A Morte do Demônio: Em Chamas terá pré-estreia com sessão temática no Espaço Petrobras de Cinema, em São Paulo

Quem acompanha a franquia A Morte do Demônio poderá assistir ao novo longa antes da estreia nacional. No dia 7 de julho, às 20h30, o Espaço Petrobras de Cinema, na Rua Augusta, em São Paulo, realiza uma exibição antecipada de A Morte do Demônio: Em Chamas, primeira edição do projeto Espaço do Medo, criado para receber lançamentos do gênero de horror.

A sessão foi pensada para transformar a ida ao cinema em parte da programação. Além da exibição, o público encontrará intervenções inspiradas no filme e na identidade visual da franquia, levando o clima sombrio da história para fora da tela. O longa chega ao circuito nacional dois dias depois, em 9 de julho.

Os ingressos já podem ser adquiridos pelo site e pelo aplicativo do Espaço Petrobras de Cinema, sem cobrança de taxa de conveniência.

Dirigido pelo francês Sébastien Vaniček, o filme apresenta uma história inédita dentro da série criada por Sam Raimi no início dos anos 1980. O roteiro, escrito por Vaniček ao lado de Florent Bernard, deixa de lado personagens conhecidos para acompanhar um novo grupo cercado pela ameaça dos Deadites, criaturas demoníacas que se tornaram a marca registrada da franquia.

A trama acompanha uma mulher que, após a morte do marido, busca abrigo na casa isolada dos sogros. O reencontro familiar toma outro rumo quando os moradores começam a ser possuídos por forças malignas. Presa dentro da propriedade, ela precisa enfrentar uma sequência de acontecimentos violentos para permanecer viva.

O elenco reúne Souheila Yacoub, Tandi Wright, Hunter Doohan, Luciane Buchanan, Errol Shand, George Pullar, Maude Davey e Greta Van Den Brink. A produção é assinada por Rob Tapert e Sam Raimi, responsáveis por consolidar a franquia ao longo de mais de quatro décadas, enquanto Bruce Campbell, rosto mais conhecido da série, participa como produtor executivo.

A criação do Espaço do Medo marca uma nova iniciativa do Espaço Petrobras de Cinema voltada ao horror. A proposta é realizar sessões especiais acompanhadas de ambientações temáticas, transformando lançamentos do gênero em eventos únicos para o público.

A Ilha Esquecida | Nova animação da DreamWorks ganha trailer e leva duas amigas a uma aventura sobre memórias e amizade

A Universal Pictures apresentou o segundo trailer de A Ilha Esquecida, nova animação da DreamWorks Animation que estreia nos cinemas brasileiros em 24 de setembro. O longa combina fantasia, aventura e comédia ao acompanhar duas amigas que acabam presas em um lugar onde as lembranças desaparecem com o passar do tempo.

A direção é de Joel Crawford e Januel Mercado, responsáveis por Gato de Botas 2: O Último Pedido, produção indicada ao Oscar. A produção fica a cargo de Mark Swift, que já trabalhou em outros projetos da DreamWorks.

Ambientada nas Filipinas durante os anos 1990, a história acompanha Jo e Raissa, duas amigas de infância que estão prestes a seguir caminhos diferentes após o fim do ensino médio. Raissa se prepara para deixar o país e se mudar para os Estados Unidos por decisão da família, enquanto Jo tenta encontrar uma forma de manter a amizade das duas mesmo com a distância.

Antes da despedida acontecer, as duas são levadas por um portal para Nakali, uma ilha misteriosa onde as pessoas começam a perder suas memórias conforme permanecem no local. O desafio deixa de ser apenas encontrar uma maneira de voltar para casa e passa a envolver a preservação das lembranças que construíram a relação entre elas.

O filme utiliza elementos da mitologia filipina como base para criar o cenário da ilha e também parte de experiências pessoais dos diretores, especialmente sobre amizades que atravessam diferentes fases da vida. A proposta da animação é explorar como as memórias influenciam a forma como as pessoas entendem suas próprias histórias.

O elenco de vozes reúne nomes da música e do cinema. HER interpreta Jo, enquanto Liza Soberano dá voz a Raissa. Dave Franco participa como Raww, um cão-lobisomem que acompanha as protagonistas, além das participações de Jenny Slate, Manny Jacinto, Dolly de Leon, Jo Koy, Ronny Chieng e Lea Salonga.

Anunciado oficialmente pela DreamWorks em abril de 2025, A Ilha Esquecida representa uma produção original do estúdio, sem ligação com franquias anteriores. A equipe criativa decidiu explorar referências culturais das Filipinas em uma história voltada para públicos de diferentes idades.

Love Kills | Thriller brasileiro chega aos cinemas com romance sombrio e vampiros na São Paulo urbana

Love Kills estreia nesta quinta-feira, 21, em circuito nacional, trazendo uma mistura que foge do óbvio dentro do cinema brasileiro de gênero. Dirigido por Luiza Shelling Tubaldini, o longa combina thriller, fantasia sombria e drama romântico em uma narrativa que aposta em desejo, violência e uma trama urbana carregada de tensão constante.

Depois de circular por festivais internacionais e ganhar destaque pela estética e pela forma como trata o romance dentro de um universo sobrenatural, o filme finalmente chega ao público brasileiro. A distribuição da O2 Play leva a produção para 42 salas no país, marcando o encerramento dessa trajetória fora do circuito comercial e o início de sua exibição regular nos cinemas.

Quem são Helena e Marcos dentro dessa história?

