Alita: Anjo de Combate ganha força — e James Cameron já desenvolve o 3º filme da saga futurista

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Foto: Reprodução/ Internet

Durante anos, Alita: Anjo de Combate viveu na fronteira entre sonho dos fãs e incertezas de Hollywood. Agora, porém, a aguardada continuação finalmente começa a tomar forma — e não apenas uma. James Cameron revelou que está trabalhando lado a lado com Robert Rodriguez para entregar pelo menos mais um filme, mas adiantou: o desenvolvimento de um terceiro capítulo já está em andamento.

A revelação veio em entrevista à revista Empire, quando Cameron explicou que ele e Rodriguez fizeram um “pacto de sangue” para continuar a história da ciborgue guerreira, garantindo que o universo criado por Yukito Kishiro não ficará parado no tempo. “Estamos fazendo o máximo possível para viabilizar essa sequência”, disse Cameron, reforçando que a parceria artística entre os dois continua tão intensa quanto na produção original.

Atualmente sob o selo da 20th Century Studios, Anjo de Combate está disponível no Disney+, onde vem conquistando novos espectadores e recuperando a força de sua base de fãs — um dos motivos essenciais para o avanço das sequências.

Uma jornada que levou mais de uma década para acontecer

Lançado em 2019, o segundo filme é baseado no mangá Battle Angel Alita, de Yukito Kishiro. A adaptação foi uma empreitada ambiciosa desde o início: anunciada por James Cameron ainda em 2003, a produção enfrentou adiamentos sucessivos devido ao envolvimento do cineasta em Avatar (2009) e suas numerosas sequências.

Quando finalmente saiu do papel, a direção ficou nas mãos de Robert Rodriguez (Sin City, Pequenos Espiões), enquanto Cameron assumiu funções de produtor e corroteirista — ao lado de Laeta Kalogridis (Shutter Island, Terminator Genisys). O resultado visual, impulsionado por captura de movimento e CGI de última geração, tornou-se um dos marcos do cinema recente no uso de tecnologia para dar vida a personagens híbridos.

No papel de Alita, Rosa Salazar entrega uma performance emocionalmente precisa e fisicamente exigente, enquanto Christoph Waltz, Jennifer Connelly, Mahershala Ali, Ed Skrein, Jackie Earle Haley e Keean Johnson completam o elenco com personagens que fortalecem a complexidade política e emocional da Cidade de Ferro.

As filmagens aconteceram entre outubro de 2016 e fevereiro de 2017, no Troublemaker Studios, em Austin. Após tanta espera, o filme chegou às telas em fevereiro de 2019, arrecadando US$ 405 milhões mundialmente — a maior bilheteria da carreira de Rodriguez. As críticas foram mistas, mas o público abraçou a obra, e o tempo tem trabalhado a favor dela.

O que torna a personagem tão especial

A força de Alita não está apenas na ação eletrizante ou nos visuais impressionantes, mas principalmente na humanidade da protagonista. Apesar de ser uma ciborgue com um cérebro humano intacto, Alita desperta sem memórias e passa a descobrir quem é — e o que significa ser alguém — em um mundo distópico que explora violência, desigualdade e esperança.

Esse equilíbrio entre brutalidade e sensibilidade fez com que a história ganhasse uma legião de fãs apaixonados, que desde 2019 se mobilizam em campanhas como o famoso movimento Alita Army. Foi essa comunidade que manteve viva a discussão sobre as sequências mesmo quando a Disney absorveu a Fox e a franquia parecia perder espaço.

O futuro é promissor

Se antes Alita 3 parecia um sonho distante, hoje a produção avança com confiança. O comprometimento de Cameron e Rodriguez, a força da base de fãs e o desempenho duradouro do filme no streaming pavimentam um retorno que promete ser épico.

Ainda não há data oficial, mas o simples fato de Cameron confirmar o desenvolvimento simultâneo de dois filmes já é suficiente para reacender a chama da esperança: Alita está viva — e pronta para lutar novamente.

Reserva Imovision adiciona “Um Pombo Pousou num Galho refletindo sobre a Existência” e o sci-fi “Você é o Universo” em seu catálogo

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A Reserva Imovision reafirma seu compromisso em apresentar ao público uma curadoria que ultrapassa o entretenimento convencional. Em seu catálogo mais recente, duas produções inéditas ganham destaque por sua singularidade estética e temática: “Um Pombo Pousou num Galho Refletindo Sobre a Existência”, do aclamado cineasta sueco Roy Andersson, e “Você É o Universo”, uma ficção científica contemplativa que revisita a solidão e a esperança em meio à imensidão cósmica.

Roy Andersson e a arte de capturar o extraordinário no cotidiano

Conhecido por sua abordagem única e visualmente distinta, Roy Andersson convida o espectador a mergulhar em uma experiência cinematográfica longe das narrativas tradicionais. Em “Um Pombo Pousou num Galho…”, a rotina banal é transformada em um cenário de profunda reflexão sobre a existência humana.

O filme acompanha Sam e Jonathan, personagens quase arquetípicos, que transitam por uma série de cenas estáticas, onde o tempo parece suspenso. Cada quadro é carregado de ironia e melancolia, temperados por um humor sutil que provoca o espectador a contemplar a fragilidade e o absurdo da condição humana. A narrativa fragmentada se assemelha a uma colagem de momentos — ora trágicos, ora cômicos — que juntos formam uma meditação sobre o desespero e, ao mesmo tempo, a beleza inerente às imperfeições da vida.

Mais do que um filme, é uma obra para ser revisitada e discutida, um convite à contemplação do que muitas vezes passa despercebido em nosso cotidiano apressado.

“Você É o Universo”: uma jornada sensível no silêncio do espaço

Distante dos clichês habituais da ficção científica, “Você É o Universo” apresenta uma trama intimista e visualmente impressionante. Dirigido com sensibilidade, o filme acompanha Andriy Melnyk, um coletor de lixo espacial que vive isolado após uma catástrofe que devastou a Terra.

