The Noite com Danilo Gentili desta quinta (14/08) recebe o ator e humorista Marcelo Mansfield

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Foto: Reprodução/ Internet

O palco do The Noite com Danilo Gentili, nesta quinta-feira, 14 de agosto, recebe um dos grandes pioneiros do humor brasileiro: Marcelo Mansfield. Com uma trajetória que atravessa décadas e gerações, o comediante chega ao programa para celebrar 40 anos de carreira, ao lado de Murilo Couto e Léo Lins. Entre risadas e lembranças, Mansfield revisita momentos emblemáticos de sua vida profissional, desde os primeiros passos no stand-up até participações em novelas e programas de televisão que marcaram época.

Para os fãs, é uma oportunidade única de conhecer o percurso de um artista que, ao longo de quatro décadas, conseguiu inovar, inspirar e conquistar o público com inteligência, criatividade e irreverência. Entre histórias de bastidores, personagens inesquecíveis e memórias de programas que ajudaram a moldar o humor brasileiro contemporâneo, o convidado transforma o programa em uma verdadeira viagem pela história da comédia nacional.

Um espetáculo para celebrar uma vida de risadas

O ator não chega apenas para conversar. Nos dias 23 e 24 de agosto, ele apresenta no Clube Barbixas, em São Paulo, o espetáculo O Show do Mansfield, uma celebração de sua carreira e um marco na trajetória do humorista. Criador do Clube da Comédia, o primeiro espetáculo de stand-up de São Paulo, Mansfield também é conhecido por seus personagens icônicos no “Terça Insana”, como Seu Lili e Seu Merda, que conquistaram o público pela mistura de irreverência e humor popular.

“É um show que eu criei para fazer por apenas dois dias. Fazia muito tempo que eu não produzia e é uma trabalheira enorme… A princípio serão duas apresentações para comemorar os 40 anos de carreira e depois, talvez, viajar ou ir para outro teatro”, revela Mansfield. O artista adianta que o espetáculo traz tanto o stand-up clássico quanto elementos de seus primeiros shows, incluindo “Hollywood que se Cuide”, além dos personagens que marcaram sua carreira.

O show se transforma, assim, em uma espécie de cápsula do tempo, permitindo que o público reviva momentos que vão desde o surgimento do stand-up brasileiro até os dias atuais. Para Mansfield, é também uma forma de prestar homenagem à própria trajetória e a todos que, de alguma forma, acompanharam seu trabalho ao longo dos anos.

Televisão, novelas e oportunidades inesperadas

A carreira do humorista na televisão é extensa e multifacetada. Ele apresentou o “Marcelo Mansfield Show” na TV Gazeta, programa que se tornou uma vitrine para seu talento e abriu portas para outras oportunidades. Uma dessas portas foi a Globo, onde viveu o agente James Blonde em “Armação Ilimitada”, com o apoio de Andreia Beltrão, e participou de novelas como “Mulheres de Areia” e da minissérie “Chiquinha Gonzaga”.

“Eu havia feito um trabalho com Jayme Monjardim e, por conta disso, assinei um contrato com a Manchete para um programa que acabou não acontecendo. Fiquei um ano contratado sem fazer nada. Pedi para participar do meu programa e ele disse que não poderia ir porque iria fazer Chiquinha Gonzaga na Globo. Alguns dias depois, me ligou pedindo para eu ir, pois Raul Cortez não queria fazer, e acabei sendo chamado para substituí-lo”, lembra Mansfield. Essa história ilustra a resiliência e a capacidade do humorista de transformar obstáculos em oportunidades.

Além da televisão, Mansfield participou de dezenas de filmes publicitários e produções audiovisuais, consolidando-se como um profissional versátil. Entre suas campanhas mais lembradas estão trabalhos para Nescafé, Consul, Ford, Chevrolet, Lada, Nestlé e Kellogg’s, experiências que exigiam precisão cômica e capacidade de comunicação imediata, características que ele aprimorou ao longo da carreira.

Uma carreira internacional e o retorno ao Brasil

Antes de conquistar o público brasileiro, o ator iniciou sua trajetória artística nos Estados Unidos, apresentando-se em cidades como Boston e Los Angeles. De volta ao Brasil, integrou o grupo Harpias, ao lado de Ângela Dip, Grace Gianoukas e Giovanna Gold. Foi nesse período que começou a desenvolver seu estilo único: uma mistura de observação social, humor físico e personagens que rapidamente se tornaram icônicos.

Essas experiências internacionais também enriqueceram sua visão sobre o humor, permitindo que Mansfield trouxesse para o Brasil técnicas e referências que, na época, ainda eram pouco exploradas. Seu retorno ao país marcou o início de uma trajetória sólida e inovadora, que incluiria programas de televisão, cinema, teatro e publicidade.

Cinema, teatro e criatividade sem limites

Mansfield não se limitou à televisão. No cinema, participou de produções como “Festa”, dirigido por Ugo Giorgetti, e “Durval Discos”, de Anna Muylaert. Um dos projetos mais curiosos foi “Loira Incendiária”, no qual ele foi coautor do roteiro, adaptando sua própria peça teatral para o cinema ao lado de Ângela Dip e Mauro Lima. Essa versatilidade evidencia não apenas seu talento como humorista, mas também sua capacidade de transitar entre linguagens artísticas diferentes.

No teatro, Mansfield brilhou com espetáculos solos, como “Como Entrar Mudo e Sair Calado” e “Nocaute”, além de integrar o elenco de “Terça Insana”, por quatro anos. Mais recentemente, em 2022, lançou filmes como “Amor Sem Medida” e “Rir para Não Chorar”, além de estrelar a peça “Humor aos Pedaços”, ao lado de Guilherme Uzeda, reafirmando sua relevância no cenário artístico mesmo após quatro décadas de carreira.

