Crítica – As Tartarugas Ninja: Caos Mutante

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A narrativa hábil e cativante do filme As Tartarugas Ninja: Caos Mutante segue os quatro irmãos notavelmente singulares: Leonardo, Michelangelo, Donatello e Raphael, em sua ávida busca por um senso de pertencimento em um mundo que sempre os condenou ao exílio subterrâneo, alertando-os sobre o inevitável repúdio humano caso se aventurem para fora dos esgotos. No entanto, essa dinâmica intrincada e introspectiva ganha contornos intrigantes quando o destino os coloca frente a frente com April, uma jornalista jovem que, com notável agilidade, insere-se no círculo da amizade dos irmãos. Unidos por laços mais profundos do que o DNA, eles logo se veem confrontados com um inimigo que ameaça não apenas suas existências, mas também a integridade da cidade.

A grande vitória do filme reside na sua decisão consciente de adotar uma abordagem especialmente direcionada ao público adolescente. Tal escolha não apenas permite uma exploração cuidadosa dos traumas e dilemas universais da adolescência, mas também oferece uma rica tapeçaria de momentos descontraídos, humor afiado e uma atmosfera resolutamente contemporânea. O fio narrativo, embora enraizado em elementos de ação e confrontos épicos, floresce graças à sua dinâmica apaixonante e a uma interação fraterna que irradia carisma ao longo do filme.

As Tartarugas Ninja, com sua longa permanência na cultura popular, desfrutaram de presença em filmes, desenhos animados, jogos e quadrinhos, entretanto, ao longo dos anos, havia sempre uma sensação latente de que seu potencial mais profundo, tanto em termos de história quanto de desenvolvimento de personagens, não havia sido totalmente explorado. O filme atual finalmente corrige essa lacuna há muito sentida, oferecendo uma perspectiva renovada e envolvente.

Porém, o filme não escapa de uma crítica merecida. Enquanto a dinâmica central e o desenvolvimento dos personagens principais brilham intensamente, a narrativa peca ao tratar os personagens secundários de forma mais superficial. As histórias desses personagens, que poderiam ter contribuído para uma maior profundidade emocional e envolvimento, são apenas tangenciadas, deixando um gosto de insatisfação na boca do espectador. Uma exploração mais profunda desses elementos secundários poderia ter conferido uma camada adicional de riqueza à trama e aos vínculos estabelecidos.

No entanto, apesar dessa falha pontual, o filme triunfa em oferecer uma visão revigorada e emocionante das Tartarugas Ninja, injetando nova vida em uma franquia querida e, ao mesmo tempo, pavimentando o caminho para um potencial futuro brilhante. Sua abordagem centrada na adolescência, o humor bem construído e a dinâmica fraternal apaixonante fazem deste filme uma adição marcante à saga das Tartarugas Ninja.

Crítica – Tár aborda a paixão pela arte, assédio e identidade de gênero

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O aclamado drama psicológico de 2023 é uma obra magistral de Todd Field, que assina a direção, o roteiro e a produção. Com Cate Blanchett em uma performance deslumbrante, o filme não só figura entre os favoritos do Oscar em seis categorias, como também é um forte candidato para garantir algumas vitórias, especialmente para Blanchett na categoria de Melhor Atriz. Vale lembrar que ela já conquistou o prêmio anteriormente por “Blue Jasmine” em 2014 e também venceu como Melhor Atriz Coadjuvante por “O Aviador” em 2005.

A trama centra-se na caída da renomada pianista, compositora e maestrina fictícia Lydia Tár, interpretada com maestria por Blanchett. O elenco de apoio inclui Nina Hoss, Noémie Merlant, Sophie Kauer, Julian Glover, Allan Corduner e Mark Strong. Embora seus desempenhos sejam competentes, não há personagens que se destaquem de forma significativa ao lado da protagonista.

Com uma duração de 2 horas e 38 minutos, “Tár” pode ser desafiador para espectadores que preferem uma narrativa mais ágil. O filme é caracterizado por uma construção lenta e meticulosa, sustentada por diálogos e monólogos extensos que, em alguns momentos, podem parecer cansativos. No entanto, quando a personagem principal está em ação regendo sua orquestra, o ritmo se eleva, e a experiência torna-se particularmente envolvente.

