The Calling | Thriller do criador de Big Little Lies estreia no Universal TV e mergulha em crimes, fé e dilemas morais

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Em um universo televisivo cada vez mais repleto de investigações, policiais durões e reviravoltas sangrentas, uma nova série estreia com a ousadia de unir o suspense do crime à delicadeza da fé e da introspecção. The Calling, produção criada por David E. Kelley — o nome por trás de sucessos como Big Little Lies e Ally McBeal — chega ao Universal TV na próxima sexta-feira, 8 de agosto, às 22h20, trazendo um protagonista improvável e profundamente humano: o detetive Avraham Avraham, um judeu ortodoxo que busca resolver crimes não apenas com lógica, mas com empatia, compaixão e uma fé inabalável na humanidade.

Baseada no romance The Missing File, best-seller do autor israelense Dror Mishani, a série é mais do que um thriller policial: é um mergulho no dilema moral e na espiritualidade de um homem que, em meio ao caos da cidade de Nova York, tenta ouvir uma voz interior — seu chamado — para encontrar a verdade.

Com direção do veterano Barry Levinson, vencedor do Oscar por Rain Man, e uma fotografia sombria que traduz o peso existencial dos personagens, a série é uma proposta narrativa diferente: menos barulhenta, mais reflexiva; menos sobre a caça ao criminoso e mais sobre o que se perde e se revela no processo de investigação.

O detetive que acredita

Interpretado por Jeff Wilbusch, ator alemão-israelense conhecido por seu papel em Nada Ortodoxa, o detetive Avraham Avraham é uma presença inquietante logo nos primeiros minutos da série. Vestindo paletó escuro, barba por fazer, olhos atentos e postura quase messiânica, Avi — como é chamado pelos colegas — não parece um investigador comum. Ele escuta antes de perguntar. Observa antes de agir. E reza, discretamente, antes de entrar em cena.

“Tenho muito orgulho de interpretar um detetive judeu religioso”, contou Wilbusch em entrevistas à imprensa internacional. “É uma história importante. Vivemos um tempo em que empatia e humanidade são raras. Avi é um personagem que me desafia e me inspira.”

Na estreia, o episódio “Desaparecido” nos apresenta ao mundo de Avi com uma sequência inusitada: uma confissão obtida de um suspeito vestido de cachorro-quente. Em qualquer outro contexto, pareceria cômico ou absurdo. Mas em The Calling, tudo é tratado com uma camada de mistério e profundidade. E rapidamente entendemos que, para Avraham, o crime não é um espetáculo — é uma dor humana a ser compreendida.

O enredo se desenrola a partir do desaparecimento de um jovem de família tradicional. Enquanto os colegas de departamento correm atrás de provas, Avraham prefere seguir um caminho mais sensível: reconstituir, com detalhes quase espirituais, os últimos passos do garoto. Em vez de interrogar brutalmente, ele conversa. Em vez de acusar, ele pergunta. “O que você sente?”, diz ele, mais de uma vez.

Fé, intuição e método

A espiritualidade do personagem principal não é mero adorno. Diferentemente de outras séries policiais, em que a religião é tratada como pano de fundo ou símbolo de trauma, em The Calling ela é central. Avraham Avraham ora, observa os rituais, reflete sobre passagens sagradas. Mas não impõe sua fé: ele vive por ela.

Essa abordagem incomum tem origem direta no livro que deu origem à série. O autor, Dror Mishani, é um dos grandes nomes da literatura policial israelense e quis criar um detetive com alma — alguém que usasse a intuição, a empatia e o silêncio como armas principais. E é isso que vemos em tela.

David E. Kelley, que já havia explorado a complexidade humana em séries como The Undoing e Nine Perfect Strangers, mergulha na proposta com entusiasmo. “Eu queria criar um drama policial diferente. Um em que o herói não fosse apenas um solucionador de problemas, mas alguém que fosse, ele mesmo, um enigma moral”, disse Kelley à Variety.

Um elenco afiado e multifacetado

Ao lado de Jeff Wilbusch, o elenco de The Calling oferece personagens tão humanos quanto seu protagonista. Juliana Canfield vive a detetive Janine Harris, uma parceira cética e prática, que aos poucos aprende a respeitar — e até admirar — o método nada convencional de Avi. Karen Robinson interpreta a Capitã Kathleen Davies, figura de autoridade que precisa equilibrar a burocracia do departamento com o gênio introspectivo do detetive.

Outro destaque é Michael Mosley, como o detetive Earl Malzone, típico investigador nova-iorquino durão, que serve como contraponto ao protagonista. A interação entre esses personagens não segue os clichês da “dupla policial improvável”. Aqui, as relações são mais sutis, menos caricatas, mais próximas da vida real — em que divergências não se resolvem com piadas, mas com convivência e tensão.

Um thriller que desacelera

A produção é uma série policial, mas não espere tiroteios a cada dez minutos ou perseguições frenéticas por becos escuros. O ritmo é mais contemplativo. As cenas se estendem, os diálogos são pausados, os silêncios são significativos. É um thriller que pede ao espectador o mesmo que seu protagonista pede aos suspeitos: atenção, escuta, paciência.

Essa proposta pode soar arriscada em um mercado dominado por narrativas ágeis, roteiros cheios de plot twists e heróis sarcásticos. Mas The Calling aposta no contrário: na lentidão como construção de tensão, na ausência como indício, na ambiguidade como fonte de verdade. E é aí que está sua força.

Barry Levinson, experiente diretor que sempre prezou por histórias humanas (como em Sleepers, Good Morning, Vietnam e Liberty Heights), entrega uma direção sutil e madura. Cada episódio é quase um pequeno estudo de personagem. E ao fim de cada caso, não é apenas o criminoso que é revelado — são as dores de uma família, os silêncios de uma comunidade, os fantasmas que cada um carrega.

A importância da representatividade religiosa

Em tempos de crescente intolerância, a série se destaca também por representar com respeito e profundidade a religiosidade judaica — sem estereótipos ou caricaturas. Avraham Avraham não é um rabino, não é um “espião israelense”, não é o “judeu engraçado da história”. Ele é um homem de fé. Um cidadão comum com um cargo difícil. Um ser humano que tenta fazer o certo, mesmo que isso lhe custe reconhecimento.

