100 Noites de Desejo chega com uma proposta ambiciosa e, em muitos momentos, realmente chama atenção pelo cuidado visual e pela trama que constrói. Há um trabalho de direção de arte bastante elaborado, uma fotografia que ajuda a criar um universo de conto de fadas sombrio e uma tentativa clara de transformar ideias complexas em fantasia simbólica. No início, isso funciona bem e desperta curiosidade sobre o que está por vir.
O filme também parte de temas importantes e muito atuais. Ele fala sobre patriarcado, controle dos corpos femininos, violência estrutural e silenciamento histórico das mulheres. São assuntos fortes e que têm bastante potencial dentro de uma narrativa fantástica, especialmente quando trabalhados de forma simbólica e visual.
O problema é que, com o passar do tempo, o filme parece confiar menos na força das imagens e mais na necessidade de explicar tudo o que está dizendo. Em vez de deixar que o espectador interprete e sinta, a narrativa acaba reforçando suas ideias de forma constante. Isso tira parte da sutileza e faz com que a crítica social soe repetitiva em alguns momentos. Personagens também ficam presos em funções muito claras dentro da história, sem muita ambiguidade ou profundidade.
Na segunda metade, essa sensação se intensifica de forma evidente.
O que antes parecia uma fantasia sombria promissora começa a se transformar em uma sequência de escolhas narrativas que nem sempre se sustentam. A cena em que a lua desce para conduzir o casal ao paraíso e depois os transforma em estrelas é um exemplo disso. A ideia é poética, mas a execução não acompanha a grandiosidade que a cena parece querer alcançar. Em vez de emoção ou transcendência, o resultado acaba gerando estranhamento. O mesmo acontece no desfecho romântico nesse paraíso, que soa mais como uma colagem estética do que como um encerramento realmente construído.
Outro ponto que pesa é a dificuldade do filme em equilibrar suas próprias intenções. Ele tenta ser fantasia, romance, alegoria feminista e drama ao mesmo tempo, mas nem sempre consegue unir essas camadas de forma orgânica. O tom varia bastante, o humor aparece em momentos que nem sempre conversam com o resto da obra e a mitologia desse universo surge de forma apressada, sem o desenvolvimento necessário para criar envolvimento real.
Existe um mundo interessante ali, mas ele chega mais como algo explicado do que como algo descoberto aos poucos. Isso afeta a experiência, porque tira a sensação de imersão. A estética continua sendo um dos pontos fortes, mas em alguns momentos também passa uma impressão de artificialidade, como se estivéssemos vendo uma versão reduzida de uma história que poderia ser mais rica.
Um dos aspectos mais frustrantes é como a contagem regressiva dos cem dias vai perdendo força ao longo da narrativa. Um elemento que poderia sustentar a tensão dramática acaba ficando em segundo plano justamente quando mais deveria importar, e o filme acaba enfraquecendo suas próprias regras internas.
Ainda assim, há méritos claros. O elenco entrega boas atuações dentro da proposta e a construção visual do universo é consistente em vários momentos. Quem conhece a graphic novel original pode inclusive encontrar mais camadas de significado, já que parte importante dessa riqueza vem do material de origem.
No fim, 100 Noites de Desejo é uma obra que impressiona pelo que sugere, mas se perde no caminho entre a ideia e a execução. É bonito de ver, interessante de acompanhar em alguns momentos, mas deixa a sensação de que poderia ter sido muito mais impactante se confiasse um pouco mais no próprio universo e um pouco menos na necessidade de explicar tudo o tempo todo.
Marcos Rey constrói em O Mistério do Cinco Estrelas uma daquelas histórias que começam simples, quase cotidianas, mas que rapidamente escapam do controle do protagonista e também do leitor. O ponto de partida é direto: Léo, um adolescente que trabalha como mensageiro em um hotel de luxo, encontra um cadáver escondido em um quarto. Só que, em vez de reconhecimento por ter descoberto um crime, ele recebe desconfiança, silêncio e, principalmente, a decisão das autoridades de ignorarem sua versão.
Esse detalhe muda tudo. O livro não é apenas sobre descobrir quem matou alguém. É sobre o quanto a verdade pode ser descartada quando ela vem da pessoa “errada”.
Léo é um protagonista interessante justamente por não ser um “detetive pronto”. Ele não tem ferramentas sofisticadas, não tem autoridade e nem mesmo crédito social dentro daquele ambiente cheio de pessoas influentes. O que ele tem é insistência. E isso sustenta a narrativa com força, porque o leitor acompanha alguém que precisa provar o óbvio enquanto todo mundo prefere acreditar na versão mais confortável, a do suspeito elegante, caridoso e socialmente bem visto.
O contraste entre aparência e realidade é o motor da história. O hotel cinco estrelas não é só cenário. Ele funciona quase como um personagem. Um lugar impecável na superfície, mas cheio de corredores onde informação circula mais rápido do que a verdade. É nesse ambiente que o Barão, figura respeitada e aparentemente intocável, se encaixa como o tipo de suspeito que ninguém quer enxergar como culpado.
E aqui Marcos Rey acerta em cheio. Ele não constrói o mistério apenas em cima de pistas, mas em cima de percepção social. Quem pode ser acusado? Quem tem credibilidade? Quem é automaticamente descartado como suspeito? O livro joga com essas perguntas o tempo todo.
Quando Léo perde o emprego e decide investigar por conta própria, a história muda de ritmo. Ela deixa de ser apenas uma denúncia ignorada e vira uma corrida contra o tempo, mas sem aquela pressa artificial. O suspense nasce mais da insegurança do protagonista do que de grandes cenas de ação. Isso dá um tom mais humano à narrativa, porque o medo não está só no perigo físico, mas na sensação constante de estar sozinho contra uma estrutura inteira.
A entrada de Gino e Guima na investigação ajuda a quebrar essa solidão. Não são personagens perfeitos ou estrategistas brilhantes o tempo todo. Eles funcionam mais como apoio realista do que como solução mágica. O trio avança errando, desconfiando, voltando atrás, tentando encaixar peças que nem sempre fazem sentido imediato. Isso deixa a investigação mais próxima de algo possível, menos idealizada.
O ponto mais interessante do livro, no entanto, não é apenas o crime em si, mas a forma como a verdade vai sendo empurrada para fora de cena. A acusação contra Léo, por exemplo, mostra como rapidamente alguém sem poder pode ser colocado como culpado sem muita resistência do sistema. O Barão, por outro lado, representa exatamente o oposto. Alguém protegido por sua imagem pública, quase blindado pela reputação.
Essa tensão social dá ao livro uma camada que vai além do mistério juvenil. Não é só “quem matou”, mas “quem tem permissão para ser inocente”.
A escrita de Marcos Rey ajuda muito nesse efeito. Ele não alonga cenas nem tenta criar uma complexidade artificial. O texto é direto, mas não simplista. Isso faz a leitura fluir rápido, o que combina com a energia de investigação constante que move a história.
Ainda assim, não é uma obra que depende só de ritmo. O suspense funciona porque o leitor entende que cada personagem tem algo a esconder ou algo que prefere não dizer. E isso mantém a sensação de que a qualquer momento a história pode mudar de direção.
