Mashle: Magia e Músculos confirma terceira temporada para 2027 e avança para um dos arcos mais decisivos do mangá

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O anime Mashle: Magia e Músculos teve sua terceira temporada oficialmente anunciada para 2027. A confirmação ocorreu durante a Jump Festa 2026, evento tradicional que reúne grandes novidades da indústria de mangás e animes. A nova fase da adaptação irá abordar o arco “Batalha dos Três Demônios”, considerado um dos momentos mais importantes e estruturantes da obra original, tanto em termos narrativos quanto no desenvolvimento de seus personagens centrais. As informações são do Omelete.

Desde sua estreia, Mashle construiu uma identidade própria ao misturar comédia física, ação e uma crítica direta às estruturas de poder baseadas em privilégios. Ambientada em um mundo onde o valor social de cada indivíduo é definido exclusivamente por sua habilidade mágica, a história apresenta uma sociedade rigidamente hierarquizada, na qual aqueles que não dominam magia são marginalizados ou eliminados. É nesse contexto que surge Mash Burnedead, um protagonista que rompe completamente com as regras estabelecidas.

Mash nasceu sem qualquer traço de magia, uma condição considerada inaceitável nesse universo. Criado em segredo por seu pai adotivo, Regro Burnedead, o jovem leva uma vida simples e isolada, baseada em treinos físicos intensos e em uma rotina pacífica. No entanto, essa tranquilidade é ameaçada quando sua existência é descoberta pelas autoridades mágicas. Para continuar vivendo ao lado de Regro, Mash recebe uma única alternativa: ingressar na Easton Magic Academy e conquistar o título de Visionário Divino, posição reservada apenas aos estudantes mais excepcionais do mundo mágico.

O título de Visionário Divino representa o mais alto nível de prestígio e poder dentro da sociedade apresentada na obra. Esses indivíduos não apenas dominam a magia em níveis extremos, como também exercem influência política e social direta. Ao estabelecer esse objetivo para um personagem completamente desprovido de magia, a narrativa constrói um contraste que sustenta grande parte do humor e da crítica social presentes na série.

Mesmo sem habilidades mágicas, Mash ingressa na academia determinado a sobreviver em um ambiente hostil e competitivo. Sua principal ferramenta é a força física obtida por meio de treinamento rigoroso, aliada a uma personalidade direta, ingênua e surpreendentemente ética. Ao longo da história, ele enfrenta estudantes extremamente poderosos, quebra expectativas e expõe as fragilidades de um sistema que valoriza apenas o talento mágico, ignorando caráter, esforço e empatia.

A adaptação para anime de Mashle foi anunciada em julho de 2022. A produção ficou a cargo do estúdio A-1 Pictures, conhecido por trabalhos de grande alcance comercial e técnico. A direção é assinada por Tomoya Tanaka, enquanto os roteiros ficaram sob responsabilidade de Yōsuke Kuroda, nome experiente em narrativas de ação e desenvolvimento de personagens. O design de personagens foi desenvolvido por Hisashi Toshima, e a trilha sonora é composta por Masaru Yokoyama. Segundo informações divulgadas no site oficial da série, o projeto foi concebido como uma adaptação completa do mangá.

A Aniplex of America reforçou a estratégia de divulgação internacional ao apresentar uma versão em inglês do vídeo de anúncio durante seu painel na Anime Expo, em julho de 2022. Essa movimentação evidenciou o interesse da produção em alcançar públicos além do Japão, consolidando Mashle como uma franquia de apelo global.

A primeira temporada do anime estreou em abril de 2023 e contou com 12 episódios. Nessa fase inicial, o público foi apresentado ao universo da obra, às regras que regem a sociedade mágica e aos principais personagens que orbitam Mash. A recepção foi positiva, especialmente pela combinação de humor absurdo com sequências de ação bem coreografadas e uma proposta narrativa clara.

Já a segunda temporada, intitulada Arco do Exame para Candidatos a Visionário Divino, estreou em janeiro de 2024, também com 12 episódios. Esse arco aprofundou significativamente o conflito central da série ao acompanhar o processo seletivo responsável por definir os próximos Visionários Divinos. Os exames colocam os candidatos diante de desafios que avaliam não apenas poder mágico, mas também inteligência estratégica, capacidade de liderança e resistência emocional.

Durante esse arco, Mash enfrenta adversários altamente qualificados, cada um representando diferentes filosofias sobre poder e mérito. A ausência de magia do protagonista se torna ainda mais evidente, exigindo soluções criativas e uma exploração maior de sua força física e determinação. O arco também amplia o papel de personagens secundários, fortalecendo o senso de equipe e rivalidade dentro da narrativa.

A terceira temporada, prevista para 2027, avança para o arco “Batalha dos Três Demônios”, um ponto de virada na história. Essa parte do mangá eleva o nível das ameaças e aprofunda os conflitos ideológicos que sustentam o mundo de Mashle. As escolhas feitas pelos personagens passam a ter consequências mais amplas, afetando diretamente o equilíbrio de poder e o futuro da sociedade mágica.

World Trigger terá novo anime anunciado na Jump Festa 2026 e retomará a história desde o volume 1

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O universo de World Trigger ganhará uma nova adaptação em anime. O anúncio foi feito durante a Jump Festa 2026 e confirmou que a série retornará à televisão com uma proposta clara: adaptar a história do mangá desde o volume 1, apresentando novamente os acontecimentos que deram origem à Agência de Defesa Border e ao conflito entre a humanidade e as criaturas vindas de outra dimensão. A decisão reforça o interesse em consolidar a obra como uma das narrativas de ficção científica mais estratégicas do mangá contemporâneo.

