Garfield desembarca no Tietê Plaza com uma doceria gigante e muita diversão nas férias

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O que acontece quando o gato mais preguiçoso das histórias em quadrinhos resolve sair do sofá e abrir uma doceria? O resultado pode ser conferido até o dia 31 de agosto no Tietê Plaza Shopping, que se transforma, nestas férias, no ponto de encontro entre a infância de quem cresceu nos anos 90 e a imaginação dos pequenos que estão descobrindo agora o charme rabugento de Garfield.

Depois de devorar lasanhas nas telonas com Garfield – Fora de Casa, o personagem que odeia segundas-feiras, mas ama uma boa comilança, ganha um espaço temático com o seu nome em letras maiúsculas (e recheadas de açúcar): a Doceria Garfield. Mas não se engane — aqui, os doces são cenográficos e gigantes, pensados não para comer, e sim para brincar, escorregar, saltar e se perder em gargalhadas.

Uma sobremesa de parque de diversões

Ao atravessar os portais dessa doceria maluca, a criançada é recebida por uma avalanche de cores, texturas e desafios: escorregadores em forma de calda, tobogãs que lembram cobertura de bolo, uma piscina de bolinhas tão profunda quanto o apetite do Garfield, além do irresistível Sorvete Pula-Pula — um espaço que parece ter saído direto dos devaneios mais hiperativos do Nermal (aquele gato fofo que irrita o Garfield, lembra?).

O circuito é voltado para crianças a partir de 2 anos, com entrada a partir de R$ 40 para 30 minutos de atividades. Menores de 6 anos precisam de acompanhante (que não paga ingresso) e crianças com deficiência têm direito à meia-entrada.

Quando o ídolo aparece sem avisar

E porque todo parque de diversão merece uma boa história para contar, o próprio Garfield aparecerá por lá em datas especiais, do jeitinho que ele gosta: sem pressa, com muita pose e pronto para tirar selfies com quem tiver coragem de encarar seu olhar blasé. Mas vai por mim: por trás daquela cara de tédio, tem um coração felino que adora carinho — e foto no feed.

Uma experiência que atravessa gerações

Se você tem mais de 30 anos, provavelmente se lembra de folhear tirinhas do Garfield no jornal do domingo, ou de assistir aos desenhos enquanto devorava seu próprio prato favorito. Agora, chegou a hora de dividir esse universo com seus filhos, sobrinhos, netos ou com a sua criança interior — que, convenhamos, também merece férias de vez em quando.

“Ninguém Pode Saber”, de Hirokazu Koreeda, estreia com exclusividade na Reserva Imovision — e parte o coração com delicadeza

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Na última quinta-feira (10), a Reserva Imovision ampliou seu acervo de grandes obras do cinema asiático com a estreia exclusiva de “Ninguém Pode Saber”, filme do renomado diretor japonês Hirokazu Koreeda. Reconhecido internacionalmente por retratar relações familiares com profundidade e sensibilidade, Koreeda apresenta aqui um de seus trabalhos mais tocantes — e também mais impactantes.

Lançado em 2004 e inspirado em um caso real, o longa acompanha a trajetória de quatro irmãos que vivem escondidos em um apartamento modesto de Tóquio, cada um com um pai diferente. Após o repentino desaparecimento da mãe, que deixa apenas um bilhete e uma pequena quantia de dinheiro, o filho mais velho assume a responsabilidade de cuidar dos irmãos menores. A partir desse ponto, o filme constrói uma narrativa silenciosa, delicada e profundamente comovente sobre abandono, amadurecimento precoce e sobrevivência infantil à margem da sociedade.

🎥 Um olhar íntimo e preciso sobre realidades invisíveis

Fiel ao estilo de Koreeda, Ninguém Pode Saber evita o melodrama e aposta na sutileza para explorar temas como negligência parental, vínculos afetivos e resiliência. A condução do diretor é contida e elegante, permitindo que a dor e a ternura dos personagens se revelem nos pequenos gestos, nos silêncios e nas rotinas.

