Kidnap | Drama tailandês transforma um sequestro em um jogo perigoso de sentimentos

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Em Kidnap, o suspense serve apenas como ponto de partida para uma história muito mais profunda. O drama tailandês acompanha um sequestrador que decide desobedecer às ordens recebidas e poupar a vida de seu prisioneiro. A escolha, aparentemente simples, muda tudo. A partir desse momento, os dois deixam de ser apenas vítima e algoz e passam a se tornar reféns de emoções inesperadas, enquanto o perigo segue cada vez mais próximo.

A relação entre Min (Ohm Pawat Chittsawangdee) e Q (Leng Thanaphon U-sinsap) se desenvolve em meio a tensão constante, silêncio, medo e conexões que surgem quando menos se espera. O roteiro aposta em conflitos internos, dilemas morais e na construção lenta de sentimentos, mostrando como decisões tomadas em situações extremas podem alterar destinos de forma irreversível.

Dirigido por Noom Attaporn Teemarkorn, Kidnap se destaca pela atmosfera sombria e pela sensibilidade ao tratar temas como culpa, empatia e sobrevivência emocional. A fotografia de Pichet Talao reforça o clima de claustrofobia e perigo, enquanto a trilha sonora assinada por Klom Orave Pinijsarapirom, Amp Achariya Dulyapaiboon e GG0NE intensifica cada momento de tensão e intimidade.

O elenco de apoio amplia o universo da série, apresentando personagens que orbitam o passado e as escolhas de Min, como seu irmão mais novo, colegas e figuras ligadas ao submundo do crime, ajudando a construir uma narrativa mais rica e realista. Cada personagem carrega suas próprias motivações, tornando o enredo imprevisível e emocionalmente envolvente.

Mais do que um drama sobre sequestro, Kidnap é uma história sobre humanidade em situações extremas, sobre como sentimentos podem nascer até nos cenários mais sombrios e sobre o alto preço de desafiar regras impostas por um mundo cruel.

Onde assistir: Kidnap está disponível na Netflix, permitindo que o público acompanhe essa intensa produção tailandesa do início ao fim, com todos os seus dilemas, reviravoltas e emoções à flor da pele.

Fan Service | Novo BL coreano sobre fama, vulnerabilidade e um romance inesperado estreia em 7 de janeiro

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O universo dos BLs coreanos ganha um novo título para ficar no radar: Fan Service, produção que estreia em 7 de janeiro e reúne Changyu e Changmin, rostos já conhecidos do público por #HisMan, ao lado de Yang Jaeu. A série promete ir além do romance tradicional, apostando em uma narrativa mais sensível sobre exposição, pressão emocional e sentimentos que surgem quando menos se espera.

A história acompanha três jovens cujas vidas se entrelaçam após um encontro que termina de forma desastrosa. O episódio, que poderia ser facilmente esquecido, acaba dando início a uma cadeia de boatos, desconfortos e emoções mal resolvidas, colocando os personagens no centro de situações que fogem totalmente do controle deles.

No coração da trama está Geon U, uma estrela do Hallyu que começa a sentir o peso real da fama. Entre agendas exaustivas, cobranças constantes e fãs que ultrapassam limites, ele vê sua estabilidade emocional ruir aos poucos. É nesse momento de fragilidade que surge Jae Yeon, um estudante universitário completamente fora do mundo dos holofotes, com quem Geon U acaba se envolvendo de maneira inesperada.

O relacionamento, que nasce quase por acaso, passa a desafiar não apenas os sentimentos dos dois, mas também as expectativas impostas pela indústria do entretenimento e pelo público. Fan Service se propõe a mostrar o lado humano por trás das imagens perfeitas, abordando o contraste entre a vida pública e os desejos privados, em uma história que promete tocar quem já se sentiu pressionado a esconder quem realmente é.

Temperatura Máxima deste domingo (4) traz Vingadores: Era de Ultron, o épico da Marvel que elevou a ameaça ao nível máximo

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A Temperatura Máxima deste domingo, 4 de janeiro de 2026, exibe na TV Globo um dos capítulos mais grandiosos do Universo Cinematográfico Marvel: Vingadores: Era de Ultron. Lançado em 2015, o filme marcou a consolidação dos heróis mais poderosos da Terra como um fenômeno global e elevou ainda mais o patamar dos blockbusters de super-heróis no cinema.

Quando a tentativa de salvar o mundo cria um novo inimigo

Após os eventos que abalaram Nova York em Os Vingadores (2012), Tony Stark (Robert Downey Jr., de Homem de Ferro e Sherlock Holmes) passa a acreditar que a maior ameaça ao planeta pode vir do espaço — e que a humanidade não está preparada para enfrentá-la. Movido por essa paranoia, ele se une a Bruce Banner (Mark Ruffalo, de Spotlight e Ilha do Medo) para desenvolver um sistema de inteligência artificial capaz de manter a paz mundial.