Quando um chamado inesperado irrompe sua rotina solitária, Andriy embarca em uma missão que transcende o físico e alcança uma dimensão existencial profunda. A vastidão do cosmos torna-se o cenário para explorar temas universais como a conexão humana, a memória e o desejo resiliente de preservar a vida e a esperança diante da iminência do fim.

Indicado ao People’s Choice Award no Festival de Toronto, “Você É o Universo” se destaca por sua narrativa humana e emotiva, rompendo com as convenções do gênero e oferecendo uma experiência que toca a alma, ao mesmo tempo em que expande a visão sobre o que a ficção científica pode representar.

Jogos Vorazes – Amanhecer na Colheita ganha primeiro trailer e inicia a contagem regressiva de um ano para revisitar o brutal Massacre Quaternário

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A contagem regressiva para o próximo grande capítulo de Jogos Vorazes ganhou um novo ritmo nesta quinta-feira, 20 de novembro. A Lionsgate surpreendeu os fãs ao divulgar o primeiro trailer oficial e o pôster de Amanhecer na Colheita, produção que adapta o romance homônimo de Suzanne Collins e aprofunda a mitologia em torno do Massacre Quaternário — os 50º Jogos Vorazes, responsáveis por moldar o destino de Haymitch Abernathy, mentor de Katniss Everdeen e uma das figuras mais complexas e marcantes de Panem.

O lançamento marca oficialmente a contagem regressiva para a estreia do longa, marcada para 20 de novembro de 2026, e devolve aos fãs a sensação familiar de retornar a uma distopia que, mesmo mais de uma década após o fim da trilogia original nos cinemas, segue ecoando discussões sobre poder, trauma e resistência. Mas, desta vez, não se trata apenas de revisitar a história: é sobre aprofundá-la.

Amanhecer na Colheita oferece algo que os leitores dos livros e espectadores sempre imaginaram, mas nunca puderam ver plenamente — a construção e destruição do jovem Haymitch, o herói improvável que sobreviveu à edição mais brutal dos Jogos e, anos depois, se tornaria o mentor relutante, alcoólatra e emocionalmente devastado que todos conhecem. Abaixo, confira o primeiro trailer oficial:

Um retorno necessário a Panem e a um personagem que sempre teve mais a dizer

Quando Suzanne Collins anunciou em 2024 que estava escrevendo um novo romance ambientado em Panem, a notícia tomou as redes sociais como um vendaval. A revelação de que o livro mergulharia na trajetória de Haymitch Abernathy trouxe imediatamente um novo fôlego à franquia. Afinal, o personagem sempre foi uma ferida aberta — um homem quebrado, sarcástico, inteligente e permanentemente violento consigo mesmo, que carregava nos ombros algo maior do que qualquer outro vencedor.

Nos livros originais, seu passado era citado apenas em momentos pontuais, quase como cicatrizes que se deixavam entrever. Sabíamos que Haymitch vencera o Massacre Quaternário, que sua arena fora particularmente cruel e que seu prêmio por desafiar a Capital havia sido… perder tudo. Mas ver isso ganhar forma, cor, cheiro e peso dramático é outra história — e é exatamente esse mergulho que o filme promete.

Ao anunciar a adaptação cinematográfica ainda em 2024, a Lionsgate não apenas confirmou a ambição do projeto como também trouxe de volta Francis Lawrence, diretor de Em Chamas, A Esperança – Parte 1, A Esperança – Parte 2 e A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes. Com ele, retorna também o roteirista Billy Ray, responsável por alguns dos trechos mais politicamente contundentes da franquia. A dupla promete repetir a fórmula que equilibra grandes cenas de ação com uma narrativa humana, dolorosa e crítica.

Um dos elencos mais impressionantes da saga

No centro da história, Joseph Zada enfrenta a difícil tarefa de reinterpretar Haymitch Abernathy de forma inédita, mas coerente com a sombra deixada por Woody Harrelson. Desde as primeiras imagens divulgadas no trailer, fica claro que Zada — visto anteriormente em (inserir produções anteriores aqui, caso queira definir ou criar fictícias) — estudou profundamente o personagem: o olhar inquieto, os momentos de silêncio e a tensão corporal antecipam uma performance carregada de nuances.

Ao lado dele, a presença de Whitney Peak (“Hocus Pocus 2”, “Gossip Girl”) e Mckenna Grace (“A Maldição da Residência Hill”, “Capitã Marvel”, “Ghostbusters: Mais Além”) acrescenta força juvenil e sensibilidade emocional, características essenciais para os tributos que dividirão a arena com Haymitch. Grace, especialmente, já conhecida por sua habilidade de interpretar personagens quebrados e resilientes, promete entregar um contraponto emocional potente.

Figuras como Jesse Plemons (“Ataque dos Cães”, “Breaking Bad”, “Fargo”) e Kelvin Harrison Jr. (“Waves”, “Elvis”, “Chevalier”) reforçam o peso político e dramático da trama, enquanto Maya Hawke (“Stranger Things”, “Do Revenge”), Lili Taylor (“Invocação do Mal”, “Perry Mason”), Ben Wang (“American Born Chinese”) e Elle Fanning (“The Great”, “Malévola”, “Demônio de Neon”) ampliam a diversidade de vozes que orbitam a narrativa.

O elenco ainda inclui os consagrados Ralph Fiennes (“Harry Potter”, “O Paciente Inglês”, “O Grande Hotel Budapeste”) e Kieran Culkin (“Succession”, “Scott Pilgrim Contra o Mundo”), cuja participação — ainda envolta em mistério — tem fomentado teorias entre fãs. A especulação mais comum é que Fiennes possa dar vida a uma figura influente da Capital, talvez até ligada às primeiras gerações da família Snow.

Filmagens internacionais e uma escala maior do que qualquer filme anterior da franquia

Com início em 6 de agosto de 2025, as filmagens foram realizadas majoritariamente na Espanha, país cuja geografia variada tem se tornado palco de grandes produções de Hollywood. Regiões montanhosas, bosques densos e áreas históricas deram vida tanto aos cenários de Distrito 12 quanto à nova arena.