Pioneiro do stand-up no Brasil

O ator é considerado um dos precursores do stand-up comedy no país. Em 2005, idealizou e apresentou o Clube da Comédia Stand-Up, que se tornou referência para a disseminação do gênero no Brasil. Antes disso, seu trabalho no Terça Insana já mostrava sua capacidade de inovar, misturando personagens, sátira e humor de situação com crítica social e observação da vida cotidiana. Para muitos humoristas, Mansfield foi um verdadeiro mestre e inspiração. Sua abordagem, que combina técnica, improviso e sensibilidade, ajudou a consolidar o stand-up brasileiro como forma de arte reconhecida e respeitada. Além disso, sua capacidade de reinventar-se ao longo dos anos tornou seu trabalho atemporal.

Reconhecimento e contribuição para a cultura brasileira

Ao longo da carreira, Mansfield colecionou reconhecimento crítico e popular. Em 1993, recebeu a Bolsa Vitae para estudar comediantes nos Estados Unidos, acompanhando gravações de seriados como The Nanny e The Naked Truth. Em 1997, manteve uma coluna semanal no jornal Folha de S.Paulo e colaborou com revistas como Marie Claire, Set e Contigo!, demonstrando versatilidade na comunicação com diferentes públicos.

Em 2011, foi co-host no programa Agora É Tarde, inicialmente apresentado por Danilo Gentili e depois por Rafinha Bastos, consolidando ainda mais sua presença na televisão nacional. A Revista Bravo! o apontou como um dos principais nomes do stand-up brasileiro, reconhecimento que coroou décadas de dedicação e inovação.

Rádio, novas linguagens e a reinvenção constante

Além de TV, cinema e teatro, Mansfield explorou a rádio. Em 2015, lançou Clube dos Cinco na Rádio BandNews FM, comentando notícias com leveza e interação com o público. A experiência, ainda que breve, mostrou sua capacidade de dialogar com diferentes linguagens e formatos, sem perder a autenticidade.

A reinvenção constante é uma característica marcante de sua carreira. Mesmo após quatro décadas, o ator continua ativo, explorando novos projetos, personagens e formatos, sempre com o mesmo entusiasmo e paixão que marcaram o início de sua trajetória.

Legado e inspiração

Marcelo é uma referência para toda uma geração que cresceu assistindo suas performances e aprendendo, muitas vezes sem perceber, sobre timing cômico, improviso e observação social. Seu legado vai além do riso: ele ajudou a moldar a forma como o humor é feito no Brasil, pavimentando caminhos para novos artistas e fortalecendo o stand-up como expressão cultural.

Vale a pena assistir Mantis, da Netflix? O spin-off coreano que redefine o universo dos assassinos

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O cinema sul-coreano continua a se destacar no cenário mundial por sua habilidade em combinar ação, suspense e complexidade psicológica. Mantis (Samagwi), recém-lançado na Netflix, é um exemplo perfeito dessa tendência. Funcionando como spin-off de Kill Boksoon (2023), o filme dirigido e co-escrito por Lee Tae-sung aprofunda o universo dos assassinos profissionais, explorando rivalidades, lealdade e ambição em um submundo marcado pela violência e pela intriga.

Mantis se passa após a morte de Cha Min-kyo, líder da MK Entertainment e personagem central de Kill Boksoon. Com a queda da organização, abre-se um vácuo de poder que muda completamente o equilíbrio do mundo dos assassinos de elite. É nesse contexto que surge Han-ul (Im Si-wan), um matador de alto nível que retorna de férias acreditando que sua reputação será suficiente para garantir sua posição. Logo, ele descobre que rivalidade, alianças instáveis e figuras experientes, como Dok-go (Jo Woo-jin), ainda dominam o submundo. A trama acompanha Han-ul enquanto ele navega por um cenário imprevisível, onde cada decisão pode significar vida ou morte.

O ponto mais notável de Mantis é a forma como a ação se entrelaça com a narrativa. As cenas de combate são elaboradas com uma precisão impressionante: desde lutas corpo a corpo em espaços apertados até embates estratégicos em ambientes abertos. Cada golpe e cada perseguição não serve apenas para gerar adrenalina; eles revelam detalhes sobre os personagens, suas habilidades, limites e dilemas internos. Essa abordagem transforma a ação em uma extensão da história, tornando cada sequência crucial para o desenvolvimento da trama.

Han-ul não é apenas um assassino habilidoso: ele enfrenta dilemas morais e questiona suas próprias escolhas, tornando-se um protagonista multidimensional. O filme constrói uma dinâmica tensa entre ele, seu antigo parceiro e rival Jae-yi (Park Gyu-young), e Dok-go, que representa experiência e segredos do passado. Essa tríade cria uma rede de relações marcada por rivalidade, lealdade e ambição, garantindo que cada interação tenha profundidade emocional.

Além disso, Mantis explora o conceito de sucessão dentro do submundo dos assassinos. Habilidade e reputação sozinhas não garantem segurança; inteligência estratégica e compreensão da hierarquia são essenciais para sobreviver. Esse olhar quase político sobre o submundo adiciona camadas à narrativa, mostrando que traições silenciosas e alianças instáveis são tão importantes quanto a ação física.

O elenco se destaca pela química e autenticidade. Im Si-wan equilibra frieza e humanidade, enquanto Park Gyu-young e Jo Woo-jin entregam performances que misturam tensão emocional e credibilidade física. A participação de Sul Kyung-gu reforça a continuidade com Kill Boksoon, oferecendo um elo narrativo que enriquece a experiência para o público familiarizado com o universo original.

