Dica no Viki | “Assassinos de Corações” entrega romance perigoso e segredos em série envolvente

0

Imagina só: você recebe uma missão secreta, precisa se infiltrar em uma hamburgueria suspeita, e quem aparece por trás do balcão é justamente aquele alguém com quem você teve uma noite inesquecível. Não dá pra dizer que a vida de Kant é monótona.

Essa é a premissa eletrizante — e deliciosamente caótica — de “Assassinos de Corações”, nova série tailandesa disponível no Viki que mistura romance, suspense e muitas reviravoltas. Mas mais do que uma história de investigação, essa produção mergulha fundo em emoções cruas, desejos não resolvidos e dilemas que fazem qualquer coração bater mais forte… ou se perder completamente.

Entre tatuagens, hambúrgueres e segredos

Kant (interpretado pelo carismático First Kanaphan Puitrakul) é tatuador e vive uma rotina aparentemente tranquila — até receber um pedido nada comum: ajudar a polícia se infiltrando em uma hamburgueria administrada por dois irmãos suspeitos de envolvimento em crimes graves.

Só que a missão toma um rumo totalmente inesperado quando Kant descobre que Bison (Khaotung Thanawat Ratanakitpaisan), o irmão mais novo e igualmente enigmático, é alguém que ele conhece muito bem. Uma noite do passado, cheia de química e promessas não ditas, agora volta à tona no pior (ou melhor?) momento possível.

Na tentativa de arrancar informações, Kant decide usar o charme e seduzir Bison, mas tudo se complica com a presença constante de Fadel (Joong Archen Aydin), o irmão mais velho e super protetor, que parece disposto a tudo para manter Bison longe de qualquer ameaça — inclusive Kant.

Amor e tensão no ar (e na chapa)

É aí que entra em cena Style (Dunk Natachai Boonprasert), o melhor amigo de Kant. Ele não só tem o dom de mexer com motores, como também com o coração de Fadel — com quem tem um passado cheio de faíscas mal resolvidas. A ideia? Usar Style para distrair Fadel. Mas o plano, claro, não sai tão simples quanto parece.

A cada episódio, alianças se formam e se desfazem, sentimentos se confundem e o perigo se aproxima. O que parecia só mais uma missão, se transforma em um tabuleiro emocional onde ninguém joga limpo — e onde o coração pode ser a peça mais frágil de todas.

Mais do que BL: é sobre dilemas reais em um mundo fora do comum

Assassinos de Corações entrega muito mais do que os fãs de BL (boys love) estão acostumados. Sim, tem química, olhares intensos, tensão sexual e momentos de cortar a respiração — mas também tem profundidade emocional, temas delicados, e personagens que estão longe de serem estereótipos.

Eles amam, erram, protegem, se arrependem. São irmãos, amigos, amantes e suspeitos ao mesmo tempo. O passado de cada um pesa, e o futuro parece sempre por um fio. A série te faz rir num episódio e chorar no outro — tudo com uma direção refinada de Jojo Tichakorn Phukhaotong, que sabe exatamente quando acelerar e quando deixar o silêncio falar por si.

Elenco que entrega alma, suor e intensidade

A escolha do elenco é um verdadeiro presente para quem acompanha a nova geração do BL tailandês. First Kanaphan Puitrakul (de The Shipper e Not Me) interpreta Kant com sensibilidade e entrega emocional genuína, equilibrando carisma com vulnerabilidade. Ao seu lado, Khaotung Thanawat Ratanakitpaisan (conhecido por The Eclipse e Moonlight Chicken) dá vida a Bison, um personagem enigmático e intenso, com um passado cheio de camadas.

Joong Archen Aydin (de Star and Sky: Sky in Your Heart e Hidden Agenda) assume o papel de Fadel, o irmão mais velho, com uma presença marcante e protetora, trazendo força e emoção à trama. Já Dunk Natachai Boonprasert (visto em Vice Versa e Our Skyy 2) interpreta Style com charme, leveza e um toque de rebeldia, equilibrando tensão e humor nos momentos certos.

Completam o elenco Pepper Phanuroj Chalermkijporntavee (de Bad Buddy) e JJ Chayakorn Jutamas (de The Warp Effect), que contribuem com nuances e ritmo à história. A direção é assinada por Jojo Tichakorn Phukhaotong (responsável por obras como 3 Will Be Free e Friend Zone), conhecido por sua capacidade de combinar estética arrojada com profundidade emocional.

Todos sob a batuta criativa de Jojo Tichakorn, que já tem no currículo outras joias do gênero e prova mais uma vez que sabe conduzir tramas ousadas com sensibilidade e identidade visual marcante.

Vale a pena assistir?

