Lições de Liberdade: vale a pena assistir? Descubra por que esse filme pode te emocionar!

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Nem todo filme que emociona precisa gritar. Às vezes, basta um olhar entre um homem e um pinguim para dizer tudo. Lições de Liberdade, que estreia nos cinemas brasileiros no dia 24 de julho, é uma dessas obras raras que tocam fundo com simplicidade, delicadeza e uma verdade que não se perde no tempo.

Inspirado na autobiografia do britânico Tom Michell, o filme dirigido por Peter Cattaneo (Unidas pela Esperança, Ou Tudo ou Nada e Amigos Imaginários) não é apenas uma história sobre um animal resgatado — é um retrato de como pequenos gestos, em tempos sombrios, podem se tornar grandes revoluções pessoais. E talvez por isso tanta gente vá sair do cinema com o coração leve… e os olhos marejados.

Um homem em crise, um país em silêncio

Interpretado com sutileza por Steve Coogan (Volta ao Mundo em 80 Dias – Uma Aposta Muito Louca e Alan Partridge: Alpha Papa), Tom é um professor que foge de sua própria estagnação ao aceitar lecionar em um internato isolado na Patagônia argentina, durante os anos de chumbo da ditadura militar. É nesse cenário duro, de silêncios impostos e liberdades tolhidas, que ele encontra um pinguim coberto de óleo em uma praia — um ser tão perdido quanto ele.

O que poderia ser apenas um momento curioso se transforma numa jornada de afeto, transformação e resistência emocional. Tom cuida do animal, batizado de Juan Salvador, e começa a perceber que, ao salvar o pinguim, talvez esteja também se salvando.

Humor, ternura e crítica social

O tom do filme oscila entre o encantamento e a dor. Não há maniqueísmo: há humanidade. O roteiro assinado por Jeff Pope (indicado ao Oscar por Philomena) sabe a hora certa de fazer sorrir e a hora certa de calar. Em uma Argentina onde até as aves corriam perigo, um homem britânico e um pinguim se tornam símbolo de leve resistência.

Jonathan Pryce (Dois Papas), como o diretor da escola, adiciona peso dramático com uma performance que reforça o contraste entre regras e sentimentos, rigidez e afeto. O elenco coadjuvante — com Vivian El Jaber, Alfonsina Carrocio, Julia Fossi e Bruno Blas — contribui para uma atmosfera de sinceridade, onde o inusitado é tratado com respeito e verdade.

Lições além da tela

O que faz Lições de Liberdade ser tão tocante é a sua verdade silenciosa. Não há heroísmo espetacular. Não há frases de efeito. Mas há algo precioso: a lembrança de que, mesmo em tempos difíceis, ainda podemos nos conectar — com os outros, com nós mesmos, com a natureza.

Em tempos de tanta polarização e descrença, esse tipo de história parece um abraço inesperado. E nos lembra de que às vezes os maiores professores não são humanos — mas nos tornam mais humanos.

O Natal dos Silva estreia no Canal Brasil e reinventa o espírito natalino com sotaque brasileiro

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O Natal de 2025 chega às telas com um sabor genuinamente brasileiro e um olhar afetivo sobre as tradições que atravessam gerações. Nesta quinta-feira, 27, o Canal Brasil apresenta a estreia de “O Natal dos Silva”, primeira série da produtora mineira Filmes de Plástico, reconhecida internacionalmente pelo longa “Marte Um”. Criada por Gabriel Martins, a produção reúne parte da equipe criativa e do elenco que projetou o cinema mineiro para o mundo, agora em um formato seriado que aposta em humor, intimidade e na força simbólica das relações familiares. Os episódios vão ao ar todas as quintas, às 21h30, e também ficam disponíveis semanalmente para assinantes do Globoplay Plano Premium.

Gravada em Belo Horizonte, a série nasce do desejo de Gabriel Martins de ver histórias natalinas que dialogassem com o cotidiano brasileiro. O diretor, conhecido por transformar experiências pessoais em narrativas universais, explica que sempre sentiu falta de um imaginário de Natal que refletisse nossas referências culturais. Essa inquietação acabou guiando a concepção da obra. Na série, por exemplo, a árvore tradicional é substituída por um pé de manga, gesto simples e profundamente simbólico que traduz a liberdade com que a família Silva reinventa suas próprias tradições. Segundo o criador, essa brasilidade explícita é o fio que costura a essência da produção, construída a partir de memórias afetivas e observações íntimas de convivência familiar.

A história acompanha o primeiro Natal dos Silva após a perda da matriarca, e é justamente nesse luto recente que a trama encontra sua potência. O vazio deixado por ela altera a dinâmica das festividades, transformando cada diálogo, tentativa de celebração ou pequeno ritual em momentos carregados de significados. O público é convidado a observar um núcleo familiar ruidoso, imperfeito e profundamente emocional, onde conflitos e silêncios se misturam com a mesma intensidade. Gabriel Martins comenta que os Silva falam alto, mas escondem seus conflitos com a mesma força, e que amor e dor convivem de maneira tão estreita que muitas vezes só restam o grito, o choro ou a busca por reconciliação. É uma representação que se aproxima da realidade de muitas famílias brasileiras durante as festas de fim de ano.

No centro dessa dinâmica está Bel, interpretada por Rejane Faria, que assume o papel de guardiã das tradições enquanto tenta lidar com seus próprios limites e traumas. A personagem encarna de maneira visceral o dilema de quem deseja manter a família unida ao mesmo tempo em que enfrenta dores íntimas que ainda não encontrou espaço para elaborar. Rejane destaca que Bel é plural, intensa e completamente humana, capaz de transitar entre a fortaleza emocional e a vulnerabilidade mais profunda, o que a torna o coração sensível de toda a narrativa. Ao lado dela, nomes como Renato Novaes e Carlos Francisco reforçam a identidade artística já conhecida da Filmes de Plástico.

