Primeiras imagens do filme live-action de The Legend of Zelda redefinem as expectativas e inauguram uma nova era para a Nintendo nas telonas

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As primeiras imagens oficiais do aguardado live-action de The Legend of Zelda finalmente foram reveladas — e, pela primeira vez desde o anúncio do projeto, o público consegue visualizar com clareza a direção artística escolhida para a adaptação. Até então, o debate era guiado por rumores, vídeos amadores de bastidores e muita especulação. Agora, com conteúdo autorizado e cuidadosamente produzido, o filme deixa o campo da suposição e passa a ocupar um espaço concreto no imaginário do público. As informações são do Caderno POP.

O momento da divulgação não é acidental. Ela chega logo após a confirmação do início das filmagens, marcando um ponto de virada na estratégia de marketing da Nintendo e da Sony. A liberação das imagens funciona como um gesto de confiança: mostra que as equipes estão seguras do que estão construindo e que desejam convidar os fãs a acompanhar o processo desde cedo — mas sem revelar mais do que o necessário.

Um elenco jovem diante de uma das histórias mais emblemáticas dos games

Marcado para estrear em 7 de maio de 2027, o longa apresenta Benjamin Evan Ainsworth como Link. O ator, que vem se destacando por performances sensíveis em personagens complexos, assume aqui talvez o papel mais desafiador de sua carreira. Link é, simultaneamente, um símbolo da bravura e um herói silencioso — características que exigem expressividade corporal e emocional mesmo com pouquíssimas falas.

Ao lado dele, Bo Bragason interpreta a Princesa Zelda, uma decisão de casting celebrada por muitos fãs. A personagem, frequentemente responsável pela carga mítica, política e espiritual das narrativas da franquia, parece assumir um papel de protagonismo amadurecido nas imagens iniciais. A postura firme, a expressão determinada e um figurino que combina elementos clássicos a tecidos mais contemporâneos sugerem uma abordagem que respeita a essência dos jogos, mas procura expandi-la para o cinema.

A química entre os intérpretes é um dos pontos mais aguardados, já que Zelda não é apenas uma história de aventura: é também uma narrativa sobre alianças, confiança e sacrifícios compartilhados.

A direção de Wes Ball e o desafio de uma mitologia que atravessa gerações

A responsabilidade criativa está nas mãos de Wes Ball, diretor conhecido por construir mundos com ambição visual e profundidade atmosférica. Sua experiência em Maze Runner e, sobretudo, em Planeta dos Macacos: O Reinado reforça sua habilidade em equilibrar tecnologia, emoção e grandiosidade.

Em Zelda, o desafio é ainda maior. Hyrule não é um reino qualquer: é um universo com múltiplas eras, lendas, civilizações e símbolos que definem a própria identidade da franquia desde 1986. Transportar esse ecossistema para o cinema exige não apenas técnica, mas compreensão cultural.

As primeiras imagens reveladas mostram que o projeto parece estar trilhando um caminho coerente. A paleta de cores, as texturas dos figurinos e o uso de iluminação natural evocam a sensação de desbravamento presente em Breath of the Wild e Tears of the Kingdom. As orelhas pontudas dos Hylians, o traje de Link e o ambiente aberto — amplos campos, nuvens altas, grama realista — apontam para uma adaptação que não tem vergonha de ser fiel ao que os fãs conhecem.

O silêncio sobre a trama é parte da estratégia

Apesar de a produção ter se tornado mais transparente com a divulgação das imagens, o enredo continua sendo o aspecto mais bem guardado do filme. A franquia The Legend of Zelda possui dezenas de jogos, múltiplas linhas do tempo e interpretações variadas sobre a origem e a evolução dos personagens. Qual caminho o longa vai seguir permanece um mistério — e isso tem sido uma vantagem estratégica.

A herança de uma franquia monumental

The Legend of Zelda é uma das séries mais influentes da história dos videogames. Títulos como Ocarina of Time redefiniram padrões de jogabilidade e narrativa na década de 1990, enquanto Breath of the Wild revolucionou a forma como os jogadores interagem com mundos abertos no século XXI. Esse legado monumental significa que o filme não pode ser apenas mais uma adaptação — ele precisa dialogar com décadas de memórias, expectativas e afetos.

