De Repente Humana | Novo k-drama da Netflix ganha trailer e promete romance fantástico e coração apertado

0
Foto: Reprodução/ Internet

A Netflix apresentou o trailer de “De Repente Humana”, seu mais novo k-drama original, e deixou claro que a série pretende ir além dos clichês do gênero fantástico-romântico. Com estreia marcada para 16 de janeiro, a produção aposta em uma narrativa delicada, espirituosa e emocionalmente próxima do público, ao misturar comédia romântica, fantasia e elementos do folclore coreano. Abaixo, confira o vídeo:

No centro da história estão dois nomes bastante queridos pelos fãs: Kim Hye-yoon, em mais um papel carismático após o sucesso de Adorável Corredora, e Park Solomon (Lomon), que retorna às telas em um personagem distante do terror de All of Us Are Dead, agora explorando emoções mais sutis.

Uma criatura sobrenatural que ama a própria liberdade

Kim Hye-yoon interpreta Eun-ho, uma gumiho de nove caudas que vive há séculos entre os humanos. Diferente das representações mais trágicas e sofridas dessa figura mítica, Eun-ho é irônica, autossuficiente e absolutamente satisfeita com quem se tornou. Ela não sonha em ser humana, não deseja redenção e tampouco sente culpa por suas escolhas. Para ela, a imortalidade é sinônimo de autonomia.

Rica, jovem para sempre e livre de qualquer obrigação moral, Eun-ho construiu uma rotina confortável e segura. Ela evita boas ações, não cria vínculos profundos e mantém distância de tudo o que possa ameaçar sua existência sobrenatural. Seu maior talento, além de sobreviver ao tempo, é justamente não se apegar.

Essa inversão de expectativa dá à série um tom mais leve e moderno. Em vez de acompanhar uma criatura que anseia pela humanidade, o público conhece alguém que acredita já ter tudo o que precisa — até perceber, da forma mais brusca possível, que nem tudo pode ser controlado.

Um encontro improvável e um destino fora do roteiro

A estabilidade cuidadosamente construída por Eun-ho começa a ruir quando ela se envolve em um acidente com Kang Si-yeol, personagem vivido por Lomon. Ele é um astro do futebol internacional, admirado dentro e fora dos campos, conhecido por sua disciplina rígida e por uma dedicação quase obsessiva à carreira.

Si-yeol vive em função do esporte. Sua vida é pautada por metas, regras, horários e expectativas externas. Emoções ficam guardadas, fragilidades são vistas como fraquezas e relações pessoais raramente ultrapassam a superfície. Embora famoso e bem-sucedido, ele parece viver em constante estado de pressão, como se qualquer erro pudesse colocar tudo a perder.

O choque entre esses dois mundos — o da criatura sobrenatural que evita sentimentos e o do humano que reprime emoções — gera consequências inesperadas. Após o acidente, Eun-ho perde seus poderes e desperta como uma humana comum. Sem imortalidade, sem habilidades especiais e sem o controle que sempre teve, ela precisa aprender, do zero, a lidar com limites, dores e sensações desconhecidas.

O que significa, afinal, ser humano?

A partir desse ponto, “De Repente Humana” se transforma em uma jornada sensível sobre descoberta emocional. Para Eun-ho, tornar-se humana não é apenas uma mudança física, mas uma experiência profundamente desconcertante. Sentir medo, empatia, tristeza e carinho deixa de ser algo abstrato e passa a fazer parte de sua rotina.

A série explora esse processo com equilíbrio, alternando momentos de humor — especialmente quando Eun-ho se depara com dificuldades banais do dia a dia — e cenas mais introspectivas, que refletem sobre solidão, finitude e pertencimento. Cada pequena experiência carrega um peso novo, justamente porque agora tudo pode ser perdido.

É nesse contexto que o romance com Kang Si-yeol começa a florescer. Aos poucos, os dois personagens passam a se enxergar além das máscaras que sempre usaram. Eun-ho descobre que sentir não é sinônimo de fraqueza, enquanto Si-yeol aprende que a perfeição que ele tanto busca pode ser sufocante. O relacionamento surge de forma gradual, baseado em cumplicidade, estranhamento e crescimento mútuo.

Um universo expandido pela mitologia coreana

Além do casal protagonista, a série apresenta personagens secundários que enriquecem o universo narrativo. Xamãs, figuras ligadas ao mundo espiritual e humanos carregando frustrações, sonhos interrompidos e segredos do passado ajudam a construir uma trama mais densa e emocionalmente conectada.

Esses elementos do folclore coreano aparecem de maneira orgânica, sem explicações excessivas ou didatismo. O roteiro confia na sensibilidade do público e mantém o foco nas relações humanas, usando a fantasia como pano de fundo para discutir escolhas, consequências e desejos.

Ao mesmo tempo, “De Repente Humana” parece questionar a romantização da imortalidade. A série sugere que viver para sempre pode significar observar tudo passar sem realmente participar, enquanto a vida humana, com todas as suas dores e limitações, carrega uma intensidade impossível de ser replicada.

Blue Lock | Mangá de sucesso será adaptado para filme live-action e nova série de anime

0
Foto: Reprodução/ Internet

O fenômeno Blue Lock continua sua trajetória de sucesso com o anúncio de duas grandes novidades: uma nova série de animação e uma aguardada adaptação para filme live-action. O longa está previsto para estrear no inverno de 2026, coincidindo com a realização da Copa do Mundo FIFA, prometendo ampliar ainda mais o alcance internacional da franquia. A produção ficará a cargo do estúdio CREDEUS, reconhecido por seu compromisso com projetos de alto impacto visual e narrativo.

Blue Lock é um mangá shōnen que combina esportes, estratégia e drama psicológico, escrito por Muneyuki Kaneshiro e ilustrado por Yusuke Nomura. Desde sua estreia em agosto de 2018 na Weekly Shōnen Magazine, publicada pela Kodansha, a obra conquistou milhões de fãs em todo o mundo e já ultrapassou a marca de 15 milhões de cópias em circulação.