Essa representação importa. Em uma indústria que, por décadas, tratou temas religiosos com superficialidade — quando não com desdém —, a série abre espaço para uma abordagem mais respeitosa e realista. E isso se alinha ao movimento mais amplo de produções que buscam diversidade cultural e espiritual com autenticidade, como Nada Ortodoxa, Messias, Ramy e Shtisel.

“Baseado em Hits Reais” resgata histórias de artistas esquecidos por trás de grandes sucessos

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Você pode até não se lembrar de Lou Bega, mas é quase impossível não sentir os ombros se mexendo ao ouvir “Mambo Number 5”. Também não precisa ter sido um grande fã de EMF para reconhecer o refrão explosivo de “Unbelievable” ou ter o nome da escocesa KT Tunstall na ponta da língua para cantarolar “Suddenly I See”, sucesso imortalizado por O Diabo Veste Prada. O que todos esses artistas têm em comum? Fizeram o mundo cantar — e depois, desapareceram dos holofotes. Mas suas histórias, tão humanas quanto seus refrões são pegajosos, agora ganham uma segunda chance de serem ouvidas em “Baseado em hits reais”, novo livro do jornalista Braulio Lorentz, publicado pela Máquina de Livros.

Com lançamento marcado para o dia 28 de agosto, em um evento no karaokê do Curtiça Bar, na Vila Madalena (SP), o livro propõe uma espécie de arqueologia afetiva da música pop. Ao invés de focar nos medalhões que todo mundo já conhece, Braulio dá voz a quem um dia teve os cinco minutos de glória — ou os cinco segundos de um refrão eternizado — antes de sumir da mídia, mas não das nossas memórias.

A playlist da memória

Braulio Lorentz, jornalista cultural com mais de 20 anos de estrada e atual editor do G1, teve o estalo para o livro ao reorganizar sua coleção de CDs. Era um exercício nostálgico, mas também uma inquietação jornalística: ao revisitar discos esquecidos, surgia a pergunta inevitável — onde foi parar esse artista?

“Essas músicas não têm, necessariamente, um grande valor artístico. Algumas são até irritantes”, confessa Braulio, sem ironia. “Mas sou obcecado por entender o que está por trás de um grande fenômeno musical.”

A partir desse impulso, ele passou os últimos quatro anos caçando ex-hitmakers, mergulhando em entrevistas que misturam bastidores do sucesso com memórias pessoais, frustrações e renascimentos discretos. O resultado é um painel afetivo e inesperado da indústria fonográfica das últimas décadas.

Histórias que desafinam da fama

Entre os mais de 40 artistas entrevistados estão nomes como Vanessa Carlton (“A Thousand Miles”), Natalie Imbruglia (“Torn”), Daniel Powter (“Bad Day”), Alexia (“Uh La La La”), DJ Bobo, Chumbawamba, Fastball, Aqua e Counting Crows. E também brasileiros que você talvez não associe à efemeridade do sucesso, como Kelly Key, Vinny e o grupo Dr. Silvana & Cia.

Muitos dos personagens do livro não desapareceram completamente. Apenas mudaram de palco. Alguns continuaram na música, embora longe das grandes gravadoras. Outros viraram professores, técnicos de informática, donos de restaurante — e um chegou a se tornar programador da Amazon. Em comum, há a lembrança agridoce de um tempo em que suas músicas tocavam em todo lugar, suas agendas estavam lotadas e a fama parecia eterna.

“Vários desses artistas tiveram mais de um sucesso”, lembra Braulio. “Mas, depois, a maioria conviveu com a fama de fracassado. Até desaparecer.”

A glória que cansa, o fracasso que ensina

O mais instigante no livro de Braulio não são apenas as curiosidades (embora elas existam em abundância), mas o que se revela nas entrelinhas: o quanto a fama pode ser cruel, e o quanto o esquecimento público nem sempre é sinônimo de derrota pessoal.

Um exemplo comovente é o de Daniel Powter, cuja balada “Bad Day” se tornou hino não oficial de dias ruins em programas de TV, reality shows e playlists deprês. Hoje, longe dos holofotes, Powter tem uma vida tranquila e afirma que “se sentir fracassado foi libertador”. Em contrapartida, KT Tunstall, que ainda se apresenta, reflete sobre o preço da independência artística após o estouro inicial.

O livro não tenta transformar esses artistas em heróis ou mártires da indústria. Pelo contrário. Há um tom sincero, quase confessional, nos relatos. Muitos admitem erros, ilusões, contratos mal feitos, egos inflados. E o autor não julga. Apenas ouve — e nos convida a ouvir também.

Um livro para cantar, rir e pensar

“Baseado em hits reais” tem o charme de um karaokê de domingo com amigos: nostálgico, divertido, por vezes constrangedor, mas acima de tudo humano. Braulio não trata seus entrevistados como relíquias, mas como pessoas que viveram algo extraordinário, por mais efêmero que tenha sido.

E por falar em karaokê, o evento de lançamento promete ser um capítulo à parte. Nada mais simbólico do que celebrar essas histórias num bar onde qualquer um pode virar estrela por três minutos — o tempo de um hit. O autor ainda preparou uma playlist especial com todas as músicas citadas no livro. Um convite sonoro para reviver os anos em que essas faixas eram trilha sonora da vida de muita gente.

Onde encontrar o livro?

O livro estará disponível nas principais livrarias físicas e virtuais a partir de agosto, além de uma versão em e-book já acessível em mais de 30 plataformas digitais. É leitura obrigatória para fãs de música pop, curiosos da cultura pop, jornalistas, músicos e todos aqueles que um dia sentiram que uma canção disse exatamente o que estavam sentindo.

Mais do que falar sobre os artistas esquecidos, o livro fala sobre o que nos faz lembrar. Porque, no fundo, os grandes sucessos não morrem — eles apenas mudam de lugar, repousando na memória afetiva de quem dançou, chorou ou se apaixonou ao som deles.

