“Tijolo por Tijolo” | Uma história de força, afeto e reconstrução estreia nos cinemas em agosto

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Por trás de cada parede construída com esforço e cada post compartilhado nas redes sociais, existe uma história que precisa ser contada. E é exatamente isso que faz o documentário “Tijolo por Tijolo”, que estreia nos cinemas brasileiros no dia 14 de agosto: transforma a luta cotidiana de uma mulher periférica em um potente retrato de resiliência, amor, maternidade e reconstrução.

Dirigido pela dupla Victória Álvares e Quentin Delaroche, o filme não se contenta em apenas observar de fora. Ele mergulha, com sensibilidade e intimidade, no cotidiano de Cris Martins, moradora do Ibura, periferia do Recife, que viu sua vida virar de cabeça para baixo durante a pandemia. Desemprego, uma nova gravidez, a casa em risco de desabamento e a incerteza sobre o futuro forçaram Cris a se reinventar. E foi justamente nesse momento de caos que ela começou a construir, literalmente e simbolicamente, uma nova vida — tijolo por tijolo.

Uma câmera na mão e o coração no peito

Não espere encontrar uma narrativa distante ou um olhar estereotipado sobre a periferia. Aqui, o que move a lente dos diretores é o respeito e o afeto. O filme acompanha Cris no seu cotidiano com a câmera quase como parte da família. Há cenas de intimidade, de humor, de cansaço, de superação. Há momentos em que a câmera parece até respirar junto com ela, tamanha é a proximidade com a protagonista.

A história de Cris Martins é, ao mesmo tempo, muito singular e absolutamente coletiva. Quando ela começa a compartilhar sua rotina nas redes sociais, dando dicas sobre maternidade, cuidados com a casa e desabafando sobre as dificuldades de criar filhos em um país tão desigual, ela se torna uma espécie de porta-voz de tantas outras mulheres como ela: mães solo, empreendedoras improvisadas, cuidadoras, batalhadoras.

E não é por acaso que o título do filme evoca a ideia de construção. Enquanto Cris grava vídeos e se engaja em projetos comunitários voltados ao empoderamento feminino, seu marido assume o desafio de ampliar a casa da família sozinho, aprendendo técnicas de construção civil por tutoriais do YouTube. Tudo isso com o cenário real e brutal da pandemia ao fundo, somando medos, privações e sonhos suspensos.

Quando o pessoal é político

O filme também não foge dos debates mais profundos que atravessam a vida de Cris. O longa se debruça sobre o direito à moradia, o acesso à saúde reprodutiva, o racismo ambiental e as violências institucionais que silenciam tantas famílias negras e periféricas no Brasil.

Um dos pontos mais marcantes é o desejo de Cris de realizar uma laqueadura, decisão pessoal e voluntária que, no entanto, encontra uma série de barreiras burocráticas e preconceituosas no sistema de saúde. Esse recorte, tão íntimo e corriqueiro na vida de milhares de mulheres, é tratado com um cuidado raro no cinema nacional — sem didatismo, sem voyeurismo. Apenas com verdade.

Aos poucos, o espectador percebe que a luta de Cris não é apenas por um teto. É pela dignidade de poder escolher, criar, sonhar. E é aí que o documentário brilha: ao mostrar que as transformações sociais nascem dos gestos miúdos e da coragem cotidiana.

Um filme que nasce do afeto

Victória Álvares e Quentin Delaroche assinam não apenas a direção, mas também o roteiro e a produção do longa. A relação dos cineastas com Cris e sua família vai muito além da câmera. “O filme é resultado de uma troca de afeto, confiança e cumplicidade. Não se trata apenas de contar uma história, mas de construir juntos um espaço de escuta e pertencimento”, afirmam eles.

E essa construção também teve seus desafios práticos: o processo de filmagem só começou após a vacinação contra a COVID-19, quando foi possível acompanhar a família de maneira mais segura. A pandemia, inclusive, não é pano de fundo — ela é parte ativa da trama, moldando comportamentos, decisões e sonhos interrompidos.

Cris: uma protagonista que não pede licença para brilhar

Se existe algo que torna “Tijolo por Tijolo” realmente inesquecível, é a força da sua protagonista. Cris Martins não é atriz, não é celebridade, mas rouba a cena como se fosse. Seu carisma, sua lucidez diante das adversidades e sua forma direta de se comunicar tocam o espectador profundamente.

Cris entende como usar as redes sociais a seu favor, não para criar uma imagem idealizada, mas para fazer barulho, dialogar e criar pontes. Sua conta no Instagram, @crismartinsventura, virou uma ferramenta de luta, visibilidade e afeto. Ela se fotografa, ensina, denuncia, agradece, aconselha — sempre com uma generosidade que transborda.