Sim — e não só pela estética caprichada ou pelos atores que já são queridinhos da fanbase BL. Assassinos de Corações vale pela narrativa provocante, pela forma como brinca com temas como desejo, lealdade, culpa e redenção. Vale pela coragem de explorar os sentimentos masculinos com delicadeza e intensidade. E, claro, pelo combo irresistível de suspense e romance.

Onde assistir?

📺 Assassinos de Corações
📍 Disponível no Viki

Uma Boa Notícia | Documentário brasileiro sobre Cuidados Paliativos chega gratuitamente ao Globoplay

0

Em meio a uma rotina médica tantas vezes marcada por diagnósticos difíceis e decisões complexas, surge uma narrativa diferente — feita de escuta, acolhimento e presença. O documentário brasileiro Uma Boa Notícia – o conforto sob a tempestade acaba de chegar ao catálogo do Globoplay, oferecendo ao público uma rara e tocante imersão no universo dos Cuidados Paliativos no Brasil.

Fruto de uma colaboração entre o A.C.Camargo Cancer Center, o Instituto Ana Michelle Soares e o canal Futura, o filme é o primeiro sobre o tema a ser disponibilizado de forma gratuita na plataforma de streaming da Globo. Mais do que um conteúdo informativo, a produção se propõe a provocar reflexão — e, acima de tudo, humanidade.

Quando o cuidado é mais que tratamento

Durante seus pouco mais de 50 minutos, o documentário acompanha profissionais da saúde, pacientes e familiares que convivem diariamente com o câncer e com outras doenças graves. Mas engana-se quem espera uma narrativa centrada na dor ou na despedida. O que “Uma Boa Notícia” mostra é justamente o contrário: o poder do cuidado ativo, sensível e contínuo, que busca aliviar sofrimentos e valorizar o tempo de vida com dignidade e escuta atenta.

No centro do filme está a rotina dos profissionais do A.C.Camargo Cancer Center, referência nacional em oncologia, e um dos primeiros no país a adotar a abordagem dos Cuidados Paliativos de forma integrada ao tratamento desde o início da jornada do paciente.

“Cuidados Paliativos não são o fim”

A frase escolhida como slogan do filme – “Cuidados Paliativos não são o fim, são apenas o começo” – resume bem a proposta da obra. Muito além do estigma da terminalidade, o documentário reforça que esse tipo de cuidado não significa desistência, mas sim uma virada de chave no modo como a medicina e a sociedade enxergam o sofrimento humano.

A abordagem paliativista se concentra em aliviar sintomas físicos, dores emocionais, angústias existenciais e até questões sociais que afetam o bem-estar do paciente e de quem está ao seu lado. Trata-se de uma prática que reconhece a pessoa em sua integralidade — e não apenas a doença que a acomete.

Histórias que tocam, vidas que inspiram

Com um olhar sensível e respeitoso, a produção se aproxima de histórias reais de pacientes que enfrentam o câncer com coragem, vulnerabilidade e, muitas vezes, bom humor. Através de depoimentos comoventes e momentos de acolhimento, o documentário revela que o cuidado paliativo também pode ser sinônimo de esperança, mesmo em cenários complexos.

Ao lado desses relatos, o público também conhece o dia a dia de médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas e assistentes sociais que atuam como pontes entre o sofrimento e o alívio possível. Profissionais que, mesmo diante de situações difíceis, oferecem conforto — físico, emocional e até espiritual.

Da ideia ao streaming: uma construção coletiva

Dirigido por Flávio Vieira, que também assina o roteiro ao lado de Tom Almeida e da jornalista Juliana Dantas, o projeto nasceu da vontade de ampliar o debate público sobre um tema ainda cercado de tabus. Com o apoio do canal Futura e o envolvimento direto do Instituto Ana Michelle Soares — criado em homenagem à médica paliativista que se tornou símbolo da humanização no cuidado —, o documentário ganha força não só como conteúdo audiovisual, mas como ferramenta de conscientização.

Segundo os realizadores, a ideia foi mostrar que, mesmo em contextos adversos, é possível construir uma jornada de cuidado marcada por sentido, presença e autonomia.

Acesso gratuito e necessário

O documentário já está disponível gratuitamente para todos os assinantes do Globoplay, incluindo no plano aberto com login. É uma oportunidade rara de conhecer uma parte fundamental da medicina que, muitas vezes, permanece invisível para o grande público.

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho ganha edição em quadrinhos pela Editora Seguinte em 2026 e renova o alcance de sua história marcante

0

Poucas histórias brasileiras conseguiram atravessar o tempo com tanta delicadeza quanto Hoje Eu Quero Voltar Sozinho. O longa, lançado em 2014, marcou jovens e adultos com sua abordagem sensível sobre amadurecimento, amizade, amor e descoberta da própria identidade. Agora, mais de uma década depois, a narrativa renasce em um novo formato: uma versão em quadrinhos que será publicada pela Editora Seguinte em maio de 2026. A adaptação reúne o diretor e roteirista Daniel Ribeiro, autor do texto original, e o ilustrador Bruno Freire, que assume a missão de traduzir para imagens uma história que vive até hoje no imaginário de milhares de fãs.

