A Graça | Novo filme de Paolo Sorrentino transforma dilemas éticos e memórias em uma experiência cinematográfica profunda e contemporânea

O cinema italiano volta a ocupar as telas brasileiras com intensidade e sofisticação nesta quinta-feira, 19 de março, com a estreia de A Graça, novo longa-metragem de Paolo Sorrentino. Reconhecido mundialmente por obras como A Grande Beleza e A Mão de Deus, o diretor retorna com um filme que promete provocar reflexões profundas sobre ética, memória e as escolhas que moldam a nossa existência.

Premiado na 82ª edição da Festival de Cinema de Veneza, o longa rendeu ao ator Toni Servillo a Copa Volpi de Melhor Ator — um reconhecimento que reforça não apenas a potência de sua atuação, mas também a consistência de uma das parcerias mais marcantes do cinema contemporâneo. Com mais de sete colaborações entre diretor e ator, a conexão entre Sorrentino e Servillo transcende o profissional e se consolida como um verdadeiro encontro artístico.

A chegada de A Graça ao Brasil também marca um movimento interessante no mercado de distribuição. O filme estreia em mais de 20 cidades por meio de uma parceria inédita entre a MUBI e a Pandora Filmes — união que evidencia uma estratégia cada vez mais voltada para levar o cinema autoral a um público mais amplo, sem abrir mão de sua identidade estética e narrativa.

Na trama, Toni Servillo dá vida a Mariano De Santis, um homem poderoso que se vê diante de decisões que ultrapassam o campo político e invadem sua esfera mais íntima. Mariano não é apenas um líder; ele é um indivíduo atravessado por dúvidas, dilemas morais e uma inquietação crescente diante de suas próprias escolhas.

Sorrentino constrói esse personagem com a delicadeza e a complexidade que se tornaram marcas registradas de sua filmografia. Mariano é, ao mesmo tempo, firme e vulnerável. Sua autoridade é inquestionável, mas sua humanidade se revela nos momentos de silêncio, nos olhares e nas pausas que dizem mais do que qualquer discurso.

Ao comentar o filme, o diretor destacou a relevância do tema central em tempos atuais. Para ele, vivemos uma era em que a ética parece, muitas vezes, maleável — quase opcional. Dentro desse contexto, Mariano surge como um homem que tenta resgatar um senso de integridade em meio ao caos, ainda que isso signifique confrontar a si mesmo.

Se por um lado o filme aborda questões políticas e sociais, por outro ele mergulha profundamente nas relações familiares. A personagem Dorotea, interpretada por Anna Ferzetti, surge como um contraponto essencial na jornada do protagonista. Filha de Mariano, ela representa não apenas um vínculo afetivo, mas também uma espécie de bússola moral.

É nessa relação que o filme encontra alguns de seus momentos mais sensíveis. Pai e filha compartilham diálogos que transitam entre o afeto e o confronto, revelando camadas de uma convivência marcada por amor, mas também por questionamentos. Dorotea não aceita respostas fáceis — e, ao fazer isso, obriga Mariano a encarar verdades que ele talvez preferisse evitar.

A pergunta que ecoa ao longo da narrativa — “a quem pertence o nosso tempo?” — ganha força justamente nesse núcleo familiar. O tempo dedicado ao poder, às ambições e às responsabilidades públicas entra em choque com o tempo que deveria ser reservado às relações humanas mais essenciais.

Visualmente, A Graça reafirma o estilo inconfundível de Sorrentino. Cada enquadramento é pensado como uma pintura em movimento, combinando beleza estética com significado emocional. O diretor utiliza a câmera não apenas para contar uma história, mas para criar sensações — transformando o espectador em um observador íntimo da jornada do protagonista.

A trilha sonora, cuidadosamente construída, intensifica essa experiência. Ela não apenas acompanha as cenas, mas dialoga com elas, ampliando o impacto emocional de cada momento. O resultado é um filme que se sente tanto quanto se assiste.

Outro elemento central é a memória. Sorrentino trata o passado como algo vivo, presente nas escolhas do presente e determinante para o futuro. Em A Graça, lembrar não é apenas um ato nostálgico — é uma necessidade, quase uma obrigação moral.

Mais do que uma narrativa linear, A Graça se apresenta como uma reflexão aberta. O filme não entrega respostas prontas, nem busca simplificar dilemas complexos. Pelo contrário, ele convida o espectador a participar ativamente, a questionar, a se reconhecer nas contradições do protagonista.

Esse tipo de abordagem pode não agradar a todos, especialmente em um cenário dominado por produções mais imediatistas. No entanto, é justamente essa densidade que torna o cinema de Sorrentino tão relevante. Ele não subestima o público — e, ao fazer isso, cria obras que permanecem muito além dos créditos finais.

Crítica – Uma Segunda Chance é um drama que evita feridas profundas e transforma redenção em conforto previsível

Adaptado da obra de Colleen Hoover, “Uma Segunda Chance” chega ao cinema carregando uma promessa poderosa: explorar as fissuras emocionais deixadas pela culpa e o árduo caminho da redenção. A narrativa acompanha Kenna, uma mulher marcada por um passado trágico que retorna à cidade onde tudo deu errado, movida pelo desejo de reconstruir a própria vida e, sobretudo, restabelecer um vínculo com a filha que foi interrompido de forma brutal. É uma premissa que, por si só, carrega densidade suficiente para provocar desconforto, reflexão e, inevitavelmente, comoção. No entanto, o que se vê na tela é uma obra que parece hesitar diante da própria complexidade, optando por uma condução emocional mais segura do que honesta.