No filme, a maternidade aparece como centro, mas não de maneira romantizada. É uma maternidade real, exausta, cheia de sobrecargas e ao mesmo tempo profundamente amorosa. É nesse equilíbrio delicado entre dor e beleza que o documentário encontra sua força.

Um retrato do Brasil que a gente precisa ver

Produzido pela Revoada Filmes e distribuído pela Olhar Filmes, a produção já passou por diversos festivais no Brasil e no exterior, conquistando não só o público, mas também a crítica especializada. Não por ser “bonito”, mas por ser urgente. Por mostrar o que, muitas vezes, é invisibilizado nas grandes narrativas midiáticas: a potência da periferia, o protagonismo feminino e a complexidade de quem luta para existir com dignidade.

Kamila Simioni compartilha sua trajetória no Sensacional desta segunda (11/08)

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Nesta segunda-feira, 11 de agosto de 2025, o Sensacional, apresentado por Daniela Albuquerque na RedeTV!, recebe Kamila Simioni, uma mulher de muitas faces: empresária, musa do Carnaval e influenciadora digital. Mas, por trás do brilho e do sucesso, há uma trajetória marcada por desafios profundos, superações diárias e uma busca incessante por amor e pertencimento.

Kamila não hesita em abrir o coração ao falar sobre sua infância, um período que, para muitos, deveria ser recheado de carinho e proteção, mas que para ela foi marcado pela ausência de amor dentro da própria casa. “Nunca tive amor na minha família. Isso é um fato”, revela com uma franqueza que dói, mas que também liberta.

É nesse silêncio do afeto que Kamila buscou refúgio em “lugares” que a acolhessem, ainda que de forma imperfeita. “Eu procurava no submundo a proteção que não tive”, conta, descrevendo com poucas palavras o quanto a solidão pode fazer uma pessoa buscar qualquer ponto de luz — mesmo que distante dos padrões convencionais de segurança.

Essa frase simples é, na verdade, um grito silencioso que muitos carregam: a dor de não ser vista, de não ser ouvida, de sentir-se invisível dentro do próprio lar. Kamila expõe essa ferida para que outras pessoas possam se reconhecer, e quem sabe, encontrar forças para também buscar a cura.

O despertar para uma nova vida: um sonho como bússola

Aos 28 anos, quando muitos já acumulam histórias e escolhas, Kamila sentiu que precisava se reinventar. A insatisfação tomou conta de sua vida em vários níveis — como filha, irmã, mãe e mulher. E foi nesse ponto de ruptura que a fé entrou com força.

“Fiz uma oração a Deus pedindo um sinal e fui dormir. Acordei lembrando do sonho que tinha desde criança: ter o meu próprio salão”, relembra ela. Esse sinal foi o primeiro passo para virar a página e começar a construir uma vida que tivesse sentido para ela.

Deixando para trás o que não a fazia bem, Kamila investiu no seu sonho com coragem e determinação. Há dez anos, o salão que ela sempre quis se tornou uma realidade, um espaço de trabalho, criatividade e, acima de tudo, autonomia. É nesse ambiente que ela encontrou um lugar para ser dona do próprio destino, para mostrar que é possível se reerguer, mesmo quando o caminho é difícil.

Maternidade: o amor que transforma e também desafia

No programa, Kamila compartilha, com emoção, o impacto que a maternidade teve em sua vida. O nascimento do primeiro filho foi um momento de alegria, mas também de adaptação, dúvidas e aprendizado constante.

O parto natural do segundo filho trouxe complicações que a fizeram enfrentar o inesperado. “Foi uma experiência intensa, que me mostrou a força que a mulher tem”, diz ela, lembrando das angústias e superações que vieram junto com o desafio.

A maternidade, para Kamila, é um processo que mistura alegria, medo e esperança. Ela fala com sinceridade sobre o que é ser mãe solo — ou, como prefere, mãe guerreira — e como isso exige uma resiliência diária para garantir o melhor para os filhos, mesmo quando as circunstâncias não são fáceis.

Amor próprio e recomeço: o fim de um ciclo

Solteira hoje, Kamila não evita falar do fim do casamento com o policial civil Leonardo Simioni. A conversa revela que o término, embora doloroso, foi um passo necessário para que ela pudesse reencontrar a si mesma.

“Às vezes, a gente precisa se afastar para se encontrar de verdade”, reflete. O fim da relação não foi um fracasso, mas uma oportunidade para redescobrir sua identidade, colocar limites e decidir o que realmente quer para sua vida.

