Crítica – Frankenstein, de Guillermo Del Toro é um filme que transforma dor e beleza em um espetáculo gótico inesquecível

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Guillermo Del Toro sempre caminhou na fronteira entre fantasia e dor, entre o belo e o grotesco. Em sua releitura de Frankenstein, esse território híbrido não é apenas cenário; é alma. Desde os primeiros fotogramas, o diretor deixa claro que não pretende apenas revisitar Mary Shelley, mas reinterpretar suas provocações mais profundas com o olhar de um cineasta que compreende a monstruosidade como metáfora da solidão humana.

O filme se abre com uma força visual avassaladora. É Del Toro em seu estado mais puro: meticuloso, artesanal e apaixonado por cada textura. Os salões iluminados por chamas vacilantes, o laboratório úmido e claustrofóbico, a extensão gelada do Ártico que parece engolir a humanidade, tudo compõe um quadro que ultrapassa a mera direção de arte. Cada ambiente funciona como um espelho psicológico, refletindo a deterioração emocional dos personagens. Não é estética pela estética; é narrativa construída a partir da atmosfera.

O que torna Frankenstein de Del Toro mais potente do que uma simples homenagem é sua decisão de humanizar não apenas a Criatura, mas também Victor Frankenstein. Oscar Isaac entrega uma atuação precisa e modulada, que recusa a visão tradicional do cientista como vilão absoluto. Aqui, Victor é ambicioso, mas também vulnerável, aflito e incapaz de lidar com o próprio fracasso moral. Sua arrogância científica não nasce da maldade, e sim da ilusão de que pode controlar a vida sem enfrentar suas implicações. Essa humanidade falha o arrasta para a ruína, e ao vê-lo se desmontar emocionalmente diante daquilo que criou, o espectador testemunha um dos grandes acertos da adaptação: a compreensão de que o verdadeiro horror não está na Criatura, e sim na recusa do criador em assumir o que trouxe ao mundo.

Jacob Elordi reinventa a Criatura como um ser que oscila entre força e fragilidade. Seu corpo imenso contrasta com uma doçura inesperada, reforçando a ideia de que sua monstruosidade é produto da rejeição e não de sua essência. Há momentos em que ele parece quase infantil em sua curiosidade, cenas que Del Toro filma com uma ternura silenciosa e que servem como respiradouros emocionais entre os grandes conflitos. Essa sensibilidade torna a tragédia ainda mais dolorosa: a Criatura se torna monstruosa porque é privada daquilo que qualquer ser precisa para viver, como afeto, acolhimento e pertencimento.

A participação de Mia Goth adiciona sutileza à narrativa. Sua personagem oferece um contraponto à rejeição que persegue a Criatura e suas cenas em conjunto estão entre as mais delicadas do filme. Elas revelam a capacidade de Del Toro de encontrar poesia nos espaços onde o horror costuma dominar. Não são apenas momentos de conexão; são fagulhas de humanidade que contrastam com a violência do mundo ao redor.

Narrativamente, o filme é denso, introspectivo e, por vezes, deliberadamente lento. Del Toro não tem pressa de chegar às grandes revelações. Prefere construir tensões por meio de silêncios, olhares e gestos, deixando que a relação entre criador e criação se torne um espelho rachado. Esse ritmo contemplativo pode não agradar quem espera algo mais explosivo, mas para o público disposto a entrar na cadência emocional proposta, a experiência é imersiva e devastadora.

No desfecho, Frankenstein se consolida como uma tragédia operística sobre culpa e abandono. Del Toro resgata o espírito da obra de Shelley, não o terror superficial, mas o coração filosófico que questiona até que ponto o ser humano está preparado para lidar com aquilo que deseja dominar. A Criatura busca um lugar no mundo; Victor busca escapar da responsabilidade. Dessa colisão entre carência e negação nasce uma destruição inevitável.

É um filme sobre criação, mas também sobre a morte simbólica de quem não sabe amar o que traz à vida. Um conto sobre monstros que surgem, sobretudo, da incapacidade humana de cuidar.

A estética impecável, as atuações poderosas e a profundidade emocional fazem desta versão de Frankenstein uma das interpretações mais ricas e sensíveis dos últimos anos. Não é apenas um espetáculo visual; é um lamento trágico que continua ecoando muito depois que a tela escurece.

The Paper estreia em setembro e promete reviver o universo de The Office com tinta, café frio e caos editorial

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Foto: Reprodução/ Internet

Depois de anos de especulação, meme e nostalgia de escritório, o primeiro derivado oficial de The Office finalmente vai sair do papel — literalmente. Intitulada The Paper, a nova série tem estreia marcada para 4 de setembro no streaming da Peacock (EUA), com os quatro primeiros episódios lançados de uma vez só. Depois disso, serão dois episódios novos por semana, até o final da temporada em 25 de setembro.

Mas calma: nada de Michael Scott, Dwight ou faxinas com arroz no teclado. A ideia aqui não é repetir Scranton, mas expandir o universo documental que conquistou o mundo. A trama de The Paper começa quando a equipe de documentaristas que acompanhou a Dunder Mifflin resolve buscar um novo assunto. Eles encontram um jornal tradicional do Centro-Oeste americano à beira da falência, liderado por um editor meio desesperado que tenta manter o impresso vivo… com a ajuda de repórteres voluntários. Sim, dá pra rir e chorar só com essa premissa.