No fim, O Mistério do Cinco Estrelas funciona menos como um quebra-cabeça perfeito e mais como uma história sobre percepção, injustiça e insistência. Léo não resolve o caso porque é o mais inteligente, mas porque se recusa a aceitar que sua versão não importa.
É uma leitura que envelheceu bem justamente porque fala de algo que continua atual: a dificuldade de ser levado a sério quando você não tem status, influência ou “cara de credível”.
Poucos autores brasileiros conseguiram conversar tão bem com o público jovem quanto Marcos Rey. Em Um Cadáver Ouve Rádio, o escritor mostra mais uma vez sua habilidade de criar histórias que prendem a atenção desde as primeiras páginas, misturando mistério, humor e aventura em uma narrativa acessível e extremamente fluida.
A trama começa de forma curiosa e intrigante. Durante uma forte chuva, o garoto Muriçoca procura abrigo em um prédio aparentemente abandonado. O que parecia ser apenas uma tentativa de escapar do temporal logo se transforma em algo muito mais sério. Ao ouvir um frevo tocando em um dos andares, ele decide subir para descobrir de onde vem a música. É então que encontra uma cena chocante: o corpo de Alexandre, um sanfoneiro querido por todos, caído no chão e cercado por sangue.
A partir desse momento, o livro assume o ritmo de uma investigação policial clássica, mas adaptada para um público jovem. O assassinato levanta inúmeras perguntas. Quem matou Alexandre? Qual foi a motivação do crime? E por que havia um rádio ligado ao lado do corpo?
Esses mistérios colocam em ação Leo, Gino e Ângela, o trio de detetives que conduz boa parte da narrativa. Diferentemente de muitos personagens juvenis que dependem da sorte para resolver problemas, os três utilizam observação, raciocínio e trabalho em equipe para seguir as pistas deixadas pelo criminoso. Isso torna a investigação mais interessante e permite que o leitor participe mentalmente da busca pelas respostas.
Um dos grandes acertos de Marcos Rey está justamente na construção do suspense. A cada nova descoberta, surgem novos suspeitos e novas dúvidas. Quando os jovens encontram a arma do crime — um elegante sabre chinês ornamentado com desenhos orientais — a investigação ganha novas possibilidades. O objeto chama atenção não apenas por sua aparência incomum, mas porque parece conectar diferentes personagens ao assassinato, ampliando o número de possíveis culpados.
Mesmo sendo uma obra voltada para leitores mais jovens, o autor evita simplificar excessivamente o mistério. O leitor é constantemente incentivado a formular teorias, desconfiar de determinados personagens e reconsiderar suas conclusões à medida que a história avança. Essa participação ativa é um dos fatores que tornam a leitura tão divertida.
Outro ponto que merece destaque é a linguagem. Marcos Rey escreve de maneira leve, direta e próxima do cotidiano dos adolescentes. Não há descrições excessivamente longas nem diálogos artificiais. Tudo acontece com naturalidade, fazendo com que a leitura flua rapidamente. É o tipo de livro que consegue capturar a atenção logo no início e manter o interesse até a revelação final.
Além do suspense, a obra também apresenta momentos de humor que ajudam a equilibrar a tensão da investigação. Os personagens possuem personalidades distintas e carismáticas, o que contribui para criar uma dinâmica agradável entre eles. Essa combinação entre mistério e leveza faz com que o livro seja acessível até mesmo para leitores que não têm o hábito de ler com frequência.
Outro mérito da obra é sua capacidade de despertar a curiosidade. O autor entende que um bom mistério não depende apenas da descoberta do culpado, mas também do caminho percorrido até essa revelação. Cada pista encontrada pelos protagonistas acrescenta uma nova camada à investigação, mantendo o leitor constantemente interessado nos próximos acontecimentos.
Embora a história tenha sido publicada há décadas, muitos de seus elementos continuam funcionando muito bem. A busca por respostas, a amizade entre os protagonistas e a sensação de aventura permanecem universais, permitindo que novas gerações continuem se identificando com a narrativa.
No fim das contas, Um Cadáver Ouve Rádio é muito mais do que um simples livro policial juvenil. Trata-se de uma leitura envolvente, inteligente e divertida, capaz de apresentar o gênero investigativo a jovens leitores sem abrir mão de uma boa história. Marcos Rey demonstra mais uma vez por que é considerado um dos grandes nomes da literatura juvenil brasileira, entregando uma obra que combina suspense, carisma e entretenimento na medida certa.
A plataforma de streaming Hulu divulgou o trailer da quinta e última temporada de O Urso, e as novas imagens deixam claro que os episódios finais estarão menos preocupados com pratos sofisticados e mais focados nas consequências das escolhas feitas pelos personagens ao longo dos últimos anos. A despedida da série estreia em 25 de junho no Disney+ e promete concluir histórias que vêm sendo construídas desde a chegada de Carmy Berzatto ao antigo restaurante da família. Abaixo, confira o vídeo:
New teaser trailer for the final season of 'The Bear' 👨🍳
Desde sua estreia em 2022, a obra americana se destacou por ir muito além de uma trama sobre gastronomia. A série transformou o ambiente frenético de uma cozinha profissional em um espaço para discutir luto, família, ambição e os desafios de trabalhar sob pressão constante. O resultado foi uma produção que conquistou público, crítica e algumas das principais premiações da televisão.
No centro da história está Carmen “Carmy” Berzatto, interpretado por Jeremy Allen White (Garra de Ferro e Shameless). Considerado um chef talentoso e respeitado, ele retorna para Chicago após a morte do irmão, Michael, e assume o comando de um restaurante mergulhado em dívidas e problemas operacionais. O que parecia ser uma tentativa de salvar o negócio da família acabou se transformando em uma jornada muito mais complexa.
Ao longo das temporadas, Carmy dedicou praticamente toda a sua energia para reconstruir o restaurante e levá-lo a um novo patamar. Porém, a série mostrou repetidamente que a busca por excelência tem um preço. Relações pessoais desgastadas, conflitos internos e dificuldades para lidar com as próprias emoções passaram a fazer parte da rotina do personagem.
O trailer da temporada final sugere que esses temas continuarão no centro da narrativa. Em vez de apresentar um caminho simples para seus protagonistas, a série parece interessada em mostrar o que acontece quando anos de pressão, expectativas e sacrifícios finalmente chegam ao limite.
Outro personagem que deve ganhar destaque nos episódios finais é Richie Jerimovich, vivido por Ebon Moss-Bachrach (Justiceiro e Quarteto Fantástico: Primeiros Passos). Poucos personagens evoluíram tanto quanto Richie desde a primeira temporada. O homem que inicialmente parecia incapaz de acompanhar as mudanças do restaurante acabou encontrando uma nova função e se tornou uma peça importante para o funcionamento da equipe.
Essa transformação ganhou ainda mais significado com o episódio especial lançado em maio deste ano. Ambientado antes dos acontecimentos da série principal, o capítulo acompanha Richie e Michael Berzatto durante uma viagem de trabalho para Gary, em Indiana.