Visualmente, Mantis é impecável. Lee Tae-sung alterna entre planos amplos, que destacam a ação estratégica, e enquadramentos fechados, que aumentam a tensão. A trilha sonora contribui de forma significativa para a atmosfera, intensificando os momentos de suspense e introspecção. A edição ágil mantém o ritmo, sem sacrificar a clareza narrativa, garantindo que o espectador esteja constantemente envolvido.

Além da ação, o filme aborda questões profundas sobre legado, reputação e o custo pessoal de viver no submundo. Han-ul e seus colegas enfrentam dilemas sobre lealdade versus ambição, respeito conquistado versus necessidade de adaptação. Esses temas conferem densidade ao roteiro, transformando Mantis em mais do que um simples filme de ação: é uma reflexão sobre poder, ética e sobrevivência.

Pontos críticos

Apesar de suas qualidades, o longa-metragem não é perfeito. Algumas subtramas poderiam ter sido mais exploradas, e certos desfechos podem parecer previsíveis para quem acompanha regularmente thrillers de assassinos profissionais. No entanto, essas pequenas falhas não comprometem a experiência geral, que equilibra ação, suspense e drama emocional com eficácia.

Então, realmente vale a penaassistir?

A resposta é sim. O filme consegue combinar ação coreografada, tensão constante e desenvolvimento psicológico de personagens de forma equilibrada e envolvente. Lee Tae-sung entrega uma direção segura, o elenco performa com intensidade, e a narrativa mantém o público engajado do início ao fim. Mesmo com algumas previsibilidades, o filme se firma como um spin-off de qualidade, capaz de enriquecer o universo de Kill Boksoon e conquistar novos espectadores.

Para fãs de ação coreana, thrillers psicológicos e narrativas de assassinos de elite, o filme é mais do que recomendado: é uma experiência cinematográfica que combina entretenimento, profundidade e inovação narrativa.

Cine Pipoca exibe neste domingo, no Samsung TV Plus, os filmes “Por Amor”, “As Coisas Impossíveis do Amor” e “Pegando Fogo”

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Nem sempre os melhores filmes são os que nos fazem rir. Às vezes, são justamente aqueles que nos colocam diante da nossa própria vulnerabilidade, que nos lembram das perdas que atravessamos e nos fazem ver o quanto somos capazes de resistir, mesmo quando tudo parece ruir. É nesse espírito que o canal Cine Pipoca, disponível gratuitamente no Samsung TV Plus, apresenta neste domingo (27), a partir das 16h15, o especial “A Dor Ensina o Caminho” – uma programação que convida o espectador a mergulhar em três histórias potentes, sensíveis e profundamente humanas.

A seleção de filmes não só emociona como oferece um raro espaço de contemplação em tempos apressados. São tramas que lidam com a dor do luto, o peso da culpa, a fragilidade das relações familiares e, sobretudo, a capacidade do ser humano de amar – mesmo (ou especialmente) quando tudo parece desmoronar.

Três filmes, três jornadas emocionantes

Cada um dos títulos escolhidos para compor o especial representa uma forma diferente de viver e transformar a dor. Não há fórmulas fáceis nem finais previsíveis. O que une os três longas é o olhar delicado sobre pessoas partidas, mas ainda inteiras o suficiente para seguir.

Por Amor – Quando dois mundos quebrados se encontram

Estrelado por Ashton Kutcher e Michelle Pfeiffer, Por Amor (título original: Personal Effects) é mais do que uma história de luto. É um filme sobre os acasos que aproximam pessoas em ruínas. Kutcher interpreta um jovem devastado pela perda da irmã assassinada. Ele carrega nos olhos uma raiva silenciosa e uma tristeza que não encontra palavras.

Ao conhecer uma mulher mais velha, interpretada com imensa sensibilidade por Pfeiffer, que também vive o luto pela morte do marido, ele descobre que o afeto pode surgir dos escombros. Ambos estão marcados, mas se reconhecem na dor. O filme, dirigido por David Hollander, é um retrato sutil sobre como o amor pode nascer não da completude, mas da vulnerabilidade compartilhada.

As Coisas Impossíveis do Amor – O peso invisível da culpa

Em As Coisas Impossíveis do Amor (The Other Woman), Natalie Portman entrega uma de suas atuações mais emocionantes. No papel de Emilia, uma jovem advogada que perde a filha recém-nascida e se vê isolada entre o luto, o casamento em crise e a tentativa de construir um vínculo com o enteado, o filme revela a complexidade da maternidade, da dor silenciosa e da pressão social sobre as mulheres que não seguem o “roteiro ideal”.

Dirigido por Don Roos, o longa evita os clichês do melodrama e mergulha fundo na psique de sua protagonista. É sobre o que não se diz, sobre os olhares julgadores, sobre a expectativa de superação instantânea. E, principalmente, sobre o longo e solitário processo de perdoar a si mesma.

Pegando Fogo – Um recomeço temperado pela redenção

Para encerrar a seleção, Pegando Fogo (Burnt) traz Bradley Cooper em um papel que combina intensidade, caos e transformação. Ele interpreta Adam Jones, um chef genial e egocêntrico que perdeu tudo por causa do próprio temperamento destrutivo. Tentando reerguer sua carreira e sua vida pessoal, ele enfrenta antigos fantasmas e aprende, a duras penas, que talento sem humildade é um prato frio demais para se digerir.

O filme, dirigido por John Wells, equilibra a tensão das cozinhas de alto nível com o drama existencial de um homem que precisa reaprender a viver. Mais do que uma história de superação profissional, é um estudo sobre redenção e a necessidade de se deixar ajudar – mesmo quando o orgulho insiste em cozinhar tudo sozinho.

