Após conquistar o público com uma combinação rara de humor, emoção e histórias autobiográficas, a série brasileira Pablo & Luisão recebeu sinal verde para sua segunda temporada. A confirmação foi divulgada pela jornalista Anna Luzia Santiago, do jornal O Globo. Criada, narrada e estrelada pelo humorista Paulo Vieira, a produção retrata com autenticidade a vida do pai do comediante, Luisão, e seu melhor amigo, Pablo, formando um retrato familiar que tem ganhado cada vez mais espaço no cenário audiovisual nacional.
Lançada em 22 de maio de 2025, a série nasceu da vontade de Paulo Vieira de compartilhar histórias reais de sua família — especificamente de seu pai, Luis Vieira da Silva, o Luisão, e do inseparável amigo dele, Pablo Xavier. Com um roteiro que mistura situações hilárias a dramas cotidianos, a série conquistou um público fiel que valoriza narrativas autênticas e afetivas.
A criação da série envolveu um time de roteiristas experientes, incluindo Bia Braune (Mister Brau), Caito Mainier (Filhas de Eva), Maurício Rizzo, Nathalia Cruz e Patrick Sonata, e teve direção de Luis Felipe Sá (Vai que Cola). Essa equipe conseguiu traduzir para a tela o clima de proximidade e humor que marca o texto original, tornando a série um sucesso em tom e ritmo.
Um dos grandes pilares do sucesso da trama está no seu elenco, que combina atores veteranos com jovens talentos em ascensão, formando um conjunto rico e versátil. À frente, Aílton Graça assume o papel de Luisão, trazendo para a tela a experiência acumulada em trabalhos marcantes como Tropa de Elite (filme) e a série Cidade dos Homens. Seu jeito carismático dá vida a um pai forte, humano e cheio de nuances.
Otávio Müller interpreta Pablo, o melhor amigo e parceiro de Luisão, e acrescenta à trama seu talento reconhecido em produções icônicas como a série A Grande Família e o remake de Malu Mulher. Ao lado deles, Dira Paes encarna Conceição, a matriarca da família, papel que soma à sua vasta carreira que inclui novelas como Cordel Encantado e Caminho das Índias, além da participação no programa Mestre do Sabor.
Na geração mais jovem, Yves Miguel dá vida ao Paulo adolescente, personagem inspirado no próprio Paulo Vieira, e já havia se destacado em séries como Malhação e Os Dias Eram Assim. João Pedro Martins vive Neto, irmão caçula da família, e traz para a série sua experiência em produções como Segunda Chamada e Aruanas.
Recepção crítica e popular
Desde sua estreia, a obra tem obtido números expressivos no Globoplay e boa receptividade no horário de exibição na TV Globo. A série figura entre os conteúdos mais assistidos da plataforma, surpreendendo pela capacidade de atrair diferentes faixas etárias, desde jovens até espectadores mais maduros.
Críticos destacam o equilíbrio delicado entre o humor e o drama que a série consegue imprimir, sem perder a leveza nem cair em clichês. A forma como aborda temas universais — família, amizade, desafios econômicos e afetivos — permite que o espectador se conecte de maneira genuína, sentindo que está assistindo histórias próximas da realidade.
Além disso, nas redes sociais, a série tem gerado bastante engajamento, com fãs comentando cenas, compartilhando memes e participando ativamente das discussões sobre os episódios e os personagens, demonstrando um vínculo que transcende a tela.
Produção: qualidade técnica a serviço da narrativa
Apesar de sua temática intimista, Pablo & Luisão não economiza em qualidade técnica. Produzida pelos Estúdios Globo com coprodução do Globoplay e da TV Globo, a série investe em fotografia cuidadosa, direção de arte que valoriza a ambientação realista e trilha sonora que mistura elementos tradicionais e contemporâneos, reforçando a conexão emocional.
O diretor Luis Felipe Sá, conhecido por trabalhos como Vai que Cola, imprime ritmo dinâmico e naturalidade ao projeto, elementos que contribuem para que a narrativa flua sem pressa, respeitando os tempos das cenas e o desenvolvimento dos personagens.
Expectativas para a segunda temporada
Com a confirmação da renovação, a equipe já está dedicada ao desenvolvimento dos roteiros para a nova temporada, que deve estrear em 2026. As gravações serão iniciadas após a conclusão das agendas do elenco, principalmente de Dira Paes e Otávio Müller, que estarão envolvidos na novela Três Graças (prevista para outubro de 2025), escrita por Aguinaldo Silva.
A nova temporada promete aprofundar as histórias de cada personagem, ampliando o olhar sobre as relações familiares, as amizades e os desafios do dia a dia, sempre com a mistura de humor e emoção que conquistou o público.
Impacto cultural e relevância
O sucesso de Pablo & Luisão revela uma demanda crescente por conteúdos que valorizem o regionalismo e o autobiográfico no audiovisual brasileiro. A série dá voz a histórias cotidianas que muitas vezes ficam fora dos holofotes, mostrando que as pequenas coisas e as relações familiares são fontes inesgotáveis de narrativa e emoção.
Além disso, o humor usado na série tem papel fundamental, não apenas para entreter, mas também para criar pontes de empatia e reflexão. Paulo Vieira, como criador, demonstra que o riso pode ser uma ferramenta poderosa para contar histórias que são, antes de tudo, humanas.
Com o mundo de cabeça para baixo, uma sociedade dividida entre fascínio e medo, e super-heróis que mais parecem vilões de guerra, The Boys se prepara para sua despedida. A quinta e última temporada da série acaba de ganhar um trailer exclusivo revelado durante a San Diego Comic-Con 2025, deixando os fãs em polvorosa com a promessa de um encerramento épico, brutal e carregado de emoções extremas. O vídeo foi exibido com exclusividade durante o painel da série, que reuniu o elenco principal — incluindo Karl Urban, Jack Quaid, Erin Moriarty e Antony Starr — ao lado do criador Eric Kripke. Em tom direto, Kripke anunciou: “Estamos indo com tudo. Sem freios. Sem piedade. Essa é a guerra final entre os humanos e os Supers.” As informações são do Omelete.
A prévia começa com uma imagem desoladora: Homelander, ou Capitão Pátria, caminha lentamente por um espaço abandonado, seus passos ecoando como se cada batida fosse um presságio do que está por vir. A câmera passeia por casas vazias e destruídas, onde personagens como Frenchie, Hughie e Leitinho tentam se esconder do mundo em colapso. Logo em seguida, Billy Butcher aparece. Ele está abatido, envelhecido, visivelmente doente, mas sua determinação ainda pulsa forte. Ele reúne os Rapazes, sua equipe de justiceiros, para uma última missão que pode custar a vida de todos. Ainda assim, todos sabem que recuar já não é mais uma opção.
Em contraste com o desespero dos Rapazes, o trailer mostra Homelander sendo ovacionado em um grande auditório, rodeado por aplausos e adoração. A imagem do super-herói é tratada como uma figura divina, mesmo quando sua tirania se torna cada vez mais evidente. A manipulação da opinião pública e o culto à personalidade estão em seu ápice. Em meio a esse frenesi, uma participação inusitada chama atenção: o ator e produtor Seth Rogen aparece brevemente em uma cena cômica, antes que o tom do vídeo volte à sua brutalidade habitual. Explosões, perseguições, mutilações e combates sanguinários dominam a tela, prenunciando o caos absoluto.
Um dos momentos mais comentados da prévia é o retorno de Soldier Boy, personagem interpretado por Jensen Ackles. Visto anteriormente como morto, ele reaparece congelado em uma câmara de contenção. Homelander o observa através do vidro, em um confronto silencioso entre dois símbolos do nacionalismo distorcido que a série tanto critica. A tensão entre eles promete ser um dos pontos altos da temporada. Outro elemento crucial é o papel de Ryan, o filho de Homelander. Em uma breve, porém impactante aparição, o garoto surge com um olhar frio e calculista, sugerindo que o conflito final poderá ser também uma tragédia familiar de proporções devastadoras.
Saiba mais sobre a série
Desde sua estreia em 26 de julho de 2019 na Prime Video, a série americana deixou claro que não seria apenas mais uma série sobre super-heróis. Criada por Eric Kripke e baseada nos quadrinhos de Garth Ennis e Darick Robertson, a produção se posicionou como uma crítica direta ao culto dos superpoderosos, à indústria do entretenimento e à manipulação midiática. Em pouco tempo, a série se tornou um fenômeno global, reverberando muito além do nicho nerd, alcançando públicos diversos em busca de narrativas que refletissem o cinismo, a complexidade e os dilemas da sociedade contemporânea.
