Neste domingo, 13 de julho, o Domingo Maior da Globo traz uma aventura de ficção científica que mistura suspense, ação e questionamentos sobre identidade e memória. O filme Oblivion (2013), estrelado por Tom Cruise, mergulha o espectador em um planeta Terra devastado e um enredo cheio de reviravoltas.
🌍 Um planeta irreconhecível e um futuro incerto
Ambientado no ano 2077, Oblivion apresenta uma Terra drasticamente transformada após uma guerra devastadora contra uma raça alienígena. A maior parte da humanidade abandonou o planeta e agora vive em uma colônia lunar, enquanto Jack Harper (Tom Cruise) permanece na Terra para garantir a manutenção dos equipamentos de segurança essenciais para a sobrevivência.
Com apenas duas semanas restantes para se juntar à colônia, a rotina de Jack muda completamente quando ele encontra uma espaçonave desconhecida com uma mulher dentro. Esse encontro inesperado o leva a questionar tudo o que acreditava sobre sua missão e sobre o passado do planeta.
🎬 Elenco e direção de peso
Dirigido por Joseph Kosinski e com roteiro assinado por Kosinski e Karl Gajdusek, Oblivion reúne um elenco de estrelas, além de Tom Cruise, com nomes como Olga Kurylenko, Nikolaj Coster-Waldau, Melissa Leo e Morgan Freeman, garantindo profundidade e carisma à narrativa.
A produção equilibra cenas de ação eletrizantes com um suspense psicológico envolvente, convidando o espectador a desvendar os segredos ocultos por trás do futuro sombrio apresentado.
📺 Onde assistir e detalhes técnicos
O filme tem duração de 1h 54min e está classificado como ficção científica e ação. Além de sua exibição no Domingo Maior, Oblivion está disponível para streaming na Amazon Prime Video (por assinatura) e pode ser alugado digitalmente a partir de R$ 6,90.
Imperdível para fãs de ficção científica e thrillers futuristas
Com um roteiro que mistura tecnologia, mistério e drama, Oblivion é uma excelente pedida para quem busca um entretenimento intenso e reflexivo na televisão. Prepare-se para uma viagem ao futuro, onde nada é exatamente o que parece.
Na última sexta-feira, 11 de julho, a Marvel Studios não apenas lançou um novo trailer de Quarteto Fantástico: Primeiros Passos — ela cravou, com todas as letras, que a Fase 6 do MCU será inaugurada com ambição, reverência e coragem. O vídeo, recheado de cenas inéditas, revelou detalhes até então guardados a sete chaves e, mais do que isso, deu sinais claros de que o novo Quarteto não está aqui para repetir fórmulas. Está aqui para reescrever o jogo. Abaixo, confira o vídeo divulgado:
E a aposta é alta: Pedro Pascal, Vanessa Kirby, Joseph Quinn e Ebon Moss-Bachrach formam o novo núcleo emocional da Marvel. Só que, dessa vez, não são apenas super-heróis. São família. São pioneiros. São o ponto de partida de uma nova fase que promete desafiar o passado e provocar o futuro.
Quarteto reinventado: mais do que poderes, vínculos
Em um mercado saturado por equipes de heróis padronizadas, o novo Quarteto Fantástico se posiciona como algo raro: uma história de intimidade em meio ao caos cósmico. Pedro Pascal surge como um Reed Richards menos distante e mais quebrado, dividido entre genialidade e culpa. Vanessa Kirby traz à Sue Storm uma presença densa, mais contida, mas com tensão emocional clara: ela não é coadjuvante de ninguém — e o trailer deixa isso bem claro.
Enquanto isso, Joseph Quinn encarna Johnny Storm com carisma e sarcasmo na medida certa, equilibrando juventude e arrogância. Já Ebon Moss-Bachrach entrega um Ben Grimm (o Coisa) com alma de poeta trágico, visivelmente desconfortável com sua aparência, mas ainda mais tocante em sua lealdade. É, possivelmente, o Coisa mais humano já visto no cinema.