Vale a pena assistir Meu Ano em Oxford? Uma comédia romântica que mistura realidade e emoções profundas

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Quando pensamos em uma comédia romântica, é comum imaginar aquela fórmula previsível: dois personagens se encontram, têm desentendimentos engraçados, e no final se apaixonam para sempre. Mas, de vez em quando, surge um filme que desafia essas expectativas e traz uma narrativa que bate fundo no coração, sem perder o leve toque de humor e a magia do amor. É o que acontece com Meu Ano em Oxford, lançado em agosto de 2025 pela Netflix.

Dirigido por Iain Morris e baseado no livro de Julia Whelan, o filme convida a gente a acompanhar Anna De La Vega, uma jovem americana cheia de sonhos, que parte para a Inglaterra para estudar literatura na lendária Universidade de Oxford. Mas, como na vida real, nem tudo sai como planejado. Entre provas, livros antigos e paisagens de tirar o fôlego, Anna se vê envolvida em um romance inesperado com Jamie Davenport, seu professor, cuja história carrega segredos difíceis e um peso que vai muito além da sala de aula.

Um começo despretensioso que logo vira coração acelerado

Logo no primeiro dia, Anna tem um encontro um tanto atrapalhado com Jamie — ele quase a atropela com o carro! O que poderia ser um momento constrangedor vira a faísca que acende uma química difícil de ignorar. A princípio, eles se provocam, trocam palavras afiadas e promessas de manter as coisas superficiais. Mas uma noite juntos no típico pub inglês muda tudo: risadas, dança, confidências, e um desejo que cresce silencioso.

É impossível não se identificar com a insegurança e o medo que Anna sente, misturados à vontade de se jogar nesse sentimento novo, mesmo quando sabe que não deveria. Essa vulnerabilidade é o que torna a personagem tão humana — ela é a jovem adulta de todos nós, aprendendo que nem tudo na vida é preto no branco.

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Amor e luta — um casal diante da adversidade

O que diferencia o longa de outros romances é a coragem com que o filme aborda as dificuldades reais por trás do amor. Jamie não é apenas o professor charmoso e misterioso — ele carrega um segredo devastador: um câncer genético que ameaça seu futuro e seu relacionamento com o pai.

É tocante ver a maneira delicada como o filme expõe essa luta sem cair no sentimentalismo fácil. Jamie é forte, mas também frágil. Ele se afasta, tem medo de se entregar, mas encontra em Anna uma luz que o faz querer enfrentar o impossível.

Esse conflito traz uma profundidade rara, um convite para refletirmos sobre o valor do amor quando tudo parece incerto. E como às vezes amar é, antes de tudo, ter coragem para estar presente na dor do outro.

A beleza de Oxford como cenário de sonhos e desafios

Outro ponto que merece destaque é como o filme usa os cenários reais da Universidade de Oxford para contar sua história. A Biblioteca Bodleiana, os colleges antigos, as ruas de pedra e o clima acadêmico carregam uma nostalgia e um charme que fazem qualquer um querer embarcar nessa aventura.

Mas não é só um cartão-postal: esses locais representam o mundo novo e desafiador no qual Anna se insere. Um ambiente que é tanto encantador quanto exigente, um palco para seu crescimento pessoal e para as escolhas difíceis que terá de fazer.

Atuação que emociona e faz refletir

Sofia Carson entrega uma atuação cheia de nuances, mostrando a transformação de Anna com uma naturalidade encantadora. Corey Mylchreest, por sua vez, dá vida a Jamie com uma mistura perfeita de charme, mistério e vulnerabilidade.

O casal principal tem uma química palpável, que torna cada momento juntos — dos risos aos conflitos — genuinamente tocantes. É daquelas histórias que a gente torce para que dê certo, mesmo sabendo que o caminho pode ser doloroso.

Vale a pena assistir?

Se você busca uma comédia romântica leve, o filme pode surpreender pelo toque dramático e pela profundidade emocional que carrega. Se prefere romances que não fogem das realidades duras da vida, encontrará aqui uma história que abraça o amor em todas as suas formas — incluindo as mais difíceis.

É um filme para assistir com o coração aberto, para rir, se emocionar e, quem sabe, se identificar com os altos e baixos da vida e do amor. Afinal, como Anna e Jamie nos lembram, o verdadeiro romance está em aceitar o outro por inteiro, com suas luzes e sombras.

Universal+ estreia quarta e última temporada de Evil, série de terror aclamada

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Foto: Elizabeth Fisher/Paramount+

Para quem acompanha Evil desde sua estreia em 2019, o próximo dia 18 de agosto promete ser um marco: o Universal+ lança a quarta e última temporada da série que se consolidou como um dos maiores fenômenos do terror psicológico contemporâneo. Criada pelo casal de roteiristas Robert e Michelle King — responsáveis por sucessos como The Good Wife e The Good Fight —, a produção sempre se destacou por sua habilidade em equilibrar suspense sobrenatural com drama humano intenso.

No centro da história está a Dra. Kristen Bouchard, interpretada magistralmente por Katja Herbers (Westworld). Psicóloga forense cética, Kristen é uma mente racional em um mundo repleto de acontecimentos que desafiam a lógica. Ao seu lado está David Acosta (Mike Colter, de Luke Cage), um ex-jornalista em preparação para se tornar padre, cuja fé inabalável contrasta diretamente com o ceticismo da colega. Juntos, eles investigam eventos que parecem ultrapassar a barreira da realidade: possessões, milagres e fenômenos que não podem ser explicados por ciência ou religião isoladamente.

A equipe ainda conta com Ben Shakir (Aasif Mandvi, de Homem-Aranha 2), especialista em tecnologia e ateu convicto, cuja lógica é constantemente testada pelos acontecimentos cada vez mais estranhos que surgem à frente do trio. Essa mistura de crenças e personalidades cria uma dinâmica fascinante, que se desenrola ao longo das temporadas com tensão, humor sutil e reviravoltas inesperadas.