O plano, no entanto, sai completamente do controle. A tecnologia dá origem a Ultron, uma entidade artificial que conclui que a única forma de salvar o planeta é eliminando a própria raça humana. A partir desse momento, os Vingadores precisam lidar não apenas com um inimigo poderoso, mas com as consequências de suas próprias escolhas.

A união dos heróis mais poderosos da Terra

Para enfrentar essa ameaça sem precedentes, retornam à ação Capitão América (Chris Evans, de Entre Facas e Segredos), Thor (Chris Hemsworth, de Resgate), Viúva Negra (Scarlett Johansson, de Lucy), Gavião Arqueiro (Jeremy Renner, de A Chegada) e o próprio Hulk. A equipe é colocada à prova tanto fisicamente quanto emocionalmente, especialmente quando Ultron passa a manipular medos, traumas e conflitos internos.

O filme também marca a introdução de novos personagens que se tornariam fundamentais para o futuro da franquia, como Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen, de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura), Pietro Maximoff (Aaron Taylor-Johnson, de Kick-Ass) e Visão (Paul Bettany, de Uma Mente Brilhante), ampliando ainda mais o universo narrativo da Marvel.

Direção, espetáculo e ambição cinematográfica

Escrito e dirigido por Joss Whedon (Os Vingadores, Buffy: A Caça-Vampiros), Era de Ultron aposta em sequências de ação grandiosas, efeitos visuais de ponta e um ritmo intenso. Com um orçamento estimado em US$ 365 milhões, o longa entrou para a história como uma das produções mais caras já realizadas, refletindo a ambição da Marvel Studios em transformar cada lançamento em um verdadeiro evento mundial.

A estreia aconteceu em abril de 2015, com exibições em formatos convencionais, 3D e IMAX, e foi recebida com críticas majoritariamente positivas, que destacaram o carisma do elenco e a escala épica das batalhas, ainda que alguns apontassem um tom mais sombrio em comparação ao primeiro filme.

Um sucesso absoluto de público e bilheteria

O impacto comercial foi imediato. Vingadores: Era de Ultron arrecadou mais de US$ 1,4 bilhão em bilheterias ao redor do mundo, figurando entre os filmes de maior arrecadação da história do cinema na época e ocupando o topo dos rankings de 2015, ao lado de fenômenos como Star Wars: O Despertar da Força e Jurassic World.

O sucesso abriu caminho direto para os capítulos finais da saga, Vingadores: Guerra Infinita (2018) e Vingadores: Ultimato (2019), que redefiniram o conceito de universo compartilhado no cinema e consolidaram a Marvel como uma potência cultural global.

Onde assistir Vingadores: Era de Ultron

Além da exibição na Temperatura Máxima, na TV Globo, o filme também está disponível no Disney+, serviço oficial de streaming da Marvel.

Na Super Tela deste sábado (3), Record exibe O Dia do Atentado, thriller baseado em fatos reais que paralisou Boston

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A Super Tela deste sábado, 3 de janeiro de 2026, exibe na Record TV o impactante drama O Dia do Atentado (Patriots Day), um filme intenso, bem construído e baseado em fatos reais que revisita um dos episódios mais marcantes da história recente dos Estados Unidos: o atentado à Maratona de Boston, em 2013.

Um dia de celebração que se transforma em tragédia

A história acompanha o sargento da polícia Tommy Saunders, interpretado por Mark Wahlberg (O Grande Herói, Transformers), que está de serviço na segurança da tradicional maratona quando explosões causadas por bombas caseiras atingem o público, espalhando pânico, destruição e dezenas de vítimas. Em poucos minutos, um evento esportivo que simbolizava união e superação se transforma em um cenário de caos absoluto. (Via: AdoroCinema)

A força-tarefa e a maior caçada policial da cidade

Após os atentados, Tommy se junta a uma força-tarefa formada pelo agente especial do FBI Richard Deslauriers (Kevin Bacon, de Footloose e O Homem Invisível), pelo comissário da polícia Ed Davis (John Goodman, de O Grande Lebowski e Argo), pelo sargento Jeffrey Pugliese (J.K. Simmons, de Whiplash e Homem-Aranha) e pela enfermeira Carol Saunders (Michelle Monaghan, de Missão: Impossível – Efeito Fallout e True Detective).

Juntos, eles lideram uma investigação intensa e urgente para identificar e capturar os responsáveis pelo ataque antes que novas tragédias aconteçam. A busca culmina em uma operação sem precedentes, que praticamente paralisa Boston e entra para a história como uma das maiores caçadas policiais já realizadas nos Estados Unidos.

Direção realista e narrativa envolvente

A direção é assinada por Peter Berg (O Grande Herói, Battleship), que também coescreve o roteiro ao lado de Matt Cook. Berg opta por uma abordagem direta e realista, evitando sensacionalismo e priorizando a reconstrução fiel dos acontecimentos. O resultado é um thriller tenso, emocionante e respeitoso, que valoriza o trabalho das autoridades, dos profissionais da saúde e da população civil.

