa o elo mais puro e constante na reconstrução da identidade e da esperança.
Com fotografia sóbria e um roteiro que aposta no realismo emocional, a produção toca em feridas sociais sem perder a ternura. Em um mundo que pouco escuta, “Até o Limite” é uma história sobre ser ouvido — e acolhido.
Uma boa pedida para quem gosta de filmes com verdade
Se você é do tipo que curte tramas que priorizam personagens reais, repletos de falhas, força e humanidade, essa é a escolha perfeita para o seu sábado à noite. Esqueça os blockbusters com explosões e roteiros apressados: aqui, o destaque está nos pequenos gestos, nos silêncios significativos e na delicadeza dos vínculos entre homem e animal.
O mundo do esporte profissional nunca pareceu tão eletrizante e apaixonante. É exatamente essa combinação que promete Heated Rivalry, a nova série LGBTQ+ anunciada pelo serviço de streaming Crave, com estreia marcada para 28 de novembro. Baseada no segundo livro da série Game Changers, da autora best-seller Rachel Reid, a produção mergulha na intensidade de um romance secreto entre dois astros do hóquei profissional, mostrando os desafios de manter um relacionamento oculto em meio à pressão da carreira e da rivalidade esportiva.
O trailer divulgado pelo Crave destaca o contraste entre a competitividade do esporte e o romance secreto. As primeiras cenas mostram partidas intensas entre Montreal e Boston, com o som dos patins no gelo e os gritos da torcida aumentando a sensação de urgência e rivalidade. Em cortes rápidos, Shane e Ilya aparecem em encontros privados, trocando olhares carregados de emoção e gestos que revelam tanto desejo quanto conflito. Abaixo, confira o vídeo:
A história acompanha Shane Hollander, capitão do Montreal Voyageurs, e Ilya Rozanov, estrela do Boston Bears. Enquanto a mídia e os fãs os veem como inimigos declarados, trocando provocações e disputando cada ponto com ferocidade, a verdade é muito diferente: longe dos holofotes, os dois vivem um romance intenso e clandestino. A narrativa de Reid explora não apenas a paixão entre eles, mas também os dilemas de identidade, coragem e escolha em um ambiente que não aceita fragilidade emocional.
O elenco principal de Heated Rivalry traz Hudson Williams (Tracker, Allegiance) como Shane Hollander e Connor Storrie (Joker: Folie à Deux, April X) como Ilya Rozanov. Entre os coadjuvantes, François Arnaud (The Borgias, Blindspot), Robbie G.K. (Overcompensating, The House Call), Sophie Nélisse (Yellowjackets, The Book Thief), Ksenia Daniela Kharlamova (The Boarding School Murders), Dylan Walsh (Nip/Tuck, The Stepfather) e Christina Chang (The Good Doctor, 24) completam o time, garantindo talento e experiência na tela.
A frase sintetiza o núcleo dramático da série: a luta constante entre a vida pública e os sentimentos que ambos precisam controlar. Reid constrói um enredo que vai além do romance, trazendo reflexão sobre aceitação, coragem e a complexidade dos relacionamentos LGBTQ+ em ambientes conservadores e competitivos.
No livro original, Reid já é conhecida por criar personagens profundamente humanos. Shane é disciplinado, meticuloso e constantemente pressionado a manter sua imagem profissional impecável. Ilya, por outro lado, é talentoso, provocador e impossível de ignorar, criando uma tensão irresistível entre os dois. O contraste entre suas personalidades gera não apenas conflitos internos, mas também momentos de grande química e vulnerabilidade.
Neste domingo, 14 de setembro, a Temperatura Máxima apresenta uma das aventuras mais aguardadas dos últimos anos: “Uncharted – Fora do Mapa”. O filme, baseado na aclamada franquia de videogames da Naughty Dog, combina ação, suspense, humor e mistério, levando o público a uma corrida eletrizante por um tesouro histórico perdido há séculos. Ao longo de sua narrativa, o longa explora cenários deslumbrantes, desafios complexos e personagens que conquistam o público com carisma e energia.