Criado por Daisuke Ashihara, World Trigger se diferencia dentro do gênero shōnen por priorizar raciocínio tático, planejamento coletivo e desenvolvimento psicológico dos personagens, em vez de depender exclusivamente de confrontos baseados em força física. A nova adaptação surge em um contexto de amadurecimento do público e de valorização de histórias com estruturas mais complexas, o que amplia a relevância do anúncio.

A trama se inicia quando um portal interdimensional se abre na Cidade de Mikado, localizada no Japão. A partir desse fenômeno, criaturas desconhecidas começam a invadir o mundo humano. Essas entidades, posteriormente chamadas de Neighbors, possuem resistência total às tecnologias convencionais da Terra, o que provoca um colapso imediato na capacidade de defesa da cidade. Em pouco tempo, Mikado se transforma no epicentro de uma crise que ameaça não apenas a região, mas toda a humanidade.

Diante da incapacidade das forças tradicionais de conter a invasão, um grupo até então desconhecido surge e passa a enfrentar os Neighbors utilizando armamentos específicos baseados na tecnologia dos próprios invasores. Esse grupo se apresenta como a Agência de Defesa Border, uma organização criada com o objetivo exclusivo de proteger a Terra contra ameaças provenientes de outros mundos. Com a implementação de um sistema de defesa eficiente, a Border consegue estabilizar a situação em Mikado e impedir que a invasão se espalhe para outras áreas.

Com o passar do tempo, mesmo com o surgimento ocasional de novos portais, a cidade passa a conviver com uma sensação de normalidade. A presença da Border se torna parte do cotidiano da população, funcionando como uma força de contenção constante e organizada. A história principal se desenvolve quatro anos e meio após a abertura do primeiro portal, período em que a estrutura da organização já está consolidada e dividida em diferentes níveis hierárquicos.

É nesse cenário que o leitor acompanha Osamu Mikumo, um jovem recruta da Border que foge dos arquétipos tradicionais de protagonistas do gênero. Sem habilidades físicas excepcionais ou talentos naturais em combate, Osamu se destaca por sua capacidade analítica, senso de responsabilidade e disposição para aprender. Sua trajetória representa um dos pilares narrativos da obra, ao abordar crescimento pessoal, tomada de decisões sob pressão e o peso das consequências em um ambiente de risco constante.

Ao seu lado está Yūma Kuga, um personagem que carrega uma ligação direta com o mundo dos Neighbors. Dotado de habilidades avançadas e experiência em combate, Yūma introduz uma perspectiva diferente sobre o conflito entre mundos, ampliando o debate sobre moralidade, sobrevivência e identidade. A relação entre os dois personagens é construída de forma gradual e fundamentada na cooperação, elemento central da narrativa de World Trigger.

Outro aspecto que consolidou a reputação da obra é a estrutura de seus combates. As batalhas não se baseiam apenas em confrontos diretos, mas em estratégias elaboradas, leitura do ambiente e coordenação entre equipes. Os chamados Rank Wars exemplificam esse conceito ao apresentar disputas organizadas entre esquadrões da Border, nas quais planejamento e execução têm peso decisivo. Esse formato contribui para uma progressão narrativa consistente e evita soluções simplistas.

O mangá World Trigger, conhecido no Japão como ワールドトリガー, é publicado pela Shueisha e conta atualmente com 29 volumes tankōbon lançados até dezembro de 2025. Mesmo com pausas ocasionais na serialização, a obra manteve estabilidade editorial e uma base de leitores sólida, resultado direto da construção cuidadosa de seu universo e da coerência interna de suas regras.

Cine Aventura deste sábado (20) exibe “De Volta à Ilha da Imaginação Nim”, produção australiana cheia de emoção

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A Record TV aposta em emoção, aventura e consciência ambiental para a programação deste sábado, 20 de dezembro, ao exibir no Cine Aventura Especial o filme “De Volta à Ilha da Imaginação Nim”. A produção australiana de 2013 convida o público a revisitar um universo repleto de paisagens exuberantes, desafios intensos e uma protagonista determinada a proteger tudo aquilo que ama. Mais do que uma simples continuação, o longa apresenta uma Nim mais madura, consciente e pronta para enfrentar ameaças reais ao seu mundo particular.

Nesta nova fase da história, Nim, agora com 14 anos, não é mais apenas a menina curiosa que explorava a ilha guiada pela imaginação. Ela se tornou uma jovem firme, responsável e profundamente conectada ao ambiente em que vive. A ilha deixou de ser apenas um refúgio encantado e passou a representar um território ameaçado pela ganância humana. É nesse contexto que o filme constrói sua narrativa, equilibrando entretenimento e reflexão de forma acessível para toda a família. (Via AdoroCinema)

O conflito central surge quando empreendedores implacáveis e caçadores ambiciosos passam a enxergar a ilha como uma oportunidade de lucro. A exploração ilegal e a destruição iminente colocam em risco não apenas o ecossistema local, mas também os animais que Nim considera sua família. Diante desse cenário, a jovem percebe que sua coragem, embora essencial, não será suficiente para enfrentar sozinha forças tão poderosas e organizadas.