Mais do que um filme policial, O Dia do Atentado funciona como uma homenagem à resiliência humana, destacando o espírito de união e coragem que emergiu em meio à tragédia.

Um filme forte, atual e necessário

Com atuações sólidas e uma narrativa que prende a atenção do início ao fim, o longa é uma escolha certeira para quem aprecia histórias baseadas em fatos reais, carregadas de emoção e significado. É um filme que impacta, emociona e convida à reflexão sobre violência, empatia e resistência coletiva.

Onde assistir O Dia do Atentado

Além da exibição na Super Tela, na Record TV, o filme também está disponível no Prime Video, no formato VOD, com aluguel a partir de R$ 11,90, oferecendo ao público a opção de assistir quando e onde quiser.

Superman: Homem do Amanhã aprofunda o conflito entre esperança e obsessão no novo filme de James Gunn

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Após o sucesso do retorno do Superman aos cinemas em 2025, James Gunn começa a desenhar com mais clareza os contornos de Superman: Homem do Amanhã, continuação que promete ir além do espetáculo e mergulhar no coração moral do personagem. Mais do que apresentar uma nova ameaça ou ampliar o universo do herói, o diretor deixa claro que a história será guiada por um confronto essencial: Clark Kent contra Lex Luthor. Não apenas como herói e vilão, mas como duas visões opostas de mundo, de humanidade e de poder. As informações são do Omelete.

Em entrevista recente, Gunn resumiu o espírito do novo filme de forma direta: no fundo, tudo se resume a Clark e Lex. A declaração revela uma abordagem intimista e quase filosófica, onde o embate físico dá lugar a um duelo de ideias. Para o cineasta, ambos os personagens representam lados que coexistem dentro de qualquer ser humano. Gunn admite se identificar com a ambição e a obsessão de Lex Luthor, desde que separadas de sua crueldade extrema, ao mesmo tempo em que compartilha da fé quase ingênua que o Superman deposita nas pessoas, em seus valores simples e na crença de que o bem ainda pode prevalecer.

David Corenswet retorna ao papel de Clark Kent, trazendo novamente um Superman que aprende enquanto age, que sente o peso de suas decisões e que ainda tenta encontrar seu lugar em um mundo que o observa com admiração e desconfiança. Nicholas Hoult assume o papel de Lex Luthor, prometendo uma versão menos caricata e mais inquietante do vilão, movida não apenas pelo ódio, mas pelo medo de perder o controle sobre um mundo que ele acredita poder moldar. Ao lado deles, Rachel Brosnahan retorna como Lois Lane, funcionando como ponte entre o herói e a humanidade, e como consciência crítica diante das ações de ambos.

A nova história dialoga diretamente com conceitos já explorados em Superman: Homem do Amanhã, animação que ajudou a redefinir o personagem para uma geração mais jovem. Nela, Clark ainda é conhecido como “o Homem Voador”, um herói em formação que trabalha como estagiário no Planeta Diário enquanto tenta entender o alcance de seus poderes e as consequências de usá-los em público. Desde o início, fica claro que este Superman não surge pronto: ele erra, hesita e cresce, sempre guiado pelos ensinamentos de Jonathan e Martha Kent, que o criaram com valores humanos antes mesmo de ele compreender sua origem kryptoniana.

Nesse contexto, Lex Luthor surge como o oposto perfeito. Um homem que confia cegamente na ciência, no progresso e na capacidade humana de dominar qualquer força que ameace sua supremacia. Seu envolvimento com projetos espaciais e experimentos extraterrestres revela não apenas ambição, mas uma obsessão perigosa, que o leva a ultrapassar limites éticos em nome de controle. Quando suas ações colocam Metrópolis em risco, Luthor se torna o símbolo do medo humano diante do desconhecido — medo esse que ele tenta justificar como racionalidade.

A chegada de ameaças vindas do espaço aprofunda ainda mais o conflito. O encontro de Clark com Lobo, um caçador de recompensas alienígena que revela a existência de uma recompensa por sua cabeça, força o herói a encarar sua própria condição de estrangeiro em um planeta que ele ama, mas que pode nunca aceitá-lo por completo. A presença de J’onn J’onzz, o Caçador de Marte, adiciona uma camada emocional poderosa à narrativa ao alertar Clark sobre a possibilidade da xenofobia humana, ao mesmo tempo em que reconhece nele uma esperança rara de convivência entre espécies.

A tragédia de Rudy Jones, que acaba se transformando no Parasita após ser exposto a tecnologias alienígenas, funciona como um espelho do que acontece quando a curiosidade científica e o desejo por poder ultrapassam o cuidado com vidas comuns. Mesmo enfraquecido, privado de seus poderes e diante da própria morte, Superman se recusa a tratar Rudy como um monstro. Ele insiste em enxergar o homem por trás da criatura, reforçando a ideia de que sua maior força nunca foi física, mas moral.

