Crítica – Godzilla e Kong: O Novo Império oferece uma experiência cinematográfica envolvente

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“O Novo Império” mergulha mais fundo no universo do Monsterverso, seguindo a trama de “Godzilla vs Kong” e ampliando o escopo da franquia com novas e empolgantes adições. Situado predominantemente na Terra Oca, o filme explora com riqueza este ambiente misterioso, revelando um mundo habitado por Titãs e apresentando uma gama de novas criaturas fascinantes. Um dos destaques da narrativa é a jornada de Kong, que não só enfrenta desafios em um território desconhecido, mas também busca descobrir mais sobre a origem de sua espécie. Esta exploração da Terra Oca adiciona uma camada significativa ao enredo, enriquecendo a mitologia estabelecida.

O papel da tribo Iwi, particularmente através da personagem Jia, é central para a história. A conexão entre a tribo e os Titãs é um aspecto interessante, e a habilidade de Jia em comunicar-se com essas criaturas gigantes adiciona uma dimensão única ao enredo. No entanto, essa relação poderia ter sido mais desenvolvida, especialmente no que tange à contribuição de Jia para o clímax do filme. A explicação de como Jia se comunica com os Titãs é bem-vinda e reforça seu papel crucial na trama.

A introdução de novos Titãs, incluindo o antagonista Scar King, é um ponto forte do filme. A confrontação entre Kong e Scar King é uma das sequências mais eletrizantes e bem executadas, proporcionando uma dose saudável de adrenalina e emoção. A batalha final, que inclui Godzilla, Kong e Scar King, é marcada por uma intensidade e um espetáculo visual notáveis. No entanto, os efeitos especiais, embora competentes, não atingem o nível de impressionante que poderia elevar a experiência cinematográfica a novas alturas. A falta de detalhes e um certo nível de realismo esperado prejudicam um pouco o impacto visual.

O longa-metragem oferece uma experiência cinematográfica envolvente e emocionante. As cenas de ação são bem elaboradas e devem satisfazer os entusiastas do gênero, proporcionando uma experiência visualmente estimulante. Em comparação com seu antecessor, esta sequência se destaca como uma melhoria significativa, oferecendo um entretenimento ainda mais gratificante, apesar de alguns aspectos técnicos que poderiam ser aprimorados.

Crítica – Aquaman 2: O Reino Perdido é um encerramento com desafios e promessas

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Foto: Reprodução/ Internet

Após enfrentar uma série de desafios ao longo de sua jornada, a produção, sob a direção de James Wan, chega aos cinemas como a peça final do antigo Universo Compartilhado da DC. Com uma abordagem que mantém o tom leve e divertido de seu antecessor, o filme preserva a identidade visual distinta de Atlântida, aclamada por sua riqueza estética. No entanto, a produção enfrenta alguns obstáculos, como escolhas criativas questionáveis e uma duração excessiva de 2 horas, que podem impactar a experiência do espectador.

A narrativa, apesar de sua simplicidade, é conduzida com competência para garantir entretenimento contínuo. As cenas de ação são bem elaboradas, e o timing das situações cômicas é eficaz, contribuindo para a dinâmica positiva do filme. As interações entre os personagens de Jason Momoa e Patrick Wilson são aprofundadas, adicionando nuances emocionais e conflitos que enriquecem a trama. No entanto, a longa duração do filme pode causar uma sensação de arrastamento, especialmente em momentos em que a narrativa poderia ter sido mais enxuta.

Um dos pontos críticos do filme é a abordagem em relação ao vilão. Apesar do potencial para uma construção mais complexa e envolvente, o antagonista não alcança o impacto esperado, perdendo-se em subtramas que poderiam ter sido mais bem desenvolvidas. Esta lacuna no aproveitamento do potencial do vilão representa uma falha significativa na narrativa, afetando a profundidade e o impacto geral do enredo.

A trama não tenta reinventar o gênero, mas oferece uma experiência sólida e memorável. Uma cena notável envolvendo um polvo, que rouba a cena sempre que aparece, adiciona um toque de originalidade à trama. Este elemento é um exemplo de como o filme consegue inovar dentro de uma estrutura narrativa mais convencional, proporcionando momentos de diversão inesperada.

A cena pós-créditos serve como um ponto de reflexão sobre o fim desta fase do Universo Compartilhado da DC. Embora sugira uma transição, também deixa espaço para especulações sobre o futuro do universo cinematográfico da DC. A expectativa é alta para as próximas produções, com uma promessa de revitalização sob a direção de James Gunn, conhecido por trazer frescor e originalidade a franquias estabelecidas, como demonstrado em “Guardiões da Galáxia”.