A trama gira em torno de dois grupos centrais: os Sete, super-heróis idolatrados e controlados pela megacorporação Vought International, e os Rapazes, vigilantes liderados por Billy Butcher que lutam para expor os abusos cometidos pelos Supers. Enquanto os Sete representam o poder corrompido e a fachada de perfeição vendida à sociedade, os Rapazes encarnam o caos moral de quem tenta fazer justiça num mundo que já perdeu seu eixo. Entre eles, surgem figuras como Hughie Campbell, jovem traumatizado que vê sua namorada ser morta por um super em alta velocidade, e Annie January, a Luz-Estrela, heroína idealista que descobre aos poucos as podridões do sistema que a acolheu.
Com o passar das temporadas, The Boys aprofundou ainda mais suas críticas sociais, abordando temas como o militarismo, o uso político da religião, a espetacularização da violência e o uso de fake news para manipular massas. A série foi pioneira ao representar o surgimento de um fascismo velado dentro de uma estética pop, explorando como o entretenimento pode ser usado como arma ideológica. A performance de Antony Starr como Homelander se tornou símbolo desse discurso: um homem com poderes divinos, mas emocionalmente instável, sedento por controle e reconhecimento.
Agora, com a quinta temporada, Eric Kripke promete amarrar todas as pontas soltas e entregar um final coerente com o tom subversivo da série. Durante o painel, ele revelou que a temporada final terá uma abordagem ainda mais sombria, sem perder a ação e a sátira que sempre marcaram a obra. “Billy Butcher está morrendo. Ryan está em uma encruzilhada moral. Luz-Estrela quer salvar algo que talvez não possa mais ser salvo. E Homelander… bem, ele se tornou tudo aquilo que temíamos desde o começo”, afirmou o criador.
Os atores também expressaram sua emoção com o fim da jornada. Karl Urban declarou que interpretar Billy Butcher foi o papel mais intenso de sua carreira. “Esse personagem me levou a lugares sombrios, mas também humanos. Ele não é um herói. Nem um vilão. É alguém quebrado tentando sobreviver.” Já Antony Starr destacou que Homelander redefiniu seu olhar sobre o arquétipo do herói. “Ele me ensinou o quanto o poder sem limites pode ser aterrorizante. E o mais assustador é que ele é adorado por isso.”
Para os fãs, a promessa é de uma temporada com batalhas impactantes, mortes marcantes e reviravoltas que podem mudar o rumo da série até o último minuto. O retorno completo de Soldier Boy pode abrir novas frentes de conflito, especialmente se ele formar uma aliança temporária com os Rapazes. Ryan, o garoto superpoderoso, pode ser tanto a salvação quanto a ruína de todos. Vought International, por sua vez, tenta restaurar sua imagem com novos projetos de marketing e produtos derivados, mesmo que isso signifique sacrificar antigos membros dos Sete.
A expectativa em torno da estreia é altíssima. A quinta temporada está prevista para chegar ao Prime Video em outubro de 2025, com oito episódios de aproximadamente uma hora cada. A classificação indicativa segue restrita para maiores de 18 anos, e a série promete não suavizar seu conteúdo. A trilha sonora do trailer ainda não foi oficialmente divulgada, mas fãs identificaram o uso de uma versão sombria da clássica “Hallelujah”, o que reforça o tom melancólico da temporada final.
Mesmo com o encerramento da trama principal, o universo de The Boys não se encerra totalmente. Eric Kripke confirmou que novos spin-offs estão em desenvolvimento, dando continuidade ao legado da série com personagens inéditos e novas perspectivas. Entre os derivados já lançados, Gen V se destacou ao expandir o universo para o ambiente universitário, explorando como os jovens são moldados pela lógica de poder e celebridade dos Supers.
Você conhece Martin Lawrence pelas gargalhadas. Pelas caretas em “Vovó… Zona”, pelos gritos e explosões em “Bad Boys”. Mas neste sábado, 2 de agosto de 2025, a Super Tela da Record TV traz uma face quase desconhecida do ator: a do medo. No suspense, o comediante americano abandona o humor para mergulhar em um universo sombrio, onde arte e morte se entrelaçam em um jogo psicológico inquietante.
Com John Malkovich e Melissa Roxburgh no elenco, o longa americano não é só mais um thriller criminal. É uma experiência claustrofóbica sobre obsessão, fé distorcida e a linha tênue entre justiça e loucura. O filme chega à TV aberta dois anos depois de ser redescoberto pelo público nas plataformas digitais — e carrega uma nova camada de interesse: a curiosidade em ver Lawrence em um papel dramático, frio, silencioso.
Entre quadros e cadáveres: o enigma começa
Na trama, uma série de assassinatos estilizados começa a chamar atenção: os corpos surgem em cenas que mais parecem instalações artísticas de horror. São crimes assinados por um imitador, que recria obras macabras inspiradas em um serial killer preso, conhecido como “O Artista”. Para deter essa nova onda de mortes, os detetives Jake Doyle (Lawrence) e Mary Kelly (Roxburgh) decidem recorrer ao próprio assassino original — interpretado com brilhantismo gélido por John Malkovich.
É nesse triângulo de tensão que o filme se desenrola: um veterano cansado, uma investigadora em busca de redenção e um monstro preso, mas longe de estar domado. O resultado é um diálogo constante entre racionalidade e delírio, com cada passo levando os personagens (e o espectador) a um labirinto mental sem saída fácil.
Martin Lawrence, um estranho no ninho sombrio
Lawrence é o elemento surpresa do filme. Sem piadas, sem exageros, sem alívio cômico. Seu detetive Doyle é introspectivo, ferido, alguém que já viu coisas demais e confia de menos. E é justamente por isso que sua presença funciona. O peso da desconfiança está em cada gesto, cada silêncio, cada olhar que não quer se envolver, mas precisa.
Em entrevistas após o lançamento, Lawrence revelou que buscava “um desafio que o tirasse da zona de conforto” e encontrou neste roteiro “um convite para o desconforto”. Missão cumprida. Sua performance é contida, mas firme — e, para muitos fãs, reveladora de um talento ainda inexplorado.
Foto: Reprodução/ Internet
Malkovich e o vilão que não grita
O grande vilão do filme não grita. Não corre. Não aparece com faca em punho. John Malkovich cria um personagem que aterroriza com pausas, com palavras escolhidas, com teorias que fazem sentido demais. “O Artista” é um assassino culto, que cita versículos bíblicos e compara seus crimes a atos divinos. O tipo de figura que perturba não só pela violência, mas por parecer… logicamente coerente.
Suas conversas com a detetive Mary são como partidas de xadrez verbais, cheias de armadilhas escondidas. E é aí que Melissa Roxburgh brilha: sua personagem entra nesse mundo como quem pisa em terreno sagrado — e cada vez mais contaminado.
Trilha sombria e atmosfera pesada
Gravado no Arkansas, com produção marcada por dificuldades técnicas e protocolos de segurança da pandemia, o filme opta por um visual carregado: luzes frias, sombras constantes, planos fechados e uma trilha sonora que mais provoca calafrios do que emoção. O diretor Mauro Borrelli, conhecido por trabalhos visuais em grandes blockbusters, aqui foca em simbologia: tudo na tela tem um duplo sentido. A cruz em segundo plano, o reflexo no espelho, a pintura rasgada. Nada é gratuito.
Essa estética reforça a sensação de aprisionamento — mental e físico — que envolve os personagens e, de certa forma, também o público. O filme não quer ser confortável. Ele quer que você respire com dificuldade junto com os detetives.
Da rejeição à redenção: o fenômeno do streaming
No lançamento, em 2022, o filme não teve a recepção calorosa que seus produtores esperavam. A crítica foi dura: no Rotten Tomatoes, o índice de aprovação foi de apenas 18%. Muitos apontaram semelhanças óbvias com clássicos do gênero, como “Seven” e “O Silêncio dos Inocentes”, mas sem a mesma sofisticação.
Mas a história não acabou ali. Em 2024, quase do nada, longa-metragem entrou no radar da Netflix e explodiu: alcançou o Top 10 em vários países e acumulou milhões de horas assistidas. O público pareceu finalmente perceber o que o marketing inicial não soube vender: o filme não é uma reinvenção do gênero, mas um retrato curioso da fragilidade humana diante da monstruosidade racional.