A série ganha ainda mais textura ao abraçar três diretores diferentes na condução da temporada. Gabriel Martins dirige o primeiro e o último episódios, enquanto Maurilio Martins e André Novais Oliveira assumem os capítulos intermediários. Cada um imprime seu olhar particular sobre a família Silva, oferecendo pequenas quebras de tom que enriquecem a experiência narrativa sem fragmentar a unidade emocional do projeto. Gabriel explica que a intenção era permitir que cada episódio respirasse de sua própria forma e mostrasse a família sob perspectivas estéticas distintas, multiplicando camadas de interpretação e ampliando a profundidade da história.

Com produção de Thiago Macêdo Correia em parceria com o Canal Brasil, “O Natal dos Silva” chega já mirando o futuro. A equipe enxerga a série como o início de um acompanhamento contínuo da família ao longo de diferentes datas comemorativas. A ideia é revisitar os Silva ano após ano, registrando mudanças, reencontros, renúncias e as inevitáveis tensões que surgem em qualquer núcleo familiar. Para Gabriel Martins, essa continuidade é estimulante porque permite que os personagens sigam vivendo, mesmo quando a câmera deixa de acompanhá-los. Ele conta que pensá-los em movimento, aguardando novas histórias e novos conflitos, se tornou um prazer criativo inesperado.

Sessão da Tarde encerra o ano com romance e encontros improváveis em “Destinos Traçados” nesta quarta (31)

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A última Sessão da Tarde do ano promete aquecer os corações e arrancar sorrisos do público. Nesta quarta-feira, 31 de dezembro, a TV Globo exibe “Destinos Traçados” (About Fate), uma comédia romântica que aposta no poder das coincidências, nos tropeços do amor e na velha — e sempre encantadora — ideia de que algumas pessoas simplesmente estavam destinadas a se encontrar. Leve, divertida e com aquele clima acolhedor típico das tardes da Globo, o filme surge como a escolha perfeita para acompanhar o público em um dia marcado por despedidas, reflexões e novos começos.

A história acompanha Margot e Griffin, dois românticos assumidos que acreditam fielmente no amor verdadeiro, mesmo quando a realidade insiste em provar o contrário. Margot trabalha como corretora de imóveis e vive pressionada por expectativas pessoais e familiares. Às vésperas do casamento da irmã, ela sonha em estar noiva de seu namorado Kip, como se isso fosse a confirmação de que sua vida está no caminho certo. Já Griffin é um advogado gentil e sensível, que planeja pedir sua namorada Clementine, uma influenciadora e modelo, em casamento. Ambos têm planos, certezas e uma visão bem definida do futuro — ou pelo menos acham que têm.

O que eles não esperavam era que seus pedidos de noivado se transformassem em momentos constrangedores e frustrantes. Em vez de lágrimas de alegria e alianças brilhando, surgem dúvidas, silêncios desconfortáveis e a dolorosa percepção de que nem sempre o amor corresponde às nossas expectativas. Esses fracassos, que acontecem praticamente ao mesmo tempo, funcionam como o ponto de partida para a reviravolta da história.

Abalado e decidido a esquecer a noite desastrosa, Griffin sai para beber com os amigos na véspera de Ano-Novo. Entre um copo e outro, completamente perdido emocionalmente — e também no sentido literal — ele acaba indo parar no endereço errado. O destino, ou talvez apenas uma grande ironia do universo, faz com que ele chegue justamente à casa de Margot. O encontro entre os dois é tão inesperado quanto embaraçoso, rendendo situações caóticas, diálogos rápidos e um clima de estranhamento que logo se transforma em curiosidade.

É nesse momento que Margot tem uma ideia impulsiva: convida Griffin para fingir ser seu namorado e acompanhá-la ao casamento da irmã. A proposta nasce quase como uma solução prática para evitar explicações desconfortáveis à família, mas rapidamente se transforma em algo maior. O que era para ser apenas um acordo temporário dá início a uma sequência de acontecimentos divertidos, cheios de confusões, mal-entendidos e momentos de aproximação genuína.

À medida que convivem mais de perto, Margot e Griffin passam a se conhecer de verdade. Eles compartilham frustrações, sonhos não realizados, inseguranças e expectativas que nunca tiveram coragem de admitir. O filme acerta ao mostrar que a conexão entre eles não surge de forma instantânea ou idealizada, mas cresce aos poucos, em meio a conversas sinceras e situações absurdas que só a vida — ou uma boa comédia romântica — é capaz de proporcionar.

“Destinos Traçados” não tenta fugir dos clichês do gênero, e esse é justamente um de seus maiores acertos. O longa abraça os elementos clássicos das comédias românticas: encontros por acaso, fingimento que vira sentimento, famílias curiosas, momentos de dúvida e aquela sensação constante de que o amor verdadeiro pode estar mais perto do que imaginamos. Tudo isso é apresentado com leveza e bom humor, sem a pretensão de reinventar o romance, mas com a intenção clara de entreter e emocionar.

O elenco contribui bastante para o charme do filme. Emma Roberts entrega uma Margot carismática, vulnerável e fácil de se identificar, especialmente para quem já se sentiu pressionado pelo tempo ou pelas expectativas alheias. Thomas Mann, no papel de Griffin, foge do estereótipo do galã perfeito e constrói um personagem sensível, gentil e cheio de falhas, o que o torna ainda mais real. Britt Robertson, como Clementine, traz camadas interessantes à história, evitando que sua personagem seja apenas uma vilã romântica. Já Wendie Malick acrescenta experiência e timing cômico, garantindo alguns dos momentos mais espirituosos da trama.

A direção de Marius Vaysberg mantém o ritmo leve e fluido, ideal para uma exibição vespertina. O filme não se arrasta nem tenta aprofundar excessivamente os conflitos, respeitando a proposta de ser um entretenimento confortável, daqueles que podem ser assistidos sem grandes expectativas, mas que acabam surpreendendo pela doçura e pelo clima acolhedor.

Para o público brasileiro, a dublagem também merece destaque. Com vozes conhecidas como Rodrigo Andreatto, Cecília Lemes, Priscila Franco, Thiago Zambrano e Andressa Andreatto, a versão dublada torna a experiência ainda mais acessível e agradável, algo fundamental para o sucesso de um filme exibido na Sessão da Tarde.