O filme marca um encerramento sólido para a fase anterior da DC, misturando elementos familiares com surpresas inesperadas. Apesar de apresentar desafios narrativos e escolhas criativas que poderiam ser aprimoradas, o filme consegue entreter e inovar dentro de certos limites. Agora, o foco está em como os futuros cineastas irão moldar o novo capítulo do Universo Compartilhado da DC, oferecendo novas e emocionantes narrativas que continuem a cativar e surpreender os fãs.

Crítica – 13 exorcismos apresenta experiência de terror e emoção

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O filme é um thriller psicológico espanhol que mergulha nas profundezas do sobrenatural e da fé. Dirigido por Jacobo Martínez, o filme conta a história de Laura, uma jovem de 17 anos que vive em um ambiente rigorosamente religioso, com pais que enfrentaram sofrimentos e impuseram restrições severas à sua vida. Sua rotina regrada é abruptamente interrompida na noite de Halloween, quando Laura, em segredo com sua melhor amiga, se envolve em uma série de eventos sombrios que desencadeiam uma série de exorcismos.

A trama, que se desenrola de maneira envolvente e intrigante, mantém o público atento e ansioso por mais. A habilidade de Martínez em construir tensão e criar um ambiente carregado de suspense é notável, tornando o filme uma experiência cinematográfica intensa e cativante. Cada cena contribui para uma narrativa crescente que culmina em um clímax poderoso e emocional, o que reforça a recomendação para assistir à estreia em grandes telas.

“13 Exorcismos” é um filme que se destaca pela sua direção eficaz e pela profundidade emocional que proporciona aos espectadores. A história de Laura Villegas e seus exorcismos é apresentada com uma intensidade que prende a atenção do público do início ao fim, oferecendo uma experiência cinematográfica que vale a pena ser vivida no cinema.

O elenco é composto por Ruth Díaz, conhecida por “Sob a Pele do Lobo”; Urko Olazabal, de “Maixabel”; e Silma López, que atuou em “Valeria”. Com a produção assinada pela Diamond Films, o longa-metragem está previsto para estrear nos cinemas nesta quinta-feira, 23 de fevereiro. Para quem busca uma imersão em uma narrativa envolvente e emocionante, “13 Exorcismos” promete entregar exatamente isso.

Crítica – Fúria Primitiva é uma jornada de vingança repleta de ação e suspense

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“Fúria Primitiva” traz uma trama intensa e envolvente, centrada em Bob, um homem cuja vida é virada de cabeça para baixo após a trágica morte de sua família. Desde o primeiro momento, a jornada de vingança de Bob prende a atenção do espectador, criando uma conexão emocional imediata e poderosa.

A narrativa é impulsionada pela busca incansável de Bob pelo assassino de sua mãe, um caminho repleto de cenas de ação eletrizantes e suspense de tirar o fôlego. Cada confronto e reviravolta são cuidadosamente construídos para manter o público na ponta da cadeira, gerando uma tensão constante que permeia todo o filme.

As sequências de luta são coreografadas com precisão e intensidade, destacando a habilidade do diretor em criar cenas de ação visualmente impactantes. O suspense é habilmente dosado, mantendo o espectador em um estado de alerta constante, sem nunca perder o ritmo.

No entanto, apesar de seus méritos em termos de entretenimento e execução técnica, o filme enfrenta dificuldades em se destacar em um gênero saturado de histórias de vingança. A trama, embora bem construída, segue uma fórmula já bastante explorada, sem oferecer elementos distintivos que a elevem acima da média. Faltam surpresas verdadeiramente inovadoras ou um aprofundamento psicológico mais profundo dos personagens que poderiam diferenciar o filme de outros semelhantes.

Ainda assim, o longa-metragem cumpre seu propósito de entreter e satisfazer os fãs de filmes de ação e vingança. A performance convincente do elenco e a direção eficaz garantem uma experiência cinematográfica emocionante, mesmo que não memorável. Para aqueles que buscam uma dose de adrenalina e suspense, o filme entrega exatamente isso, ainda que não deixe uma marca duradoura no panorama do cinema de ação.