Desde seus primeiros minutos, o filme estabelece um tom que flerta com a intensidade, mas raramente se permite mergulhar nela de fato. Há uma evidente tentativa de construir uma atmosfera sensível, pautada na dor silenciosa da protagonista e nas barreiras emocionais impostas por aqueles ao seu redor. Contudo, essa construção é frequentemente interrompida por escolhas narrativas que priorizam a acessibilidade em detrimento da profundidade. Em vez de permitir que o espectador confronte as ambiguidades morais da história, a direção suaviza conflitos e organiza os acontecimentos de forma a tornar a jornada de Kenna mais palatável — e, consequentemente, menos impactante.

Essa abordagem se reflete diretamente na forma como o roteiro lida com suas próprias tensões dramáticas. A culpa, que deveria ser um elemento central e perturbador, é tratada com uma delicadeza que beira a superficialidade. O filme evita encarar as consequências mais duras das ações da protagonista, preferindo conduzi-la por um caminho de reconciliação que parece, em muitos momentos, conveniente demais. Não se trata de exigir punição ou julgamento, mas de reconhecer que histórias sobre redenção ganham força justamente quando não oferecem respostas fáceis. Aqui, a sensação é de que as arestas foram cuidadosamente aparadas para não ferir — e, com isso, a narrativa perde parte de sua potência.

Outro aspecto que evidencia essa falta de ousadia é o uso insistente de recursos emocionais já bastante codificados pelo cinema contemporâneo. A trilha sonora surge frequentemente como um guia de sentimentos, indicando ao espectador quando deve se emocionar, enquanto os flashbacks são utilizados como atalhos para justificar comportamentos e intensificar o drama. Embora funcionais, essas escolhas revelam uma certa desconfiança na capacidade da história de se sustentar por si só. Em vez de confiar no silêncio, nos olhares ou na construção gradual das relações, o filme opta por explicar demais — e, nesse excesso de explicação, acaba esvaziando parte de sua força.

Ainda assim, seria injusto desconsiderar completamente os méritos da produção. Há uma sinceridade perceptível na tentativa de abordar temas como perdão, recomeço e a complexidade dos vínculos familiares. Em determinados momentos, especialmente quando o filme desacelera e permite que suas personagens respirem, é possível vislumbrar o impacto emocional que a narrativa poderia alcançar se confiasse mais em suas próprias fragilidades. O romance que se desenvolve ao longo da trama, embora previsível, funciona como um ponto de apoio afetivo, oferecendo ao público uma sensação de acolhimento que dialoga diretamente com o estilo narrativo de Hoover.

No entanto, essa mesma previsibilidade reforça a principal limitação do filme: sua relutância em correr riscos. “Uma Segunda Chance” parece constantemente preocupado em agradar, em ser compreendido, em garantir que sua mensagem seja absorvida sem resistência. E, ao fazer isso, abre mão daquilo que poderia torná-lo verdadeiramente memorável — a coragem de provocar desconforto, de deixar perguntas sem resposta, de explorar a dor em sua forma mais crua. O resultado é uma obra que emociona, mas raramente surpreende; que toca, mas dificilmente marca.

No fim, o filme se estabelece como um drama competente, porém excessivamente calculado. Ele cumpre o que promete em termos de entrega emocional, mas o faz dentro de limites muito bem definidos, quase como se seguisse um manual de como sensibilizar o público. Para alguns espectadores, isso será suficiente — especialmente para aqueles que já se conectam com o universo sentimental da autora. Para outros, no entanto, ficará a sensação de que havia ali uma história mais intensa, mais corajosa e mais verdadeira esperando para ser contada.

“Eu & Você Na Toscana” aposta em romance leve e encontros inesperados em cenário italiano encantador

Existe algo irresistível nas histórias que começam com um erro e acabam mudando tudo. É exatamente esse o ponto de partida de Eu & Você Na Toscana, nova comédia romântica que chega aos cinemas brasileiros no dia 14 de maio, com distribuição da Imagem Filmes. Embalada por paisagens deslumbrantes e encontros improváveis, a produção aposta em leveza, humor e emoção para conquistar o público.

Protagonizado por Halle Bailey (A Pequena Sereia; Grown-ish) e Regé-Jean Page (Bridgerton; Dungeons & Dragons), o longa apresenta uma história que mistura recomeços, escolhas impulsivas e aquela dose clássica de romance que nasce onde menos se espera.

A direção fica por conta de Kat Coiro (Case Comigo; Marry Me), que retorna ao gênero com uma proposta que valoriza tanto o carisma dos personagens quanto o charme do cenário italiano. E, pelo que o trailer indica, o filme aposta em uma atmosfera acolhedora, quase como um convite para o espectador viajar junto com a protagonista.

A trama acompanha Anna, vivida por Halle Bailey, uma jovem que deixou para trás o sonho de se tornar chef de cozinha e passou a levar a vida de forma despretensiosa, acumulando decisões impulsivas e caminhos incertos. Quando perde o emprego, ela toma uma atitude igualmente impulsiva e embarca para a Toscana, em busca de uma mudança que nem ela mesma sabe explicar.

