A expectativa pelo desfecho de Stranger Things ganhou um capítulo inesperado fora das telas. Millie Bobby Brown, que interpreta Eleven na série, teria registrado denúncias contra David Harbour, intérprete do xerife Jim Hopper, por assédio moral e intimidação nos bastidores da produção.
De acordo com o tabloide britânico Daily Mail, as queixas teriam sido feitas antes do início das gravações da quinta e última temporada. Segundo a publicação, o material entregue pela atriz incluía páginas detalhando episódios de conduta inadequada do colega de elenco. A investigação sobre as denúncias se estendeu por meses, mas até o momento seus resultados não foram divulgados. Nem Millie Bobby Brown nem David Harbour se manifestaram oficialmente sobre o assunto, e a Netflix, responsável pela produção, optou por não comentar.
O caso ganhou maior repercussão após o recente lançamento do álbum de Harbour, no qual sua ex-esposa, a cantora Lily Allen, teria sido citada em letras críticas. O episódio reforça a complexidade das relações humanas, mesmo em projetos de grande alcance global, mas é importante destacar que as informações sobre as denúncias ainda não foram confirmadas por nenhuma das partes envolvidas.
Stranger Things estreou em 2016 e rapidamente se tornou um fenômeno mundial, unindo elementos de ficção científica, suspense, terror e drama adolescente. Criada pelos irmãos Matt e Ross Duffer, a série acompanha o desaparecimento misterioso de Will Byers na fictícia cidade de Hawkins, nos Estados Unidos, e a chegada de Eleven, uma garota com poderes telecinéticos que ajuda os amigos de Will na busca por respostas.
Com o passar das temporadas, a trama evoluiu, introduzindo novos personagens e desafios sobrenaturais. A segunda temporada, lançada em 2017, explorou as consequências do mundo invertido; a terceira, em 2019, se passou no verão americano de 1985 e trouxe ameaças externas à cidade e aos jovens protagonistas. A quarta temporada, lançada em 2022 em dois volumes, preparou o terreno para a conclusão definitiva na quinta temporada, que será dividida em três volumes, com estreia prevista para este ano.
Além de Millie Bobby Brown e David Harbour, o elenco conta com nomes como Winona Ryder, Finn Wolfhard, Gaten Matarazzo, Caleb McLaughlin, Noah Schnapp, Natalia Dyer, Charlie Heaton, Joe Keery, Cara Buono e Matthew Modine, entre outros que se juntaram em temporadas posteriores, incluindo Sadie Sink, Dacre Montgomery e Maya Hawke. Os irmãos Duffer, Shawn Levy e Dan Cohen são os produtores executivos da série.
Originalmente intitulada Montauk, a série foi inspirada por teorias da conspiração envolvendo experimentos secretos do governo americano na década de 1980. Os criadores incorporaram referências culturais da época, como filmes de Steven Spielberg e John Carpenter, música, videogames e animes, criando uma narrativa rica e nostálgica que conquistou fãs em todo o mundo.
Após meses de gravações intensas, a terceira temporada de Avatar: O Último Mestre do Ar encerrou oficialmente suas filmagens — marcando o início do fim de uma das séries mais ambiciosas da Netflix. A adaptação live-action do clássico animado (2005–2008), criado por Michael Dante DiMartino e Bryan Konietzko, conquistou o público em 2024 com visuais deslumbrantes, performances cativantes e uma fidelidade rara a um universo tão amado. A nova temporada ainda segue sem previsão de lançamento.
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Uma produção épica que desafiou limites
Desde seu anúncio em 2018, Avatar: O Último Mestre do Ar foi uma das produções mais aguardadas da Netflix. O desafio era enorme: adaptar uma animação reverenciada por toda uma geração, conhecida por sua profundidade filosófica, cultura visual riquíssima e narrativa sobre equilíbrio, guerra e redenção.
Sob a liderança do showrunner Albert Kim (Sleepy Hollow, Nikita), a série ganhou forma com um elenco jovem e talentoso: Gordon Cormier como Aang, Dallas Liu como Zuko, Kiawentiio como Katara, Ian Ousley como Sokka, Paul Sun-Hyung Lee como o tio Iroh, Elizabeth Yu como Azula e Daniel Dae Kim como o temido Senhor do Fogo Ozai.
A primeira temporada estreou em 22 de fevereiro de 2024 e rapidamente dominou o Top 10 global da Netflix. Mesmo com críticas divididas — alguns apontando problemas de ritmo e diálogos —, a série foi amplamente elogiada pela fidelidade estética, pelos efeitos visuais de primeira linha e pela forma como traduziu o universo espiritual e cultural de Avatar para o live-action.
Um mundo dividido pela guerra — e unido pela esperança
Para quem ainda não mergulhou nesse universo, a trama se passa em um mundo onde certas pessoas, conhecidas como “dobradores”, possuem a habilidade de controlar os quatro elementos: água, terra, fogo e ar.