A notícia do lançamento mexeu com a memória afetiva de muita gente que viu o filme ainda adolescente e hoje, mais velha, reconhece o quanto a obra ajudou a abrir portas para conversas sobre diversidade, acessibilidade e afetos juvenis. Há algo profundamente simbólico no fato de a história retornar pelas mãos de seu próprio criador: é como se Daniel Ribeiro revisitasse uma parte importante de sua trajetória artística e emocional, agora com o desafio de recriar Leo, Gabriel e Giovana para uma nova geração.

O reencontro com Leo, um personagem que nunca deixou de existir no coração do público

Uma das razões pelas quais Hoje Eu Quero Voltar Sozinho se tornou tão especial está na humanidade de Leo. Ele é um adolescente cego que deseja as mesmas coisas que qualquer jovem: autonomia, liberdade, pequenas aventuras e, claro, a chance de viver o primeiro amor. Mas a grande força da narrativa sempre foi o fato de que Leo não é definido por sua deficiência. Ele é curioso, às vezes inseguro, um pouco tímido, teimoso e cheio de sonhos. Seu mundo é feito de sensações, sons, amizades verdadeiras e medos comuns a qualquer pessoa que está tentando encontrar seu lugar no mundo.

Na versão em quadrinhos, essa sensibilidade ganha contornos novos. Bruno Freire ilustra a história com um olhar que não tenta substituir o cinema, mas sim expandi-lo. As páginas prometem mostrar o cotidiano de Leo com delicadeza, priorizando o gestual dos personagens, a atmosfera das ruas, a forma como a luz atravessa os momentos e a textura emocional de cada cena. Há algo de profundamente íntimo no ritmo dos quadrinhos: o leitor percorre cada quadro no seu tempo, guarda detalhes, revisita páginas e vive pequenas pausas que ampliam o significado da narrativa.

Uma história que continua necessária, dez anos depois

O filme de Daniel Ribeiro foi um marco, não apenas para o cinema brasileiro, mas para a representação LGBTQIA+ na juventude. Na época, poucas produções tratavam o amor entre dois garotos com tanta autenticidade, sem espetacularizar o conflito nem transformar o romance em uma tragédia. Hoje Eu Quero Voltar Sozinho fala sobre amor com inocência, poesia e verdade — e esse tipo de representação sempre foi escassa.

A decisão de trazer a obra para o universo dos quadrinhos reforça a importância de continuidade dessa discussão. Em um mercado editorial que tem aberto cada vez mais espaço para histórias com protagonistas diversos, a HQ chega como um gesto de carinho e também como um convite: é hora de relembrar o que nos tocou lá atrás, mas também é tempo de apresentar a história a quem não viveu aquele lançamento em 2014.

Em um período em que redes sociais moldam comportamentos, em que jovens convivem com medos e expectativas diferentes das gerações anteriores, a história de Leo, Gabriel e Giovana permanece atual. Ela fala sobre coragem de se descobrir, sobre o medo de não ser aceito e sobre o valor de ser visto por quem realmente importa — e isso é universal.

A força dos quadrinhos na reinvenção da narrativa

Transformar um filme tão sensorial em quadrinhos é um desafio artístico e emocional. Mas é exatamente aqui que a união entre Daniel Ribeiro e Bruno Freire se torna especial. O diretor conhece intimamente cada detalhe da história, enquanto o ilustrador acrescenta um olhar contemporâneo, mais próximo da linguagem visual consumida pelos jovens de hoje.

Os primeiros materiais divulgados mostram um trabalho cuidadoso, com personagens expressivos, paleta acolhedora e cenas que misturam simplicidade e profundidade. A HQ não pretende apenas adaptar, mas ressignificar. Como se Leo, dessa vez, estivesse contando sua história com outras palavras, outros gestos, outras cores — mas com o mesmo coração.

O formato permite ainda brincar com a subjetividade. Passagens que no filme são rápidas, como toques, silêncios e risadas contidas, podem ganhar páginas inteiras. A relação entre Leo e Gabriel pode ser vista com mais calma, mais detalhes, mais intimidade. A amizade com Giovana também encontra mais espaço para revelar nuances que talvez no longa tenham ficado apenas sugeridas.

Há, portanto, uma chance real de esta HQ ampliar o que o filme começou.

