A Casa do Dragão se prepara para o adeus! Ryan Condal confirma que a série termina na 4ª temporada

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Quando A Casa do Dragão foi anunciada, muita gente encarou o projeto com desconfiança. Afinal, carregar o legado de Game of Thrones não era tarefa simples. Ainda assim, bastaram poucos episódios para que a produção provasse que Westeros ainda tinha histórias poderosas a contar. Agora, após anos de batalhas, intrigas e dragões rasgando os céus, a série já tem um destino definido: seu fim acontecerá na quarta temporada.

A confirmação veio diretamente de Ryan Condal, showrunner da produção, durante uma conversa no podcast Escape Hatch. Sem grandes anúncios ou clima de despedida ensaiada, Condal falou de forma honesta sobre os bastidores da série e acabou revelando o que muitos fãs já desconfiavam: A Casa do Dragão não pretende se alongar além do necessário.

Ao comentar sobre o processo de criação e produção, Condal descreveu a experiência como intensa, exaustiva e, ao mesmo tempo, profundamente gratificante. Ele revelou que, paradoxalmente, a terceira temporada foi a mais feliz de sua trajetória à frente da série — especialmente durante a produção e a pós-produção. No entanto, o custo pessoal foi alto. “Meu físico se esvaiu completamente”, brincou, admitindo que o nível de dedicação exigido pelo projeto cobra seu preço.

Entre risos e comentários sinceros, o showrunner deixou escapar a informação mais importante: “Temos agora só mais uma depois dessa”. Como a fala se referia diretamente à terceira temporada, a conclusão foi imediata — a quarta será a última. O comentário, simples e direto, confirmou oficialmente o encerramento da série, encerrando especulações e estabelecendo um horizonte claro para a narrativa.

Criada por Ryan J. Condal em parceria com George R. R. Martin, A Casa do Dragão é baseada no livro Fire & Blood, publicado em 2018. A série mergulha nos eventos que antecedem Game of Thrones, explorando a sangrenta guerra civil conhecida como a Dança dos Dragões. No centro da história estão Rhaenyra Targaryen e Aegon II, meios-irmãos que disputam o Trono de Ferro, arrastando os Sete Reinos para um conflito marcado por traições, alianças frágeis e perdas irreparáveis.

Desde sua estreia, em agosto de 2022, a produção demonstrou força. O primeiro episódio alcançou números impressionantes, tornando-se a maior estreia de uma série da HBO nos Estados Unidos, com quase 10 milhões de espectadores somando todas as plataformas. Mais do que audiência, a série conquistou algo ainda mais difícil: a confiança do público que havia se decepcionado com o final de Game of Thrones.

O sucesso se refletiu também no reconhecimento da crítica. A série foi elogiada pelo roteiro mais contido, pela construção cuidadosa de personagens e pela atmosfera mais sombria e política. Para muitos críticos, a série não apenas honrou o universo criado por George R. R. Martin, como também corrigiu excessos do passado. A produção venceu o Globo de Ouro de 2023 como Melhor Série Dramática, além de garantir indicações importantes ao Emmy e ao BAFTA, consolidando seu prestígio.

Nos bastidores, o projeto sempre foi tratado com extremo cuidado. As filmagens começaram em 2021 e passaram por diversos cenários europeus, como Inglaterra, Portugal e Espanha. Cada locação foi escolhida para reforçar o peso histórico e a grandiosidade visual da trama. O resultado é uma série com estética cinematográfica, onde cada episódio parece um filme cuidadosamente planejado.

A segunda temporada, lançada em junho de 2024, chegou cercada de expectativa. Embora os números de audiência tenham sido inferiores aos da estreia da série, a produção manteve seu alto padrão técnico e narrativo. A cinematografia, as atuações e o aprofundamento emocional da história foram amplamente elogiados, deixando claro que o foco da série vai além de recordes de audiência.

Pouco antes da estreia do segundo ano, a HBO já havia confirmado a terceira temporada, com a mensagem clara de que “A Dança dos Dragões continua”. Agora, com o anúncio do encerramento na quarta temporada, fica evidente que A Casa do Dragão seguirá um caminho diferente de sua antecessora: uma história com começo, meio e fim bem definidos.

Encerrar a série no momento certo pode ser sua maior virtude. Em vez de prolongar conflitos ou perder força criativa, a produção parece comprometida em contar essa tragédia até sua conclusão natural, respeitando tanto o material original quanto o público que acompanha cada episódio. Para os fãs, a notícia traz um misto de melancolia e alívio — a certeza de que Westeros não será explorada até a exaustão.

Stranger Things 5 faz história! Episódio final arrecada US$ 25 milhões em exibição nos cinemas

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O fenômeno Stranger Things provou mais uma vez que vai muito além do streaming. O episódio final da 5ª e última temporada, exibido de forma especial nos cinemas dos Estados Unidos, arrecadou US$ 25 milhões em bilheteria, segundo dados confirmados pelo Deadline. O resultado surpreende e reforça a força cultural da série da Netflix, que conseguiu transformar seu desfecho em um verdadeiro evento cinematográfico.

Com cerca de duas horas de duração, o capítulo final foi exibido em sessões limitadas, atraindo fãs que queriam viver o encerramento da história de Hawkins em uma tela grande, com som potente e clima de despedida coletiva. A estratégia se mostrou certeira: mesmo sendo um conteúdo originalmente pensado para a televisão, o episódio teve desempenho comparável ao de estreias de filmes de médio porte no mercado norte-americano.