Aang, interpretado por Gordon Cormier, é o último sobrevivente dos Nômades do Ar e o novo Avatar — o único ser capaz de dominar todos os elementos e manter o equilíbrio entre o mundo físico e o espiritual. Após despertar de um sono de 100 anos, ele descobre que o mundo foi devastado pela ambição da Nação do Fogo, que busca dominar todos os povos.
Ao lado de Katara (Kiawentiio) e Sokka (Ian Ousley), Aang embarca em uma jornada épica para aprender a dominar os elementos e cumprir seu destino. Enquanto isso, é perseguido incansavelmente pelo príncipe exilado Zuko (Dallas Liu), que busca restaurar sua honra capturando o Avatar — uma narrativa de redenção e conflito interno que se tornou uma das mais queridas da ficção moderna.
Um legado reimaginado
Trazer Avatar: O Último Mestre do Ar para o formato live-action era um risco que poucos estúdios se atreveriam a correr — especialmente após o fracasso da adaptação cinematográfica de 2010. No entanto, a Netflix conseguiu o que muitos consideravam impossível: recriar o espírito original da série animada, respeitando sua mitologia, diversidade cultural e mensagens espirituais.
A produção foi gravada no Volume, uma tecnologia de ponta semelhante à usada em The Mandalorian, que permite criar ambientes digitais realistas em tempo real. Isso deu à série um visual cinematográfico e uma imersão sem precedentes, aproximando ainda mais o espectador desse universo de fantasia inspirado em culturas asiáticas, inuítes e indígenas.
Quando Ari Aster anuncia um filme novo, boa parte do público — especialmente aquele com estômago forte para o desconforto — já se ajeita na cadeira com a certeza de que vem algo estranho, provocativo e difícil de rotular. Depois de incendiar o terror contemporâneo com Hereditário e Midsommar, e dividir opiniões com Beau Tem Medo, o diretor retorna agora com um projeto que carrega seu DNA de inquietação, mas brinca com outros territórios: humor negro, caos social e uma estética de faroeste moderno.
O resultado é Eddington, um filme que se passa em maio de 2020, em plena pandemia de Covid-19, e que transforma uma pequena cidade do Novo México em um microcosmo de paranoia, rivalidades políticas e violência latente. Estrelado por Joaquin Phoenix, Pedro Pascal, Emma Stone, Austin Butler e um grande elenco de apoio, o longa já chega ao público cercado de expectativas — e de perguntas. A maior delas é simples:
Vale a pena assistir?
A resposta, como quase tudo na obra de Aster, é complexa.
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Um faroeste dentro da pandemia — e a pandemia dentro de nós
A premissa pode soar absurda à primeira vista: um xerife e um prefeito entram em uma disputa política e pessoal no auge da crise sanitária, e essa desavença se espalha como pólvora pela comunidade. Mas é exatamente essa mistura de absurdo e realismo que torna Eddington tão singular.
O filme se passa em maio de 2020, no momento em que as incertezas eram tantas que qualquer decisão parecia capaz de acender fósforos em terreno seco. Na cidadezinha fictícia de Eddington, o xerife Joe Cross (Joaquin Phoenix) e o prefeito Ted Garcia (Pedro Pascal) — ambos competentes, ambos difíceis, ambos inflamáveis — vivem um impasse que ninguém mais consegue administrar.
Aster transforma essa rixa em um evento quase mitológico: o primeiro olhar torto, a primeira acusação pública, o primeiro rumor exagerado… e de repente vizinhos estão se dividindo em lados, famílias são colocadas uma contra a outra e a suposta tranquilidade da cidade evapora.
Como em um faroeste clássico, o duelo moral entre homens poderosos puxa a cidade inteira para o abismo. Só que aqui o abismo é feito de máscaras, falsas virtudes, grupinhos de WhatsApp e um vírus invisível que, de tão presente, se torna quase um personagem adicional.
O xerife que desmorona diante dos nossos olhos
Joaquin Phoenix prova mais uma vez que atores raramente encontram zonas de conforto. Seu Joe Cross é meio herói, meio vítima, meio provocador — um homem que tenta proteger a cidade, mas que carrega traumas mal resolvidos, frustrações acumuladas e uma vulnerabilidade crescente.
Phoenix entrega um personagem cansado, desconfiado, pressionado e frequentemente patético, mas ainda assim humano o suficiente para que o público se identifique com sua queda.
Seu trabalho — cheio de pausas, olhares inquietos e acessos de fúria contida — encaixa perfeitamente no humor negro da narrativa, transformando o xerife em alguém que desperta empatia e riso, às vezes ao mesmo tempo.
Um prefeito carismático, contraditório e perigosamente sedutor
Do outro lado do duelo, Pedro Pascal vive Ted Garcia, o prefeito em busca de reeleição, que tenta equilibrar crise de saúde pública, pressão política e uma vaidade que o torna imprevisível. O personagem é ao mesmo tempo irônico, sorridente e explosivo — e Pascal navega entre essas nuances com carisma natural.
É ele quem traz leveza a várias cenas que poderiam descambar para o melodrama, mas também é quem entrega alguns dos momentos mais intensos do filme. Quando Phoenix e Pascal dividem a tela, o filme atinge seu ápice: a química é elétrica, desconfortável, às vezes até cômica, como se os dois personagens fossem reflexos distorcidos um do outro.
