Crítica – Five Nights at Freddy’s 2 é um avanço divertido, nostálgico e limitado por suas próprias escolhas

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“Quero ver o que tem dentro da sua cabeça.” A frase ecoa no escuro e sintetiza bem o espírito de Five Nights at Freddy’s 2, um filme que busca acessar o imaginário de quem cresceu com a franquia, explorando memórias, sustos e aquela combinação inconfundível de pânico e fascínio que marcou milhões de jogadores. Dentro dessa proposta, o longa dirigido por Emma Tammi dá um passo mais seguro em relação ao filme anterior. Não é mais ousado, mas é mais consciente do material que tem em mãos.

O grande mérito desta continuação é sua habilidade de transformar referências em atmosfera. A produção não insere apenas easter eggs; ela recria sensações. Os sons metálicos dos animatrônicos, os movimentos bruscos, as luzes defeituosas e os enquadramentos que remetem diretamente às câmeras do jogo ajudam a construir um ambiente que parece genuinamente pertencente ao universo de FNAF. Para quem considera o segundo jogo o ponto alto da franquia, existe uma nostalgia palpável. Cada detalhe visual e sonoro parece projetado para provocar aquele frio familiar na espinha, como se a infância – ou adolescência – retornasse por alguns instantes.

Ainda assim, o filme permanece preso a uma limitação importante. Five Nights at Freddy’s sempre foi conhecido pela combinação de tensão psicológica com violência explícita. Aqui, novamente, o gore é evitado de forma evidente. Cenas que deveriam atingir um impacto mais duro são interrompidas antes do auge, e a estética permanece cuidadosamente controlada para não ultrapassar uma classificação indicativa acessível ao público mais jovem. Essa escolha, embora compreensível do ponto de vista comercial, reduz parte do potencial do terror. Falta peso ao que deveria ser aterrorizante.

Apesar disso, FNAF 2 apresenta avanços narrativos em relação ao primeiro filme. O roteiro é mais coeso, a mitologia é desenvolvida com maior clareza e há mais atenção à lógica interna da história. O percurso dramático ainda é previsível, mas funciona melhor justamente porque a obra abandona qualquer timidez e assume sua vocação de fan service. Em vez de tentar agradar a todos, o filme se concentra em agradar quem realmente importa: o fã que conhece os jogos, acompanha teorias e aguarda há anos para ver determinadas cenas ganharem vida.

Essa honestidade acaba sendo um dos pontos altos. Five Nights at Freddy’s 2 não tenta reinventar o terror. Não pretende ser mais profundo do que realmente é. Sua intenção é divertir, provocar sustos moderados e alimentar o entusiasmo da base de fãs. Para quem nunca teve contato com os jogos, o longa pode soar como um terror adolescente convencional, com criaturas bizarras e enredo por vezes confuso. Para quem jogou, porém, é como revisitar um espaço temido, mas curiosamente acolhedor.

O elenco também funciona melhor nesta continuação, beneficiado por um roteiro que permite mais tensão e interação entre os personagens. Os animatrônicos continuam sendo o grande chamariz visual da franquia e, aqui, parecem ainda mais presentes, expressivos e ameaçadores.

Crítica – Eternidade é um filme que emociona, mas não escapa de escolhas seguras

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Eternidade”, novo longa dirigido por David Freyne, parte de uma premissa naturalmente comovente: após 65 anos de casamento, Larry e Joan morrem com poucos dias de diferença e se reencontram em um mundo intermediário. Ali, cada alma tem uma semana para escolher onde passará o resto da eternidade. O reencontro, que deveria apontar para um desfecho reconfortante, torna-se inesperadamente complexo quando o primeiro marido de Joan, morto na guerra, ressurge após esperar por ela durante 67 anos. Esse triângulo amoroso inusitado funciona como motor da narrativa e, ao mesmo tempo, expõe as virtudes e limitações de um filme que é sensível, porém familiar.

Freyne aposta em um universo futurista esteticamente bem resolvido, com elementos visuais que ajudam a construir um limbo coerente e intrigante. Há, de fato, cuidado na criação desse pós-vida, que funciona como cenário e como metáfora para as zonas cinzentas das relações humanas. Ainda assim, apesar da ambientação elaborada, a obra prefere seguir caminhos bastante seguros no que diz respeito à estrutura dramática.

O roteiro apresenta sutilezas interessantes, sobretudo quando se recusa a transformar qualquer um dos pretendentes de Joan em antagonista. É um gesto louvável dentro de um gênero acostumado a simplificações, e que aqui ganha uma leitura mais madura. No entanto, essa mesma delicadeza narrativa também impede o filme de explorar com mais ousadia o peso dessa escolha. A jornada emocional da protagonista é consistente, mas raramente surpreendente.

O humor, aplicado em doses moderadas, flerta com o sombrio e contribui para equilibrar o tom melancólico. Funciona bem quando surge de forma natural, mas nem sempre encontra o ritmo ideal para sustentar o impacto emocional que o filme deseja alcançar. Em certos momentos, a comédia surge como respiro; em outros, como uma tentativa de suavizar conflitos que poderiam ter sido tratados com mais profundidade.