Com este lançamento, a Reserva Imovision reforça sua curadoria focada em obras autorais e de impacto emocional, valorizando o cinema que propõe reflexão e diálogo com a realidade social.

🎞 Uma filmografia essencial

Com a adição de Ninguém Pode Saber, o catálogo da plataforma passa a contar com sete títulos de Hirokazu Koreeda, sendo cinco deles com exclusividade na Reserva Imovision. A seleção contempla diferentes fases da carreira do diretor, incluindo obras premiadas e queridas pela crítica: Monster, Assunto de Família, Pais e Filhos, Depois da Vida (lançado na semana passada) e outros dois títulos que completam o panorama da filmografia do cineasta.

Sorria 2 chega à Netflix: O terror que vai te fazer repensar o próximo sorriso

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A sequência do sucesso de terror “Sorria” já está disponível na Netflix e traz uma história inédita que amplia o universo sombrio do filme original. Com direção e roteiro de Parker Finn, o longa mergulha na vida de Skye Riley (Naomi Scott), uma estrela pop cuja fama e sucesso rapidamente se tornam o palco para um terror assustador.

A Nova Face da Maldição

Em “Sorria 2”, Skye Riley vive o sonho de qualquer artista: fama, dinheiro e a expectativa de uma turnê mundial. Tudo parece perfeito até ela presenciar a morte inesperada de Lewis Fregoli (Lukas Gage), um colega do ensino médio, que aciona o retorno da maldição do sorriso. A partir desse momento, Skye começa a ver um sorriso sombrio e ameaçador em seus fãs, colegas de trabalho e até em estranhos, um sinal de que o mal está à espreita.

Entre o Horror e a Fama

O filme acompanha a luta de Skye para entender e combater essa força que a persegue, enquanto enfrenta as pressões de uma carreira pública e os fantasmas de seu passado. O suspense cresce conforme a protagonista tenta desvendar o mistério da maldição, buscando retomar o controle da própria vida antes que seja tarde demais.

Direção, Elenco e Produção

Dirigido por Parker Finn, que também assina o roteiro, o filme mantém a pegada do terror psicológico e visualmente impactante que marcou o primeiro filme. Naomi Scott lidera o elenco com uma atuação que combina vulnerabilidade e determinação, acompanhada por Rosemarie DeWitt e Lukas Gage em papéis que fortalecem a trama.

Por que Assistir?

Se você é fã de suspense intenso com pitadas de horror sobrenatural, o longa-metragem oferece uma experiência tensa e imersiva. O filme destaca-se por expandir a mitologia original, investindo na construção de uma atmosfera angustiante que faz o espectador olhar para o sorriso de forma completamente diferente.

Apple TV+ confirma segunda temporada da série Diários de um Robô-Assassino com Alexander Skarsgård

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Depois de conquistar fãs com sua mistura afiada de suspense, humor e ficção científica, “Diários de um Robô-Assassino” acaba de garantir a luz verde para sua segunda temporada no Apple TV+. A notícia chega justamente no dia em que a primeira temporada fecha seu ciclo, com o lançamento do décimo e último episódio nesta sexta-feira, 11 de julho.

Criada pelos irmãos Chris e Paul Weitz — nomes por trás de filmes cultuados como Um Grande Garoto e Rogue One — e estrelada pelo carismático Alexander Skarsgård (sim, o mesmo que brilhou em Succession e Big Little Lies), a série já se firmou como um dos mais originais títulos de ficção científica da atualidade.

Um robô com vontade própria e gostos nada robóticos

Aqui, a história foge do clichê do robô frio e calculista: o protagonista — um robô de segurança que decidiu se autohackear para ter livre arbítrio — é um anti-herói relutante, que foge de emoções humanas, mas não consegue resistir a suas próprias obsessões, como maratonar novelas futuristas. Essa dose de humor sutil e humanidade inesperada é o que fez a série se destacar.

Baseada no premiado livro The Murderbot Diaries da autora Martha Wells — que já conquistou o Hugo e o Nebula, duas das maiores honrarias da ficção científica — a adaptação captura com leveza e inteligência a jornada desse robô tentando achar seu lugar no universo, enquanto enfrenta perigos reais.