Onde assistir?
Se você não viu o longa-metragem nos cinemas ou deixou passar no streaming, agora tem uma nova oportunidade: o suspense vai ao ar neste sábado, às 23h15. É a chance perfeita de conferir gratuitamente uma trama intensa e cheia de reviravoltas, direto da sua televisão. E, caso prefira assistir em outro momento, o filme também está disponível para aluguel digital no Prime Video, a partir de R$ 14,90, além de outras plataformas de vídeo sob demanda — basta conferir nos catálogos da sua operadora ou serviço favorito.
O filme vale a pena?
É verdade: “Gaiola Mental” não inventa a roda. Mas não precisa. Seu valor está no que ele provoca: a curiosidade de ver um comediante em sua versão mais soturna, o desconforto diante de um vilão que fala com calma demais, e aquela sensação de que a arte pode ser tão perigosa quanto uma arma.
Em uma São Paulo que ainda respirava os ares coloniais, marcada por carruagens, vestidos longos, salões iluminados à vela e conversas sussurradas entre leques, um amor improvável floresceu. Entre paredes aristocráticas, convenções religiosas e expectativas que esmagavam o que era diferente, duas mulheres ousaram se olhar de outro jeito. E esse olhar, tão simples e ao mesmo tempo tão revolucionário, mudou tudo.
Foi isso que Vanessa Airallis contou em “Não somos melhores amigas”, o romance sáfico de época que arrebatou centenas de leitoras brasileiras nos últimos anos. Agora, com o lançamento de “Enfim, esposas”, a autora entrega não apenas uma continuação, mas um mergulho ainda mais intenso nos dilemas, escolhas e sentimentos de Alice Bell Air e Isis d’Ávila Almeida, duas personagens que vivem aquilo que, para muitas mulheres da época — e ainda hoje —, parecia inalcançável: um amor possível entre duas mulheres.
Uma carta de amor às que vieram antes
Ao escrever sobre o fim do século XIX, Vanessa não está apenas contando uma história de amor. Ela está escrevendo uma carta. Uma homenagem. Um registro silencioso, mas poderoso, daquilo que tantas mulheres viveram em segredo, muitas vezes sem nomear, sem poder contar, sem poder viver.
“Enfim, esposas” começa com Alice de volta a São Paulo após uma temporada no exterior. Mas ela retorna diferente. O corpo, a mente, o coração — tudo nela mudou desde que se permitiu sentir algo por Isis. Algo que ela mal consegue entender, mas que reconhece como verdadeiro. Como real. Ainda que sua família, extremamente religiosa, a pressione a se casar com um bom pretendente, ela já sabe que nenhum homem poderá provocar nela o que Isis provoca com um simples toque de olhar.
Isis, por sua vez, continua vivendo o drama silencioso de uma mulher presa em um casamento tradicional. Rica, bela e respeitada, ela parece ter tudo o que uma dama da elite paulistana poderia desejar — exceto liberdade para amar. A chegada de Alice reacende nela sentimentos que ela tentou sufocar, mas que nunca morreram de fato.
Um romance sobre escolhas que moldam destinos
O que torna a escrita de Vanessa Airallis tão especial é justamente sua habilidade de transformar o silêncio em palavra, a opressão em poesia, o toque negado em narrativa. Alice e Isis não estão apenas apaixonadas — elas estão lutando contra tudo o que aprenderam a ser. Estão se permitindo desejar num tempo em que o desejo feminino era visto com desconfiança. E mais ainda: estão lutando para viver um amor que não tinha nome, nem espaço, nem modelo. Se “Não somos melhores amigas” foi o nascimento desse amor, “Enfim, esposas” é o confronto com o mundo. O momento em que o que elas sentem precisa ser escolhido — ou abandonado. E nesse embate, Vanessa não oferece soluções fáceis. Suas personagens são humanas, falham, têm medo, se escondem. Mas também são valentes, ternas, leais ao que sentem — mesmo quando o mundo insiste em dizer que estão erradas.
A delicadeza de contar histórias que o tempo tentou apagar
É impossível falar de “Enfim, esposas” sem destacar o cuidado que a autora tem com os detalhes. Desde os trajes e costumes da elite paulista do século XIX até os modos de falar, os rituais sociais e a repressão velada que atravessava o cotidiano das mulheres, tudo é tratado com precisão e lirismo. Mas o que realmente brilha é o sentimento. A maneira como Vanessa escreve o amor. Não um amor idealizado, imune aos conflitos ou aos muros sociais. Mas um amor cheio de camadas, com desejo e ternura, silêncio e culpa, raiva e encantamento. A cada página, a autora parece sussurrar ao ouvido da leitora: “Sim, vocês existiram. Sim, vocês também amaram. Sim, suas histórias importam.” E talvez essa seja a principal força do livro — oferecer um espelho para quem, durante muito tempo, não pôde se ver.
Um passo importante na representatividade lésbica na literatura brasileira
Ainda é raro encontrar romances de época protagonizados por duas mulheres nos catálogos das grandes editoras brasileiras. E mais raro ainda quando essas histórias são ambientadas no Brasil, com nossa cultura, nossos conflitos e nossa história. Com o apoio da Verus Editora, “Enfim, esposas” chega como um gesto importante de representatividade. Não apenas por retratar o amor sáfico com respeito e profundidade, mas por resgatar um passado que foi vivido por muitas — mas contado por poucas. Vanessa constrói com firmeza uma ponte entre o presente e o passado. Seu livro fala com quem vive hoje, mas também com as tantas mulheres que não puderam viver o que sentiam. E isso é, por si só, um gesto político, poético e necessário.
O que esperar da leitura?
Leitoras que se encantaram com o primeiro livro vão encontrar em “Enfim, esposas” uma história ainda mais emocionalmente carregada. É um livro sobre escolhas difíceis, sobre segredos, sobre esperança. E, acima de tudo, sobre o que acontece quando duas mulheres descobrem que não dá mais para fugir do que sentem. A escrita da autora é elegante, envolvente, às vezes sensual, às vezes dolorida. Ela sabe dosar emoção sem cair na dramatização gratuita. E, como poucas autoras brasileiras contemporâneas, consegue construir um romance sáfico que é doce e político ao mesmo tempo.
Nesta quarta, 13 de agosto, a TV Globo exibe na tradicionalSessão da Tardeo filme brasileiro Um Tio Quase Perfeito 2, sequência da comédia familiar que conquistou o público em 2017. Com direção de Pedro Antônio Paes e roteiro de Sabrina Garcia, Rodrigo Goulart e Leandro Muniz, o longa retoma a história de Tony, um tio carismático e atrapalhado que, após abandonar a vida de trambiqueiro, tenta se transformar no herói da família e ganhar o coração dos sobrinhos Patricia, Valentina e João.
Mas a chegada de Beto, novo namorado da irmã Ângela, traz uma reviravolta à rotina pacata da casa e acende a chama da disputa por atenção e carinho, especialmente entre Tony e o intruso. Repleto de confusões, situações engraçadas e uma dose de drama familiar, o filme traz à tona questões universais como ciúmes, amor, aceitação e os desafios do convívio entre gerações diferentes.
O longa-metragem é mais que uma comédia leve e divertida. Ele reflete o jeito brasileiro de lidar com as relações familiares, misturando humor com temas cotidianos. Em um cenário onde o tio figura como um personagem quase lendário dentro do núcleo familiar, Tony representa o familiar imperfeito, mas com um coração gigante, que tenta ao máximo se redimir das falhas do passado para ser alguém digno da confiança e do afeto dos sobrinhos.
O filme é uma sequência que soube aproveitar a fórmula do sucesso do primeiro longa, de 2017, sem perder sua essência. A repetição do elenco principal e da equipe de produção trouxe naturalidade e coesão, elementos que ajudam o espectador a se conectar emocionalmente com os personagens e suas histórias.
Personagens que encantam e divertem
O grande destaque é, claro, Marcus Majella, que retorna ao papel de Tony com seu carisma único, trazendo uma mistura de ingenuidade, teimosia e bom humor. Tony é aquele tio quase perfeito, pois erra muito, se mete em confusões e não sabe como agir diante das mudanças da família, mas que se esforça para fazer o melhor por aqueles que ama.
