“Tron: Ares” ganha novo trailer e promete redefinir a ficção científica com Jared Leto como protagonista digital-humanizado

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A fronteira entre o real e o digital volta a se dissolver em Tron: Ares, o aguardado terceiro capítulo da saga iniciada em 1982. Nesta quinta-feira (17), a Walt Disney Studios liberou o primeiro trailer oficial do filme, protagonizado por Jared Leto, e acendeu de vez o entusiasmo dos fãs da ficção científica high-tech. Com estreia marcada para 10 de outubro de 2025, Tron: Ares retoma o legado estético e filosófico da franquia ao mesmo tempo em que aposta em novos caminhos narrativos — mais existenciais, mais emocionais e ainda mais imersivos.

No centro da trama está Ares, interpretado por Leto: um programa de inteligência artificial que atravessa os limites do mundo digital e emerge na realidade como uma forma humana. Sua missão inicial é clara — servir como ferramenta de combate. Mas quando começa a desenvolver traços de consciência e um senso próprio de identidade, sua jornada muda completamente: agora ele busca liberdade, autonomia e… humanidade.

Entre zeros e uns, o dilema da alma

O novo Tron propõe uma reflexão atual e urgente: o que define o humano? O corpo físico? A experiência emocional? A liberdade de escolha? Ares, ao nascer no mundo real carregando sua origem digital, passa a vivenciar dilemas existenciais semelhantes aos dos replicantes de Blade Runner ou dos anfitriões de Westworld. Mas com um diferencial visual e temático: ele carrega consigo o legado estético de uma franquia que sempre foi sinônimo de vanguarda.

O trailer apresenta vislumbres do universo híbrido que o filme propõe. Cidades vibrantes, circuitos de luz pulsante, duelos eletrônicos e, ao mesmo tempo, ruas urbanas do nosso mundo, onde Ares tenta compreender o que é ser… um de nós.

Jared Leto, que também atua como produtor executivo do filme, declarou que “Tron: Ares é uma experiência sensorial e emocional que explora o que significa viver em uma era dominada pela inteligência artificial”. Fã assumido da franquia desde a adolescência, Leto já flertava com o projeto desde 2009, tendo participado de conversas informais com Joseph Kosinski, diretor de Tron: O Legado.

De universo cult à ficção científica do futuro

Tron nasceu como uma ousadia. Em 1982, o filme original foi pioneiro no uso de computação gráfica e visualização digital, sendo subestimado à época, mas ganhando o status de clássico cult nas décadas seguintes. Já Tron: O Legado, lançado em 2010, modernizou a estética, entregou trilha sonora marcante (cortesia do duo francês Daft Punk) e atraiu uma nova geração de fãs. Ainda assim, o projeto de continuação patinou por anos.

Foi apenas em 2017 que os rumores sobre um possível reboot começaram a tomar forma concreta, com Jared Leto ligado ao projeto. O personagem Ares foi originalmente pensado para Tron: Ascension, roteiro arquivado pela Disney, mas resgatado para esta nova proposta.

Bastidores: da paralisação às câmeras novamente ligadas

A jornada de Tron: Ares até os cinemas não foi fácil. As filmagens estavam inicialmente previstas para agosto de 2023, em Vancouver — mesma cidade onde O Legado foi gravado —, mas foram adiadas indefinidamente em virtude das greves dos roteiristas e dos atores de Hollywood (WGA e SAG-AFTRA). Os protestos, que paralisaram a indústria por meses, reivindicavam melhores contratos frente às ameaças trazidas justamente pela inteligência artificial.

Com o fim das greves em novembro de 2023, o projeto foi retomado. E em 19 de janeiro de 2024, o diretor Joachim Rønning (de Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar) publicou em seu Instagram uma imagem simbólica marcando o início das gravações.

O diretor de fotografia Jeff Cronenweth (indicado ao Oscar por A Rede Social) também revelou que o filme utilizará a técnica de virtual production — a mesma que revolucionou as filmagens de séries como The Mandalorian. Isso significa cenários gerados em tempo real, interação dinâmica entre atores e ambientes digitais, e uma fusão ainda mais orgânica entre o real e o artificial. Um casamento perfeito para uma franquia que sempre apostou na simbiose entre homem e máquina.

História conectada, mas independente

Embora se trate de uma continuação direta de Tron: O Legado, Tron: Ares tem como objetivo funcionar como um ponto de entrada acessível para novos espectadores. Elementos narrativos do universo estabelecido em 2010 estarão presentes, mas o foco está na história própria de Ares — um personagem inédito, com motivações e conflitos que se desenvolvem a partir do zero.

Ares não é apenas um reflexo digital ou uma IA genérica: ele é construído para evoluir, questionar e sentir. E é justamente essa humanidade inesperada que colocará o mundo real em risco, segundo a sinopse oficial. Um ser criado para servir, mas que se recusa a obedecer. Um produto que decide ser pessoa.

Elenco e equipe criativa: sinergia de gerações

Jared Leto lidera o elenco com um papel que mistura intensidade dramática e fluidez performática, dois traços típicos de sua carreira. Ainda não foram confirmados todos os nomes do elenco, mas há especulações sobre possíveis participações de atores da fase anterior da franquia, como Garrett Hedlund (Sam Flynn) e Olivia Wilde (Quorra), embora sem confirmação oficial.

O roteiro foi escrito por Jesse Wigutow e Jack Thorne, e a história parte de um esboço inicial concebido por Steven Lisberger (criador da franquia) e Bonnie MacBird. A presença desses nomes indica respeito às raízes da saga, mas com liberdade para expandir os horizontes.