Fim da linha: Netflix cancela Assassinato na Casa Branca e Pulso após uma temporada

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Foto: Reprodução/ Internet

Você maratona a série. Indica pra todo mundo. Vê os atores dando entrevista no talk show. E já começa a teorizar sobre a segunda temporada. Aí vem a notícia: cancelada. Assim, sem dó, sem conversa, sem ao menos um último episódio decente pra gente se despedir.

Pois foi exatamente isso que aconteceu com Assassinato na Casa Branca e Pulso, duas produções da Netflix que mal nasceram e já foram empurradas pra cova rasa do streaming. A plataforma anunciou nesta quarta-feira (02) que as séries não terão continuação. Foram uma temporada e… tchau.

Sim, mesmo Assassinato na Casa Branca, que acumulou 177,4 milhões de horas assistidas e ficou quatro semanas no top 10 global, não escapou da guilhotina.

Custo, benefício… e coração partido

A justificativa? A mesma de sempre: análise de custo-benefício.
Segundo o The Hollywood Reporter, a decisão seguiu a famosa conta que só os executivos da Netflix entendem: uma planilha secreta onde boas críticas, audiência expressiva e elenco renomado às vezes não valem nada se a equação final não fecha como eles esperam.

E olha que não faltou estrela: Assassinato na Casa Branca trouxe nomes como Randall Park, Giancarlo Esposito, Susan Kelechi Watson, Mary Wiseman, Jane Curtin e Jason Lee. Uma mistura de peso dramático e carisma que poderia, facilmente, sustentar mais algumas temporadas. Mas parece que, pra Netflix, carisma não paga as contas.


O algoritmo quer o quê?

Pulso, por sua vez, não teve tanta sobrevida nos EUA, mas foi bem em alcance global. Mesmo assim, a sentença foi a mesma. No fim das contas, fica a pergunta: o que mais uma série precisa fazer pra sobreviver hoje em dia?
Porque se milhões de visualizações, repercussão online e nomes conhecidos não garantem renovação… o que garante?

É claro que estamos no meio de uma guerra do streaming. O orçamento é alto, a concorrência é maior ainda, e o público… bem, o público está mais disperso do que nunca. Mas ainda assim, é difícil não sentir que falta um pouco de humanidade na forma como essas decisões são tomadas — e comunicadas.

Quem perde no fim?

Quem perde é o espectador, que investe tempo e afeto numa história que não terá continuação. Quem perde é o elenco, que entrega performances intensas sem saber se vão ao ar de novo. Quem perde é o próprio streaming, que transforma o catálogo em um mar de histórias inacabadas, abandonadas no meio do caminho.

E enquanto isso, o meme “cancelada pela Netflix” segue sendo assustadoramente atual.

O streaming que emociona… até parar de dar lucro

Talvez essa seja a verdadeira série limitada dos nossos tempos: o vínculo frágil entre criadores, público e plataformas. Uma produção pode até ser sucesso por um mês — mas se não virar fenômeno cultural, pode ser tratada como algo descartável.

E nós, do outro lado da tela, seguimos aqui: torcendo, maratonando, e nos apegando sabendo que tudo pode acabar antes do tempo. Porque no fim, o cliffhanger mais cruel da Netflix não está no roteiro — está na vida real.

Kleber Mendonça Filho estreia em Toronto com “O Agente Secreto”, thriller político que conquista o mundo

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Foto: Reprodução/ Internet

O cinema brasileiro volta a ocupar lugar de destaque no cenário internacional com O Agente Secreto, novo longa-metragem de Kleber Mendonça Filho, que segue colhendo os frutos de uma trajetória de sucesso em grandes festivais pelo mundo. Após uma estreia arrebatadora em Cannes, onde venceu prêmios de Melhor Direção, Melhor Ator, o FIPRESCI da crítica e o “Art et Essai” da AFCAE, o longa acaba de ter confirmada sua première no Festival Internacional de Cinema de Toronto, um dos eventos mais prestigiados da América do Norte.

O filme faz parte da cobiçada seleção Special Presentations, onde divide espaço com obras de mestres do cinema mundial, como Jafar Panahi, Guillermo del Toro e Richard Linklater. A 50ª edição do TIFF (Toronto International Film Festival) acontece entre 4 e 14 de setembro, e marca mais uma etapa da consagração internacional do novo projeto do diretor pernambucano.

“Estou muito contente. Já estive em Toronto com Aquarius, Bacurau e Retratos Fantasmas, e esse anúncio é apenas o primeiro de uma longa lista de festivais importantes na América do Norte”, declarou Kleber.

Thriller político ambientado no Recife de 1977

Ambientado em um Brasil mergulhado em vigilância, paranoia e contradições, O Agente Secreto transporta o público para o Recife de 1977, onde acompanhamos a jornada de Marcelo (interpretado por Wagner Moura), um especialista em tecnologia que tenta se esconder do próprio passado. Ao retornar à cidade natal em busca de paz, ele descobre que a capital pernambucana, em plena ditadura, está longe de ser um abrigo seguro.

O longa mergulha nas engrenagens da repressão política com uma tensão crescente e um cuidado estético já característico das obras de Mendonça Filho. O diretor — que também assina o roteiro — constrói um thriller com ecos de cinema de espionagem e cinema autoral latino-americano, com atmosfera densa, silenciosa e explosiva.

Estrelado por Wagner Moura e um elenco de peso

Além da atuação poderosa de Wagner Moura, premiada em Cannes, o elenco reúne alguns dos nomes mais respeitados do audiovisual brasileiro: Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone, Carlos Francisco, Hermila Guedes, Alice Carvalho, Roberto Diogenes, entre outros.

Cada um dos personagens funciona como peça fundamental de uma rede de segredos, conspirações e relações corrompidas entre tecnologia, política e sobrevivência pessoal. O trabalho de elenco é afinado e sensível, com destaque para a construção das tensões interpessoais que alimentam a atmosfera opressiva do filme.