É nesse momento que entra em cena Edmund, um jovem que fugiu do continente buscando isolamento e uma nova chance de recomeçar. Diferente de Nim, Edmund carrega suas próprias dores e conflitos internos, o que inicialmente gera desconfiança entre os dois. No entanto, ao longo da trama, a relação se transforma em uma parceria baseada na confiança, no respeito e no objetivo comum de proteger a ilha. A união dos dois personagens reforça uma das principais mensagens do filme: grandes batalhas só podem ser vencidas quando há colaboração e empatia.

“De Volta à Ilha da Imaginação Nim” se destaca por ir além da aventura tradicional. Embora traga cenas de ação, perseguições e momentos de tensão, o longa aposta fortemente em uma mensagem ambiental clara e necessária. A preservação da natureza, o respeito aos animais e a responsabilidade humana diante dos recursos naturais são temas abordados de forma direta, porém sensível, tornando o filme educativo sem ser didático demais.

A ambientação é um dos grandes trunfos da produção. Gravado na Austrália, país conhecido por sua biodiversidade única, o filme utiliza cenários naturais exuberantes que ajudam a construir uma atmosfera envolvente e autêntica. As paisagens não funcionam apenas como pano de fundo, mas como parte essencial da narrativa, reforçando a importância da ilha como personagem viva dentro da história.

Dirigido por Brendan Maher, o longa conta com roteiro assinado por Ray Boseley e Cathy Randall, que souberam adaptar a história para um público que cresceu junto com a personagem Nim. A transição da infância para a adolescência é retratada com sensibilidade, mostrando uma protagonista que aprende a lidar com responsabilidades maiores, escolhas difíceis e consequências reais.

O elenco contribui significativamente para a força do filme. Bindi Irwin, filha do lendário ambientalista Steve Irwin, entrega uma atuação natural e carismática, que ganha ainda mais força por sua ligação real com a causa ambiental. Sua presença confere autenticidade à personagem e reforça o discurso de preservação defendido pela narrativa. Ao seu lado, Matthew Lillard acrescenta experiência e versatilidade ao elenco, enquanto Toby Wallace, no papel de Edmund, traz profundidade emocional ao personagem. John Waters completa o time principal, ajudando a sustentar a trama com atuações consistentes.

Lançado oficialmente em 28 de março de 2013, na Austrália, o filme se consolidou como uma continuação que dialoga tanto com o público jovem quanto com adultos. Ele mantém o espírito aventureiro do primeiro longa, mas adiciona camadas mais complexas, tornando a experiência mais rica e reflexiva.

Para quem não conseguir acompanhar a exibição na TV ou desejar rever essa jornada emocionante, o filme também está disponível em Video On Demand. É possível assistir a “De Volta à Ilha da Imaginação Nim” no Prime Video, com opção de aluguel a partir de R$ 6,90, tornando o acesso fácil e acessível.

Warner Bros. divulga material inédito de Digger, novo filme de Tom Cruise dirigido por Alejandro G. Iñárritu

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A Warner Bros. Pictures revelou na últtima quinta-feira, 18 de zembro, material inédito de Digger, longa-metragem que marca a nova parceria do estúdio com Tom Cruise (Top Gun: Maverick, Missão: Impossível). A divulgação ganhou repercussão imediata após o próprio ator compartilhar o conteúdo em suas redes sociais, antecipando para o público detalhes do projeto que vem sendo tratado como uma das produções mais aguardadas do estúdio.

Ainda envolto em sigilo, Digger promete levar aos cinemas uma comédia de escala ambiciosa, descrita como uma história de consequências catastróficas. O filme não teve data de estreia anunciada até o momento, mas a revelação inicial já indica um projeto que busca fugir do convencional, tanto pela proposta narrativa quanto pela combinação criativa envolvida.

Rodado no Reino Unido, o longa marca o retorno do cineasta Alejandro G. Iñárritu (Birdman, Babel) ao cinema falado em inglês desde O Regresso (2015). Conhecido por sua abordagem autoral e por explorar personagens em situações extremas, o diretor também assina o roteiro ao lado de Nicolas Giacobone, Alexander Dinelaris e Sabina Berman, equipe responsável por trabalhos anteriores de grande reconhecimento crítico.

A escolha de Tom Cruise para o papel principal ocorreu após uma reunião direta entre o ator e Iñárritu, consolidando uma colaboração inédita entre duas figuras centrais do cinema contemporâneo. O projeto também reforça a parceria estratégica de Cruise com a Warner Bros. Pictures, enquanto a Legendary Pictures atua como produtora do longa, ampliando o alcance e a robustez da produção.

O elenco reúne nomes de destaque do cinema e da televisão internacional. Além de Cruise, Digger conta com Jesse Plemons (Ataque dos Cães), Sandra Hüller (Anatomia de uma Queda), Riz Ahmed (O Som do Silêncio), Sophie Wilde (Fale Comigo), Emma D’Arcy (A Casa do Dragão), Robert John Burke (Lei & Ordem), Burn Gorman (Círculo de Fogo), Michael Stuhlbarg (Me Chame Pelo Seu Nome) e John Goodman (O Grande Lebowski). A diversidade e o prestígio do elenco indicam uma narrativa centrada em personagens complexos e performances marcantes.

O desenvolvimento de Digger teve início em fevereiro de 2024, quando foi anunciado oficialmente como o novo projeto de Iñárritu após seu último longa. Ao longo do mesmo ano e no início de 2025, o elenco foi sendo gradualmente revelado, reforçando o caráter estratégico da produção e mantendo a expectativa elevada em torno do filme.

