“Retratos Femininos” visita pontos icônicos de São Paulo e recebe a psicóloga Pamela Magalhães em conversa inspiradora sobre saúde emocional

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Neste sábado, 19 de julho, às 13h, a TV Aparecida exibe uma edição exclusiva do Retratos Femininos, que destaca a trajetória da psicóloga e comunicadora Pamela Magalhães, em um passeio intimista por pontos históricos da capital paulista. Com condução de Abiane Souza, o episódio conecta a paisagem urbana de São Paulo ao percurso profissional de uma das vozes mais influentes na promoção da saúde emocional no Brasil.

Gravado entre a tradicional Estação da Luz e o emblemático Mercado Municipal, o programa utiliza a cidade como pano de fundo para uma conversa profunda sobre propósito, escuta terapêutica e o papel transformador da psicologia na vida cotidiana. A escolha dos cenários não é apenas estética — reflete a identidade multifacetada da própria convidada, que transita entre a clínica, a educação, os palcos e as redes sociais com fluidez e consistência.

Ao longo do episódio, Pamela revisita momentos-chave de sua formação e carreira, revelando como a vivência em contextos hospitalares contribuiu para desenvolver uma abordagem humanizada e centrada no vínculo com o paciente. A psicóloga compartilha, ainda, os desafios e aprendizados que marcaram sua expansão profissional para o campo do autoconhecimento em larga escala, através de cursos, palestras e iniciativas voltadas ao desenvolvimento pessoal.

Desde 2009, Pamela tem se dedicado a criar experiências formativas que unem embasamento técnico, empatia e linguagem acessível, dialogando com públicos diversos no Brasil e fora dele. Sua presença digital, que soma mais de três milhões de seguidores, é fruto de um trabalho estratégico de comunicação emocional, pautado pela escuta ativa e pelo incentivo à reflexão individual.

Além da atuação nas redes, a psicóloga também se destaca na mídia tradicional, com participações regulares em programas de rádio e TV, além da apresentação de um podcast de grande alcance, voltado às questões do comportamento humano e das emoções contemporâneas. É, ainda, autora de livros que figuram entre os mais vendidos do segmento de desenvolvimento pessoal.

Em um roteiro que mistura elementos biográficos, registros urbanos e reflexões sobre o bem-estar emocional, Retratos Femininos entrega ao público um conteúdo original, que vai além da entrevista convencional. Trata-se de um retrato construído com rigor jornalístico, sensibilidade visual e atenção ao protagonismo feminino.

Extermínio 4 – Templo dos Ossos ganha 1º trailer sangrento e traz de volta o horror da franquia

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O cinema de terror britânico se prepara para um de seus maiores retornos: Extermínio 4: Templo dos Ossos. O novo capítulo da cultuada franquia ganhou seu primeiro trailer oficial, revelando uma atmosfera ainda mais sombria, violenta e claustrofóbica. Estrelado agora por Aaron Taylor-Johnson e Ralph Fiennes, o filme também traz de volta Cillian Murphy, protagonista do longa original de 2002. Abaixo, confira o vídeo:

Com estreia marcada para 15 de janeiro de 2026, a produção promete expandir o universo iniciado há mais de duas décadas, resgatando personagens de A Evolução (2007) e trazendo novos rostos para um cenário devastado pela infecção viral que transformou a Grã-Bretanha em um verdadeiro inferno.

O vírus que mudou o terror moderno

Quando o primeiro Extermínio estreou em 2002, dirigido por Danny Boyle, poucos imaginavam que aquele filme de orçamento relativamente modesto redefiniria o gênero do terror e inauguraria uma nova era para o cinema de zumbis. A ameaça não vinha dos mortos-vivos clássicos, mas sim de um vírus da raiva — um agente biológico extremamente contagioso que levava os infectados a um estado de fúria irracional. O conceito parecia simples, mas o impacto foi imenso: em vez de criaturas lentas e decadentes, os inimigos eram rápidos, violentos e imprevisíveis.

Tudo começa quando ativistas de direitos dos animais libertam um chimpanzé contaminado em um laboratório em Cambridge. Em questão de segundos, o vírus se espalha, infectando um dos ativistas e desencadeando uma reação em cadeia. A epidemia rapidamente foge do controle e transforma a sociedade britânica em ruínas. Essa abordagem mais realista e científica deu ao público uma sensação de urgência e plausibilidade que poucos filmes de terror tinham alcançado até então.

Vinte e oito dias após o surto inicial, conhecemos Jim (Cillian Murphy), um mensageiro que desperta de um coma em um hospital vazio. Ao vagar pelas ruas de uma Londres deserta, ele se depara com um cenário apocalíptico: igrejas abandonadas, ruas tomadas pelo silêncio e, claro, hordas de infectados sempre à espreita. A jornada de Jim o coloca em contato com outros sobreviventes, como Selena e o taxista Frank, em uma narrativa que mistura terror visceral com uma sensibilidade profundamente humana.

Entre a esperança e o horror

O primeiro filme foi marcado por momentos intensos de tensão, mas também por reflexões sobre solidariedade, perda e instintos de sobrevivência. Jim, Selena, Frank e Hannah — filha do taxista — percorrem estradas desoladas em busca de um futuro possível. Entretanto, a maior ameaça não vinha apenas dos infectados, mas também da própria humanidade. Quando o grupo encontra militares em uma mansão fortificada, a promessa de abrigo e segurança se revela um plano perverso de exploração e abuso, conduzido pelo Major Henry West.

Essa inversão de expectativa fez de Extermínio mais do que um simples filme de terror: ele se transformou em um espelho brutal da natureza humana diante do caos. O final, com Jim e suas companheiras sobrevivendo em uma casa remota enquanto um avião sobrevoa os céus, deixava no ar uma sutil fagulha de esperança. Essa mescla de pessimismo e otimismo tornou a obra um marco cult, influenciando toda uma geração de filmes e séries, como The Walking Dead.