Reconhecimento em Portugal, Polônia, Austrália e França

Antes mesmo de sua estreia no Brasil, O Agente Secreto já conquistou plateias em diferentes continentes. O longa teve sessões esgotadas em Portugal, onde as sete pré-estreias lotaram rapidamente. Também passou por eventos importantes como o Festival de Cinema de Sydney, na Austrália, e o New Horizons, na Polônia. Em Paris, o filme foi exibido ao ar livre nos jardins do Museu do Louvre, dentro da programação do Cinéma Paradiso Louvre — um feito raro para um filme latino-americano.

Esses eventos não só consolidam a reputação internacional de Kleber como um dos maiores autores do cinema contemporâneo, como também posicionam O Agente Secreto como uma das produções brasileiras mais comentadas e promissoras do ano.

Estreia no Brasil e distribuição global

Com lançamento comercial marcado para 6 de novembro nos cinemas brasileiros, O Agente Secreto terá também uma série de sessões especiais no país durante os meses de setembro e outubro. A expectativa é que essas pré-estreias estimulem o debate e consolidem o filme como um evento cinematográfico nacional.

Internacionalmente, o longa será lançado em 94 países de quatro continentes. A distribuição nos Estados Unidos e Canadá será feita pela NEON, mesma responsável por Parasita e Titane, enquanto a MUBI assume a exibição no Reino Unido, Irlanda, Índia e em países da América Latina (com exceção do Brasil). Entre os territórios já confirmados estão China, México, Coreia do Sul, Grécia, Nova Zelândia, Finlândia, Alemanha e Índia, consolidando uma presença global rara para uma produção brasileira.

Coprodução internacional e DNA brasileiro

Apesar do alcance global, O Agente Secreto mantém raízes profundas no Brasil. O filme é uma coprodução entre a CinemaScópio (Brasil), MK Productions (França), Lemming Film (Holanda) e One Two Films (Alemanha). A produção é assinada por Emilie Lesclaux, parceira criativa de longa data de Kleber, com distribuição nacional pela Vitrine Filmes — que também lançou Bacurau e Retratos Fantasmas no Brasil.

A junção entre expertise técnica internacional e sensibilidade brasileira dá ao filme uma força estética única. A direção de fotografia, os planos longos, os sons ambientes e os silêncios carregados são recursos usados de maneira estratégica para amplificar a tensão e a crítica social — marcas registradas do cineasta.

Kleber Mendonça Filho: entre a crítica e o público

Com O Agente Secreto, Kleber Mendonça Filho consolida-se definitivamente como uma voz autoral com alcance global. De O Som ao Redor a Bacurau, passando por Aquarius e Retratos Fantasmas, sua filmografia sempre navegou entre o íntimo e o político, com atenção aguçada aos detalhes sociais e culturais do Brasil contemporâneo — e agora, histórico.

Seu novo filme mergulha mais profundamente na linguagem do suspense, explorando o passado ditatorial com a mesma coragem crítica e apuro técnico que o consagraram. Ao mesmo tempo, oferece uma experiência imersiva para o público, que não precisa conhecer o contexto histórico para se deixar levar pela tensão crescente e pelos dilemas éticos que o roteiro propõe.

Um novo marco do cinema brasileiro

O Agente Secreto é mais do que um filme: é um testemunho artístico sobre um tempo sombrio da história brasileira, narrado com potência cinematográfica, inteligência política e coragem estética. A estreia em Toronto e a recepção internacional consolidam a produção como um marco do cinema latino-americano em 2025.

Saiba qual filme vai passar no Cinemaço de domingo (03/08)

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Foto: Reprodução/ Internet

Neste domingo, 3 de agosto de 2025, o Cinemaço da TV Globo traz uma produção nacional carregada de tensão, ação e sentimentos brutos: Cano Serrado, drama com clima de faroeste moderno dirigido por Erik de Castro. A história coloca o espectador dentro de uma espiral de vingança e erro de identidade que poderia muito bem ter saído de um clássico do gênero western, mas se passa em solo brasileiro — com direito a caminhões na estrada, clima seco do interior e muita raiva reprimida.

Uma bala carregada de dor e justiça

O protagonista da história é Sebastião, interpretado com intensidade por Rubens Caribé. Sargento aposentado, Sebastião está devastado pela morte do irmão, um caminhoneiro brutalmente assassinado em circunstâncias misteriosas. Tomado pelo luto e pela sede de justiça — ou talvez de vingança — ele decide investigar por conta própria e punir os responsáveis. Mas como costuma acontecer nas boas histórias de faroeste, nada sai como o planejado.

Ao se deparar com dois policiais locais, Manuel (vivido por Paulo Miklos) e Marcos Sá (interpretado por Fernando Eiras), Sebastião comete um engano fatal: os toma como suspeitos do crime. A partir daí, a situação foge completamente do controle. O que era uma investigação solitária se transforma em uma caçada desenfreada, colocando toda uma cidade no meio do fogo cruzado.

Quando o interior vira palco de tensão

Com produção da Globo Filmes em parceria com a BSB Cinema Produções, Cano Serrado mistura a atmosfera quente e carregada do sertão com um visual sujo e realista. A fotografia de Edu Felistoque e Willian Pacini capta com maestria esse ambiente seco, quase sufocante, onde as emoções dos personagens parecem evaporar com o calor do asfalto.

A trilha sonora de Patrick De Jongh contribui para o clima western contemporâneo, misturando regionalismo com acordes tensos e introspectivos. O silêncio também tem papel importante: muitas vezes, o que não é dito pesa tanto quanto os confrontos armados.

Quem faz parte do elenco?

O elenco do filme reúne nomes conhecidos do cinema, da televisão e da música, entregando performances intensas e multifacetadas. Rubens Caribé (Os Matadores, A Casa de Alice) interpreta o sargento Sebastião com raiva contida e uma dor que beira o insuportável. Paulo Miklos (É Proibido Fumar, Estômago) dá vida ao policial Manuel, num papel silencioso e cheio de nuances. Fernando Eiras (O Cheiro do Ralo, Dom) interpreta Marcos Sá, parceiro de Manuel, completando a dupla que é confundida com os assassinos e acaba no centro da tempestade. Milhem Cortaz (Tropa de Elite, Carandiru) vive o explosivo Rico, enquanto Jonathan Haagensen (Cidade de Deus, Irmandade) interpreta Luca, um jovem envolvido na rede de suspeitas.