A popularidade da trama se deve à sua abordagem única: em vez de focar apenas em partidas de futebol, a série explora a mente dos jogadores, suas ambições, medos e rivalidades. Essa combinação de ação esportiva com elementos psicológicos faz da obra um destaque dentro do gênero shōnen e uma referência para histórias de superação e competição. A adaptação para anime, lançada em outubro de 2022 pelo estúdio 8-bit, ajudou a consolidar ainda mais a base de fãs da franquia, traduzindo a intensidade do mangá em animação de alta qualidade.

O enredo que conquistou fãs

O ponto de partida da história é a dolorosa eliminação da seleção japonesa na Copa do Mundo de 2018, que provoca frustração e inquietação entre jogadores e torcedores. Entre eles, Anri Teiri, jovem estrategista e observadora do esporte, decide que é hora de transformar o futebol japonês. Para isso, contrata o enigmático treinador Jinpachi Ego, cuja filosofia ousada e excêntrica visa criar o atacante perfeito: egoísta, determinado e faminto por gols.

O projeto que dá nome à obra, Blue Lock, consiste em isolar 300 jovens atacantes sub-18 em um centro de treinamento de última geração. Ali, eles serão submetidos a testes rigorosos e batalhas psicológicas, competindo uns contra os outros para descobrir quem tem o potencial de se tornar o maior artilheiro do Japão. É nesse ambiente de intensa rivalidade que a narrativa acompanha Isagi Yoichi, um jovem promissor que precisa lidar com suas próprias convicções e decidir até que ponto está disposto a ir para alcançar o topo.

Isagi chega ao programa após uma derrota significativa: em uma partida decisiva de seu time, ele opta por passar a bola a um colega menos habilidoso, que acaba desperdiçando a oportunidade de marcar. Esse momento é crucial, pois coloca Isagi diante de um dilema moral que definirá seu desenvolvimento dentro de Blue Lock. A série acompanha não apenas sua evolução como atleta, mas também o embate interno entre ética, ambição e sobrevivência em um ambiente competitivo extremo.

Reconhecimento crítico e premiações

O anime já recebeu diversos prêmios e reconhecimentos. Em 2021, o mangá ganhou o 45º Prêmio de Mangá Kodansha na categoria Melhor Mangá Shōnen, consolidando sua relevância dentro da indústria. No ano seguinte, a obra foi indicada aos Harvey Awards, na categoria Melhor Mangá, destacando-se entre produções internacionais e reforçando seu alcance global.

Além disso, pesquisas entre livrarias japonesas apontaram Blue Lock como uma das três séries de mangá mais recomendadas em 2020, demonstrando a força do título entre leitores e especialistas do mercado editorial. Críticos como Rebecca Silverman, da Anime News Network, elogiaram a arte de Yusuke Nomura, que remete à influência de grandes mangakás como Tite Kubo, e classificaram o conceito de “distopia esportiva” como inovador, embora reconheçam que a obra pode parecer exagerada ou absurda em alguns momentos.

O que esperar do filme live-action

A adaptação live-action promete levar a narrativa de Blue Lock a um público ainda maior, trazendo os conflitos, a tensão e a emoção das partidas para o cinema. A estreia durante o inverno de 2026 foi estrategicamente planejada para coincidir com a Copa do Mundo, o que deve gerar ainda mais atenção da mídia e dos fãs de futebol. O longa buscará capturar a essência do mangá, explorando tanto as partidas intensas quanto os dilemas internos dos personagens, mantendo a tensão psicológica que caracteriza a série.

O estúdio CREDEUS, responsável pela produção, é conhecido por projetos ambiciosos que combinam narrativa intensa com recursos visuais de impacto. Essa abordagem aumenta a expectativa de que o filme seja uma experiência imersiva, capaz de agradar tanto fãs da obra original quanto novos espectadores.

Resenha – A Sombra do Torturador é um clássico intrigante com luzes e sombras

0
Foto: Reprodução/ Almanaque Geek

Gene Wolfe é um autor frequentemente reverenciado dentro da ficção científica e da fantasia especulativa, e A Sombra do Torturador — primeiro volume da série O Livro do Sol Novo — é tido por muitos como seu trabalho mais emblemático. A obra narra as memórias de Severian, um aprendiz da guilda dos torturadores, que vive em um mundo chamado Urth, uma Terra futura e decadente, onde tecnologia e misticismo coexistem sob um véu de ignorância e tradição feudal.

A premissa é instigante. Wolfe nos introduz a um universo que, à primeira vista, remete à fantasia medieval, mas que aos poucos revela pistas de um passado tecnológico avançado — naves espaciais, alienígenas e ruínas de eras esquecidas aparecem apenas como sombras, memórias distorcidas por milênios. O autor escolhe construir sua narrativa por meio de um narrador pouco confiável, o próprio Severian, que tenta reconstruir sua trajetória com um tom confessional e quase mítico. Isso funciona… até certo ponto.

Um começo promissor que perde o fôlego

A jornada de Severian começa de forma sólida. Ele é curioso, inteligente e visivelmente dividido entre o que aprendeu com sua guilda e o que começa a sentir por conta própria. Quando se apaixona por Thecla, uma prisioneira nobre condenada à tortura, vemos surgir a primeira grande rachadura em sua lealdade — e, teoricamente, o ponto de virada do personagem.

Só que essa complexidade inicial dá lugar a um roteiro repetitivo: Severian segue viagem após ser expulso da guilda, vivendo aventuras episódicas, conhecendo personagens (geralmente mulheres que se encantam por ele sem muito esforço narrativo), dominando habilidades com espadas quase do nada e avançando rumo a um tal “destino grandioso” que nunca se justifica de forma convincente. É como se o personagem passasse de promissor a uma caricatura de herói trágico num piscar de olhos.

Narrativa densa ou apenas dispersa?

Muito se diz que Wolfe é um autor “difícil”. Mas A Sombra do Torturador não é, em si, um livro complicado. Ele apenas exige atenção e, talvez, um dicionário por perto — principalmente porque o autor adota uma linguagem arcaica e evita qualquer glossário ou explicação direta. Isso não é um problema por si só. O que realmente pesa é o ritmo quebrado, o excesso de digressões e o enredo que mais parece um mosaico de cenas do que uma trama que progride.