Mais do que revisitar o passado, o episódio ajuda a entender a profundidade da amizade entre os dois. A história mostra como Michael exercia uma enorme influência sobre Richie e revela aspectos da personalidade do irmão de Carmy que raramente haviam sido explorados com tanta profundidade. O capítulo também oferece um novo contexto para diversas atitudes de Richie ao longo das primeiras temporadas.
A reta final também deverá dedicar atenção à trajetória de Sydney Adamu, interpretada por Ayo Edebiri (Bottoms e Divertida Mente 2). Desde sua chegada ao restaurante, Sydney foi uma das principais responsáveis pelas mudanças implementadas no negócio. Seu talento e sua visão profissional ajudaram a impulsionar o crescimento da equipe, mas também geraram divergências com Carmy em momentos decisivos.
A relação entre os dois se tornou uma das mais importantes da série e representa boa parte dos debates apresentados pela narrativa: tradição versus inovação, controle versus colaboração e ambição versus qualidade de vida. A temporada final deve mostrar como essas diferenças influenciam o futuro de ambos.
Além dos protagonistas, a série construiu um grupo de personagens que conquistou espaço próprio ao longo dos anos. Marcus Brooks, interpretado por Lionel Boyce, encontrou na confeitaria uma carreira que jamais imaginava seguir. Tina Marrero, vivida por Liza Colón-Zayas, passou por uma transformação profissional que mudou completamente sua posição dentro do restaurante. Natalie Berzatto, personagem de Abby Elliott (Odd Mom Out), assumiu responsabilidades cada vez maiores na gestão do negócio familiar, enquanto Neil Fak, interpretado por Matty Matheson, se tornou um dos rostos mais queridos da produção.
O sucesso de O Urso também pode ser medido pelos números. A série acumulou 36 indicações ao Emmy e conquistou 21 vitórias, incluindo o prêmio de Melhor Série de Comédia. Além disso, levou cinco Globos de Ouro e se consolidou como uma das produções mais premiadas da década.
Lançado em 2000, Todo Mundo em Pânico chegou aos cinemas com uma proposta bastante diferente das produções de terror que dominavam a época. Dirigido por Keenen Ivory Wayans e escrito por Marlon Wayans e Shawn Wayans, o longa utilizou como base os grandes sucessos do gênero nos anos 1990 para construir uma paródia repleta de referências, exageros e situações absurdas. O resultado foi um enorme sucesso comercial que arrecadou cerca de US$ 278 milhões em todo o mundo a partir de um orçamento estimado em US$ 19 milhões, tornando-se o filme de maior bilheteria de toda a franquia.
A história acompanha Cindy Campbell, interpretada por Anna Faris, uma adolescente que passa a ser perseguida por um misterioso assassino mascarado após um segredo do passado voltar à tona. Um ano antes, ela e seus amigos se envolveram em um acidente de carro que resultou na morte de um homem. Convencidos de que jamais seriam descobertos, eles decidiram esconder o ocorrido. Porém, exatamente doze meses depois, alguém começa a enviar ameaças ao grupo e a eliminar seus integrantes de maneira cada vez mais extravagante.
O roteiro segue de perto a estrutura narrativa de Pânico e Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado, mas transforma elementos marcantes dessas produções em situações cômicas. A figura do assassino mascarado, as perseguições, os sustos e até os diálogos típicos dos filmes slasher são constantemente ridicularizados. Ao mesmo tempo, o longa incorpora referências a outras produções populares da época, incluindo Halloween, O Iluminado, Sexta-Feira 13, Matrix, A Bruxa de Blair, Buffy: A Caça-Vampiros e Os Suspeitos, criando uma sucessão de homenagens e sátiras que dialogavam diretamente com o público daquele período.
Grande parte do sucesso do filme está ligada ao elenco. Anna Faris transformou Cindy Campbell em uma das personagens mais lembradas das comédias dos anos 2000, equilibrando ingenuidade e humor físico. Ao seu lado estão Jon Abrahams como Bobby Prinze, uma paródia dos interesses românticos presentes nos slashers adolescentes; Shawn Wayans como Ray Wilkins; Marlon Wayans como Shorty Meeks; Shannon Elizabeth como Buffy Gilmore; e Regina Hall como Brenda Meeks, personagem que se tornou uma das favoritas do público graças às suas cenas exageradas e ao humor sem filtros.
Além de satirizar filmes específicos, a produção também brinca com convenções recorrentes do gênero de terror. Personagens tomam decisões absurdas, ignoram perigos evidentes e reagem de maneira completamente inesperada diante de situações que normalmente seriam tratadas com seriedade. Essa abordagem ajudou o longa a se diferenciar de outras comédias da época, já que boa parte das piadas dependia do conhecimento prévio que o público tinha dos filmes que estavam sendo parodiados.
Após o enorme sucesso do primeiro longa-metragem nos anos 2000, a franquia retornou aos cinemas apenas um ano depois com Todo Mundo em Pânico 2. Lançado em 2001, o longa marcou o reencontro do público com Cindy Campbell, Brenda Meeks, Ray Wilkins e Shorty Meeks, interpretados novamente por Anna Faris, Regina Hall, Shawn Wayans e Marlon Wayans. O filme também foi o último capítulo da série a contar com a participação criativa dos irmãos Wayans e do diretor Keenen Ivory Wayans, responsáveis por estabelecer a identidade da franquia.
Diferentemente do primeiro filme, que concentrava suas piadas nos slashers adolescentes dos anos 1990, a sequência mudou o foco para histórias de fantasmas, casas mal-assombradas e fenômenos paranormais. A principal inspiração foi o filme A Casa Amaldiçoada (1999), mas a produção também faz referências constantes a clássicos como O Exorcista, Terror em Amityville, Poltergeist, A Lenda da Casa Infernal e A Troca. Além disso, sucessos recentes da época, como Hannibal e O Homem Sem Sombra, também aparecem entre as diversas homenagens espalhadas ao longo da narrativa.
A história começa com uma sequência que satiriza os filmes de possessão demoníaca. Megan Voorhees, uma adolescente aparentemente comum, passa a ser controlada pelo espírito de Hugh Kane, antigo proprietário da casa onde vive. A tentativa de realizar um exorcismo rapidamente se transforma em uma sucessão de situações absurdas, estabelecendo o tom exagerado que domina toda a produção.
Em seguida, a trama acompanha Cindy e seus amigos durante a faculdade. Convidados para participar de um estudo sobre atividades paranormais, eles viajam para a misteriosa Hell House, uma mansão assombrada que serve como cenário principal da história. O local foi escolhido por um professor interessado em registrar manifestações sobrenaturais, mas os estudantes logo percebem que a experiência será muito mais perigosa do que imaginavam.
A partir desse ponto, o filme abandona qualquer preocupação com lógica narrativa para investir em uma sequência quase ininterrupta de esquetes cômicas. Os personagens enfrentam fantasmas, objetos possuídos e fenômenos inexplicáveis, enquanto a mansão se transforma em palco para algumas das cenas mais conhecidas da franquia. Entre elas estão os encontros de Ray com um boneco de palhaço aparentemente assassino, os momentos envolvendo Shorty e criaturas sobrenaturais e as diversas situações constrangedoras protagonizadas por Cindy.
