Vale a pena assistir O Agente Secreto? O novo thriller político de Kleber Mendonça Filho é uma experiência poderosa, densa e imperdível

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Se tem um diretor no Brasil que nunca joga seguro, esse é Kleber Mendonça Filho. E em O Agente Secreto, seu novo filme, ele prova mais uma vez que está interessado em muito mais do que apenas contar uma história — ele quer nos colocar dentro dela, nos fazer desconfortáveis, atentos, e, de alguma forma, cúmplices.

O longa, que fez sua estreia mundial em Cannes e saiu de lá coroado com prêmios importantes — incluindo Melhor Direção para Mendonça e Melhor Ator para Wagner Moura — chega aos cinemas brasileiros cercado de expectativa. E com razão. O filme é um daqueles que dividem opiniões, mas dificilmente deixam alguém indiferente.

Recife, 1977: onde tudo ferve

Recife volta a ser o coração pulsante do cinema de Mendonça Filho, mas dessa vez a cidade é outra. A capital pernambucana retratada no filme é sombria, densa, cheia de segredos e câmeras imaginárias. É 1977, época de ditadura, censura e paranoia — e o ar parece pesar a cada esquina.

É nesse cenário que conhecemos Marcelo, um ex-acadêmico que tenta sobreviver à margem do sistema. Só que logo descobrimos que ele também é Armando — e que as identidades, no mundo que o cerca, são tão instáveis quanto a própria noção de verdade.
Wagner Moura dá vida a esse homem dividido com uma intensidade impressionante. Ele é calado, mas fala muito com o olhar. É o tipo de personagem que carrega o peso do país inteiro nos ombros — e de algum modo, a gente sente junto.

Um thriller político que não entrega o jogo

Quem for ao cinema esperando um suspense com tiros, perseguições e conspirações no estilo hollywoodiano pode se frustrar. O longa-metragem é outro tipo de thriller. Aqui, a tensão não vem da ação — vem do não dito, do olhar desconfiado, da sensação de estar sendo observado o tempo todo.

Kleber Mendonça Filho brinca com os códigos do gênero, mas os vira do avesso. Nada é simples, nada é direto. Há momentos em que a trama parece se perder em digressões, em lembranças, em detalhes aparentemente banais — mas é aí que o diretor encontra a força de seu cinema. Cada fragmento, cada corte, cada silêncio constrói algo maior: o retrato de um país tentando se entender.

E é impossível não notar o paralelo com o presente. Ainda que a história se passe em 1977, há ecos que ressoam até hoje — o controle, o medo, a manipulação da verdade. Mendonça parece dizer, com ironia e tristeza: o tempo passa, mas o jogo continua o mesmo.

Wagner Moura, em estado de arte

É impossível falar de O Agente Secreto sem destacar Wagner Moura. O ator, que há tempos vem equilibrando grandes produções e projetos autorais, entrega aqui uma de suas performances mais complexas. Seu personagem é um enigma: intelectual, fugitivo, idealista e, ao mesmo tempo, cúmplice de seu próprio silêncio.

Há uma cena — sem spoilers — em que Armando simplesmente observa o reflexo de si mesmo em uma janela suja, enquanto uma rádio toca notícias do regime. É um momento de puro cinema, onde nada acontece e tudo acontece. Moura segura a câmera com o olhar, e a gente entende por que ele saiu de Cannes com o prêmio de Melhor Ator.

O elenco de apoio também se destaca: Maria Fernanda Cândido é pura elegância e firmeza; Gabriel Leone traz juventude e inquietação; Alice Carvalho surpreende em uma presença breve, mas intensa; e Udo Kier empresta ao filme aquela aura enigmática que só ele tem.

Um espelho, não um retrato

No fundo, a trama é menos sobre espionagem e mais sobre memória. É um filme que nos faz pensar sobre o que escondemos, o que preferimos não ver, e o que fingimos ter esquecido.
É cinema que pede envolvimento — o tipo de obra que não acaba nos créditos finais, mas continua ecoando depois, nas conversas, nos silêncios, na sensação de que há algo de nós ali.

Talvez por isso o público saia do cinema com sentimentos mistos: fascínio, confusão, angústia. E isso é ótimo. Porque Mendonça não quer respostas. Ele quer diálogo. Quer que a gente se perca um pouco — para se encontrar em outro lugar.

Vale a pena assistir?

Vale — e muito.
Mas não vá esperando um passatempo. O Agente Secreto é daqueles filmes que pedem tempo, atenção e entrega. Ele não facilita, não explica, não embala. E é justamente isso que o torna tão poderoso.

É cinema feito com coragem, com inteligência e com amor pelo que o cinema pode ser: um instrumento de reflexão, de resistência e de arte.

Mario volta com tudo! Universal libera primeiro trailer de “Super Mario Galaxy: O Filme”

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L to R: Mario, Bowser, and Luigi in Nintendo and Illumination’s THE SUPER MARIO GALAXY MOVIE, directed by Aaron Horvath and Michael Jelenic.