A escrita, muitas vezes louvada como brilhante, soa ornamental demais após certo ponto, perdendo impacto à medida que Wolfe se afasta da construção dramática inicial e se entrega a um desfile de personagens misteriosos e situações mal resolvidas.

Sexualidade e representação: o velho problema de sempre

Um dos pontos mais desconfortáveis da leitura é o tratamento dado às personagens femininas. Não é apenas o fato de Severian se apaixonar por praticamente toda mulher que encontra — o que, convenhamos, já seria cansativo. É a forma como o autor insiste em descrever constantemente seios, quadris e outras partes do corpo feminino com um olhar quase obsessivo. As mulheres são, em sua maioria, coadjuvantes sexuais, moldadas para se entregar ao protagonista com pouca ou nenhuma construção.

Esse olhar masculino antiquado é algo comum em parte da ficção científica clássica, mas não deveria ser normalizado. Em pleno século XXI, o status de “clássico” precisa ser questionado quando o que se vê é uma sucessão de mulheres bidimensionais e erotizadas ao redor de um protagonista egocêntrico e mal desenvolvido.

E afinal, por que ele está contando essa história?

Outro ponto que enfraquece a experiência é a própria estrutura da narrativa. Sabemos que Severian é um narrador não confiável. Sabemos também que Wolfe, dentro da lógica do livro, se coloca como o “editor” do manuscrito original. Mas… qual o propósito da história que nos é contada? Qual o contexto? Por que deveríamos confiar em qualquer coisa dita? A ausência de pistas ou direção sobre as intenções do protagonista (ou do próprio autor) acaba tornando a leitura frustrante, especialmente para quem não pretende seguir com os outros volumes.

Saiba qual filme é destaque no Cinema em Casa deste sábado (02/08)

0
Foto: Reprodução/ Internet

Neste sábado, 2 de agosto de 2025, o Cinema em Casa, no SBT, traz uma história de tirar o fôlego direto para a sua casa. O filme Na Selva (Jungle), dirigido por Greg McLean e estrelado por Daniel Radcliffe, é muito mais do que uma aventura comum — é uma prova do que o espírito humano é capaz quando colocado à prova nas condições mais extremas. Se você gosta de histórias reais de coragem, superação e contato com a natureza, esse longa vai ser uma ótima pedida.

A história começa simples: Yossi Ghinsberg, interpretado por Daniel Radcliffe, é um jovem israelense apaixonado por explorar o mundo e viver experiências fora do comum. Ele, junto com três amigos, decide embarcar numa expedição para a Floresta Amazônica, um dos lugares mais ricos em biodiversidade do planeta, mas também um dos mais perigosos.

No início, tudo parece fascinante — o verde intenso das árvores, o som dos animais, o ar fresco (ou quase isso, dado o calor). O grupo está animado, cheio de planos e expectativas. Mas o que era para ser uma aventura incrível rapidamente vira um desafio brutal, quando eles se perdem no meio da mata densa da selva boliviana.

A selva amazônica, embora linda, não é um lugar para amadores. A qualquer momento, as coisas podem ficar complicadas — rios imprevisíveis, animais selvagens, a falta de comida e de água potável. No filme, a gente sente o peso dessa realidade, porque o roteiro não poupa detalhes sobre as dificuldades enfrentadas. Yossi e seus amigos começam a perceber que confiar apenas na sorte e na coragem não é suficiente. Cada passo é uma aposta, cada decisão pode significar a diferença entre a vida e a morte. O medo, o cansaço, a fome e o isolamento são uma companhia constante.

O filme é baseado no livro autobiográfico de Yossi Ghinsberg, que conta em primeira mão essa experiência terrível e emocionante que viveu em 1981. Isso faz toda a diferença, porque o roteiro respeita a veracidade dos acontecimentos, sem exagerar no melodrama. Ao longo da trama, vemos não só a luta pela sobrevivência física, mas também o impacto psicológico de estar sozinho em um ambiente tão hostil. A narrativa mostra como o medo pode paralisar, mas também como a esperança e a fé em si mesmo podem ser combustível para continuar.

Foto: Reprodução/ Internet

Se você cresceu assistindo Harry Potter e ainda o associa só a esse personagem, vai se surpreender com o quanto Daniel Radcliffe evoluiu como ator. Em Na Selva, ele abandona a fantasia para mostrar um lado muito mais realista e vulnerável.

Sua atuação é intensa e sem exageros. Radcliffe consegue transmitir toda a complexidade de Yossi — desde o otimismo do começo, passando pelo desespero, até a força que ele encontra para seguir adiante mesmo nas horas mais difíceis. É uma entrega que faz a gente sentir cada dor, cada decisão, cada momento de dúvida. Esse papel prova que o ator está disposto a se arriscar e a explorar personagens bem diferentes do que fez no passado, ganhando ainda mais respeito no meio artístico.

Outro personagem que acrescenta muita tensão ao filme é o guia Karl Ruprechter, vivido por Thomas Kretschmann. Karl aparece como uma figura misteriosa e enigmática, que promete levar o grupo a um lugar seguro. Mas a personalidade dele e algumas atitudes levantam dúvidas — será que ele realmente sabe o que está fazendo? Pode-se confiar nele?

Essa dúvida cria um clima de suspense constante, porque a floresta já é um lugar assustador por si só, e a incerteza em relação ao guia só piora as coisas. O espectador fica sempre na expectativa, sem saber o que pode acontecer a seguir.

Recriar a Floresta Amazônica para as telas foi uma missão quase tão complicada quanto a própria história. As filmagens aconteceram entre março e abril de 2016, em locações que simulavam bem a umidade, o calor e a densidade da vegetação da região.

Os atores e a equipe técnica tiveram que lidar com essas condições difíceis para garantir que o filme fosse o mais realista possível. E essa escolha fez toda a diferença: o resultado é um filme que realmente nos coloca dentro da selva, fazendo a gente sentir o desconforto e o perigo.

O diretor Greg McLean, conhecido por filmes de suspense e terror, soube equilibrar o visual impressionante da natureza com a tensão da narrativa, sem deixar o filme cansativo ou previsível.