Emma Stone e Austin Butler
Emma Stone, interpretando Louise Cross, esposa de Joe, tem menos tempo de tela do que Phoenix ou Pascal, mas suas cenas são fundamentais para mostrar o desgaste emocional da família do xerife. Louise funciona como âncora emocional — e ao mesmo tempo como espelho das tensões domésticas que a pandemia trouxe à superfície em tantas casas reais.
Austin Butler, por sua vez, interpreta Vernon Jefferson Peak, um personagem enigmático que parece estar sempre no lugar errado na hora certa — ou vice-versa. Butler surge como um dos catalisadores do caos crescente, mas também como figura simbólica do colapso emocional coletivo.
O elenco de apoio, que inclui Luke Grimes, Deirdre O’Connell, Micheal Ward, Clifton Collins Jr., Amélie Hoeferle e outros nomes, completa o retrato de uma comunidade à beira do colapso moral.
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A direção de Ari Aster
Esse é o filme mais “híbrido” da carreira de Aster. Ele não abandona suas marcas registradas: o desconforto crescente, os enquadramentos que revelam mais do que mostram, a trilha inquietante de Bobby Krlic (retornando após Midsommar e Beau Tem Medo), e as situações que começam normais e terminam absurdas.
Mas Eddington abraça novas linguagens:
O humor negro, muitas vezes situado perto da crueldade.
O faroeste moderno, com paisagens áridas e tensão permanente.
A sátira social, especialmente no retrato da paranoia pandêmica.
Nada disso é gratuito. Aster parece interessado em investigar como comunidades pequenas, aparentemente pacíficas, podem abrigar tensões profundas — tensões que só precisam de um empurrão para explodir.
Uma produção marcada por insistência, ambição e tempestades criativas
O caminho até Eddington foi longo. Ari Aster já tinha escrito um roteiro de faroeste contemporâneo anos antes, e chegou a considerar que esse seria seu primeiro filme. Mas Hereditário o puxou para outro lado, e o faroeste foi guardado na gaveta.
Somente depois de Beau Tem Medo ele decidiu revisitar a ideia — agora com a pandemia como elemento central. Foi nesse momento que a história ganhou novo fôlego, novas camadas, novos conflitos.
A produção, comandada pela Square Peg e pela A24, foi intensa e ambiciosa. Phoenix e Aster chegaram a explorar locais juntos no Novo México meses antes das filmagens, enquanto Emma Stone e Christopher Abbott foram inicialmente escalados em 2023 — Abbott acabou deixando o projeto, que passou o papel para Austin Butler.
As filmagens ocorreram entre março e maio de 2024 em Albuquerque e Truth or Consequences, cidades que emprestam à trama a beleza áspera do deserto americano. Em abril de 2025, Bobby Krlic foi anunciado como responsável pela trilha — uma decisão que reforça o clima emocional e psicológico do filme.
Mas afinal: vale a pena assistir?
A resposta depende do tipo de cinema que você busca, mas aqui vão argumentos honestos e humanizados:
Vale a pena se…
Você gosta de filmes que misturam gêneros e quebram expectativas.
Você aprecia humor negro, sátiras sombrias e comentários sociais implícitos.
Você admira o trabalho de Joaquin Phoenix, Pedro Pascal ou Ari Aster.
Você quer ver um filme que aborda a pandemia sem cair no didatismo ou na exploração gratuita.
Você gosta de histórias sobre pequenas comunidades que se despedaçam por dentro.
Pode não ser sua praia se…
Você prefere narrativas lineares e de fácil digestão.
Você tem dificuldade com filmes que misturam drama e comédia de maneira agressiva.
Você espera um terror tradicional: este NÃO é um filme de terror, apesar da tensão psicológica constante.
Você ainda se sente sensível para revisitar o clima emocional da pandemia de 2020.
A Warner Bros. Pictures revelou na últtima quinta-feira, 18 de zembro, material inédito de Digger, longa-metragem que marca a nova parceria do estúdio com Tom Cruise (Top Gun: Maverick, Missão: Impossível). A divulgação ganhou repercussão imediata após o próprio ator compartilhar o conteúdo em suas redes sociais, antecipando para o público detalhes do projeto que vem sendo tratado como uma das produções mais aguardadas do estúdio.
Ainda envolto em sigilo, Digger promete levar aos cinemas uma comédia de escala ambiciosa, descrita como uma história de consequências catastróficas. O filme não teve data de estreia anunciada até o momento, mas a revelação inicial já indica um projeto que busca fugir do convencional, tanto pela proposta narrativa quanto pela combinação criativa envolvida.
Rodado no Reino Unido, o longa marca o retorno do cineasta Alejandro G. Iñárritu (Birdman, Babel) ao cinema falado em inglês desde O Regresso (2015). Conhecido por sua abordagem autoral e por explorar personagens em situações extremas, o diretor também assina o roteiro ao lado de Nicolas Giacobone, Alexander Dinelaris e Sabina Berman, equipe responsável por trabalhos anteriores de grande reconhecimento crítico.