A Universal Pictures finalmente deu o que os fãs estavam esperando: o primeiro trailer oficial de Super Mario Galaxy: O Filme saiu, e promete levar o encanador mais famoso do mundo para uma aventura ainda maior e mais divertida. Depois do sucesso do primeiro filme lançado em 2023, que conquistou tanto a crítica quanto o público, a sequência chega com estreia marcada para abril de 2026 nos cinemas brasileiros. E já dá pra sentir no trailer que vai ser uma viagem e tanto!

O longa é mais uma parceria da Illumination com a Nintendo, mantendo a mesma equipe do primeiro filme: Aaron Horvath e Michael Jelenic na direção, Matthew Fogel no roteiro e Brian Tyler na trilha sonora. Ou seja, quem gostou do clima do filme anterior pode esperar mais do mesmo – só que maior, mais colorido e, claro, mais espacial.

Mario e sua turma estão de volta

No trailer, vemos Mario e seus amigos enfrentando novos desafios em galáxias cheias de cores, planetas malucos e cenários que parecem saídos diretamente do jogo Super Mario Galaxy (2007). Mario, dublado por Chris Pratt, continua cheio de energia e carisma, enquanto Anya Taylor-Joy volta como Princesa Peach, mostrando que não está só para ser resgatada.

O irmão atrapalhado Luigi, dublado por Charlie Day, também retorna, trazendo aquela mistura de medo e coragem que os fãs adoram. Já o vilão Bowser, com a voz de Jack Black, promete ser tão ameaçador quanto engraçado, mantendo o humor que marcou o filme de 2023. E não podemos esquecer de Toad (Keegan-Michael Key) e Kamek (Kevin Michael Richardson), que ajudam a dar aquela pitada de diversão e confusão que todo filme do Mario precisa.

Uma aventura nas estrelas

O grande diferencial deste filme é que a história sai do Reino dos Cogumelos e vai parar no espaço. Mario e seus amigos têm que enfrentar um novo vilão e embarcar em uma missão intergaláctica cheia de ação, desafios malucos e, claro, muitas risadas. O trailer mostra planetas flutuantes, gravidade maluca e até power-ups que lembram diretamente o jogo, dando aquela sensação de nostalgia que qualquer fã vai amar.

Além da aventura, o filme promete momentos emocionantes. É aquele tipo de história que fala sobre amizade, coragem e união, mas sem perder o humor que a franquia sempre teve. A Princesa Peach, por exemplo, tem participação ativa e mostra que pode sim liderar e salvar o dia, reforçando uma narrativa mais moderna e inclusiva.

Por que a gente está animado

Se o primeiro filme era divertido, emocionante e cheio de referências, a sequência promete elevar tudo isso a outro nível. A ideia de levar Mario, Luigi, Peach e companhia para o espaço dá liberdade para criar situações malucas, risadas garantidas e momentos emocionantes, tudo enquanto homenageia os jogos clássicos que marcaram gerações.

Para quem é fã da Nintendo, é uma chance de ver os personagens ganhando vida de um jeito que só o cinema consegue proporcionar. Para quem nunca jogou Mario, é a oportunidade perfeita de entrar nesse universo de aventuras, cores e gargalhadas.

A estreia, marcada para abril de 2026, promete ser um dos grandes lançamentos de animação do ano, unindo nostalgia, diversão e inovação em um só filme. E pelo trailer, já dá pra sentir que Mario continua sendo o herói que conquistou o mundo – agora, literalmente, entre as estrelas.

Truque de Mestre – O 3º Ato inaugura sua jornada no Brasil com força total e lidera as bilheterias — e esse é só o começo

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Existe algo especial quando uma franquia retorna após anos adormecida. Não é apenas nostalgia; é a sensação de reencontrar um universo que parecia ter ficado parado no tempo, à espera do momento certo para ser revisitado. Foi com esse clima de reencontro que Truque de Mestre: O 3º Ato desembarcou nas salas de cinema brasileiras, iniciando sua jornada de maneira estrondosa. O novo filme da Lionsgate vendeu impressionantes 66 mil ingressos apenas no dia de estreia no Brasil, superando não só o primeiro longa da saga, mas também a sequência lançada em 2016. Os números isolados falam muito — e ao mesmo tempo dizem tão pouco perto do impacto emocional que esta estreia representa para os fãs que acompanharam, desde 2013, a evolução dos Cavaleiros e o mistério em torno da organização secreta conhecida como “O Olho”. As informações são do Omelete.

Diferente de outras franquias que aparecem nas telonas quase anualmente, Truque de Mestre sempre operou em outro ritmo. O primeiro filme foi uma surpresa mundial, atraindo o público por seu humor esperto, pelos truques grandiosos e pela combinação de carisma e mistério que envolvia o grupo dos Cavaleiros. A sequência, em 2016, veio reforçar o caráter global da franquia, expandindo o tabuleiro e levando a história para outros níveis de complexidade. Depois disso, um hiato prolongado tomou conta do universo. Durante quase dez anos, o que se viu foram rumores, entrevistas vagas, mudanças de equipe criativa e uma série de pistas que, ironicamente, pareciam parte de um truque de ilusionismo onde o filme estaria sempre por vir — até que finalmente chegou.