Com poucos detalhes revelados sobre a trama, Digger surge como um dos títulos mais enigmáticos do atual catálogo da Warner Bros. Pictures. A combinação entre um astro conhecido por grandes produções comerciais e um diretor reconhecido por narrativas provocativas sugere um filme que pode transitar entre o entretenimento de alto alcance e uma proposta artística mais ousada, consolidando-se como um lançamento de peso no cenário cinematográfico internacional.

Extermínio: O Templo dos Ossos ganha trailer intenso e aprofunda o terror pós-apocalíptico

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A sensação de inquietação que marcou gerações de fãs do terror pós-apocalíptico está de volta. Extermínio: O Templo dos Ossos acaba de ganhar um novo trailer oficial, que amplia ainda mais a trama sombria do aguardado longa. O vídeo destaca o olhar da diretora Nia DaCosta (Candyman, As Marvels) e apresenta cenas inéditas que reforçam o clima brutal, desesperador e visceral que consagrou a franquia iniciada com 28 Dias Depois.

Desde sua estreia em 2002, a franquia se tornou um divisor de águas dentro do cinema de terror. Ao retratar uma Grã-Bretanha devastada pelo chamado Vírus da Raiva, o filme dirigido por Danny Boyle (Quem Quer Ser um Milionário?, Trainspotting) e escrito por Alex Garland (Ex Machina, Aniquilação) redefiniu o gênero ao misturar horror extremo com uma abordagem quase intimista sobre solidão, colapso social e sobrevivência. Com o passar dos anos, a franquia ganhou status cult e seguiu se expandindo, culminando agora em Extermínio: O Templo dos Ossos, quarto capítulo da saga, que promete um retorno ainda mais intenso a esse mundo destruído, explorando novas facetas do medo e do comportamento humano quando toda esperança parece ter desaparecido.

A escolha de Nia DaCosta para dirigir Extermínio: O Templo dos Ossos chamou atenção desde o anúncio. A cineasta assume o desafio de comandar um universo já consolidado, mas imprime sua própria identidade à narrativa. Seu olhar se volta especialmente para os personagens, priorizando as reações humanas diante do medo constante, da violência cotidiana e da ausência de um futuro claro. Em vez de apenas encenar situações extremas, o filme busca fazer o público se sentir parte daquele mundo, compartilhando o desespero, as escolhas difíceis e as consequências inevitáveis de cada decisão.

Ambientado após os eventos do filme anterior, O Templo dos Ossos acompanha Spike, um jovem que acaba recrutado para a gangue de assassinos acrobáticos liderada por Sir Jimmy Crystal. Em uma Grã-Bretanha completamente devastada pelo Vírus da Raiva, esses grupos surgem como uma mistura inquietante de sobreviventes, mercenários e figuras quase míticas, que transformaram a violência em espetáculo. Enquanto Spike tenta se adaptar a essa realidade brutal, outra linha narrativa ganha força com o Dr. Ian Kelson, um médico que inicia um relacionamento inesperado capaz de provocar consequências profundas e potencialmente transformadoras para o futuro daquele mundo em ruínas.

O elenco reúne nomes de peso para sustentar o impacto emocional da história. Ralph Fiennes (O Paciente Inglês, A Lista de Schindler) se destaca como um dos principais rostos da produção, trazendo sua presença marcante para um universo onde autoridade e moralidade estão constantemente em conflito. Jack O’Connell (Invencível), Alfie Williams, Erin Kellyman (Han Solo: Uma História Star Wars) e Chi Lewis-Parry completam o time, dando vida a personagens complexos, moldados por anos de sobrevivência em um mundo sem regras claras.

Nos bastidores, um detalhe chamou atenção dos fãs mais atentos. A presença de Cillian Murphy (Peaky Blinders, Oppenheimer) durante as filmagens em setembro de 2024, em Ennerdale, Cumbria, reacendeu especulações e teorias. Embora sua participação não tenha sido oficialmente confirmada, o retorno do protagonista do primeiro filme da franquia levanta expectativas sobre possíveis conexões diretas com os capítulos iniciais da saga.

As filmagens principais começaram em 19 de agosto de 2024 e ocorreram simultaneamente às de 28 Anos Depois, longa que antecede diretamente O Templo dos Ossos. Essa estratégia garantiu maior coesão narrativa e visual entre os filmes. Um dos grandes destaques da produção é o cenário do Templo dos Ossos, construído especialmente em Redmire, North Yorkshire.

Sessão da Tarde desta sexta (19) acelera com “Velozes e Furiosos 6”, um dos capítulos mais explosivos da franquia

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Foto: Reprodução/ Internet

A Sessão da Tarde desta sexta, 19 de dezembro de 2025, promete acelerar os corações do público com a exibição de “Velozes e Furiosos 6”, um dos filmes mais emblemáticos da franquia de ação estrelada por Vin Diesel e Paul Walker. Lançado em 2013 e dirigido por Justin Lin, o longa marca um ponto de virada importante na saga ao consolidar de vez a transformação da série em um espetáculo de ação global, sem perder o que sempre esteve no centro de tudo: a ideia de família.

Depois do assalto cinematográfico no Rio de Janeiro, visto em Velozes e Furiosos 5, Dominic Toretto e sua equipe conquistam algo que parecia inalcançável: dinheiro suficiente para nunca mais precisarem correr riscos. Com US$ 100 milhões divididos entre eles, o grupo se espalha pelo mundo vivendo confortavelmente, longe da polícia e das antigas preocupações. Ainda assim, essa liberdade tem um preço alto. Sem identidade legal, eles não podem voltar para casa, e essa ausência de pertencimento deixa claro que dinheiro nenhum substitui raízes.