Uma sinopse que toca fundo sem precisar exagerar

A nova edição acompanha as férias de Leo, que parecem iguais a todas as outras: ele divide o tempo entre a piscina da vizinhança e conversas com Giovana, que vive acreditando que algo grandioso vai acontecer a qualquer momento. Leo, por sua vez, sonha com a ideia de fazer um intercâmbio, mas duvida que seja possível viajar sozinho, considerando o excesso de proteção da mãe e as dificuldades que enfrenta para conquistar autonomia.

A volta às aulas traz antigos problemas — o bullying dos colegas, o incômodo de ser visto apenas como “o menino cego”, a pressão da família — mas também traz Gabriel, o novo aluno, dono de um sorriso tranquilo e de uma curiosidade sincera. A aproximação entre os dois surge de forma espontânea. São conversas no caminho da escola, tardes compartilhadas e pequenas revelações que fazem Leo perceber um sentimento que nunca tinha experimentado antes.

É nesse percurso que a história encontra seu tom mais doce: a sensação de descobrir o mundo através do afeto, de ser reconhecido para além das expectativas e limitações que os outros projetam.

O legado do filme

Embora Hoje Eu Quero Voltar Sozinho tenha conquistado diversos prêmios internacionais, incluindo o FIPRESCI no Festival de Berlim, e tenha sido o escolhido para representar o Brasil na corrida pelo Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, seu impacto vai além dos troféus. O que realmente permaneceu foi o carinho do público, os relatos de jovens que se viram pela primeira vez numa narrativa assim, o afeto que a obra despertou em pessoas que precisavam daquela história para entender a si mesmas.

O filme ocupou um espaço que até então estava vazio. E por isso ele não parou no tempo: circula em escolas, clubes de leitura, cineclubes universitários, grupos LGBTQIA+, salas de aula e até hoje é recomendado como referência nas discussões sobre inclusão.

A chegada da HQ reforça essa permanência.

Jurassic World: Recomeço domina as bilheterias no feriado de 4 de julho

0

Nem super-heróis, nem animações fofinhas. Neste 4 de julho, o que realmente explodiu nas bilheteiras americanas foram rugidos, garras afiadas e a adrenalina de uma nova corrida jurássica. Aproveitando o feriado prolongado e a saudade do público por blockbusters grandiosos, a nova produção ambientada no universo dos dinossauros está dominando os cinemas com força total — e já caminha para bater recordes expressivos em sua estreia.

De acordo com projeções divulgadas pelo Deadline, a arrecadação doméstica pode ultrapassar US$ 85,4 milhões até o fim de semana, com potencial de crescimento para US$ 141,2 milhões considerando o feriado completo. É um desempenho que não só impressiona, como recoloca o gênero de ação/aventura no centro das atenções em um mercado cada vez mais competitivo e volátil.

🎆 A melhor sexta-feira de feriado desde a pandemia

Se os dados se confirmarem, a estreia já garantiu um lugar de destaque na história recente do cinema americano. O longa registrou US$ 26,3 milhões apenas na sexta-feira — o maior faturamento para esse dia no feriado de 4 de julho desde o início da pandemia. Para efeito de comparação, o recorde anterior era de Meu Malvado Favorito 4, que, em 2023, abriu com US$ 20,3 milhões no mesmo período.

Esses números sinalizam mais do que sucesso comercial: mostram que o público está, novamente, disposto a lotar as salas de cinema por uma experiência visual grandiosa, com som alto, tela gigante e aquela tensão que só um tiranossauro à solta consegue provocar.

🌍 E o mundo inteiro está embarcando nessa aventura

Não é só nos Estados Unidos que a terra está tremendo sob os passos de criaturas extintas. No circuito internacional, as expectativas também são altas: o longa deve fechar o domingo com US$ 312,5 milhões acumulados globalmente. Isso representa uma performance superior à de Reino Ameaçado (2018), que na época abriu com US$ 298,9 milhões — o que reforça que o apelo da franquia continua vivo e em plena forma, mesmo sete filmes depois.

🧬 Novos rumos, velhos perigos e uma fórmula que ainda funciona

O que mantém esse universo relevante, mesmo décadas após a estreia do primeiro filme em 1993, é sua capacidade de se reinventar. A nova fase aposta em personagens inéditos, tecnologia de ponta e tramas que conectam ciência, catástrofe e sobrevivência, sem perder o toque de nostalgia que cativa fãs antigos. Não é apenas sobre dinossauros — é sobre o conflito constante entre o homem e os limites éticos da ciência, entre controle e caos.

Além do espetáculo visual, há também um componente emocional: famílias vão ao cinema para se assustar, se encantar e, de certa forma, reviver a sensação de estar vendo algo realmente grande. É esse sentimento de “evento cinematográfico” que mantém a chama acesa — e o caixa registradora cheia.