A evolução da franquia

O sucesso foi tamanho que, em 2007, surgiu a sequência Extermínio 2: A Evolução , dirigida por Juan Carlos Fresnadillo. O filme, ainda mais sombrio, expandiu a narrativa mostrando os esforços dos Estados Unidos em repovoar a Inglaterra após o colapso inicial. A trama acompanhava uma família tentando sobreviver em meio a uma suposta zona segura que rapidamente se transformava em uma nova tragédia.

Se o primeiro filme tinha um tom quase intimista, focado em pequenos grupos, a sequência mostrava o desespero em larga escala: campos de refugiados, ações militares, helicópteros sobrevoando cidades em chamas. O final deixava claro que a infecção não seria contida apenas na Inglaterra, insinuando que o mundo inteiro estava em risco.

Ao longo dos anos, fãs especularam sobre uma terceira parte, apelidada de Extermínio 3: Meses Depois. Porém, os planos foram adiados inúmeras vezes devido a questões de agenda, direitos autorais e financiamento. Esse hiato de quase duas décadas tornou o anúncio de Extermínio 4: Templo dos Ossos ainda mais impactante para o público, que agora tem a chance de revisitar o universo em um momento de maior maturidade artística e tecnológica.

O que podemos esperar de Templo dos Ossos?

O título por si só já sugere uma trama mais sombria do que as anteriores. Se antes a ameaça estava centrada na ciência e na brutalidade militar, agora a narrativa parece caminhar para um território de ruínas, simbolismos e desesperança. O trailer mostra imagens perturbadoras de corredores cheios de ossadas, cultos macabros e novos grupos de sobreviventes que parecem ter criado suas próprias regras diante do apocalipse.

A presença de Aaron Taylor-Johnson e Ralph Fiennes no elenco indica que o filme deve investir em performances intensas, equilibrando a ação brutal com camadas dramáticas mais profundas. Já o retorno de Cillian Murphy como Jim promete emocionar fãs antigos, unindo passado e presente da franquia. Será uma oportunidade de ver como esse personagem, marcado pela tragédia e pela luta pela vida, evoluiu ao longo das décadas.

A produção também busca se diferenciar com uma fotografia ainda mais escura e uma direção que aposta no desconforto. O som do trailer — respirações ofegantes, gritos ao fundo, o silêncio cortado por explosões repentinas — já dá a sensação de que o espectador será colocado no centro do caos.

A força cultural da franquia

Além do impacto cinematográfico, Extermínio conquistou status de fenômeno cultural. Foi um dos responsáveis por revitalizar o subgênero dos “zumbis rápidos”, algo que até então não era comum em produções tradicionais. O estilo influenciou desde blockbusters, como Guerra Mundial Z, até séries de TV de sucesso.

Outro ponto importante é como os filmes sempre refletiram questões sociais de seu tempo. O primeiro retratava a fragilidade das estruturas sociais diante de uma crise inesperada. A sequência mostrava as falhas de estratégias militares e a arrogância de potências estrangeiras. Agora, com Templo dos Ossos, a expectativa é que o roteiro dialogue com o sentimento contemporâneo de desconfiança nas instituições, colapso ambiental e desespero coletivo, temas que ressoam profundamente em 2026.

Encuentros en Brasil estreia na TV Cultura unindo música latina e turismo em jornada afetiva pelo país

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Nesta sexta-feira, 18 de julho, às 23h, a TV Cultura estreia Encuentros en Brasil, uma série documental que transforma a experiência turística em processo criativo. Ao longo de 12 episódios, seis artistas consagrados da cena latino-americana percorrem cidades brasileiras que sediaram a Copa do Mundo de 2014, com uma missão tão poética quanto desafiadora: compor uma música inédita inspirada no território, nas pessoas e nas histórias que encontram pelo caminho.

Com direção musical do brasileiro Paulinho Moska, a produção une música, viagem e identidade cultural, revelando o Brasil a partir de olhares estrangeiros — mas profundamente sensíveis. Os convidados desta temporada são nomes de peso na música latino-americana: o uruguaio Jorge Drexler, o argentino Kevin Johansen, a chilena Francisca Valenzuela, a colombiana Andrea Echeverri, a mexicana Natalia Lafourcade, e o duo peruano Alejandro y Maria Laura. Cada artista protagoniza dois episódios de 30 minutos, em que vivenciam o Brasil de forma imersiva.

Em vez de roteiros tradicionais ou passeios turísticos prontos, o que guia cada jornada é a escuta: do ambiente, das pessoas, dos sotaques, dos sons naturais e urbanos. A cada parada, os músicos se deparam com experiências autênticas — um samba numa praça, uma conversa com artesãos locais, uma caminhada por ruas históricas, um encontro culinário inesperado — que os levam a criar composições originais como resposta afetiva ao que viveram. Essas canções são, ao fim de cada episódio, transformadas em videoclipes exclusivos, gravados nos próprios destinos visitados.

Para Moska, que assina a curadoria musical do projeto, o que diferencia Encuentros en Brasil de outras séries sobre viagem e música é a relação emocional construída entre os artistas e o país. “Mais do que mostrar paisagens bonitas ou lugares conhecidos, a série mergulha no afeto. Ela revela como o Brasil toca o coração de quem o vive por dentro, ainda que por poucos dias. E a música é o resultado mais honesto dessa vivência”, destaca.

Com uma proposta estética intimista e narrativa documental, a série também cumpre o papel de resgatar os legados culturais e sociais das cidades que, em 2014, estiveram sob os holofotes globais. Agora, dez anos depois, esses territórios voltam ao centro da atenção, mas sob uma nova ótica: a da sensibilidade artística e da troca latino-americana.

A produção é fruto de uma coprodução entre a Santa Rita Filmes e a BeGiant Advertainment, e surge como exemplo de como é possível unir promoção turística, valorização cultural e entretenimento de qualidade. Em tempos em que a América Latina busca reafirmar seus vínculos culturais para além das fronteiras geográficas, Encuentros en Brasil soa como um gesto de reconexão — com o território, com a arte e com a potência dos encontros.

