Chespirito: Sem Querer Querendo promete revelar o homem por trás do mito de Chaves e Chapolin em série biográfica com estreia marcada para junho

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Vamos embarcar em uma viagem emocionante aos bastidores de uma das maiores lendas do humor latino-americano. A série Chespirito: Sem Querer Querendo, produção original da plataforma Max, acaba de ganhar um novo trailer que revela cenas inéditas e intensas sobre a vida e carreira de Roberto Gómez Bolaños, criador dos icônicos Chaves e Chapolin Colorado. A estreia está marcada para 5 de junho.

Misturando drama, bastidores e nostalgia, a série não se limita apenas a enaltecer o legado do artista — ela também mergulha nas tensões criativas e relacionamentos turbulentos que marcaram a produção dos programas. Do nascimento das ideias à explosão de sucesso, passando por brigas nos bastidores, a narrativa busca retratar com profundidade o homem por trás da figura pública adorada por milhões.

No papel de Roberto, está o ator Pablo Cruz Guerrero, enquanto Paula Dávila interpreta Margarita Ruíz, personagem inspirada na atriz Florinda Meza — intérprete da Dona Florinda e parceira de vida de Bolaños, cujo nome verdadeiro foi alterado na série, reflexo dos conflitos judiciais e pessoais em torno da obra de Chespirito.

A produção ainda conta com Juan Lecanda como Carlos Villagrán/Marcos Barragán (o eterno Quico), Miguel Islas como Ramón Valdés (o querido Seu Madruga) e Andrea Noli vivendo Angelines Fernández (a inesquecível Bruxa do 71).

Essas mudanças de nomes, aliás, não são apenas artifícios criativos, mas refletem as disputas legais que se desenrolaram após a morte de Bolaños, envolvendo direitos autorais e a imagem dos personagens e intérpretes — uma trama à parte que também ganha espaço na narrativa da série.

Chaves: um fenômeno atemporal que conquistou o coração de gerações

Lançada originalmente em 1973, El Chavo del Ocho — ou simplesmente Chaves, como ficou conhecido no Brasil — se tornou um dos maiores marcos da televisão latino-americana. Criado e protagonizado por Roberto Gómez Bolaños, o seriado narrava as desventuras de um menino órfão que vivia dentro de um barril em uma vila, cercado de vizinhos caricatos, broncas, barracos e muitos tapas de humor.

Ao lado de personagens inesquecíveis como Seu Madruga, Quico, Dona Florinda, Chiquinha e Professor Girafales, o programa abordava, com leveza e carisma, temas como amizade, pobreza, respeito e empatia — tudo isso com piadas simples e roteiros acessíveis, mas incrivelmente eficazes.

No Brasil, Chaves foi exibido pelo SBT a partir da década de 1980 e logo se tornou parte da rotina de milhões de lares. O sucesso foi tanto que outros canais como Multishow, Cartoon Network, Boomerang e TBS também transmitiram a série, apresentando-a a novas gerações. Mesmo após décadas de sua criação, a produção segue viva na cultura popular, em memes, produtos licenciados e eventos temáticos.

É impossível medir com exatidão o impacto emocional de Chaves, mas o carinho coletivo por seus personagens e frases marcantes (“foi sem querer querendo”, “ninguém tem paciência comigo”) prova que o programa transcendeu barreiras linguísticas e sociais. Trata-se de uma obra que, mesmo feita com recursos modestos, se firmou como um verdadeiro patrimônio afetivo do público latino-americano.

Obsessão | Universal Pictures revela trailer de terror psicológico de Curry Barker

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Foto: Reprodução/ Internet

A Universal Pictures oficializou o lançamento do trailer de “Obsessão”, nova aposta do gênero dirigida por Curry Barker (Milk & Serial / The Chair). O longa chega ao grande público após uma trajetória vitoriosa em 2025, onde acumulou elogios no Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF) e conquistou o prestigiado Grande Prêmio do Público no Festival de Sitges, na Espanha, consolidando-se como um fenômeno antes mesmo de sua estreia comercial, prevista para 2026. Abaixo, confira o vídeo:

A trama acompanha Bear, interpretado por Michael Johnston (Teen Wolf / Inversion / The Inbetweeners / Slash), um funcionário de uma loja de música que personifica o “romântico incurável”. Em um momento de desespero emocional, Bear adquire o “Salgueiro de Um Desejo”, um artefato místico que promete realizar sonhos. Ao danificar o objeto durante um pedido para que sua amiga de infância se apaixone por ele, o protagonista desencadeia uma distorção na realidade: o amor surge, mas manifesta-se como uma patologia violenta e sobrenatural.

O peso dramático da obra repousa em um elenco versátil. A contraparte de Johnston é Inde Navarrette (Superman e Lois / 13 Reasons Why / Wander Darkly / Kids of the Black Hole), que interpreta Nikki. A atriz é amplamente elogiada pela transição física exigida pelo papel, evoluindo de uma jovem solar para uma figura de obsessão absoluta.

O suporte narrativo conta com Cooper Tomlinson (Milk & Serial / The Chair / Prank / Tales from the Grill), que retoma a parceria de sucesso com o diretor Barker. Somam-se a ele Megan Lawless (O Ódio que Você Semeia / The Sound of Magic / Echoes / Mayans M.C.) e o veterano Andy Richter (Conan / Arrested Development / Madagascar / Elf / Santa Clarita Diet). A presença de Richter é uma das mais comentadas pela crítica, uma vez que o ator se afasta de sua persona cômica tradicional para explorar tons mais sombrios e enigmáticos.