A promessa para a próxima temporada: mistério e “Sanctuary Moon”

Chris e Paul Weitz não escondem o entusiasmo: “Estamos ansiosos para mergulhar ainda mais fundo no universo de Martha Wells, com Alexander, a Apple, CBS Studios e nossa equipe”. Já Matt Cherniss, da Apple TV+, aposta no impacto crescente da série: “É uma criação vibrante que captura a imaginação e surpreende a cada episódio”.

A trama da segunda temporada, batizada com o intrigante nome “Sanctuary Moon”, promete elevar o suspense e o mistério, levando o robô-assassino a desafios ainda maiores — e, claro, momentos hilários que só ele pode proporcionar.

Onde assistir e o que vem por aí

Se você ainda não embarcou nessa viagem entre ação, drama e risadas inteligentes, a primeira temporada de Diários de um Robô-Assassino está inteira no Apple TV+. E para os que já são fãs, preparem-se: o futuro reserva ainda mais reviravoltas, questionamentos existenciais e, claro, aquela pitada de humor irreverente que só um robô com vontade própria poderia entregar.

O décimo episódio estreia nesta sexta-feira, 11 de julho. E a segunda temporada? Em breve, muito em breve.

Crítica | O Mundo Depois de Nós é um suspense apocalíptico que aposta na ansiedade e frustra pela falta de respostas

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Dirigido e roteirizado por Sam Esmail (Mr. Robot), O Mundo Depois de Nós parte de uma premissa intrigante: o colapso silencioso e súbito do mundo como o conhecemos. Com um elenco de peso — Julia Roberts, Mahershala Ali, Ethan Hawke e Myha’la Herrold — o longa entrega um suspense psicológico que começa promissor, mas termina em frustração e confusão para muitos espectadores.

A trama se inicia de maneira direta: Amanda (Roberts) e Clay (Hawke) levam seus filhos para passar um final de semana em uma luxuosa casa de campo. Mas o clima de tranquilidade se rompe com a chegada inesperada de G.H. (Ali) e sua filha Ruth (Herrold), que afirmam ser os verdadeiros donos do imóvel e alertam sobre um misterioso ataque cibernético. A partir daí, o filme se desenrola em um crescendo de tensão, com indícios de que algo muito maior — talvez alienígena, talvez militar, talvez natural — está se desenvolvendo lá fora.

E é justamente aí que reside o grande atrativo, mas também a principal falha do filme: ele instiga a curiosidade, apresenta hipóteses e teorias apocalípticas pelas vozes dos próprios personagens, mas se recusa a dar respostas concretas. A narrativa é conduzida pela perspectiva de quem está isolado e desinformado, o que funciona bem por um tempo, mas cansa quando percebemos que esse véu de mistério jamais será levantado.

O final, com Ruth assistindo sozinha ao último episódio de Friends em um abrigo subterrâneo, é simbólico — nostálgico, melancólico, mas anticlimático. Em vez de um desfecho, recebemos um gesto quase irônico sobre o conforto ilusório da cultura pop enquanto o mundo desmorona.

Visualmente, o filme tem momentos intensos e perturbadores. Algumas cenas são genuinamente inquietantes, como a debandada de cervos, os aviões caindo e os estranhos ruídos no céu, o que cria um clima quase Lovecraftiano. Esmail domina a construção do suspense atmosférico, mas peca ao não conduzi-lo a um destino claro. O espectador fica preso em um ciclo de ansiedade e especulação, sem catarse.

Baseado no livro de Rumaan Alam, O Mundo Depois de Nós é uma experiência provocativa, mas não para todos. Quem espera uma explicação — ou ao menos um encerramento mais assertivo — pode sair decepcionado. No fim, o filme entrega mais sobre o medo humano do desconhecido do que sobre o próprio fim do mundo.

Nova série do Universal+, “90 Minutos” mistura futebol, drama e emoção: vale a pena assistir?

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Mais do que chutes a gol e campeonatos em jogo, o futebol sempre foi, para os latino-americanos, uma metáfora viva sobre pertencimento, dor, vitória e sobrevivência. E é exatamente isso que entrega a série mexicana “90 Minutos”, que estreia nesta quarta-feira (16) com exclusividade no Universal+.