Ao final, quando Clark se apresenta oficialmente ao mundo como Kal-El, o gesto não é apenas uma revelação de identidade, mas uma escolha consciente de confiança. Ele decide acreditar na humanidade mesmo conhecendo seus defeitos, suas contradições e seus medos. É justamente essa fé que Lex Luthor jamais consegue compreender — e é nela que reside o verdadeiro conflito de Superman: Homem do Amanhã.

Saiba qual filme vai passar na Supercine deste sábado (3) na TV Globo

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Se você gosta de histórias cheias de reviravoltas, personagens suspeitos e diálogos afiados, o Supercine deste sábado, 3 de janeiro de 2026, entrega exatamente isso. A TV Globo exibe Entre Facas e Segredos, um dos filmes policiais mais elogiados dos últimos anos, que revitalizou o gênero do “quem matou?” com inteligência, humor ácido e um elenco afiadíssimo.

Lançado originalmente em 2019 e dirigido por Rian Johnson, o longa conquistou crítica e público ao misturar investigação clássica com comentários sociais atuais, tudo embalado por uma narrativa elegante e surpreendente. Não à toa, o filme se tornou um fenômeno mundial e deu origem a uma bem-sucedida franquia estrelada por Daniel Craig no papel do excêntrico detetive Benoit Blanc.

Um crime elegante no coração de uma família disfuncional

A trama começa logo após a comemoração dos 85 anos de Harlan Thrombey, um renomado escritor de romances policiais vivido por Christopher Plummer. O cenário é uma mansão imponente em Massachusetts, repleta de objetos antigos, segredos e ressentimentos silenciosos. Na manhã seguinte à festa, Harlan é encontrado morto, com a garganta cortada.

À primeira vista, tudo indica suicídio. A polícia local está pronta para encerrar o caso rapidamente, mas a chegada inesperada do detetive particular Benoit Blanc muda completamente o rumo da investigação. Contratado de forma anônima, Blanc não se contenta com respostas fáceis e passa a observar com atenção cada detalhe, cada contradição e cada olhar desconfortável dos presentes.

E motivos não faltam. A família Thrombey é um verdadeiro campo minado emocional: filhos ressentidos, netos mimados, disputas por dinheiro e um histórico de relações quebradas. Todos tinham algo a ganhar — ou a perder — com a morte do patriarca.

Benoit Blanc: um detetive fora do comum

Daniel Craig entrega uma de suas performances mais divertidas e inesperadas da carreira. Distante da imagem de James Bond, seu Benoit Blanc é teatral, meticuloso e dono de um sotaque sulista carregado, que se tornou uma das marcas registradas do personagem.

Blanc não investiga apenas fatos, mas comportamentos. Ele observa silêncios, hesitações e pequenas falhas morais. Sua presença funciona quase como um espelho, refletindo o que cada personagem tenta esconder — inclusive de si mesmo.

Ao lado dele, a investigação ganha camadas cada vez mais complexas, especialmente quando a enfermeira de Harlan, Marta Cabrera (Ana de Armas), entra em cena.

Marta Cabrera e o peso da consciência

Marta é, à primeira vista, a pessoa menos suspeita da história. Gentil, dedicada e extremamente competente, ela cuidava de Harlan com atenção quase familiar. No entanto, o filme rapidamente revela que Marta acredita ter cometido um erro fatal na noite da morte do escritor: a troca acidental de medicamentos que teria levado à overdose de morfina.

A partir daí, Entre Facas e Segredos subverte as expectativas do público. Em vez de esconder a verdade do espectador, o filme nos coloca dentro do dilema moral de Marta, acompanhando suas tentativas desesperadas de fazer a coisa certa enquanto tenta escapar de uma condenação que acredita merecer.

Ana de Armas brilha no papel, entregando uma personagem profundamente humana, cuja incapacidade física de mentir — ela vomita sempre que tenta — se torna um símbolo poderoso de sua integridade em contraste com a hipocrisia da família Thrombey.

Herança, ganância e luta de classes

Um dos pontos mais afiados do roteiro de Rian Johnson surge na leitura do testamento. Contra todas as expectativas, Harlan deixa toda a sua fortuna para Marta, excluindo completamente os familiares. O gesto funciona como uma bomba narrativa e escancara o verdadeiro caráter de cada membro da família.

A partir desse momento, o filme assume também um tom de crítica social. Questões como desigualdade de riqueza, privilégio, imigração e oportunismo passam a ocupar o centro da narrativa. Os Thrombeys, que antes se diziam progressistas e afetuosos com Marta, rapidamente revelam preconceitos e ameaças veladas, incluindo a possibilidade de deportação da mãe da jovem.

É nesse ponto que Entre Facas e Segredos deixa claro que seu mistério vai além do crime: trata-se de uma investigação sobre moralidade, poder e quem realmente merece ocupar certos espaços.