De escritório para redação: o caos só mudou de cenário

Protagonizada por Domhnall Gleeson (Ruído Branco, Questão de Tempo) e Sabrina Impacciatore (The White Lotus), The Paper promete manter o estilo “mockumentary” que tornou The Office uma referência de humor cínico, humano e desconfortavelmente familiar.

Agora, em vez de papel sulfite, os personagens lidam com pautas atrasadas, impressoras obsoletas, redes sociais que ninguém entende e um jornalismo em crise que parece lutar contra sua própria extinção. Tudo isso enquanto são filmados por uma equipe de documentário que insiste em registrar cada suspiro constrangedor.

Uma nova chance pro absurdo real

Se The Office foi sobre a vida sem glamour nos cubículos e a arte de ser ridículo sob luz fluorescente, The Paper parece mirar em um novo tipo de absurdo: o de tentar manter relevância em um mundo que já seguiu em frente. Um jornal físico, feito por voluntários, tentando sobreviver na era do TikTok? Pode apostar que vai ter muito mais do que deadline perdido e manchete trocada.

A produção é da Universal Television e conta com o selo criativo da mesma equipe que trouxe The Office ao auge. Embora ainda não tenha confirmação de lançamento oficial no Brasil, a expectativa é que a série seja exibida futuramente pelo Peacock via Globoplay ou outro serviço parceiro.

Os Caras Malvados 2 estreia em agosto com novas vilãs e um assalto que promete virar o jogo

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Foto: Reprodução/ Internet

Depois de tentarem deixar a vida de crimes para trás, os anti-heróis mais adoráveis da animação vão descobrir que “ser bonzinho” não é tão simples quanto parece. Os Caras Malvados 2, nova produção da DreamWorks Animation em parceria com a Universal Pictures, chega aos cinemas brasileiros no dia 14 de agosto com uma pergunta no ar: e se os ex-vilões fossem raptados por vilãs ainda piores?

Na nova aventura, os Caras Malvados estão focados em manter a reputação limpa — ou ao menos tentando parecer mais comportados. Só que a paz não dura muito. De repente, a gangue é sequestrada por um novo trio de criminosas que não está ali para brincar. As Garotas Malvadas, lideradas por uma leopardo-das-neves estratégica e implacável, precisam de ajuda para executar um roubo ambicioso. E é claro que a confusão está garantida quando se junta quem quer mudar com quem ainda nem pensou nisso.

O elenco original de vozes retorna em grande estilo: Sam Rockwell como o carismático Sr. Lobo, Marc Maron como o rabugento Sr. Cobra, Craig Robinson como o exagerado e adorável Sr. Tubarão, Anthony Ramos no papel do impulsivo Sr. Piranha, e Awkwafina como a genial e sarcástica Srta. Tarântula, ou Webs. Cada um traz seu talento para manter a química afiada do grupo.

A novidade que movimenta a sequência são as Garotas Malvadas, três novas personagens que chegam com personalidade de sobra e um plano mirabolante nas mãos. Danielle Brooks dá voz à líder Kitty Kat, uma leopardo-das-neves tão elegante quanto perigosa. Maria Bakalova interpreta Pigtail, uma javali engenheira vinda da Bulgária, e Natasha Lyonne entra como Doom, uma corvo com faro para golpes e comentários ácidos. O trio chega para bagunçar as dinâmicas já caóticas da antiga gangue.

Baseado nos livros de Aaron Blabey, que já venderam mais de 30 milhões de cópias no mundo, o filme mantém a essência do primeiro longa: humor esperto, ritmo acelerado e personagens que, mesmo improváveis, são cativantes. A sequência aposta na interação entre dois mundos — o dos ex-vilões em reabilitação e o das vilãs profissionais — para explorar com leveza temas como redenção, identidade e o que realmente significa “ser do bem”.

Visualmente vibrante, com direção dinâmica e dublagens afiadíssimas, Os Caras Malvados 2 promete ser uma das grandes animações do ano. Com cenas de ação insanas, diálogos hilários e reviravoltas a cada esquina, a sequência chega para conquistar tanto o público infantil quanto os adultos que se divertiram com o primeiro filme.

A estreia está marcada para 14 de agosto, exclusivamente nos cinemas, com distribuição da Universal Pictures. Prepare-se para torcer, rir e, quem sabe, até repensar quem são os verdadeiros mocinhos da história.

Programa Silvio Santos com Patricia Abravanel de domingo (01/06/2025) Sonia Abrão é a grande homenageada no Show de Calouros, Jogo das 3 Pistas e Câmeras Escondidas

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O Programa Silvio Santos com Patricia Abravanel deste domingo, 1º de junho de 2025, promete uma edição pra lá de especial, repleta de nostalgia, emoção e muita alegria. A partir das 19h, o palco mais icônico da televisão brasileira recebe convidados de peso, surpresas inesquecíveis e quadros clássicos que continuam conquistando o público de todas as idades. Prepare-se para uma noite eletrizante, com momentos que vão do riso ao choro, celebrando figuras emblemáticas da mídia e estrelas da nova geração.