Novo pôster de A Hora do Mal intensifica o mistério do terror dirigido por Zach Cregger

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Foto: Reprodução/ Internet

Quatro imagens. Nenhuma explicação. Um desconforto crescente. O pôster recém-divulgado de A Hora do Mal, novo terror psicológico dirigido por Zach Cregger (Noites Brutais), chega como um convite à inquietação. Nada de frases de impacto ou rostos assustadores. Apenas quatro quadros misteriosos: uma criança correndo, um sino marcado com o número 6, uma lata de sopa e uma planta em um pequeno vaso. Elementos cotidianos, mas que, organizados dessa forma, assumem um significado inquietante. Abaixo, confira a imagem:

O longa, que estreia no Brasil no dia 7 de agosto, mergulha em um desaparecimento coletivo sem precedentes: 17 crianças de uma mesma sala de aula saem de casa, sozinhas, durante a madrugada. Elas somem sem deixar rastros, sem sinais de violência, sem explicações. Apenas uma criança permanece. E seu silêncio é tão perturbador quanto os quadros no pôster.

Estrelado por Josh Brolin (Onde os Fracos Não Têm Vez, Duna) e Julia Garner (Ozark, Inventando Anna), o filme também conta com Alden Ehrenreich (Han Solo: Uma História Star Wars, Oppenheimer) no elenco. Mas, assim como o cartaz, a sinopse também guarda segredos. O que esses símbolos representam? Estariam conectados ao que realmente aconteceu naquela noite?

O simbolismo como prenúncio

Cada imagem do pôster parece carregar uma camada de tensão silenciosa. A criança correndo — estaria fugindo de algo? O sino com o número 6 — seria um sinal, uma contagem, um chamado? A lata de sopa — uma lembrança doméstica da rotina interrompida? E a planta no jarro — o que ainda sobrevive após a ausência?

Mais do que pistas, esses elementos evocam sensações. Em vez de entregar o mistério, o material promocional cultiva um clima de desconforto sutil, onde tudo parece fora de lugar. É essa abordagem que distingue A Hora do Mal de outras produções do gênero. Zach Cregger, que já demonstrou habilidade para trabalhar o insólito em Noites Brutais (2022), volta a apostar no estranhamento como força narrativa.

O terror da ausência

A maior força do filme, ao que tudo indica, não está no que é mostrado, mas no que é escondido. O desaparecimento das crianças mexe com medos universais: o medo da perda, da impotência, do desconhecido. Pais e autoridades se veem diante de um quebra-cabeça sem lógica, onde cada peça — ou símbolo — parece mais uma provocação do que uma resposta.

Cregger, que tem se consolidado como uma das vozes mais autorais do terror recente, parece querer mais do que assustar. Ele quer perturbar. E para isso, usa o silêncio, o simbolismo e o absurdo como principais aliados.

Uma estreia cercada de expectativa

Em tempos em que o horror tem se reinventado com narrativas mais emocionais e atmosféricas, A Hora do Mal surge como um dos lançamentos mais aguardados de 2025. A combinação de elenco talentoso, direção instigante e uma campanha de divulgação misteriosa desperta interesse não apenas entre os fãs do gênero, mas também entre os amantes de cinema que buscam experiências diferentes.

Rodrigo Faro participa do Lady Night desta segunda (18) e promete arrancar risadas na estreia

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Na próxima segunda-feira, dia 18 de agosto, Rodrigo Faro será o convidado especial do Lady Night, programa apresentado por Tatá Werneck no Multishow e no Globoplay pelo plano premium. Conhecido por seu carisma e irreverência, Faro chega ao talk show pronto para se entregar ao clima descontraído e imprevisível que é marca registrada da apresentadora. Logo na estreia, o apresentador promete arrancar gargalhadas do público com histórias inéditas, respostas espontâneas e momentos de pura diversão.

“Foi incrível participar do Lady Night, já queria há muito tempo. Tenho certeza que o público vai se divertir tanto quanto a gente se divertiu”, comentou Rodrigo Faro, antecipando que a entrevista terá energia e humor, além de interações que mostrarão um lado diferente de sua personalidade. Tatá Werneck, por sua vez, reforça que cada temporada do programa é uma oportunidade de inovar e surpreender os convidados: “O Lady Night é um programa artesanal. Eu nunca entro numa temporada como se tivesse há 9 anos fazendo o programa. Sempre começo como se fosse a primeira vez e tivesse que conquistar tudo de novo”.

A presença de Faro no programa marca também um momento especial em sua trajetória. Com carreira iniciada ainda na infância, Rodrigo estreou em 1982 em um comercial de leite e rapidamente se destacou como modelo e apresentador infantil no programa ZYB Bom na TV, da TV Bandeirantes. Aos 19 anos, integrou o grupo musical Dominó e depois se formou em Rádio e TV pela USP, preparando-se para um caminho sólido na televisão e no entretenimento.

Sua estreia em novelas aconteceu em 1996, na produção Antônio Alves, Taxista, e ele seguiu atuando em títulos de destaque na Globo, como A Indomada, Malhação, Suave Veneno, O Cravo e a Rosa, A Padroeira e Chocolate com Pimenta. Cada papel contribuiu para consolidar seu talento versátil, capaz de transitar entre humor, romance e drama, preparando-o para encarar desafios em programas de auditório e reality shows.

Em 2008, Faro migrou para a Rede Record, assumindo inicialmente a apresentação do Ídolos. Pouco depois, foi chamado para substituir Márcio Garcia em O Melhor do Brasil, programa que estreou em 12 de abril e rapidamente se tornou sucesso de audiência. Entre 2013 e 2014, ele assumiu o horário dominical com o Hora do Faro, vencendo cinco Troféus Imprensa consecutivos como Melhor Apresentador, consolidando sua carreira como comunicador de destaque no país.

Além dos programas de auditório, Rodrigo apresentou realities musicais, como Canta Comigo Teen e a terceira temporada de Canta Comigo, substituindo Gugu Liberato após seu falecimento em 2019. Em dezembro de 2024, anunciou que não renovaria seu contrato com a Record, após 16 anos de casa, abrindo espaço para novos projetos e retornos estratégicos.