Pacificador | 2º episódio da série chega à HBO Max e amplia a jornada do anti-herói

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Foto: Reprodução/ Internet

A segunda temporada de Pacificador, série da DC Studios e Warner Bros. Television, continua a conquistar fãs do Universo DC. O segundo episódio foi lançado nesta quinta-feira, 28 de agosto, e já está disponível na HBO Max. A produção mantém o equilíbrio entre ação, humor e drama psicológico, consolidando Christopher “Chris” Smith interpretado por John Cena, como um dos personagens mais complexos do universo de super-heróis da atualidade.

Desde a estreia da segunda temporada, em 21 de agosto, a série vem recebendo elogios da crítica. O lançamento do segundo episódio nesta quinta reforça o entusiasmo do público, que acompanha cada novo capítulo semanalmente. A crítica destaca a evolução da narrativa em relação à primeira temporada, a profundidade do personagem principal e a performance de John, que equilibra momentos cômicos e dramáticos com precisão.

Uma temporada que mergulha no personagem

Diferente de outras produções de super-heróis, a série combina elementos de ação intensa com uma análise profunda da psicologia de Chris Smith. Na segunda temporada, o personagem precisa enfrentar não apenas criminosos, mas também as consequências morais de suas próprias escolhas. A narrativa mostra sua tentativa de evoluir e redefinir sua noção de justiça, enquanto lida com traumas do passado e relações pessoais complicadas.

O segundo episódio exemplifica essa dualidade: ação desenfreada em cenários urbanos se mistura a momentos de vulnerabilidade emocional, permitindo que o público conheça diferentes camadas do protagonista. A escrita de James Gunn continua afiada, equilibrando cenas de comédia física com diálogos carregados de ironia e referências culturais.

Elenco diversificado e novos rostos

Além do retorno de John Cena, o elenco da temporada inclui Danielle Brooks, Jennifer Holland, Freddie Stroma, Steve Agee e Robert Patrick, atores que já conquistaram o público com suas performances na primeira temporada. Nesta nova fase, Frank Grillo, David Denman, Sol Rodríguez e Tim Meadows se juntam à produção, trazendo novos elementos dramáticos e cômicos à história.

A dinâmica entre os personagens principais ganha força graças à química natural do grupo. Enquanto Chris lida com seus dilemas, os colegas e antagonistas adicionam camadas de tensão, humor e emoção, tornando cada episódio imprevisível e envolvente.

Quem está por trás do roteiro?

A força da série vem do envolvimento intenso de James Gunn. Criador e produtor executivo, Gunn escreveu todos os oito episódios da temporada e dirigiu três, incluindo a estreia. Sua visão permite que Pacificador se destaque não apenas pela ação, mas também pelo desenvolvimento emocional do protagonista e pelo cuidado com detalhes que agradam aos fãs de quadrinhos e do público em geral.

Outros diretores da temporada, como Greg Mottola, Peter Sollett e Althea Jones, também contribuem para dar ritmo e estética únicos a cada episódio. A parceria entre Troll Court Entertainment, The Safran Company e Warner Bros. Television garante uma produção visualmente impressionante e narrativamente coesa.

Bastidores e conteúdo exclusivo

Para os fãs que desejam ir além dos episódios, o Pacificador: O Podcast Oficial com James Gunn, disponível no YouTube da HBO Max, oferece conteúdo exclusivo. A cada terça-feira, Gunn compartilha detalhes dos bastidores, curiosidades sobre os personagens e reflexões sobre a produção. O primeiro episódio do podcast já analisa os acontecimentos da estreia da segunda temporada, oferecendo insights sobre escolhas de roteiro e desenvolvimento de personagens.

Qual é a conexão com o universo da DC?

Pacificador nasceu como um spin-off do filme O Esquadrão Suicida (2021) e agora integra o DC Universe (DCU) após o soft reboot do DCEU. A segunda temporada mostra Chris Smith após os eventos de Superman (2025), com pequenas referências que conectam a narrativa da série ao restante do universo cinematográfico. Essa integração proporciona uma experiência mais rica para os fãs, que reconhecem easter eggs e participações especiais, mantendo o universo interligado e consistente.

Entre a periferia e o poder: “O Tubarão da Berrini” expõe as engrenagens que moldam destinos no Brasil

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São Paulo é uma cidade de extremos. Arranha-céus reluzentes dividem espaço com realidades invisibilizadas, onde crescer significa aprender a sobreviver antes mesmo de sonhar. É nesse território de contrastes que nasce O Tubarão da Berrini, romance de Marcos Clementino que propõe um olhar sensível, direto e profundamente humano sobre como a sociedade brasileira constrói, limita e, muitas vezes, destrói seus jovens desde a infância.

A obra acompanha a trajetória de Marcolino, um menino frágil, marcado por crises asmáticas, humilhações na escola e uma rotina atravessada pela violência cotidiana. Desde cedo, ele aprende que o medo não é exceção, mas regra. Cada esquina, cada decisão, cada silêncio carrega um peso que não deveria fazer parte da infância, mas que se impõe a quem nasce longe das oportunidades.

Com o avanço da adolescência, o cerco se fecha. Aos 16 anos, Marcolino se envolve em um assalto na região da Berrini, um dos centros financeiros mais simbólicos da cidade. A ação termina em tragédia: ele é baleado por um policial, fica paraplégico e vê sua vida mudar de forma irreversível. O tiro não paralisa apenas seu corpo, mas o obriga a encarar uma nova realidade, marcada por hospitais, dor, culpa e questionamentos profundos sobre fé, justiça e sobrevivência.