A escolha de Tom Cruise para o papel principal ocorreu após uma reunião direta entre o ator e Iñárritu, consolidando uma colaboração inédita entre duas figuras centrais do cinema contemporâneo. O projeto também reforça a parceria estratégica de Cruise com a Warner Bros. Pictures, enquanto a Legendary Pictures atua como produtora do longa, ampliando o alcance e a robustez da produção.
O elenco reúne nomes de destaque do cinema e da televisão internacional. Além de Cruise, Digger conta com Jesse Plemons (Ataque dos Cães), Sandra Hüller (Anatomia de uma Queda), Riz Ahmed (O Som do Silêncio), Sophie Wilde (Fale Comigo), Emma D’Arcy (A Casa do Dragão), Robert John Burke (Lei & Ordem), Burn Gorman (Círculo de Fogo), Michael Stuhlbarg (Me Chame Pelo Seu Nome) e John Goodman (O Grande Lebowski). A diversidade e o prestígio do elenco indicam uma narrativa centrada em personagens complexos e performances marcantes.
O desenvolvimento de Digger teve início em fevereiro de 2024, quando foi anunciado oficialmente como o novo projeto de Iñárritu após seu último longa. Ao longo do mesmo ano e no início de 2025, o elenco foi sendo gradualmente revelado, reforçando o caráter estratégico da produção e mantendo a expectativa elevada em torno do filme.
Com poucos detalhes revelados sobre a trama, Digger surge como um dos títulos mais enigmáticos do atual catálogo da Warner Bros. Pictures. A combinação entre um astro conhecido por grandes produções comerciais e um diretor reconhecido por narrativas provocativas sugere um filme que pode transitar entre o entretenimento de alto alcance e uma proposta artística mais ousada, consolidando-se como um lançamento de peso no cenário cinematográfico internacional.
O cinema brasileiro volta a ocupar um espaço de destaque no cenário internacional com “Feito Pipa”, novo longa-metragem do diretor Allan Deberton (Pacarrete), que fará sua estreia mundial no 76º Festival Internacional de Cinema de Berlim, integrando a mostra competitiva Generation, voltada a narrativas que exploram o universo infantojuvenil a partir de perspectivas contemporâneas e afetivas.
Produzido pela Deberton Filmes e pela Biônica Filmes (Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa, Ritas), em coprodução com a Warner Bros. Pictures, o filme terá distribuição no Brasil pela Paris Filmes. A seleção para a Berlinale 2026, que acontece entre 12 e 22 de fevereiro, consolida o longa como uma das principais apostas brasileiras do ano no circuito de festivais.
A história acompanha Gugu, um menino de quase 12 anos que sonha em se tornar jogador de futebol enquanto vive no interior do Ceará sob os cuidados da avó Dilma, uma professora aposentada que o cria com afeto, liberdade e respeito à sua individualidade. Quando a saúde da avó começa a se fragilizar, Gugu passa a esconder a situação, movido pelo medo de ser afastado dela e obrigado a morar com o pai, um homem incapaz de aceitá-lo como ele é.
A partir desse conflito íntimo, Feito Pipa constrói uma narrativa delicada sobre amadurecimento, pertencimento e amor, observando a infância como um território complexo, atravessado por escolhas difíceis e silêncios carregados de significado. O filme evita excessos dramáticos e aposta em uma condução sensível, onde pequenos gestos e relações cotidianas ganham peso emocional.
Dirigido por Allan Deberton, cineasta formado em Cinema pela Universidade Federal Fluminense (UFF), o longa reafirma uma assinatura autoral já reconhecida internacionalmente. Antes de Feito Pipa, Deberton percorreu mais de 150 festivais com seus curtas-metragens, acumulando 76 prêmios, e alcançou grande repercussão com seu primeiro longa, Pacarrete, exibido no Festival Internacional de Cinema de Xangai e vencedor de oito Kikitos no Festival de Gramado.
As filmagens aconteceram em Quixadá e cidades vizinhas do sertão cearense, tendo como cenário central a barragem de Araujo Lima, que, após longos períodos de seca, revela as ruínas de uma antiga cidade submersa. Esse espaço simbólico atravessa o filme como metáfora de memória, ausência e reconstrução emocional, dialogando diretamente com a jornada interna do protagonista.
O roteiro é assinado por André Araújo, e o elenco reúne Yuri Gomes, Teca Pereira (Pacarrete), Lázaro Ramos (O Homem que Copiava, Madame Satã), além de Carlos Francisco e Georgina Castro. As atuações contribuem para a atmosfera intimista da obra, sustentando a delicadeza do olhar infantil sem recorrer a idealizações.
A produção é liderada pela Deberton Filmes, produtora cearense comandada por Allan Deberton e Marcelo Pinheiro, que mantém atuação constante em mercados internacionais como o European Film Market, o Marché du Film e o Ventana Sur. A empresa já desenvolve novos projetos previstos para 2026 em coprodução com estúdios como a Paramount Pictures e a alemã Arthood Films.