Do brilho ao abismo: o retorno sombrio de Robert Downey Jr. como Doutor Destino
Mas o grande trunfo — e talvez o maior risco criativo da Marvel até agora — é a reentrada de Robert Downey Jr. no MCU, desta vez como Victor Von Doom, o icônico e complexo Doutor Destino. O trailer entrega apenas flashes do personagem, envolto em sombras e silêncios — mas o impacto é imediato. Ao escalar Downey Jr., a Marvel não apenas inverte expectativas, como quebra o ciclo de nostalgia fácil: o herói mais amado agora é a ameaça central. E isso, por si só, muda tudo.
Tom e estética: ficção científica com alma vintage
Visualmente, Primeiros Passos é um aceno claro à ficção científica da Era de Ouro: retrô sem ser kitsch, colorido sem ser cartunesco. Há elementos que remetem à estética de “2001: Uma Odisseia no Espaço” e “Perdidos no Espaço”, mas com o peso emocional que o MCU vinha tentando resgatar desde Vingadores: Ultimato.
O trailer também insinua que a história será mais pé no chão do que os fãs imaginavam — com foco nos dilemas familiares, nas escolhas morais de Reed e no nascimento dos conflitos internos da equipe. Nada de vilões surgindo do nada ou raios coloridos em prédios genéricos. Aqui, o confronto começa dentro do lar.
O início de tudo — e o fim de uma era
Quarteto Fantástico: Primeiros Passos chega aos cinemas brasileiros em 24 de julho de 2025 com a missão de dar início à Fase 6 do MCU — que culminará com Vingadores: Doomsday (2026) e Guerras Secretas (2027). A escalação de peso e o tom ousado sugerem que o filme será mais do que uma introdução: será a espinha dorsal da narrativa que levará o universo Marvel a seu clímax mais arriscado.
E mais do que efeitos especiais ou combates grandiosos, o que o novo trailer entrega é uma promessa de profundidade emocional — algo que muitos fãs vinham cobrando há anos. Se a Marvel cumprir o que insinua, Quarteto Fantástico pode não só resgatar o prestígio perdido do estúdio, mas também marcar o início de uma nova era — onde a ciência, o afeto e o conflito existencial dividem espaço com o heroísmo.
O novo Superman já chegou aos cinemas brasileiros com tudo: salas cheias, olhares atentos e fãs ávidos por entender como será, na prática, esse tão falado recomeço do Universo DC sob a batuta de James Gunn. Mas enquanto o público ainda está digerindo o voo inaugural de Clark Kent, um dos atores do elenco pode ter soltado um spoiler sem querer — ou, talvez, muito querer.
Durante uma entrevista ao portal Collider, Wendell Pierce, que interpreta o icônico Perry White, editor do Planeta Diário, foi questionado se havia levado alguma lembrança do set. A resposta parecia comum, até que ele tropeçou nas próprias palavras: “É um set movimentado, você não quer estragar tudo porque, sabe, a sequência é… deixa pra lá!”
Deixa pra lá? Difícil, Wendell. Internet nenhuma do mundo sabe deixar essas coisas pra lá.
O DCU mal começou e já tem futuro no ar?
O deslize foi suficiente para incendiar as redes sociais. Afinal, nenhuma sequência de “Superman” foi oficialmente anunciada ainda. Mas o comentário abrupto de Pierce — seguido de uma pausa visivelmente estratégica — deixou no ar a ideia de que alguma coisa já está em movimento nos bastidores.
Seja por empolgação ou por acidente, o que era pra ser só uma entrevista virou manchete: Superman 2 já estaria em desenvolvimento?
Um universo que não quer perder tempo
O novo DCU está sendo cuidadosamente costurado por James Gunn, que já prometeu um universo mais coerente, emocional e com menos atropelos. E com a estreia do Homem de Aço sendo bem recebida por fãs e crítica, a possibilidade de uma continuação já estar nos planos é tudo, menos improvável.
Além de David Corenswet como um Clark Kent mais solar e humano, o filme também apresenta Rachel Brosnahan como Lois Lane e Nicholas Hoult como Lex Luthor — peças fundamentais em qualquer arco clássico do Superman. E com Milly Alcock confirmada como Supergirl, tudo indica que a expansão já está sendo desenhada, mesmo que nos bastidores.