Dirigido por Ruben Fleischer, conhecido por seu ritmo energético e por sua facilidade em equilibrar ação com humor, O 3º Ato representa tanto um retorno quanto uma reinvenção. Fleischer assume o controle de uma franquia que sempre foi marcada pela style over explanation, ou seja, pelo espetáculo visual que se sobrepõe às explicações detalhadas — algo que, na verdade, sempre funcionou muito bem dentro da proposta. A marca registrada de Truque de Mestre sempre foi o encantamento do público, que assiste a cenas impossíveis sabendo que há truques e reviravoltas sendo preparados nos bastidores. E, desta vez, o diretor abraça totalmente esse espírito, criando uma experiência que parece ainda mais ambiciosa e mais consciente de suas próprias forças.

O roteiro do novo filme fica por conta de Eric Warren Singer, Seth Grahame-Smith e Michael Lesslie, um trio que combina estilos diferentes, mas que funciona surpreendentemente bem ao unir passado e futuro da franquia. As ideias, lapidadas ao longo de quase uma década de desenvolvimento, conduzem o público de volta ao universo do Olho com mais profundidade do que nunca. Essa organização secreta, sempre envolta em mistério, ganha agora camadas inéditas, explorando não apenas sua estrutura, mas também seus conflitos internos e seu papel no cenário global. No centro dessa rede de segredos, claro, continuam os Cavaleiros — agora mais maduros, mais autocríticos e, ao mesmo tempo, mais desafiados do que nunca.

A volta dos Cavaleiros originais é uma das grandes forças do novo longa. Ver Jesse Eisenberg retomando seu papel como J. Daniel Atlas é reencontrar o ego inflado mais carismático do cinema recente. Woody Harrelson retorna com toda a irreverência que só ele sabe entregar, trazendo novamente o duplo papel com humor afiado e timing impecável. Dave Franco, sempre com seu charme despretensioso, segue como a peça mais leve e, ao mesmo tempo, mais humana do grupo. Mark Ruffalo, por sua vez, volta a mergulhar no emocionalmente complexo Dylan Rhodes, um personagem que nunca esteve totalmente em paz consigo mesmo ou com suas escolhas. E, claro, há Morgan Freeman — possivelmente a presença mais icônica de toda a franquia — novamente envolvido no jogo duplo que permeia sua trajetória desde o primeiro filme.

Mas o retorno que mais mexeu com a nostalgia dos fãs foi, sem dúvida, o de Isla Fisher. Ausente no segundo filme, sua personagem, Henley Reeves, sempre foi vista como uma alma necessária entre os Cavaleiros, alguém que equilibrava as personalidades fortes do grupo e adicionava um toque emocional que fez muita falta. Sua volta não é apenas um presente aos fãs: ela reestrutura a dinâmica do grupo, trazendo de volta uma peça essencial para que o quebra-cabeça funcione como nos velhos tempos.

A franquia, no entanto, não vive só de nostalgia. A nova produção aposta com força na introdução de uma nova geração de ilusionistas, ampliando o universo narrativo e preparando o terreno para histórias futuras. Justice Smith, Dominic Sessa e Ariana Greenblatt interpretam um trio de jovens mágicos que ganharam fama ao imitar — ou melhor, reinterpretar — os truques dos Cavaleiros originais. Esses “mágicos imitadores” chamam atenção do Olho justamente por sua irreverência, criatividade e pela obsessão em decifrar cada movimento dos ídolos. O filme transforma essa admiração em uma parceria improvável e dinâmica, onde a nova geração precisa aprender que nem tudo na magia é técnica: há intuição, coragem, risco e, sobretudo, responsabilidade.

Esse encontro entre veteranos e novatos cria uma das atmosferas mais cativantes do filme. A passagem de bastão é sugerida, mas nunca forçada. O convívio entre as duas gerações é marcado tanto por humor quanto por tensão, já que os jovens ilusionistas não estão acostumados à disciplina do Olho, enquanto os Cavaleiros precisam lidar com a dura realidade de que talvez ninguém seja insubstituível. A sensação que fica é a de que a franquia encontrou um caminho seguro para se reinventar sem jamais se descaracterizar.

Para completar o elenco, a presença de Rosamund Pike eleva o nível da narrativa. Pike interpreta Veronika Vanderberg, líder de um império global de diamantes que opera sob uma fachada de tradição, mas que na verdade funciona como um dos sindicatos criminosos mais poderosos do mundo. Sua personagem tem a frieza calculada que lembra alguns de seus papéis mais memoráveis, mas acrescenta algo novo: uma inteligência estratégica que desafia diretamente o coração da ilusão criada pelos Cavaleiros. Ela é o tipo de antagonista que nunca perde a compostura, mesmo quando descobre que está sendo manipulada. E, justamente por isso, se torna uma ameaça quase intransponível.

O grande golpe do filme gira em torno do “Diamante Coração”, a joia mais valiosa e protegida existente. Guardada por Veronika em um sistema de segurança aparentemente impenetrável, a joia se torna o alvo de uma operação coordenada pelos Cavaleiros e seus novos aprendizes — uma operação que exige não apenas habilidades técnicas, mas também uma grande dose de ousadia. É nesse ponto que O 3º Ato retoma a essência da franquia: truques impossíveis, reviravoltas que desafiam a lógica e sequências filmadas em ritmo frenético, todas preparadas para enganar o espectador tantas vezes quanto for possível.