A fotografia, assinada por Stefan Duscio, foi indicada ao Prêmio AACTA — e com razão, já que a câmera capta tanto a beleza quanto a ameaça da floresta, dando um clima pesado e sufocante, que faz a gente entender o que os personagens estão passando.

O longa-metragem é uma mistura de aventura, drama e biografia, que consegue prender o espectador do começo ao fim. Tem cenas de ação e suspense, mas também momentos de silêncio e reflexão, quando a gente sente o impacto psicológico da experiência.

Por que assistir Na Selva?

Se você curte aventuras cheias de emoção e histórias baseadas em fatos reais, vai se identificar com essa produção. É um convite para pensar sobre a nossa relação com a natureza, a importância da preparação e o que a coragem pode fazer quando tudo parece perdido. Além disso, ver Daniel Radcliffe em um papel tão diferente do que estamos acostumados é um bônus para quem gosta de cinema e quer acompanhar a carreira de um ator em transformação.

Onde e quando assistir?

Você pode conferir o filme neste sábado, 2, no Cinema em Casa, no conforto da sua casa. E se preferir, o filme está disponível para aluguel no Prime Video por cerca de R$ 11,90, com opção de assistir em alta definição, quando quiser.

Curiosidades do filme

Daniel Radcliffe foi confirmado no elenco em fevereiro de 2016 e se preparou bastante para representar fielmente a experiência de Yossi, tanto fisicamente quanto emocionalmente.

A equipe de filmagem encarou o clima quente e úmido da selva para dar realismo ao filme.

O diretor Greg McLean teve o cuidado de não transformar a história em um espetáculo exagerado, focando no suspense e na emoção real.

Stefan Duscio, diretor de fotografia, recebeu uma indicação importante pelo trabalho de capturar a essência da selva e a tensão da narrativa.

Paulistar deste sábado (16/08) visita Paraisópolis e revela a arte, cultura e gastronomia da maior favela de São Paulo

0
Foto: Reprodução/ Internet

Neste sábado, 16 de agosto, o programa Paulistar convida o público para uma viagem diferente pela cidade de São Paulo, explorando o coração pulsante de Paraisópolis, a maior favela da capital paulista, localizada na Zona Sul e lar de quase 60 mil habitantes. Sob o olhar atento da fotógrafa Marcela Novais, natural da comunidade, a apresentadora Valéria Almeida conduz o espectador por ruas, feiras, ateliês e espaços culturais, revelando que Paraisópolis é muito mais do que os noticiários costumam mostrar sobre violência. É um território de trabalho, arte, solidariedade e diversão.

A jornada começa cedo, com o cheiro inconfundível de comida de feira no ar. Val e Marcela se perdem entre barracas coloridas e o burburinho típico da comunidade, chegando a um clássico paulistano: pastel com caldo de cana. É nesse cenário que conhecem Adriana Dias, que há 23 anos comanda uma barraca junto da família. A experiência de Adriana vai além do comércio: seu sorriso acolhedor e a tradição passada de geração em geração transformam o simples lanche em um ponto de encontro comunitário. “Aqui a gente conhece gente, troca histórias e se fortalece”, conta Adriana, enquanto prepara com habilidade os pastéis que já viraram marca registrada do local.

Logo depois, a equipe do programa segue para o Batukebrada, projeto social criado por Odair Veríssimo, conhecido como Dáda. O espaço reúne crianças e adolescentes, oferecendo aulas de música, percussão e disciplina, com ensaios abertos ao público todos os sábados. Entre o ritmo contagiante dos tambores e o entusiasmo dos jovens, Marcela Novais registra cada detalhe com sua câmera, mostrando seu olhar sensível e artístico, que já lhe rendeu prêmios internacionais. Dáda explica que o projeto não é apenas sobre música: “É sobre ensinar valores, criar oportunidades e mostrar que cada um pode ser protagonista da própria história”. Para Val, a experiência é uma lição de humanidade: “É inspirador ver como a arte transforma vidas aqui em Paraisópolis.”

O passeio cultural continua na galeria criada por Marcela, um espaço que se tornou ponto de referência para artistas locais. Ali, o público encontra trabalhos que narram a história da comunidade, retratando cotidiano, festas, rituais e sonhos. Val se encanta com a riqueza visual e simbólica das obras, enquanto Marcela compartilha histórias de resistência e criatividade que moldam a identidade do bairro. “Não é apenas sobre arte, é sobre memória, pertencimento e orgulho de onde viemos”, explica a fotógrafa.

A visita artística não termina ali. A equipe se desloca até a oficina do escultor Antônio Ednaldo da Silva, mais conhecido como Berbela. Com sucata, ferro velho e muita imaginação, Berbela cria esculturas que já chamaram atenção de todo o país. Suas peças foram destaque na abertura da novela I Love Paraisópolis e na icônica Casa de Pedra, projeto arquitetônico inspirado em Antoni Gaudí. Para Berbela, cada obra é uma forma de dialogar com o espaço urbano e mostrar que, mesmo diante da escassez, a criatividade pode florescer. “Minha arte é feita do que a cidade me oferece. É transformar o que sobra em algo que emociona”, explica, enquanto Val e Marcela observam atentamente suas esculturas.

O programa também destaca iniciativas esportivas que fortalecem a comunidade. Entre elas, o projeto social Rugby para Todos, que há 21 anos forma atletas e cidadãos, promovendo valores como disciplina, trabalho em equipe e autoestima. Bianca e Leila, jogadoras que hoje defendem a Seleção Brasileira de Rugby, compartilham suas trajetórias e lembram que o esporte foi decisivo para transformar vidas. Para elas, Paraisópolis não é apenas casa, mas também campo de sonhos e conquistas. O futebol de várzea também ganha destaque com o tradicional time Palmeirinha, fundado há mais de 50 anos, que segue reunindo moradores para partidas de fim de semana e reforçando a união local.

Entre uma visita e outra, Val e Marcela se rendem à gastronomia da comunidade. No ateliê de Tânia Soares, confeiteira e empreendedora, provam bolos artesanais que se tornaram referência em Paraisópolis. Tânia começou com poucos recursos, mas transformou seu talento em um negócio de sucesso. Hoje, sua loja é ponto de encontro e celebração: “Minha cozinha é meu espaço de amor, onde cada bolo leva um pedaço da minha história e da nossa comunidade”, explica a doceira. Entre risadas e degustações, Val destaca como a culinária se torna uma forma de conectar gerações e compartilhar memórias.