Francis Lawrence já havia indicado em entrevistas anteriores que seu objetivo era criar uma arena “respirante”, em que os elementos naturais desempenham papel narrativo. O uso de cenários reais — em vez de depender inteiramente de CGI — reforça o tom documental e visceral do filme. Essa escolha também aproxima Amanhecer na Colheita dos momentos mais humanos da franquia, garantindo que o espectador sinta o peso real de cada passo dado por Haymitch.

Os sets envolvendo a Capital foram filmados em estúdios na Alemanha e na Hungria, locais escolhidos pela arquitetura brutalista e pela capacidade de recriar uma metrópole opulenta e fria.

Uma história de resistência, vingança e consequências

Se há algo que distingue o Massacre Quaternário de todas as outras edições dos Jogos é sua crueldade calculada. Dobrando o número de tributos e ampliando as regras para tornar a morte ainda mais “espetacular”, a Capital deixou claro que, naquele ano, não existia espaço para heroísmo — apenas para sobrevivência.

É nesse cenário que Haymitch emerge, não como herói tradicional, mas como alguém forçado a entender que viver também significa perder. O filme, assim como o romance de Collins, promete seguir o fio emocional dessa descoberta.

A contagem regressiva começou e Panem nunca pareceu tão atual

Com o lançamento do trailer e do pôster, Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita se consolida como a grande aposta de 2026 para unir nostalgia, renovação e relevância política. Em um mundo contemporâneo que enfrenta debates profundos sobre política, manipulação, desigualdade e espetacularização da violência, revisitar Panem não parece apenas entretenimento — parece leitura do presente.

Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito ultrapassa US$600 milhões e se torna fenômeno global

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O anime Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito atingiu um marco histórico na indústria cinematográfica, estabelecendo novos padrões de sucesso para produções japonesas. Com uma arrecadação mundial de US$605 milhões, sendo mais de US$269 milhões apenas no Japão, o longa não apenas se torna o anime de maior bilheteria de todos os tempos, como também assume o posto de filme japonês mais lucrativo da história a nível global, de acordo com levantamento da Deadline. O feito reforça o impacto cultural da franquia Demon Slayer – Kimetsu no Yaiba, que desde sua estreia em 2016 conquistou fãs ao redor do mundo graças à combinação de ação intensa, fantasia sombria e narrativa emocionalmente envolvente.

Desde sua estreia, Castelo Infinito impressionou o público japonês. Em apenas 52 dias, o filme se tornou o mais rápido da história a alcançar 30 bilhões de ienes em bilheteria, ultrapassando recordes anteriores e demonstrando a força da base de fãs da franquia. O entusiasmo é visível em filas nas salas de cinema, eventos temáticos e na presença ativa dos fãs nas redes sociais, evidenciando que Demon Slayer é mais do que um sucesso financeiro: é um fenômeno cultural capaz de mobilizar multidões e emocionar diferentes gerações.

O impacto da produção também é perceptível fora do Japão. Nos Estados Unidos, o filme ocupa atualmente a terceira posição na bilheteria americana em sua terceira semana de exibição, arrecadando US$7,1 milhões apenas no último fim de semana. A projeção indica que até o final de setembro, o longa deve atingir US$120 milhões no mercado norte-americano, solidificando-se como um dos filmes de animação japonesa mais bem-sucedidos internacionalmente. Estes números reforçam a tendência de que obras animadas japonesas possam competir com grandes franquias hollywoodianas, atraindo públicos diversos e consolidando o anime como um fenômeno global.

Além disso, com o desempenho atual, Castelo Infinito caminha para integrar o Top 5 das bilheteiras mundiais de 2025, ultrapassando títulos como Missão: Impossível – O Acerto Final (US$598 milhões) e Quarteto Fantástico: Primeiros Passos (US$520 milhões), mostrando que a narrativa criada por Koyoharu Gotouge possui apelo universal.

O filme adapta o arco “Castelo Infinito” do mangá Kimetsu no Yaiba, escrito por Koyoharu Gotouge entre 2016 e 2020. A produção é uma continuação direta da quarta temporada do anime e marca a quarta adaptação cinematográfica da franquia, sucedendo outros sucessos como Mugen Ressha-hen (2020) – Trem Infinito, To the Swordsmith Village (2023) – Vilarejo dos Ferreiros e Hashira Training (2024) – Treinamento dos Hashira.

Diferente das últimas duas produções, que eram compilações de episódios da série, Castelo Infinito foi concebido como um longa-metragem integral. Essa decisão permitiu ao estúdio Ufotable explorar de forma mais detalhada as batalhas e o desenvolvimento emocional dos personagens, mantendo a fidelidade ao material original e garantindo uma experiência cinematográfica completa.

Anunciado oficialmente em junho de 2024, logo após a exibição do último episódio da quarta temporada, o filme estreou no Japão em 18 de julho de 2025, distribuído por Aniplex e Toho. Além de consolidar a franquia no mercado doméstico, a produção deu início à primeira parte de uma trilogia, aumentando ainda mais a expectativa dos fãs em relação aos próximos lançamentos.

A trama de Castelo Infinito acompanha Tanjiro Kamado, um jovem que se juntou à Demon Slayer Corps após sua irmã, Nezuko, ser transformada em demônio. O filme acompanha os esforços de Tanjiro e dos Hashira, os caçadores mais poderosos, para proteger a sede da corporação enquanto enfrentam Muzan Kibutsuji, o antagonista central. Este confronto leva os personagens ao misterioso Infinity Castle, cenário de batalhas espetaculares, sacrifícios e revelações que desafiam tanto corpo quanto espírito.

O equilíbrio entre ação de tirar o fôlego e momentos de introspecção é um dos pontos fortes do longa. Ao explorar medos, esperanças e dilemas internos dos personagens, o filme consegue humanizar a narrativa e aprofundar a relação entre humanos e demônios, criando uma experiência emocional intensa para o público.