A produção executiva de Jason Blum (Corra! / Atividade Paranormal / Uma Noite de Crime / Fragmentado / Sobrenatural) garante ao filme o selo de qualidade da Blumhouse Productions, conhecida por revitalizar o terror moderno com orçamentos inteligentes e conceitos originais. No time de produtores, figuram nomes experientes como James Harris (47 Metros Para Baixo / A Queda / Medo Profundo / O Barco do Medo) e Christian Mercuri (Atentado ao Hotel / Refém do Jogo / Plano de Invasão / O Estrangeiro).

A direção de Barker foca no desconforto psicológico derivado do livre-arbítrio violado. Ao contrário de vilões externos, o antagonismo em “Obsessão” nasce da própria afeição de Nikki. À medida que Bear tenta reverter o feitiço, ele descobre que o “Salgueiro de Um Desejo” cobra um preço que vai além da sanidade, afetando todos ao redor, incluindo os personagens de Tomlinson e Lawless.

Crunchyroll lança campanha para levar Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito ao Oscar

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O impacto de Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito nos cinemas é inegável. Desde sua estreia em julho de 2025 no Japão, o filme conquistou fãs ao redor do mundo com uma combinação rara de ação, emoção e excelência técnica. A produção, que representa a sequência direta da quarta temporada do anime, rapidamente se tornou um fenômeno cultural, consolidando-se como um dos maiores sucessos da história recente da animação japonesa. Agora, a Crunchyroll, responsável pela distribuição internacional do longa, decidiu dar um passo ousado: iniciar uma campanha para levar o filme ao Oscar de Melhor Animação.

Em entrevista ao The Hollywood Reporter, Rahul Purini, CEO da Crunchyroll, demonstrou otimismo em relação às chances da obra no prêmio. Ele destacou que, embora animes já tenham recebido reconhecimento internacional, como A Viagem de Chihiro e O Menino e a Garça, nenhum filme do gênero shonen, voltado a ação e aventura, conquistou a estatueta até hoje. Para Purini, isso não representa uma barreira, mas sim uma oportunidade de mostrar a força e a sofisticação do anime contemporâneo: “Achamos o filme incrível — a animação, a história, a qualidade em todos os aspectos. Os fãs merecem que ele seja considerado para prêmios. Faremos nossa parte para garantir que receba o apoio necessário em todas as categorias possíveis.”

Uma obra que transcende gêneros

Castelo Infinito não é apenas mais uma adaptação de mangá. Ele representa uma evolução da franquia Demon Slayer, combinando narrativa complexa, desenvolvimento psicológico profundo dos personagens e um estilo visual que impressiona tanto pelo dinamismo quanto pela beleza estética. Baseado no arco “Castelo Infinito” do mangá de Koyoharu Gotouge, publicado entre 2016 e 2020, o filme se diferencia de suas adaptações anteriores — como Swordsmith Village e Hashira Training, que funcionaram como compilações — por ser uma experiência cinematográfica completa.

A produção, assinada pelo estúdio Ufotable, mantém a excelência técnica que consagrou a franquia. Cada cena de luta é coreografada com precisão quase hipnótica, enquanto os efeitos visuais e a iluminação conferem uma atmosfera dramática única. Sob a direção de Haruo Sotozaki, o roteiro consegue equilibrar momentos de tensão extrema com passagens de introspecção e emoção, criando uma experiência que vai muito além da ação superficial. É essa combinação de técnica e narrativa que torna Castelo Infinito uma obra capaz de atrair tanto fãs de longa data quanto novos espectadores.

A trama que prende o público

No centro da narrativa está Tanjiro Kamado, jovem que ingressou no Demon Slayer Corps, uma corporação dedicada a combater demônios, após sua irmã Nezuko ter sido transformada em um deles. O filme começa em um ponto crítico: enquanto Tanjiro e os Hashira participam de um programa de treinamento intensivo, surge Muzan Kibutsuji, o antagonista central da série, colocando em risco a vida do líder da corporação. Em uma sequência eletrizante, Tanjiro e os outros membros são lançados em uma queda vertiginosa que os leva diretamente ao Infinity Castle, o reduto final dos demônios.

É nesse cenário que se estabelece o confronto definitivo. O longa consegue equilibrar cenas de ação com momentos de forte carga emocional, explorando o medo, a coragem e os laços familiares que unem os personagens. Essa densidade narrativa é rara no gênero shonen, e é um dos fatores que torna a obra tão cativante. Além disso, o filme aborda temas universais como sacrifício, responsabilidade e superação, ampliando seu apelo para públicos de diferentes idades e culturas.

Por que o filme pode chegar ao Oscar

O potencial de Demon Slayer: Castelo Infinito para o Oscar não se limita apenas à sua popularidade ou à qualidade técnica. O longa traz um equilíbrio raro entre narrativa envolvente e inovação visual. Cada cena é planejada para criar uma experiência cinematográfica imersiva, com sequências de ação que parecem coreografias de dança e momentos de silêncio que intensificam o drama dos personagens. A atenção aos detalhes, desde a expressão facial até a movimentação do ambiente, reflete um compromisso artístico que muitas vezes supera produções tradicionais de Hollywood.

Além disso, a profundidade emocional do filme é um ponto-chave. Tanjiro não é apenas um herói que enfrenta inimigos; ele é um personagem que lida com perdas, dúvidas e responsabilidades, tornando suas decisões complexas e humanamente compreensíveis. Essa abordagem permite que o público se conecte de forma genuína com a narrativa, criando uma experiência que vai além da estética e do entretenimento.

Outro fator relevante é o impacto cultural global do anime. Nos últimos anos, produções japonesas têm conquistado cada vez mais atenção internacional, e o público ocidental demonstra crescente interesse por histórias que não seguem os padrões convencionais de Hollywood. A campanha da Crunchyroll se apoia justamente nessa abertura cultural, mostrando que a animação japonesa pode competir em igualdade de condições, oferecendo histórias densas e visualmente impressionantes que dialogam com valores universais.