Além dos atores já conhecidos do primeiro filme, a produção contou com nomes como Tim Curry, Tori Spelling, Chris Elliott, Kathleen Robertson, David Cross e James Woods. Cada um deles contribui para ampliar o tom caricatural da narrativa, interpretando personagens que servem principalmente como ferramentas para novas piadas e referências cinematográficas.
Embora tenha recebido críticas menos favoráveis que seu antecessor, o longa apresentou um desempenho comercial sólido. Produzido com um orçamento estimado em US$ 45 milhões, arrecadou aproximadamente US$ 141 milhões nas bilheterias mundiais.
Quando o terceiro longa-metragem chegou aos cinemas em 2003, a franquia enfrentava um de seus maiores desafios. Após dois filmes comandados pelos irmãos Wayans, a série passou por uma reformulação criativa significativa. A direção ficou a cargo de David Zucker, conhecido por seu trabalho em clássicos da comédia paródia, enquanto Shawn e Marlon Wayans deixaram de participar do projeto. A mudança gerou dúvidas sobre o futuro da marca, mas o terceiro longa acabou se tornando um dos capítulos mais bem-sucedidos de toda a franquia.
O filme manteve Anna Faris no papel de Cindy Campbell e Regina Hall como Brenda Meeks, personagens que já haviam conquistado o público nos longas anteriores. Ao mesmo tempo, incorporou novos nomes ao elenco, incluindo Charlie Sheen, Simon Rex, Leslie Nielsen, Anthony Anderson e Kevin Hart, ampliando o universo da série e abrindo caminho para uma nova fase.
Diferentemente dos dois primeiros filmes, que concentravam grande parte de suas referências nos slashers adolescentes dos anos 1990, Todo Mundo em Pânico 3 direcionou sua atenção para alguns dos maiores fenômenos do cinema do início dos anos 2000. A principal inspiração veio de O Chamado, produção que popularizou a história de uma fita de vídeo amaldiçoada capaz de provocar a morte de quem a assistisse após sete dias. Paralelamente, o roteiro incorporou elementos de Sinais, utilizando círculos misteriosos em plantações e uma possível invasão extraterrestre como parte central da narrativa.
Na trama, Cindy Campbell trabalha como repórter e começa a investigar uma série de mortes ligadas a uma fita de vídeo aparentemente sobrenatural. Durante sua apuração, ela descobre que os acontecimentos possuem ligação direta com eventos ocorridos em uma fazenda administrada por Tom Logan, personagem interpretado por Charlie Sheen. À medida que o mistério avança, a protagonista percebe que precisa encontrar uma forma de interromper a maldição enquanto uma ameaça alienígena se aproxima da Terra.
O filme também utiliza referências a produções como Matrix Reloaded e 8 Mile, refletindo uma característica importante da franquia naquele período: acompanhar os principais sucessos da cultura pop contemporânea. Essa estratégia ajudava a manter as paródias conectadas aos assuntos que dominavam as conversas do público naquele momento, tornando a experiência mais imediata para os espectadores.
Uma das mudanças mais perceptíveis em relação aos filmes anteriores está na estrutura narrativa. Embora o humor continue sendo o principal elemento da produção, a história apresenta uma linha investigativa mais organizada, permitindo que as referências cinematográficas sejam integradas ao enredo de maneira mais consistente. Isso contribuiu para que o longa fosse visto por parte do público como uma evolução em relação ao formato adotado anteriormente.
O elenco de apoio também desempenhou papel importante no sucesso da produção. Leslie Nielsen, veterano das comédias de paródia, ganhou destaque como o presidente Harris, personagem responsável por algumas das sequências mais lembradas do filme. Simon Rex, por sua vez, assumiu a função de principal interesse romântico da protagonista, enquanto Anthony Anderson e Kevin Hart contribuíram para ampliar o núcleo cômico da história.
Do ponto de vista comercial, o resultado foi bastante positivo. Produzido com um orçamento estimado em US$ 48 milhões, o longa arrecadou mais de US$ 220 milhões em bilheteria mundial. O desempenho colocou o filme entre os maiores sucessos da franquia e demonstrou que a marca continuava forte mesmo após uma significativa mudança de direção criativa.
Quando o quarto capítulo chegou aos cinemas em 2006, a franquia já havia se consolidado como uma das séries de paródia mais populares de Hollywood. Depois de satirizar os slashers dos anos 1990, os filmes de fantasmas e a onda de produções sobrenaturais do início dos anos 2000, a série retornou com uma proposta ainda mais ambiciosa: reunir em uma única história alguns dos maiores fenômenos cinematográficos da década.
Dirigido por David Zucker, o longa foi lançado em um momento em que produções como Guerra dos Mundos, O Grito, A Vila e Jogos Mortais dominavam as conversas entre os fãs de cinema. Em vez de concentrar suas piadas em apenas uma obra, como acontecia em parte dos filmes anteriores, a produção utilizou elementos de diversos sucessos para construir sua narrativa, transformando-se em uma espécie de retrato bem-humorado das tendências que marcaram o entretenimento daquele período.
A história acompanha Cindy Campbell, novamente interpretada por Anna Faris, que agora trabalha como cuidadora domiciliar enquanto tenta reorganizar sua vida. Sua rotina muda completamente quando ela passa a testemunhar acontecimentos inexplicáveis que coincidem com uma possível invasão alienígena. A partir daí, o filme mistura fantasmas, fenômenos sobrenaturais e ameaças extraterrestres, utilizando cada situação como oportunidade para satirizar alguns dos maiores sucessos das bilheterias da época.
Para os espectadores atuais, um dos aspectos mais interessantes do filme é justamente a quantidade de referências ao cinema dos anos 2000. Muitas das cenas reproduzem momentos que marcaram o público naquele período, permitindo revisitar obras que ajudaram a definir a cultura pop da década. Por isso, o longa acaba funcionando não apenas como uma comédia, mas também como um registro de quais filmes estavam influenciando Hollywood naquele momento.
Outro elemento importante é o encerramento da trajetória das protagonistas originais. O quarto capítulo marcou a última participação de Anna Faris como Cindy Campbell e de Regina Hall como Brenda Meeks. As duas atrizes estiveram presentes desde o primeiro filme lançado em 2000 e ajudaram a construir a identidade da franquia. Com a saída da dupla, a série passaria por uma reformulação anos depois, tornando este capítulo uma espécie de despedida da formação que os fãs acompanharam durante toda a primeira fase da saga.
O elenco também reuniu nomes que estavam em evidência naquele período. Além de Anna Faris e Regina Hall, o filme contou com Craig Bierko, Leslie Nielsen, Simon Rex, Anthony Anderson e Kevin Hart. A presença de Nielsen foi especialmente significativa, já que o ator era considerado uma das maiores referências do gênero de paródia cinematográfica. Do ponto de vista comercial, o desempenho foi novamente expressivo. Produzido com cerca de US$ 45 milhões, o longa arrecadou aproximadamente US$ 178 milhões em todo o mundo.
Após sete anos longe dos cinemas, a franquia retornou em 2013 cercada de expectativas. Durante esse intervalo, o gênero de terror passou por mudanças significativas, impulsionado pelo sucesso de produções como Atividade Paranormal, Mama e A Origem. Diante desse novo cenário, o quinto filme da série optou por seguir um caminho diferente dos capítulos anteriores, atualizando suas referências e promovendo uma renovação quase completa de seus protagonistas.