🌟 Sonia Abrão é a grande homenageada no “Show de Calouros”

O tradicional quadro “Show de Calouros” ganha brilho extra com a presença da renomada jornalista e apresentadora Sonia Abrão, que assume a posição de convidada especial no júri da noite. Ao lado de Aretuza Lovi, Felipeh Campos, Helen Ganzarolli, Victor Sarro e Xaropinho, Sonia traz sua opinião afiada, sensibilidade jornalística e um toque de emoção às avaliações das performances, que prometem arrancar tanto elogios quanto risadas da bancada.

Com uma história profundamente entrelaçada ao SBT, Sonia é figura constante no Troféu Imprensa desde 1981 e já integrou atrações históricas da emissora, como A Verdade de Cada Um, Domingo Legal, Aqui Agora, SBT Palace Hotel e Falando Francamente. Jornalista por formação e referência no jornalismo de celebridades, ela comanda o bem-sucedido A Tarde É Sua na RedeTV! há mais de duas décadas, consolidando-se como um dos rostos mais influentes da televisão brasileira.

Logo após o quadro, Patricia Abravanel convida Sonia a entrar na emocionante “Sala do Artista”, onde uma comovente homenagem será feita. A jornalista relembrará momentos marcantes de sua trajetória, contará histórias sobre sua relação com Silvio Santos e receberá perguntas dos jurados. O momento promete ser tocante, com surpresas que arrancarão lágrimas e aplausos.


🎤 Márcia Goldschmidt e Nani Venâncio se enfrentam no “Jogo das 3 Pistas”

Duas veteranas da televisão brasileira encaram o desafio do tradicional “Jogo das 3 Pistas”. O embate da vez será entre Márcia Goldschmidt e Nani Venâncio, personalidades que marcaram gerações com seus programas e carisma inconfundível.

  • Márcia Goldschmidt brilhou nas tardes do SBT nos anos 1990 e 2000 com o emblemático Programa Márcia, abordando temas familiares com ousadia e empatia. Também teve passagens por atrações como Fantasia, Programa Livre e Hora da Verdade. Atualmente radicada em Portugal, atua como influenciadora digital, compartilhando experiências sobre maternidade, saúde e qualidade de vida.
  • Nani Venâncio, com mais de 36 anos de carreira, se destacou em programas como Nani Mulher e A Tarde é Show, além de participações como atriz em novelas e séries. Em 2025, após 17 anos na Rede Brasil, ela entra em nova fase, focando em projetos independentes e produção de conteúdo digital.

O jogo promete um duelo de gerações, experiências e muitas boas risadas!


🎶 Fenômenos da internet invadem o palco no “Qual é a Música”

O clássico “Qual É a Música” ganha nova roupagem com a presença de influenciadores, cantores e streamers que dominam as redes sociais. Um verdadeiro encontro de estrelas da era digital, que prometem transformar o quadro em uma celebração pop e contagiante.

Entre os convidados estão:

  • Nobru: Campeão mundial de Free Fire, referência nos eSports e ícone das redes, com mais de 26 milhões de seguidores.
  • Paulinho, o Loko: Youtuber e streamer de GTA, eleito o melhor do Brasil em 2024, com 11 milhões de seguidores e presidente do clube virtual Dandele FC.
  • Mari Menezes: Influenciadora que viralizou ao tentar conhecer Virginia Fonseca e hoje é apresentadora do PodCats ao lado de Camila Loures.
  • Camila Loures: Uma das maiores influenciadoras do país, cantora, empresária e fenômeno do YouTube com 37 milhões de fãs.
  • Giovanna Chaves: Atriz revelada em Cúmplices de um Resgate, segue carreira como cantora e estrela da nova geração.
  • Giana: Cantora multi-instrumentista que encantou Neymar e já marcou presença até no Festival de Cannes.

Com vozes potentes, coreografias e muitas surpresas, o quadro deve animar o estúdio e render clipes virais nas redes!


💰 “Show do Milhão EMS” segue desafiando o público

O sempre popular “Show do Milhão EMS” retorna com mais uma rodada de perguntas que provocam tanto risos quanto debates nas redes. Enquanto alguns participantes se enrolam em questões simples, outros surpreendem com respostas afiadíssimas. A pergunta que vai viralizar neste domingo ainda é um mistério — mas pode ter certeza de que vem mais um momento icônico por aí!


😂 “Câmeras Escondidas” com pegadinhas inéditas direto da CCXP

O rei das pegadinhas, Ivo Holanda, e sua trupe aprontam mais uma das hilárias Câmeras Escondidas. Em “Susto com Ursinho”, gravada durante a CCXP, o ator Adriano Arbool pede ajuda para carregar bichinhos de pelúcia. Mas o que parece uma tarefa simples vira um susto daqueles quando William Pitoco, disfarçado de urso gigante, salta inesperadamente, arrancando gritos e gargalhadas do público.

Minecraft: O Filme ultrapassa US$ 816 milhões e conquista o público mundial

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A adaptação cinematográfica de Minecraft está provando que o universo dos games segue sendo uma fonte inesgotável de sucessos nas telonas. Com mais US$ 20 milhões arrecadados no último fim de semana, o longa já soma expressivos US$ 816 milhões em bilheteria global 🌎. Só nos Estados Unidos, o filme estrelado por Jack Black acumula impressionantes US$ 377 milhões em pouco mais de um mês de exibição.