Agora, com sua participação no Lady Night, Rodrigo Faro retorna à TV Globo enquanto acompanha o andamento da vigésima segunda temporada do Dança dos Famosos, que já está indo ao ar, mostrando seu desempenho na competição de dança. Além disso, ele mantém negociações avançadas para novos projetos no Globoplay. O talk show comandado por Tatá Werneck será a oportunidade perfeita para revelar um lado diferente do apresentador, explorando humor, improviso e a química com a apresentadora, conhecida por conduzir entrevistas de forma irreverente e cativante.

O episódio de estreia promete momentos memoráveis, com performances hilárias, histórias inéditas e situações que colocarão Faro fora de sua zona de conforto. Entre risadas, desafios e respostas inesperadas, o público poderá conhecer detalhes curiosos da vida do apresentador, assim como sua personalidade autêntica e divertida, diferente da imagem que normalmente exibe no comando de programas próprios.

Para os fãs, a combinação de Tatá Werneck e Rodrigo Faro representa entretenimento garantido, mostrando que, mesmo com carreiras consolidadas, ambos continuam dispostos a inovar, brincar e se entregar ao improviso.

Crítica | Com visual ousado e tensão constante, A Hora do Mal se destaca como o novo terror do ano

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Foto: Reprodução/ Internet

A Hora do Mal é exatamente o tipo de obra que se espera de um diretor em seu segundo longa-metragem: ousada, tecnicamente refinada e mais ambiciosa do que o trabalho anterior. Craig Cregger, conhecido pelo elogiado Barbarian (2022), prova aqui que não é um diretor de uma obra só. Pelo contrário, ele demonstra maturidade narrativa e um domínio estético que evoluem cena após cena, consolidando seu nome entre os novos autores mais promissores do cinema de terror.

Há uma confiança visível em cada quadro. Cregger explora com precisão o ritmo, o movimento e uma linguagem visual mais viva e articulada do que em Barbarian. Seu controle sobre a mise-en-scène impressiona, especialmente nas sequências de ação, que demonstram sua versatilidade. É seguro afirmar: o diretor tem um grande filme de ação dentro de si, apenas esperando o momento certo para emergir.

Uma das grandes curiosidades era observar quais marcas autorais de Barbarian retornariam aqui — e uma delas se destaca de imediato: a obsessão pela estrutura narrativa. O filme é construído como uma montanha-russa emocional, conduzindo o público por curvas inesperadas com precisão quase cirúrgica. O diretor sabe exatamente quando acelerar, quando pausar e quando permitir que o espectador reorganize as peças desse quebra-cabeça psicológico antes do próximo impacto. Essa fluidez narrativa é um dos principais trunfos do filme: nada é gratuito, nenhuma cena é desperdiçada. Tudo contribui para manter a tensão em ebulição.

O sentimento de inquietação é constante. Mesmo nas passagens aparentemente calmas, há algo estranho no ar — uma tensão subjacente que jamais se dissipa por completo. A trilha sonora desempenha um papel fundamental nesse processo: é hipnótica, intensa e cuidadosamente escolhida para reforçar o clima de constante ameaça. O som não apenas acompanha, mas amplifica a experiência sensorial do público.

Outro elemento digno de destaque é a habilidade de Cregger em manipular tom e ritmo. Ele transita com naturalidade entre o terror psicológico, o suspense atmosférico e explosões de violência gráfica, sempre mantendo a coesão da narrativa. Um feito notável para qualquer cineasta, ainda mais para um nome em ascensão. O humor também está presente, mas jamais de forma forçada ou deslocada — surge pontualmente, quebrando a tensão em momentos estratégicos, sem comprometer a atmosfera opressiva do enredo.

Foto: Reprodução/ Internet

Contrastes e críticas sociais

Assim como em Barbarian, Cregger demonstra interesse em explorar contrastes sociais e visuais. A ambientação em uma zona suburbana de classe média alta, aparentemente tranquila e segura, entra em choque com a brutalidade escondida por trás de portas comuns. É um retrato perturbador da banalização do mal — da ideia de que a violência pode se ocultar nos lugares e nas pessoas mais improváveis. Quando essa crítica é direcionada ao universo juvenil e ao ambiente escolar, ela se torna ainda mais incômoda e pertinente.

Visualmente, o filme é um espetáculo. Os enquadramentos dinâmicos, os movimentos ousados de câmera e a fotografia pulsante criam uma linguagem cinematográfica cheia de energia. Há sequências coreografadas com precisão quase balética, misturando horror e beleza de forma visceral. Em um gênero onde a estética muitas vezes é tratada como um detalhe secundário, o cuidado visual de A Hora do Mal se destaca com folga.

Terror épico, mas sem perder a essência

No geral, o longa-metragem é tudo o que se espera de um blockbuster de terror — e a palavra “blockbuster” aqui é usada com intenção. Embora a história se desenrole em uma cidade pequena, a escala narrativa é grandiosa. É um filme épico, ambicioso, maior e mais ousado do que Barbarian, sem nunca abandonar a essência do horror intimista. A tensão é constante, os sustos são genuínos, e há espaço para emoção e surpresa.

O elenco contribui de forma decisiva para o êxito do longa. As performances são intensas, emocionalmente carregadas e ajudam a ancorar a trama em sentimentos reais, mesmo diante dos elementos mais fantásticos. As cenas de ação são coreografadas com uma precisão admirável, demonstrando não só técnica, mas também um olhar artístico refinado.

Mais do que assustador, A Hora do Mal é imprevisível. É quase impossível antecipar seus rumos narrativos — e essa imprevisibilidade é uma de suas maiores virtudes. Em um mercado saturado por fórmulas repetitivas, onde muitos filmes de terror se limitam a reproduzir convenções batidas, Craig Cregger entrega uma obra original, corajosa e impactante.

“Ne Zha 2”: A animação que desafiou Hollywood chega ao Brasil como fenômeno bilionário do cinema chinês

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Um garoto indomável, forjado por raios divinos e pelas dores do destino, está prestes a desembarcar nos cinemas brasileiros. Mas ele carrega mais do que uma lenda ancestral da mitologia chinesa. Carrega um símbolo: o de uma nova era para a animação mundial — uma era em que a força criativa rompe as amarras do eixo Hollywood, e onde o bilionário sucesso de bilheteria deixa de ser privilégio exclusivo do Ocidente.

