Sebastian e Amor Entre os Juncos chega exclusivamente no Reserva Imovision

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Foto: Reprodução/ Internet

Os filmes Sebastian e Amor Entre os Juncos já estão disponíveis no catálogo do Reserva Imovision, plataforma dedicada ao cinema independente. As produções, que exploram temas como identidade, sexualidade e relações interpessoais, chegam ao streaming após passarem por festivais de renome, incluindo o Festival de Sundance. Com narrativas sensíveis e atuações elogiadas, os longas oferecem ao público uma experiência cinematográfica envolvente, reforçando a proposta do serviço de streaming de ampliar o acesso a obras autorais e representativas.

Sebastian – Já disponível

Um homem, duas vidas. De dia, Max é um escritor freelancer lutando contra a pressão da editora e suas próprias frustrações criativas. À noite, ele se transforma em Sebastian, um trabalhador sexual que atende clientes solitários, buscando inspiração para seu livro. Seu desejo de alcançar o sucesso como escritor se torna uma obsessão perigosa, levando-o a ultrapassar limites e se aprofundar cada vez mais na psique de seu alter ego.

Selecionado para o Festival de Cinema de Sundance 2024, Sebastian é um drama instigante que provoca reflexões sobre identidade, desejo e os sacrifícios feitos em nome da arte. O filme também se destaca por sua abordagem franca sobre sexualidade queer e o papel do sexo na sociedade contemporânea. O ator Ruaridh Mollica entrega uma performance intensa e envolvente, dando profundidade ao protagonista e suas dualidades.

Para celebrar a chegada do filme ao catálogo da Reserva Imovision, estamos oferecendo um plano cortesia de 3 meses na plataforma, além de cinco assinaturas gratuitas de um mês para serem sorteadas ou distribuídas entre seus seguidores!

Amor Entre os Juncos – Já disponível

Ambientado nos belos e frios cenários da Finlândia, Amor Entre os Juncos narra a história de Leevi, um jovem que retorna à sua terra natal após viver na França. Assumidamente gay, ele tem uma relação difícil com o pai conservador e sente-se deslocado em sua própria casa. Quando a família contrata Tareq, um refugiado sírio, para ajudar na reforma de um chalé, nasce entre os dois um romance terno e secreto, em meio a um ambiente marcado pelo preconceito e pela solidão.

A produção, elogiada por sua delicadeza e sensibilidade, explora a busca por refúgio emocional, o choque cultural e as dificuldades de amar em um mundo que nem sempre aceita a diferença. Com interpretações cativantes e uma fotografia poética, o filme se firma como uma das mais belas histórias LGBTQIA+ do cinema contemporâneo.

Cine Aventura 10/05/2025 – Record apresenta Ender’s Game: O Jogo Do Exterminador

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Neste sábado, 10 de maio de 2025, o Cine Aventura, da Record, apresenta Ender’s Game: O Jogo do Exterminador, um filme de ação e ficção científica que vai prender sua atenção do começo ao fim! Se você é fã de histórias com um toque de aventura, batalhas épicas e um futuro cheio de incertezas, essa é uma ótima oportunidade de reviver esse clássico que conquistou o público quando estreou nos cinemas.

Uma trama futurística e cheia de tensão

Lançado no final de 2013, Ender’s Game é baseado no famoso romance de Orson Scott Card e traz uma trama ambientada em um futuro não muito distante. A história começa com uma ameaça alienígena que já atacou a Terra uma vez, deixando o planeta em um clima de constante alerta. Para se preparar para a possível volta dos inimigos, a terra cria um programa de treinamento militar secreto, recrutando as mentes mais brilhantes, ou seja, crianças prodígios, para que se tornem os futuros comandantes de guerra.

O filme tem uma pegada emocionante, com muita ação e cenas de tirar o fôlego, mas também abre espaço para reflexões sobre os dilemas morais que surgem quando jovens são forçados a participar de um treinamento de combate tão intenso. No centro de tudo está o personagem Ender Wiggin, interpretado por Asa Butterfield, um garoto tímido, mas extremamente inteligente, que é escolhido para fazer parte dessa elite de jovens estrategistas. Ender, com seu senso aguçado de tática, logo se torna a última esperança da humanidade para enfrentar a ameaça alienígena.

Elenco de peso

No filme, Harrison Ford dá vida ao Coronel Graff, um personagem sério e dedicado, que lidera o programa de treinamento militar, enquanto Hailee Steinfeld interpreta Petra, uma das melhores amigas de Ender na escola de guerra. E claro, não podemos esquecer de Ben Kingsley, que brilha no papel de Mazer Rackham, um herói de guerra que desempenha um papel fundamental na luta contra os alienígenas.

A experiência de assistir ao filme

Assistir Ender’s Game: O Jogo do Exterminador em casa, no conforto do sofá, é uma experiência e tanto, especialmente quando o filme é exibido no Cine Aventura da Record. Com todo o contexto de guerra, estratégia e ação, a trama também aborda questões filosóficas e emocionais que vão fazer você refletir sobre os limites da guerra e o papel da juventude nas batalhas do futuro.

