Euphoria conclui gravações da terceira temporada e reacende expectativas para o próximo capítulo da série

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Poucas séries dos últimos anos conseguiram traduzir, com tanta intensidade, o caos emocional da juventude quanto Euphoria. Desde que estreou na HBO, em 2019, a produção criada por Sam Levinson deixou de ser apenas um drama adolescente e se transformou em um espelho cultural. Seus personagens, suas dores e suas atmosferas invadiram timelines, ditaram tendências e, de alguma forma, marcaram a forma como falamos sobre saúde mental, identidade e vulnerabilidade. Agora, depois de anos de espera, incertezas e silêncio dos bastidores, a terceira temporada enfim concluiu suas gravações — e isso reacendeu algo que parecia adormecido no público.

A notícia veio de uma maneira quase tímida: um story no Instagram de Sydney Sweeney, intérprete da impulsiva e fraturada Cassie. Na foto, uma comemoração de encerramento, daquelas festas de “wrap” que marcam o fim das filmagens. Para qualquer outra série, seria apenas uma formalidade. Para Euphoria, virou praticamente um acontecimento. Depois de tantos adiamentos, a confirmação soou como um sopro de alívio, acompanhado de expectativa, nostalgia e um toque de ansiedade coletiva. As informações são do Omelete.

Um retrato emocional que marcou época

Quando Euphoria estreou, ninguém imaginava o impacto que ela teria. Adaptada de uma minissérie israelense, a produção encontrou um tom autoral, sensorial e profundamente íntimo ao abordar temas que sempre dominaram a adolescência — mas que raramente são tratados com franqueza. Drogas, transtornos emocionais, solidão, sexualidade, relacionamentos abusivos, violência e a eterna busca por pertencimento fizeram da série um terreno emocional conhecido por muitos e doloroso para outros tantos.

No centro disso tudo, Rue Bennett se tornou muito mais que a narradora da história. A interpretação de Zendaya elevou a personagem a um ícone cultural — não no sentido da perfeição, mas no da humanidade crua. Rue é falha, contraditória, sensível, destrutiva, esperançosa e perdida. Ela vive espirais de vício e negação, tenta se reencontrar e fracassa repetidas vezes, sem nunca deixar de ser, paradoxalmente, alguém com quem o público cria laços profundos.

Zendaya foi reconhecida por isso com prêmios como o Emmy e o Satellite Award, mas, para além das estatuetas, o que se consolidou foi um vínculo emocional entre público e personagem que raramente se vê em produções dessa escala.

Os personagens que extrapolaram a tela

Euphoria não se sustenta apenas em Rue. A série conseguiu criar um mosaico de personalidades que representam diferentes dores e tensões do amadurecimento. Jules (Hunter Schafer) trouxe uma abordagem sensível e sincera sobre identidade de gênero, além de representar amor, ruptura e autoconhecimento. Nate (Jacob Elordi) despertou discussões acaloradas sobre masculinidade tóxica. Maddy (Alexa Demie), com seu visual marcante e personalidade à flor da pele, virou símbolo de autoestima e enfrentamento, mesmo carregando suas próprias feridas.

Cassie, interpretada por Sydney Sweeney — e que agora retorna com destaque — tornou-se um estudo quase visceral sobre dependência emocional e a necessidade desesperada de ser amada. Kat (Barbie Ferreira) abriu debates sobre corpo, desejo e autoimagem. E Fez, papel de Angus Cloud, foi um dos personagens mais queridos pelo público, tanto pela autenticidade quanto pela ternura inesperada por trás de sua aparente dureza.

A perda de Angus Cloud, em 2023, tornou-se um dos momentos mais dolorosos para fãs e elenco. Além da comoção, a ausência dele deixa uma lacuna emocional na série — e ninguém sabe ainda como a narrativa lidará com isso.

A montanha-russa até chegar ao “gravando encerrado”

A terceira temporada enfrentou um caminho turbulento. Entre pandemia, reestruturações internas da HBO e agendas quase impossíveis — dado que praticamente todo o elenco principal explodiu em Hollywood —, a produção acumulou atrasos. Rumores também surgiram sobre conflitos criativos e possíveis mudanças no rumo da história. O projeto chegou a parecer paralisado, envolto em silêncio.

O que se sabe — e o que se suspeita — sobre a nova temporada

A HBO tem tratado a terceira temporada como um cofre lacrado. Nenhum detalhe oficial sobre a trama foi divulgado. Mas existe um consenso entre fãs e críticos de que a história deve acompanhar um salto temporal. A escola provavelmente ficará para trás. A vida adulta, com suas novas feridas e responsabilidades, deve assumir o protagonismo.

Essa transição também conversa com a realidade do elenco: todos cresceram, amadureceram, se tornaram figuras ainda mais complexas, famosas e disputadas. Não faria sentido seguir o mesmo cenário de três anos atrás.

A ausência de Fez será, sem dúvida, um ponto sensível. A maneira como a série lidará com isso — seja explicitando, seja omitiindo, seja ressignificando — já desperta curiosidade e, para muitos, temor.

Uma estética que virou linguagem

Falar sobre Euphoria é falar sobre estética — e não como algo superficial, mas como extensão emocional da narrativa. As cores saturadas, os brilhos, o neon em contraste com a sombra, as lentes que distorcem o real, a trilha sonora que pulsa como se estivesse dentro da pele. Tudo isso criou um vocabulário visual que se espalhou pela moda, pela publicidade, por videoclipes e até por festas temáticas ao redor do mundo.

Euphoria influenciou tendências de maquiagem, hairstyling, figurino e até atitudes. De certo modo, ela ensinou parte de uma geração a expressar emoções por meio da aparência — não por vaidade, mas por sobrevivência emocional.

Zendaya como bússola emocional

Mesmo com tantos núcleos importantes, é inevitável olhar para Rue como o eixo que mantém tudo em torno de si. Seu retorno é talvez a expectativa mais forte do público. Zendaya sempre falou com carinho e cuidado sobre a personagem, e já deixou claro em entrevistas anteriores que deseja explorar novas camadas de vulnerabilidade e reconstrução.

Se a segunda temporada foi marcada pelo caos, a terceira talvez mergulhe no que vem depois do caos — o cansaço, a tentativa de reerguer-se, a busca por estabilidade. Resta saber como Sam Levinson conduzirá isso, e até que ponto Rue conseguirá sustentar seu próprio peso emocional.

Saiba quando o filme “Premonição 6: Laços de Sangue” vai chegar na HBO Max

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A icônica franquia Premonição retorna com Premonição 6: Laços de Sangue, um capítulo que traz de volta o terror clássico da saga, aliado a uma trama que explora profundidades inéditas do destino e da fatalidade. Após uma bem-sucedida passagem pelos cinemas, o longa chega agora à plataforma HBO Max, prometendo conquistar tanto os fãs de longa data quanto uma nova geração de espectadores sedentos por suspense e adrenalina.