A principal mudança foi a ausência de Cindy Campbell e Brenda Meeks, personagens que haviam conduzido a franquia desde o primeiro longa lançado em 2000. Sem Anna Faris e Regina Hall no elenco, a produção apresentou um novo núcleo central liderado por Ashley Tisdale, Simon Rex e Erica Ash. A decisão marcou uma tentativa de reposicionar a marca para um público que já consumia uma geração diferente de filmes de terror e cultura pop.
Na trama, Jody e Dan assumem a responsabilidade de cuidar de três crianças encontradas após circunstâncias misteriosas. Pouco depois da chegada dos novos integrantes da família, acontecimentos estranhos começam a transformar a rotina do casal. Fenômenos inexplicáveis, aparições sobrenaturais e situações cada vez mais absurdas levam os personagens a investigar a origem de uma ameaça que parece estar diretamente ligada ao passado das crianças.
Seguindo a tradição da franquia, a narrativa utiliza como base alguns dos maiores sucessos cinematográficos do período. O filme constrói boa parte de suas piadas sobre elementos populares do terror sobrenatural que dominava as bilheterias no início da década de 2010. Ao mesmo tempo, incorpora referências a produções de ficção científica e suspense psicológico, ampliando o leque de homenagens que sempre caracterizou a série.
Essa abordagem faz do quinto longa-metragem uma espécie de retrato do momento vivido por Hollywood naquele período. Se os primeiros filmes satirizavam os slashers adolescentes dos anos 1990 e as histórias de fantasmas dos anos 2000, esta produção voltou suas atenções para uma indústria dominada por casas assombradas, entidades sobrenaturais, câmeras de vigilância e fenômenos paranormais registrados em vídeo.
O elenco também apostou em participações especiais para ampliar o apelo da produção. Charlie Sheen e Lindsay Lohan aparecem logo na abertura em uma sequência criada para parodiar a intensa exposição midiática que ambos recebiam na época. A presença das duas celebridades demonstra como a franquia continuava utilizando acontecimentos da cultura pop como matéria-prima para suas sátiras.
Nos bastidores, o filme representou uma nova tentativa de manter a marca relevante em um mercado bastante diferente daquele encontrado pela série em seus primeiros anos. A estratégia procurou aproximar a franquia das tendências contemporâneas do entretenimento, ao mesmo tempo em que preservava a estrutura baseada em referências rápidas, humor físico e exageros característicos da saga.
O desempenho comercial, porém, refletiu os desafios enfrentados pela produção. Com orçamento estimado em US$ 20 milhões, o longa arrecadou aproximadamente US$ 78 milhões mundialmente. Embora tenha recuperado seu investimento, os números ficaram abaixo dos alcançados pelos capítulos mais populares da série, evidenciando a dificuldade de reproduzir o mesmo impacto cultural que marcou os filmes anteriores.
Poucas franquias de comédia conseguiram deixar uma marca tão forte na cultura pop dos anos 2000 quanto Todo Mundo em Pânico. Depois de atravessar diferentes fases, mudar de elenco e experimentar novas abordagens ao longo de cinco filmes, a série retorna aos cinemas em 2026 com uma proposta clara: recuperar o espírito que transformou seus primeiros capítulos em fenômenos de público.
O sexto longa chega às telonas trazendo de volta os personagens mais lembrados da franquia e, principalmente, os criadores responsáveis por estabelecer sua identidade. Pela primeira vez em 25 anos, a família Wayans volta a participar diretamente de um filme da série. Marlon Wayans, Shawn Wayans e Keenen Ivory Wayans reassumem funções criativas no roteiro, em uma movimentação que tem sido vista por muitos fãs como uma tentativa de reconectar a marca às suas raízes.
A produção estreou nos cinemas brasileiros em 4 de junho de 2026 e representa um momento importante para a franquia. Diferentemente do quinto filme, lançado em 2013 com uma proposta de reinicialização e novos protagonistas, o novo capítulo prefere olhar para trás e recuperar elementos que ajudaram a construir a popularidade da série desde o início.
A história acompanha novamente Cindy Campbell, Brenda Meeks, Ray Wilkins e Shorty Meeks, personagens que se tornaram símbolos da franquia ao longo dos anos. Agora, mais de duas décadas depois dos acontecimentos que marcaram suas primeiras aventuras, o grupo volta a se reunir quando um novo assassino mascarado surge para atormentá-los. Como manda a tradição da série, a ameaça serve apenas como ponto de partida para uma avalanche de referências ao cinema de terror contemporâneo e aos fenômenos recentes da cultura pop.
O retorno de Anna Faris e Regina Hall talvez seja um dos elementos mais simbólicos desta nova produção. As duas atrizes estiveram entre os principais rostos da franquia durante sua fase mais popular e ajudaram a transformar Cindy e Brenda em personagens reconhecidas até mesmo por quem nunca acompanhou todos os filmes da série. Ao lado delas, Shawn Wayans e Marlon Wayans voltam a interpretar Ray e Shorty, completando um reencontro que muitos fãs aguardavam há anos.
O elenco ainda conta com a volta de atores que participaram dos primeiros filmes, como Dave Sheridan, Cheri Oteri, Chris Elliott e Lochlyn Munro. Em vez de apostar apenas em novas figuras, a produção escolheu construir sua narrativa sobre a memória afetiva do público, recuperando personagens e situações que ajudaram a consolidar a franquia no imaginário popular.
Depois de anos preso no chamado “inferno de desenvolvimento” de Hollywood, Mestres do Universo finalmente está próximo de chegar aos cinemas. Mas antes mesmo da estreia, o filme já enfrenta um primeiro teste importante: mostrar que He-Man ainda tem potencial para atrair o grande público em um mercado cada vez mais competitivo.
As projeções iniciais apontam para uma abertura global em torno de US$ 50 milhões, sendo aproximadamente US$ 30 milhões nos Estados Unidos e Canadá e outros US$ 20 milhões nos mercados internacionais. Embora os números possam crescer ou diminuir conforme a campanha de divulgação avança, eles indicam uma estreia relativamente modesta para uma produção baseada em uma marca conhecida mundialmente. As informações são do Deadline.
O dado chama atenção principalmente porque a Mattel vê o longa como uma de suas principais apostas para expandir sua presença em Hollywood após o sucesso de Barbie. Enquanto o filme estrelado por Margot Robbie se transformou em um fenômeno cultural e arrecadou mais de US$ 1,4 bilhão nas bilheterias mundiais, Mestres do Universo terá uma missão diferente: reconstruir uma franquia que passou décadas longe do centro da cultura pop.
O reconhecimento da marca não garante bilheteria
Um dos maiores desafios do filme é que a popularidade de He-Man hoje é muito diferente daquela observada nos anos 1980. A franquia continua extremamente conhecida entre quem cresceu acompanhando os brinquedos e a animação original, mas boa parte do público jovem não possui uma conexão emocional com os personagens. Isso significa que o filme precisará convencer espectadores que nunca tiveram contato com Eternia, e não apenas depender da nostalgia dos fãs antigos.