E não se pode falar de EVIL sem mencionar seu antagonista mais perturbador, Dr. Leland Townsend (Michael Emerson, Lost). Townsend não é apenas um vilão tradicional; ele representa o mal que se infiltra na mente e na vida daqueles que ousam confrontá-lo. Obcecado por Kristen, ele é um catalisador de tensão emocional, psicológico e sobrenatural, tornando cada confronto uma batalha não apenas física, mas moral e ética.

Uma produção cuidadosa e intimista

Robert e Michelle King não apenas roteirizam, mas também dirigem grande parte da série, garantindo que cada episódio seja cuidadosamente construído para gerar impacto e engajamento. Para a quarta temporada, eles contaram com colaborações de diretores renomados, como Peter Sollett (Nick & Norah: Uma Noite de Amor e Música) e John Dahl (Dexter e House of Cards), adicionando nuances visuais e narrativas que intensificam o suspense e a imersão do público.

Cada cenário, cada enquadramento, cada silêncio é cuidadosamente pensado para que o espectador sinta-se parte daquele mundo. As cenas de terror psicológico não dependem apenas de efeitos ou sustos repentinos: elas exploram o medo humano, o desconforto do desconhecido e as decisões que testam a moral de cada personagem.

A narrativa que vai além do sobrenatural

O grande diferencial da produção é que ela não se limita a investigar o sobrenatural. A série explora os medos e segredos mais íntimos de seus personagens, mostrando como traumas, dilemas éticos e relações familiares moldam suas escolhas. A família Bouchard, por exemplo, está sempre presente como um contraponto à investigação sobrenatural: Lynn (Brooklyn Shuck), Lila (Skylar Gray) e Lexis (Maddy Crocco) revelam os impactos do medo e do segredo na vida cotidiana, tornando a história mais próxima do público.

Enquanto isso, personagens recorrentes, como o Monsenhor Matthew Korecki (Boris McGiver) e a detetive Mira Byrd (Kristen Connolly), adicionam complexidade ao enredo, mostrando como fé, lei e ciência se entrelaçam em uma realidade que não é preto no branco, mas cheia de tons de cinza moral.

Foto: Elizabeth Fisher/Paramount+

Uma trajetória de sucesso e reconhecimento

Desde sua estreia no canal CBS, em 26 de setembro de 2019, EVIL se consolidou como um sucesso crítico e popular. A mudança para a Paramount+ em 2021, que produziu a segunda temporada, deu à série maior liberdade para explorar histórias mais ousadas e complexas, e o público respondeu com entusiasmo. No Brasil, EVIL – Contatos Sobrenaturais está disponível no Globoplay desde novembro de 2019, conquistando fãs que se dedicam a teorizar sobre cada episódio e a discutir os dilemas apresentados pela série.

A recepção crítica é igualmente positiva. No Rotten Tomatoes, a série mantém impressionantes 92% de aprovação, com críticos elogiando seu roteiro inteligente e a capacidade de equilibrar terror com questões humanas profundas. Já o Metacritic atribuiu 76 de 100, destacando críticas “geralmente favoráveis”, um reconhecimento raro para séries do gênero que equilibram suspense com drama psicológico.

O que esperar da quarta temporada

A nova temporada promete respostas para perguntas deixadas ao longo das três primeiras, além de intensificar o suspense e explorar ainda mais os limites entre ciência, fé e sobrenatural. Os fãs podem esperar confrontos finais com o Dr. Leland Townsend, dilemas éticos intensos e momentos que desafiarão a percepção da realidade de cada personagem — e do próprio espectador.

Além disso, novos episódios introduzem ainda mais camadas dramáticas e personagens cativantes. Kurt Fuller, Danny Burstein e Andrea Martin se juntam ao elenco, adicionando tensão, humor e humanidade às histórias já complexas, enquanto a série continua a desafiar o público a questionar a natureza do mal e o poder das escolhas individuais.

Por que Evil é mais do que uma série de terror

O sucesso da série vai além de sustos e efeitos visuais: ele reside na forma como a série aborda dilemas universais. O mal não é sempre externo; muitas vezes está presente nas decisões humanas, nos segredos guardados e nas falhas de comunicação entre fé, ciência e moralidade. Cada episódio é uma oportunidade de reflexão, convidando o público a se perguntar o que faria em situações de medo, dúvida ou perigo.

O ceticismo de Kristen, a fé de David e a lógica de Ben são representações de debates que existem na vida real. A série consegue, assim, transformar cada episódio em uma experiência emocional e intelectual, um dos motivos pelos quais conquistou tanta notoriedade.

Vought Rising | Série prequela de The Boys revela primeiras imagens dos atores caracterizados

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O universo de The Boys está prestes a ganhar uma nova dimensão com Vought Rising, a aguardada prequela que mergulha nas origens da enigmática Vought Enterprises. Ambientada na década de 1950, a série promete não apenas expandir a narrativa conhecida pelos fãs, mas também oferecer uma reflexão crítica sobre poder, ambição e a manipulação ética que sustentou a ascensão dos super-heróis corporativos, ou Supes, no mundo de Eric Kripke.

Com um elenco de peso liderado por Jensen Ackles e Aya Cash, a série tem a difícil missão de equilibrar a nostalgia de uma época histórica marcante com os tons sombrios e satíricos que fizeram The Boys se tornar um fenômeno global. Abaixo, confira as primeiras imagens oficiais do elenco. As fotos mostram Jensen Ackles como Soldier Boy em um uniforme que remete aos anos 1950, evocando o patriotismo e a estética da época, enquanto Aya Cash surge como Clara Vought, a ambiciosa fundadora da corporação.

O contexto histórico e a ascensão da Vought

A década de 1950 foi um período de grandes transformações para os Estados Unidos e para o mundo. O fim da Segunda Guerra Mundial trouxe esperança, mas também um clima de tensão, com a Guerra Fria se intensificando e a corrida armamentista e tecnológica contra a União Soviética em pleno auge. É nesse cenário que Vought Rising se situa, explorando como uma pequena empresa farmacêutica evoluiu para a gigante corporativa que dominaria o mercado de Supes décadas mais tarde.

