Saiba qual filme vai passar no Corujão desta quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, na TV Globo

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Na madrugada desta quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, o Corujão, da TV Globo, aposta em um retrato sombrio e realista da violência urbana ao exibir o filme brasileiro “A Divisão”. Inspirado em fatos reais, o longa revisita um dos períodos mais delicados da história recente do Rio de Janeiro, quando a cidade passou a conviver com uma sequência alarmante de sequestros que transformou o medo em parte da rotina cotidiana.

Dirigido por Vicente Amorim (Caminho das Nuvens, O Caminho das Índias – bastidores) e derivado da série homônima criada por José Júnior, o filme se passa em 1997, momento em que a criminalidade organizada desafia o poder público e expõe as fragilidades do sistema de segurança. A narrativa parte do sequestro da filha do deputado Venâncio Couto (Dalton Vigh) e de sua esposa (Vanessa Gerbelli), um crime que, por atingir diretamente uma figura influente da política, acelera decisões nos bastidores do Estado.

Diante da pressão midiática e política, o comando da segurança pública decide recorrer a um grupo de policiais conhecidos por sua eficiência, mas também por seus métodos controversos. Roberta (Natália Lage), Santiago (Erom Cordeiro) e Ramos (Thelmo Fernandes) formam uma equipe marcada por envolvimentos em esquemas de corrupção, convocada para atuar na Delegacia Antissequestro. A missão é clara: conter a onda de crimes e entregar resultados rápidos, mesmo que isso signifique ultrapassar limites éticos e legais.

Sob a liderança do delegado Benício (Marcos Palmeira), o trio enfrenta não apenas os sequestradores, mas também as disputas internas da corporação, a interferência política e a constante desconfiança da sociedade. O filme constrói sua tensão ao mostrar como a fronteira entre o combate ao crime e a ilegalidade se torna cada vez mais tênue, criando um ambiente em que a violência parece ser combatida com mais violência.

O elenco reúne nomes de destaque do audiovisual brasileiro. Silvio Guindane imprime intensidade e humanidade a personagens moldados por um cotidiano brutal, enquanto Marcos Palmeira oferece um contraponto mais institucional, tentando preservar alguma ordem em meio ao caos. Natália Lage, Erom Cordeiro e Thelmo Fernandes sustentam a carga dramática do filme com atuações cruas, que reforçam o clima de urgência e instabilidade presente em cada cena.

Lançado nos cinemas em janeiro de 2020, após uma pré-estreia em São Paulo, “A Divisão” dialoga diretamente com a série televisiva, mas funciona como uma obra autônoma. Mesmo quem não acompanhou a produção original consegue entender a história e se envolver com seus conflitos. A estética realista, a fotografia sombria e o ritmo tenso reforçam a sensação de um Rio de Janeiro sitiado, onde decisões são tomadas sob pressão constante.

Crítica – Destruição Final 2 aposta na fórmula fácil e perde qualquer impacto dramático

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Destruição Final 2 é um exemplo cristalino de como uma franquia pode insistir nos próprios erros sem qualquer esforço de evolução. A continuação não apenas herda os vícios do filme anterior, como os amplifica, apostando numa fórmula engessada, previsível e dramaticamente pobre. Tudo aqui parece funcionar por inércia: a narrativa avança não por lógica interna ou desenvolvimento dramático, mas por coincidências convenientes e decisões de personagens que desafiam o bom senso — inclusive dentro das regras que o próprio filme tenta estabelecer.

A estrutura do roteiro é especialmente problemática. Em vez de construir um arco progressivo, o longa se perde em um ciclo repetitivo de tensão rasa seguida por extensos períodos de estagnação narrativa. Durante cerca de uma hora e meia, a história gira em falso, simulando movimento enquanto permanece exatamente no mesmo lugar. Não há senso de urgência real, tampouco um objetivo dramático claro que justifique a jornada dos personagens ou conduza o espectador até o desfecho.

Embora tente se apresentar como uma obra ambientada em um mundo pós-apocalíptico, o filme nunca se compromete verdadeiramente com esse cenário. O colapso da civilização é tratado de forma oportunista, surgindo e desaparecendo conforme a conveniência do roteiro. As regras desse universo são frágeis e inconsistentes: a radiação torna a superfície do planeta inabitável em um momento, apenas para deixar de ser um problema logo depois, quando o ar passa a estar “bom o suficiente, por enquanto”, sem qualquer explicação plausível. A presença de vegetação verdejante próxima à cratera do cometa Clarke só reforça a sensação de descuido e falta de coerência estética e científica.

Os personagens, por sua vez, são construídos de maneira superficial e binária. Não existe complexidade psicológica ou ambiguidade moral: ou são egoístas em níveis quase caricatos, ou generosos de forma inverossímil. Não há espaço para nuances, conflitos internos ou crescimento dramático. Ric Roman Waugh demonstra pouco interesse em explorar essas figuras como seres humanos críveis, tratando-os apenas como peças funcionais para empurrar a trama adiante.

Essa fragilidade se estende também aos conflitos centrais do filme. As facções rivais que surgem ao longo da narrativa entram em choque por motivações nebulosas, nunca devidamente contextualizadas. Não sabemos quem são, o que defendem ou exatamente pelo que estão lutando. O resultado é um conflito vazio, incapaz de gerar envolvimento emocional ou tensão real.

Gerard Butler repete mais uma vez o mesmo tipo de performance que já se tornou sua marca registrada nesse tipo de produção: funcional, mas completamente previsível e sem qualquer lampejo de novidade. Os efeitos visuais, que deveriam sustentar a grandiosidade da proposta, são frequentemente frágeis e pouco convincentes, comprometendo ainda mais a imersão.