Estamos falando de “Ne Zha 2: O Renascimento da Alma”, superprodução chinesa que estreia no Brasil na segunda semana de setembro. A animação, sequência direta de “Ne Zha” (2019), causou verdadeiro abalo sísmico na indústria cinematográfica: ultrapassou os US$ 2 bilhões em bilheteria global, desbancou “Inside Out 2” como a animação mais lucrativa da história e tornou-se o primeiro filme de língua não inglesa a atingir tal marca.

No 16º Show de Inverno, evento anual realizado em Campos do Jordão, a distribuidora responsável pela estreia nacional celebrou a chegada do título como um “sinal dos tempos”: o mundo está sedento por novas vozes, por novas estéticas, por histórias que ultrapassem as narrativas ocidentais convencionais. E, acima de tudo, está pronto para abraçar protagonistas como Ne Zha.

O poder de uma história enraizada

O sucesso de “Ne Zha 2” não se explica apenas pelos números astronômicos. Ele se sustenta sobre pilares culturais sólidos. O filme, assim como seu antecessor, é inspirado em um dos textos mais antigos e reverenciados da mitologia chinesa: o romance épico “Fengshen Yanyi”, ou “Investidura dos Deuses”, do século XVI.

A história gira em torno do jovem Ne Zha, filho de um comandante humano, que ressurge após ter sido desintegrado em batalha contra forças celestiais. Com seu corpo reconstruído graças ao sacrifício de um sábio taoísta e a um misterioso Lótus Sagrado, Ne Zha renasce ao lado do antigo rival Ao Bing — filho do temido Rei Dragão do Leste. Unidos pelo destino e pela dor, os dois se veem no centro de uma nova batalha entre deuses, monstros e homens.

Por trás dos efeitos visuais espetaculares e batalhas de tirar o fôlego, há temas universais: paternidade, culpa, destino e livre-arbítrio. “Ne Zha 2” emociona não só pelos olhos, mas pelo coração — e isso o torna acessível a qualquer plateia, em qualquer canto do mundo.

Um feito sem precedentes: da China para o mundo

Com um orçamento estimado em US$ 80 milhões, o filme — dirigido e roteirizado por Jiaozi — se pagou em apenas dois dias de exibição na China. Em sua 11ª jornada nas salas chinesas, o longa ultrapassou a arrecadação de “Star Wars: O Despertar da Força” (2015) em solo norte-americano, tornando-se a maior bilheteria de todos os tempos em um único território.

E não parou por aí. Três semanas após a estreia no Ano-Novo Chinês de 2025, o longa alcançou a impressionante marca de US$ 1,7 bilhão, superando “Inside Out 2”. Em junho, passou a integrar o seleto grupo dos seis filmes mais rentáveis da história, ao cruzar a fronteira dos US$ 2 bilhões.

Esse resultado coloca a China em uma nova posição estratégica na cadeia global do entretenimento — não mais como mercado consumidor, mas como potência produtora e exportadora de conteúdo cultural.

A ascensão do Fengshen Universe

“Ne Zha 2” é mais do que uma continuação: é parte de um ambicioso projeto da Enlight Pictures, estúdio que criou o chamado Fengshen Universe — uma espécie de “MCU da mitologia chinesa”. Ao lado de “Ne Zha” (2019) e “Jiang Ziya” (2020), o novo filme expande a mitologia taoísta em uma narrativa cinematográfica com potencial de franquia global.

Em entrevista à imprensa internacional, Jiaozi afirmou que “o universo Fengshen é um convite à reconciliação entre o ancestral e o moderno, entre a tecnologia e a espiritualidade, entre o Oriente e o mundo”. A ideia é seguir investindo em continuações, spin-offs e até séries animadas com base nessa mitologia riquíssima.

Um mercado em transformação

Segundo relatório da Mordor Intelligence, o setor global de animação e efeitos visuais movimenta hoje cerca de US$ 179 bilhões, com previsão de atingir US$ 311 bilhões até 2029. Esse crescimento exponencial é puxado por novas demandas de público, por plataformas de streaming e pela sofisticação de estúdios fora dos tradicionais polos americanos e japoneses.

“Ne Zha 2” chega ao Brasil nesse contexto: como um sinal de que o cinema mundial está em transição. O sucesso da animação reitera que o futuro não está mais centralizado em um único território — ele é plural, polifônico, e disposto a ouvir todas as vozes. Do Brasil à China, do México à Coreia do Sul, do Egito à França.

Um filme para além das telas

Mais do que um blockbuster, “Ne Zha 2” carrega um espírito transformador. Para o público chinês, representa orgulho nacional. Para o público internacional, representa a descoberta de uma nova forma de sonhar.

E para o cinema, como arte e indústria, simboliza uma nova chance de se reinventar. Porque quando uma animação bilionária que fala mandarim, evoca dragões e medita sobre o destino da alma humana conquista o mundo, uma coisa fica clara: estamos prontos para olhar além dos nossos próprios mitos. E talvez, como Ne Zha, estejamos todos prontos para renascer.

Pânico 7 ganha novo trailer e promete o capítulo mais intenso da franquia; Assista agora!

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O terror voltou a tomar conta das redes sociais após a divulgação do novo trailer de Pânico 7, título brasileiro de Scream 7. A prévia, aguardada com ansiedade pelos fãs, oferece pistas sobre o rumo da história e reforça que o sétimo capítulo da franquia pretende equilibrar nostalgia, tensão psicológica e uma nova geração ameaçada pelo icônico Ghostface. Abaixo, confira o vídeo:

Marcado para estrear nos Estados Unidos em 27 de fevereiro de 2026, com distribuição da Paramount Pictures, o longa já é considerado um dos lançamentos mais aguardados do calendário de terror. O novo trailer não apenas reacende o clima de mistério como também deixa claro que a trama terá forte carga emocional, especialmente com o retorno de Sidney Prescott ao centro da narrativa.