A narrativa da série promete mostrar os primeiros passos da Vought Enterprises: experimentos científicos aparentemente inofensivos, investimentos em propaganda e marketing, e o desenvolvimento inicial do Composto V, substância responsável por conferir habilidades sobre-humanas. Esses elementos não apenas transformam pessoas comuns em heróis e vilões, mas também revelam o lado sombrio da ciência quando usada para lucro e poder, em vez de bem-estar social.

Segundo fontes envolvidas na produção, a série irá aprofundar como as decisões éticas questionáveis e a ambição desenfreada de Clara Vought, a fundadora da corporação, moldaram a trajetória da empresa e definiram os padrões morais que ainda seriam vistos em personagens como Homelander e companhia. A perspectiva histórica combina com a ficção de forma inteligente, permitindo que o público compreenda como eventos globais e interesses corporativos se entrelaçam na criação dos Supes.

O herói de guerra com segredos

Um dos destaques da série é o personagem Soldier Boy, interpretado por Jensen Ackles. Diferente de Homelander, cuja imagem de líder dos Sete é marcada pelo culto à personalidade, Soldier Boy representa uma era anterior, onde heróis estavam intimamente ligados à guerra, patriotismo e propaganda militar. Mas, como a série promete revelar, por trás da máscara heroica há segredos sombrios.

As primeiras imagens divulgadas mostram Ackles com um uniforme que remete diretamente aos anos 1950, adaptado para suas habilidades sobre-humanas. Esse visual não é apenas uma homenagem aos heróis da época, mas também uma representação da militarização e da disciplina que cercava os primeiros Supes. Soldier Boy será o elo entre a realidade histórica e a ficção fantástica, mostrando o impacto humano e psicológico de ser um “experimento vivo” da Vought.

Além disso, a série promete explorar a tensão entre imagem pública e realidade pessoal. Soldier Boy surge como um símbolo de heroísmo e sacrifício, mas também como um reflexo das consequências éticas da manipulação genética e da propaganda. O personagem será peça-chave para que o público compreenda como os Supes se tornaram ferramentas corporativas, ao mesmo tempo em que se questiona a moralidade de usar seres humanos como armas.

A visionária Clara Vought

Aya Cash, que retorna à franquia como Tempesta, terá a oportunidade de mostrar uma nova faceta de sua personagem: Clara Vought, a ambiciosa fundadora da corporação. Nesta fase da história, Clara ainda não é a figura totalmente vilanesca que os fãs conhecem, mas sim uma visionária determinada a consolidar seu legado, independentemente do preço ético.

Clara Vought representa a face corporativa da narrativa: manipuladora, estratégica e disposta a usar todos os recursos à sua disposição, incluindo a mídia e a opinião pública, para promover seus Supes. Sua trajetória em Vought Rising mostrará como a ambição e a visão de longo prazo podem ser usadas tanto para o progresso quanto para a corrupção, estabelecendo as bases para os eventos que moldariam o universo de The Boys.

A complexidade de Clara Vought também permitirá à série explorar temas de gênero, poder e liderança em um contexto historicamente dominado por homens. Ao mostrar uma mulher comandando os rumos da ciência e da mídia na década de 1950, a

Criatividade por trás das câmeras

A produção da série está sob o comando de Paul Grellong, conhecido por seu trabalho em The Boys, em parceria com Eric Kripke, criador da série original. A dupla promete manter o tom irreverente e satírico que tornou a franquia um sucesso global, enquanto mergulha nas complexidades morais e históricas da origem da Vought. A direção criativa visa equilibrar ação, drama e crítica social, criando uma experiência audiovisual única.

O design de produção, figurinos e ambientação refletem cuidadosamente a década de 1950, trazendo elementos que remetem ao contexto histórico, como a Guerra Fria, a propaganda política e o surgimento da cultura pop americana. Essa atenção aos detalhes não apenas cria autenticidade, mas também reforça a crítica social e cultural que permeia toda a franquia. narrativa amplia a discussão sobre ética, ambição e moralidade corporativa, sem perder o humor negro característico da franquia.

A Especialista | Trailer da nova série da Apple TV+ com Jessica Chastain promete suspense e ação

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O Apple TV+ lançou nesta terça-feira, 26 de agosto de 2025, o trailer oficial de A Especialista, minissérie protagonizada por Jessica Chastain (vencedora do Oscar por The Eyes of Tammy Faye; também conhecida por Zero Dark Thirty e Interstellar), atriz premiada com Globo de Ouro, SAG e Critics Choice. Além de interpretar a personagem principal, Chastain assina como produtora executiva, garantindo que a narrativa combine suspense, ação e reflexões sobre ética em um universo cada vez mais conectado digitalmente.

A minissérie será composta por oito episódios, com estreia mundial marcada para 26 de setembro, quando os dois primeiros episódios estarão disponíveis imediatamente. A partir daí, os episódios seguintes serão lançados semanalmente até 7 de novembro, oferecendo ao público uma experiência gradual que mantém o suspense e a tensão ao longo de quase dois meses. A história acompanha uma investigadora disfarçada, conhecida apenas como “A Especialista”, que se infiltra em grupos de ódio na internet para impedir ataques planejados antes que eles ocorram.

Vida dupla e dilemas éticos

No núcleo da trama está a investigadora interpretada por Chastain, uma profissional altamente qualificada que transita entre dois mundos: a vida pessoal e o combate a extremistas online. Seu trabalho exige inteligência, paciência e coragem, pois ela precisa desarmar ameaças digitais e físicas antes que se tornem perigos reais. Essa rotina de alta pressão é equilibrada com momentos de vulnerabilidade, mostrando os custos emocionais e éticos de quem atua na linha de frente da prevenção de crimes.

A narrativa explora a tensão entre ação e introspecção. Cada episódio revela o peso psicológico do trabalho da protagonista, mostrando como a vigilância constante e o contato com o lado mais sombrio da internet podem afetar a vida pessoal. Essa dualidade oferece ao público uma visão mais profunda da personagem, que não é apenas uma investigadora eficiente, mas também uma pessoa enfrentando seus próprios limites e dilemas morais.

