O Brutalista chega aos cinemas brasileiros nesta quinta, 20 de fevereiro

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Se tem um filme que está roubando a cena nesta temporada de premiações, é O Brutalista! O novo longa da Universal Pictures chegou chegando e garantiu 10 indicações ao Oscar, além de levar quatro troféus no BAFTA, incluindo Melhor Ator para Adrien Brody e Melhor Diretor. A produção está dando o que falar, e para aumentar ainda mais a expectativa, o estúdio liberou um vídeo especial de bastidores com o trio de protagonistas: Brody, Felicity Jones e Guy Pearce.

No material, o elenco se abre sobre os desafios das filmagens e os momentos intensos no set. “Era aquele tipo de cena que fazia todo mundo prender a respiração antes de rodar”, lembra Jones, que concorre ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Pearce, que vive um personagem marcante no longa, não poupou elogios a Brody: “Ele tem uma energia que faz todo mundo focar. Um líder nato!”. Já Felicity foi direto ao ponto: “Ele tem um instinto incrível para o que é verdadeiro”.

Mas Brody também não economizou na rasgação de seda! “Guy Pearce é um ator genial e um ser humano muito generoso. Trabalhar com ele foi um prazer intelectual”, afirmou. E sobre Felicity? “Ela trouxe uma humanidade essencial ao filme. A forma como sua personagem segura László emocionalmente é algo muito forte”.

Além de dominar as premiações, O Brutalista finalmente estreia nos cinemas brasileiros amanhã, 20 de fevereiro – e sim, com versões acessíveis! Então, se você curte um drama poderoso, com atuações impecáveis e uma fotografia de tirar o fôlego, já sabe: corre garantir seu ingresso e aproveite essa experiência cinematográfica intensa!

Thunderbolts estreia em alta e já soma US$ 177 milhões no mundo

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O mais recente lançamento da Marvel Studios, Thunderbolts, estreou com força nas bilheteiras mundiais, arrecadando US$ 177,3 milhões em seu primeiro final de semana global. O longa alcançou o topo das bilheteiras dos Estados Unidos, onde já ultrapassou os US$ 100 milhões, confirmando uma abertura sólida que reacende o entusiasmo entre os fãs da franquia.

Apesar de uma jornada promissora até aqui, o caminho rumo à rentabilidade ainda não está garantido. Com um orçamento robusto de US$ 180 milhões e mais US$ 100 milhões investidos em marketing e divulgação, o filme ainda precisa manter sua força nas próximas semanas para recuperar o investimento e atingir o ponto de equilíbrio.

💥 Melhor estreia do que Shang-Chi e Eternos

Segundo a revista Variety, o desempenho doméstico de Thunderbolts já supera as estreias de outros filmes recentes da Marvel, como Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis (US$ 75 milhões) e Eternos (US$ 71 milhões). Essa comparação reforça a percepção de que o interesse por novas formações de heróis — ou anti-heróis, no caso — ainda é forte entre o público.

Na pré-estreia realizada em 1º de maio nos EUA, o longa arrecadou US$ 11 milhões, valor que se aproxima da estreia de Capitão América: Admirável Mundo Novo (US$ 12 milhões), embora ainda fique abaixo dos US$ 17,5 milhões obtidos por Guardiões da Galáxia Vol. 3.

🎭 Florence Pugh lidera equipe de anti-heróis no universo Marvel

Com Florence Pugh reprisando o papel de Yelena Belova e liderando o grupo, o filme aposta em personagens já conhecidos pelo público, como o Soldado Invernal (Sebastian Stan), o Guardião Vermelho (David Harbour), Agente Americano (Wyatt Russell) e Fantasma (Hannah John-Kamen). A proposta é reunir figuras moralmente ambíguas em missões que os heróis convencionais não teriam coragem — ou autorização — para executar.

Essa nova formação oferece um tom mais sombrio e imprevisível, aproximando-se da estética e narrativa de Esquadrão Suicida, porém com a assinatura emocional e visual do universo Marvel.

🌍 Próximas paradas podem impulsionar bilheteria global

Ainda há muito espaço para crescimento. O filme será lançado em breve em mercados estratégicos como China, Coreia do Sul e Japão, que tradicionalmente impulsionam os números dos blockbusters de super-heróis. Analistas apostam que a bilheteria global pode ultrapassar a marca de US$ 500 milhões se a recepção internacional for positiva.

🎬 O que Thunderbolts representa para o futuro do MCU?

Thunderbolts é um dos pilares do novo ciclo narrativo da Marvel, que busca renovar seu elenco e narrativa após o fim da Saga do Infinito. Seu desempenho pode impactar diretamente os planos futuros do estúdio, inclusive projetos derivados e a construção de novas alianças entre personagens. Em um momento de reavaliação estratégica para a Marvel, Thunderbolts surge como um teste crucial de fôlego — tanto criativo quanto financeiro.

“Eita, Lucas!” exibe edição especial gravada em Itabuna neste sábado (19/07), com show de Felipe Amorim

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Neste sábado, 19 de julho de 2025, às 15h30, o SBT exibe uma edição especial do programa “Eita, Lucas!”, apresentado por Lucas Guimarães, diretamente de Itabuna, no sul da Bahia. A atração, que se firmou como uma das mais humanizadas da televisão aberta nos últimos anos, aposta novamente em sua fórmula de sucesso: emoção genuína, histórias de superação e a alegria de transformar vidas com prêmios, visibilidade e respeito.

Gravado em clima de festa e acolhimento, o episódio traz protagonistas que representam o que há de mais verdadeiro no povo brasileiro: resiliência, fé, senso de humor e amor pela vida, mesmo em meio às adversidades. Além disso, conta com a participação musical do cantor Felipe Amorim, que leva seus sucessos para animar o público direto da Arena.

Um palco para vidas invisibilizadas

A proposta do “Eita, Lucas!” vai além do entretenimento. Ao trazer para o centro da cena pessoas comuns com histórias extraordinárias, o programa rompe com a lógica do espetáculo superficial e coloca a empatia como força motriz. A cada novo episódio, Lucas Guimarães — influenciador, empresário e agora comunicador — usa sua espontaneidade e generosidade para criar espaços de escuta e valorização da vida real.

“Eu acredito profundamente que todo mundo carrega uma história que merece ser contada. Meu papel aqui não é só distribuir prêmios, mas reconhecer trajetórias, dores, vitórias e afetos. É mostrar que cada vida importa”, afirmou Lucas nos bastidores da gravação em Itabuna.

Tiago: o gari que dança contra o preconceito

Um dos destaques da edição deste sábado é Tiago, um gari que ficou conhecido por seus vídeos espontâneos nas redes sociais. Em meio à rotina pesada da coleta de lixo nas ruas de Itabuna, ele e seus colegas encontraram um modo inusitado de enfrentar o cansaço: a dança.