Os sobrinhos, interpretados por Julia Svacinna (Patrícia), Sofia Barros (Valentina) e João Barreto (João), dão frescor e autenticidade ao filme, com personagens que transitam entre a inocência da infância e as primeiras descobertas da adolescência, criando cenas que os adultos reconhecem do seu próprio cotidiano familiar.
Letícia Isnard interpreta Ângela, a irmã de Tony, que, ao encontrar um novo amor em Beto (Danton Mello), vê seu mundo e o da família se transformar. Beto, por sua vez, surge como um personagem amável, mas que acaba despertando o ciúme do tio, gerando uma série de planos e estratégias cômicas para desmascará-lo, o que rende momentos hilários.
Ana Lúcia Torre, como a matriarca Cecília, imprime um tom de sabedoria e equilíbrio, sendo o alicerce que ajuda a amenizar os conflitos familiares, sempre com doses de humor e ternura.
Uma produção que valoriza o Brasil
As filmagens foram realizadas no Rio de Janeiro e região serrana, locais que não apenas servem de cenário, mas valorizam a identidade brasileira da produção. Locais como Petrópolis, Lagoa Rodrigo de Freitas, Laranjeiras e Ipanema são palco para cenas que mostram uma diversidade de ambientes, do urbano ao mais tranquilo, criando um panorama que o público local reconhece e o público de outras regiões admira.
A parceria entre Arpoador Audiovisual, Globo Filmes, Sony Pictures e Morena Filmes garantiu um trabalho com produção caprichada e qualidade técnica compatível com as melhores comédias familiares nacionais. Sob a direção experiente de Pedro Antônio Paes, conhecido por seu talento em comédias, o filme mantém um ritmo ágil e equilibrado, com piadas que funcionam para crianças e adultos.
Desafios do lançamento em meio à pandemia
Lançado em janeiro de 2021, o filme teve sua estreia marcada por um cenário desafiador: o fechamento temporário dos cinemas e as restrições causadas pela pandemia da COVID-19. Mesmo assim, o filme conseguiu atrair mais de 78 mil espectadores e arrecadar mais de R$ 1 milhão, números expressivos para uma produção nacional em tempos tão difíceis.
Além da bilheteria, o longa recebeu indicações importantes na 21ª edição do Grande Otelo, prestigiando sua qualidade nas categorias de Melhor Longa-metragem Infantil e Melhor Ator Coadjuvante para Danton Mello.
Mensagens que ficam para além das risadas
Embora seja uma comédia leve, o filme também traz mensagens valiosas sobre família, perdão e aceitação. Tony, apesar de suas falhas, mostra a importância do esforço para crescer, mudar e valorizar os vínculos afetivos. A convivência entre gerações, com suas desavenças e reconciliações, é representada com sensibilidade e humor, lembrando ao espectador que a família é feita de momentos imperfeitos, mas essenciais.
As crianças no elenco ajudam a transmitir a simplicidade e a pureza do amor familiar, enquanto os adultos mostram como é possível superar as diferenças e inseguranças quando a empatia prevalece.
O legado e a despedida de Eduardo Galvão
O filme também marca um momento especial para o público e para o cinema nacional: é um dos últimos trabalhos do ator Eduardo Galvão, que interpreta Gustavo, o pai ausente na trama. Sua morte em 2020, em decorrência da COVID-19, deixou uma lacuna na produção artística brasileira. A participação dele em Um Tio Quase Perfeito 2 traz um significado afetivo e simbólico, representando o valor da família e a importância de deixar um legado.
Nesta sexta, 15 de agosto de 2025, o Globo Repórter convida o público a uma viagem pelo interior do Brasil, para conhecer de perto a vida no campo e o universo boiadeiro. Em uma edição especial, o programa mostra não apenas o trabalho diário de peões e peoas, mas também a tradição que se mantém viva há décadas, entrelaçando história, música, moda e gastronomia rural. A coprodução com a EPTV, afiliada da Globo, leva o telespectador a um mergulho no cotidiano sertanejo, destacando o orgulho de quem nasceu e cresceu em meio à roça e aos rodeios. As reportagens, assinadas por Dirceu Martins e Paulo Gonçalves, capturam os detalhes que tornam essa cultura tão rica e autêntica.
A cultura caipira vai muito além da estética: está no sotaque carregado, nas expressões típicas, nas vestimentas e no jeito de viver. Mesmo com a modernização, essas tradições permanecem como pilares do estilo de vida rural, adaptando-se ao tempo sem perder a essência. No interior de São Paulo, por exemplo, o “r” puxado é uma marca registrada, assim como o apego à vida no campo e o cuidado com os animais.
José Maria, conhecido como ‘Seu Zelão’, de 73 anos, é um exemplo vivo dessa tradição. Casado há 54 anos com Dona Lúcia, que trabalha na produção de queijos desde os 12 anos, ele mantém em seu sítio 60 cabeças de gado e 28 vacas leiteiras, cada uma com nome próprio. “Sou caipira do pé rachado mesmo! Daqueles que vivem e gostam da roça”, conta. Para ele, nomear as vacas não é apenas sentimental: ajuda a organizar a ordenha de cada animal, mesmo que o processo hoje seja mecanizado. “Gostoso é levantar de manhã e ouvir o galo cantando, o mugido das vacas. Eu gosto da cidade, mas meu lugar é aqui”, diz Zelão com orgulho.
O universo das festas de peão
Em 2025, a famosa Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos completa 70 anos. Muito além das competições de montaria, esses eventos movimentam a economia, o turismo e consolidam a cultura sertaneja no país. São mais de 1.100 festas de peão realizadas anualmente no Brasil, sendo 180 integradas ao Circuito Mundial de Rodeios, que garante vagas em competições internacionais.
O programa mostra, nos bastidores, a dedicação de cada participante. Entre eles, o papel das mulheres se destaca. Ana Claudia Garcia, pioneira na função de “madrinheira”, percorre o país acompanhando os principais rodeios. As madrinheiras são essenciais: ajudam na preparação dos animais, orientam os peões e garantem que os animais retornem com segurança aos currais. “Ser madrinheira é mais do que acompanhar os peões. É cuidar dos animais e garantir que tudo aconteça da melhor forma possível. É uma responsabilidade enorme, mas o amor pelo rodeio supera tudo”, afirma Ana Claudia.
Moda sertaneja: tradição e inovação
O Globo Repórter também mostra como a moda sertaneja evoluiu ao longo dos anos. Dirceu Martins explica que o estilo cowboy conquistou as ruas, se modernizou e virou referência nacional. Jeans, botas, chapéus e couro se reinventam com bordados, brilhos e novas tecnologias. Designers estudam tendências e criam peças que unem tradição e contemporaneidade, tornando a moda sertaneja um fenômeno de criatividade e mercado.
“É impressionante acompanhar como a moda do mundo sertanejo evoluiu. A criatividade nas botas e nas calças jeans é incrível. Fiquei surpreso com a quantidade de bordados e brilhos que a indústria sertaneja está usando e com o impacto que isso tem no mercado”, comenta Dirceu Martins. A moda, assim como a música e as festas, serve como expressão de identidade. Cada detalhe do vestuário transmite orgulho e pertencimento, reforçando a ligação entre o peão, o campo e a tradição.
Música raiz e a Orquestra de Viola de Piracicaba
No interior de São Paulo, a música caipira é outro ponto alto da cultura. A Orquestra de Viola de Piracicaba resgata, há 20 anos, o que há de mais genuíno na música raiz. A região é berço de importantes sucessos sertanejos, e os músicos preservam essa herança, mostrando como a música se conecta com a família e o dia a dia do interior.
“A música sertaneja é uma linguagem do coração. Ela fala de amor, de trabalho, de dor e alegria, mas sempre com um pé na roça e outro na história das famílias”, comenta um dos músicos da orquestra. No programa, eles mostram a importância de manter viva a essência da viola, instrumento símbolo do universo caipira.
Peão moderno x peão raiz
A reportagem também evidencia a diferença entre o peão moderno e o peão raiz. Enquanto o primeiro busca modernidade e tecnologias para otimizar o trabalho, o segundo mantém hábitos tradicionais, valorizando o contato direto com os animais e a rotina rural. No entanto, ambos compartilham a mesma paixão pelo rodeio, o cuidado com os animais e o orgulho de representar a cultura caipira.