Ainda assim, é inegável que o longa provoca questionamentos relevantes. A ideia de um pós-vida burocratizado, onde decisões definitivas são tomadas em poucos dias, abre espaço para reflexões sobre luto, memória e responsabilidade afetiva. O público inevitavelmente se coloca no lugar de Joan: seria possível escolher uma eternidade sabendo que pessoas queridas ainda permanecem vivas? A dúvida é real e incômoda, e o filme ganha força justamente quando explora essa ambiguidade.

O trio central sustenta boa parte dessa autenticidade emocional. Elizabeth Olsen entrega uma protagonista sensível, construída a partir de pequenos gestos, ainda que confinada em um arco previsível. Miles Teller e Callum Turner, por sua vez, compõem figuras empáticas sem recorrer à caricatura, tornando o triângulo amoroso genuíno o suficiente para manter o espectador comprometido. O elenco de apoio funciona dentro do que é proposto, dando textura ao universo do pós-vida sem nunca roubar a cena.

No conjunto, “Eternidade” é um filme eficaz, capaz de emocionar e de carregar o espectador até o fim. Entretanto, essa eficiência também denuncia certa falta de ambição. A obra se contenta em ser delicada quando poderia arriscar mais; prefere o seguro quando teria espaço para tensionar as estruturas tradicionais da comédia romântica. Não reinventa o gênero, tampouco pretende fazê-lo, mas encontra conforto em uma fórmula que equilibra sensibilidade e previsibilidade.

Street Fighter | Reboot ganha primeiro trailer oficial e promete reinventar a franquia nos cinemas

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O aguardado reboot de Street Fighter finalmente revelou seu primeiro trailer oficial durante o TGA 2025, deixando fãs e curiosos em clima de euforia. A nova adaptação, dirigida por Kitao Sakurai (Bad Trip) e roteirizada por Dalan Musson (Falcão e o Soldado Invernal), marca a terceira incursão da franquia em live-action e representa o quarto longa-metragem inspirado na icônica série de videogames da Capcom. Desta vez, a proposta é clara: revisitar as raízes, modernizar o universo e entregar uma experiência cinematográfica que traduza a grandiosidade e o impacto cultural que Street Fighter conquistou ao longo das últimas décadas.

No elenco, Andrew Koji (Warrior) interpreta Ryu, trazendo para o papel uma mistura de precisão em artes marciais, presença cênica e profundidade dramática. Ao seu lado está Noah Centineo (Adão Negro), que surpreende na pele de Ken Masters. Longe do estilo leve e romântico que marcou boa parte de sua carreira, o ator surge mais maduro e emocionalmente complexo. Callina Liang (Avatar: A Lenda de Aang, Netflix) vive Chun-Li, que no trailer aparece como a figura determinante para reunir os protagonistas e impulsionar a narrativa.

Além do trio central, o elenco conta com nomes de peso como Jason Momoa (Aquaman), Joe “Roman Reigns” Anoa’i (Velozes & Furiosos 10), Vidyut Jammwal (Commando), David Dastmalchian (O Esquadrão Suicida), Curtis “50 Cent” Jackson (Power), Cody Rhodes (WWE), Andrew Schulz (You People) e Eric André (The Eric André Show). A variedade de estilos, talentos e presenças físicas reflete o compromisso do filme em celebrar a diversidade dos lutadores que sempre fez parte da essência da franquia. Cada ator parece ocupar um papel essencial no mosaico narrativo, aumentando ainda mais as expectativas do público.

A história é ambientada em 1993 e acompanha Ryu e Ken, lutadores afastados por motivos ainda mantidos em segredo. A aparição de Chun-Li os puxa de volta a um mundo que acreditavam ter deixado para trás. A partir desse reencontro, ambos são conduzidos ao Torneio Mundial de Guerreiros, uma competição marcada por confrontos brutais e histórias individuais carregadas de dor, orgulho e esperança. O trailer deixa claro que o torneio será o eixo principal do filme, mas também dá indícios de que existe uma ameaça maior atuando nas sombras, capaz de levar os lutadores ao limite físico e emocional.

O percurso da produção foi cheio de reviravoltas. Desde abril de 2023, quando a Legendary Entertainment assumiu os direitos de adaptação, as expectativas se tornaram cada vez maiores. Danny e Michael Philippou (Fale Comigo) foram anunciados como diretores iniciais, mas deixaram o projeto em junho de 2024 por conflitos de agenda e visão criativa. Em fevereiro de 2025, Kitao Sakurai assumiu o comando, trazendo uma nova perspectiva que uniu estética, intensidade e humanidade.

A escolha do elenco foi realizada entre maio e julho de 2025. Noah Centineo, Andrew Koji, Jason Momoa e Roman Reigns iniciaram as negociações logo nas primeiras semanas, sendo posteriormente confirmados junto a novos nomes que também se somaram ao longa. Callina Liang, David Dastmalchian e Curtis Jackson reforçaram a lista, enquanto Vidyut Jammwal e Cody Rhodes concluíram o grupo ao longo de julho.