A quinta temporada de Stranger Things, oficialmente intitulada Stranger Things 5, foi lançada de forma inédita em três partes, algo que ajudou a manter a série em evidência por mais tempo. O Volume 1 estreou na Netflix em 26 de novembro de 2025, o Volume 2 chegou em 25 de dezembro, e o episódio final foi disponibilizado na noite de 31 de dezembro, encerrando o ano e a série de forma simbólica. No Brasil, todos os lançamentos aconteceram às 22h (horário de Brasília).

Produzida pelos criadores Matt e Ross Duffer, ao lado de Shawn Levy e Dan Cohen, a temporada final apostou alto em escala, emoção e nostalgia. O elenco principal retornou praticamente completo, incluindo Winona Ryder, David Harbour, Millie Bobby Brown, Finn Wolfhard, Gaten Matarazzo, Caleb McLaughlin, Noah Schnapp, Sadie Sink, Natalia Dyer, Charlie Heaton, Joe Keery, Maya Hawke, entre outros nomes que ajudaram a construir o sucesso da série ao longo dos anos. A grande novidade foi a entrada de Linda Hamilton, ícone do cinema de ação e ficção científica, que se juntou ao elenco principal e teve papel importante no arco final.

A recepção do público e da crítica foi majoritariamente positiva. A temporada foi elogiada pelo tom mais sombrio, pelo aprofundamento emocional dos personagens e pela sensação constante de urgência. O sucesso também se refletiu nos números do streaming. De acordo com dados do instituto Nielsen, Stranger Things 5 alcançou 8,46 bilhões de minutos assistidos entre os dias 24 e 30 de novembro, tornando-se a produção mais vista da Netflix naquele período.

Na trama, a história se passa no outono de 1987, com a cidade de Hawkins profundamente marcada pela abertura das Fendas. O grupo de protagonistas se reúne com um único objetivo: encontrar e destruir Vecna, o grande vilão da série. No entanto, ele desaparece sem deixar rastros, tornando a missão ainda mais perigosa. Para agravar a situação, o governo dos Estados Unidos coloca Hawkins sob quarentena militar, intensificando a perseguição a Onze, que precisa se esconder mais uma vez.

À medida que o aniversário do desaparecimento de Will se aproxima, o clima de tensão cresce. O medo que sempre rondou o grupo retorna com força total, deixando claro que a batalha final será a mais difícil de todas. O episódio final reforça essa ideia ao reunir todos os personagens para um último confronto, apostando na união como única forma de enfrentar uma escuridão maior e mais mortal do que qualquer outra já apresentada na série.

O desempenho do episódio nos cinemas mostra como Stranger Things ultrapassou os limites da televisão e se consolidou como um fenômeno da cultura pop global. A arrecadação de US$ 25 milhões não apenas comprova o apelo da série, mas também indica um novo caminho para produções de streaming, que passam a explorar cada vez mais o cinema como extensão de suas narrativas.

Quilos Mortais acompanha a luta de Maja, jovem de 313 kg, em busca de uma nova chance de vida

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Quilos Mortais desta sexta-feira (2) apresenta uma história marcada por dor, abandono e a difícil luta por recomeço. A partir das 22h45, o público acompanha o drama de Maja, uma jovem que chegou aos 313 quilos e se encontra em um dos momentos mais críticos de sua vida, tanto física quanto emocionalmente.

Filha de imigrantes sérvios que se estabeleceram nos Estados Unidos, Maja cresceu em um ambiente onde a comida sempre foi abundante, mas o afeto, escasso. Desde a infância, ela conviveu com a sensação constante de rejeição, especialmente por parte da mãe. Mais tarde, o abandono do pai aprofundou feridas emocionais que nunca chegaram a cicatrizar. Sem suporte emocional, a comida acabou se tornando um refúgio, uma forma de aliviar dores que ela não conseguia expressar de outra maneira.

Com o passar dos anos, a compulsão alimentar se intensificou e o ganho de peso saiu completamente do controle. Agora, pesando 313 quilos, Maja enfrenta limitações severas. Atividades simples se tornaram quase impossíveis, e o medo de não conseguir mais sair da cama passou a fazer parte da sua rotina. A saúde está seriamente comprometida, e cada dia representa um risco maior.

Diante desse cenário, Maja percebe que chegou ao limite. Entre crises emocionais, inseguranças e traumas mal resolvidos, ela toma uma decisão difícil, mas necessária: buscar ajuda médica e psicológica. A jornada, no entanto, está longe de ser simples. Além de enfrentar mudanças radicais na alimentação e na rotina, ela precisa encarar o passado e lidar com questões emocionais profundas que sempre influenciaram suas escolhas.

O episódio mostra que, em Quilos Mortais, a luta vai muito além da balança. Trata-se de reconstruir a autoestima, reaprender a viver e encontrar forças para romper com padrões destrutivos que se formaram ao longo de uma vida inteira. A caminhada de Maja é marcada por recaídas, conflitos familiares e momentos de desespero, mas também pela esperança de recuperar algo que parece distante: a independência.

Cinema 26 desta sexta (2) traz Red: Crescer é Uma Fera, animação divertida da Pixar

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Nesta sexta-feira, 2 de janeiro, a TV Globo leva ao ar no Cinema 26 o filme Red: Crescer É Uma Fera, animação da Pixar que conquistou o público ao falar de um tema universal de forma leve, divertida e profundamente honesta: crescer nem sempre é simples. Lançado originalmente em 2022, o longa se tornou um dos títulos mais comentados do estúdio justamente por transformar as inseguranças da adolescência em uma metáfora visual criativa e cheia de personalidade.

