Flores de Cerejeira Depois do Inverno é um romance que aquece o coração depois do frio

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Tem séries que chegam de mansinho, sem fazer barulho, e acabam deixando a gente com o coração apertado — daquele jeito bom, que mistura saudade e esperança. Flores de Cerejeira Depois do Inverno, disponível no Viki, é exatamente assim: um drama que fala baixo, mas emociona fundo.

Baseada no webtoon de Bam Woo e dirigida por Yoon Joon Ho, a produção sul-coreana de 2022 é um convite à sensibilidade. É sobre crescer, recomeçar e, principalmente, sobre descobrir o amor quando o mundo parece não saber o que fazer com ele.

Do luto ao amor — e da dor à descoberta

A história começa de forma simples e triste. Depois da morte dos pais, Seo Haebom (Ok Jin Uk) é acolhido pela família Jo, que o cria como parte da casa. Entre os filhos está Jo Taesung (Kang Hee), o garoto que vira seu melhor amigo, protetor e, aos poucos, algo mais.

Os dois crescem juntos, dividem a mesma rotina, o mesmo espaço e as mesmas inseguranças. Até que, no ensino médio, algo muda. O que antes parecia apenas carinho se transforma em um sentimento diferente — mais forte, mais assustador, e também mais bonito.

O que poderia virar um típico romance adolescente vira algo maior. A série fala de medo, de aceitação, de se sentir fora de lugar e, ainda assim, escolher o amor.

Um amor que floresce devagar

Flores de Cerejeira Depois do Inverno tem o ritmo das coisas que importam: não apressa nada. A relação entre Haebom e Taesung nasce do cuidado, dos olhares que duram um pouco mais, das palavras que eles não conseguem dizer.

E é justamente essa calma que conquista. Não tem grandes reviravoltas, nem momentos forçados — tudo é sutil, íntimo, real. A direção de Yoon Joon Ho aposta no silêncio, nas pequenas pausas, nas cenas em que o sentimento está ali, mesmo quando ninguém fala nada.

A fotografia ajuda a contar essa história com uma delicadeza absurda: o frio do inverno que vai cedendo espaço para a primavera simboliza o desabrochar do amor entre os dois. É simples e lindo — daquele tipo de beleza que a gente sente mais do que entende.

Dois atores, um só coração

Ok Jin Uk dá vida a Haebom com uma vulnerabilidade tocante. Ele é o tipo de personagem que a gente quer abraçar — tímido, retraído, mas cheio de doçura. Kang Hee, no papel de Taesung, é o contraponto perfeito: seguro por fora, confuso por dentro, dividido entre o que sente e o que acha que “deveria” sentir.

Juntos, eles criam uma química natural, quase inocente. Nada é exagerado. Quando se olham, a gente entende o que está acontecendo, mesmo sem nenhuma fala. É um amor que se comunica por gestos, e talvez seja por isso que emocione tanto.

Mais do que um BL — uma história sobre cura

Muita gente pode ver a trama apenas como um drama BL (Boys’ Love), mas ele vai muito além disso. É sobre reencontrar o calor depois do frio, sobre aprender a ser amado sem medo e sobre permitir que o outro te veja como você é — sem máscaras, sem julgamentos.

O roteiro não romantiza o sofrimento, mas mostra que o amor pode ser um refúgio, uma forma de cura. E é impossível não se ver um pouco ali: nas inseguranças, nos silêncios, na vontade de encontrar um lugar seguro no mundo.

Um final que fica com a gente

Mesmo curto (são só oito episódios), o drama deixa uma marca profunda. Quando termina, a gente percebe que Flores de Cerejeira Depois do Inverno não é apenas sobre dois garotos que se apaixonam — é sobre o que acontece quando alguém finalmente te enxerga por inteiro.

Os coadjuvantes — Lee Hyun Kyung, Cha Gun, Shin Jee Won e Eun Chae — dão leveza à trama, e ajudam a criar um ambiente acolhedor, sem vilões nem caricaturas. Tudo é humano, próximo, sincero.

Por que assistir?

Porque é o tipo de série que faz bem.
Porque lembra que o amor pode ser simples.
Porque mostra que, às vezes, basta uma pessoa acreditar em você para que o inverno acabe.

Você tem coragem de encarar Art, o Palhaço? Terrifier vira casa mal-assombrada no Halloween Horror Nights da Universal

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Foto: Reprodução/ Internet

Já sentiu aquele arrepio que não vem do frio, mas de um pressentimento? Uma sensação de que algo — ou alguém — está prestes a te encontrar no escuro? Pois prepare o psicológico: Art, o Palhaço, aquele mesmo que você jurou que nunca mais queria ver nem em sonho, está voltando. E agora ele tem uma nova casa: a Funhouse do terror abre as portas no Halloween Horror Nights, no Universal Orlando Resort a partir de 29 de agosto, e no Universal Studios Hollywood em 4 de setembro.

Sim, o vilão mais sádico e silenciosamente insano do terror contemporâneo acaba de sair das telas e ganhar vida em um labirinto físico, sujo, barulhento, grotesco — e deliciosamente assustador. Inspirada na franquia Terrifier, a nova atração promete uma experiência que vai muito além do susto: ela te coloca no epicentro do medo, onde a única certeza é que ninguém sai ileso (nem em paz).

Um parque de diversões onde o riso morre na garganta

A casa mal-assombrada recria o universo retorcido de Terrifier 2, com destaque para a Funhouse, o “parquinho” favorito de Art. Esqueça algodão-doce e roda-gigante: aqui, o espetáculo são as mortes brutais, os cheiros de carne queimada, os gritos abafados, as paredes que sangram. Cada corredor é um teste de nervos — e uma ode ao cinema de horror sem censura.

Os visitantes encontrarão Vicky, marcada pelas cicatrizes da sobrevivência, e a inquietante garotinha pálida, que parece ter saído direto de um delírio febril. O caos reina no Clown Café, o pavor ganha forma em um banheiro onde nem o espelho quer olhar pra você, e o Natal — aquele símbolo de aconchego — vira um desfile grotesco de desespero.