O desfecho sintetiza todos esses problemas. Em vez de amarrar as pontas soltas ou oferecer algum tipo de comentário significativo, o filme parece simplesmente desistir de manter qualquer aparência de coerência, optando por uma conclusão apressada e particularmente absurda. No fim das contas, Destruição Final 2 não quer provocar reflexão, inquietar ou mesmo entreter de forma consistente; quer apenas chegar aos créditos finais da maneira mais fácil possível, deixando a sensação de que nem ele próprio sabe qual história tentou contar.

Invocação do Mal 4: O Último Ritual ganha teaser e promete encerrar com emoção a história dos Warren nos cinemas

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Os fãs do terror sobrenatural já podem começar a contagem regressiva: a Warner Bros. Pictures Brasil lançou o teaser oficial de Invocação do Mal 4: O Último Ritual, e as primeiras imagens prometem arrepiar até os mais corajosos. O longa, que estreia em 4 de setembro de 2025, traz o capítulo final da história de Ed e Lorraine Warren, os icônicos investigadores paranormais baseados em figuras reais.

Desde que surgiram nas telonas em 2013, com o primeiro Invocação do Mal, Ed (Patrick Wilson – Sobrenatural, Watchmen) e Lorraine (Vera Farmiga – Bates Motel, A Freira) se tornaram figuras queridas (e temidas) por uma legião de fãs. Agora, mais de uma década depois, eles enfrentam seu caso mais sombrio — e derradeiro. O filme promete não apenas sustos, mas também uma despedida emocional para os personagens que ajudaram a redefinir o gênero de terror moderno.

A trama gira em torno de um último e misterioso ritual, envolto em forças malignas e segredos enterrados. Desta vez, além dos fenômenos sobrenaturais, o casal terá que lidar com a proteção de sua filha, Judy Warren, interpretada por Mia Tomlinson (The Lost Pirate Kingdom), e o jovem Tony Spera, vivido por Ben Hardy (Bohemian Rhapsody, X-Men: Apocalipse), namorado de Judy.

O elenco conta ainda com a volta de Steve Coulter (The Walking Dead, Aquaman) como o Padre Gordon, presença recorrente na franquia, além de novos rostos como Rebecca Calder (The Last Kingdom), Elliot Cowan (Da Vinci’s Demons), Kíla Lord Cassidy (A Última Carta de Amor), Beau Gadsdon (Rogue One: Uma História Star Wars), John Brotherton (Fuller House) e Shannon Kook (Degrassi: The Next Generation, The 100).

Na direção, retorna Michael Chaves (Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio, A Freira 2), já acostumado a conduzir histórias sombrias com tensão crescente e um toque de tragédia emocional. O roteiro é assinado por Ian Goldberg e Richard Naing (ambos de A Maldição da Residência Hill) em colaboração com David Leslie Johnson-McGoldrick (Aquaman, Invocação do Mal 2), que também assina a produção executiva ao lado de James Wan (Jogos Mortais, Maligno), criador e mente por trás do universo Invocação do Mal.

O longa é produzido pela New Line Cinema, com produção executiva de nomes experientes como Michael Clear (M3GAN), Judson Scott (Annabelle 3: De Volta Para Casa), Natalia Safran (A Freira), John Rickard (Rampage: Destruição Total) e Hans Ritter (Maligno).

Mais do que uma despedida, Invocação do Mal 4: O Último Ritual se apresenta como um tributo à jornada de Ed e Lorraine Warren — e também aos fãs que acompanharam cada possessão, cada exorcismo e cada suspiro preso no peito durante a década de sucesso da franquia. Com o teaser já gerando debates nas redes e reacendendo teorias, o que está por vir promete ser assustador, intenso e, acima de tudo, memorável.

O fim do jogo tá chegando – e vai ser de tirar o fôlego! Netflix revela trailer da última temporada de Round 6

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Pode preparar o coração (e o balde de pipoca), porque o jogo final tá prestes a começar! Durante o TUDUM — aquele evento da que enlouquece os fãs — foi lançado o trailer oficial da terceira e última temporada de Round 6, e o clima não podia estar mais tenso. A galera foi à loucura com as primeiras imagens inéditas, e o elenco das temporadas 2 e 3 apareceu pra dar aquele gostinho do que vem por aí.

E já dá pra adiantar: vem pancada, reviravolta e muita adrenalina! O novo trailer entrega que essa temporada será a mais insana, brutal e emocional de todas. É o tudo ou nada. E o que tá em jogo não são só os 45,6 bilhões de wons — é a verdade por trás do pesadelo que virou febre mundial.

A trama volta com Gi-hun (vivido por Lee Jung-jae), que agora tá com sangue nos olhos e um único objetivo na cabeça: derrubar o jogo de uma vez por todas. Depois de perder seu melhor amigo e descobrir que o tal Líder (Lee Byung-hun) tava infiltrado o tempo todo, o ex-jogador decide virar o caçador. Mas o jogo não vai dar trégua — as jogadas estão mais mortais, os dilemas mais pesados e cada escolha pode ser a última.

Do outro lado, o Líder não tá pra brincadeira. Ele também tem planos, e nada indica que vai facilitar pra ninguém. É o choque dos titãs, num tabuleiro onde só um pode sobreviver. Será que Gi-hun vai conseguir acabar com tudo ou vai ser mais um peão esmagado pelas engrenagens desse sistema cruel?

Criada por Hwang Dong-hyuk — o mesmo gênio que fez o mundo inteiro maratonar a série em tempo recorde —, Round 6 virou um marco na história da Netflix. A primeira temporada ainda é a mais assistida entre todas as séries de língua não inglesa da plataforma. E agora chegou a hora de se despedir com estilo… e muito sangue.

Anota aí: Round 6 – Temporada 3 estreia no dia 27 de junho, só na Netflix. Quem vai vencer o jogo final? A gente não sabe — mas que vai ser épico, ah, isso vai!