Um domingo para se emocionar – e refletir

O especial “A Dor Ensina o Caminho” não é feito apenas para os fãs de drama. É uma curadoria pensada para quem busca sentido, para quem reconhece na arte um espelho possível da vida real. Assistir a esses filmes em sequência não é apenas maratonar – é atravessar uma experiência que nos convida a olhar para dentro.

O Samsung TV Plus, plataforma gratuita de canais por streaming disponível em smart TVs da marca, tem se destacado justamente por oferecer conteúdos variados e com fácil acesso. O canal Cine Pipoca, onde a programação especial será exibida, é uma dessas boas surpresas: uma janela gratuita para grandes histórias.

Samsung TV Plus e o compromisso com narrativas que importam

Enquanto muitos serviços de streaming apostam em volume e algoritmos, o Samsung TV Plus mostra que a curadoria ainda importa. A plataforma oferece dezenas de canais temáticos com programação 24h, e o Cine Pipoca é um dos que mais chama atenção por sua combinação de clássicos e estreias discretas, que muitas vezes passaram batido nas salas de cinema.

A proposta do canal é clara: aproximar o público de filmes que contam boas histórias, que emocionam, provocam e divertem. E o especial do dia 27 é um exemplo de como a televisão gratuita pode, sim, oferecer conteúdo de qualidade – desde que exista atenção aos detalhes e respeito pela inteligência emocional do espectador.

Entre perdas e recomeços: o que aprendemos com esses filmes

Mais do que entretenimento, os três longas reunidos neste domingo têm algo em comum: todos tratam da reconstrução de algo que foi perdido. Um ente querido, uma carreira, uma confiança, uma identidade. São narrativas que colocam seus protagonistas em rota de colisão com o passado, mas não para que eles se destruam – e sim para que aprendam a construir um novo presente, ainda que torto, ainda que imperfeito.

É impossível não se identificar. Afinal, todos nós já perdemos algo. Todos nós, em algum momento, tentamos seguir adiante com o coração em frangalhos. E é por isso que filmes assim importam. Porque, mesmo em suas ficções, eles nos dizem: você não está sozinho

Onde assistir

📺 Canal: Cine Pipoca – disponível no Samsung TV Plus (acesso gratuito em Smart TVs Samsung)

🗓️ Data: Domingo, 27 de julho

🕓 Horário: A partir das 16h15

Matthew Goode quase foi James Bond — mas sua visão sombria demais afastou os produtores

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Antes de Daniel Craig reinventar James Bond em Cassino Royale (2006), o papel mais cobiçado do cinema britânico passou pelas mãos — ou quase — de outros nomes. Um deles foi Matthew Goode, conhecido por papéis elegantes em produções como Downton Abbey, The Crown e Stoker. Mas, ao que parece, foi justamente essa sofisticação que não o salvou de um pequeno detalhe: ele queria um 007 muito mais perturbado.

Em entrevista ao podcast Happy Sad Confused, o ator revelou que chegou a se reunir com a produtora Barbara Broccoli, responsável por conduzir a franquia Bond há décadas. Embora não tenha feito um teste formal, Goode confirmou que entrou na roda de conversas para o novo agente secreto. Só que sua proposta… era bem diferente do que se esperava.

“Ela me perguntou: ‘Qual a sua ideia para o Bond?’”, contou o ator. “E eu respondi: ‘A gente precisa voltar aos livros. Esse cara devia ser um alcoólatra. Um drogado. Ele se odeia. Odeia mulheres. Odeia um monte de gente. Ele está em dor profunda. Mas também é brilhante em matar pessoas.’”

Goode ainda brinca que, naquele momento, Barbara provavelmente já estava pensando no próximo candidato.

Um Bond com mais dor do que glamour

O curioso é que a proposta de Matthew Goode não estava exatamente fora do radar. Ian Fleming, autor dos romances originais de 007, escreveu um Bond muito mais sombrio, introspectivo e moralmente ambíguo do que as versões estilizadas do cinema. Mas talvez Goode tenha levado isso a um grau que, na época, ainda não parecia comercialmente viável — mesmo que Daniel Craig, pouco tempo depois, tenha trilhado um caminho semelhante, com um Bond mais cru, realista e emocionalmente instável.

“O que eu deveria ter dito era: ‘Mas também devíamos fazê-lo incrivelmente charmoso’”, reconheceu Goode com humor. “Acho que faltou um pouco de equilíbrio.”

E se tivesse sido Goode?

Fica a provocação: como teria sido o universo de Cassino Royale — aquele que redefiniu a franquia com mais gravidade, suor e sangue — se Goode tivesse recebido o papel? Com seu olhar afiado e presença contida, ele provavelmente teria entregue um Bond mais cerebral, mais trágico — talvez menos físico, mas mais psicologicamente quebrado.

No fim das contas, o papel ficou com Daniel Craig, que justamente trouxe à franquia um agente mais denso e emocionalmente afetado. Só que com um detalhe essencial: charme frio e magnetismo inegável, elementos que equilibraram a dor e a brutalidade do personagem.

Enquanto isso, Matthew Goode segue construindo uma carreira sólida, se destacando em projetos com mais nuance e menos tiroteios — embora, após essa revelação, muitos fãs estejam se perguntando o que perdemos naquela conversa com Barbara Broccoli.

Quem sabe, em algum universo paralelo, o 007 de Goode esteja vagando por aí, mais amargo, mais ferido — e igualmente letal.