No centro da trama está Helena, interpretada por Thais Lago, uma vampira que atravessa séculos carregando uma relação desgastada com o mundo e com os próprios vínculos humanos. Ela não é retratada como uma figura distante ou glamourosa, mas como alguém que observa a existência com um certo peso acumulado ao longo do tempo.

Do outro lado está Marcos, vivido por Gabriel Stauffer, um garçom que leva uma vida comum até ser puxado para o universo de Helena. O encontro entre os dois não segue uma lógica romântica tradicional, já que a relação nasce marcada por instabilidade, atração e um senso constante de risco que vai se intensificando com o avanço da história.

Como São Paulo influencia o rumo da narrativa?

Em Love Kills, São Paulo não funciona apenas como cenário, mas como uma presença ativa dentro da narrativa. A cidade é apresentada em sua versão noturna, com ruas e espaços que ajudam a construir uma sensação de pressão contínua, onde tudo parece acontecer ao mesmo tempo.

À medida que Helena e Marcos se aproximam, eles acabam sendo levados para uma camada mais oculta da cidade, onde violência, drogas e relações perigosas moldam o comportamento das pessoas. Esse ambiente interfere diretamente nas decisões dos personagens e reforça a sensação de que não existe saída fácil dentro daquele universo.

O filme é inspirado em alguma obra?

Sim. O longa é baseado na graphic novel de Danilo Beyruth, que já trabalhava essa mistura entre fantasia sombria e crítica social em um ambiente urbano. A adaptação para o cinema amplia essa base, investindo mais na construção de atmosfera e no desenvolvimento emocional dos protagonistas.

Essa transição para o audiovisual reforça o contraste entre o cotidiano e o sobrenatural, deixando esses dois elementos constantemente próximos, quase como se coexistissem no mesmo espaço sem uma separação clara.

Como foi a trajetória de Love Kills antes da estreia?

Antes de chegar aos cinemas brasileiros, Love Kills percorreu um circuito internacional importante dentro do cinema de gênero. A jornada começou em 2024 no Ventana Sur, dentro da programação Blood Window, onde o projeto ganhou visibilidade e chegou a vencer o prêmio La Mayor Cine.

Depois disso, o filme foi exibido no Marché du Film, em Cannes, integrando uma seleção dedicada ao cinema de horror e fantasia da América Latina. Em seguida, passou pelo Festival de Sitges, na Espanha, um dos eventos mais relevantes do gênero no mundo, ampliando ainda mais seu alcance internacional.

A trajetória também incluiu o Festival do Rio, a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e o BIFFF, em Bruxelas, consolidando a presença do filme em diferentes mercados antes mesmo de sua estreia no Brasil.

Por que o filme chamou atenção fora do país?

O desempenho em festivais ajudou a colocar o projeto no radar de distribuidoras internacionais. A forma como mistura romance sombrio, estética urbana e elementos de terror foi um dos pontos que mais despertou interesse fora do Brasil.

Com isso, os direitos de exibição foram vendidos para diferentes territórios, incluindo América do Norte, Europa e partes da Ásia. Essa expansão reforça o alcance de Love Kills para além do circuito nacional, garantindo sua chegada a públicos variados.

O que diferencia Love Kills dentro do gênero?

Diferente de histórias mais tradicionais de vampiros, o filme aposta em uma abordagem mais urbana e emocional. Helena não aparece como uma criatura distante da realidade, mas como alguém inserida em um contexto social complexo, onde suas escolhas têm impacto direto no ambiente ao redor.

Marcos representa o ponto de ruptura dessa dinâmica, já que é alguém comum colocado em uma realidade que foge completamente do seu controle. A partir disso, a narrativa constrói um thriller que não depende apenas do sobrenatural, mas também das relações humanas e das consequências emocionais que surgem desse encontro.

No Domingo Maior (27/07), Globo exibe o thriller de ação francês “Anna – O Perigo Tem Nome”

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Neste domingo, 27 de julho de 2025, o Domingo Maior da TV Globo apresenta um suspense eletrizante que mistura espionagem internacional, glamour e violência silenciosa: “Anna – O Perigo Tem Nome”. O longa francês, dirigido por Luc Besson, mergulha o público em uma trama repleta de reviravoltas, com uma protagonista que vive à sombra de duas identidades: de um lado, a modelo cobiçada por grifes de luxo ao redor do mundo; do outro, uma das assassinas mais mortais da KGB.

Estrelado pela estreante Sasha Luss, o filme reúne também um elenco de peso com Helen Mirren, Luke Evans e Cillian Murphy em papéis que ampliam as camadas de tensão e manipulação. Lançado originalmente em 2019, o thriller é, ao mesmo tempo, uma história de ação acelerada e um retrato sombrio de como governos, sistemas e até o glamour da moda podem ser usados para prender uma pessoa dentro de uma vida que ela nunca escolheu.

Anna – O Perigo Tem Nome propõe mais do que entretenimento. Propõe um mergulho psicológico na vida de uma mulher usada como arma, objeto de desejo e peça de um tabuleiro geopolítico no qual suas emoções são ignoradas e seu único desejo — a liberdade — parece inalcançável.

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Anna Poliatova: entre passarelas e silêncios mortais

A história de Anna começa em Moscou, no fim dos anos 80. A jovem Anna vive em meio à miséria, sem expectativas, vendendo pequenas bugigangas e tentando escapar da violência doméstica. Tudo muda quando é “descoberta” por um olheiro de modelos e convidada a se mudar para Paris, onde poderia ter uma nova vida.