O impacto cultural do filme é perceptível não apenas nos números, mas também na recepção da audiência. No site japonês Filmarks, Castelo Infinito liderou o ranking de satisfação no primeiro dia de exibição, com uma nota média de 4,36 de 5 baseada em mais de 8 mil avaliações. Esse entusiasmo reflete a dedicação e a paixão da comunidade global de fãs.

Por outro lado, a crítica especializada apresentou opiniões mais cautelosas. Richard Eisenbeis, da Anime News Network, destacou a excelência da animação e o desenvolvimento dos personagens, mas criticou o ritmo e o uso excessivo de flashbacks, que, segundo ele, prejudicaram a fluidez da narrativa. Matt Schley, do The Japan Times, elogiou a fidelidade à obra original e a qualidade técnica, mas apontou que a sensação de desfecho incompleto poderia incomodar espectadores que esperavam um encerramento definitivo. Zelda Lee, da HardwareZone, descreveu o longa como “emocionante e frustrante ao mesmo tempo”, ressaltando que a narrativa aberta e os flashbacks podem confundir espectadores menos familiarizados com a franquia.

Apesar das críticas pontuais, há consenso de que o filme entrega uma experiência cinematográfica impactante, fortalecendo a posição de Demon Slayer como uma das franquias de anime mais influentes e culturalmente relevantes do mundo.

Excelência técnica e direção impecável

O estúdio Ufotable se destaca novamente pela qualidade visual impecável. Cada cena de combate é cuidadosamente coreografada, com efeitos de luz, sombra e movimento que criam uma imersão rara no cinema de animação. A direção de Haruo Sotozaki foi essencial para transformar o arco do mangá em uma experiência cinematográfica intensa, mantendo a essência emocional da obra e explorando os conflitos internos dos personagens com sensibilidade e profundidade.

A trilha sonora também contribui significativamente para a experiência do público, alternando entre momentos de suspense e cenas de pura ação, reforçando a conexão emocional com os personagens e aumentando a dramaticidade das batalhas.

Impacto global e legado cultural

O sucesso de Castelo Infinito vai muito além da bilheteria. O filme demonstra a capacidade do anime japonês de conquistar audiências internacionais e prova que histórias ambientadas em mundos fantásticos, quando bem contadas, podem atrair multidões em qualquer lugar do mundo. Além de impulsionar o consumo de mangás, produtos licenciados, figuras de ação e trilhas sonoras, a produção fortalece a presença da cultura pop japonesa no mercado global.

Estrelado por Leandro Hassum, O Rei da Feira ganha cartaz oficial e trailer com dose de mistério e espiritismo no subúrbio carioca

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Em meio ao burburinho das barracas, ao cheiro de pastel frito e ao vai-e-vem das sacolas cheias, a feira livre do subúrbio do Rio de Janeiro se transforma em um território de tensão, espiritismo e boas risadas em O Rei da Feira, comédia nacional que estreia nos cinemas no dia 4 de setembro. Dirigido por Felipe Joffily, o filme reúne Leandro Hassum e Pedro Wagner em uma trama espirituosa — no sentido literal e figurado — que homenageia o calor humano das relações comunitárias, mesmo quando o assunto é a morte.

A história gira em torno do assassinato de Bode (Pedro Wagner), um feirante carismático que, após acertar um palpite no jogo do bicho, acaba morto em circunstâncias misteriosas. Mas a morte é apenas o começo. Bode volta do além como espírito — com amnésia alcoólica e tudo — e precisa da ajuda de seu melhor amigo Monarca (Leandro Hassum), um segurança de feira com dons mediúnicos que ele preferia ignorar. O que se segue é uma divertida e emocionante jornada entre o plano terreno e o espiritual, costurada com humor popular, afeto e desconfiança.

https://drive.google.com/file/d/1QsW7M_TBJAalUtkqePq7YzgBjywHPMEo/view

Mais do que uma simples comédia policial com elementos sobrenaturais, O Rei da Feira mergulha no universo afetivo e social das feiras de bairro. O cenário não é apenas pano de fundo: é essência da narrativa. Com personagens típicos, relações complexas e aquele olhar atravessado que só vizinho antigo sabe dar, o filme constrói um retrato sensível da vida suburbana — onde os laços de amizade, rivalidade e fé se misturam com a mesma intensidade com que se negociam frutas na banca.

“Esse filme é sobre o que tem de mais precioso nas comunidades: a convivência. Às vezes conflituosa, mas sempre carregada de humanidade”, resume Felipe Joffily. Diretor de sucessos como Muita Calma Nessa Hora e E Aí… Comeu?, Joffily aposta agora em uma abordagem mais emotiva, sem abrir mão da leveza que marca seu trabalho.

Leandro Hassum, conhecido pelo timing cômico certeiro e pela facilidade de emocionar, interpreta um médium às avessas — cético, atrapalhado e profundamente humano. “O Monarca é aquele cara durão por fora, mas cheio de camadas. Ele é o tipo de herói comum que você encontra em qualquer feira de bairro: trabalhador, engraçado e que carrega o peso dos outros nas costas”, comenta o ator.

Pedro Wagner, por sua vez, brilha como o espirituoso e desmemoriado Bode, criando um contraponto cômico-afetivo que sustenta o ritmo do filme. “Bode é um personagem que representa a alma do povo: imperfeito, barulhento, mas cheio de coração”, define Wagner, que tem se destacado por atuações intensas em séries como Irmandade e Cangaço Novo.

O elenco de apoio amplia esse mosaico humano com atuações de Luana Martau, Dani Fontan, Renata Gaspar, Clarissa Pinheiro, Everaldo Pontes, Talita Younan e outros nomes que dão vida a personagens tão suspeitos quanto familiares. A feira se revela um universo próprio, onde todos têm algo a esconder — e muito a oferecer.

Visualmente, o filme aposta em uma estética colorida e realista. A direção de fotografia de Marcelo Brasil valoriza a luz natural e os detalhes das feiras de rua, enquanto a direção de arte de Rafael Ronconi e o figurino assinado por Karla Monteiro constroem uma ambientação rica em texturas, sons e cheiros — quase dá para sentir o aroma do caldo de cana atravessando a tela.