Por fim, há a questão histórica: nenhum filme shonen venceu o Oscar até hoje. Isso significa que Castelo Infinito tem a oportunidade de quebrar barreiras e abrir caminho para um novo reconhecimento do gênero. Caso seja indicado, o filme não apenas celebraria a qualidade do trabalho da equipe de produção, mas também validaria o investimento global em animações japonesas complexas, ampliando a percepção de que histórias de ação e aventura podem ter relevância artística e emocional comparável a clássicos do cinema mundial.

O impacto cultural e a recepção internacional

Desde sua estreia, o filme se tornou um fenômeno não apenas entre os fãs de anime, mas também entre críticos e especialistas em animação. Sites especializados elogiaram a fluidez das lutas, a profundidade dos personagens e a fidelidade à obra original, destacando a capacidade do filme de equilibrar ação intensa com momentos de reflexão e emoção.

A bilheteira é outro indicador do sucesso. No Japão, Castelo Infinito rapidamente superou recordes anteriores da franquia, consolidando-se como um dos maiores filmes de animação da história recente do país. A distribuição internacional pela Crunchyroll ampliou ainda mais seu alcance, permitindo que a obra conquistasse espectadores na América do Norte, Europa e América Latina, além de estimular discussões sobre o papel da animação japonesa no cenário cinematográfico global.

Fãs como protagonistas

Um elemento essencial na campanha pelo Oscar é o envolvimento da comunidade de fãs. Demon Slayer possui uma base de fãs engajada, que participa ativamente de discussões online, cosplay, fanarts e transmissões ao vivo, mantendo o interesse pelo filme vivo muito tempo após o lançamento. Para a Crunchyroll, essa paixão não é apenas um indicador de popularidade, mas uma força que pode influenciar o reconhecimento do filme em premiações. Rahul Purini destaca que, mais do que qualquer campanha de marketing, o apoio dos fãs é crucial para mostrar à indústria o valor da obra.

Próximos passos e expectativas

A campanha pelo Oscar já está em andamento, com a Crunchyroll planejando exibições especiais, participações em festivais internacionais e painéis de discussão que aumentem a visibilidade do longa entre críticos e votantes. A expectativa é que Castelo Infinito consiga não apenas uma indicação, mas também abra espaço para a valorização de toda uma indústria que, historicamente, esteve à margem das premiações ocidentais.

Enquanto a corrida pelo Oscar se desenrola, o filme continua a cativar o público, provando que qualidade técnica, narrativa envolvente e impacto emocional podem convergir em uma obra de arte que transcende barreiras culturais.

O Píer | Netflix cancela série de Kevin Williamson após apenas uma temporada, apesar da boa audiência

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O mundo do streaming vive de promessas, apostas ousadas e, muitas vezes, de cortes que surpreendem até os fãs mais atentos. Foi o que aconteceu com O Píer, série criada por Kevin Williamson, conhecido por clássicos da TV como Dawson’s Creek e pelo roteiro de Pânico (1996), que acaba de ser cancelada pela Netflix após apenas uma temporada.

A decisão chamou a atenção por não ser motivada por baixa audiência, como costuma acontecer. Pelo contrário: a produção chegou a liderar o ranking de séries mais assistidas da plataforma em sua semana de estreia e manteve-se por cinco semanas consecutivas no Top 10 Global de séries em língua inglesa. Ainda assim, os executivos da gigante do streaming optaram por não dar continuidade ao projeto, encerrando precocemente a história da família Buckley e deixando os fãs sem uma conclusão.

Foto: Reprodução/ Internet

Uma estreia promissora que virou frustração

Lançada com expectativa de ser uma das grandes novidades dramáticas de 2024 no catálogo da Netflix, a série tinha uma combinação que costuma chamar público: um enredo familiar cheio de tensões, a atmosfera costeira da Carolina do Norte e a assinatura de um criador de prestígio em Hollywood.

A trama girava em torno da família Buckley, dona de um império pesqueiro em Havenport, uma pequena cidade fictícia na costa leste dos Estados Unidos. Comandados pelo patriarca Harlan Buckley (interpretado por Holt McCallany), os Buckley enfrentavam o declínio de sua soberania comercial e precisavam lidar com vícios, segredos e alianças perigosas para manter o legado.

Apesar da boa recepção inicial, a notícia do cancelamento caiu como uma bomba para os fãs. Muitos esperavam uma renovação automática, já que a série conseguiu números superiores a produções que receberam sinal verde para novas temporadas.

Os números que intrigam

Segundo dados divulgados pelo site Deadline, O Píer acumulou 11,6 milhões de visualizações em sua primeira semana. Isso a colocou à frente de séries como Ransom Canyon, também de temática familiar e renovada pela Netflix após boa performance, mas que estreou com 9,4 milhões de visualizações.

O desempenho de O Píer também superou outras produções da própria plataforma, como Assassinato na Casa Branca e Pulse, ambas canceladas, mas com índices de audiência mais modestos.

A pergunta que surge é: se a audiência foi satisfatória, por que a série não ganhou uma segunda temporada? A resposta pode estar em fatores que vão além do número de espectadores.

O peso das parcerias externas

Um dos principais elementos que ajudam a entender a decisão está no fato de que O Píer não é uma produção original da Netflix. A série pertence à Universal Television, que licenciou os direitos de exibição para a plataforma.

Historicamente, a Netflix tem dado prioridade às produções desenvolvidas internamente, que além de gerarem menos custos com licenciamento, permanecem como exclusividade no catálogo da empresa. No caso de séries externas, muitas vezes o investimento não se justifica, mesmo que a audiência seja positiva.

O contraste fica ainda mais evidente quando se observa que a própria Universal conseguiu renovações rápidas na Netflix para outras produções, como Um Espião Infiltrado e As Quatro Estações. Isso mostra que a questão pode envolver negociações contratuais e prioridades estratégicas de catálogo, e não necessariamente uma avaliação artística ou de audiência.

