Thunderbolts estreia em alta e já soma US$ 177 milhões no mundo

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O mais recente lançamento da Marvel Studios, Thunderbolts, estreou com força nas bilheteiras mundiais, arrecadando US$ 177,3 milhões em seu primeiro final de semana global. O longa alcançou o topo das bilheteiras dos Estados Unidos, onde já ultrapassou os US$ 100 milhões, confirmando uma abertura sólida que reacende o entusiasmo entre os fãs da franquia.

Apesar de uma jornada promissora até aqui, o caminho rumo à rentabilidade ainda não está garantido. Com um orçamento robusto de US$ 180 milhões e mais US$ 100 milhões investidos em marketing e divulgação, o filme ainda precisa manter sua força nas próximas semanas para recuperar o investimento e atingir o ponto de equilíbrio.

💥 Melhor estreia do que Shang-Chi e Eternos

Segundo a revista Variety, o desempenho doméstico de Thunderbolts já supera as estreias de outros filmes recentes da Marvel, como Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis (US$ 75 milhões) e Eternos (US$ 71 milhões). Essa comparação reforça a percepção de que o interesse por novas formações de heróis — ou anti-heróis, no caso — ainda é forte entre o público.

Na pré-estreia realizada em 1º de maio nos EUA, o longa arrecadou US$ 11 milhões, valor que se aproxima da estreia de Capitão América: Admirável Mundo Novo (US$ 12 milhões), embora ainda fique abaixo dos US$ 17,5 milhões obtidos por Guardiões da Galáxia Vol. 3.

🎭 Florence Pugh lidera equipe de anti-heróis no universo Marvel

Com Florence Pugh reprisando o papel de Yelena Belova e liderando o grupo, o filme aposta em personagens já conhecidos pelo público, como o Soldado Invernal (Sebastian Stan), o Guardião Vermelho (David Harbour), Agente Americano (Wyatt Russell) e Fantasma (Hannah John-Kamen). A proposta é reunir figuras moralmente ambíguas em missões que os heróis convencionais não teriam coragem — ou autorização — para executar.

Essa nova formação oferece um tom mais sombrio e imprevisível, aproximando-se da estética e narrativa de Esquadrão Suicida, porém com a assinatura emocional e visual do universo Marvel.

🌍 Próximas paradas podem impulsionar bilheteria global

Ainda há muito espaço para crescimento. O filme será lançado em breve em mercados estratégicos como China, Coreia do Sul e Japão, que tradicionalmente impulsionam os números dos blockbusters de super-heróis. Analistas apostam que a bilheteria global pode ultrapassar a marca de US$ 500 milhões se a recepção internacional for positiva.

🎬 O que Thunderbolts representa para o futuro do MCU?

Thunderbolts é um dos pilares do novo ciclo narrativo da Marvel, que busca renovar seu elenco e narrativa após o fim da Saga do Infinito. Seu desempenho pode impactar diretamente os planos futuros do estúdio, inclusive projetos derivados e a construção de novas alianças entre personagens. Em um momento de reavaliação estratégica para a Marvel, Thunderbolts surge como um teste crucial de fôlego — tanto criativo quanto financeiro.

Crítica – Com Unhas e Dentes é pancadaria contra zumbis em ritmo de ação frenética — e nada além disso

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Imagine que o apocalipse zumbi começou… e quem está no centro do caos não é um soldado, nem um cientista genial, muito menos um sobrevivente comum. Quem pega a linha de frente aqui é um ex-lutador de Muay Thai, pronto para meter o cotovelo na fuça de morto-vivo. Assim é “Com Unhas e Dentes”, o novo longa tailandês que chega à Netflix com a missão de entreter sem prometer mais do que pode — e cumpre isso com sangue, suor e muitos chutes na cabeça.

💥 Pancadaria sincera, do jeito que a gente gosta

Dirigido por Kulp Kaljareuk, o filme não tenta reinventar o apocalipse. Ele sabe exatamente o que está fazendo: mistura dois gêneros adorados — zumbis frenéticos e artes marciais coreografadas — e entrega tudo isso num ritmo acelerado e sem frescura. A história é simples, direta e eficaz: Singh, vivido por Prin Suparat, só quer resgatar sua esposa, Rin, presa no hospital onde o surto começou. No caminho, encontra um menino perdido, algumas centenas de infectados famintos e muitas desculpas para descer a porrada.

🧠 Profundidade? Aqui não, irmão.

Com Unhas e Dentes não está interessado em metáforas, críticas sociais ou construção filosófica do apocalipse. Ele deixa isso pros filmes cabeça. Aqui, a narrativa é um videogame em carne e osso: missão, inimigos, lutas e o bom e velho “salvar quem se ama”. O roteiro de Nut Nualpang e Vathanyu Ingkawiwat aposta no clichê com convicção — e isso é parte do charme.

🤜 Zumbi não tem vez contra chute giratório

O que realmente diferencia o longa é a ação. Nada de armas mirabolantes ou explosões genéricas. O protagonista resolve tudo com o próprio corpo como arma. As lutas são coreografadas com precisão, ritmo e impacto. Singh transforma cada corredor do hospital em ringue, com zumbis servindo de saco de pancadas. É brutal, estiloso e, em alguns momentos, até engraçado — do jeito bom.

Se você é fã de filmes como Ong-Bak, Invasão Zumbi ou até aqueles clássicos de ação dos anos 90, vai se sentir em casa. E a fotografia não decepciona: câmera nervosa, muita sombra, closes em olhos arregalados e sangue espirrando como se fosse tinta de aquarela dark.

🧒 Um trio que segura a missão

Singh, Rin e o pequeno Buddy formam o trio que conduz a trama. Não espere profundidade psicológica — mas há carisma. Singh é um herói raiz, movido pela coragem bruta. Rin cumpre bem o papel de resistência emocional. E Buddy… bom, ele é a criança em perigo que serve de motor emocional (e faz a gente lembrar que zumbi e afeto nem sempre combinam).