🏆 Desempenho sólido nas bilheteiras americanas

Embora tenha perdido o posto de líder das bilheteiras no movimentado feriado de Páscoa, Minecraft mantém um desempenho robusto nos EUA. Atualmente, ocupa a quarta posição no ranking nacional, sendo superado apenas por Pecadores, o relançamento de Star Wars: A Vingança dos Sith (em comemoração aos 20 anos do episódio) e a sequência O Contador 2, que dominaram o topo neste fim de semana.

Mesmo fora do pódio, o sucesso contínuo da produção confirma seu enorme apelo junto ao público — e aponta para uma trajetória ainda muito promissora nas próximas semanas.

🎬 Uma estreia de tirar o fôlego

A estreia de Minecraft foi um verdadeiro evento. Com US$ 157 milhões arrecadados apenas no primeiro fim de semana nos cinemas americanos, o filme quebrou o recorde de melhor abertura para uma adaptação de videogame na história dos EUA 🇺🇸. Esse resultado histórico superou os US$ 146 milhões conquistados por Super Mario Bros. – O Filme em 2023, outro gigante inspirado no mundo dos games.

Essa conquista reforça o interesse cada vez maior do público por universos interativos adaptados para o cinema — e demonstra que a nostalgia e o carinho pelas franquias de videogame continuam falando mais alto nas decisões de bilheteria.

📚 Uma história cheia de aventura e imaginação

O enredo de Minecraft traz uma abordagem criativa e repleta de aventura. A história acompanha quatro desajustados — Garrett “The Garbage Man” Garrison (Jason Momoa), Henry (Sebastian Hansen), Natalie (Emma Myers) e Dawn (Danielle Brooks) — que enfrentam desafios cotidianos em suas rotinas monótonas. Tudo muda quando um misterioso portal os transporta para Overworld, um mundo mágico e completamente construído em blocos 🧱.

Neste novo universo, onde a imaginação é a chave para a sobrevivência, eles precisam se adaptar rapidamente. Além de dominar as estranhas regras do Overworld, o grupo enfrenta ameaças constantes de criaturas perigosas, como Piglins e Zumbis 🧟‍♂️.

Para vencer esses obstáculos e tentar encontrar o caminho de volta para casa, eles contam com a ajuda de Steve (Jack Black), um construtor experiente, imprevisível e cheio de truques. Entre construções mirabolantes, estratégias criativas e batalhas eletrizantes, o grupo embarca em uma jornada de superação, amizade e autodescoberta.

🎤 Elenco de peso e humor certeiro

Além da direção segura e dos efeitos visuais impressionantes, Minecraft aposta em um elenco carismático para conquistar o público. Jack Black, que já provou seu talento para projetos familiares em filmes como Escola de Rock e Jumanji, rouba a cena como Steve, trazendo uma mistura única de humor, excentricidade e emoção ao personagem.

Jason Momoa, conhecido por papéis mais sérios como em Aquaman e Game of Thrones, se diverte ao dar vida ao atrapalhado Garrett, mostrando sua versatilidade e talento para a comédia de aventura.

O trio jovem formado por Sebastian Hansen, Emma Myers e Danielle Brooks também entrega atuações vibrantes, equilibrando humor e emoção de forma leve e cativante 🎭.

🌟 O fenômeno dos games no cinema

O sucesso de Minecraft reafirma uma tendência clara em Hollywood: adaptações de games continuam sendo apostas certeiras para o cinema. Depois de Sonic, Super Mario e The Last of Us (na TV), Minecraft mostra que ainda há muito espaço para histórias vindas do mundo dos jogos digitais.

Com apelo para várias gerações — dos fãs nostálgicos do jogo original aos jovens que estão descobrindo esse universo agora —, o filme demonstra que, quando a adaptação respeita o espírito da obra e entrega uma boa história, o sucesso é quase garantido ✨.

🔮 E o que vem pela frente?

Com a bilheteria global em alta e a recepção positiva do público, não seria surpresa se o estúdio anunciasse em breve planos para uma continuação ou até mesmo a expansão do universo Minecraft no cinema. Afinal, o material disponível é vasto, e o potencial para novas aventuras — seja explorando outros biomas, personagens ou missões — parece ilimitado.

Por enquanto, o primeiro filme já pode ser considerado uma verdadeira vitória para fãs e para a indústria. E quem sabe? Talvez, assim como no jogo, a próxima etapa dessa aventura ainda esteja sendo construída — bloco por bloco.

Saiba qual filme vai passar na Sessão da Tarde desta quinta (26), na TV Globo

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A TV Globo apresenta na Sessão da Tarde desta quinta, 26 de fevereiro de 2026, o filme 4×100 – Correndo Por Um Sonho, produção nacional que mistura drama esportivo, rivalidade e redenção. Inspirado no universo do atletismo olímpico, o longa traz uma narrativa emocional sobre segundas chances e a força do trabalho em equipe.

A trama começa com uma ferida aberta. Durante a final olímpica do revezamento 4×100, uma falha decisiva compromete o desempenho da equipe brasileira e transforma o sonho da medalha em frustração coletiva. O erro recai sobre Maria Lúcia, interpretada por Fernanda de Freitas, que passa a carregar o peso da derrota não apenas dentro das pistas, mas também sob o julgamento público e midiático.