Gravando vídeos improvisados entre um ponto e outro, os garis passaram a compartilhar cenas de alegria, brincadeiras e coreografias que rapidamente viralizaram. Tiago, com seu sorriso largo e carisma magnético, tornou-se símbolo de uma geração que, mesmo enfrentando preconceitos e dificuldades estruturais, escolhe resistir com leveza.

Mas nem tudo são aplausos. Em um depoimento emocionante, ele conta que, por trás das câmeras, a realidade é dura: “As pessoas nos olham com desdém. Já escutei de tudo. Mas o que me move é saber que, com nosso trabalho, a cidade fica melhor. E se posso levar alegria também, então meu esforço vale em dobro”, disse, emocionado.

No quadro “Lucas por Aí”, Tiago e seus colegas serão surpreendidos com a chance de disputar prêmios que podem chegar a R$ 10 mil, em uma dinâmica cheia de brincadeiras, carinho e reconhecimento.

Neide da Tapioca Chique: sonho de Paris com gosto de resistência

Outra história comovente que o programa traz nesta edição é a de Neide, conhecida como “Neide da Tapioca Chique”, moradora de Jaboatão dos Guararapes (PE). Com uma barraca de tapiocas cor-de-rosa montada à beira-mar, ela virou personagem querida de turistas e moradores locais, não só pelo sabor de seus quitutes, mas pelo brilho nos olhos e pelas histórias que conta.

Aos 53 anos, Neide sustenta a família com muito esforço. Acorda antes do sol nascer, prepara a massa artesanalmente e monta sua barraca todos os dias. Seu maior sonho? Conhecer Paris, a cidade das luzes. “Quando vejo fotos, sinto que tenho algo lá. É uma vontade que nem sei explicar. Mas sei que é quase impossível”, disse, antes de ser surpreendida.

Ela acreditava estar participando de uma simples reportagem para a TV Jornal, afiliada do SBT em Pernambuco. Mas quem chega é Lucas Guimarães, com microfone na mão e um convite que muda tudo: participar do “Carona da Sorte”, quadro do programa que distribui prêmios e oportunidades inesperadas para pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade.

O momento é puro impacto. Neide desaba em lágrimas, abraça Lucas e repete: “Eu nunca fui sorteada pra nada. Nunca imaginei algo assim.” No decorrer do quadro, o público vai acompanhar sua trajetória, os desafios enfrentados e a energia contagiante dessa mulher que transformou uma tapioca em símbolo de resistência cultural e afetiva.

Música e celebração com Felipe Amorim

A emoção tem companhia musical nesta edição especial. O cantor Felipe Amorim, fenômeno do piseiro e do pop nordestino, se apresenta diretamente da Arena com seus maiores sucessos. Com uma base fiel de fãs e presença explosiva no palco, Felipe tem levado a música popular para novos espaços, misturando ritmos e conectando gerações.

Sua participação no “Eita, Lucas!” é mais do que um show: é uma celebração da cultura popular e da força que brota da periferia, dos bairros, das ruas e das feiras. A performance é pensada para integrar o conteúdo do programa, embalando os quadros com ritmo, empolgação e alegria.

Representatividade que toca o coração

Desde sua estreia, o “Eita, Lucas!” tem se destacado por uma linguagem acessível, mas emocionalmente potente. O programa não tenta esconder a vulnerabilidade dos participantes, nem explora o sofrimento com sensacionalismo. Pelo contrário, aposta na resignificação do cotidiano, com carinho, acolhimento e humor.

Lucas Guimarães vem se consolidando como um apresentador empático e autêntico, capaz de criar vínculos com o público e com os convidados. Com origem simples e trajetória marcada por superação, ele carrega a autoridade de quem também já sentiu na pele o peso do julgamento e a força da esperança.

“A gente está aqui pra mostrar que todo mundo tem valor. A TV precisa abrir espaço pra quem não aparece, pra quem batalha, pra quem não desiste. Esse é o nosso compromisso”, disse Lucas, em conversa com a produção.

“Profissão Repórter” desta terça (22/07) investiga os avanços e os perigos do monitoramento por câmeras no Brasil

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Em São Paulo, o futuro parece já ter chegado. Mais de 30 mil câmeras espalhadas pela cidade observam, registram e, cada vez mais, decidem quem deve ser abordado, revistado, levado à delegacia. Em um contexto urbano de crescimento populacional, desigualdade e insegurança, a capital paulista se transformou em um imenso laboratório de vigilância, onde inteligência artificial e reconhecimento facial são apontados como promessas de eficiência na segurança pública.

Mas o que acontece quando a máquina erra o rosto? Quando a tecnologia se engana sobre quem você é?

Foi isso que o Profissão Repórter da última terça-feira (22) quis investigar. A equipe liderada por Chico Bahia, Talita Marchiori e outros jornalistas do programa mergulhou nas entranhas do sistema de videomonitoramento da cidade e descobriu que, entre capturas bem-sucedidas de foragidos da Justiça, há também falhas que mudam — e ferem — vidas inteiras.

A central do Smart Sampa: entre dados e decisões

O ponto de partida da reportagem é a central do Smart Sampa, programa da Prefeitura de São Paulo que concentra as câmeras públicas da cidade. As imagens, monitoradas em tempo real, são processadas por softwares de reconhecimento facial. Quando um rosto registrado no banco de dados das polícias é identificado, o sistema emite um alerta e aciona as forças de segurança.

Segundo dados da própria Prefeitura, o sistema já colaborou para prender 1.481 foragidos da Justiça. O número impressiona — mas 23 pessoas também foram presas por engano, e outras 1.212 foram abordadas de forma equivocada, sem chegar a ser detidas.

A frieza das estatísticas esconde dramas como o de Bárbara Maria Mendonça, 39 anos, produtora de eventos, moradora da Zona Oeste. “Em menos de uma hora, fui parada duas vezes. Saí de casa para ir ao posto de saúde e voltei tremendo. Nunca fui de sair muito, mas agora tenho medo até de ir na padaria”, conta, com os olhos cheios d’água. Desde o episódio, Bárbara tem evitado andar sozinha e passou a tomar medicamentos para ansiedade.

O trauma de um inocente: “Me confundiram com alguém que eu nunca vi”

O caso de Francisco Ferreira da Silva, de 80 anos, é ainda mais angustiante. Aposentado, voluntário em uma horta comunitária e morador da Zona Leste, Francisco foi levado à delegacia após ser identificado pelo sistema como um suposto criminoso. “Eu estava regando as plantas. Eles chegaram, perguntaram meu nome, mandaram eu subir na viatura. Nem entendi o porquê. Passei o dia preso, sem saber de nada.”