A história acompanha Meilin Lee, ou apenas Mei, uma garota sino-canadense de 13 anos que vive no início dos anos 2000. Boa aluna, dedicada à família e sempre preocupada em agradar a mãe, Mei vê sua rotina virar de cabeça para baixo quando passa a enfrentar as transformações típicas da adolescência. Entre novas amizades, paixões inesperadas e o desejo de ser aceita, ela descobre que não é mais tão fácil manter tudo sob controle. Como se isso não bastasse, toda vez que fica muito nervosa, animada ou estressada, Mei literalmente se transforma em um enorme panda-vermelho.

A ideia absurda e ao mesmo tempo genial serve como metáfora para as mudanças físicas e emocionais da puberdade. O panda não é apenas uma criatura fofa e caótica, mas a representação de sentimentos que a personagem ainda não sabe lidar: raiva, vergonha, empolgação e vontade de se afirmar no mundo. O filme trata essas emoções com humor, sensibilidade e empatia, sem subestimar o público mais jovem nem afastar os adultos que se reconhecem nas situações vividas pela protagonista.

A relação entre Mei e sua mãe, Ming, é um dos pontos centrais da narrativa. Superprotetora e exigente, Ming acredita estar fazendo o melhor para a filha, mas acaba criando uma pressão constante. Esse conflito geracional é retratado de forma muito real, especialmente em famílias que carregam tradições culturais fortes. O longa não busca vilões ou culpados, mas mostra como amor e cobrança podem caminhar juntos e, muitas vezes, se confundir.

Dirigido por Domee Shi, em sua estreia em longas-metragens, Red: Crescer É Uma Fera também marcou um momento histórico para a Pixar. Shi se tornou a primeira mulher a dirigir sozinha um filme do estúdio, liderando também a primeira equipe criativa majoritariamente feminina da empresa. A diretora já havia chamado atenção anteriormente com o curta Bao, vencedor do Oscar, e trouxe para este projeto muitas experiências pessoais, o que ajuda a explicar o tom íntimo e verdadeiro da história.

A própria Domee Shi revelou que a ideia do filme nasceu de memórias da sua adolescência, descrevendo essa fase da vida como um período em que todos se sentem “uma fera hormonal selvagem e peluda”. Essa honestidade é o que dá força ao filme. Ao invés de suavizar demais as emoções, a animação abraça o exagero, algo que combina perfeitamente com o estilo da Pixar e com o olhar adolescente sobre o mundo.

Visualmente, o filme aposta em traços mais cartunizados, expressões exageradas e cores vibrantes, fugindo um pouco do realismo tradicional do estúdio. A escolha reforça o tom emocional da narrativa e aproxima o público da visão interna de Mei, onde tudo parece intenso, urgente e grandioso. A ambientação nos anos 2000 também adiciona um charme especial, com referências à cultura pop da época, boy bands fictícias e hábitos que despertam nostalgia em quem cresceu naquele período.

No elenco de vozes original, Rosalie Chiang dá vida a Meilin Lee, enquanto Sandra Oh interpreta Ming, entregando uma performance marcante e cheia de nuances. Ava Morse, entre outros nomes, completa o elenco principal. A produção é assinada pela Pixar Animation Studios em parceria com a Walt Disney Pictures, com distribuição da Walt Disney Studios Motion Pictures.

Apesar de ter dividido opiniões na época do lançamento, especialmente entre públicos mais conservadores, Red: Crescer É Uma Fera encontrou seu espaço e se consolidou como uma das animações mais autorais da Pixar. O filme fala diretamente sobre identidade, aceitação e o medo de decepcionar quem amamos, temas que atravessam gerações e culturas.

O adeus se aproxima! Capítulo final de Black Clover ganha previsão e prepara despedida emocionante

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Depois de quase uma década acompanhando batalhas intensas, rivalidades marcantes e discursos sobre nunca desistir, os fãs de Black Clover começam, enfim, a se preparar para a despedida. O mangá criado por Yūki Tabata caminha para seu capítulo final, que já tem uma previsão para acontecer. De acordo com informações repercutidas pelo site ComicBook, o encerramento da história deve chegar durante a primavera do hemisfério norte, período que corresponde ao segundo trimestre do ano. A notícia marca um momento simbólico para leitores que acompanharam a trajetória de Asta desde seus primeiros passos em um mundo que parecia não ter espaço para ele.

O arco final de Black Clover vem sendo desenvolvido ao longo dos últimos dois anos e passou por mudanças importantes em seu formato de publicação. Para conseguir concluir a história da maneira que imaginava, Tabata deixou o ritmo semanal da revista Weekly Shonen Jump, da editora Shueisha, e passou a publicar a série em um novo cronograma trimestral na Jump GIGA. A decisão diminuiu a frequência de lançamentos, mas trouxe capítulos mais densos, com maior cuidado narrativo e emocional, algo que ficou evidente nos confrontos finais.

Com esse novo ritmo, os capítulos passaram a ser lançados em janelas de aproximadamente três meses. A expectativa é que três novos capítulos sejam publicados em janeiro, colocando um ponto final na batalha contra Lucius Zogratis, o principal antagonista da fase final da obra. Caso o cronograma seja mantido, Black Clover deve se despedir oficialmente dos leitores ainda no primeiro semestre do ano, encerrando uma trajetória que começou em 2015.