The Mastermind de Kelly Reichardt chega com exclusividade à MUBI em dezembro

0
Foto: Reprodução/ Internet

A cineasta norte-americana Kelly Reichardt, aclamada por trabalhos como First Cow e Showing Up, retorna com um novo projeto disponível com exclusividade na MUBI a partir de 12 de dezembro de 2025. Intitulado The Mastermind, o filme transporta o público para um subúrbio pacato de Massachusetts nos anos 1970, onde acompanha o audacioso plano de um ladrão de arte amador, explorando de forma delicada o desejo, a ambição e as falhas humanas por trás de uma fachada de perfeição.

A trama gira em torno de J.B. Mooney, um pai de família desempregado que decide realizar seu primeiro grande assalto. Com o museu meticulosamente estudado e uma equipe de cúmplices recrutada, Mooney acredita controlar todos os detalhes. No entanto, Reichardt constrói a narrativa com sutileza, revelando como pequenos imprevistos e decisões equivocadas podem transformar um plano aparentemente perfeito em uma complexa teia de erros e desilusões. O filme, assim, se torna mais do que um suspense sobre crime: é um retrato sensível do desencanto e das ilusões de uma época marcada por mudanças sociais e culturais.

O elenco reúne talentos consagrados do cinema internacional, incluindo Josh O’Connor (Rivais, La Chimera), Alana Haim (Licorice Pizza), John Magaro (Vidas Passadas, First Cow), Gaby Hoffmann (Transparent, Girls), Bill Camp (12 Anos de Escravidão, Coringa) e Hope Davis (Anti-herói Americano, Synecdoche, New York). A produção estreou na competição oficial do Festival de Cannes 2025, rendendo a Reichardt uma indicação ao Melhor Direção, enquanto O’Connor foi indicado ao prêmio de Melhor Atuação Protagonista no Gotham Awards.

Paralelamente ao lançamento do filme, a MUBI anunciou a publicação do livro The Mastermind – MUBI Editions, previsto para 17 de fevereiro de 2026, com pré-venda já disponível em MUBIeditions.com. O lançamento chega em formato de box set exclusivo, composto por quatro livretos que documentam o processo criativo de Reichardt. Entre fotografias inéditas, reflexões pessoais e fragmentos de bastidores, o livro oferece um olhar privilegiado sobre a atenção aos detalhes e o cuidado artesanal que marcaram a produção do longa.

Dentre os destaques do livro estão um ensaio crítico de Lucy Sante, uma análise sobre o artista Arthur Dove, assinada por Alec MacKaye, da Phillips Collection, além de fotografias exclusivas do set e reproduções das obras de Dove, que inspiraram o design de época do filme. O conjunto permite aos leitores mergulhar não apenas na narrativa da obra, mas também na construção estética e na visão artística da diretora.

The Mastermind também inaugura a série Lights! da MUBI Editions, dedicada a celebrar os lançamentos da plataforma e homenagear cineastas de destaque. A iniciativa sucede a série Projections, lançada em 2025 com o livro Read Frame Type Film, reforçando o compromisso da MUBI em aproximar cinema e literatura em projetos de colecionador.

Com este novo lançamento, Kelly reafirma sua capacidade de transformar histórias aparentemente simples em retratos densos e detalhados da experiência humana, combinando narrativa, estética e personagens memoráveis. A chegada de The Mastermind à MUBI não apenas amplia o alcance do cinema autoral, mas também oferece aos espectadores e leitores uma oportunidade única de vivenciar o processo criativo de forma profunda e imersiva, consolidando mais uma vez o legado da diretora como uma das vozes mais sensíveis e precisas do cinema contemporâneo.

Spy × Family | Novo trailer mostra Anya em perigo no episódio que estreia em 8 de novembro

0
Foto: Reprodução/ Internet

A terceira temporada de Spy × Family chegou em 4 de outubro de 2025, e os fãs da família mais inusitada do mundo do anime não poderiam estar mais animados. Desde a estreia, Loid, Yor e Anya têm vivido novas situações, misturando suspense, comédia e drama familiar. Mas, no próximo episódio, será Anya quem roubará a cena. As informações são do Omelete.

O trailer lançado em 1º de novembro mostra a pequena Forger e seus colegas da Academia Eden a bordo de um ônibus que será sequestrado. Durante a trama, um misterioso acessório é colocado em Anya, aumentando a tensão e deixando os espectadores curiosos sobre como ela e seus amigos escaparão dessa situação. O episódio vai ao ar no dia 8 de novembro, prometendo emoções e momentos de pura adrenalina. Abaixo, confira o vídeo:

A trama é uma série de mangá criada por Tatsuya Endo que mistura espionagem, humor e drama familiar de maneira única. A história acompanha Loid Forger, também conhecido como espião Twilight, que precisa criar a imagem de uma família perfeita para cumprir uma missão secreta em um mundo dividido entre os países rivais Westalis e Ostania.