Reviravoltas até o último minuto

Sem entrar em spoilers excessivos, o filme constrói sua reta final com uma sucessão de revelações engenhosas. O personagem Ransom Drysdale, vivido por Chris Evans em um de seus papéis mais deliciosamente detestáveis, ganha destaque como uma peça-chave no quebra-cabeça.

O desfecho é um verdadeiro exercício de roteiro bem amarrado, onde cada detalhe apresentado ao longo do filme encontra seu propósito. Nada está ali por acaso — uma marca clara do cuidado de Rian Johnson na construção da narrativa.

Sucesso absoluto e legado garantido

Entre Facas e Segredos estreou mundialmente no Festival de Toronto e chegou aos cinemas com excelente recepção. Com um orçamento de cerca de US$ 40 milhões, o filme arrecadou mais de US$ 312 milhões ao redor do mundo, tornando-se um dos maiores sucessos originais de sua década.

O reconhecimento veio também em forma de prêmios e indicações, incluindo uma nomeação ao Oscar de Melhor Roteiro Original e o prêmio de Melhor Elenco pelo National Board of Review.

O sucesso foi tão grande que, em 2021, a Netflix investiu pesado na franquia, garantindo duas continuações. Glass Onion chegou em 2022, e o terceiro filme, Wake Up Dead Man, tem estreia prevista para dezembro de 2025.

Speed Racer acelera rumo ao 4K: Clássico visionário das Wachowski ganha nova vida em 2026

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Em 2008, Speed Racer chegou aos cinemas como um corpo estranho. Colorido demais, rápido demais, emocional demais. Para muitos, era um excesso difícil de digerir. Para outros, um delírio visual que parecia não entender as regras do cinema blockbuster da época. Quase vinte anos depois, o tempo fez aquilo que a bilheteria não conseguiu: colocou o filme no lugar certo. E agora, com o anúncio de sua chegada em 4K em 2026, o filme ganha não apenas uma remasterização técnica, mas uma chance definitiva de ser visto como sempre mereceu.

Dirigido pelas irmãs Wachowski, o longa é uma adaptação direta do clássico anime e mangá japonês criado pela Tatsunoko Productions. Diferente de outras versões hollywoodianas de animações orientais, que costumam “ocidentalizar” suas origens, o filme faz o caminho inverso: abraça o exagero, a estilização extrema, o melodrama e a lógica quase onírica do anime. Não tenta pedir desculpas por isso — e talvez aí tenha nascido seu maior conflito com o público de 2008.

Um filme que demorou décadas para existir

Antes de chegar às telas, Speed Racer foi um projeto errante por Hollywood. Desde 1992, a ideia de levar o personagem ao cinema passou por diferentes mãos, propostas e interpretações. Durante anos, ninguém parecia saber exatamente o que fazer com aquela história que misturava corridas futuristas, drama familiar e comentários sociais sobre poder corporativo.

Tudo mudou em 2006, quando Joel Silver se uniu às Wachowski. As diretoras, recém-saídas do impacto cultural de Matrix, enxergaram em Speed Racer algo raro: a possibilidade de fazer um filme de família sem abrir mão de autoria. A proposta não era “modernizar” o desenho, mas transformá-lo em cinema mantendo sua alma intacta.

As filmagens aconteceram na Alemanha, entre Potsdam e Berlim, com forte apoio do Studio Babelsberg. Com um orçamento estimado em US$ 120 milhões, o filme foi construído quase inteiramente em estúdios, com cenários digitais, chroma key e uma estética que se aproximava mais de um videogame ou de um anime em movimento do que de qualquer filme de ação convencional da época.

Speed Racer: correr não é vencer, é resistir

No centro da história está Speed Racer, interpretado por Emile Hirsch. Um jovem de 18 anos que nunca soube fazer outra coisa além de correr. Mas, ao contrário do que o título sugere, o longa nunca foi apenas sobre velocidade. É um filme sobre escolhas — e sobre o preço de se manter fiel a elas.

Speed cresce idolatrando o irmão mais velho, Rex Racer, uma lenda das pistas que morre tragicamente durante uma corrida. A perda molda toda a família Racer, comandada por Pops e Moms, vividos com carisma por John Goodman e Susan Sarandon. Juntos, eles mantêm a Racer Motors, uma equipe independente que sobrevive à margem de um sistema dominado por conglomerados bilionários.

Quando Speed começa a despontar como um talento extraordinário, surge E.P. Arnold Royalton, dono da Royalton Industries. O personagem representa tudo o que o filme critica: o controle corporativo, a manipulação de resultados, a transformação do esporte em um negócio sem alma. A proposta feita a Speed é tentadora — dinheiro, fama, luxo —, mas sua recusa desencadeia uma guerra silenciosa e brutal.

A partir desse momento, o filme deixa claro que suas corridas não são apenas esportivas. Elas são políticas. Cada ultrapassagem, cada sabotagem, cada manobra impossível é uma metáfora para um sistema onde quem não se vende vira alvo.