Foram quase dez horas de detenção até que o erro fosse reconhecido. O constrangimento público, a desconfiança de vizinhos e a vergonha permanecem. “Nunca passei por isso nem nos tempos difíceis da ditadura. Nunca imaginei que, com 80 anos, ia ser tratado como bandido.”

A família de Francisco relata que, após o ocorrido, ele passou a se isolar. “Ele parou de ir à horta. Disse que tem medo de ser confundido de novo. E agora?”, questiona a filha, Ana Cláudia.

Câmeras também vigiam do lado de dentro dos muros

A reportagem também revela que o reconhecimento facial não está restrito ao setor público. Os repórteres Everton Lucas e Francisco Gomes acompanharam reuniões em condomínios residenciais da capital paulista que discutem a instalação de câmeras com IA.

A promessa dos fornecedores é tentadora: portarias automatizadas, controle de acesso por biometria facial e até alerta automático para “pessoas suspeitas”. Mas o que define “suspeito”? Como é feito o cruzamento de dados? Para quem vai essa informação?

A reportagem aponta que as imagens privadas já estão sendo integradas ao sistema público de segurança, criando um enorme banco de dados que pode, eventualmente, escapar do controle dos próprios moradores.

“É uma sensação estranha. Ao mesmo tempo em que você se sente mais seguro, começa a se perguntar se a sua casa virou parte de um sistema maior que você não entende bem”, comenta Marcos, síndico de um condomínio na Vila Mariana. “E quando o rosto confundido for o do meu filho voltando da escola?”

A tecnologia também é usada para enganar — e lucrar

No interior do estado, o reconhecimento facial foi instrumento de um golpe perverso. A equipe de Esther Radaelli e João Lucas Martins acompanhou investigações em cidades como Júlio Mesquita e Guarantã, onde idosos foram vítimas de estelionatários que utilizaram suas imagens para contrair empréstimos falsos em bancos digitais.

As imagens eram captadas por redes sociais, documentos digitalizados ou câmeras públicas. “Bastava uma foto bem iluminada para burlar o sistema de verificação facial”, explica o delegado Gustavo Pozzer, responsável pelo caso.

Entre as vítimas, Pedro Nunes, 77 anos, descobriu que seu nome estava sujo no SPC por uma dívida que nunca contraiu. “Disseram que eu pedi um empréstimo de R$ 20 mil. Eu nem sei usar aplicativo de banco, quanto mais pedir dinheiro.”

O caso expõe um novo risco: o sequestro da identidade biométrica. Ao contrário de uma senha, o rosto de alguém não pode ser alterado. E se a tecnologia que deveria proteger acaba servindo para enganar, o problema é ainda mais grave.

Inteligência artificial pode reproduzir desigualdades

Especialistas ouvidos pela reportagem ressaltam que a inteligência artificial não é neutra. Ela aprende com dados — e se esses dados forem enviesados, o resultado também será. Pessoas negras, pobres ou periféricas, historicamente mais expostas a abordagens policiais, são também as mais vulneráveis aos erros da tecnologia.

“A gente costuma pensar que o computador é imparcial, mas ele apenas repete padrões. Se os bancos de dados usados no reconhecimento facial forem baseados em abordagens históricas injustas, isso será reproduzido sem filtro”, alerta a pesquisadora Bruna Freitas, doutora em direitos digitais.

Em outros países, como Reino Unido e Estados Unidos, cidades suspenderam o uso de reconhecimento facial após protestos e denúncias de abusos. No Brasil, a ausência de uma regulação clara preocupa especialistas, que alertam para o risco de um sistema de vigilância descontrolado, alimentado por interesses públicos e privados.

Entre o medo e a eficiência: o dilema da segurança moderna

O que o Profissão Repórter desta semana revela é que a tecnologia, quando usada sem critérios humanos, pode deixar de proteger para passar a punir. A eficiência do sistema é inegável — foragidos são capturados, desaparecidos localizados, investigações aceleradas.

Mas ao mesmo tempo, as falhas têm rostos, histórias e traumas. E muitas vezes, essas falhas não têm quem as responda.

O futuro nos observa — mas quem observa o futuro?

A matéria termina com um questionamento inevitável: quem vigia os vigilantes? Em uma cidade onde câmeras estão em cada esquina, e onde os rostos são processados por algoritmos que ninguém entende completamente, a linha entre segurança e abuso pode ser tênue.

A tecnologia está entre nós — e cada vez mais, sobre nós. Mas se ela for adotada sem transparência, sem justiça e sem humanidade, não estaremos apenas entregando nosso rosto ao Estado e ao mercado. Estaremos renunciando ao direito de sermos tratados como pessoas, e não como suspeitos.

“Uma Batalha Após a Outra” | Novo épico de Paul Thomas Anderson com Leonardo DiCaprio ganha trailer intenso e revelador

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Paul Thomas Anderson está de volta — e não de forma discreta. Com estreia marcada para 25 de setembro nos cinemas brasileiros, Uma Batalha Após a Outra é o novo e ambicioso projeto do cineasta indicado ao Oscar, conhecido por títulos como Sangue Negro e Vício Inerente. Estrelado por Leonardo DiCaprio e com orçamento estimado em até US$ 150 milhões, o longa representa um dos maiores investimentos da Warner Bros. Pictures em 2025 e já desponta como forte concorrente à próxima temporada de premiações.

Inspirado de forma livre no romance Vineland (1990), de Thomas Pynchon, o longa é descrito por seus realizadores como um drama político-existencial ambientado em um futuro próximo, onde memórias de movimentos revolucionários do passado colidem com dilemas contemporâneos. Com narrativa dividida entre ação e introspecção, o filme propõe uma análise de legado, culpa e redenção, utilizando o formato de um road movie para explorar conflitos íntimos e históricos.

Leonardo DiCaprio interpreta um ex-revolucionário em crise

No centro da trama está Bob Ferguson, vivido por Leonardo DiCaprio, em uma das performances mais elogiadas de sua carreira recente nas primeiras exibições-teste. Ferguson é um ex-militante de esquerda que abandonou os ideais do passado após uma série de derrotas pessoais e políticas. Anos após se afastar da militância, ele é forçado a voltar à ativa quando sua filha, Willa, é sequestrada por um antigo adversário, o Coronel Lockjaw, interpretado por Sean Penn.

A partir desse ponto, o filme se estrutura em dois planos: o físico, com a jornada de resgate percorrendo diferentes cidades e paisagens dos Estados Unidos; e o psicológico, com Ferguson enfrentando os fantasmas de suas decisões passadas, relações rompidas e alianças falidas. Segundo fontes ligadas à produção, a abordagem de DiCaprio é marcada por economia de gestos e intensidade emocional, com destaque para os momentos de silêncio e introspecção.