O último capítulo publicado deixou claro que o confronto decisivo entrou em sua fase final. Asta e Yuno, rivais desde a infância, surgem encontrando novas formas de lutar juntos contra Lucius, reforçando uma das mensagens centrais da série: ninguém chega ao topo sozinho. A luta final não representa apenas a derrota de um vilão, mas também a soma de tudo o que os personagens aprenderam ao longo do caminho, desde a força da amizade até a importância do trabalho em equipe.

Desde o início, Black Clover se destacou por contar uma história simples, mas profundamente inspiradora. A trama acompanha Asta, um jovem que nasceu sem nenhum poder mágico em um mundo onde a magia define status, oportunidades e valor social. No Reino de Clover, todos possuem mana, a energia sobrenatural que alimenta feitiços e habilidades. Todos, menos Asta. Essa condição, que parecia uma sentença de fracasso, se tornou o ponto de partida para uma das jornadas mais marcantes do gênero shounen.

Criado em uma igreja no interior do reino ao lado de outros órfãos, Asta cresce ouvindo que jamais poderia se tornar um cavaleiro mágico. Mesmo assim, ele se recusa a aceitar esse destino. Seu maior contraste e, ao mesmo tempo, sua maior motivação é Yuno, amigo de infância que nasceu com um talento mágico raro e extraordinário. Ainda crianças, os dois fazem um juramento que muda suas vidas: competir entre si para ver quem se tornaria o Rei Mago, o líder máximo dos cavaleiros mágicos.

Enquanto Yuno desenvolve sua poderosa Magia de Vento com naturalidade e talento, Asta compensa a falta de mana com treino físico intenso e determinação inabalável. O rumo da história muda quando ele obtém um grimório misterioso que lhe concede o poder da antimagia, capaz de anular qualquer feitiço. A partir desse momento, Black Clover deixa claro que esforço, persistência e força de vontade podem desafiar até mesmo as regras mais rígidas daquele mundo.

A relação entre Asta e Yuno sempre foi o coração da narrativa. Diferente de rivalidades baseadas em ódio ou inveja, a deles é construída sobre respeito mútuo e admiração. Cada avanço de um serve de combustível para o outro continuar evoluindo. Essa dinâmica acompanha o leitor desde o primeiro capítulo e ganha ainda mais peso agora, no momento em que os dois unem forças para enfrentar o maior inimigo que o Reino de Clover já conheceu.

Ao longo da jornada, o mangá também apresentou um elenco variado e carismático, com destaque para os membros do esquadrão Touros Negros. Esses personagens ajudaram a expandir o universo da obra, trazendo humor, emoção e conflitos que vão além das batalhas. Questões como preconceito, desigualdade social e pertencimento foram abordadas de forma gradual, tornando Black Clover mais do que apenas uma história sobre lutas mágicas.

O sucesso da obra ultrapassou as páginas do mangá. Em 2017, Black Clover ganhou uma OVA produzida pelo estúdio Xebec, funcionando como uma introdução animada ao universo criado por Tabata. No mesmo ano, estreou a adaptação em anime produzida pelo estúdio Pierrot, exibida no Japão pela TV Tokyo. Fora do país, a série alcançou rapidamente um público fiel com a transmissão simultânea pela Crunchyroll.

No Brasil, Black Clover conquistou uma base sólida de fãs e foi exibido por emissoras como Rede Brasil, Loading e Jadetoon, que se propôs a transmitir todos os episódios disponíveis. Atualmente, existem 170 episódios dublados em português brasileiro, o que contribuiu para a popularidade da série entre o público nacional e ajudou a consolidar a obra como um dos shounens mais queridos dos últimos anos.

Com o fim cada vez mais próximo, o sentimento entre os fãs é de ansiedade misturada com emoção. Despedir-se de uma história que acompanhou tantos leitores por quase uma década não é simples. Ainda assim, tudo indica que Black Clover caminha para um encerramento fiel à sua essência, valorizando as relações construídas ao longo da jornada e entregando um final que dialogue com a mensagem que sempre guiou a obra.

Na Sessão da Tarde desta sexta (2), Globo exibe Cinderela em versão musical moderna

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A Sessão da Tarde desta sexta-feira, 2 de janeiro, convida o público da TV Globo a revisitar um dos contos de fadas mais conhecidos de todos os tempos, mas sob uma perspectiva atualizada, colorida e musical. O filme escolhido é Cinderela (2021), produção norte-americana que reimagina a clássica história criada por Charles Perrault, trazendo novas camadas de significado, protagonismo feminino e uma trilha sonora marcada por releituras pop.

Longe de ser apenas mais uma adaptação tradicional, o longa aposta em uma abordagem contemporânea, dialogando com temas como independência, realização profissional e liberdade de escolha. A proposta é clara: apresentar uma Cinderela que não espera ser salva, mas que luta para construir o próprio futuro.

Interpretada por Camila Cabello, em sua estreia como atriz no cinema, Cinderela é retratada como uma jovem criativa, talentosa e determinada. Vivendo sob as imposições da madrasta e das meias-irmãs, ela encontra pouco espaço para sonhar, mas nunca abandona seu desejo de crescer e mostrar ao mundo suas habilidades como estilista.

Ao contrário das versões clássicas, o foco da narrativa não está apenas no romance, mas na jornada pessoal da protagonista. O baile, o príncipe e a magia continuam presentes, mas funcionam como partes de um caminho maior: o de uma jovem que quer ser ouvida, respeitada e dona de suas próprias escolhas.