Dom vive ao lado de Elena Neves, Mia construiu uma vida com Brian O’Conner e o filho do casal, enquanto Roman e Tej aproveitam uma rotina luxuosa. Apesar disso, todos carregam a sensação de que algo está faltando. É nesse momento que surge Luke Hobbs, agente durão interpretado por Dwayne Johnson, agora ainda mais integrado ao grupo. Hobbs está no encalço de uma perigosa organização internacional de mercenários liderada por Owen Shaw, um ex-militar britânico frio, estratégico e extremamente letal.

A proposta que Hobbs leva até Dom muda completamente o rumo da história. Para convencer o ex-criminoso a voltar à ativa, ele apresenta uma foto que abala todas as certezas: Letty Ortiz está viva. A mulher que Dom acreditava ter perdido para sempre agora trabalha ao lado de Shaw, sem qualquer memória de sua antiga vida. Em troca da ajuda para capturar os mercenários, Hobbs oferece perdão total para Dom e sua equipe, permitindo que todos finalmente retornem para casa. Para Dom, a missão deixa de ser apenas estratégica e se torna profundamente pessoal.

Grande parte da ação se desenrola em Londres, cenário de algumas das sequências mais empolgantes do filme. As perseguições pelas ruas da cidade, cheias de carros personalizados, explosões calculadas e manobras quase impossíveis, deixam claro que Velozes e Furiosos 6 não economiza em escala. A franquia, que começou focada em rachas ilegais, agora abraça de vez o cinema de ação internacional, flertando com o gênero de espionagem e assalto em alto nível.

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, a trama gira em torno do projeto “Nightshade”, um dispositivo capaz de desligar sistemas de energia em larga escala, elevando as apostas do conflito. Mais do que impedir um roubo, Dom e sua equipe precisam evitar uma ameaça global. Ainda assim, o filme encontra espaço para aprofundar os conflitos emocionais, especialmente no arco de Letty. Mesmo sem se lembrar de Dom, ela demonstra dúvidas, conflitos internos e uma estranha conexão com o passado que insiste em emergir.

A corrida de rua entre Dom e Letty simboliza bem esse embate entre razão e sentimento. O colar com a cruz, um dos símbolos mais marcantes da franquia, funciona como um elo silencioso entre quem Letty foi e quem ela tenta ser agora. Esses momentos mais contidos ajudam a equilibrar o excesso de ação, tornando a narrativa mais humana e emocionalmente envolvente.

Se Londres entrega adrenalina, a sequência ambientada na Espanha leva o exagero a outro nível. Um tanque de guerra em plena rodovia, carros sendo arremessados como brinquedos e uma coreografia de destruição milimetricamente calculada transformam a cena em uma das mais comentadas de toda a saga. Mesmo assim, o espetáculo não se sobrepõe totalmente ao drama, especialmente quando o filme se aproxima de seu clímax.

A perseguição final envolvendo um gigantesco avião cargueiro em uma pista aparentemente interminável se tornou uma das marcas registradas do longa. É ali que acontece um dos momentos mais emocionais do filme: o sacrifício de Gisele Yashar, personagem de Gal Gadot, para salvar Han. A cena dá peso às consequências da missão e reforça que, mesmo em um universo marcado por exageros, as perdas são reais.

Com Owen Shaw derrotado, Dom entrega o chip do Nightshade a Hobbs e garante o perdão prometido. A equipe retorna, enfim, à antiga casa da família Toretto, em Los Angeles. O reencontro é simples, longe das explosões e perseguições, mas carregado de significado. Elena aceita que o coração de Dom sempre pertenceu a Letty, e o grupo se reúne ao redor da mesa, reforçando mais uma vez o valor da família acima de tudo.

Com uma bilheteria mundial próxima dos US$ 789 milhões, o filme se tornou um dos maiores sucessos de 2013 e, por um período, o mais lucrativo da franquia. A recepção da crítica foi positiva, destacando a direção segura de Justin Lin, o carisma do elenco e a habilidade do filme em equilibrar ação exagerada com emoção genuína.

Obsessão | Universal Pictures revela trailer de terror psicológico de Curry Barker

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Foto: Reprodução/ Internet

A Universal Pictures oficializou o lançamento do trailer de “Obsessão”, nova aposta do gênero dirigida por Curry Barker (Milk & Serial / The Chair). O longa chega ao grande público após uma trajetória vitoriosa em 2025, onde acumulou elogios no Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF) e conquistou o prestigiado Grande Prêmio do Público no Festival de Sitges, na Espanha, consolidando-se como um fenômeno antes mesmo de sua estreia comercial, prevista para 2026. Abaixo, confira o vídeo:

A trama acompanha Bear, interpretado por Michael Johnston (Teen Wolf / Inversion / The Inbetweeners / Slash), um funcionário de uma loja de música que personifica o “romântico incurável”. Em um momento de desespero emocional, Bear adquire o “Salgueiro de Um Desejo”, um artefato místico que promete realizar sonhos. Ao danificar o objeto durante um pedido para que sua amiga de infância se apaixone por ele, o protagonista desencadeia uma distorção na realidade: o amor surge, mas manifesta-se como uma patologia violenta e sobrenatural.