Elenco reúne veteranos e revelações

O longa também conta com nomes consagrados como Benicio Del Toro, que interpreta Sensei Sergio, um antigo estrategista do grupo revolucionário, agora alcoólatra e recluso. Regina Hall vive Deandra, responsável por coordenar ações do passado e hoje dividida entre lealdade e desencanto. Teyana Taylor assume o papel de Perfídia Beverly Hills, ex-companheira de Bob e mãe de Willa, que agora se alia ao inimigo em uma reviravolta dramática.

A atriz e cantora novata Chase Infiniti, de 17 anos, faz sua estreia no cinema como Willa. Sua atuação tem sido destacada como “sensível e surpreendente” por críticos que assistiram à exibição-teste. O elenco ainda inclui Alana Haim, Wood Harris, Shayna McHayle e D.W. Moffett, compondo um mosaico de personagens que representam diferentes perspectivas sobre ideologia, fracasso e sobrevivência.

Direção aposta em estética analógica e narrativa densa

Com fotografia assinada por Michael Bauman, o filme foi rodado inteiramente em película 35mm e câmeras VistaVision, o que confere à produção uma textura analógica pouco comum no cinema atual. O diretor optou por evitar efeitos digitais sempre que possível, preferindo cenários reais e efeitos práticos — uma escolha que encareceu o projeto, mas que também contribuiu para a estética particular do longa.

As filmagens ocorreram em diversas localidades da Califórnia, incluindo Sacramento, Arcata e Eureka, além de regiões desérticas do Texas. Em uma das etapas, a produção foi alvo de críticas por desocupar temporariamente um acampamento de pessoas em situação de rua para filmar. Em nota, a Warner Bros. reconheceu o episódio e declarou que Anderson lamentou publicamente o incidente, comprometendo-se a apoiar iniciativas locais após o término das gravações.

Trailer revela contraste entre ação e contemplação

O trailer oficial de Uma Batalha Após a Outra, divulgado na última semana, reforça a dualidade do filme. Há cenas de combate físico e perseguições intercaladas com momentos contemplativos em espaços vazios e ruínas. A montagem evidencia uma narrativa menos linear e mais sensorial, em linha com o estilo que consagrou Anderson em obras anteriores.

Os pôsteres individuais revelados também sugerem um mundo em declínio. Tons terrosos, texturas envelhecidas e olhares cansados indicam que a luta dos personagens vai além da violência física. “Este é um filme sobre feridas que o tempo não cura”, declarou Anderson em coletiva recente realizada em Los Angeles

Trilha sonora e legado profissional

A trilha sonora do filme foi composta por Jonny Greenwood, da banda Radiohead, colaborador recorrente do diretor. Greenwood mistura arranjos dissonantes com composições atmosféricas que reforçam a tensão psicológica dos personagens. O trabalho tem sido elogiado por críticos que o comparam à trilha de O Mestre (2012), considerada uma das mais marcantes da parceria entre o compositor e o cineasta.

O filme também é marcado por uma homenagem póstuma ao assistente de direção Adam Somner, falecido em novembro de 2024. Somner trabalhou em todos os filmes de Anderson desde Sangue Negro (2007) e teve participação ativa na organização da produção de Uma Batalha Após a Outra. Seu nome aparece nos créditos finais acompanhado por uma dedicatória silenciosa.

Expectativas para a temporada de prêmios

Originalmente programado para estrear em agosto, o filme teve seu lançamento adiado para setembro, com o objetivo de ganhar fôlego na corrida ao Oscar. Segundo a Variety, a Warner Bros. considera o longa um dos principais candidatos ao prêmio de Melhor Filme, além de possíveis indicações para Direção, Ator, Roteiro Original, Trilha Sonora e Fotografia.

A projeção de bilheteria, no entanto, é cautelosa. Estima-se que, para ser lucrativo, o longa precisará arrecadar pelo menos entre US$ 260 e 300 milhões mundialmente — uma meta desafiadora para um drama de natureza reflexiva. Ainda assim, o estúdio aposta no prestígio do diretor, no alcance global de DiCaprio e no apelo das discussões políticas e sociais suscitadas pelo enredo.

Um filme de grandes ambições e riscos calculados

Uma Batalha Após a Outra marca um ponto de inflexão na carreira de Paul Thomas Anderson. Trata-se de seu filme mais caro, mais político e possivelmente o mais pessoal. O diretor aposta em um cinema autoral e contemplativo em um momento de saturação de blockbusters e narrativas repetitivas. A proposta exige atenção e empatia do espectador, ao mesmo tempo em que oferece uma análise crítica sobre os caminhos percorridos — e abandonados — por movimentos sociais ao longo das últimas décadas.

A Warner Bros., por sua vez, sinaliza que está disposta a investir em obras que transcendem a fórmula e desafiam o espectador. Resta saber se o público está pronto para esse tipo de experiência em um mercado cada vez mais voltado ao consumo rápido e ao entretenimento imediato.

No Cinema na Madrugada deste sábado (26/07), Band exibe a comédia “As Excluídas”

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Na madrugada deste sábado, 26 de julho de 2025, o Cinema na Madrugada da Band exibe o filme As Excluídas (The Outskirts, no título original), uma comédia norte-americana que propõe uma divertida, porém reflexiva, jornada sobre aceitação, amizade e revolta juvenil contra as normas rígidas da popularidade escolar. Lançado originalmente em 2017, o longa ganha nova exibição na TV aberta e pode surpreender quem busca mais do que piadas colegiais: há aqui um olhar afiado sobre o papel de quem não se encaixa e como o poder pode facilmente corromper — mesmo quando vem com boas intenções.

Uma guerra declarada contra os padrões do ensino médio

Dirigido por Peter Hutchings e roteirizado por Dominique Ferrari e Suzanne Wrubel, As Excluídas mergulha na estrutura clássica das high schools norte-americanas: cheerleaders, jogadores de futebol americano, clubes científicos, góticos e artistas performáticos convivendo em corredores que funcionam quase como uma versão adolescente da sociedade capitalista. Nesse universo, Jodi (Victoria Justice) e sua melhor amiga Mindy (Eden Sher) são as típicas “nerds” que sobrevivem à margem da popularidade — até que se tornam vítimas de um bullying cruel orquestrado pela rainha da escola, Whitney (Claudia Lee).

O que poderia ser apenas mais uma comédia colegial sobre vingança se transforma quando Jodi e Mindy decidem fazer algo inusitado: unificar todos os “excluídos”, os chamados outcasts, para uma revolução social dentro da escola. Assim surge um movimento inesperado que questiona as estruturas sociais escolares e coloca à prova a hierarquia que define quem pode ou não ter voz.