O enredo: dramas familiares, vícios e alianças perigosas

Parte da força de O Píer (The Waterfront) estava em seu enredo carregado de emoção e cheio de dilemas morais. A série mergulhava no cotidiano da família Buckley, tradicionalmente respeitada em Havenport, mas que escondia segredos sombrios por trás da fachada de sucesso.

O patriarca Harlan Buckley era o centro dessa teia de conflitos. Depois de sofrer dois ataques cardíacos, ele se via cada vez mais distante do comando do império pesqueiro que construiu com tanto esforço. A saúde debilitada o forçava a delegar responsabilidades, abrindo espaço para disputas internas entre os membros da família.

Sua filha, Bree Buckley, lutava contra fantasmas do passado. Em processo de reabilitação após o vício em drogas, ela tentava reconstruir sua vida e recuperar a guarda do filho. A personagem representava o drama da queda e da tentativa de redenção, trazendo uma das tramas mais humanas da narrativa.

Já o filho, Cane Buckley, vivia sob a pressão de provar seu valor diante do legado do pai. Ambicioso e impetuoso, ele se envolvia em decisões arriscadas que colocavam a família em rota de colisão com inimigos poderosos.

No centro da família, estava também Belle Buckley, esposa de Harlan e mãe dos filhos, que assumia as rédeas dos negócios enquanto tentava manter os Buckley unidos. Em meio à crise, Belle se via obrigada a tomar decisões duras, revelando até onde uma mãe pode ir para proteger o nome da família.

À medida que os Buckley se afundavam em dificuldades financeiras e em crises pessoais, surgia um dilema ainda maior: para manter sua soberania em Havenport, precisariam se aproximar de um lorde das drogas local. Essa aliança perigosa transformava um drama familiar em um thriller cheio de suspense, levantando a pergunta: até onde alguém vai para salvar o próprio legado?

O elenco: rostos conhecidos e atuações marcantes

O elenco da série é formado por Holt McCallany (Mindhunter, Clube da Luta), Melissa Benoist (Supergirl, Whiplash: Em Busca da Perfeição), Jake Weary (Animal Kingdom, It Follows), Maria Bello (A História de uma Família, Um Crime de Mestre, NCIS), Rafael Silva (9-1-1: Lone Star), Humberly González (Ginny & Georgia, Utopia Falls), Danielle Campbell (The Originals, Tell Me a Story) e Brady Hepner (The Black Phone).

O legado de uma única temporada

Embora tenha durado apenas uma temporada, a trama deixou sua marca. A série conseguiu atrair audiência global, gerou discussões em fóruns de fãs e mostrou que ainda há espaço para dramas familiares densos no universo do streaming. Se por um lado o cancelamento gera frustração, por outro, há quem acredite que a produção possa encontrar uma segunda vida em outro serviço. Como pertence à Universal Television, não seria impossível que outra plataforma manifestasse interesse em continuar a história dos Buckley.

Zeca Pagodinho leva o samba à alma do Japão em encontro com Pedro Bial no “Conversa com Bial”

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Foto: Reprodução/ Internet

Em uma noite que une continentes, histórias e melodias, o “Conversa com Bial” desta sexta-feira, 25 de julho, se transforma num documentário íntimo e emocionante, conduzido por dois nomes que dispensam apresentações: Pedro Bial e Zeca Pagodinho. Mas desta vez, a roda de samba não é em Xerém, muito menos em um estúdio carioca. O cenário é um karaokê em Osaka, no Japão — uma cidade que pulsa entre luzes de néon e memórias silenciosas — onde o samba encontrou um novo lar, ao menos por uma noite.

No ar logo após o Jornal da Globo e às 23h45 no GNT, o programa especial joga luz sobre um encontro raro: o Brasil profundo e leve de Zeca e o olhar curioso e generoso de Bial, unidos em um canto improvável do mundo. Entre goles de cerveja, canções eternas e memórias costuradas pelo tempo, a edição vai muito além de uma entrevista — é um abraço cultural em quem assiste.

Um boteco de alma brasileira no coração de Osaka

Há algo de mágico quando culturas aparentemente distantes se encontram por afinidades invisíveis. Foi assim que o karaokê, símbolo pop da convivência japonesa, virou palco para um samba sincero. O microfone, geralmente usado por locais em interpretações de hits dos anos 80, agora estava nas mãos de Zeca Pagodinho, com seu chapéu panamá e aquela presença que enche qualquer espaço com afeto e verdade.

Ali, entre mesas apertadas, um telão exibindo letras e um público misto de brasileiros expatriados e japoneses curiosos, Zeca cantou “Conflito”, uma de suas pérolas afetivas. Ao lado de Pedro Bial, o clima era de roda de samba improvisada. Mas quem conhece Zeca sabe: o improviso é, muitas vezes, o ponto mais autêntico da arte.

“Não importa onde eu esteja. Se tiver cerveja gelada e alguém pra cantar comigo, tamo em casa”, brinca o cantor durante o papo, enquanto o público local batuca com as mãos na mesa, tentando acompanhar o ritmo que vem do coração.

De Irajá para o mundo: o Zeca que não precisa de palco

Nascido em Irajá, zona norte do Rio, Zeca viu a vida mudar quando a música deixou de ser passatempo e virou destino. Mas a fama nunca o distanciou das raízes. Ao contrário: ele sempre levou consigo o subúrbio, a rua, a conversa de bar, a sabedoria do povo. É isso que Pedro Bial, com sua escuta afiada, ajuda a revelar na conversa — não o Zeca artista, mas o Zeca homem, pai, amigo, brasileiro comum com dons extraordinários.

