Backrooms | O que existe dentro do labirinto sem saída que está levando o terror psicológico para outro nível?

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Os Backrooms surgiram na internet como um conceito de terror baseado na ideia de espaços infinitos e vazios, formados por salas e corredores que parecem reais, mas não seguem nenhuma lógica de arquitetura ou orientação.

A proposta central é simples: um ambiente que parece familiar, mas ao mesmo tempo completamente errado, sem saída definida e sem explicação sobre sua origem.

Esse conceito ficou popular porque não depende de monstros ou ameaças visíveis. O medo vem da própria estrutura do espaço, que transmite a sensação de desorientação contínua.

Como funciona a história do filme?

A trama acompanha Clark, um vendedor de móveis que encontra, no porão de sua loja, um acesso para esse tipo de ambiente. O espaço é formado por corredores e salas repetitivas, sem sinais claros de fim ou direção.

Ao perceber que não se trata de um local comum, Clark passa a investigar o que encontrou e envolve Kat, sua funcionária, e Bobby, namorado dela. O grupo tenta entender a extensão desse ambiente, mas a exploração rapidamente se torna algo difícil de controlar.

Quando Clark desaparece dentro dos Backrooms, a busca por respostas continua com a entrada da Dra. Mary Kline, terapeuta ligada ao protagonista, que tenta entender o que aconteceu a partir de sua relação anterior com ele.

O que os Backrooms representam na história?

Dentro do filme, os Backrooms não funcionam apenas como um cenário de terror. O espaço é tratado como uma representação de estados mentais marcados por isolamento, confusão e perda de referência.

Os corredores repetitivos e os ambientes vazios criam uma sensação constante de desorientação. Não existe um ponto claro de chegada, nem uma explicação direta sobre as regras desse lugar.

A narrativa usa essa estrutura para mostrar como os personagens reagem quando perdem completamente a noção de direção e controle.

Quem faz parte do elenco?

O elenco reúne nomes conhecidos do cinema e da televisão recente, liderados por Chiwetel Ejiofor no papel de Clark, proprietário de uma loja de móveis que se vê envolvido na descoberta do labirinto.

Ao lado dele, Renate Reinsve interpreta a Dra. Mary Kline, terapeuta de Clark que acaba entrando diretamente na investigação.Mark Duplass vive Phil, enquanto Finn Bennett assume o papel de Bobby, namorado de Kat.

Lukita Maxwell interpreta Kat, funcionária da loja e peça importante no envolvimento inicial com os Backrooms.

O que o público precisa saber antes de assistir?

O filme não segue uma estrutura tradicional de terror baseada em sustos frequentes. O foco está na construção de atmosfera e na experiência de estar dentro de um espaço sem lógica aparente.

A narrativa se desenvolve de forma lenta, com destaque para a sensação de repetição e confinamento. O espaço é o principal elemento da história, influenciando diretamente o comportamento dos personagens.

Também não há explicações completas sobre a origem dos Backrooms ou sobre como eles funcionam. A proposta é manter o mistério e focar na experiência de desorientação dentro desse ambiente.

Cinemaço exibe As Verdades, suspense brasileiro que mostra como um mesmo crime pode ter versões completamente diferentes

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Quem assistir a As Verdades no Cinemaço deste domingo, 31 de maio, encontrará um suspense policial que foge dos caminhos mais comuns do gênero. Em vez de acompanhar um investigador reunindo pistas até chegar a uma resposta definitiva, o longa convida o espectador a montar seu próprio entendimento sobre um crime cercado por versões conflitantes.

Dirigido por José Eduardo Belmonte e escrito por Pedro Furtado, o filme se passa em uma pequena cidade do sertão nordestino e acompanha Josué, personagem interpretado por Lázaro Ramos. Policial respeitado na região, ele recebe a missão de apurar o que realmente aconteceu após uma tentativa de assassinato contra Valmir, um empresário conhecido e influente no município.

O que poderia ser apenas mais uma investigação ganha contornos inesperados quando os depoimentos dos envolvidos começam a surgir. Cada personagem apresenta uma narrativa própria, revelando detalhes que nem sempre coincidem com aquilo que foi dito anteriormente. Aos poucos, o caso deixa de ser apenas uma busca pelo responsável pelo crime e passa a se transformar em uma tentativa de compreender quem está ocultando informações e por quê. As informações são do AdoroCinema.

A primeira versão dos acontecimentos é apresentada por Cícero, personagem vivido por Thomás Aquino. Conhecido por atuar como matador de aluguel, ele é apontado como peça central do atentado. Seu relato oferece uma explicação para os fatos, mas também levanta novas dúvidas sobre as pessoas que cercam Valmir e os interesses envolvidos naquela história.