A presença de Shigeru Miyamoto na produção reforça essa responsabilidade. Criador de Zelda e um dos nomes mais importantes da Nintendo, Miyamoto atua como guardião criativo, assegurando que decisões fundamentais preservem a identidade da franquia. Seu envolvimento indica que não haverá concessões fáceis e que o foco está em construir um filme que converse tanto com fãs veteranos quanto com novos públicos.

Resenha — A Sabedoria das Noviças prova que as inquietações modernas já atormentavam mulheres brilhantes há séculos

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À primeira vista, A sabedoria das noviças: Conselhos do século XVI para problemas do século XX pode parecer apenas um exercício curioso de aproximação entre passado e presente. No entanto, o livro de Ana Garriga e Carmen Urbita revela-se muito mais ambicioso: trata-se de uma obra que revisita a história das freiras dos séculos XVI e XVII para desmontar estereótipos, recuperar vozes femininas silenciadas e, sobretudo, demonstrar que as angústias humanas atravessam o tempo com impressionante persistência.

O ponto de partida do livro é provocador. Em vez de apresentar a vida monástica como sinônimo de isolamento, repressão ou santidade inalcançável, as autoras revelam conventos como espaços de pensamento, estratégia, produção intelectual e até negociação de poder. As noviças e freiras retratadas aqui não são figuras passivas, mas mulheres que encontraram, dentro de estruturas rígidas, maneiras engenhosas de existir, criar e influenciar o mundo ao seu redor.

Santa Teresa de Ávila, Sor Juana Inés de la Cruz e Maria de Jesus de Ágreda são algumas das personagens históricas convocadas para esse diálogo improvável com o leitor contemporâneo. Longe de serem tratadas como santas intocáveis, elas surgem como mulheres de carne, ideias e contradições. Seus escritos, escolhas e episódios biográficos são reinterpretados à luz de problemas atuais, como dificuldades financeiras, desafios no ambiente corporativo, comunicação assertiva, ansiedade social e confusões afetivas.

O grande mérito do livro está na forma como essa transposição é feita. Garriga e Urbita não forçam paralelos nem recorrem a comparações artificiais. Ao contrário, constroem analogias inteligentes e bem-humoradas, capazes de iluminar tanto o contexto histórico quanto as tensões do presente. O famoso episódio da bilocação atribuída a Maria de Jesus de Ágreda, por exemplo, é reinterpretado como uma metáfora poderosa para o sentimento contemporâneo de estar sempre atrasado, desconectado ou perdendo algo nas redes sociais.

Sor Juana Inés de la Cruz ocupa um lugar central na narrativa como símbolo de inteligência feminina, resistência intelectual e domínio da palavra. Sua habilidade retórica e sua postura firme diante de autoridades masculinas servem como inspiração direta para situações modernas, como escrever um e-mail profissional sem parecer agressiva ou submissa. O livro acerta ao mostrar que, muito antes das discussões atuais sobre comunicação assertiva, essas mulheres já dominavam a arte de se posicionar em ambientes hostis.

A escrita das autoras é leve, irônica e convidativa. O texto evita o tom acadêmico tradicional e aposta em uma linguagem acessível, repleta de referências à cultura pop, ao universo corporativo e às dinâmicas das relações afetivas contemporâneas. Essa escolha torna a leitura fluida e prazerosa, ainda que, em alguns momentos, sacrifique maior profundidade teórica. Ainda assim, trata-se de uma decisão coerente com a proposta do livro: aproximar, não afastar.

Outro aspecto relevante é a forma como A sabedoria das noviças contribui para a revisão da história sob uma perspectiva feminina. Ao recuperar essas trajetórias, o livro evidencia o quanto a vida monástica foi, paradoxalmente, um dos poucos espaços onde mulheres puderam estudar, escrever, ensinar e exercer algum grau de autonomia intelectual. Essa leitura não romantiza o convento, mas reconhece sua complexidade como espaço de limitação e, ao mesmo tempo, de possibilidade.

Embora o subtítulo mencione problemas do século XX, o diálogo estabelecido pela obra é ainda mais pertinente ao século XXI. Questões como ansiedade, pressão por produtividade, medo de exclusão social e insegurança emocional atravessam o livro de maneira clara e atual. Nesse sentido, a obra funciona menos como um manual de conselhos e mais como um convite à reflexão, usando o humor e a história como ferramentas de acolhimento.