A promessa de liberdade, no entanto, é ilusória. O que Anna realmente encontra é um novo tipo de prisão: ela é recrutada pela KGB, e sua verdadeira função será executar missões secretas como assassina de elite, eliminando alvos estratégicos sob o comando direto da agente Olga (Helen Mirren). Treinada para matar sem hesitação e para se adaptar a qualquer ambiente, Anna passa a viver uma vida dupla — modelo internacional durante o dia, agente letal durante a noite.

O contraste entre a vida de modelo e a rotina de agente secreta se torna o grande conflito interno da personagem. Anna é apresentada como uma mulher fria, calculista e disciplinada. Mas aos poucos, o filme revela suas fraturas: os traumas, a ansiedade contida e o medo constante de que tudo à sua volta seja apenas mais uma mentira.

Sasha Luss: uma protagonista que carrega tensão e vulnerabilidade

A escolha de Sasha Luss, modelo russa de passarelas, para o papel principal pode ter surpreendido na época do lançamento. Ainda que não tivesse uma carreira consolidada como atriz, sua presença em cena é hipnótica. Ela entrega um desempenho que equilibra fragilidade e brutalidade, silêncio e explosão. Seus olhos carregam mais do que a beleza das campanhas de moda — carregam peso, raiva, dúvida.

Anna é uma personagem que poucas vezes diz tudo o que sente. Grande parte de sua atuação está nos gestos sutis, na rigidez do corpo, no olhar que oscila entre o desejo de fugir e a conformidade com o destino que lhe impuseram. Não se trata de uma heroína clássica, tampouco de uma vilã. Anna é humana, é falha, e justamente por isso é fascinante.

Helen Mirren: frieza elegante em forma de comando

Do outro lado dessa relação de poder está Olga, interpretada por uma Helen Mirren afiadíssima. Ela é a agente responsável por comandar a operação da KGB da qual Anna faz parte. Sua performance mistura sarcasmo, autoritarismo e uma frieza quase maternal. Olga não é uma antagonista caricata. Ela representa o sistema: calculista, impiedosa e ao mesmo tempo dependente das pessoas que manipula.

Helen Mirren transforma Olga em uma figura contraditória. Ela protege Anna, treina Anna, admira Anna — mas está sempre pronta para descartá-la. É a típica liderança que valoriza os resultados e despreza a pessoa por trás da função. Em vários momentos, suas falas soam como conselhos, mas têm o tom de ameaça.

Espiões, traições e o jogo duplo com a CIA

Enquanto lida com a pressão de Olga e as missões impostas pela KGB, Anna também se vê envolvida com Leonard Miller, agente da CIA vivido por Cillian Murphy. Esse novo envolvimento oferece uma falsa esperança de liberdade. Miller propõe a Anna um acordo: se colaborar com a CIA, ela poderá escapar da KGB e reconstruir sua vida.

Mas o que parece ser uma saída é apenas mais um círculo vicioso. Anna passa a trabalhar como agente dupla, correndo riscos de ambos os lados. Luke Evans interpreta Alex Tchenkov, outro membro da KGB que mantém um relacionamento ambíguo com Anna — misto de paixão e vigilância. A sensação é de que, não importa o caminho que escolha, Anna está sempre cercada.

O roteiro aposta em flashbacks e saltos temporais para ir revelando as camadas ocultas das ações de Anna. Nada é o que parece. Cada cena adiciona uma nova perspectiva, forçando o espectador a reconstruir o passado da personagem a partir de peças soltas. Isso intensifica a tensão e transforma o filme quase em um quebra-cabeça narrativo.

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O glamour como disfarce: o submundo da moda

A ambientação do universo da moda cumpre um papel crucial na narrativa. Anna desfila em Paris, viaja para Milão, posa para campanhas, vive cercada por câmeras e holofotes. Mas esse brilho é apenas uma fachada para suas ações sombrias. O filme expõe como o luxo pode servir como cortina de fumaça para o horror — e como Anna usa a superficialidade da indústria fashion para se esconder à vista de todos.

A direção de arte e os figurinos reforçam essa dualidade. Enquanto a personagem brilha com roupas elegantes, por baixo do tecido há sempre um coldre escondido, uma arma na bolsa, uma rota de fuga. O filme desafia o espectador a enxergar além da aparência, tanto da protagonista quanto do mundo ao seu redor.

Luc Besson retorna ao seu território mais conhecido

Com Anna, Luc Besson revisita o gênero que o consagrou. Depois de sucessos como Nikita (1990) e O Quinto Elemento (1997), ele volta a colocar uma mulher no centro de uma trama violenta e ambígua. A estética do diretor está presente: os ângulos estilizados, as sequências de ação coreografadas como dança, e os dilemas morais disfarçados de suspense.

No entanto, Anna tem um tom mais melancólico e cínico. Não há promessas de redenção ou de justiça. O que existe é uma mulher tentando sobreviver — e, quem sabe, encontrar uma brecha para finalmente viver sob seus próprios termos.

Recepção e legado: um filme subestimado?

Apesar de sua proposta ousada e estilo visual refinado, Anna – O Perigo Tem Nome teve uma recepção morna da crítica. Com 33% de aprovação no Rotten Tomatoes, foi visto por muitos como um repeteco de fórmulas anteriores. No entanto, entre o público, a resposta foi consideravelmente mais positiva, com aprovação de 75% no mesmo site e um “B+” no CinemaScore.

O filme arrecadou pouco mais de 31 milhões de dólares ao redor do mundo — uma bilheteria modesta, mas que não impediu Anna de conquistar um espaço cult entre fãs de thrillers de espionagem. Há quem defenda que o longa seja redescoberto, especialmente por sua protagonista complexa e pelo subtexto sobre abuso de poder e opressão institucional.