Spoilers sem querer ou marketing com charme?
A verdade é que esse tipo de escorregão bem cronometrado sempre levanta suspeitas: foi acidente ou marketing velado? Em tempos de hype e segredos guardados a sete chaves, um “deixa pra lá” pode valer mais do que um teaser oficial.
Enquanto isso, o público faz sua parte: lota as sessões, debate referências escondidas e se pergunta quando veremos novamente esse Superman em ação.
E quanto ao Wendell? Bem, ele realmente tentou deixar pra lá. Mas o fandom não perdoa.
O atacante Neymar Jr. ampliou sua coleção de itens de luxo com uma aquisição inusitada: uma réplica fiel do Batmóvel utilizado no filme Batman Begins (2005), dirigido por Christopher Nolan. O veículo, conhecido como Tumbler, custou ao jogador do Santos cerca de R$ 8,3 milhões, conforme revelou o portal Metrópoles.
Neymar compra réplica de Batmóvel por R$ 8,3 milhões.
O carro exclusivo foi feito sob encomenda por um designer brasileiro e não pode circular nas ruas.
— Planeta do Futebol 🌎 (@futebol_info) July 12, 2025
Projetado e construído pelo designer brasileiro Adhemar Cabral, o carro levou três anos para ser finalizado e já integrou uma exposição no Museu do Automóvel de São Roque, no interior de São Paulo. Inspirado no design bélico e robusto da trilogia estrelada por Christian Bale, o modelo chama atenção não apenas pelo visual cinematográfico, mas também pelo cuidado com os detalhes, que o torna uma das réplicas mais impressionantes do veículo já feitas fora de Hollywood.
Apesar do investimento milionário, Neymar não poderá dirigir o Batmóvel pelas ruas de Santos. O motivo é simples: a réplica não possui placa nacional nem documentação para circulação em vias públicas, o que limita seu uso a fins expositivos ou colecionismo. Na prática, o Tumbler se torna um símbolo de exclusividade — mais escultura automotiva do que veículo funcional.
A compra reforça o perfil do jogador como colecionador de peças de alto valor e apelo estético. Entre carros de luxo, joias e itens ligados à cultura pop, o jogador reafirma seu estilo pessoal: uma combinação de sofisticação, entretenimento e fascínio por ícones da mídia. Com o Batmóvel em sua garagem, Neymar incorpora mais do que um item de colecionador — ele adiciona um fragmento do imaginário cinematográfico à sua trajetória de estrela global.
Ela correu atrás do Cebolinha, enfrentou o preconceito, virou símbolo de força e, agora, encara mais um desafio — sobre rodas. A Mônica dos anos 70, com seus traços clássicos e olhar determinado, é a estrela da primeira collab da Tupode, marca brasileira de streetwear que estreia em grande estilo ao lado da MSP Estúdios. A coleção, anunciada nesta semana, traduz o espírito do skate para um lugar onde a infância e a rebeldia conversam com liberdade criativa e verdade emocional.
É a dona da rua de uma geração ganhando fôlego novo — agora empunhando um shape e estampando moletons, camisetas, bonés e jaquetas que equilibram o lúdico com o urbano. “Se fosse para fazer a primeira collab da marca, tinha que ser com algo que realmente conversasse com a nossa essência”, conta Cleverson Maniglia, fundador da Tupode. “Crescemos lendo a Turma da Mônica. Trazer esse universo para o nosso foi natural. A conexão entre os dois mundos — o dos quadrinhos mais brasileiros de todos os tempos e o da cultura skate — nasce da valorização do que é feito com verdade e pertencimento.”
Ícone dos gibis, símbolo das ruas
A escolha da versão vintage da Mônica não foi por acaso. A personagem dos anos 70 representa não só um resgate afetivo, mas também um tempo em que o traço era mais simples e as histórias, carregadas de ingenuidade e resistência. Ao inseri-la nesse novo contexto, a collab reinventa sem apagar o passado. O azul clássico do Sansão, por exemplo, agora aparece como elemento gráfico nos shapes e detalhes das peças — um símbolo que conecta gerações.