A trilha sonora e a mixagem de som nas cenas orquestrais são espetaculares, intensificando a performance de Blanchett e proporcionando uma imersão ainda mais profunda na narrativa. Sua atuação é afiada e poderosa, refletindo a complexidade da personagem com impressionante profundidade.

O longa-metragem explora temas como a paixão pela arte, assédio, cultura do cancelamento, feminismo, gênero e identidade de gênero. A abordagem destes tópicos pode ressoar de maneira diferente para cada espectador, mas oferece uma reflexão rica e multifacetada.

Com distribuição da Universal Pictures, a produção chega aos cinemas brasileiros em 26 de janeiro. Para aqueles que apreciam uma análise profunda e uma performance intensa, o filme promete ser uma experiência cinematográfica memorável.

Crítica – Beau Tem Medo é uma viagem surrealista a realidade

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Dirigido e roteirizado pelo já notório Ari Aster, o longa-metragem nos mostra mais uma vez que a parceria entre seu diretor e a produtora independente A24 só nos dá bons frutos, a dupla que também foi responsável por Hereditário e Midsommar-O mal não espera a noite, chegou nos cinemas brasileiros Beau tem medo, diferente dos seus precursores, o longa deixou de lado o terror sobrenatural ou relacionado a seitas e trouxe um terror comédia, se é que é possível tratá-lo dessa forma após conseguirmos enxergar e entender os motivos de seus tantos medos, mesmo que estes sejam nos apresentado de formas exageradas e muitas vezes confusas.

Trazendo a premissa de um homem que precisa visitar sua mãe no aniversário de morte de seu pai o longa nos traz no papel principal Joaquin Phoenix que mostra que uma premissa fácil demais nunca é o que deveríamos esperar de Ari Aster, afinal, Beau é extremamente ansioso e solitário, sua mãe Mona é exageradamente odiosa, e as situações que ele enfrenta para chegar à ela são fantasiosas e loucas em níveis absurdos, sim, tudo em exagero, mas sem cansar ou fazer o espectador criar ranço da sua narrativa, afinal, como cansar de uma história que sempre nos apresenta novos entrelaces?

O filme representa de forma fácil, um pesadelo que parece se estender a noite toda, e você nunca sabe se chegou ao fim, pois, sempre que parece está tudo em ordem abre-se uma nova janela, e outra enxurrada de informações nos é jogada, e temos, que assim como nosso protagonista, tentar entender e descobrir o que fazer com aquilo, afinal é loucura demais. O terror vem das coisas mínimas, que todo ser humano tem medo, mas que no filme é amplificado de forma surreal, ter sua casa invadida, suas malas roubadas, acordar na casa de outra pessoa sem ter como sair de lá, está de visita na casa de alguém e ser odiado por alguma pessoa dessa família e coisas assim, tudo apresentado de forma gigantesca para causar mais incômodo ao mesmo tempo que gera familiaridade com as situações, mas claro que o longo não fica nos desconfortos reais e traz o surrealismo para sua narrativa também, sendo num espetáculo no meio da floresta ou um último julgamento  absurdamente parecido com os do coliseu na Roma antiga, e nos entregando mais de um final para o nosso protagonista, o drama mais pesado além da sua completa falta de controle em sua própria vida, é o mommy issues que Beau se concentra, é algo inimaginável e ao mesmo tempo bem real. Embora o personagem de início nos dê certa agonia por não saber o que fazer e sempre perguntar a qualquer figura que seja relativamente mais empoderada que ele, no decorrer do longa ele reduz suas perguntas de o que fazer com sua própria vida e começa a correr e fugir para conseguir vivê-la mesmo que muitas vezes em forma de devaneios.

Para finalizar, a produção se mostra como um filme que se você não conseguir entender o que está acontecendo então vc está no caminho certo, porque muito além do que é mostrado o longa-metragem quer apresentar um resultado que só seria possível com toda aquela bagunça, não existe cena desnecessária pois todas elas fazem parte do processo para um resultado maior, sem contar que quanto mais você assiste mais detalhes você nota e chega a conclusão dele sempre com pensamentos diferentes do que o diretor quis nos mostrar.