O dia se encerra em grande estilo, em um espaço criado por Kauê Oliveira, que oferece uma vista panorâmica de Paraisópolis e promove shows ao vivo. Kauê transformou seu sonho em ponto turístico e cultural, incentivando a música e a convivência entre os moradores. “Quis criar um lugar onde arte, música e natureza se encontram. Aqui, cada pôr do sol é uma festa e cada apresentação é uma celebração da vida”, diz o idealizador. Entre notas musicais e aplausos, Val reflete sobre a intensidade e a diversidade de Paraisópolis, percebendo que a comunidade pulsa com criatividade, afeto e energia.

O programa reserva ainda uma surpresa emocionante. O fotógrafo Cristiano Mascaro, referência nacional, visita a galeria de Marcela e presenteia a artista com uma de suas obras para exposição. O momento é de reconhecimento e emoção, evidenciando que Paraisópolis é um celeiro de talentos que merece visibilidade e respeito. Marcela, visivelmente emocionada, afirma que o gesto representa a valorização da arte produzida na comunidade e o reconhecimento do potencial criativo local. “É uma confirmação de que nosso olhar e nossa história têm valor, e que arte é linguagem universal”, comenta.

Ao longo do episódio, o Paulistar constrói um retrato humano e sensível de Paraisópolis, desconstruindo estereótipos e mostrando que, por trás das manchetes sobre violência, existe um território vibrante, repleto de histórias, projetos e pessoas que fazem a diferença. O programa evidencia como a arte, o esporte, a gastronomia e a música transformam vidas e fortalecem a identidade comunitária. Mais do que um passeio turístico, a experiência conduz o público a enxergar Paraisópolis sob uma nova perspectiva, valorizando a diversidade cultural e a força de seus moradores.

O episódio também reforça a importância de iniciativas locais que incentivam jovens a sonhar, aprender e transformar a realidade ao seu redor. Projetos como o Batukebrada e Rugby para Todos mostram que, com orientação, dedicação e apoio, é possível abrir caminhos e criar oportunidades que ultrapassam os limites do bairro. Da mesma forma, artistas como Marcela Novais e Berbela demonstram que a arte não conhece barreiras e pode se tornar instrumento de expressão, resistência e diálogo com o mundo.

Ao final do passeio, Valéria Almeida compartilha com os espectadores suas impressões: “O que vemos aqui é a força do cotidiano, a criatividade que nasce da simplicidade e o amor que move cada pessoa que faz Paraisópolis existir. É um lembrete de que cada comunidade tem suas riquezas e que olhar para elas com atenção e respeito transforma nossa percepção do mundo.”

Premonição 6: Laços de Sangue lidera bilheteria e se torna o maior sucesso da franquia

0
Foto: Reprodução/ Internet

A Morte está mais popular do que nunca! Premonição 6: Laços de Sangue está provando que o público ainda adora um bom susto e uma sequência de acidentes insanos com efeito dominó. Em sua segunda semana em cartaz, o longa já acumula US$ 187 milhões ao redor do mundo, superando todos os filmes anteriores da franquia e se tornando, oficialmente, o maior sucesso de bilheteria da série.

Só nos Estados Unidos, o filme já soma impressionantes US$ 94,6 milhões, depois de um segundo fim de semana sólido com US$ 24,5 milhões arrecadados. Nada mal para um terror que carrega 24 anos de história (e de mortes improváveis).

💀 Um recorde com gosto de vingança (e nostalgia)

Lançado em meio ao fim de semana prolongado do Memorial Day, o sexto capítulo da saga de mortes inevitáveis conquistou a terceira posição nas bilheteiras americanas, ficando atrás apenas das estreias bombásticas de Lilo & Stitch (live-action) e do novo Missão: Impossível. Mesmo assim, o desempenho foi o suficiente para quebrar o recorde de 2011, quando Premonição 4 faturou US$ 186 milhões no total.

Com isso, Laços de Sangue crava seu nome na história da franquia como o maior sucesso comercial, coroando um retorno aguardado pelos fãs, que há mais de uma década esperavam por um novo capítulo digno do legado de absurdos criativos que a série sempre entregou.

🎬 Estreia acima das expectativas

Na estreia, Premonição 6 já havia dado sinais de que vinha com tudo. O longa chegou aos cinemas americanos com US$ 51 milhões no fim de semana de abertura, o melhor lançamento da franquia até hoje. O número superou (e com folga) as projeções iniciais, que apostavam em algo em torno de US$ 40 milhões nos EUA e US$ 70 milhões mundialmente.

Ao que tudo indica, o mix de nostalgia, novas tecnologias de efeitos especiais e uma trama que respeita a mitologia da franquia conquistou não só os veteranos do terror, mas também uma nova geração de fãs que nunca olhará para uma escada, um forno ou um ônibus da mesma forma.

🩸 Terror em alta — com fôlego para mais

O sucesso de Laços de Sangue reforça a boa fase do gênero de terror nas bilheteiras. Depois de anos sendo tratado como um “gênero de nicho”, o horror volta a ocupar espaços de destaque nos cinemas, competindo com gigantes de ação e live-actions da Disney. A boa recepção crítica e o boca a boca positivo também devem ajudar o filme a manter uma boa estabilidade nas próximas semanas.

E claro, com esse desempenho todo, já se fala em mais um capítulo. Afinal, se tem uma coisa que essa franquia ensinou ao público é: não dá para fugir do destino — e tampouco de uma sequência.


📊 Resumo:

  • Bilheteira global: US$ 187 milhões
  • Bilheteira EUA: US$ 94,6 milhões
  • Melhor estreia da franquia: US$ 51 milhões no 1º fim de semana
  • Recorde da franquia anterior: US$ 186 milhões (Premonição 4)
  • Segundo fim de semana nos EUA: US$ 24,5 milhões

A Grande Inundação ganha vídeo de bastidores e revela os dilemas humanos por trás do apocalipse tecnológico

0
Foto: Reprodução/ Internet

A Netflix divulgou um novo vídeo de bastidores de A Grande Inundação, filme sul-coreano que vem se destacando não apenas como uma superprodução de desastre, mas como uma obra profundamente humana sobre perda, escolhas e o desejo de continuar existindo mesmo após o colapso de tudo o que conhecemos. Dirigido por Kim Byung-woo, o longa utiliza a ficção científica como ponto de partida para discutir temas universais, transformando o apocalipse em um espelho emocional de seus personagens.