A força feminina vem com Naruna Costa (Sintonia, Todas as Flores), que vive Roberta, e Silvia Lourenço (Hoje, Nome Próprio), como Sílvia. O elenco ainda conta com Rodrigo Brassoloto (Ferrugem, Estômago) como Romão, Sérgio Cavalcante (Polícia Federal – A Lei é para Todos) como Flavio, Ronaldo Lampi (Onde Está a Felicidade?) como Manerveres, Cesário Augusto (Cheiro do Ralo) como Raimundo, Mariana Molina (Malhação, Além da Ilusão) como Isabel, Mauricio Witczak (Entre Nós, O Filme da Minha Vida) como João, Antonio do Rosário (Nada a Declarar) como Fulgêncio, Cibele Amaral (Do Outro Lado do Paraíso) como Francisca, e André Araujo (O Pastor e o Guerrilheiro) como Juvenal. As informações são do Gshow.

Faroeste à brasileira? Sim, e com personalidade

O longa não esconde suas inspirações no gênero do faroeste. Há um justiceiro solitário, uma cidade abalada, autoridades confusas, tiroteios e até trilha sonora com toques de western. Mas o que o filme faz de interessante é abrasileirar essa fórmula, inserindo elementos regionais, ambientações que fogem do estereótipo norte-americano e dilemas morais bem locais.

Aqui, o “bang bang” não acontece em saloons, mas em postos de gasolina, nas estradas poeirentas e nos becos das pequenas cidades do interior. A lei é falha, o luto é pesado e a violência parece ser a única linguagem que os personagens conhecem.

Justiça ou vingança?

O grande motor do filme é a ambiguidade entre justiça e vingança. Sebastião não é exatamente um herói. Seu desejo de justiça é legítimo, mas seus métodos são extremos. Ele erra, e seus erros custam caro. Ao confundir os policiais com os assassinos de seu irmão, ele coloca vidas inocentes em risco e embaralha ainda mais as linhas entre certo e errado.

Uma produção feita com garra

A ficha técnica do filme mostra o esforço coletivo de artistas e técnicos que acreditaram na proposta da trama. Com produção executiva de Christian de Castro e Edu Felistoque, o filme ganhou força mesmo com orçamento modesto. A montagem ágil, assinada por Gab Felistoque, contribui para a tensão crescente, e a direção de arte de Luiza Conde constrói um mundo palpável, onde a violência está sempre à espreita.

Se Não Fosse Você lidera bilheterias em final de semana fraco nos EUA, mas não evita o pior outubro em décadas

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O final de semana de Halloween nos Estados Unidos não trouxe boas notícias para as salas de cinema. Com um total de arrecadação de apenas US$49 milhões entre sexta-feira (31) e domingo (2), este foi o pior fim de semana do ano nas bilheterias, segundo dados da Comscore. Além disso, outubro de 2025 registrou o pior desempenho do mês em 27 anos, com US$425 milhões em vendas de ingressos — o menor valor desde 1997, quando o mês somou US$385 milhões. Excluindo o ano de 2020, marcado pelo auge da pandemia, este resultado reforça o desafio que os cinemas enfrentam para atrair público mesmo em datas tradicionalmente fortes. As informações são do Omelete.

Em meio a este cenário, o drama romântico Se Não Fosse Você, adaptação do romance homônimo de Colleen Hoover, se destacou como o filme mais visto do final de semana, arrecadando US$8,1 milhões em seu segundo fim de semana em cartaz. Dirigido por Josh Boone, com roteiro de Susan McMartin, o longa combina romance, drama familiar e temas universais como perda, arrependimento e reconstrução emocional, conquistando o público que busca histórias intensas e envolventes.

O filme acompanha a vida de Morgan Grant, interpretada por Allison Williams, uma mãe que lida com a morte do marido e precisa reconstruir sua vida enquanto cria a filha Clara, vivida por Mckenna Grace. A narrativa se aprofunda em conflitos familiares e relacionamentos complexos, mostrando como escolhas do passado influenciam o presente. A jovem Clara também é mostrada em flashbacks por Aubrey Brockwell, retratando sua infância e fortalecendo o arco emocional da história. As informações são do AdoroCinema.

Dave Franco interpreta Jonah Sullivan, interesse amoroso de Morgan, cuja relação é marcada por dilemas éticos e emocionais. Mason Thames dá vida a Miller Adams, outro personagem central que lida com traumas pessoais, enquanto Willa Fitzgerald interpreta Jenny Davidson, irmã falecida de Morgan e esposa de Jonah, cuja ausência tem impacto direto nos acontecimentos do filme. Scott Eastwood vive Chris Grant, marido falecido de Morgan e pai de Clara, cuja memória permeia a narrativa e influencia decisões dos personagens. Por fim, Clancy Brown interpreta Hank “Gramps” Adams, avô de Miller, oferecendo um equilíbrio de sabedoria e estabilidade ao enredo.

O desenvolvimento de Se Não Fosse Você começou a se consolidar em agosto de 2024, quando o projeto da adaptação literária foi confirmado. Josh Boone, conhecido por suas adaptações emocionais, assumiu a direção, garantindo que a essência do romance de Colleen Hoover fosse mantida. O elenco principal foi anunciado na mesma época, com Allison Williams, Mckenna Grace, Dave Franco e Mason Thames liderando o time de protagonistas.

Em março de 2025, Willa Fitzgerald e Scott Eastwood se juntaram ao projeto, trazendo ainda mais profundidade ao núcleo familiar central da trama. No mesmo mês, Clancy Brown, Sam Morelos e Ethan Costanilla completaram o elenco, permitindo a construção de um universo rico de personagens que se entrelaçam e se desenvolvem de maneira natural ao longo do filme. As filmagens ocorreram em Atlanta, com locações cuidadosamente escolhidas para transmitir autenticidade e proximidade emocional, características fundamentais para um drama romântico.