Talentos que dão vida à história

O elenco da séroe reúne uma mistura de nomes consagrados e novos talentos, criando uma dinâmica interessante e diversificada. Jessica Chastain (Premiada em The Eyes of Tammy Faye e Zero Dark Thirty) lidera como protagonista, trazendo intensidade e sensibilidade ao papel central. Ao seu lado, James Badge Dale (Mindhunter, Iron Man 3) interpreta um personagem ambíguo, que ora atua como aliado, ora desafia a protagonista de formas inesperadas.

Nnamdi Asomugha (The Banker, Beasts of No Nation) desempenha um papel fundamental nas investigações. Cole Doman (Mutt) e Trinity Lee Shirley (Way of the Warrior Kid) trazem energia jovem e profundidade emocional à narrativa, enquanto atores como Michael Patrick Thornton (The Trial of the Chicago 7), Julian Wanderer (The Blacklist), Richard Gant (How Stella Got Her Groove Back), e Laurissa Romain (The Resident) enriquecem o elenco com performances sólidas. O trailer também revela a participação especial de Pablo Schreiber (Orange Is the New Black, Covil de Ladrões), que adiciona tensão e imprevisibilidade à trama, reforçando a complexidade do enredo.

Relevância e atualidade

A série aborda questões muito contemporâneas, como radicalização digital, segurança online e manipulação de informações. A série demonstra como a tecnologia pode ser uma ferramenta poderosa, mas também perigosa, mostrando a linha tênue entre vigilância e invasão, proteção e exposição.

Além disso, a protagonista feminina central fortalece a representação de mulheres em papéis de destaque em thrillers policiais. A personagem combina coragem, inteligência e sensibilidade, inspirando narrativas mais inclusivas e desafiando a predominância masculina em histórias de investigação e suspense.

Resumo da novela A Escrava Isaura de segunda (08/09) – Gabriel sofre confronto com Coronel Sebastião

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No capítulo de A Escrava Isaura que vai ao ar nesta segunda-feira, 5 de setembro, Gioconda enfrenta o Coronel Sebastião, ameaçando-o com firmeza diante de sua truculência. Isaura, por outro lado, prefere que o pai tente “comprá-la”, evitando confrontos diretos, enquanto Henrique corre para socorrer Gabriel, que desmaia e fica fraco nos ombros do amigo.

André, finalmente, é solto, mas o clima permanece carregado de conflito e desconfiança. Helena se encontra com Gabriel e, com preocupação, explica que seu pai é contra o namoro dos dois, aumentando o drama emocional que paira sobre eles. A situação explode quando o Coronel Sebastião vê Gabriel ao lado da filha e dispara, atingindo o rapaz. Helena recebe castigo por sua desobediência, enquanto Gabriel é levado ferido, precisando de ajuda imediata. Gioconda, furiosa, não se intimida e ameaça novamente o Coronel Sebastião, deixando claro que não permitirá abusos.

O que vai rolar nos próximos capítulos de A Escrava Isaura?

Isaura revela a Gertrudes que Leôncio empurrou Tomásia, deixando ambas tensas com o comportamento do homem. No mesmo dia da chegada de Leôncio, Gertrudes sofre um ataque cardíaco, frágil diante dos acontecimentos, mas ainda determinada a proteger Isaura. Enquanto isso, Tomásia e o Conde Campos trocam elogios na festa de casamento, desfrutando de momentos de felicidade em contraste com os conflitos que se desenrolam ao redor.

Gertrudes confessa a Isaura seu arrependimento por não ter concedido sua liberdade antes, um gesto de dor e reconhecimento de erros passados. Tomásia, por sua vez, sabe do retorno de Leôncio e se entristece, ciente de que a presença dele pode abalar a paz recém-conquistada. Isaura insiste em contar à avó que Leôncio foi agressivo com Tomásia, e o homem os flagra conversando, aumentando a tensão.

O Coronel Sebastião visita Malvina, enquanto Gabriel decide pedir a mão de Helena em casamento, demonstrando coragem e amor em meio ao caos. Belchior revela a Rosa a identidade de seu pai, trazendo novas verdades à tona. Gertrudes, mesmo debilitada, pede que chamem o tabelião para finalmente libertar Isaura, mas Leôncio reage com violência, agarrando a jovem. Joaquina revela a Rosa a verdade sobre sua mãe, adicionando mais camadas de segredo à trama familiar.

Enquanto isso, Gabriel tenta conseguir dinheiro emprestado para Miguel, e Tomásia decide ajudá-lo, mostrando generosidade e empatia. Leôncio confessa a Henrique que se sente atraído por Isaura, complicando ainda mais as relações. O Conde Campos e Tomásia passam a noite juntos, mas ela não consegue evitar sonhar com Leôncio, deixando seu coração dividido entre paixão e lembranças dolorosas.

O dia termina com Gertrudes insistindo na presença do tabelião, determinada a garantir a liberdade de Isaura, enquanto cada personagem enfrenta dilemas de amor, vingança e justiça, moldando os destinos da família de maneira irrevogável.

Resumo semanal da novela A Escrava Isaura de 15/09 a 19/09

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Capítulo 011 da novela A Escrava Isaura – segunda, 15 de setembro

Isaura vivia uma mistura de alívio e esperança ao descobrir que seu pai havia conseguido reunir todo o dinheiro necessário para garantir sua liberdade. Cada centavo representava não apenas uma chance de escapar das garras de Leôncio, mas também a possibilidade de recomeçar uma vida sem medo. O Conde Campos, ansioso, pede a Tomásia que use o anel de noivado como sinal de compromisso, enquanto Gertrudes, aflita e desesperada, exige que Leôncio jure que libertará Isaura. No entanto, o jovem, movido por ambições e rancores, desvia do assunto, deixando todos frustrados. Joaquina e João, ainda abalados, compartilham com André o drama da morte de sua mãe, acrescentando uma camada de dor e mistério à história. O Comendador Almeida corre para consolar Gertrudes, tentando oferecer apoio em meio à tensão familiar. Enquanto isso, Leôncio, inquieto, trama com Francisco um plano contra Miguel, mostrando que suas intenções continuam perigosas e calculistas.