Elenco carismático e diversidade de arquétipos

Victoria Justice, conhecida por seu papel em Brilhante Victória da Nickelodeon, assume o protagonismo com carisma e uma entrega sincera que dá camadas à personagem de Jodi. Eden Sher, lembrada pelo papel de Sue em The Middle, brilha com seu timing cômico e traz coração à jornada de Mindy, que, em meio à revolução social escolar, começa a questionar o verdadeiro preço da popularidade e até mesmo da própria amizade.

Além delas, o elenco é recheado de jovens talentos da televisão americana. Ashley Rickards (de Awkward) interpreta Virginia, uma artista excêntrica com um passado obscuro, enquanto Peyton List (de Jessie e Cobra Kai) dá vida à impassível Mackenzie. Avan Jogia, que também já contracenou com Justice, aparece como Dave, interesse amoroso de Jodi, e ajuda a ilustrar como o romance adolescente pode ser tanto um alívio cômico quanto uma armadilha emocional.

Claudia Lee encarna Whitney com precisão cirúrgica: a típica “mean girl” que, embora estereotipada em alguns momentos, serve como símbolo das pressões e ilusões criadas pela busca incessante por status e controle social.

Mais do que comédia: um comentário social disfarçado

Ainda que envolto em cores vivas, figurinos extravagantes e situações cômicas, As Excluídas propõe uma análise bastante atual sobre as dinâmicas de poder nas instituições. O colégio, aqui, é tratado como uma miniatura do mundo adulto: quem detém poder, influência ou beleza dita as regras, enquanto quem se desvia do padrão precisa encontrar maneiras alternativas de existir — ou lutar para mudar o jogo.

A proposta de unir todos os “desajustados” ecoa movimentos sociais reais, ainda que com uma abordagem leve. Góticos, nerds, LGBTs, artistas, alunos com deficiências, entre outros, se unem por uma causa comum. A metáfora da união das minorias frente ao poder hegemônico é evidente, e embora o roteiro se mantenha superficial em suas críticas, há mensagens importantes sendo transmitidas, especialmente para um público jovem.

O filme também fala sobre identidade: como adolescentes (e adultos também) moldam sua autoestima a partir de como são vistos pelos outros. Jodi e Mindy percebem que o poder pode ser tão sedutor quanto destrutivo — e que liderar uma revolução pode significar também abrir mão da essência de quem você é.

O risco da inversão dos papéis

Um dos grandes acertos do filme é quando ele começa a mostrar as consequências imprevistas da ascensão dos excluídos ao topo. A aliança entre os grupos antes marginalizados começa a apresentar rachaduras e, lentamente, Jodi e Mindy percebem que estão se tornando aquilo que criticavam. A narrativa, nesse ponto, dá uma guinada interessante: será que inverter a pirâmide social realmente resolve os problemas ou apenas perpetua o ciclo de opressão, com novos rostos nos velhos cargos de poder?

Essa reflexão, mesmo que suavemente tocada, dá profundidade ao longa e o distancia de outras comédias adolescentes rasas. O roteiro, embora pontuado por exageros e situações caricatas, encontra espaço para explorar dilemas morais e questionar os limites da popularidade conquistada.

Direção funcional e estética pop

A direção de Peter Hutchings é funcional e ágil, mantendo o ritmo leve e dinâmico. Os 94 minutos passam rapidamente, com uma montagem que alterna bem entre cenas cômicas, momentos emocionais e algumas viradas surpreendentes — ainda que previsíveis para o gênero. Visualmente, o filme aposta em uma estética pop: cores vibrantes, trilha sonora energética e figurinos que contrastam deliberadamente os grupos sociais representados.

Nova York serve de cenário para as gravações, mas o ambiente escolar genérico poderia ser em qualquer lugar — uma decisão que, de certa forma, reforça o caráter universal da história. A luta por pertencimento, o desafio de se encaixar (ou rejeitar o sistema) e a descoberta de quem realmente somos são dilemas comuns a jovens do mundo todo.

Uma boa pedida para a madrugada e além

Ao exibir As Excluídas, a Band aposta em um título que mistura entretenimento e leve crítica social, atingindo tanto o público nostálgico que cresceu assistindo a comédias colegiais quanto os jovens que ainda vivem os dilemas retratados no filme. É uma oportunidade para rir, se identificar e, quem sabe, repensar certos rótulos que persistem até hoje — tanto nas escolas quanto nas redes sociais e ambientes profissionais.

Além disso, o filme está disponível no Prime Video, o que facilita para quem quiser assisti-lo novamente ou recomendar a amigos. Com um elenco jovem e carismático, uma narrativa acessível e uma mensagem que ainda ressoa em tempos de cancelamento, bullying virtual e busca por pertencimento, As Excluídas se revela mais do que um passatempo adolescente: é um lembrete de que o mundo pode (e deve) ser mais inclusivo — mesmo que a revolução comece nos corredores da escola.

Rita Lee ganha homenagem emocionante em Manaus com espetáculo estrelado por Mel Lisboa

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Manaus se prepara para viver dias de arte, emoção e reencontros com grandes histórias brasileiras. Nos dias 9, 10, 16 e 17 de agosto, a capital do Amazonas será palco da 1ª Mostra de Teatro Águas de Manaus, um evento cultural gratuito que promete reunir nomes consagrados e talentos locais em uma celebração cênica diversa e afetiva. E nada melhor para dar o tom da abertura do que uma figura que misturava rebeldia, poesia, música e liberdade como ninguém: Rita Lee.

A estreia da mostra acontece no dia 9 de agosto, às 20h, no anfiteatro da praia da Ponta Negra, zona oeste da cidade. E o espetáculo escolhido para abrir o evento é “Rita Lee – Uma Autobiografia Musical”, estrelado pela atriz Mel Lisboa, que mergulha de corpo e alma na história da rainha do rock brasileiro.

Trata-se de uma produção que já emocionou mais de 90 mil pessoas pelo país e que agora chega a Manaus como uma ode viva à mulher, artista e fenômeno cultural que foi — e continua sendo — Rita Lee.

Uma história cantada e sentida

A peça é uma adaptação livre da autobiografia lançada por Rita em 2016, que se tornou um dos livros mais vendidos da década no Brasil. Mas não espere uma simples leitura dramatizada. O que o público verá no palco da Ponta Negra é um espetáculo que mistura música, teatro e emoção em uma narrativa envolvente e generosa, conduzida com humor, afeto e sem medo de encarar os fantasmas — como a própria Rita sempre fez.