Nas cenas do assalto, a produção combina truques reais — executados com consultoria de mágicos profissionais — com efeitos modernos que dão escala cinematográfica às ideias originais. A promessa sempre foi equilibrar a magia prática com o espetáculo visual, e aqui a intenção é cumprida com rigor. Os truques são elaborados, mas não parecem artificiais; os golpes têm lógica interna, mas nunca revelam tudo; e o público é constantemente convidado a duvidar do que está vendo. Esse é o encanto da franquia: a ilusão é tão importante quanto a revelação.

It: Bem-Vindos a Derry | O palhaço retorna para assombrar uma nova geração em trailer tenso dos episódios finais

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Existem histórias que nunca nos abandonam. Algumas continuam ecoando anos depois, como se esperassem apenas o momento certo para ressurgir das sombras. Quando a HBO divulgou o novo trailer dos episódios finais de It: Bem-Vindos a Derry, essa sensação voltou com força total. De repente, parecia que todos estávamos novamente diante daquele frio na espinha que só Pennywise é capaz de provocar.

O vídeo traz o retorno triunfal — e perturbador — de Bill Skarsgård (Barbarian, Hemlock Grove) como o palhaço mais sinistro da cultura pop moderna. Em poucos segundos, fica claro que o ator retomou não apenas o personagem, mas a energia cruel e imprevisível que marcou seus filmes anteriores. O trailer não apenas atiça a nostalgia dos fãs de Stephen King; ele confirma que a série quer ir ainda mais fundo na mitologia que liga Derry ao mal absoluto. Abaixo, confira o vídeo:

Quando o projeto da série foi anunciado, as dúvidas sobre o retorno de Skarsgård dominaram as redes. O ator havia dito em entrevistas que apoiaria outro intérprete assumir o papel, mas o convite dos produtores Andy Muschietti (A Coisa, The Flash), Barbara Muschietti (Mama) e Jason Fuchs (Mulher-Maravilha) falou mais alto.

E que sorte para o público.

Ter Skarsgård novamente dá ao projeto uma consistência rara. Ele não interpreta Pennywise — ele encarna o mal em sua forma mais teatral, desconfortável e atraente. No trailer final, seu olhar deslocado, o sorriso que nunca chega aos olhos e a fisicalidade quase animal voltam com ainda mais intensidade, como se Pennywise estivesse em seu auge de poder nos anos 1960.

A série ganha outra dimensão com sua presença. A ponte entre os filmes e a narrativa seriada deixa de ser apenas estética e se torna emocional.

Welcome to Derry se passa em 1962 e acompanha um casal afro-americano que chega à cidade em busca de um recomeço. O marido, Jovan Adepo (Watchmen, Babylon), entrega uma atuação sólida e dolorosa como Leroy Hanlon, um homem que tenta proteger a família enquanto percebe que a cidade guarda algo profundamente errado. Ao seu lado, Taylour Paige (Zola, Ma Rainey’s Black Bottom) interpreta Charlotte Hanlon com uma mistura poderosa de fragilidade e força, capturando o impacto emocional de viver num ambiente hostil — e não apenas por causa de Pennywise.

A trama ganha camadas ao combinar o sobrenatural com o terror social da época. 1962 foi um ano marcado por tensões raciais, e a série retrata isso de maneira sensível e contundente. O preconceito, o medo do outro, o silêncio desconfortável dos vizinhos — tudo contribui para uma atmosfera sufocante.

O desaparecimento de uma menina logo após a chegada da família funciona como gatilho para que os horrores de Derry comecem a emergir. E à medida que a cidade se fecha, o público percebe que essa hostilidade humana é tão perigosa quanto o palhaço que espreita nos cantos escuros.

Além dos protagonistas, Welcome to Derry conta com um elenco que amplia o mistério e a densidade dramática. Chris Chalk (Perry Mason, Narcos) interpreta Dick Hallorann em sua juventude — um aceno delicioso para os fãs de O Iluminado. Sua presença sugere que o universo de Stephen King pode estar mais interligado do que imaginávamos.

James Remar (Dexter, Gotham) surge como uma figura sombria da cidade, alguém que sabe mais do que diz. Stephen Rider (Daredevil, Instinto Selvagem) adiciona tensão com seu personagem moralmente ambíguo, enquanto Madeleine Stowe (Revenge, O Último dos Moicanos) entrega uma performance carregada de melancolia, típica das mães e viúvas que povoam as histórias de King. Já Rudy Mancuso (Música, The Flash) traz um contraste interessante ao elenco, com uma energia jovem que rapidamente é engolida pela escuridão crescente da cidade.

Cada um deles parece carregar um fragmento de Derry consigo — como se a cidade estivesse moldando seus habitantes há décadas.