Paulo Gonçalves, repórter que também mergulhou nesse universo, relata: “Eu sou do interior, de Marília, e me considero um repórter caipira também. Foi uma experiência enriquecedora visitar propriedades rurais e sentir a receptividade das pessoas, um povo que gosta de uma boa prosa”. Ele enfatiza como o contato humano e o respeito pelas tradições são fundamentais para compreender a essência da vida no interior.
Economia, turismo e identidade cultural
As festas de peão e o universo sertanejo vão além da tradição e da diversão. Elas têm impacto direto na economia local e no turismo, gerando empregos e atraindo visitantes de todo o país. Hotéis, restaurantes, lojas de artigos sertanejos e produtores rurais se beneficiam do movimento desses eventos, que também promovem intercâmbio cultural e preservação de costumes regionais.
Além disso, essas festas reforçam a identidade cultural brasileira. Cada montaria, cada apresentação musical e cada peça de roupa contam uma parte da trajetória do povo sertanejo, mantendo viva a memória coletiva e fortalecendo os laços entre gerações.
Histórias de vida e amor pelo campo
O programa dedica parte da reportagem a histórias de vida que refletem o amor pelo campo. Dona Lúcia mantém técnicas tradicionais de produção de queijos, transmitindo seu conhecimento à família e à comunidade. Seu Zelão, além de cuidar do gado, compartilha memórias que atravessam décadas, mostrando que a vida no campo é marcada por disciplina, paciência e respeito pela natureza.
O cotidiano rural vai além do trabalho: é também lazer, cultura e convivência. Reuniões familiares, almoços aos domingos, celebrações e música compõem um mosaico que torna a vida no interior única. “A roça ensina o valor do tempo e da dedicação. Cada dia é uma lição de paciência, amor e respeito”, reflete Zelão.
O programa também aborda a educação no campo. Escolas rurais e projetos comunitários buscam conciliar o ensino formal com a valorização da cultura local, garantindo que crianças cresçam conectadas às suas raízes. Atividades como ordenha, cuidado com animais e cultivo de hortas complementam o aprendizado acadêmico, fortalecendo a identidade caipira e incentivando práticas sustentáveis.
O futuro da cultura sertaneja
Mesmo com modernização e urbanização, a cultura sertaneja segue viva, adaptando-se às novas gerações sem perder a essência. Festas de peão, música, moda e vida rural se reinventam, mantendo jovens e adultos conectados às tradições.
O Globo Repórter mostra que a cultura caipira é mais do que um estilo de vida: é um patrimônio vivo, que envolve história, arte, economia e emoção. Ao mergulhar nesse universo, o programa não apenas informa, mas emociona, transmitindo o orgulho de um povo que preserva suas raízes e as compartilha com o Brasil e o mundo.
Quando A Hora do Mal chegou aos cinemas brasileiros no dia 7 de agosto de 2025, distribuído pela Warner Bros. Pictures, havia uma expectativa clara: receber um suspense denso, sombrio e perturbador, digno do histórico recente do diretor Zach Cregger. O que ninguém imaginava era que, poucos dias após a estreia, o longa não só se transformaria em um fenômeno de bilheteria para o gênero de terror, como também plantaria a semente para especulações sobre um possível universo expandido.
O impacto foi tão imediato que, já nas primeiras entrevistas pós-lançamento, começaram a surgir indícios de que a história poderia ir além. Em conversa exclusiva com a Variety, Cregger deixou escapar uma informação que mexeu com os fãs: ele já tem uma nova trama no mesmo universo de A Hora do Mal. Embora tenha enfatizado que esse não será seu próximo projeto, a simples ideia foi suficiente para colocar as redes sociais em ebulição.
“Tenho outra ideia para algo neste mundo que me empolga bastante. Não vou fazer isso agora, e provavelmente não farei depois do meu próximo filme, mas tenho um e gostaria de vê-lo nas telas um dia”, contou o cineasta.
Um universo sombrio que pede mais respostas
O sucesso do terror não se resume a cenas de violência gráfica ou a sustos pontuais. A construção de seu prestígio está no mosaico de histórias interligadas, que formam um retrato sufocante de uma comunidade marcada por segredos.
O ponto de partida é chocante: 17 crianças da mesma sala de aula desaparecem misteriosamente, todas saindo de casa na calada da noite, como se atendessem a um chamado silencioso. A partir daí, Cregger conecta fios narrativos que envolvem corrupção policial, traumas familiares, abuso religioso, bruxaria e rituais de sangue.
O filme não entrega respostas fáceis. Pelo contrário, deixa o público com mais perguntas do que certezas, criando um campo fértil para novas histórias — sejam continuações ou prelúdios. Essa ausência de amarras no roteiro final é um recurso narrativo que Cregger já havia usado em Barbarian (2022), mas aqui ele amplia a escala e a profundidade.
Outro ponto alto está no elenco. Nomes como Josh Brolin, Julia Garner, Alden Ehrenreich, Benedict Wong e Amy Madigan se revezam em atuações intensas e convincentes. Essa mistura de veteranos com talentos de gerações mais jovens dá ao longa um equilíbrio dramático raro no gênero.
O prelúdio que pode acontecer
Segundo informações do The Hollywood Reporter, a Warner Bros. e a New Line Cinema já iniciaram conversas com Cregger para desenvolver um prelúdio focado na personagem Gladys Lilly, interpretada por Amy Madigan.
Gladys é tia de Alex (Cary Christopher), a única criança que não desaparece junto com os colegas. Apesar de seu tempo de tela relativamente curto, ela carrega uma aura de mistério que sugere uma bagagem muito maior do que a mostrada.
Fontes próximas à produção revelaram que Cregger chegou a escrever um extenso capítulo sobre o passado de Gladys, mas optou por cortar o material para manter o ritmo do longa. Esse conteúdo, no entanto, não foi descartado — e pode servir de base para o prelúdio.
Por que os fãs estão empolgados?
Quem acompanha o gênero sabe identificar quando um filme tem potencial para se expandir. O mesmo aconteceu com Invocação do Mal, que deu origem a um verdadeiro ecossistema de spin-offs, ou com Hereditário, que, embora não tenha ganhado continuação, deixou marcas profundas no terror moderno.
No caso de A Hora do Mal, a narrativa tem um toque quase antológico. Cada núcleo de personagem é denso o suficiente para sustentar seu próprio filme. Um prelúdio sobre Gladys seria apenas uma das portas possíveis — há outras tramas dentro do mesmo universo que também poderiam ser exploradas.
Outro diferencial é o tipo de horror que Cregger pratica: menos dependente de “jump scares” e mais voltado para um desconforto crescente, sustentado pela sensação de que algo insidioso está se infiltrando no cotidiano. Essa abordagem mantém viva a chama de curiosidade do público.
O obstáculo no caminho
Apesar da empolgação, é importante conter a ansiedade. O próprio Cregger afirmou que o prelúdio não será seu próximo trabalho. O motivo é simples: ele já está comprometido com um projeto de peso — o reboot da franquia Resident Evil.
Previsto para chegar aos cinemas em 18 de setembro de 2026, o longa promete uma abordagem mais fiel aos jogos da Capcom, mas sem abrir mão da assinatura narrativa do diretor. A produção exigirá meses de pré-produção, filmagens e pós-produção, o que torna improvável qualquer lançamento de A Hora do Mal antes de 2027.
Zach Cregger: de comédia ao terror
Curiosamente, Cregger iniciou sua carreira na comédia, integrando o grupo The Whitest Kids U’ Know. Essa bagagem se reflete no terror de forma surpreendente: diálogos mais naturais, personagens tridimensionais e subversão de expectativas.
Seu trabalho anterior, Barbarian, já havia mostrado sua capacidade de quebrar regras e surpreender o público. O filme consolida essa reputação e o coloca como um dos nomes mais promissores do terror contemporâneo.
O Supercine deste sábado, 16 de agosto de 2025, promete entreter o público com uma história que une música, amizade e autodescoberta: o filme Alice & Só, dirigido por Daniel Lieff, leva os espectadores para uma viagem inesquecível pelas estradas do Brasil e do Paraguai. A produção mistura elementos de comédia, romance e aventura, mostrando o caminho de dois jovens em busca de seus sonhos.