Mel Lisboa dá vida a Rita com uma entrega admirável. Ela não apenas interpreta: ela incorpora o espírito da artista, caminhando com desenvoltura entre os episódios mais marcantes da sua vida. Desde a infância em uma família paulistana de classe média alta, passando pelas primeiras bandas, como Os Mutantes e Tutti-Frutti, o período de repressão e prisão durante a ditadura militar, até o reencontro com o amor ao lado de Roberto de Carvalho, os filhos, o ativismo animal e os momentos mais íntimos de vulnerabilidade e glória.

O texto costura a narrativa com canções que marcaram gerações e ainda hoje ressoam com força. Estão no repertório sucessos como “Saúde”, “Mania de Você”, “Doce Vampiro”, “Reza”, “Desculpe o Auê” e, claro, “Ovelha Negra”, uma espécie de hino libertador que embala gerações de pessoas que, como Rita, nunca se sentiram completamente encaixadas.

Mel Lisboa: a atriz que encontrou Rita dentro de si

Mel Lisboa não é uma novata quando o assunto é interpretar Rita Lee. Seu encontro com a artista começou anos atrás, quando protagonizou a peça “Rita Lee Mora ao Lado”, inspirada na biografia homônima escrita por Henrique Bartsch. Desde então, um vínculo quase espiritual se formou entre atriz e personagem. Um elo que se aprofunda neste espetáculo que mistura memória e música com emoção genuína.

Por sua atuação, Mel foi reconhecida com o Prêmio Shell de Teatro, uma das maiores honrarias da cena teatral brasileira. Mas mais do que prêmios, o que a atriz transmite em cena é o sentimento de alguém que compreendeu Rita não apenas como mito, mas como ser humano: frágil, ousada, amorosa, contraditória e absolutamente autêntica.

“Não se trata de imitar. É sobre captar a alma, a vibração, o olhar que ela lançava sobre o mundo. Rita era muitas coisas, às vezes tudo ao mesmo tempo. E é essa complexidade que a torna tão fascinante de representar”, afirmou Mel em entrevistas anteriores.

Um presente para Manaus — e um convite à memória afetiva

A escolha de abrir a Mostra de Teatro Águas de Manaus com esse espetáculo não é apenas um acerto artístico — é também uma decisão simbólica. Rita Lee representa a força da arte que dialoga com todas as gerações. Sua história se mistura com a história recente do Brasil e convida o público a olhar para si mesmo, para os próprios sonhos e rupturas.

Segundo Aline Mohamad, do Instituto Brasileiro de Teatro (iBT), a curadoria da mostra buscou obras que dialogassem com a memória coletiva e com temas universais.

“A Rita é símbolo de liberdade, irreverência, criatividade e coragem. Ela foi — e é — inspiração para artistas, mulheres, ativistas, sonhadores. Começar com esse espetáculo é também uma forma de dizer: estamos aqui para falar de arte que transforma, emociona e resgata histórias que não podem ser esquecidas”, explica Aline.

A atriz e o espetáculo são produzidos pela Turbilhão de Ideias, companhia reconhecida por apostar em narrativas biográficas que cruzam arte e identidade brasileira.

Teatro para todos: uma cidade em cena

A Mostra de Teatro Águas de Manaus vai muito além da abertura estrelada. O projeto contempla apresentações em diversos bairros da capital, com peças que abordam desde temas históricos até reflexões do cotidiano manauara. A proposta é descentralizar a produção teatral e aproximar o público de diferentes territórios à arte.

As apresentações serão realizadas nos dias 9, 10, 16 e 17 de agosto, sempre com acesso gratuito. Além do espetáculo de Mel Lisboa, a mostra contará com companhias locais, trazendo vozes potentes da cena teatral amazônica.

Simony Dias, gerente de Relações Institucionais da Águas de Manaus — empresa responsável pelo apoio à mostra — destaca a importância da democratização do acesso à cultura:

“É uma honra participar de um projeto que leva teatro para todos os cantos da cidade. Cultura é direito, é pertencimento. E com essa mostra queremos oferecer à população de Manaus a chance de assistir espetáculos de altíssima qualidade, tanto locais quanto nacionais, como é o caso da peça da Rita Lee.”

A programação completa será divulgada nos próximos dias pelas redes sociais da Águas de Manaus e do Instituto Brasileiro de Teatro.

Rita além da música

A vida de Rita Lee foi — e continua sendo — um exemplo de como arte e atitude podem caminhar juntas. Durante mais de cinco décadas de carreira, ela rompeu barreiras de gênero, desafiou padrões, lutou contra o machismo na indústria musical e usou sua voz para causas sociais, ambientais e políticas.

Mesmo depois de sua partida, em 2023, aos 75 anos, Rita deixou um legado que não se apaga. Ela segue viva nas letras que escreveu, nos discos que gravou, nas entrevistas ácidas, nas roupas coloridas, nas causas que abraçou e, agora, também nos palcos que levam sua história adiante.

Para quem cresceu ouvindo Rita ou está conhecendo sua obra agora, o espetáculo é uma oportunidade rara de vê-la sob uma nova luz — sem filtros, sem censura, com a dose certa de ironia, poesia e humanidade.

Uma chance de reencontro

Num tempo em que a pressa consome e o excesso de informação distrai, parar para ouvir uma história pode ser um gesto revolucionário. Ainda mais quando essa história é a de uma mulher que fez da própria vida uma trilha sonora de coragem e originalidade.

“Rita Lee – Uma Autobiografia Musical” é mais do que teatro. É um reencontro com o que somos, fomos e ainda podemos ser. Em Manaus, diante do pôr do sol da Ponta Negra, ao som de “Ovelha Negra”, talvez você se descubra, entre lágrimas e sorrisos, dizendo: “essa história também é um pouco minha”.

Com Rafael Vitti e o carismático Amendoim, “Caramelo” ganha pôster oficial e promete emocionar no catálogo da Netflix

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Foto: Reprodução/ Internet

Pode se preparar: o Brasil acaba de ganhar um filme para chamar de seu — e com um protagonista que não precisa de fama nem de pedigree para conquistar a gente. Ele tem o pelo dourado, a língua sempre de fora e aquele olhar maroto que já virou símbolo nacional. O nome? Amendoim. E é ele, um vira-lata caramelo, quem promete emocionar o público na mais nova produção brasileira da Netflix: “Caramelo“.