Terrifier: mais que terror — é desconforto com assinatura

Criada por Damien Leon e a Dark Age Cinema, a franquia Terrifier nasceu em 2008 e foi crescendo como um monstro que ninguém conseguiu ignorar. Com três filmes lançados e um quarto em produção, Art, o Palhaço (sem falas, sem explicações, só horror), se tornou um ícone do cinema underground — não pelo susto fácil, mas pela coragem de ir onde outros não vão.

Agora, ele vai ainda mais longe: do cinema para o seu pesadelo real. Porque no Halloween Horror Nights, a plateia não está segura na poltrona. Ela caminha. Respira o mesmo ar do monstro. E reza para sair dali inteira.

📍 Onde o terror acontece:
🎃 Universal Orlando Resort – a partir de 29 de agosto
🎃 Universal Studios Hollywood – a partir de 4 de setembro

🎢 Parte do evento Halloween Horror Nights
🎬 Inspirado na franquia Terrifier (Damien Leon)
🧟‍♂️ Personagens: Art, o Palhaço | Vicky | Garotinha Pálida | Clown Café | Natal Sinistro

Paramount+ libera teaser eletrizante da nova temporada de Tulsa King com Sylvester Stallone no papel principal

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Foto: Reprodução/ Internet

O que acontece quando um dos maiores astros do cinema mundial decide encarar o mundo do streaming? A resposta pode ser resumida em dois nomes: Sylvester Stallone e Tulsa King. A série criada por Taylor Sheridan retorna no dia 21 de setembro de 2025, exclusivamente no Paramount+, com sua aguardada terceira temporada — e a expectativa não poderia estar mais alta.

Estrelada por Stallone no papel do mafioso Dwight Manfredi, a produção se tornou um dos maiores sucessos da plataforma nos últimos anos, conquistando números expressivos de audiência e reconhecimento crítico. Agora, o universo da máfia americana se expande com novos inimigos, alianças e reviravoltas — e promete surpreender os fãs com desfechos ainda mais sombrios e emocionantes.

Recordes, números e fenômeno global

Desde sua estreia em 2022, a série se destacou como um projeto ousado: colocar um ícone de Hollywood em um papel dramático fixo em uma série de streaming. O risco valeu a pena. A produção foi a série número 1 do Paramount+ em 2024, superando inclusive os lançamentos de Yellowstone e Special Ops: Lioness.

A estreia da segunda temporada, em setembro de 2024, foi um marco. O primeiro episódio atingiu 21,1 milhões de visualizações globais, tornando-se a maior estreia da história da plataforma. Além disso, a série contabilizou 159 milhões de visualizações de trailers, teasers e extras, um aumento de quase 900% em relação à temporada anterior. Nas redes sociais, o engajamento disparou, com 6,1 milhões de interações, consolidando a marca de Tulsa King como uma das mais influentes da TV sob demanda.

Nova temporada, novos perigos: quem são os Dunmires?

A terceira temporada apresenta novos antagonistas, os Dunmires, uma poderosa família da aristocracia local de Tulsa, que governa à sombra da lei e desafia diretamente o império construído por Dwight. Diferente da velha guarda da máfia nova-iorquina, os Dunmires jogam com outras regras: silenciosas, brutais, impiedosas. O confronto entre essas duas formas de poder promete ser o centro da nova narrativa.

O dilema do personagem de Stallone — entre proteger sua nova família e manter o império que ergueu — chega ao seu limite. As consequências dessa batalha prometem mudar para sempre os rumos da série.

Elenco de peso e conexões cada vez mais densas

O elenco da nova temporada continua sendo um dos grandes trunfos de Tulsa King, reunindo veteranos do cinema e da televisão com novos talentos em ascensão. Sylvester Stallone (Rocky, Rambo, Os Mercenários) lidera o grupo com sua presença marcante no papel de Dwight Manfredi. Ao seu lado, estão Martin Starr (Silicon Valley, Freaks and Geeks), que traz um humor ácido e imprevisível ao universo da série, e Jay Will (The Marvelous Mrs. Maisel, Evil), como o jovem e leal Tyson. A sempre intensa Annabella Sciorra (Família Soprano, O Despertar de um Homem) retorna com uma performance carregada de emoção. Neal McDonough (Band of Brothers, Yellowstone, Arrow) se junta ao elenco como um dos novos antagonistas, prometendo elevar a tensão a outro nível.

Robert Patrick (O Exterminador do Futuro 2, Peacemaker, True Blood) continua em cena como Chickie, enquanto Beau Knapp (Seven Seconds, The Nice Guys) e Bella Heathcote (The Man in the High Castle, Pieces of Her) ampliam a rede de intrigas que cerca Dwight. Também integram o elenco nomes como Chris Caldovino (Boardwalk Empire), McKenna Quigley Harrington (Daisy Jones & The Six), Mike “Cash Flo” Walden (Power Book III: Raising Kanan), Kevin Pollak (Os Suspeitos, The Marvelous Mrs. Maisel), Vincent Piazza (Boardwalk Empire, Rocketman), Frank Grillo (Kingdom, Capitão América: Soldado Invernal), Michael Beach (Aquaman, Third Watch) e James Russo (Donnie Brasco, Django Livre). Os destaques ainda incluem Garrett Hedlund (Tron: O Legado, Friday Night Lights) e a veterana Dana Delany (Desperate Housewives, Body of Proof), ambos com personagens que prometem agitar os bastidores do poder em Tulsa.

O legado de Stallone e a reinvenção no streaming

Aos 78 anos, Sylvester Stallone ainda surpreende. Depois de décadas como astro de ação, o ator mergulha em um papel complexo, longe do maniqueísmo de seus personagens anteriores. Em Dwight Manfredi, Stallone encarna um homem quebrado, exilado de seu passado e forçado a se reinventar. É, como ele mesmo disse em entrevista recente, “o papel mais interessante da minha vida”. Dwight não é um herói, tampouco um vilão absoluto. Ele é um sobrevivente, tentando se equilibrar entre o amor pela filha, a lealdade à máfia e as tentações de um novo mundo em rápida transformação. Stallone não apenas atua — ele também é produtor executivo da série. E seu envolvimento criativo é visível em cada episódio: no tom sombrio, no humor ácido, nas cenas de confronto que nunca perdem a elegância visual.