A cidade como personagem — e a longa jornada para as telas

Um dos maiores trunfos de Welcome to Derry é transformar o próprio espaço geográfico em personagem. As fachadas antigas, as ruas vazias, a neblina que invade as manhãs — tudo parece estar sempre à beira de revelar algo terrível.

As filmagens começaram em maio de 2023 em Toronto, Hamilton e Port Hope, cidade que já havia servido de “Derry” nos filmes anteriores. Port Hope, com suas lojas antigas e arquitetura pitoresca, retorna aqui mais sombria, mais silenciosa, mais decadente.

Mas a produção enfrentou um obstáculo gigantesco: a greve da SAG-AFTRA de 2023. O trabalho foi interrompido por meses, criando um hiato que deixou fãs e equipe ansiosos. Só em agosto de 2024 surgiram as primeiras confirmações de que a temporada havia sido concluída — e que o título oficial seria It: Bem-Vindos a Derry.

A espera foi longa, mas não em vão. A série chegou à HBO e HBO MAX em 26 de outubro de 2025 com seus nove episódios, e rapidamente se tornou um dos lançamentos mais comentados do ano.

Saiba qual filme vai passar no Cine Aventura deste sábado (10) na Record TV

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O Cine Aventura deste sábado, 10 de janeiro de 2026, exibe na Record o filme A Onda dos Sonhos 2, produção lançada em 2011 que aposta em uma combinação de drama juvenil, aventura e surfe. Apesar de carregar o título de um sucesso dos anos 2000, o longa funciona como uma história independente, sem ligação direta com o primeiro filme e sem o retorno de personagens ou atores da obra original.

Dirigido por Mike Elliott, o filme foi lançado diretamente em vídeo e traz no elenco Sasha Jackson, Elizabeth Mathis, Ben Milliken e Sharni Vinson. Na época de sua estreia, o longa recebeu críticas majoritariamente negativas, principalmente pela narrativa previsível e pelo desenvolvimento irregular dos conflitos, mas ainda assim conquistou espaço entre o público jovem por seu visual ensolarado e pela temática inspiradora ligada ao esporte e à superação pessoal.

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, a trama acompanha Dana, interpretada por Sasha Jackson, uma jovem californiana que encontra no diário de sua mãe falecida um chamado inesperado para mudar de vida. Entre fotos antigas e relatos de viagens, Dana descobre o passado da mãe como surfista na África do Sul e decide seguir seus passos, visitando os mesmos lugares e, principalmente, encarando o desafio que sua mãe nunca conseguiu cumprir: surfar em Jeffreys Bay, um dos picos mais famosos e perigosos do mundo.

Sozinha, Dana parte para o continente africano enquanto seu pai, vivido por Gideon Emery, está ausente por conta do trabalho. Ainda durante a viagem, ela conhece Grant (Chris Fisher), um homem carismático que se oferece para ajudá-la caso ela precise. Já em terra firme, a jovem passa por situações de risco e acaba conhecendo Pushy (Elizabeth Mathis), uma surfista impulsiva que se torna sua principal companhia nessa jornada.

O clima de amizade logo se mistura a rivalidades quando Dana cruza o caminho de Tara (Sharni Vinson), uma surfista patrocinada por uma grande marca. A disputa entre as duas se intensifica no mar e acaba resultando na quebra da prancha de Dana, um objeto de grande valor emocional por ter pertencido à sua mãe. Pouco depois, a protagonista ainda sofre um novo golpe ao ter seus pertences roubados, incluindo uma escultura de madeira que guardava como lembrança familiar.

Abalada, Dana aceita a ajuda de Pushy e passa a viver em um conjunto de cabanas à beira-mar, onde jovens surfistas dividem sonhos, dificuldades e uma rotina simples. É ali que ela conhece Tim (Ben Milliken), um rapaz sensível que rapidamente demonstra interesse por ela. Entre festas improvisadas, treinos nas ondas e conversas à beira da fogueira, Dana começa a reconstruir sua confiança e a se sentir parte de algo novamente.

Decidida a completar a jornada iniciada pela mãe, Dana propõe uma espécie de “odisseia do surfe”, visitando diversos pontos da costa e registrando tudo em fotos. Tara, inicialmente hostil, duvida que a jovem seja capaz de concluir o desafio e aposta contra ela, criando uma tensão que acompanha toda a viagem. Com a ajuda de Grant, que empresta seu caminhão em troca de trabalho em seu restaurante, o grupo segue estrada afora, enfrentando não apenas ondas difíceis, mas também segredos perigosos e conflitos internos.

A narrativa ganha contornos mais dramáticos quando Dana descobre atividades criminosas envolvendo Grant, o que leva a perseguições, brigas e ao rompimento temporário de laços importantes. Em meio a isso, as cabanas onde os surfistas vivem são demolidas pelas autoridades, forçando o grupo a seguir viagem e a encarar o futuro de forma mais madura.

No trecho final, todos seguem rumo a Jeffreys Bay, onde Dana finalmente confronta o maior desafio de sua jornada. O reencontro com o pai traz à tona mágoas antigas, mas também possibilita reconciliação e entendimento. Nas águas de J-Bay, diante de ondas gigantes e de um ambiente dominado por homens, Dana cai, se levanta e prova para si mesma que é capaz de seguir adiante, honrando a memória da mãe.