O longa-metragem, que teve suas primeiras imagens e pôster revelados nesta quinta (31), chega como um sopro de ternura e afeto em tempos tão acelerados. Estrelado por Rafael Vitti e dirigido por Diego Freitas, o filme é uma homenagem escancarada a essa figura tão presente na vida dos brasileiros: o cão sem raça definida, que vive nas praças, calçadas, portões de padarias — e nos nossos corações. Abaixo, confira o pôster oficial:

Quando tudo parece desmoronar, um cachorro aparece

Pedro é um jovem chef de cozinha determinado, focado, daqueles que não desistem até conquistar o que querem. E, de fato, ele está prestes a realizar o grande sonho da sua vida: liderar a cozinha de um restaurante renomado. Mas como a vida não costuma seguir o roteiro que a gente imagina, um diagnóstico inesperado atravessa o caminho de Pedro — e tudo aquilo que parecia certo, de repente, vira um enorme ponto de interrogação.

É nesse momento de crise existencial, de angústia e reavaliações, que entra em cena o vira-lata caramelo. Amendoim, como é chamado, surge como um improvável companheiro — e vai se tornando, pouco a pouco, o elo que conecta Pedro de volta ao presente. O que parecia ser só um encontro casual se transforma numa amizade transformadora. Entre latidos, caminhadas, silêncios compartilhados e momentos de pura ternura, Pedro redescobre o que realmente importa.

Não é exagero dizer que o filme promete arrancar lágrimas — mas também muitos sorrisos. Caramelo é aquele tipo de história que a gente assiste com o coração aberto e o lenço por perto. É sobre recomeços, sobre aceitar as curvas da vida e sobre o poder silencioso de um amor que não precisa de palavras.

O carisma de Rafael Vitti e o brilho de Amendoim

Rafael, conhecido por seus papéis em novelas e filmes brasileiros, entrega uma atuação delicada e madura, dando vida a um personagem que carrega camadas de ambição, frustração e ternura. Mas o verdadeiro astro é ele: Amendoim, o vira-lata mais carismático que você vai ver nas telas esse ano. Com seus olhos expressivos e uma presença que mistura travessura e sabedoria, ele rouba a cena — e o coração do espectador.

E não é por acaso que a Netflix escolheu justamente o Dia Nacional do Vira-Lata para divulgar as primeiras imagens do filme. A data, celebrada no Brasil em 25 de julho, reconhece a importância desses cães na cultura e na vida das pessoas. O vira-lata caramelo, em especial, já virou meme, figurinha de WhatsApp, mascote de campanhas públicas e agora, finalmente, protagonista de uma história feita sob medida para ele.

Uma equipe que cuida com afeto — na tela e nos bastidores

Dirigido por Diego Freitas, que já emocionou o público com Depois do Universo, Caramelo é uma produção da Migdal Filmes — e marca a primeira colaboração do estúdio com a Netflix. A ideia original também veio de Diego, que assina o roteiro ao lado de Rod Azevedo e Vitor Brandt, com colaboração de Carolina Castro e consultoria de Marcelo Saback.

O cuidado com os detalhes vai muito além da direção de arte ou da fotografia poética. Um dos pilares da produção foi o bem-estar animal. Para isso, a equipe contou com o trabalho dedicado de Luis Estrelas, treinador de animais e responsável por garantir que Amendoim (e outros cãezinhos do elenco) estivessem sempre confortáveis e seguros. A produção também teve consultoria internacional de Mike Miliotti, que trabalhou recentemente em Garfield – O Filme.

Isso reforça algo fundamental: Caramelo não é só um filme sobre amor — ele é feito com amor. E o respeito aos animais é uma das marcas mais bonitas dessa jornada.

Um elenco que abraça a proposta com entrega e emoção

Além de Rafael Vitti e do cãozinho Amendoim, o elenco reúne nomes que trazem frescor, humor e emoção à trama. Arianne Botelho, Noemia Oliveira, Ademara, Kelzy Ecard, Bruno Vinicius, Roger Gobeth e Olívia Araújo compõem o núcleo principal da história, que mistura drama, leveza e toques de comédia. Cristina Pereira e Carolina Ferraz também fazem participações especiais — e quem também aparece é ninguém menos que a chef Paola Carosella, em uma participação pra lá de simbólica.

A presença de Paola, inclusive, estabelece uma conexão interessante com a profissão do protagonista e com o universo da gastronomia, que aparece com força na trama. As cenas na cozinha são repletas de simbolismo — entre panelas, ingredientes e receitas, Pedro tenta reencontrar o próprio sabor da vida.

Um filme que fala com o Brasil — e sobre o Brasil

O filme tem aquele jeitinho que a gente reconhece: um pouco de humor agridoce, uma paisagem que mistura cidade grande com afetos cotidianos, personagens que falam como a gente e situações que poderiam acontecer com qualquer um de nós.

Mais do que uma história de superação, o filme é uma celebração daquilo que nos move mesmo nos dias difíceis: os laços que criamos. E nesse sentido, Caramelo fala muito sobre o Brasil. Sobre a solidariedade que nasce do nada, sobre os encontros improváveis e, claro, sobre os vira-latas que nos seguem na rua e, de alguma forma, nos escolhem.

Em um país onde milhares de cães vivem em situação de abandono, o filme também carrega uma mensagem de consciência: todos os Amendoins espalhados por aí têm amor de sobra para dar. Basta que alguém olhe para eles com o coração aberto.

Por que você não vai querer perder esse filme?

Porque é um filme que resgata algo essencial — a delicadeza de sentir. Em tempos de correria, cinismo e pressa, Caramelo propõe uma pausa. Ele nos convida a sentar no sofá, talvez com nosso próprio cãozinho no colo, e lembrar que ainda existem histórias simples capazes de nos tocar profundamente.

Com uma produção cuidadosa, atuações envolventes e um protagonista de quatro patas impossível de ignorar, o longa já nasce com cara de queridinho do público. A Netflix ainda não divulgou a data de estreia, mas se você é do tipo que se emociona com filmes como Marley & Eu, Sempre ao Seu Lado ou até mesmo Depois do Universo, prepare o coração.

Nobru alcança mais de 375 mil espectadores em transmissões da Esports World Cup 2025

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Foto: Reprodução/ Internet

Tem gente que joga. Tem gente que transmite. E tem gente que transforma o competitivo em espetáculo, em emoção de verdade. Bruno “Nobru” Goes é esse último tipo. Durante a Esports World Cup 2025, realizada em julho, o fundador do Fluxo mostrou mais uma vez por que é um dos nomes mais carismáticos e influentes do cenário gamer brasileiro. Com carisma, entrega e muito amor pelo que faz, ele atraiu mais de 375 mil espectadores únicos ao longo de suas transmissões ao vivo — números que impressionam, mas não surpreendem quem já acompanha sua trajetória.

Ao todo, foram 16 horas de conteúdo, transmitidas com a intensidade de quem sente cada jogada na pele. A audiência bateu um pico de 19 mil pessoas simultâneas justamente durante a grande final do campeonato, mesmo com a equipe brasileira não ocupando as primeiras colocações. Essa fidelidade do público, que vai além dos resultados, mostra a força do elo criado por Nobru com sua comunidade.