E para quem preferir ver o filme sob demanda, Ender’s Game também está disponível para aluguel no Prime Video, com preços a partir de R$ 6,90. Ou seja, tem sempre um jeito de assistir!

Salve Rosa | Suspense com Klara Castanho e Karine Teles ganha cartaz oficial

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A ELO STUDIOS acaba de divulgar o cartaz oficial de “Salve Rosa”, filme protagonizado por Klara Castanho e Karine Teles, com direção de Susanna Lira. A revelação do material aconteceu durante o Show de Inverno, evento dedicado ao mercado cinematográfico nacional, realizado em Campos do Jordão, e marcou o primeiro contato de exibidores brasileiros com o universo provocador da trama.

Influência digital ou armadilha moderna?

Com uma proposta ousada e atualíssima, “Salve Rosa” levanta o véu sobre os bastidores do fenômeno da infância nas redes sociais, tema que, apesar de presente em milhões de lares, ainda é pouco debatido com a profundidade que merece. No centro da história está Rosa (interpretada por Klara Castanho), uma influenciadora digital de apenas 12 anos que conquista multidões com vídeos sobre brinquedos e colecionáveis. Seu carisma, talento e aparência doce a transformam em uma verdadeira estrela mirim da internet — e, claro, num produto altamente rentável.

Mas nem tudo é cor-de-rosa no mundo da protagonista. Por trás da câmera, quem realmente dirige a carreira da jovem é Dora (vivida por Karine Teles), sua mãe, empresária, confidente e figura central em cada passo do sucesso da filha. Em busca de estabilidade e status, Dora muda com Rosa para um condomínio de luxo no Rio de Janeiro, mas o que parecia um recomeço brilhante logo se transforma em uma espiral de tensão. Intrigas, vigilância constante e uma sensação crescente de que algo não está certo invadem a nova rotina da família.

Thriller psicológico com olhar social

Sob o comando de Susanna Lira, cineasta conhecida por sua sensibilidade em temas sociais e humanos, “Salve Rosa” se desenha como um thriller psicológico cheio de camadas, onde a linha entre proteção e controle se dissolve rapidamente. Com roteiro assinado por Ângela Hirata Fabri, a partir de uma ideia original de Mara Lobão, o longa discute a adultização precoce, os impactos da superexposição online e os limites da ética familiar na era digital.

Não espere soluções fáceis ou vilões caricatos — a força do filme está exatamente na ambiguidade das relações, na tensão crescente e nos silêncios incômodos que permeiam a aparente perfeição da vida de Rosa.

Produção de peso e estreia em breve

Com produção da Panorâmica, em coprodução com a ELO STUDIOS e a Paramount Pictures, o longa promete se destacar tanto pelo conteúdo quanto pela estética. O cartaz oficial, recém-lançado, já antecipa o clima enigmático e sofisticado do filme, brincando com a dualidade entre o brilho das redes sociais e os segredos guardados a sete chaves nos bastidores.

“Salve Rosa” estreia nos cinemas no segundo semestre de 2025, com distribuição da ELO STUDIOS. A expectativa é que o longa seja um dos grandes destaques da temporada, especialmente por tratar de um tema urgente com coragem narrativa e olhar crítico.

Nobru e Favela Gaming lançam nova edição da Copa Nobru, ampliando oportunidades para jovens talentos das periferias

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A comunidade gamer e os amantes de Free Fire têm motivo para comemorar: a tão aguardada Copa Nobru (CPN) está de volta para sua edição de 2025, trazendo não apenas uma competição acirrada, mas uma verdadeira plataforma de transformação social. Com inscrições abertas até 24 de agosto, o campeonato reforça seu papel como um espaço de oportunidades para jovens das periferias de todo o Brasil que desejam brilhar no universo dos esports.

Criada pelo jogador profissional Bruno “Nobru” Goes, uma referência mundial que partiu da favela para conquistar o topo do cenário competitivo de Free Fire, a Copa Nobru vai muito além de uma simples disputa pelo título. É um projeto que busca democratizar o acesso aos esportes eletrônicos, revelando talentos escondidos e dando a milhares de jovens a chance de sonhar alto e construir uma trajetória de sucesso.

“Quando criei a Copa Nobru, minha intenção sempre foi clara: mostrar que a origem não define o destino. Com dedicação, foco e, sobretudo, oportunidade, qualquer um pode mudar sua história. É emocionante ver o quanto a competição tem impactado vidas, transformando jogadores em profissionais e fortalecendo comunidades inteiras”, conta Nobru, que mantém forte ligação com suas raízes e usa sua influência para abrir portas a quem precisa.

A parceria com o Favela Gaming é um dos pilares que sustentam esse movimento de inclusão e representatividade. Favela Gaming é uma iniciativa que reúne grandes nomes do universo gamer, como Final Level Co., YouTube Gaming e Gerando Falcões, para promover a cultura e o protagonismo das favelas dentro dos esports. Mais do que isso, o projeto integra ações educacionais e sociais, reforçando a importância da responsabilidade comunitária e o poder da cultura digital para a transformação de realidades.