Durante a entrevista, Zeca revisita episódios marcantes da vida. Conta do dia em que Beth Carvalho o chamou para gravar pela primeira vez. Lembra dos tempos em que trabalhava como apontador de bicho e cantava em rodas de samba por prazer. E ri ao se lembrar do susto que a mãe levou quando ouviu sua voz no rádio pela primeira vez: “Achou que fosse outra pessoa. Falou: ‘Esse não é o Jessé!’”.

É essa autenticidade que fez com que Zeca se tornasse um dos sambistas mais amados do país — e agora, também, um embaixador informal da cultura brasileira na Ásia.

A Expo 2025 e o Brasil que canta além das fronteiras

O programa acontece no contexto da Expo 2025, que ocorre em Osaka e conta com participação do Brasil em uma série de eventos culturais. Além de Zeca, artistas como Mãeana, Lisa Ono e Bem Gil integram a programação. Mas, entre todos, é Zeca quem mais conecta com o público. Não por ter o maior palco ou a produção mais grandiosa — mas por carregar, na simplicidade de cada verso, uma parte da alma brasileira.

No evento, Zeca fez show para um público misto e entusiasmado. “Ver japonês cantando ‘Deixa a Vida Me Levar’ foi uma das coisas mais emocionantes que já vi”, revela Bial, ainda impactado. E realmente: a cena de centenas de vozes estrangeiras entoando em coro uma canção que nasceu nas ladeiras cariocas é uma prova de que a música atravessa fronteiras invisíveis.

O samba como memória afetiva de um país

Zeca é mais que um cantor. É cronista de um Brasil que resiste com leveza. Suas músicas falam de amor, de perdas, de esperanças e de saudades com uma linguagem que todo mundo entende. “Vai Vadiar”, “Maneiras”, “Verdade”, “Deixa a Vida Me Levar” — essas não são apenas faixas: são trilhas de vida. São hinos de momentos que cada brasileiro guarda como lembrança.

No programa, ele comenta que nunca planejou ser ídolo. “Eu só queria cantar, ué. Fazer um samba pra galera sorrir, pra aliviar o peso da vida”. E talvez por isso mesmo ele tenha se tornado tão essencial.

Um Brasil que não precisa de legenda

A presença de Zeca na televisão japonesa é discreta, mas significativa. Câmeras o seguem enquanto ele anda por Osaka, experimenta pratos locais, conversa com brasileiros que moram na cidade. “No Japão, o tempo é diferente. Tudo tem pausa. E samba também precisa de pausa, senão vira só batida”, filosofa.

Em uma cena belíssima, capturada pelas lentes da equipe do programa, ele ensina um grupo de japoneses a bater palma no ritmo do samba. Começa devagar, ajusta o compasso, até que o batuque coletivo se forma. Riem, erram, recomeçam. Não entendem o idioma, mas compreendem o espírito. E é isso que a música faz: comunica o que a linguagem formal não dá conta.

O jornalista que também se permite emocionar

Pedro, por sua vez, conduz o programa como quem guia uma visita ao próprio passado. Em diversos momentos, deixa transparecer a emoção — seja ao ouvir “O Sol Nascerá”, seja ao rever imagens da infância de Zeca. “Conversar com o Zeca é como ouvir o Brasil falar por meio de um samba. Ele transforma o cotidiano em poesia. É um dom raro”, diz o jornalista.

Ao longo da entrevista, Bial também reflete sobre o papel da cultura brasileira fora do país. “Ver um japonês cantar samba me dá a esperança de que nossa arte é maior do que pensamos. E de que ela pode, sim, salvar dias difíceis”.

De volta para casa, mas com o coração no Japão

A edição termina com Zeca caminhando pelas ruas iluminadas de Osaka. O olhar é curioso, mas sereno. “Aqui é diferente, mas também é parecido. Tem gente, tem silêncio, tem respeito. A gente acha que tá longe, mas a música aproxima”, diz ele, já com saudade no tom.

Ao fundo, ouve-se “Uma Prova de Amor”, em versão instrumental, enquanto a câmera se afasta. É o tipo de final que deixa um nó na garganta — não pela despedida, mas pela certeza de que encontros como esse deixam marcas que o tempo não apaga.

Resenha – Fernão e a Epopeia da Coluna dos Pretos transforma guerra em memória e espiritualidade em resistência

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Fernão e a Epopeia da Coluna dos Pretos não é um romance que busca agradar. Ele se impõe. Ao fundir ficção e acontecimentos históricos do século XIX no Cone Sul, a obra constrói uma narrativa que confronta o leitor com um passado marcado por violência, apagamento e luta constante por dignidade. Trata-se de uma história que entende a guerra não como espetáculo, mas como consequência direta de um sistema que se sustentou pela exclusão e pelo racismo estrutural.

A trama acompanha Fernão e Abubakar, líderes do quilombo da Taperinha, que assumem o comando da chamada Coluna dos Pretos em meio aos conflitos que atravessam o Brasil imperial e seus desdobramentos regionais. A marcha rumo à guerra não nasce do desejo de conquista, mas da impossibilidade de permanecer neutro. Desde o início, o livro deixa claro que a sobrevivência, para corpos negros naquele contexto, é sempre política.

Fernão surge como uma figura moldada pela guerra. Associado a Ogum, orixá do ferro e do combate, ele carrega uma liderança que não se confunde com heroísmo romântico. Seu papel é atravessado por responsabilidade coletiva, cansaço e consciência histórica. A força que o move não é a glória, mas a necessidade de proteger aquilo que ainda resiste. Em contraste, Abubakar, ligado a Oxóssi, opera em outra frequência: estratégia, observação e precisão. Seu arco sagrado funciona tanto como arma quanto como símbolo de equilíbrio, lembrando que resistir também exige cálculo e silêncio.

A presença da espiritualidade afro-brasileira é um dos elementos centrais da narrativa. Os orixás não aparecem como abstrações mitológicas, mas como referências vivas que orientam decisões, sustentam identidades e organizam o mundo simbólico dos personagens. A fé, aqui, não é escapismo; é estrutura. Ela sustenta a travessia física e emocional dos personagens diante de um cenário que constantemente ameaça desumanizá-los.