Três anos depois, os caminhos das atletas seguem direções distintas. Maria Lúcia continua no atletismo e permanece em evidência na mídia, tentando reconstruir sua imagem e provar que ainda merece confiança. Já Adriana, vivida por Thalita Carauta, trilha um percurso mais turbulento. Após dedicar anos de esforço ao esporte, ela abandona o revezamento e passa a disputar pequenas lutas de MMA, enfrentando frustração e incertezas sobre o próprio futuro.

O reencontro das duas acontece às vésperas de uma nova edição dos Jogos Olímpicos, desta vez em Tóquio. A possibilidade de retornar à equipe reacende antigas tensões, mas também abre espaço para uma nova chance de reescrever a história. Para que isso aconteça, será necessário deixar mágoas de lado, reconstruir a confiança e entender que o sucesso no revezamento depende, acima de tudo, da sintonia coletiva.

Além de Fernanda de Freitas e Thalita Carauta, o elenco conta com nomes como Augusto Madeira, Cíntia Rosa, Roberta Alonso e Priscila Steinman. O grupo constrói uma dinâmica que evidencia as pressões psicológicas enfrentadas por atletas de alto rendimento, indo além das competições e explorando conflitos pessoais, inseguranças e expectativas familiares.

A direção é assinada por Tomás Portella, que conduz o filme equilibrando emoção e tensão esportiva. As sequências de corrida são filmadas com intensidade, buscando transmitir ao espectador a adrenalina dos momentos decisivos. A preparação física do elenco foi um dos pontos centrais da produção, exigindo dedicação e treinamento específicos para que as cenas ganhassem realismo.

A própria Thalita Carauta revelou, em entrevista, ter enfrentado lesões durante as gravações das cenas de corrida. O esforço para entregar autenticidade às disputas nas pistas foi complementado por recursos de efeitos visuais, garantindo que o resultado final mantivesse impacto e credibilidade.

O projeto nasceu da iniciativa de Roberta Alonso, que também integra o elenco. A ideia foi apresentada à produtora Gullane Filmes, dando origem ao desenvolvimento do roteiro, inicialmente escrito por Caroline Fioratti e Carlos Cortez. O longa carrega, portanto, uma origem profundamente ligada ao desejo de contar uma história sobre mulheres no esporte, ressaltando desafios frequentemente invisibilizados.

As filmagens ocorreram entre São Paulo e Rio de Janeiro, cidades que serviram de base para as cenas de treinamento e competições nacionais. Já a grande final foi gravada em Tóquio, em uma produção que buscou capturar a atmosfera internacional dos Jogos Olímpicos. Ao todo, quatro dias de gravações foram realizados na capital japonesa, reforçando o compromisso da equipe com a ambientação.

Bling Bling | Novo BL tailandês aposta no glamour do teatro Likay e estreia em 2026

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Foto: Reprodução/ Internet

O cenário das séries BL tailandesas acaba de ganhar uma produção que promete se destacar pela originalidade e pela forte ligação com a cultura local. Foi anunciada “Bling Bling”, nova aposta da produtora Copy A Bangkok, que terá como protagonistas os atores Gunner Nice e Guide Dech. Ambientada no tradicional mundo do Likay, a série tem estreia prevista para 2026.

Diferente de muitos títulos do gênero, que costumam se concentrar em ambientes urbanos contemporâneos, “Bling Bling” escolhe como pano de fundo uma das manifestações artísticas mais populares da Tailândia. O Likay é um tipo de teatro conhecido por suas apresentações intensas, que combinam música, dança, humor e drama, sempre marcadas por figurinos extravagantes, repletos de brilho, e uma maquiagem altamente expressiva. Esse universo visualmente marcante será parte essencial da identidade da série.

A trama acompanha a rotina de atores que integram uma companhia de Likay, explorando não apenas o espetáculo apresentado ao público, mas também os bastidores desse meio artístico. Entre ensaios, apresentações e disputas internas, surgem rivalidades, desafios profissionais e conflitos pessoais. É nesse contexto que se desenvolve o romance central da história, vivido por Gunner Nice e Guide Dech, prometendo uma narrativa que mistura emoção, tensão e sensibilidade.

A escolha de Gunner Nice e Guide Dech como protagonistas reforça a intenção da produção de investir em atuações carismáticas e emocionalmente intensas. A química entre os dois atores é um dos pontos de maior expectativa entre os fãs do gênero, que aguardam um relacionamento construído de forma gradual, marcado por conflitos internos e pela pressão do ambiente competitivo do teatro.

Outro destaque do projeto é a confirmação da cantora tailandesa Mobye no elenco. Sua participação indica que a música terá papel relevante na série, dialogando diretamente com a essência do Likay, onde o canto e a performance ao vivo são elementos fundamentais. A trilha sonora e os números musicais devem contribuir para aprofundar o impacto emocional da narrativa e enriquecer a experiência visual.

A Copy A Bangkok afirma que o projeto pretende respeitar a essência do Likay, valorizando sua estética, seus códigos e sua importância cultural, ao mesmo tempo em que adapta esse universo para uma narrativa moderna e acessível. Temas como ambição, identidade, pertencimento e escolhas pessoais devem se entrelaçar ao romance, criando uma história que vai além do brilho dos figurinos. Ainda sem data exata de estreia ou divulgação completa do elenco de apoio, a trama já desperta atenção por sua proposta diferenciada.