Onde posso assistir?

Além da exibição no Cine Aventura, A Onda dos Sonhos 2 também está disponível para quem prefere assistir sob demanda. O filme pode ser encontrado no Prime Video, onde é possível alugar a partir de R$ 6,90, permitindo que o público reveja a história a qualquer momento e com a comodidade do streaming, sem depender da programação da TV aberta.

Otávio Mesquita e Fabiano Moraes planejam novo quadro de entrevistas no “Operação Mesquita”

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O programa “Operação Mesquita”, exibido nas madrugadas do SBT, pode passar por uma reformulação em breve com a chegada de um novo quadro de entrevistas. O apresentador Otávio Mesquita se reuniu recentemente, em São Paulo, com Fabiano Moraes, publicitário, empresário e quarto colocado da 17ª edição de “A Fazenda”, para alinhar ideias e discutir a criação do projeto, que deve apostar em conversas leves, atuais e conectadas com o entretenimento digital.

A proposta do novo quadro é abrir espaço para entrevistas descontraídas com nomes da cena artística, influenciadores e criadores de conteúdo, aproximando ainda mais o programa do público que acompanha tanto a televisão quanto as redes sociais. Segundo Fabiano Moraes, a conversa foi positiva e deixou boas expectativas para o futuro da parceria. A previsão é que a novidade comece a ser desenvolvida e colocada em prática após o Carnaval.

“Foi um encontro muito produtivo. Sempre admirei o trabalho do Otávio Mesquita e acredito que esse quadro tem tudo para dar certo. A ideia é receber convidados interessantes, com conversas leves, espontâneas e que dialoguem com o que o público gosta de assistir hoje”, destacou Moraes.

Renovação constante na TV

Para Otávio Mesquita, a criação de novos formatos é essencial para manter a televisão dinâmica e relevante. À frente do “Operação Mesquita” há mais de uma década, o apresentador reforça a importância de valorizar talentos revelados em realities shows e transformá-los em oportunidades reais dentro da programação.

“A televisão precisa se reinventar o tempo todo. Os realities apresentam pessoas com potencial, carisma e boa comunicação, e o Fabiano é um exemplo disso. Ele fala bem, tem presença de câmera e ideias interessantes. Estamos ajustando os detalhes para colocar esse projeto no ar o quanto antes”, afirmou Mesquita.

O apresentador também ressaltou o respaldo da emissora. Segundo ele, todas as novidades passam por avaliação interna e contam com o apoio do SBT, emissora onde o programa mantém bons índices de audiência nas madrugadas, frequentemente alcançando a vice-liderança.

Destaque em “A Fazenda 17”

Durante sua participação em “A Fazenda 17”, Fabiano Moraes chamou atenção do público pela postura estratégica e pelo bom relacionamento com outros participantes, incluindo Luiz Otávio Mesquita, conhecido como Mesquitinha, filho do apresentador. A afinidade entre os dois acabou sendo um dos pontos comentados da temporada.

Fabiano também se tornou um personagem marcante do reality por optar frequentemente por permanecer no sofá da sede, comportamento que viralizou nas redes sociais, rendeu um apelido carinhoso do público e até inspirou um hit musical entre os fãs do programa. A estratégia, longe de prejudicá-lo, contribuiu para sua permanência no jogo e garantiu sua chegada à reta final da competição.

Marty Supreme | Filme estrelado por Timothée Chalamet se torna a maior bilheteria mundial da A24

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A A24 acaba de alcançar um feito histórico. Com o fechamento da bilheteria desta semana, Marty Supreme se tornou oficialmente o filme de maior arrecadação mundial da trajetória da distribuidora, ultrapassando o fenômeno Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo. O longa dirigido por Josh Safdie atingiu a marca de US$ 147 milhões ao redor do mundo, superando os US$ 144,9 milhões do vencedor do Oscar de 2023 e estabelecendo um novo patamar comercial para o estúdio conhecido por apostar em projetos autorais e fora do óbvio.

Lançado nos cinemas no fim de 2025, Marty Supreme rapidamente deixou claro que não seria apenas mais um título cult da A24. A combinação entre uma história esportiva pouco convencional, ambientação de época e um protagonista magnético conquistou tanto o público quanto a crítica. O resultado não demorou a aparecer: além do sucesso financeiro, o filme recebeu nove indicações ao Oscar 2026, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Ator, consolidando sua força também na temporada de premiações. A cerimônia acontece no dia 15 de março.

Dirigido por Josh Safdie, que assina o roteiro ao lado de Ronald Bronstein, o filme marca o primeiro trabalho solo do cineasta desde O Prazer de Ser Roubado, lançado em 2008. Conhecido por seu estilo intenso e personagens à margem, Safdie encontra aqui um equilíbrio curioso entre drama, humor e esporte. A trama acompanha Marty Mauser, um jogador fictício de tênis de mesa nos anos 1950, vagamente inspirado no lendário Marty Reisman, figura conhecida tanto por seu talento quanto por sua personalidade controversa.