A sabedoria das noviças é um livro que diverte, informa e provoca. Ao transformar figuras históricas em interlocutoras contemporâneas, Ana Garriga e Carmen Urbita constroem uma obra que questiona nossas certezas, relativiza nossos dramas e oferece um olhar surpreendentemente reconfortante sobre o presente. Uma leitura inteligente e criativa, que reafirma que, independentemente da época, as dúvidas humanas seguem as mesmas e que a sabedoria, muitas vezes, já foi escrita há séculos, apenas esperando ser redescoberta.

Invocação do Mal 4 ganha teaser e prepara despedida épica dos Warren em “Os Últimos Ritos”

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A contagem regressiva para o fim de uma era já começou. “Invocação do Mal 4: Os Últimos Ritos”, capítulo final da aclamada franquia de terror, acaba de ganhar destaque na capa da Entertainment Weekly, que divulgou uma imagem inédita em vídeo de Ed e Lorraine Warren — personagens que marcaram uma geração de fãs do sobrenatural. O vídeo não apenas revela o visual sombrio da nova produção, como também revisita ameaças clássicas que assombraram o casal, como Anabelle e A Freira, vilãs que ganharam vida própria em spin-offs de grande sucesso.

O novo longa não será apenas mais um capítulo aterrorizante. Ele representa o encerramento oficial da trajetória de Ed e Lorraine no cinema, com Patrick Wilson e Vera Farmiga se despedindo dos papéis que os transformaram em ícones modernos do gênero. Ao lado deles, nomes como Ben Hardy e Mia Tomlinson também integram o elenco, ampliando o time que promete encerrar a saga com intensidade, emoção e — claro — muitos sustos.

Um adeus aos mestres do oculto

Inspirada nas histórias reais de um casal de demonologistas que atuou nas décadas de 1960 e 1970, a saga “Invocação do Mal” redefiniu o terror contemporâneo com uma abordagem que misturava horror psicológico, possessões demoníacas e dramas humanos profundos. Agora, com “Os Últimos Ritos”, os criadores prometem uma despedida à altura do legado construído ao longo de mais de uma década.

Apesar de ainda manterem o enredo sob sigilo, os produtores indicam que o último filme deve mergulhar nas consequências espirituais e emocionais das investigações do casal, conectando elementos dos três longas anteriores e dos derivados que expandiram o universo.

Um ritual final com hora marcada

A estreia de “Invocação do Mal 4: Os Últimos Ritos” está agendada para 25 de setembro de 2025, nos cinemas. O filme não apenas encerrará a saga dos Warren, como também deixará as portas abertas para o futuro do universo de terror que começou com uma boneca empoeirada e chegou aos maiores altares do horror moderno.

Crítica – Shadow Force decepciona com narrativa previsível e produção sem brilho

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Quando um filme de ação chega às telas, as expectativas naturalmente envolvem adrenalina, sequências eletrizantes e personagens que cativam o público. Infelizmente, Shadow Force não consegue cumprir essa promessa e acaba se tornando uma experiência decepcionante, mesmo contando com um elenco talentoso.

Logo no início, o filme já apresenta um problema básico que dificulta a imersão do espectador: um erro de continuidade que passa despercebido apenas por quem não está atento. Uma assassina de aluguel executa um tiro perfeito a longa distância, e o homem cai morto. Porém, segundos depois, a mesma cena é contraditada por um enquadramento que não faz sentido dentro da lógica apresentada. Pequenos detalhes como esse parecem simples, mas refletem uma falta de cuidado que se repete ao longo do filme.

Omar Sy, que carrega no nome o peso de seu talento e carisma, interpreta mais uma vez um personagem americano de origem senegalesa — uma escolha que, apesar de trazer representatividade, não se aprofunda em camadas ou singularidades. O roteiro, infelizmente, não oferece a complexidade necessária para que o ator explore seu potencial, deixando-o preso a um papel que se encaixa no molde padrão de heróis de ação contemporâneos.

A trama parte de uma premissa com potencial: um casal de agentes secretos, traídos por sua própria agência, foge com o filho para sobreviver. No entanto, a narrativa rapidamente se perde em clichês batidos — o “último trabalho antes da aposentadoria”, o “mentor corrompido”, a “fuga em família” — fórmulas já vistas inúmeras vezes e que pouco acrescentam ao gênero. O roteiro não surpreende, tampouco emociona, entregando reviravoltas previsíveis e diálogos genéricos.