Em seguida, a narrativa muda de direção ao assumir o ponto de vista de Francisca, interpretada por Bianca Bin. Noiva do empresário, ela descreve os acontecimentos de maneira bastante diferente. Sua versão não apenas questiona o que foi dito anteriormente, mas também revela aspectos da vida pessoal de Valmir que ajudam a compreender melhor as tensões existentes entre os personagens.

O elemento que torna a trama ainda mais interessante surge quando o próprio Valmir entra em cena. Sobrevivente da tentativa de assassinato, ele apresenta sua interpretação do que aconteceu. Nesse momento, o filme deixa claro que cada pessoa envolvida carrega suas próprias motivações, ressentimentos e interesses, fatores que influenciam diretamente a forma como os acontecimentos são lembrados e narrados.

Essa estrutura faz com que As Verdades se aproxime mais de um quebra-cabeça do que de um suspense policial tradicional. A cada novo depoimento, informações antes consideradas confiáveis passam a ser questionadas. O espectador é constantemente levado a reavaliar suas conclusões e observar os detalhes com mais atenção.

Outro aspecto que diferencia o filme é a maneira como o sertão nordestino é retratado. A região não aparece apenas como pano de fundo para a história. As relações de poder, a influência econômica de determinadas figuras locais e a dinâmica entre os moradores ajudam a moldar os acontecimentos investigados por Josué. Isso torna o contexto da narrativa tão importante quanto o próprio crime.

O elenco reúne nomes que contribuem para dar credibilidade às diferentes versões apresentadas ao longo da trama. Lázaro Ramos conduz a investigação com uma interpretação contida e observadora, enquanto Bianca Bin, Thomás Aquino e Zécarlos Machado assumem a responsabilidade de convencer o público de que suas versões podem ser verdadeiras. Drica Moraes também integra a história como Amara, personagem que acrescenta novas camadas às relações retratadas no filme.

Imagem vazada de Vingadores: Doutor Destino revela os principais heróis que enfrentarão o novo vilão da Marvel

Uma nova imagem promocional vazada de Vingadores: Doutor Destino trouxe um olhar mais claro sobre os personagens que terão destaque no próximo grande evento cinematográfico da Marvel. A arte reúne heróis de diferentes equipes e universos, reforçando que o filme será uma das produções mais ambiciosas já realizadas pelo estúdio.

O principal destaque da imagem é Victor von Doom, o Doutor Destino, interpretado por Robert Downey Jr. O personagem será o antagonista central da história e representará uma ameaça capaz de mobilizar heróis de diferentes realidades. Nos quadrinhos, Doutor Destino é conhecido por combinar inteligência científica, conhecimento tecnológico e habilidades místicas, características que o colocam entre os adversários mais perigosos da Marvel.

Além do vilão, a imagem apresenta personagens já confirmados para a produção, incluindo Senhor Fantástico, Coisa, Fera, Ciclope, Capitão América, Yelena Belova e Thor. A presença desses heróis reforça uma informação importante para quem acompanha o MCU: o filme reunirá personagens dos Vingadores, do Quarteto Fantástico e dos X-Men em uma mesma história.

Segundo a sinopse divulgada pela Marvel, os acontecimentos ocorrerão após os eventos de “Thunderbolts”. A trama acompanhará a união de diferentes grupos de heróis para enfrentar a ameaça representada por Doutor Destino. Entre eles estarão os Vingadores da Terra-616, o Quarteto Fantástico da Terra-828 e uma versão dos X-Men oriunda de outro universo.

Para o público, um dos maiores atrativos do projeto é justamente o retorno de personagens clássicos dos filmes dos X-Men produzidos nos anos 2000. O elenco inclui nomes como Patrick Stewart no papel de Professor X, Ian McKellen como Magneto, James Marsden como Ciclope, Rebecca Romijn como Mística, Alan Cumming como Noturno e Kelsey Grammer como Fera.

O Quarteto Fantástico também terá participação importante na história. Pedro Pascal interpreta Reed Richards, o Senhor Fantástico, enquanto Vanessa Kirby vive Sue Storm, Joseph Quinn interpreta Johnny Storm e Ebon Moss-Bachrach dá vida ao Coisa. Como Doutor Destino possui uma longa ligação com o grupo nos quadrinhos, a equipe deve ocupar uma posição central nos acontecimentos do filme.

Entre os heróis do atual MCU, retornam Anthony Mackie como Capitão América, Chris Hemsworth como Thor, Florence Pugh como Yelena Belova, Sebastian Stan como Bucky Barnes, Simu Liu como Shang-Chi, Letitia Wright como Pantera Negra e Lewis Pullman como Sentinela.