Resenha – Os Mais Lindos Contos de Fadas tem tudo o que os Grimm nos ofereceram

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Foto: Reprodução/ Internet

Um compilado de contos dos irmãos mais famosos do mundo literário: “Os mais lindos contos de fadas”, dos Irmãos Grimm, editorado pela Excelsior – famosa editora de livros nerds -, edição de capa dura na cor azul, detalhes dourados e sombras quase transparentes na forma de castelos e tudo o que representa um mundo mágico.

Onde melhor encontrar mundo mágico que nos contos deles? Tornaram-se colecionadores de histórias contadas por pessoas nas suas diversas viagens, ficando, assim, conhecidos por suas fantasias sobre princípes, fadas, bruxas e animais falantes.

Esta obra, então, traz a essência pura do que eram os contadores dessas estórias conhecidas entre muitas gerações. Também conta com alguns contos não tão conhecidos, como “O pássaro de ouro”, “Elsie, a esperta” e “Pele de gato”.

São breves, como devem ser os contos, narrados em poucas páginas e de uma leitura rápida e fácil. Para ler no ônibus antes de descer no ponto; na sala, enquanto espera alguém pra sair; na cama, antes de dormir e depois de acordar… Não importa a hora, a obra pode ser lida onde quer que seja, sempre é momento de ler algo dos Grimm.

No início, estranhei alguns pontos, como as histórias se desenrolavam, como terminavam, qual era a ideia daquilo tudo? Quando, na verdade, a experiência de lê-lo é ultrapassar a mesmice e embarcar no diferente. Nada igual ao que consumimos frequentemente quando criança, mas semelhante em absolutamente tudo – apenas com uma gota de Grimm como ingrediente secreto.

Depois desse, darei-me mais chances com contos desse tipo, mas sem esquecer Dica: não devore todos os contos de uma vez, saboreie, viaje no tempo, fique imersa no mundo mágico que esses irmãos escreveram escutando as mais diferentes pessoas. Deixar na cabeceira, embaixo do travesseiro ou ao lado da cama, não importa. Apenas leiam.

Crítica – A Última Festa ou o começo de tantas outras?

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Foto: Reprodução/ Internet

Um filme de comédia romântica, escrito e dirigido por Matheus Souza, chega aos cinemas nesta quinta-feira, 26 de janeiro. A produção é de Diogo Dahl da Coqueirão Pictures e a H2O filmes assina a distribuição. A Última Festa foi rodado em Portugal para imitar o visual do Palácio de Versalhes, mas a elegância não se restringe apenas ao set de filmagem, como se pode perceber nos figurinos altamente caprichosos. No elenco principal temos nomes como Marina Moschen, Christian Malheiros, Giulia Gayoso e Thalita Meneghim. Os quatro amigos, dentro e fora das telas, interpretam, respectivamente: Nina, Nathan, Bianca e Marina.

O filme conta a história de um grupo de amigos em sua festa de formatura do ensino médio, num contexto conturbado que é o período entre o fim da adolescência e começo da fase jovem-adulta. Cada um com perspectivas e personalidades diferentes, enfrentando obstáculos e aprendendo no processo. O longa também traz uma trilha sonora com encaixe perfeito, que auxilia o espectador a se entregar aos sentimentos que as cenas de desilusões amorosas, casais sendo construídos e reviravoltas trazem. É sempre de se esperar que comédias românticas voltadas ao público mais jovem tragam diálogos simples, mas nessa produção pode-se contar com diálogos acessíveis e tão profundos quanto, acerca das reviravoltas da vida e dos relacionamentos que com ela vêm.

O longa relata a última comemoração desses personagens como adolescentes, um encerramento de ciclo e preparação para a nova fase. É ali o início das responsabilidades e consequências da vida adulta que virá. Não tem como esperar nada além de um clima adolescente, mas seria errôneo dizer que o filme se limita a esse público, pois há identificação com o que os personagens vivem ali em qualquer idade. Os dramas colocados são comuns a todos: a primeira vez, o desflorar da sexualidade, as descobertas, as amizades…

A obra cinematográfica, gravada antes da pandemia, faz qualquer adolescente se reconhecer nas histórias de cada personagem, bem como faz qualquer adulto (ou jovem adulto) lembrar o quanto tudo pode ser catastrófico, grandioso e significante na adolescência. Conta com todos os ingredientes que uma boa comédia romântica precisa ter, assim, conseguindo o resultado mais certeiro que todos os apaixonados por rom com. Além de que, e precisamos admitir, o cinema nacional estava precisando ser abastecido por um filme levinho, mas tão envolvente quanto – assim, fazendo os cinéfilos românticos perceberem o potencial que esse gênero tem no cinema brasileiro.