Bastidores: mudanças de showrunner e conflitos nos bastidores

A produção não foi isenta de conflitos. O showrunner original, Terence Winter (Boardwalk Empire), deixou o comando criativo após divergências com Taylor Sheridan. A segunda temporada foi conduzida por Craig Zisk, enquanto a terceira fica sob a batuta de Dave Erickson, conhecido por seu trabalho em Fear the Walking Dead. A mudança de locações também foi um tema quente nos bastidores. A primeira temporada foi filmada em Oklahoma City, mas reclamações sobre as condições de produção levaram a equipe a transferir os trabalhos para Atlanta, onde as duas temporadas seguintes foram rodadas. Apesar das turbulências, a série manteve um alto padrão técnico e narrativo — o que se reflete no sucesso contínuo de público e crítica.

Expansão do universo: vem aí “NOLA King” com Samuel L. Jackson

A saga de Dwight Manfredi deve se expandir ainda mais. A Paramount+ anunciou o desenvolvimento de um spin-off oficial: NOLA King, ambientado em Nova Orleans e estrelado por ninguém menos que Samuel L. Jackson.

O personagem de Jackson, Russell Lee Washington Jr., será introduzido ainda nesta terceira temporada de Tulsa King e, segundo a produção, terá um arco de múltiplos episódios. O spin-off, previsto para começar a ser gravado em fevereiro de 2026, foi escrito por Dave Erickson, que já deixou o projeto para focar em Mayor of Kingstown e Tulsa King.

A série promete mergulhar em uma Nova Orleans corrupta, multicultural e pulsante, abrindo espaço para novas tramas, personagens e confrontos.

Tulsa King é apenas uma das peças de um projeto maior: o chamado “Sheridanverse”, que inclui Yellowstone, 1883, 1923, Mayor of Kingstown e Special Ops: Lioness. Com cada série, Taylor Sheridan constrói um mosaico temático e estilístico único: masculinidade em crise, tensões morais, violência institucional e dilemas familiares.

O que esperar da nova temporada?

Se as duas primeiras temporadas serviram como um estudo de personagem, a terceira promete acelerar o conflito externo. Dwight não terá apenas que proteger seu território, mas também enfrentar as consequências de suas decisões: mortes, traições e perda de controle sobre a própria vida.

As relações familiares, que sempre estiveram no subtexto da série, ganham ainda mais destaque. A filha, que já foi um ponto de dor no passado, agora pode se tornar a única âncora moral do personagem. E, em meio ao caos crescente, o público terá que decidir se Dwight é mesmo um anti-herói ou apenas um homem empurrado pelas circunstâncias.

Pacificador – O que podemos esperar do retorno ousado e afiado na 2ª temporada?

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Foto: Reprodução/ Internet

A cada passo que o universo de super-heróis da DC dá, as expectativas dos fãs só crescem — e a chegada da segunda temporada de Pacificador é uma prova disso. Marcada para estrear em 21 de agosto de 2025 na HBO Max, essa continuação não é apenas mais um lançamento no calendário da DC; ela é peça-chave para entender o futuro que a DC Studios está traçando para seu universo, agora remodelado e conhecido como DC Universe (DCU).

O cenário mudou muito desde os primeiros filmes do DCEU (Universo Estendido DC). Após algumas turbulências criativas e tentativas de alinhamento, a DC Studios está adotando uma abordagem renovada para seu universo compartilhado, com foco em uma narrativa mais conectada e uma identidade própria — o DCU. O lançamento do filme Superman em 2025 foi o marco inicial dessa nova fase, abrindo espaço para que produções como Pacificador não só continuem histórias já conhecidas, mas se entrelacem com novas tramas e personagens.

O charme da série reside exatamente nesse equilíbrio: um anti-herói que é tão bruto quanto complexo, vivido por John Cena com uma dose certa de carisma, sarcasmo e vulnerabilidade. A primeira temporada conquistou fãs por mostrar um personagem que, embora rude e imperfeito, luta por uma ideia distorcida de justiça, o que cria um terreno fértil para questionamentos morais e reflexões pessoais.

Além disso, a trama brinca com o gênero de comédia negra e drama de super-herói, oferecendo cenas de ação impactantes, mas sem perder a humanidade dos personagens. A mistura do humor ácido de James Gunn, que também dirige e escreve, com o desenvolvimento profundo do protagonista faz de Pacificador uma produção diferente de tudo que se vê atualmente no mundo das adaptações de quadrinhos.

O que sabemos sobre a segunda temporada?

Após o sucesso da primeira leva de episódios, a segunda temporada de Pacificador foi encomendada rapidamente, mas sua produção enfrentou alguns desafios. James, além de ser showrunner da série, assumiu a co-presidência da DC Studios, o que exigiu que ele dividisse seu tempo entre essa função executiva e seu trabalho direto nas produções. Além disso, o foco inicial foi direcionado para a série spin-off Waller, que acabou adiada por causa das disputas trabalhistas em Hollywood em 2023.

Com isso, a produção da segunda temporada da série foi retomada com prioridade no começo de 2024. As filmagens ocorreram entre junho e novembro no Trilith Studios, em Atlanta, e aconteceram em paralelo com as filmagens do filme Superman, reforçando a conexão entre as duas produções.

John Cena retorna como Chris Smith, o Pacificador, e estará novamente acompanhado por um elenco robusto, incluindo Danielle Brooks, Freddie Stroma, Jennifer Holland, Steve Agee, Robert Patrick, Sol Rodríguez, David Denman, Tim Meadows e Michael Rooker. Um destaque especial é a presença de Frank Grillo, que interpreta Rick Flag Sr., pai de Rick Flag (personagem de Joel Kinnaman), que teve um papel importante nos filmes do Esquadrão Suicida. A presença de Grillo conecta diretamente a série com o universo maior da DC, já que ele também participará do novo filme Superman, criando uma teia narrativa que promete surpreender os fãs.