Criada por Joe Rendón e Julio Berthely, a produção resgata o coração de um esporte que é, antes de tudo, coletivo. São 10 episódios que não falam apenas de táticas ou rivalidades, mas de identidade, comunidade, fracasso, resistência e recomeços — tudo com o tempero inconfundível da dramaturgia mexicana contemporânea.

⚽ Las Navajas: mais que um time, um território emocional

O fio condutor da série é o modesto time Las Navajas, que, à beira da extinção, luta para conquistar o título da liga local e salvar o campo onde tudo começou. Mas o que está em jogo vai muito além do futebol: trata-se da preservação de um espaço afetivo e simbólico, ameaçado por interesses comerciais que querem transformá-lo em um cassino. Quando tudo parece dar errado — da morte do treinador a sabotagens nos bastidores — a equipe encontra uma última esperança no improvável retorno de uma antiga estrela: El Veneno.

Interpretado por José María de Tavira, o novo técnico traz para o campo suas próprias feridas: o ex-jogador volta à cidade natal não só para tentar salvar o time, mas para se reconstruir, encarar antigos amores e, principalmente, perdoar a si mesmo. Ao lado dele, surge Alma (vivida por Teresa Ruiz), ex-namorada e figura central de um reencontro cheio de fraturas e ternura.

🎬 A força dos invisíveis

Com humor afiado, ritmo envolvente e personagens cheios de nuances, 90 Minutos constrói sua narrativa em cima de pequenos gestos e grandes intenções. Cada episódio revela um novo ângulo sobre o que é ser parte de algo maior — seja um time, uma família, uma cidade. A série humaniza os “perdedores”, os esquecidos, os azarados, e transforma a suposta fraqueza deles em potência narrativa.

Além de De Tavira e Ruiz, o elenco conta com nomes de peso como Álvaro Guerrero e Raúl Méndez, reforçando a densidade dramática da obra sem abrir mão de leveza e emoção.

💬 Por que assistir 90 Minutos?

  • Porque é sobre futebol, mas também é sobre vida real
    E aqui, perder um jogo significa perder uma casa, uma história, uma memória coletiva.
  • Porque mostra o México além dos estereótipos
    Longe de novelas ou caricaturas, a série apresenta um retrato afetivo, urbano e atual da cultura mexicana.
  • Porque todos os personagens têm o direito de recomeçar
    E esse recomeço vem cheio de tropeços, mas também de afeto, perdão e descobertas.
  • Porque a frase “Uma vez Navaja, sempre Navaja” vai ficar com você
    Mais do que um lema, é um lembrete de que não importa o placar: o que realmente une as pessoas é a coragem de continuar tentando — juntos.

Marina Lima participa do Conversa com Bial desta segunda (14) e fala sobre carreira e despedida do irmão Antonio Cícero

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Nesta segunda-feira (14), o Conversa com Bial recebe uma das vozes mais marcantes da música brasileira: Marina Lima. A artista, que completou 70 anos em junho, fala com franqueza e emoção sobre sua trajetória de mais de quatro décadas na música, suas transformações ao longo do tempo e, pela primeira vez na televisão, sobre a despedida do irmão e parceiro artístico Antonio Cícero, falecido em 2024, por meio de suicídio assistido na Suíça, após o avanço do Alzheimer.

Ao lado do cantor e compositor Arthur Nogueira, com quem mantém forte parceria nos palcos, Marina se emociona ao revisitar capítulos marcantes da carreira e da vida pessoal — da explosão nos anos 80 com sucessos como Charme do Mundo, até os dias atuais, em que segue ativa, fazendo shows e provocando reflexões com sua arte.

A perda e o legado de Antonio Cícero

A conversa ganha contornos ainda mais íntimos quando Marina fala sobre Antonio, poeta, filósofo e responsável por algumas das letras mais emblemáticas de sua carreira. Ela revela, com serenidade e afeto, como acompanhou de perto a decisão do irmão de recorrer ao suicídio assistido na Suíça — onde a prática é legal — após o diagnóstico de Alzheimer e o rápido comprometimento de suas faculdades cognitivas.