Outro ponto importante é o retorno dos irmãos Russo à direção. Os cineastas foram responsáveis por “Vingadores: Guerra Infinita” e “Vingadores: Ultimato”, dois dos maiores sucessos da Marvel nos cinemas. A expectativa é que a experiência adquirida nesses filmes ajude a conduzir uma história com dezenas de personagens e múltiplos núcleos narrativos.

Embora a Marvel ainda não tenha confirmado oficialmente a imagem vazada, o material oferece uma prévia dos personagens que devem ocupar posições centrais na trama. Para quem acompanha o MCU, o principal destaque é a reunião inédita de Vingadores, X-Men e Quarteto Fantástico em um mesmo filme, algo que durante muitos anos não foi possível devido à divisão dos direitos cinematográficos entre diferentes estúdios.

Sessão de Sábado exibe O Mentiroso, comédia que transformou Jim Carrey em um dos maiores astros de Hollywood e arrecadou mais de US$ 300 milhões

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A Globo apresenta na Sessão de Sábado deste 6 de junho o filme O Mentiroso, comédia lançada em 1997 que ajudou a consolidar Jim Carrey (O Máskara, Debi & Lóide – Dois Idiotas em Apuros) como um dos atores mais populares do cinema norte-americano nos anos 1990. Dirigido por Tom Shadyac (Ace Ventura: Um Detetive Diferente, Todo Poderoso), o longa combina humor com uma história centrada nos impactos que a falta de honestidade pode causar dentro de uma família.

No filme, Carrey interpreta Fletcher Reede, um advogado de Los Angeles que construiu sua carreira utilizando mentiras, omissões e estratégias jurídicas para vencer processos. Reconhecido por sua habilidade profissional, ele acumula conquistas no escritório onde trabalha, mas vê sua vida pessoal se deteriorar. Divorciado, Fletcher mantém uma relação distante com o filho Max e frequentemente decepciona o garoto ao descumprir promessas e compromissos importantes.

A situação se agrava quando ele não comparece à festa de aniversário do filho. Cansado das constantes desculpas do pai, Max faz um desejo simples: que Fletcher não consiga mentir durante um único dia. De forma inexplicável, o pedido se realiza e o advogado passa a ser incapaz de esconder opiniões, inventar justificativas ou alterar fatos para beneficiar a si mesmo.

A mudança acontece justamente em um momento decisivo de sua carreira. Fletcher está envolvido em um importante processo de divórcio e precisa defender Samantha Cole, personagem interpretada por Jennifer Tilly (A Noiva de Chucky, Ligadas pelo Desejo). Acostumado a manipular situações dentro e fora do tribunal, ele se vê obrigado a dizer apenas a verdade, criando uma sequência de problemas que ameaçam tanto sua posição profissional quanto sua reputação.

Grande parte do humor do filme surge desse conflito. Pela primeira vez, Fletcher precisa enfrentar situações sem recorrer aos mecanismos que o ajudaram a construir sua carreira. O resultado são cenas que exploram o impacto da sinceridade absoluta em ambientes onde a diplomacia, os interesses pessoais e a conveniência costumam falar mais alto.

Embora seja lembrado principalmente pelas sequências cômicas protagonizadas por Jim Carrey, o filme também dedica atenção à relação entre Fletcher e Max. O roteiro mostra como as promessas quebradas e a ausência constante afetaram a confiança do garoto, transformando a tentativa de reconciliação entre pai e filho em um dos principais motores da narrativa.

Outro aspecto que contribuiu para a popularidade do longa foi o momento em que chegou aos cinemas. Durante a década de 1990, Jim Carrey vivia o auge de sua carreira, após o sucesso de produções como Ace Ventura, O Máskara e Debi & Lóide. O Mentiroso reforçou sua imagem como um dos principais nomes da comédia da época e demonstrou sua capacidade de liderar grandes produções de estúdio.

O desempenho comercial confirmou essa força. Produzido com orçamento estimado em 45 milhões de dólares, o filme arrecadou mais de 300 milhões de dólares nas bilheterias mundiais, tornando-se um dos maiores sucessos daquele ano. A atuação de Carrey também foi reconhecida pela indústria, rendendo ao ator uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Ator em Comédia ou Musical.

O elenco ainda reúne nomes conhecidos do público. Maura Tierney (Plantão Médico, The Affair) interpreta Audrey, ex-esposa de Fletcher; Cary Elwes (Jogos Mortais, Robin Hood: O Herói em Tights) vive Jerry, novo companheiro de Audrey; e Justin Cooper dá vida a Max, personagem responsável pelo acontecimento que muda completamente a vida do protagonista.