Para onde vai a história?

Na segunda temporada, a jornada da série ganha novos contornos com a entrada do Pacificador na Gangue da Justiça, grupo que foi apresentado no recente filme Superman. Em uma cena reveladora, ele passa por uma entrevista com membros importantes da equipe, como Mulher-Gavião, interpretada por Isabela Merced (conhecida por The Last of Us), e Lanterna Verde, vivido por Nathan Fillion (famoso por Guardiões da Galáxia: Volume 3). Além disso, Maxwell Lord, interpretado por Sean Gunn (que também atuou em O Esquadrão Suicida), aparece como o financiador desse grupo, indicando que o Pacificador está sendo inserido em um universo maior, cheio de alianças e tensões. As informações são do Rolling Stone.

Outro elemento que promete apimentar a narrativa é a introdução de Rick Flag Sr., papel de Frank Grillo (Capitão América: O Soldado Invernal). Ele é o pai do Coronel Rick Flag, personagem que teve um destino trágico nas mãos do próprio Pacificador no filme O Esquadrão Suicida (2021). A busca por justiça — ou vingança — de Rick Flag Sr. cria uma dinâmica carregada de emoção e conflito, aprofundando o desenvolvimento do protagonista e mostrando como as consequências de suas ações reverberam além do seu controle.

MUBI traz com exclusividade Grand Tour, premiado longa de Miguel Gomes

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A MUBI, plataforma global de streaming, distribuidora e produtora, lança com exclusividade Grand Tour, novo longa-metragem do renomado diretor português Miguel Gomes. O filme, que rendeu ao cineasta o prêmio de Melhor Diretor no Festival de Cannes 2024, estará disponível na plataforma a partir de 18 de abril.

Representante de Portugal para o Oscar 2025 na categoria de Melhor Filme Internacional, Grand Tour poderá ser assistido exclusivamente na MUBI em diversos territórios, incluindo Brasil, América do Norte, Reino Unido, Irlanda, América Latina, Turquia e Índia.

Um épico itinerante sobre amor e fuga

Protagonizado por Gonçalo Waddington, Crista Alfaiate, Cláudio da Silva e Lang Khê Tran, Grand Tour mescla romance, comédia screwball e uma jornada visualmente impactante. O roteiro, assinado por Miguel Gomes em parceria com Mariana Ricardo, Telmo Churro e Maureen Fazendeiro, conduz os espectadores por uma narrativa que transita entre o melodrama e o documentário.

A trama se passa em 1917, na então colônia britânica de Burma, onde Edward, um funcionário do Império Britânico, decide fugir no dia da chegada de sua noiva, Molly, pouco antes do casamento. No entanto, sua tentativa de escapar o coloca em uma jornada inesperada pela Ásia, enquanto Molly segue seu rastro, transformando a história em uma perseguição romântica cheia de reviravoltas.

Com um estilo visual marcante, Grand Tour alterna cenas em preto e branco com imagens documentais contemporâneas, oferecendo ao público uma experiência cinematográfica imersiva. O filme foi rodado em locações na China, Filipinas, Japão, Tailândia e Vietnã, trazendo uma ambientação autêntica para a jornada dos personagens. A direção de fotografia ficou a cargo de Guo Liang, Rui Poças e Sayombhu Mukdeeprom, elevando a grandiosidade estética da produção.

Com um enredo cativante e uma direção consagrada, Grand Tour promete ser um dos destaques cinematográficos de 2024. A estreia exclusiva na MUBI reforça o compromisso da plataforma em trazer obras autorais e premiadas para o público global. A partir de 18 de abril, os amantes do cinema poderão embarcar nessa jornada cinematográfica única.

Hamnet: A Vida Antes de Hamlet ganha vídeo de bastidores e chega aos cinemas nesta quinta, 15 de janeiro

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A Universal Pictures divulgou nesta semana um novo vídeo de bastidores de Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, longa-metragem dirigido por Chloé Zhao, vencedora do Oscar por Nomadland. O material promocional chega em um momento estratégico, às vésperas da estreia oficial do filme nos cinemas brasileiros, marcada para esta quinta-feira, 15 de janeiro, e amplia a expectativa em torno de uma das produções mais celebradas da atual temporada de premiações.

O vídeo oferece um olhar íntimo sobre o processo criativo da obra e destaca a relação entre seus protagonistas, Jessie Buckley e Paul Mescal. Ambos comentam como foi construir, juntos, personagens atravessados pela dor, pelo silêncio e por uma conexão emocional profunda. Chloé Zhao também aparece compartilhando detalhes do processo de escalação do elenco, ressaltando que a escolha dos atores foi determinante para alcançar a intensidade emocional que a história exigia. Segundo a diretora, mais do que talento individual, era essencial que houvesse confiança e entrega mútua entre os intérpretes.

Inspirado no romance homônimo de Maggie O’Farrell, vencedor de importantes prêmios literários, Hamnet: A Vida Antes de Hamlet propõe uma abordagem sensível e pouco convencional sobre a figura de William Shakespeare. Em vez de retratar o dramaturgo a partir de sua genialidade artística, o filme se concentra na dimensão íntima e familiar de sua vida, especialmente no impacto devastador da perda de seu filho, Hamnet. A narrativa acompanha Agnes, esposa de Shakespeare, enquanto ela tenta sobreviver ao luto e ressignificar a própria existência após a tragédia.

Jessie Buckley entrega uma atuação amplamente elogiada pela crítica internacional. Sua interpretação de Agnes é marcada por força contida, dor silenciosa e uma presença que domina a tela mesmo nos momentos de maior introspecção. O reconhecimento veio em forma de prêmios importantes, incluindo o Globo de Ouro 2026 de Melhor Atriz em Filme de Drama e o Critics Choice Awards na mesma categoria. A personagem se torna o verdadeiro centro emocional da história, conduzindo o espectador por uma jornada de sofrimento, memória e resistência.