Um espetáculo visual que não pede permissão

Talvez nenhum outro filme dos anos 2000 tenha sido tão mal compreendido visualmente quanto Speed Racer. As críticas ao “excesso de efeitos”, à “artificialidade” e à “falta de realismo” ignoravam algo fundamental: o realismo nunca foi o objetivo.

As Wachowski filmam Speed Racer como se estivessem animando um anime em tempo real. As cores são saturadas, os cenários se dobram sobre si mesmos, o tempo se comprime e se expande. O espaço não obedece às leis da física, mas às emoções dos personagens. É cinema como sensação, não como simulação do mundo real.

Em 2026, com a chegada do 4K, esse aspecto tende a ganhar ainda mais força. Detalhes que antes se perdiam na compressão de imagem agora prometem saltar aos olhos, reforçando a proposta estética que sempre esteve ali, mas que talvez tenha chegado cedo demais.

O mistério de Rex Racer e o peso do sacrifício

Um dos eixos emocionais mais fortes do filme é o Corredor X, personagem vivido por Matthew Fox. Envolto em mistério, ele surge como uma figura quase fantasmagórica nas pistas, despertando em Speed a suspeita de que seu irmão Rex possa estar vivo.

A revelação final — de que Rex forjou a própria morte e alterou sua aparência para proteger a família e o esporte — é menos sobre surpresa e mais sobre sacrifício. Rex escolhe desaparecer para que Speed possa existir sem comparações, sem pressões, sem herdar uma sombra impossível de superar.

É um tema recorrente no cinema das Wachowski: identidade, renúncia e a dor de fazer a escolha certa mesmo quando ninguém jamais saberá.

O fracasso que virou culto

Nos números, o filme foi um desastre. Estreou em terceiro lugar nas bilheterias, arrecadou menos de US$ 100 milhões mundialmente e ficou muito abaixo das expectativas do estúdio. Foi indicado tanto a prêmios juvenis quanto ao Framboesa de Ouro, refletindo a confusão em torno de sua recepção.

Mas o tempo foi generoso. Longe da pressão comercial, o filme encontrou seu público. Críticos reavaliaram sua proposta. Cineastas passaram a citá-lo como referência estética. Jovens que cresceram assistindo ao longa passaram a defendê-lo com paixão.

Hoje, Speed Racer é visto como um filme que ousou quando ousar não era seguro. Um blockbuster autoral em uma indústria que começava a se tornar cada vez mais homogênea.

Muito além do panda-vermelho! Descubra curiosidades de Red: Crescer é uma Fera, destaque do Cinema 26 desta sexta (2)

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À primeira vista, Red: Crescer é uma Fera pode parecer apenas mais uma animação divertida da Pixar. Mas basta alguns minutos para perceber que o filme vai muito além do humor e das cores vibrantes. Exibido no Cinema 26 desta sexta, 2 de janeiro de 2026, o longa é uma verdadeira carta aberta sobre crescer, mudar e lidar com emoções que parecem grandes demais para caber dentro da gente.

Ambientado no início dos anos 2000, o filme acompanha Meilin Lee, uma garota sino-canadense de 13 anos que vive em Toronto e tenta equilibrar duas versões de si mesma. De um lado, a filha dedicada que quer agradar a mãe em tudo. Do outro, uma adolescente em plena transformação, cercada por novas paixões, conflitos e inseguranças. Como se isso já não fosse complicado, Mei descobre que, sempre que fica muito nervosa ou emocionalmente agitada, se transforma em um panda-vermelho gigante. A metáfora é clara e funciona justamente por isso.

Uma adolescência que virou história de cinema

A origem de Red: Crescer é uma Fera é tão pessoal quanto a história que ele conta. A diretora e roteirista Domee Shi se inspirou em suas próprias experiências para criar o filme. Logo após concluir o curta Bao, ela foi convidada pela Pixar, em 2017, a apresentar ideias para um longa-metragem. Todas as propostas tinham algo em comum: histórias de amadurecimento centradas em adolescentes.

A ideia que se transformaria em Turning Red surgiu da sensação universal de se sentir estranho aos 13 anos. Domee Shi descreveu esse período como uma fase em que todo mundo se sente meio fora de controle, como se estivesse se transformando em algo diferente todos os dias. Foi essa sinceridade emocional que conquistou a Pixar e fez o projeto ganhar vida.

Mãe, filha e sentimentos que não cabem em palavras

Um dos pontos mais fortes do filme é a relação entre Mei e sua mãe, Ming. Essa dinâmica não foi construída por acaso. Segundo a produtora Lindsey Collins, ficou claro desde a apresentação do projeto que Domee Shi tinha uma conexão muito profunda com essas personagens. Elas representam diferentes fases da mesma vida, cheias de amor, cobrança, medo e dificuldade de comunicação.

Essa abordagem mais íntima segue uma nova fase criativa da Pixar, que passou a investir em histórias menores, mais pessoais e emocionalmente honestas, como já havia feito em Luca. Em vez de grandes vilões, o conflito nasce dentro dos próprios personagens.