Do Cinema para o Streaming: A Expansão da Franquia

Estreado nos cinemas recentemente, Premonição 6 superou expectativas ao trazer uma proposta que respeita a fórmula consagrada da franquia, mas que também acrescenta camadas emocionais e narrativas mais complexas. A chegada do filme ao streaming, marcada para 1º de agosto na HBO Max, abre a possibilidade de um público ainda maior vivenciar as reviravoltas e mortes macabras que caracterizam a série.

A transição da tela grande para o streaming reflete a tendência atual da indústria audiovisual, onde conteúdos que estreiam no cinema rapidamente ganham um segundo fôlego nas plataformas digitais. Para os fãs da saga, esta é a oportunidade ideal para reassistir aos momentos mais tensos e para novos espectadores mergulharem no universo de Premonição.

Enredo e Personagens: Laços Familiares e o Implacável Destino

A trama gira em torno de Stefani (Kaitlyn Santa Juana), uma jovem universitária que tem uma premonição terrível sobre a morte iminente de sua família. Em busca de respostas e esperança, ela volta para casa, encontrando sua avó, Iris (Rya Kihlstedt), uma mulher com profundo conhecimento sobre os mistérios que cercam a morte na família.

O filme desenvolve uma conexão direta com eventos que ocorreram nos anos 60, amarrando passado e presente em uma narrativa cheia de suspense. Os laços familiares, tanto afetivos quanto sombrios, são o fio condutor que guia Stefani na tentativa de romper com a sina fatal que assola seus parentes.

Além de Kaitlyn Santa Juana e Rya Kihlstedt, o elenco reúne nomes como Teo Briones, Richard Harmon e Owen Patrick Joyner, que dão vida a personagens que ajudam ou dificultam a fuga da Morte. Um destaque especial vai para Tony Todd, que retorna como William Bludworth — o enigmático homem que conhece os segredos da Morte — numa participação que promete emocionar os fãs ao marcar a despedida do ator da franquia.

A Morte como Personagem e Destino Iminente

Como em todos os filmes da saga, a Morte é a verdadeira protagonista, um antagonista invisível, porém onipresente, que persegue suas vítimas com precisão fria e brutal. No longa, as mortes são especialmente elaboradas, cada uma carregando uma carga simbólica e visual impressionante.

Uma das cenas mais impactantes envolve a avó Iris, que, após alertar Stefani sobre os perigos que se avizinham, sofre uma morte súbita e chocante ao ser empalada por um cata-vento em sua cabana — um momento que reforça a ideia de que ninguém está a salvo.

O filme continua a tradição da franquia de criar mortes criativas e sangrentas: seja um personagem esmagado por uma máquina de ressonância magnética ou outro ferido fatalmente por uma mola solta de uma máquina de vendas, os momentos de tensão são constantes e intensos.

Referências e Novidades Dentro da Série

Premonição 6 não apenas revisita elementos dos filmes anteriores, como também introduz novos conceitos e possibilidades. A presença de um livro antigo, pertencente a Iris, onde ela anotava as mortes da família, amplia o mistério e a sensação de uma maldição que atravessa gerações.

Além disso, o filme propõe uma reflexão sobre o destino e o livre arbítrio: é possível enganar a Morte? A personagem Stefani é confrontada com duas escolhas — matar alguém para interromper o ciclo ou morrer e ser reanimada, uma alternativa já explorada em filmes anteriores da série.

A Produção e a Direção: Respeito à Tradição com Toques de Modernidade

A produção de Premonição 6 é assinada por Craig Perry, enquanto a direção fica por conta da dupla Zach Lipovsky e Adam Stein. O filme consegue equilibrar a atmosfera de suspense clássica da saga com uma estética contemporânea, explorando efeitos especiais de última geração que ampliam o impacto das cenas.

A fotografia, os efeitos práticos e digitais, e a trilha sonora se combinam para criar uma experiência imersiva, onde o espectador é levado a um estado constante de alerta e apreensão. O ritmo do filme é cuidadosamente dosado para manter a tensão, sem perder o desenvolvimento emocional dos personagens.

O Legado de Tony Todd e a Conexão com os Fãs

A presença de Tony Todd como Bludworth é mais do que um retorno de um personagem — é um elo com a história da franquia. Conhecido por seu papel emblemático, Todd traz uma gravidade e mistério que elevam o filme, e sua despedida traz um sentimento de nostalgia e respeito pelo legado construído.

Para os fãs, essa participação especial é um presente, uma forma de fechar um ciclo dentro do universo de Premonição com dignidade e emoção.

Expectativas e Recepção

Desde sua estreia nos cinemas, Premonição 6 vem recebendo elogios por manter a essência que fez da franquia um sucesso mundial, ao mesmo tempo em que oferece novidades para não deixar o público entediado. A mistura de suspense, terror e drama familiar é vista como um acerto da produção, que entende que o público quer mais que apenas mortes criativas — quer uma história que emocione e envolva.

A chegada ao streaming promete ampliar esse alcance, possibilitando que o filme seja revisto e debatido por fãs antigos e novos, criando um espaço para discussões sobre o destino, a vida e, claro, o inevitável encontro com a Morte.

Por que Assistir Premonição 6: Laços de Sangue?

Para os amantes do suspense e do terror, o filme é um prato cheio, unindo tudo que a franquia tem de melhor: tensão constante, mortes criativas e um enredo que mexe com os sentimentos. Para quem acompanha desde o primeiro filme, é uma continuidade que respeita o legado. Para quem está chegando agora, é uma introdução eficiente ao universo da saga, com personagens cativantes e uma história que prende.

A produção demonstra que mesmo no sexto capítulo, a saga tem muito a oferecer, mostrando que a Morte nunca perde seu apetite — e o público nunca perde o interesse.

Onde e Quando Assistir?

Premonição 6: Laços de Sangue estará disponível na HBO Max a partir de 1º de agosto. Para quem prefere a televisão tradicional, o filme será exibido no canal HBO no sábado, 2 de agosto, às 22h. Esta é a chance perfeita para mergulhar na atmosfera aterrorizante da franquia, com toda a comodidade do streaming ou a experiência da tela grande no conforto de casa.

Veja os filmes assustadores que ainda vão invadir os cinemas em 2025

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Se você achou que os maiores sustos do ano já tinham passado, pense de novo. A temporada do medo está a todo vapor, e 2025 ainda guarda uma leva intensa de filmes de terror que prometem calafrios, suspense de roer as unhas e histórias que vão muito além de sustos fáceis. Tem possessão demoníaca, maldições ancestrais, seitas silenciosas e até cobras gigantes esperando para fazer parte da sua próxima ida ao cinema. A seguir, confira os principais lançamentos que vão deixar as telonas muito mais sombrias nos próximos meses.

O Ritual estreia no dia 31 de julho e deve ser um dos grandes destaques do ano para os fãs de terror sobrenatural. Com direção de David Midell e roteiro assinado em parceria com Enrico Natale, o longa reúne peso dramático e tensão religiosa ao trazer Al Pacino em um de seus papéis mais intensos da última década.

Baseado em eventos verídicos, o filme acompanha a jornada de dois padres em crise pessoal e espiritual. Um deles — vivido por Dan Stevens — começa a questionar sua fé após uma tragédia pessoal, enquanto o outro (Al Pacino) carrega marcas profundas de um passado conturbado. Quando uma jovem é possuída por uma entidade demoníaca de força desconhecida, os dois precisam unir forças e enfrentar não apenas a manifestação do mal, mas também os próprios fantasmas internos.