Rita Lee ganha homenagem emocionante em Manaus com espetáculo estrelado por Mel Lisboa

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Foto: Reprodução/ Internet

Manaus se prepara para viver dias de arte, emoção e reencontros com grandes histórias brasileiras. Nos dias 9, 10, 16 e 17 de agosto, a capital do Amazonas será palco da 1ª Mostra de Teatro Águas de Manaus, um evento cultural gratuito que promete reunir nomes consagrados e talentos locais em uma celebração cênica diversa e afetiva. E nada melhor para dar o tom da abertura do que uma figura que misturava rebeldia, poesia, música e liberdade como ninguém: Rita Lee.

A estreia da mostra acontece no dia 9 de agosto, às 20h, no anfiteatro da praia da Ponta Negra, zona oeste da cidade. E o espetáculo escolhido para abrir o evento é “Rita Lee – Uma Autobiografia Musical”, estrelado pela atriz Mel Lisboa, que mergulha de corpo e alma na história da rainha do rock brasileiro.

Trata-se de uma produção que já emocionou mais de 90 mil pessoas pelo país e que agora chega a Manaus como uma ode viva à mulher, artista e fenômeno cultural que foi — e continua sendo — Rita Lee.

Uma história cantada e sentida

A peça é uma adaptação livre da autobiografia lançada por Rita em 2016, que se tornou um dos livros mais vendidos da década no Brasil. Mas não espere uma simples leitura dramatizada. O que o público verá no palco da Ponta Negra é um espetáculo que mistura música, teatro e emoção em uma narrativa envolvente e generosa, conduzida com humor, afeto e sem medo de encarar os fantasmas — como a própria Rita sempre fez.

Mel Lisboa dá vida a Rita com uma entrega admirável. Ela não apenas interpreta: ela incorpora o espírito da artista, caminhando com desenvoltura entre os episódios mais marcantes da sua vida. Desde a infância em uma família paulistana de classe média alta, passando pelas primeiras bandas, como Os Mutantes e Tutti-Frutti, o período de repressão e prisão durante a ditadura militar, até o reencontro com o amor ao lado de Roberto de Carvalho, os filhos, o ativismo animal e os momentos mais íntimos de vulnerabilidade e glória.

O texto costura a narrativa com canções que marcaram gerações e ainda hoje ressoam com força. Estão no repertório sucessos como “Saúde”, “Mania de Você”, “Doce Vampiro”, “Reza”, “Desculpe o Auê” e, claro, “Ovelha Negra”, uma espécie de hino libertador que embala gerações de pessoas que, como Rita, nunca se sentiram completamente encaixadas.

Mel Lisboa: a atriz que encontrou Rita dentro de si

Mel Lisboa não é uma novata quando o assunto é interpretar Rita Lee. Seu encontro com a artista começou anos atrás, quando protagonizou a peça “Rita Lee Mora ao Lado”, inspirada na biografia homônima escrita por Henrique Bartsch. Desde então, um vínculo quase espiritual se formou entre atriz e personagem. Um elo que se aprofunda neste espetáculo que mistura memória e música com emoção genuína.

Por sua atuação, Mel foi reconhecida com o Prêmio Shell de Teatro, uma das maiores honrarias da cena teatral brasileira. Mas mais do que prêmios, o que a atriz transmite em cena é o sentimento de alguém que compreendeu Rita não apenas como mito, mas como ser humano: frágil, ousada, amorosa, contraditória e absolutamente autêntica.

“Não se trata de imitar. É sobre captar a alma, a vibração, o olhar que ela lançava sobre o mundo. Rita era muitas coisas, às vezes tudo ao mesmo tempo. E é essa complexidade que a torna tão fascinante de representar”, afirmou Mel em entrevistas anteriores.

Um presente para Manaus — e um convite à memória afetiva

A escolha de abrir a Mostra de Teatro Águas de Manaus com esse espetáculo não é apenas um acerto artístico — é também uma decisão simbólica. Rita Lee representa a força da arte que dialoga com todas as gerações. Sua história se mistura com a história recente do Brasil e convida o público a olhar para si mesmo, para os próprios sonhos e rupturas.

Segundo Aline Mohamad, do Instituto Brasileiro de Teatro (iBT), a curadoria da mostra buscou obras que dialogassem com a memória coletiva e com temas universais.

“A Rita é símbolo de liberdade, irreverência, criatividade e coragem. Ela foi — e é — inspiração para artistas, mulheres, ativistas, sonhadores. Começar com esse espetáculo é também uma forma de dizer: estamos aqui para falar de arte que transforma, emociona e resgata histórias que não podem ser esquecidas”, explica Aline.

A atriz e o espetáculo são produzidos pela Turbilhão de Ideias, companhia reconhecida por apostar em narrativas biográficas que cruzam arte e identidade brasileira.

Teatro para todos: uma cidade em cena

A Mostra de Teatro Águas de Manaus vai muito além da abertura estrelada. O projeto contempla apresentações em diversos bairros da capital, com peças que abordam desde temas históricos até reflexões do cotidiano manauara. A proposta é descentralizar a produção teatral e aproximar o público de diferentes territórios à arte.

As apresentações serão realizadas nos dias 9, 10, 16 e 17 de agosto, sempre com acesso gratuito. Além do espetáculo de Mel Lisboa, a mostra contará com companhias locais, trazendo vozes potentes da cena teatral amazônica.

Simony Dias, gerente de Relações Institucionais da Águas de Manaus — empresa responsável pelo apoio à mostra — destaca a importância da democratização do acesso à cultura:

“É uma honra participar de um projeto que leva teatro para todos os cantos da cidade. Cultura é direito, é pertencimento. E com essa mostra queremos oferecer à população de Manaus a chance de assistir espetáculos de altíssima qualidade, tanto locais quanto nacionais, como é o caso da peça da Rita Lee.”