No centro da narrativa está An-na, interpretada por Kim Da-mi em um de seus papéis mais complexos até agora. Pesquisadora de inteligência artificial e viúva recente, ela carrega uma dor que ainda não encontrou descanso. O filme se inicia de maneira aparentemente simples: An-na desperta em seu apartamento e percebe que a água começa a invadir o prédio onde mora. O que poderia ser apenas mais um filme de catástrofe rapidamente se revela algo maior, mais sufocante e emocionalmente denso.

Acompanhada de seu filho de seis anos, Ja-in, An-na tenta alcançar o topo do edifício de trinta andares enquanto o nível da água sobe de forma implacável. Em meio ao caos, ela recebe uma ligação informando que agentes das Nações Unidas estão a caminho para resgatá-los de helicóptero. A promessa de salvação surge como um fio de esperança em um cenário que parece condenado. No entanto, o que o filme constrói não é uma simples corrida contra o tempo, mas uma jornada psicológica marcada por memórias traumáticas e revelações perturbadoras.

O agente Hee-jo, vivido por Park Hae-soo, surge como a figura que amplia o escopo da história. Ele revela que a inundação não é um acidente isolado, mas consequência de uma decisão global cuidadosamente ocultada. Governos do mundo inteiro sabiam da queda iminente de um asteroide no Polo Sul, evento que desencadearia tsunamis globais e levaria à extinção da humanidade. Em vez de alertar a população, líderes mundiais optaram por investir em projetos secretos de sobrevivência, incluindo uma estação espacial e experimentos para transferir a consciência humana para corpos artificiais.

O novo vídeo de bastidores destaca como essa revelação foi pensada não como um choque espetacular, mas como um peso moral. A produção buscou mostrar que o verdadeiro terror do filme não está apenas na água que invade cidades, mas nas decisões silenciosas que determinam quem merece sobreviver. Essa dimensão ética ganha força quando An-na descobre que sua própria empresa está envolvida nesses projetos e que seu trabalho como pesquisadora de IA teve um papel crucial nesse plano de salvação seletiva.

A narrativa se torna ainda mais dolorosa quando é revelado que Ja-in não é uma criança biológica, mas um ser artificial criado a partir do software desenvolvido por An-na para aprimorar a cognição sintética. A descoberta não diminui o vínculo entre mãe e filho, mas o torna mais complexo. O filme trata essa relação com extrema delicadeza, deixando claro que o afeto construído ao longo do tempo é tão real quanto qualquer laço biológico.

As cenas de ação e desastre são constantemente atravessadas por flashbacks do passado de An-na. Um dos momentos mais impactantes envolve o acidente de carro que tirou a vida de seu marido. Preso dentro do veículo submerso, ele pede que An-na o deixe para trás e salve o filho. Essa memória retorna de forma recorrente, conectando o trauma do passado à urgência do presente e reforçando a sensação de culpa que move cada decisão da personagem.

À medida que a inundação se intensifica, An-na é separada de Ja-in em diferentes momentos, forçada a reviver a angústia da perda repetidas vezes. O filme introduz então uma estrutura narrativa marcada pela repetição de eventos, como se o tempo estivesse preso em um ciclo de tentativas fracassadas. Cada nova sequência parece recomeçar do mesmo ponto, mas com pequenas variações que revelam novas possibilidades e novos erros.

O material de bastidores revela que essa escolha narrativa foi pensada para representar o funcionamento da mente diante do luto. Segundo a equipe criativa, a repetição simboliza a incapacidade de aceitar a perda e o impulso constante de imaginar desfechos diferentes. Essa abordagem transforma a ficção científica em uma metáfora emocional poderosa, onde cada linha do tempo funciona como uma tentativa desesperada de não dizer adeus.

O grande giro da narrativa acontece quando o filme revela que apenas a primeira linha do tempo ocorreu na realidade. Gravemente ferida após o foguete de evacuação ser atingido por destroços, An-na é resgatada por outra nave e decide transferir sua consciência para um sistema de inteligência artificial. As inúmeras realidades que o público acompanha ao longo do filme são, na verdade, simulações de sua última hora de vida, criadas para coletar dados emocionais e aperfeiçoar a empatia sintética.

Cada repetição, cada falha e cada separação de Ja-in servem para alimentar esse sistema, forçando a IA a compreender emoções humanas profundas como medo, apego e amor incondicional. O novo vídeo de bastidores evidencia o cuidado da produção em equilibrar esse conceito complexo com uma narrativa acessível, mantendo o público emocionalmente conectado à jornada de An-na.

No desfecho, ambientado na estação espacial, o projeto é considerado bem-sucedido. Corpos artificiais são construídos, e as consciências de An-na e Ja-in são transferidas para eles. Mãe e filho recebem a chance de continuar juntos, mesmo após o fim da humanidade como ela era conhecida. Ainda assim, o filme evita respostas fáceis. A pergunta sobre o que define a vida permanece no ar, convidando o espectador a refletir sobre identidade, memória e continuidade.

A Grande Inundação estreou mundialmente em 18 de setembro de 2025 no Festival Internacional de Cinema de Busan, dentro da mostra Korean Cinema Today Special Premiere, e chegou ao catálogo global da Netflix em 19 de dezembro do mesmo ano.

A Graça de Sorrentino chega a Veneza com estreia mundial — e distribuição global pela MUBI

0
Foto: Reprodução/ Internet

A elegância cinematográfica de Paolo Sorrentino está de volta às telonas — e ao coração da crítica internacional. Seu mais novo trabalho, La Grazia, foi anunciado como filme de abertura da Competição Oficial do prestigiado 82º Festival Internacional de Cinema de Veneza, um feito que já o coloca sob os holofotes antes mesmo do primeiro aplauso.