A fantasia ganha um toque especial com a presença do Fado Madrinho, vivido por Billy Porter, que traz carisma, humor e uma representação que foge dos padrões tradicionais. Sua participação adiciona leveza à trama e reforça a proposta do filme de atualizar símbolos clássicos para dialogar com o público atual.

Os famosos ratinhos também marcam presença, garantindo momentos de descontração e mantendo viva a essência do conto de fadas. A magia surge não apenas como um recurso visual, mas como metáfora para transformação, coragem e autoconfiança.

Além de Camila Cabello, o filme reúne nomes de peso. Idina Menzel interpreta a madrasta, entregando uma personagem ambiciosa e rígida, enquanto Minnie Driver e Pierce Brosnan dão vida à rainha e ao rei do reino. Já Nicholas Galitzine assume o papel do príncipe Robert, um jovem que também enfrenta conflitos internos e pressões familiares.

O relacionamento entre Cinderela e o príncipe é construído de forma mais equilibrada, fugindo da ideia de dependência emocional e apostando em parceria e diálogo. Essa escolha narrativa reforça o tom moderno da produção.

Escrito e dirigido por Kay Cannon, o filme é uma comédia musical romântica que mistura elementos clássicos com referências atuais. A trilha sonora aposta em versões modernas de canções conhecidas, criando um contraste interessante entre o universo de conto de fadas e a linguagem pop.

O projeto começou a ser desenvolvido em 2019, com produção de James Corden ao lado do estúdio Fulwell 73. As gravações aconteceram no Pinewood Studios, no Reino Unido, mas enfrentaram interrupções devido à pandemia de COVID-19, sendo retomadas meses depois até a conclusão do filme.

Cinderela foi lançado em setembro de 2021, com exibição em cinemas selecionados e distribuição digital. A recepção da crítica foi dividida, com elogios ao visual e às performances musicais, mas também questionamentos sobre algumas escolhas narrativas. Ainda assim, o filme encontrou seu público, especialmente entre espectadores que apreciam releituras modernas e musicais leves.

Mais do que um conto de fadas, o filme propõe uma mensagem simples e direta: acreditar em si mesmo pode ser o primeiro passo para mudar qualquer destino. Uma proposta que dialoga bem com o início do ano e com o espírito leve que a Sessão da Tarde costuma levar ao público brasileiro.

A espera vai ser longa! Próximos filmes de Demon Slayer podem chegar só em 2027 e 2029

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Quem acompanha Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba já está acostumado a fortes emoções, batalhas intensas e despedidas difíceis. Mas, desta vez, o desafio dos fãs não será enfrentar demônios e sim… a paciência. Segundo informações divulgadas pelo jornal britânico The Guardian, os próximos filmes do arco Castelo Infinito podem demorar bastante para chegar aos cinemas. A previsão é que a Parte 2 estreie apenas em 2027 e a Parte 3 fique para 2029.

Por enquanto, é importante deixar claro: nenhuma dessas datas foi confirmada oficialmente pela Sony ou pelo estúdio Ufotable. Ou seja, tratam-se de rumores. Ainda assim, a notícia foi suficiente para movimentar as redes sociais e dividir opiniões entre os admiradores da franquia. Enquanto alguns lamentam a longa espera, outros defendem que qualidade leva tempo — especialmente quando falamos de Demon Slayer.

Um sucesso que aumenta as expectativas

O primeiro filme de Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito estreou recentemente e provou que a franquia continua mais forte do que nunca. Lançado no Japão em 18 de julho de 2025, pelas distribuidoras Aniplex e Toho, o longa foi um verdadeiro sucesso de público e crítica. As salas de cinema lotaram, os números de bilheteria impressionaram e os elogios se multiplicaram, principalmente pela qualidade da animação e pelo peso emocional da história.

Esse novo capítulo marca a quarta adaptação cinematográfica da franquia, que já havia passado pelos filmes Mugen Train (2020), To the Swordsmith Village (2023) e Hashira Training (2024). No entanto, existe uma diferença importante: ao contrário dos dois últimos, que funcionam como compilações de episódios da série, Castelo Infinito é um longa-metragem pensado desde o início para o cinema.

A escolha não foi por acaso. O arco Infinity Castle, no mangá de Koyoharu Gotouge, é um dos mais intensos de toda a obra. Ele concentra confrontos decisivos, grandes revelações e momentos que mudam para sempre o destino dos personagens. Adaptar tudo isso em formato de filme permite explorar melhor o drama, o ritmo e o impacto emocional da história.

Por que a espera pode ser tão grande?

A possibilidade de esperar até 2029 pelo desfecho da trilogia assusta, mas também faz sentido quando analisamos o histórico do estúdio Ufotable. Conhecido por sua obsessão por detalhes, o estúdio construiu sua reputação entregando algumas das animações mais impressionantes da indústria japonesa, com cenas de ação fluidas, efeitos visuais sofisticados e trilhas sonoras que elevam cada batalha.

Esse padrão de excelência exige tempo. Não se trata apenas de animar lutas bonitas, mas de transformar cada confronto em um momento marcante, que fique gravado na memória do público. Mugen Train é um exemplo claro disso: o filme levou o anime a um novo patamar e se tornou um fenômeno mundial, quebrando recordes e conquistando até quem não acompanhava a série regularmente.

Além disso, o arco Castelo Infinito representa o início do fim da história. É o momento em que todas as linhas narrativas se encontram e em que não há mais espaço para erros. Dividir esse arco em três filmes dá à equipe criativa a chance de trabalhar cada batalha com o cuidado necessário, respeitando o material original e o apego emocional dos fãs aos personagens.