Protagonizado por Bruna Linzmeyer e Johnny Massaro, o longa conta a trajetória de Alice e Sócrates — ou “Só” —, melhores amigos que decidem embarcar em uma road trip para participar do maior festival de covers do mundo. Ao longo do percurso, eles enfrentam desafios, descobrem segredos sobre si mesmos e aprendem que a verdadeira música está não apenas nos palcos, mas também nas experiências compartilhadas.
Foto: Reprodução/ Internet
Uma amizade que move montanhas
Alice é apaixonada por música e vive sonhando em transformar sua paixão em carreira. Só, seu melhor amigo e parceiro de banda, compartilha dessa mesma vontade, mas carrega também suas próprias inseguranças. Juntos, eles decidem pegar a estrada e levar sua arte para além dos limites da cidade onde vivem.
A viagem, no entanto, não é apenas sobre destino: é sobre a jornada e o crescimento pessoal. Acompanhados de Tinho (Felipe Camargo), um ex-roqueiro que oferece orientação e provoca reflexões inesperadas, Alice e Só passam por situações cômicas, desentendimentos e momentos de ternura que reforçam a força de sua amizade.
Uma aventura musical pelas estradas do Brasil e Paraguai
Alice & Só leva o público para cenários reais, capturando a essência das cidades por onde passam. As gravações aconteceram em 2016 em pontos icônicos do Paraguai, como o centro comercial de Cidade do Leste, o estacionamento do shopping Paris e o centro de Presidente Franco, além de Foz do Iguaçu, incluindo as impressionantes Cataratas do Iguaçu e a BR-277.
Essa ambientação reforça a autenticidade da road trip, permitindo que o público acompanhe a dupla em cenários que mesclam urbanidade e natureza, enquanto vivem momentos de superação e diversão. A paisagem se torna quase um terceiro personagem, refletindo as mudanças e descobertas que ocorrem na jornada dos protagonistas.
Um elenco que se destaca
O filme traz um elenco diversificado, com nomes que se destacam tanto no cinema quanto na televisão brasileira: Bruna Linzmeyer como Alice, jovem sonhadora e determinada, que representa a força da paixão pela música. Johnny Massaro como Sócrates, o amigo leal, com talento musical e grande coração, que aprende a lidar com inseguranças durante a viagem. Felipe Camargo como Tinho, o mentor e ex-roqueiro que guia a dupla por situações inesperadas. Nanda Costa como Catalina, adicionando charme e complexidade à narrativa. Completa o elenco nomes como Eduardo Sterblitch, Guilherme Weber, Guta Stresser, Stephan Nercessian e Javier Enciso, garantindo diversidade de personagens e interação que alterna humor e emoção.
Da escrita à tela
O roteiro, assinado por Álvaro Campos e Matheus Souza, captura a essência de uma aventura juvenil com o tempero da comédia romântica, sem deixar de lado o drama leve que acompanha todo processo de amadurecimento. Originalmente intitulado Partiu Paraguai e depois Bamo Nessa, o filme evoluiu para Alice & Só, reforçando o vínculo entre os dois protagonistas e o caráter musical da história.
A produção da Coqueirão Pictures, em parceria com a 20th Century Fox, marca a estreia de Daniel Lieff como diretor de cinema, consolidando um olhar sensível para narrativas que misturam música, viagem e descoberta pessoal.
Música como linguagem universal
Um dos elementos mais fortes do filme é a música. Alice e Só não estão apenas viajando por diversão; eles buscam a realização de um sonho artístico. Cada cena em que a banda toca, cada festival de cover em que participam, é uma celebração da música como forma de expressão e conexão humana.
Além disso, o longa mostra como a música pode unir diferentes gerações e culturas. A presença de Tinho reforça essa ponte entre passado e presente do rock, inspirando os jovens protagonistas a manterem sua paixão viva, mesmo diante de desafios e incertezas.
Uma história de autodescoberta e amadurecimento
Alice & Só vai além da comédia e romance tradicionais. Ao longo da road trip, os personagens enfrentam dilemas pessoais, aprendem sobre confiança, superação e a importância de se apoiar em amigos. O filme ressalta que nem sempre o sucesso vem de forma imediata, mas que cada passo dado em direção ao sonho é uma vitória.
O espectador é convidado a refletir sobre suas próprias escolhas e motivações, tornando a história de Alice e Só uma experiência emocional e inspiradora, capaz de entreter e ao mesmo tempo tocar o coração.
Os fãs de Blade Runner finalmente têm uma data para marcar no calendário. A minissérie Blade Runner 2099, continuação oficial dos filmes Blade Runner (1982) e Blade Runner 2049 (2017), está confirmada para estrear no Amazon Prime Video em 2026. A informação foi divulgada por Laura Lancaster, Chefe de Desenvolvimento e Séries de TV SVOD nos EUA – Coproduções na Amazon MGM Studios, durante a confirmação da promoção de dois executivos do estúdio. O anúncio foi recebido com entusiasmo pela comunidade de fãs, que há anos especulava sobre a continuidade do universo distópico criado por Philip K. Dick no clássico romance Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?.
A data de lançamento, embora ainda sem mês definido, coloca a série como um dos grandes eventos televisivos do próximo ano. O produtor David Zucker comentou recentemente que a exibição depende da estratégia da Amazon: “É quando a Amazon quer que a série vá ao ar. Estamos no auge da pós-produção e provavelmente só veremos isso nas telas no final do próximo ano.” A declaração deixou claro que, embora o cronograma esteja praticamente pronto, a gigante do streaming quer garantir que a estreia seja no momento certo para causar o máximo impacto entre o público.
O que esperar da série?
Blade Runner 2099 promete manter o clima noir e futurista característico da franquia, trazendo novamente à tona questões filosóficas e éticas sobre inteligência artificial, replicantes e a coexistência entre humanos e máquinas. A série será ambientada em 2099, seguindo os eventos de Blade Runner 2049, e explorará dilemas de identidade, memória e moralidade. Michelle Yeoh lidera o elenco como Olwen, uma replicante enfrentando o fim de sua vida, enquanto Hunter Schafer dá vida à co-protagonista Cora.
O elenco ainda inclui Dimitri Abold, Lewis Gribben, Katelyn Rose Downey, Tom Burke, Maurizio Lombardi e Daniel Rigby, com participações especiais de Johnny Harris, Amy Lennox, Sheila Atim e Mateus Needham. A combinação de atores consagrados e talentos emergentes sugere que a série terá uma mistura equilibrada entre experiência e inovação, prometendo performances intensas que elevem o nível da narrativa.
Bastidores: produção, atrasos e desafios
O desenvolvimento da série começou em novembro de 2021, quando Ridley Scott anunciou a escrita do piloto e a elaboração de uma bíblia completa para a série, com planos iniciais de dez episódios. Ao longo de 2022, Blade Runner 2099 foi oficialmente encomendado pelo Amazon Prime Video como minissérie, com Silka Luisa como criadora e produtora executiva, e Tom Spezialy atuando na produção executiva de escrita.
A produção enfrentou alguns desafios, incluindo mudanças na direção executiva. Jeremy Podeswa foi contratado para dirigir o episódio piloto, mas precisou se afastar em fevereiro de 2024 devido a conflitos de agenda, e Jonathan Van Tulleken assumiu a direção dos dois primeiros episódios. A pandemia e as questões logísticas também afetaram a produção, exigindo ajustes nos cronogramas e locais de filmagem.
Inicialmente, a série estava programada para filmar em Belfast, na Irlanda do Norte, mas a greve da WGA em 2023 e outros contratempos levaram ao adiamento das gravações para 2024. Parte do financiamento local, cerca de £1,5 milhão do fundo Northern Ireland Screen, acabou sendo devolvida quando a produção deixou o país. Posteriormente, as filmagens começaram em Praga, na República Tcheca, em junho de 2024, com Rob Hardy e Ula Pontikos como diretores de fotografia. As gravações se estenderam até o final de dezembro do mesmo ano, permitindo que a equipe trabalhasse com detalhes de cenografia, efeitos visuais e direção de arte para capturar a estética icônica de Blade Runner.
Por que a estreia em 2026 é tão aguardada
A data de 2026 não é apenas um marco no calendário da Amazon Prime Video; ela representa o momento em que a franquia completa quase quatro décadas de história desde o filme original. A série chega para saciar a curiosidade de fãs antigos e novos, oferecendo uma narrativa que se conecta diretamente aos acontecimentos de Blade Runner 2049. Com a expectativa alta, o público se pergunta como a trama explorará a evolução da sociedade distópica, o destino dos replicantes e quais novos dilemas éticos serão apresentados.