A programação completa será divulgada nos próximos dias pelas redes sociais da Águas de Manaus e do Instituto Brasileiro de Teatro.

Rita além da música

A vida de Rita Lee foi — e continua sendo — um exemplo de como arte e atitude podem caminhar juntas. Durante mais de cinco décadas de carreira, ela rompeu barreiras de gênero, desafiou padrões, lutou contra o machismo na indústria musical e usou sua voz para causas sociais, ambientais e políticas.

Mesmo depois de sua partida, em 2023, aos 75 anos, Rita deixou um legado que não se apaga. Ela segue viva nas letras que escreveu, nos discos que gravou, nas entrevistas ácidas, nas roupas coloridas, nas causas que abraçou e, agora, também nos palcos que levam sua história adiante.

Para quem cresceu ouvindo Rita ou está conhecendo sua obra agora, o espetáculo é uma oportunidade rara de vê-la sob uma nova luz — sem filtros, sem censura, com a dose certa de ironia, poesia e humanidade.

Uma chance de reencontro

Num tempo em que a pressa consome e o excesso de informação distrai, parar para ouvir uma história pode ser um gesto revolucionário. Ainda mais quando essa história é a de uma mulher que fez da própria vida uma trilha sonora de coragem e originalidade.

“Rita Lee – Uma Autobiografia Musical” é mais do que teatro. É um reencontro com o que somos, fomos e ainda podemos ser. Em Manaus, diante do pôr do sol da Ponta Negra, ao som de “Ovelha Negra”, talvez você se descubra, entre lágrimas e sorrisos, dizendo: “essa história também é um pouco minha”.

Extermínio | Quarto capítulo da saga tem título oficial e data de estreia revelados

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Foto: Reprodução/ Internet

A franquia Extermínio está prestes a retornar às telas brasileiras com seu quarto capítulo, que também inaugura uma nova trilogia dentro do universo já estabelecido. Com o título confirmado como ‘O Templo dos Ossos‘, o longa promete transportar os fãs de volta a um mundo devastado por um vírus mortal e explorar histórias inéditas de sobrevivência, medo e resiliência. A estreia no Brasil está marcada para 15 de janeiro de 2026, oferecendo aos espectadores a oportunidade de vivenciar mais uma intensa experiência cinematográfica de terror pós-apocalíptico.

O título original, 28 Years Later: The Bone Temple, sugere que a narrativa se passa quase três décadas após os eventos do filme original de 2002, 28 Days Later, dirigido por Danny Boyle. A escolha do subtítulo brasileiro mantém a referência temporal, ao mesmo tempo em que desperta curiosidade sobre o significado de “O Templo dos Ossos”, que promete ser um elemento central da trama.

Um marco no cinema de terror moderno

Quando foi lançado, 28 Days Later mudou para sempre a forma como o público percebe o terror pós-apocalíptico. Com uma história crua e intensa, a produção não se limitava a sustos: ela explorava a fragilidade da sociedade diante de uma epidemia devastadora, mostrando o colapso de valores, instituições e relações humanas. O filme apresentou ao público a figura icônica do vírus da raiva, que transforma pessoas em versões agressivas e perigosas de si mesmas, criando um cenário em que a sobrevivência é um desafio constante.

O roteiro, assinado por Alex Garland, e a direção de Boyle combinavam tensão psicológica e terror físico de maneira magistral. Ao mesmo tempo, a cinematografia estilizada e a trilha sonora envolvente criavam uma sensação de imersão quase documental, fazendo com que os espectadores se sentissem dentro de uma Londres devastada e silenciosa, tomada pelo medo.

A história que marcou gerações

O enredo original acompanha Jim, interpretado por Cillian Murphy, um mensageiro de bicicleta que acorda de um coma no Hospital St. Thomas, apenas para descobrir que a cidade e o país foram transformados por um vírus mortal. Com ruas desertas e sinais de caos por toda parte, ele precisa aprender rapidamente a sobreviver em um mundo em que a violência humana e o medo se misturam de maneira assustadora.

Junto com os sobreviventes Selena, Mark, Frank e Hannah, Jim percorre ruas abandonadas, prédios destruídos e locais de refúgio temporários, enfrentando tanto os infectados quanto os dilemas morais que surgem em situações extremas. A história vai além do terror físico, explorando emoções humanas como luto, culpa, esperança e coragem, elementos que continuam a fazer da franquia uma obra relevante e impactante.

A narrativa também apresenta críticas sutis, mas contundentes, sobre abuso de poder e corrupção, especialmente na figura do Major Henry West, cuja promessa de proteção se transforma em um esquema de controle e exploração. Esse tipo de abordagem adiciona profundidade à trama e diferencia a saga de outros filmes de zumbis, tornando-a memorável e instigante.

O que esperar do novo filme

Com a nova trilogia, a expectativa é que o universo de Extermínio seja expandido de maneira significativa. Embora detalhes específicos sobre o enredo ainda não tenham sido divulgados, o título sugere uma conexão com locais misteriosos ou sagrados, possivelmente envolvendo segredos antigos que podem mudar a trajetória dos sobreviventes.

O subtítulo “O Templo dos Ossos” traz uma dimensão simbólica que vai além do terror visual. Ele pode representar memórias de um passado traumático, lições da história da humanidade e os desafios que a sociedade enfrenta ao tentar se reconstruir em meio ao caos. Para os fãs de longa data, é uma oportunidade de explorar não apenas sustos, mas também elementos narrativos ricos em significado e emoção.