Paul Mescal, por sua vez, constrói um Shakespeare distante da imagem romantizada do gênio literário. Seu personagem é introspectivo, emocionalmente reprimido e incapaz de verbalizar plenamente a dor que carrega. A dinâmica entre Mescal e Buckley se sustenta mais nos gestos, nos olhares e nos silêncios do que nos diálogos, reforçando a proposta intimista da direção. O vídeo de bastidores evidencia essa troca cuidadosa entre os atores, que se reflete diretamente na força das cenas.

A direção de Chloé Zhao imprime ao filme uma estética contemplativa e profundamente humana. Conhecida por seu olhar sensível para personagens à margem e histórias de introspecção, a cineasta utiliza paisagens naturais, luz suave e enquadramentos prolongados para criar uma atmosfera de melancolia e reflexão. A fotografia assinada por Łukasz Żal contribui para esse tom ao transformar ambientes rurais e espaços domésticos em extensões do estado emocional dos personagens.

O longa foi o grande vencedor do Festival Internacional de Cinema de Toronto, conquistando o prêmio do público, um dos mais prestigiados do evento. A escolha reforçou o apelo emocional da obra junto a diferentes públicos e consolidou sua trajetória na corrida de premiações. No Brasil, o filme também teve destaque ao ser exibido como o título de encerramento do Festival do Rio de 2025, ampliando sua visibilidade no país antes do lançamento comercial.

A produção reúne nomes de peso nos bastidores. Steven Spielberg e Sam Mendes, ambos vencedores do Oscar, assinam a produção do longa, enquanto o roteiro foi desenvolvido pela própria Maggie O’Farrell em parceria com Chloé Zhao. Essa colaboração direta garantiu uma adaptação fiel ao espírito do livro, sem abrir mão da linguagem cinematográfica autoral da diretora. O resultado é um filme que respeita a obra literária, mas encontra sua própria identidade nas imagens e no ritmo narrativo.

O caminho de Hamnet: A Vida Antes de Hamlet até os cinemas começou em 2022, quando foi anunciada uma adaptação teatral do romance. Em março de 2023, os direitos cinematográficos foram adquiridos pela Neal Street Productions. No mês seguinte, Chloé Zhao foi oficialmente confirmada como diretora e co-roteirista do projeto. Em maio, Paul Mescal e Jessie Buckley entraram em negociações para protagonizar o filme, participação que foi confirmada publicamente em janeiro de 2024.

As filmagens estavam inicialmente previstas para Londres, mas acabaram sendo realizadas no País de Gales. A produção teve início em 29 de julho de 2024 e foi concluída em 30 de setembro do mesmo ano. Durante esse período, Joe Alwyn e Emily Watson foram incorporados ao elenco, ampliando o peso dramático da narrativa. Steven Spielberg passou a integrar formalmente o projeto como produtor, reforçando a dimensão internacional da produção.

O filme teve sua estreia mundial no 52º Festival de Cinema de Telluride e chegou aos cinemas dos Estados Unidos e do Canadá em lançamento limitado em 27 de novembro de 2025, com expansão nacional em dezembro. Desde então, tem acumulado críticas majoritariamente positivas, com elogios recorrentes às atuações centrais, à direção sensível de Zhao e à forma respeitosa e profunda com que o luto é retratado.

“A Noiva!” estreia em 4 de março nos cinemas e se consolida como uma das apostas mais ousadas do ano

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A Warner Bros. Pictures inicia a contagem regressiva para a estreia de A Noiva!, um dos lançamentos mais comentados e curiosos de 2026. O longa chega aos cinemas brasileiros no dia 5 de março e promete ir muito além de uma simples releitura da clássica Noiva de Frankenstein. Aqui, a proposta é ousada: transformar um ícone do terror em uma história intensa sobre identidade, desejo, exclusão social e liberdade, tudo isso embalado por romance, suspense e uma estética que flerta com o musical.

A direção é assinada por Maggie Gyllenhaal (A Filha Perdida, O Sorriso de Mona Lisa), que consolida seu estilo autoral ao apostar em personagens complexos e narrativas emocionalmente desafiadoras. Em A Noiva!, ela conduz o público por uma Chicago dos anos 1930 marcada por contrastes: glamour e decadência, progresso e repressão, beleza e monstruosidade. É nesse cenário que nasce uma história de amor improvável — e perigosa.

A trama acompanha a Noiva, vivida por Jessie Buckley (Estou Pensando em Acabar com Tudo, Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos). Ressuscitada após uma morte violenta, ela desperta sem memórias do passado e sem qualquer manual para entender quem é ou quem deveria ser. Sua existência, por si só, já representa um erro para a sociedade que a observa com medo e desprezo. A partir desse vazio, a personagem inicia uma jornada de autoconhecimento marcada por rebeldia, curiosidade e uma crescente recusa em aceitar os limites impostos a ela.

Ao seu lado está Frankenstein, interpretado por Christian Bale (Batman: O Cavaleiro das Trevas, O Vencedor). Diferente de outras versões do mito, este Frankenstein não é apenas um criador arrependido ou um monstro incompreendido: ele é um homem solitário, cansado de viver à margem, que encontra na Noiva não só companhia, mas também um espelho de suas próprias fraturas. Juntos, eles constroem uma relação intensa, caótica e profundamente humana.

O romance entre os dois rapidamente os transforma em amantes fora da lei. Perseguidos pela polícia, julgados pela sociedade e usados como símbolos de medo, eles passam a desafiar a ordem estabelecida, provocando reações que vão muito além do horror. A presença da Noiva desperta discussões sobre moral, ciência, religião e controle social, funcionando como um catalisador de mudanças em uma cidade que não sabe lidar com aquilo que foge do padrão.

A Noiva! também se destaca como uma experiência cinematográfica ambiciosa. A fotografia é assinada por Lawrence Sher (Coringa, Godzilla: Rei dos Monstros), que filmou o longa inteiramente com câmeras digitais certificadas para IMAX. O resultado é uma estética grandiosa, com enquadramentos que valorizam tanto a intimidade dos personagens quanto a imponência dos cenários urbanos. Cada cena parece pensada para ser sentida, não apenas assistida.