A história acompanha Nathan Drake, interpretado por Tom Holland, um jovem órfão com espírito aventureiro e uma habilidade nata para se envolver em situações perigosas. Nate é recrutado pelo veterano caçador de tesouros Victor “Sully” Sullivan, vivido por Mark Wahlberg, que atua como mentor e figura paterna para o protagonista. Juntos, eles embarcam em uma jornada para descobrir uma fortuna desaparecida de Fernão de Magalhães, navegador português do século XVI. Mas a missão está longe de ser tranquila: o vilão Moncada, interpretado por Antonio Banderas, e seus aliados estão determinados a encontrar o tesouro antes deles, colocando Nate e Sully em uma série de perseguições, armadilhas e enigmas desafiadores.
O roteiro mistura sequências de ação intensas com momentos de humor e emoção, criando uma narrativa envolvente que agrada tanto aos fãs da franquia quanto ao público que conhece os personagens apenas através do cinema. A aventura de Nathan Drake é marcada por descobertas, traições inesperadas e reviravoltas que mantêm o espectador atento a cada cena. Além disso, a história funciona como uma espécie de prequela, mostrando a origem do jovem caçador de tesouros antes dos eventos narrados nos jogos.
Um elenco de peso e personagens cativantes
Tom Holland dá vida a Nathan Drake, combinando energia, carisma e uma dose de irreverência que torna o personagem próximo do público. Holland, conhecido por seu papel como Homem-Aranha no Universo Cinematográfico Marvel, trouxe juventude e frescor ao papel, além de uma interpretação que equilibra ação e momentos emocionais. Seu desempenho ajuda a construir a relação de mentor-aprendiz com Sully, elemento central da narrativa.
Mark Wahlberg, como Victor Sullivan, incorpora a figura de mentor experiente, charmoso e sagaz, responsável por guiar Nate e prepará-lo para os perigos do mundo da caça ao tesouro. Wahlberg imprime ao personagem uma mistura de autoridade e humor, estabelecendo uma dinâmica que é, ao mesmo tempo, divertida e emocionante. Antonio Banderas interpreta Moncada, vilão astuto e implacável que se tornou uma ameaça constante para os protagonistas. Sua presença adiciona tensão à trama, criando confrontos memoráveis e estratégicos que desafiam Nate e Sully a cada passo.
Sophia Ali vive Chloe Frazer, personagem destemida e habilidosa que se envolve na aventura de Nate. Chloe é uma caçadora de tesouros independente, que possui uma relação de parceria e rivalidade saudável com Nathan, adicionando complexidade e química às cenas de ação. Tati Gabrielle interpreta uma das vilãs mais intrigantes da narrativa. Sua personagem oferece surpresas e contribui para a construção de um enredo mais profundo, com desafios inesperados para os protagonistas.
O elenco é complementado por participações menores, mas significativas, que ajudam a dar densidade à história, tornando cada cena mais envolvente e visualmente impressionante. A escolha do elenco foi estratégica, buscando atores capazes de transmitir carisma, emoção e ação ao mesmo tempo, algo essencial para uma adaptação de sucesso de um jogo tão amado.
A difícil jornada de adaptação
Levar Uncharted para o cinema não foi uma tarefa simples. O projeto começou a ser discutido em 2008, quando o produtor Avi Arad iniciou conversas com a Sony para transformar o jogo em filme. Durante mais de uma década, o projeto passou por diversas mãos, incluindo roteiristas e diretores como David O. Russell, Neil Burger, Seth Gordon e Travis Knight. Cada mudança trouxe ajustes no roteiro, no elenco e na direção, refletindo a dificuldade de transformar um universo complexo de videogame em um longa-metragem coeso e emocionante.
Um dos momentos mais comentados do processo foi a campanha do ator Nathan Fillion para interpretar Nathan Drake. Fillion, muito querido pelos fãs da franquia, chegou a lançar uma mobilização nas redes sociais, apoiado por milhares de jogadores. No entanto, a Sony decidiu apostar em Tom Holland, que trouxe uma interpretação mais jovem e dinâmica do personagem, capaz de atrair tanto fãs antigos quanto novos públicos.
Além disso, o desenvolvimento da produção foi afetado pela pandemia de COVID-19, que provocou atrasos nas filmagens e no lançamento do filme em diversas partes do mundo. Mesmo diante desses desafios, a equipe conseguiu concluir o projeto e lançá-lo em fevereiro de 2022, oferecendo uma experiência cinematográfica que conquistou o público e os críticos.