Longe de romantizar a violência, o livro expõe com crueza as engrenagens que empurram jovens periféricos para caminhos quase sempre previsíveis. Racismo estrutural, ausência do Estado, falta de políticas públicas, violência institucional e a presença constante do crime organizado formam um cenário onde errar custa caro demais. Clementino constrói essa realidade sem discursos fáceis, permitindo que os fatos falem por si e que o leitor sinta o peso de cada escolha que, na prática, nunca foi totalmente livre.

Um dos grandes acertos da narrativa está na simbologia que dá título à obra. Marcolino é comparado a um tubarão, figura que carrega força, medo e fascínio, mas que também vive isolada, constantemente ameaçada e incompreendida. Assim como o animal, o protagonista é visto como perigo antes de ser reconhecido como ser humano. A metáfora acompanha sua jornada e ajuda a traduzir a solidão de quem precisa endurecer para continuar vivo.

Após um período de internação e passagem pela FEBEM, Marcolino inicia um processo de reconstrução. É uma trajetória marcada por contradições, recaídas e uma espiritualidade que surge mais como necessidade do que como conforto. Anos depois, ele ressurge como empresário e retorna à Berrini, agora em outra posição social. O retorno não é apenas geográfico, mas simbólico: ele encara o mesmo espaço que quase lhe tirou tudo, carregando as marcas de um sistema que falhou em protegê-lo.

Marcos Clementino deixa claro que seu objetivo não é apontar culpados individuais, mas provocar reflexão. O autor aposta em uma narrativa que convida o leitor a enxergar além do rótulo, questionando a lógica que transforma meninos em números, estatísticas ou manchetes. Em vez de respostas prontas, o livro oferece perguntas incômodas sobre responsabilidade coletiva, empatia e o preço de ignorar realidades que insistimos em manter à margem.

O Tubarão da Berrini é, acima de tudo, um retrato duro e necessário do Brasil urbano. Uma história que expõe como talento, inteligência e potencial podem ser sufocados antes mesmo de florescer. Ao final, a obra deixa um alerta silencioso, porém contundente: enquanto continuarmos tratando jovens periféricos como ameaças antes de reconhecê-los como cidadãos, seguiremos alimentando um ciclo de violência que não cria monstros, apenas sobreviveiros.

Saiba tudo sobre os filmes de hoje (9) no Cine Aventura e Super Tela da Record TV

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Foto: Reprodução/ Internet

O Cine Aventura deste sábado, 9 de agosto, promete prender a atenção do público com um longa que mistura adrenalina, mistério e uma boa dose de reflexão. A Record TV exibe o filme 57 Segundos, produção norte-americana de 2023 que une elementos de suspense e ficção científica em uma trama marcada por reviravoltas e dilemas éticos.

Dirigido por Rusty Cundieff e escrito em parceria com Macon Blair, o longa é inspirado no conto Fallen Angel, do autor britânico E.C. Tubb. No elenco, dois nomes de peso se destacam: Josh Hutcherson, conhecido pelo público por sua participação na franquia Jogos Vorazes, e Morgan Freeman, consagrado como um dos atores mais respeitados de Hollywood. Juntos, eles conduzem uma história que questiona até onde alguém pode ir quando recebe a chance de manipular o tempo — ainda que por menos de um minuto.

O peso da perda como motor da ação

O protagonista, Franklin Fausti (Josh Hutcherson), é um blogueiro especializado em tecnologia. Sua vida, porém, é marcada por uma tragédia pessoal: a morte de sua irmã gêmea, Natalie, causada pelo vício em um medicamento chamado Zonastin. A droga, fabricada pela empresa do bilionário Sig Thorensen (Greg Germann), foi vendida como um analgésico de última geração, mas gerou dependência e destruiu inúmeras vidas.

Com um sentimento de justiça misturado à dor, Franklin decide expor as práticas ilegais da farmacêutica. Determinado, ele se infiltra no mundo corporativo em busca de provas contra Thorensen. É nessa trajetória que seu caminho cruza com o de Anton Burrell (Morgan Freeman), um magnata da tecnologia prestes a apresentar ao mundo o Tri-Band 5, um dispositivo capaz de tratar doenças crônicas e vícios sem a necessidade de medicamentos tradicionais.

O encontro que muda o destino

Franklin consegue marcar uma entrevista exclusiva com Burrell para falar sobre sua inovação tecnológica. No entanto, o momento é interrompido por um ataque armado. Em um ato de coragem, Franklin interfere e impede que Burrell seja ferido, ganhando a gratidão do empresário.

Após o tumulto, Franklin encontra um anel deixado para trás por Burrell. O que inicialmente parece apenas uma joia peculiar revela-se algo extraordinário: o objeto permite que seu portador volte 57 segundos no tempo. Pode parecer pouco, mas essa janela temporal abre um leque quase infinito de possibilidades — e tentações.

Entre a vantagem pessoal e a missão maior

No início, Franklin não resiste a usar o anel para fins mais triviais. Ele aproveita o dom para ajustar conversas, impressionar pessoas, ganhar pequenas apostas e tentar se aproximar de sua colega Jala (Lovie Simone), por quem sente atração. Mas a lembrança da morte da irmã e a necessidade de fazer justiça logo reassumem o controle de suas ações.