“Foi uma despedida com amor, dignidade e muito silêncio. Ele foi meu maior parceiro, e isso vai além da música”, disse Marina, comovendo a plateia e o próprio Pedro Bial. A cantora destacou que a escolha de Antonio foi profundamente pensada e respeitada pela família. “Ele era lúcido até o fim. Quis partir como viveu: com autonomia.”

Uma trajetória feita de rupturas, reinvenções e liberdade

Nascida no final dos anos 1950, Marina surgiu na música no final da década de 1970 e ajudou a moldar a identidade sonora das rádios FM dos anos 80, com um estilo inovador que fundia pop, poesia, sensualidade e crítica social. Compositoras ainda eram raras no mainstream quando Charme do Mundo a projetou para o grande público. De lá para cá, ela nunca saiu de cena.

A cantora também foi pioneira em quebrar tabus na vida pública. Sempre se mostrou aberta sobre sua sexualidade, sua independência e sua visão crítica do mercado fonográfico. Nas últimas décadas, mesmo com menos espaço na grande mídia, manteve uma base fiel de fãs e uma presença constante nos palcos e nos streamings.

Diálogo entre gerações

Durante a entrevista, a presença de Arthur Nogueira, com quem Marina divide o palco em sua atual turnê, reforça a conexão da artista com novas gerações. Juntos, eles interpretam canções marcantes e falam sobre o poder de renovação que a música oferece — mesmo diante da dor.

CBS define estreia do spin-off de Blue Bloods com Donnie Wahlberg e Sonequa Martin-Green

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A CBS oficializou nesta segunda-feira (14) a data de estreia de Boston Blue, nova série derivada de Blue Bloods que será estrelada por Donnie Wahlberg. O spin-off chega à televisão norte-americana em 17 de outubro de 2025, prometendo expandir o universo da franquia com um novo cenário e uma nova linhagem de personagens marcados por conflitos internos, lealdades divididas e pressão institucional. As informações são do site Omelete.

Depois de mais de uma década interpretando o detetive Danny Reagan na cidade de Nova York, Wahlberg agora leva seu personagem a Boston, onde enfrentará não apenas novos crimes, mas também um novo sistema, novas regras — e uma nova família de policiais.

Ao lado dele, quem assume o protagonismo é Sonequa Martin-Green (Star Trek: Discovery), no papel da detetive Lena Silver, herdeira de uma das famílias mais tradicionais da cidade em termos de serviço público e aplicação da lei. A relação entre Danny e Lena, inicialmente profissional, se desenvolverá em meio a choques de cultura, estilos de trabalho e feridas familiares não cicatrizadas.

O núcleo central da nova série gira em torno dos Silver, uma família com profundas raízes no sistema judiciário e policial de Boston. A matriarca Mae Silver, interpretada por Gloria Reuben (ER), é uma promotora pública respeitada, mas que vive sob constante escrutínio político. A autoridade moral da família é representada pelo avô reverendo Peters, vivido por Ernie Hudson (Ghostbusters, Quantum Leap), pastor de uma histórica igreja batista que tenta equilibrar fé, comunidade e as escolhas da família.

A estrutura hierárquica é reforçada pela meia-irmã de Lena, Sarah Silver (interpretada por Maggie Lawson, de Psych), que atua como superintendente do Departamento de Polícia — decidida, ambiciosa e ciente de seu papel estratégico no tabuleiro político da cidade. Já o irmão mais novo, Jonah (Marcus Scribner, de Black-ish), é o novato da polícia tentando encontrar seu espaço em uma família onde o dever se sobrepõe ao afeto.

Boston Blue não é apenas mais um procedural policial. A proposta da série é ir além da investigação de casos semanais e mergulhar nas tensões entre tradição e renovação dentro das instituições. Em tempos de revisão crítica do papel das polícias nos EUA, a série pretende abordar temas contemporâneos como accountability, conflitos raciais, lealdades familiares e os bastidores da política de segurança pública.