As filmagens aconteceram na Austrália entre 18 de agosto e 12 de novembro de 2025, sob o título provisório de Punch. O diretor de fotografia Ken Seng (Deadpool) foi o responsável pela estética visual do projeto, que combina realismo cru com influências estilizadas dos golpes icônicos da franquia. O visual mistura cenários dos anos 1990 com uma abordagem moderna de iluminação e câmera, equilibrando nostalgia e novos ares.

A recepção ao trailer tem s

Universal celebra duas décadas de Orgulho e Preconceito com retorno especial aos cinemas brasileiros

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A Universal Pictures dá início a uma homenagem cheia de nostalgia e elegância a um dos romances mais emblemáticos do cinema moderno: Orgulho e Preconceito. Em celebração aos 20 anos de seu lançamento, o estúdio promove uma reestreia especial do longa dirigido por Joe Wright, permitindo que o público reviva — ou descubra pela primeira vez — a beleza e a delicadeza dessa obra que marcou gerações. A partir desta quarta-feira, 11 de dezembro, o filme volta às salas brasileiras com exibições em 2D e cópias legendadas, em sessões distribuídas pelas principais redes de cinema do país.

Lançado originalmente em 2005, o filme conquistou críticas entusiasmadas e quatro indicações ao Oscar, destacando-se por sua direção sensível, sua fotografia arrebatadora e a força de suas interpretações. O roteiro de Deborah Moggach adaptou com fidelidade e frescor o clássico de Jane Austen, obra que permanece como um marco da literatura inglesa e um retrato afiado das convenções sociais e dos dilemas afetivos do início do século XIX. A atuação de Keira Knightley como Elizabeth Bennet marcou sua carreira, trazendo à protagonista uma aura de inteligência, ousadia e vulnerabilidade que até hoje ressoa entre leitores e espectadores.

Ao retornar aos cinemas, Orgulho e Preconceito retoma sua narrativa imersiva na Inglaterra rural, onde a família Bennet convive com a pressão constante por casamentos vantajosos em meio a limitações financeiras. A chegada do gentil Sr. Bingley e de seu reservado amigo Sr. Darcy transforma a rotina do vilarejo e desencadeia uma trama de encontros, mal-entendidos, tensões emocionais e descobertas pessoais. A relação entre Elizabeth e Darcy, construída entre julgamentos precipitados, orgulho ferido e uma crescente admiração, permanece como uma das histórias de amor mais celebradas do cinema contemporâneo.

O filme também se destaca por sua riqueza estética, que valoriza paisagens campestres, interiores históricos e figurinos que dialogam com a elegância da época. A câmera de Wright — marcada por movimentos fluidos e composições que exploram o silêncio, o olhar e a emoção contida — ajuda a transformar cenas simples em momentos memoráveis. O baile de Netherfield, a caminhada ao amanhecer e o reencontro em Pemberley continuam a ser lembrados como ícones cinematográficos, celebrados não apenas pelos fãs de Austen, mas por amantes de romances em geral.

A reestreia também reacende a discussão sobre o impacto cultural duradouro do filme. Em duas décadas, Orgulho e Preconceito influenciou produções audiovisuais, inspirou debates sobre feminilidade, independência feminina e dinâmicas sociais, e consolidou Keira Knightley e Matthew Macfadyen como uma das duplas mais carismáticas do gênero. O longa se tornou referência para adaptações literárias posteriores e segue como porta de entrada para novos leitores da obra de Jane Austen.

Além disso, o retorno às telas oferece ao público a possibilidade de vivenciar o filme em sua plenitude visual. Para muitos fãs, será a primeira oportunidade de assistir à produção em tela grande, percebendo nuances que se perdem na exibição doméstica — desde a textura da fotografia até os detalhes sonoros que enriquecem os diálogos e os momentos de silêncio. Para quem já acompanhou o filme inúmeras vezes, trata-se de um reencontro afetivo com uma narrativa que permanece viva, relevante e profundamente humana.

A Universal reforça que a programação pode variar de acordo com cada rede exibidora, e recomenda que os espectadores consultem os horários diretamente nos sites ou aplicativos dos cinemas. A celebração dos 20 anos de Orgulho e Preconceito promete não apenas reafirmar o status do filme como um clássico contemporâneo, mas também proporcionar uma experiência cinematográfica que une gerações através de uma história atemporal sobre amor, escolhas e a coragem de desafiar convenções.

Aparecida Sertaneja desta segunda (1º) reúne Guito, The Fevers e Wesley & Conrado em noite de música e boas histórias

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Nesta segunda-feira, 1º de dezembro, às 19h30, o Aparecida Sertaneja apresenta uma edição marcada por diversidade musical e histórias de artistas que seguem construindo suas trajetórias com autenticidade. Sob a condução de Mariangela Zan, o programa recebe Guito, The Fevers e a dupla Wesley & Conrado, cada um representando um segmento importante da música nacional.