“Cada queda, cada vitória dentro do servidor é muito mais do que um momento de jogo. É a reafirmação da força das quebradas, do talento que surge das favelas e da importância de dar voz e espaço a esses jovens que, até pouco tempo, não tinham acesso a esse universo”, destaca a organização do Favela Gaming.

A edição 2025 da Copa Nobru promete agitar as comunidades gamer com um formato competitivo que inclui uma fase qualificatória entre 27 de agosto e 7 de setembro. Times de diversas regiões do país terão a chance de disputar vagas para a etapa final, onde os melhores se enfrentarão pelo título e por reconhecimento nacional. As inscrições para o qualificatório podem ser feitas no site oficial da CPN, uma oportunidade que está ao alcance de qualquer jovem apaixonado por Free Fire.

Além do aspecto competitivo, a Copa Nobru se destaca por seu papel na construção de carreiras no cenário profissional dos esports. Ao longo das temporadas, diversos participantes conseguiram acesso a equipes profissionais, contratos e até mesmo parcerias de patrocínio, graças à visibilidade e networking proporcionados pela competição. Assim, a CPN funciona como uma verdadeira vitrine, onde o talento é identificado e valorizado.

O crescimento exponencial dos esports no Brasil, que já é a segunda maior audiência mundial em games, mostra que o potencial do mercado é gigantesco. Entretanto, o acesso ainda enfrenta barreiras estruturais, principalmente para jovens de comunidades periféricas. Projetos como a Copa Nobru são essenciais para quebrar essas barreiras e garantir que a diversidade e o talento brasileiro sejam representados nos principais palcos do cenário digital.

Para muitos jovens, o Free Fire é mais do que um jogo; é uma possibilidade concreta de mudança, uma janela para o futuro. Através da CPN, esses jogadores encontram não apenas competição, mas suporte, inspiração e a chance de fazer parte de uma comunidade que reconhece seu valor e investe em seu crescimento.

O convite está lançado: se você é um jovem de periferia apaixonado por Free Fire e deseja mostrar seu potencial, a Copa Nobru 2025 é o caminho para você. Mais do que disputar um campeonato, é a oportunidade de inspirar sua comunidade, transformar sua realidade e, quem sabe, trilhar os passos de Nobru, que hoje é símbolo de superação e sucesso no cenário global dos esports.

As inscrições para o qualificatório da nova temporada da Copa Nobru já estão abertas a partir de hoje e seguem disponíveis até o dia 24 de agosto. Os interessados podem se cadastrar exclusivamente pelo site oficial da competição, garantindo assim a chance de disputar uma vaga na etapa final e mostrar seu talento no cenário competitivo do Free Fire.

Universal celebra duas décadas de Orgulho e Preconceito com retorno especial aos cinemas brasileiros

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A Universal Pictures dá início a uma homenagem cheia de nostalgia e elegância a um dos romances mais emblemáticos do cinema moderno: Orgulho e Preconceito. Em celebração aos 20 anos de seu lançamento, o estúdio promove uma reestreia especial do longa dirigido por Joe Wright, permitindo que o público reviva — ou descubra pela primeira vez — a beleza e a delicadeza dessa obra que marcou gerações. A partir desta quarta-feira, 11 de dezembro, o filme volta às salas brasileiras com exibições em 2D e cópias legendadas, em sessões distribuídas pelas principais redes de cinema do país.

Lançado originalmente em 2005, o filme conquistou críticas entusiasmadas e quatro indicações ao Oscar, destacando-se por sua direção sensível, sua fotografia arrebatadora e a força de suas interpretações. O roteiro de Deborah Moggach adaptou com fidelidade e frescor o clássico de Jane Austen, obra que permanece como um marco da literatura inglesa e um retrato afiado das convenções sociais e dos dilemas afetivos do início do século XIX. A atuação de Keira Knightley como Elizabeth Bennet marcou sua carreira, trazendo à protagonista uma aura de inteligência, ousadia e vulnerabilidade que até hoje ressoa entre leitores e espectadores.

Ao retornar aos cinemas, Orgulho e Preconceito retoma sua narrativa imersiva na Inglaterra rural, onde a família Bennet convive com a pressão constante por casamentos vantajosos em meio a limitações financeiras. A chegada do gentil Sr. Bingley e de seu reservado amigo Sr. Darcy transforma a rotina do vilarejo e desencadeia uma trama de encontros, mal-entendidos, tensões emocionais e descobertas pessoais. A relação entre Elizabeth e Darcy, construída entre julgamentos precipitados, orgulho ferido e uma crescente admiração, permanece como uma das histórias de amor mais celebradas do cinema contemporâneo.

O filme também se destaca por sua riqueza estética, que valoriza paisagens campestres, interiores históricos e figurinos que dialogam com a elegância da época. A câmera de Wright — marcada por movimentos fluidos e composições que exploram o silêncio, o olhar e a emoção contida — ajuda a transformar cenas simples em momentos memoráveis. O baile de Netherfield, a caminhada ao amanhecer e o reencontro em Pemberley continuam a ser lembrados como ícones cinematográficos, celebrados não apenas pelos fãs de Austen, mas por amantes de romances em geral.