Filmagens e direção
A direção de Ruben Fleischer, conhecido por Venom e Zumbilândia, foi decisiva para dar ritmo e identidade à narrativa. Fleischer apostou em sequências de ação realistas, mescladas com humor e emoção, preservando a essência do jogo e criando momentos cinematográficos memoráveis.
As filmagens começaram em março de 2020, em locais na Alemanha, e se deslocaram para a Espanha em seguida. Devido à pandemia, a produção precisou ser temporariamente suspensa, retornando em julho do mesmo ano com protocolos de segurança rigorosos, incluindo distanciamento social e uso de máscaras nos bastidores. O cuidado com detalhes visuais e cenográficos foi essencial para reproduzir a sensação de imersão característica dos jogos da franquia.
Lançamento e recepção
Uncharted – Fora do Mapa chegou aos cinemas em 17 de fevereiro de 2022 no Brasil, um dia antes da estreia nos Estados Unidos. O filme foi exibido em formatos especiais, incluindo IMAX, RealD 3D e Dolby Cinema, garantindo uma experiência envolvente para os fãs. A recepção do público foi positiva, destacando a química entre Holland e Wahlberg, as sequências de ação e a fidelidade ao universo do jogo.
Além disso, o filme abriu espaço para possíveis continuações, explorando o início da carreira de Nathan Drake e as aventuras que consolidariam seu status como um dos caçadores de tesouros mais conhecidos do entretenimento. A mistura de ação, comédia e drama, aliada à construção cuidadosa dos personagens, tornou Uncharted uma opção atraente tanto para fãs de longa data quanto para quem está conhecendo a franquia agora.
Curiosidades e bastidores
O desenvolvimento do filme é repleto de curiosidades interessantes. Durante a fase de roteiros, diversos escritores foram chamados para adaptar a história, incluindo o casal Marianne e Cormac Wibberley e o roteirista David Guggenheim. A escolha de Tom Holland também serviu para conectar o público jovem à narrativa, aproveitando a popularidade do ator e sua experiência em filmes de ação.
O marketing do filme também se destacou, com parcerias, como a firmada com o Hyundai Motor Group, que integrou veículos e tecnologias ao universo cinematográfico, reforçando a sensação de realismo e aventura.
Outro ponto de interesse foi a inspiração em Uncharted 4: A Thief’s End, o quarto jogo da franquia. Embora o filme seja uma prequela, ele absorve elementos visuais e narrativos que agradam aos fãs dos jogos, incluindo enigmas históricos, mapas antigos e sequências de ação elaboradas.
O cinema de ação ganha um reforço de peso com “Vingadora”, novo longa estrelado por Milla Jovovich que acaba de revelar seu pôster e trailer oficiais. Dirigido por Adrian Grunberg, conhecido por sua abordagem direta e sem concessões em narrativas de violência e sobrevivência, como em Rambo: Até o Fim, o filme tem estreia marcada nos cinemas brasileiros para 26 de março, com distribuição da Imagem Filmes. A promessa é de uma experiência intensa, marcada por tensão constante, confrontos brutais e uma protagonista empurrada ao limite físico e emocional.
Na história, Jovovich vive Nikki, uma ex-militar que carrega as marcas profundas de um passado moldado pela guerra. Após anos enfrentando cenários extremos, ela tenta reconstruir a própria vida longe dos conflitos, apostando em uma rotina mais silenciosa e estável. Essa tentativa de recomeço, no entanto, é interrompida de forma abrupta quando sua filha é sequestrada, evento que rompe qualquer ilusão de normalidade e a obriga a revisitar um mundo que ela acreditava ter deixado para trás.
A partir desse ponto, Vingadora se transforma em uma corrida desesperada contra o tempo. Nikki passa a ser perseguida por criminosos, forças policiais e agentes militares enquanto tenta descobrir quem está por trás do sequestro e quais interesses se escondem por trás do crime. O filme constrói essa jornada como um percurso exaustivo, no qual cada passo cobra um preço alto e não há espaço para erros. A violência não surge como espetáculo, mas como consequência inevitável de decisões tomadas sob pressão extrema.