Mas as boas novas não param por aí: a MUBI, que tem se consolidado como mais do que um serviço de streaming — atuando também como distribuidora e produtora — adquiriu os direitos globais de distribuição (exceto na Itália), reforçando seu compromisso em levar cinema de autor ao público mundial. A plataforma ficou responsável pelos territórios da América Latina, América do Norte, Reino Unido, Irlanda, Alemanha, Áustria, Benelux, Espanha, Turquia, Índia, Austrália e Nova Zelândia. Já os direitos da Itália permanecem com a PiperFilm, enquanto a The Match Factory cuidará da venda para os demais mercados.

La Grazia — título que, como já se especula, pode dialogar tanto com o sagrado quanto com o profano — marca mais uma colaboração entre Sorrentino e o ator Toni Servillo, dupla responsável por obras aclamadas como A Grande Beleza (vencedora do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro) e A Mão de Deus. A atriz Anna Ferzetti também integra o elenco principal, prometendo ampliar as camadas sensoriais e emocionais que Sorrentino tão bem sabe explorar.

O longa foi escrito e dirigido pelo próprio Sorrentino e nasce de uma co-produção entre The Apartment Pictures (empresa da Fremantle), Numero 10 e a já citada PiperFilm. A Fremantle, aliás, assina a produção como um todo, dando um selo de sofisticação e consistência internacional ao projeto.

Pouco foi revelado sobre o enredo — como é de costume nos projetos do cineasta napolitano — mas, se o título serve de pista, podemos esperar um mergulho existencial sobre a beleza (ou talvez a angústia) da redenção, da fé ou da própria arte. Com Sorrentino, sabemos: a estética é sempre um caminho para algo mais profundo.

A escolha de Veneza como palco de estreia mundial é simbólica. Além da tradicional relação entre o festival e os grandes nomes do cinema europeu, a cidade flutuante oferece a moldura ideal para o estilo visual barroco.

Na Sessão de Sábado (16/08), TV Globo exibe o filme Indiana Jones e o Templo da Perdição

0
Foto: Reprodução/ Internet

Neste sábado, 16 de agosto, a partir das 14h, a Globo apresenta mais uma edição da Sessão de Sábado, levando aos lares brasileiros uma das aventuras mais emblemáticas do cinema: Indiana Jones e o Templo da Perdição. Logo após a exibição de um Edição Especial, o público poderá se envolver novamente na jornada do arqueólogo mais famoso da história do cinema, Indiana Jones, interpretado pelo carismático Harrison Ford.

Lançado originalmente em 1984, o filme é a segunda produção da franquia criada por George Lucas e dirigida pelo mestre do cinema de aventura, Steven Spielberg. Apesar de muitas vezes ser lembrado por sua intensidade e por cenas marcantes que causaram controvérsia na época, “O Templo da Perdição” continua sendo referência em narrativa cinematográfica de ação e aventura. A produção também funciona como prequela de “Os Caçadores da Arca Perdida” (1981), oferecendo ao público um mergulho nas origens e na vida de Indiana antes de enfrentar os nazistas.

O roteiro, assinado por Willard Huyck e Gloria Katz, foi baseado na ideia original de Lucas, que queria explorar um contexto completamente diferente, evitando repetir os vilões da primeira produção. Lucas passou por diversas propostas de enredo antes de finalizar a versão que chegaria às telas. A inspiração para algumas sequências veio do clássico “Gunga Din” (1939), e o resultado é um filme que mistura elementos de ação, mistério, suspense e, claro, aquela dose característica de humor presente em todas as aventuras do arqueólogo.

Uma história que mistura misticismo e ação

O enredo do filme leva Indiana Jones diretamente à Índia, onde é procurado por uma aldeia que vive em desespero. A comunidade busca a ajuda do arqueólogo para recuperar uma pedra mística roubada, item de grande importância espiritual. Ao longo da trama, Indy enfrenta os Tuges, um culto religioso liderado pelo aterrorizante sacerdote Mola Ram, que pratica escravidão infantil, rituais de magia negra e sacrifícios humanos.

A história se destaca não apenas pela ação, mas pelo ritmo intenso e pelas sequências inovadoras de aventura, como a famosa perseguição de avião, a fuga em carrinho de mina e o icônico número musical de abertura em Xangai, no qual a atriz Kate Capshaw, interpretando Willie Scott, surpreende com sua performance. O filme também introduz o carismático ajudante Short Round, interpretado por Jonathan Ke Quan, que rapidamente se tornou um personagem querido pelo público por sua coragem e inteligência, apesar da pouca idade.

Personagens memoráveis

Harrison Ford retorna ao papel de Indiana Jones, combinando seu charme inconfundível com a habilidade de arqueólogo destemido. Para se preparar para o papel, Ford passou por um intenso treinamento físico, garantindo que suas cenas de ação fossem convincentes e emocionantes.

Kate Capshaw como Willie Scott entrega uma personagem que contrasta com Marion Ravenwood, de “Os Caçadores da Arca Perdida”. Inicialmente considerada uma “donzela em perigo”, Willie ganha destaque pela evolução ao longo da aventura, mostrando coragem e determinação, mesmo diante dos perigos mais inusitados.

O pequeno e intrépido Short Round, vivido por Jonathan Ke Quan, adiciona uma dimensão leve e divertida à narrativa. Sua química com Indy é notável, e as cenas em que os dois improvisam soluções criativas para escapar dos vilões permanecem como momentos icônicos do cinema de aventura.

O antagonista Mola Ram, interpretado por Amrish Puri, se tornou um dos vilões mais memoráveis da franquia. Com uma presença imponente e rituais assustadores, o personagem combina elementos históricos e fictícios, oferecendo um desafio convincente para o herói da trama.

Bastidores e produção

O filme é fruto da parceria criativa entre Steven Spielberg e George Lucas, que buscavam explorar um tom mais sombrio e ousado do que o primeiro filme da franquia. O desenvolvimento do roteiro envolveu diversas mudanças e adaptações, incluindo a criação de personagens e cenários que equilibrassem ação, drama e momentos de leveza.