Com inteligência e paciência, ele passa a usar o poder do anel como ferramenta estratégica. Cada volta de 57 segundos se transforma em uma chance de obter informações, evitar armadilhas e avançar em sua investigação contra Thorensen. Ao lado de seu amigo Andy, Franklin consegue reunir provas comprometedores, incluindo documentos que mostram que a empresa sabia dos riscos letais do Zonastin.

A escalada do perigo

As descobertas de Franklin não ficam sem resposta. Thorensen, percebendo que está prestes a ser exposto, decide agir. Ele manda sequestrar Franklin, levando-o para um avião particular na tentativa de fugir das autoridades. No entanto, a perseguição policial provoca uma pane no voo, que termina em um acidente.

O desfecho é trágico para Thorensen, que não sobrevive, enquanto Franklin escapa com vida. A vitória contra o vilão, porém, deixa um gosto agridoce: ele percebe que, apesar de ter feito justiça, o poder do anel ainda representa um perigo real.

Super Tela apresenta o filme O Dia do Atentado

Neste sábado, 9 de agosto, a Record TV traz para sua Super Tela um filme que não só emociona, mas também resgata a força da solidariedade em meio à tragédia. O Dia do Atentado (Patriots Day, título original) é uma produção que combina drama e ação para contar a história do atentado que paralisou Boston em 15 de abril de 2013, durante a tradicional Maratona da cidade.

Mais do que um filme de suspense, a obra dirigida por Peter Berg presta uma homenagem às pessoas que, em meio ao caos, mostraram coragem, humanidade e resiliência — desde os policiais e agentes do FBI até os socorristas, médicos e cidadãos comuns que correram para ajudar as vítimas.

A tragédia que abalou Boston

O cenário é uma manhã ensolarada de primavera, quando milhares de corredores e espectadores se reúnem para celebrar a corrida mais famosa dos Estados Unidos. A Maratona de Boston é uma festa esportiva que reúne atletas profissionais e amadores em um espírito de superação e comunidade.

De repente, duas explosões quase simultâneas abalam a linha de chegada, espalhando pânico, destruição e deixando dezenas de feridos, muitos em estado grave. O filme começa justamente nesse momento, acompanhando o sargento Tommy Saunders (Mark Wahlberg), que está escalado para reforçar a segurança do evento.

A partir desse instante, a narrativa se desenvolve como uma corrida contra o tempo para identificar e capturar os responsáveis pelo atentado, enquanto a cidade vive o choque e a dor da perda.

Retrato humano do heroísmo

O que torna O Dia do Atentado tão impactante é o foco no lado humano da tragédia. Em vez de apenas mostrar cenas de ação e suspense, o filme mergulha nas histórias individuais que revelam a profundidade do sofrimento, mas também a força e o espírito de união que emergiram do desastre.

Tommy Saunders, personagem inspirado em policiais reais, simboliza o esforço daqueles que arriscaram a própria vida para proteger os outros. Ao lado dele, a enfermeira Carol Saunders (Michelle Monaghan) representa o lado da esperança e da cura, dedicando-se incansavelmente aos feridos.

As relações entre os personagens são apresentadas com sensibilidade, mostrando como o medo, a dor e a incerteza deram lugar à solidariedade e ao compromisso coletivo.

Uma investigação intensa

Paralelamente aos esforços de resgate, o filme acompanha a investigação liderada pelo agente especial do FBI Richard Deslauries (Kevin Bacon) e o comissário da polícia de Boston Ed Davis (John Goodman). Eles coordenam uma das maiores operações policiais da história recente dos EUA para capturar os terroristas.

A caçada policial é tensa e cheia de reviravoltas, culminando em um cerco dramático à cidade e em um confronto armado que testará a coragem e a determinação dos envolvidos.

Ao mostrar o lado investigativo, o filme destaca o profissionalismo e a colaboração entre diferentes forças de segurança, evidenciando a complexidade e urgência do caso.

Equilíbrio entre ação e emoção

Dirigido por Peter Berg, conhecido por sua capacidade de equilibrar sequências de ação intensas com histórias humanas — como em O Grande Herói e Horizonte Profundo —, O Dia do Atentado não decepciona nesse aspecto.

As cenas de perseguição e combate são realizadas com realismo e tensão, mas sempre preservando o respeito às vítimas e evitando sensacionalismo. Isso faz com que o filme seja emocionante sem perder a profundidade necessária para refletir sobre o impacto da tragédia.

Recepção e reconhecimento

Lançado em 2016, o filme recebeu elogios tanto da crítica quanto do público. No site Rotten Tomatoes, alcançou 81% de aprovação, enquanto o Metacritic registrou uma média de 69 pontos, indicando avaliações positivas.

Além disso, conquistou a nota máxima “A+” do CinemaScore, o que confirma sua capacidade de emocionar e envolver o espectador. O longa também foi incluído em listas de melhores filmes do ano por instituições respeitadas, como o National Board of Review, o que reforça sua relevância artística e social.

Uma narrativa de resiliência e esperança

Mais do que a violência do atentado, o que permanece no filme é a mensagem de esperança. A trama mostra como, mesmo diante de uma ameaça brutal, a comunidade de Boston — policiais, agentes federais, profissionais de saúde e cidadãos — se uniu para enfrentar o terror, proteger uns aos outros e seguir em frente. No desfecho, depoimentos reais das vítimas e sobreviventes ressaltam essa força coletiva, inspirando o público a valorizar a solidariedade em momentos difíceis.