Direção, elenco e expectativas

Embora o elenco ainda não tenha sido totalmente divulgado, a produção deve seguir a tradição da franquia de apostar em atores capazes de transmitir intensidade emocional e complexidade psicológica. Novos personagens serão introduzidos, e há a possibilidade de referências aos protagonistas anteriores, criando um elo emocional entre passado e presente.

A direção do filme promete manter o equilíbrio entre suspense, ação e terror psicológico. Cenários realistas, efeitos práticos e CGI avançado devem trabalhar em conjunto para criar uma experiência imersiva, colocando o espectador no centro da narrativa e ampliando a sensação de perigo constante que caracteriza a franquia.

O impacto cultural da franquia

Mais do que simples filmes de terror, os longas da franquia tiveram papel fundamental na transformação do gênero no século XXI. Antes de 28 Days Later, os zumbis eram frequentemente associados a comédia ou ficção fantástica leve. A franquia introduziu uma abordagem mais sombria e realista, mostrando a brutalidade do colapso social e as consequências das escolhas humanas diante de uma epidemia mortal.

Essa abordagem influenciou uma geração de cineastas e produções televisivas, contribuindo para a popularização de histórias pós-apocalípticas que equilibram ação, drama e terror psicológico. A nova trilogia tem a oportunidade de continuar esse legado, explorando temas contemporâneos como pandemias, crises sociais e dilemas éticos que ressoam com o público moderno.

Legado britano-estadunidense

A franquia também representa uma colaboração significativa entre o cinema britânico e estadunidense. Danny Boyle trouxe uma visão criativa e ousada para o terror, enquanto a parceria com a indústria americana possibilitou recursos maiores, efeitos visuais de ponta e ampla distribuição internacional.

Além do cinema, o filme influenciou diversas mídias, incluindo videogames, quadrinhos e séries, reforçando seu impacto cultural e ampliando o interesse por narrativas pós-apocalípticas. O novo filme tem o potencial de expandir ainda mais esse legado, apresentando novas histórias, personagens e cenários que podem se tornar referência dentro do gênero.

Saiba qual filme vai passar na Sessão da Tarde desta segunda, 12 de janeiro, na TV Globo

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A Sessão da Tarde desta segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, leva ao ar um dos filmes mais emblemáticos do cinema romântico contemporâneo: “Podres de Ricos”. Lançado em 2018, o longa conquistou público e crítica ao unir uma história de amor clássica com um olhar moderno sobre identidade cultural, conflitos familiares e desigualdade social, tudo ambientado em um universo de luxo exuberante na Ásia. Dirigido por Jon M. Chu (Em um Bairro de Nova York, As Panteras), o filme se tornou um verdadeiro fenômeno cultural e um marco de representatividade em Hollywood.

A trama acompanha Rachel Chu (Constance Wu, de Fresh Off the Boat e Golpistas do Ano), uma professora de economia da Universidade de Nova York que leva uma vida simples, focada na carreira e no relacionamento estável com o namorado Nick Young (Henry Golding, de Magnatas do Crime e Último Natal). O casal vive um romance discreto até o momento em que Nick convida Rachel para acompanhá-lo a Singapura, onde será padrinho no casamento de seu melhor amigo. O que parecia apenas uma viagem romântica logo se transforma em um choque cultural quando Rachel descobre que a família de Nick está entre as mais ricas e poderosas da Ásia — e que ele é um dos solteiros mais desejados do país.

Ao chegar a Singapura, Rachel se vê cercada por mansões luxuosas, festas extravagantes e um estilo de vida quase inacreditável. Porém, o verdadeiro desafio surge no convívio com a família de Nick, especialmente com sua mãe, Eleanor Young, interpretada com elegância e intensidade por Michelle Yeoh (O Tigre e o Dragão, Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo). Eleanor representa os valores tradicionais, a importância do legado familiar e a crença de que apenas alguém “à altura” da linhagem dos Young pode estar ao lado de seu filho. Para ela, Rachel — independente, americana e de origem simples — não se encaixa nesse ideal.

O filme constrói esse conflito de forma gradual, explorando as tensões entre tradição e modernidade, amor e dever, individualidade e expectativas familiares. Rachel passa a ser alvo de olhares julgadores, comentários maldosos e armadilhas sociais, especialmente de outras mulheres da alta sociedade que enxergam nela uma ameaça. Mesmo assim, ela tenta manter sua dignidade e autenticidade, questionando até que ponto vale a pena lutar por um relacionamento que parece exigir o sacrifício de quem ela é.

Além do casal protagonista, “Podres de Ricos” se destaca por seu elenco carismático e bem construído. Awkwafina (A Despedida) rouba cenas como Peik Lin, a melhor amiga extravagante e leal de Rachel, responsável por boa parte do humor do filme. Já Gemma Chan (Eternos) vive Astrid, prima de Nick, uma mulher aparentemente perfeita que esconde frustrações e problemas em seu casamento, oferecendo um contraponto emocional importante à narrativa principal. Esses personagens ajudam a ampliar o olhar do filme sobre diferentes tipos de pressão enfrentadas dentro daquele universo de privilégios.

Baseado no best-seller homônimo de Kevin Kwan, publicado em 2013, o longa foi lançado pela Warner Bros. Pictures em agosto de 2018 e rapidamente se tornou um sucesso de bilheteria, arrecadando mais de US$ 238 milhões em todo o mundo. Mais do que números, o filme entrou para a história como o primeiro longa de um grande estúdio de Hollywood, desde O Clube da Felicidade e da Sorte (1993), a apresentar um elenco majoritariamente asiático-americano em uma narrativa contemporânea. Esse feito teve impacto direto na indústria, abrindo portas para novas histórias e vozes até então pouco representadas no cinema mainstream.