Psyren ganha primeiro teaser de anime e revela as primeiras cenas da adaptação produzida pela Satelight

Foto: Satelight / Divulgação

A REMOW divulgou o primeiro teaser oficial do anime de Psyren, adaptação do mangá de Toshiaki Iwashiro publicado na Weekly Shonen Jump entre 2007 e 2010. O vídeo apresenta as primeiras imagens da série e confirma sua estreia para outubro de 2026 na televisão japonesa.

A produção foi anunciada oficialmente em dezembro de 2025. O anime está sendo desenvolvido pelo estúdio Satelight, responsável por títulos como Macross Frontier e Helck. A direção é de Katsumi Ono, que trabalhou em Yu-Gi-Oh! 5D’s, com composição de série assinada por Shin Yoshida. O design dos personagens fica a cargo de Akira Ōkuma, enquanto a trilha sonora reúne Takashi Ōmama, Tatsuhiko Saiki e Shū Kanematsu.

A exibição japonesa acontecerá pelos canais Tokyo MX e BS11. A distribuição internacional está sob responsabilidade da REMOW, que ainda não revelou quais plataformas exibirão a série fora do Japão.

A trama acompanha Ageha Yoshina, um estudante que encontra um misterioso cartão com a palavra “Psyren” escrita. Pouco depois, sua colega de escola Sakurako Amamiya desaparece sem deixar pistas. A tentativa de descobrir o significado do cartão leva Ageha a um futuro devastado, onde a humanidade praticamente desapareceu e criaturas conhecidas como Taboo circulam por cidades destruídas.

Nesse cenário, os participantes são convocados por uma entidade chamada Nemesis Q para cumprir missões. Quem falha corre o risco de permanecer preso naquele futuro indefinidamente. A cada retorno para Psyren, os sobreviventes obtêm novas informações sobre os eventos que levaram o Japão ao colapso.

Um dos elementos centrais da história é o PSI, conjunto de habilidades psíquicas despertadas após a exposição ao ambiente de Psyren. Os poderes são divididos em três categorias principais: Aprimoramento, voltado para capacidades físicas; Explosão, focado na projeção de energia; e Transe, relacionado a habilidades mentais e manipulação psíquica.

Conforme a investigação avança, Ageha descobre que o futuro que presencia não é inevitável. A destruição do país está ligada à organização WISE, grupo formado por indivíduos com habilidades psíquicas liderados por Miroku Amagi. O conflito passa a envolver viagens temporais, alterações de linhas do tempo e tentativas de impedir uma catástrofe que ainda não aconteceu.

O mangá foi publicado em 16 volumes e encerrou sua serialização em 2010. Durante anos, Psyren permaneceu entre as obras da Shonen Jump frequentemente citadas pelos leitores quando o assunto era séries que nunca receberam adaptação para anime. O anúncio feito no fim de 2025 encerrou uma espera de mais de quinze anos desde a conclusão da obra original.

Toy Story 5 estreia com US$ 312 milhões nas bilheterias mundiais e prova que a franquia ainda encontra espaço para contar novas histórias após três décadas

Foto: Reprodução/ Disney/ Pixar

Quando Toy Story 4 chegou aos cinemas em 2019, a sensação era de encerramento. Woody havia seguido um caminho diferente do restante da turma, Buzz encontrara seu próprio propósito e Bonnie parecia pronta para escrever um novo capítulo ao lado dos brinquedos que herdou de Andy. Por isso, o anúncio de um quinto filme foi recebido com desconfiança por parte do público. A principal dúvida era simples: ainda havia algo relevante a ser contado?

Os primeiros resultados comerciais indicam que o interesse pela franquia permanece alto. Toy Story 5 arrecadou US$ 160 milhões durante seu fim de semana de estreia na América do Norte e outros US$ 152 milhões no mercado internacional. A soma de US$ 312 milhões coloca a animação entre as maiores estreias da Pixar nos últimos anos e oferece um alívio importante para a Disney em um momento em que diversas sequências de grandes franquias têm encontrado dificuldades para repetir o desempenho do passado. As informações são da Variety.

Diferentemente dos filmes anteriores, que exploravam principalmente mudanças na vida dos donos dos brinquedos, a nova produção concentra boa parte de sua narrativa em um tema bastante presente na rotina das famílias atuais: a influência da tecnologia sobre a forma como as crianças brincam, se relacionam e ocupam seu tempo livre.