O papel principal ficou nas mãos de Timothée Chalamet, que entrega uma atuação cheia de energia, vulnerabilidade e ambição. Sua composição de Marty é a de um homem movido por sonhos grandes demais para o mundo em que vive, disposto a atravessar limites morais e pessoais para alcançar reconhecimento. A performance rendeu a Chalamet um Globo de Ouro e um Critics’ Choice Award, além de indicações nas principais premiações da temporada.

O elenco de apoio também chama atenção. Gwyneth Paltrow, Odessa A’zion, Fran Drescher, Tyler Okonma, Abel Ferrara e Kevin O’Leary ajudam a construir um universo vibrante e cheio de contrastes, refletindo a instabilidade emocional e social do protagonista. Odessa A’zion, em especial, ganhou destaque com sua personagem e recebeu indicações importantes como atriz coadjuvante.

O projeto começou a ser desenvolvido ainda em 2018, quando Safdie teve contato com o livro de memórias de Marty Reisman, publicado em 1974. A partir daí, o diretor visualizou uma história que fosse além do esporte, usando o tênis de mesa como pano de fundo para falar sobre ego, sobrevivência e o desejo obsessivo por validação. O encontro com Chalamet no mesmo ano selou o destino do filme, embora o anúncio oficial só tenha acontecido em julho de 2024, após um longo período de desenvolvimento.

Visualmente, Marty Supreme também se destaca. O diretor de fotografia Darius Khondji optou por filmar em película 35 mm, dando ao longa uma textura clássica que reforça a ambientação dos anos 1950. A trilha sonora ficou a cargo de Daniel Lopatin, colaborador frequente de Safdie, enquanto o design de produção liderado por Jack Fisk recria com riqueza de detalhes o universo urbano e esportivo da época.

A estreia aconteceu de forma discreta, como uma exibição secreta no Festival de Cinema de Nova York, em outubro de 2025. Pouco depois, o lançamento comercial nos Estados Unidos, no dia 25 de dezembro, mostrou que o filme tinha potencial para ir muito além do circuito alternativo. Em apenas seis salas, o longa registrou a maior média por cinema da história da A24, um indicativo claro de que algo especial estava em mãos.

Novocaine: À Prova de Dor ganha trailer final repleto de ação e violência

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A Sony Pictures lançou o trailer final de Novocaine: À Prova de Dor, novo thriller de ação estrelado por Jack Quaid (The Boys, Oppenheimer, Pânico V). O filme chega aos cinemas brasileiros em 13 de março e promete muita adrenalina, pancadaria e um protagonista bem fora do comum.

Na trama, Quaid interpreta Nathan Caine, um cara que nasceu com Insensibilidade Congênita à Dor (CIPA) – um distúrbio raríssimo que o impede de sentir dor física. Desde pequeno, ele precisou de uma série de adaptações para sobreviver, como triturar a comida para não mastigar a própria língua e cronometrar as idas ao banheiro. Mas sua vida pacata muda drasticamente quando um grupo de criminosos invade o banco onde trabalha e faz sua namorada refém. Sem medo de se machucar (literalmente!), ele parte em uma missão desesperada para resgatá-la, transformando sua condição em sua maior vantagem.

O elenco de peso traz Amber Midthunder (Prey, Legion, A Estrada 47), Jacob Batalon (Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa, Meninas Malvadas 2024), Betty Gabriel (Corra!, Upgrade, Os Inocentes), Matt Walsh (Se Beber, Não Case!, Ted, A Entrevista), e Ray Nicholson (Panic, Licorice Pizza, Nosso Último Verão).

O roteiro é assinado por Lars Jacobson, e a direção fica por conta de Robert Olsen e Dan Berk (Vingança FM, Body, Os Assassinos do Amanhã). Além disso, Novocaine é a primeira produção do novo selo Infrared, da FilmNation Entertainment, que promete trazer filmes de ação mais intensos e diferenciados.

Com um visual estiloso, muita pancadaria e aquele humor ácido que mistura violência e momentos insanos, Novocaine tem tudo para ser um dos filmes de ação mais divertidos do ano. O trailer já deixa claro que a jornada de Nathan será caótica, cheia de explosões, perseguições e lutas brutais – e Jack Quaid, que já provou ser ótimo tanto na ação quanto na comédia, parece estar se divertindo horrores no papel.

Agora é só marcar no calendário: 13 de março nos cinemas! Confira o trailer e prepare-se para sentir (ou não) toda essa pancadaria! 🎬

Resumo da novela Cara e Coroa de sexta-feira, 02/05 (Viva)

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Capítulo 223 de Cara e Coroa – Sexta, 02 de maio de 2025

A tensão cresce quando Mauro, furioso, percebe que o jornal deu apoio a Fernanda e não a ele, como esperava. Com os nervos à flor da pele, ele exige que Amorim vá até Fernanda e a traga até ele. A raiva de Mauro é visível, e ele está disposto a fazer o que for necessário para reverter a situação a seu favor, sem medir as consequências.