Com Bill Murray, “Um Santo Vizinho” é o destaque da Sessão de Sábado de hoje (27) na TV Globo

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A Sessão de Sábado de hoje, 27 de dezembro, exibe na TV Globo o filme Um Santo Vizinho, uma comédia dramática sensível e tocante que encontra beleza justamente onde menos se espera. Lançado em 2014, o longa dirigido e escrito por Theodore Melfi conquistou público e crítica ao contar uma história simples, mas profundamente humana, sobre amizade, solidão e a capacidade de enxergar bondade além das aparências.

A trama acompanha Maggie, interpretada por Melissa McCarthy, uma mãe solo que se muda com o filho Oliver para o Brooklyn em busca de um recomeço. Enfrentando dificuldades financeiras e uma rotina exaustiva de trabalho, Maggie se vê sem alternativas quando precisa de alguém para cuidar do menino após a escola. É nesse contexto que surge Vincent MacKenna, o vizinho da porta ao lado, vivido por Bill Murray, um homem que, à primeira vista, parece tudo menos confiável. (Via: AdoroCinema)

Vincent é um aposentado ranzinza, beberrão, endividado e socialmente inadequado. Sua postura grosseira e seu jeito nada acolhedor fazem com que seja visto como alguém a ser evitado. Ainda assim, motivado mais pelo dinheiro do que por empatia, ele aceita tomar conta de Oliver. O acordo informal entre os dois começa de forma desajeitada, marcada por situações pouco convencionais e escolhas questionáveis por parte de Vincent.

Oliver, interpretado por Jaeden Lieberher, é um garoto de apenas 10 anos, tímido, inteligente e em processo de adaptação a uma nova escola e a uma nova realidade. Ele sofre bullying dos colegas e sente falta de estabilidade emocional, algo comum para uma criança que vive apenas com a mãe e enfrenta constantes mudanças. É justamente nessa vulnerabilidade que a amizade entre ele e Vincent começa a se formar.

Apesar de levar Oliver a lugares nada apropriados para sua idade, como bares, corridas de cavalos e até encontros com Daka, uma prostituta grávida interpretada por Naomi Watts, Vincent acaba se tornando uma figura importante na vida do garoto. Aos poucos, Oliver passa a enxergar além da superfície e descobre que, por trás da fachada áspera, existe um homem solitário, marcado por perdas e frustrações, mas ainda capaz de gestos sinceros de cuidado.

O grande mérito de Um Santo Vizinho está em não romantizar seus personagens. Vincent não é transformado em herói clássico, nem Oliver surge como um salvador ingênuo. A relação entre os dois se constrói a partir de falhas, erros e aprendizados mútuos. Oliver encontra em Vincent alguém que o trata como igual, sem condescendência, enquanto Vincent passa a lidar com sua própria solidão ao se permitir criar laços novamente.

Melissa McCarthy entrega uma atuação contida e emocionalmente honesta, fugindo do tom exagerado de algumas de suas comédias mais conhecidas. Maggie é retratada como uma mulher cansada, mas determinada, que tenta equilibrar trabalho, maternidade e as próprias dores. Já Naomi Watts surpreende em um papel delicado e cheio de humanidade, dando profundidade a uma personagem que poderia facilmente cair em estereótipos.

Bill Murray, por sua vez, é o coração do filme. Sua interpretação de Vincent mistura humor ácido, melancolia e fragilidade, criando um personagem que provoca risos e incômodo na mesma medida. Murray constrói um homem falho, longe de qualquer ideal de perfeição, mas extremamente real. É justamente essa imperfeição que torna Vincent tão cativante.

O roteiro de Theodore Melfi se destaca por tratar temas delicados com leveza e respeito. Questões como abandono, envelhecimento, solidão, julgamento social e empatia são abordadas de forma acessível, sem discursos moralistas. O título do filme ganha sentido ao longo da narrativa, quando a ideia de “santidade” é apresentada não como perfeição, mas como a capacidade de fazer o bem, mesmo carregando inúmeros defeitos.

As filmagens tiveram início em julho de 2013 e foram realizadas majoritariamente no Brooklyn, em Nova York, cenário que contribui para o tom acolhedor e cotidiano da história. A ambientação urbana reforça o contraste entre a dureza da vida adulta e a sensibilidade do olhar infantil de Oliver.

Para quem deseja assistir a Um Santo Vizinho além da exibição na TV, o filme também está disponível no formato SVOD, por streaming, no catálogo da Amazon Prime Video.

Conversa com Bial desta sexta (11): Drauzio Varella revela o que a medicina ensina sobre a vida e a escrita

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Na madrugada desta sexta-feira, 11 de julho de 2025, o “Conversa com Bial” traz para o seu palco um dos maiores nomes da medicina e da literatura do Brasil: o renomado médico e escritor Drauzio Varella.

“A medicina implica em você tentar entender o outro”

Com a experiência de décadas dedicadas à medicina, o entrevistado d anoite reflete sobre o ofício que vai muito além de diagnósticos e tratamentos: “A medicina implica em você tentar entender o outro”, afirma. Esse olhar atento para a complexidade humana, segundo ele, pode ser uma das razões pelas quais tantos médicos que escrevem acabam se tornando bons escritores, capazes de traduzir as nuances da vida em palavras.