No ranking de bilheteria do final de semana, Se Não Fosse Você liderou, seguido por O Telefone Preto 2, que arrecadou US$8 milhões, e por Chainsaw Man: Arco da Reze, com US$6 milhões. O relançamento de Guerreiras do K-Pop, distribuído pela Netflix, também chamou atenção, estimando-se arrecadação entre US$5 milhões e US$6 milhões, embora os números não tenham sido incluídos nos rankings oficiais. Este cenário evidencia a força crescente do streaming como alternativa de entretenimento, mesmo em um período historicamente associado ao cinema presencial.

O desempenho modesto das bilheterias reflete tendências atuais do mercado, com público mais seletivo e foco em experiências convenientes, como streaming, eventos temáticos e programas domésticos. No entanto, filmes com narrativas emocionais sólidas, como Se Não Fosse Você, continuam a atrair espectadores, demonstrando que o cinema de conexão humana mantém seu espaço.

A popularidade de Colleen Hoover também contribui para o sucesso do filme. Seus livros conquistaram uma base de fãs fiel, especialmente entre jovens adultos, interessados em histórias que exploram emoções universais e conflitos familiares. Para os estúdios, essa base de leitores representa uma segurança relativa, garantindo público mesmo em períodos de baixa frequência nas salas

Metal Slug Tactics estreia no mobile com exclusividade no Crunchyroll Game Vault

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Se você cresceu nos fliperamas dos anos 90 ou passou horas em consoles enfrentando hordas inimigas em “Metal Slug”, sabe que aquela experiência tinha um sabor único: explosões estilizadas, personagens carismáticos, e um humor que tornava a guerra quase cartunesca. Agora, imagine pegar toda essa essência e embarcar numa jornada totalmente diferente — uma que exige mais cérebro do que reflexo.

Foi exatamente essa a aposta da Leikir Studio, em parceria com a Dotemu, ao desenvolver “Metal Slug Tactics”. Lançado oficialmente em 5 de novembro de 2024, o jogo chegou para PC, consoles da atual e antiga geração, e mais recentemente, no dia 23 de julho, para dispositivos móveis através do Crunchyroll Game Vault, com legendas em português do Brasil.

Reinvenção com respeito e ousadia

“Metal Slug Tactics” não é só um spin-off. É um recomeço. E, ao mesmo tempo, um abraço caloroso na memória dos fãs. Aquele jogo frenético, side-scrolling, cheio de granadas, tanques e soldados bufões, agora se transforma em um desafio meticuloso de estratégia por turnos. Para muitos, pode soar como um risco. Mas para quem mergulha, revela-se uma proposta surpreendentemente coesa e viciante.

Ao invés do clássico correr e atirar, o jogador agora gerencia um esquadrão tático em batalhas em grid isométrico. Marco, Tarma, Fio e Eri retornam, não como caricaturas pixeladas de ação, mas como peças-chave de um tabuleiro de guerra onde cada passo conta. É como se o caos tivesse ganhado ordem — sem perder a graça.

A lógica substitui o gatilho

A essência do jogo se sustenta em batalhas baseadas em turnos, com dois pontos de ação por personagem: um para se mover, outro para atacar ou ativar habilidades. Parece simples? Não se engane. A cada nova missão, o jogo cobra do jogador inteligência, percepção de cenário e domínio das possibilidades.

É necessário considerar cobertura, sinergia entre personagens, posicionamento no terreno e o momento certo para acionar habilidades especiais. Tudo isso em meio a emboscadas, tanques ocasionais e chefes que exigem estratégia pura.

Essa mudança não apenas ressignifica a franquia, como também a aproxima de um novo público. Quem nunca jogou Metal Slug, mas ama jogos como “XCOM” ou “Into the Breach”, vai se sentir em casa.

Um roguelike com coração

“Metal Slug Tactics” também abraça com firmeza a estrutura roguelike. Isso significa que o fracasso é parte do caminho — e não um fim. Ao ser derrotado, você volta ao posto avançado, mas leva consigo aprendizados, upgrades e novas estratégias.

Esse ciclo de tentativa e erro não frustra; pelo contrário, incentiva. A cada retorno ao campo de batalha, há uma sensação clara de progresso. E isso se intensifica com o leque de missões variadas, mapas proceduralmente gerados e possibilidade de montar combinações distintas de esquadrão. Em outras palavras: cada partida é única.

Um projeto feito com paixão

O que faz um remake ou spin-off funcionar? A resposta talvez esteja no cuidado. E “Metal Slug Tactics” exala esse cuidado em cada canto.

A Dotemu, conhecida por resgatar clássicos com respeito, como “Wonder Boy: The Dragon’s Trap” e “Streets of Rage 4”, foi fundamental na mediação com a SNK. A gigante japonesa, detentora da franquia original, liberou total acesso ao seu acervo. Embora os assets antigos não pudessem ser usados diretamente (pela mudança de perspectiva), o espírito da série foi mantido.

A arte em pixel é uma carta de amor ao passado, só que refinada. Os ambientes continuam cartunescos e exagerados, mas com um frescor visual que mostra como o antigo e o novo podem coexistir. Os personagens têm animações expressivas, os tiros têm peso, e os detalhes — como explosões, diálogos e trilha sonora — remetem à velha guarda sem parecer antiquados.

O projeto, desenvolvido em Paris desde 2019, passou por um longo processo de polimento. A equipe da Leikir Studio buscou uma fórmula que equilibrasse desafio e acessibilidade, e isso se reflete nas opções de dificuldade, design intuitivo e curva de aprendizado generosa.

Metal Slug em qualquer lugar

Uma das decisões mais acertadas foi tornar o jogo acessível também em dispositivos móveis, através do Crunchyroll Game Vault. A iniciativa da plataforma de streaming de animes surpreendeu positivamente: ao abrir espaço para jogos premium entre os benefícios dos assinantes Mega Fan, a Crunchyroll criou uma ponte entre os fãs de cultura pop e o universo gamer.