Visualmente, Shadow Force também decepciona. A direção, que deveria conduzir o ritmo frenético típico do gênero, tropeça em cenas confusas e mal iluminadas, onde o espectador acaba por perder a noção dos movimentos e da ação. Um exemplo é a tentativa de coreografar uma luta entre o casal protagonista — a sequência é tão escura e desordenada que se torna praticamente ilegível. A fotografia opaca e os cenários genéricos — galpões, florestas e motéis — colaboram para a sensação de que o filme poderia se passar em qualquer lugar do mundo, sem deixar qualquer marca.

Outro ponto que chama a atenção — e gera desconforto — é uma sequência de violência em uma igreja. O ataque, brutal e gratuito, parece deslocado da trama e levanta questões importantes sobre representatividade e as escolhas narrativas feitas pelo filme. A violência ali parece mais uma decisão calculada do que uma necessidade para o desenvolvimento da história.

No elenco de apoio, os personagens secundários funcionam mais como elementos utilitários para movimentar a trama do que figuras com personalidade ou complexidade. O vilão principal, por sua vez, se apresenta como uma caricatura, o que diminui o peso do conflito e a tensão que deveria carregar.

Apesar das limitações do filme, Omar Sy mostra comprometimento e entrega uma atuação sólida — especialmente em uma cena de confronto verbal, onde seu talento brilha com mais intensidade e autenticidade, oferecendo um raro momento de verdade em meio à produção.

No balanço geral, Shadow Force acaba se tornando um filme que não consegue se afirmar nem como entretenimento eficiente nem como uma obra original dentro do gênero. É uma produção que soa desgastada e pouco inspirada, que poderia ter sido melhor com um roteiro mais ousado e uma direção mais atenta.

Para o público que acompanha a carreira de Omar Sy, o filme é um lembrete de que até mesmo grandes atores podem enfrentar projetos que não fazem jus ao seu potencial. Para os fãs do cinema de ação, resta a frustração de assistir a um produto que parece mais um trabalho automático do que uma obra pensada para envolver e emocionar.

Shadow Force pode até preencher algumas horas de tela, mas dificilmente deixará uma marca significativa na memória do público.

Homem-Aranha: Um Novo Dia revela trailer inédito dos bastidores e promete nova fase para o herói

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O clima de reencontro tomou conta das redes quando a Marvel e a Sony divulgaram o primeiro vídeo de bastidores de Homem-Aranha: Um Novo Dia, quarto filme estrelado por Tom Holland. Em poucos segundos, o material mostrou o ator novamente vestindo o uniforme vermelho e azul, abraçando pessoas e parceiros de cena, e apresentando possíveis adições ao elenco. Foi o suficiente para reacender a expectativa dos fãs e dar uma amostra de que este não será apenas mais um capítulo — e sim o início de uma nova fase para o Amigão da Vizinhança.

Desde Sem Volta para Casa, o público sabe que Peter Parker ficou mais sozinho do que nunca. Ele perdeu amigos, aliados e, de certa forma, a própria identidade. Agora, Um Novo Dia promete mostrar um Peter mais maduro, reconstruindo a vida e retomando a essência de herói de bairro.

Não veremos mais o garoto deslumbrado com Vingadores e ameaças intergalácticas. Em vez disso, teremos um jovem que enfrenta criminosos, lida com dilemas cotidianos e tenta equilibrar responsabilidades como qualquer nova-iorquino. Essa mudança de tom resgata as raízes do personagem e deve trazer um clima mais próximo das HQs clássicas.

Reencontros que aquecem o coração

A volta de Zendaya como MJ é, por si só, uma das maiores alegrias dos fãs, ainda que sua participação deva ser mais curta por conta de outros compromissos da atriz. Mesmo assim, Kevin Feige já adiantou que, apesar do tempo reduzido, a personagem terá um impacto emocional significativo na trama.

Jacob Batalon, como Ned Leeds, deve ganhar mais destaque, talvez até entrando em campo ao lado de Peter em momentos de perigo. A química entre os três continua sendo um dos pilares da franquia, e os produtores parecem dispostos a explorar essa conexão ao máximo.

