
Nesta segunda, 18 de maio, a faixa de filmes da TV Globo, a Sessão da Tarde, apresenta ao público o longa Robin Hood: A Origem, releitura contemporânea da clássica lenda do arqueiro que desafia a elite e rouba dos poderosos para redistribuir riquezas ao povo. Lançado originalmente em 2018, o filme chega à televisão aberta como uma opção de ação com ritmo acelerado e uma estética que se afasta das versões mais tradicionais do personagem.
Dirigido por Otto Bathurst e produzido pela Lionsgate, o filme aposta em uma abordagem que mistura ambientação medieval com linguagem visual inspirada em produções de ação modernas. A narrativa parte do retorno de Robin das Cruzadas, quando ele encontra Sherwood mergulhada em corrupção, violência institucional e desigualdade extrema. A partir desse cenário, a história transforma o protagonista em uma figura de resistência direta contra o sistema, em uma construção que privilegia confrontos rápidos, estratégias de impacto e uma dinâmica quase revolucionária entre os personagens.
O elenco reforça essa proposta mais intensa. Taron Egerton interpreta um Robin mais impulsivo e físico, distante da imagem clássica do herói estrategista e sereno. Ao seu lado, Jamie Foxx assume o papel de John, personagem que ganha relevância central na formação do protagonista e funciona como um contraponto emocional e tático dentro da trama. A construção da relação entre os dois sustenta parte do desenvolvimento da história, principalmente na transformação de Robin em símbolo de rebelião.
No outro extremo do conflito, Ben Mendelsohn interpreta o Xerife de Nottingham em uma versão menos caricata e mais voltada à manipulação política, representando um sistema de poder estruturado em vez de apenas um vilão de ação. A presença de Eve Hewson como Marian amplia o protagonismo feminino dentro da narrativa, enquanto Jamie Dornan surge como Will Scarlet, inserido em uma rede de aliados que reforça a ideia de organização coletiva em oposição ao domínio do Estado local.
Quando chegou aos cinemas em 2018, Robin Hood: A Origem teve recepção dividida e desempenho abaixo do esperado. Com orçamento estimado em cerca de 100 milhões de dólares, o longa arrecadou aproximadamente 24 milhões mundialmente, resultado que refletiu a dificuldade da produção em conquistar tanto a crítica quanto o público. As principais observações negativas apontavam para a tentativa de modernização excessiva e para escolhas narrativas que priorizavam estilo visual em detrimento de aprofundamento dramático.
Com o passar do tempo, no entanto, o filme encontrou novo espaço em exibições televisivas e plataformas digitais, onde passou a ser revisitado por espectadores interessados em versões mais estilizadas de histórias clássicas. Nesse contexto, a exibição na Sessão da Tarde funciona como uma oportunidade de reavaliar a produção fora do ambiente competitivo dos cinemas, especialmente em um formato que privilegia o consumo casual.
Mesmo longe do status das adaptações mais tradicionais de Robin Hood, esta versão se mantém relevante pela tentativa de reinterpretar o mito sob uma lógica contemporânea. O foco em ação constante, estética acelerada e conflitos diretos aproxima o longa de uma linguagem mais próxima do público atual, especialmente aquele acostumado com filmes de ritmo intenso e narrativas de impacto visual imediato.

A Tela Quente exibe o longa-metragem O Esquadrão Suicida, produção da DC que reinventa a equipe de condenados em uma missão suicida marcada por violência gráfica e cenas de ação em ritmo acelerado. Lançado em 2021, o longa dirigido por James Gunn abandona qualquer tentativa de continuação direta do filme de 2016 e reconstrói a Força-Tarefa X com nova abordagem estética e narrativa.
A história acompanha prisioneiros perigosos recrutados pelo governo dos Estados Unidos para missões de alto risco em troca de redução de pena, enviados desta vez para a ilha fictícia de Corto Maltese, onde precisam destruir o laboratório Jötunheim e eliminar evidências de experimentos militares envolvendo uma ameaça alienígena.
O elenco reúne nomes de grande destaque em Hollywood. Margot Robbie retorna como Harley Quinn em uma versão ainda mais imprevisível da personagem. Idris Elba interpreta Bloodsport, figura central na missão e responsável por liderar parte das ações do grupo em campo. Já John Cena vive Peacemaker, personagem que leva ao extremo a lógica distorcida de “paz a qualquer custo”, enquanto Viola Davis reprisa Amanda Waller, responsável por controlar e manipular toda a operação a partir do governo.
Entre os retornos e novas adições, Joel Kinnaman volta como Rick Flag, reforçando o lado militar da equipe, enquanto Sylvester Stallone dá voz ao personagem Tubarão-Rei, que se destaca pela mistura de brutalidade e comportamento ingênuo, criando um contraste constante dentro das cenas.
A origem da produção passou por mudanças importantes antes de chegar à versão final. Após a recepção dividida do filme de 2016, a Warner Bros. reformulou o projeto até convidar James Gunn, que trouxe referências de filmes de guerra e dos quadrinhos clássicos da equipe nos anos 1980. A proposta foi trabalhar com personagens menos previsíveis e ampliar o lado caótico do grupo, mantendo a ideia central de missões suicidas controladas por uma agência governamental.
As filmagens ocorreram principalmente em Atlanta, nos Estados Unidos, com passagem também pelo Panamá, além de cenas registradas em Portugal. A produção combinou efeitos práticos e digitais para reforçar a violência estilizada e dar mais peso físico às cenas de combate, escolha que se tornou uma das marcas visuais do longa.
Quando chegou aos cinemas, O Esquadrão Suicida recebeu avaliações positivas da crítica, que destacou a direção de James Gunn, o humor mais agressivo e a construção mais livre dos personagens em comparação à versão anterior. Apesar disso, o desempenho nas bilheterias foi afetado pelo lançamento simultâneo em streaming e salas de cinema durante o período de pandemia.
O impacto do filme ainda gerou desdobramentos dentro do universo da DC, principalmente com a série Peacemaker, que aprofunda a história de John Cena e expande o núcleo apresentado no longa.



