O primeiro convidado da noite é Guito, cantor e ator que ganhou projeção nacional após interpretar Tibério no remake de Pantanal, exibido pela TV Globo em 2022. Natural de Araxá, Minas Gerais, ele leva para o palco influências que remetem ao interior do país, unindo elementos do folk à sonoridade da viola caipira. Em apresentações ao vivo, Guito costuma tocar diversos instrumentos simultaneamente, incluindo violão, viola, gaita e uma mala adaptada como bumbo. Seu estilo se destaca pelo uso de timbres tradicionais combinados a arranjos contemporâneos, resultando em músicas que preservam a identidade rural sem abrir mão de linguagem atual.

Em seguida, o programa recebe The Fevers, grupo formado no Rio de Janeiro e considerado uma referência histórica da Jovem Guarda. Na ativa desde os anos 1960, a banda conquistou público com canções como Vamos Dançar o Letkiss e Não Vivo na Solidão. Ao longo da carreira, realizaram turnês pelos Estados Unidos, Canadá e Europa, consolidando reconhecimento internacional. Nos anos 1980, voltaram às paradas após emplacarem temas em trilhas sonoras de novelas da Rede Globo. A passagem deles pelo Aparecida Sertaneja deve revisitar fases marcantes desse percurso, reforçando o papel do grupo como um dos ícones da música pop brasileira.

Fechando as apresentações, o programa recebe a dupla Wesley & Conrado, que iniciou sua trajetória movida pelo interesse comum na música sertaneja. Juntos, percorreram diversas cidades com shows que buscam equilibrar repertório atual e referências clássicas do gênero. Em estúdio, lançaram o EP Chama na Moda e o projeto Marco Zero, que conta com participações de outros artistas do cenário sertanejo. Para Conrado, esta fase representa uma reconstrução após o acidente que vitimou seu antigo parceiro, Aleksandro, em 2022. A retomada ao lado de Wesley estabelece um novo capítulo profissional, com foco na consolidação da dupla e na ampliação do público.

Sessão da Tarde desta segunda (1º) exibe Kong – A Ilha da Caveira e leva uma aventura épica à tela da Globo

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A segunda-feira, 1º de dezembro, promete ser mais movimentada na telinha da Globo. A Sessão da Tarde traz uma das aventuras mais empolgantes do MonsterVerse: Kong: A Ilha da Caveira, produção que reinventou o mito do gorila gigante e apresentou ao público uma experiência visual grandiosa, cheia de ação, mistérios e criaturas colossais. Lançado em 2017, o filme marcou uma nova fase para a franquia King Kong e abriu caminho para os futuros embates com Godzilla nos cinemas.

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, a trama começa em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial. Dois pilotos inimigos – um americano e um japonês – caem em uma ilha desconhecida após seus aviões serem abatidos em combate. Mesmo diante do isolamento e das circunstâncias extremas, eles continuam a lutar como se a guerra nunca tivesse acabado. O que nenhum dos dois poderia imaginar é que aquela ilha reservava algo ainda mais assustador do que o conflito entre nações: um macaco gigante que surge para interromper o duelo e redefinir todas as noções de perigo que eles tinham.

A narrativa então avança para 1973, período marcado por tensões políticas, avanços científicos e a curiosidade crescente sobre regiões do planeta ainda pouco exploradas. É nesse cenário que conhecemos Bill Randa, interpretado por John Goodman, um homem determinado a provar que a Ilha da Caveira guarda segredos que vão além de lendas ou folclore. Ele acredita na existência de criaturas colossais e está disposto a arriscar sua reputação – e até sua vida – para encontrar as provas definitivas.

Randa consegue financiamento governamental e monta uma expedição ambiciosa, reunindo militares experientes e profissionais estratégicos. Entre eles estão o coronel Preston Packard, vivido por Samuel L. Jackson, um líder rígido e extremamente comprometido com seus códigos de honra; James Conrad, interpretado por Tom Hiddleston, um rastreador habilidoso que conhece bem os perigos de territórios desconhecidos; e Mason Weaver, brilha nas mãos de Brie Larson, uma fotojornalista que enxerga na missão uma oportunidade de revelar verdades que muitos preferem esconder.

Ao chegarem à ilha, a expedição rapidamente percebe que aquele território não segue nenhuma lógica. A natureza parece viva, pulsante e indomável. As paisagens, belíssimas e brutais ao mesmo tempo, escondem criaturas gigantes que desafiam as leis da biologia e qualquer compreensão humana. Kong surge como o protetor da ilha, uma força da natureza que desperta tanto temor quanto fascínio. Ele não é apenas um monstro – é um guardião, um sobrevivente, um símbolo de equilíbrio em um lugar onde tudo possui seu próprio papel dentro daquele ecossistema misterioso.

O choque entre os militares e Kong dá início a uma sequência de conflitos intensos, enquanto a equipe tenta sobreviver e entender a verdadeira dinâmica da ilha. No caminho, eles encontram Hank Marlow, vivido por John C. Reilly, um piloto perdido desde a Segunda Guerra Mundial. Seu humor e sua visão peculiar sobre a ilha trazem leveza à jornada, ao mesmo tempo em que revelam verdades profundas sobre Kong e os perigos que realmente habitam aquele solo isolado.