Crítica – Angelina Jolie brilha em Maria Callas, mas o filme não alcança sua grandeza

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A atuação de Angelina Jolie como Maria Callas é um verdadeiro espetáculo de interpretação. Jolie traz à vida a célebre diva operística com uma presença arrebatadora, unindo graça, intensidade e uma profundidade emocional que transcende as limitações do roteiro. Sua performance não apenas captura a essência de Callas, mas a transforma no eixo magnético do filme, reafirmando sua posição como uma das maiores atrizes de sua geração.

No entanto, o brilho de Jolie não consegue iluminar completamente as falhas estruturais da narrativa. O filme promete explorar o complexo dilema de identidade de Maria Callas – uma mulher dividida entre a figura pública imponente e os anseios íntimos de sua vida privada. Embora essa dualidade ofereça um terreno fértil para uma história envolvente, a execução carece de sutileza e profundidade, entregando uma protagonista que, ao invés de multifacetada, parece fragmentada e incoerente. O roteiro aborda as tensões internas de Callas de forma superficial, deixando de explorar com força emocional a humanidade por trás da lenda.

A estrutura narrativa do filme agrava esses problemas. O ritmo é inconsistente, os saltos temporais muitas vezes confundem mais do que esclarecem, e a falta de uma direção clara prejudica a coesão da trama. Embora alguns diálogos sejam bem elaborados e existam momentos que sugerem um potencial maior – como interações marcantes entre personagens secundários – essas faíscas não são suficientes para sustentar o enredo como um todo. A atmosfera, que deveria ser rica em nuances, oscila entre o exagero e a frieza, afastando o espectador da imersão emocional.

Apesar de sua ambição artística, o filme falha em atingir o impacto que claramente almeja. Há uma desconexão evidente entre a grandiosidade temática que o projeto busca e a execução final. Enquanto Angelina Jolie brilha intensamente, o restante da produção parece incapaz de acompanhar seu nível, resultando em uma obra que, embora visualmente bela e tecnicamente competente, carece da alma necessária para honrar sua protagonista.

No fim, Maria Callas se revela uma oportunidade perdida. A poderosa atuação de Jolie merecia um filme que fosse tão ousado e profundo quanto sua interpretação. Em vez disso, o longa entrega uma narrativa que tenta ser grandiosa, mas aterrissa no terreno seguro da mediocridade, frustrando as altas expectativas que seu elenco e proposta inicial inspiravam.

A Melhor Mãe do Mundo acumula prêmios e fortalece candidatura ao Oscar 2026

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“A Melhor Mãe do Mundo”, novo longa da diretora Anna Muylaert, ainda nem chegou aos cinemas brasileiros, mas já conquistou um espaço importante no circuito internacional. Com estreia marcada para o dia 7 de agosto, o filme vem acumulando prêmios em festivais prestigiados e se destacando como um dos títulos mais fortes do ano. A trajetória sólida coloca a produção como um possível nome do Brasil para disputar uma vaga no Oscar 2026, na categoria de Melhor Filme Internacional.

Uma história de fuga, recomeço e amor incondicional

A trama acompanha Gal, uma mulher que vive nas ruas de São Paulo com os filhos Rihanna e Benin, depois de fugir de um relacionamento abusivo. Catadora de recicláveis, Gal luta para recomeçar a vida em meio à dureza da cidade e à marginalização social. Mas sua força está no afeto: a maternidade, mesmo em meio ao caos, é o elo que sustenta sua caminhada. A atuação de Shirley Cruz é o coração do filme — potente, real e absolutamente comovente.

Elenco diverso e participações especiais marcantes

Além de Cruz, o elenco é um ponto alto da produção. Rejane Faria brilha no papel coadjuvante, ao lado de nomes como Luedji Luna, Rubens Santos e os jovens Rihanna Barbosa e Benin Ayo, que interpretam os filhos de Gal. O longa ainda conta com participações especiais surpreendentes, como Katiuscia Canoro, Lourenço Mutarelli e o rapper Dexter, que dão ainda mais autenticidade e força narrativa à obra.

Reconhecimento em Guadalajara e Recife

No 40º Festival Internacional de Cinema de Guadalajara (FICG), no México, A Melhor Mãe do Mundo conquistou três prêmios: Melhor Interpretação para Shirley Cruz, Melhor Roteiro para Anna Muylaert e Melhor Fotografia para Lílis Soares. Já no Cine PE, um dos principais festivais de cinema do Brasil, o filme foi a grande estrela da noite, vencendo em cinco categorias — incluindo Melhor Filme pelo Júri Oficial, Melhor Atriz (Shirley Cruz), Melhor Atriz Coadjuvante (Rejane Faria), Melhor Roteiro (Muylaert) e Melhor Montagem (Fernando Stutz).


Um filme brasileiro ganhando o mundo

A jornada do longa começou com sua estreia mundial no Festival de Berlim, e desde então ele vem ganhando espaço em importantes eventos internacionais. Na França, venceu no CinéLatino Toulouse, onde recebeu o Prêmio do Público, e no La Fiesta del Cine, em Nice. Também foi exibido no Canal+, aumentando sua visibilidade junto ao público europeu. Nos Estados Unidos, integrou a programação do San Francisco International Film Festival, reforçando sua presença global e alimentando expectativas em torno de uma possível campanha para o Oscar.

Agenda cheia antes da estreia nos cinemas

Antes da estreia oficial no Brasil, o filme ainda será exibido em dois eventos de peso. De 16 a 20 de julho, participa da Mostra Arte Caleidoscópio, e, entre 25 de julho e 2 de agosto, marca presença no Bonito CineSur. São exibições estratégicas que ajudam a manter o longa em evidência, aproximando-o de novos públicos e consolidando sua recepção crítica.