Crítica – A primeira Profecia é sombrio e intrigante

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O filme “A Primeira Profecia” emerge como uma prequela do amplamente conhecido “A Profecia”, desvendando os eventos aterrorizantes que antecederam a origem do mal encarnado no filme original. Conduzidos por uma jornada ainda mais sombria e intrigante, somos imersos nos segredos que envolvem a geração de Damien, o icônico personagem que personifica o terror absoluto. Nesta tão aguardada continuação, somos convidados a desvendar os mistérios por trás da concepção do personagem central do filme anterior, uma questão que tem fascinado os telespectadores desde o primeiro filme.

A trama se desenrola em torno da personagem principal, Margareth, enviada para Roma com a missão de servir em um orfanato ligado à igreja. Desde o início, o filme estabelece um clima de inquietação, à medida que Margareth se integra ao orfanato e começa a perceber indícios perturbadores de que algo está profundamente errado naquele ambiente. Seu encontro com Carlitta, uma jovem adolescente que sofre abusos constantes das freiras, desencadeia um processo de questionamento de sua própria fé e das estruturas religiosas que a cercam.

À medida que Margareth se aprofunda em sua investigação, revelações perturbadoras sobre os abusos e maus-tratos dentro da instituição religiosa começam a corroer suas convicções. Cada descoberta desafia sua compreensão do mundo, levando-a a confrontar não apenas os horrores que presencia, mas também as contradições da própria fé que ela sempre seguiu. O filme retrata com sensibilidade a jornada emocional e psicológica de Margareth, enquanto ela enfrenta o colapso de suas crenças diante da extensão da corrupção e violência.

A atmosfera do filme é carregada de desconforto e estranheza, intensificando-se a cada cena. O crescendo de tensão e horror mantém os espectadores em suspense, enquanto as representações vívidas dos abusos enfrentados por Carlitta e outros personagens desafiam a audiência a confrontar o mal em sua forma mais brutal. No entanto, esses momentos de violência não são meramente gratuitos, mas servem como uma exploração profunda das consequências da corrupção e do poder desenfreado.

Uma das características mais marcantes do filme é a maneira como retrata a igreja como uma força criadora do mal, personificada pelo Anticristo. Essa narrativa ousada adiciona uma camada extra de horror, levando os espectadores a questionar não apenas o mal absoluto, mas também a própria natureza da fé e das instituições religiosas. Ao confrontar a ideia de que a fonte do demoníaco pode surgir de dentro das estruturas religiosas, o filme incita uma reflexão perturbadora sobre o poder e a corrupção, aprofundando ainda mais a atmosfera de medo e inquietação que permeia toda a narrativa.

Crítica – Matilda: O Musical é uma incrível adaptação

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Baseado na imaginação do aclamado britânico Roald Dahl, “Matilda: O Musical” chega às telonas da sua TV pelo streaming da Netflix com o objetivo de encantar uma nova geração de espectadores. Repleto de cores vibrantes e coreografias dinâmicas, o filme oferece um frescor à narrativa original e destaca os pontos fortes do longa-metragem. Estrelado por Mara Wilson e dirigido por Danny DeVito, a obra mantém o legado da versão de 1996, trazendo uma nova perspectiva à clássica história.

O filme apresenta um equilíbrio eficaz entre comédia e drama, capturando as travessuras inteligentes de Matilda e sua luta contra seus pais egoístas e negligentes. Os pais, interpretados por Andrea Riseborough e Stephen Graham, retratam a crueldade de forma exagerada, enfatizando a sensação de alienação que Matilda sente. Embora as atuações possam parecer excessivas, elas contribuem para a construção do universo opressivo em que Matilda vive.

Emma Thompson brilha como a infame diretora da escola, cuja crueldade e perversidade criam um verdadeiro inferno para os alunos, incluindo Matilda. A caracterização de Thompson é notável, transformando-a de maneira quase irreconhecível e adicionando uma camada extra de intensidade ao filme.

O filme se destaca com suas apresentações encantadoras e as brilhantes coreografias das crianças e adolescentes que dão vida à história. A trilha sonora, repleta de canções memoráveis, é um dos grandes atrativos do filme, adicionando uma nova dimensão à narrativa e surpreendendo o público com suas performances vibrantes.