Outro elemento que chama atenção é a presença de grandes números de dança, algo pouco comum em narrativas de terror. Essa escolha reforça o tom híbrido do filme, que mistura gêneros sem medo de arriscar. A dança surge como forma de expressão, libertação e até provocação, ampliando o impacto emocional da história e dando ao filme uma identidade própria.

Na pós-produção, a edição ficou sob responsabilidade de Dylan Tichenor (Moonlight, Trama Fantasma), garantindo ritmo e fluidez a uma narrativa que transita entre o drama íntimo e o espetáculo visual. Já a trilha sonora é assinada por Hildur Guðnadóttir (Coringa, Tár), cuja música densa e melancólica contribui para criar uma atmosfera ao mesmo tempo sombria e emocionalmente envolvente. O músico Fever Ray (The Knife, Radical Romantics) também participa do projeto, compondo duas músicas originais e fazendo uma aparição especial no filme, reforçando o clima experimental da produção.

Com orçamento estimado em US$ 80 milhões, A Noiva! passou por um processo de produção cuidadoso, iniciado em março de 2024, em Nova York. O valor, considerado alto para um filme autoral, reflete a confiança do estúdio na visão de Maggie Gyllenhaal e no potencial da obra de dialogar tanto com o grande público quanto com a crítica.

No Cinema na Madrugada deste sábado (26/07), Band exibe a comédia “As Excluídas”

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Foto: Reprodução/ Internet

Na madrugada deste sábado, 26 de julho de 2025, o Cinema na Madrugada da Band exibe o filme As Excluídas (The Outskirts, no título original), uma comédia norte-americana que propõe uma divertida, porém reflexiva, jornada sobre aceitação, amizade e revolta juvenil contra as normas rígidas da popularidade escolar. Lançado originalmente em 2017, o longa ganha nova exibição na TV aberta e pode surpreender quem busca mais do que piadas colegiais: há aqui um olhar afiado sobre o papel de quem não se encaixa e como o poder pode facilmente corromper — mesmo quando vem com boas intenções.

Uma guerra declarada contra os padrões do ensino médio

Dirigido por Peter Hutchings e roteirizado por Dominique Ferrari e Suzanne Wrubel, As Excluídas mergulha na estrutura clássica das high schools norte-americanas: cheerleaders, jogadores de futebol americano, clubes científicos, góticos e artistas performáticos convivendo em corredores que funcionam quase como uma versão adolescente da sociedade capitalista. Nesse universo, Jodi (Victoria Justice) e sua melhor amiga Mindy (Eden Sher) são as típicas “nerds” que sobrevivem à margem da popularidade — até que se tornam vítimas de um bullying cruel orquestrado pela rainha da escola, Whitney (Claudia Lee).

O que poderia ser apenas mais uma comédia colegial sobre vingança se transforma quando Jodi e Mindy decidem fazer algo inusitado: unificar todos os “excluídos”, os chamados outcasts, para uma revolução social dentro da escola. Assim surge um movimento inesperado que questiona as estruturas sociais escolares e coloca à prova a hierarquia que define quem pode ou não ter voz.

Elenco carismático e diversidade de arquétipos

Victoria Justice, conhecida por seu papel em Brilhante Victória da Nickelodeon, assume o protagonismo com carisma e uma entrega sincera que dá camadas à personagem de Jodi. Eden Sher, lembrada pelo papel de Sue em The Middle, brilha com seu timing cômico e traz coração à jornada de Mindy, que, em meio à revolução social escolar, começa a questionar o verdadeiro preço da popularidade e até mesmo da própria amizade.

Além delas, o elenco é recheado de jovens talentos da televisão americana. Ashley Rickards (de Awkward) interpreta Virginia, uma artista excêntrica com um passado obscuro, enquanto Peyton List (de Jessie e Cobra Kai) dá vida à impassível Mackenzie. Avan Jogia, que também já contracenou com Justice, aparece como Dave, interesse amoroso de Jodi, e ajuda a ilustrar como o romance adolescente pode ser tanto um alívio cômico quanto uma armadilha emocional.

Claudia Lee encarna Whitney com precisão cirúrgica: a típica “mean girl” que, embora estereotipada em alguns momentos, serve como símbolo das pressões e ilusões criadas pela busca incessante por status e controle social.

Mais do que comédia: um comentário social disfarçado

Ainda que envolto em cores vivas, figurinos extravagantes e situações cômicas, As Excluídas propõe uma análise bastante atual sobre as dinâmicas de poder nas instituições. O colégio, aqui, é tratado como uma miniatura do mundo adulto: quem detém poder, influência ou beleza dita as regras, enquanto quem se desvia do padrão precisa encontrar maneiras alternativas de existir — ou lutar para mudar o jogo.

A proposta de unir todos os “desajustados” ecoa movimentos sociais reais, ainda que com uma abordagem leve. Góticos, nerds, LGBTs, artistas, alunos com deficiências, entre outros, se unem por uma causa comum. A metáfora da união das minorias frente ao poder hegemônico é evidente, e embora o roteiro se mantenha superficial em suas críticas, há mensagens importantes sendo transmitidas, especialmente para um público jovem.

O filme também fala sobre identidade: como adolescentes (e adultos também) moldam sua autoestima a partir de como são vistos pelos outros. Jodi e Mindy percebem que o poder pode ser tão sedutor quanto destrutivo — e que liderar uma revolução pode significar também abrir mão da essência de quem você é.

O risco da inversão dos papéis

Um dos grandes acertos do filme é quando ele começa a mostrar as consequências imprevistas da ascensão dos excluídos ao topo. A aliança entre os grupos antes marginalizados começa a apresentar rachaduras e, lentamente, Jodi e Mindy percebem que estão se tornando aquilo que criticavam. A narrativa, nesse ponto, dá uma guinada interessante: será que inverter a pirâmide social realmente resolve os problemas ou apenas perpetua o ciclo de opressão, com novos rostos nos velhos cargos de poder?