Ao estilo clássico dos filmes de exorcismo, O Ritual se destaca por construir um suspense atmosférico e psicológico, sem abrir mão do impacto visual e da intensidade emocional. O filme não apenas assusta, mas também levanta discussões sobre fé, culpa, redenção e o limite entre o sagrado e o profano.

Com Ashley Greene Khoury completando o trio principal, a obra aposta em cenas de possessão intensas, simbolismo religioso e um senso de urgência crescente, culminando em uma das sequências de exorcismo mais angustiantes do gênero nos últimos anos.

Estreando nos cinemas em 7 de agosto de 2025, A Hora do Mal (Weapons) é o novo terror psicológico e perturbador do diretor Zach Cregger, responsável por Noites Brutais. Com um elenco de peso liderado por Josh Brolin, Julia Garner e Alden Ehrenreich, o filme já chega cercado de expectativas — e com razão.

Na trama, o tempo congela quando 17 crianças de uma mesma classe somem misteriosamente da noite para o dia. Sem sinais de arrombamento, sequestro ou qualquer pista lógica, a cidade mergulha em pânico. O único fio de esperança: uma única aluna que não desapareceu e pode saber algo — ou esconder tudo.

O que poderia ser um simples caso de desaparecimento se transforma em uma espiral de medo, paranóia e desconfiança, à medida que pais, professores, policiais e moradores tentam entender o inexplicável. Quem está por trás disso? E por quê?

O filme constrói seu terror de forma sutil e progressiva. Não há monstros em cada canto, mas há o medo invisível do desconhecido — o tipo de medo que se espalha em silêncio. É o tipo de filme que provoca tensão não só pela história, mas também pela atmosfera opressiva que envolve cada cena. A trilha sonora e a fotografia reforçam a sensação de que há algo errado… mesmo quando nada acontece.

Chegando aos cinemas em 14 de agosto, Juntos (Together) é um filme de terror íntimo e perturbador, que usa a fragilidade de um relacionamento à beira do colapso como ponto de partida para uma história sobre possessão emocional, isolamento e destruição mútua. Com direção e roteiro de Michael Shanks, o longa é estrelado por Dave Franco e Alison Brie, que também são casal na vida real — o que adiciona camadas interessantes à intensidade da narrativa.

A trama acompanha Tim e Millie, um casal desgastado, que decide se mudar para uma cidadezinha isolada no interior dos Estados Unidos na tentativa de salvar o que ainda resta da relação. No entanto, o que parecia ser um novo começo rapidamente se transforma em uma espiral sufocante de tensão e delírio. Há algo estranho na floresta ao redor. Algo que observa. Algo que contamina. E aos poucos, os dois percebem que não estão apenas perdendo o amor — estão perdendo o controle sobre si mesmos.

A grande força de Juntos está em sua construção atmosférica: a floresta, sempre presente ao fundo, é quase um personagem. A sensação de claustrofobia emocional, o silêncio carregado e a desconfiança que cresce entre os protagonistas criam uma experiência imersiva, onde o verdadeiro terror vem de dentro — daquilo que não se consegue dizer, mas que corrói aos poucos.

A atuação de Franco e Brie entrega nuances reais de uma relação afundando no abismo, e a direção não economiza em simbolismos visuais que transformam o espaço doméstico em um campo de batalha mental. Quando o sobrenatural finalmente se manifesta, ele não vem como uma surpresa — ele é a consequência.

Com estreia marcada para 21 de agosto, Rosario é um terror claustrofóbico e carregado de simbolismo ancestral. Dirigido por Felipe Vargas e roteirizado por Alan Trezza, o filme mistura mitologia latina, drama familiar e elementos sobrenaturais em uma narrativa tensa, que acontece praticamente em tempo real. No centro da história está Emeraude Toubia, em uma das performances mais intensas de sua carreira.

A trama começa com a morte repentina da avó de Rosario, uma mulher com quem a protagonista havia perdido o contato há anos. Quando é chamada para reconhecer o corpo e aguardar a retirada por uma ambulância, Rosario se vê obrigada a passar a noite sozinha no antigo apartamento da família — mas logo percebe que não está exatamente sozinha.

Preso por uma nevasca violenta, o prédio torna-se um cenário opressor, onde memórias reprimidas, vizinhos suspeitos e ruídos inexplicáveis começam a formar um quebra-cabeça macabro. O corpo da avó parece esconder algo mais do que segredos do passado, e Rosario mergulha em uma espiral de horror enquanto descobre uma maldição que atravessa gerações. A cada minuto que passa, a realidade se desfaz e a neta percebe que pode não sair viva dali — a não ser que enfrente não só o que está na casa, mas o que está dentro de si.

Invocação do Mal 4: O Último Ritual chega aos cinemas no dia 4 de setembro e promete encerrar com chave de ouro uma das franquias mais populares do terror moderno. Dirigido por Michael Chaves, o longa traz de volta Vera Farmiga e Patrick Wilson como o famoso casal de investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren, personagens inspirados em pessoas reais que dedicaram suas vidas a desvendar casos sobrenaturais.

Neste capítulo final, os Warren enfrentam uma ameaça ainda mais sombria e poderosa do que tudo o que já viram. Uma entidade maligna que desafia sua experiência, colocando suas vidas e sua fé em jogo. Além dos momentos de terror sobrenatural que consagram a série, o filme aprofunda o relacionamento do casal, mostrando a força emocional que os une diante do perigo constante.

A narrativa mantém o suspense crescente característico da franquia, com sequências que mesclam aparições assustadoras, investigações detalhadas e um clima opressivo que prende o espectador do começo ao fim. Para os fãs de longa data, é uma despedida carregada de emoção e tensão, que busca fechar o ciclo da história dos Warren de forma satisfatória.

Chegando aos cinemas em 2 de outubro, Os Estranhos: O Capítulo 2 retoma a aterrorizante história iniciada no filme anterior, trazendo novamente os Mascarados como caçadores implacáveis. Dirigido por Renny Harlin, o longa traz no elenco Madelaine Petsch, Gabriel Basso e Rachel Shenton.

Após escapar por pouco da morte, Maya (Madelaine Petsch) está se recuperando no hospital — mas a trégua está prestes a acabar. Os Mascarados descobrem sua sobrevivência e iniciam uma caçada sem misericórdia para dar fim ao que começaram. Sem poder confiar em ninguém, Maya precisará usar toda sua coragem e astúcia para sobreviver a essa perseguição brutal.

O longa mergulha fundo na dinâmica de caça e fuga, com cenas tensas e um clima sufocante que mantém o público na ponta da cadeira. A violência é gráfica, a atmosfera é carregada de suspense, e o medo é palpável em cada passo que a protagonista dá.

Anaconda invade os cinemas no dia 25 de dezembro e traz uma nova cara para a icônica franquia iniciada em 1997, misturando suspense, ação e uma pitada de humor. Dirigido por Tom Gormican e estrelado por Daniela Melchior, Paul Rudd e Jack Black, o filme aposta em uma trama cheia de adrenalina e reviravoltas para fechar o ano com chave de ouro.