“Ver o universo da Turma da Mônica se conectando ao universo da moda urbana e do skate é emocionante”, afirma Marcos Saraiva, diretor executivo da MSP Estúdios. “É mais uma forma de mostrar como nossos personagens atravessam o tempo e continuam inspirando diferentes formas de expressão cultural.”
Peças para vestir com memória
A coleção é feita para andar — mas também para lembrar. São jaquetas jeans utilitárias com cortes retos, moletons encorpados, camisetas com estampas exclusivas, calças baggy e uma linha completa de acessórios, como bonés, gorros, meias e bags. Os shapes de skate, feitos em maple canadense, reforçam o compromisso com qualidade e performance. Tudo com bordados de alta definição e cores que misturam o universo da Turma da Mônica com referências visuais da década de 70.
Onde está disponível?
Os preços vão de R$ 59,90 a R$ 699,90. E a regra é clara: edição limitada, sem reposições. A coleção já está disponível no site oficial da Tupode e em lojas parceiras. E como toda boa história em quadrinhos… essa também pode acabar rápido.
Com a estreia de Superman abrindo oficialmente os caminhos do novo DC Universe (DCU) nos cinemas, é a televisão quem assume agora o protagonismo na construção dessa narrativa ambiciosa. E o próximo capítulo dessa história chega em 21 de agosto de 2025, com a aguardada segunda temporada de Pacificador, série estrelada por John Cena e comandada mais uma vez por James Gunn.
Mais do que uma continuação, a nova temporada é apontada por Gunn como um ponto de virada fundamental para entender o que vem pela frente no universo compartilhado da DC. Em entrevista recente para o ScreenRant, o diretor e co-CEO da DC Studios reforçou que os episódios trarão revelações inesperadas: “Sim, teremos um grande evento. E não é o que ninguém pensa. Não é o que alguém imaginaria. Mas acho que se as pessoas assistirem à próxima temporada de Pacificador, verão para onde muitas dessas coisas vão e terão uma noção um pouco melhor do que talvez possa acontecer.”
De piada interna a protagonista do DCU
Quando surgiu como coadjuvante no filme O Esquadrão Suicida (2021), o personagem Christopher Smith parecia mais uma piada violenta do que um herói com futuro promissor. Mas nas mãos de Gunn e com a entrega de John Cena, Pacificador virou uma das produções mais surpreendentes do universo DC — irreverente, afiada e emocionalmente mais profunda do que o esperado.
A nova temporada promete manter essa identidade provocadora, mas com um peso ainda maior dentro da mitologia da DC, conectando diretamente o que foi apresentado em Superman e antecipando eventos futuros.
Frank Grillo reforça o elenco e costura o passado da franquia
Um dos destaques da nova leva de episódios é a chegada de Frank Grillo (The Purge, Revanche, Capitão América: Soldado Invernal) como Rick Flag Sr., pai do personagem vivido por Joel Kinnaman nos dois filmes do Esquadrão Suicida. A escolha do ator reforça o compromisso do novo DCU com a interligação entre personagens, mídias e fases anteriores da franquia, criando pontes narrativas entre passado e futuro.
Grillo já interpretou o personagem na animação Comando das Criaturas e foi confirmado também no próximo longa do Superman, indicando que Rick Flag Sr. será uma figura recorrente — e possivelmente decisiva — nos planos maiores de Gunn.
A HBO Max como vitrine do novo DCU
Com o cinema lançando as pedras fundamentais e o streaming conectando as histórias, o modelo narrativo do novo DCU se assemelha ao que Gunn já ajudou a construir na Marvel: múltiplas plataformas, personagens interligados e histórias que se alimentam umas das outras.
Nesse contexto, a HBO Max se torna muito mais do que um canal de exibição — ela é parte ativa do enredo. Pacificador se posiciona como uma série que precisa ser assistida, não apenas por entretenimento, mas porque carrega pistas, relações e revelações cruciais para o futuro da franquia.