Interpretada novamente por Neve Campbell, Sidney surge em uma fase diferente da vida. Longe dos holofotes e das tragédias que marcaram sua juventude, ela construiu uma rotina aparentemente tranquila em Pine Grove, Indiana. No entanto, a paz dura pouco. O trailer revela que sua filha Tatum passa a ser alvo de um novo assassino que assume a identidade de Ghostface, forçando Sidney a encarar, mais uma vez, o terror que tentou deixar no passado.

As primeiras cenas divulgadas exploram um clima mais sombrio e intimista. Em vez de apostar apenas na violência explícita, o trailer sugere uma abordagem que prioriza a tensão psicológica. Há silêncios incômodos, corredores vazios, ligações ameaçadoras e olhares carregados de medo. A sensação é de que o perigo está sempre à espreita, pronto para explodir em momentos inesperados.

O retorno de Sidney não é apenas uma escolha narrativa, mas também estratégica. Depois de mudanças criativas e polêmicas nos bastidores da franquia nos últimos anos, trazer a personagem original de volta ao protagonismo representa um reencontro com as raízes da saga. O envolvimento de Kevin Williamson na direção reforça essa intenção. Criador do roteiro do clássico de 1996, ele agora assume o comando do longa, prometendo recuperar o espírito metalinguístico e provocador que transformou a série em referência no gênero slasher.

O roteiro é assinado por Guy Busick, baseado em uma história desenvolvida ao lado de James Vanderbilt. A dupla já trabalhou em capítulos recentes da franquia, o que sugere uma continuidade temática, ainda que com nova abordagem dramática.

O trailer também confirma o retorno de personagens conhecidos. Courteney Cox aparece novamente como Gale Weathers, reforçando a ligação com os filmes anteriores. A presença de Mason Gooding e Jasmin Savoy Brown indica que a geração mais recente de sobreviventes ainda terá papel relevante na trama.

Entre as novidades, destaca-se a escalação de Isabel May como Tatum, filha de Sidney. A escolha de dar à protagonista uma herdeira diretamente ameaçada pelo assassino adiciona uma camada dramática poderosa. Se antes Sidney lutava pela própria sobrevivência, agora ela enfrenta o medo de perder aquilo que construiu longe do caos. O trailer deixa claro que essa dimensão materna será essencial para o desenvolvimento da história.

Outro ponto que chamou atenção foi a confirmação de que Roger L. Jackson retorna como a voz de Ghostface. Sua entonação característica, alternando ironia e ameaça, aparece no trailer em diálogos que remetem ao passado da franquia, incluindo perguntas provocativas sobre filmes de terror e sobrevivência.

A estética apresentada na prévia aposta em fotografia mais fria, com cenas noturnas e ambientes urbanos silenciosos. A trilha sonora intensifica o clima de suspense, intercalando momentos de calmaria com explosões sonoras típicas do gênero. Ainda que o vídeo não revele detalhes cruciais da trama, ele cumpre o papel de alimentar teorias e especulações entre os fãs.

Nas redes sociais, o impacto foi imediato. Comentários destacam a emoção de ver Sidney novamente enfrentando Ghostface, além da curiosidade em relação ao destino dos novos personagens. A franquia, que começou em 1996 sob a direção de Wes Craven, consolidou-se como uma das mais duradouras do terror contemporâneo. Ao longo das décadas, manteve relevância ao dialogar com as transformações do próprio cinema de horror.

O grande desafio de Pânico 7 será equilibrar tradição e inovação. A nostalgia é um elemento forte, mas o público atual também exige surpresas e reviravoltas imprevisíveis. O trailer sugere que o filme buscará justamente esse ponto de encontro, oferecendo referências aos capítulos clássicos enquanto amplia o universo da história.

A decisão de colocar a família de Sidney no centro do conflito indica que o longa deve explorar consequências emocionais acumuladas ao longo dos anos. Não se trata apenas de mais uma sequência de assassinatos, mas de um acerto de contas com o legado do terror que acompanha a protagonista desde a adolescência.

Veja os filmes assustadores que ainda vão invadir os cinemas em 2025

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Se você achou que os maiores sustos do ano já tinham passado, pense de novo. A temporada do medo está a todo vapor, e 2025 ainda guarda uma leva intensa de filmes de terror que prometem calafrios, suspense de roer as unhas e histórias que vão muito além de sustos fáceis. Tem possessão demoníaca, maldições ancestrais, seitas silenciosas e até cobras gigantes esperando para fazer parte da sua próxima ida ao cinema. A seguir, confira os principais lançamentos que vão deixar as telonas muito mais sombrias nos próximos meses.

O Ritual estreia no dia 31 de julho e deve ser um dos grandes destaques do ano para os fãs de terror sobrenatural. Com direção de David Midell e roteiro assinado em parceria com Enrico Natale, o longa reúne peso dramático e tensão religiosa ao trazer Al Pacino em um de seus papéis mais intensos da última década.

Baseado em eventos verídicos, o filme acompanha a jornada de dois padres em crise pessoal e espiritual. Um deles — vivido por Dan Stevens — começa a questionar sua fé após uma tragédia pessoal, enquanto o outro (Al Pacino) carrega marcas profundas de um passado conturbado. Quando uma jovem é possuída por uma entidade demoníaca de força desconhecida, os dois precisam unir forças e enfrentar não apenas a manifestação do mal, mas também os próprios fantasmas internos.

Ao estilo clássico dos filmes de exorcismo, O Ritual se destaca por construir um suspense atmosférico e psicológico, sem abrir mão do impacto visual e da intensidade emocional. O filme não apenas assusta, mas também levanta discussões sobre fé, culpa, redenção e o limite entre o sagrado e o profano.

Com Ashley Greene Khoury completando o trio principal, a obra aposta em cenas de possessão intensas, simbolismo religioso e um senso de urgência crescente, culminando em uma das sequências de exorcismo mais angustiantes do gênero nos últimos anos.