A recepção crítica também foi positiva, com elogios ao charme da direção, ao figurino luxuoso, à trilha sonora marcante e, principalmente, às atuações, em especial a de Michelle Yeoh, frequentemente citada como o coração emocional do filme. “Podres de Ricos” equilibra o tom leve da comédia romântica com reflexões mais profundas sobre pertencimento, imigração, preconceito e o peso das raízes culturais.

Outro ponto alto do filme é o cuidado visual. As locações em Singapura e na Malásia transformam a produção em um verdadeiro espetáculo estético, com palácios, resorts e eventos grandiosos que reforçam o contraste entre o mundo de Rachel e o da família Young. Ao mesmo tempo, o roteiro evita glorificar cegamente o luxo, mostrando que, por trás da riqueza extrema, existem dores, inseguranças e conflitos tão humanos quanto os de qualquer outra pessoa.

“A Hora do Mal” | Novo terror de Zach Cregger estreia com 100% no Rotten Tomatoes e promete marcar uma geração

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Foto: Reprodução/ Internet

Em uma época em que o terror parece caminhar entre o cansaço de fórmulas repetidas e a necessidade de se reinventar, surge uma nova obra que não apenas assusta, mas perturba profundamente. A Hora do Mal, novo longa do diretor Zach Cregger — o mesmo responsável pelo elogiado “Noites Brutais” — chega cercado de expectativas e já cumpre uma façanha rara: estrear com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, o principal agregador de críticas do cinema atual. Os críticos destacam o roteiro inteligente, as atuações impecáveis e, principalmente, a coragem do longa em não oferecer todas as respostas.

Mas não se engane. Esta nova produção de terror psicológico não é um daqueles filmes recheados de “jump scares” fáceis ou monstros digitais à espreita no escuro. A proposta aqui é outra: inquietar com camadas, provocar reflexões e, principalmente, plantar dúvidas que o espectador levará para casa. Porque esta história perturbadora não fala apenas sobre o desaparecimento de crianças. Fala sobre o colapso de tudo aquilo que sustentava nossa noção de segurança — a fé, a autoridade, a escola, a família.

Foto: Reprodução/ Internet

Um silêncio às 2h17 da manhã

Imagine um dia comum. Quarta-feira. Alvorecer. Você entra no quarto do seu filho para acordá-lo, e a cama está vazia. O pijama ainda quente. A janela aberta. Nenhum sinal de violência. Nenhuma pegada. Nada. Agora, imagine isso acontecendo com todas as crianças da mesma turma escolar. Todas, menos uma.

Esse é o ponto de partida de A Hora do Mal. A cidadezinha fictícia de Withfield, na Flórida, amanhece com o sumiço inexplicável de uma classe inteira de crianças. O único aluno restante — um garoto visivelmente em estado de choque — é incapaz de explicar o que viu ou ouviu. Tudo o que se sabe é que, exatamente às 2h17 da manhã, cada uma delas levantou-se da cama, calçou os sapatos, saiu pelas portas da frente… e nunca mais foi vista.

Horror não como espetáculo, mas como desconforto

Desde o início, o filme deixa claro que não vai entregar respostas fáceis. O público é apresentado a uma teia de personagens cujas vidas se entrelaçam e se desfazem diante da tragédia. Não existe protagonista fixo. O horror, aqui, é coletivo — e, paradoxalmente, íntimo.

Há o detetive veterano vivido por Josh Brolin, um homem corroído por erros do passado e agora forçado a confrontar aquilo que tentou esquecer. Há a professora Srta. Gandy, interpretada com intensidade por Julia Garner, que se vê no centro do mistério: por que apenas seus alunos desapareceram? E será que ela mesma acredita no que está dizendo?

Temos ainda o jovem pastor interpretado por Alden Ehrenreich, que vê no acontecimento um sinal divino — ou uma chance de manipular os fiéis. E há Benedict Wong, no papel de um psiquiatra forense que chega para investigar o trauma coletivo da cidade, apenas para encontrar algo muito mais denso que qualquer prontuário médico poderia prever.

O elenco se completa com Austin Abrams, June Diane Raphael, Amy Madigan e Cary Christopher, este último no papel mais simbólico do filme: o garoto que ficou para trás. Sua presença é silenciosa, mas cortante. Seus olhos carregam a dor de quem viu o impossível — e a culpa de quem sobreviveu.

Uma produção que começou com disputa ferrenha

O interesse por Weapons — título original da obra — começou muito antes das câmeras começarem a rodar. Em janeiro de 2023, o roteiro de Zach Cregger virou ouro em Hollywood. Estúdios como Universal, TriStar, Netflix e New Line Cinema disputaram acirradamente os direitos de produção. A New Line venceu a batalha, garantindo a Cregger um contrato milionário e carta branca criativa, inclusive com privilégio de corte final (um luxo nos dias de hoje).

Diz-se que o diretor se inspirou no estilo entrelaçado de Magnólia (1999), de Paul Thomas Anderson, para montar a estrutura narrativa. Isso se traduz em uma história onde o terror não está apenas no acontecimento central, mas nas rachaduras emocionais que ele provoca em cada núcleo.

Foto: Reprodução/ Internet

Um filme moldado pelo trauma de quem o cria

Mais do que um filme de horror, a trama é um estudo sobre luto, repressão, histeria coletiva e a necessidade desesperada de encontrar sentido onde talvez não haja nenhum. O desaparecimento das crianças é apenas o gatilho. O verdadeiro terror está na reação da cidade: o pânico, as acusações infundadas, os rituais improvisados, a fé distorcida. É como se o medo não estivesse apenas em busca de culpados — mas de vítimas adicionais.

Zach Cregger se firma, aqui, como um diretor autoral do terror contemporâneo. Se Noites Brutais já havia causado burburinho ao subverter expectativas, este novo trabalho mostra maturidade. Ele entende que o horror não está nas sombras, mas no que as luzes revelam.