Anna, o perigo e a liberdade como ilusão

No centro de tudo, está Anna Poliatova. Uma mulher que, em busca de uma saída, é jogada em caminhos cada vez mais sombrios. Seu maior inimigo não é a CIA, nem a KGB. É o sistema que a força a viver papéis que não escolheu. É a constante sensação de que sua liberdade nunca será plena enquanto ela for útil a alguém mais poderoso.

No fim, Anna – O Perigo Tem Nome é sobre identidade, manipulação e resistência. É sobre como, mesmo em silêncio, uma mulher pode lutar para ser mais do que uma função. E sobre como, às vezes, o mais perigoso não é o que se vê — mas o que se esconde por trás de um sorriso ensaiado, de um salto alto e de um olhar frio.

Onde posso assistir?

Além da exibição na Record TV, o público que quiser conferir Anna – O Perigo Tem Nome também pode assistir ao filme em diferentes plataformas de streaming. Assinantes da Netflix e do Telecine têm acesso liberado ao título por meio da assinatura, aproveitando toda a imersão do thriller de espionagem com qualidade e praticidade. Já para quem prefere alugar o longa, a opção está disponível no Prime Video, com valores a partir de R$ 14,90

Kamila Simioni compartilha sua trajetória no Sensacional desta segunda (11/08)

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Nesta segunda-feira, 11 de agosto de 2025, o Sensacional, apresentado por Daniela Albuquerque na RedeTV!, recebe Kamila Simioni, uma mulher de muitas faces: empresária, musa do Carnaval e influenciadora digital. Mas, por trás do brilho e do sucesso, há uma trajetória marcada por desafios profundos, superações diárias e uma busca incessante por amor e pertencimento.

Kamila não hesita em abrir o coração ao falar sobre sua infância, um período que, para muitos, deveria ser recheado de carinho e proteção, mas que para ela foi marcado pela ausência de amor dentro da própria casa. “Nunca tive amor na minha família. Isso é um fato”, revela com uma franqueza que dói, mas que também liberta.

É nesse silêncio do afeto que Kamila buscou refúgio em “lugares” que a acolhessem, ainda que de forma imperfeita. “Eu procurava no submundo a proteção que não tive”, conta, descrevendo com poucas palavras o quanto a solidão pode fazer uma pessoa buscar qualquer ponto de luz — mesmo que distante dos padrões convencionais de segurança.

Essa frase simples é, na verdade, um grito silencioso que muitos carregam: a dor de não ser vista, de não ser ouvida, de sentir-se invisível dentro do próprio lar. Kamila expõe essa ferida para que outras pessoas possam se reconhecer, e quem sabe, encontrar forças para também buscar a cura.

O despertar para uma nova vida: um sonho como bússola

Aos 28 anos, quando muitos já acumulam histórias e escolhas, Kamila sentiu que precisava se reinventar. A insatisfação tomou conta de sua vida em vários níveis — como filha, irmã, mãe e mulher. E foi nesse ponto de ruptura que a fé entrou com força.

“Fiz uma oração a Deus pedindo um sinal e fui dormir. Acordei lembrando do sonho que tinha desde criança: ter o meu próprio salão”, relembra ela. Esse sinal foi o primeiro passo para virar a página e começar a construir uma vida que tivesse sentido para ela.

Deixando para trás o que não a fazia bem, Kamila investiu no seu sonho com coragem e determinação. Há dez anos, o salão que ela sempre quis se tornou uma realidade, um espaço de trabalho, criatividade e, acima de tudo, autonomia. É nesse ambiente que ela encontrou um lugar para ser dona do próprio destino, para mostrar que é possível se reerguer, mesmo quando o caminho é difícil.

Maternidade: o amor que transforma e também desafia

No programa, Kamila compartilha, com emoção, o impacto que a maternidade teve em sua vida. O nascimento do primeiro filho foi um momento de alegria, mas também de adaptação, dúvidas e aprendizado constante.

O parto natural do segundo filho trouxe complicações que a fizeram enfrentar o inesperado. “Foi uma experiência intensa, que me mostrou a força que a mulher tem”, diz ela, lembrando das angústias e superações que vieram junto com o desafio.

A maternidade, para Kamila, é um processo que mistura alegria, medo e esperança. Ela fala com sinceridade sobre o que é ser mãe solo — ou, como prefere, mãe guerreira — e como isso exige uma resiliência diária para garantir o melhor para os filhos, mesmo quando as circunstâncias não são fáceis.

Amor próprio e recomeço: o fim de um ciclo

Solteira hoje, Kamila não evita falar do fim do casamento com o policial civil Leonardo Simioni. A conversa revela que o término, embora doloroso, foi um passo necessário para que ela pudesse reencontrar a si mesma.

“Às vezes, a gente precisa se afastar para se encontrar de verdade”, reflete. O fim da relação não foi um fracasso, mas uma oportunidade para redescobrir sua identidade, colocar limites e decidir o que realmente quer para sua vida.

Esse capítulo da sua história é um convite para muitas pessoas que enfrentam relações tóxicas ou desgastadas, mostrando que o amor-próprio deve sempre ser prioridade.

A construção da sua própria voz e influência

Kamila também conquistou seu espaço como influenciadora digital, usando as redes sociais para compartilhar sua rotina, seus desafios e suas conquistas. Mais do que uma musa do Carnaval, ela se tornou uma voz para quem busca inspiração para superar adversidades.