O começo do confronto final

Na história, acompanhamos Tanjiro Kamado, um jovem comum que teve sua vida transformada após sua família ser brutalmente assassinada por demônios. Sua irmã mais nova, Nezuko, sobrevive, mas acaba se tornando uma deles. É esse acontecimento que leva Tanjiro a se juntar ao Esquadrão de Exterminadores de Demônios, decidido a proteger inocentes e encontrar uma cura para a irmã.

No arco Castelo Infinito, o clima é de tensão máxima. Enquanto os membros do Esquadrão e os Hashira passam pelo intenso Treinamento dos Hashira, se preparando para a batalha final, Muzan Kibutsuji faz seu movimento mais ousado: ele aparece na Mansão Ubuyashiki, o quartel-general da corporação.

O ataque muda tudo. Em questão de instantes, Tanjiro e os Hashira são lançados em um espaço misterioso e aterrador — o Infinity Castle, o reduto dos demônios. Esse local não segue regras normais: ele se transforma, se move e parece vivo. É ali que o confronto final começa, colocando frente a frente os exterminadores e as forças demoníacas em batalhas que prometem ser brutais e emocionantes.

Avatar: Fogo e Cinzas transforma Pandora em espetáculo e já soma mais de US$ 805 milhões

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Quando muitos acreditavam que o impacto de Avatar havia ficado no passado, James Cameron mais uma vez desmentiu qualquer dúvida. Avatar: Fogo e Cinzas, terceiro capítulo da saga ambientada em Pandora, chegou aos cinemas em 2025 mostrando que o universo azul ainda pulsa forte no imaginário do público. Com uma bilheteria que já ultrapassa os US$ 805 milhões em todo o mundo, o filme não apenas confirma a força da franquia, como reafirma Cameron como um dos raros cineastas capazes de transformar cada lançamento em um verdadeiro acontecimento global.

Mais do que números impressionantes, Fogo e Cinzas se destaca por aprofundar a dimensão emocional da história. Aqui, Pandora não é apenas um planeta exuberante; ela se torna um espaço marcado por dor, luto, ódio e escolhas difíceis. A narrativa começa pouco depois dos eventos de O Caminho da Água, com Jake Sully e sua família tentando reconstruir a vida ao lado do clã Metkayina. No entanto, a morte de Neteyam ainda é uma ferida aberta, especialmente para Neytiri, que passa a carregar um ressentimento intenso contra os humanos.

Esse sentimento guia boa parte do tom do filme. Diferente dos capítulos anteriores, Fogo e Cinzas adota uma atmosfera mais sombria e conflituosa. A chegada de uma frota de naves mercantes reacende o medo de uma nova invasão e força decisões dolorosas, incluindo o afastamento de Spider, que precisa retornar ao acampamento dos cientistas humanos acompanhado da família Sully. É nesse ponto que Cameron começa a ampliar o conflito, apresentando novos personagens e, principalmente, novos inimigos.

A grande novidade do filme é a introdução dos Mangkwan, uma tribo Na’vi agressiva que rompe completamente com a espiritualidade tradicional de Pandora. Eles rejeitam Eywa, saqueiam embarcações e não hesitam em matar. Liderados pela tsahìk Varang, os Mangkwan representam uma ameaça tanto para humanos quanto para outros Na’vi, criando um cenário onde não existe mais uma divisão simples entre bem e mal. Esse novo grupo adiciona complexidade moral à história e mostra que Pandora também abriga contradições internas.

Enquanto isso, Spider se torna um dos eixos centrais da narrativa. Após um acidente que o deixa à beira da morte por asfixia, Kiri entra em transe e estabelece uma conexão profunda com o planeta, permitindo que Spider sobreviva de forma inédita. Seu corpo passa por transformações biológicas que despertam o interesse da RDA, levantando a possibilidade de que humanos possam, no futuro, respirar naturalmente em Pandora. Essa descoberta carrega implicações enormes e faz de Spider uma peça-chave na disputa pelo controle do planeta.

O Coronel Miles Quaritch retorna ainda mais ambíguo e perigoso. Ao formar uma aliança com os Mangkwan, fornecendo armas de fogo e lança-chamas, ele não apenas fortalece a ofensiva contra os Na’vi, como também desenvolve uma relação pessoal com Varang. Essa parceria transforma o conflito em algo ainda mais devastador, culminando em ataques diretos às aldeias Metkayina e na captura de Jake e Spider, levados para a base da RDA, Bridgehead City.

A escalada de tensão atinge níveis épicos quando a RDA planeja explorar um evento anual de acasalamento dos Tulkun, criaturas majestosas e sagradas para os Metkayina. Mesmo diante do alerta de massacre iminente, o conselho Tulkun hesita em abandonar sua postura pacifista. É Lo’ak quem provoca uma virada ao trazer evidências das atrocidades humanas, forçando os anciões a reconsiderarem suas tradições. Esse conflito entre manter a paz ou lutar pela sobrevivência é um dos temas mais fortes do filme.

Visualmente, Avatar: Fogo e Cinzas é arrebatador. Filmado simultaneamente com O Caminho da Água na Nova Zelândia, o longa levou mais de três anos de produção e contou com tecnologias desenvolvidas especialmente para a captura de movimento em ambientes aquáticos e digitais. Com um orçamento estimado em US$ 400 milhões, cada cena reforça o cuidado extremo com detalhes, desde a fauna de Pandora até as batalhas aéreas e subaquáticas que dominam o terceiro ato.