Essa reflexão, mesmo que suavemente tocada, dá profundidade ao longa e o distancia de outras comédias adolescentes rasas. O roteiro, embora pontuado por exageros e situações caricatas, encontra espaço para explorar dilemas morais e questionar os limites da popularidade conquistada.

Direção funcional e estética pop

A direção de Peter Hutchings é funcional e ágil, mantendo o ritmo leve e dinâmico. Os 94 minutos passam rapidamente, com uma montagem que alterna bem entre cenas cômicas, momentos emocionais e algumas viradas surpreendentes — ainda que previsíveis para o gênero. Visualmente, o filme aposta em uma estética pop: cores vibrantes, trilha sonora energética e figurinos que contrastam deliberadamente os grupos sociais representados.

Nova York serve de cenário para as gravações, mas o ambiente escolar genérico poderia ser em qualquer lugar — uma decisão que, de certa forma, reforça o caráter universal da história. A luta por pertencimento, o desafio de se encaixar (ou rejeitar o sistema) e a descoberta de quem realmente somos são dilemas comuns a jovens do mundo todo.

Uma boa pedida para a madrugada e além

Ao exibir As Excluídas, a Band aposta em um título que mistura entretenimento e leve crítica social, atingindo tanto o público nostálgico que cresceu assistindo a comédias colegiais quanto os jovens que ainda vivem os dilemas retratados no filme. É uma oportunidade para rir, se identificar e, quem sabe, repensar certos rótulos que persistem até hoje — tanto nas escolas quanto nas redes sociais e ambientes profissionais.

Além disso, o filme está disponível no Prime Video, o que facilita para quem quiser assisti-lo novamente ou recomendar a amigos. Com um elenco jovem e carismático, uma narrativa acessível e uma mensagem que ainda ressoa em tempos de cancelamento, bullying virtual e busca por pertencimento, As Excluídas se revela mais do que um passatempo adolescente: é um lembrete de que o mundo pode (e deve) ser mais inclusivo — mesmo que a revolução comece nos corredores da escola.

Ué? Dexter: Pecado Original é cancelada mesmo após confirmação da renovação

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Foto: Reprodução/ Internet

Se tem uma coisa que fã de série aprende cedo é: não crie expectativas antes da hora. Pois bem, aconteceu de novo. Depois de anunciar com pompa a renovação de Dexter: Pecado Original, a Paramount resolveu… dar um passo atrás. Sim, a série que prometia mostrar ainda mais das origens sombrias do nosso querido serial killer de Miami não vai ganhar uma segunda temporada.

A notícia, divulgada pela Variety, caiu como um banho de água fria nos fãs. Afinal, não só a renovação já havia sido confirmada em abril, como também estava previsto até o início de uma nova sala de roteiristas para dar vida às próximas tramas. Agora, tudo isso parece ter evaporado — e os fãs ficam com a sensação de déjà vu: mais uma vez, Dexter promete e não entrega.

Um universo de idas e vindas

Se tem algo que a história de Dexter nos mostra, é que a franquia não sabe parar quieta. O personagem criado por Jeff Lindsay e eternizado por Michael C. Hall já passou por fases memoráveis — e outras nem tanto.

A série original conquistou crítica e público com a vida dupla de um perito forense especialista em sangue que, nas horas vagas, caçava criminosos que escapavam da lei. O “Código de Harry” — conjunto de regras criado por seu pai adotivo para orientar seus impulsos assassinos — virou parte da cultura pop.

Só que o final da série original dividiu opiniões, e muito. Tanto que em 2021 veio Dexter: New Blood, um epílogo que tentava dar uma conclusão mais digna ao personagem. No fim, a trama trouxe Harrison, filho de Dexter, para o centro da história. Resultado: os fãs ficaram divididos de novo, mas ao menos parecia que a franquia tinha encontrado um caminho.

Eis que em 2024 surge Dexter: Pecado Original (Original Sin), um prelúdio que mostrava as origens do personagem, com Patrick Gibson assumindo o papel do jovem Dexter. A ideia era revisitar os anos de formação do anti-herói, antes de sua vida em Miami, com todo aquele peso psicológico que fez a série original brilhar.

Pois é. “Era”, porque a jornada do prelúdio foi interrompida antes mesmo de engrenar.

Mas calma, tem ressurreição no horizonte

Se Pecado Original caiu no limbo, os fãs não precisam vestir preto ainda. Isso porque vem aí Dexter: Resurrection, marcada para estrear em 11 de julho de 2025, exclusivamente no Paramount+.

E, olha, essa promete ser das grandes. Michael C. Hall está de volta como o próprio Dexter Morgan, numa trama que literalmente o traz de volta à vida depois de ser baleado pelo filho no final de New Blood. Sim, você leu certo: Dexter revive, graças a desfibriladores em um hospital, e precisa lidar com o peso de sua ressurreição. É quase um renascimento literário — e, convenhamos, a franquia nunca foi tímida quando o assunto é drama exagerado.

O elenco também dá peso à produção: Jack Alcott retorna como Harrison Morgan, David Zayas como Angel Batista, James Remar como Harry Morgan, e ainda entram Peter Dinklage (Game of Thrones), Uma Thurman (Kill Bill, Pulp Fiction) e Ntare Mwine (The Chi). Ou seja: se a Paramount desistiu de um lado da franquia, claramente está apostando todas as fichas em outro.

E os fãs no meio disso tudo?

É aqui que a coisa fica curiosa. O fandom da franquia é resistente — talvez tanto quanto o próprio Dexter. Desde 2006, a franquia foi e voltou várias vezes: série original, spin-off, prelúdios, sequências e, agora, literalmente, uma ressurreição. A cada retorno, a mesma pergunta paira no ar: será que agora vai?

O cancelamento de Pecado Original mostra como Hollywood ainda é movida por prioridades financeiras e pelo apelo de grandes nomes. Enquanto a versão jovem de Dexter poderia render boas tramas de formação, é a volta de Michael C. Hall que realmente movimenta corações (e assinaturas no streaming).

Um legado difícil de matar

Por mais que Dexter seja — bem, um assassino em série — o personagem já sobreviveu a cancelamentos, finais mal recebidos e até à própria morte. Isso faz parte do DNA da franquia: se reinventar sempre que a narrativa parece encurralada.