O romance acerta ao não romantizar o conflito. As batalhas são descritas com dureza, e o custo da guerra se impõe a cada avanço. Mortes, perdas e dilemas morais atravessam a narrativa, lembrando que resistir não elimina a dor — apenas a torna necessária. Os desaparecimentos, as derrotas e as cicatrizes funcionam como marcas permanentes, e não como obstáculos passageiros a serem superados.

As personagens femininas desempenham um papel decisivo na sustentação da história. Zabelê e Justina não ocupam espaços periféricos; elas garantem a continuidade da comunidade, preservam a fé e mantêm viva a memória coletiva enquanto os homens marcham. Sua resistência se manifesta no cuidado, na palavra e na permanência. O livro reconhece, com acerto, que a guerra não se vence apenas no confronto armado, mas também na capacidade de manter laços e identidade.

A escrita é direta, densa e consciente de seu peso histórico. Não há excesso de ornamentos nem tentativas de suavizar a violência do período retratado. O ritmo é deliberado, exigindo atenção do leitor, sobretudo nos momentos em que a narrativa se volta para os dilemas internos dos personagens. Essa escolha reforça o caráter reflexivo da obra, que prefere provocar a oferecer conforto.

Fernão e a Epopeia da Coluna dos Pretos se estabelece como um romance que reivindica espaço no debate sobre memória histórica e representação. Ao centrar a narrativa na resistência negra e integrar espiritualidade, política e identidade, o livro atua como gesto literário e político. Não busca respostas fáceis nem finais redentores. Seu maior mérito está em lembrar que a história não é neutra — e que narrá-la também é um ato de resistência.

Expedição Rio 10/05/2025 revisita cenários marcantes de Escrava Isaura, Avenida Brasil e Cara & Coragem

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No terceiro episódio da série especial Expedição Rio nas Telas: As Histórias que o Rio Não Conhece, exibido neste sábado, 10 de maio de 2025, a TV Globo segue celebrando seus 60 anos com uma viagem pelo tempo e pelos cenários que marcaram algumas das novelas mais emblemáticas da teledramaturgia brasileira. Sob o comando dos apresentadores Alexandre Henderson e Daniella Dias, o programa percorre desta vez regiões do Médio Paraíba, Zona Oeste e Zona Norte do Rio de Janeiro, revisitando locações históricas, personagens marcantes e paisagens deslumbrantes que ajudaram a contar grandes histórias.

Ipiabas: a herança do café e o legado de Escrava Isaura

O episódio começa em Barra do Piraí, no distrito de Ipiabas, onde o passado do Brasil se entrelaça com a ficção. A região, que guarda fortes marcas do Ciclo do Café — período de grande importância econômica e social para o país — serviu de cenário para a clássica novela Escrava Isaura, exibida pela primeira vez em 1976 e vendida para mais de 100 países.

A obra, que retrata com sensibilidade e força a escravidão no Brasil e o movimento abolicionista do século XIX, ganha novo fôlego com a visita à fazenda onde foram gravadas cenas marcantes da trama. Acompanhados pelo ator e escritor Will Moret, fã declarado da novela, os apresentadores exploram o local e resgatam memórias da produção que alçou Lucélia Santos ao estrelato internacional como a protagonista Isaura. Moret, além de guiar o passeio, compartilha impressões sobre o impacto cultural da novela e seu valor histórico na representação de um passado doloroso, mas necessário de ser contado.

Café, tradição e sabor em Volta Redonda

A poucos quilômetros dali, a expedição segue para Volta Redonda, onde o aroma do café reforça a identidade cultural da região. Ali, Alexandre e Daniella visitam uma tradicional fábrica com mais de 80 anos de história, referência no Vale do Café. Eles acompanham, ao lado do especialista e provador de café Tomaz Paulino de Luna, todas as etapas da produção: da colheita do grão à torra, moagem e distribuição. O momento serve não apenas para mostrar a qualidade do café brasileiro, mas também para reforçar a importância econômica e afetiva dessa bebida no cotidiano do país.

Subúrbio em destaque: os bastidores de Avenida Brasil

A Zona Norte do Rio é o próximo destino da expedição, com destaque para os bairros de Guadalupe e Madureira, onde foi ambientada parte da trama de Avenida Brasil (2012), uma das novelas de maior repercussão da história recente da TV. Foi ali que nasceu o fictício bairro do Divino, ponto de encontro dos personagens vividos por Cauã Reymond (Jorginho), Bruno Gissoni (Iran), Daniel Rocha (Roni) e Thiago Martins (Leandro), jogadores do time Divino Futebol Clube.

Cauã Reymond participa do episódio e relembra o impacto pessoal e profissional do papel. “O Jorginho era um cara triste, atormentado. Ele mexeu muito comigo. Minha mãe foi adotada, perdeu a irmã por desnutrição. A história dele bateu forte em mim. Demorei um tempo para fazer as pazes com tudo aquilo que vivi durante a novela”, conta. O ator também destaca a identificação popular com a obra: “A novela falava do subúrbio, da nova classe média, das contradições sociais. Acho que o sucesso foi porque as pessoas se viam ali. Era um elenco brilhante, todo mundo teve seu momento”.

Nas redondezas, a vida imita a arte: os apresentadores visitam o clube Divino Futebol Desastre, criado em 2005 por jovens da Paróquia Divino Espírito Santo e São João Batista, que transformaram a paixão pelo futebol — e pela novela — em realidade. O grupo se mantém ativo até hoje, reunindo jovens em campeonatos comunitários e promovendo o esporte como instrumento de inclusão.