A versão mobile de “Metal Slug Tactics” mantém a fidelidade visual e funcional da experiência dos consoles. Com comandos bem adaptados, boa fluidez e legendas em português, é possível encarar uma missão entre um episódio e outro do seu anime favorito — e ainda sentir que a experiência continua sendo completa.

Para os nostálgicos… e para quem nunca ouviu falar

O grande trunfo de “Metal Slug Tactics” é que ele não exige um passado com a franquia para ser compreendido. Claro, quem conhece os personagens desde os tempos do Neo Geo vai se emocionar ao ver Fio lançar uma granada com aquele mesmo estilo animado de décadas atrás. Mas quem está chegando agora, encontrará um jogo robusto, desafiador e divertido, independente de vínculos afetivos.

Ao equilibrar homenagem e inovação, o jogo se posiciona como uma nova referência entre os títulos táticos. Em vez de simplesmente repetir fórmulas, ele mostra como é possível evoluir — e, quem sabe, reiniciar uma franquia inteira por novos caminhos.

Um desafio que vale a pena

“Metal Slug Tactics” é, acima de tudo, um jogo que respeita a inteligência do jogador. Ele não entrega vitórias fáceis, mas também não pune de forma desleal. Cada combate vencido dá uma sensação autêntica de conquista. Cada combinação bem pensada entre personagens abre novas possibilidades. E cada nova tentativa é uma chance de fazer melhor.

No fim das contas, ele não substitui o clássico Metal Slug. Nem pretende. Mas cria algo paralelo — e igualmente especial.

Disponível para:
🖥️ Microsoft Windows
🎮 Nintendo Switch, PS4, PS5, Xbox One e Xbox Series X/S
📱 Crunchyroll Game Vault (mobile, para assinantes Mega Fan)

Vought Rising | Série prequela de The Boys revela primeiras imagens dos atores caracterizados

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Foto: Reprodução/ Internet

O universo de The Boys está prestes a ganhar uma nova dimensão com Vought Rising, a aguardada prequela que mergulha nas origens da enigmática Vought Enterprises. Ambientada na década de 1950, a série promete não apenas expandir a narrativa conhecida pelos fãs, mas também oferecer uma reflexão crítica sobre poder, ambição e a manipulação ética que sustentou a ascensão dos super-heróis corporativos, ou Supes, no mundo de Eric Kripke.

Com um elenco de peso liderado por Jensen Ackles e Aya Cash, a série tem a difícil missão de equilibrar a nostalgia de uma época histórica marcante com os tons sombrios e satíricos que fizeram The Boys se tornar um fenômeno global. Abaixo, confira as primeiras imagens oficiais do elenco. As fotos mostram Jensen Ackles como Soldier Boy em um uniforme que remete aos anos 1950, evocando o patriotismo e a estética da época, enquanto Aya Cash surge como Clara Vought, a ambiciosa fundadora da corporação.

O contexto histórico e a ascensão da Vought

A década de 1950 foi um período de grandes transformações para os Estados Unidos e para o mundo. O fim da Segunda Guerra Mundial trouxe esperança, mas também um clima de tensão, com a Guerra Fria se intensificando e a corrida armamentista e tecnológica contra a União Soviética em pleno auge. É nesse cenário que Vought Rising se situa, explorando como uma pequena empresa farmacêutica evoluiu para a gigante corporativa que dominaria o mercado de Supes décadas mais tarde.

A narrativa da série promete mostrar os primeiros passos da Vought Enterprises: experimentos científicos aparentemente inofensivos, investimentos em propaganda e marketing, e o desenvolvimento inicial do Composto V, substância responsável por conferir habilidades sobre-humanas. Esses elementos não apenas transformam pessoas comuns em heróis e vilões, mas também revelam o lado sombrio da ciência quando usada para lucro e poder, em vez de bem-estar social.

Segundo fontes envolvidas na produção, a série irá aprofundar como as decisões éticas questionáveis e a ambição desenfreada de Clara Vought, a fundadora da corporação, moldaram a trajetória da empresa e definiram os padrões morais que ainda seriam vistos em personagens como Homelander e companhia. A perspectiva histórica combina com a ficção de forma inteligente, permitindo que o público compreenda como eventos globais e interesses corporativos se entrelaçam na criação dos Supes.

O herói de guerra com segredos

Um dos destaques da série é o personagem Soldier Boy, interpretado por Jensen Ackles. Diferente de Homelander, cuja imagem de líder dos Sete é marcada pelo culto à personalidade, Soldier Boy representa uma era anterior, onde heróis estavam intimamente ligados à guerra, patriotismo e propaganda militar. Mas, como a série promete revelar, por trás da máscara heroica há segredos sombrios.

As primeiras imagens divulgadas mostram Ackles com um uniforme que remete diretamente aos anos 1950, adaptado para suas habilidades sobre-humanas. Esse visual não é apenas uma homenagem aos heróis da época, mas também uma representação da militarização e da disciplina que cercava os primeiros Supes. Soldier Boy será o elo entre a realidade histórica e a ficção fantástica, mostrando o impacto humano e psicológico de ser um “experimento vivo” da Vought.

Além disso, a série promete explorar a tensão entre imagem pública e realidade pessoal. Soldier Boy surge como um símbolo de heroísmo e sacrifício, mas também como um reflexo das consequências éticas da manipulação genética e da propaganda. O personagem será peça-chave para que o público compreenda como os Supes se tornaram ferramentas corporativas, ao mesmo tempo em que se questiona a moralidade de usar seres humanos como armas.

A visionária Clara Vought

Aya Cash, que retorna à franquia como Tempesta, terá a oportunidade de mostrar uma nova faceta de sua personagem: Clara Vought, a ambiciosa fundadora da corporação. Nesta fase da história, Clara ainda não é a figura totalmente vilanesca que os fãs conhecem, mas sim uma visionária determinada a consolidar seu legado, independentemente do preço ético.