Produzido pela Rubi Produtora, em coprodução com a Paramount Pictures, Wikishows e Calenza Filmes, O Rei da Feira reforça a potência da comédia brasileira em abordar temas densos com leveza e identidade. O espiritismo, tão presente na cultura popular brasileira, é tratado com respeito e naturalidade, integrando-se à rotina dos personagens sem folclore exagerado ou caricatura.

Segunda no Aparecida Sertaneja: Mariangela Zan recebe novas vozes da música sertaneja e histórias que emocionam

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Na próxima segunda-feira, dia 14 de julho, às 19h30, o palco do Aparecida Sertaneja será mais uma vez cenário de talento, emoção e tradição. Sob o comando da carismática Mariangela Zan, o programa da TV Aparecida abre suas portas para mostrar a força da música sertaneja que pulsa em cada canto do Brasil.

O jovem prodígio Gustavo Bardim abre as portas do coração

A abertura do programa fica por conta de Gustavo Bardim, uma das vozes mais promissoras do sertanejo atual. Natural de Guaramirim (SC), Gustavo carrega a música no sangue desde pequeno — ele já tocava violão e encantava ao cantar desde os 7 anos. Passou do coral da igreja para os palcos mais disputados, até conquistar o título de campeão da sexta temporada do The Voice Kids aos 11 anos.

Hoje, Gustavo segue firme na construção do sonho, colecionando fãs e lançando músicas autorais que falam de sentimentos intensos, como em “Exagero” e “Último Áudio”. Sua trajetória é inspiradora, mostrando que talento aliado a perseverança abre caminho.

Memória Sertaneja: a tradição que se reinventa

O programa também resgata raízes importantes com o quadro “Memória Sertaneja”, que traz uma viagem profunda pela música do campo, celebrando suas origens e sua renovação.

De Avaré (SP), o cantor e compositor Wilson Teixeira encanta ao unir poesia rural e urbana em suas composições. Com uma mistura original, que respeita os grandes mestres da música popular brasileira, Wilson traz um toque de experimentalismo que revigora a alma da música caipira. Nos palcos, suas releituras criativas transportam o público para um universo onde tradição e inovação andam lado a lado.

O Duo Aduar e sua música que corre como água pelo campo

Também em destaque no “Memória Sertaneja”, o Duo Aduar chega com um repertório autoral que fala direto à conexão com a natureza e as raízes do campo. Formado por Gabriel Guedez (voz e violão) e Thobias Jacó (voz e viola), a dupla mineira de São João Del Rei (MG) tem uma proposta sonora e poética que dialoga com questões socioambientais e memórias do cotidiano rural.

O nome Aduar, que significa “repartir a água” ou “formar dupla”, reflete perfeitamente a essência do grupo: a união de vozes e histórias que flui natural, como as águas dos riachos que inspiram suas canções.

Uma noite para celebrar e emocionar

No “Aparecida Sertaneja” de segunda, a música sertaneja se revela em suas múltiplas facetas: da juventude sonhadora ao respeito pelas tradições; do campo às grandes cidades; do passado que se guarda ao futuro que se constrói.

Com Mariangela Zan à frente, o programa é um convite para que o público sinta essa mistura de histórias, vozes e emoções que fazem do sertanejo um patrimônio afetivo do Brasil.

“Roda Viva” desta segunda (28/07) recebe Miguel Nicolelis para debate sobre ciência, tecnologia e futuro

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“Nem inteligente, nem artificial.” A frase, carregada de sarcasmo e ceticismo, resume em poucas palavras a visão provocadora de Miguel Nicolelis sobre o que hoje é considerado uma das maiores revoluções tecnológicas do século: a Inteligência Artificial. Mas, para ele, não passa de um nome pomposo dado a um conjunto de estatísticas sofisticadas. Essa crítica, direta e desconcertante, já dá o tom do que promete ser uma das edições mais incendiárias do Roda Viva em 2025.

Na próxima segunda-feira, 28 de julho, às 22h, a TV Cultura transmite ao vivo a entrevista com um dos neurocientistas mais renomados — e controversos — do mundo. Conhecido por romper fronteiras entre ciência, filosofia e política, Nicolelis não mede palavras quando o assunto é o futuro da humanidade, a ética na tecnologia ou o papel da ciência na transformação social. Seu retorno ao centro da roda acontece em um momento crucial de debates sobre o avanço da IA, o papel do cérebro humano no século digital e o lugar do pensamento crítico em um mundo hiperconectado, mas nem sempre lúcido. As informações são da TV Cultura.

A entrevista poderá ser acompanhada também pelo app Cultura Play e nas redes sociais oficiais da emissora — YouTube, X (antigo Twitter), TikTok e Facebook. E, como manda a tradição do programa, o cartunista Luciano Veronezi estará ao vivo registrando em traços os momentos mais emblemáticos da conversa.

Um brasileiro que ouviu o cérebro

Miguel Ângelo Laporta Nicolelis nasceu em São Paulo, em 27 de março de 1961. Filho da escritora Giselda Laporta Nicolelis e do juiz Ângelo Nicolelis, cresceu em um ambiente que valorizava o conhecimento e o pensamento crítico. Desde cedo, aprendeu a questionar verdades prontas — uma postura que carregaria consigo ao longo da vida.

Formado em Medicina pela USP, Nicolelis escolheu um caminho pouco convencional: queria ouvir o cérebro, entender como os neurônios se comunicavam em tempo real, e, mais ousadamente, como essa comunicação poderia ser decodificada e traduzida em ação física. Na virada dos anos 1990, seu trabalho com neuroengenharia começou a ganhar visibilidade nos Estados Unidos, onde se estabeleceu como pesquisador e professor na Duke University.

Foi pioneiro no desenvolvimento de interfaces cérebro-máquina, tecnologia que permite a pacientes com paralisia movimentarem membros robóticos ou próteses a partir da leitura da atividade elétrica cerebral. Um feito que rompeu com paradigmas científicos e colocou seu nome entre os mais citados da neurociência global.