Anna Muylaert reafirma sua força no cinema nacional

Com A Melhor Mãe do Mundo, Anna Muylaert volta ao centro da discussão sobre o papel social e político do cinema brasileiro. Assim como em Que Horas Ela Volta?, ela dá protagonismo a mulheres que raramente são vistas com dignidade nas telas. Gal é sobrevivente, mãe, trabalhadora, mas, acima de tudo, é uma mulher que insiste em existir — mesmo quando o mundo insiste em apagá-la.

Nos cinemas a partir de 7 de agosto

Distribuído pela +Galeria, o longa estreia em circuito comercial no dia 7 de agosto. Se os prêmios já colocam o filme entre os destaques do ano, o que vem agora é o encontro com o público — aquele que sente, se identifica e se transforma diante de uma boa história. E A Melhor Mãe do Mundo tem tudo para ser uma das mais tocantes que o cinema brasileiro contou nos últimos tempos.

Crítica | Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado (2025) renova o clássico com suspense e emoção

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Mais de 25 anos após o lançamento do clássico que definiu o slasher para uma geração inteira, Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado retorna em 2025 com um novo olhar, novas vítimas e a mesma sombra aterrorizante do passado. A produção dirigida por Jennifer Kaytin Robinson — conhecida por sua abordagem sensível e moderna sobre juventude e culpa — não é apenas uma releitura do original, mas uma extensão sombria e emocional da mitologia que se iniciou em 1997.

Com roteiro de Leah McKendrick, baseado no romance homônimo de Lois Duncan, o filme traz um elenco jovem liderado por Madelyn Cline, Chase Sui Wonders e Jonah Hauer-King, que vivem cinco amigos marcados por um segredo mortal. A nova versão mescla tensão psicológica, violência gráfica e uma forte carga emocional, que explora não só o trauma coletivo, mas também a herança de uma cidade ainda marcada pelo chamado Massacre de Southport — evento ocorrido na linha do tempo do filme original.

A nova trama: fantasmas do passado em corpos jovens

Logo nos primeiros minutos, o filme estabelece a atmosfera densa e moralmente ambígua que vai permear toda a narrativa. Em uma noite aparentemente comum de verão, cinco amigos celebram o fim do ensino médio. A embriaguez, a euforia e uma série de escolhas impulsivas culminam em um trágico acidente: um pedestre é atropelado e morre na hora. O grupo, tomado pelo pânico, decide esconder o corpo e jurar segredo.

O que parecia um pacto entre amigos se transforma em um pesadelo meses depois, quando todos passam a receber mensagens ameaçadoras: “Eu sei o que vocês fizeram.” O que começa como uma brincadeira mórbida vira terror absoluto quando um misterioso assassino com um gancho começa a persegui-los. Cada membro do grupo é confrontado não apenas com a morte iminente, mas com a culpa que os consome desde aquela noite. No entanto, à medida que investigam os ataques, descobrem que não são os primeiros a viver esse inferno: o passado do massacre de 1997 ainda ecoa.

Em uma virada engenhosa, o roteiro conecta os novos protagonistas aos sobreviventes originais do primeiro filme. Eles buscam a ajuda dos únicos que enfrentaram e sobreviveram ao maníaco há mais de duas décadas. O que parecia apenas um reboot se transforma em um capítulo adicional e sombrio de uma saga sobre culpa, arrependimento e vingança.

Direção afiada e tensão contínua

Jennifer Kaytin Robinson, que já havia demonstrado domínio sobre dilemas juvenis em Alguém Avisa? e Do Revenge, aqui se mostra à vontade no campo do terror, trazendo profundidade emocional sem sacrificar o suspense. Ela entende que o verdadeiro horror não está apenas no monstro com gancho — mas no que somos capazes de fazer uns com os outros para sobreviver ou esconder nossas falhas.

A cineasta também acerta ao utilizar um ritmo cadenciado que equilibra sustos brutais com momentos mais introspectivos. A violência é gráfica, mas nunca gratuita. Ela serve como extensão da dor interna dos personagens, um reflexo físico da culpa que carregam.

A fotografia é escura e opressiva, com uso frequente de névoa e sombras para esconder (e, por vezes, revelar) os perigos que se aproximam. Southport, a cidade fictícia que retorna como cenário, é mostrada como um lugar corroído por tragédias antigas, onde o tempo não apaga os pecados — apenas os esconde melhor.

O elenco: juventude à beira do abismo

Madelyn Cline, conhecida por Outer Banks, entrega uma performance tensa e cativante como a jovem líder do grupo, Emma. Sua personagem oscila entre o desespero e a tentativa de controle, encarnando uma figura que tenta manter todos unidos enquanto o medo os fragmenta. Já Chase Sui Wonders e Jonah Hauer-King interpretam, respectivamente, a melhor amiga de Emma e seu ex-namorado — ambos com segredos próprios que aumentam a tensão interna.

O filme também se destaca ao trazer de volta — em participações especiais e significativas — personagens ligados ao longa original. Embora a produção tenha mantido em sigilo a identidade dos veteranos que retornam, o impacto da conexão é profundo, reforçando que o mal em Southport não tem prazo de validade.

Temas profundos: culpa, juventude e o preço do silêncio

Mais do que um simples filme de terror, Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado (2025) é um estudo sobre juventude, responsabilidade e as consequências dos atos impensados. Ele reflete sobre o pacto do silêncio, frequentemente feito por medo ou vergonha, e como isso afeta toda uma comunidade.

Há uma discussão sutil sobre redes sociais, cancelamento e a nova forma de punição pública na era digital — algo impensável na época do filme original. O assassino, neste contexto, não é apenas um justiceiro mascarado: ele é a encarnação da vergonha e da verdade que sempre vem à tona, mesmo após anos de negação.