A reestreia também reacende a discussão sobre o impacto cultural duradouro do filme. Em duas décadas, Orgulho e Preconceito influenciou produções audiovisuais, inspirou debates sobre feminilidade, independência feminina e dinâmicas sociais, e consolidou Keira Knightley e Matthew Macfadyen como uma das duplas mais carismáticas do gênero. O longa se tornou referência para adaptações literárias posteriores e segue como porta de entrada para novos leitores da obra de Jane Austen.

Além disso, o retorno às telas oferece ao público a possibilidade de vivenciar o filme em sua plenitude visual. Para muitos fãs, será a primeira oportunidade de assistir à produção em tela grande, percebendo nuances que se perdem na exibição doméstica — desde a textura da fotografia até os detalhes sonoros que enriquecem os diálogos e os momentos de silêncio. Para quem já acompanhou o filme inúmeras vezes, trata-se de um reencontro afetivo com uma narrativa que permanece viva, relevante e profundamente humana.

A Universal reforça que a programação pode variar de acordo com cada rede exibidora, e recomenda que os espectadores consultem os horários diretamente nos sites ou aplicativos dos cinemas. A celebração dos 20 anos de Orgulho e Preconceito promete não apenas reafirmar o status do filme como um clássico contemporâneo, mas também proporcionar uma experiência cinematográfica que une gerações através de uma história atemporal sobre amor, escolhas e a coragem de desafiar convenções.

Crítica | Faça Ela Voltar é um terror cruel que rasga a alma

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Faça Ela Voltar, dirigido pelos irmãos Justin e Aaron Philippou, não é um filme para espectadores que buscam conforto ou escapismo. Desde os primeiros minutos, o longa impõe uma tensão implacável, mergulhando o público em uma experiência que é, ao mesmo tempo, dolorosa, assustadora e profundamente humana. O terror não surge de efeitos sobrenaturais baratos ou sustos previsíveis: ele surge da realidade do luto, da obsessão e das consequências irreversíveis de decisões movidas pela dor. Este não é um filme que se assiste; é um filme que se sente, que consome e que deixa marcas psicológicas duradouras.

O que diferencia o filme de grande parte do cinema de terror contemporâneo é o modo como ele lida com o sofrimento humano. A narrativa não simplifica a dor nem a transforma em espetáculo. Pelo contrário, ela é meticulosamente construída para que cada momento de angústia seja tanto plausível quanto esmagador. A sensação constante de desconforto, de tensão e de antecipação é reforçada por uma direção precisa, uma cinematografia calculada e atuações que vão além do convencional. Cada frame é projetado para intensificar a experiência emocional do espectador, tornando impossível desligar-se da narrativa.

O horror que não precisa de monstros

O terror em Faça Ela Voltar não está em figuras sobrenaturais ou monstros externos. Ele reside na psique humana, nas emoções extremas e nas escolhas desesperadas que a dor pode provocar. A trama central gira em torno de personagens consumidos pelo luto e pela obsessão, mostrando como a incapacidade de deixar alguém partir pode se transformar em força destrutiva. O filme não romantiza o sofrimento; ele o expõe em toda sua brutalidade, mostrando que a obsessão não é apenas uma metáfora, mas uma força real e tangível que corrói as relações, a moralidade e a própria sanidade.

Essa abordagem torna a experiência cinematográfica inquietante de maneira incomum para o gênero. A tensão não é aliviada por diálogos explicativos ou por exposições dramáticas simplistas. Cada ação, cada olhar e cada silêncio carrega peso narrativo. O horror psicológico não é apenas sugerido; ele é experimentado, sentindo-se no corpo e na mente do espectador. É um terror que não se dissipa quando a sessão termina, permanecendo como uma lembrança incômoda e quase física.

Luto e obsessão: A matéria-prima do medo

O núcleo da narrativa é a exploração do luto e da obsessão. O filme demonstra com clareza que a dor pode se transformar em algo monstruoso, não por natureza sobrenatural, mas por sua intensidade emocional. A história evidencia como o amor e a perda, quando distorcidos pelo sofrimento, podem se tornar forças destrutivas, capazes de derrubar barreiras éticas e transformar a realidade em um pesadelo pessoal.

O roteiro dos Philippou é calculado para gerar desconforto constante, usando a obsessão não como um dispositivo de tensão passageiro, mas como motor de toda a narrativa. Essa obsessão não é uma escolha arbitrária dos personagens; é uma consequência direta do trauma que eles carregam. O filme demonstra, de maneira quase clínica, como o luto não curado pode dominar a vida de uma pessoa, afetar todos ao seu redor e corroer a própria identidade. Cada ato extremo é, portanto, compreensível dentro da lógica da dor, tornando a experiência tanto perturbadora quanto tragicamente realista.

Sally Hawkins: Uma presença insubstituível

Sally Hawkins entrega uma atuação que é, em muitos sentidos, o coração do filme. Sua personagem é uma mãe atravessada pelo luto, que se transforma em agente de destruição e obsessão. Hawkins equilibra fragilidade e ameaça com uma naturalidade rara, fazendo com que o espectador oscile constantemente entre empatia e horror. Cada olhar, cada hesitação, cada gesto transmite profundidade emocional e urgência, e sua presença domina a narrativa sem esforço.