A história acompanha um grupo de amigos em crise de meia-idade que decide reviver o passado ao refazer o filme favorito da juventude — em plena floresta tropical. O que começa como uma aventura nostálgica logo se transforma em uma luta brutal pela sobrevivência, quando fenômenos climáticos extremos, criminosos violentos e, claro, as gigantescas cobras anaconda começam a fazer das suas.

O longa se destaca ao equilibrar cenas de pura ação com momentos de alívio cômico, especialmente graças ao carisma do elenco. Além disso, explora a temática da amizade, da coragem e dos desafios que vêm com o passar do tempo, tudo ambientado em um cenário hostil que coloca todos à prova.

Entre a batina e o amor proibido: O romance A Voz do Tempo revela escândalo envolvendo ex-padre nos anos 40

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Por trás de muitas histórias de família repousam segredos silenciados por décadas. Às vezes, eles estão escondidos em cartas antigas, fotografias desbotadas ou em peças de roupa guardadas em baús. No caso da escritora Lenah Oswaldo Cruz, o segredo estava em uma batina branca com detalhes dourados e em três cadernos manuscritos encontrados entre os pertences do pai. A descoberta, ao mesmo tempo íntima e perturbadora, deu origem ao romance A Voz do Tempo (Leitura Coletiva), que narra o amor proibido entre um padre beneditino e uma jovem da elite carioca, nos anos 1930 e 40.

Misturando memória pessoal, pesquisa histórica e reconstrução ficcional, o livro parte da trajetória real de Dom Xavier, um respeitado professor de filosofia e sacerdote da ordem beneditina que, em determinado momento de sua vida, decide abandonar o sacerdócio ao se apaixonar por Dora, uma jovem de beleza marcante, pertencente a uma família tradicional do Rio de Janeiro. O relacionamento, vivido em segredo até a ruptura definitiva com a Igreja, logo se tornaria público — e escandaloso.

“Quando encontrei os diários, percebi que precisava contar essa história. Não só pela minha família, mas pelo que ela dizia sobre fé, desejo e o peso das escolhas em tempos mais duros”, conta a autora, em entrevista.

Amor, culpa e silêncio: as consequências de uma decisão radical

A união entre Xavier e Dora, selada sob o impulso de um sentimento arrebatador, não trouxe apenas o alívio da libertação. A renúncia de Xavier à vida religiosa foi duramente julgada pela comunidade católica e pela própria família, e o casamento, idealizado como fuga e recomeço, logo revelou rachaduras profundas.

“Eles pagaram um preço alto por terem escolhido o amor. Só que o amor, às vezes, não basta.” Essa é uma das frases recorrentes no romance, que acompanha a evolução da relação do casal ao longo das décadas — da paixão inicial aos conflitos conjugais, das expectativas frustradas à violência doméstica, do sonho romântico à dor cotidiana.

Ao contar a história de seus pais, Lenah não tenta redimi-los. O que ela oferece ao leitor é uma narrativa profundamente humana, em que a coragem de romper com as estruturas tradicionais também abre espaço para o desencanto. Dora, antes musa inspiradora de uma mudança de vida radical, torna-se uma mulher ressentida e melancólica. Xavier, por sua vez, vê-se prisioneiro de uma decisão que o distancia da fé e da vocação, mas não lhe oferece a paz que imaginava encontrar fora da batina.

A memória como reconstrução do que foi (e do que poderia ter sido)

Escrito em primeira pessoa, o romance oscila entre o relato memorialístico e a ficção histórica. Ao longo das páginas, Lenah costura trechos dos diários paternos com lembranças da infância, cenas reconstruídas a partir de relatos familiares e referências ao contexto político e cultural da época. A narrativa atravessa cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Washington e Lisboa, acompanhando os deslocamentos e transformações do casal e de seus descendentes.

Eventos históricos como a Revolução Constitucionalista de 1932, o surgimento de movimentos intelectuais católicos no Brasil e a vida universitária nos anos 50 servem de pano de fundo para a trama. Mas é na dimensão afetiva que o livro encontra sua força. Ao relatar os impactos do casamento conturbado dos pais em sua própria formação emocional, Lenah revela também o esforço de reconstrução — da memória, da identidade e, sobretudo, da escuta.

“Durante anos, essa história foi tratada como tabu na minha família. Escrevê-la foi uma forma de escavar não só o passado, mas o silêncio que ele impôs.”

O poder do romance como lugar de revelação

A Voz do Tempo chega aos leitores não apenas como uma história de amor impossível, mas como um retrato sensível das consequências emocionais de decisões radicais em uma sociedade ainda profundamente marcada pela moral religiosa. Ao dar voz a personagens reais — com todas as suas imperfeições, falhas e contradições —, Lenah Oswaldo Cruz propõe uma reflexão sobre os limites entre vocação e desejo, fé e liberdade, família e ferida.

Bruno Gadiol canta os pequenos gestos do amor em “Coisas Triviais”, sua nova faixa intimista

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Existe um tipo de amor que não precisa de declaração em alto-falante, buquê exagerado ou grandes promessas. Ele aparece aos poucos, no silêncio de quem compartilha um sofá, um café da manhã ou um sorriso espontâneo ao fim do dia. E é justamente esse tipo de sentimento que o cantor, compositor e ator Bruno Gadiol transforma em música em seu novo single, “Coisas Triviais”, que chega às plataformas no dia 31 de julho.

A canção abre caminho para o Ato 3 – Saturno, parte final do álbum Gêmeos em Gêmeos, segundo projeto de estúdio de Bruno que será lançado em agosto. Sensível e generosa em sua simplicidade, a faixa é um convite ao afeto sereno — aquele que floresce fora dos holofotes, no cotidiano compartilhado.

Uma canção que nasce da calma

Com voz suave e letra sincera, Bruno entrega um relato íntimo: a descoberta de um amor tranquilo após desilusões que deixaram marcas. Não é um lamento, mas uma celebração. Ao invés de versos carregados de dor, ele fala sobre acordar ao lado de alguém que traz paz, caminhar pela cidade de mãos dadas, rir das mesmas piadas. “Coisas triviais”, sim — mas que juntas formam o alicerce de algo muito maior.

Mais do que uma faixa romântica, a música é quase uma conversa entre Bruno e ele mesmo. Como se estivesse, enfim, reconhecendo o valor da quietude depois de viver amores barulhentos demais. Há uma maturidade emocional presente, mas sem perder a doçura que sempre marcou suas composições.

Um clipe que é memória viva

Além da música, Bruno também entrega um clipe que é pura verdade. Sem roteiro elaborado, sem atores contratados. Ele mesmo dirigiu, filmou e editou o vídeo com registros reais do seu dia a dia — cenas gravadas ao longo dos últimos meses com seu namorado, inspiração direta da canção.

É como abrir um caderno de lembranças onde cabem pequenos instantes que, vistos em sequência, emocionam: alguém servindo café, um olhar demorado, um abraço depois de um dia comum. Tudo é simples, tudo é sincero — e, por isso mesmo, tudo é profundamente tocante.