Para isso, Loid adota Anya, uma órfã com habilidades telepáticas, e se casa com Yor Briar, uma funcionária da prefeitura que, na verdade, é uma assassina profissional. Nenhum dos três sabe os segredos uns dos outros — exceto Anya, que lê a mente de seus pais. A rotina da família é uma mistura constante de aventuras, situações cômicas e momentos de ternura, tornando a série cativante tanto para quem gosta de ação quanto para quem prefere o lado mais emocional da narrativa.

Além disso, a família Forger conta com Bond, um cão com habilidades precognitivas, que acompanha Anya e acrescenta mais humor e surpresas à história. Essa mistura de espionagem, drama familiar e elementos sobrenaturais é um dos fatores que torna Spy × Family um fenômeno mundial.

O mangá é publicado quinzenalmente no aplicativo Shōnen Jump+, da Shueisha, desde março de 2019, e já possui 16 volumes compilados até outubro de 2025. A série conquistou fãs pelo mundo, com mais de 38 milhões de cópias em circulação até dezembro de 2024, consolidando-se como um dos mangás mais populares da década. No Brasil, a série é licenciada pela Panini Comics, e na América do Norte, pela Viz Media.

O sucesso do mangá impulsionou a adaptação para anime, produzida pelos estúdios Wit Studio e CloverWorks. A primeira temporada foi exibida entre abril e dezembro de 2022, seguida por uma segunda temporada de outubro a dezembro de 2023. A terceira temporada, lançada em outubro de 2025, mantém a qualidade de animação e a narrativa envolvente, atraindo tanto fãs antigos quanto novos espectadores.

O grande charme de Spy × Family está na mistura perfeita de gêneros. É um anime que consegue equilibrar ação, comédia e drama familiar, fazendo o público rir, torcer e se emocionar em questão de minutos. A personagem Anya Forger se tornou um verdadeiro ícone da série: sua inocência, inteligência e coragem conquistaram fãs de todas as idades.

A trama também explora temas universais, como amor, confiança e responsabilidade, de forma leve e acessível. Cada episódio é repleto de situações que desafiam a família a se manter unida, mesmo diante de segredos e perigos. Essa combinação de suspense, emoção e humor é o que mantém Spy × Family no topo do interesse do público.

Yellow Cake divulga cartaz oficial e se prepara para estreia mundial no Festival de Roterdã, levando a ficção científica brasileira para o cenário internacional

0

O cinema brasileiro se prepara para mais um momento de destaque internacional com a divulgação do cartaz oficial de “Yellow Cake”, longa de ficção científica dirigido por Tiago Melo (“Azougue Nazaré”) e estrelado por Rejane Faria (“Marte Um”), Tânia Maria (“O Agente Secreto”) e Valmir do Côco (“Azougue Nazaré”). O filme será exibido pela primeira vez mundialmente na mostra Tiger Competition do Festival de Roterdã, no dia 2 de fevereiro, consolidando o Brasil como protagonista em um gênero pouco explorado no país.

A trama se passa em Picuí, na Paraíba, uma cidade marcada por garimpos e pela presença de minerais raros como tântalo, nióbio e urânio. É neste cenário que Rúbia Ribeiro, interpretada por Rejane Faria, atua como uma cientista nuclear envolvida em um projeto secreto para erradicar o Aedes aegypti utilizando urânio da região. A história mistura elementos fantásticos e de ficção científica com problemas sociais e ambientais locais, oferecendo ao público uma experiência única, que une suspense, imaginação e crítica social.

O cartaz, recentemente divulgado, reflete essa atmosfera, combinando o universo árido e quase místico de Picuí com elementos visuais ligados à ciência e à experimentação, preparando o público para uma narrativa que oscila entre realidade e fantasia. O festival terá sessões com Q&A com o diretor Tiago Melo e a protagonista Rejane Faria nos dias 2 e 4 de fevereiro, proporcionando ao público a oportunidade de conhecer os bastidores da produção e os desafios de transformar o sertão brasileiro em um cenário de ficção científica.

Tiago Melo retorna ao Festival de Roterdã com esta produção após o sucesso de “Azougue Nazaré”, que lhe rendeu o prêmio Bright Future em 2018. “É muito especial voltar a Roterdã, agora na Tiger Competition, um espaço que celebra cinema experimental e talentos emergentes. Acreditamos que Yellow Cake se conecta perfeitamente com esse tipo de público, pois mistura o fantástico com questões muito reais do Brasil”, afirma o cineasta.