O impacto de Hawkins é amplificado pelo roteiro e pela direção. Ela não precisa recorrer a exageros dramáticos; sua força reside na sutileza e na precisão emocional. A atriz transforma a obsessão e a dor em experiência sensorial, fazendo o público sentir a pressão, a culpa e o desespero da personagem como se fossem próprios. É uma performance visceral, memorável, capaz de rivalizar com algumas das interpretações mais intensas do cinema de terror moderno.

A Maturidade dos Irmãos Philippou

Os Philippou demonstram maturidade e controle narrativo impressionantes. Cada enquadramento, cada movimento de câmera e cada pausa na edição é projetado para maximizar a tensão e a densidade emocional. Eles evitam ornamentos visuais desnecessários, efeitos exagerados e sustos fáceis. Tudo é funcional, e cada elemento serve para aprofundar a experiência de sofrimento, obsessão e medo.

Essa clareza de propósito diferencia Faça Ela Voltar de filmes de terror que dependem de soluções visuais ou narrativas superficiais. Aqui, a violência e o desconforto são resultado lógico do trauma emocional, e não do desejo de chocar o público. A direção é firme e direta, criando uma experiência imersiva que exige atenção total e emocionalmente exaustiva.

Tensão constante

O roteiro do filme é construído de forma a manter a tensão elevada do início ao fim. Não há alívio dramático artificial; cada momento de calma funciona apenas como preparação para novas camadas de desespero. O filme estrutura o suspense de maneira gradual, mas incessante, garantindo que o espectador nunca se desligue da narrativa.

Essa abordagem cria uma experiência imersiva, quase claustrofóbica, que reflete a natureza do luto e da obsessão. O público não é apenas testemunha: ele é cúmplice do sofrimento, incapaz de se afastar ou desligar-se. O ritmo e a intensidade emocional são constantes, e o impacto psicológico não se dissipa facilmente.

Simbolismo e crítica social

Além do terror psicológico, o filme é carregado de simbolismo e crítica social. Ele aborda negligência, abandono, estruturas familiares disfuncionais e incapacidades institucionais de forma crua e direta. O trauma individual se conecta com questões sociais mais amplas: crianças e adultos que crescem sem apoio, famílias que falham em proteger, indivíduos que se perdem na própria dor.

O filme sugere que o horror não é apenas pessoal, mas coletivo. As falhas de cuidado, empatia e justiça moldam as trajetórias dos personagens, tornando cada ato de desespero parte de um panorama maior de sofrimento humano. É uma reflexão desconfortável, mas essencial, que amplia o alcance do terror além do pessoal e psicológico.

O luto não tem redenção

Um dos aspectos mais impactantes de Faça Ela Voltar é a rejeição da ideia de redenção ou cura emocional simplificada. O luto é corrosivo, a obsessão é autodestrutiva e a dor não se resolve magicamente. O filme não oferece alívio moral, soluções fáceis ou reconciliações artificiais. O público é confrontado com a realidade crua de que a dor pode consumir totalmente e transformar o amor em violência.

Essa escolha narrativa eleva o filme acima do terror convencional. Ele não apenas provoca medo; ele exige introspecção e coragem emocional. Cada decisão da personagem central, cada consequência de suas ações, é uma demonstração de como a dor pode dominar e deformar a vida humana.

Um filme obrigatório

Faça Ela Voltar é um dos filmes mais impactantes do gênero nos últimos anos. Ele combina roteiro preciso, direção controlada, atuação memorável e profundidade emocional para criar uma experiência que não se esquece facilmente. É perturbador, intenso e implacável. Ele não oferece consolo, mas oferece uma compreensão crua e poderosa do que significa perder, amar e ser consumido pela dor.

Para qualquer pessoa que aprecie terror psicológico de qualidade, Faça Ela Voltar é obrigatório. Não apenas cumpre suas promessas: redefine o que significa sentir medo, empatia e horror ao mesmo tempo. É uma experiência cinematográfica completa, que rasga, incomoda e permanece ecoando muito tempo depois que os créditos terminam.

Vingadores: Doutor Destino | Novo teaser une Wakanda, Quarteto Fantástico e prepara o terreno para o maior confronto do MCU

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A Marvel divulgou o quarto teaser trailer de Vingadores: Doutor Destino e, com ele, deixou claro que o próximo capítulo do Universo Cinematográfico Marvel será construído em uma escala maior, mais densa e emocional. Depois de prévias que destacaram personagens específicos como Steve Rogers, Thor e os mutantes, o novo material aposta na força do encontro entre mundos diferentes, conectando Wakanda, Talocan e o recém-apresentado Quarteto Fantástico em uma mesma narrativa. O resultado é uma prévia carregada de simbolismo, que aponta para um evento capaz de redefinir o equilíbrio de poder no MCU.

O teaser se inicia de forma contemplativa, quase silenciosa. Shuri surge caminhando sozinha por um deserto, um contraste visual forte com a exuberância tecnológica de Wakanda. Em sua fala, a personagem revela ter perdido tudo e todos que amava, reforçando o peso emocional acumulado desde a morte de T’Challa e os conflitos recentes enfrentados por sua nação. A escolha do cenário árido não parece casual: ela transmite a ideia de um mundo em colapso, esvaziado de esperança, à espera de uma nova reconstrução.