Esse capítulo da sua história é um convite para muitas pessoas que enfrentam relações tóxicas ou desgastadas, mostrando que o amor-próprio deve sempre ser prioridade.

A construção da sua própria voz e influência

Kamila também conquistou seu espaço como influenciadora digital, usando as redes sociais para compartilhar sua rotina, seus desafios e suas conquistas. Mais do que uma musa do Carnaval, ela se tornou uma voz para quem busca inspiração para superar adversidades.

Em meio a uma era onde a autenticidade é valorizada, Kamila mostra que é possível ser verdadeira, vulnerável e forte ao mesmo tempo. Ela inspira milhares de seguidores a se amarem, a buscarem seus sonhos e a acreditarem na transformação pessoal.

Reflexões para além da tela: a importância do acolhimento

A história de Kamila nos lembra da importância de olhar para dentro das famílias e das comunidades com mais empatia. O afeto, o diálogo e o cuidado emocional são fundamentais para o desenvolvimento saudável de qualquer pessoa.

Ao compartilhar sua trajetória, Kamila também abre espaço para que outros se sintam encorajados a falar sobre suas dores, buscar ajuda e construir um futuro diferente do passado que os marcou.

Empreender como forma de libertação

O empreendedorismo de Kamila não é apenas uma fonte de renda, mas uma forma de afirmar sua liberdade e seu poder. Ao criar seu salão, ela encontrou um espaço onde pode expressar sua criatividade, trabalhar com paixão e manter a autonomia que sempre desejou.

Sua história reforça o papel transformador que o empreendedorismo pode ter, especialmente para mulheres que precisam romper com ciclos de dificuldades e traumas.

Solo Leveling: Karma | Novo jogo expande o universo da franquia e ganha previsão de lançamento

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Os fãs de Solo Leveling mal terminaram de digerir as emoções da segunda temporada do anime, Arise from the Shadow, quando uma nova notícia caiu como uma magia épica: vem aí Solo Leveling: Karma. Mas atenção — não é uma terceira temporada. Trata-se de um novo jogo ambientado no universo da série, que promete mergulhar ainda mais fundo nas sombras que moldaram o mundo dos caçadores.

Previsto para 2026, o jogo será lançado para computadores e dispositivos móveis, trazendo uma história inédita que se passa entre os eventos da narrativa original e os acontecimentos de Solo Leveling: Ragnarok — a aguardada sequência que deve expandir o legado de Sung Jinwoo. As informações são do Omelete.

Ou seja, estamos falando de um hiato de 27 anos entre as duas séries — e é exatamente nesse espaço de tempo que os jogadores vão se aventurar em Karma.

Uma ponte entre eras

Solo Leveling: Karma promete funcionar como uma espécie de elo entre a era do lendário Sung Jinwoo e o futuro sombrio que virá em Ragnarok. O game vai explorar as consequências do poder que Jinwoo acumulou, e como o equilíbrio do mundo dos caçadores foi afetado após seus atos.

Ainda não há muitos detalhes sobre a trama, mas especula-se que o jogador poderá controlar novos personagens que vivem à sombra do herói original — guerreiros, magos e caçadores tentando sobreviver em um mundo que ainda sente os ecos do “Jogador Solitário”.

No trailer divulgado, é possível ver visuais impressionantes, batalhas rápidas e um sistema de progressão que parece ter sido inspirado diretamente no conceito central do universo de Solo Leveling: subir de nível, evoluir e desafiar os próprios limites.

Do webtoon ao império multimídia

O sucesso de Solo Leveling é um daqueles fenômenos que mostram a força da cultura pop coreana no mundo. Criado por Chugong, a obra nasceu como uma web novel publicada na plataforma KakaoPage em 2016. Rapidamente ganhou versão em webtoon (HQ digital) ilustrada por Jang Sung-Rak, mais conhecido como Dubu, da Redice Studio — o artista que ajudou a dar rosto e identidade visual à saga, mas que faleceu em 2022, deixando um legado reverenciado por fãs no mundo todo.

A série em quadrinhos terminou em 2021 com 179 capítulos, e continua sendo um dos títulos mais lidos e influentes da Ásia. Em 2024, a A-1 Pictures, estúdio responsável por sucessos como Sword Art Online e Kaguya-sama: Love is War, levou Solo Leveling para as telas em uma adaptação animada — e foi um estouro.

A primeira temporada foi exibida de janeiro a março de 2024 e se tornou um dos animes mais comentados do ano. A segunda, Arise from the Shadow, chegou em janeiro de 2025, elevando o nível da produção e aprofundando o desenvolvimento emocional de Jinwoo.