Embora não seja uma produção perfeita, a produção é uma celebração animada e divertida que vai além do público infantil, oferecendo entretenimento para todas as idades. Com sua capacidade de renovar um clássico, o filme fecha o ano com uma nota positiva, proporcionando uma experiência cinematográfica prazerosa e inesquecível.

Crítica – A Morte do Demônio: A Ascensão consegue ser original e independente em sua própria história

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O novo filme veio aí para trazer a franquia de volta aos holofotes nesta nova era de remakes, reboots e revivals principalmente no gênero do terror. Trazendo elementos consagrados pelos seus predecessores, o filme ainda consegue ser original e independente em sua própria história.

Produzido pelo criador da franquia original, Sam Raimi, e pelo próprio Ash, Bruce Campbell, o novo filme sai do ambiente conhecido e popularizado pelo original de 1981 -“a cabana abandonada no meio do nada”- e coloca seus protagonistas em um prédio no meio de Los Angeles, mostrando que o mal pode estar mais perto do que você imagina. Aqui, acompanhamos o encontro de uma família com o macabro Livro dos Mortos e o resultado, obviamente, não é nada bom.

O primeiro destaque é para o roteiro, escrito pelo próprio diretor Lee Cronin, que encontra saídas inteligentes, evitando clichês do gênero e até dando um ar de frescor em suas soluções. O roteiro também deixa de lado o humor característico da franquia, seguindo o mesmo caminho do remake de 2013. Confesso que senti falta do “Groovy”, mas todos os outros elementos estavam representados de alguma forma, então espere cenas bastante violentas com milhares de litros de sangue.

Na questão das cenas, elas são excelentes, tudo parece em seu devido lugar para gerar a emoção certa no telespectador, seja ela tensão, aversão ou o clássico medo. Planos criativos são usados, assim como outros já conhecidos, e em nenhum momento isso parece cansativo por haver um balanceamento entre eles, como uma dança de 90 minutos muito bem conduzida. Como já dito antes, o filme usa muito sangue em suas cenas, mas isso não satura a paleta de cores, que compensa com tons mais frios em seus cenários, cortesia de Dave Garbett, que inclusive já havia trabalhado antes na cinematografia de alguns episódios da série “Ash vs. Evil Dead”.

A atuação não deixa a desejar, com os personagens principais nos entregando terror ao mesmo tempo que deixam claro o subtexto do filme. Ellie, a mãe interpretada por Alyssa Sutherland, é o centro disso, sendo a primeira a ser possuída e, ao mesmo tempo em que tenta afastar seus filhos da presença maligna, caça-os na esperança de tê-los ao seu lado mesmo nesse estado, em uma macabra mistura de amor maternal e perversão demoníaca. Também é válido destacar a tia Beth (Lily Sullivan), que se vê na situação de proteger os sobrinhos enquanto luta com os próprios conflitos internos que a levaram até ali.

Finalmente, os fãs mais antigos da franquia podem, assim como em 2013, estranhar o distanciamento do subgênero “Terrir” (junção de terror e comédia), mas deleitar-se com as referências e, é claro, com a possibilidade de sequência que o filme deixa no ar. Já aqueles que não conhecem os outros filmes e só querem um bom filme de terror para assistir, vão encontrar isso e mais no novo capítulo de A Morte do Demônio.

Crítica – Toc Toc Toc: Ecos do Além é um intrigante encontro com a obscuridade familiar

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Na esfera cinematográfica, poucas experiências rivalizam com a surpresa de ser envolvido por uma trama que desafia as expectativas preestabelecidas. O filme emerge como um exemplo marcante desse fenômeno, que habilmente subverte antecipações enquanto mergulha nas profundezas de uma narrativa de suspense. Dirigido por Samuel, cujo comando técnico é notavelmente perturbador, a película estabelece uma atmosfera de inquietação, uma conquista visual que oscila entre o desconforto e a atenção.