Na sequência, a prévia surpreende ao mostrar Talocan em uma situação igualmente alarmante. Namor e seu povo aparecem fora da água, em um ambiente seco, o que sugere uma ameaça capaz de atingir até mesmo reinos tradicionalmente protegidos pela natureza. A imagem reforça que o conflito em Vingadores: Doutor Destino não se limita a fronteiras políticas ou territoriais, mas ameaça a própria ordem natural do planeta. Wakanda e Talocan, duas potências que já se enfrentaram no passado, agora parecem divididas pela mesma sensação de perda e vulnerabilidade.

O foco retorna a Wakanda, que surge em um momento de transição. Shuri não ocupa mais o centro do poder sozinha. Ao seu lado está M’Baku, que se apresenta oficialmente como o novo Rei de Wakanda. A presença do líder da tribo Jabari simboliza uma mudança importante na condução da nação, indicando um caminho mais coletivo e menos centralizado. Essa nova configuração política será essencial para os desafios que estão por vir, especialmente diante de uma ameaça que exige alianças além das fronteiras tradicionais.

É nesse contexto que acontece um dos momentos mais marcantes do teaser. M’Baku se encontra com Ben Grimm, o Coisa, interpretado por Ebon Moss-Bachrach, na versão apresentada em Quarteto Fantástico: Primeiros Passos. O aperto de mãos entre os dois não é apenas um gesto de cordialidade, mas um símbolo poderoso da união entre universos que até então caminhavam separados. Wakanda, com sua herança ancestral e tecnologia avançada, cruza caminho com o Quarteto Fantástico, representantes da exploração científica e do espírito aventureiro. O teaser se encerra sugerindo que essa parceria será fundamental no enfrentamento da ameaça central do filme.

Curiosamente, o personagem que dá nome ao longa não aparece diretamente no teaser. Ainda assim, sua presença é sentida em cada cena, como uma sombra que se projeta sobre todos os reinos apresentados. Doutor Destino é um vilão cuja força não está apenas em suas habilidades, mas em sua história, sua visão de mundo e sua capacidade de manipular situações a seu favor. Sua ascensão promete ser o eixo em torno do qual todo o conflito irá girar.

Victor von Doom teve uma infância marcada por tragédias que moldaram sua personalidade. Nascido na Latvéria, ele perdeu a mãe ainda muito jovem após uma tentativa desesperada de obter poder místico para proteger seu povo da perseguição governamental. Pouco tempo depois, seu pai também morreu, deixando Victor órfão e consumido por um profundo sentimento de injustiça. Desde cedo, ele desenvolveu a convicção de que o mundo era cruel demais para ser deixado nas mãos de pessoas comuns.

Dotado de uma inteligência extraordinária, Victor se destacou tanto no campo científico quanto no estudo do ocultismo. Essa combinação rara o levou a conquistar uma bolsa de estudos em uma universidade nos Estados Unidos, onde conheceu Reed Richards e Ben Grimm. A relação com Reed, em especial, foi marcada por rivalidade e ressentimento. Victor não suportava a ideia de dividir reconhecimento e passou a enxergar Richards como uma ameaça direta à sua superioridade intelectual.

Essa obsessão o levou a conduzir experimentos cada vez mais perigosos. Ao tentar criar um dispositivo capaz de acessar outras dimensões, Victor ignorou alertas sobre falhas no projeto. O experimento saiu do controle, resultando em uma explosão que deixou cicatrizes em seu rosto e destruiu sua reputação acadêmica. Expulso da universidade, ele atribuiu a culpa a Reed Richards, alimentando um ódio que se tornaria um dos pilares de sua identidade como Doutor Destino.

Após vagar pelo mundo em busca de respostas, Victor encontrou um grupo de monges que o ajudaram a canalizar seu conhecimento científico e místico na criação de uma armadura. Mais do que proteção, a armadura se tornou uma extensão de sua própria vontade, símbolo de poder e autoridade. De volta à Latvéria, ele derrubou o governo vigente e se proclamou soberano, instaurando um regime rígido, porém eficiente, que transformou o país em uma potência temida.

O que torna Doutor Destino um antagonista tão fascinante é sua complexidade moral. Ele não se vê como um vilão, mas como alguém disposto a fazer o que for necessário para impor ordem ao mundo. Em diferentes momentos, já se aliou a heróis quando isso serviu aos seus interesses, apenas para traí-los quando a oportunidade surgiu. Sua visão de mundo é guiada pela crença de que apenas uma mente verdadeiramente superior pode conduzir a humanidade ao futuro.

Crítica – O Bebê de Rosemary é um terror psicológico que assombra pelas entrelinhas

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O Bebê de Rosemary (1968), dirigido por Roman Polanski, permanece como um dos pilares do horror psicológico justamente por evitar caminhos fáceis. Em vez de apostar em sustos calculados ou no grotesco explícito, o filme constrói seu terror na sugestão – e na manipulação silenciosa do olhar do espectador. Cada cena funciona como um convite à dúvida, à suspeita e ao desconforto. E, à medida que a paranoia de Rosemary cresce, também cresce a nossa, até que o próprio conceito de realidade se torna instável.