É nesse cenário que a história realmente começa a ganhar forma. Ao chegar à Itália, Anna se hospeda na casa de Matteo, interpretado por Lorenzo de Moor, e acaba se envolvendo em uma situação inesperada. Quando a mãe dele surge de surpresa, ela entra em pânico e, sem pensar muito, decide fingir ser sua noiva. O que parecia apenas uma solução momentânea rapidamente se transforma em uma mentira difícil de sustentar.

A situação se complica ainda mais com a chegada de Michael, vivido por Regé-Jean Page. Carismático, elegante e cheio de presença, o personagem surge como um elemento de desequilíbrio na história. A conexão entre ele e Anna é imediata, trazendo à tona um romance que nasce em meio ao caos — e que promete mexer com as decisões da protagonista.

O trailer deixa claro que o filme aposta em um equilíbrio entre humor e emoção. Há momentos leves, construídos a partir das situações inusitadas criadas pela farsa, mas também existe um subtexto sobre recomeços e redescoberta pessoal. Anna não está apenas vivendo uma mentira, ela está, de certa forma, tentando encontrar quem realmente é.

Esse tipo de narrativa já é conhecido dentro do gênero, mas o diferencial aqui parece estar na forma como a história é conduzida. A ambientação na Toscana não é apenas um pano de fundo, mas parte essencial da experiência. As paisagens, a cultura e o ritmo mais desacelerado da região ajudam a construir um clima que favorece encontros, reflexões e mudanças.

Além dos protagonistas, o elenco conta com nomes como Marco Calvani (The View From Up Here; High Tide) e Nia Vardalos (Casamento Grego; My Big Fat Greek Wedding 2), indicada ao Oscar de Melhor Roteiro Original. A presença desses atores reforça o tom internacional da produção e amplia o alcance da história.

Nos bastidores, o filme é produzido por Will Packer (Viagem das Garotas; Ride Along) e Johanna Byer, enquanto o roteiro fica por conta de Ryan Engle (Rampage; Non-Stop), baseado em uma ideia original desenvolvida ao lado de Kristin Engle. A combinação desses nomes sugere uma produção pensada para equilibrar apelo comercial com uma narrativa envolvente.

“Homem-Aranha: Um Novo Dia” ganha trailer e revela fase mais solitária e intensa do herói no MCU

Depois de meses de expectativa e teorias que dominaram as redes sociais, o primeiro trailer de Homem-Aranha: Um Novo Dia finalmente chegou ao público e já deixa uma impressão clara: essa será a fase mais íntima e emocional do personagem nos cinemas. O novo capítulo da Marvel Studios aposta em um tom mais maduro, colocando o herói diante de consequências reais e difíceis de ignorar. Abaixo, confira o vídeo:

O retorno de Tom Holland (Uncharted; O Impossível) como Peter Parker marca uma virada importante. O personagem que antes equilibrava leveza, humor e responsabilidade agora surge mais silencioso, introspectivo e, acima de tudo, sozinho. A sensação é de que o peso das escolhas finalmente alcançou o herói.

A história se passa quatro anos após os acontecimentos de Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa. Desde então, Peter vive com as consequências da decisão que mudou sua vida para sempre. Ao apagar sua existência da memória de todos, ele não apenas protegeu quem amava, mas também abriu mão de qualquer tipo de conexão. O trailer mostra um cotidiano simples e solitário, em um pequeno apartamento, onde a rotina de Peter se resume a estudar, sobreviver e patrulhar a cidade.

Nova York continua sendo o centro de tudo, mas agora ela não reconhece mais o herói por trás da máscara. Isso muda completamente a dinâmica. Sem apoio, sem amigos e sem alguém para dividir o peso da vida dupla, Peter se entrega totalmente ao papel de Homem-Aranha. Existe um senso de responsabilidade ainda mais forte, mas também um cansaço que transparece em cada cena.

Um dos momentos mais marcantes do trailer envolve o retorno de Zendaya (Euphoria; Rivais) como MJ. A diferença agora é dolorosa. Ela não se lembra de Peter, não reconhece o passado que viveram juntos e segue sua vida de forma independente. Há indícios de que ela esteja em um novo relacionamento, o que torna tudo ainda mais difícil para o protagonista. Ele observa de longe, sem poder interferir, como alguém que precisa aceitar que fez a escolha certa, mesmo que isso signifique perder tudo.

Esse detalhe muda completamente o tom da história. O romance dá lugar a uma saudade silenciosa, e o crescimento do personagem passa por aprender a lidar com isso. É uma abordagem mais humana, que aproxima o público de um herói que erra, sente e precisa seguir em frente.

Entre as novidades do elenco, a presença de Sadie Sink (Stranger Things; The Whale) chama atenção. Sua personagem ainda não foi revelada, mas o pouco que aparece no trailer já foi suficiente para despertar curiosidade. Existe um ar de mistério ao redor dela, e tudo indica que terá um papel importante na nova fase da história.

Outro destaque é a chegada do Justiceiro, interpretado por Jon Bernthal (The Walking Dead; O Lobo de Wall Street). A presença do personagem sugere um clima mais urbano e pesado. Diferente do Homem-Aranha, o Justiceiro não hesita em ultrapassar limites, o que pode gerar um contraste interessante e até conflitos ideológicos entre os dois.