Enquanto isso, Mauro faz uma ligação para Antenor, pedindo que ele o ajude a resolver um problema urgente. Ele pede que Antenor leve dinheiro e sua filha, Belinha, até ele. A ansiedade de Mauro é palpável, e ele sabe que precisa de Belinha ao seu lado para garantir o que quer. A relação entre pai e filha se torna cada vez mais complexa, com segredos e manipulações no ar.

Dinda e Vivi, em um momento de confidência, discutem sobre a possibilidade de Belinha estar envolvida no quadro de Geninho. Elas trocam ideias sobre o que isso poderia significar, e uma sensação de alerta começa a pairar no ar. A preocupação com o destino de Belinha cresce à medida que as peças desse quebra-cabeça vão se encaixando.

Juan, em uma tentativa de evitar que Cacilda descubra o que está acontecendo em Porto do Céu, decide esconder o jornal. Ele sabe que, se Cacilda souber o que está acontecendo, pode decidir voltar para a cidade e colocar tudo a perder. A preocupação de Juan com a reação de Cacilda mostra o quanto ele está investido na situação, tentando controlar cada movimento com cautela.

Enquanto isso, Miguel descobre que Antenor saiu de casa sem dizer nada a ninguém e se preocupa com seu desaparecimento. A ausência repentina de Antenor levanta mais dúvidas e incertezas, deixando Miguel inquieto e com medo de que algo ruim tenha acontecido.

No meio dessa confusão, Geninho consegue convencer Belinha a voltar para casa. Ele a lembra da importância de salvar o avô e do papel crucial que ela pode desempenhar nesse momento crítico. Relutante, Belinha decide ceder e retornar, com a esperança de que suas ações possam fazer a diferença e garantir que seu avô receba a ajuda necessária.

A história ganha mais tensão quando Antenor chega ao encontro de Mauro, trazendo o dinheiro que ele lhe pediu. O encontro entre os dois homens é carregado de expectativa, e o que acontecerá a seguir pode mudar completamente o rumo dos acontecimentos. Cada passo dado por Mauro e Antenor parece ser uma peça importante no tabuleiro de poder e manipulação em Porto do Céu.

Conheça o Skyglass, a passarela de vidro mais insana de Canela (RS)

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Se você está planejando um passeio pela Serra Gaúcha e quer algo que vá além de fondue e passeio de maria-fumaça, segura essa dica: o Skyglass Canela é o tipo de lugar que vai te fazer questionar suas escolhas… especialmente se você tem medo de altura.

Uma passarela no céu? Sim, e de vidro!

Imagina só: você, a mais de 360 metros de altura, pisando numa passarela de vidro transparente, com o Vale da Ferradura inteirinho se estendendo bem debaixo dos seus pés. Parece cena de filme? Parece. Mas é real e fica em Canela, no Rio Grande do Sul. O Skyglass é simplesmente a maior plataforma de vidro da América Latina, e olha… não é pra cardíaco.

A estrutura é tão resistente que aguenta até furacão (literalmente: suportaria ventos de mais de 200 km/h), mas mesmo assim, dá aquele frio na barriga que faz parte da diversão. O visual é de cair o queixo — isso, claro, se você conseguir parar de olhar pra baixo por um segundo.

E se andar no vidro não for o suficiente?

Aí entra o Abusado. E o nome não é à toa. Trata-se de um monotrilho suspenso com cadeirinhas penduradas sob a passarela. Isso mesmo: você fica com os pezinhos no ar, balançando bem acima do vale. Adrenalina pura! Ideal pra quem quer sair com aquele vídeo épico pro Instagram e, claro, testar os próprios limites.

Ah, mas tem museu também!

Se você quiser algo mais pé no chão (literalmente), o parque abriga o Memorial do Ferro de Passar. É isso mesmo, uma coleção de mais de 300 ferros de passar roupa de várias épocas e lugares do mundo. Pode parecer aleatório, mas é bem interessante e rende fotos curiosas. E olha: depois de enfrentar o Skyglass, até ferro de passar parece emocionante.

Onde fica esse paraíso dos corajosos?

O Skyglass está cravado em Canela, mais precisamente na Rua Constante Félix Orsolin, número 9800. O parque abre todos os dias, das 9h30 às 18h, e o ideal é chegar cedo — tanto pra evitar filas quanto pra aproveitar a luz do dia na melhor hora.

Os ingressos variam: a entrada básica dá acesso à passarela e ao museu, mas se quiser incluir o Abusado, prepare-se pra desembolsar um pouco mais. Dá pra comprar online e ainda garantir um descontinho camarada.

Dica de ouro: vá de tênis, leve uma blusa (o vento ali em cima não perdoa) e não esquece o celular — vai por mim, você vai querer registrar tudo.

Se Canela já era conhecida pelo charme europeu e pelo Natal Luz, agora pode se orgulhar também de ser o lugar onde você literalmente anda nas nuvens. O Skyglass é aquele tipo de experiência que mistura medo, euforia e beleza natural num só pacote. E se você sobreviver (brincadeira… ou não), vai sair de lá querendo repetir.

Bora encarar?
Mais infos e ingressos: skyglasscanela.com.br

📸 Dica bônus: Vai com roupa bonita, porque as fotos lá em cima ficam simplesmente cinematográficas. E quem sabe você não viraliza?

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