Estreando nos cinemas em 7 de agosto de 2025, A Hora do Mal (Weapons) é o novo terror psicológico e perturbador do diretor Zach Cregger, responsável por Noites Brutais. Com um elenco de peso liderado por Josh Brolin, Julia Garner e Alden Ehrenreich, o filme já chega cercado de expectativas — e com razão.

Na trama, o tempo congela quando 17 crianças de uma mesma classe somem misteriosamente da noite para o dia. Sem sinais de arrombamento, sequestro ou qualquer pista lógica, a cidade mergulha em pânico. O único fio de esperança: uma única aluna que não desapareceu e pode saber algo — ou esconder tudo.

O que poderia ser um simples caso de desaparecimento se transforma em uma espiral de medo, paranóia e desconfiança, à medida que pais, professores, policiais e moradores tentam entender o inexplicável. Quem está por trás disso? E por quê?

O filme constrói seu terror de forma sutil e progressiva. Não há monstros em cada canto, mas há o medo invisível do desconhecido — o tipo de medo que se espalha em silêncio. É o tipo de filme que provoca tensão não só pela história, mas também pela atmosfera opressiva que envolve cada cena. A trilha sonora e a fotografia reforçam a sensação de que há algo errado… mesmo quando nada acontece.

Chegando aos cinemas em 14 de agosto, Juntos (Together) é um filme de terror íntimo e perturbador, que usa a fragilidade de um relacionamento à beira do colapso como ponto de partida para uma história sobre possessão emocional, isolamento e destruição mútua. Com direção e roteiro de Michael Shanks, o longa é estrelado por Dave Franco e Alison Brie, que também são casal na vida real — o que adiciona camadas interessantes à intensidade da narrativa.

A trama acompanha Tim e Millie, um casal desgastado, que decide se mudar para uma cidadezinha isolada no interior dos Estados Unidos na tentativa de salvar o que ainda resta da relação. No entanto, o que parecia ser um novo começo rapidamente se transforma em uma espiral sufocante de tensão e delírio. Há algo estranho na floresta ao redor. Algo que observa. Algo que contamina. E aos poucos, os dois percebem que não estão apenas perdendo o amor — estão perdendo o controle sobre si mesmos.

A grande força de Juntos está em sua construção atmosférica: a floresta, sempre presente ao fundo, é quase um personagem. A sensação de claustrofobia emocional, o silêncio carregado e a desconfiança que cresce entre os protagonistas criam uma experiência imersiva, onde o verdadeiro terror vem de dentro — daquilo que não se consegue dizer, mas que corrói aos poucos.

A atuação de Franco e Brie entrega nuances reais de uma relação afundando no abismo, e a direção não economiza em simbolismos visuais que transformam o espaço doméstico em um campo de batalha mental. Quando o sobrenatural finalmente se manifesta, ele não vem como uma surpresa — ele é a consequência.

Com estreia marcada para 21 de agosto, Rosario é um terror claustrofóbico e carregado de simbolismo ancestral. Dirigido por Felipe Vargas e roteirizado por Alan Trezza, o filme mistura mitologia latina, drama familiar e elementos sobrenaturais em uma narrativa tensa, que acontece praticamente em tempo real. No centro da história está Emeraude Toubia, em uma das performances mais intensas de sua carreira.

A trama começa com a morte repentina da avó de Rosario, uma mulher com quem a protagonista havia perdido o contato há anos. Quando é chamada para reconhecer o corpo e aguardar a retirada por uma ambulância, Rosario se vê obrigada a passar a noite sozinha no antigo apartamento da família — mas logo percebe que não está exatamente sozinha.

Preso por uma nevasca violenta, o prédio torna-se um cenário opressor, onde memórias reprimidas, vizinhos suspeitos e ruídos inexplicáveis começam a formar um quebra-cabeça macabro. O corpo da avó parece esconder algo mais do que segredos do passado, e Rosario mergulha em uma espiral de horror enquanto descobre uma maldição que atravessa gerações. A cada minuto que passa, a realidade se desfaz e a neta percebe que pode não sair viva dali — a não ser que enfrente não só o que está na casa, mas o que está dentro de si.

Invocação do Mal 4: O Último Ritual chega aos cinemas no dia 4 de setembro e promete encerrar com chave de ouro uma das franquias mais populares do terror moderno. Dirigido por Michael Chaves, o longa traz de volta Vera Farmiga e Patrick Wilson como o famoso casal de investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren, personagens inspirados em pessoas reais que dedicaram suas vidas a desvendar casos sobrenaturais.

Neste capítulo final, os Warren enfrentam uma ameaça ainda mais sombria e poderosa do que tudo o que já viram. Uma entidade maligna que desafia sua experiência, colocando suas vidas e sua fé em jogo. Além dos momentos de terror sobrenatural que consagram a série, o filme aprofunda o relacionamento do casal, mostrando a força emocional que os une diante do perigo constante.

A narrativa mantém o suspense crescente característico da franquia, com sequências que mesclam aparições assustadoras, investigações detalhadas e um clima opressivo que prende o espectador do começo ao fim. Para os fãs de longa data, é uma despedida carregada de emoção e tensão, que busca fechar o ciclo da história dos Warren de forma satisfatória.

Chegando aos cinemas em 2 de outubro, Os Estranhos: O Capítulo 2 retoma a aterrorizante história iniciada no filme anterior, trazendo novamente os Mascarados como caçadores implacáveis. Dirigido por Renny Harlin, o longa traz no elenco Madelaine Petsch, Gabriel Basso e Rachel Shenton.

Após escapar por pouco da morte, Maya (Madelaine Petsch) está se recuperando no hospital — mas a trégua está prestes a acabar. Os Mascarados descobrem sua sobrevivência e iniciam uma caçada sem misericórdia para dar fim ao que começaram. Sem poder confiar em ninguém, Maya precisará usar toda sua coragem e astúcia para sobreviver a essa perseguição brutal.

O longa mergulha fundo na dinâmica de caça e fuga, com cenas tensas e um clima sufocante que mantém o público na ponta da cadeira. A violência é gráfica, a atmosfera é carregada de suspense, e o medo é palpável em cada passo que a protagonista dá.