Produzido por Lucinda Filmes, Urânio Filmes e Jaraguá Produções, em coprodução com Cinemascópio e Olhar Filmes, o longa recebeu apoio de importantes instituições, como o Fundo Setorial do Audiovisual, Funcultura, Sic Recife, Lei Paulo Gustavo e Projeto Paradiso. A distribuição nacional será feita pela Olhar Filmes, reforçando a aposta brasileira no mercado de festivais e no cinema autoral de gênero.

O elenco traz ainda Tânia Maria e Valmir do Côco, que adicionam camadas de humor, humanidade e tensão à narrativa, equilibrando a seriedade do projeto com momentos de leveza e identificação com o público. Combinando ficção científica, crítica social e narrativa fantástica, Yellow Cake se destaca por explorar elementos culturais, ambientais e científicos de forma inovadora e autoral, reforçando o potencial do cinema brasileiro no cenário internacional.

Um Amor Mais que Perfeito | Maria Fernanda Leite conta a história de uma jovem princesa em busca de si mesma

0
Foto: Reprodução/ Internet

Nem sempre a vida é como imaginamos — especialmente quando se carrega o peso de um legado e a responsabilidade de um reino. É nesse contexto que a escritora Maria Fernanda Leite apresenta sua nova obra, Um amor mais que perfeito, um romance cristão que fala sobre os desafios da juventude, o processo de amadurecimento e as decisões que moldam nosso destino.

A protagonista da história é Leticia, uma jovem princesa que vive no luxuoso castelo de Alandy. Ela é a futura rainha do reino e enfrenta uma rotina pesada de estudos para estar à altura das expectativas que recaem sobre seus ombros. Tudo parecia estar seguindo um caminho perfeito — até que a morte súbita da mãe a coloca diante de um vazio imenso.

O impacto da perda e a busca por sentido

A morte da mãe de Leticia não é apenas um acontecimento triste; é um divisor de águas na vida da jovem. A dor do luto faz com que ela se questione quem é e onde quer chegar, principalmente porque toda a sua existência até então fora guiada por obrigações e decisões alheias à sua vontade. Com o pai assumindo um papel rígido e autoritário, Leticia se sente presa entre o amor familiar e as expectativas do reino. É neste cenário que a busca por sua própria identidade começa, uma caminhada nem sempre fácil, cheia de dúvidas e confrontos internos.

Entre o dever e o amor: um casamento arranjado

A pressão aumenta quando o rei anuncia que Leticia será prometida em casamento ao príncipe Peter, herdeiro da coroa do Canadá, numa tentativa de fortalecer alianças políticas entre os dois países. A notícia não agrada Leticia, que vê nesse acordo uma ameaça à sua liberdade. Peter, por sua vez, chega ao castelo com uma postura que inicialmente irrita a princesa. Ele é visto como arrogante e mimado, e os dois acabam travando uma relação marcada por desentendimentos e resistência.

Corações em conflito: o surgimento de um novo amor

Mas o destino reserva surpresas. A entrada de um músico na vida de Leticia mexe com seus sentimentos e traz uma nova perspectiva sobre o que é o amor de verdade. Diferente do compromisso imposto, esse relacionamento surge de forma espontânea, despertando nela emoções genuínas e a esperança de um futuro diferente. A narrativa acompanha essa luta interna, onde a princesa precisa decidir entre seguir o caminho esperado ou ouvir o que seu coração realmente deseja.

Uma história para os jovens que buscam seu lugar no mundo

Mais do que um romance, o filme é uma reflexão sobre os dilemas enfrentados por muitos jovens — a dificuldade de encontrar autonomia, o peso das expectativas familiares e sociais, e a coragem necessária para fazer escolhas que desafiem o status quo. Maria Fernanda escreve com sensibilidade e realismo, mostrando que mesmo aqueles que parecem ter uma vida perfeita também enfrentam conflitos profundos e precisam aprender a lidar com suas emoções.

Um convite à fé e à esperança

No meio das provações, o livro traz uma mensagem de fé e esperança. Para leitores cristãos e para todos que valorizam histórias de superação, a obra oferece um olhar inspirador sobre como a fé pode ser um apoio fundamental para atravessar momentos difíceis e encontrar um propósito renovado.

Mariana Lewis vive fase decisiva da carreira com formatura histórica na Guildhall, estreia em “The Hunger Games On Stage” e indicação no British Web Awards

0
Foto: Reprodução/ Internet

A atriz brasileira Mariana Lewis atravessa um momento raro na trajetória de jovens talentos que se lançam ao cenário internacional: tudo acontece ao mesmo tempo, e cada conquista parece ampliar o alcance da próxima. Recém-formada pela Guildhall School of Music & Drama, em Londres, Mariana celebra não apenas o fim de um ciclo intenso de estudos, mas a consolidação de um caminho que a levou a estrear na primeira adaptação teatral de Jogos Vorazes e a ser indicada ao British Web Awards 2025 como Melhor Atriz Coadjuvante pela série Queen Lear.