Em meio a uma era onde a autenticidade é valorizada, Kamila mostra que é possível ser verdadeira, vulnerável e forte ao mesmo tempo. Ela inspira milhares de seguidores a se amarem, a buscarem seus sonhos e a acreditarem na transformação pessoal.

Reflexões para além da tela: a importância do acolhimento

A história de Kamila nos lembra da importância de olhar para dentro das famílias e das comunidades com mais empatia. O afeto, o diálogo e o cuidado emocional são fundamentais para o desenvolvimento saudável de qualquer pessoa.

Ao compartilhar sua trajetória, Kamila também abre espaço para que outros se sintam encorajados a falar sobre suas dores, buscar ajuda e construir um futuro diferente do passado que os marcou.

Empreender como forma de libertação

O empreendedorismo de Kamila não é apenas uma fonte de renda, mas uma forma de afirmar sua liberdade e seu poder. Ao criar seu salão, ela encontrou um espaço onde pode expressar sua criatividade, trabalhar com paixão e manter a autonomia que sempre desejou.

Sua história reforça o papel transformador que o empreendedorismo pode ter, especialmente para mulheres que precisam romper com ciclos de dificuldades e traumas.

Saiba qual filme vai passar no Cine Espetacular 24/10/2023

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Na próxima terça-feira, 24/10/2023, prepare-se para uma noite de ação e suspense no Cine Espetacular do SBT, pois o tão aguardado filme Riddick 3 está prestes a chegar à tela. Esta produção americana, lançada em 2013, faz parte da empolgante franquia “Chronicles of Riddick” e traz de volta o icônico personagem interpretado por Vin Diesel para uma nova e emocionante jornada.

A trama de “Riddick 3” acompanha as aventuras do anti-herói Richard B. Riddick, um ex-mercenário e fugitivo perseguido em vários planetas do universo. O filme começa com Riddick sendo abandonado em um planeta desolado e hostil por membros de sua própria raça, que acreditam erroneamente que ele está morto. Nesse ambiente impiedoso, ele precisa enfrentar ameaças como criaturas alienígenas ferozes e condições extremas.

Conforme Riddick luta pela sobrevivência, ele descobre que o planeta está prestes a ser invadido por uma raça ainda mais perigosa de predadores alienígenas. Para escapar dessa ameaça iminente, Riddick envia um sinal de emergência para atrair caçadores de recompensas até sua localização. No entanto, ele se depara com uma equipe de mercenários que têm seus próprios interesses e objetivos.

O filme combina elementos de ação, suspense e ficção científica, oferecendo cenas intensas de lutas, perseguições e confrontos entre Riddick e seus adversários. Conforme a trama se desenrola, Riddick demonstra suas habilidades excepcionais de sobrevivência, utilizando sua astúcia para superar obstáculos e enfrentar inimigos formidáveis.

“Riddick 3” retoma a atmosfera sombria e visceral do primeiro filme da franquia, “Pitch Black”, deixando de lado o tom mais épico de seu antecessor, “The Chronicles of Riddick”. A obra explora o lado solitário e selvagem do personagem principal, revelando sua capacidade de adaptação e sua resistência física e mental.

Em suma, “Riddick 3” é uma adição emocionante à franquia, trazendo de volta o carismático personagem de Riddick e oferecendo aos fãs mais ação, suspense e reviravoltas. Se você aprecia filmes de ficção científica com uma pitada de escuridão e personagens cativantes, “Riddick 3” certamente proporcionará uma experiência cinematográfica envolvente e memorável.

O elenco do filme é composto por talentosos atores que dão vida aos personagens cativantes da história. Vin Diesel interpreta o protagonista Riddick, enquanto Katee Sackhoff, Jordi Mollà e Dave Bautista desempenham papéis importantes na trama. Além disso, outros membros do elenco, como Bokeem Woodbine, Karl Urban e Nolan Gerard Funk, contribuem para a dinâmica da história.

“Riddick 3” foi lançado nove anos após o filme anterior da franquia, o que gerou grande expectativa entre os fãs que aguardavam ansiosamente uma continuação. Vin Diesel, além de atuar como Riddick, é um grande fã da franquia e impulsionou a produção do filme ao garantir pessoalmente os direitos para a realização dele.

Que horas vai passar o Cine Espetacular?

Apesar de um orçamento modesto em comparação com o filme anterior, “Riddick 3” obteve sucesso nas bilheterias, superando seu custo de produção. Isso reflete o apelo duradouro do personagem Riddick e a devoção dos fãs à franquia. Portanto, não perca a oportunidade de assistir a “Riddick 3” no Cine Espetacular do SBT, a partir das 23h15, logo após o Programa do Ratinho. Prepare-se para uma noite repleta de emoção e ação cinematográfica que certamente cativará sua atenção do início ao fim. Preparar as pipocas, acomodar-se no sofá e embarcar na aventura eletrizante de Riddick 3.

O Diabo Veste Prada 2 bate US$ 1 bilhão e mostra que Miranda Priestly ainda manda no cinema

O Diabo Veste Prada 2 não demorou muito para virar assunto nas bilheteiras. O filme ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão em arrecadação global, segundo o The Hollywood Reporter, e consolidou um retorno que poucos esperavam nesse nível quase duas décadas depois do original.

Logo no primeiro fim de semana, a sequência já chegou chegando na América do Norte, com US$ 77 milhões (cerca de R$ 385 milhões). Para efeito de comparação, o primeiro filme, lá em 2006, abriu com US$ 27,5 milhões. Ou seja, o público voltou com força bem maior agora.

O que fez tanta gente voltar para esse universo?