“Um Banquete de Halloween” | Terror autoral brasileiro ganha sessão exclusiva no Reag Bela Artes com presença do diretor Guile Branco

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O cinema brasileiro de terror vive um momento de destaque com a estreia do filme “Um Banquete de Halloween”, dirigido por Guile Branco, uma produção que mistura horror, drama e surrealismo para contar uma história sobre uma família à beira do colapso. No dia 29 de julho, às 20h, o longa será exibido no cinema Reag Belas Artes, em São Paulo, em uma sessão especial que contará com a presença do próprio diretor para um bate-papo exclusivo com o público.

Essa é uma oportunidade imperdível para os amantes do gênero que querem conhecer um filme que vai além dos sustos tradicionais, explorando temas profundos como sanidade mental, relações familiares disfuncionais e dinâmicas de poder tóxicas. Os ingressos já estão disponíveis para compra no site oficial do cinema e na bilheteria.

Uma trama intensa e inquietante

O filme gira em torno de Angela Long, interpretada por Lynn Lowry, uma ex-dançarina que gradualmente perde a sanidade, mergulhando em um turbilhão emocional que impacta toda sua família. As relações dentro desse núcleo familiar se transformam em um verdadeiro caos, marcado por eventos que vão desde um jantar infame até dinâmicas complexas que envolvem sadomasoquismo, segredos sombrios e até uma surpreendente referência a um dinossauro — um elemento que aumenta o caráter surreal da narrativa.

Esse jantar marca o ponto de inflexão da história, quando as tensões reprimidas explodem e os personagens enfrentam situações que os levam a limites extremos. O filme mistura horror visceral com humor ácido e provoca reflexões sobre os limites da sanidade e as complexidades da convivência familiar.

Lynn Lowry: uma estrela do terror clássico

Lynn Lowry, que interpreta Angela Long, é uma das maiores referências do cinema de terror dos anos 1970. Seu trabalho em filmes cult como The Crazies (1973), dirigido por George A. Romero, e Shivers (1975), de David Cronenberg, consolidou sua carreira como uma atriz versátil e memorável no gênero. Sua experiência traz profundidade ao papel de Angela, mesclando fragilidade e força em uma performance que conduz o filme com intensidade.

Elenco que combina talento e diversidade

Além de Lynn Lowry, o filme reúne um elenco que fortalece a trama com performances intensas e variadas. Entre os atores, destacam-se Julia Coulter, com experiência em produções independentes internacionais; Lou D’Amato, conhecido por trabalhos em suspense e terror, como The House at the End of the Street (2012); Asia Lynn Pitts, que participou de séries de terror e drama; Pancho Moler, lembrado por sua atuação em The Lords of Salem (2012); e James Griggs, que traz sua bagagem em produções independentes. O próprio diretor Guile Branco também assume um papel no longa, imprimindo sua visão e estilo pessoal em cena, o que dá ainda mais autenticidade à obra.

Um projeto de paixão e perseverança

Guile Branco conta que a gênese do roteiro levou quase dez anos para ser concluída. A longa trajetória mostra o comprometimento do diretor em contar uma história singular, ousada e cheia de nuances. “Depois de cerca de uma década escrevendo esse roteiro insano, finalmente decidi tirá-lo do papel e dar vida a essa loucura”, comenta Branco. “Estou muito feliz em apresentar ‘Um Banquete de Halloween’ ao público brasileiro. Convido todos a mergulharem nessa jornada com uma família perfeita (brincadeira) — relaxem e aproveitem esse passeio sangrento.”

Essa declaração revela o tom irreverente e a coragem com que o filme trata temas delicados, criando uma experiência que combina horror, drama e humor negro.

Disponibilidade e onde assistir

Além da sessão especial presencial em São Paulo, o filme estará disponível para aluguel e compra em diversas plataformas digitais a partir do dia 29 de julho. Entre os serviços estão Apple TV, YouTube Filmes, Vivo Play e Claro TV+. Os preços podem variar conforme o serviço e devem ser consultados nas respectivas plataformas

Por que assistir “Um Banquete de Halloween”?

Um Banquete de Halloween é mais do que um filme de terror: é um convite para refletir sobre as nuances do ser humano, suas relações, seus medos e suas loucuras. O filme escancara os limites da convivência familiar, o que acontece quando a sanidade se esvai e as tensões se tornam insuportáveis.

Crítica | Juntos transforma o body horror em um retrato íntimo e perturbador das relações humanas

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Foto: Reprodução/ Internet

Juntos” é uma experiência cinematográfica que surpreende pela ousadia, perturba pela visceralidade e emociona pela crueza com que trata temas universais como amor, identidade e obsessão. O longa, dirigido com notável precisão por Michael Shanks em sua estreia no comando de um longa-metragem, é um exemplo raro de como o terror corporal pode ser utilizado para além do choque visual, funcionando como metáfora potente para a complexidade das relações humanas.

Sem grandes expectativas iniciais, o impacto causado por “Juntos” é justamente sua capacidade de desestabilizar. Trata-se de uma obra profundamente original, que mistura gêneros com uma habilidade incomum. Terror, comédia sombria e drama relacional se fundem em uma narrativa desconfortável, porém extremamente autêntica, com um subtexto emocional que reverbera muito além da última cena.

O enredo gira em torno de um casal vivido por Alison Brie e Dave Franco – que, não por acaso, também são parceiros na vida real – em um momento de inflexão em sua longa relação. Sem entregar spoilers, é possível afirmar que o filme utiliza os códigos do body horror como espelho simbólico de sentimentos como codependência, perda de individualidade e o temor de se diluir completamente no outro. A grotesca transformação física pela qual os personagens passam é, na verdade, uma expressão extrema das tensões emocionais e psicológicas que se acumulam dentro do relacionamento.