Além disso, a obra propõe uma reflexão sobre o trauma geracional. Ao revisitar os sobreviventes de 1997, o roteiro aponta para um ciclo de violência e omissão que se repete, mostrando que lidar com o passado é o único caminho para evitar novas tragédias.

Um novo fôlego para o horror teen

Enquanto muitos reboots se contentam em reciclar fórmulas, Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado (2025) surpreende ao não temer caminhar por novas rotas, mesmo que arriscadas. A produção aposta em um tom mais sombrio, psicológico e maduro, abraçando o slasher com mais consistência e menos dependência de sustos fáceis.

Ao introduzir uma mitologia própria — com pistas de que há algo maior, quase sobrenatural, por trás dos eventos de Southport — o filme abre caminho para possíveis continuações ou até uma minissérie. Em tempos em que o horror teen parecia esgotado, esta produção mostra que ainda há espaço para histórias bem contadas, com emoção e crítica social.

Um dos grandes filmes de terror do ano

Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado (2025) cumpre a difícil missão de reviver um clássico cult e, ao mesmo tempo, se estabelecer como uma obra relevante, independente e emocionalmente forte. É uma história de culpa e redenção, de erros que não podem ser apagados e de como o medo — quando nutrido em silêncio — pode virar um monstro real.

Para os fãs do original, é um retorno ao lar (assustador, mas necessário). Para os novos espectadores, é um convite ao pesadelo moderno, onde o horror não está apenas no escuro — mas no espelho.

Resumo semanal da novela Terra Nostra de 21/10 a 25/10

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Capítulo 044 da novela Terra Nostra de terça, 21 de outubro
O reencontro entre Juliana e Marco Antônio é intenso, carregado de emoção contida, com olhares que revelam sentimentos que jamais se apagaram. A tensão se suaviza quando o bebê chora, e Juliana o segura com ternura, emocionando todos ao redor. Francesco e Gumercindo, conscientes das rivalidades familiares, selam um pacto de paz para preservar os casamentos dos filhos. Mariana, tomada pelo arrependimento, pede perdão a Juliana, que aceita recomeçar e decide permanecer na mansão a pedido dos patriarcas, mesmo com o coração dividido. Marco Antônio, determinado a restaurar sua honra, registra oficialmente o bebê como seu filho, batizando-o de Francesco Magliano Neto — ato que enfurece Janete e desperta murmúrios na sociedade. Gumercindo aconselha Matheu a abandonar o amor impossível por Juliana e focar em sua própria vida. No palácio dos Magliano, Francesco celebra o nascimento do neto com um simbólico banho de moedas de ouro, enquanto Matheu beija Rosana com doçura, Angélica ignora as provocações de Augusto, e Paola é surpreendida por Anacleto, que revela seu plano contra Altino, transformando a noite em tensão e prenúncio de tragédia.

Capítulo 045 – quarta, 22 de outubro
Paola tenta, em vão, impedir que o pai cometa um crime, mas Anacleto, movido pela ambição e ódio, segue com seu plano contra Altino. Mariana procura interceder por Janete, pedindo perdão a Juliana, que, firme, impõe limites claros: se a sogra entrar em seu quarto, ela deixará a casa para sempre. Francesco alerta Paola sobre os riscos do mercado de massas em São Paulo, enfatizando a necessidade de agir com prudência. Enquanto isso, Anacleto e Inêz conhecem Angélica, e Marco Antônio começa a desconfiar que seu pai nutre sentimentos por Paola. Anacleto tenta convencer a filha a voltar para a fazenda, mas ela se mantém firme, reafirmando sua independência. Para evitar escândalos, Janete é enviada a Paris. Paralelamente, Maria do Socorro visita Angélica com o apoio de Gumercindo, e Altino, perturbado por delírios, surge inesperadamente na casa de Paola, fazendo com que a jovem recorra a Augusto em busca de ajuda, sem perceber que esse gesto inocente poderá mudar seu destino e colocar todos em risco.

Capítulo 046 da novela Terra Nostra de quinta, 23 de outubro
Augusto percebe que o pai perdeu completamente o controle da razão, consumido pela doença e pelo peso do remorso. Em meio ao caos, Matheu e Rosana recebem Bartolo e Leonora para um almoço simples, no qual o italiano promete ajudá-los a cultivar uvas em novas terras, reacendendo o sonho antigo de produzir vinho e prosperar. Marco Antônio enfrenta sérias dificuldades financeiras, vendo os negócios da família ruírem, enquanto Angélica celebra a chegada de Maria do Socorro, que traz conforto e força à filha. Gumercindo visita Paola e se surpreende com sua lucidez e beleza, despertando um sentimento perigoso entre os dois. Na mansão, Juliana observa Francesco embalando o neto com ternura, emocionando-se ao perceber que, apesar das mágoas, ainda há espaço para o perdão. Mariana pede para acompanhá-la ao deixar a casa, e Tiziu, encantado, conhece o pequeno Francesco — um encontro puro e simbólico que conecta passado e futuro das famílias.

Capítulo 048 – sábado, 25 de outubro
Augusto assume a administração da fazenda, sentindo o peso da responsabilidade e lutando para conquistar o respeito dos trabalhadores e a confiança de Gumercindo. Marco Antônio se dedica à educação de Tiziu, determinado a oferecer ao menino oportunidades que nunca teve. Anacleto, ainda dominado pela ambição, planeja desviar parte da colheita de Altino, reacendendo velhas traições. Angélica demonstra força e sabedoria, apoiando o marido e reorganizando as tarefas da fazenda, tornando-se peça-chave na reconstrução do império familiar. Juliana cumpre a promessa de levar Mariana consigo, selando um vínculo de lealdade e afeto. Padre Olavo visita a fazenda, oferecendo consolo e palavras de fé. Francesco reforça seu apoio a Paola na criação da fábrica de massas, orgulhoso de sua coragem, enquanto Matheu e Gumercindo orientam Augusto sobre o cultivo das uvas e a importância do trabalho coletivo. Ao final, Francesco e Marco Antônio resolvem de vez a situação de Tiziu, garantindo seu registro e reconhecimento legal. Num gesto simbólico, Francesco envia flores a Paola, que sorri emocionada, sentindo que o amor pode florescer mesmo após tantas tempestades.