A resposta não está só na nostalgia. O filme conversa com um mundo que mudou muito desde o original. Jornalismo, moda, redes sociais, tudo virou outra coisa. E isso aparece direto na história.

No mercado internacional, o desempenho também foi pesado. O longa somou US$ 156,6 milhões (cerca de R$ 783 milhões) fora dos Estados Unidos, o que ajudou a empurrar o total global para US$ 1,168 bilhão em pouco tempo.

No fim das contas, virou aquele tipo de fenômeno que não depende só de um país ou de um público específico.

Quem volta para O Diabo Veste Prada 2?

O elenco principal está todo de volta, o que já era um dos grandes atrativos da sequência. Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci retomam seus papéis e trazem de novo a dinâmica que marcou o primeiro filme.

A história também apresenta novos personagens, mas sem tirar o foco do trio central que o público já conhece bem. A sensação é de reencontro mesmo, como se esses personagens nunca tivessem saído de cena.

Como o filme foi parar nas telas de novo?

O projeto começou a ganhar forma em 2024, depois de anos de conversa sobre uma possível continuação. No início, ninguém tinha certeza se o elenco toparia voltar, principalmente Meryl Streep e Anne Hathaway, que chegaram a hesitar.

Mas o projeto foi se encaixando, o roteiro ficou pronto e a direção voltou para David Frankel, com roteiro de Aline Brosh McKenna, dupla do filme original.

As filmagens aconteceram entre junho e outubro de 2025, passando por Nova York e Milão, além de algumas cenas extras em Newark. Ou seja, o filme apostou nos mesmos cenários que ajudaram a construir a identidade da história original.

O que acontece na história agora?

A trama se passa cerca de 20 anos depois do primeiro filme. Andy Sachs já não é mais a assistente perdida no mundo da moda. Agora ela trabalha como jornalista investigativa e construiu uma carreira própria.

Só que tudo muda quando ela e sua equipe são demitidos de forma repentina. Esse baque já vira o ponto de virada da história.

Do outro lado, Miranda Priestly também não está em uma fase fácil. A revista Runway enfrenta uma crise séria depois de um escândalo envolvendo marcas de fast-fashion e começa a perder espaço no mercado.

É nesse cenário que as duas voltam a se cruzar, agora em posições bem diferentes do passado. E claro, isso mexe com tudo.

Por que esse retorno mexe tanto com o público?

Talvez porque o filme original nunca saiu da memória coletiva. Mas também porque a sequência atualiza esse universo para um mundo que ficou bem mais acelerado e digital.

A discussão agora não é só sobre moda, mas sobre mídia, relevância e sobrevivência no mercado. E isso deixa tudo mais próximo da realidade de hoje.

O que explica esse sucesso todo?

No fim, O Diabo Veste Prada 2 junta três coisas que funcionam muito bem juntas: personagens fortes, um elenco já conhecido e uma história que conversa com mudanças reais do mundo.

Não é só uma continuação. É quase um reencontro com um universo que o público achou que tinha deixado no passado, mas que voltou com força total.

SBT exibe A Fortaleza nesta sexta (18) na Tela de Sucessos com Bruce Willis, Jesse Metcalfe e Chad Michael Murray

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Nesta sexta-feira, 18 de julho, o SBT exibe na Tela de Sucessos o filme “A Fortaleza” (The Fortress), thriller de ação protagonizado por Bruce Willis, Jesse Metcalfe e Chad Michael Murray. A produção vai ao ar no final da noite e promete uma narrativa intensa, marcada por embates explosivos, acerto de contas e o reencontro conturbado entre pai e filho.

Com direção de James Cullen Bressack, o longa mergulha o espectador em uma base militar secreta que serve como abrigo para ex-agentes de inteligência aposentados. O que era para ser um lugar seguro, rapidamente se transforma em um campo de batalha, quando criminosos armados invadem o local em busca de vingança. No centro da trama estão Robert, vivido por Bruce Willis, e seu filho Paul (Jesse Metcalfe), forçados a trabalhar juntos sob pressão, cercados por um inimigo implacável. As informações são do AdoroCinema.

Últimos momentos de Bruce Willis nas telas

Mais do que um filme de ação convencional, A Fortaleza também carrega um peso emocional extra. Lançado pouco antes do afastamento de Bruce Willis das telas por problemas de saúde relacionados à afasia, o longa representa um de seus últimos grandes papéis no cinema. Com sua presença marcante e carisma inconfundível, o ator entrega uma performance que emociona não apenas pela ação, mas pela consciência de que se trata de uma despedida silenciosa de um ícone do gênero.

Ação, vínculos e feridas abertas

O roteiro, assinado por Alan Horsnail, mescla tiroteios e tensão crescente com dilemas familiares não resolvidos. Entre uma explosão e outra, o filme encontra espaço para refletir sobre paternidade, lealdade e reconciliação. O vilão da vez é Balzary, interpretado com intensidade por Chad Michael Murray, que lidera a ofensiva com motivações pessoais, revelando segredos do passado que colocam em risco não apenas a vida dos protagonistas, mas tudo o que ainda restava de sua relação.

O elenco ainda conta com participações de Kelly Greyson (Kate), Ser’Darius Blain (Ulysses), Shannen Doherty (Dobbs), Sean Kanan (Vlad), além de uma aparição do próprio diretor, James Cullen Bressack, como motorista de um dos antagonistas.