Agora, com o anúncio de Karma, a franquia parece seguir o caminho natural dos grandes universos narrativos: expandir-se além das telas, entrando no território dos games e preparando terreno para o que vem a seguir.

O que esperar do jogo?

Desenvolvido pela Netmarble, gigante dos jogos mobile que já trabalhou em títulos como Seven Knights e Ni no Kuni: Cross Worlds, Karma promete misturar ação em tempo real, elementos de RPG e narrativa cinematográfica.

A proposta é entregar uma experiência dinâmica, com sistemas de combate personalizáveis e missões que exploram as consequências morais das ações do jogador — daí o nome “Karma”. Cada decisão poderá impactar o destino dos personagens e do mundo à sua volta.

E, claro, não faltará o que todo fã espera: chefões absurdamente poderosos, gráficos sombrios e estilizados, e aquela trilha sonora épica que faz cada batalha parecer o fim (ou o começo) de uma era.

Entenda o legado de Sung Jinwoo

Mesmo que Karma se passe após os eventos de Jinwoo, o protagonista continua sendo a alma da franquia. É o seu mito que paira sobre cada novo caçador que tenta deixar a própria marca.

A história de Jinwoo começou de forma modesta: ele era o “caçador mais fraco do mundo”, enfrentando monstros em masmorras apenas para sobreviver. Mas, após ser escolhido por um misterioso “Sistema”, sua vida mudou completamente — ele passou a ter a habilidade única de subir de nível indefinidamente, quebrando todas as regras conhecidas.

A jornada de Jinwoo foi marcada por solidão, sacrifício e poder absoluto, temas que continuam ecoando em Karma. Afinal, o preço de ser um deus entre humanos sempre foi alto demais — e agora o jogo promete explorar as consequências desse desequilíbrio.

Atualmente, o anime está disponível no catálogo da Crunchyroll, com legendas em português e dublagem para quem prefere acompanhar a saga de Sung Jinwoo em sua própria língua. Já os fãs que desejam mergulhar na versão original em quadrinhos podem encontrar o mangá publicado pela editora Panini, que traz edições caprichadas e com excelente qualidade de impressão.

Ainda Estou Aqui estreia nos Estados Unidos pela Netflix em maio e celebra trajetória vitoriosa no Oscar

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O cinema brasileiro está vivendo um momento histórico! O premiado longa Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles (Central do Brasil), finalmente vai estrear na Netflix dos Estados Unidos. A plataforma confirmou neste sábado (3) que o filme entra no catálogo americano no dia 17 de maio, marcando a expansão internacional de uma das produções mais importantes do Brasil nos últimos tempos.

Baseado no livro de Marcelo Rubens Paiva, o filme é inspirado na história real de sua mãe, Eunice Paiva, que teve que reinventar sua vida e se tornar ativista durante os anos sombrios da ditadura militar no Brasil. A trama se passa em 1971 e mostra como Eunice, mãe de cinco filhos, enfrenta o desaparecimento do marido — sequestrado pela polícia e nunca mais visto — e encontra forças para lutar por justiça. Quem dá vida à protagonista é Fernanda Torres, em uma atuação elogiada por público e crítica.

E olha que não foi pouca coisa: Ainda Estou Aqui não só foi indicado ao Oscar em três categorias importantes — Melhor Filme Internacional, Melhor Filme e Melhor Atriz — como também venceu na principal categoria para produções estrangeiras, garantindo ao Brasil seu primeiro Oscar da história! Um marco.

A cerimônia ainda foi dominada por Anora, dirigido por Sean Baker, que levou cinco estatuetas, incluindo Melhor Filme, Direção e Atriz (para Mikey Madison). Aliás, Baker fez história ao se tornar o primeiro diretor a ganhar quatro prêmios pelo mesmo filme — um recorde até então inédito.

Walter Salles comentou em entrevistas recentes que a trajetória do filme até o Oscar foi um verdadeiro desafio, mas também um exemplo de como histórias brasileiras, quando bem contadas, têm força para emocionar o mundo inteiro. Segundo ele, o reconhecimento é também uma forma de dar visibilidade à memória política do país e às mulheres que resistiram à opressão.

No Brasil, o filme segue disponível no Globoplay e tem atraído muita atenção desde a vitória no Oscar, gerando debates sobre memória, justiça e o papel da mulher na resistência política. A chegada do longa à Netflix nos EUA é vista como um passo importante para que a produção alcance ainda mais público ao redor do mundo.