Uma nova ordem para heróis (e anti-heróis)
O universo DC sempre foi marcado por arquétipos clássicos: deuses em trajes humanos, dilemas morais elevados e batalhas cósmicas. Mas Pacificador oferece o contraste necessário. É um herói quebrado, egocêntrico e muitas vezes patético, que encontra, aos poucos, humanidade em si mesmo. E é justamente nesse espaço — entre o cômico e o trágico — que a série brilha.
Na edição desta terça-feira, 15 de julho, o The Noite com Danilo Gentili abre espaço para a memória afetiva de uma geração inteira. O palco do programa se transforma em uma verdadeira cápsula do tempo, mergulhando no universo dos videogames clássicos ao receber três nomes que carregam a missão de preservar e celebrar o passado digital do Brasil: Cleber, Gilão e Tiozão, figuras centrais do movimento retrogamer e criadores da Retrocon, o maior evento do gênero no país. As informações são do SBT.
Ao longo da entrevista, o programa passeia por décadas de cultura gamer com afeto, bom humor e muita informação. Com uma curadoria visual digna de museu, o cenário inclui relíquias como consoles raros, cartuchos originais, revistas antigas e joysticks que fizeram história nos lares brasileiros. Entre um segmento e outro, surgem referências ao Atari, ao Mega Drive, ao Phantom System e ao Super Nintendo — todos símbolos de uma era onde soprar o cartucho era parte do ritual de jogar.
A escolha dos convidados não é por acaso: Cleber, Gilão e Tiozão representam uma comunidade apaixonada que não apenas joga, mas preserva, documenta e compartilha uma herança digital muitas vezes esquecida. Através da Retrocon, evento que já movimentou milhares de pessoas, eles promovem encontros entre gerações, unem colecionadores e mantêm viva a memória dos videogames que marcaram época — e moldaram comportamentos.
Com bom humor e emoção, Tiozão relembra seu primeiro contato com videogame: “Meu primeiro contato com videogame foi através dos meus primos. Cheguei lá e tinha um Atari, mas eu nem podia mexer. Não me lembro de jogar, só falava: ‘Legal. Um dia eu quero’. Depois, esse mesmo primo teve, por exemplo, um Super Nintendo, e aí sim, eu joguei”.
A edição especial do The Noite vai além da nostalgia. É um olhar carinhoso para um tempo em que os jogos não exigiam gráficos ultra-realistas para emocionar, apenas boas histórias, trilhas sonoras inesquecíveis e controles com fio. É também um tributo à cultura pop brasileira, que cresceu entre feiras de eletrônicos, locadoras de bairro e tardes intermináveis em frente à televisão de tubo.
A conversa conduzida por Danilo Gentili equilibra leveza com conteúdo. Sem deixar o bom humor de lado, o programa destaca a importância da preservação da memória digital como parte essencial da história da tecnologia e do entretenimento no Brasil.
O cinema, por vezes, se transforma em ponte entre o passado e o presente — uma ponte feita de lembranças, traumas e a difícil arte de não esquecer. É justamente nesse território sensível que se insere O Último Trem de Hiroshima, novo projeto dirigido por James Cameron (Titanic, Avatar), que teve seu primeiro trailer divulgado esta semana e já provoca emoção e expectativa. As informações são do Variety.
Inspirado no livro Ghosts of Hiroshima, do pesquisador Charles Pellegrino (The Ghosts of Vesuvius), o filme narra a história real de Tsutomu Yamaguchi, o homem que sobreviveu às duas maiores tragédias nucleares da humanidade — Hiroshima e Nagasaki — em um intervalo de apenas três dias.