A parceria com a Biônica Filmes fortalece o projeto desde sua fase de desenvolvimento, unindo estratégias criativas e executivas. A produtora vive um momento de destaque no mercado nacional após o sucesso comercial de Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa e o alcance expressivo do documentário Ritas.
Feito Pipa conta ainda com produção associada da Mistika, patrocínio do Nubank e apoio do Projeto Paradiso, por meio da Incubadora Paradiso. O filme é realizado com recursos do PNAB CE, Governo do Ceará, BRDE, Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), Ancine e Ministério da Cultura.
O universo sombrio de Dead by Daylight está cada vez mais próximo de sair das telas dos videogames para ocupar as salas de cinema. De acordo com o The Hollywood Reporter, a adaptação cinematográfica do jogo será escrita por David Leslie Johnson-McGoldrick e Alexandre Aja, dois nomes com experiência consolidada no gênero do terror. O projeto reúne a força criativa da Blumhouse Productions, da Atomic Monster e da Behaviour Interactive, estúdio responsável pelo desenvolvimento do game original.
A escolha dos roteiristas chama atenção. Johnson-McGoldrick colaborou diversas vezes com James Wan e ajudou a expandir o universo de The Conjuring, uma das franquias mais lucrativas do terror contemporâneo. Já Alexandre Aja construiu sua reputação com filmes intensos e viscerais como The Hills Have Eyes, Piranha 3D e Crawl. Embora Aja esteja envolvido apenas como roteirista e não vá dirigir o longa, sua assinatura criativa já indica que a adaptação deve apostar em tensão constante e atmosfera sufocante. Ele está atualmente dedicado à sequência de Sob as Águas do Sena para a Netflix, o que abriu espaço para que as produtoras iniciem a busca por um diretor que abrace essa visão.
Jason Blum, fundador da Blumhouse, afirmou que o projeto pretende equilibrar profundidade emocional com intensidade implacável. A proposta é construir um filme que não se limite a reproduzir sustos rápidos, mas que mergulhe no terror psicológico e no horror de sobrevivência que consagraram o jogo. A ideia é que o medo seja algo conquistado ao longo da narrativa, sustentado por personagens fortes e por uma sensação constante de ameaça.
Lançado em 2016 pela Behaviour Interactive, Dead by Daylight rapidamente se transformou em um dos títulos mais populares do gênero survival horror multiplayer. Seu formato assimétrico, em que um jogador assume o papel de assassino enquanto até quatro controlam sobreviventes tentando escapar, criou uma experiência tensa e imprevisível. Enquanto o assassino enxerga em primeira pessoa e persegue suas vítimas, os sobreviventes jogam em terceira pessoa e precisam reparar cinco geradores espalhados pelo mapa para abrir os portões de saída. Eles não podem lutar diretamente, apenas correr, se esconder, usar obstáculos e contar com trabalho em equipe. Quando resta apenas um sobrevivente, surge ainda a possibilidade de fuga por uma escotilha, alternativa que pode ser fechada pelo assassino. Essa dinâmica simples, mas extremamente eficaz, ajudou o game a ultrapassar a marca de 50 milhões de jogadores ao redor do mundo.
Parte do sucesso também se deve ao impressionante catálogo de personagens licenciados que transformou o jogo em um verdadeiro encontro de ícones do terror. Ao longo dos anos, Dead by Daylight incorporou figuras e elementos de franquias como Halloween, A Nightmare on Elm Street, The Texas Chain Saw Massacre, Scream, Saw, Stranger Things, Silent Hill, Resident Evil, Hellraiser, Ringu e Alien. Até Nicolas Cage entrou no universo do game como personagem jogável, reforçando o alcance cultural da marca.
No centro de tudo está a Entidade, uma força sobrenatural que sequestra assassinos e sobreviventes de diferentes realidades para submetê-los a julgamentos eternos. Alimentando-se da esperança e do medo, ela cria cenários fragmentados onde a caça se repete indefinidamente. Essa mitologia sombria, que mistura terror psicológico, fatalismo e ciclos de violência, pode oferecer ao cinema uma base narrativa rica, indo além da simples estrutura de perseguição.
O grande desafio da adaptação será transformar a experiência interativa em uma narrativa cinematográfica envolvente. No jogo, a tensão nasce da imprevisibilidade e das decisões dos jogadores. No cinema, será preciso construir personagens com os quais o público se conecte emocionalmente, mantendo ao mesmo tempo a sensação constante de ameaça. Com o envolvimento da Blumhouse e da Atomic Monster, estúdios que ajudaram a redefinir o terror moderno, as expectativas são altas.
Os leitores brasileiros finalmente poderão acompanhar o capítulo final de uma das séries mais queridas da fantasia contemporânea. A Editora Morro Branco lança no país Brothersong, quarto e último volume da série Green Creek, escrita por TJ Klune. A obra encerra a trajetória da família Bennett e marca o fim de uma jornada iniciada em 2016 com Wolfsong, livro responsável por consolidar o autor como um dos grandes nomes best-sellers da fantasia com protagonismo LGBTQIAPN+.