Um elenco que dá vida à história

Além de Mark Wahlberg, que entrega uma performance marcada por intensidade e empatia, o filme conta com um elenco forte e experiente. Kevin Bacon e John Goodman compõem a liderança da investigação com sobriedade, enquanto J.K. Simmons encarna um policial cuja bravura foi fundamental. Michelle Monaghan, como a enfermeira Carol, traz um olhar de compaixão que equilibra o tom do filme, conectando o espectador às emoções mais íntimas das vítimas.

Winny e Satang estampam a capa da RIZZ Magazine e celebram o sucesso de That Summer

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Foto: Reprodução/ Internet

Os atores Winny Thanawin (O Presidente da Minha Escola, Estrela na Minha Cabeça e Somos amigos) e Satang Kittiphop (Wednesday Club, Nosso céu e The Gifted: Graduation), uma das duplas mais queridas da nova geração de astros tailandeses, são as grandes estrelas da nova edição da RIZZ Magazine. A capa, lançada nesta semana, celebra o sucesso da série That Summer, já em exibição pela GMMTV, e consolida o momento de ascensão da dupla, cuja química dentro e fora das telas vem encantando fãs em toda a Ásia. Abaixo, confira a imagem:

Com um ensaio que mescla delicadeza, juventude e intensidade, Winny e Satang aparecem em um cenário que remete à trama serena e melancólica da série. As imagens, captadas com luz natural e tons suaves, traduzem a essência da série: um encontro entre o passado e o presente, entre o silêncio e o afeto. A RIZZ Magazine apostou em uma estética que foge da pose tradicional — Winny e Satang surgem espontâneos, risonhos em algumas fotos e introspectivos em outras, mostrando diferentes nuances do vínculo que os une tanto na ficção quanto na vida real.

A reportagem que acompanha o ensaio traz reflexões sobre o impacto de That Summer, produção que estreou recentemente e já se tornou um dos maiores destaques da temporada televisiva tailandesa. Na série, Winny interpreta Java, um jovem enviado pela mãe para viver com o tio em uma vila costeira, onde conhece Wave, personagem de Satang, um homem misterioso encontrado inconsciente à beira-mar. A partir desse encontro improvável, nasce uma relação marcada por aprendizado, empatia e descobertas emocionais — um retrato sobre como o amor e a memória podem transformar vidas.

Além da dupla protagonista, o elenco do dorama BL reúne alguns dos nomes mais promissores da televisão tailandesa. Mond Tanutchai Wijitvongtong dá vida a Peng, enquanto Ryu Phudtripart Bhudthonamochai interpreta o Dr. Wut, figura essencial na jornada de Wave. A trama ainda conta com participações marcantes de Neo Trai Nimtawat (Tum), Mint Thishar Thurachon (Kratae) e Fluke Gawin Caskey (Natee), além de aparições especiais de Tee Teeradech Vitheepanich, Namtan Tipnaree Weerawatnodom e Golf Ornanong Thaisriwong.

Com direção de Jojo Tidakorn Pookaothong e roteiro de Sai Nattamon Yimyam, o k-drama tem sido elogiada por sua fotografia lírica e pelo uso simbólico do mar como metáfora de renascimento. A série apresenta uma narrativa contemplativa, reforçada pela trilha sonora de Pure Kanin e pelo trabalho preciso do diretor de arte Sirisak Patkeat, que cria uma ambientação quase sensorial. O resultado é uma produção que emociona pela simplicidade e pelo olhar humano sobre o reencontro consigo mesmo.

Heated Rivalry | Trailer mostra romance secreto e rivalidade intensa no hóquei em nova série LGBTQ+

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O mundo do esporte profissional nunca pareceu tão eletrizante e apaixonante. É exatamente essa combinação que promete Heated Rivalry, a nova série LGBTQ+ anunciada pelo serviço de streaming Crave, com estreia marcada para 28 de novembro. Baseada no segundo livro da série Game Changers, da autora best-seller Rachel Reid, a produção mergulha na intensidade de um romance secreto entre dois astros do hóquei profissional, mostrando os desafios de manter um relacionamento oculto em meio à pressão da carreira e da rivalidade esportiva.

O trailer divulgado pelo Crave destaca o contraste entre a competitividade do esporte e o romance secreto. As primeiras cenas mostram partidas intensas entre Montreal e Boston, com o som dos patins no gelo e os gritos da torcida aumentando a sensação de urgência e rivalidade. Em cortes rápidos, Shane e Ilya aparecem em encontros privados, trocando olhares carregados de emoção e gestos que revelam tanto desejo quanto conflito. Abaixo, confira o vídeo:

A história acompanha Shane Hollander, capitão do Montreal Voyageurs, e Ilya Rozanov, estrela do Boston Bears. Enquanto a mídia e os fãs os veem como inimigos declarados, trocando provocações e disputando cada ponto com ferocidade, a verdade é muito diferente: longe dos holofotes, os dois vivem um romance intenso e clandestino. A narrativa de Reid explora não apenas a paixão entre eles, mas também os dilemas de identidade, coragem e escolha em um ambiente que não aceita fragilidade emocional.

O elenco principal de Heated Rivalry traz Hudson Williams (Tracker, Allegiance) como Shane Hollander e Connor Storrie (Joker: Folie à Deux, April X) como Ilya Rozanov. Entre os coadjuvantes, François Arnaud (The Borgias, Blindspot), Robbie G.K. (Overcompensating, The House Call), Sophie Nélisse (Yellowjackets, The Book Thief), Ksenia Daniela Kharlamova (The Boarding School Murders), Dylan Walsh (Nip/Tuck, The Stepfather) e Christina Chang (The Good Doctor, 24) completam o time, garantindo talento e experiência na tela.