A direção de Jordan Vogt-Roberts dá ao filme uma estética marcante. Cada cena parece construída para mergulhar o espectador em um mundo onde a grandiosidade reina. As cores vibrantes, a fotografia inspirada nos filmes de guerra da década de 70 e a escala monumental das criaturas criam uma experiência visual que se destaca entre produções do gênero. Vogt-Roberts equilibra ação com momentos mais contemplativos, onde o público pode observar a força e a vulnerabilidade de Kong, um personagem que desperta empatia mesmo sem pronunciar uma única palavra.

Kong: A Ilha da Caveira também marca um capítulo importante dentro do MonsterVerse, o universo compartilhado de monstros criado pela Legendary Pictures. O filme estabelece as bases para o reencontro histórico entre Kong e Godzilla, colocando o gorila gigante como uma das peças centrais desse mundo cinematográfico. Além de ser o primeiro da cronologia oficial, ele é responsável por apresentar conceitos e personagens que influenciam diretamente os eventos posteriores.

Com um orçamento de US$ 185 milhões, o filme impressionou não apenas pela proposta ambiciosa, mas também pelo resultado nas bilheterias, arrecadando mais de US$ 568 milhões ao redor do mundo. Parte desse sucesso se deve ao elenco poderoso, que reúne nomes de peso como Tom Hiddleston, Samuel L. Jackson, Brie Larson e John C. Reilly, todos entregando performances intensas que ajudam a dar humanidade ao caos épico da ilha.

Novo trailer do episódio 6 de It Bem-Vindos a Derry intensifica o clima de terror antes da estreia desta noite

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A HBO divulgou um novo trailer do episódio 6 de It: Bem-Vindos a Derry e, como era esperado, a prévia rapidamente despertou o interesse dos fãs de Stephen King e do universo sombrio que envolve Pennywise. O próximo capítulo da série vai ao ar neste domingo, 30 de novembro, às 23h, tanto na TV quanto no streaming da HBO, e o trailer recém-lançado já aponta que a história vai mergulhar ainda mais fundo nos segredos que assombram a pequena cidade do Maine. Abaixo, confira o vídeo:

S érie funciona como uma prequência direta dos filmes It A Coisa e It Capítulo Dois, retornando aos anos 1960 para explorar eventos que antecedem o despertar do mal definitivo apresentado no cinema. A série, desenvolvida por Andy Muschietti, Barbara Muschietti e Jason Fuchs, preserva a atmosfera angustiante que marcou as adaptações anteriores e investe ainda mais nos elementos psicológicos e no terror silencioso que se esconde por trás do cotidiano aparentemente tranquilo da cidade. Dessa vez, acompanhamos uma família afro-americana que se muda para Derry em 1962, justamente quando uma menina desaparece e a cidade começa a revelar sua verdadeira face. O deslocamento dessa família em um lugar historicamente hostil já cria tensão suficiente, mas a narrativa rapidamente deixa claro que há algo muito maior e mais sinistro pairando sobre todos.

O trailer do sexto episódio reforça essa espiral de medo, mostrando flashes rápidos de cenas perturbadoras, olhares assustados e símbolos que remetem diretamente ao legado de Pennywise. Bill Skarsgård retorna ao papel que redefiniu sua carreira e reaparece na prévia de maneira enigmática, quase como uma promessa de que o terror mais visceral está prestes a ser desencadeado. Sem revelar muito, o vídeo sugere que os horrores começam a se intensificar à medida que os personagens se aproximam da verdade sobre o que realmente assombra Derry. Há uma sensação crescente de que o mal está prestes a emergir de uma forma mais direta, e o episódio promete ligar pontos que a série vem construindo desde sua estreia.

O elenco formado por Jovan Adepo, Taylour Paige, Chris Chalk, James Remar, Stephen Rider, Madeleine Stowe e Rudy Mancuso continua a entregar atuações marcadas por medo, perplexidade e vulnerabilidade emocional, o que torna o avanço da história ainda mais envolvente. Esse retorno à Derry se diferencia dos filmes por dedicar mais tempo às relações humanas e ao impacto psicológico de viver em um lugar onde o mal parece se esconder em cada sombra. A série, até aqui, tem sido elogiada justamente por isso: um terror que cresce não apenas pelos sustos, mas pela forma como o medo se infiltra lentamente na rotina, na convivência e nas memórias dos personagens.

Expectativa em alta! Primeiro teaser de Vingadores – Doomsday deve surpreender fãs com prévia enigmática

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A contagem regressiva para o primeiro teaser oficial de Vingadores – Doomsday ganhou força nas últimas semanas e reacendeu um tipo de empolgação que só a Marvel consegue provocar. Depois de mais de uma década acompanhando heróis, perdas, reviravoltas e encontros épicos, o público finalmente se aproxima da primeira prévia do que promete ser um dos maiores eventos cinematográficos da próxima fase do estúdio. A estreia de Avatar Fogo e Cinzas, o novo capítulo da franquia de James Cameron, abrirá espaço para que o trailer seja exibido nos cinemas, e o simples fato de isso acontecer já transformou dezembro em um mês de ansiedade coletiva. As informações são do Omelete.