EXCLUSIVE: The official trailer for Charles Pellegrino’s book “Ghosts of Hiroshima” is here. The book will be made into a film directed by three-time Oscar winner James Cameron. The non-fiction title is due out on Aug. 5, a date which coincides with the 80th anniversary of… pic.twitter.com/GoePszom1R
Na madrugada de 6 de agosto de 1945, Yamaguchi estava em Hiroshima a trabalho quando a primeira bomba caiu. Ferido e desorientado, conseguiu embarcar em um trem de volta para sua cidade natal — Nagasaki — na esperança de reencontrar a família. Três dias depois, sobreviveu ao segundo ataque atômico. Mais do que uma ironia do destino, sua jornada se tornou símbolo da resiliência humana diante da destruição total.
A produção pretende explorar não apenas os fatos históricos, mas também o impacto emocional, social e espiritual dessa experiência. O filme propõe uma narrativa íntima e empática, guiada pela pergunta: o que resta do ser humano depois do fim?
James retorna ao cinema com propósito
Conhecido por transformar tragédias em epopeias sensíveis, Cameron retoma seu lugar como contador de histórias humanas. “Este não é um filme de guerra. É um filme sobre humanidade, memória e sobrevivência. E é também um lembrete urgente do que o ser humano é capaz de fazer — e de suportar”, afirmou o diretor em nota à imprensa.
A parceria com Pellegrino, que também trabalhou nos bastidores de Titanic e é profundo conhecedor de catástrofes históricas, garante o compromisso com a veracidade e a profundidade dos relatos. O longa será lançado em 2025, coincidindo com os 80 anos dos bombardeios de Hiroshima e Nagasaki.
Memória viva em cada frame
O trailer já revela um recorte visual impactante, marcado por silêncio, fumaça, sombras humanas gravadas nas paredes. A fotografia aposta na sobriedade, no olhar contemplativo. Mais do que mostrar a explosão, o filme quer mostrar o depois — o que acontece com as vidas interrompidas, com as famílias devastadas, com os que sobrevivem e precisam reaprender a viver.
Segundo fontes ligadas à produção, o filme também contará com depoimentos reais e arquivos históricos inéditos. Cameron pretende dar voz não só a Yamaguchi, mas a uma geração que viu o mundo acabar e ainda assim lutou para reconstruí-lo.
Legado, não espetáculo
Embora envolva efeitos visuais de última geração, o foco não está na grandiosidade tecnológica — mas na dimensão humana do trauma. O filme resgata o horror não como espetáculo, mas como advertência. O diretor espera que o público reflita sobre os perigos da guerra, do esquecimento e da desumanização.
A expectativa é que O Último Trem de Hiroshima percorra festivais internacionais e dispute prêmios importantes, mas seu impacto vai além dos troféus. “Queremos que esse filme seja visto por estudantes, professores, líderes políticos e por qualquer pessoa que acredite que a paz é um esforço coletivo de memória”, disse um dos produtores.
Numa era em que remakes muitas vezes tropeçam na própria sombra, “Lilo & Stitch” fez o que poucos achavam possível: emocionar, surpreender e explodir nas bilheteiras. O live-action da Disney, lançado em março de 2025, atingiu a marca histórica de US$ 1 bilhão em bilheteria mundial, tornando-se o maior filme do ano — e desbancando o poderoso Um Filme Minecraft, que até então liderava com US$ 954 milhões.
Dirigido por Dean Fleischer Camp (Marcel the Shell with Shoes On) e roteirizado por Chris K.T. Bright e Mike Van Waes, o filme é mais do que uma simples releitura: é um mergulho sensível e pulsante no universo de Lilo, a garotinha havaiana cheia de imaginação, e Stitch, um experimento alienígena que parece saído de um pesadelo intergaláctico — mas que encontra nela um lar.
O caos encontra o coração
A dobradinha entre a pequena Maia Kealoha, em sua estreia nas telonas como Lilo, e Chris Sanders, criador e voz original de Stitch, é simplesmente eletrizante. Se na animação de 2002 a relação entre os dois já era encantadora, aqui ela ganha uma profundidade emocional rara. Stitch continua caótico, explosivo e imprevisível — mas agora também é palpável, com texturas e expressões digitais que o transformam num dos personagens mais vivos da Disney nos últimos anos.