A trajetória até aqui é resultado de anos de dedicação e de um gesto que já carrega significado histórico: Mariana foi a primeira brasileira a ingressar na Guildhall, uma instituição que há décadas ocupa o topo do ensino de artes dramáticas no Reino Unido. A escola moldou carreiras de nomes consagrados do teatro e do cinema britânico, e agora também acolheu a presença de uma jovem artista que chegou trazendo sotaque, referências brasileiras e a certeza de que a diversidade enriquece qualquer cena.

Mariana descreve a formação como um processo profundo, moldado por rigor técnico, investigação artística e encontros que transformaram seu modo de criar. Mais do que o diploma, ela destaca as descobertas internas que surgiram durante a jornada: a compreensão do próprio corpo em cena, a lapidação da voz como instrumento expressivo e a coragem de experimentar linguagens que antes pareciam distantes. A experiência, segundo ela, foi tão desafiadora quanto libertadora, e trouxe a confirmação de que artistas brasileiros podem ocupar espaços de excelência no exterior sem abrir mão de suas identidades.

Paralelamente à formatura, a atriz vive outro marco: sua estreia como Glimmer na primeira produção teatral inspirada na saga The Hunger Games. A personagem, conhecida dos livros e do cinema como uma competidora do Distrito 1, ganha no palco uma nova dimensão. Mariana entrega uma versão mais densa, forte e estratégica da tributo, construindo fisicalidade, presença e intensidade dramática que dialogam com a grandiosidade do universo distópico criado por Suzanne Collins. Para ela, interpretar Glimmer é uma oportunidade de ressignificar uma figura icônica e mostrar ao público uma camada que vai além da imagem superficial atribuída à personagem.

Enquanto brilha nos palcos, a atriz também colhe frutos no audiovisual digital. Sua indicação ao British Web Awards 2025 como Melhor Atriz Coadjuvante por Queen Lear reforça a pluralidade de sua atuação e a capacidade de transitar entre diferentes formatos. A premiação, uma das mais relevantes do circuito de webséries do Reino Unido, reconhece produções de diversos países e destaca o trabalho de artistas que exploram novas narrativas. A série do Canal Demais, que revisita temas shakespearianos a partir de uma estética contemporânea, aparece ainda em outras categorias, incluindo Melhor Drama, Melhor Adaptação, Melhores Efeitos Visuais, Melhor Edição, Melhor Atriz para Claudia Alencar e Melhor Pôster. Atualmente, Queen Lear ocupa o quarto lugar na Copa do Mundo das Webséries, consolidando sua força internacional.

Em meio a tantas conquistas, Mariana reflete sobre o momento com maturidade e gratidão. Ela reconhece que viver a formatura, a estreia e uma indicação internacional simultaneamente cria uma espécie de colagem emocional, onde cada elemento fortalece o outro. A atriz destaca que seu maior propósito continua sendo contar histórias que atravessam fronteiras e conectam pessoas, independentemente do idioma ou do formato.

Crítica – Covil de Ladrões 2 entrega adrenalina pura e foco na tensão dramática

0

A sequência de Covil de Ladrões abandona subtramas familiares já desgastadas para investir em uma narrativa mais objetiva, centrada na tensa relação entre Nick (Gerard Butler) e Donnie (O’Shea Jackson Jr.). A escolha confere dinamismo ao filme, resultando em uma experiência eletrizante que mantém o público atento do início ao fim.

As cenas de assalto continuam sendo o grande trunfo da franquia, com coreografias bem executadas que potencializam a tensão a cada instante. Destaque para uma perseguição de carro intensa e meticulosamente filmada, deixando o público na ponta da cadeira. A direção acerta ao equilibrar sequências frenéticas com momentos de planejamento estratégico, evitando excessos visuais que poderiam comprometer a imersão.

O roteiro, apesar de não reinventar o gênero, adota diálogos incisivos e reviravoltas pontuais, mantendo a narrativa enxuta e eficiente. Essa abordagem minimalista se revela um acerto, já que elimina distrações desnecessárias e intensifica o foco nos confrontos centrais.

O desfecho é outro ponto positivo, surpreendendo ao deixar uma porta aberta para futuras tramas, sugerindo novos conflitos e alianças inesperadas. Embora não alcance o refinamento visual dos grandes blockbusters do gênero, a produção se consolida como um thriller sólido e direto, ideal para os aficionados por ação intensa e tensão bem calibrada.

Covil de Ladrões 2 entrega o que promete: adrenalina pura e cenas memoráveis. Para aqueles que buscam entretenimento direto e envolvente, é uma escolha certeira.

almanaque recomenda