Crítica – Imaculada é um terror psicológico envolvente

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Imaculada” é uma obra cinematográfica que se aventura profundamente no território sombrio do terror psicológico, acompanhando a trajetória de Cecilia em um convento isolado na Itália. Desde o início, o filme cativa o espectador com uma atmosfera densa e opressiva, meticulosamente construída através de uma cinematografia impecável. Cada enquadramento e jogo de luz são estrategicamente utilizados para criar uma sensação de claustrofobia e inquietação, mantendo o público em constante tensão.

A direção de arte é um dos pontos altos. O uso habilidoso das sombras e a escolha de locações contribuem para a imersão na narrativa, tornando o convento não apenas um cenário, mas um personagem vivo e pulsante, cheio de segredos e mistérios. A trilha sonora, com suas notas inquietantes e dissonantes, complementa perfeitamente o clima de suspense, amplificando a sensação de perigo iminente.

Apesar da excelência técnica, a produção apresenta algumas falhas na construção de sua narrativa. Certas reviravoltas da trama podem ser antecipadas por espectadores mais experientes no gênero, o que diminui um pouco o impacto das surpresas ao longo do filme. Além disso, o desfecho, embora coerente, deixa a desejar em termos de intensidade e resolução, não atingindo o clímax que a construção inicial prometia. Esse final, que carece de um ápice emocional, pode frustrar aqueles que esperam uma conclusão mais contundente.

No entanto, esses pontos não diminuem completamente o valor da experiência proporcionada. A performance do elenco é sólida, com atuações convincentes que trazem autenticidade aos personagens e às suas angústias. A atriz principal, em particular, oferece uma interpretação profunda e sensível de Cecilia, capturando suas complexas emoções e conflitos internos. As interações entre os personagens são bem desenvolvidas, e os diálogos são afiados, contribuindo para o desenvolvimento da tensão narrativa.

Em suma, o filme é uma adição digna ao gênero do terror psicológico, oferecendo uma jornada imersiva e assustadora, ainda que com algumas previsibilidades e um desfecho aquém das expectativas. É um filme que se destaca pela sua atmosfera e pelas performances de seu elenco, mesmo que não alcance todo o seu potencial narrativo. Por esses motivos, atribuo ao filme uma nota 3, reconhecendo seus méritos e também suas limitações.

Crítica – A Freira 2 é um terror com sabor de ação

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Foto: Reprodução/ Internet

O filme chega aos cinemas como uma das grandes apostas do gênero terror deste ano, prometendo uma experiência emocionante para os fãs da franquia. Ambientado na França de 1956, o filme começa com um assassinato brutal de um padre, sinalizando a expansão de forças malignas pela Europa. Irmã Irene, novamente interpretada com intensidade por Taissa Farmiga, é chamada a enfrentar uma nova ameaça demoníaca, obrigando-a a buscar soluções para esse enigma aterrorizante.

Sob a direção de Michael Chaves, conhecido por suas contribuições ao universo “Invocação do Mal” em filmes como “A Maldição da Chorona” e “Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio”, “A Freira 2” evidencia sua capacidade de criar uma atmosfera envolvente e aterrorizante. No entanto, o filme adota uma abordagem que mistura terror com cenas de ação, criando uma experiência um tanto ambígua. Em vários momentos, a produção parece mais uma aventura de ação do que um thriller de terror puro, o que pode desapontar os fãs que esperavam uma experiência mais intensamente aterrorizante.

Um aspecto criticável do filme é a utilização de uma relíquia sagrada como elemento central da trama. Embora essa escolha pudesse adicionar profundidade e mistério, o filme não explora completamente o potencial deste artefato, resultando em uma desconexão entre o que o trailer promete e a execução final.

O filme” incorpora diversos clichês do gênero, como sustos previsíveis e efeitos sonoros exagerados, e seus personagens carecem de desenvolvimento significativo. A personagem de Irmã Irene é a única que apresenta alguma profundidade, mas ainda assim, sua presença é subutilizada. Valak, o antagonista demoníaco, perde parte do mistério e do terror que a caracterizava no filme anterior, tornando-se repetitiva e excessivamente visível. A tentativa de explicar a origem e o poder de Valak acaba sendo confusa e contraditória.