Novo livro

Durante a conversa, Drauzio apresenta seu mais recente lançamento literário, “O Sentido das Águas: histórias do Rio Negro”. A obra reúne relatos e reflexões inspirados na região amazônica, trazendo à tona histórias humanas e naturais que mostram a força e a delicadeza do Rio Negro e de seus povos.

Não perca essa entrevista inspiradora, que mistura ciência, literatura e humanidade, nesta sexta-feira, às 23h30, no GNT, na TV Globo, e no GloboPlay. Uma oportunidade para mergulhar na mente e no coração de Varella e entender por que sua visão médica também é uma janela para o mundo da escrita.

O Sentido das Águas: histórias do Rio Negro

Imagine um livro que é quase um convite para sentir na pele a imensidão da floresta amazônica, o sussurrar das águas escuras e o pulsar dos povos que vivem em harmonia com esse cenário. O Sentido das Águas é exatamente isso — uma viagem que vai muito além da geografia, trazendo o rio Negro à vida em todas as suas cores, sons e mistérios. Com mais de 1.200 quilômetros de extensão, suas águas âmbar refletem as copas das árvores e o céu, criando um espetáculo onde a natureza parece dançar entre o real e o encantado. Por meio de relatos colhidos ao longo de 30 anos, Varella nos conduz por histórias vibrantes e cheias de alma, onde a floresta não é só pano de fundo, mas protagonista, assim como as gentes que a habitam, carregando saberes, crenças e uma cultura que pulsa forte como as próprias águas do rio.

Conheça mais sobre o convidado

Ele não é só um médico; é um contador de histórias da vida real, um explorador da condição humana que há décadas busca entender o outro — seja nos corredores frios de hospitais ou nos cantos remotos da Amazônia. Nascido em São Paulo em 1943, e formado pela USP, ele fez da medicina um caminho para a empatia e o olhar sensível. Sua trajetória inclui trabalhos em hospitais, prisões e centros de detenção, onde escutou e deu voz a quem muitas vezes foi invisível. Além de médico, é um escritor que transforma vivências em narrativas impactantes, como no premiado Estação Carandiru. Em O Sentido das Águas, Drauzio se transforma em um viajante das palavras e dos sentidos, revelando que entender a vida passa também por aprender a enxergar o mundo com curiosidade e respeito — afinal, para ele, a medicina é um exercício constante de humanidade.

Qual horário será exibido?

Sob a apresentação de Pedro Bial, a entrevista será exibida às 23h30 no GNT, na TV Globo, logo após o Jornal da Globo, e também ficará disponível para streaming a qualquer momento no GloboPlay.

Fallout | Prime Video revela trailer da segunda temporada e leva fãs a New Vegas, o coração irradiado do caos

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A contagem regressiva para o retorno de Fallout começou oficialmente. O Prime Video acaba de liberar o trailer da segunda temporada de sua série mais radioativa — e, ao que tudo indica, a jornada dos sobreviventes vai cruzar os limites de um novo e perigoso território: New Vegas. A cidade, que já é conhecida dos fãs de longa data da franquia de jogos, surge agora em sua versão live-action como um oásis de promessas, vícios e segredos em meio ao deserto devastado pela guerra nuclear.

A prévia, que você pode ver logo abaixo, mistura o humor ácido, o visual retrofuturista e a crítica social que marcaram tanto o jogo New Vegas quanto a primeira temporada da série. E, se há algo que o público aprendeu com a produção de Jonathan Nolan e Lisa Joy — os mesmos criadores de Westworld —, é que cada ruína esconde uma história, e cada sobrevivente carrega um passado radioativo.

Do deserto de Los Angeles ao brilho decadente de New Vegas

Após o sucesso estrondoso da primeira temporada, lançada em 10 de abril de 2024, a série retorna expandindo seu universo narrativo. A nova fase seguirá Lucy (Ella Purnell), a jovem do Vault 33, agora em uma nova e perigosa etapa de sua jornada: deixar o deserto californiano para adentrar as ruínas irradiadas de Las Vegas — ou, como agora é conhecida, New Vegas.

Essa cidade, construída sobre as cinzas da antiga civilização, é uma das localidades mais icônicas do universo Fallout. Originalmente apresentada no jogo Fallout: New Vegas (2010), ela simboliza a tentativa humana de preservar o brilho do passado em meio ao caos. No trailer, relances de cassinos destruídos, letreiros de néon piscando entre escombros e uma fauna humana moralmente ambígua dão o tom do que está por vir.

Lucy, que na primeira temporada passou de uma inocente moradora de um abrigo subterrâneo a uma sobrevivente endurecida, agora enfrenta o desafio de compreender o verdadeiro preço da esperança. A busca pelo pai, iniciada no deserto de Los Angeles, continua — mas, em New Vegas, cada pista vem acompanhada de um custo alto demais.

O retorno do Necrótico e o peso da humanidade perdida

Entre os personagens que retornam, um nome já chama atenção no trailer: The Ghoul, ou “O Necrótico”, interpretado por Walton Goggins (The White Lotus, The Hateful Eight). O ator foi um dos grandes destaques da primeira temporada, e sua presença carismática e trágica volta a roubar a cena.