O centro da trama orbita em torno de Peter, um infante de oito anos cujo cotidiano com seus peculiares e enigmáticos pais compõe o cenário inicial. O que aparenta ser uma vida comum logo degenera em um tecido de bizarrias, à medida que ecos misteriosos ressoam pelas paredes do quarto de Peter. À mercê de um caleidoscópio de paranoia, sua luta por compreensão e validação é alicerçada em um ambiente crescentemente angustiante. Segredos sombrios de proporções opressivas aguardam, imersos nas entranhas da residência.

O mérito proeminente do filme reside em sua habilidade de perpetuar a insegurança ininterruptamente. O diretor orquestra a trama, utilizando as dimensões físicas da casa para gerar uma atmosfera de claustrofobia e inquietação que perdura. A trilha sonora, repleta de sussurros assombrosos, rangidos melancólicos e passos inaudíveis, amplifica a angústia compartilhada tanto pelo protagonista quanto pela audiência, contribuindo para uma experiência de imersão inegável.

Enquanto Peter se empenha em decifrar os véus da realidade, o filme prazerosamente desafia a fronteira entre veracidade e construção mental, conduzindo a uma análise acerca dos laços parentais e sua integridade. A cada revelação enigmática, a tensão se aprofunda, arrebatando a atenção do espectador e provocando uma ansiedade compulsiva por clareza.

No tocante à atuação, é impossível não enaltecer Antony Starr (no papel de Mark) e Lizzy Caplan (interpretando Carol) como os progenitores de Peter. Sua interpretação magistral os transforma em figuras distantes, exóticas e ameaçadoras, um casamento perfeito com a narrativa.

Ecos do Além se erige como um conto sinistro, uma incursão nos recônditos dos segredos familiares, emaranhando elementos do terror psicológico com a estética do sobrenatural. Ao mesmo tempo, a película explora a psique infantil e as fissuras domésticas, agregando complexidade à trama. Aos entusiastas de obras como Noites Brutais, esta produção promete oferecer uma jornada intrigante e envolvente, capaz de expandir o horizonte das sensações obscuras.”

Crítica – Continência ao Amor é uma apaixonante surpresa da Netflix

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O filme se revela uma inesperada surpresa no catálogo da Netflix, oferecendo uma abordagem fresca e envolvente dentro do gênero drama romântico. Sob a direção de Elizabeth Allen Rosenbaum, a produção explora a redenção e a cura com uma narrativa que mescla os tradicionais clichês apaixonantes com elementos de complexidade emocional.

A trama inicialmente se apresenta como um filme direcionado ao público feminino e aos românticos sonhadores, mas logo revela camadas mais profundas. O enredo gira em torno de um jovem, imerso em um mundo de tráfico e drogas, que encontra uma nova perspectiva ao se alistar no exército dos Estados Unidos e se tornar um fuzileiro naval. Essa escolha representa uma tentativa de transformação e um novo começo para o protagonista.

O filme se destaca por ir além de uma simples história de romance entre duas pessoas distintas. A narrativa traz à tona a história de uma feminista e cantora apaixonada pela música e um jovem fuzileiro naval com visões conservadoras. Juntos, eles decidem simular um casamento para obter os benefícios do governo americano destinados a casais. Esse arranjo, inicialmente pragmático, evolui para um relacionamento genuíno, trazendo à tona a rica dinâmica entre os dois personagens.

Além de sua trama cativante, a produção incorpora elementos da jornada do herói tradicional e presta uma homenagem aos soldados americanos, frequentemente enviados a conflitos incompreensíveis e desgastantes. O filme oferece uma visão respeitosa e reflexiva sobre o sacrifício militar e as complexidades das relações humanas.

Embora o filme possa não revolucionar o gênero de drama romântico, ele compensa com seu charme e leveza. A produção não só entretem, mas também oferece lições valiosas sobre a vida a dois e o verdadeiro significado de uma família, tornando-o uma adição notável ao catálogo da Netflix.

Crítica – Deadpool e Wolverine é uma jornada épica de riso e emoção

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Deadpool e Wolverine” é o novo filme da Disney que promete uma diversão garantida, como um suéter confortável em um dia frio. A estreia oficial em todos os cinemas acontece nesta quinta-feira, 25 de julho. A trama segue Wade Wilson, o Deadpool, que enfrenta uma crise existencial e precisa salvar as pessoas que ama. Para isso, ele se une a um Wolverine alternativo e juntos embarcam em uma jornada épica.