Resumo semanal da novela Terra Nostra de 27/10 a 01/11

Capítulo 049 – segunda, 27 de outubro
Em Paris, Janete vive intensamente a liberdade e o luxo da nova vida, saboreando cada momento sem pensar no passado. No Brasil, Marco Antônio e Juliana vibram de orgulho ao registrar oficialmente Tiziu como Júlio Francisco Santana, nome que o menino adota com entusiasmo. Na fazenda de Altino, Matheu e Gumercindo conduzem os trabalhos com disciplina e afinco, celebrando o fim de uma safra promissora com uma festa repleta de alegria e união entre os colonos. Enquanto isso, em São Paulo, Francesco visita Paola e a surpreende com flores, em um gesto de carinho que revela a ternura crescente entre os dois. Marco Antônio, porém, começa a desconfiar das ausências do pai e passa a observá-lo com atenção. Rosana, grávida e fragilizada, preocupa-se com o parto, que se anuncia iminente. Matheu e Leonora vivem momentos de tensão e expectativa, e Gumercindo, tomado pela esperança, sonha em ter um neto homem, encerrando o dia com fé e emoção pela nova vida que está prestes a nascer.

Capítulo 050 – terça, 28 de outubro
A chegada do bebê de Rosana traz uma onda de alegria à família. Gumercindo se emociona profundamente ao segurar o neto pela primeira vez, enquanto Angélica, ainda insegura, teme não gerar um herdeiro homem. Logo depois, Gumercindo e Augusto viajam a São Paulo para negociar a safra de café, e Bartolo expressa preocupação com a instabilidade das fazendas e o futuro dos colonos. Marco Antônio suspeita que o pai esteja envolvido com Paola, mas Francesco nega veementemente. Matheu tenta seguir adiante, embora o passado com Juliana ainda o perturbe. Em São Paulo, Anacleto e Inês vendem o café de Altino sem saber da morte do fazendeiro, deixando Francesco inquieto com o empréstimo que havia concedido. A tensão aumenta quando Matheu descobre que Gumercindo se recusou a vender a colheita por considerar o preço injusto, revelando seu senso de ética e sabedoria em meio às adversidades econômicas.

Capítulo 051 – quarta, 29 de outubro
Paola enfrenta a pressão dos pais, que querem que ela retorne à fazenda, mas a jovem mantém firme sua decisão de permanecer em São Paulo e conquistar sua independência. Enquanto isso, na fazenda, Gumercindo lamenta a crise no mercado do café, e Augusto começa a se destacar por sua inteligência e habilidade política, o que desperta admiração em Angélica. Bartolo pensa em ir embora, mas Matheu o convence a permanecer, garantindo que os compromissos serão honrados. Rosana, impaciente durante o resguardo, encontra serenidade ao olhar para o filho nos braços. Amadeu reclama dos atrasos salariais e se desentende com Matheu antes de deixar a fazenda. Em um momento de alegria, Juliana descobre que está grávida novamente, trazendo esperança à família. No entanto, Leonora cria novos atritos ao se recusar a voltar para a Itália, colocando Matheu em um dilema entre o amor conjugal e as tensões familiares que o cercam.

Capítulo 052 – quinta, 30 de outubro
Gumercindo tenta encontrar soluções para as dificuldades financeiras, pedindo a Bartolo que procure novas terras em Jundiaí, onde sonha iniciar uma plantação de uvas. Maria do Socorro apoia Leonora e ampara Rosana, que insiste em voltar às atividades antes do tempo e preocupa a todos. Mariana teme que, no futuro, Janete possa tratar de forma desigual os filhos de Juliana, reacendendo antigas mágoas. O fazendeiro confessa à esposa que está praticamente sem recursos, e a notícia deixa a família apreensiva. Augusto defende a ideia de repartir terras com os colonos, provocando a fúria de Gumercindo, que considera a proposta uma afronta. Em Santos, Antenor e Naná vivem um momento de harmonia, mesmo contrariando o pai dela, José Dirceu. Na mansão dos Magliano, a paz é abalada quando o bebê de Juliana adoece e o Dr. Sérgio diagnostica sarampo, espalhando medo e aflição entre todos, que se unem em preces e cuidados pelo pequeno.

Capítulo 053 – sexta, 31 de outubro
O Dr. Sérgio tranquiliza a família ao afirmar que o bebê se recuperará, trazendo alívio e gratidão. Leonora e a filha passam a noite na fazenda, acolhidas com carinho e solidariedade. Antenor chega da capital com boas notícias e consola Naná, enquanto Padre Olavo celebra o batizado do filho de Matheu e Rosana, em uma cerimônia repleta de fé e emoção. Após a missa, Gumercindo promete a Bartolo comprar novas terras assim que o café for vendido, reacendendo a esperança de tempos melhores. Francesco e Paola continuam a se encontrar aos domingos, fortalecendo uma afeição silenciosa e sincera, embora Marco Antônio permaneça desconfiado. Em meio a esse clima de ternura e dúvidas, Angélica entra em trabalho de parto e dá à luz uma menina, trazendo grande alegria a Augusto. Maria do Socorro, preocupada com a fragilidade da neta prematura, dedica-se aos cuidados, selando um momento de união e amor familiar.