Emoção e ação: os extremos de uma mesma cidade

De volta à Zona Oeste, o programa recria um dos momentos mais intensos de Avenida Brasil. Na Praia da Reserva, Alexandre e Daniella refazem o caminho da icônica cena em que Carminha (Adriana Esteves) enterra Nina (Débora Falabella) viva em uma cova improvisada na areia. A reconstituição da sequência remete à força dramática da produção, que marcou época pelo seu roteiro ousado e pela atuação visceral do elenco.

Encerrando o episódio, o público é levado a um dos pontos mais belos — e ainda pouco conhecidos — do Rio de Janeiro: a Pedra do Picão, em Barra de Guaratiba. Com uma vista panorâmica para o mar, o local foi utilizado como cenário para Cara & Coragem (2022), novela que acompanhava as aventuras de dois dublês, Pat (Paolla Oliveira) e Moa (Marcelo Serrado). Inspirados pelos personagens, os apresentadores vivem um momento de adrenalina ao experimentar esportes radicais no alto da pedra, celebrando o espírito ousado da trama e a beleza natural carioca.


Um mergulho na história da TV e do Rio

Expedição Rio nas Telas vai além da nostalgia: é um convite para redescobrir o Rio de Janeiro com outros olhos — os da arte, da memória e da emoção. Neste terceiro episódio, o programa mostra que as novelas não só contaram a história do Brasil, como também ajudaram a eternizar paisagens, vozes e rostos que continuam a ressoar nas telas e no coração dos brasileiros.

Coração de Lutador: The Smashing Machine estreia abaixo do esperado nas bilheterias internacionais

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O novo drama esportivo Coração de Lutador: The Smashing Machine, estrelado por Dwayne Johnson, começou sua trajetória nos cinemas internacionais de forma tímida, arrecadando apenas US$ 6 milhões em seu primeiro dia de exibição. Apesar de ter sido aclamado em festivais renomados, o desempenho inicial ficou aquém de outros lançamentos protagonizados pelo astro, como “Rápida Vingança” (US$ 8,5 milhões), “O Acordo” (US$ 13,1 milhões), “Gridiron Gang” (US$ 14,4 milhões) e “Doom” (US$ 15,4 milhões), que, embora não tenham sido fenômenos de bilheteria, registraram aberturas mais expressivas.

O filme, de 2025, é um drama biográfico escrito, dirigido, coproduzido e editado por Benny Safdie, baseado no documentário de 2002 “The Smashing Machine: The Life and Times of Extreme Fighter Mark Kerr”. A produção acompanha a vida do lendário lutador de MMA Mark Kerr, interpretado por Johnson, e sua esposa Dawn Staples, vivida por Emily Blunt. O elenco ainda conta com participações de Ryan Bader, Bas Rutten e Oleksandr Usyk, trazendo autenticidade e veracidade à narrativa inspirada em fatos reais.

Enredo: altos, baixos e superação

“The Smashing Machine” mergulha na trajetória pessoal e profissional de Mark Kerr, explorando sua carreira de sucesso nas décadas de 1990 e 2000, as dificuldades enfrentadas fora do octógono e sua luta contra o vício. Além das batalhas esportivas, o longa destaca a relação intensa de Kerr com sua esposa, Dawn, mostrando os desafios de manter uma vida pessoal equilibrada enquanto se dedicava a ser um dos maiores nomes do MMA.

O filme equilibra cenas de ação e momentos de drama, permitindo que o público entenda o preço da fama, a pressão do esporte de alto rendimento e a vulnerabilidade de um atleta que se tornou referência mundial. Essa abordagem combina entretenimento com reflexão, explorando o lado humano de um lutador que conquistou vitórias históricas, mas enfrentou derrotas pessoais profundas.

Do festival às telas comerciais

Antes de chegar aos cinemas, o filme já havia atraído atenção em festivais internacionais. Sua estreia mundial ocorreu na 82ª edição do Festival de Veneza, em 1º de setembro de 2025, seguida por uma exibição no Festival de Toronto, em 8 de setembro. Nesses eventos, Dwayne Johnson e a equipe receberam elogios pelo retrato realista da vida de Kerr e pela intensidade da atuação, especialmente nas cenas de combate, que foram amplamente destacadas pela crítica.

Apesar da aclamação em festivais, o desempenho nas bilheterias indica que o filme precisará conquistar o público gradualmente. Especialistas em cinema destacam que dramas biográficos esportivos tendem a ter uma curva de bilheteria mais lenta, dependendo do boca a boca e das avaliações críticas para atrair espectadores.

Lançamento internacional e no Brasil

Nos Estados Unidos, o filme foi lançado oficialmente em 3 de outubro de 2025, enquanto no Brasil e Portugal a estreia ocorreu um dia antes, em 2 de outubro. A produção aposta no carisma de Dwayne Johnson e na força da narrativa para alcançar públicos diferentes: fãs de MMA, admiradores de histórias de superação e espectadores que valorizam dramas inspiradores.

3ª temporada de Alice in Borderland estreia em setembro e promete mergulho mais sombrio na alma dos sobreviventes

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Depois de tudo o que viveram — mortes, perdas, jogos cruéis, dor e superação —, parecia que Arisu e Usagi finalmente tinham alcançado aquilo que qualquer sobrevivente deseja: um pouco de paz. Mas se Alice in Borderland nos ensinou algo ao longo de suas duas temporadas, é que a tranquilidade sempre vem com prazo de validade.

A Netflix acaba de anunciar a estreia da 3ª temporada da série japonesa para o dia 25 de setembro, e trouxe também uma prévia que deixou os fãs em alerta: Usagi desapareceu. E o passado que eles acreditavam ter deixado para trás pode não ter acabado.