Fiel ao padrão da franquia, o filme mantém a tradicional quebra da quarta parede desde o início. Com piadas que garantem risadas genuínas, o anti-herói mistura humor com comentários sobre questões econômicas e políticas, aumentando a identificação com o personagem. A comédia violenta é bem equilibrada pela presença de Logan, que adiciona uma profundidade emocional à trama. A interação entre o ríspido Logan e o despojado Deadpool proporciona uma dinâmica divertida e envolvente.

A trilha sonora do filme é uma das grandes atrações, com músicas contagiantes que adicionam um toque especial à experiência. O setlist escolhido complementa perfeitamente o humor característico de Deadpool e oferece aos fãs uma série de “easter eggs” que certamente vão arrancar sorrisos.

A relação entre Logan e Wade é fluida e carregada de sarcasmo e ironia, o que enriquece o desenvolvimento de ambos os personagens. A amizade entre eles se constrói de forma agradável e, ao explorar a vida de Logan, o filme provoca uma sensação de nostalgia nos fãs. Ele mostra que, apesar das diferenças, há uma conexão fundamental entre os dois heróis.

Para aqueles que sentiram falta de ver Hugh Jackman no papel de Wolverine, o retorno do ator é particularmente satisfatório, especialmente considerando que a trama tem relevância para o filme “Logan” (2017). Assim, aqueles que se emocionaram com a última aparição de Jackman podem agora sair do cinema com um sorriso no rosto.

“Deadpool e Wolverine” não é apenas um filme de super-heróis, mas sim um filme sobre o conceito de heroísmo. Ele demonstra que ser um herói vai além dos poderes e se concentra na jornada, desejos e desafios que acompanham esse papel. O filme explora, de maneira sutil, a evolução dos personagens através de suas interações e relações.

Em resumo, embora seja previsível no estilo de Deadpool, o filme entrega exatamente o que promete. Em um momento difícil para a Marvel, o longa-metragem chega para alegrar os fãs com momentos de risada, aplausos e até lágrimas. Para quem garantir um ingresso, não se esqueça: há uma cena pós-créditos!

Crítica – O Portal Secreto é repleto de enigmas e mistérios

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A produção é indiscutivelmente um filme envolvente, repleto de enigmas e mistérios que exigem total atenção do espectador para captar e compreender cada detalhe apresentado. Desde o início, somos inseridos em um universo intrigante, onde os segredos se desvelam gradualmente ao longo da narrativa, elucidando cada aparição aparentemente desconexa e conferindo-lhes total sentido.

O protagonista, Paul Carpenter, brilhantemente interpretado por Patrick Gibson, mergulha de cabeça nesses mistérios sem compreendê-los completamente, preparando-se para a reviravolta iminente que está por vir. Ele se verá confrontado com a tarefa de se autoconhecer e se conectar consigo mesmo, a fim de auxiliar na resolução de um dos maiores desafios que lhe foi imposto.

Embora o filme tenha como proposta central o desvendar progressivo dos mistérios, ele apresenta uma interessante problemática ao espectador, que pode se sentir intrigado e confuso durante a primeira metade da trama antes de finalmente entender os acontecimentos. Para aqueles que não têm conhecimento prévio da obra antes de assistir ao filme, essa abordagem pode parecer ousada e até mesmo cansativa, porém, é justamente esse mistério excessivo que desperta a curiosidade e a vontade de descobrir o desfecho.

O longa-metragem habilmente mantém o espectador em suspense, uma vez que os personagens dão indícios de que tudo será resolvido somente no desfecho da história. Essa abordagem narrativa mantém o público envolvido, ansioso para desvendar os enigmas junto com o protagonista e experimentar a satisfação de compreender todas as peças do quebra-cabeça.

Com uma atuação sólida de Patrick Gibson no papel de Paul Carpenter e um enredo repleto de reviravoltas e segredos intrigantes, O Portal Secreto cativa o público ao oferecer uma experiência cinematográfica rica em emoção, desafios intelectuais e reflexões sobre o autoconhecimento e a superação de obstáculos aparentemente insuperáveis. Sem dúvida, é um filme que vale a pena assistir para todos aqueles que apreciam uma trama inteligente e envolvente.

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