O chute que o mundo nunca esqueceu

Se há um momento que sintetiza a ousadia de Nicolelis e sua visão de futuro, ele aconteceu em 12 de junho de 2014. Na abertura da Copa do Mundo, no estádio do Corinthians, em São Paulo, um jovem paraplégico deu o chute simbólico inicial da partida com o auxílio de um exoesqueleto robótico controlado por sinais do próprio cérebro.

Foi a concretização do projeto Andar de Novo, coordenado por Nicolelis no Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra, em Natal (RN). A imagem correu o mundo: um brasileiro, usando um aparato futurista, demonstrando que era possível caminhar — ainda que simbolicamente — sem movimentar os próprios músculos.

Mas a comunidade científica, como de costume, dividiu-se. Algumas revistas classificaram a demonstração como “limitada” ou “publicitária”. Houve quem aplaudisse o avanço da interface, e quem a visse como sensacionalismo. Nicolelis, no entanto, permaneceu fiel ao seu objetivo: “Foi um passo simbólico para milhões de pessoas no mundo que precisam saber que a ciência pode oferecer esperança.”

A política da ciência

Não é de hoje que Miguel ultrapassa as barreiras do laboratório. Durante a pandemia de Covid-19, foi uma das vozes mais ativas na imprensa, em redes sociais e em artigos de opinião. Seu posicionamento crítico frente às políticas públicas negacionistas do governo Bolsonaro o transformou em alvo de ataques, mas também em referência para setores que defendiam a ciência como pilar das decisões emergenciais.

Nicolelis coordenou, junto a outros pesquisadores, estudos epidemiológicos no Brasil e ofereceu alternativas ao colapso do sistema de saúde, propondo lockdowns regionais e testagens em massa. Em muitos momentos, sentiu que sua voz foi ignorada — algo que, segundo ele, custou vidas. “Fomos preteridos por um governo que escolheu o caos como política”, declarou em entrevistas à época.

Essa atuação reforçou uma faceta pouco explorada da ciência brasileira: a de cientistas que não se escondem em publicações técnicas, mas que falam à sociedade com clareza, assumindo os custos e riscos da exposição pública.

A entrada na ficção: “Nada Mais Será Como Antes”

Em 2025, Nicolelis surpreendeu ao lançar seu primeiro romance de ficção: Nada Mais Será Como Antes. A obra, um thriller distópico recheado de reflexões filosóficas e críticas sociais, mostra um futuro no qual a humanidade se vê refém de uma tecnocracia global controlada por algoritmos.

Inspirado em experiências reais e em sua leitura crítica do presente, o livro propõe uma reflexão inquietante: e se estivermos entregando nosso destino a máquinas que não pensam, mas decidem? O título, emprestado da canção de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, é um manifesto: não há retorno possível quando cruzamos certos limiares éticos e tecnológicos.

A recepção foi positiva. Além de garantir uma adaptação cinematográfica em fase inicial, a obra consolidou Nicolelis como um intelectual multifacetado, que transita entre ciência, política e arte com fluidez — algo cada vez mais raro em um mundo de especialistas isolados.

Uma crítica à inteligência que não pensa

Um dos pontos mais controversos — e mais aguardados — da entrevista no Roda Viva será o debate sobre Inteligência Artificial. Nicolelis tem sido uma das vozes mais contundentes contra o “fetichismo tecnológico” em torno da IA. Para ele, atribuir inteligência a algoritmos é um erro conceitual grave.

“Não há nada de artificial na inteligência, e muito menos inteligência nesses sistemas”, afirma. “Eles apenas identificam padrões estatísticos. Não têm consciência, não têm emoção, não sabem que existem. Nós, humanos, sabemos. Essa é a diferença fundamental.”

Ele reconhece os avanços da IA em tarefas específicas, como diagnósticos por imagem ou previsões de tráfego. Mas alerta para o risco de projetarmos nesses sistemas capacidades que eles não possuem. “O problema não é o que a IA pode fazer. É o que as pessoas acreditam que ela possa fazer. Esse descompasso pode custar caro.”

A participação de Nina da Hora, pesquisadora de tecnologia com foco em ética e inclusão, promete tensionar e enriquecer essa discussão. Nina tem pautado o debate sobre racismo algorítmico e governança digital no Brasil e no exterior, e deve trazer contrapontos à visão de Nicolelis, ainda que ambos partam de preocupações semelhantes sobre os rumos da tecnologia.

A bancada que pensa

O programa desta segunda reunirá uma bancada plural e qualificada para entrevistar Nicolelis. Além de Nina da Hora, estarão presentes:

  • Denis Russo Burgierman, jornalista e escritor, conhecido por traduzir ciência com linguagem acessível;
  • Pedro Teixeira, repórter da Folha de S.Paulo especializado em tecnologia e inovação;
  • Petria Chaves, da CBN, com uma abordagem mais sensível e humanizada;
  • Rafael Garcia, jornalista de ciência do jornal O Globo, com olhar técnico e preciso.

A presença desses nomes sugere uma entrevista que deve ir além do factual. Espera-se que temas como espiritualidade, paternidade, desigualdade social e o papel do Brasil na ciência global também estejam na pauta.

O cérebro coletivo como modelo de civilização

Entre as contribuições mais ousadas de Nicolelis está a ideia do “cérebro coletivo”. Ele propõe que, assim como neurônios operam em conjunto para formar pensamentos, emoções e ações, sociedades humanas deveriam aprender a agir como redes neurais complexas, em sincronia.

Essa teoria, que extrapola a biologia e entra no campo da filosofia política, defende a cooperação como elemento central da evolução humana. Em tempos de hiperindividualismo e tribalismo digital, sua proposta soa quase utópica — mas profundamente necessária.

“O futuro da humanidade depende da nossa capacidade de pensar em conjunto, não de competir uns com os outros. A natureza do cérebro é coletiva. E nós esquecemos disso”, afirma.

Um legado que inspira

Nicolelis é um cientista, mas também é um educador. Em Natal, no Instituto Santos Dumont, ele investe há mais de uma década na formação de jovens de comunidades periféricas. Lá, ciência é também afeto, inclusão e cidadania. O Instituto oferece desde atendimento em reabilitação até cursos técnicos e oficinas de robótica.