Além disso, a estreia em 2026 permitirá que a Amazon lance a série em um período estratégico, aproveitando o crescimento global da plataforma e o interesse crescente por conteúdo de ficção científica de alta qualidade. O timing perfeito pode transformar Blade Runner 2099 em um fenômeno cultural, atraindo não apenas fãs da franquia, mas também espectadores interessados em histórias complexas, visuais futuristas e personagens emocionalmente profundos.
A importância do elenco
Um dos grandes atrativos da série é o elenco diversificado e talentoso. Michelle Yeoh, conhecida por sua versatilidade e intensidade em papéis dramáticos e de ação, assume o papel de Olwen, uma replicante cuja história promete explorar questões de mortalidade e identidade. Hunter Schafer, uma das estrelas emergentes mais comentadas da atualidade, entra como Cora, trazendo ao público uma personagem co-protagonista com força emocional e complexidade.
Outros nomes, como Dimitri Abold, Lewis Gribben, Katelyn Rose Downey, Daniel Rigby, Tom Burke e Maurizio Lombardi, completam o núcleo principal, enquanto participações especiais de Johnny Harris, Amy Lennox, Sheila Atim e Mateus Needham adicionam camadas dramáticas e intrigantes à narrativa. A escolha cuidadosa do elenco sugere que a série será tão forte em atuações quanto em visual e efeitos especiais.
Filmagem e pós-produção: o cuidado nos detalhes
Após iniciar a produção em Praga, a equipe se dedicou à criação de ambientes que reproduzem a estética de Blade Runner, combinando cidades futuristas decadentes, iluminação neon e efeitos visuais de última geração. A direção de fotografia ficou a cargo de Rob Hardy e Ula Pontikos, que conseguiram capturar o clima noir da franquia, mesclando cenas de ação com momentos introspectivos dos personagens.
A pós-produção também é um ponto crucial da série, com Fiona Colbeck, Leo Trombetta e Henk Van Eeghen na edição, garantindo que narrativa, ritmo e estética visual conversem de forma harmônica. A atenção aos detalhes é essencial, considerando a base de fãs exigente e a importância da série dentro do legado da franquia.
O que sabemos até agora sobre o enredo
Apesar da Amazon e da produção manterem o suspense, já foi confirmado que Olwen enfrentará seu fim, explorando a fragilidade e os dilemas de uma replicante. A série deve apresentar conflitos complexos, alianças inesperadas e reviravoltas emocionantes, mantendo o público atento a cada detalhe. A expectativa é que a narrativa combine ação, drama e suspense psicológico, elementos que sempre fizeram parte do DNA da franquia.
Capítulo 075 da novela A Viagem– quinta-feira, 28 de agosto
Ao sair da regressão, Otávio ainda sente no corpo os ecos das imagens que viu. O empresário revela a Alberto que, nas visões, reconheceu respostas para dilemas que o acompanharam durante toda a vida — como se finalmente tivesse encontrado um fio de compreensão para sua existência. Alberto o escuta em silêncio, emocionado com a transformação do amigo.
Na casa de Estela, Ednéia perde o medo de se expor e confessa que está vivendo um romance com Duarte. A revelação deixa a cunhada surpresa, mas também feliz por vê-la abrir-se para o amor. Dinah, por sua vez, é tomada por uma sensação inexplicável: sente que precisa viajar imediatamente até a fazenda de Guiomar, como se algo maior a chamasse para lá.
Enquanto isso, no núcleo popular, Fátima insiste com Cininha para que desista da paixão por Tibério, alegando que o rapaz não corresponde de verdade a seus sentimentos. Tibério, dividido e sem clareza sobre seus próprios desejos, desabafa com o Mascarado. Confessa sentir um ciúme inesperado da proximidade entre Fátima e outros rapazes, mas não entende de onde nasce esse sentimento. O Mascarado, porém, recebe uma carta misteriosa que o leva a recordar um antigo amor esquecido. Tibério o incentiva a procurar essa mulher do passado, acreditando que o reencontro pode mudar sua vida.
No bairro, Geraldão explode de alegria ao ganhar um prêmio da loteria e comemora com todos ao redor, sem imaginar que sua boa sorte trará consequências. Ao mesmo tempo, Kazuo e Dudu estreitam ainda mais seus laços, deixando claro que uma amizade verdadeira — e talvez algo além — está florescendo entre eles.
Em Vassouras, Andrezza decide permanecer na cidade e, com firmeza, convida Antônio para acompanhá-la. É um gesto definitivo, um passo que sela sua escolha de vida.
Mas o destino começa a se mover em outra direção. Dinah segue viagem rumo à fazenda, sem pressentir que uma tragédia se aproxima. Na estrada, Alexandre, em seu ódio silencioso, manipula espiritualmente um caminhão. O veículo perde o controle e colide brutalmente contra o carro de Otávio. O impacto é devastador. Alexandre, oculto no invisível, contempla a cena com um sorriso frio, saboreando sua vingança. No mesmo instante, em um gesto carregado de ironia, Tato compra uma motocicleta usada, sem saber que o veículo já pertenceu ao espírito obsessor que, das sombras, continua a conduzir sua trama de destruição.
Capítulo 076 – sexta-feira, 29 de agosto
Após o acidente, Otávio desperta em um campo amplo, iluminado por uma luz suave. Flores se estendem por todo o horizonte, e uma paz intensa envolve seu coração. Pela primeira vez em muito tempo, ele não sente dor, medo nem angústia. No mesmo instante, Alexandre é arrastado por forças invisíveis até o sombrio Vale dos Suicidas, onde gritos, trevas e correntes o prendem em meio ao sofrimento.
No plano terreno, Alberto chega ao local da tragédia. O choque de ver o carro destruído e o corpo do amigo é imenso. Com lágrimas contidas, ele acompanha o translado até o IML e cuida dos trâmites burocráticos, suportando o peso de uma dor silenciosa. Mais tarde, é ele quem dá a notícia a Tato e Dudu, que ficam arrasados.
Dinah, inquieta, não consegue aceitar o silêncio de Otávio. Pressente a verdade, mas nega a si mesma. A confirmação chega de maneira dolorosa: Alberto telefona para Estela, que fica atônita com a notícia. Lisa e Téo, em viagem, ficam sabendo pelo rádio. Em pouco tempo, todos se reúnem para o velório. O ambiente é marcado por lágrimas contidas, abraços silenciosos e uma sensação de vazio que nenhum consolo parece preencher.
Dinah, ao lado de Estela e Alberto, não resiste às lembranças. Recorda momentos com Otávio, confessa seu amor e se desfaz em choro. Alberto a ampara e diz que tudo o que Otávio fez, fez por amor, deixando claro que sua vida foi atravessada pelo sentimento que nutria por ela.
Do outro lado da existência, Otávio é acolhido por Júlia, que o guia até reencontrar seu pai. A emoção desse encontro o envolve antes de ser conduzido para a “enfermaria espiritual”, onde poderá descansar e se recuperar da travessia. Dinah, ainda em luto, recebe mais um arranjo de flores — sinal de que o vínculo entre eles persiste, mesmo além da vida física.
Enquanto isso, Alexandre não cessa sua influência maléfica. Preso em seu ódio, ele se conecta a Téo, insuflando sentimentos de irritação e desconfiança. Sob esse peso, Téo começa a tratar Lisa com frieza e agressividade, deixando a jovem vulnerável e confusa. A obsessão espiritual, alimentada pela fúria de Alexandre, inicia mais um ciclo de dor entre os vivos.
A Viagem – Resumo da novela entre os dias 01/09 a 05/09
Capítulo 077 – segunda-feira, 1º de setembro
Lisa se vê envolvida por uma presença inesperada: Alexandre surge diante dela, declarando, com uma mistura de ternura e obsessão, que ainda a ama. A jovem, tomada pela emoção, mas firme em sua consciência, suplica que ele abandone Téo e permita que o namorado viva em paz. Alexandre, porém, disfarça sua raiva por trás de palavras doces, mantendo-se preso ao seu desejo de controle.
Sem imaginar nada disso, Téo continua sob influência. Alberto, preocupado com o estado do rapaz, explica a Carmen os mecanismos da obsessão espiritual. Revela que Téo é um médium inconsciente e, justamente por não ter controle, torna-se mais vulnerável às forças negativas que o cercam.