É justamente por isso que a nova adaptação aposta em uma história que funciona como uma reintrodução ao universo da franquia. Na trama, o Príncipe Adam retorna a Eternia após quinze anos afastado e encontra o planeta sob o domínio de Esqueleto. A jornada do protagonista envolve não apenas enfrentar o vilão, mas também redescobrir sua própria identidade e o legado associado ao poder de Grayskull.
O elenco pode ser um dos principais trunfos
Nicholas Galitzine (Uma Ideia de Você, Vermelho, Branco e Sangue Azul) lidera a produção como o Príncipe Adam, herdeiro do trono que precisa assumir o poder de He-Man para enfrentar a crescente ameaça de Esqueleto. Ao seu lado está Camila Mendes (Riverdale, Música) como Teela, capitã da Guarda Real e uma das guerreiras mais respeitadas do reino.
O principal antagonista da história será Esqueleto, interpretado por Jared Leto (Clube de Compras Dallas, Casa Gucci). O vilão busca controlar os poderes do Castelo de Grayskull e expandir seu domínio sobre Eternia. Já Idris Elba (Luther, Thor: Ragnarok) interpreta Mentor, inventor, estrategista e um dos maiores aliados de Adam na batalha contra as forças do mal.
A trama também destaca a importância das forças mágicas de Eternia. Morena Baccarin (Deadpool, Homeland) vive a Feiticeira de Grayskull, guardiã dos segredos do castelo e peça fundamental para a proteção do reino, enquanto Alison Brie (Glow, Community) interpreta Malígna, poderosa feiticeira que abandona Eternia para se unir aos planos de Esqueleto.
Por que a Mattel acompanha esse lançamento tão de perto
O desempenho de Mestres do Universo pode influenciar diretamente os próximos passos da Mattel no cinema. A empresa possui dezenas de propriedades em desenvolvimento para as telonas, mas poucas têm o potencial de gerar continuações, séries derivadas, licenciamentos e novas linhas de produtos na mesma escala de He-Man.
Por isso, a estreia representa mais do que o lançamento de um único filme. Ela servirá como um indicativo de até que ponto personagens criados há mais de quatro décadas ainda conseguem encontrar espaço entre as grandes franquias cinematográficas atuais.
A Disney e a 20th Century Animation divulgaram o primeiro teaser de A Era do Gelo 6, longa que dará continuidade à principal franquia da série animada após um intervalo de mais de uma década. O vídeo confirma o retorno dos personagens centrais da história e marca o início da campanha de divulgação do novo capítulo, previsto para chegar aos cinemas em 2027.
O lançamento tem relevância não apenas por representar a continuação de uma das propriedades mais rentáveis da animação, mas também por ocorrer em um momento de transformação para a marca. Será o primeiro filme principal desenvolvido após o encerramento da Blue Sky Studios, responsável pela criação da franquia e por todos os seus longas anteriores.
A nova produção será uma sequência direta de O Big Bang, retomando os acontecimentos apresentados no quinto filme. Com isso, Manny, Sid, Diego, Ellie e Buck voltam ao centro da narrativa, reunindo personagens que estiveram presentes em diferentes fases da franquia.
O elenco original retorna quase integralmente. Ray Romano volta a dar voz a Manny, líder da Manada e uma das figuras mais importantes da série desde o primeiro filme. John Leguizamo retorna como Sid, personagem conhecido por seu comportamento impulsivo e pelas situações cômicas que frequentemente movimentam a trama. Denis Leary reprisa o papel de Diego, o tigre-dente-de-sabre que passou de antagonista a integrante da família formada ao longo da jornada.
Também estão confirmados Simon Pegg como Buck Wild, explorador introduzido em A Era do Gelo 3, e Queen Latifah como Ellie, cuja relação com Manny se tornou um dos pilares emocionais da franquia.
Para compreender a importância desse retorno, vale lembrar que a série pré-histórica ocupa uma posição relevante na história recente da animação. Lançado em 2002, o primeiro filme apresentou uma aventura relativamente simples, centrada na improvável união entre um mamute, uma preguiça e um tigre-dente-de-sabre durante a era glacial. O sucesso comercial permitiu a expansão gradual desse universo, que passou a incorporar novos personagens, diferentes períodos históricos e cenários cada vez mais ambiciosos.
Ao longo de cinco filmes principais, a franquia arrecadou bilhões de dólares em bilheteria mundial e se consolidou como uma das produções mais reconhecidas da antiga Blue Sky Studios. Diferentemente de muitas séries animadas que concentravam suas histórias apenas no humor, a saga pré-histórica encontrou espaço para desenvolver temas relacionados à amizade, pertencimento, formação familiar e convivência entre personagens com origens completamente distintas.
O caminho até o sexto filme foi mais longo do que muitos imaginavam. Ainda em 2016, durante a divulgação de “O Big Bang”, o codiretor Galen T. Chu comentou que já existiam ideias para uma nova continuação. Naquele momento, porém, não havia uma decisão concreta sobre o futuro da franquia.
Nos anos seguintes, o tema voltou a surgir em entrevistas com produtores e integrantes do elenco. Em 2022, enquanto promovia As Aventuras de Buck, a produtora Lori Forte afirmou que o universo da série continuava oferecendo possibilidades para novas histórias, embora a continuidade dependesse da estratégia adotada pela Disney para a marca.
A situação mudou em setembro de 2024, quando John Leguizamo revelou que um novo longa estava em desenvolvimento. Pouco tempo depois, durante a D23 Brasil, a Disney oficializou a produção e confirmou o retorno dos principais nomes do elenco.
Outro aspecto que desperta interesse é o impacto da ausência da Blue Sky Studios. O estúdio encerrou suas atividades em 2021, encerrando uma trajetória de mais de três décadas na animação. Além de A Era do Gelo, a empresa foi responsável por títulos como Rio, Robôs e O Touro Ferdinando.
Entenda a trajetória da franquia
Quando a animação chegou aos cinemas em 2002, o cenário da animação era bastante diferente do atual. Produções digitais ainda buscavam espaço fora do domínio de grandes marcas já estabelecidas, e o sucesso do filme ajudou a transformar a Blue Sky Studios em um dos principais nomes do setor. Com orçamento relativamente modesto para os padrões da época, o longa conquistou público e crítica ao combinar humor, aventura e personagens com personalidades distintas, fórmula que se tornaria a base da franquia nos anos seguintes.
Ao longo de cinco filmes principais, a série ampliou gradualmente sua escala narrativa. O que começou como uma jornada para devolver um bebê humano à família evoluiu para histórias envolvendo migrações, dinossauros, piratas e ameaças capazes de afetar todo o planeta. Essa expansão permitiu que a franquia explorasse diferentes gêneros dentro da animação, transitando entre aventura, comédia e ação sem abandonar os personagens que serviam como ponto de conexão entre os filmes.
O retorno de Manny, Sid, Diego, Ellie e Buck em A Era do Gelo 6 também representa uma retomada dos personagens mais populares da saga. Nos últimos anos, a franquia recebeu projetos derivados, como “As Aventuras de Buck”, mas sem reunir o núcleo principal da Manada em uma nova história inédita. Por isso, o novo filme tem a tarefa de dar continuidade a tramas que ficaram em aberto desde “O Big Bang” e mostrar como esses personagens evoluíram após os acontecimentos do último longa.