A química entre Lilo e sua irmã Nani (vivida por Sydney Agudong) também sustenta o peso emocional da trama, ao retratar uma família que tenta se reconstruir enquanto o mundo insiste em rotulá-la como disfuncional. Em meio a perseguições galácticas, visitas de assistentes sociais e momentos absurdamente engraçados, Lilo & Stitch grita com leveza uma verdade universal: família não é perfeita — é resistência, é caos, é amor que escolhe ficar.
Do Havaí para o mundo — e para o topo
Ambientado com sensibilidade no coração do Havaí, o filme não apenas respeita a cultura local, mas a celebra em cada detalhe: da trilha sonora envolvente às referências visuais que tornam o cenário mais do que um pano de fundo — é uma personagem viva. Com isso, a produção conquistou o público de diferentes gerações, culturas e latitudes. Foi trend no TikTok, dominou memes no Instagram e gerou reações emocionadas no X (antigo Twitter), com fãs compartilhando cenas favoritas sob a hashtag #OhanaÉTudo.
Não por acaso, o filme cresceu semana após semana nas bilheterias, quebrando recordes em mercados como Japão, Brasil, Reino Unido e Filipinas — e atingindo um marco raríssimo: o primeiro live-action da Disney a alcançar US$ 1 bilhão sem ser parte do universo Marvel, Star Wars ou Frozen.
Um marco no coração da Disney
Mais do que um fenômeno financeiro, a animação representa um novo respiro para a Disney. Após um período de críticas a remakes pouco inspirados, o estúdio enfim entrega um filme que conversa com o presente sem trair o passado — e que faz adultos chorarem tanto quanto as crianças riem.
Com o sucesso estrondoso, rumores já apontam para uma continuação ou até uma série derivada no Disney+, além de expansões temáticas nos parques da empresa. Stitch, que já era um ícone do “caos adorável”, agora assume também o posto de embaixador de uma nova era — mais emocional, mais humana, mais universal.
Na madrugada deste sábado, 19 de julho, para domingo, 20, o “Cinema na Madrugada“, da Band, brinda os notívagos e os apaixonados pela sétima arte com um daqueles filmes que soam como um solo de jazz: imprevisível, melancólico e profundamente envolvente. “Poucas e Boas” (Sweet and Lowdown), dirigido por Woody Allen e estrelado por Sean Penn, é mais do que uma homenagem à música — é uma delicada reflexão sobre o amor, o ego e as pequenas tragédias que tornam a vida extraordinariamente humana. Com uma narrativa que mistura ficção e elementos documentais, o longa narra a trajetória fictícia de Emmet Ray, um guitarrista brilhante da era do jazz nos anos 1930, cuja genialidade caminha lado a lado com a autodestruição.
Com sua mistura característica de ironia, humor seco e melancolia existencial, Allen constrói um personagem que, à primeira vista, parece caricato, mas que ganha densidade ao revelar suas contradições internas. Ray é ao mesmo tempo brilhante nos palcos e desastroso fora deles. Sua música é fluida, delicada e profunda. Mas sua vida pessoal é marcada por decisões impensadas, vaidade cega e uma incapacidade quase trágica de se conectar genuinamente com os outros.
Um jazzman autodestrutivo
No universo do jazz, Emmet Ray é tido como o segundo melhor guitarrista do mundo – perdendo apenas para o lendário Django Reinhardt, cuja mera menção ou aparição o faz desmaiar. Emmet é apresentado como um homem desleixado, egocêntrico e mulherengo, que se sustenta inicialmente como cafetão, gastando o que ganha em carros vistosos, roupas chamativas e em um hobby bizarro: atirar em ratos em depósitos de lixo.
Mas o que poderia ser apenas uma caricatura do anti-herói se transforma em uma figura tocante e patética quando ele conhece Hattie, interpretada de forma sublime por Samantha Morton. Muda e de origem humilde, Hattie representa o amor puro e silencioso. Em contraste com o mundo barulhento e caótico de Emmet, ela é calma, acolhedora e sincera. Sua presença é um contraponto à vida frenética do músico, e sua afeição por ele é o tipo de amor que não exige palavras, apenas escuta – algo que, ironicamente, o próprio Emmet nunca soube fazer.