O trailer também confirma a participação do Hulk, vivido por Mark Ruffalo (Vingadores; Pobres Criaturas). Mesmo sem muitos detalhes, sua presença indica que o filme ainda mantém conexões com o universo maior da Marvel, equilibrando momentos mais pessoais com uma escala mais ampla.

Além dos conflitos emocionais, a história também sugere um novo tipo de ameaça. Um padrão de crimes começa a surgir na cidade, indicando a presença de algo maior por trás dos acontecimentos. Ao mesmo tempo, o próprio Peter passa por mudanças físicas inesperadas. A pressão constante e o desgaste parecem desencadear uma transformação que ele ainda não entende completamente. Isso levanta uma questão interessante sobre até onde ele consegue ir sem perder o controle.

Antes do trailer, muitas teorias apontavam caminhos diferentes para o filme. Havia expectativa de ver o herói ao lado do Demolidor, interpretado por Charlie Cox (Demolidor; She-Hulk), enfrentando o Rei do Crime de Vincent D’Onofrio (O Justiceiro; Full Metal Jacket). Outra possibilidade envolvia a introdução de Knull, ligado ao universo de Venom e interpretado por Andy Serkis (O Senhor dos Anéis; Planeta dos Macacos). O material divulgado, no entanto, mostra que o filme seguirá por um caminho próprio, menos previsível e mais focado no desenvolvimento do personagem.

O título “Um Novo Dia” faz ainda mais sentido dentro desse contexto. A história não é apenas uma continuação, mas um verdadeiro recomeço. Peter precisa se redescobrir em um mundo onde ninguém sabe quem ele é. Isso abre espaço para novas histórias, novos vínculos e também novos desafios.

“Duna: Parte 3” ganha primeiro trailer e inicia capítulo mais sombrio da saga após consagração histórica no Oscar

Poucas franquias conseguem transformar sucesso em expectativa de forma tão imediata quanto Duna. Apenas um dia após a consagração de Duna: Parte Dois no Oscar, onde o longa conquistou impressionantes 11 estatuetas e empatou um recorde histórico da premiação, a Warner Bros. Pictures surpreendeu o público ao divulgar o primeiro trailer de Duna: Parte 3 — e, com ele, um vislumbre do que promete ser o capítulo mais intenso e filosófico da trilogia.

Dirigido novamente por Denis Villeneuve (Blade Runner 2049; A Chegada), o novo filme adapta o romance “Messias de Duna”, publicado em 1969 por Frank Herbert (Duna; Os Filhos de Duna). Diferente da jornada de ascensão apresentada nos filmes anteriores, essa nova etapa mergulha nas consequências do poder — e no peso que ele carrega.

Um herói coroado… e questionado

O trailer deixa claro desde os primeiros segundos: Paul Atreides já não é apenas um líder. Agora imperador, ele carrega o título de figura messiânica, mas também o fardo de decisões que impactam todo o universo conhecido. Timothée Chalamet (Wonka; Me Chame Pelo Seu Nome) retorna ao papel com uma presença mais contida e, ao mesmo tempo, mais perturbadora. Há um olhar de desgaste, quase como se o personagem já previsse o próprio colapso.

Ao seu lado, Zendaya (Euphoria; Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa) retoma o papel de Chani, agora não apenas como aliada, mas como uma voz crítica dentro da própria narrativa. O relacionamento entre os dois, que antes era marcado por cumplicidade e descoberta, ganha tons mais densos, refletindo conflitos ideológicos e emocionais.

Essa mudança de tom é essencial para entender o que Villeneuve pretende com o terceiro filme. Se os anteriores eram sobre destino e conquista, este parece ser sobre as consequências inevitáveis de acreditar demais em um salvador.

Um elenco grandioso para um universo em crise

Além de Chalamet e Zendaya, o filme traz de volta nomes já consolidados na franquia, como Rebecca Ferguson (Missão: Impossível – Nação Secreta; Doutor Sono) como Lady Jessica, Josh Brolin (Vingadores: Guerra Infinita; Sicario) como Gurney Halleck e Javier Bardem (Onde os Fracos Não Têm Vez; 007 – Operação Skyfall) como Stilgar.

O núcleo político se expande com Florence Pugh (Oppenheimer; Adoráveis Mulheres) como a Princesa Irulan, agora peça-chave dentro das articulações do império, enquanto Anya Taylor-Joy (O Gambito da Rainha; A Bruxa) assume de vez o papel de Alia Atreides, prometendo uma presença ainda mais enigmática e poderosa.

Mas uma das adições mais aguardadas é Robert Pattinson (The Batman; O Farol), que interpreta o vilão Scytale. No trailer, sua presença é breve, mas suficiente para sugerir um antagonista manipulador e imprevisível — alguém que atua nas sombras para desestabilizar o império de Paul.

Outro retorno que chama atenção é o de Jason Momoa (Aquaman; Velozes & Furiosos 10) como Duncan Idaho, personagem que, mesmo após eventos anteriores, volta a ter papel importante dentro da trama, agora envolto em mistério.

Uma história sobre poder — e suas rachaduras

Baseado em “Messias de Duna”, o novo filme se afasta da estrutura clássica de jornada do herói para explorar um território mais complexo. Aqui, o foco não está em vencer batalhas externas, mas em lidar com conflitos internos e políticos que ameaçam ruir tudo o que foi construído.