O peso dramático da obra repousa em um elenco versátil. A contraparte de Johnston é Inde Navarrette (Superman e Lois / 13 Reasons Why / Wander Darkly / Kids of the Black Hole), que interpreta Nikki. A atriz é amplamente elogiada pela transição física exigida pelo papel, evoluindo de uma jovem solar para uma figura de obsessão absoluta.

O suporte narrativo conta com Cooper Tomlinson (Milk & Serial / The Chair / Prank / Tales from the Grill), que retoma a parceria de sucesso com o diretor Barker. Somam-se a ele Megan Lawless (O Ódio que Você Semeia / The Sound of Magic / Echoes / Mayans M.C.) e o veterano Andy Richter (Conan / Arrested Development / Madagascar / Elf / Santa Clarita Diet). A presença de Richter é uma das mais comentadas pela crítica, uma vez que o ator se afasta de sua persona cômica tradicional para explorar tons mais sombrios e enigmáticos.

A produção executiva de Jason Blum (Corra! / Atividade Paranormal / Uma Noite de Crime / Fragmentado / Sobrenatural) garante ao filme o selo de qualidade da Blumhouse Productions, conhecida por revitalizar o terror moderno com orçamentos inteligentes e conceitos originais. No time de produtores, figuram nomes experientes como James Harris (47 Metros Para Baixo / A Queda / Medo Profundo / O Barco do Medo) e Christian Mercuri (Atentado ao Hotel / Refém do Jogo / Plano de Invasão / O Estrangeiro).

A direção de Barker foca no desconforto psicológico derivado do livre-arbítrio violado. Ao contrário de vilões externos, o antagonismo em “Obsessão” nasce da própria afeição de Nikki. À medida que Bear tenta reverter o feitiço, ele descobre que o “Salgueiro de Um Desejo” cobra um preço que vai além da sanidade, afetando todos ao redor, incluindo os personagens de Tomlinson e Lawless.

Park Chan-wook retorna aos cinemas brasileiros com humor ácido; “A Única Saída” ganha trailer e pôster oficiais

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Foto: Reprodução/ Internet

A MUBI, plataforma global de streaming, produtora e distribuidora conhecida por apostar em cinema autoral e provocador, divulgou o novo trailer e o pôster oficial de “A Única Saída”, thriller de humor sombrio dirigido pelo cineasta sul-coreano Park Chan-wook (Oldboy, A Criada, Decisão de Partir). Em parceria com a distribuidora independente Mares Filmes, o lançamento marca o retorno do diretor às salas brasileiras, com estreia confirmada para 22 de janeiro.

Reconhecido mundialmente por seu estilo visual preciso e por narrativas que exploram obsessão, violência e moralidade, Park Chan-wook apresenta em A Única Saída uma obra que dialoga diretamente com o mundo contemporâneo. Desta vez, o cineasta vencedor do BAFTA se afasta parcialmente da violência explícita que marcou alguns de seus trabalhos mais famosos para investir em um suspense corrosivo, atravessado por humor ácido e desconfortável, capaz de provocar riso e inquietação ao mesmo tempo.

O filme é estrelado por Lee Byung-hun (Eu Vi o Diabo, G.I. Joe, Round 6), um dos atores mais respeitados da Coreia do Sul, que interpreta Man-su, um homem comum, de meia-idade, cuja vida entra em colapso após ser demitido da fábrica de papel onde trabalhou por 25 anos. A atuação de Lee promete mais uma composição intensa e contida, explorando as frustrações silenciosas de um personagem esmagado por um sistema que já não encontra espaço para ele. Ao seu lado está Son Ye-jin (A Última Princesa, Something in the Rain), atriz conhecida por performances emocionalmente sofisticadas, que acrescenta complexidade às relações pessoais do protagonista.

O elenco de apoio reforça o peso dramático da produção. Estão no filme Park Hee-soon (My Name, Seven Days), Lee Sung-min (The Spy Gone North, Revenant), Yeom Hye-ran (The Glory, Miracle in Cell No. 7), Cha Seung-won (Believer, The Greatest Love) e Yoo Yeon-seok (Mr. Sunshine, Hospital Playlist). Cada um desses nomes contribui para a construção de um universo social marcado pela competição, pela hipocrisia e pelo medo constante da exclusão.

Inspirado no romance “O Corte” (The Ax), do escritor americano Donald E. Westlake, o filme parte de uma premissa aparentemente simples, mas devastadora em suas implicações. Após perder o emprego, Man-su entra em uma busca obsessiva por recolocação profissional. Currículos enviados, entrevistas frustradas e portas fechadas passam a definir sua rotina. Aos poucos, a narrativa revela como o desespero pode corroer princípios éticos e empurrar uma pessoa comum a decisões extremas. “Se não há uma vaga para mim, terei que criá-la. Eu não tenho outra saída”, diz o protagonista, em uma frase que sintetiza o tom perturbador do filme.

O roteiro é assinado por Park Chan-wook (Oldboy), Lee Kyoung-mi (Crush and Blush), Don McKellar (Exotica, Blindness) e Jahye Lee, combinação que reforça o caráter internacional e multifacetado da produção. A adaptação do livro de Westlake ganha novas camadas ao ser transportada para o contexto sul-coreano, país onde a pressão por sucesso profissional e estabilidade econômica é intensa e socialmente determinante. Park utiliza esse pano de fundo para construir uma sátira sombria sobre meritocracia, desemprego e o valor da dignidade em um mercado cada vez mais impessoal.