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Novos rostos, novos mistérios

A entrada de Sadie Sink é um dos grandes enigmas do filme. Conhecida por seu papel intenso em “Stranger Things”, a atriz deve trazer uma energia nova ao elenco. As teorias já pipocam: alguns fãs apostam que ela viverá Felicia Hardy, a Gata Negra; outros acreditam que seja uma personagem inédita criada para o MCU.

Outro destaque é Jon Bernthal, reprisando o papel de Frank Castle, o Justiceiro. Sua presença sugere que o filme terá momentos mais sombrios, talvez explorando o lado moralmente ambíguo da luta contra o crime. Essa combinação de personagens é perfeita para criar conflitos éticos que testam os limites de Peter Parker.

A volta de vilões e heróis

Um Novo Dia também trará o retorno de Michael Mando como Mac Gargan/Escorpião, vilão apresentado em “De Volta ao Lar” e aguardado desde então para um confronto direto. Além disso, Mark Ruffalo aparecerá como Bruce Banner/Hulk, conectando o longa a outros eventos importantes do MCU.

Há ainda a possibilidade de rever Charlie Cox como Matt Murdock/Demolidor, advogado e vigilante que já ajudou Peter antes. Caso se confirme, a interação entre os dois poderia reforçar o clima urbano e policial do filme.

Uma produção marcada por desafios

Chegar até este ponto não foi fácil. Em 2019, Sony e Marvel quase romperam a parceria, e havia o risco real de que o Homem-Aranha saísse do MCU. As negociações foram intensas e só com o sucesso gigantesco de “Sem Volta para Casa”, em 2021, as portas para uma nova trilogia se abriram.

O roteiro, escrito por Chris McKenna e Erik Sommers, passou por ajustes e foi impactado pela greve dos roteiristas em 2023. Quando a paralisação acabou, o projeto ganhou novo fôlego com a entrada de Destin Daniel Cretton na direção. O cineasta, elogiado por “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”, é conhecido por equilibrar cenas de ação empolgantes com momentos emocionais genuínos — algo essencial para esta nova fase do Aranha.

Filmagens em locações reais

As gravações começaram em agosto de 2025, usando Glasgow, na Escócia, para representar ruas e avenidas de Nova York. Essa escolha, comum em grandes produções, ajuda a criar uma atmosfera mais densa e autêntica. Tom Holland comentou em entrevistas que filmar em locais reais ajuda a “sentir o peso da cidade” e se conectar melhor com o personagem.

As cenas mais complexas, com uso intensivo de efeitos visuais, estão sendo feitas nos Pinewood Studios, no Reino Unido, combinando tecnologia de ponta com cenários físicos para que os atores possam reagir a ambientes mais palpáveis.

O que esperar da história

Ainda não há sinopse oficial, mas tudo indica que veremos um Peter Parker lidando com criminosos perigosos, tentando proteger inocentes e, ao mesmo tempo, reconstruir sua própria vida. O envolvimento do Justiceiro e do Escorpião aponta para confrontos de alta tensão, enquanto a participação do Hulk sugere que certos eventos podem escapar do controle.

A promessa é de um equilíbrio entre ação intensa, drama pessoal e humor característico — a fórmula que fez do Homem-Aranha um dos heróis mais queridos do mundo.

Quando o filme chega nos cinemas?

Um Novo Dia chega aos cinemas em 31 de julho de 2026, fazendo parte da Fase Seis do Universo Cinematográfico Marvel. Essa fase é apontada como uma das mais ambiciosas da história da Marvel, preparando o terreno para eventos grandiosos como “Guerras Secretas”. Mesmo com um foco mais local, o filme reforçará que Peter Parker continua sendo peça importante desse quebra-cabeça gigante.

O peso para Tom Holland

Para Tom, o retorno ao papel é também um momento pessoal. O ator já declarou que considera Peter Parker parte de sua vida e que, apesar de ter pensado em encerrar sua jornada após “Sem Volta para Casa”, sentiu que ainda havia histórias importantes para contar.

O próprio título “Um Novo Dia” parece refletir não só a trajetória de Peter, mas também a do intérprete: um recomeço, com maturidade e novas responsabilidades, tanto na vida do personagem quanto na do ator.