Capítulo 054 – sábado, 1º de novembro
O tempo passa, e a vida segue seu curso entre alegrias e incertezas. Juliana vive uma nova gravidez, Rosana se desdobra entre o amor materno e as obrigações da fazenda, e Maria do Socorro cuida com devoção da neta de Angélica, enquanto a própria filha assume as propriedades com firmeza e equilíbrio. Augusto viaja constantemente, o que desperta comentários e dúvidas entre os empregados. Tiziu, atento, diz ter visto Matheu rondando a casa, o que desperta ciúmes e desconfiança em Rosana, embora o marido negue qualquer reencontro com Juliana. Em São Paulo, Paola confessa aos pais que está apaixonada, mas o mundo deles desaba ao descobrirem que o homem é casado. Francesco, tomado pela nostalgia, se emociona ao rever uma antiga foto ao lado de Paola, enquanto Anacleto, furioso, promete levá-la embora para evitar o escândalo. Determinada e movida por um amor contido, Juliana pede a Tiziu que entregue uma mensagem a Matheu: ela deseja que o filho, ao menos uma vez, seja colocado nos braços do pai — um pedido simples, mas capaz de reacender sentimentos e mudar destinos.

Sessão da Tarde desta sexta (15/08) exibe Velocidade Máxima, o clássico da ação dos anos 90

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Nesta sexta-feira, 15 de agosto, a Sessão da Tarde da TV Globo traz aos telespectadores um verdadeiro marco do cinema de ação dos anos 90: Velocidade Máxima (Speed). Lançado em 1994, o filme não apenas consolidou Keanu Reeves e Sandra Bullock como protagonistas de ação, mas também elevou os padrões de tensão, efeitos especiais e narrativa cinematográfica em Hollywood. Com uma trama eletrizante, personagens cativantes e cenas que desafiam os limites da gravidade, Velocidade Máxima continua sendo uma experiência envolvente, mesmo décadas após seu lançamento.

Dirigido por Jan de Bont, que fazia sua estreia na direção de longas-metragens após uma carreira consolidada como diretor de fotografia, o filme conta a história do policial Jack Traven (Keanu Reeves), que precisa impedir um desastre iminente: um ônibus urbano carregado de passageiros equipado com uma bomba, que explode caso sua velocidade caia abaixo de 80 km/h. Ao lado de Jack, surge Annie Porter (Sandra Bullock), uma passageira corajosa que assume o volante após o motorista ser ferido, transformando-se em co-protagonista em uma jornada repleta de suspense e heroísmo.

Uma história que prende o espectador

O grande diferencial do filme é a forma como constrói a tensão. Cada segundo importa: desacelerar significa risco de morte instantâneo, e a ameaça do terrorista Howard Payne (Dennis Hopper) se faz sentir em cada curva e reta da cidade de Los Angeles. A narrativa combina a ação vertiginosa dentro do ônibus com a estratégia policial externa, liderada pelo tenente Mac McMahon (Jeff Daniels), criando um ritmo ininterrupto que mantém o espectador atento do início ao fim.

O filme também equilibra ação e humanidade. Jack não é apenas um policial habilidoso, mas um personagem com sensibilidade, empatia e capacidade de improviso. Annie, por sua vez, representa a coragem do cidadão comum diante do perigo, mostrando que heroísmo nem sempre está ligado a uniformes ou treinamento especializado. Essa dinâmica entre protagonistas cria uma conexão emocional com o público, tornando as sequências de tensão ainda mais impactantes.

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Personagens e atuações memoráveis

O sucesso do filme também se deve ao talento do elenco. Keanu Reeves entrega um Jack Traven convincente, que combina agilidade física, raciocínio rápido e presença emocional, permitindo ao público torcer por ele a cada desafio. Sandra Bullock, como Annie, não é apenas uma coadjuvante: ela se destaca em uma performance que equilibra coragem, vulnerabilidade e humor sutil, tornando suas cenas com Jack ainda mais memoráveis.

Dennis Hopper, no papel de Howard Payne, é outro destaque. Sua interpretação de um terrorista calculista, frio e imprevisível confere ao filme a tensão necessária para que cada ameaça pareça real. Com olhares ameaçadores, gestos minuciosos e uma presença intimidadora, Hopper transforma Payne em um vilão inesquecível, que é tão inteligente quanto perigoso.

O restante do elenco, incluindo Joe Morton, Alan Ruck e Jeff Daniels, complementa a trama com personagens secundários sólidos, que ajudam a criar um ambiente mais verossímil e envolvente. No Brasil, a dublagem realizada por Márcio Simões, Manolo Rey e Sheila Dorfman contribuiu para tornar a narrativa acessível e emocionante para o público nacional, sem perder nuances da interpretação original.

Efeitos visuais e técnicos que marcaram época

Mesmo passadas quase três décadas, Velocidade Máxima mantém seu impacto visual. Jan de Bont trouxe para a direção uma expertise em fotografia que se traduz em sequências de ação impecáveis, incluindo perseguições de ônibus e saltos arriscados sobre rodovias interrompidas. As cenas foram planejadas com precisão e muitas vezes envolviam efeitos práticos, garantindo realismo e tensão contínua.

A trilha sonora pulsante e a mixagem de som, premiadas com Oscars, também desempenham papel fundamental na experiência do espectador. Cada ronco de motor, explosão ou freada em falso é amplificado de forma a aumentar a sensação de perigo iminente, tornando impossível desviar o olhar da tela. Esses elementos técnicos não só impressionaram a crítica na época, mas continuam a influenciar produções modernas de ação e suspense.

Sucesso comercial e legado

Quando estreou, o filme arrecadou US$ 350,4 milhões mundialmente, um feito notável considerando o orçamento de apenas US$ 30 milhões. O filme também conquistou dois Oscars, em categorias técnicas, consolidando sua importância no cinema e garantindo que fosse lembrado não apenas pelo público, mas também pela indústria cinematográfica.