Na fazenda, Raul tenta convencer Andrezza a dar-lhe uma nova chance, dizendo que só viajou até ali para salvar o casamento. Mas a jovem, sentindo-se renascida ao lado de Antônio, abre o coração para Dinah: confessa que está feliz e que encontrou serenidade em sua nova escolha.
Lisa, fragilizada pelo encontro com Alexandre, procura Alberto e lhe conta o que aconteceu. A revelação causa enorme preocupação ao médico. Quando Téo descobre que ela conversou com Alberto, reage com violência verbal, ferindo ainda mais a moça, que se sente isolada e sufocada pelo peso da obsessão.
Na pensão, Geraldão aparece eufórico, espalhando dinheiro e vangloriando-se de ter vencido no jogo. Enquanto isso, Tato, após a morte do pai, mostra-se cada vez mais frio e agressivo, incapaz de lidar com a dor. Dinah encontra um bilhete que Otávio havia deixado na cabana, gesto que reacende seu pranto. Agenor, ao rever Lisa em casa, surpreende ao demonstrar satisfação.
Alberto, diante das aflições de Lisa, explica que o amor doentio de Alexandre, paradoxalmente, a protege de ataques mais violentos. No entanto, alerta que esse mesmo amor a aprisiona em uma teia de manipulação espiritual. No fim do dia, Dinah dá um passo inesperado: procura Estela e pede perdão pelas mágoas passadas, reconciliando-se com a cunhada em um gesto de humildade e dor.
Capítulo 078 – terça-feira, 2 de setembro
Glória mergulha em devaneios ao imaginar como teria sido sua vida se tivesse se casado com Otávio. Enquanto isso, Dudu, dominado pela saudade, chora diante das lembranças do pai, incapaz de conter a dor.
Na fazenda, Sofia começa a sentir dores fortes e teme estar perdendo o bebê. Zeca entra em pânico e busca ajuda, enquanto Guiomar, alheia ao que se passa, se entusiasma ao ver Andrezza se interessando pelos negócios da propriedade. A matriarca anuncia, orgulhosa, que a filha assumirá responsabilidades no lugar.
Na pensão, Cininha espalha a notícia da possível perda de Sofia, despertando a indignação de Vovó, que repreende a fofoqueira. Fátima e Cininha decidem vigiar Tibério, desconfiadas de suas atitudes.
Téo demonstra solidariedade a Dinah pela morte de Otávio, e a viúva, para honrar a memória do amado, leva Estela e Alberto para conhecer a “Casa da Sopa”, obra social que ele havia idealizado. A visita emociona a todos.
No bairro, Fátima conta a Lisa seus planos de ampliar o salão com uma academia de ginástica. Mais tarde, Dinah liga para Lisa e pede uma conversa franca sobre Téo. O reencontro é marcado pela emoção: as duas se reconciliam definitivamente, e Dinah apresenta Paty à jovem, reconhecendo-a como futura madrasta da menina.
Na fazenda, Raul insiste em reatar com Andrezza, mas encontra resistência em Guiomar e o silêncio firme da filha. Em São Paulo, Tato, dominado pela revolta, desconta sua raiva em Glória. Dudu tenta defender a irmã, mas leva um tapa violento do irmão. Dinah presencia a cena e se desespera com a agressividade do sobrinho, enquanto chora sozinha diante das lembranças de Otávio. Raul, ainda obstinado, pede mais uma vez que Andrezza volte para casa, mas ela não cede.
Capítulo 079 – quarta-feira, 3 de setembro
Queiroz visita Dinah para tratar de Carmen, e a viúva se anima ao saber que a amiga será sua nova sócia. Estela, porém, pressente que Dinah, em sua dor, começa a pedir a morte em oração para se reencontrar com Otávio. Ao lado de Alberto, tenta convencê-la a não se entregar a esse pensamento fatalista.
Na casa de Ismael, Bia começa a estranhar os amigos suspeitos do pai. O advogado, duro, a repreende e a ameaça: se comentar algo com alguém, será devolvida à mãe. A menina se cala, mas guarda a angústia no peito.
Na fazenda, Raul insiste com Andrezza para que volte com ele, mas a jovem responde apenas que refletirá, o que enfurece Guiomar. Em São Paulo, Agenor surpreende ao tratar Téo com carinho repentino, o que deixa Zeca desconfiado.
Na casa de Otávio, Tato dirige de forma imprudente e assusta Bia. Mais tarde, leva a menina para uma boate e se irrita ao vê-la conversar com outro rapaz, deixando claro seu temperamento ciumento e descontrolado.
Na pensão, Geraldão, tomado pela ilusão da riqueza, distribui presentes e favores aos amigos. Mas o clima de festa se transforma em choque quando a polícia o prende, acusando-o de assalto à mão armada. Todos ficam atônitos com a reviravolta.
Naquela noite, Dinah sonha intensamente com Otávio, revivendo os momentos mais marcantes que tiveram juntos. Já Ismael, frio e calculista, revela a Bia que possui informações comprometedoras sobre Alberto, insinuando que pode usá-las no momento certo.
Capítulo 080 – quinta-feira, 4 de setembro
Consumida pela saudade, Dinah confessa à mãe que deseja partir para reencontrar Otávio. A revelação a fragiliza ainda mais, e Estela teme pela saúde emocional da irmã.
Tato, cada vez mais instável, desconta sua ira em Glória e Dudu. Sob influência de Johnny, passa a acreditar que Alberto deseja ocupar o lugar de Otávio. Alberto percebe a interferência espiritual de Alexandre e decide enfrentá-lo. Em um momento de tensão, é empurrado pelo espírito maligno dentro da piscina. Alexandre ri vitorioso, enquanto Alberto luta para não se afogar.
Mais tarde, Tato volta a discutir violentamente com Dudu, e Alberto interfere, reconhecendo a gravidade da obsessão. Alexandre se materializa diante do médico, em desafio aberto, reforçando seu ódio. Alberto relata tudo a Estela, que se preocupa ainda mais com a situação.
Na fazenda, Guiomar pede a Antônio que incentive Andrezza a esquecer Raul e seguir em frente. Em São Paulo, Agenor surpreende novamente ao aceitar Téo como genro e até recebe dinheiro do rapaz para investir em um táxi.
Enquanto isso, Ismael prossegue em seus planos sombrios, manipulando Bia e insinuando que possui provas que podem arruinar Alberto.
No campo afetivo, Andrezza e Antônio se entregam a um novo beijo, selando a força da união que cresce entre eles.
Capítulo 081 – sexta-feira, 5 de setembro
Alberto procura consolar Dinah. Diz a ela que o amor verdadeiro é eterno e não se desfaz com a morte, tentando fortalecer sua fé e esperança.
Andrezza, porém, continua dividida. Liga para Raul, mas desliga antes de falar. Mais tarde, toma coragem para chamá-lo novamente, sem, contudo, ter forças para dar uma resposta definitiva.
Paralelamente, Ismael arma seus planos contra Alberto. Com astúcia, envolve Maria em sua trama, seduzindo-a com falsas promessas. O médico confidencia a Estela que pretende continuar alertando os obsediados sobre a influência de Alexandre, mesmo sob risco.
Tato, cada vez mais entregue à revolta, chega em casa bêbado e agride verbalmente Glória e Dudu. O clima de medo se instala entre os irmãos. Enquanto isso, Ismael se encontra secretamente com Maria em um restaurante. Aos poucos, conquista sua confiança e chega a beijá-la.
De volta para casa, Dinah surpreende Maria vestindo um de seus vestidos. Em vez de repreendê-la, decide entregar a roupa de presente, num gesto de confiança e afeto.
Na fazenda, Andrezza e Antônio trocam novos beijos, enquanto Paty, de forma inocente, batiza sua boneca com o nome de Lisa, demonstrando aceitação da futura madrasta.
Tato, cheio de rancor, revela a Ismael seu desejo de afastar Queiroz do escritório. O advogado, manipulador, aproveita a oportunidade e pede ajuda a Maria: ela deve avisá-lo sempre que Alberto e Estela estiverem na casa de Dinah e, além disso, colocar um pacote comprometedor na maleta do médico.
Enquanto Dinah revive as lembranças do amor com Otávio, no plano espiritual o advogado é amparado por um anjo em sua nova etapa de evolução, recebendo forças para seguir sua jornada além da vida.