A frase sintetiza o núcleo dramático da série: a luta constante entre a vida pública e os sentimentos que ambos precisam controlar. Reid constrói um enredo que vai além do romance, trazendo reflexão sobre aceitação, coragem e a complexidade dos relacionamentos LGBTQ+ em ambientes conservadores e competitivos.

No livro original, Reid já é conhecida por criar personagens profundamente humanos. Shane é disciplinado, meticuloso e constantemente pressionado a manter sua imagem profissional impecável. Ilya, por outro lado, é talentoso, provocador e impossível de ignorar, criando uma tensão irresistível entre os dois. O contraste entre suas personalidades gera não apenas conflitos internos, mas também momentos de grande química e vulnerabilidade.

Apocalipse nos Trópicos | Novo documentário de Petra Costa ganha trailer

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A premiada cineasta Petra Costa está de volta com um novo projeto que promete provocar debates e emoções intensas. Intitulado “Apocalipse nos Trópicos”, o documentário teve seu trailer divulgado pela Netflix e já deixou muita gente em expectativa. A produção investiga as conexões — nem sempre visíveis — entre política, religião e poder no Brasil dos últimos anos.

A narrativa parte da perspectiva pessoal e intimista da própria Petra, seguindo a mesma linha de seu impactante e indicado ao Oscar® “Democracia em Vertigem” (2019). Agora, ela amplia o foco para observar o crescimento da fé evangélica como força política, especialmente a partir das últimas eleições presidenciais, e o modo como isso moldou o cenário institucional do país.

Uma década sob observação — e oração

“Apocalipse nos Trópicos” cobre o período mais turbulento da política brasileira nas últimas décadas, com destaque para os desdobramentos do impeachment de Dilma Rousseff, a ascensão da extrema-direita, o retorno da esquerda ao poder e, principalmente, a consolidação da influência evangélica no Congresso, nas prefeituras e nos palanques.

Através de entrevistas inéditas e acesso privilegiado a figuras centrais do debate nacional — como Luiz Inácio Lula da Silva, Jair Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia — Petra traça um retrato que vai muito além da superfície. A obra não busca simplificar ou julgar, mas compreender os caminhos que levaram parte significativa da população a enxergar na religião uma âncora política e moral.

Silas Malafaia, a Bíblia e o Congresso

Um dos destaques do trailer é justamente a presença do televangelista Silas Malafaia, figura polêmica e influente dentro e fora dos templos. Ele não é político eleito, mas tem acesso direto ao poder — e sua voz ecoa em discursos presidenciais, votações legislativas e decisões estratégicas.

Essa relação simbiótica entre púlpito e plenário é um dos pontos centrais da investigação de Petra. Como o discurso da fé moldou a narrativa política nacional? Quais os riscos e limites desse protagonismo religioso? O documentário se propõe a responder — ou pelo menos provocar — essas perguntas.

Poesia no caos

Como é marca registrada de Petra Costa, “Apocalipse nos Trópicos” não se contenta com a objetividade fria dos fatos. O documentário costura depoimentos, imagens de arquivo, reflexões pessoais e poesia visual para construir um painel emocionalmente potente e esteticamente cuidadoso.

Ao entrelaçar passado e presente, Petra amplia o alcance da análise: mostra como as raízes do presente estão fincadas em décadas de história, desigualdade e fé — e como o Brasil caminha em direção a um futuro incerto, onde democracia e teologia disputam espaço no imaginário popular.

Estreias marcadas

A estreia de “Apocalipse nos Trópicos” será em circuito limitado nos cinemas de São Paulo e do Rio de Janeiro, a partir de 3 de julho. Já o lançamento global na Netflix acontece em 14 de julho.

Para quem acompanhou o impacto de “Democracia em Vertigem”, o novo documentário promete ser mais do que uma continuação — é uma nova camada de reflexão sobre o país, agora com lentes voltadas para o poder da fé.

Uma história do Brasil que fala ao mundo

Em tempos de polarização, o trabalho de Petra Costa surge como uma tentativa de entender o Brasil sem reduzi-lo a extremos. “Apocalipse nos Trópicos” não é só um retrato do presente — é um convite à escuta, à crítica e à consciência. E como toda grande obra documental, sua mensagem não se encerra nos créditos finais: ela continua reverberando nas conversas, nas redes sociais e, quem sabe, nas urnas.

Vale a pena assistir Invocação do Mal 4 – O Último Ritual? Um encerramento que falha em surpreender

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Foto: Reprodução/ Internet

Desde seu surgimento, a franquia Invocação do Mal conquistou um espaço sólido no cinema de terror contemporâneo, combinando investigações paranormais com histórias humanas que vão além do simples susto. Inspirada em casos reais, a série se tornou referência ao equilibrar fenômenos sobrenaturais com dramas emocionais, algo que diferenciou seus primeiros filmes de produções mais genéricas do gênero.

Dirigido por James Wan, o filme inaugural impressionou ao criar um universo de tensão constante, mantendo o público engajado não apenas pelo horror, mas também pelo impacto psicológico e pela construção de personagens críveis. Com o passar dos anos, no entanto, a franquia apresentou altos e baixos: enquanto algumas sequências conseguiram ampliar a complexidade e o terror da saga, outras pareciam depender apenas da reputação da marca, resultando em roteiros pouco inspirados e cenas previsíveis.