Crítica – Com Unhas e Dentes é pancadaria contra zumbis em ritmo de ação frenética — e nada além disso

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Imagine que o apocalipse zumbi começou… e quem está no centro do caos não é um soldado, nem um cientista genial, muito menos um sobrevivente comum. Quem pega a linha de frente aqui é um ex-lutador de Muay Thai, pronto para meter o cotovelo na fuça de morto-vivo. Assim é “Com Unhas e Dentes”, o novo longa tailandês que chega à Netflix com a missão de entreter sem prometer mais do que pode — e cumpre isso com sangue, suor e muitos chutes na cabeça.

💥 Pancadaria sincera, do jeito que a gente gosta

Dirigido por Kulp Kaljareuk, o filme não tenta reinventar o apocalipse. Ele sabe exatamente o que está fazendo: mistura dois gêneros adorados — zumbis frenéticos e artes marciais coreografadas — e entrega tudo isso num ritmo acelerado e sem frescura. A história é simples, direta e eficaz: Singh, vivido por Prin Suparat, só quer resgatar sua esposa, Rin, presa no hospital onde o surto começou. No caminho, encontra um menino perdido, algumas centenas de infectados famintos e muitas desculpas para descer a porrada.

🧠 Profundidade? Aqui não, irmão.

Com Unhas e Dentes não está interessado em metáforas, críticas sociais ou construção filosófica do apocalipse. Ele deixa isso pros filmes cabeça. Aqui, a narrativa é um videogame em carne e osso: missão, inimigos, lutas e o bom e velho “salvar quem se ama”. O roteiro de Nut Nualpang e Vathanyu Ingkawiwat aposta no clichê com convicção — e isso é parte do charme.

🤜 Zumbi não tem vez contra chute giratório

O que realmente diferencia o longa é a ação. Nada de armas mirabolantes ou explosões genéricas. O protagonista resolve tudo com o próprio corpo como arma. As lutas são coreografadas com precisão, ritmo e impacto. Singh transforma cada corredor do hospital em ringue, com zumbis servindo de saco de pancadas. É brutal, estiloso e, em alguns momentos, até engraçado — do jeito bom.

Se você é fã de filmes como Ong-Bak, Invasão Zumbi ou até aqueles clássicos de ação dos anos 90, vai se sentir em casa. E a fotografia não decepciona: câmera nervosa, muita sombra, closes em olhos arregalados e sangue espirrando como se fosse tinta de aquarela dark.

🧒 Um trio que segura a missão

Singh, Rin e o pequeno Buddy formam o trio que conduz a trama. Não espere profundidade psicológica — mas há carisma. Singh é um herói raiz, movido pela coragem bruta. Rin cumpre bem o papel de resistência emocional. E Buddy… bom, ele é a criança em perigo que serve de motor emocional (e faz a gente lembrar que zumbi e afeto nem sempre combinam).

Too Much | Netflix encerra minissérie de Lena Dunham após uma temporada, mas seu impacto permanece

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A Netflix confirmou que Too Much não ganhará uma segunda temporada. A decisão, tomada pelo próprio time criativo por trás da produção, encerra oficialmente a comédia romântica criada por Lena Dunham e Luis Felber, lançada em 10 de julho de 2025. Mesmo com vida curta, a série deixou sua marca com um romance moderno, imperfeito e profundamente humano, exatamente o tipo de história que Dunham sabe contar. As informações são do Omelete.

Na trama, conhecemos Jessica, interpretada por Megan Stalter, uma produtora de comerciais de Nova York que tenta juntar os restos do coração depois de um término traumático. Em busca de novos ares (e talvez de si mesma), ela aceita uma transferência de trabalho para Londres. Só que o recomeço que parecia romântico na teoria rapidamente se revela um choque de realidade: apartamento apertado, rotina solitária, e uma cidade que não acolhe tão fácil quanto os filmes de época prometem.

É nesse cenário que Jessica, tentando se provar corajosa, sai sozinha para um pub e acaba cruzando caminhos com Felix, vivido por Will Sharpe, um músico indie londrino com charme tímido, talento evidente e seus próprios conflitos internos. O encontro, despretensioso no início, marca o início de um romance que cresce devagar, com hesitações, vulnerabilidades e aquela dose de confusão emocional que faz qualquer relação parecer real.

O coração de Too Much está justamente nesse crescimento lento. Jessica e Felix precisam enfrentar diferenças culturais, expectativas incompatíveis, feridas antigas e dinâmicas familiares complicadas. Não é um conto de fadas. É sobre aprender a gostar de alguém enquanto ainda se tenta reaprender a gostar de si mesmo.

Por isso, o cancelamento (mesmo planejado) deixa um certo gosto agridoce no público. A produção nunca prometeu se estender, mas sua sinceridade emocional, seu humor desajeitado e a química delicada entre Stalter e Sharpe fizeram a minissérie se destacar no catálogo da Netflix.