Outro ponto que desperta interesse é a direção criativa que será adotada para a franquia após o encerramento da Blue Sky Studios. Todos os filmes anteriores foram produzidos pelo estúdio, que desenvolveu a identidade visual, o humor e a dinâmica entre os personagens ao longo de quase duas décadas. O sexto capítulo da sagA será a primeira oportunidade para o público avaliar como essa herança será preservada sob uma nova estrutura de produção.
A série Jogada de Risco, produção original da Globoplay, teve seus dois primeiros episódios exibidos no SXSW Londres, no Barbican Cinema, marcando a primeira participação de uma série brasileira na história do festival. A exibição ocorreu em sessão de mercado e imprensa, voltada à avaliação de profissionais da indústria audiovisual.
O projeto é liderado pelo ator Cauã Reymond, que também interpreta o protagonista da trama. No evento, ele participou de entrevistas para o Deadline e comentou que sua experiência pessoal com futebol é limitada, apesar de interpretar um ex-jogador e agente esportivo na série.
Na trama, Maurício, interpretado por Cauã, é um ex-jogador de futebol que abandona a carreira em campo para atuar como agente de jogadores amadores. Ele inicia a própria empresa de representação esportiva com o objetivo de revelar talentos no cenário nacional, expandindo suas operações conforme novos atletas ganham destaque. O crescimento rápido do negócio leva o personagem a enfrentar disputas com outros agentes, conflitos contratuais e pressões de clubes interessados em controlar jovens promessas.
O desenvolvimento da história se intensifica quando Maurício passa a enfrentar obstáculos financeiros e estratégicos que ameaçam a continuidade da agência. Para manter a operação, ele se associa a Cris, interpretada por Mariana Sena, advogada com atuação no setor esportivo. A personagem entra na sociedade com Maurício em meio a um ambiente profissional marcado por desigualdade de gênero, o que impacta diretamente negociações, decisões jurídicas e a forma como os negócios são conduzidos.
A série também explora o impacto do mercado paralelo que envolve jovens atletas, incluindo apostas ilegais, festas privadas e consumo de drogas, elementos que aparecem como riscos constantes no processo de ascensão dos jogadores. O próprio protagonista atua com a intenção de afastar seus agenciados desse ambiente, que já provocou consequências negativas na vida de outros personagens centrais da trama.
Outro núcleo importante envolve a relação entre Maurício e seu pai, Valdemar, interpretado por Marcos Frota. Ex-agente esportivo, Valdemar foi responsável por administrar a carreira do filho durante sua fase como jogador profissional. A relação entre os dois é marcada por controle financeiro e disputa por autonomia, já que o pai centralizava decisões e recursos da carreira do filho, gerando um rompimento que influencia diretamente as escolhas de Maurício como empresário.
O enredo ganha novos desdobramentos com a chegada de Vítor, interpretado por Cauê Campos, jovem promessa do futebol que passa a ser agenciado por Maurício. O personagem é filho de Rita, interpretada por Letícia Colin, uma mulher com histórico de atuação como cafetina e envolvimento com figuras influentes da política e do esporte. Rita abandona o filho ainda bebê, mas mantém suporte financeiro ao longo dos anos sem contato direto, o que cria uma relação marcada por distância emocional e conflito jurídico.
Ao perder a guarda do filho por abandono, Rita passa a buscar reaproximação e acaba se envolvendo com um agente rival de Maurício em uma tentativa de prejudicá-lo profissionalmente. O acordo entre os dois é baseado na possibilidade de reconectar mãe e filho, mas a relação se complica ao longo da trama, com mudanças de alianças e envolvimento emocional entre os personagens.
Outro arco central da série acompanha Geraldo, interpretado por Breno Ferreira, jogador que esconde sua orientação sexual para evitar retaliações dentro do futebol profissional. O personagem conta com o apoio de Daniela, interpretada por Bruna Griphao, sua melhor amiga, que aceita assumir publicamente o papel de namorada para proteger sua imagem. A estratégia, inicialmente controlada, se torna mais complexa quando a necessidade de manter a farsa exige comprovações públicas do relacionamento.
Jogada de Risco tem lançamento previsto para o primeiro semestre de 2027 no horário nobre da TV Globo. A série será exibida em formato de temporada aberta na grade da emissora, após a etapa de lançamento em eventos internacionais e possíveis negociações de distribuição.
A Revista Empire divulgou uma nova imagem oficial de Homem-Aranha: Um Novo Dia, mostrando Peter Parker em combate enquanto é atacado por uma shuriken. O herói aparece com um novo traje, mais moderno, com cores mais intensas e acabamento tecnológico, indicando que este pode ser o uniforme principal desta fase da história no Universo Cinematográfico Marvel.
O longa dá sequência direta aos eventos de Sem Volta para Casa, filme que encerrou uma das fases mais importantes da trajetória de Peter Parker no MCU. Naquele enredo, o vilão Quentin Beck, o Mysterio, divulgou um vídeo manipulando imagens e áudio para incriminar o Homem-Aranha por sua própria morte e expor publicamente a identidade de Peter Parker.
Após a revelação, Peter, MJ e Ned foram levados ao centro de um grande colapso na vida pessoal do herói. Eles foram interrogados pelas autoridades e só foram liberados após a atuação do advogado Matt Murdock, que conseguiu derrubar as acusações. Mesmo assim, a exposição da identidade fez com que Peter, MJ e Ned tivessem suas candidaturas universitárias rejeitadas, aprofundando o impacto direto na vida dos personagens.
Na tentativa de reverter a situação, Peter procura Stephen Strange no Sanctum Sanctorum e pede que o mundo esqueça sua identidade secreta. Mesmo alertado por Wong sobre os riscos do feitiço, Strange o executa. O pedido de Peter durante o processo, no entanto, desestabiliza a magia, abrindo uma ruptura no multiverso e trazendo para o universo do MCU vilões que já conheciam o Homem-Aranha em outras realidades.
Entre eles estão Otto Octavius, Norman Osborn, Max Dillon, Flint Marko e Curt Connors. A partir daí, Peter tenta inicialmente ajudá-los ao invés de derrotá-los, buscando curar suas condições antes de enviá-los de volta aos seus destinos originais. A tentativa falha quando o Duende Verde assume o controle de Norman Osborn e desencadeia uma série de eventos trágicos, incluindo a morte de May Parker, que deixa para Peter a frase “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”.
No desfecho do filme, Peter encontra versões alternativas de si mesmo vindas de outros universos e, com a ajuda delas, enfrenta os vilões em batalha final na Estátua da Liberdade. Após a vitória, Strange restaura o feitiço para impedir o colapso do multiverso, mas isso resulta em um efeito definitivo: o mundo inteiro esquece quem é Peter Parker.
Após esses acontecimentos, Peter passa a viver completamente sozinho, reconstruindo sua identidade como herói sem qualquer vínculo com sua antiga vida. Em uma cena final, ele cria um novo traje do zero e retoma sua atuação como o Homem-Aranha de forma independente.