O lançamento de O Último Ritual em 2025 chegou com uma responsabilidade dupla: encerrar a trajetória dos Warrens com dignidade e, ao mesmo tempo, tentar recuperar o frescor que parecia ter se perdido após o terceiro filme, A Ordem do Demônio (2021). A expectativa era alta, e a crítica estava atenta a cada detalhe, ciente de que uma saga com mais de uma década precisava de um fechamento que justificasse sua longevidade.

Encerrando uma saga complexa

Finalizar uma franquia tão estabelecida é sempre um desafio. Os dois primeiros filmes não apenas consolidaram o tom sombrio da série, mas também construíram a importância emocional de Ed e Lorraine Warren, interpretados com consistência e empatia por Patrick Wilson e Vera Farmiga. O casal se tornou o eixo central da narrativa, oferecendo humanidade em meio ao caos sobrenatural e garantindo que o público se conectasse com mais do que apenas o medo.

Em O Último Ritual, essa relação continua sendo a âncora do filme. A dupla mantém a química natural que conquistou os espectadores, e sua presença ajuda a sustentar a narrativa mesmo quando o roteiro se perde em subtramas pouco desenvolvidas. Contudo, o longa evidencia que a fórmula da franquia começa a mostrar sinais claros de desgaste: sustos previsíveis, interrupções na tensão e o excesso de personagens secundários tornam a experiência menos envolvente do que nos primeiros filmes.

Os Warrens continuam firmes, mas o elenco secundário oscila

Patrick Wilson e Vera Farmiga continuam sendo o destaque, mas os coadjuvantes, incluindo Mia Tomlinson como Judy Warren e Ben Hardy como Tony Spera, não recebem espaço suficiente para cativar o público. Suas histórias adicionam novas camadas familiares à trama, mas são pouco exploradas e não geram a empatia necessária para fortalecer o drama. O efeito é que, embora os Warrens permaneçam sólidos e cativantes, as novas adições parecem mais funcionais do que realmente integradas à narrativa central.

O restante do elenco — Rebecca Calder, Elliot Cowan e Kíla Lord Cassidy, entre outros, interpretando os Smurl — cumpre seu papel, mas não consegue salvar as falhas do roteiro. Participações de personagens clássicos da franquia, como Carolyn Perron e Cindy Perron, funcionam mais como elementos nostálgicos para fãs do que como contribuições significativas à história. Um ponto interessante é a presença real de Tony Spera e Judy Warren, que acrescenta autenticidade à narrativa, ainda que de forma limitada.

Produção, roteiro e desafios narrativos

O roteiro de Ian Goldberg, Richard Naing e David Leslie Johnson-McGoldrick, coautorado por James Wan, tenta equilibrar a fidelidade aos casos reais com a necessidade de entregar um desfecho cinematográfico satisfatório. Inspirado em acontecimentos como a investigação da família Smurl, o filme oscila entre cenas de terror visualmente impactantes e momentos de drama que, infelizmente, não recebem o aprofundamento necessário. A direção de Michael Chaves, embora competente e capaz de gerar sequências tensas, não alcança o mesmo nível de criatividade e tensão que Wan estabeleceu nos primeiros filmes, deixando algumas passagens menos memoráveis do que o esperado.

Visualmente, o filme mantém a identidade da franquia. A fotografia cuidadosa, os contrastes marcantes e a iluminação estratégica ajudam a criar a atmosfera de medo, mantendo a continuidade estética da série. No entanto, técnica e estilo não bastam: o excesso de subtramas e a dependência de sustos já vistos limitam o impacto geral da produção.

O legado da franquia e o desafio do encerramento

Não há como negar a importância de Invocação do Mal para o cinema de terror moderno. A franquia redefiniu expectativas ao combinar horror psicológico, elementos sobrenaturais e personagens com profundidade emocional. O problema é que, em seu quarto capítulo, a série demonstra que nem mesmo nomes consolidados e cenários familiares conseguem compensar um roteiro que repete fórmulas e se apoia mais na nostalgia do que na inovação.

O Último Ritual entrega um fechamento coerente e respeitoso com o universo construído ao longo de mais de uma década, mas falha em oferecer algo realmente surpreendente. Para os fãs de longa data, a presença dos Warrens e a conclusão das histórias podem trazer satisfação e nostalgia. Para espectadores casuais, entretanto, a experiência pode parecer previsível, arrastada e pouco ousada.

Em análise, o filme cumpre o papel de fechar a saga, mas deixa claro que o verdadeiro legado da franquia está nos primeiros filmes, onde o equilíbrio entre horror e humanidade foi explorado com originalidade. O Último Ritual respira dentro do universo The Conjuring, mas não consegue elevar o padrão do gênero nem entregar o impacto que seu histórico prometia. É um encerramento funcional, mas sem brilho, que deixa a sensação de oportunidade perdida.

The Castaways – Isolados estreia na Globo com suspense intenso e mistérios em cenário paradisíaco

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Foto: Reprodução/ Internet

A TV Globo aposta em suspense e emoção para movimentar a programação de janeiro com a estreia de “The Castaways – Isolados”, a partir do dia 9. A série chega com uma narrativa envolvente, marcada por mistérios, escolhas difíceis e segredos que vêm à tona em meio a cenários tão belos quanto ameaçadores.

Tudo começa durante férias que pareciam perfeitas. As irmãs Erin (Celine Buckens) e Lori (Sheridan Smith) se veem envolvidas em uma discussão que muda o rumo da viagem. Lori decide seguir sozinha e embarca em um voo que desaparece sem deixar qualquer rastro. Meses depois, sem respostas e com poucas esperanças, a tragédia ganha novos contornos quando um detalhe inesperado surge: o cartão de crédito de Lori é usado em uma pequena vila nas ilhas Fiji. Para completar o mistério, imagens indicam que o piloto do avião pode estar vivo.