Misturando elementos sobrenaturais, drama familiar e romance, a série conquistou leitores ao construir uma mitologia própria centrada em lobos, laços emocionais e a força da família escolhida. Em Brothersong, Klune conduz a narrativa para um desfecho que equilibra ação, emoção e reflexão, aprofundando temas que atravessaram todos os volumes anteriores.
Carter Bennett no centro da história
Desta vez, o foco recai sobre Carter Bennett. Conhecido ao longo da série como o irmão leal, espirituoso e frequentemente responsável por aliviar as tensões com humor, Carter assume o protagonismo em uma jornada mais sombria e introspectiva. Após a morte do pai e a fragmentação da matilha, ele se vê diante de um vazio que o obriga a confrontar não apenas as ameaças externas, mas também seus próprios conflitos internos.
O isolamento passa a ser parte central da narrativa. Longe da proteção do bando, Carter parte em busca daquele que abalou as estruturas da família e despertou nele sentimentos tão intensos quanto perigosos. A travessia física se transforma, pouco a pouco, em uma jornada emocional marcada por amadurecimento, dor e autodescoberta.
Gavin Livingstone e o peso do legado
No coração dessa história está Gavin Livingstone, filho do principal antagonista da série. Herdeiro de uma linhagem associada historicamente à violência e ao controle, Gavin carrega cicatrizes profundas e vive dividido entre o peso do sangue e a possibilidade de escolher um caminho diferente.
A relação entre Carter e Gavin é o eixo emocional do romance. Mais do que um romance proibido ou improvável, o vínculo entre os dois assume contornos simbólicos e políticos. Ao aproximar personagens que pertencem a lados historicamente opostos, Klune tensiona a ideia de herança e destino, propondo uma reflexão sobre a possibilidade de romper ciclos de ódio e reescrever narrativas familiares.
É a partir dessa conexão que Brothersong amplia o conceito de “laço”, elemento central da mitologia de Green Creek. Na série, o laço é o vínculo que mantém os lobos ancorados em sua humanidade, impedindo que se percam na fúria ou na violência. Neste volume final, o conceito atinge seu ápice, colocando à prova a força do amor, da lealdade e do pertencimento.
Licantropia como metáfora de identidade
Ao longo dos quatro livros, TJ Klune construiu uma fantasia urbana em que a licantropia funciona como metáfora para identidade, diferença e aceitação. Em Green Creek, transformar-se em lobo não é apenas um elemento sobrenatural, mas também um símbolo de comunidade e reconhecimento mútuo.
Em Brothersong, essa metáfora se torna ainda mais potente. Ao deslocar Carter para fora do núcleo familiar, o autor questiona o que acontece quando o pertencimento é ameaçado. A ideia de found family — família escolhida —, tão central na obra, é colocada sob tensão. O que sustenta alguém quando os laços parecem rompidos? Até que ponto é possível reconstruir aquilo que foi fragmentado?
Klune responde a essas perguntas revisitando eventos marcantes da série, ressignificando perdas e sacrifícios acumulados ao longo da trajetória dos Bennett. O passado retorna não como nostalgia, mas como parte essencial do processo de cura.
Um encerramento à altura da saga
Considerada a obra mais conhecida do autor, a série Green Creek se tornou referência dentro da fantasia urbana contemporânea por unir narrativa envolvente, personagens complexos e representatividade LGBTQIAPN+. Ao longo dos livros, Klune explorou temas como trauma, lealdade, responsabilidade e amor em suas múltiplas formas.
Com Brothersong, o autor entrega um desfecho que honra essa construção. O romance não apenas encerra o arco narrativo do bando Bennett, mas também reafirma a mensagem que atravessa toda a saga: a família não é definida apenas por sangue, mas pelas escolhas que fazemos e pelos laços que cultivamos.
A quinta-feira, 2 de janeiro, promete ser especial para todos que amam uma boa história de superação e amizade! A Sessão da Tarde traz o emocionante A Caminho de Casa (A Dog’s Way Home), uma produção que vai conquistar o coração de toda a família. Prepare-se para uma jornada cheia de aventura, emoção e muito amor, com uma protagonista canina que vai deixar todo mundo encantado.
Bella não é uma cadelinha qualquer. Ela é a fiel amiga de Lucas, um estudante de veterinária que tem uma relação especial com os animais. Juntos, eles formam um laço indestrutível, até que um dia, a vida deles sofre uma reviravolta. Bella é capturada por um controle de animais e levada para um abrigo a mais de 400 milhas de casa. Separada de seu dono, ela fica perdida em um mundo desconhecido, mas algo dentro dela nunca a faz desistir: o amor e a lealdade incondicional.
Em uma jornada cheia de obstáculos, Bella atravessa florestas, cidades e encontra perigos inesperados, mas nada é capaz de quebrar seu espírito. Determinada a reencontrar Lucas, ela segue seu instinto e enfrenta o desconhecido com coragem e esperança. Durante sua jornada, Bella cruza com várias pessoas, cada uma delas tocada pela sua determinação e pelo seu amor incondicional, mudando as suas vidas de maneiras inesperadas.