Toronto, anos 2000 e um visual que parece um sonho adolescente

O filme se passa em Toronto, no Canadá, em 2002, e tudo foi pensado para refletir o olhar de uma adolescente daquela época. A diretora definiu o estilo visual como um “sonho febril adolescente asiático”, cheio de exageros, expressões marcantes e cores vibrantes.

Videogames como Pokémon, EarthBound e The Legend of Zelda: Breath of the Wild serviram de referência para criar um mundo fofo, expressivo e emocionalmente carregado. A febre das boy bands, tão presente no início dos anos 2000, também aparece com força no filme, ajudando a criar identificação imediata com quem viveu aquela fase.

Para dar ainda mais autenticidade, a equipe da Pixar visitou bairros de Chinatown, templos tradicionais e até o Zoológico de São Francisco, onde estudaram o comportamento dos pandas-vermelhos para que a transformação de Mei fosse ao mesmo tempo engraçada, caótica e adorável.

Quando a música fala por uma geração

A trilha sonora da animação é parte essencial da experiência. O filme marca a estreia de Ludwig Göransson em uma animação, trazendo uma trilha que acompanha as emoções da protagonista com delicadeza e intensidade.

Além disso, o longa conta com três músicas originais escritas por Billie Eilish e Finneas O’Connell, interpretadas pela boy band fictícia 4*Town. As canções foram criadas para soar exatamente como hits do início dos anos 2000, com letras grudentas e melodias feitas para serem cantadas em coro. A ideia surgiu quando a produtora Lindsey Collins percebeu que o estilo de Billie combinava perfeitamente com o universo do filme.

Sucesso emocional que encontrou seu público

Embora o desempenho do filme nos cinemas internacionais tenha sido abaixo do esperado, com cerca de US$ 20 milhões arrecadados fora dos Estados Unidos e Canadá, Turning Red conquistou algo talvez ainda mais importante: um público fiel e apaixonado. Em casa, o filme ganhou nova vida, sendo amplamente discutido por sua abordagem honesta sobre adolescência, identidade e emoções.

Descubra qual filme vai agitar a Sessão de Sábado deste sábado (3) na TV Globo

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A Sessão de Sábado deste 3 de janeiro promete uma viagem no tempo e também no estilo com a exibição de “Bater ou Correr” (Shanghai Noon), filme que une ação, comédia e aventura em uma combinação improvável e extremamente carismática. Estrelado por Jackie Chan, Owen Wilson e Lucy Liu, o longa transforma o clássico faroeste americano em um palco perfeito para golpes de kung fu, choques culturais e muitas situações engraçadas.

Lançado no ano 2000 e dirigido por Tom Dey, o filme conquistou o público justamente por não se levar a sério demais. Em vez do western tradicional, cheio de heróis durões e duelos silenciosos, Bater ou Correr aposta no humor, na leveza e na química entre seus protagonistas para contar uma história simples, mas envolvente.

A trama começa na China, no século XIX. Chon Wang, vivido por Jackie Chan, é um guarda imperial atrapalhado, mas extremamente habilidoso nas artes marciais. Quando a Princesa Pei Pei é sequestrada da Cidade Proibida e levada para os Estados Unidos, Wang se sente pessoalmente responsável pelo ocorrido. Determinado a resgatá-la, ele insiste em integrar a missão de salvamento que segue rumo ao Velho Oeste americano.

É nesse ponto que o filme ganha sua principal força, o choque cultural. Ao chegar aos Estados Unidos, Wang se vê cercado por uma realidade completamente diferente da sua. Em meio a cowboys armados, bares enfumaçados e cidades poeirentas, ele precisa usar não só suas habilidades físicas, mas também sua criatividade para sobreviver. E quando é atacado por pistoleiros, responde da única forma que conhece, com golpes acrobáticos de kung fu que deixam os americanos e o público de queixo caído.

Durante a jornada, Wang acaba se separando do grupo e cruza o caminho de Roy O’Bannon, interpretado por Owen Wilson, um bandido falastrão, carismático e cheio de ilusões de grandeza. Roy está longe de ser um herói clássico. Ele mente, se mete em confusão e vive sonhando com uma vida melhor. Ainda assim, é impossível não simpatizar com o personagem. A parceria improvável entre os dois é o coração do filme e rende alguns dos momentos mais divertidos da história.

A química entre Jackie Chan e Owen Wilson funciona perfeitamente. Enquanto Chan aposta em sua tradicional mistura de ação física e humor corporal, Wilson equilibra a dupla com ironia, sarcasmo e aquele jeito relaxado que se tornou sua marca registrada. O contraste entre os dois personagens, um disciplinado e honrado, o outro desorganizado e interesseiro, sustenta o ritmo da narrativa do início ao fim.