E talvez seja esse o verdadeiro fascínio de Dexter. Ele não é um herói tradicional, tampouco um vilão clássico. É um personagem que caminha na corda bamba entre a moralidade e a escuridão, e que parece tão imortal quanto sua própria fanbase.

KJ Apa revela segredos dos bastidores de Riverdale e fala sobre convivência intensa no elenco

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O ator KJ Apa, famoso por interpretar Archie Andrews na série Riverdale entre 2017 e 2023, trouxe à tona detalhes inéditos sobre os bastidores da produção. Em entrevista recente ao lado da atriz Madelyn Cline, com quem estrela o filme O Mapa Que Leva Até Você (Prime Video), Apa comentou sobre a proximidade entre os jovens integrantes do elenco e revelou que havia envolvimento amoroso e sexual entre alguns colegas de trabalho.

Amizade ou romance?

Segundo KJ Apa, o ambiente de gravação da série era intenso e carregado de convivência próxima. “É como a família que você nunca pediu. Você se envolve com eles, e as pessoas se envolvem [amorosamente] umas com as outras”, declarou ao Entertainment Weekly. A declaração evidencia como o elenco jovem, ao mesmo tempo que criava laços profundos de amizade, também se permitia viver experiências íntimas dentro e fora do set.

Apa foi direto ao comentar sobre relações sexuais entre os colegas: “Você faz sexo com eles [colegas] e tudo o mais, e aí as coisas ficam um pouco complicadas.” O ator também relembrou que era virgem ao iniciar na série, ressaltando seu contexto pessoal e religioso: “Eu também era virgem quando comecei naquele programa, durante os primeiros anos. Era um garoto cristão orgulhoso.”

Mistério e drama adolescente

Riverdale é uma série americana de drama adolescente baseada nos clássicos personagens da Archie Comics. Desenvolvida por Roberto Aguirre-Sacasa, diretor criativo da Archie Comics, a produção foi realizada pela Warner Bros. Television, CBS Television Studios e Berlanti Productions, em parceria com a Archie Comics. Inicialmente pensada como um filme, a ideia foi reimaginada para televisão e acabou sendo encomendada pela The CW em 2015. As filmagens ocorreram em Vancouver, British Columbia.

A narrativa começa com a misteriosa morte de Jason Blossom, um jovem popular e membro de uma das famílias mais influentes da cidade de Riverdale. Archie Andrews e seus amigos decidem investigar o caso, desvendando segredos obscuros da comunidade local e mostrando que a cidade, apesar de parecer pacata, esconde intrigas e perigos.

Talentos que marcaram uma geração

O elenco da série combina jovens atores promissores e veteranos, criando química e intensidade nas interações. KJ Apa interpretou Archie Andrews, enquanto Lili Reinhart deu vida a Betty Cooper e Camila Mendes assumiu o papel de Veronica Lodge. Cole Sprouse narrava a história como Jughead Jones, oferecendo uma visão crítica dos acontecimentos da cidade.

O grupo principal também contava com Madelaine Petsch como Cheryl Blossom, Ashleigh Murray como Josie McCoy, Casey Cott como Kevin Keller, Charles Melton e Ross Butler como Reggie Mantle, e Vanessa Morgan no papel de Toni Topaz. Entre os atores veteranos, destaque para Luke Perry (Fred Andrews), Mädchen Amick (Alice Cooper), Marisol Nichols e Mark Consuelos (Hermione e Hiram Lodge) e Skeet Ulrich (FP Jones). A combinação de experiência e juventude no elenco contribuiu para a construção de personagens cativantes e para a química entre os atores, elemento fundamental para o sucesso da série.

O impacto da série e a conexão com os fãs

Desde sua estreia em 26 de janeiro de 2017, Riverdale conquistou fãs por reinventar os personagens clássicos da Archie Comics com uma abordagem mais sombria e madura. A série mescla mistério, romance adolescente e drama familiar, criando um universo cativante que manteve os espectadores engajados durante sete temporadas. A última temporada estreou em 29 de março de 2023, com o episódio final exibido em 23 de agosto de 2023.

O novo romance do streaming

O Amazon Prime lançou em 20 de agosto de 2025 o filme O Mapa Que Me Leva Até Você, um romance que mistura aventura, autodescoberta e encontros inesperados. Dirigido por Lasse Hallström, conhecido por clássicos como Chocolat e Querido John, o longa traz uma narrativa envolvente que explora como a vida pode mudar em um instante, quando caminhos se cruzam de forma inesperada.

A história acompanha Heather (interpretada por Madelyn Cline), uma jovem que decide embarcar em uma viagem pela Europa com suas amigas para fugir da rotina meticulosamente organizada que leva. Durante essa jornada, Heather conhece Jack (KJ Apa), um rapaz misterioso que desperta sentimentos intensos e, aos poucos, torna-se parte importante de sua vida.

Conforme a relação entre Heather e Jack se desenvolve, eles precisam lidar com segredos pessoais e escolhas difíceis que podem transformar o futuro de ambos. A narrativa mostra como encontros inesperados podem provocar mudanças profundas, ao mesmo tempo em que desafia os personagens a refletirem sobre amor, confiança e coragem para seguir seus próprios caminhos.

O filme conta com Madelyn Cline e KJ Apa, atores que já conquistaram o público jovem com performances em séries de sucesso. A interação entre os protagonistas é o ponto central da trama, transmitindo emoção, vulnerabilidade e intensidade romântica. Madison Thompson também integra o elenco, contribuindo para a narrativa com momentos que reforçam o crescimento pessoal e as relações de amizade da protagonista.

Sob a direção de Lasse Hallström, o filme explora a beleza da Europa como pano de fundo para a história, utilizando paisagens, cidades históricas e pequenos detalhes do cotidiano para reforçar o clima de descoberta e encanto. O roteiro, assinado por Les Bohem e Vera Herbert, equilibra romance e drama, mostrando tanto momentos de leveza quanto situações de tensão emocional.

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