O filme é inspirado no livro de W. Bruce Cameron, o mesmo autor de Quatro Vidas de um Cachorro, que também emocionou os fãs com a história de outros animais com destinos tocantes. Uma das grandes surpresas do filme é a interpretação vocal de Bryce Dallas Howard, que empresta sua voz à adorável Bella. A crítica tem elogiado a sensibilidade e o carisma de Bryce ao dar vida a essa personagem canina tão única.
O elenco é composto por grandes nomes como Edward James Olmos, conhecido por suas atuações em filmes e séries de sucesso, e Alexandra Shipp, que já encantou o público em produções como X-Men: Apocalipse. Além disso, Bryce Dallas Howard, famosa por seu trabalho em Jurassic World, dá voz à adorável Bella, trazendo toda a emoção e carisma para o personagem canino. Sob a direção sensível de Charles Martin Smith, responsável por filmes que exploram temas profundos e emocionantes, A Caminho de Casa se encaixa perfeitamente no gênero Drama/Aventura, misturando momentos de tensão com toques de ternura e superação.
Horário e onde assistir
Se você é fã de filmes emocionantes e inspiradores, não pode perder! A Caminho de Casa será exibido na Sessão da Tarde, às 15h30, logo após o Jornal Hoje, na TV Globo. Já pode preparar a pipoca, chamar a família e acomodar todo mundo no sofá para acompanhar essa jornada que vai mexer com os sentimentos de todos.
Já em cartaz nos cinemas de todo o Brasil, “Pecadores” chegou ao circuito nacional com grande expectativa e não decepcionou. O novo longa da Warner Bros. Pictures, estrelado por Michael B. Jordan e dirigido por Ryan Coogler, conquistou a crítica internacional e tem impressionado o público com sua narrativa densa, estética marcante e uma abordagem pouco convencional para o gênero de terror. Com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes em suas primeiras avaliações, o filme vem se destacando por equilibrar sustos, emoção e um olhar profundo sobre identidade, pertencimento e os fantasmas – reais ou simbólicos – que cada um carrega.
Uma história de reencontros, traumas e assombrações familiares
No centro da trama estão os irmãos gêmeos Smoke e Stack, ambos vividos por Michael B. Jordan, em uma interpretação tecnicamente desafiadora e emocionalmente potente. Após anos afastados, os dois retornam à cidade natal para tentar um novo começo. No entanto, a viagem de volta acaba revelando feridas antigas e segredos enterrados que ainda assombram a comunidade — e os próprios protagonistas.
O longa mergulha em temas como luto, reconciliação, memória coletiva e espiritualidade, costurando a narrativa com tensão crescente e atmosferas cuidadosamente construídas. A experiência vai muito além de um terror convencional, explorando camadas simbólicas com um estilo visual que carrega a marca autoral de Coogler.
A estreia de Ryan Coogler no terror – e uma homenagem ao cinema
Famoso por sucessos como Pantera Negra e Creed, Ryan Coogler faz aqui sua estreia no cinema de horror com um projeto pessoal, que ele define como uma “carta de amor ao cinema”. O diretor explica que sua paixão pelas telonas surgiu justamente da vivência coletiva do medo nas salas escuras: “Foi nesse ambiente, com desconhecidos compartilhando o mesmo arrepio, que me conectei com o poder do cinema. ‘Pecadores’ foi concebido para esse tipo de experiência: intensa, coletiva e transformadora”.
Além da direção, Coogler também assina o roteiro e reuniu uma equipe criativa de peso: a diretora de fotografia Autumn Durald Arkapaw, a designer de produção Hannah Beachler (vencedora do Oscar por Pantera Negra), o editor Michael P. Shawver, a figurinista Ruth E. Carter e o compositor Ludwig Göransson, parceiro habitual do cineasta, que aqui cria uma trilha sonora envolvente e simbólica.
Terror que vai além do susto fácil
“Pecadores” é um filme que provoca desconforto, não apenas pelo suspense ou pelos elementos sobrenaturais, mas por tocar em feridas abertas da sociedade. É um terror que se ancora na vivência negra, na relação com a ancestralidade, e no impacto que o trauma social e familiar tem sobre a formação da identidade. A escolha por abordar essas temáticas através do terror psicológico amplia o impacto emocional da obra e reforça a proposta de Coogler de entregar uma experiência artística com propósito.
Michael B. Jordan, que também atua como produtor executivo, afirma que o projeto o desafiou profundamente. “Este filme tem muitas camadas. Quero que o público se divirta, claro, mas também que saia do cinema pensando, refletindo, sentindo a música, a atmosfera, os silêncios. Quero que a experiência reverbere por dias”, afirmou o ator.
Pré-estreias com reflexão e representatividade
Antes do lançamento oficial, o filme teve pré-estreias em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, onde uma sessão especial foi seguida por um bate-papo sobre o impacto social e simbólico da obra. Participaram do debate nomes como o influenciador João Sales (@maratonize), a criadora de conteúdo Donna Paula Soares (@donnacachos), o jornalista João Paulo Barreto (Jornal A Tarde) e a educadora Gleissia Santos, do Instituto Cultural Steve Biko. A conversa abordou as representações negras no cinema de gênero, a importância de narrativas que respeitam identidades plurais e o lugar do horror como metáfora social.