No elenco, Lucy Liu interpreta a Princesa Pei Pei, uma personagem que foge do estereótipo da donzela indefesa. Inteligente e determinada, ela também tem seus próprios momentos de protagonismo, reforçando a ideia de que Bater ou Correr vai além de uma simples história de resgate. Completam o elenco nomes como Brandon Merrill, Roger Yuan, Xander Berkeley e Walton Goggins, que ajudam a dar vida ao excêntrico universo do Velho Oeste apresentado pelo filme.

Produzido com um orçamento estimado em US$ 55 milhões, o longa foi um sucesso comercial. Nas bilheteiras mundiais, arrecadou cerca de US$ 99,2 milhões, um resultado expressivo para uma produção que misturava gêneros e apostava em uma proposta pouco convencional para a época. Nos Estados Unidos, estreou em terceiro lugar, com US$ 19,6 milhões no fim de semana de lançamento, ficando atrás apenas de Dinosaur e Missão Impossível 2.

O sucesso foi tão grande que, em 2003, o filme ganhou uma sequência, “Shanghai Knights”, conhecida no Brasil como Bater ou Correr em Londres, levando a dupla principal para um novo cenário e consolidando a franquia como uma das mais queridas do início dos anos 2000.

Cine Aventura deste sábado (3) exibe “Buscando…”, suspense moderno que prende do início ao fim

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O Cine Aventura deste sábado, 3 de janeiro de 2026, reserva uma escolha diferente do que o público costuma esperar da sessão da Record TV. Em vez de explosões ou aventuras grandiosas, entra em cena “Buscando…” (Searching), um suspense que aposta na tensão emocional e na realidade digital para contar uma história que poderia acontecer com qualquer família.

Dirigido por Aneesh Chaganty, o filme chama atenção logo de cara pelo formato nada convencional. Toda a narrativa acontece a partir de telas de celulares, computadores, chamadas de vídeo e redes sociais. Pode parecer estranho à primeira vista, mas basta alguns minutos para o espectador se sentir completamente envolvido — quase como se estivesse ajudando a investigar o caso junto com o protagonista.

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, a trama acompanha David Kim, vivido por John Cho, um pai comum, dedicado e visivelmente amoroso. Sua rotina vira um pesadelo quando a filha de 16 anos, Margot, não volta para casa. No começo, a ausência parece algo simples, talvez um atraso ou um mal-entendido. Mas o silêncio se prolonga, as ligações não são atendidas e o desespero toma conta.

Sem saber por onde começar, David faz o que qualquer pessoa faria hoje em dia: abre o computador da filha. É ali, entre senhas, mensagens, vídeos e buscas na internet, que ele começa a montar um quebra-cabeça doloroso. Cada clique revela não apenas pistas sobre o desaparecimento, mas também a distância silenciosa que havia entre pai e filha. O suspense cresce de forma sutil, misturando tensão com culpa, medo e amor.

John Cho entrega uma atuação extremamente sensível, longe de exageros. Seu David Kim não é um herói, mas um pai assustado, cansado e disposto a tudo para encontrar a filha. Essa escolha torna o filme ainda mais impactante. Além disso, Buscando… marcou história ao se tornar o primeiro suspense mainstream de Hollywood protagonizado por um ator asiático-americano, algo tratado com naturalidade pela narrativa, sem discursos forçados.

Ao lado dele, Debra Messing interpreta a detetive Rosemary Vick, responsável pelo caso. Sua personagem foge do estereótipo da policial fria e distante, trazendo humanidade à investigação. Ela erra, questiona e também sente o peso emocional do desaparecimento, criando uma relação sincera com David ao longo da história.

Mesmo ausente fisicamente durante boa parte do filme, Margot Kim tem presença constante. Interpretada por Michelle La, a personagem ganha vida através de vídeos caseiros, mensagens e registros digitais. O longa também mostra diferentes fases da garota, vividas por Kya Dawn Lau, Megan Liu e Alex Jayne Go, reforçando o laço afetivo entre pai e filha e tornando a situação ainda mais dolorosa.

A história se completa com Sara Sohn, que interpreta Pamela Nam Kim, mãe de Margot e esposa de David. Sua ausência, apresentada logo no início, é fundamental para compreender a fragilidade emocional da família e o silêncio que se instalou entre eles ao longo do tempo.

Buscando… teve sua estreia mundial no Sundance Film Festival, em janeiro de 2018, onde rapidamente chamou atenção pela criatividade e pela forma intimista de contar um suspense. Pouco depois, a Sony Pictures Worldwide Acquisitions adquiriu os direitos de distribuição, levando o filme aos cinemas em agosto do mesmo ano. O resultado foi um sucesso que superou expectativas e transformou o longa em um dos thrillers mais comentados de 2018.

Mais do que um mistério sobre um desaparecimento, o filme propõe uma reflexão silenciosa sobre como nos relacionamos em tempos digitais. Ele questiona o quanto realmente conhecemos as pessoas que amamos e como a tecnologia pode aproximar, mas também afastar. Cada notificação que surge na tela carrega tensão e emoção, fazendo o espectador se identificar com aquele pai perdido em meio a senhas, abas abertas e segredos.

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