Bonnie agora tem oito anos e passa a dedicar sua atenção a Lilypad, apelidada de Lily, um tablet inteligente desenvolvido para estimular conexões sociais entre crianças. A mudança afeta diretamente os brinquedos do quarto. Pela primeira vez na série, a ameaça não surge de um vilão tradicional, de um colecionador ou de um brinquedo rival. O conflito nasce da mudança de comportamento da própria criança.

A escolha do tema não parece acidental. Nos últimos anos, especialistas em educação, pais e escolas têm discutido o impacto do uso excessivo de telas durante a infância. O roteiro utiliza esse cenário como pano de fundo sem transformar a história em uma discussão moralista. A tecnologia aparece como parte da realidade de Bonnie, e não como algo necessariamente negativo.

Jessie assume uma posição central na trama. Desde a despedida de Woody, a personagem passou a ocupar um papel de liderança entre os brinquedos de Bonnie. O filme aproveita essa nova responsabilidade para desenvolver uma história própria para a vaqueira, algo que nunca havia acontecido em escala semelhante dentro da franquia.

Grande parte desse desenvolvimento acontece quando Jessie retorna à antiga fazenda onde viveu com Emily, sua primeira dona. O local funciona quase como uma cápsula do tempo. Entre brinquedos esquecidos, objetos antigos e lembranças guardadas por décadas, a personagem encontra evidências de que continuou presente na memória de Emily muito depois da separação mostrada em Toy Story 2.

Essa linha narrativa conversa diretamente com um dos temas mais recorrentes da série desde 1995: a marca que os brinquedos deixam na infância das pessoas. Em vez de repetir conflitos já conhecidos sobre abandono ou substituição, o filme procura discutir o legado dessas relações ao longo dos anos.

Woody reaparece em um papel diferente daquele que ocupava nos capítulos anteriores. Depois de escolher uma vida longe de Bonnie, ele continua ajudando brinquedos sem dono ao lado de Betty. Sua participação surge de forma mais pontual, mas continua sendo importante para o desenrolar da história e para a evolução de Jessie.

Buzz Lightyear segue outro caminho dentro da narrativa. Uma carga contendo dezenas de versões modernas do personagem acaba isolada após um acidente marítimo. Presos em modo de demonstração permanente, esses Buzz acreditam ser integrantes reais do Comando Estelar. A situação gera algumas das cenas mais engraçadas do filme e recupera características do personagem vistas pela primeira vez na animação original de 1995.

O elenco principal retorna praticamente completo. Tom Hanks volta a emprestar sua voz a Woody, Tim Allen retorna como Buzz Lightyear e Joan Cusack reprisa o papel de Jessie. Entre os novos nomes estão Greta Lee, indicada ao Globo de Ouro por Vidas Passadas, Craig Robinson, conhecido pela série The Office, e o apresentador Conan O’Brien.

Nos bastidores, o longa-metragem representa uma mudança significativa para a franquia. A direção ficou nas mãos de Andrew Stanton, um dos nomes mais respeitados da história da Pixar. Stanton dirigiu Procurando Nemo e WALL-E, duas produções frequentemente citadas entre os melhores trabalhos do estúdio. Sua ligação com Toy Story também é antiga: ele participou da equipe criativa do primeiro filme lançado há mais de 30 anos.

Outro detalhe importante envolve a ausência de John Lasseter. Criador da franquia ao lado de um grupo de pioneiros da animação digital, ele não participou do desenvolvimento do novo longa. É a primeira vez que um capítulo principal da série é produzido sem seu envolvimento criativo.

A trilha sonora marca o retorno de Randy Newman, responsável pela identidade musical da franquia desde o primeiro filme. Seu trabalho acompanha Toy Story desde 1995 e inclui músicas que se tornaram parte inseparável da memória afetiva de milhões de espectadores. O novo longa também conta com a canção inédita “I Knew It, I Knew You”, interpretada por Taylor Swift.

O orçamento estimado em US$ 250 milhões coloca Toy Story 5 entre as animações mais caras já produzidas. O investimento aparece na evolução técnica da Pixar, especialmente na qualidade das texturas, da iluminação e das expressões dos personagens. A comparação com o primeiro Toy Story evidencia o salto tecnológico alcançado pelo estúdio desde a década de 1990.

Feito com menos de US$ 1 milhão, Obsessão ultrapassa US$ 333 milhões nas bilheterias e vira um dos maiores fenômenos do terror

Quando Obsessão foi exibido pela primeira vez no Festival Internacional de Cinema de Toronto, em setembro de 2025, poucos imaginavam que aquele filme independente acabaria se transformando em um dos maiores sucessos comerciais do ano seguinte. Meses depois, o terror sobrenatural escrito, dirigido e editado por Curry Barker alcançou uma marca que parecia improvável para uma produção de baixo orçamento: US$ 333,3 milhões arrecadados nos cinemas ao redor do mundo. As informações são da Variety.