A narrativa acompanha Rosemary Woodhouse, jovem recém-instalada com o marido em um edifício antigo de Nova York, impregnado de histórias sinistras e vizinhos invasivos. Quando engravida, o que deveria ser um período de alegria se transforma em um mergulho angustiante. Entre dores inexplicáveis, sonhos que beiram o ritualístico e um controle crescente exercido por aqueles ao redor, Rosemary começa a acreditar que é vítima de uma conspiração. Mas Polanski trabalha deliberadamente a incerteza: tudo pode ser verdade, e nada pode ser verdade.

Esse jogo entre percepção e delírio é sustentado com rigor formal. O apartamento torna-se uma espécie de cárcere sofisticado — ambientes estreitos, portas que nunca se fecham completamente, corredores que parecem absorver o silêncio. A câmera de Polanski explora limitações espaciais de forma opressiva, enquadrando Rosemary frequentemente em posições de fragilidade. O design de som — passos abafados, diálogos cochichados, ruídos domésticos que ganham contornos ameaçadores — potencializa a atmosfera, fazendo com que o cotidiano se converta em palco de inquietação.

O ritmo, aparentemente lento, é calculado e cirúrgico. O horror se infiltra nas conversas triviais, nas visitas inconvenientes, em detalhes quase imperceptíveis. É um terror que não se anuncia, mas se instala. O que não vemos, o que não é explicado, pesa mais do que qualquer imagem explícita poderia transmitir. Polanski entende que o medo nasce daquilo que nos escapa — e usa essa compreensão como ferramenta narrativa primordial.

No entanto, a força do filme não se limita ao suspense. O Bebê de Rosemary articula um comentário contundente sobre controle, violência simbólica e apropriação do corpo feminino. A fronteira entre o sobrenatural e o social se dilui: a opressão vivida por Rosemary, seja ela orquestrada por uma seita satânica ou pelo paternalismo que a cerca, evidencia uma violência estrutural que permanece desconfortavelmente atual. A gravidez se transforma em metáfora para a perda de autonomia — uma mulher cujo corpo é decidido, manipulado e invadido por forças externas, sejam elas humanas ou demoníacas.

Mais de meio século após sua estreia, a obra ainda provoca, inquieta e inspira debates. Seu poder não está em respostas — que Polanski deliberadamente recusa —, mas nas perguntas que lança e nas sensações que desperta. O Bebê de Rosemary continua a ser uma obra-prima justamente porque compreende que o terror mais profundo não reside no que é mostrado, mas no que permanece na penumbra, à espera de ser completado pela imaginação de quem assiste.

Jhaleil Swaby é escalado como Panache Barker no novo filme Jogos Vorazes: Amanhecer

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A contagem regressiva para o próximo capítulo da saga Jogos Vorazes acaba de ganhar um novo elemento de tensão. O ator Jhaleil Swaby foi confirmado no elenco de Jogos Vorazes: Amanhecer como Panache Barker, tributo do Distrito 1 na 50ª edição dos jogos, também conhecida como o temido Massacre Quaternário — edição em que o dobro de jovens é enviado à arena. A informação foi publicada pelo site Deadline e rapidamente movimentou as redes sociais entre fãs atentos e curiosos.

Um novo rosto para um papel com peso

Ainda pouco conhecido do grande público, Swaby é um rosto em ascensão que já acumula participações pontuais em produções como Supergirl, Shazam! e o musical Zombies, da Disney. Sua trajetória até aqui pode ser discreta, mas o novo papel tem potencial para redefinir sua carreira e inseri-lo definitivamente no radar de Hollywood.

Panache Barker, seu personagem, vem do glamouroso e competitivo Distrito 1, conhecido por enviar tributos treinados desde a infância. O nome “Panache” já carrega uma dose de teatralidade — e isso pode indicar um tributo carismático, talvez arrogante, mas certamente estratégico.

Retorno ao passado e feridas abertas

Jogos Vorazes: Amanhecer será ambientado vinte e quatro anos antes dos eventos com Katniss Everdeen, focando no Massacre Quaternário — uma edição especial dos jogos em que 48 tributos são forçados a lutar até a morte, em vez dos 24 habituais.

É nesse cenário brutal que o público será reintroduzido a um jovem Haymitch Abernathy, ainda muito antes de se tornar o mentor cínico e amargurado que conhecemos. Segundo a sinopse inicial, Haymitch está dividido entre a luta por sobrevivência e um sentimento que insiste em florescer: o amor por uma garota de seu distrito.

“Tudo com o que ele se importa é passar o dia e estar com a garota que ama”, diz o texto oficial. Em um universo onde o afeto é constantemente sufocado pela violência, essa dimensão íntima promete humanizar o horror da arena — e nos lembrar que até no caos existe espaço para laços profundos.

Bastidores, direção e expectativas

A direção continua nas mãos de Francis Lawrence, que comandou todos os filmes da franquia — exceto o primeiro — e já demonstrou domínio absoluto do universo visual e emocional criado por Suzanne Collins. O roteiro será assinado por Billy Ray, que retorna ao projeto após colaborar em Em Chamas e A Esperança.