Esse lado menos visível de sua atuação talvez seja o mais transformador. Ele não quer apenas construir máquinas comandadas por pensamento — quer construir uma sociedade em que todos tenham acesso ao pensamento crítico. E, para isso, aposta na educação, na ciência cidadã e na autonomia local.

Pequenas Empresas e Grandes Negócios de sábado (16) mostra bolsas térmicas premium, tecnologia verde e o artesanato que marca a Festa de Barretos

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Foto: Reprodução/ Internet

Neste sábado, 16 de agosto, o Pequenas Empresas e Grandes Negócios (PEGN) chega com um cardápio variado de histórias que mostram que empreender pode nascer tanto de uma boa ideia quanto de um talento cultivado por anos. Na tela, desfilam desde marcas que unem design e funcionalidade, passando por inovações tecnológicas que aproximam pessoas e natureza, até tradições que resistem ao tempo e eventos que movimentam bilhões.

A primeira parada é em Salvador (BA), onde Léo Barros decidiu transformar a habilidade de criar bolsas térmicas artesanais em um negócio de alto padrão. As peças, feitas à mão, se destacam não só pelo visual sofisticado, mas também por detalhes técnicos que conquistam o público exigente: isolamento térmico de até 12 horas e bandeja antivazamento patenteada. Hoje, com 500 unidades produzidas por mês e faturamento anual de R$ 3,5 milhões, Léo prepara a próxima etapa — levar sua marca ao varejo de luxo e ampliar a presença no mercado nacional.

De lá, o programa segue para São Carlos (SP), onde quatro pesquisadoras formadas pela UFSCar criaram um aplicativo de educação ambiental que vai muito além da informação básica. Ele funciona offline, oferece dados históricos, culturais e ambientais de trilhas, parques e museus, e ainda inclui audiodescrição, Libras e jogos interativos para tornar a experiência mais inclusiva e divertida. O projeto já está ativo em lugares icônicos, como o Parque Nacional do Iguaçu e o Parque Lage (RJ), e garante à startup um faturamento de cerca de R$ 80 mil por mês, com apoio de instituições e programas de inovação.

A nova série especial sobre a Festa do Peão de Barretos estreia com um personagem que carrega a cultura sertaneja nas mãos há quase quatro décadas. Artesão de selas e acessórios, ele vê sua produção e suas vendas dispararem durante o evento, provando que tradição e negócio podem andar juntos.

No quadro “Dica do Bacca”, Marcelo Baccarini abre o mapa de oportunidades no setor de eventos, que deve movimentar R$ 140 bilhões em 2025. O número impressiona, mas o que chama atenção é a previsão de contratação de mais de 2,7 milhões de microempreendedores individuais, em áreas que vão de montagem de estandes e alimentação a tecnologia e brindes personalizados.

Para encerrar, a história de Matheus Vitor, um chef apaixonado pelo churrasco americano, que encontrou no tempero dry rub e nas carnes defumadas a receita para reescrever sua vida. No início da pandemia, com a esposa grávida e a ameaça de perder o emprego, investiu R$ 280 em carnes e começou a vender seus preparos por delivery. A aposta deu tão certo que hoje ele comanda uma equipe de quase 20 pessoas e é reconhecido como referência no segmento.

Opinião – A televisão brasileira vive de reprises porque perdeu a coragem de criar o novo

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Foto: Reprodução/ Internet

Há algo curioso — e preocupante — acontecendo na televisão brasileira. Enquanto o público se transforma, busca novas narrativas e mergulha em plataformas de streaming, as emissoras parecem andar em círculos. O que antes era espaço de inovação, ousadia e experimentação virou terreno de reciclagem. E a mais nova promessa desse looping criativo é a possível continuação de Avenida Brasil, um dos maiores fenômenos da história da TV Globo.

A ideia de revisitar um sucesso desse porte é tentadora. A novela de João Emanuel Carneiro foi um divisor de águas em 2012 — ousada, vibrante e pop, com personagens antológicos e um ritmo narrativo que modernizou o gênero. Só que o tempo passou. E a simples pergunta — “precisamos mesmo de uma sequência?” — já revela o problema.

A cultura da repetição

Remakes e continuações sempre existiram, mas hoje parecem ser o centro da estratégia da teledramaturgia. A Globo, que um dia apostava em histórias inéditas e autores dispostos a arriscar, agora vive de revisitar o passado. Pantanal, Elas por Elas, Renascer, Vale Tudo e agora, supostamente, Avenida Brasil 2. É uma tendência que beira o esgotamento criativo.

A justificativa oficial costuma ser “homenagear clássicos”, “apresentar a nova geração” ou “celebrar a memória afetiva do público”. Mas, sejamos honestos: no fundo, trata-se de uma tentativa de recuperar audiência perdida. O passado virou uma estratégia de sobrevivência. E o problema é que, quando o passado se torna muleta, o futuro deixa de existir.

O risco da continuação impossível

Entre todos os títulos cogitados para ganhar sequência, Avenida Brasil é o caso mais simbólico — e talvez o mais perigoso. Sua história se fechou com perfeição: Carminha foi perdoada, Nina se libertou, e o ciclo de vingança se transformou em redenção. Tudo ali tinha um ponto final emocional e narrativo. Reabrir esse universo seria como desenterrar uma história que já encontrou paz.

Além disso, o contexto de 2012 não existe mais. A novela foi o retrato de um país que ainda acreditava em mobilidade social, no mito do “novo rico” e no poder da esperteza como ascensão. Era um Brasil de classe média ascendente, de memes inocentes e humor popular. Hoje, o cenário é outro — mais cínico, mais fragmentado e muito menos disposto a comprar a mesma história embrulhada em nostalgia.

É difícil imaginar uma sequência que não soe artificial ou oportunista. E é justamente isso que torna o projeto duvidoso: ele parece nascer mais do desejo de repetir um faturamento bilionário do que da vontade de contar uma nova história.