O resultado é ainda mais impressionante quando comparado ao custo de produção. Realizado com um orçamento estimado entre US$ 750 mil e US$ 1 milhão, o longa tornou-se o filme de maior bilheteria da história da Focus Features e entrou para a lista dos maiores sucessos de 2026.

A trajetória do filme também representa um momento importante na carreira de Curry Barker. Antes de chegar aos cinemas, o cineasta era conhecido principalmente por seus vídeos publicados no YouTube. Em 2023, ele chamou a atenção de produtores com o curta de terror The Chair. O trabalho despertou o interesse do produtor James Harris, que ofereceu a Barker a oportunidade de desenvolver um longa-metragem. Em vez de expandir o curta, o diretor apresentou uma ideia inédita que mais tarde daria origem a Obsessão.

A história acompanha Baron “Bear” Bailey, interpretado por Michael Johnston. Funcionário de uma loja de música, ele mantém uma amizade de longa data com Nikki Freeman, personagem vivida por Inde Navarrette. Apaixonado por ela há anos e incapaz de revelar seus sentimentos, Bear acaba tomando uma decisão impulsiva após adquirir um misterioso objeto conhecido como Salgueiro dos Desejos.

O pedido parece simples: fazer com que Nikki o ame mais do que qualquer outra pessoa no mundo. O problema é que o desejo funciona exatamente como foi formulado.

A partir desse momento, o filme abandona qualquer traço de romance e passa a explorar as consequências da obsessão levada ao extremo. Nikki se torna cada vez mais dependente de Bear, desenvolvendo comportamentos que rapidamente ultrapassam os limites do afeto e entram em um território perturbador. O relacionamento passa a ser marcado por manipulação, violência e uma crescente perda de controle.

Boa parte da repercussão do filme surgiu justamente dessa premissa. Em vez de recorrer a fantasmas, demônios ou criaturas sobrenaturais tradicionais, o longa-metragem constrói seu horror a partir de uma relação humana que se deteriora de forma progressiva. O elemento fantástico existe, mas serve principalmente para impulsionar um conflito emocional que se torna cada vez mais desconfortável para os personagens.

Inde Navarrette recebeu destaque especial entre crítica e público por sua interpretação de Nikki. A personagem exige mudanças constantes ao longo da narrativa, alternando momentos de fragilidade, carinho e agressividade extrema. Michael Johnston também sustenta boa parte da tensão do filme ao interpretar um protagonista que precisa lidar com as consequências de uma escolha que parecia inofensiva.

O elenco ainda reúne Cooper Tomlinson como Ian, Megan Lawless como Sarah Harper e Andy Richter como Carter Harper, proprietário da loja de música onde os personagens trabalham. Embora a produção conte com poucos cenários e um elenco relativamente enxuto, a história se mantém concentrada nos conflitos centrais sem recorrer a grandes desvios narrativos.

As filmagens aconteceram em Los Angeles durante outubro de 2024. A produção aproveitou locações limitadas e uma estrutura reduzida para controlar os custos. Essa estratégia acabou se tornando um dos fatores que ampliaram o impacto financeiro do resultado obtido nos cinemas.

A repercussão em Toronto foi decisiva para o futuro do projeto. Após a exibição no festival, a Focus Features adquiriu os direitos de distribuição por um valor estimado entre US$ 14 milhões e US$ 15 milhões. O acordo foi apontado por veículos especializados como uma das maiores negociações envolvendo um filme de gênero na história recente do evento.

A Casa do Dragão muda abertura na 3ª temporada e estreia novo capítulo com uma das mortes mais impactantes da série

A terceira temporada de A Casa do Dragão começou a exibir seus episódios inéditos na HBO e na HBO Max trazendo uma novidade que não passou despercebida pelos espectadores mais atentos: a série ganhou uma sequência de abertura inédita.

Desde sua estreia, em 2022, a produção utilizava uma introdução que acompanhava uma linhagem de sangue percorrendo a árvore genealógica da Casa Targaryen. Com a guerra civil finalmente tomando conta de Westeros, a nova abertura abandona parte desse conceito para refletir o estágio atual da narrativa, agora totalmente dominada pelos acontecimentos da Dança dos Dragões.

A mudança simboliza uma nova fase da série. O conflito entre os partidários de Rhaenyra Targaryen e os apoiadores de Aegon II deixou de ser uma disputa política nos bastidores para se transformar em uma guerra aberta, envolvendo exércitos, dragões e alianças espalhadas pelos Sete Reinos.