O clímax reúne tudo o que a franquia sabe fazer de melhor. Jake volta a se conectar com o lendário Toruk, convoca clãs Na’vi de diferentes regiões e lidera uma ofensiva contra a frota da RDA. A batalha é intensa, emocional e devastadora. A morte de Ronal durante o parto, a captura de Neytiri e o despertar definitivo da conexão de Kiri com Eywa elevam o impacto dramático, enquanto a própria natureza de Pandora reage à ameaça humana.

O confronto final entre Jake e Quaritch é marcado mais por exaustão emocional do que por heroísmo clássico. Quando Spider, em um ato decisivo, atira em Quaritch e quase perde a própria vida, o filme reforça seu tema central: não existe vitória sem custo. A decisão de Jake e Neytiri de aceitar Spider como parte da família simboliza uma reconciliação necessária entre mundos que insistem em se chocar.

Após a batalha, o desfecho oferece um momento de contemplação. Spider e os Metkayina se conectam às árvores espirituais subaquáticas, encontrando os Na’vi falecidos, e Kiri finalmente apresenta Spider a Grace, selando sua iniciação no povo Na’vi. É um encerramento carregado de simbolismo, que aponta para um futuro onde identidade, pertencimento e coexistência serão ainda mais desafiados.

Reconhecido pelo American Film Institute e pelo National Board of Review como um dos dez melhores filmes de 2025, Avatar: Fogo e Cinzas também recebeu indicações importantes ao Globo de Ouro, incluindo a categoria de Conquista Cinematográfica e de Bilheteria. O sucesso é crucial para o futuro da franquia, já que Avatar 4 e Avatar 5, previstos para 2029 e 2031, dependem diretamente do desempenho deste capítulo.

Sessão da Tarde encerra o ano com romance e encontros improváveis em “Destinos Traçados” nesta quarta (31)

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A última Sessão da Tarde do ano promete aquecer os corações e arrancar sorrisos do público. Nesta quarta-feira, 31 de dezembro, a TV Globo exibe “Destinos Traçados” (About Fate), uma comédia romântica que aposta no poder das coincidências, nos tropeços do amor e na velha — e sempre encantadora — ideia de que algumas pessoas simplesmente estavam destinadas a se encontrar. Leve, divertida e com aquele clima acolhedor típico das tardes da Globo, o filme surge como a escolha perfeita para acompanhar o público em um dia marcado por despedidas, reflexões e novos começos.

A história acompanha Margot e Griffin, dois românticos assumidos que acreditam fielmente no amor verdadeiro, mesmo quando a realidade insiste em provar o contrário. Margot trabalha como corretora de imóveis e vive pressionada por expectativas pessoais e familiares. Às vésperas do casamento da irmã, ela sonha em estar noiva de seu namorado Kip, como se isso fosse a confirmação de que sua vida está no caminho certo. Já Griffin é um advogado gentil e sensível, que planeja pedir sua namorada Clementine, uma influenciadora e modelo, em casamento. Ambos têm planos, certezas e uma visão bem definida do futuro — ou pelo menos acham que têm.

O que eles não esperavam era que seus pedidos de noivado se transformassem em momentos constrangedores e frustrantes. Em vez de lágrimas de alegria e alianças brilhando, surgem dúvidas, silêncios desconfortáveis e a dolorosa percepção de que nem sempre o amor corresponde às nossas expectativas. Esses fracassos, que acontecem praticamente ao mesmo tempo, funcionam como o ponto de partida para a reviravolta da história.

Abalado e decidido a esquecer a noite desastrosa, Griffin sai para beber com os amigos na véspera de Ano-Novo. Entre um copo e outro, completamente perdido emocionalmente — e também no sentido literal — ele acaba indo parar no endereço errado. O destino, ou talvez apenas uma grande ironia do universo, faz com que ele chegue justamente à casa de Margot. O encontro entre os dois é tão inesperado quanto embaraçoso, rendendo situações caóticas, diálogos rápidos e um clima de estranhamento que logo se transforma em curiosidade.

É nesse momento que Margot tem uma ideia impulsiva: convida Griffin para fingir ser seu namorado e acompanhá-la ao casamento da irmã. A proposta nasce quase como uma solução prática para evitar explicações desconfortáveis à família, mas rapidamente se transforma em algo maior. O que era para ser apenas um acordo temporário dá início a uma sequência de acontecimentos divertidos, cheios de confusões, mal-entendidos e momentos de aproximação genuína.

À medida que convivem mais de perto, Margot e Griffin passam a se conhecer de verdade. Eles compartilham frustrações, sonhos não realizados, inseguranças e expectativas que nunca tiveram coragem de admitir. O filme acerta ao mostrar que a conexão entre eles não surge de forma instantânea ou idealizada, mas cresce aos poucos, em meio a conversas sinceras e situações absurdas que só a vida — ou uma boa comédia romântica — é capaz de proporcionar.

“Destinos Traçados” não tenta fugir dos clichês do gênero, e esse é justamente um de seus maiores acertos. O longa abraça os elementos clássicos das comédias românticas: encontros por acaso, fingimento que vira sentimento, famílias curiosas, momentos de dúvida e aquela sensação constante de que o amor verdadeiro pode estar mais perto do que imaginamos. Tudo isso é apresentado com leveza e bom humor, sem a pretensão de reinventar o romance, mas com a intenção clara de entreter e emocionar.