Em Um Novo Dia, Tom Holland (Uncharted: Fora de Mapa, O Diabo de Cada Dia) retorna como Peter Parker / Homem-Aranha. Zendaya (Euphoria, Duna) volta como MJ, agora estudante do MIT e sem memórias de Peter. Jacob Batalon (Férias Frustradas, Reginald the Vampire) retorna como Ned Leeds, também no MIT e desenvolvendo o aplicativo “Spider-Tracker”.
Jon Bernthal (O Justiceiro, The Walking Dead) interpreta Frank Castle / Justiceiro, com participação direta na narrativa. Michael Mando (Better Call Saul, Far Cry 3) retorna como Mac Gargan / Escorpião, agora com armadura aprimorada. Mark Ruffalo (Vingadores: Ultimato, Spotlight) vive Bruce Banner / Hulk, professor na Empire State University, auxiliando Peter no entendimento científico de suas mudanças.
Sadie Sink (Stranger Things, A Baleia) integra o elenco em papel ainda não revelado. Marvin Jones III (Black Lightning, The Last Ship) interpreta Lápide. Eman Esfandi (Ahsoka, The Rookie) vive o novo namorado de MJ. Tramell Tillman (Ruptura, Dietland), Liza Colón-Zayas (O Urso, In Treatment), Keith David (Eles Vivem, Gargoyles) e Zabryna Guevara (Gotham, New Amsterdam) também participam em papéis não divulgados.
A direção é de Destin Daniel Cretton (Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis, Short Term 12). O roteiro é de Chris McKenna e Erik Sommers (De Volta ao Lar, Longe de Casa e Sem Volta para Casa). As filmagens ocorreram entre agosto e dezembro de 2025 em Glasgow, na Escócia, e nos estúdios Pinewood, na Inglaterra.
O live-action de Moanajá tem duração confirmada e chega aos cinemas com um tempo de exibição maior do que a animação original. Segundo listagem da rede AMC, o longa terá 120 minutos (2 horas exatas), cerca de 13 minutos a mais do que o filme animado lançado em 2016. A estreia no Brasil está marcada para 9 de julho. As informações são do The Hollywood Handle.
A produção é uma adaptação em live-action do sucesso da Walt Disney Pictures e faz parte da estratégia do estúdio de revisitar grandes animações em versões com atores reais. A direção é de Thomas Kail, com roteiro de Jared Bush e Dana Ledoux Miller. A produção executiva reúne nomes como Dwayne Johnson, Hiram Garcia, Dany Garcia e Beau Flynn.
A história se desenvolve em um universo inspirado nas culturas e mitologias polinésias, onde o oceano não é apenas um cenário, mas uma força viva que conecta deuses, ilhas e seres humanos. Nesse mundo, a origem de toda a vida está ligada a Te Fiti, uma deusa criadora responsável por dar forma às ilhas e manter o equilíbrio da natureza.
Esse equilíbrio é interrompido quando Maui, um semideus conhecido por seus poderes e transformações, retira o coração de Te Fiti — uma pedra que concentra sua energia vital. A intenção era oferecer esse poder aos humanos, mas o resultado sai do controle. Sem seu coração, Te Fiti desaparece e dá lugar a Te Ka, uma entidade tomada por lava e destruição. A partir desse momento, as ilhas passam a sofrer com a perda de fertilidade, escassez de alimentos e enfraquecimento da vida ao redor.
Muitos anos depois, a história chega até Moana Waialiki, filha do líder da ilha de Motunui. Desde pequena, ela sente uma ligação forte com o oceano, mesmo sendo ensinada a respeitar os limites da ilha e evitar o mar aberto. Com o passar do tempo, a situação de sua comunidade se agrava, já que os peixes desaparecem e as plantações começam a falhar, colocando em risco a sobrevivência do povo.
Diante desse cenário, Moana descobre que seus ancestrais eram grandes navegadores que cruzavam o oceano em busca de novas ilhas. Essa herança havia sido esquecida ao longo das gerações. Sua avó Tala é quem revela a verdade por trás da crise que afeta o mundo e entrega a Moana a missão de restaurar o equilíbrio, confiando a ela o colar que guarda o coração de Te Fiti.
A partir desse ponto, a jovem decide partir em uma jornada pelo oceano, com o objetivo de encontrar Maui e convencê-lo a devolver o coração ao seu lugar original. No caminho, ela enfrenta os desafios do mar aberto, aprende a se orientar pelas estrelas e passa a entender melhor seu papel dentro de sua própria história. Maui, por sua vez, inicialmente resiste em ajudar, mas acaba se envolvendo na missão.
A convivência entre os dois muda ao longo da viagem. Enquanto a filha do chefe de Motunui desenvolve suas habilidades como navegadora e líder, Maui precisa recuperar seu anzol mágico, objeto essencial para o uso de seus poderes. Aos poucos, a relação entre eles deixa de ser marcada por conflito e passa a se basear em confiança e cooperação.
O momento mais importante da jornada acontece quando eles chegam ao ponto onde Te Fiti deveria estar e encontram apenas Te Ka, uma figura que representa a deusa em estado corrompido. É então que Moana compreende que Te Ka não é uma criatura separada, mas a própria Te Fiti sem seu coração. Em vez de lutar, ela decide se aproximar e devolver a pedra, acreditando na possibilidade de restauração.
Com o retorno do coração, Te Fiti recupera sua forma original e o equilíbrio do mundo é restabelecido. As ilhas voltam a florescer, a natureza se recupera e a maldição chega ao fim. Maui também recupera seu anzol e tem a chance de se redimir, enquanto Moana retorna para sua ilha com uma nova compreensão sobre liderança e identidade.
No elenco principal, Catherine Laga’aia interpreta a heroína polinésia, enquanto Dwayne Johnson retorna ao papel de Maui, personagem que já dublou na animação original e que também é conhecido por produções como Jumanji: Bem-Vindo à Selva (2017) e Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw (2019). Também fazem parte do elenco John Tui como o chefe Tui (Young Rock, Sione’s Wedding), Frankie Adams como Sina (The Expanse, Shannara Chronicles) e Rena Owen como a avó Tala (Once Were Warriors, Star Wars: Attack of the Clones).
O projeto teve seu desenvolvimento anunciado em abril de 2023 por Dwayne Johnson, dando início à nova fase da adaptação. Em maio do mesmo ano, Thomas Kail foi confirmado na direção. Já em junho de 2024, Catherine Laga’aia foi escolhida para viver a jovem navegadora. As filmagens principais aconteceram entre julho e novembro de 2024, passando por locações em Atlanta, nos Estados Unidos, e no Havaí, região escolhida por sua semelhança cultural e visual com o universo da história.
Nos bastidores, o filme contou com Óscar Faura na direção de fotografia e Bill Westenhofer na supervisão de efeitos visuais, responsável por coordenar parte do trabalho técnico de grande escala da produção. Em determinado momento, a equipe chegou a avaliar o uso de tecnologia de inteligência artificial para compor o rosto de Dwayne Johnson em algumas cenas, mas a ideia foi descartada posteriormente, após discussões sobre o uso de IA em produções cinematográficas.