As filmagens começam em julho de 2025, mas a produção ainda mantém a data de estreia em sigilo. O mistério, claro, só aumenta o burburinho e faz crescer as expectativas sobre a abordagem desse capítulo que mistura tragédia e origem.

Muito além da arena

Mais do que um novo espetáculo de ação, o filme deve explorar os bastidores políticos de Panem e a transformação silenciosa de seus personagens centrais. A juventude de Haymitch, o peso do trauma coletivo, a opressão da Capital e os rostos que emergem da multidão para se tornar lenda — tudo isso se entrelaça no enredo de Amanhecer.

A escolha de atores como Jhaleil Swaby reforça uma tendência de renovação na franquia, apostando em talentos ainda não cristalizados pela fama, mas capazes de oferecer novas camadas de interpretação. Em um universo em que cada olhar pode ser um desafio e cada palavra pode custar a vida, carisma e intensidade contam mais do que currículo extenso.

O que esperar do futuro?

Com a confirmação do elenco em andamento e a trama centrada em uma das edições mais simbólicas dos jogos, Jogos Vorazes: Amanhecer promete entregar mais do que entretenimento. A nova produção tem tudo para aprofundar os dilemas morais e humanos que sempre estiveram no cerne da franquia — dessa vez com novos rostos, novas feridas e talvez novos heróis.

Enquanto os fãs especulam teorias e aguardam ansiosamente qualquer imagem oficial, uma certeza se firma: Panem ainda tem muito a contar.

Saiba qual filme vai passar na Temperatura Máxima deste domingo, 11 de janeiro, na TV Globo

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A Temperatura Máxima deste domingo, 11 de janeiro de 2026, leva ao público da TV Globo uma história que ultrapassa o entretenimento e se transforma em inspiração. O filme “Gran Turismo: De Jogador a Corredor” chega à programação trazendo uma narrativa envolvente sobre sonhos improváveis, disciplina e a coragem de transformar talento virtual em realidade concreta.

Dirigido por Neill Blomkamp, conhecido por sua habilidade em unir espetáculo visual e emoção humana, o longa é baseado em uma história real que surpreendeu o mundo do automobilismo. A trama acompanha Jann Mardenborough, um jovem comum que passa horas jogando Gran Turismo, uma das franquias de videogame mais populares do planeta. Para muitos, o jogo é apenas diversão; para Jann, é o primeiro passo rumo a um futuro que parecia inalcançável.

A virada acontece quando ele é selecionado para participar da GT Academy, um programa criado pela Nissan que desafia jogadores profissionais a competirem por uma vaga como piloto real. O desafio, no entanto, vai muito além do controle e da tela. Jann precisa provar que suas habilidades digitais podem sobreviver à pressão, à velocidade e ao risco das pistas de verdade.

Interpretado por Archie Madekwe, o protagonista ganha camadas de humanidade ao longo do filme. Jann não é retratado como um herói instantâneo, mas como um jovem inseguro, determinado e frequentemente subestimado. Seu maior obstáculo não são apenas os adversários ou o cronômetro, mas a desconfiança de um mundo que ainda vê os videogames como algo distante da realidade profissional.

Ao seu lado, David Harbour interpreta Jack Salter, um ex-piloto endurecido pela vida, responsável por transformar jogadores em atletas de alto rendimento. A relação entre mentor e aprendiz é um dos pontos fortes do filme, marcada por conflitos, cobranças e, aos poucos, respeito mútuo. Já Orlando Bloom surge como o executivo visionário que acredita no projeto e precisa lutar contra a resistência da indústria tradicional do automobilismo.

“Gran Turismo” se destaca por equilibrar bem o drama humano com cenas de ação eletrizantes. As sequências de corrida são intensas, realistas e imersivas, resultado de filmagens realizadas em circuitos renomados da Europa, como Spa-Francorchamps. A câmera acompanha de perto cada curva, cada ultrapassagem e cada erro, fazendo o espectador sentir o impacto físico e emocional das competições.

Mais do que um filme sobre carros e velocidade, a produção aborda temas atuais, como a quebra de preconceitos, o choque entre gerações e a valorização de novas formas de talento. Ao mostrar que um gamer pode se tornar um piloto profissional, o longa questiona ideias ultrapassadas sobre sucesso e competência, aproximando o público jovem e também aqueles que ainda veem o universo dos jogos com desconfiança.

Outro ponto de destaque é o cuidado técnico da produção. A trilha sonora ajuda a construir tensão nos momentos decisivos, enquanto a fotografia reforça o contraste entre o mundo virtual, onde tudo parece controlável, e as pistas reais, onde qualquer erro pode ser fatal. Essa dualidade acompanha o protagonista do início ao fim, reforçando o peso das escolhas que ele precisa fazer.

Lançado originalmente em 2023, o filme teve sua estreia mundial em um circuito de corrida, o que reforça sua ligação direta com o automobilismo. Desde então, conquistou o público por sua proposta acessível, emocionante e inspiradora, especialmente entre fãs de esportes, games e histórias baseadas em fatos reais.

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