O sucesso do filme gerou uma sequência, Speed 2: Cruise Control, lançada em 1997. Apesar de trazer de volta Sandra Bullock, a continuação não alcançou a mesma aclamação crítica ou comercial, sendo amplamente criticada por perder a tensão e o dinamismo do original. Ainda assim, o longa-metragem permanece como referência obrigatória para filmes de ação, especialmente aqueles que exploram tensão em ambientes confinados.

Momentos icônicos que marcaram o cinema

Algumas cenas do filme se tornaram emblemáticas e permanecem na memória do público:

O ônibus que não pode reduzir a velocidade: O conceito de uma bomba que explode se o veículo desacelera tornou a narrativa imediatamente envolvente e inovadora para a época.

Annie ao volante: A decisão de uma passageira assumir o ônibus adicionou uma dimensão emocional e heróica à trama, mostrando coragem e protagonismo feminino.

O salto sobre a estrada interrompida: Um dos momentos mais memoráveis do cinema de ação, combinando planejamento meticuloso e execução arriscada.

Confronto final no trem do metrô: A sequência culminante onde Jack e Annie enfrentam Howard Payne, demonstrando criatividade, coragem e tensão máxima.

A Hora do Mal promete suspense psicológico intenso e ganha primeiro teaser oficial

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A Warner Bros. Pictures Brasil acaba de lançar o primeiro teaser trailer de “A Hora do Mal”, novo longa-metragem dirigido e roteirizado por Zach Cregger, cineasta aclamado por seu trabalho no elogiado “Noites Brutais” (2022). Apostando em uma trama carregada de tensão e mistério, o novo filme promete desafiar as percepções do público e oferecer uma experiência cinematográfica envolvente e provocadora.

Uma história que mistura desaparecimentos, mistério e paranoia coletiva

A trama de “A Hora do Mal” se inicia com um acontecimento tão enigmático quanto aterrorizante: todas as crianças de uma sala de aula desaparecem simultaneamente, no mesmo instante, sem qualquer vestígio de violência ou fuga. Apenas um jovem permanece, sem conseguir explicar o que aconteceu. A partir desse evento, a pequena comunidade onde a história se passa mergulha em uma espiral de pânico, teorias improváveis e crescente paranoia.

Sem provas concretas e em meio a tensões sociais crescentes, moradores e autoridades tentam entender o fenômeno, ao mesmo tempo em que enfrentam seus próprios medos e fragilidades. A ausência de respostas transforma cada vizinho em um possível suspeito e cada olhar em uma ameaça.

Segundo Zach Cregger, o filme propõe uma reflexão sobre a relação humana com o desconhecido e como o medo pode corroer os laços mais sólidos:
“‘A Hora do Mal’ não é apenas uma história sobre o que aconteceu, mas sobre como lidamos — ou falhamos em lidar — com o inexplicável.”

Elenco de peso reúne talentos consagrados

O projeto reúne um elenco de nomes bastante conhecidos e respeitados no cenário atual do cinema e da televisão:

  • Josh Brolin (conhecido por “Vingadores: Guerra Infinita” e “Duna”) lidera o elenco, trazendo seu carisma e intensidade para o novo thriller.
  • Julia Garner, vencedora do Globo de Ouro e duas vezes ganhadora do Emmy por “Ozark”, promete mais uma atuação memorável.
  • Alden Ehrenreich (“Han Solo: Uma História Star Wars”), Austin Abrams (“Euphoria”), Cary Christopher, Benedict Wong (“Doutor Estranho”) e Amy Madigan (“Campo dos Sonhos”) também integram o time de atores.

Cada ator terá papel fundamental na construção do clima de insegurança e desconfiança que permeia a narrativa.

Bastidores: excelência técnica a serviço do suspense

Além de roteirizar e dirigir, Zach Cregger também participa da produção do filme, ao lado de grandes nomes como Roy Lee (responsável por sucessos como “It: A Coisa”), Miri Yoon, J.D. Lifshitz e Raphael Margules. A produção executiva conta ainda com o envolvimento direto de Josh Brolin, mostrando o comprometimento do elenco principal com o projeto.

Expectativas altas para o lançamento

Produzido pela New Line Cinema, “A Hora do Mal” já figura entre os lançamentos mais aguardados do gênero para 2025. A estreia nos cinemas brasileiros está marcada para o dia 7 de agosto de 2025, com distribuição da Warner Bros. Pictures.

Com uma premissa intrigante, um elenco estelar e uma equipe criativa afiada, “A Hora do Mal” promete não apenas assustar, mas também fazer o público refletir sobre o desconhecido — e sobre o que o medo pode fazer com uma comunidade.

O teaser divulgado já deixa claro que o filme apostará em uma abordagem mais psicológica do terror, privilegiando o suspense e a tensão progressiva em vez de sustos fáceis, o que reforça ainda mais o prestígio de Zach Cregger como uma das vozes mais interessantes do novo cinema de horror.

Jéssica Dorneles defende que a versatilidade do artista brasileiro é a nova força criativa no mercado global

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Foto: Reprodução/ Internet

A atriz, autora e pesquisadora Jéssica Dorneles apresenta uma das análises mais instigantes sobre o futuro da arte brasileira no cenário internacional. Em seu novo artigo, publicado na revista Inter-Ação (v.50, n.2, 2025) e intitulado “Do jeitinho à versatilidade: como a multicarreira no Brasil prepara artistas para o mercado americano”, a autora propõe uma reflexão profunda sobre como a realidade brasileira — marcada pela escassez de recursos, mas também por uma notável capacidade de adaptação — tem moldado uma geração de artistas preparados para qualquer desafio.

A pesquisa parte de um ponto sensível e necessário: a percepção de que o artista brasileiro, muitas vezes obrigado a acumular funções, está longe de ser apenas um sobrevivente. Para Dorneles, ele é um símbolo de reinvenção constante. Sua análise revela que a prática da “multicarreira” — ser ator, roteirista, produtor, comunicador e empreendedor de si mesmo — é, ao mesmo tempo, reflexo de um contexto desafiador e demonstração de uma inteligência cultural única.