Criada por Ryan Condal e George R. R. Martin, a terceira temporada estreou em 21 de junho de 2026 e terá oito episódios. A trama adapta os capítulos mais violentos de Fogo & Sangue, livro que narra a história da dinastia Targaryen cerca de 200 anos antes dos acontecimentos de Game of Thrones.

Durante a divulgação da temporada, Condal afirmou que os novos episódios abordariam os momentos mais sombrios da guerra civil. O primeiro capítulo deixa claro que a produção não pretende suavizar as consequências do conflito.

O episódio começa no Vale de Arryn, onde Rhaena finalmente consegue estabelecer uma ligação com Sheepsteeler, um dos dragões selvagens mais conhecidos da história de Westeros. O momento, aguardado pelos leitores dos livros, rapidamente demonstra que conquistar um dragão é apenas parte do desafio. Controlá-lo é uma tarefa muito mais difícil.

Em Porto Real, a situação política continua instável. Aemond Targaryen descobre que Aegon II e Larys Strong escaparam de seu alcance e inicia uma busca para localizar os responsáveis pela fuga. Alicent Hightower tenta convencer o filho a reconsiderar os rumos da guerra, mas encontra resistência.

Do lado dos Pretos, Rhaenyra enfrenta crescente desconfiança dentro do próprio conselho. A visita secreta de Alicent ocorrida anteriormente gera questionamentos sobre suas decisões e enfraquece parte de sua autoridade em um momento decisivo do conflito.

No campo militar, Daemon Targaryen obtém uma vitória importante ao derrotar forças ligadas aos Lannister. O triunfo garante novos aliados para sua causa, incluindo os Lobos do Inverno enviados pelos Starks do Norte.

O episódio também dedica atenção a personagens que devem ganhar importância nos próximos capítulos. Addam Velaryon, Hugh Martelo e Ulf aguardam instruções em Harrenhal, enquanto Alys Rivers incentiva uma postura mais agressiva contra Vhagar, o maior e mais temido dragão vivo de Westeros.

As previsões de Helaena Targaryen voltam a ocupar papel central na narrativa. Em uma das cenas mais comentadas do episódio, ela alerta Alicent de que Aemond não sobreviverá caso enfrente os dragões que lutam ao lado de Rhaenyra.

A reta final é dominada pela aguardada Batalha da Goela, um dos confrontos mais importantes da Dança dos Dragões. A frota da Triarquia, comandada por Lohar, entra em combate contra as forças lideradas por Corlys Velaryon. O objetivo dos invasores é atacar Maré Alta e enfraquecer a posição estratégica dos Pretos.

A batalha rapidamente se transforma em um confronto de grandes proporções. Navios entram em colisão, dragões cruzam os céus e centenas de soldados são lançados ao mar. Jacaerys Velaryon e Baela Targaryen participam diretamente da ofensiva montando seus dragões.

Em meio ao caos, Rhaena aparece montando Sheepsteeler pela primeira vez em combate. A falta de controle sobre a criatura, porém, gera ainda mais destruição no campo de batalha.

As perdas começam a se acumular. O navio de Corlys é destruído durante o confronto, embora Alyn Velaryon consiga eliminar Lohar. Pouco depois, Vermax, o dragão de Jacaerys, é atingido e derrubado no mar. Preso por arpões inimigos, o animal não consegue retornar aos céus.

O momento mais devastador do episódio acontece logo em seguida. Jacaerys é atingido por flechas durante o combate e desaparece nas águas da Goela. A morte do herdeiro de Rhaenyra representa uma das perdas mais significativas para os Pretos até agora e altera profundamente o equilíbrio político da guerra.

Nos livros de George R. R. Martin, a Batalha da Goela é considerada um dos eventos mais decisivos da Dança dos Dragões. A adaptação televisiva escolheu iniciar a temporada justamente com esse acontecimento, deixando claro que os próximos episódios serão marcados por consequências cada vez mais severas para ambos os lados do conflito.

A Ilha Esquecida | Nova animação da DreamWorks ganha trailer e leva duas amigas a uma aventura sobre memórias e amizade

A Universal Pictures apresentou o segundo trailer de A Ilha Esquecida, nova animação da DreamWorks Animation que estreia nos cinemas brasileiros em 24 de setembro. O longa combina fantasia, aventura e comédia ao acompanhar duas amigas que acabam presas em um lugar onde as lembranças desaparecem com o passar do tempo.

A direção é de Joel Crawford e Januel Mercado, responsáveis por Gato de Botas 2: O Último Pedido, produção indicada ao Oscar. A produção fica a cargo de Mark Swift, que já trabalhou em outros projetos da DreamWorks.