Bruno, mais do que cantar sobre o amor, vive o amor em câmera aberta, sem pudor de mostrar sua intimidade, mas sempre com respeito e delicadeza. O clipe é um reflexo disso: uma declaração sem palavras para alguém que fez da vida a melhor melodia.

Entre a Bossa e a MPB, um som que acolhe

Na produção musical, Bruno se uniu ao produtor Zain, nome em ascensão que já colaborou com artistas como Anitta e MC Zaac. Mas aqui, a vibe é outra. Inspirados na leveza da bossa nova e na melodia acolhedora da MPB, os dois criaram uma faixa que mais parece um cobertor musical.

Violões suaves, batidas discretas e um arranjo sem pressa se unem à voz de Bruno como uma conversa entre amigos no fim da tarde. Nada é forçado. Nada grita. A canção respeita o espaço de cada palavra, como quem entende que o amor também precisa de silêncio.

Segundo Bruno, a ideia era criar algo que “soasse como um abraço”. E é exatamente essa sensação que fica: um carinho no peito, uma lembrança boa, um suspiro de quem reconhece o amor verdadeiro nos gestos mais simples.

Um álbum em três atos e mil emoções

A nova canção faz parte de um projeto maior: o álbum Gêmeos em Gêmeos, dividido em três atos — Vênus, Marte e Saturno —, cada um com uma proposta emocional e sonora diferente. O artista define o disco como seu “mapa astral emocional”, e não é difícil entender por quê.

Ele mergulha fundo em fases, sentimentos e descobertas. É um álbum que acompanha os altos e baixos da alma, sem medo de mostrar as falhas, os acertos, os desejos e as dores. Um trabalho autoral no sentido mais completo da palavra, já que todos os clipes são dirigidos por ele mesmo, reforçando sua entrega não apenas como cantor, mas como artista visual.

Ao longo das faixas — são 12 no total — Bruno transita por camadas da sua própria história, abrindo espaço também para colaborações com ZAAC, CLAU e outros artistas que, assim como ele, buscam dizer algo que vá além da superfície.

Uma fase mais leve, mas cheia de profundidade

Gadiol já mostrou que sabe cantar sobre feridas, sobre amores que não deram certo, sobre a dor de se entregar e não ser correspondido. Mas agora, ele parece ter virado uma página. Não que tenha deixado de sentir — ao contrário, sente mais do que nunca. Só que agora sente com calma, com discernimento, com gratidão.

E essa nova fase, mais leve, tem um valor imenso. Porque num mundo tão acelerado, onde todo sentimento precisa ser grandioso para ganhar curtidas, o cantor escolhe cantar sobre o que ninguém vê: os bastidores do amor.

A música é, portanto, uma canção para quem entende que o extraordinário está no ordinário. Que amar é também lavar a louça juntos, esperar o outro dormir, dividir uma sobremesa ou simplesmente caminhar em silêncio sabendo que a companhia basta.

Um convite ao agora

Com lançamento marcado para o dia 31 de julho, Coisas Triviais é o tipo de faixa que pede para ser ouvida com atenção — talvez com os olhos fechados, talvez olhando para alguém querido ao lado. É um lembrete sutil de que a vida está acontecendo agora, entre um gesto e outro. E que o amor, quando verdadeiro, não precisa de cenário ideal: ele se basta com o que há.

República Popular de Terranova | Distopia futurista de Felipe Kato critica ciclos de opressão

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No vasto universo da literatura de ficção científica, é raro encontrar obras que consigam combinar uma narrativa futurista tecnológica com críticas sociais contundentes. É exatamente isso que Felipe Kato alcança em sua saga ambientada na República Popular de Terranova, um macropaís fictício do ano 3084, onde o avanço científico e tecnológico esconde um regime autoritário que manipula, explora e oprime seus cidadãos por meio de tributos e controle social.

A obra nos apresenta uma sociedade que, à primeira vista, parece ter atingido a perfeição. Com vias aéreas para transporte ultrarrápido, portais interdimensionais, nanorrobôs que cuidam da saúde dos habitantes e até uma redoma gigante que protege a população de uma atmosfera tóxica, Terranova é o epítome de uma utopia tecnológica. No entanto, por trás dessa fachada de inovação e eficiência, Kato constrói uma distopia sofisticada, onde censura, corrupção e manipulação governamental se tornam ferramentas para manter a população submissa.

Thomas K.: o jornalista contra o sistema

O protagonista da saga, Thomas K., é um jornalista que trabalha em um dos últimos veículos de comunicação independente do país. Sua vida muda radicalmente ao receber uma notificação judicial informando que possui uma dívida bilionária — um débito que ele sequer reconhece. Movido pela necessidade de esclarecer a situação, Thomas dirige-se a um órgão público, mas logo descobre que a burocracia é apenas a ponta do iceberg.

Ao investigar o caso, ele se depara com um sistema judiciário manipulado, um governo que se aproveita da ignorância e da conformidade da população e um aparato de “reeducação” destinado a punir aqueles que questionam a ordem. Traído por aliados e condenado à prisão em um centro de correção para dissidentes, Thomas se vê em uma luta desesperada pela liberdade, enfrentando um regime que não mede esforços para manter o poder.

Susana e o movimento da revolução solidária

Paralelamente, a narrativa acompanha Susana, filha de Thomas, que se torna peça-chave em uma resistência clandestina chamada Movimento da Revolução Solidária (MRS). O grupo planeja uma rebelião para expor fraudes do governo e desencadear uma guerra civil. No entanto, ao ser capturada por agentes do estado, Susana passa por processos de “correção” que transformam seu corpo em um ciborgue — uma arma viva a serviço do próprio governo que antes combatia.

Essa transformação radical é mais do que uma reviravolta dramática na trama: é uma metáfora potente sobre a perda da autonomia individual e a maneira como regimes autoritários moldam cidadãos para cumprir interesses do poder. A experiência de Susana, assim como a de seu pai, evidencia o ciclo de opressão que Kato denuncia: um sistema que se mantém em funcionamento explorando e manipulando, garantindo obediência por meio de medo, dívidas e doutrinação.

Um universo cyberpunk com humor ácido

O mundo de Terranova é construído com elementos clássicos do cyberpunk: tecnologia avançada, ambientes urbanos distópicos, corpos modificados por ciborgues e sistemas de vigilância onipresentes. No entanto, Kato consegue inserir humor e ironia em sua narrativa, oferecendo momentos de leveza e crítica simultaneamente. Essa combinação torna a leitura envolvente e provoca reflexão, mostrando que a ficção científica pode ser uma poderosa ferramenta de análise social.

O autor aproveita sua experiência como advogado de direito tributário para trazer à tona discussões sobre impostos, burocracia e desigualdade de maneira criativa e crítica. “Uso o conceito de impostos para montar um sistema que controla até a forma como as pessoas pensam e trabalham. Para isso, exploro elementos da cultura geek, de ciborgues ao ambiente cyberpunk, para apresentar, de forma ácida e humorística, elementos da política brasileira, mesmo que indiretamente”, explica Kato.