A dinâmica entre Danny, um veterano de métodos diretos, e Lena, uma detetive analítica moldada por códigos éticos e pressões familiares, será o fio condutor de um enredo que promete combinar tensão emocional, ação e reflexão.

Criada para dar continuidade ao sucesso de Blue Bloods, que encerra sua trajetória neste ano após 14 temporadas, Boston Blue nasce com a missão de conquistar um novo público sem abandonar a base fiel da franquia original. A ambientação em Boston — cidade com forte presença histórica, cultural e política — reforça o tom mais denso da série, que aposta em conflitos pessoais tão complexos quanto os criminais.

Prime Video anuncia seis novos nomes no elenco de Bloodaxe, nova série dos criadores de Vikings

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O universo brutal e fascinante dos vikings está prestes a ganhar um novo capítulo. O Prime Video anunciou seis novos nomes no elenco principal de Bloodaxe, nova série dos renomados Michael Hirst e Horatio Hirst — responsáveis por sucessos como Vikings e The Tudors. A produção, que estreia em 2025, promete mergulhar de cabeça nas disputas sangrentas pelo poder no Norte da Europa, e já chama atenção pelos talentos envolvidos.

Entre os recém-confirmados estão atores com carreiras sólidas no cinema europeu, na televisão escandinava e em produções internacionais aclamadas. São eles: Karlis Arnolds Avots (Natural Light, January, The Sign Painter), Rod Hallett (The Last Kingdom, The Terror), Alina Tomnikov (Cold Courage, Deadwind), Sisse Marie (Twisted Metal, Bodom), Rune Temte (Captain Marvel, The Innocents) e Jesper Christensen (Melancholia, Spectre), este último em participação recorrente.

E os personagens? Já dá para ter um gostinho do que vem por aí.

Karlis Arnolds Avots interpretará Egil — uma figura tão enigmática quanto ameaçadora. Poeta e fazendeiro à primeira vista, Egil esconde um lado sombrio: ele é também assassino, feiticeiro e conquistador. Movido pelo desejo de vingança, volta-se contra Erik Bloodaxe (papel de Frank Blake Molyneux), depois que sua família foi exilada na Islândia por ordens do pai de Erik, o lendário Rei Harald Fairhair.

Rod Hallett assume o papel do Rei Athelstan, soberano de Wessex, estrategista nato e peça-chave nas alianças entre reinos. Com um olhar afiado para o futuro da Escandinávia e da Inglaterra, ele aposta todas as fichas no jovem Haakon, um guerreiro promissor.

Alina Tomnikov, uma das atrizes finlandesas mais prestigiadas da nova geração, também entra no jogo, embora os detalhes de sua personagem estejam guardados a sete chaves. O mesmo vale para Sisse Marie, cantora e atriz dinamarquesa que vem ganhando espaço em projetos de ação e suspense ao redor do mundo.

Já Rune Temte — rosto conhecido dos fãs de The Last Kingdom e do universo Marvel — retorna às sagas nórdicas em mais um papel que promete intensidade. Com passagem marcante pelo teatro europeu, Temte é daqueles atores que entregam presença mesmo em silêncio.

E fechando o pacote de reforços, Jesper Christensen, veterano do cinema europeu e eterno Sr. White da franquia 007, traz peso dramático ao elenco em um papel misterioso, descrito nos bastidores como “essencial para as reviravoltas políticas” da trama.

Com produção da MGM Television (parte da Amazon MGM Studios), Bloodaxe será rodada entre Irlanda e Islândia. A série acompanha a jornada de Erik Bloodaxe e sua esposa Gunnhild, conhecida como a “Mãe dos Reis”, em meio a alianças instáveis, traições familiares, guerras sangrentas e a ameaça constante de invasões — tudo com a pegada épica e sombria que fez de Vikings um fenômeno global.

Nos bastidores, a série também ostenta um time de peso na produção executiva, incluindo Morgan O’Sullivan (Vikings, The Borgias), Steve Stark (The Handmaid’s Tale, Fargo) e Fred Toye (Watchmen, Person of Interest). Um trio que não brinca em serviço.