A série se despede como chegou: pequena, honesta e cheia de verdades incômodas sobre amar, recomeçar e se permitir ser vulnerável. Uma temporada foi suficiente para contar essa história, mas não para impedir que ela continue ecoando em quem se viu, mesmo que um pouquinho nos passos incertos de Jessica e Felix.

Resumo da novela Vale Tudo de quinta-feira, 15/05

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Confira o que vai rolar na novela Vale Tudo na próxima quinta-feira, 15 de maio de 2025:

Ivan se mostra indignado com as acusações de Raquel, que o confronta com dureza. O rompimento entre os dois, motivado por desentendimentos e manipulações externas, abala o empresário, que não consegue compreender a virada de postura da mulher que tanto ama.

Enquanto isso, Maria de Fátima, cada vez mais maquiavélica, corre para informar a Odete Roitman que conseguiu o que queria: separou a mãe de Ivan. A jovem segue firme em sua escalada de ambição, determinada a ocupar o lugar que acha merecer, mesmo que para isso precise destruir os laços mais preciosos.

Heleninha, por sua vez, se anima ao saber que Ivan participará do campeonato de xadrez que acontecerá em sua casa. O evento, que promete reunir vários personagens importantes, desperta o interesse também de Maria de Fátima — não pelo xadrez em si, mas por quem estará presente. Ao perceber a movimentação, Afonso convida Fátima para participar, mal sabendo das intenções ocultas da moça.

Em outro núcleo da trama, Marco Aurélio está desesperado com o desaparecimento da mala recheada de dólares. Ele pede ajuda a Cláudia, na tentativa de rastrear o paradeiro do dinheiro, e começa a suspeitar que Rubinho pode ter etiquetado a bagagem errada. Ao mesmo tempo, Marco Aurélio ordena que Freitas investigue a vida de Raquel, temendo que ela possa se tornar uma ameaça aos seus esquemas.

Celina mostra seu lado acolhedor e oferece abrigo a Laís e Cecília, que passam a morar temporariamente em sua casa. As duas vivem dias de incerteza, mas ainda carregam a esperança de recomeçar após os traumas envolvendo os traficantes de animais.

A noite termina com um clima tenso: Raquel inaugura seu restaurante, mas a presença de Ivan transforma a celebração em um momento desconfortável. A frieza no reencontro entre os dois escancara o abismo que agora os separa.

Vem aí nos próximos capítulos de Vale Tudo

O clima entre Ivan e Raquel esquenta ainda mais. Os dois têm uma discussão intensa, na qual mágoas e mal-entendidos vêm à tona. Enquanto isso, Sardinha observa com estranheza a aproximação suspeita entre Maria de Fátima e Odete Roitman, percebendo que há mais por trás do encontro do que aparenta.

César, mais uma vez, pressiona Maria de Fátima em busca da sua parte no dinheiro sujo. A relação entre os dois se torna cada vez mais instável e perigosa. Afonso, por outro lado, resolve criticar abertamente a gestão da TCA em uma conversa direta com Odete — o que pode custar caro.

Boas notícias chegam para Cecília e Laís: os traficantes de animais foram finalmente presos, e as duas podem, enfim, pensar em retornar para casa e retomar suas vidas. Já Vasco enfrenta uma dura consequência: é demitido por justa causa, o que o deixa humilhado e revoltado.

Marco Aurélio intensifica sua perseguição a Raquel e manda Freitas segui-la de perto, disposto a encontrar qualquer detalhe que possa usar contra ela. Porém, ele acaba se tornando alvo também: Cláudia decide chantageá-lo em busca de patrocínio para sua peça teatral, mostrando que ninguém está acima das consequências.

E, num movimento inesperado, Maria de Fátima tenta virar o jogo contra sua própria mentora. Ela tenta ameaçar Odete, achando que pode ter vantagem sobre a empresária. Mas será que Fátima sabe com quem está lidando?

🕰️ Não perca os próximos capítulos de Vale Tudo, de segunda a sábado, às 21h14, na tela da TV Globo.

A Queda 2 | Sequência é confirmada com Harriet Slater e Arsema Thomas em aventura de sobrevivência ainda mais perigosa

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O cinema de sobrevivência extrema ganhará um novo capítulo em 2026 com A Queda 2, prometendo superar os limites de tensão e testar a resistência emocional e física de seus personagens. A produção dará continuidade à narrativa iniciada em 2022, quando duas mulheres ficaram presas no topo de uma torre de 600 metros, enfrentando não apenas a gravidade, mas também o medo, a culpa e o luto.