E há beleza nisso. A fotografia é opressiva, sim — com cenários áridos, casas precárias e igrejas decadentes. Mas também há uma estética quase melancólica, como se estivéssemos acompanhando o fim de uma era, o colapso de uma ideia de sociedade.

Trocas de elenco e rumos surpreendentes

Curiosamente, o papel que hoje é de Josh Brolin quase foi de Pedro Pascal. O astro chileno, a princípio, havia sido confirmado no projeto, mas precisou deixá-lo devido à agenda cheia com Quarteto Fantástico. A saída, que poderia ter sido um problema, acabou dando espaço para uma das atuações mais comentadas da temporada até agora: Brolin entrega um personagem dividido entre o policial e o homem comum, entre o pai e o falido emocional.

Outros nomes como Renate Reinsve também estiveram ligados ao projeto nos estágios iniciais, mas o resultado final encontrou um equilíbrio interessante entre veteranos de peso e rostos promissores. A direção de elenco é precisa: cada personagem, por menor que seja sua presença, carrega consigo um pedaço da tragédia — como se todos fossem culpados por omissão, silêncio ou desespero.

O mal que habita no coração da América

O que talvez torne esse terror tão impactante é sua crítica nada velada às estruturas morais da sociedade americana. A escola como lugar seguro falha. A polícia como protetora se revela corrupta. A igreja se transforma em palco de fanatismo. As mães e pais, perdidos, oscilam entre a culpa e a negação.

Há elementos sobrenaturais? Sim. Mas eles nunca são mais assustadores do que os humanos. Cregger nos obriga a olhar para dentro — e não para debaixo da cama. E o que encontramos ali é o verdadeiro terror.

Uma data marcada para o desconforto

Com estreia oficial marcada para 8 de agosto de 2025, nos Estados Unidos, o filme será distribuído pela Warner Bros. Pictures. O Brasil ainda aguarda confirmação de data, mas a expectativa é de que o longa ganhe sessões por aqui ainda no segundo semestre, com possibilidade de participação em festivais como o Fantaspoa ou o Mostra de SP.

A Noiva! | Trailer sinaliza a visão autoral de Maggie Gyllenhaal ao reposicionar o mito de Frankenstein

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A Warner Bros. Pictures divulgou o trailer de A Noiva!, novo longa-metragem escrito, dirigido e coproduzido por Maggie Gyllenhaal (A Filha Perdida), e a prévia já indica que o filme pretende ir muito além de uma simples releitura de Frankenstein. Com estreia marcada para 05 de março de 2026, exclusivamente nos cinemas brasileiros, a produção aposta em uma combinação intensa de terror, ação e romance para revisitar um dos mitos mais emblemáticos da literatura e do cinema sob uma perspectiva radicalmente contemporânea.

O trailer apresenta um universo sombrio e estilizado, que dialoga com o horror clássico, mas carrega uma energia moderna, quase anárquica. A ambientação nos Estados Unidos dos anos 1930 surge como um elemento narrativo essencial, refletindo um período de crise, transformação social e efervescência cultural. Estradas vazias, cidades decadentes e ambientes industriais compõem o cenário onde se desenrola uma história marcada pela violência, pelo desejo de liberdade e pela busca por identidade.

No centro da narrativa está a Noiva, interpretada por Jessie Buckley (Estou Pensando em Acabar com Tudo, A Filha Perdida), vencedora do Globo de Ouro e indicada ao Oscar. Diferente das versões tradicionais, a personagem não surge como figura passiva ou complementar. Trazida de volta à vida sem memórias, ela desperta em um mundo que tenta impor limites e expectativas sobre quem ela deve ser. O trailer sugere uma personagem inquieta, imprevisível e determinada a romper com qualquer forma de controle, transformando sua própria existência em um ato de rebeldia.

Christian Bale (O Vencedor, Batman: O Cavaleiro das Trevas), vencedor do Oscar, interpreta o Monstro de Frankenstein sob uma ótica mais humana e melancólica. Seu personagem aparece movido pela solidão e pela necessidade de pertencimento, carregando o peso de uma vida marcada pela rejeição. A criação da Noiva surge como uma tentativa desesperada de preencher esse vazio, mas o encontro entre os dois não resulta em estabilidade. Pelo contrário, dá origem a uma relação intensa e destrutiva, que se desenvolve à margem da sociedade.

A trama se aprofunda quando Frankenstein busca a ajuda da cientista Dra. Euphronious, vivida por Annette Bening (Beleza Americana, Os Garotos Estão de Volta), cinco vezes indicada ao Oscar. É ela quem aceita o desafio de criar uma companheira para o monstro, revivendo uma jovem assassinada. O trailer indica que o experimento foge completamente ao controle, desencadeando consequências que extrapolam o campo da ciência e impactam toda a ordem social ao redor.

À medida que a Noiva passa a existir, o filme sugere o surgimento de uma onda de violência e transformação cultural. Assassinatos, episódios de possessão e a formação de um movimento radical aparecem como desdobramentos diretos dessa criação. Maggie Gyllenhaal utiliza o mito de Frankenstein para discutir temas como autonomia, marginalização e a força de corpos considerados indesejáveis, que passam a desafiar normas e estruturas de poder.

O elenco de apoio amplia o alcance dramático da produção. Peter Sarsgaard (A Órfã, O Dilema das Redes) surge em um papel de tensão crescente, enquanto Penélope Cruz (Vanilla Sky, Vicky Cristina Barcelona), vencedora do Oscar, aparece com uma presença forte e misteriosa. Jake Gyllenhaal (O Segredo de Brokeback Mountain, O Abutre), indicado ao Oscar, completa o elenco com um personagem que adiciona ambiguidade e conflito, sugerindo novos embates morais e emocionais ao longo da narrativa.