Clara Vought representa a face corporativa da narrativa: manipuladora, estratégica e disposta a usar todos os recursos à sua disposição, incluindo a mídia e a opinião pública, para promover seus Supes. Sua trajetória em Vought Rising mostrará como a ambição e a visão de longo prazo podem ser usadas tanto para o progresso quanto para a corrupção, estabelecendo as bases para os eventos que moldariam o universo de The Boys.

A complexidade de Clara Vought também permitirá à série explorar temas de gênero, poder e liderança em um contexto historicamente dominado por homens. Ao mostrar uma mulher comandando os rumos da ciência e da mídia na década de 1950, a

Criatividade por trás das câmeras

A produção da série está sob o comando de Paul Grellong, conhecido por seu trabalho em The Boys, em parceria com Eric Kripke, criador da série original. A dupla promete manter o tom irreverente e satírico que tornou a franquia um sucesso global, enquanto mergulha nas complexidades morais e históricas da origem da Vought. A direção criativa visa equilibrar ação, drama e crítica social, criando uma experiência audiovisual única.

O design de produção, figurinos e ambientação refletem cuidadosamente a década de 1950, trazendo elementos que remetem ao contexto histórico, como a Guerra Fria, a propaganda política e o surgimento da cultura pop americana. Essa atenção aos detalhes não apenas cria autenticidade, mas também reforça a crítica social e cultural que permeia toda a franquia. narrativa amplia a discussão sobre ética, ambição e moralidade corporativa, sem perder o humor negro característico da franquia.

Wicked: Parte 2 chega aos cinemas brasileiros com sessões antecipadas e energia de superprodução

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Foto: Reprodução/ Internet

O mundo de Oz volta a ganhar vida nas telonas: Wicked: Parte II estreia oficialmente nesta quinta, 20 de novembro, nos cinemas brasileiros. Mas para os fãs mais ansiosos, a Universal confirmou sessões antecipadas em todo o país já nesta quarta, 19 de novembro, permitindo que o público viva o próximo capítulo da jornada de Elphaba e Glinda antes do lançamento global.

A divulgação do filme também passou pelo Brasil. No início de novembro, São Paulo recebeu a primeira parada da turnê mundial de Wicked: Parte II, com a presença do diretor Jon M. Chu, da atriz Cynthia Erivo (Elphaba) e do ator Jonathan Bailey (Fiyero). O evento, pensado especialmente para fãs e imprensa, foi realizado pela Universal Pictures em parceria com a TV Globo, reforçando a força da franquia no país — que se tornou um dos mercados mais engajados após o sucesso do primeiro longa.

Dirigido novamente pelo premiado Jon M. Chu, o filme é a aguardada continuação do fenômeno cinematográfico de 2024. Na época, o primeiro Wicked conquistou 10 indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme, venceu em Melhor Figurino e Melhor Design de Produção, e ultrapassou a marca de 750 milhões de dólares nas bilheterias do mundo inteiro. Com esse histórico, a sequência chega envolta em grande expectativa, especialmente pelo aprofundamento da transformação de Elphaba na temida Bruxa Má do Oeste.

As protagonistas Ariana Grande (Glinda) e Cynthia Erivo (Elphaba) retornam aos papéis que já se tornaram marcos em suas carreiras. A química entre as atrizes, que foi um dos destaques no primeiro filme, promete ganhar novas camadas — agora com as personagens totalmente divididas por ideais, responsabilidades políticas e o peso de suas escolhas.

O longa-metragem adapta a segunda metade do musical da Broadway de 2003, escrito por Stephen Schwartz e Winnie Holzman, que por sua vez foi inspirado no romance de Gregory Maguire, uma releitura ousada de O Maravilhoso Mágico de Oz, de L. Frank Baum. O filme também dialoga diretamente com o clássico cinematográfico de 1939, mas com a lente moderna apresentada no primeiro capítulo da franquia.

O elenco completo reúne nomes que retornam da primeira parte: Jonathan Bailey (“Bridgerton”), Ethan Slater (“Spamalot”, “SpongeBob SquarePants: The Broadway Musical”), Bowen Yang (“Saturday Night Live”, “Fire Island”), Marissa Bode (“Float”), Michelle Yeoh (“Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo”, “A Escola do Bem e do Mal”) e Jeff Goldblum (“Jurassic Park”, “Independence Day”). A grande novidade é Colman Domingo (“Rustin”, “Fear the Walking Dead”), que se junta à produção interpretando um personagem central nos conflitos políticos da Terra de Oz.

Ambientada antes e durante eventos ligados à chegada da jovem Dorothy Gale, a trama acompanha Elphaba enquanto ela tenta sobreviver como fugitiva — ainda lutando pela defesa dos Animais, agora do lado oposto da lei e da opinião pública. Glinda, por outro lado, vive as pressões de ser a “Boa”, figura pública constantemente observada pelo Mágico e por Madame Morrible. As tensões entre as duas, somadas à ameaça iminente de mudanças profundas em Oz, pavimentam um enredo emocional, épico e sensorial.

O projeto de adaptação cinematográfica de Wicked existe desde 2012, mas foi adiado inúmeras vezes, sobretudo pela pandemia. As protagonistas foram anunciadas em 2021, e as filmagens de ambas as partes ocorreram juntas na Inglaterra a partir de dezembro de 2022. A greve do SAG-AFTRA em 2023 interrompeu a produção, que só foi concluída em janeiro de 2024.

O filme teve sua première mundial no Suhai Music Hall, em São Paulo, no último dia 4 de novembro, reafirmando a importância do Brasil no circuito global da franquia. O lançamento nos Estados Unidos está marcado para 21 de novembro.

A expectativa do público é enorme — e os números confirmam isso. Os ingressos começaram a ser vendidos em 8 de outubro, e em menos de 24 horas o longa se tornou a maior pré-venda do ano segundo a Fandango, superando títulos como Demon Slayer: Infinity Castle, Superman e até o projeto musical de Taylor Swift. O filme também quebrou recordes como a maior pré-venda de um filme livre para todas as idades e entrou para o ranking das dez maiores pré-vendas da história da plataforma.

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