O trailer reforça essa ideia ao apresentar um clima mais sombrio, com diálogos carregados de tensão e imagens que destacam isolamento, dúvida e manipulação. Não há mais espaço para ingenuidade. Cada decisão parece ter um preço — e Paul começa a perceber que talvez tenha ido longe demais.

Villeneuve já havia sinalizado, desde os primeiros filmes, que pretendia encerrar a história como uma trilogia. E tudo indica que este será o capítulo mais ousado em termos narrativos, justamente por subverter expectativas e questionar o próprio conceito de “herói”.

Produção ambiciosa e estética refinada

As filmagens de Duna: Parte 3 aconteceram entre julho e novembro de 2025, passando por locações como Budapeste e Abu Dhabi. O deserto, elemento central da franquia, retorna com ainda mais imponência, agora explorado tanto em película de 65 mm quanto em câmeras IMAX para intensificar a sensação de escala e brutalidade.

Na trilha sonora, Hans Zimmer (Interestelar; O Rei Leão) retorna para dar continuidade à identidade sonora da saga, prometendo uma abordagem ainda mais imersiva e emocional.

Outro detalhe que chama atenção é a mudança na direção de fotografia, agora sob responsabilidade de Linus Sandgren, que substitui Greig Fraser. A expectativa é que essa transição traga uma nova textura visual, mantendo a grandiosidade, mas explorando nuances mais intimistas.

O peso de encerrar uma saga

Desde que assumiu o projeto, Denis Villeneuve sempre deixou claro que sua visão para Duna era limitada a três filmes. Mais do que uma decisão prática, trata-se de uma escolha criativa: encerrar a história de Paul Atreides no ponto em que ela se torna mais ambígua e provocativa.

Essa abordagem diferencia a franquia de muitas outras produções contemporâneas, que frequentemente se estendem além do necessário. Aqui, a proposta é entregar uma narrativa coesa, com começo, meio e fim bem definidos — ainda que esse fim não seja necessariamente confortável.

Após o sucesso estrondoso de Duna: Parte Dois, tanto de crítica quanto de público, a pressão por um desfecho à altura é inevitável. Mas, se o trailer serve como indicativo, Villeneuve parece disposto a correr riscos e entregar algo que vá além do espetáculo visual.

Festival global Five Films for Freedom promove mostra gratuita LGBTQIA+ no Brasil e online

Existe algo poderoso quando uma história atravessa fronteiras. É justamente essa a essência do Five Films for Freedom, que chega à sua 12ª edição entre os dias 18 e 29 de março reafirmando o cinema como ferramenta de conexão, empatia e visibilidade. Mais do que uma simples mostra, o projeto se consolidou como um movimento cultural que convida o público a olhar o mundo por diferentes perspectivas — todas atravessadas pela diversidade.

Realizado pelo British Council em parceria com o BFI Flare: London LGBTQIA+ Film Festival, o festival mantém uma proposta simples e, ao mesmo tempo, transformadora: disponibilizar gratuitamente curtas-metragens LGBTQIA+ de diferentes países para espectadores do mundo inteiro. Sem barreiras geográficas, sem custo e com múltiplas formas de acesso, a iniciativa amplia vozes que muitas vezes ainda encontram dificuldades para serem ouvidas.

Neste ano, o Brasil ganha um espaço especial dentro dessa experiência. Além do acesso online, o público poderá viver o festival de forma coletiva em São Paulo. No dia 22 de março, o Auditório do Hotel Nacional Inn Jaraguá recebe o “Cinemão Five Films for Freedom”, uma sessão gratuita que promete ir além da exibição de filmes. É um encontro. Um momento de troca. Um espaço onde diferentes vivências se cruzam através da arte.

A exibição integra o VI Encontro de Organizações de Paradas LGBT+ do Estado de São Paulo, promovido pela Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. Na prática, isso significa que o cinema se conecta diretamente com o ativismo, fortalecendo debates e ampliando a potência das narrativas apresentadas. Não é apenas sobre assistir — é sobre sentir, discutir e reconhecer histórias que ecoam em muitas realidades.

Desde sua criação, em 2015, o Five Films for Freedom carrega um marco importante: foi o primeiro programa digital global dedicado ao cinema LGBTQIA+. De lá para cá, o crescimento impressiona. Mais de 26 milhões de pessoas já tiveram acesso às obras exibidas pelo festival, incluindo públicos de regiões onde a vivência LGBTQIA+ ainda enfrenta barreiras legais e sociais. Em muitos desses lugares, assistir a esses filmes pode ser, por si só, um ato de resistência.

E talvez esse seja um dos pontos mais bonitos da iniciativa. O festival não apenas exibe histórias — ele cria pontes. Ao reunir produções de países como França, Reino Unido, Estados Unidos, México e Vietnã, a curadoria constrói um mosaico de experiências que mostram como identidade, amor e pertencimento podem se manifestar de formas diferentes, mas igualmente legítimas.

Entre essas narrativas, o Brasil também marca presença com o curta “Theo”, dirigido por Monica Palazzo (Praia do Futuro – equipe de produção) e Jo Galvão (Da Janela – curta). A participação nacional não apenas amplia a representatividade latino-americana, mas também reforça a força das histórias locais dentro de um diálogo global. É o Brasil falando para o mundo — e sendo ouvido.

Outro aspecto que fortalece o alcance do festival é sua acessibilidade. Durante os 12 dias de exibição, os filmes ficam disponíveis online com legendas em 17 idiomas, além de recursos como closed captions. Isso garante que mais pessoas possam acessar o conteúdo, independentemente de idioma ou limitações auditivas. É uma democratização real do acesso à cultura.