Michael Chaves dirige com competência, mantendo a estética sombria e a ambientação que caracterizam o universo “Invocação do Mal”. No entanto, o filme não consegue criar a tensão esperada, apesar de melhorar em termos de ação com cenas de perseguições e confrontos intensos. Essa mudança de foco em relação ao primeiro filme sacrifica a essência do terror objetivo em favor de um terror mais subjetivo e físico.

Além disso, “A Freira 2” se distancia da abordagem dos rituais católicos presentes em “Invocação do Mal”, optando por uma abordagem mais física e mística no enfrentamento das entidades demoníacas, relegando a fé a um segundo plano.

A obra é uma evolução em relação ao primeiro filme, mas ainda carece de originalidade e surpresas. Apesar disso, o filme oferece uma atmosfera mais dinâmica e cenas de ação intrigantes que podem atrair aqueles que buscam uma experiência diversificada dentro do gênero do terror. Para os fãs da franquia e entusiastas do gênero, pode valer a pena conferir, mas esteja preparado para uma mistura de terror e ação que pode não atender às expectativas de todos.

Crítica – Bob Marley: One Love retrata uma jornada de amor e dedicação

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Explorando momentos cruciais da vida de Marley, o filme destaca não apenas sua mensagem universal de paz e amor, mas também as muitas adversidades enfrentadas por ele e sua família ao longo do caminho. A narrativa, habilmente estruturada para abranger um período específico da história de Marley, utiliza flashbacks estratégicos para explorar os aspectos mais marcantes de sua infância e adolescência, enquanto o cenário internacional de sua turnê confere um dinamismo envolvente ao enredo.

A trilha sonora, repleta dos inesquecíveis sucessos de Marley, não apenas embala os momentos mais significativos do filme, mas também serve como uma poderosa evocação da influência global e do compromisso incansável de Marley com sua missão pela paz. Embora a atuação brilhante de Ben-Adir, especialmente nas cenas mais íntimas, seja um destaque incontestável, as produções grandiosas dos shows também merecem reconhecimento, oferecendo pausas bem-vindas e momentos de esplendor cinematográfico.

A abordagem do filme em relação à interseção entre política e arte, evidenciada por um atentado chocante que impulsiona Marley a repensar seu papel no mundo, adiciona uma camada fascinante de complexidade à narrativa. No entanto, a falta de profundidade em certos aspectos da história, possivelmente devido à influência da família de Marley na produção, deixa o espectador com um desejo palpável por uma exploração mais profunda e intrincada.

Apesar dessas limitações, “Bob Marley: One Love”, através de seu elenco carismático e momentos inspiradores, consegue capturar de forma impressionante a essência do ícone do reggae durante seus últimos anos de vida. Embora não seja completamente imune às armadilhas comuns das cinebiografias, o filme ainda oferece uma visão apaixonante e memorável do legado de Marley, deixando o espectador com um desejo insaciável de conhecer mais sobre o homem por trás da lenda.

Crítica – Skinamarink é um filme de extremos, fora da caixinha e divisor de opiniões

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Foto: Reprodução/ Internet

Skinamarink é um terror experimental estilo cult, que chega aos cinemas brasileiros na próxima quinta feira, 23 de março. De baixo orçamento, dirigido por Kyle Edward Ball, o filme recria uma coleção de pesadelos pela mente de crianças. Com essa premissa e sendo filmado na casa onde o diretor passou sua infância, em formato analógico nos transporta até os anos 90.

A linguagem cinematográfica que o filme usa é diferente e fica bem fora da caixinha, o que faz deste um filme ame ou odeie… A câmera é muitas vezes estática, focada no ambiente, em paredes, chão, carpete, em pequenos detalhes. Não foca nos personagens, o que faz aguçar a imaginação. A iluminação granulada oscila, apaga e acende, tornando uma atmosfera assustadora. Enquanto isso você escuta em alguns momentos ruídos, sons perturbadores, e as crianças Kevin e Kaylee, que parecem estar sozinhas em casa e nunca tem seus rostos revelados. Logo eles descobrem que as portas e janelas sumiram, parece que algo aconteceu aos seus pais e que há uma presença na casa.

Aqui temos elementos característicos de terror como rádios e tvs soando aterrorizantes, vozes sussurradas. Tudo isso em um ritmo lento e angustiante. O filme em seus longos 100 minutos de duração, mal nos apresenta diálogos, respostas ou qualquer narrativa consistente. É ambíguo, levando o telespectador a expandir a mente e abrir espaço para interpretação individual. Cabe se atentar aos detalhes, que são inúmeros, e criar a sua própria teoria. O que torna tudo muito mais interessante.

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