Mais do que um filme de sustos ou imagens chocantes, “Juntos” é uma análise profunda e desconfortável sobre o que acontece quando as fronteiras entre o “eu” e o “nós” deixam de existir. É, nesse sentido, um filme corajoso — tanto na forma quanto no conteúdo.

O grande mérito de Michael Shanks está em não se esconder atrás da bizarrice. Pelo contrário, ele encara o grotesco de frente, mas sempre com propósito narrativo. Sua direção combina um olhar estético refinado com uma surpreendente maturidade emocional. A fotografia trabalha com contrastes fortes e tons sóbrios, acompanhando as oscilações entre o grotesco, o humor ácido e a ternura melancólica. A câmera se aproxima dos corpos de forma quase claustrofóbica, captando cada microexpressão, cada transformação, física ou emocional. O resultado é uma sensação constante de sufocamento – não apenas do espaço, mas da própria identidade dos personagens.

A trilha sonora, igualmente precisa, alterna entre melodias etéreas e ruídos dissonantes, amplificando o desconforto sem jamais soar exagerada. É um acompanhamento sonoro que acentua o tom inquietante da narrativa e contribui para a construção de um ambiente emocionalmente instável e, portanto, genuíno.

Outro destaque é a atuação do casal protagonista. Alison Brie e Dave Franco entregam performances corajosas e emocionalmente nuançadas, sustentando a trama mesmo nos momentos mais absurdos e surreais. A química entre os dois transcende a tela e confere autenticidade aos diálogos e gestos. É esse vínculo real que ancora a narrativa e impede que o filme se torne uma simples exibição de bizarrices. Há verdade, há dor, há amor – e é justamente por isso que a experiência se torna tão perturbadora.

“Juntos” é um filme que caminha na corda bamba entre o riso nervoso e o horror genuíno, entre a ternura e o incômodo, entre o drama emocional e a metáfora grotesca. O roteiro é afiado, não recuando diante das partes mais feias e desconfortáveis de uma relação de longo prazo: ressentimentos abafados, concessões mal resolvidas, silêncios que machucam mais que gritos. Mas também há espaço para momentos de carinho e humanidade, que tornam o impacto ainda mais forte quando o horror se instala de vez.

Ao fim, a trama não é apenas um filme de terror. É uma meditação visceral sobre os limites do amor e da convivência, sobre o que resta de nós quando nos entregamos completamente a outra pessoa — e o que pode nascer dessa entrega. É um filme que provoca repulsa e empatia ao mesmo tempo, que assusta não apenas pelo que mostra, mas, sobretudo, pelo que sugere.

Raro, inteligente e emocionalmente desafiador, o filme é um dos exemplares mais ousados e bem executados do terror contemporâneo. Assusta, sim — mas, principalmente, faz pensar. E é justamente aí que reside sua verdadeira força.

Altas Horas 19/04/2025: Alexandre Nero, Miguel Falabella, Maestro João Carlos Martins e Pequena Lô são os convidados

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O próximo episódio do ‘Altas Horas’, que vai ao ar neste sábado, 19 de abril, promete uma mistura de talento, emoção e muita inspiração. Sob o comando de Serginho Groisman, o programa recebe nomes que marcaram – e seguem marcando – a cultura brasileira em diferentes frentes: do teatro e da televisão às redes sociais e à música. Entre os convidados, estão Alexandre Nero, Maestro João Carlos Martins, Miguel Falabella, Pequena Lô, além dos artistas Vanessa da Mata, João Gomes, Jota.pê e Mestrinho.

De Maestro a vilão: Alexandre Nero fala de desafios e reencontros

Integrando o elenco do remake da icônica novela ‘Vale Tudo’, Alexandre Nero interpreta o inesquecível vilão Marco Aurélio. No programa, o ator relembra como recebeu o convite do diretor Paulo Silvestrini por telefone e, sem hesitar, aceitou o desafio de dar vida a um dos antagonistas mais marcantes da teledramaturgia brasileira. Nero também comenta sua trajetória artística e a sorte de ter interpretado personagens tão distintos, incluindo ninguém menos que o próprio Maestro João Carlos Martins, no filme “João, o Maestro”.

Aproveitando a deixa, o Maestro João Carlos Martins, com seus 84 anos de vida e 77 de carreira, elogia a atuação de Nero e compartilha uma divertida lembrança dos bastidores do longa: “Em meia hora de aula ele já tinha pegado todas as minhas referências. Só ficou bravo quando viu a velocidade que eu tocava, me xingou, mas fez lindamente”. O maestro ainda comenta sua trajetória, que o levou a se apresentar em 66 países, e anuncia um momento especial: sua despedida dos palcos, marcada para maio, com um concerto na Sala São Paulo.

Miguel Falabella mergulha na comédia clássica e relembra o Vídeo Show

Figura central da cultura pop brasileira, Miguel Falabella também marca presença no ‘Altas Horas’. O ator, diretor e dramaturgo fala sobre o sucesso de sua atual peça, “Uma Coisa Engraçada Aconteceu a Caminho do Fórum”, em cartaz em São Paulo. No espetáculo, baseado nas comédias do autor romano Plauto, ele vive Pseudolus, um escravo astuto que sonha com a liberdade. “É uma peça que eu queria fazer há anos, porque ela traz o olhar das classes mais baixas e influenciou toda a comédia moderna que conhecemos”, explica Falabella, entusiasmado.

Ele também compartilha a emoção de reencontrar Cissa Guimarães e André Marques na gravação do especial de 60 anos da Globo, com foco no resgate do ‘Vídeo Show’, programa que apresentou por 15 anos. “No começo eu nem queria apresentar, porque era ator, mas foi uma fase linda. Reencontrar os colegas foi emocionante. Foi um ciclo muito feliz da minha vida.”