Netflix confirma renovação de Dept. Q para segunda temporada, reforçando sucesso da série policial

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A Netflix anunciou nesta segunda-feira (18) que a série Dept. Q foi oficialmente renovada para a segunda temporada, consolidando seu sucesso desde a estreia em 29 de maio de 2025. Inspirada nos livros do autor dinamarquês Jussi Adler-Olsen, a série britânica criada por Scott Frank e Chandni Lakhani conquistou o público ao unir suspense policial, dramas pessoais e personagens fora do padrão, permanecendo seis semanas consecutivas no Top 10 da plataforma.

Em comunicado, as executivas da Netflix, Mona Qureshi e Manda Levin, celebraram a renovação: “Estamos ansiosos para retornar com Carl Morck e seu bando de gloriosos desajustados em ‘Dept. Q’. Scott Frank nos trouxe uma narrativa envolvente que emocionou o público no mundo todo. Mal podemos esperar para ver o que Morck e sua equipe descobrirão na segunda temporada. Edimburgo, estamos de volta.”

No centro da trama está Carl Morck, detetive brilhante, mas marcado por traumas e comportamento antissocial. Após um violento tiroteio que deixou seu parceiro James Hardy paraplégico e outro policial morto, Morck retorna ao trabalho liderando o Departamento Q, unidade dedicada a casos arquivados.

O governo escocês decidiu priorizar crimes não resolvidos para melhorar a imagem da polícia. Para Morck, essa missão representa uma oportunidade de enfrentar tanto casos complexos quanto seus próprios traumas. O Departamento Q funciona em um porão improvisado, refletindo a ideia de que, mesmo em condições adversas, soluções e heróis improváveis podem surgir. É nesse ambiente que ele forma uma equipe de desajustados com talentos e histórias de vida únicas.

O elenco da série equilibra atores consagrados e jovens promissores. Matthew Goode interpreta Morck com intensidade e vulnerabilidade. Chloe Pirrie é Merritt Lingard, promotora cujo desaparecimento motiva a primeira investigação do departamento. Jamie Sives vive Hardy, parceiro de Morck que apoia remotamente as investigações. Alexej Manvelov interpreta Akram Salim, ex-policial sírio em busca de recomeço, enquanto Leah Byrne é Rose Dickson, jovem policial determinada. Kelly Macdonald, veterana de Valente, assume a Dra. Rachel Irving, terapeuta responsável por ajudar Morck a lidar com traumas.

Personagens secundários como a comandante Moira Jacobson (Kate Dickie), o promotor Liam Taylor (Patrick Kennedy) e o Lord Advocate Stephen Burns (Mark Bonnar) enriquecem a narrativa, tornando a história mais complexa e envolvente.

O diferencial de Dept. Q é a profundidade emocional. Cada episódio vai além da resolução de crimes, explorando o impacto psicológico de traumas e dilemas morais. Morck não segue apenas protocolos: enfrenta suas dores enquanto protege vítimas, resolve mistérios e mantém a equipe unida.

Os casos arquivados, como o desaparecimento de Merritt Lingard, permitem explorar diferentes perspectivas humanas, oferecendo suspense, tensão e reflexões sobre justiça e ética. Cada personagem enfrenta desafios próprios, mostrando que o heroísmo nem sempre é perfeito.

Edimburgo fornece o cenário perfeito, com sua atmosfera melancólica e misteriosa. A fotografia, a trilha sonora e o design de produção criam um clima de tensão e urgência que acompanha cada investigação. Scott Frank e Chandni Lakhani adaptaram os livros de Adler-Olsen de forma que a narrativa literária se transforma em um drama televisivo envolvente, aproveitando recursos audiovisuais para criar suspense, emoção e dinamismo.

Expectativas para a segunda temporada

A segunda temporada promete novos casos, desafios e desenvolvimento emocional da equipe. A Netflix garante que o equilíbrio entre suspense e humanização será mantido, garantindo histórias ainda mais envolventes. Fãs podem esperar reviravoltas, aprofundamento de relações entre personagens e mistérios mais complexos.

Gabriel Monteiro quebra o silêncio no Domingo Espetacular de 18/05/2025

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Gabriel Monteiro, ex-policial militar, ex-youtuber e ex-vereador do Rio de Janeiro, se tornou uma figura polêmica por onde passou. Sempre com o celular na mão e rodeado por seguidores, ele apostava em um estilo combativo e midiático — o que o ajudou a se eleger, mas também atraiu críticas ferrenhas.