Entre tropeços e reações: o Fluxo no mundial

A jornada do Fluxo na competição internacional teve de tudo: expectativa, tensão, recuperação e frustração. No primeiro dia da fase decisiva, em 16 de julho, o time teve um começo difícil, somando apenas 1 ponto e ficando na última posição do grupo. Mas como em toda boa história de superação, o dia seguinte trouxe uma reviravolta: 106 pontos e uma honrosa quarta colocação reacenderam a chama da torcida.

A caminhada, no entanto, voltou a ficar turbulenta. O terceiro dia trouxe nova estagnação no placar, e na etapa seguinte, o grupo ficou com o oitavo lugar. Na grande final, o resultado não foi dos melhores — décima colocação, com 84 pontos. Mas quem acompanhou as transmissões viu muito mais do que um time tentando vencer. Viu uma comunidade vibrando com cada queda, cada eliminação, cada tentativa de reerguida.

Um streamer que vai além do jogo

Enquanto o Fluxo batalhava dentro do servidor, Nobru segurava as pontas fora dele. Mais do que simplesmente transmitir as partidas, ele criou um ambiente de acolhimento e empolgação nas lives. Com comentários autênticos, interação direta com os fãs e até momentos de descontração em meio à tensão, Bruno fez do campeonato um grande encontro — daqueles que a gente sente falta quando acaba.

E isso se reflete nos 140 mil espectadores recorrentes que acompanharam seus conteúdos mesmo nos momentos de queda. Isso porque ele não estava ali apenas pelo troféu. Estava — e está sempre — pela conexão. A cada live, reforça que jogar também é partilhar, criar memórias, rir junto, lamentar e, principalmente, continuar mesmo quando os números não favorecem.

Campeões do torneio e o respeito do público

Quem levantou o troféu nesta edição foi a equipe asiática EVOS Esports, que brilhou com uma campanha sólida e levou pra casa o prêmio de US$ 300 mil (cerca de R$ 1,67 milhão). Mas, se no placar quem venceu foi a EVOS, no coração da comunidade brasileira não há dúvida: o verdadeiro destaque foi Nobru.

Porque no mundo dos games, nem sempre o mais aplaudido é quem sobe no pódio. Muitas vezes, é quem mostra resiliência, dá voz à torcida, e, mesmo sem o ouro, oferece algo ainda mais valioso: presença.

Mais que um número, uma história

A trajetória de Nobru não se mede apenas por estatísticas. De garoto sonhador da zona leste de São Paulo a ícone do cenário gamer, ele conquistou cada espaço com muito suor, talento e empatia. Fundou sua própria organização, se tornou um dos rostos mais conhecidos do Free Fire e segue firme como referência de representatividade e inspiração.

A participação na Esports World Cup deste ano foi mais uma página nesse livro em constante construção. Uma prova de que, mesmo nos dias difíceis, há força no coletivo. Há valor em manter o público junto, mesmo quando o placar aperta. E há beleza em se mostrar vulnerável, sem perder o brilho.

Sabadou com Virginia deste sábado (02/08) emociona com Michel Teló, Tata Estaniecki e Flávia Viana

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Neste sábado, 2 de agosto de 2025, o Sabadou com Virginia vai trazer uma mistura especial de emoção, diversão e boas lembranças, reunindo no mesmo palco três convidados que conquistaram o público de maneiras diferentes, mas que compartilham uma coisa em comum: histórias de vida inspiradoras e uma trajetória marcada por talento e dedicação.

Sob o comando de Virginia Fonseca, com o apoio de Lucas Guedez e Margareth Serrão, o programa promete não apenas entreter, mas emocionar, ao apresentar o cantor Michel Teló, a influenciadora e dubladora Tata Estaniecki e a atriz e apresentadora Flávia Viana. Cada um vai dividir com o público momentos marcantes da sua jornada, revelações inéditas e aquela leveza que só um encontro verdadeiro pode proporcionar.

Michel Teló vai relembrar seus primeiros passos na música

Michel, que já conquistou multidões com sua voz e carisma, deve resgatar memórias afetivas dos primeiros dias de carreira, quando ainda era uma criança vestida com um terninho azul, cantando para homenagear o Dia dos Pais no colégio. Esse momento simples, mas cheio de significado, será contado por ele com a emoção de quem sabe que ali começou tudo.

Além disso, o cantor deve comentar sobre o impacto global de sucessos como “Ai Se Eu Te Pego”, que mesmo depois de 14 anos continua sendo cantada em diversos cantos do mundo — algo raro e que poucos artistas brasileiros alcançaram. Michel ainda vai falar sobre seu mais recente projeto, o Sertanejinho do Teló, que mistura o sertanejo com o pop nacional em ritmo de vaneirão, trazendo uma pegada alegre e refrescante para os fãs.

Tata Estaniecki falará sobre a realização de um sonho na dublagem

A noite também vai reservar espaço para Estaniecki, que irá contar detalhes sobre a experiência de dublar a personagem Mamãe Fifi no novo filme dos Smurfs. Para Tata, essa conquista representa a realização de um sonho antigo, que finalmente se tornou realidade.

Ela vai falar sobre a preparação necessária para dar voz a um personagem tão diferente da sua própria voz, as emoções vividas durante o processo e como a experiência a encheu de orgulho. Além disso, Tata deve dividir com os espectadores sua rotina multifacetada como influenciadora digital, mãe e empresária, mostrando a força e a determinação por trás do sorriso contagiante.

Flávia Viana trará à tona lembranças dos tempos na TV e o crescimento pessoal

A atriz também promete emocionar ao relembrar sua passagem pelo humorístico A Praça é Nossa, onde trabalhou com Carlos Alberto de Nóbrega, um dos maiores nomes do humor brasileiro. Ela vai falar sobre o aprendizado adquirido ao lado de tantos humoristas talentosos e o carinho que carrega por essa fase da carreira.

Além disso, Flávia deve abordar sua atuação em novelas como Chiquititas, contando como cada trabalho ajudou a moldar quem ela é hoje, tanto profissionalmente quanto pessoalmente. Com sua simpatia característica, ela vai refletir sobre os desafios do meio artístico e a importância de manter a essência diante das mudanças.

Além dos depoimentos emocionantes, o Sabadou com Virginia estará recheado de diversão com os já tradicionais quadros “Em Busca do Corte Perfeito”, “Lucas Guedez Também Faz” e “Mete a Mala”. Os convidados vão se arriscar em brincadeiras e desafios que prometem arrancar risadas da plateia e dos telespectadores.

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