A trajetória internacional do filme também contribui para seu prestígio. O longa teve estreia mundial no Festival de Veneza, um dos mais importantes do circuito cinematográfico, e ganhou destaque na programação do London Film Festival, no Reino Unido. As exibições reforçaram a percepção de que o longa representa uma fase mais madura e reflexiva de Park Chan-wook, sem abrir mão de sua identidade autoral. Críticos destacaram a habilidade do diretor em equilibrar tensão, ironia e comentário social, transformando uma história de desemprego em um thriller inquietante.

Christopher Nolan transforma mito em espetáculo! “A Odisseia” ganha cartaz oficial

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A Universal Pictures divulgou oficialmente o primeiro cartaz de “A Odisseia”, novo filme de Christopher Nolan (Oppenheimer, Dunkirk, A Origem), e o impacto foi imediato. Após o triunfo histórico de Oppenheimer, que lhe rendeu os Oscars de melhor diretor e melhor filme, Nolan retorna com um projeto ainda mais ambicioso: adaptar para o cinema um dos textos fundadores da literatura ocidental, o poema épico Odisseia, atribuído a Homero.

O longa-metragem surge como uma experiência cinematográfica total. Nolan, conhecido por sua obsessão por tempo, memória e identidade, encontra no mito grego um terreno fértil para discutir a persistência humana diante do caos. Assim como em Interestelar ou Amnésia, o diretor parece interessado em personagens que atravessam jornadas extremas, tanto físicas quanto emocionais, em busca de sentido e pertencimento.

No centro da narrativa está Odisseu, rei de Ítaca, interpretado por Matt Damon (O Resgate do Soldado Ryan, Perdido em Marte, Oppenheimer). Após o fim da Guerra de Tróia, o herói embarca em uma travessia longa e perigosa para retornar ao lar. Diferente dos guerreiros movidos apenas pela força, Odisseu se destaca pela inteligência, pela astúcia e pela capacidade de adaptação. Damon, ator frequentemente associado a personagens resilientes e moralmente complexos, parece uma escolha natural para dar humanidade a essa figura lendária.

Do outro lado do mar, em Ítaca, está Penélope, vivida por Anne Hathaway (Os Miseráveis, Interestelar, O Diabo Veste Prada). Enquanto o marido enfrenta monstros e deuses, Penélope sustenta o lar e resiste às pressões dos pretendentes, mantendo viva a esperança do reencontro. A presença de Hathaway sugere uma abordagem mais profunda da personagem, destacando não apenas a fidelidade, mas a força emocional e a solidão de quem espera. Em sintonia com o cinema de Nolan, Penélope deixa de ser apenas símbolo e passa a ser sujeito ativo do drama.

O elenco de A Odisseia impressiona pelo alcance e diversidade. Tom Holland (Homem-Aranha: Sem Volta para Casa, O Impossível), Zendaya (Duna, Euphoria), Mia Goth (Pearl, X – A Marca da Morte), Robert Pattinson (The Batman, O Farol), Charlize Theron (Mad Max: Estrada da Fúria, Monster) e Lupita Nyong’o (12 Anos de Escravidão, Pantera Negra) compõem um conjunto que mistura estrelas de grandes franquias, nomes do cinema autoral e vencedores do Oscar. Jon Bernthal (O Justiceiro, O Lobo de Wall Street) também integra o elenco, conhecido por dar intensidade a personagens marcados por conflitos internos.

Essa reunião de talentos sugere que Nolan não pretende tratar os personagens mitológicos como figuras unidimensionais. Cada encontro de Odisseu em sua jornada promete carregar peso dramático e simbólico. Criaturas como o Ciclope Polifemo, as Sereias e a feiticeira Circe surgem não apenas como obstáculos físicos, mas como manifestações de tentações, medos e escolhas que moldam o destino do protagonista. A mitologia, aqui, funciona como espelho das fragilidades humanas.

O projeto começou a ganhar forma em outubro de 2024, quando foi confirmado que Nolan desenvolveria seu novo filme novamente com a Universal Pictures, estúdio com o qual colaborou em Oppenheimer. A escolha reforçou a confiança criativa entre diretor e estúdio. Poucos meses depois, veio a confirmação oficial de que o filme seria uma adaptação da Odisseia, o que elevou ainda mais o nível de expectativa. As filmagens ocorreram entre fevereiro e agosto de 2025, passando por locações naturais na Grécia, Itália, Marrocos, Escócia, Islândia e no Saara Ocidental.

Esses cenários reais reforçam a filosofia de Nolan de privilegiar ambientes físicos em vez de excessos digitais. Montanhas, desertos, mares e paisagens extremas foram escolhidos para dar autenticidade à jornada de Odisseu, transformando a própria natureza em personagem. O ambiente, frequentemente hostil e imprevisível, reflete o estado emocional do protagonista, um recurso recorrente em filmes como Dunkirk e Interestelar.

Com orçamento estimado em US$ 250 milhões, A Odisseia se torna o filme mais caro da carreira de Nolan. O investimento elevado reflete não apenas a escala da produção, mas a ambição estética e narrativa do projeto. Pela primeira vez, o diretor decidiu filmar um longa-metragem inteiramente com câmeras IMAX de 70 mm, levando ao extremo sua defesa da experiência cinematográfica nas salas de exibição. O objetivo é criar imagens de impacto físico, que envolvam o espectador de forma quase sensorial.