Pequena Lô fala de saúde, representatividade e criatividade no digital

Já a criadora de conteúdo Pequena Lô leva ao palco sua autenticidade e bom humor, mas também abre espaço para reflexões importantes. Ela fala sobre a síndrome rara associada à displasia óssea, que influencia seu desenvolvimento físico, e como encontrou na internet uma ferramenta de expressão e descoberta pessoal. “Eu que crio tudo: roteirizo, gravo, edito. Mas não planejo cada cena porque quero manter a espontaneidade. Com o tempo, fui me conhecendo também pela arte que faço”, conta a influenciadora, que é referência de representatividade nas redes.

Música para todas as emoções: Vanessa da Mata e o projeto “Dominguinho”

Na parte musical, o programa tem momentos para cantar junto e se emocionar. Vanessa da Mata solta a voz em clássicos como “Boa Sorte”, “Não Me Deixe Só” e “Esperança”, além de revelar bastidores do álbum “Todas Elas”, que nasceu após sua participação no musical sobre Clara Nunes. “Depois do espetáculo, senti que precisava fazer música. Gravamos esse disco em apenas quatro dias”, revela a cantora.

O encerramento fica por conta do trio formado por João Gomes, Jota.pê e Mestrinho, que lançam ao vivo o projeto “Dominguinho”. No palco, eles apresentam faixas como “Pontes Indestrutíveis”, “Mete Um Block Nele” e “Ela Tem”, misturando ritmos nordestinos, contemporaneidade e muito carisma.


📺 Altas Horas
🗓 Sábado, 19 de abril de 2025
🎙 Apresentação: Serginho Groisman
🎬 Direção geral: Serginho Groisman e Adriano Ricco
⏰ Exibição: após o Big Brother Brasil, na TV Globo

Sessão da Tarde exibe a comédia brasileira “Tô Ryca 2” nesta terça-feira, 17 de março, na Globo

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A Sessão da Tarde desta terça-feira, 17 de março de 2026, aposta em uma comédia nacional para animar o público durante a tarde. A TV Globo exibe o filme Tô Ryca 2, continuação da comédia lançada em 2016 que conquistou o público com seu humor exagerado e a personalidade marcante de Selminha, personagem vivida por Samantha Schmütz (Vai que Cola; Zorra).

Na trama, Selminha já está completamente acostumada com a vida de milionária depois de herdar uma fortuna inesperada de um tio distante. O problema é que o dinheiro acabou mudando bastante sua forma de viver. Ela faz questão de pagar caro em tudo, ostentar luxo por onde passa e demonstrar que agora pertence ao mundo dos muito ricos.

Mas essa vida confortável começa a desmoronar quando surge uma mulher afirmando ser a verdadeira herdeira da fortuna. Interpretada por Evelyn Castro (Tô Ryca; A Vila), a suposta nova Selminha leva a disputa para a Justiça e coloca a protagonista em uma situação completamente inesperada.

Enquanto o caso é analisado, a Justiça decide congelar todos os bens da personagem principal. De uma hora para outra, Selminha perde acesso ao dinheiro e precisa se adaptar a uma realidade totalmente diferente. A única renda disponível passa a ser um salário mínimo mensal, valor liberado para que ela consiga sobreviver até que o processo seja resolvido.

Sem poder manter o antigo padrão de vida, Selminha acaba voltando para a comunidade de Quintino, onde passa a morar com sua melhor amiga Luane, interpretada por Katiuscia Canoro (Zorra Total; Vai que Cola), e Nico, personagem de Anderson Di Rizzi (Amor à Vida; A Dona do Pedaço).

A mudança de cenário acaba trazendo uma boa dose de ironia para a história. Antes de se tornar rica, Selminha tinha uma relação próxima com os moradores da comunidade e até financiava uma associação local para ajudar a população. Agora, sem dinheiro e precisando se virar, ela volta ao lugar de onde saiu e precisa reaprender a viver com muito menos.

Para pagar suas contas e garantir o básico do dia a dia, Selminha passa a trabalhar como empregada doméstica em várias casas. É nesse novo cotidiano que surgem muitas das situações cômicas do filme, já que a personagem precisa lidar com tarefas e desafios completamente distantes da vida luxuosa que estava acostumada a levar.

Enquanto tenta se adaptar à nova rotina, Selminha não desiste de recuperar sua herança. Para isso, conta com o apoio de seu advogado, Dr. César, interpretado por Erom Cordeiro (Órfãos da Terra; Impuros). O personagem acompanha o processo judicial e tenta reunir provas que confirmem a identidade da protagonista. No entanto, ele guarda um segredo que pode acabar mudando completamente os rumos da disputa.

A história também reserva espaço para o relacionamento intenso entre Selminha e Ruben, vivido por Marcello Melo Jr. (Cidade de Deus; Vai na Fé). Entre crises de ciúmes, discussões e reconciliações, o casal vive uma relação cheia de altos e baixos que adiciona ainda mais humor e confusão à narrativa.

A direção do longa é assinada por Pedro Antônio (Tô Ryca; Os Farofeiros), que retorna ao comando da franquia após o primeiro filme. O roteiro é de Fil Braz (Vai que Cola; Os Farofeiros), mantendo o estilo de humor popular e situações absurdas que marcaram a produção original.

Produzido pela Glaz Entretenimento (Os Farofeiros; Vai que Cola – O Filme), o projeto também contou com coprodução da Globo Filmes (Minha Mãe é uma Peça; De Pernas pro Ar) e da Paramount Pictures (Top Gun: Maverick; Sonic – O Filme). As gravações aconteceram em 2018, mas o lançamento oficial nos cinemas brasileiros ocorreu apenas em fevereiro de 2022.