A novidade, confirmada por um conhecido insider do mercado, é que o vídeo terá cerca de cinquenta segundos. É um material tão breve que não chega a ser realmente um trailer, mas paradoxalmente isso aumentou ainda mais a curiosidade. Quando algo tão grande surge em forma tão pequena, a sensação que fica é a de que cada fração de segundo foi calculada para ter impacto. A Marvel sabe brincar com a imaginação do público e entende que, às vezes, provocar é mais eficiente do que revelar.

Mesmo antes de qualquer imagem oficial, Vingadores – Doomsday já carrega uma trama de mudança. Há um ano de sua estreia, ele desperta aquela expectativa que antecede apenas os filmes realmente decisivos. É o retorno dos irmãos Russo ao comando de um capítulo dos Vingadores e, ao mesmo tempo, o início de um novo arco que se conecta diretamente com o futuro da franquia. São nomes que carregam muita história com o público, e a simples possibilidade de reencontrá-los na direção cria um sentimento de reencontro com algo que marcou profundamente um período do cinema. Agora, a promessa é que Doomsday inaugure uma fase mais madura, emocional e contundente, com um olhar renovado sobre heróis que já passaram por todo tipo de batalha.

Os rumores mais comentados nas últimas semanas dizem que o teaser mostrará uma breve introdução à trajetória de Doutor Destino, dando o tom de tragédia pessoal que molda sua ambição e sua busca por poder. Nada disso foi confirmado, mas a internet transformou essas suposições em combustível para teorias que crescem diariamente. O que se comenta é que a Marvel quer preparar o público não apenas para um vilão poderoso, mas para alguém capaz de misturar dor, genialidade e obsessão em medidas perigosas. A escolha de Robert Downey Jr. para o papel só intensificou o fascínio ao redor do personagem. O ator, que durante anos foi a alma do MCU como Tony Stark, agora retorna em uma posição completamente oposta. É uma virada simbólica, emocional e histórica, capaz de mexer com fãs antigos e novos.

A expectativa ao redor do teaser também reflete um momento particular do MCU. Os últimos anos foram marcados por mudanças estruturais e por um esforço em reorganizar narrativas, personagens e direções criativas. O retorno dos Russo e o envolvimento de roteiristas centrais da história do estúdio sinalizam uma tentativa de reencontrar o equilíbrio e a força emocional que caracterizaram a fase mais celebrada do universo compartilhado. E Doomsday parece ser o projeto que carrega esse senso de reorganização interna. Não se trata apenas de mais um filme com dezenas de personagens, mas de uma narrativa que busca consequência, coerência e impacto real.

Soma-se a isso um elenco gigantesco, reunindo personagens de diversas linhas dentro do universo Marvel. Heróis de Wakanda, Vingadores clássicos, membros do Quarteto Fantástico, novos nomes e veteranos das antigas adaptações da Fox estarão lado a lado pela primeira vez. Essa união nunca foi concebida apenas para impressionar, mas para construir um conflito em escala inédita, em que cada personagem tem algo em jogo, algo a perder e algo pelo qual lutar. A presença de tantos rostos conhecidos cria uma sensação familiar e, ao mesmo tempo, um clima de conclusão iminente, como se cada arco individual estivesse prestes a convergir para um único ponto.

As filmagens, realizadas em diferentes países, foram descritas por parte do elenco como intensas e emocionalmente exigentes. Muitos atores comentaram que o roteiro valoriza não apenas as sequências de ação, mas também momentos silenciosos de vulnerabilidade, perdas e escolhas difíceis. Isso reforça a impressão de que Doomsday não deseja apenas ser grandioso, mas também profundamente humano. A Marvel já provou mais de uma vez que seus melhores momentos surgem quando o épico encontra o íntimo. E os Russo sabem trabalhar exatamente nesse meio-termo, equilibrando espetáculo com emoção genuína.

Agora, resta ao público esperar. Quando o teaser finalmente surgir nas telas, será a primeira peça concreta de um quebra-cabeça que ainda está distante de ser completo. Cinquenta segundos parecem insuficientes para tamanha expectativa, mas talvez seja exatamente isso que tornará o momento tão marcante. Um fragmento enigmático pode ser suficiente para incendiar discussões, teorias e sentimentos que estavam adormecidos desde Ultimato. A sensação é de que o público está prestes a reviver aquela emoção de acompanhar um grande evento cinematográfico desde o início.

Rodrigo Tardelli compartilha bastidores e emoção de “Estranho Jeito de Amar” em painel no Rio Webfest

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Rodrigo Tardelli chegou ao Rio Webfest no último sábado, 29 de novembro, com a serenidade de quem já conhece bem o festival, mas também com o brilho nos olhos de quem entende o peso e a responsabilidade de concorrer novamente. Sua atuação como Gael em Estranho Jeito de Amar rendeu ao ator sua quarta indicação ao prêmio de Melhor Ator no evento, um reconhecimento que ele considera simbólico não apenas para sua carreira, mas para todo o time por trás da produção. É um marco que reafirma seu espaço no audiovisual independente e celebra uma trajetória construída com persistência, afetos e histórias que atravessam quem assiste.