Mas o impacto do Five Films for Freedom vai além dos números ou da logística. Ele está nas pequenas transformações que provoca. Está na identificação de quem se vê representado. Está na curiosidade de quem descobre novas realidades. Está, principalmente, na construção de um olhar mais empático sobre o outro.

Em um mundo onde discussões sobre direitos LGBTQIA+ ainda enfrentam avanços e retrocessos, iniciativas como essa ganham ainda mais relevância. O cinema, nesse contexto, deixa de ser apenas entretenimento e passa a ser uma ferramenta de reflexão, questionamento e, muitas vezes, mudança.

A edição de 2026 também dialoga com um cenário maior de colaboração cultural, integrando o calendário do Ano Cultural Brasil/Reino Unido 2025-26. Essa conexão reforça como a arte pode aproximar países e culturas, criando espaços de diálogo que ultrapassam fronteiras políticas e geográficas.

Thriller político “O Mago do Kremlin” explora bastidores do poder russo e ganha novo trailer antes da estreia

O suspense político O Mago do Kremlin acaba de ganhar um novo trailer, ampliando a expectativa para sua chegada aos cinemas brasileiros em 9 de abril. Com distribuição da Imagem Filmes (John Wick; La La Land), o longa propõe um mergulho intenso nos bastidores do poder na Rússia durante um dos períodos mais decisivos da história contemporânea.

Sob direção de Olivier Assayas (Personal Shopper; Acima das Nuvens), o filme constrói uma narrativa que mistura ficção e acontecimentos históricos, tendo como pano de fundo a transição política após o fim da União Soviética. A trama acompanha os jogos de influência, estratégias de comunicação e articulações que ajudaram a moldar uma nova era no país.

No centro da história está Vadim Baranov, vivido por Paul Dano (The Batman; Sangue Negro), um jovem que ascende rapidamente dentro da estrutura de poder ao se tornar estrategista de comunicação do Kremlin. É a partir do olhar dele que o público acompanha os bastidores de decisões e narrativas que impactam diretamente a imagem do governo.

Ao seu lado surge a figura de Vladimir Putin, interpretado por Jude Law (O Talentoso Ripley; Sherlock Holmes). O personagem é retratado em um momento crucial de ascensão política, em meio a um cenário instável e repleto de disputas internas. A relação entre Baranov e Putin se torna um dos eixos centrais da narrativa, revelando como a comunicação pode ser determinante na consolidação do poder.

Baseado no romance de Giuliano da Empoli (Os Engenheiros do Caos; O Mago do Kremlin), o longa se apoia em uma construção dramática que busca entender os mecanismos por trás da política moderna. A adaptação foi desenvolvida pelo próprio Assayas em parceria com Emmanuel Carrère (O Reino; De Vidas Alheias), reforçando o tom reflexivo e provocativo da obra.

Durante a divulgação do filme, Paul Dano destacou o impacto imediato que o roteiro teve em sua decisão de integrar o projeto. Segundo o ator, a história se mostra ainda mais atual do que parecia inicialmente, principalmente pela forma como aborda temas ligados à construção de narrativas políticas e à manipulação da informação.

Já Jude Law ressaltou o desafio de interpretar uma figura real e tão controversa quanto Putin. Para o ator, a recriação do período foi fundamental para a construção do personagem, com destaque para o trabalho minucioso das equipes de figurino, maquiagem e direção de arte, que ajudaram a transportar o elenco para a Rússia dos anos 1990.

O elenco conta ainda com nomes de destaque como Alicia Vikander (A Garota Dinamarquesa; Ex Machina), Tom Sturridge (Sandman; On the Road) e Jeffrey Wright (Westworld; The Batman), ampliando o peso dramático da produção.

Antes de sua estreia comercial, o filme foi apresentado no Festival Internacional de Cinema de Veneza, onde concorreu ao Leão de Ouro, reforçando sua relevância dentro do circuito internacional.

Suspense brasileiro “A Mulher Que Chora” ganha trailer e cartaz oficiais antes da estreia nos cinemas

O suspense psicológico A Mulher Que Chora acaba de ganhar cartaz e trailer oficiais. O longa, dirigido por George Walker Torres (Marighella; O Rio do Desejo), chega aos cinemas brasileiros no dia 9 de abril, com distribuição da Olhar Filmes (A Praia do Fim do Mundo; O Alecrim e o Sonho).

Produzido pela Grafo Audiovisual (Alice Júnior; Deserto Particular), o filme mistura drama psicológico e suspense em uma narrativa marcada por mistério, emoções intensas e reflexões sociais. A produção já começou a chamar atenção em festivais internacionais: no Sevilla Indie Film Festival, na Espanha, conquistou o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante para Julia Stockler (Cidade Pássaro; A Vida Invisível) e também recebeu o Prêmio Bronze de Melhor Filme.

O trailer apresenta uma história construída a partir do olhar de Miguel, interpretado por Zayan Medeiros, um garoto de sete anos que vive em uma antiga casa cercada por três gerações de mulheres. Em meio a conflitos familiares e silêncios dolorosos, o menino passa a criar seu próprio universo para lidar com a solidão e as tensões dentro de casa.