Brasil lidera audiência global de Twin Peaks na MUBI e celebra 35 anos da série com ativações imersivas em São Paulo

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Trinta e cinco anos após sua estreia, Twin Peaks segue desafiando o tempo e reafirmando seu status de obra-prima cult. Mas, em 2024, uma nova revelação coloca o Brasil no centro desse fenômeno: segundo dados da MUBI, plataforma global de streaming, produção e distribuição cinematográfica, o país lidera a audiência mundial da série — ultrapassando todos os outros territórios em que o conteúdo está disponível.

O marco chega em um momento estratégico para a MUBI, que não apenas incluiu as séries Twin Peaks (1990) e Twin Peaks: A Limited Event Series (2017) em seu catálogo, como também disponibilizou os filmes Os Últimos Dias de Laura Palmer e The Missing Pieces. A movimentação vem acompanhada de uma campanha robusta de comunicação e ações imersivas, que transformaram São Paulo em uma espécie de versão expandida da cidade fictícia criada por David Lynch e Mark Frost.

Entre as iniciativas mais comentadas, o mural vermelho instalado na Rua Augusta, nº 615, logo se tornou ponto turístico entre fãs da série e curiosos. Criado pelo artista brasileiro Pina em parceria com o coletivo Instagrafite, o trabalho dialoga com a estética icônica de Twin Peaks, remetendo às montanhas que cercam a cidade fictícia e ao universo visual surreal da série. A obra é inspirada na arte original do chileno Francisco Uzabeaga, e também foi levada para outras capitais latino-americanas, como Buenos Aires, Cidade do México, Bogotá e Santiago — um movimento que reforça o esforço da MUBI em dialogar com a cena cultural da região.

Outro destaque foi a The DineRR Experience, uma ativação que recriou o lendário RR Diner, ponto de encontro emblemático na trama da série. Instalado no Deli’ Market™, no bairro de Pinheiros, o espaço ofereceu uma vivência sensorial com direito ao famoso combo de café com torta de cereja — símbolo da obsessão do agente Dale Cooper. Ao todo, foram vendidos mais de 2.600 combos, e a ação rendeu mais de 26 mil interações nas redes sociais, alimentadas por fotos, vídeos e relatos espontâneos dos visitantes.

“Essas ativações ultrapassaram os limites da tela. Elas conectaram o universo de Twin Peaks a novos públicos e a diferentes áreas criativas, como moda, astrologia, música e estética urbana”, afirma Nathalia Montecristo, gerente sênior de marketing da MUBI. “Estabelecemos parcerias com influenciadores que compartilham dessa linguagem, tornando a experiência ainda mais autêntica e ampla.”

Além do mural e da experiência gastronômica, a MUBI promoveu uma sessão especial no Cine Marquise, em São Paulo, no dia 4 de junho. O cinema foi ambientado como a enigmática Red Room, e os espectadores puderam assistir aos dois primeiros episódios da série original de 1990, saboreando coquetéis temáticos como o Espresso Martini, homenagem ao apreço do personagem principal por café forte e boas conversas.

Segundo Nathalia, as ações reforçam a proposta da MUBI de “ressignificar o ato de assistir”, transformando o consumo de séries e filmes em experiências mais sensoriais, coletivas e afetivas. “Twin Peaks tem essa potência: ela instiga o espectador, mas também o envolve em uma estética única. Conectar isso ao mundo real é uma forma de prolongar o impacto da obra e criar novas possibilidades de engajamento”, completa.

Em meio a um universo de streaming cada vez mais competitivo, a estratégia da MUBI se diferencia justamente por transformar curadoria em vivência. E Twin Peaks, com toda sua atmosfera onírica, personagens intrigantes e narrativa não linear, é o veículo ideal para esse tipo de imersão.

No Brasil, o sucesso da série reafirma que, mesmo 35 anos depois, o mistério ainda nos atrai. A cidade fictícia pode estar nos Estados Unidos, mas o coração dos fãs — ao que tudo indica — bate aqui, entre cafés fortes, cerejas vermelhas e cortinas de veludo.

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