O ator participou do painel de criadores do festival ao lado do roteirista Leonardo Torres e da diretora Mariana Berardinelli, com quem divide a assinatura da série. A conversa se transformou rapidamente em um encontro de bastidores, memórias e reflexões sobre como uma produção nascida de forma independente conseguiu furar bolhas, mobilizar públicos e gerar debates urgentes sobre saúde emocional e relacionamentos contemporâneos. Ali, diante de uma plateia formada por criadores, fãs e profissionais do setor, Rodrigo parecia revisitar cada silêncio, cada cena e cada vulnerabilidade que Gael o exigiu.

Em meio à troca de experiências, Tardelli falou sobre o impacto pessoal do projeto. “Participar do painel de criadores do Rio Webfest falando sobre ‘Estranho Jeito de Amar’ foi especial. A série nasceu de forma independente e hoje move pessoas no Brasil inteiro. Estar indicado a Melhor Ator reforça a importância dessa história e o quanto ela toca quem assiste. É bonito ver esse impacto ganhar espaço e reconhecimento”, disse, deixando evidente que o peso da indicação vai muito além do simbolismo de um troféu.

A conversa entre o trio destacou aquilo que o público muitas vezes não vê: as dificuldades de filmar com recursos limitados, a necessidade de equilibrar sensibilidade e responsabilidade ao tratar de temas como dependência emocional e relações abusivas, e o cuidado para construir personagens que não sejam apenas retratos, mas pontes para quem vive situações semelhantes na vida real. Leonardo Torres, por exemplo, comentou como o roteiro nasceu de inquietações pessoais sobre afeto e autocuidado. Mariana Berardinelli relatou que dirigir atores em estados emocionais tão complexos é sempre um desafio, mas também um exercício de confiança e parceria artística.

Ao centro dessa engrenagem está Gael, personagem que deu a Rodrigo Tardelli não apenas indicações e prêmios, mas oportunidades de explorar camadas mais profundas de sua arte. A intensidade de Gael, marcada por traumas, fragilidades e tentativas de reconstrução, exige do ator uma entrega contínua que vai além do set. Talvez por isso sua interpretação tenha repercutido tão fortemente entre espectadores e críticos. A investigação emocional que Tardelli projeta no personagem é delicada, honesta e, em muitos momentos, desconfortavelmente real. É impossível sair ileso depois de acompanhar sua trajetória.

Essa conexão não se restringe à tela. Com mais de 15 milhões de visualizações, Estranho Jeito de Amar se tornou uma das webséries independentes mais comentadas dos últimos anos, especialmente por oferecer uma abordagem sincera de temas que costumam ser invisibilizados. A produção combina drama, introspecção e uma estética que valoriza o silêncio e a subjetividade, aproximando o público de dores e reflexões que muitas vezes vivem guardadas. O impacto pode ser medido tanto pela audiência quanto pelas mensagens que chegam diariamente aos criadores, vindas de pessoas que se viram refletidas ali, entre cenas e diálogos.

Para Rodrigo Tardelli, a indicação no Rio Webfest 2025 é mais uma etapa dessa caminhada. Já são 12 indicações como Melhor Ator em festivais internacionais, com quatro troféus conquistados e uma presença constante em mostras na Nova Zelândia, Ásia, Los Angeles e outros países que abraçaram a série. Cada premiação, no entanto, parece ganhar um novo significado à medida que o ator constrói uma carreira em que a sensibilidade é a base do trabalho.

Se o audiovisual independente tem desafios imensos, também tem a liberdade criativa de permitir que histórias como Estranho Jeito de Amar existam — histórias que surgem de inquietações reais, se alimentam de experiências humanas e encontram no público um espelho generoso. E é exatamente nesse lugar, entre arte e afeto, que a trajetória de Rodrigo Tardelli se fortalece. Sua presença no festival não é apenas a de um ator indicado, mas a de um criador que entende que contar histórias é, antes de tudo, tocar pessoas.

Na Tela Quente, Globo exibe Barbie nesta segunda (1º): Fenômeno cultural que marcou 2023 e segue conquistando públicos

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Foto: Reprodução/ Internet

A noite desta segunda-feira, 1º de dezembro, promete ser cor-de-rosa na Globo. A emissora exibirá Barbie, o fenômeno cinematográfico de 2023 que ultrapassou a barreira das bilheterias e se consolidou como um dos acontecimentos culturais mais marcantes da última década. Dirigido por Greta Gerwig, o filme chegou aos cinemas com espírito de blockbuster e alma de manifesto pop, conquistando públicos muito além do infantil. Agora, chega à Tela Quente para repetir a força do impacto dentro de milhões de lares brasileiros.