Capítulo 012 – terça, 16 de setembro

A tragédia atinge seu auge quando Gertrudes morre nos braços do Comendador Almeida e de Isaura, deixando todos à beira do desespero. Tomásia, com a voz trêmula, revela ao Conde Campos que o anel de noivado está penhorado, adicionando mais complicações ao relacionamento. O Comendador Almeida, tomado pelo remorso, pede perdão a Gertrudes, como se pudesse, de alguma forma, aliviar a dor da perda. Henrique, em meio a sentimentos confusos, tenta beijar Isaura, mas o medo e a incerteza o impedem. Rosa, carregando um segredo há muito guardado, conta a Henrique que é sua irmã, provocando surpresa e emoções contraditórias. O Conde Campos, incapaz de tomar uma decisão firme, hesita sobre a possibilidade de cancelar o casamento. Paralelamente, Malvina jura a si mesma que fará tudo para libertar Isaura. O caos aumenta quando capangas roubam todo o dinheiro de Miguel, e este, desolado, corre até a fazenda para informar Isaura sobre o golpe, deixando-a novamente à mercê da injustiça.

Capítulo 013 da novela A Escrava Isaura – quarta, 17 de setembro

A tensão familiar cresce quando Joaquina acusa Leôncio de ter roubado o dinheiro de Miguel, revelando um traidor dentro da própria casa. O Dr. Paulo examina Miguel, garantindo que ele não sofra danos físicos, mas a angústia emocional permanece. O Conde Campos descobre que Tomásia o enganou e decide pedir separação, aumentando o clima de frustração e desconfiança. Joaquina e João, determinados a recuperar o dinheiro, vasculham o quarto de Leôncio, que os surpreende e ameaça, mostrando que não está disposto a ceder. O Coronel Sebastião oferece consolo ao Comendador Almeida, e Helena, confusa, questiona a verdadeira relação de Rosa com ele, recebendo uma repreensão. Tomásia, arrependida, pede desculpas ao Conde Campos, enquanto Almeida confronta Leôncio, revelando a tensão crescente. Belchior, por sua vez, narra a André detalhes sobre a morte da mãe, acrescentando mais mistério e dor à trama. Gabriel encontra Helena, fortalecendo o romance em meio ao caos, e Gertrudes é enterrada, deixando uma lacuna emocional profunda. Francisco ainda surpreende André perto do quanto de Leôncio, mantendo o suspense e a sensação de perigo iminente.

Capítulo 014 – quinta, 18 de setembro

O clima de tensão atinge seu ápice quando Leôncio, tomado pela raiva, ameaça atirar em Miguel, ordenando que Isaura se afaste para não ser atingida. André procura Francisco em busca do dinheiro de Miguel, mas uma briga entre eles aumenta a confusão, culminando em um tiro que ecoa pelo ambiente, deixando todos aterrorizados. Helena reencontra Gabriel, trazendo um alívio emocional em meio à tensão, enquanto André é preso, gerando lamentações de Tomásia e Gioconda. Miguel, determinado e corajoso, promete recuperar o dinheiro roubado, mas a sombra do perigo paira sobre todos. Francisco informa Leôncio sobre a prisão de André, Rosa decide apoiar o romance de Gabriel e Helena, e Leôncio aponta uma arma para Miguel, evidenciando o perigo iminente. Joaquina, em um ato de coragem, revela que foi ela quem viu Leôncio receber o dinheiro, mas ele reage com crueldade, enviando-a ao tronco. Em meio à dor da perda de Gertrudes, o Comendador Almeida luta para manter a compostura, enquanto o Conde Campos declara seu amor a Tomásia, buscando equilíbrio emocional em meio ao caos.

Capítulo 015 – sexta, 19 de setembro

A esperança retorna brevemente quando Isaura descobre o dinheiro escondido no armário de Leôncio, mas a alegria é interrompida por um disparo, aumentando o perigo iminente. Coronel Sebastião tenta contornar a situação, protegendo os mais vulneráveis, enquanto Joaquina é castigada no tronco. André e João elaboram um plano de fuga, e Malvina busca ajuda do Comendador Almeida para salvar Joaquina, mostrando a coragem e a união dos personagens diante da injustiça. Gabriel retorna para casa, aliviado, enquanto Leôncio exige que Isaura se entregue em troca do perdão a Joaquina, revelando sua manipulação emocional. O Comendador Almeida, preocupado com os castigos, ordena que parem as chibatadas, e João cuida de Joaquina com dedicação. André, movido pelo amor, pede um beijo a Isaura, enquanto Malvina é surpreendida ao vasculhar o armário de Leôncio. Leôncio, sem escrúpulos, castiga André e prepara o ferro de marcar boi, deixando todos em suspense e tensão máxima sobre o destino dos jovens.

Heloísa Capelas lança Cure suas Raízes e liberte seus Filhos e propõe uma jornada de autoconhecimento e reconexão familiar

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Foto: Reprodução/ Internet

A autora e especialista em inteligência emocional Heloísa Capelas lança, na próxima sexta-feira, 8 de novembro, seu mais novo livro, Cure suas Raízes e liberte seus Filhos. O evento de lançamento acontece na Livraria da Travessa do Shopping Villa-Lobos, em São Paulo, a partir das 19h, e contará com a presença da jornalista Izabella Camargo, responsável pelo prefácio da obra, além da escritora Telma Abrahão e da atriz Luciana Vendramini.

Nesta nova publicação, Heloísa convida o leitor a um mergulho interior. A obra parte de uma premissa sensível e transformadora: antes de educar um filho, é preciso compreender as próprias dores e acolher as feridas emocionais que carregamos desde a infância. Segundo a autora, muitos dos comportamentos, culpas e medos que os pais reproduzem têm origem em experiências não resolvidas, que se manifestam nas relações familiares de forma inconsciente.

“As feridas emocionais que trazemos da infância acabam moldando a maneira como nos relacionamos e educamos nossos filhos. Curar essas raízes é essencial para romper ciclos de dor e construir vínculos mais amorosos e conscientes”, explica Heloísa.