Ambientada nas Filipinas durante os anos 1990, a história acompanha Jo e Raissa, duas amigas de infância que estão prestes a seguir caminhos diferentes após o fim do ensino médio. Raissa se prepara para deixar o país e se mudar para os Estados Unidos por decisão da família, enquanto Jo tenta encontrar uma forma de manter a amizade das duas mesmo com a distância.

Antes da despedida acontecer, as duas são levadas por um portal para Nakali, uma ilha misteriosa onde as pessoas começam a perder suas memórias conforme permanecem no local. O desafio deixa de ser apenas encontrar uma maneira de voltar para casa e passa a envolver a preservação das lembranças que construíram a relação entre elas.

O filme utiliza elementos da mitologia filipina como base para criar o cenário da ilha e também parte de experiências pessoais dos diretores, especialmente sobre amizades que atravessam diferentes fases da vida. A proposta da animação é explorar como as memórias influenciam a forma como as pessoas entendem suas próprias histórias.

O elenco de vozes reúne nomes da música e do cinema. HER interpreta Jo, enquanto Liza Soberano dá voz a Raissa. Dave Franco participa como Raww, um cão-lobisomem que acompanha as protagonistas, além das participações de Jenny Slate, Manny Jacinto, Dolly de Leon, Jo Koy, Ronny Chieng e Lea Salonga.

Anunciado oficialmente pela DreamWorks em abril de 2025, A Ilha Esquecida representa uma produção original do estúdio, sem ligação com franquias anteriores. A equipe criativa decidiu explorar referências culturais das Filipinas em uma história voltada para públicos de diferentes idades.

Blue Lock ganha primeiro trailer legendado em português do filme live-action que leva a disputa pelo atacante perfeito para os cinemas em agosto

A franquia Blue Lock ganhou seu primeiro trailer completo legendado em português para o filme live-action baseado no famoso mangá de futebol japonês. A produção chega aos cinemas em 13 de agosto e adapta a história criada por Muneyuki Kaneshiro e ilustrada por Yusuke Nomura, apresentando a disputa entre jovens jogadores que tentam conquistar uma vaga no projeto mais radical do futebol japonês.

Lançado originalmente em 2018 pela Kodansha na revista Weekly Shōnen Magazine, Blue Lock chamou atenção por apresentar uma visão diferente das histórias tradicionais de esporte. A trama não acompanha apenas a evolução de um time, mas coloca atacantes uns contra os outros em uma competição onde talento, personalidade e capacidade de decidir partidas são colocados à prova.

A história começa depois da eliminação do Japão na Copa do Mundo de 2018. A dirigente Anri Teieri acredita que o principal problema da seleção está na falta de um atacante capaz de assumir o protagonismo nos momentos decisivos. Para mudar esse cenário, ela contrata Jinpachi Ego, um treinador com uma proposta bastante polêmica.

A ideia de Ego é criar o Blue Lock, um centro de treinamento que reúne 300 jovens atacantes de todo o país. Eles passam por uma série de desafios e partidas eliminatórias, e somente um jogador poderá sair do projeto como o novo centroavante da seleção japonesa.

O filme acompanha Isagi Yoichi, um atacante que entra no programa após uma derrota que muda sua forma de enxergar o futebol. Em uma partida importante, ele decide tocar a bola para um companheiro em vez de finalizar sozinho. O passe acaba não dando resultado, e a eliminação faz Isagi questionar se está jogando da maneira certa para alcançar seu objetivo.

Dentro do Blue Lock, ele encontra outros atletas com estilos completamente diferentes. Alguns dependem da força física, outros da velocidade, da técnica ou da leitura de jogo. A competição faz com que Isagi precise evoluir constantemente e descobrir qual é sua maior arma dentro de campo.

O trailer do live-action apresenta a estrutura do projeto, os confrontos entre os jogadores e o clima de disputa criado por Jinpachi Ego. A adaptação transforma os desafios do mangá em uma produção com atores reais, mantendo o foco na rivalidade entre os participantes e na busca pelo atacante considerado ideal.

Criado há quase uma década, a franquia se tornou um dos mangás esportivos mais populares do Japão. A obra venceu o 45º Prêmio de Mangá Kodansha na categoria Melhor Mangá Shōnen em 2021 e alcançou milhões de cópias vendidas ao redor do mundo.

O sucesso também levou a franquia para o anime. A primeira temporada estreou em 2022, produzida pelo estúdio japonês 8bit, com direção de Tetsuaki Watanabe. A série foi lançada internacionalmente pela Crunchyroll e recebeu dublagem em português brasileiro pelo estúdio Som de Vera Cruz.

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