O primeiro longa, dirigido por Scott Mann, destacou-se por equilibrar suspense físico com drama psicológico, conquistando tanto público quanto crítica. A trama original combinava isolamento extremo, riscos reais e soluções engenhosas, criando momentos memoráveis que permaneceram na memória dos espectadores.

Harriet Slater, conhecida por Outlander: Sangue do Meu Sangue, assume o papel de Jax, irmã da personagem falecida, cuja morte marca o ponto de partida da sequência. Ao lado dela, Arsema Thomas (Queen Charlotte: A Bridgerton Story) interpreta Luce, amiga próxima de Hunter, que se une a Jax em uma jornada de superação e sobrevivência. Tom Brittney (Grantchester) completa o trio principal, trazendo experiência dramática e presença em cena.

A escolha de atores jovens e talentosos garante performances capazes de transmitir vulnerabilidade, medo e coragem de forma convincente. A relação entre Jax e Luce adiciona profundidade emocional, criando tensão não apenas pelo perigo físico, mas também pelo vínculo que se estabelece em situações extremas.

Cenário e produção realista

A Tailândia foi escolhida como locação para as filmagens, com o Monte Kwan servindo de palco para a “caminhada de prancha”, sequência que promete tensão contínua. Penhascos íngremes, trilhas instáveis e ventos fortes transformam cada passo em uma ameaça real, enquanto a natureza funciona como antagonista silencioso, imprevisível e letal.

Os irmãos Michael e Peter Spierig, conhecidos por Jogos Mortais: Jigsaw e O Predestinado, assumiram a direção, trazendo experiência em criar suspense intenso e atmosferas sombrias. O roteiro é resultado da colaboração entre Scott Mann e Jonathan Frank, garantindo continuidade narrativa e incorporando novos elementos que aumentam a complexidade dos desafios enfrentados pelos protagonistas.

A História e os desafios

No enredo, Jax e Luce enfrentam um deslizamento de pedras que as deixa presas em uma prancha instável a 910 metros de altura. O perigo físico se combina com o peso emocional da perda de Hunter, forçando a protagonista a confrontar medos profundos e tomar decisões críticas para garantir a sobrevivência de ambas.

A narrativa mantém a tradição do primeiro longa ao mesclar suspense físico com tensão psicológica. A combinação de cenários extremos e estratégias improvisadas reforça a sensação de risco constante, enquanto o relacionamento entre as personagens proporciona momentos de vulnerabilidade e humanização.

Suspense e estratégia

O primeiro filme destacou-se por soluções criativas diante do perigo. Momentos icônicos, como o uso do corpo de Hunter para enviar um sinal de socorro, mostraram como a narrativa conseguia equilibrar tensão, drama e engenhosidade. A continuação mantém essa abordagem, adicionando riscos naturais imprevisíveis, falhas de terreno e desafios ambientais que exigem raciocínio rápido e coragem.

Além da ação física, o longa explora a dimensão psicológica da sobrevivência. Luto, confiança e resiliência são temas centrais, lembrando que o suspense não depende apenas de cenários vertiginosos, mas também da capacidade humana de lidar com medo e perda.

Crítica | Ao Seu Lado é um romance que fala mais de solidão do que de amor

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Dirigido por Matt Carter, Ao Seu Lado é um filme que começa com a promessa de algo diferente no cinema LGBTQIA+: um olhar sobre afetos masculinos no ambiente esportivo, longe dos estereótipos clássicos. A ambientação num clube de rúgbi gay, os South London Stags, já sinaliza que o longa deseja mostrar um recorte mais autêntico e menos idealizado das relações entre homens gays. No entanto, apesar de alguns acertos estéticos e dramáticos, o filme tropeça na própria hesitação em ir mais fundo nos sentimentos que tenta retratar.

O enredo acompanha o envolvimento secreto entre dois jogadores do time, Mark (Alexander Lincoln) e Warren (Alexander King), ambos em relacionamentos comprometidos — e, em algum nível, estagnados. O desejo entre eles nasce rápido, quase impulsivo, e se sustenta ao longo do filme por encontros furtivos, olhares cúmplices e silêncios incômodos. Mas Ao Seu Lado não é sobre paixão arrebatadora. É sobre carência. Sobre duas pessoas tentando se agarrar uma à outra para escapar da própria solidão.

Nesse ponto, o filme é honesto, mas também frustrante. O romance nunca ganha a força necessária para nos fazer torcer por ele de verdade. E talvez esse seja justamente o maior acerto e também o maior problema da obra: Carter não quer contar uma história de amor idealizado. Ele quer expor as contradições de um relacionamento construído na sombra, nas ausências, na falta de coragem. Só que o roteiro parece preso em uma indecisão constante — entre o drama íntimo e o romance tóxico — e essa hesitação transparece em cenas longas demais, diálogos repetitivos e uma certa apatia emocional que contamina a narrativa.