Amor, trauma e uma nova travessia

Diferente das temporadas anteriores, a nova fase de Alice in Borderland começa com Arisu e Usagi vivendo juntos, agora como casal. Eles construíram uma vida, mas ainda carregam consigo os traumas do que enfrentaram na Terra da Fronteira — aquele universo entre o sonho e o pesadelo, onde a sobrevivência dependia de lógica, coragem e, muitas vezes, sacrifícios impossíveis.

Mas tudo muda quando Usagi desaparece, supostamente guiada por Ryuji (Kento Kaku), um enigmático estudioso da vida após a morte. Abalado, Arisu se vê forçado a voltar ao lugar que quase o destruiu. E é justamente lá que ele reencontra Banda, um rosto conhecido — e perigoso — que traz revelações sobre o paradeiro de Usagi. Para salvá-la, Arisu terá que se reconectar com uma parte dele que tentou enterrar: o jogador, o estrategista, o sobrevivente.

A Terra da Fronteira muda, mas continua viva

Os jogos podem ter acabado, mas a Terra da Fronteira continua existindo. E talvez ela nunca tenha sido apenas um lugar — mas um estado de alma. A nova temporada promete mergulhar em questões mais densas: o que significa realmente voltar à vida depois de um trauma? O que acontece quando sobrevivemos ao impossível, mas seguimos presos ao que perdemos?

Mais do que novas provas físicas, a temporada deve explorar o jogo interno — aquele que se trava dentro dos personagens. A série, que sempre flertou com elementos psicológicos e existenciais, agora parece disposta a encarar de frente o que ficou mal resolvido. E, se conhecemos bem esse universo, sabemos que nada volta igual.

Um fenômeno global com alma japonesa

Lançada em 2020 e baseada no mangá de Haro Aso, Alice in Borderland começou como uma surpresa e se consolidou como um fenômeno de alcance mundial. Misturando ficção científica, ação, filosofia e emoção crua, a série conquistou não apenas pelo espetáculo visual, mas pela profundidade de seus personagens.

No centro da história, Arisu e Usagi formaram um elo raro: duas pessoas marcadas pela dor que encontraram uma espécie de redenção mútua. Agora, com o novo arco dramático, o público poderá vê-los enfrentando uma travessia ainda mais íntima — onde não há cartas na mesa, apenas o coração exposto.

Resenha – O Fenômeno Jungkook vai além do idol e explica como se constrói um popstar global

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Livros sobre ídolos do pop costumam seguir dois caminhos previsíveis: ou se tornam hagiografias acríticas, escritas para agradar fãs, ou tentam reduzir trajetórias complexas a fórmulas simplistas de sucesso. O Fenômeno Jungkook, de Monica Kim, surpreende justamente por evitar esses atalhos. Embora seja, sim, uma obra que celebra o talento de Jeon Jungkook, ela se destaca por tratar sua ascensão como resultado de um cruzamento entre esforço individual, contexto cultural e uma indústria extremamente estruturada.

Desde as primeiras páginas, o livro deixa claro que Jungkook não é apresentado apenas como “o vocalista principal do BTS”, mas como um produto raro dentro de um sistema altamente competitivo. Selecionado ainda adolescente, aos 15 anos, ele surge como um prodígio que precisou amadurecer diante das câmeras, sob pressão constante e expectativas quase desumanas. Monica Kim acerta ao não romantizar esse processo: o sucesso é mostrado como conquista, mas também como desgaste.

O texto ganha força ao contextualizar Jungkook dentro da história do K-pop. A autora explica de forma acessível como funciona a indústria sul-coreana, desde os rígidos treinamentos até a construção meticulosa da imagem pública dos idols. Nesse sentido, o livro funciona não apenas como uma biografia, mas como um ensaio cultural sobre como o entretenimento coreano se tornou uma potência global. Jungkook é o fio condutor, mas o cenário ao redor é igualmente relevante.

Um dos pontos altos da obra é a análise do talento multifacetado do artista. Monica Kim não se limita a repetir elogios genéricos: ela detalha sua afinação, controle vocal, capacidade de adaptação a diferentes estilos musicais e, principalmente, sua presença de palco. A comparação com Michael Jackson pode soar exagerada à primeira vista, mas o livro se esforça para justificar essa associação a partir da dança, da expressividade corporal e da entrega performática — ainda que essa analogia possa dividir opiniões.

Quando o foco se desloca para a carreira solo, especialmente com o álbum Golden, o livro assume um tom quase documental. Os números impressionam — vendas milionárias, permanência prolongada nas paradas da Billboard —, mas o mérito da narrativa está em explicar por que esses dados importam. Jungkook não é apresentado apenas como um sucesso comercial, mas como um artista que conseguiu dialogar com o Ocidente sem abrir mão de sua identidade asiática, algo raro e historicamente difícil no mercado pop global.

Outro aspecto relevante é a forma como o livro aborda a imagem pública de Jungkook. Sua aparência, frequentemente exaltada, é analisada de maneira crítica: ao mesmo tempo em que atende a padrões de beleza coreanos, ele também os tensiona. A autora discute como isso impacta sua recepção internacional e como o artista se torna um ponto de convergência entre tradição e ruptura estética.

O fandom ARMY também recebe atenção especial. Longe de ser tratado apenas como uma massa de fãs apaixonados, ele é apresentado como uma força cultural e política, capaz de impulsionar carreiras, influenciar mercados e redefinir relações entre artistas e público. Nesse ponto, o livro acerta ao reconhecer que o fenômeno Jungkook não existe isoladamente, mas em diálogo constante com uma base de fãs extremamente engajada e organizada.

Se há uma fragilidade na obra, ela está justamente no equilíbrio entre análise e admiração. Em alguns trechos, o tom se aproxima demais da exaltação, o que pode incomodar leitores que buscam uma crítica mais distanciada. Ainda assim, o rigor jornalístico de Monica Kim impede que o livro se transforme em propaganda pura. Há pesquisa, contextualização e esforço interpretativo suficientes para sustentar a narrativa.

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