Alternância de pontos de vista e construção de narrativa

Outro ponto que se destaca na obra é a alternância de pontos de vista entre personagens, que permite ao leitor compreender a complexidade do universo de Terranova sob diferentes perspectivas. Thomas e Susana oferecem visões contrastantes sobre o governo, enquanto figuras como Drika, agentes de correção e membros da MRS revelam nuances sobre lealdade, moralidade e sobrevivência.

Essa técnica narrativa contribui para que a história se torne mais do que um simples enredo futurista: ela se transforma em um estudo sobre comportamento humano, poder e resistência. Cada personagem representa uma faceta do sistema opressor ou da luta contra ele, permitindo que o leitor se conecte emocionalmente e reflita sobre dilemas éticos e sociais que transcendem o cenário fictício.

Relevância contemporânea

Embora a obra se passe em 3084, é impossível não traçar paralelos com o mundo atual. A manipulação de informações, a concentração de poder, a desigualdade econômica e a naturalização de impostos que não retornam à população são temas que ressoam fortemente em sociedades modernas. Ao transportar esses elementos para um universo futurista, Kato não apenas entretém, mas provoca uma reflexão profunda sobre as estruturas que governam nossas próprias vidas.

Além disso, a saga oferece uma leitura acessível e, ao mesmo tempo, provocativa para leitores de diferentes perfis. Os elementos de cultura pop e referências geek tornam a obra atraente para um público mais jovem, enquanto a densidade política e social conquista aqueles interessados em análises críticas sobre governança, justiça e poder.

A ficção como espelho da realidade

A força da obra de Felipe Kato está na maneira como transforma a ficção em espelho da realidade. Ao abordar temas como dívida, manipulação e controle social em um contexto futurista e cyberpunk, ele nos obriga a questionar as estruturas que muitas vezes aceitamos como naturais. Terranova, com seu governo opressor, sistemas de correção e cidadãos adaptados ou subjugados, é um alerta sobre os perigos da conformidade, do medo e da aceitação passiva.

A saga demonstra que a literatura de ficção científica não é apenas escapismo. Ela tem o poder de investigar questões éticas e políticas complexas, de provocar debates e de oferecer ferramentas para compreendermos melhor a sociedade em que vivemos. Através de Thomas, Susana e os demais personagens, somos convidados a refletir sobre nossos próprios ciclos de opressão e sobre como o poder pode ser mantido à custa da liberdade e da dignidade humana.

Crítica – O Homem do Saco aposta no terror, mas não convence totalmente

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Às vezes, um filme nos faz questionar os critérios usados para chegar aos cinemas. “O Homem do Saco”, dirigido por Colm McCarthy, não só nos deixa com essa pergunta, mas nos faz refletir se o próprio diretor sabia o que estava tentando criar. Vendido como uma “história de fantasmas antiquada”, o longa acaba sendo uma colcha de clichês mal costurados, sem tensão, emoção ou personalidade.

A premissa tem certo potencial: Patrick (Sam Claflin), um inventor em crise, volta para a casa de infância com sua família e começa a ser atormentado por pesadelos e uma entidade misteriosa. Até aí, parece uma fórmula conhecida, mas aceitável. No entanto, a execução é desastrosa. Os sustos previsíveis e os diálogos sem vida tornam difícil qualquer envolvimento emocional com a história.

Nos primeiros quinze minutos, já se percebe que o filme tem apenas dois truques: barulhos ensurdecedores e luzes piscantes. Cada cena que tenta criar tensão se transforma em uma piada involuntária, deixando o espectador mais entediado do que assustado.

O grande antagonista, o temido Homem do Saco, é apresentado como uma figura mística que sequestra apenas crianças boas. Uma ideia intrigante, mas que rapidamente se desfaz com um visual risível. Em vez de provocar calafrios, o monstro parece uma fantasia de Halloween retirada da lixeira de uma loja de descontos.

A construção da mitologia em torno do vilão também é rasa e sem criatividade. O roteiro não explora o suficiente para tornar essa figura verdadeiramente assustadora ou simbólica.

Colm McCarthy, que já mostrou competência em projetos anteriores, parece perdido aqui. O ritmo arrastado, combinado com uma direção apática, faz com que até os momentos de tensão pareçam forçados. O resultado é um filme que se leva a sério demais, sem oferecer nada que justifique essa pretensão.

“O Homem do Saco não é apenas um filme esquecível — é um exemplo de como não se fazer terror. Sem sustos, sem tensão e sem originalidade, o longa deixa uma lição: às vezes, é melhor que certas histórias nunca saiam do papel.

Stuart Fails To Save The Universe | Spin-off de The Big Bang Theory revela elenco oficial

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Foto: Reprodução/ Internet

A HBO Max deu um presente para os fãs de The Big Bang Theory com o anúncio oficial do elenco de sua série derivada, Stuart Fails To Save The Universe. A produção promete resgatar o charme geek da sitcom que conquistou milhões ao redor do mundo, desta vez em uma aventura que se desenrola por múltiplos universos, cheia de confusões, referências nerds e personagens inesperados. A notícia gerou grande empolgação, especialmente porque a série original deixou um legado de humor peculiar, diálogos inteligentes e personagens inesquecíveis.

Entre os protagonistas já confirmados estão Ryan Cartwright (conhecido por Bones), Josh Brener (Silicon Valley; The Last of Us) e Tommy Walker (Danger Force), além de retornos especiais de Kevin Sussman, Lauren Lapkus, Brian Posehn e John Ross Bowie. Vale destacar que Cartwright e Brener já tiveram participações na série original, mas não reprisam os mesmos papéis: Cartwright interpretou um estudante britânico em um episódio da sexta temporada, enquanto Brener deu vida a Dale, amigo e colega de Stuart, em dois episódios. Essa escolha indica que a produção está buscando novas interpretações e permitindo aos atores explorar personagens inéditos dentro do mesmo universo.

O enredo da nova série gira em torno de Stuart Bloom (interpretado por Kevin Sussman), o dono de uma icônica loja de quadrinhos que, inadvertidamente, quebra um dispositivo experimental criado por Sheldon e Leonard. O incidente desencadeia um verdadeiro caos multiverso, ameaçando desestabilizar toda a realidade conhecida. Para corrigir a situação, Stuart conta com a ajuda de sua namorada Denise (Lauren Lapkus), do amigo geólogo Bert (Brian Posehn) e do físico quântico nem sempre amigável Barry Kripke (John Ross Bowie). Ao longo da trama, o grupo encontra versões alternativas de personagens clássicos da série original, criando situações hilárias, inesperadas e, por vezes, absurdas, em que nada é o que parece. Como o título sugere, a missão será repleta de obstáculos e surpresas, mantendo os fãs na expectativa do primeiro episódio.

Embora ainda não haja data definida para a estreia, o anúncio já gerou grande repercussão nas redes sociais. Para os fãs de longa data, trata-se de uma oportunidade de revisitar o universo de The Big Bang Theory, agora explorando dimensões paralelas, reviravoltas criativas e um humor que mistura nostalgia com inovação. A expectativa é que o spin-off consiga equilibrar a homenagem aos personagens clássicos com a introdução de novos rostos e novas histórias, mantendo a essência da comédia nerd que tornou a série original um fenômeno global.