O declínio da ousadia

A teledramaturgia brasileira já foi sinônimo de risco. Dos experimentos narrativos de Janete Clair e Dias Gomes à linguagem de João Emanuel Carneiro e Glória Perez, as novelas eram espelhos do país — complexas, provocativas, cheias de identidade.

Hoje, o que se vê é o medo de errar. E, nesse medo, a repetição vira um abrigo confortável. O público, no entanto, não é o mesmo. Ele é mais exigente, mais fragmentado e, sobretudo, saturado de reprises disfarçadas de novidade.

Ao insistir em reviver o que deu certo, as emissoras passam a mensagem de que não confiam mais em sua própria capacidade de criar impacto. E isso é trágico. Porque o verdadeiro legado de uma novela como Avenida Brasil não está em continuar sua história, mas em inspirar novas.

A nostalgia como produto

A nostalgia, quando usada com propósito, pode ser poderosa. Ela reconecta o espectador à emoção do passado. Mas, quando usada como isca comercial, vira um produto vazio. O público é levado a acreditar que está revivendo algo, quando na verdade está consumindo uma simulação do que já foi.

Essa lógica transforma o que antes era arte popular em franquia. E novela não deveria ser franquia. Ela é viva, orgânica, construída no calor do momento — no diálogo com o país, com o cotidiano e com o público. Quando o mercado tenta industrializar esse sentimento, tudo perde verdade. A sensação é a de ver um disco riscado: o mesmo som repetido até a exaustão, com a ilusão de que se trata de algo novo.

Avatar: Fogo e Cinzas revela primeira cena — e a nova vilã Varang surge como força brutal contra os filhos de Jake Sully

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A jornada épica de Pandora está prestes a entrar em sua fase mais sombria. Avatar: Fogo e Cinzas, o terceiro capítulo da monumental franquia de James Cameron, acaba de ter sua primeira cena revelada, trazendo os filhos de Jake Sully em confronto direto com a nova antagonista: Varang, interpretada por Oona Chaplin. A breve sequência, exibida durante uma apresentação interna da Disney, indica que o universo de Cameron está mais tenso, violento e emocional do que nunca — e que o luto que marcou o final de O Caminho da Água será apenas o começo.

Uma franquia que avança como um organismo vivo

James Cameron (Titanic, Avatar, O Exterminador do Futuro 2) — que dirige, produz, edita e coescreve o novo filme — repete a ousadia de sempre: construir uma trama que se desenrola como uma verdadeira ópera visual e emocional. A produção de Avatar: Fogo e Cinzas começou em 2017, filmada simultaneamente com Avatar: O Caminho da Água, num processo que o cineasta descreve como “um único grande filme de dez horas dividido em capítulos”.

Além de Cameron, o roteiro contou com a colaboração de Rick Jaffa e Amanda Silver (Planeta dos Macacos: O Confronto, Jurassic World), Josh Friedman (O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio) e Shane Salerno (Alien vs. Predador 2, Savages – Selvagens). Essa união criativa tornou a definição dos créditos particularmente complexa — afinal, todos trabalharam juntos na estrutura das próximas quatro sequências, sendo separados apenas no processo de refinamento dos roteiros individuais.

O elenco retorna quase completo: Sam Worthington (Fúria de Titãs), Zoe Saldaña (Guardiões da Galáxia), Sigourney Weaver (Alien – O Oitavo Passageiro), Stephen Lang (Não Respire), Joel David Moore (Dodgeball), CCH Pounder (Sons of Anarchy) e Matt Gerald (Demolidor).

A primeira cena revelada

A sequência apresentada mostra um grupo central para a franquia: os filhos de Jake e Neytiri, ainda vivendo sob o impacto da morte de Neteyam, que abalou profundamente a família Sully. O trecho destaca o clima de tensão crescente em Pandora e revela a primeira aparição de Varang, líder do chamado Povo das Cinzas.

Oona Chaplin surge completamente transformada, incorporando uma antagonista que não se limita à brutalidade física: Varang parece movida por crenças radicais sobre o futuro de Pandora e pela convicção de que Jake Sully destruiu o equilíbrio dos clãs ao interferir em conflitos que não lhe pertenciam.

Uma nova cultura e um novo tipo de guerra

O terceiro filme da saga introduz o Ash People (Povo das Cinzas), uma tribo Na’vi agressiva e militarizada, que vive em regiões que sofreram queimadas intensas — efeitos diretos da exploração humana. As consequências desse ambiente moldam sua cultura: um clã resistente, desconfiado, adaptado a um território devastado e acostumado a sobreviver em meio à destruição.

Varang, sua líder, fecha um acordo perigoso ao se aliar ao renascido Coronel Quaritch, vilão interpretado por Stephen Lang. Se em O Caminho da Água ele já demonstrava uma sede pessoal de vingança, agora encontra em Varang uma parceira estratégica — talvez a mais formidável que já enfrentou Jake Sully.

Um ano após o luto

A história se passa um ano depois da família Sully se estabelecer entre os Metkayina. O luto por Neteyam ainda reverbera nas relações entre Jake, Neytiri, Kiri, Lo’ak e Tuk, e essa ferida emocional se torna o motor dramático da trama.

Enquanto lidam com a perda, os Sully descobrem que a tensão política em Pandora tomou proporções alarmantes.
Com o Povo das Cinzas em ascensão e os humanos intensificando suas operações, um novo ciclo de violência se instala — e a família central do filme é empurrada novamente para o centro de uma guerra que parece não ter fim.

Quatro filmes planejados

James Cameron não esconde que está construindo uma saga de longo alcance. Depois de Fogo e Cinzas, os próximos dois filmes — Avatar: The Tulkun Rider (2029) e Avatar: The Quest for Eywa (2031) — já estão previstos e devem começar suas filmagens após a conclusão do terceiro.

Com estreia prevista para 19 de dezembro de 2025 (18 de dezembro no Brasil e em Portugal), o longa promete ampliar o escopo político, cultural e espiritual de Pandora, ao mesmo tempo em que mergulha em uma guerra inevitável entre os Na’vi e as forças humanas.

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