Conhecida mundialmente por seu trabalho à frente da franquia Resident Evil, Milla Jovovich volta a reafirmar sua força no gênero de ação, mas desta vez com uma personagem mais vulnerável e complexa. Nikki está longe da imagem da heroína imbatível. Ela é apresentada como alguém ferida, cansada e emocionalmente instável, que precisa lidar com traumas antigos enquanto enfrenta novas ameaças. Essa fragilidade dá profundidade à personagem e aproxima o público de seus conflitos internos, tornando sua luta mais humana e palpável.
A direção de Adrian Grunberg aposta em uma estética crua e econômica. As sequências de ação privilegiam o impacto físico e a sensação constante de perigo, evitando exageros coreográficos ou soluções fáceis. Cada confronto carrega peso e desgaste, reforçando a ideia de que a sobrevivência tem um custo alto. O ambiente hostil e a câmera direta ajudam a criar uma atmosfera opressiva, em sintonia com o estado emocional da protagonista.
Assinado por Bong-Seob Mun, o roteiro equilibra ação e drama pessoal ao explorar não apenas a busca por vingança, mas também os limites morais de uma mãe disposta a tudo para salvar a filha. A narrativa questiona até onde alguém pode ir quando tudo o que ama é ameaçado, colocando Nikki diante de escolhas difíceis e consequências irreversíveis. A violência, nesse contexto, surge menos como catarse e mais como dilema.
Vingadora teve sua estreia mundial no 30º Festival Internacional de Cinema de Busan, na Coreia do Sul, um dos eventos mais importantes do circuito asiático. A exibição ajudou a posicionar o longa como um thriller de ação com apelo internacional, destacando seu foco em personagens femininas fortes e em uma narrativa intensa, capaz de dialogar com diferentes públicos.
O elenco de apoio contribui para ampliar as camadas de tensão do filme. Matthew Modine, conhecido por trabalhos como Stranger Things e Nascido em 4 de Julho, integra a produção ao lado de Brooklyn Sudano (Eu, a Patroa e as Crianças), D.B. Sweeney (Fogo no Céu), Don Harvey (Pecados de Guerra) e Gabriel Sloyer (Last Ferry). Juntos, eles ajudam a construir um universo marcado por conflitos constantes, no qual nenhuma decisão é simples e a sobrevivência nunca é garantida.
O mercado de jogos nacionais avança de forma consistente, e Arashi Gaiden, lançado hoje na Steam, representa uma nova demonstração dessa evolução. Spin-off do premiado Pocket Bravery — primeiro jogo brasileiro indicado ao The Game Awards —, o título aposta em uma combinação inovadora: a integração da estratégia por turnos com ação em tempo real.
Desenvolvido em parceria pelos estúdios Statera Studio e Wired Dreams Studio, e publicado pela Nuntius Games, Arashi Gaiden oferece uma experiência dinâmica que desafia os jogadores a agir com rapidez e precisão, utilizando power-ups e estratégias em um ambiente em constante transformação. São sete fases principais, compostas por 20 cenários cada, totalizando mais de 140 desafios que exigem foco e habilidade.
Jonathan Silva, produtor do jogo e CEO da Nuntius Games, define o projeto como “mais que um jogo de ação por turnos; Arashi Gaiden combina ação estilizada, estratégia acelerada e uma narrativa carregada de emoção e profundidade”. Essa declaração evidencia a ambição da equipe: entregar não apenas mecânicas inovadoras, mas também uma história capaz de estabelecer uma conexão emocional com o jogador.
Entretanto, essa ousadia traz desafios. A mescla entre tempo real e estratégia por turnos exige uma curva de aprendizado considerável, que pode não agradar a todos os públicos. Encontrar o equilíbrio entre fluidez e profundidade tática representa um desafio especialmente relevante para o mercado brasileiro, ainda em processo de consolidação.
A oferta de lançamento com preço promocional é uma estratégia inteligente para ampliar o alcance do título, sobretudo diante da forte concorrência global. Além disso, Arashi Gaiden está previsto para ser lançado em breve para PlayStation, Xbox e Nintendo Switch, o que pode ampliar sua visibilidade, mas também aumentará as exigências técnicas e de adaptação.