Um pouco sobre a série original

Para compreender a importância de Stuart Fails To Save The Universe, é fundamental lembrar o impacto de The Big Bang Theory. Estreando em 24 de setembro de 2007 na CBS e encerrando suas atividades em 16 de maio de 2019, a série totalizou 12 temporadas e 279 episódios, conquistando um espaço único na televisão. Criada por Chuck Lorre e Bill Prady, a sitcom acompanha cinco personagens que vivem em Pasadena, na Califórnia, cada um com características únicas e personalidades marcantes:

Sheldon Cooper, físico teórico com comportamento excêntrico, mente brilhante e um senso de lógica extremo que frequentemente entra em conflito com as convenções sociais. Leonard Hofstadter, físico experimental, amigo e colega de apartamento de Sheldon, que tenta equilibrar o lado racional com a convivência social. Penny, vizinha dos dois, inicialmente aspirante a atriz e depois representante farmacêutica, trazendo o contraste do senso comum com a vida geek dos rapazes. Howard Wolowitz, engenheiro aeroespacial com um humor peculiar e uma grande dose de autoconfiança. Rajesh Koothrappali, astrofísico tímido e socialmente desajeitado, cuja interação com o grupo frequentemente gera momentos cômicos memoráveis.

O humor da série nasce do contraste entre os quatro rapazes e suas habilidades intelectuais com a realidade prática e social representada por Penny, criando diálogos engraçados e situações que se tornaram icônicas. Além disso, a produção frequentemente incluía referências à cultura pop, quadrinhos, videogames, filmes de ficção científica e teorias científicas complexas, aproximando a série de um público geek e, ao mesmo tempo, generalista.

Produzida pela Warner Bros. Television em parceria com a Chuck Lorre Productions, a produção rapidamente se tornou um fenômeno cultural. Em 2009, a série recebeu o prêmio TCA de “Melhor Série de Comédia”, enquanto Jim Parsons, intérprete de Sheldon, conquistou quatro Emmy Awards de melhor ator em série de comédia e um Globo de Ouro. Além do reconhecimento crítico, a audiência também foi impressionante: a terceira temporada, lançada em 2009, consolidou a série como o programa de maior audiência da CBS na época. No Brasil, a estreia ocorreu no SBT em 2011, passando posteriormente pelo Warner Channel, o que ajudou a expandir a base de fãs no país.

O encerramento da 12ª temporada marcou o final de uma era para a televisão multicâmera, com The Big Bang Theory se tornando uma das sitcoms mais longas da história. A decisão de concluir a série veio principalmente porque Jim Parsons desejava se despedir do icônico Sheldon Cooper, personagem que definiu sua carreira. A última temporada estreou em setembro de 2018 e concluiu a história em maio de 2019, deixando um legado de humor, inteligência, nerdice e personagens inesquecíveis que ainda permanecem vivos na memória do público. O fim da série também abriu espaço para que spin-offs e novas aventuras pudessem explorar o universo de forma criativa, sem se prender à narrativa original.

Expectativas para o Spin-off

Com o novo lançamento, a HBO Max busca expandir o universo original, misturando referências conhecidas com novas aventuras e universos alternativos. O conceito de revisitar personagens clássicos em versões alternativas oferece uma oportunidade de explorar o que poderia ter acontecido “se” certos eventos fossem diferentes, permitindo que fãs antigos e novos espectadores compartilhem da experiência. A premissa multiverso permite que o roteiro explore o absurdo, o improvável e o inesperado, sem perder a essência geek que tornou a série original tão amada.

O spin-off promete manter o humor característico da série original, mas agora em um contexto mais ousado e imaginativo. Situações surreais, encontros inusitados e referências escondidas, conhecidas como easter eggs, deverão garantir aos fãs momentos de reconhecimento e nostalgia, enquanto novos elementos narrativos apresentam surpresas e desafios inéditos. A ideia é que a série se torne um ponto de encontro entre o velho e o novo, celebrando a memória afetiva dos fãs e, ao mesmo tempo, oferecendo uma aventura fresca e divertida.

O elenco talentoso, a abordagem criativa e a promessa de aventuras multiversais indicam que Stuart Fails To Save The Universe tem potencial para se tornar um sucesso, assim como a série original. A expectativa é que o spin-off combine humor inteligente, personagens carismáticos e a magia do universo geek que conquistou o público global, trazendo de volta a sensação de pertencimento e diversão que só uma série como The Big Bang Theory consegue gerar.

Além de homenagear o legado da série, a nova produção também abre espaço para novas histórias e interpretações, algo que a audiência moderna valoriza. Combinando nostalgia e inovação, a série promete explorar aspectos cômicos, emocionais e até filosóficos do multiverso, mantendo Stuart no centro de uma narrativa que é tanto divertida quanto cheia de surpresas. A forma como a produção equilibrará referências clássicas com novos personagens será fundamental para atrair tanto fãs antigos quanto novos espectadores.

Saiba qual filme vai passar na “Temperatura Máxima” deste domingo (03/08)

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No próximo domingo, dia 3 de agosto de 2025, a TV Globo aterrissa direto no seu sofá com “Independence Day: O Ressurgimento”, na Temperatura Máxima. Se você viveu os anos 90, vai sentir aquele arrepio de nostalgia. E se não viveu… bem, está prestes a entender por que os ETs traumatizaram uma geração inteira. O segundo capítulo dessa saga interplanetária chega com mais ação, naves ainda mais gigantescas e uma Terra mais preparada — ou quase.

Enquanto o mundo tenta seguir em frente após o ataque alienígena de 1996 (retratado no clássico “Independence Day”), uma nova ameaça se aproxima com força total. Mas calma, tem piloto gato (sim, Liam Hemsworth, estamos falando de você), tem cientista com carisma (Jeff Goldblum segue brilhante) e tem ex-presidente pirado pronto pra dar um discurso épico de novo.

Agora respira fundo, que a gente te conta tudo — de um jeitinho leve, humano, e com aquele gostinho de pipoca com refrigerante no fim de semana.

A Terra se preparou… mas os aliens também!

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, vinte anos depois da primeira invasão, a humanidade se reergueu, criou um sistema global de defesa interplanetário e até meteu base na Lua. O trauma do primeiro contato virou aprendizado. Só que… spoiler: eles voltam. E mais fortes. Bem mais. A nova nave-mãe tem o tamanho de um continente, suga cidades inteiras e desafia todas as leis da física. Como combater isso? Com coragem, tecnologia, e claro, um pouco de loucura.

É aí que entra Jake Morrison (Liam Hemsworth), um piloto rebelde e carismático que perdeu os pais na guerra de 1996. Ele lidera uma nova geração de defensores da Terra, com apoio da presidente Elizabeth Lanford (Sela Ward, firme e poderosa) e de nomes familiares como o ex-presidente Whitmore (Bill Pullman), que agora vive assombrado por visões dos aliens, e o sempre sarcástico David Levinson (Jeff Goldblum), cientista que virou celebridade desde que salvou o planeta.