O elenco contribui bastante para o charme do filme. Emma Roberts entrega uma Margot carismática, vulnerável e fácil de se identificar, especialmente para quem já se sentiu pressionado pelo tempo ou pelas expectativas alheias. Thomas Mann, no papel de Griffin, foge do estereótipo do galã perfeito e constrói um personagem sensível, gentil e cheio de falhas, o que o torna ainda mais real. Britt Robertson, como Clementine, traz camadas interessantes à história, evitando que sua personagem seja apenas uma vilã romântica. Já Wendie Malick acrescenta experiência e timing cômico, garantindo alguns dos momentos mais espirituosos da trama.

A direção de Marius Vaysberg mantém o ritmo leve e fluido, ideal para uma exibição vespertina. O filme não se arrasta nem tenta aprofundar excessivamente os conflitos, respeitando a proposta de ser um entretenimento confortável, daqueles que podem ser assistidos sem grandes expectativas, mas que acabam surpreendendo pela doçura e pelo clima acolhedor.

Para o público brasileiro, a dublagem também merece destaque. Com vozes conhecidas como Rodrigo Andreatto, Cecília Lemes, Priscila Franco, Thiago Zambrano e Andressa Andreatto, a versão dublada torna a experiência ainda mais acessível e agradável, algo fundamental para o sucesso de um filme exibido na Sessão da Tarde.

Sucesso! Zootopia 2 alcança US$ 1,4 bilhão e se consolida como o maior fenômeno do cinema em 2025

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Zootopia 2 não está apenas indo bem nos cinemas. O filme está fazendo história. Em seu quinto fim de semana em cartaz, a animação alcançou a impressionante marca de US$ 1,4 bilhão em bilheteria mundial, impulsionada por um desempenho gigantesco fora dos Estados Unidos, onde já soma mais de US$ 1 bilhão. Com isso, o longa se torna o primeiro filme de 2025 a atingir esse patamar e se consolida como o grande lançamento do ano.

O resultado coloca a produção em um lugar muito especial dentro da Disney. A sequência já é oficialmente o filme de animação americano mais lucrativo da história no mercado internacional. E a sensação é de que esse número ainda vai crescer. Tudo indica que, em pouco tempo, o longa deve ultrapassar Frozen II, que arrecadou US$ 1,45 bilhão, e assumir o posto de maior bilheteria da história da Disney Animation Studios. Um feito que reforça o tamanho da franquia e o carinho do público por esse universo.

Mas o sucesso não vem só dos números. O longa conquistou o público porque entrega exatamente o que se espera de uma grande sequência: uma história maior, mais ousada e emocionalmente mais profunda, sem perder o charme que fez o primeiro filme se tornar um clássico moderno.

A trama se passa logo após os acontecimentos do longa original. Judy Hopps e Nick Wilde agora são oficialmente parceiros na Polícia de Zootopia, mas a convivência não é tão simples quanto parece. As diferenças de personalidade dos dois continuam rendendo atritos, e uma operação desastrosa contra uma quadrilha de contrabando de tamanduás coloca a dupla na mira do Chefe Bogo. Como última chance, eles são obrigados a participar de sessões de terapia com a excêntrica Dra. Fuzzby, uma quokka que traz leveza e humor a um momento decisivo da relação dos dois.

É nesse contexto que Judy começa a desconfiar de algo muito maior. Durante a operação, ela encontra indícios da presença de uma cobra na cidade, algo considerado praticamente impossível dentro da lógica social de Zootopia. As pistas levam ao Baile Zootenário, evento que celebra os 100 anos da cidade e reúne sua elite política e social, incluindo a tradicional família Lincesley, descendente do fundador de Zootopia.

O que deveria ser apenas uma investigação discreta vira caos. Uma víbora misteriosa surge durante o evento, sequestra o patriarca Milton Lincesley e rouba um diário antigo que guarda segredos sobre as muralhas climáticas da cidade. A partir daí, Zootopia 2 muda de ritmo e assume um tom mais investigativo, político e emocional, sem jamais deixar de ser acessível para toda a família.

Injustamente acusados, Judy e Nick se tornam fugitivos e acabam entrando em regiões pouco vistas da cidade, como a Feira do Brejo, onde répteis vivem escondidos após terem sido apagados da história oficial de Zootopia. O filme acerta ao tratar temas como exclusão, preconceito e apagamento histórico de forma clara, mas sem ser pesado ou panfletário. Tudo é conduzido com humor, ritmo e sensibilidade.

No centro dessa grande conspiração está a revelação de que a verdadeira fundadora de Zootopia foi Agnes A’Cobra, uma réptil cujo legado foi roubado e apagado por gerações de poder. Essa virada dá peso emocional à narrativa e amplia o significado da cidade como símbolo de diversidade, algo que sempre esteve presente na essência da franquia.

Mesmo com uma trama ambiciosa, o coração do filme continua sendo a relação entre Judy e Nick. A parceria dos dois é colocada à prova diversas vezes, culminando em momentos de afastamento, reconciliação e amadurecimento. O desfecho, com a caneta de cenoura consertada e a declaração gravada de Nick, resume perfeitamente o espírito do filme, feito de afeto, confiança e crescimento.

O sucesso estrondoso de Zootopia 2 deixa claro que o público não queria apenas rever aqueles personagens, mas acompanhar sua evolução. A animação cresce junto com quem a assiste, entrega entretenimento de alto nível e ainda encontra espaço para discutir temas relevantes de forma leve e inteligente.

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