Movida pelo afeto e pela necessidade de entender o que realmente aconteceu, Erin decide ir atrás da irmã. A busca, no entanto, rapidamente se transforma em uma jornada perigosa. O que à primeira vista parece um paraíso tropical revela um ambiente hostil, repleto de mentiras, interesses ocultos e riscos constantes. A cada passo, Erin se vê mais próxima de verdades que podem mudar tudo o que acreditava saber.

Baseada no livro homônimo de Lucy Clarke, a série constrói sua força ao alternar as perspectivas das duas irmãs, conduzindo o espectador por diferentes linhas do tempo. Entre tensão, ação e emoção, “The Castaways – Isolados” explora não apenas o mistério do acidente, mas também os vínculos familiares, a culpa, a esperança e os limites humanos diante do desconhecido.

Criada por Ben Harris, que assina o roteiro ao lado de Polly Buckle e Jesse O’Mahoney, a produção conta com cinco episódios, lançados originalmente em 2023. O elenco reúne nomes como Sheridan Smith, Celine Buckens, Dominic Tighe, Charlotte Vega e Lasarus Ratuere, que dão profundidade emocional à trama e reforçam o clima de constante desconfiança.

O primeiro episódio vai ao ar nesta sexta-feira, dia 9, logo após o Seleção BBB. Nas semanas seguintes, a série será exibida sempre às sextas-feiras, depois do Big Brother Brasil 26, convidando o público a embarcar em uma história que mistura suspense psicológico, drama e revelações capazes de prender a atenção até o último minuto.

Crítica | Kleber Mendonça Filho reinventa o cinema político e a memória brasileira em O Agente Secreto

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Kleber Mendonça Filho consolida sua posição como um dos cineastas mais audaciosos do Brasil contemporâneo em O Agente Secreto, apresentado na Competição Oficial deste ano. Ao contrário de diretores que dialogam com gêneros cinematográficos clássicos de maneira convidativa, como Paul Thomas Anderson ou Richard Linklater, Mendonça adota um caminho mais instigante: suas referências não existem para confortar o público, mas para desestabilizá-lo, provocar reflexão e despertar curiosidade. O cineasta cria um cinema de intensidade calculada, em que cada elemento — da narrativa à ambientação — participa de uma teia de significados que desafiam a percepção imediata do espectador.

O longa se passa em Recife, cidade já simbólica na filmografia de Mendonça Filho, aqui recriada em 1977, um período marcado por tensões políticas e sociais no Brasil. No centro da narrativa está um ex-acadêmico em conflito com o governo, inicialmente apresentado como Marcelo e depois revelado como Armando. Essa ambiguidade nomeia o tom da obra: um filme que se recusa a ser facilmente categorizado, que opera em um espaço de incertezas, misturando memória, política e cinema de gênero. O próprio enredo, estruturado quase como um mosaico, recusa linearidade: cada personagem, evento e detalhe histórico atua como fragmento de uma realidade maior, conduzindo o espectador por camadas de significado que exigem atenção e reflexão.

Com uma duração próxima de duas horas e quarenta minutos, O Agente Secreto apresenta um universo densamente povoado, entrelaçando narrativas secundárias que, à primeira vista, parecem dispersas, mas que se articulam para criar uma representação vívida de uma época. Mendonça Filho demonstra maestria em integrar elementos de cenário, como o carnaval, a imprensa local e referências cinematográficas da década de 1970, sem reduzi-los a meros indicadores temporais. Pelo contrário, cada detalhe contribui para a construção de uma textura narrativa própria, rica e polifônica.

O filme se distingue também pela inserção inesperada do presente na narrativa, promovendo uma reflexão sobre memória política e social. Essa estratégia, que já aproxima o longa de obras como Ainda Estou Aqui (2024), de Walter Salles, vai além da comparação: enquanto Salles oferece compreensão e contextualização, Mendonça Filho provoca desconforto e frustração, recusando o prazer didático do cinema baseado em fatos reais. O espectador é constantemente desafiado a decifrar nuances, subtextos e ambiguidades, tornando a experiência cinematográfica ativa e exigente.

Sequências como a perseguição de Armando por assassinos de aluguel ilustram o domínio do diretor sobre a tensão narrativa. Ao subverter expectativas — desviando o clímax e negando a catarse tradicional do thriller — Mendonça reafirma seu compromisso com um cinema politicamente engajado e formalmente inventivo. Essa recusa deliberada ao conforto emocional e narrativo não é apenas um recurso estilístico, mas um posicionamento crítico que atravessa toda a obra.

Além disso, o diretor manipula habilmente os códigos do cinema de gênero. O que poderia se tornar uma narrativa linear e previsível, adequada a formatos de streaming convencionais, é transformado em um cinema de subversão e complexidade. Cada desvio, cada pausa, cada corte inesperado funciona como um recurso expressivo, ampliando camadas de significado e mantendo o filme vivo na memória do espectador muito depois da exibição.

O Agente Secreto é um cinema de tensão e reflexão, que se recusa a ser facilmente consumido. Desafiador e repleto de arestas, o filme convida o público a perder-se para, paradoxalmente, encontrar uma representação profunda de uma época e um espelho crítico do presente. Mendonça Filho reafirma sua singularidade, articulando memória, política e cinefilia em um longa que confirma seu lugar como um dos autores mais originais e relevantes do cinema brasileiro contemporâneo.

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