Também disponível no streaming

Para quem prefere acompanhar filmes no próprio ritmo, A Fortaleza também pode ser assistido via streaming. O longa está disponível por assinatura no Amazon Prime Video, oferecendo uma alternativa para os fãs de ação e para quem deseja rever um dos últimos trabalhos inéditos de Bruce Willis.

“Quilos Mortais” desta sexta (25/07) emociona com a jornada dos irmãos John e Lonnie Hambrick na Record TV

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À primeira vista, pode parecer que “Quilos Mortais” é mais um reality sobre perda de peso. Mas basta assistir a poucos minutos para entender que o programa vai muito além de números na balança. A cada episódio, o público é convidado a entrar na vida de pessoas que, além de lutarem contra a obesidade extrema, enfrentam cicatrizes invisíveis – aquelas que não aparecem nos exames, mas que moldam cada escolha, cada recaída, cada tentativa de mudança.

Nesta sexta-feira, 25 de julho de 2025, às 22h45, a Record TV exibe um capítulo especialmente tocante da série. O foco está na história dos irmãos John e Lonnie Hambrick – dois homens que chegaram ao programa carregando mais do que excesso de peso. Eles vinham, na verdade, de uma longa trajetória de afastamento, mágoas e silêncios entre irmãos que já foram próximos, mas que a vida – e seus traumas – afastou.

Do isolamento ao reencontro: uma jornada que começa com 270 e 300 kg

John iniciou sua participação no programa com cerca de 300 kg. Lonnie, com 270 kg. Ambos já não conseguiam realizar tarefas básicas do dia a dia, como se levantar sozinhos, subir escadas ou até mesmo sair de casa sem ajuda. Mas talvez o peso mais insuportável fosse outro: a vergonha, o abandono, o sentimento de fracasso que os mantinha presos a um ciclo vicioso de culpa e compulsão.

A decisão de buscar ajuda veio de forma independente, mas foi dentro do programa – e com o auxílio do rígido e respeitado Dr. Nowzaradan – que os irmãos se reencontraram. E reencontrar, aqui, não é apenas no sentido físico. Eles se reconheceram como iguais. Como sobreviventes. Como filhos de uma mesma dor.

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Dr. Now e a importância de tratar o que não se vê

Quem já acompanha o programa sabe que o Dr. Nowzaradan é um profissional conhecido por sua franqueza. Ele não floreia. Diz o que precisa ser dito – e, às vezes, com certa dureza. Mas sua abordagem também é profundamente humana, especialmente quando reconhece que a cirurgia bariátrica é apenas uma ferramenta. O verdadeiro trabalho está na mente.

“A psicologia associada ao vício em comida é tão fundamental quanto o procedimento cirúrgico”, afirma o médico durante o episódio. E ele está certo. Em um país como os Estados Unidos, onde a obesidade é um problema de saúde pública, raramente se discute o quanto traumas emocionais alimentam compulsões. Comer, para muitos, é um mecanismo de sobrevivência emocional.

No caso dos irmãos Hambrick, ficou claro que não bastava mudar a alimentação ou perder peso. Era preciso olhar para dentro. Curar o que os havia separado. Encerrar ciclos de dor, ressentimento e abandono. E isso, como o episódio mostra, é o mais desafiador de tudo.

Uma irmandade reconstruída entre lágrimas e perseverança

À medida que o tratamento avança, John e Lonnie passam a conviver mais de perto. Dividem o mesmo espaço, as mesmas refeições restritas, os mesmos desafios. E, aos poucos, vão aprendendo a confiar novamente um no outro.

Há momentos de tensão – como não haveria? – mas também há cenas genuínas de afeto, cuidado e companheirismo. Um ajuda o outro a caminhar. Um segura a barra quando o outro quer desistir. Um escuta, mesmo quando é difícil. É nesse vai-e-vem de fragilidade e coragem que a relação entre eles ganha um novo contorno: não mais como dois homens tentando emagrecer, mas como irmãos redescobrindo o que significa ter alguém ao lado.

Em uma das cenas mais emocionantes, John desabafa: “A gente passou tanto tempo longe, com vergonha, com medo… E agora, só de ter meu irmão aqui, parece que tudo é mais possível.” É um daqueles momentos em que a TV deixa de ser espetáculo e vira espelho.

Muito além da balança: a obesidade como questão social e emocional

O episódio desta sexta também nos convida a pensar na obesidade para além da lógica da culpa individual. John e Lonnie representam uma multidão de pessoas que, por razões diversas, acabam se refugiando na comida como única forma de alívio. Não é preguiça. Não é desleixo. É dor crônica. É falta de acesso. É trauma. É abandono.

A narrativa dos irmãos joga luz, ainda, sobre o tabu da saúde mental entre homens. Quantos homens você conhece que se sentem à vontade para dizer que estão sofrendo? Que choram? Que pedem ajuda? John e Lonnie fazem isso em rede nacional. Se expõem. Sofrem. Mas também mostram que há saída. Que vulnerabilidade é, sim, força.

O que o episódio nos ensina

No fim das contas, este episódio de “Quilos Mortais” não é apenas sobre dois irmãos obesos tentando emagrecer. É sobre dois homens tentando se salvar. Tentando se perdoar. Tentando viver. Eles enfrentam recaídas. Têm medo da cirurgia. Discutem. Mas também dançam, riem, choram e comemoram cada pequeno avanço. A perda de peso é significativa – dezenas de quilos ao longo de um ano – mas o que realmente muda é o modo como se olham, como se veem, como se entendem.

Por que vale a pena assistir

Se você busca uma história real, sem roteiros pré-fabricados, este episódio é para você. Se você já enfrentou seus próprios fantasmas – ou conhece alguém que esteja nessa batalha –, a jornada dos irmãos Hambrick pode tocar fundo. Não porque oferece fórmulas mágicas, mas porque escancara o que é ser humano em sua forma mais crua.