Invocação do Mal 4 ganha teaser e prepara despedida épica dos Warren em “Os Últimos Ritos”

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Foto: Reprodução/ Internet

A contagem regressiva para o fim de uma era já começou. “Invocação do Mal 4: Os Últimos Ritos”, capítulo final da aclamada franquia de terror, acaba de ganhar destaque na capa da Entertainment Weekly, que divulgou uma imagem inédita em vídeo de Ed e Lorraine Warren — personagens que marcaram uma geração de fãs do sobrenatural. O vídeo não apenas revela o visual sombrio da nova produção, como também revisita ameaças clássicas que assombraram o casal, como Anabelle e A Freira, vilãs que ganharam vida própria em spin-offs de grande sucesso.

O novo longa não será apenas mais um capítulo aterrorizante. Ele representa o encerramento oficial da trajetória de Ed e Lorraine no cinema, com Patrick Wilson e Vera Farmiga se despedindo dos papéis que os transformaram em ícones modernos do gênero. Ao lado deles, nomes como Ben Hardy e Mia Tomlinson também integram o elenco, ampliando o time que promete encerrar a saga com intensidade, emoção e — claro — muitos sustos.

Um adeus aos mestres do oculto

Inspirada nas histórias reais de um casal de demonologistas que atuou nas décadas de 1960 e 1970, a saga “Invocação do Mal” redefiniu o terror contemporâneo com uma abordagem que misturava horror psicológico, possessões demoníacas e dramas humanos profundos. Agora, com “Os Últimos Ritos”, os criadores prometem uma despedida à altura do legado construído ao longo de mais de uma década.

Apesar de ainda manterem o enredo sob sigilo, os produtores indicam que o último filme deve mergulhar nas consequências espirituais e emocionais das investigações do casal, conectando elementos dos três longas anteriores e dos derivados que expandiram o universo.

Um ritual final com hora marcada

A estreia de “Invocação do Mal 4: Os Últimos Ritos” está agendada para 25 de setembro de 2025, nos cinemas. O filme não apenas encerrará a saga dos Warren, como também deixará as portas abertas para o futuro do universo de terror que começou com uma boneca empoeirada e chegou aos maiores altares do horror moderno.

Zeca Veloso escolhe o Queremos! Festival 2026 para lançar ao vivo a turnê “Boas Novas” e inaugurar uma nova fase artística

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O Queremos! Festival inicia sua sétima edição reafirmando uma de suas principais marcas: ser palco para estreias e projetos pensados especialmente para o encontro com o público. No sábado, 4 de abril, o Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro, recebe a estreia nacional da turnê Boas Novas, de Zeca Veloso, em um show que abre oficialmente a programação do festival em 2026.

A apresentação marca o início da trajetória ao vivo do álbum de estreia do cantor e compositor, lançado no fim de 2025, e simboliza um momento decisivo em sua carreira. Depois de um longo período de construção artística e amadurecimento criativo, Zeca apresenta ao público um espetáculo que traduz no palco a identidade musical e poética desenvolvida ao longo dos últimos anos.

Pensado como um projeto inédito, o show traz cenário, figurino e concepção visual criados especialmente para essa fase. O repertório é centrado nas canções de Boas Novas, disco que revelou ao público um artista atento aos detalhes, às palavras e às camadas sonoras. Entre as músicas apresentadas estão “Salvador”, parceria com Caetano, Moreno e Tom Veloso, além de “Máquina do Rio”, “Talvez Menor”, “Desenho de Animação” e “Carolina”, que ganham novas leituras ao vivo.

Outro marco da apresentação é a formação musical. Pela primeira vez, Zeca Veloso sobe ao palco acompanhado por uma banda completa, ampliando o alcance sonoro de suas composições. O grupo é formado por Lucca Noacco na guitarra, Giordano Gasperin no baixo, Thomas Arres na bateria, Antonio Dal Bó nos teclados, Tunico nos saxofones e flautas, Diogo Gomes no trompete, além da percussão. A proposta é explorar arranjos mais encorpados, sem perder a delicadeza que caracteriza o álbum.

Lançado após um processo criativo que se estendeu por pelo menos três anos, Boas Novas foi recebido com entusiasmo por público e crítica. Das dez faixas que compõem o disco, sete são assinadas integralmente por Zeca, mas todas carregam uma assinatura autoral bem definida. O trabalho contou com a colaboração de dez produtores diferentes, além do próprio artista, o que resultou em um álbum plural, mas coeso.

As participações especiais também ajudam a construir a identidade do disco. Dora Morelenbaum, Xande de Pilares e os músicos Caetano, Moreno e Tom Veloso surgem como convidados que ampliam o diálogo entre diferentes gerações e estéticas da música brasileira, sem que o álbum perca seu eixo central. O resultado é um trabalho que equilibra experimentação, tradição e sensibilidade contemporânea.

A escolha do Queremos! Festival para a estreia da turnê não é casual. Ao longo de sua trajetória, o evento se consolidou como um espaço dedicado à curadoria cuidadosa e à valorização de projetos que fogem do óbvio. A edição de 2026 será distribuída ao longo de dois finais de semana e aposta em encontros singulares, estreias nacionais e apresentações pensadas especialmente para o contexto do festival.

Com patrocínio anual da Heineken, o Queremos! segue fortalecendo seu papel como uma das principais plataformas de música ao vivo do país. Além de movimentar o circuito cultural do Rio de Janeiro, o festival contribui para a circulação de artistas, a criação de experiências únicas e o diálogo constante entre público e cena musical.

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