Nos bastidores, Nolan mantém sua equipe de confiança. A produção é assinada por Emma Thomas (A Origem, O Cavaleiro das Trevas, Oppenheimer), parceira criativa e esposa do diretor, por meio da Syncopy. Os efeitos visuais ficam a cargo da DNEG, com supervisão de Andrew Jackson (Tenet, Dunkirk), responsável por equilibrar espetáculo e realismo. A montagem é novamente conduzida por Jennifer Lame (Tenet, Oppenheimer), enquanto a trilha sonora será composta por Ludwig Göransson (Pantera Negra, Oppenheimer), cuja música promete unir grandiosidade épica e emoção contida.

Narrativamente, A Odisseia acompanha os episódios mais emblemáticos do poema de Homero, explorando cada etapa da jornada como um rito de transformação. Ao longo do caminho, Odisseu se afasta cada vez mais do homem que partiu para a guerra, levantando a questão central da história: é possível voltar para casa sendo a mesma pessoa? Essa pergunta, profundamente humana, dialoga diretamente com o cinema de Nolan e com o mundo contemporâneo.

Resenha — A Sabedoria das Noviças prova que as inquietações modernas já atormentavam mulheres brilhantes há séculos

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À primeira vista, A sabedoria das noviças: Conselhos do século XVI para problemas do século XX pode parecer apenas um exercício curioso de aproximação entre passado e presente. No entanto, o livro de Ana Garriga e Carmen Urbita revela-se muito mais ambicioso: trata-se de uma obra que revisita a história das freiras dos séculos XVI e XVII para desmontar estereótipos, recuperar vozes femininas silenciadas e, sobretudo, demonstrar que as angústias humanas atravessam o tempo com impressionante persistência.

O ponto de partida do livro é provocador. Em vez de apresentar a vida monástica como sinônimo de isolamento, repressão ou santidade inalcançável, as autoras revelam conventos como espaços de pensamento, estratégia, produção intelectual e até negociação de poder. As noviças e freiras retratadas aqui não são figuras passivas, mas mulheres que encontraram, dentro de estruturas rígidas, maneiras engenhosas de existir, criar e influenciar o mundo ao seu redor.

Santa Teresa de Ávila, Sor Juana Inés de la Cruz e Maria de Jesus de Ágreda são algumas das personagens históricas convocadas para esse diálogo improvável com o leitor contemporâneo. Longe de serem tratadas como santas intocáveis, elas surgem como mulheres de carne, ideias e contradições. Seus escritos, escolhas e episódios biográficos são reinterpretados à luz de problemas atuais, como dificuldades financeiras, desafios no ambiente corporativo, comunicação assertiva, ansiedade social e confusões afetivas.

O grande mérito do livro está na forma como essa transposição é feita. Garriga e Urbita não forçam paralelos nem recorrem a comparações artificiais. Ao contrário, constroem analogias inteligentes e bem-humoradas, capazes de iluminar tanto o contexto histórico quanto as tensões do presente. O famoso episódio da bilocação atribuída a Maria de Jesus de Ágreda, por exemplo, é reinterpretado como uma metáfora poderosa para o sentimento contemporâneo de estar sempre atrasado, desconectado ou perdendo algo nas redes sociais.

Sor Juana Inés de la Cruz ocupa um lugar central na narrativa como símbolo de inteligência feminina, resistência intelectual e domínio da palavra. Sua habilidade retórica e sua postura firme diante de autoridades masculinas servem como inspiração direta para situações modernas, como escrever um e-mail profissional sem parecer agressiva ou submissa. O livro acerta ao mostrar que, muito antes das discussões atuais sobre comunicação assertiva, essas mulheres já dominavam a arte de se posicionar em ambientes hostis.

A escrita das autoras é leve, irônica e convidativa. O texto evita o tom acadêmico tradicional e aposta em uma linguagem acessível, repleta de referências à cultura pop, ao universo corporativo e às dinâmicas das relações afetivas contemporâneas. Essa escolha torna a leitura fluida e prazerosa, ainda que, em alguns momentos, sacrifique maior profundidade teórica. Ainda assim, trata-se de uma decisão coerente com a proposta do livro: aproximar, não afastar.

Outro aspecto relevante é a forma como A sabedoria das noviças contribui para a revisão da história sob uma perspectiva feminina. Ao recuperar essas trajetórias, o livro evidencia o quanto a vida monástica foi, paradoxalmente, um dos poucos espaços onde mulheres puderam estudar, escrever, ensinar e exercer algum grau de autonomia intelectual. Essa leitura não romantiza o convento, mas reconhece sua complexidade como espaço de limitação e, ao mesmo tempo, de possibilidade.

Embora o subtítulo mencione problemas do século XX, o diálogo estabelecido pela obra é ainda mais pertinente ao século XXI. Questões como ansiedade, pressão por produtividade, medo de exclusão social e insegurança emocional atravessam o livro de maneira clara e atual. Nesse sentido, a obra funciona menos como um manual de conselhos e mais como um convite à reflexão, usando o humor e a história como ferramentas de acolhimento.

A sabedoria das noviças é um livro que diverte, informa e provoca. Ao transformar figuras históricas em interlocutoras contemporâneas, Ana Garriga e Carmen Urbita constroem uma obra que questiona nossas certezas, relativiza nossos dramas e oferece um olhar surpreendentemente reconfortante sobre o presente. Uma leitura inteligente e criativa, que reafirma que, independentemente da época, as dúvidas humanas seguem as mesmas e que a sabedoria, muitas vezes, já foi escrita há séculos, apenas esperando ser redescoberta.

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