Uma das figuras centrais em sua vida é Carmen, personagem de Samantha Castillo (El Amparo; La Familia). Imigrante venezuelana que deixou o filho em seu país de origem, ela trabalha como empregada doméstica na casa da família e acaba se tornando uma espécie de porto seguro para Miguel. Entre os dois nasce uma relação afetuosa e intensa, marcada por histórias e confidências.

Já Elena, mãe do garoto e interpretada por Julia Stockler, enfrenta um período turbulento após um divórcio recente. Em meio ao trauma e à sensação de perda, ela acaba se distanciando emocionalmente do filho, deixando espaço para que outras figuras ocupem esse papel afetivo.

É durante uma dessas conversas com Carmen que Miguel escuta a história da “mulher que chora”, uma das lendas mais conhecidas do folclore latino-americano. Segundo o conto, uma mulher abandonada pelo marido comete um ato desesperado ao afogar os próprios filhos e, após sua morte, passa a vagar como um espírito atormentado em busca deles.

A história desperta a imaginação do garoto e acaba se transformando em uma verdadeira obsessão. O fascínio aumenta quando Miguel descobre que existe uma velha mulher sem-teto vivendo isolada em uma região de mata próxima à sua casa.

Convencido de que aquela figura misteriosa pode ser a lendária “mulher que chora”, o menino decide explorar a floresta para encontrá-la. Mesmo tomado pelo medo, ele acredita que o espírito precisa de ajuda e que talvez ele seja a única pessoa capaz de ajudá-la.

O filme constrói sua atmosfera de suspense justamente nessa fronteira entre realidade e imaginação. A narrativa mergulha no universo interior de uma criança que tenta compreender o mundo adulto ao seu redor enquanto lida com sentimentos de abandono, curiosidade e fantasia.

Segundo o diretor George Walker Torres, a proposta da obra é apresentar um drama sensível com uma estética marcada por tensão constante. O cineasta explica que a história busca explorar emoções profundas a partir de uma perspectiva infantil, utilizando elementos visuais que ampliam o clima de mistério.

A fotografia do longa, assinada por Léo Bittencourt (O Rio do Desejo; O Livro dos Prazeres), aposta em jogos de luz e sombra, além de cores menos saturadas, criando uma atmosfera que remete à pintura barroca. Essa escolha visual contribui para reforçar a sensação de opressão e introspecção presente na jornada dos personagens.

Além de Samantha Castillo, Zayan Medeiros e Julia Stockler, o elenco conta ainda com Rosana Stavis (A Mesma Parte de um Homem; Coração de Neon), Regina Vogue (Café com Canela; Para Minha Amada Morta) e Nena Inoue (Curitiba Zero Grau; A Mesma Parte de um Homem).

Com 75 minutos de duração, “A Mulher Que Chora” aposta em uma abordagem intimista para discutir temas como imigração, solidão, abandono e os conflitos emocionais que atravessam diferentes gerações dentro de uma mesma família.

Netflix revela trailer de “BTS: O Reencontro”, documentário sobre o retorno do grupo após o serviço militar

A Netflix divulgou nesta segunda-feira (16) o primeiro trailer de BTS: O Reencontro, documentário que acompanha o aguardado retorno do fenômeno global do K-pop BTS. O longa estreia na plataforma no dia 27 de março e promete mostrar os bastidores do momento em que os sete integrantes voltam a trabalhar juntos após o período de afastamento causado pelo serviço militar obrigatório na Coreia do Sul.

Dirigido pelo cineasta Bao Nguyen (O Freelancer: O Homem por Trás da Foto; A Noite que Mudou o Pop), o filme oferece um olhar íntimo sobre o reencontro do grupo em Los Angeles, nos Estados Unidos. A produção acompanha os integrantes enquanto eles retomam o processo criativo coletivo, refletindo sobre o impacto do tempo separados e sobre as transformações pessoais vividas durante esse período.

Produzido pelas empresas This Machine (Martha; Karol G) e HYBE, o documentário promete acesso raro aos bastidores do grupo enquanto eles se preparam para um dos retornos mais aguardados da música pop mundial. A narrativa combina momentos de descontração, reflexões sobre a carreira e cenas da criação de novas músicas, que darão origem a uma nova fase na trajetória da banda.

Desde sua estreia em 2013, o BTS construiu uma das bases de fãs mais dedicadas do planeta. Conhecido por unir música, performance e mensagens voltadas a temas como saúde mental, juventude e identidade, o grupo se tornou um dos maiores fenômenos culturais da última década. Formado por Jin, Suga, J‑Hope, RM, Jimin, V e Jungkook, o grupo expandiu seu estilo musical ao longo dos anos, transitando entre hip hop, pop e diversos outros gêneros.

A trajetória internacional do BTS ganhou força a partir de 2017, quando o grupo começou a conquistar o mercado global e liderar a expansão da chamada onda coreana no Ocidente. Um dos marcos desse processo foi o sucesso da música Mic Drop, que garantiu ao grupo sua primeira certificação de ouro nos Estados Unidos. Pouco tempo depois, o álbum Love Yourself: Tear alcançou o topo da parada Billboard 200, consolidando o BTS como um dos maiores nomes da indústria musical contemporânea.