Com uma linguagem acolhedora e acessível, Cure suas Raízes e liberte seus Filhos não se limita ao universo da parentalidade. O livro é, sobretudo, um convite à reconciliação com a própria história. A autora propõe que cada leitor olhe para o “filho interior” que habita dentro de si, entendendo que a verdadeira libertação emocional começa quando reconhecemos nossas origens e aprendemos a nos perdoar.

“Esta é uma obra sobre amor e reconexão. Quando olhamos para dentro e acolhemos nossas dores, libertamos não apenas nossos filhos, mas também a nós mesmos. É um processo de cura que transforma gerações”, afirma a escritora.

Reconhecida por sua atuação no campo do autoconhecimento, Heloísa Capelas é diretora do Centro Hoffman no Brasil e uma das principais vozes sobre inteligência emocional no país. Com uma trajetória que inclui palestras, cursos e programas de desenvolvimento humano, ela já impactou milhares de pessoas com sua abordagem acolhedora e transformadora.

Ascensão Imortal | Novo livro da trilogia Sete Imortais imagina uma sociedade transformada pela descoberta da imortalidade

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O avanço científico sempre carregou a promessa de prolongar a vida humana, mas poucas obras recentes exploram esse cenário com tanta densidade quanto “Ascensão Imortal”, segundo livro da trilogia Sete Imortais, escrita por Sebastian Dumon. A obra retoma temas apresentados no primeiro volume, mas amplia seus horizontes ao questionar o impacto social, político e ético da imortalidade quando ela deixa de ser mito e passa a ser um produto controlado por elites.

A premissa da saga remonta a milhares de anos. Um vírus ancestral infectou um humano e desencadeou mutações genéticas profundas. A maioria dos infectados pereceu, incapaz de controlar a transformação. Apenas sete sobreviveram. Eles descobriram que a imortalidade exigia um custo permanente: precisavam consumir sangue humano para manter o corpo funcionando. Ao longo dos séculos, essa minoria passou a atuar nos bastidores, manipulando governos e mercados, guiando a história por caminhos invisíveis aos olhos da população. A humanidade, sem saber, era conduzida por mãos ocultas.

Com o avanço da ciência moderna, surge um oitavo imortal. Seu aparecimento acende um alerta global e abre a possibilidade de que a imortalidade seja compreendida, desenvolvida e, eventualmente, replicada. A revelação provoca uma ruptura imediata na ordem mundial e dá início a uma discussão que ultrapassa laboratórios: quem teria direito a viver para sempre?

É nesse ponto que “Ascensão Imortal” se expande. Agora, a sociedade já convive com a ideia de que a longevidade ilimitada pode ser alcançada artificialmente. O protagonista, Lucas Moretti, é atacado por uma imortal e se transforma em alguém que o tempo não pode mais alcançar. Seu destino o conecta ao Projeto Renascer, iniciativa científica criada para prolongar a vida humana e que rapidamente se torna símbolo de esperança e poder.

Clínicas especializadas surgem em todos os continentes, criando um mercado bilionário e abrindo espaço para legislações emergenciais. Países passam a regular a circulação de sangue, elemento que se torna essencial para manter vivos os recém-chegados imortais. Mas o que começou como um avanço médico com propósito humanitário se transforma, aos poucos, em uma engrenagem de exploração global.

Uma nova elite se fortalece. São os Aprimorados, descendentes dos primeiros imortais e indivíduos que agora dominam as técnicas científicas que antes os mantinham ocultos. Com influência política e econômica, eles moldam leis em benefício próprio e introduzem um sistema que coloca vidas humanas como recursos de mercado.

Nesse contexto ganham força as chamadas Fazendas de Sangue, instalações que prometem emprego e estabilidade, mas funcionam como centros de coleta permanente. O trabalho humano é reduzido a matéria-prima, e famílias inteiras passam a depender da venda regular de sangue para sobreviver. A desigualdade se intensifica, expondo um futuro distópico que parece distante apenas à primeira vista.

A narrativa se desloca também para o Brasil, onde o Congresso Nacional se prepara para votar uma série de propostas que espelham políticas adotadas no Canadá. Entre elas, uma lei que obrigaria cidadãos não aprimorados a doar ou vender uma cota mensal de sangue e outra que regulamentaria as Fazendas de Sangue em território brasileiro. O país torna-se palco de tensões políticas, protestos e confrontos, com a população dividida entre o medo e a promessa de progresso.

Diante desse cenário, Lucas se une a personagens que formam o núcleo de resistência. Ana, médica premiada com o Nobel, foi a mente original por trás do Projeto Renascer e agora luta para evitar que sua pesquisa seja distorcida. João, hacker habilidoso, se dedica a expor documentos sigilosos que revelam a extensão da manipulação estatal. Mariana carrega cicatrizes físicas e emocionais que ilustram o impacto humano da ascensão dos imortais. Juntos, eles tentam conter uma transformação social que ameaça ultrapassar um ponto irreversível.

O grande mérito de “Ascensão Imortal” está no equilíbrio entre ficção científica e reflexão contemporânea. Sebastian Dumon constrói uma distopia que dialoga com debates reais sobre biotecnologia, desigualdade social e a mercantilização do corpo humano. A ciência, no livro, avança rapidamente, mas a ética vacila, e a tecnologia que deveria salvar vidas se torna ferramenta de controle.

O autor explica que buscou uma abordagem menos fantasiosa e mais plausível da imortalidade. Segundo ele, embora o tema seja recorrente na literatura, o desafio foi criar uma versão ancorada em possibilidades científicas e em tensões políticas que já moldam o presente. Dumon afirma que a saga funciona como um convite à reflexão: se houvesse uma cura para todas as enfermidades, quanto a sociedade estaria disposta a ceder em troca dela?

Com ritmo intenso, personagens bem construídos e uma atmosfera que mistura realismo e urgência, “Ascensão Imortal” reforça a relevância da ficção científica como espelho das fragilidades humanas. O livro amplia o universo da trilogia e deixa uma pergunta perturbadora: em um mundo onde viver para sempre se torna possível, quem decide quem merece esse privilégio?

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