Elenco de respeito e reencontros emocionantes

Se você assistiu ao primeiro filme e se apegou aos personagens, pode ficar tranquilo: muitos deles estão de volta. Jeff Goldblum segue sendo o gênio excêntrico que salva o dia com frases irônicas. Bill Pullman retoma o papel de Whitmore com intensidade e barba branca de ex-herói. Vivica A. Fox aparece brevemente como Jasmine, agora enfermeira, e Judd Hirsch retorna como o pai judeu mais folclórico e querido do cinema catástrofe.

No núcleo jovem, além de Hemsworth, temos Jessie Usher como Dylan Dubrow-Hiller, o enteado do saudoso Steven Hiller (Will Smith), que infelizmente não volta para esta sequência (culpa do cachê astronômico, dizem). Maika Monroe vive a filha do ex-presidente, Patricia, dividida entre salvar o mundo e lidar com um relacionamento em crise.

Bastidores com cara de blockbuster

Dirigido novamente por Roland Emmerich, o mestre dos desastres épicos (lembra de “O Dia Depois de Amanhã” e “2012”?), “O Ressurgimento” foi planejado como uma continuação desde o início dos anos 2000. A ideia original era uma trilogia. Mas, entre idas e vindas, o projeto ganhou corpo em 2014, com filmagens espalhadas pelo Novo México, Dubai, Londres, e até cenas adicionais em Los Angeles.

As batalhas finais foram rodadas nas famosas salinas de Bonneville, em Utah — as mesmas do filme original. E os efeitos visuais, como não poderia deixar de ser, são um espetáculo à parte. Naves imensas, armas futuristas, destruição em massa e alienígenas com cara (e tentáculos) de colmeia. Uma verdadeira aula de CGI, com destaque para a cena em que monumentos de Dubai caem sobre Londres. Sim, é tão absurdo quanto parece. E a gente ama por isso mesmo.

Trilha sonora que mistura tensão e nostalgia

A trilha sonora é assinada por Thomas Wander e Harald Kloser, com aquele clima de tensão épica que te deixa na pontinha da cadeira. Tem até um toque retrô com a canção “Bang Bang (My Baby Shot Me Down)”, numa versão dramática que combina perfeitamente com a estética de destruição e resistência.

Ah, e os temas clássicos compostos por David Arnold no primeiro filme também são revisitados, o que cria uma ponte emocional direta para quem assistiu ao original nos anos 90.

Entre a crítica e o carinho do público

A verdade é que “Independence Day: O Ressurgimento” não teve a mesma aclamação que seu antecessor. Muitos críticos apontaram o excesso de efeitos visuais, a falta de um protagonista carismático como Will Smith e uma trama um pouco caótica. Mas sejamos sinceros: esse tipo de filme não se assiste esperando um roteiro digno de Oscar. A gente quer ver explosões, discursos patrióticos, alienígenas tomando surra e a humanidade se unindo no último segundo.

E nesse quesito, o filme entrega com gosto.

Uma história sobre união… e segundas chances

No fim das contas, o que torna esse filme interessante é a mensagem. Ainda que embalada por batalhas espaciais e destruição cinematográfica, “O Ressurgimento” fala sobre recomeços. Sobre aprender com os erros, enfrentar o medo do desconhecido e entender que, sim, precisamos uns dos outros.

Seja entre nações ou dentro das próprias famílias — como os conflitos entre Jake, Dylan e Patricia deixam entrever —, o importante é saber ouvir, lutar junto e não perder a esperança. Mesmo quando o inimigo é do tamanho da Austrália.

Onde assistir?

Se você quiser matar a saudade ou simplesmente curtir uma boa aventura sci-fi, a exibição é neste domingo (3 de agosto) na TV Globo, durante a Temperatura Máxima, logo após a programação infantil. Mas se preferir maratonar no seu tempo, o filme também está disponível no Disney+, por assinatura.

Vale a pena?

Com certeza! Se você ama filmes-catástrofe, naves espaciais, alienígenas com cara de pesadelo e discursos heroicos que fazem o coração bater mais forte, essa é a pedida perfeita. Não importa se você viu o primeiro ou não — “O Ressurgimento” é entretenimento puro, com aquela vibe de sessão da tarde vitaminada com 3D, pipoca e nostalgia sci-fi.

Dica no MUBI: A Substância – Um corpo, duas versões e o preço da perfeição

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Foto: Reprodução/ Internet

Já parou pra pensar no que faria se pudesse criar uma nova versão de si mesmo? Uma cópia fiel, só que mais jovem, mais bonita, mais “aprimorada”? Em A Substância, essa fantasia vira realidade — mas o preço, como sempre, é mais alto do que parece.

Dirigido e roteirizado pela francesa Coralie Fargeat (Revenge), o filme é uma bomba estética e emocional, com uma performance corajosa de Demi Moore, que entrega aqui um dos papéis mais impactantes (e autoficcionais) da carreira. Ela vive Elisabeth Sparkle, uma ex-estrela do mundo fitness que, depois de décadas sendo símbolo de juventude e disciplina, é descartada pela TV como quem joga fora um pote de creme vencido.

Humilhada, esquecida e à beira de um colapso, Elisabeth aceita experimentar uma droga experimental — uma substância misteriosa que promete “regenerar” sua juventude. Mas essa não é uma fórmula mágica de rejuvenescimento. É outra coisa. A substância cria outra você. Literalmente.

É aí que entra Margaret Qualley, vivendo a nova Elisabeth — mais nova, mais confiante, mais livre. Por contrato, as duas precisam dividir o mesmo corpo em turnos semanais: sete dias para a original, sete dias para a nova. Simples na teoria. Mas no fundo, quem vai querer abrir mão da própria existência assim, tão facilmente?

Um thriller de identidade com sangue, brilho e crítica social

A Substância é grotesco, estiloso, dolorido e brilhante — tudo ao mesmo tempo. Um terror corporal que conversa com filmes como A Mosca ou Cisne Negro, mas com uma linguagem muito própria. É uma fábula feminista sobre envelhecer sob os holofotes, ser descartada pelo sistema, e sobre o desejo desesperado de continuar sendo vista.

Entre cenas que beiram o absurdo e outras que apertam o peito, o longa constrói uma metáfora visceral sobre fama, vaidade, autoimagem e o terror de ser esquecida. E o mais interessante é que nada disso é pregado com discurso — tudo vem pelo corpo, pela imagem, pelo desconforto que a câmera imprime.

Demi Moore se entrega de corpo e alma. Literalmente. Ao lado de Margaret Qualley (em mais uma atuação física e vibrante), as duas constroem um embate tenso, emocional e até melancólico entre a mulher que tenta manter sua identidade e a outra que só quer existir — custe o que custar.

E no meio disso tudo, o espectador assiste à guerra silenciosa (e às vezes sangrenta) entre essas duas versões de uma mesma mulher. Quem vence, afinal? A que já viveu ou a que promete durar para sempre?

🎬 A Substância (The Substance)
Direção e roteiro: Coralie Fargeat
Elenco: Demi Moore, Margaret Qualley, Dennis Quaid
Duração:
Classificação: 18 anos
Disponível agora na MUBI
Também para aluguel no Prime Video

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