Em 2022, no auge de sua exposição, Monteiro foi acusado de estupro por uma mulher após uma saída de uma casa noturna. A denúncia, feita poucos meses após o encontro, veio acompanhada de um relato detalhado que rapidamente viralizou nas redes sociais e pautou os telejornais do país. Desde então, Monteiro se afastou da política, das redes e da mídia, mantendo-se em silêncio sobre o caso — até agora.


🎤 A entrevista exclusiva: o que ele diz?

Neste domingo, 18 de maio de 2025, Gabriel Monteiro aparece cara a cara com as câmeras para falar sobre a acusação que virou sua vida de cabeça para baixo. Na entrevista, ele se defende, rebate pontos da denúncia, fala sobre o processo judicial e diz o que aprendeu (ou não) com tudo isso.

A reportagem promete ainda:

  • Detalhes inéditos sobre o processo;
  • Bastidores da acusação;
  • Declarações impactantes de Monteiro;
  • E a repercussão nas redes sociais e entre juristas.

É um conteúdo tenso, recheado de polêmicas e que levanta questões importantes sobre limites da exposição, ética na política, violência contra a mulher e responsabilidade pública.


🧨 Domingo quente na Record

A Record aposta alto na entrevista para alavancar a audiência do Domingo Espetacular. A chamada oficial da emissora destaca: “O que ele tem a dizer sobre as denúncias? Gabriel Monteiro fala pela primeira vez na TV. É neste domingo, logo após Quilos Mortais!”.

A expectativa é de que a entrevista repercuta fortemente nas redes sociais e coloque novamente o nome de Monteiro em debate. Afinal, o ex-vereador ainda tem uma base fiel de apoiadores — mas também enfrenta forte rejeição por parte do público, principalmente após o escândalo.


📺 Não vai perder, né?

🗓 Domingo, 18 de maio de 2025
🕢 A partir das 19h30
📍 Na tela da Record

Crítica – Parthenope é um retrato hipnotizante de paixões e liberdade

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A Paris Filmes nos presenteia com Parthenope: Os Amores de Nápoles, um épico feminino habilmente dirigido e roteirizado, que acompanha a protagonista desde seu nascimento, nos anos 1950, até os dias atuais. Entre romances arrebatadores, paixões intensas e desilusões marcantes, o longa traça um panorama emocional complexo, explorando os diferentes vínculos que moldam sua trajetória. A identificação com suas experiências é imediata, tornando a narrativa envolvente e reflexiva.

Parthenope, jovem de beleza magnética, carrega um nome que remete à sereia da mitologia greco-romana, figura lendária associada à fundação de Nápoles e à identidade da cidade. Cercada por personagens transitórios, que se encantam por seu carisma e personalidade cativante, ela vive intensamente, questionando o amor, a liberdade e os anseios que a impulsionam a explorar o mundo.

Mais do que um retrato de relações amorosas, o filme se constrói sobre a essência da liberdade. A busca de Parthenope por experiências e conexões genuínas nos conduz por uma jornada de autodescoberta, onde cada encontro e cada despedida carregam significados profundos. Aos 18 anos, sua ânsia por novidades a leva a embarcar em aventuras que refletem o desejo humano pelo desconhecido.

A direção de Paolo Sorrentino imprime um olhar singular à obra, equilibrando originalidade, diálogos imersivos e uma estética deslumbrante. A fotografia, detalhista e sensível, contribui diretamente para a imersão do espectador nesse universo rico em nuances, onde a complexidade das relações humanas se desdobra de maneira poética.

Místico, provocativo e visualmente exuberante, “Parthenope” se estabelece como uma experiência cinematográfica marcante. Sorrentino traduz a arte em imagens de forma simbólica e refinada, tornando a beleza um dos pilares centrais da narrativa. Entre prazeres, descobertas e o desejo incessante por conhecimento, o filme ressoa como uma ode à vida e ao amor – uma poesia cinematográfica que ecoa muito além dos créditos finais.