O Testemunho | Romance de Santiago Delgado expõe as raízes do nazismo sob o verniz da ciência no final do século XIX

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Era uma vez um império elegante por fora e apodrecido por dentro. Berlim, 1898. A capital da jovem Alemanha Imperial vibra com a promessa de um futuro glorioso: ciência de ponta, universidades prestigiadas, salões aristocráticos onde o saber é servido junto ao vinho e ao prestígio de sobrenomes antigos. Mas há algo que não se vê nos bailes nem nas capas dos jornais: uma semente sendo plantada — metódica, fria, disfarçada de progresso. E é nessa fresta de sombra que nasce O Testemunho, o novo romance de Santiago Delgado, historiador e escritor estreante na ficção, mas já um profundo conhecedor do período que retrata.

Em vez de entregar uma tese, Delgado nos oferece uma história que pulsa: um jovem nobre, uma descoberta perturbadora, um amor proibido e uma conspiração científica tão realista quanto assustadora. Mais do que um romance histórico, o livro é uma advertência — e, ao mesmo tempo, um convite à coragem.

Um império refinado, uma juventude perdida

Wilhelm von Richthofen é jovem, rico, promissor. Estuda em um respeitado internato da elite, onde se formam os futuros líderes do império. Mas, por trás da fachada impecável, Wilhelm vive sob a sombra de seu irmão desaparecido e carrega uma rivalidade com o brilhante e reservado Alois Schneider. Movido por ciúmes e orgulho, ele decide investigar o passado do colega — e o que descobre muda tudo.

Ao lado de Helga, irmã gêmea de Alois, Wilhelm entra num labirinto de segredos. Eles descobrem documentos confidenciais, registros médicos escondidos e pistas de um projeto eugênico financiado por figuras influentes da aristocracia e da ciência alemã. Um nome volta à tona: Joseph, irmão de Wilhelm, supostamente morto. Mas ele está vivo — e profundamente envolvido no programa.

Nas entrelinhas da alta sociedade, escondem-se campos de experimentos ilegais, onde crianças judias, ciganas, doentes mentais e indigentes são usados como cobaias. Tudo isso sob a justificativa da “melhoria racial”.

A frieza dos salões e o calor do perigo

Santiago Delgado poderia ter escrito um livro frio, acadêmico. Mas escolheu o caminho mais difícil: criar personagens de carne e osso, que erram, sentem medo, se apaixonam e resistem. Wilhelm e Helga não são heróis clássicos. São jovens assombrados, impulsivos, mas movidos por uma crescente consciência do horror que os cerca.

A atmosfera que Delgado constrói é sufocante. Os corredores das escolas são vigiados. Um padre é assassinado e pendurado de cabeça para baixo. Um crânio humano aparece com uma ameaça: “você é o próximo”. Os arquivos são queimados, testemunhas desaparecem, e o medo cresce em cada página. Não é mais uma investigação. É uma luta por sobrevivência.

Entre a paixão e o abismo

Mas há beleza também. O romance entre Wilhelm e Helga floresce em meio ao caos. Não como alívio, mas como resistência. Em tempos de crueldade institucionalizada, amar alguém é, em si, um ato político. Há ternura nas noites de fuga, nos sussurros trocados antes de uma nova investida, na partilha silenciosa de culpas.

Delgado não idealiza esse amor. Ele o apresenta com dúvidas e dilemas. Até onde vale ir? O que se arrisca por justiça? Pode-se lutar contra o próprio sangue? Essas são perguntas que o livro não responde com fórmulas, mas com escolhas difíceis — e lágrimas.

Ecos de um futuro que já conhecemos

O grande trunfo de “O Testemunho” é o desconforto que provoca. Afinal, o livro termina muito antes de Hitler chegar ao poder. E, no entanto, cada cena parece um prelúdio do que viria: os discursos sobre pureza racial em jantares sofisticados, os médicos que falam de “eficiência biológica” com frieza, as elites que preferem ignorar os abusos em nome da ciência e do avanço.

A mensagem é clara, ainda que sutil: o nazismo não começou com tanques e suásticas. Começou com ideias. Com omissões. Com salões refinados e conversas bem articuladas.

Uma leitura para quem quer sentir — e entender

Se você se emocionou com “O Leitor”, de Bernhard Schlink, ou ficou impactado com “A Menina que Roubava Livros”, de Markus Zusak, prepare-se: “O Testemunho” toca as mesmas feridas, mas com uma lupa voltada para o momento anterior à tragédia. É um livro para quem quer se apaixonar, se indignar, se perguntar — e, talvez, sair diferente depois da última página.

Não é um romance fácil. Mas é necessário.

Um historiador que escolheu contar o passado em voz alta

Santiago Delgado poderia ter mantido suas pesquisas nas estantes das universidades. Mas escolheu outro caminho. Formado em História pela PUC-SP, ele passou anos estudando os bastidores do Segundo Reich, o período entre a unificação alemã e o fim da Primeira Guerra. Ao transformar dados e documentos em literatura, Delgado torna o passado acessível — e, acima de tudo, vivo.

A escrita é minuciosa, mas fluida. Carregada de imagens vívidas, diálogos potentes e um senso de urgência. “O Testemunho” não é só um livro: é um aviso. Um lembrete de que o horror se constrói em silêncio — e de que resistir pode começar com algo tão simples quanto uma pergunta feita na hora certa.

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