A construção visual do filme é cuidadosa, a fotografia é elegante e a trilha sonora discreta, o que reforça o tom mais contemplativo. Mas o ritmo lento cobra seu preço. Em alguns momentos, o longa parece girar em círculos, insistindo em dilemas que não avançam e em personagens que evitam qualquer real transformação. Falta conflito interno mais elaborado, falta coragem narrativa. Quando o clímax chega, já estamos emocionalmente distantes.

Ainda assim, Ao Seu Lado tem seu valor. Ele retrata a fragilidade dos vínculos humanos com sensibilidade. Mostra que, mesmo dentro de um espaço seguro e acolhedor como um time gay, ainda carregamos nossos medos, vícios emocionais e a tendência a repetir velhos erros. O filme fala sobre infidelidade, sim, mas mais do que isso, fala sobre a dificuldade de sermos inteiros diante do outro — e de nós mesmos.

Caminhos do Crime | Chris Hemsworth lidera ousado assalto na rodovia 101 em trailer do novo suspense

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A Sony Pictures acaba de liberar o trailer oficial de Caminhos do Crime, filme protagonizado por Chris Hemsworth (Thor: Amor e Trovão, Resgate e Vingadores: Ultimato) e dirigido por Bart Layton (American Animals, O Impostor e Férias na Prisão). O longa combina ação, suspense e drama psicológico, explorando os limites da moralidade em meio a assaltos de alto risco na famosa rodovia 101, em Los Angeles. Abaixo, confira o vídeo divulgado:

No filme, Hemsworth interpreta um ladrão enigmático que planeja seu último grande golpe antes de se aposentar do crime. Sua trajetória se cruza com a de uma corretora de seguros desiludida, vivida por Halle Berry (Kidnap, John Wick 3), e juntos formam uma aliança inesperada, cheia de tensão e desafios. Enquanto isso, Mark Ruffalo (Os Vingadores, Spotlight) interpreta um detetive determinado a desvendar o esquema, aumentando a pressão sobre o trio principal.

O enredo do filme acompanha o ladrão enquanto ele planeja o que espera ser seu último golpe de carreira. A chegada de Halle Berry na trama adiciona uma dimensão emocional e estratégica: sua personagem enfrenta dilemas pessoais e precisa colaborar com Hemsworth para sobreviver ao risco que se aproxima.

O detetive de Ruffalo entra em cena como uma força implacável, criando um jogo de gato e rato que mantém o suspense até os momentos finais. A narrativa se desenrola em um ambiente urbano e pulsante, onde cada decisão pode mudar o rumo do assalto e da vida dos envolvidos.

Elenco de peso e experiências anteriores

Além do trio principal, o filme também conta com Barry Keoghan (Saltburn, The Batman) adiciona uma camada de imprevisibilidade à trama, enquanto Monica Barbaro (Top Gun: Maverick, Uncharted) traz intensidade e carisma à narrativa. Corey Hawkins (Infiltrado na Klan, Straight Outta Compton) contribui com sua presença dramática, enquanto Jennifer Jason Leigh (Os Oito Odiados, Annihilation) adiciona experiência e sofisticação aos momentos mais tensos. Nick Nolte (Cabo do Medo, Warrior) fecha o grupo com seu estilo clássico e marcante, oferecendo autoridade à história.

Chris Hemsworth se mostra novamente versátil, combinando charme e perigo em seu personagem, enquanto Halle Berry (Kidnap, A Última Ceia) explora uma faceta vulnerável, mas determinada. Mark Ruffalo (Os Vingadores, Foxcatcher) acrescenta profundidade ao papel do detetive obstinado, equilibrando ação e drama psicológico.

O filme é baseado no conto Crime 101, presente no livro A Queda, de Don Winslow, conhecido por suas histórias intensas de crime e moralidade. A adaptação cinematográfica busca transformar a tensão das páginas em ação visual e drama humano, mantendo o suspense e a complexidade da narrativa original.

Direção e estilo visual

Bart traz para Caminhos do Crime sua habilidade em combinar suspense psicológico com narrativa visual intensa. O diretor explora o cenário da rodovia 101 e o calor de Los Angeles como elementos narrativos, aumentando a sensação de urgência e risco em cada assalto. A cinematografia destaca a poeira, o sol escaldante e os veículos em alta velocidade, criando um ambiente realista que faz o espectador sentir a tensão de cada perseguição. Ao mesmo tempo, a direção privilegia closes e detalhes que revelam a complexidade emocional de cada personagem.

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