Nos anos seguintes, o grupo continuou acumulando recordes. Em 2020, por exemplo, tornou-se o ato mais rápido desde The Beatles a alcançar quatro vezes o primeiro lugar da parada de álbuns dos Estados Unidos em menos de dois anos. No mesmo período, a música Dynamite marcou história ao levar o BTS ao topo da Billboard Hot 100, algo inédito para um artista sul-coreano.

O impacto cultural do grupo vai além das paradas musicais. Ao longo da carreira, os integrantes participaram de campanhas sociais, discursaram na Organização das Nações Unidas e lançaram iniciativas em parceria com a UNICEF para combater a violência entre jovens. A influência global também foi reconhecida pela revista Time, que incluiu o grupo em diversas listas de personalidades mais influentes do mundo.

Apesar do enorme sucesso, a trajetória do BTS passou por uma pausa significativa em 2022, quando os integrantes anunciaram que iriam interromper temporariamente as atividades do grupo para cumprir o serviço militar obrigatório na Coreia do Sul. O primeiro a se alistar foi Jin, em dezembro daquele ano, seguido pelos demais membros ao longo de 2023.

Todos concluíram o serviço até junho de 2025. Pouco tempo depois, em uma transmissão ao vivo para fãs, os artistas confirmaram que novas músicas estavam sendo preparadas para 2026, alimentando as expectativas de um retorno histórico.

É justamente esse momento que serve como ponto de partida para o documentário. Em “BTS: O Reencontro”, o público acompanha não apenas o processo de criação musical, mas também as reflexões do grupo sobre o passado, os desafios da fama e o futuro da banda.

Sessão da Tarde exibe a comédia brasileira “Tô Ryca 2” nesta terça-feira, 17 de março, na Globo

A Sessão da Tarde desta terça-feira, 17 de março de 2026, aposta em uma comédia nacional para animar o público durante a tarde. A TV Globo exibe o filme Tô Ryca 2, continuação da comédia lançada em 2016 que conquistou o público com seu humor exagerado e a personalidade marcante de Selminha, personagem vivida por Samantha Schmütz (Vai que Cola; Zorra).

Na trama, Selminha já está completamente acostumada com a vida de milionária depois de herdar uma fortuna inesperada de um tio distante. O problema é que o dinheiro acabou mudando bastante sua forma de viver. Ela faz questão de pagar caro em tudo, ostentar luxo por onde passa e demonstrar que agora pertence ao mundo dos muito ricos.

Mas essa vida confortável começa a desmoronar quando surge uma mulher afirmando ser a verdadeira herdeira da fortuna. Interpretada por Evelyn Castro (Tô Ryca; A Vila), a suposta nova Selminha leva a disputa para a Justiça e coloca a protagonista em uma situação completamente inesperada.

Enquanto o caso é analisado, a Justiça decide congelar todos os bens da personagem principal. De uma hora para outra, Selminha perde acesso ao dinheiro e precisa se adaptar a uma realidade totalmente diferente. A única renda disponível passa a ser um salário mínimo mensal, valor liberado para que ela consiga sobreviver até que o processo seja resolvido.

Sem poder manter o antigo padrão de vida, Selminha acaba voltando para a comunidade de Quintino, onde passa a morar com sua melhor amiga Luane, interpretada por Katiuscia Canoro (Zorra Total; Vai que Cola), e Nico, personagem de Anderson Di Rizzi (Amor à Vida; A Dona do Pedaço).

A mudança de cenário acaba trazendo uma boa dose de ironia para a história. Antes de se tornar rica, Selminha tinha uma relação próxima com os moradores da comunidade e até financiava uma associação local para ajudar a população. Agora, sem dinheiro e precisando se virar, ela volta ao lugar de onde saiu e precisa reaprender a viver com muito menos.

Para pagar suas contas e garantir o básico do dia a dia, Selminha passa a trabalhar como empregada doméstica em várias casas. É nesse novo cotidiano que surgem muitas das situações cômicas do filme, já que a personagem precisa lidar com tarefas e desafios completamente distantes da vida luxuosa que estava acostumada a levar.

Enquanto tenta se adaptar à nova rotina, Selminha não desiste de recuperar sua herança. Para isso, conta com o apoio de seu advogado, Dr. César, interpretado por Erom Cordeiro (Órfãos da Terra; Impuros). O personagem acompanha o processo judicial e tenta reunir provas que confirmem a identidade da protagonista. No entanto, ele guarda um segredo que pode acabar mudando completamente os rumos da disputa.

A história também reserva espaço para o relacionamento intenso entre Selminha e Ruben, vivido por Marcello Melo Jr. (Cidade de Deus; Vai na Fé). Entre crises de ciúmes, discussões e reconciliações, o casal vive uma relação cheia de altos e baixos que adiciona ainda mais humor e confusão à narrativa.

A direção do longa é assinada por Pedro Antônio (Tô Ryca; Os Farofeiros), que retorna ao comando da franquia após o primeiro filme. O roteiro é de Fil Braz (Vai que Cola; Os Farofeiros), mantendo o estilo de humor popular e situações absurdas que marcaram a produção original.

Produzido pela Glaz Entretenimento (Os Farofeiros; Vai que Cola – O Filme), o projeto também contou com coprodução da Globo Filmes (Minha Mãe é uma Peça; De Pernas pro Ar) e da Paramount Pictures (Top Gun: Maverick; Sonic – O Filme). As gravações aconteceram em 2018, mas o lançamento oficial nos cinemas brasileiros ocorreu apenas em fevereiro de 2022.

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