Anaconda invade os cinemas no dia 25 de dezembro e traz uma nova cara para a icônica franquia iniciada em 1997, misturando suspense, ação e uma pitada de humor. Dirigido por Tom Gormican e estrelado por Daniela Melchior, Paul Rudd e Jack Black, o filme aposta em uma trama cheia de adrenalina e reviravoltas para fechar o ano com chave de ouro.

A história acompanha um grupo de amigos em crise de meia-idade que decide reviver o passado ao refazer o filme favorito da juventude — em plena floresta tropical. O que começa como uma aventura nostálgica logo se transforma em uma luta brutal pela sobrevivência, quando fenômenos climáticos extremos, criminosos violentos e, claro, as gigantescas cobras anaconda começam a fazer das suas.

O longa se destaca ao equilibrar cenas de pura ação com momentos de alívio cômico, especialmente graças ao carisma do elenco. Além disso, explora a temática da amizade, da coragem e dos desafios que vêm com o passar do tempo, tudo ambientado em um cenário hostil que coloca todos à prova.

Saiba qual filme vai passar no “Cine Aventura” deste sábado (02/08)

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Foto: Reprodução/ Internet

A linha entre ficção científica e drama familiar se dissolve em Kin, filme que será exibido neste sábado, 2 de agosto de 2025, às 15h15, no Cine Aventura, da Record TV. Lançado originalmente em 2018, o longa dos irmãos Josh e Jonathan Baker propõe mais do que cenas de ação e efeitos especiais: trata-se de uma história sobre laços, perdas, identidades e segundas chances — tudo sob o pano de fundo de um universo onde tecnologia alienígena e crime urbano colidem.

Estrelado por Myles Truitt, Jack Reynor, Zoë Kravitz e com participação de Carrie Coon, o filme conquistou uma legião de fãs especialmente entre os apreciadores de ficções que priorizam emoção tanto quanto adrenalina. Embora não tenha sido um sucesso de bilheteria na época, Kin encontrou nova vida nos streamings e hoje é considerado um dos filmes cult mais curiosos da década passada.

Laços que vão além do sangue

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, tudo começa em Detroit, com Eli, um garoto de 14 anos que, para ajudar nas contas de casa, costuma vasculhar prédios abandonados em busca de sucata. Numa dessas explorações, ele encontra algo inusitado: os restos de um combate estranho, com corpos blindados e uma arma que parece saída de outro planeta. Curioso, ele leva o objeto para casa, sem imaginar o quanto sua vida está prestes a virar do avesso.

Logo depois, seu irmão mais velho, Jimmy, retorna para casa após cumprir pena. Os dois mal se conhecem — são ligados apenas pelo pai adotivo, um homem rígido que tenta, à sua maneira, manter a família nos trilhos. Mas Jimmy carrega segredos perigosos e uma dívida com criminosos locais. Em pouco tempo, ele e Eli são obrigados a fugir. Com a arma misteriosa a tiracolo e bandidos implacáveis em seu encalço, os irmãos embarcam em uma jornada cheia de reviravoltas — e também de reconexão.

Um elenco que emociona com sutileza

Myles Truitt (de Stranger Things e BMF) dá vida a Eli com uma sensibilidade impressionante. Ele equilibra curiosidade e vulnerabilidade, criando um personagem com quem é fácil se identificar — afinal, quem nunca quis pertencer a algum lugar? Já Jack Reynor (Midsommar, Transformers: A Era da Extinção) é Jimmy, o irmão que tenta consertar erros do passado. Em sua jornada, vemos o peso da culpa e o desejo de proteção que se revela aos poucos. É uma atuação sincera, crua, sem firulas.

Completando o trio principal está Zoë Kravitz (Big Little Lies, The Batman), como Milly, uma mulher que também foge de seus próprios fantasmas e encontra nos irmãos uma improvável nova família. Carrie Coon (The Leftovers, Fargo) interpreta a agente do FBI que tenta compreender o mistério por trás da arma e das ações de Eli — uma personagem que representa o olhar externo sobre essa relação tão delicada entre irmãos.

Uma trilha sonora que acompanha o coração da história

O clima sonoro do filme é embalado pela banda escocesa Mogwai, conhecida por criar atmosferas densas e emocionantes. A trilha não serve apenas de fundo: ela pulsa junto com as escolhas dos personagens. É ela que guia o espectador pelo mistério, pela tensão e, sobretudo, pelo afeto.

Do fracasso de bilheteria ao sucesso cult

Lançado nos Estados Unidos em agosto de 2018, o filme não teve uma boa recepção comercial. Com um orçamento de US$ 30 milhões, arrecadou apenas US$ 10 milhões ao redor do mundo. Parte da crítica achou o tom do filme inconsistente — difícil de classificar. Mas talvez esse seja justamente seu maior mérito: Kin não é fácil de rotular, e por isso conquistou seu público aos poucos.

Em 2021, por exemplo, o filme se tornou um dos títulos mais assistidos na Netflix da Coreia do Sul — uma surpresa que só reforça seu apelo emocional global. Nas redes sociais, Kin é frequentemente lembrado como uma “joia escondida” da ficção científica moderna.

Uma história sobre coragem, conexão e escolhas

Com direção segura dos irmãos Baker — que já haviam desenvolvido o conceito no curta-metragem Bag Man —, o filme encontra seu tom ao combinar o fantástico com o íntimo. A história fala de alienígenas, sim, mas também de abandono. Fala de armas de outro mundo, mas principalmente de como um menino perdido pode encontrar no irmão, mesmo imperfeito, uma razão para continuar.

Onde posso assistir?

Se você quer assistir ao filme além da exibição na Record TV, há outras opções disponíveis no streaming. O longa está incluído no catálogo da Netflix, disponível para assinantes da plataforma. Para quem prefere o aluguel digital, é possível assistir a “Kin” pelo Prime Video, com valores a partir de R$ 11,90. Vale conferir também outros serviços de vídeo sob demanda, que podem disponibilizar o título para aluguel ou compra.

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