No longa, acompanhamos a versão estereotipada de Barbie, interpretada com carisma por Margot Robbie. Ela vive em Barbieland, um universo colorido, meticulosamente organizado e aparentemente perfeito, onde todas as Barbies são felizes e realizadas em suas profissões. Quando pensamentos existenciais passam a interferir em sua rotina impecável, trazendo inseguranças inéditas e falhas em sua aparência idealizada, a personagem se vê diante de uma crise que abala sua posição dentro daquele mundo. Embora não seja expulsa de forma literal, o afastamento de sua própria perfeição a coloca em um limbo dentro de Barbieland. Em busca de respostas e de uma noção mais autêntica de felicidade, ela parte para o mundo humano acompanhada de Ken, interpretado por Ryan Gosling em uma atuação que equilibra humor, fragilidade e intensidade.

É nesse contraste entre fantasia e realidade que o filme floresce. Greta Gerwig constrói uma narrativa que, à primeira vista, pode parecer ingênua, mas que se revela precisa ao abordar padrões de beleza, inseguranças, machismo estrutural e, principalmente, a busca por um propósito pessoal em meio a tantas expectativas externas. A diretora transforma a franquia Barbie em um discurso vibrante sobre identidade e pertencimento, sem abrir mão do humor e do espetáculo visual.

A marca autoral de Gerwig está em cada detalhe. Conhecida por trabalhos como Lady Bird e Adoráveis Mulheres, ela utiliza o universo da boneca mais famosa do mundo como plataforma para reflexão e diálogo. Ao lado do corroteirista Noah Baumbach, cria uma narrativa madura e complexa, capaz de dialogar com diferentes gerações. A diretora assume riscos estéticos e narrativos que, em mãos menos sensíveis, poderiam soar artificiais, mas que aqui funcionam como um convite para reflexões profundas sobre o que significa ser mulher em um mundo que exige perfeição, ser homem em um ambiente que molda masculinidades frágeis e, em última instância, o que significa ser humano. Essas inquietações emergem tanto em diálogos cheios de humor quanto em cenas emocionalmente potentes, como o monólogo de America Ferrera, que rapidamente se tornou um dos momentos mais lembrados do filme por tratar de forma direta as expectativas que recaem sobre as mulheres.

O elenco, diverso e carismático, abraça com entusiasmo a proposta de Gerwig. Além de Margot Robbie e Ryan Gosling, estão presentes America Ferrera, Kate McKinnon, Issa Rae, Simu Liu, Michael Cera e tantas presenças que enriquecem a experiência. No Brasil, a dublagem reforça essa energia vibrante com nomes como Angélica Borges, Manolo Rey, Carina Eiras, Mariana Dondi, Flávia Saddy e Ariana Greenblatt. Gosling se destaca ao interpretar um Ken que transita entre o cômico e o vulnerável, responsável tanto por algumas das cenas mais hilárias quanto pelas mais melancólicas. Não à toa, recebeu indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Já Margot Robbie entrega uma Barbie cheia de nuances, delicada, assertiva e profundamente humana ao descobrir que ser imperfeita pode ser libertador.

A trajetória de Barbie até chegar às telas também é digna de destaque. O projeto de uma adaptação live-action começou ainda em 2009, inicialmente nas mãos da Universal. Depois seguiu para a Sony, com diferentes versões de roteiro e atrizes ligadas à produção. A transformação definitiva ocorreu quando o longa chegou à Warner Bros. Em 2019, Margot Robbie foi confirmada como protagonista e produtora, e em 2021 veio a escolha que mudaria os rumos da narrativa: Greta Gerwig assumiu a direção e o roteiro, ao lado de Noah Baumbach. As filmagens começaram em 2022, nos estúdios da Warner em Leavesden, na Inglaterra. A produção chamou atenção pela recriação detalhada de Barbieland, resultado do trabalho de equipes robustas de design e construção, responsável por entregar um universo visualmente impactante que combina nostalgia, modernidade e elementos de musical, comédia e fantasia.

O lançamento, em julho de 2023, transformou o filme em um fenômeno global. A première em Los Angeles já dava indícios da recepção calorosa que viria pela frente. Em poucas semanas, Barbie se tornou uma avalanche cultural. O longa ultrapassou a marca de 1 bilhão de dólares ainda em seu terceiro fim de semana e transformou Greta Gerwig na primeira diretora solo a alcançar tal marca. A crítica elogiou a ousadia da narrativa, o humor inteligente e a maneira como o filme equilibra leveza e relevância social.

Entre prêmios e indicações, Barbie conquistou oito nomeações ao Oscar, incluindo Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante para Ryan Gosling e Melhor Atriz Coadjuvante para America Ferrera. A música What Was I Made For?, de Billie Eilish, venceu como Melhor Canção Original ao transformar em melodia a essência emocional do longa. O filme também recebeu dois Globos de Ouro, incluindo a categoria de Realização Cinematográfica e de Bilheteria. No total, encerrou sua passagem pelos cinemas com mais de 1,446 bilhão de dólares arrecadados, tornando-se a maior bilheteria da história da Warner Bros.

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