A trilha sonora da decadência
Com um trabalho primoroso de trilha sonora e direção de arte, “Poucas e Boas” nos transporta para o coração da era do jazz com delicadeza e precisão. Os figurinos extravagantes, os salões esfumaçados, os clubes noturnos pulsando ao som de guitarras e contrabaixos – tudo colabora para construir a atmosfera quase nostálgica do filme. Mas é na performance de Sean Penn que o longa encontra seu eixo.
Indicado ao Oscar pelo papel, Penn compõe um Emmet Ray contraditório: vaidoso, mas inseguro; genial, mas infantil. Sua relação com Hattie é marcada por autossabotagem. Embora a ame à sua maneira, Emmet acredita que o casamento arruinaria sua carreira. Ele quer ser livre, mas não sabe lidar com a solidão. Recusa a felicidade estável ao lado de Hattie por um ideal de grandeza artística – uma escolha que se revela profundamente errada quando ele tenta encontrar essa estabilidade em outro lugar.
A queda e a melodia da saudade
Emmet acaba se casando com Blanche Williams, interpretada com charme e veneno por Uma Thurman. Blanche é uma socialite ambiciosa, fascinada por artistas marginalizados, e vê em Ray mais um personagem excêntrico a ser explorado para seus escritos. O relacionamento é frio, distante e, para Ray, um eco vazio da conexão verdadeira que teve com Hattie.
Quando Blanche o trai e Emmet percebe que foi apenas um objeto literário em sua vida, decide procurar Hattie – mas o tempo já passou. Ela seguiu sua vida, casou-se e formou uma família. A música que um dia os uniu agora ecoa apenas na memória de Ray. Em uma das cenas mais comoventes do filme, o músico, tomado pela melancolia e pelo arrependimento, toca uma canção que Hattie adorava e, ao final, quebra seu violão, como quem reconhece que seu talento já não serve de consolo para sua alma despedaçada.
Uma fábula com fundo real
Embora Emmet Ray seja uma figura fictícia, Allen utiliza o formato de falso documentário – com depoimentos de músicos, historiadores e críticos fictícios – para dar verossimilhança à história. Esse recurso não apenas homenageia os músicos esquecidos da era do jazz como também lança luz sobre a linha tênue entre o gênio e o fracasso. Emmet Ray é um personagem inventado, mas poderia ser real: há milhares de artistas geniais que passaram pela história sem reconhecimento, enterrados por seus próprios demônios internos.
O longa também serve como uma meditação sobre o preço da arte. Allen parece perguntar: até que ponto o talento justifica os erros pessoais? É possível separar o artista de sua obra? E o mais pungente: quantas canções inesquecíveis foram escritas por corações partidos demais para viver o que compuseram?
Woody Allen, jazz e decadência
Com “Poucas e Boas”, Woody Allen reafirma sua obsessão com a música, o jazz e os personagens masculinos que não sabem lidar com os sentimentos. O diretor, que já havia flertado com o formato musical em obras anteriores, encontra aqui uma forma madura e sutil de explorar temas recorrentes em sua carreira: o narcisismo, o amor perdido, a autoimagem e o medo do fracasso.
O roteiro é econômico, mas afiado. A câmera não julga Emmet Ray – apenas o observa, com uma curiosidade quase clínica, mas não sem empatia. Sean Penn, por sua vez, entrega uma atuação contida, marcada por silêncios significativos e expressões de frustração impotente. Samantha Morton, mesmo sem dizer uma única palavra no filme, rouba a cena com sua presença serena e olhar eloquente.
Um filme sobre perdas inevitáveis
“Poucas e Boas” não é um filme grandioso, nem tenta ser. É uma história pequena, sobre pessoas falhas tentando encontrar alguma beleza no caos que criam ao redor. É, acima de tudo, um lembrete de que nem sempre o talento salva. Que o amor, mesmo quando genuíno, pode ser perdido por orgulho. Que arrependimentos são melodias que tocam para sempre dentro de nós, e que às vezes é tarde demais para consertar o que foi quebrado.