Do ponto de vista técnico, o trailer revela um trabalho estético cuidadoso e ambicioso. A fotografia de Lawrence Sher (Coringa, Nasce uma Estrela) aposta em contrastes marcantes de luz e sombra, criando imagens que transitam entre o grotesco e o poético. A direção de arte de Karen Murphy reconstrói a década de 1930 com riqueza de detalhes, enquanto mantém uma identidade visual que evita o realismo excessivo e reforça o caráter simbólico da história.

A trilha sonora composta por Hildur Guðnadóttir (Coringa, Tár), vencedora do Oscar, surge como elemento fundamental na construção da atmosfera. Sons densos, notas prolongadas e silêncios estratégicos intensificam a sensação de inquietação e antecipam uma experiência sensorial intensa. O figurino assinado por Sandy Powell (Shakespeare Apaixonado, Carol) contribui para a caracterização dos personagens, mesclando elegância, estranhamento e decadência, em sintonia com o tom do filme.

Produzido pela First Love Films e In The Current Company, A Noiva! conta com coprodução de Emma Tillinger Koskoff (O Lobo de Wall Street), Talia Kleinhendler e Osnat Handelsman Keren, além da produção executiva de Carla Raij, David Webb e Courtney Kivowitz. A Warner Bros. Pictures será responsável pela distribuição internacional, levando o longa aos cinemas e às salas IMAX a partir de março de 2026.

Opinião – Até que ponto os relançamentos no cinema fazem sentido?

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O cinema sempre teve uma relação íntima com a nostalgia. Rever um clássico na tela grande pode ser uma experiência poderosa — uma ponte entre gerações, uma chance de ver o que antes só existia em fitas VHS ou nos catálogos de streaming. No entanto, nos últimos anos, o que antes era um gesto de celebração à história do cinema vem ganhando contornos cada vez mais comerciais. Relançamentos tornaram-se parte da estratégia de marketing das distribuidoras, mas nem sempre com propósito real.

Quando o relançamento faz sentido

Há casos em que o relançamento é justificado, e até bem-vindo. Quando uma franquia está prestes a ganhar uma continuação ou uma nova adaptação, revisitar o filme original pode servir como aquecimento e reforço de contexto. É o caso, por exemplo, de Wicked, que terá seu segundo capítulo lançado em 19 de novembro e, dias antes, verá o primeiro filme retornar aos cinemas. Essa é uma decisão estratégica e compreensível: além de refrescar a memória do público, cria-se uma atmosfera de expectativa e pertencimento, especialmente para os fãs que desejam reviver a experiência no cinema antes da estreia da sequência.

Esse tipo de relançamento cumpre uma função narrativa e comercial legítima — conecta o público com o universo da história, fortalece a marca e valoriza a jornada dos personagens. É diferente de simplesmente empurrar um filme antigo de volta às salas para “preencher” uma janela de programação ou tentar arrancar mais alguns milhões de bilheteria em nome da nostalgia.

O problema da banalização

O que causa incômodo — e até cansaço — é o uso indiscriminado dos relançamentos como ferramenta de lucro rápido. Muitas vezes, o público é convidado a pagar o mesmo preço de um ingresso atual para ver um filme que está disponível em alta definição nas plataformas de streaming, sem qualquer conteúdo adicional ou nova experiência que justifique o retorno à tela grande.

Quando o relançamento perde o sentido artístico e se transforma em produto reciclado, o cinema deixa de ser um espaço de celebração da arte e se torna apenas mais uma vitrine comercial. É o mesmo fenômeno que vemos em outros setores culturais: remakes e reboots feitos às pressas, versões “definitivas” de álbuns e relançamentos de games que, na prática, pouco oferecem de novo.

O público percebe quando há sinceridade e quando há oportunismo. E isso afeta diretamente a credibilidade das distribuidoras — porque o cinema, mesmo sendo uma indústria, ainda é um espaço de emoção, memória e pertencimento. Quando a nostalgia é usada de forma forçada, ela perde a magia.

O impacto sobre o público e o mercado

Outro ponto relevante é o impacto dos relançamentos sobre o calendário cinematográfico. Com cada vez mais estúdios disputando espaço nas salas, o relançamento de títulos antigos pode acabar reduzindo as chances de exibição de produções independentes ou de filmes novos que poderiam conquistar seu público se tivessem mais tempo de tela.

Além disso, a repetição de títulos conhecidos tende a criar uma falsa sensação de sucesso nas bilheteiras, mascarando o fato de que o cinema precisa de renovação — de histórias novas, de vozes diferentes. Relançar ad infinitum o que já deu certo pode até garantir lucro momentâneo, mas não constrói futuro.

Há uma diferença entre celebrar a história do cinema e viver dela. Os grandes clássicos merecem ser revistos, sim — mas dentro de um contexto especial, como aniversários de lançamento, restaurações cuidadosas ou eventos comemorativos. Fora disso, o relançamento perde o caráter de homenagem e se torna apenas uma manobra para “encher sala”.

Quando a nostalgia é bem usada

Existem exemplos inspiradores de relançamentos feitos com propósito. O retorno de “Titanic” aos cinemas, em 2023, por exemplo, marcou o aniversário de 25 anos do filme, com nova remasterização e exibição em 3D. O resultado foi uma experiência aprimorada que respeitou o público e valorizou a obra. Casos assim mostram que o relançamento pode, sim, ter mérito — quando existe um motivo artístico, técnico ou histórico por trás.

Da mesma forma, reexibir clássicos de animação da Disney ou filmes icônicos como “O Senhor dos Anéis” em versões restauradas pode aproximar novas gerações dessas obras, algo que tem valor cultural genuíno. Mas isso é diferente de simplesmente “relançar por relançar”.

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