Goggins dá vida a um caçador de recompensas deformado pela radiação — uma figura que sintetiza o espírito de Fallout: alguém entre a monstruosidade e a humanidade. No novo trailer, seu rosto parcialmente corroído contrasta com o olhar humano por trás dos destroços, lembrando ao público que, em um mundo pós-apocalíptico, ser um “ghoul” talvez seja mais uma questão moral do que física.

Em entrevistas anteriores, o ator já havia descrito seu personagem como “uma lembrança viva do que o mundo perdeu e do que ele ainda se recusa a abandonar”. Na nova temporada, o Necrótico parece mais complexo: ora um vilão impiedoso, ora um homem tentando resgatar o que sobrou de sua alma.

Um sucesso radioativo e inesperado

Quando o Prime Video anunciou, em 2020, que havia adquirido os direitos da Bethesda Game Studios para adaptar Fallout, muitos fãs receberam a notícia com ceticismo. O histórico de adaptações de videogames não era dos mais promissores, e a mitologia densa da série — repleta de ironia política, crítica social e absurdos radioativos — parecia um desafio quase impossível de transpor para a televisão.

Mas o que Nolan e Lisa Joy fizeram surpreendeu até os mais exigentes. Com produção da Kilter Films e supervisão direta de Todd Howard, a série encontrou um equilíbrio raro entre espetáculo visual e narrativa filosófica.

O resultado foi uma das maiores estreias da história da plataforma de streaming: entre abril e maio de 2024, a produção ultrapassou Os Anéis de Poder como a série mais assistida da plataforma. Críticos aplaudiram o trabalho de adaptação — com destaque para a performance de Ella Purnell e para a riqueza estética que recriou o visual retro dos anos 1950 mesclado com a brutalidade do pós-guerra nuclear.

Produção de peso e visão autoral

Parte do sucesso de Fallout vem da aposta da Amazon em uma equipe criativa de alto nível. Jonathan Nolan dirigiu os três primeiros episódios, definindo o tom e o ritmo da narrativa. Lisa Joy, sua parceira criativa, ajudou a moldar o subtexto social e existencial da série — temas como a desigualdade, o autoritarismo e a manipulação da verdade, todos presentes nos jogos originais, foram preservados com cuidado.

Os showrunners Geneva Robertson-Dworet (Capitã Marvel) e Graham Wagner (Silicon Valley) foram contratados em 2022 para dar continuidade ao projeto. O objetivo era claro: construir uma série que conversasse tanto com os fãs veteranos da franquia quanto com um público que nunca havia tocado em um controle.

A aposta deu certo. A fidelidade à mitologia de Fallout — os Vaults, a Irmandade de Aço, as armas nucleares, a estética retrô, os robôs sarcásticos e os mutantes grotescos — se misturou a uma narrativa emocional sobre escolhas e sobrevivência. Cada episódio serviu como uma cápsula moral sobre o que acontece quando a civilização tenta renascer em um mundo que esqueceu o que é humanidade.

A segunda temporada e o desafio de expandir um universo

Se a primeira temporada focou em Los Angeles, o segundo ano promete ampliar o escopo da série, mostrando não apenas novas regiões, mas também novos dilemas morais. New Vegas, conhecida nos jogos por seu tom ambíguo entre glamour e corrupção, surge agora como o cenário perfeito para explorar a dualidade humana.

Nos jogos, a cidade é governada por facções que disputam poder entre ruínas reluzentes. No trailer, é possível ver que essa lógica foi preservada — Lucy e o Necrótico aparecem cercados por novos personagens, cada um representando uma visão de mundo diferente. Há rumores de que a Irmandade de Aço, organização militar que idolatra a tecnologia, terá papel central nos conflitos da temporada.

Crítica social em meio ao caos nuclear

Parte da força da trama sempre esteve na forma como sua narrativa usa o humor negro para discutir temas profundamente humanos. A série continua fiel a essa tradição. Debaixo de todo o visual brilhante e das piadas ácidas sobre refrigerantes nucleares, há uma reflexão constante sobre poder, ganância e sobrevivência.

A sociedade retrô dos anos 1950, que nunca deixou de acreditar no “progresso nuclear”, se transforma em um retrato irônico do nosso próprio tempo — em que o avanço tecnológico caminha lado a lado com a destruição ambiental e a desigualdade.

É essa camada de crítica que diferencia Fallout de outras produções pós-apocalípticas. Ela não se limita à ação ou à estética de ruínas; ela questiona o que o ser humano escolhe preservar quando tudo o mais é perdido.

Futuro da franquia e legado

Com a confirmação da segunda temporada ainda em 2024, o Prime Video deixou claro que aposta na longevidade de Fallout como uma de suas principais marcas. A série não apenas agradou ao público gamer, mas também conquistou um público novo — espectadores fascinados pelo contraste entre a brutalidade do mundo exterior e o humor sardônico de seus personagens.

Além disso, a recepção positiva reacendeu o interesse pelos jogos originais da Bethesda, que registraram aumento significativo nas vendas após a estreia da série. O sucesso também abriu espaço para discussões sobre possíveis spin-offs ambientados em outros locais icônicos da franquia, como Washington D.C. e Boston.

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