Elenco de peso e atuações elogiadas
Além de Jordan em papel duplo, o elenco de “Pecadores” inclui Hailee Steinfeld, Wunmi Mosaku, Jayme Lawson, Delroy Lindo, Jack O’Connell, Miles Caton, Omar Miller e Li Jun Li. O conjunto de atuações contribui para a intensidade emocional da narrativa, com destaque para a dinâmica entre os irmãos e os personagens secundários que orbitam sua volta ao lar.
Um novo patamar para o cinema de gênero
“Pecadores” é mais do que um filme de terror: é um marco na colaboração entre Michael B. Jordan e Ryan Coogler, e representa uma guinada criativa para ambos. É também um exemplo de como o cinema de gênero pode se reinventar ao ser utilizado como veículo para debates contemporâneos, experiências sensoriais e reflexões sociais.
Distribuído pela Warner Bros. Pictures e produzido pela Proximity Media, o longa já está em exibição nas principais salas de cinema do país. Uma experiência pensada para a tela grande, com luzes apagadas, som envolvente e uma história que continua pulsando mesmo depois que os créditos sobem.
No domingo, 4 de maio, às 23h, a HBO e a plataforma Max exibem o nono e último episódio da temporada final de The Righteous Gemstones, encerrando com chave de ouro uma das séries de comédia mais provocativas e originais dos últimos tempos. Criada por Danny McBride, a produção conquistou o público ao mergulhar sem pudores no universo das megacorporações religiosas, onde fé, fortuna e falcatruas andam de mãos dadas.
Um clã de televangelistas à beira do colapso — ou da redenção
Ao longo de suas quatro temporadas, The Righteous Gemstones acompanhou as desventuras de uma família de televangelistas multimilionários que se equilibram entre o púlpito e o pecado. Ostentando poder, riqueza e influência, os Gemstones mantiveram sua fachada de pureza cristã enquanto lidavam com chantagens, traições internas, escândalos públicos e disputas ferozes por controle e reconhecimento.
Na temporada final, os conflitos atingiram seu auge. A codependência entre os irmãos Jesse, Judy e Kelvin foi testada ao limite, revelando feridas emocionais profundas e a dificuldade de romper com um passado carregado de glórias, mágoas e disputas. Agora, diante de decisões cruciais, a família precisará encarar sua maior provação: será possível seguir em frente sem negar a herança construída sobre alicerces tão frágeis?
Estrelas veteranas e participações surpreendentes
O elenco continua afiado, com Danny McBride liderando como Jesse Gemstone, o herdeiro impulsivo e megalomaníaco; Adam Devine como o carismático, mas ingênuo Kelvin; e Edi Patterson roubando cenas como a irreverente Judy. O consagrado John Goodman dá gravidade ao papel do patriarca Eli, figura central na construção (e destruição) do império Gemstone.
A quarta temporada ainda traz de volta personagens queridos como Amber (Cassidy Freeman), BJ (Tim Baltz), Keefe Chambers (Tony Cavalero), Martin Imari (Greg Alan Williams), Gideon (Skyler Gisondo), Baby Billy (Walton Goggins) e Aimee-Leigh (Jennifer Nettles), além de participações especiais de Megan Mullally, Seann William Scott e uma surpresa de peso com Bradley Cooper, que interpreta um personagem enigmático em um dos momentos mais marcantes da temporada.
Humor afiado, crítica social e drama familiar
Com sua mistura única de comédia ácida, sátira religiosa e drama familiar, The Righteous Gemstones consolidou-se como uma das produções mais ousadas do catálogo da HBO. A série brinca com o culto à personalidade no meio religioso, expondo os bastidores sombrios de um império erguido em nome da fé, mas guiado por ganância, vaidade e sede de poder.
A proposta sempre foi clara: rir da hipocrisia, mas sem perder de vista a humanidade dos personagens. Por isso, mesmo em meio a escândalos, perseguições bizarras e confrontos armados (sim, houve de tudo), a série sempre manteve um núcleo emocional forte, explorando a relação conturbada entre pais e filhos, irmãos rivais e casamentos à beira do colapso.
Uma despedida digna de um culto
Criada, escrita e protagonizada por Danny McBride, The Righteous Gemstones conta ainda com direção de nomes como Jody Hill e David Gordon Green, colaboradores habituais de McBride em outros sucessos como Vice Principals e Eastbound & Down. A produção executiva inclui John Carcieri, Jeff Fradley, Brandon James e Jonathan Watson, com David Brightbill na produção geral. Os roteiros contam com colaboração de Edi Patterson, Kevin Barnett e Chris Pappas como produtores consultivos.
O episódio final promete reunir todos os elementos que tornaram a série um sucesso: humor irreverente, tensão familiar, críticas sociais afiadas e reviravoltas imprevisíveis. Seja você um devoto da série desde o início ou alguém curioso para ver como essa epopeia termina, o encerramento de The Righteous Gemstones tem tudo para ser memorável.