Inspirando-se em autores como Pierre Bourdieu, Paulo Freire e Anthony Giddens, Jéssica traça um paralelo entre teoria e prática, explorando como a falta de estrutura formal impulsiona um tipo de criatividade que não se aprende nos livros, mas no convívio, na improvisação e na coletividade. Esse movimento, segundo a pesquisadora, gerou uma das maiores fortalezas do país no campo artístico: a capacidade de transformar limitações em linguagem.

Ao examinar trajetórias de nomes como Rodrigo Santoro, Wagner Moura e Alice Braga, Dorneles mostra que o caminho para o sucesso internacional desses artistas não se baseou apenas em talento, mas também em uma versatilidade forjada no contexto brasileiro. Ela argumenta que essa adaptabilidade — que lá fora recebe o nome elegante de soft skill — aqui nasce como parte da identidade cultural. “O brasileiro cria soluções com alma, improvisa com técnica e faz da carência um laboratório de ideias”, resume a autora em seu estudo.

O texto também se volta para o campo da educação e das políticas culturais, defendendo que o país precisa reconhecer a força das formações híbridas e não tradicionais. Segundo Dorneles, muitos artistas brasileiros são formados fora dos espaços institucionais, em grupos de teatro de bairro, coletivos independentes e produções colaborativas — experiências que moldam uma visão de mundo sensível, prática e profundamente humana.

Mais do que uma pesquisa teórica, o artigo é um manifesto em defesa da pluralidade da arte brasileira. Dorneles convida o leitor a olhar para o artista nacional não como alguém que “dá um jeito”, mas como um profissional que redefine o conceito de competência a partir de sua vivência. Em suas palavras, o “jeitinho” deixa de ser sinônimo de improviso e passa a representar uma inteligência criativa admirada no exterior, uma ferramenta de expressão que conecta emoção e estratégia.

Com escrita acessível e olhar crítico, Jéssica propõe uma mudança de perspectiva: compreender a arte brasileira como um modelo de resistência e inovação. Ao unir conhecimento acadêmico e experiência pessoal, ela constrói uma narrativa que valoriza o que o Brasil tem de mais genuíno — sua capacidade de criar com afeto, intuição e propósito.

ALMA Festival terá transmissão inédita ao vivo pelo Multishow e Globoplay direto do Rio de Janeiro

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Foto: Reprodução/ Internet

Pela primeira vez desde sua criação, o ALMA Festival — um dos principais encontros da cultura urbana no Brasil — será transmitido ao vivo para todo o país. A cobertura inédita acontece no dia 19 de julho, a partir das 18h, com exibição simultânea no Multishow e no Globoplay, direto do Riocentro, no Rio de Janeiro. O público poderá acompanhar mais de oito horas ininterruptas de programação, em uma jornada que une música, games, performance e atitude.

Um palco para as vozes das ruas

Com três palcos ativos simultaneamente, o ALMA Festival 2025 chega à sua edição mais grandiosa e diversa, refletindo a pluralidade da cultura urbana brasileira. O line-up reúne nomes de peso do rap, trap e funk, gêneros que há décadas vêm transformando as narrativas das periferias em potência criativa.

Entre os artistas confirmados na transmissão estão BK, ConeCrew Diretoria, Duquesa, L7nnon, MC Cabelinho, MC Tuto e Veigh — nomes que, além de acumularem milhões de ouvintes nas plataformas digitais, traduzem em suas obras temas como resistência, identidade e representatividade.

“O ALMA sempre teve esse compromisso: não ser apenas um festival de música, mas um espaço onde as histórias das ruas ganham visibilidade. Neste ano, com a transmissão nacional, essa missão se amplia ainda mais”, afirma Lucas Albertim, fundador da 4Fly, produtora responsável pelo evento.

Uma transmissão que marca um novo capítulo

A parceria com os canais do Grupo Globo marca uma virada histórica. Pela primeira vez, o ALMA chega a uma audiência nacional, em uma exibição multiplataforma que amplia sua presença e influência.

“É uma vitória imensa para a cultura urbana”, celebra Albertim. “Estamos levando para as casas de milhões de brasileiros a energia que vem da favela, da juventude preta, dos coletivos que batalham diariamente por espaço. Isso representa um reconhecimento inédito e necessário.”

A iniciativa reforça o papel estratégico da música urbana nas programações do Multishow e do Globoplay, que vêm investindo cada vez mais em conteúdos que refletem a diversidade artística brasileira.

ALMA é mais que música: é atitude

Desde a sua criação, o ALMA Festival se propõe como uma experiência multidisciplinar, reunindo Arte, Esporte, Música e Atitude — uma sigla que define sua essência. Em 2025, essa proposta ganha nova força com o torneio “Controle de Ouro do ALMA”, realizado em parceria com a Player1, plataforma de eSports da Globo.

O desafio gamer será disputado nos bastidores do festival, mas fará parte da transmissão ao vivo. A competição será liderada pelos artistas L7nnon e Papatinho, que comandam equipes compostas por nomes da música e do cenário gamer nacional. A ação reflete o espírito transversal do festival, que conecta música, juventude e novas linguagens digitais.

“O ALMA representa essa nova geração que consome e produz cultura de formas múltiplas. Música e game são duas potências da periferia, e ver isso tudo junto em um festival como esse é revolucionário”, diz Gabriela Antunes, curadora cultural do evento.

Um festival que pulsa com o Brasil

Mais do que um espetáculo, o ALMA Festival 2025 promete ser um acontecimento cultural, com impacto dentro e fora dos palcos. Ao reunir artistas consagrados e novas vozes, ao abraçar as batalhas de rima e os torneios de eSports, ao ser transmitido para todo o país por dois dos maiores canais de mídia do Brasil, o festival reforça seu papel como plataforma de visibilidade, conexão e transformação.

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