Devido a questões culturais e políticas, grande parte das filmagens não pôde ser realizada na Índia, sendo transferida para o Sri Lanka, que serviu como cenário para a aldeia e o palácio onde se desenrola grande parte da trama. A equipe também utilizou estúdios em Elstree, Inglaterra, além de locações nos Estados Unidos para algumas sequências de ação.

O trabalho de efeitos especiais foi pioneiro para a época, contando com a colaboração da Industrial Light & Magic, enquanto Ben Burtt, da Skywalker Sound, desenvolveu efeitos sonoros que se tornariam referência em filmes de aventura. Cada detalhe, desde os figurinos até os efeitos de mágica e perigos, foi cuidadosamente planejado para criar uma experiência cinematográfica envolvente.

Polêmica e recepção

Apesar do sucesso de bilheteria, “O Templo da Perdição” gerou polêmica em seu lançamento devido a algumas representações da cultura indiana e cenas de violência intensa. O filme acabou influenciando a criação da classificação PG-13 nos Estados Unidos, orientando pais sobre conteúdos potencialmente inadequados para crianças pequenas.

Ao longo dos anos, entretanto, a crítica passou a valorizar mais os elementos positivos da produção, como a intensidade narrativa, a criatividade das sequências de ação, os efeitos especiais inovadores para a época e o talento do elenco principal. Apesar das controvérsias iniciais, o filme consolidou seu lugar na história do cinema como uma aventura clássica e indispensável para fãs do gênero.

Legado e curiosidades

“O Templo da Perdição” influenciou não apenas o cinema, mas também a cultura pop como um todo. Quadrinhos, jogos de vídeo game e produtos licenciados expandiram a presença da franquia, enquanto fãs de várias gerações continuam a se encantar com as aventuras de Indy.

Algumas curiosidades revelam o comprometimento da equipe de produção. Por exemplo, Harrison Ford sofreu uma hérnia de disco durante as filmagens, exigindo cuidados especiais e ajustes na programação. Kate Capshaw precisou aprender a cantar em mandarim e ensaiar sapateado para o número musical de abertura. Já os efeitos de stop-motion, miniaturas e dublês criaram cenas que desafiam a imaginação até hoje.

O filme também marcou a vida pessoal de Spielberg, pois foi durante as filmagens que ele conheceu Kate Capshaw, que mais tarde se tornaria sua esposa, adicionando um elemento pessoal à produção de um clássico cinematográfico.

Premiações

Além de seu sucesso financeiro, o filme foi reconhecido em premiações importantes. Entre os destaques estão o Oscar de Melhores Efeitos Visuais e indicações para Melhor Trilha Sonora, consolidando sua importância técnica e artística na indústria cinematográfica.

Henry Cavill e Jake Gyllenhaal enfrentam missão perigosa no trailer de “Na Zona Cinzenta”, novo filme de Guy Ritchie

0

A Diamond Films divulgou o primeiro trailer de Na Zona Cinzenta, novo filme dirigido pelo cineasta britânico Guy Ritchie (Sherlock Holmes, Snatch – Porcos e Diamantes, O Agente da U.N.C.L.E.). Conhecido por seu estilo visual dinâmico e por narrativas que combinam ação, estratégia e personagens complexos, o diretor retorna aos cinemas com mais um thriller de alto risco. A estreia do longa no Brasil está marcada para 14 de maio.

A produção reúne um elenco internacional de destaque liderado por Henry Cavill (O Homem de Aço, Missão: Impossível – Efeito Fallout, O Agente da U.N.C.L.E., Enola Holmes) e Jake Gyllenhaal (O Abutre, O Dia Depois de Amanhã, Os Suspeitos, Ambulância – Um Dia de Crime). Na história, os dois interpretam especialistas em operações de resgate e recuperação que acabam envolvidos em uma missão extremamente delicada e perigosa.

A trama acompanha a dupla enquanto embarca em uma operação para recuperar uma fortuna bilionária que foi roubada. O trabalho exige precisão absoluta e envolve uma complexa rede de negociações e estratégias. Para que o plano funcione, eles precisam garantir uma rota de fuga segura para uma negociadora altamente experiente, personagem interpretada por Eiza González (Em Ritmo de Fuga, Ambulância, Godzilla vs. Kong, Alita: Anjo de Combate).

Inicialmente, a missão parece seguir um plano cuidadosamente elaborado. No entanto, conforme a operação avança, os personagens percebem que a situação é muito mais instável do que imaginavam. O que deveria ser apenas uma missão de recuperação financeira acaba se transformando em um jogo perigoso marcado por manipulações, disputas de poder e traições inesperadas.

À medida que os acontecimentos se intensificam, o grupo precisa lidar com diferentes interesses envolvidos na operação. Cada decisão passa a ter consequências imprevisíveis e os personagens se veem obrigados a questionar as verdadeiras intenções uns dos outros.

A narrativa mergulha em um ambiente onde estratégia e sobrevivência caminham lado a lado. Em um cenário marcado por alianças frágeis e rivalidades ocultas, a busca pela fortuna roubada rapidamente se transforma em uma corrida contra o tempo.

O elenco também conta com a participação de Rosamund Pike (Garota Exemplar, Jack Reacher: O Último Tiro, Eu Me Importo, A Roda do Tempo) e Jason Wong (Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes, O Gentlemen, Strangers). Os personagens interpretados pelos dois atores ampliam a rede de interesses e conflitos que movimenta a história.

Ao longo da carreira, Guy Ritchie construiu uma identidade própria dentro do cinema de ação e suspense. Seus filmes costumam apresentar narrativas cheias de reviravoltas, diálogos rápidos e personagens que operam em áreas moralmente ambíguas. Em produções como Sherlock Holmes, protagonizado por Robert Downey Jr., e O Agente da U.N.C.L.E., o diretor mostrou sua habilidade em combinar humor, ação estilizada e tramas estratégicas.

Em Na Zona Cinzenta, o cineasta retoma essa fórmula ao apresentar personagens que atuam em um território onde as linhas entre certo e errado são constantemente questionadas. O título do filme reforça justamente essa ideia de ambiguidade moral, sugerindo que os protagonistas operam em um espaço onde decisões difíceis precisam ser tomadas rapidamente.

almanaque recomenda