O Telefone Preto 2 | Tudo o que sabemos sobre a sequência sombria que promete expandir o universo de terror estrelado por Mason Thames

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A escuridão ainda ecoa. Depois do sucesso inesperado do primeiro filme, lançado em 2021, a Universal Pictures decidiu retornar ao porão abafado onde a tensão e o sobrenatural andam lado a lado. A sequência, intitulada O Telefone Preto 2, tem estreia marcada para o dia 17 de outubro de 2025, e promete ser mais do que uma simples continuação — está sendo anunciada como o início de uma nova franquia de terror. Mas o que sabemos até agora sobre essa volta ao universo perturbador criado por Joe Hill?

De conto a franquia: a origem do terror

O primeiro filme nasceu da mente criativa de Joe Hill, filho do mestre do horror Stephen King. A história curta, lançada em 2004, foi adaptada para o cinema pelo diretor Scott Derrickson, conhecido por filmes como O Exorcismo de Emily Rose (2005) e Doutor Estranho (2016). Com roteiro coescrito por C. Robert Cargill, o filme se destacou pelo clima opressor e uma tensão crescente, misturando violência realista e elementos sobrenaturais com uma delicadeza rara no gênero.

Na trama original, acompanhamos Finney, um garoto sequestrado por um misterioso assassino conhecido como O Agarrador. Trancado em um porão à prova de som, Finney encontra sua única chance de escapar em um telefone preto desconectado da parede — por onde ele começa a se comunicar com as almas das vítimas anteriores do serial killer.

A combinação entre o terror psicológico, o simbolismo do telefone e as atuações intensas fizeram do longa um sucesso tanto de crítica quanto de público. Com orçamento modesto, o filme arrecadou mais de US$ 161 milhões nas bilheteiras mundiais, se tornando uma das grandes surpresas do terror nos últimos anos.

Uma sequência que ninguém esperava — e agora todos querem

Mesmo com o final do primeiro filme sugerindo um encerramento sólido para a jornada de Finney, o próprio Joe Hill não descartou a possibilidade de expandir esse universo sombrio. Segundo Scott Derrickson, o autor apresentou uma “ideia maravilhosa” para uma sequência — e a recepção calorosa do público serviu como combustível para que esse plano saísse do papel.

Agora, O Telefone Preto 2 vem sendo trabalhado como algo ainda maior. Não apenas uma continuação, mas uma porta de entrada para um universo narrativo mais amplo, algo nos moldes de franquias como Invocação do Mal ou Atividade Paranormal. Mas ao contrário dessas sagas, a aposta aqui é no horror psicológico com atmosfera sufocante, quase teatral, onde os personagens precisam lidar tanto com monstros reais quanto com os próprios traumas.

O elenco retorna — e ganha reforços

Um dos grandes trunfos do primeiro filme foi o elenco. Felizmente, os principais nomes estão de volta.

Mason Thames retorna ao papel de Finney, o jovem protagonista que sobreviveu a um dos piores horrores imagináveis. O ator, que desde então tem se destacado em produções como For All Mankind (Apple TV+), carrega agora o peso de aprofundar um personagem marcado por perdas e cicatrizes invisíveis.

Ao seu lado, está novamente Madeleine McGraw, que vive Gwen, a irmã sensitiva de Finney. A jovem atriz, também conhecida por seu trabalho em Outcast e Toy Story 4 (voz de Bonnie), foi uma das grandes revelações do primeiro longa — equilibrando carisma, inocência e intensidade emocional em uma atuação memorável.

O sempre versátil Ethan Hawke também está confirmado, reprisando o perturbador papel do vilão conhecido como O Agarrador. Hawke, que raramente se aventura por vilões tão extremos, entregou uma performance impactante e desconcertante, usando gestos sutis, mudanças de tom e, claro, as icônicas máscaras criadas por Tom Savini para dar vida ao assassino.

Jeremy Davies, no papel do problemático pai de Finney e Gwen, também retorna. Com passagens por séries como Lost e Justified, Davies oferece sempre um tom emocionalmente denso, o que deve se intensificar ainda mais agora que seu personagem carrega a culpa por não ter protegido os filhos.

Outra presença confirmada é Miguel Cazarez Mora, que viveu Robin, o espírito de uma das vítimas do Agarrador. Sua atuação como um tipo de mentor espiritual para Finney foi um dos elementos mais tocantes do primeiro filme.

A grande novidade no elenco é o premiado ator Demián Bichir, indicado ao Oscar por Uma Vida Melhor (2011). Ainda não há detalhes sobre seu personagem, mas sua entrada no universo do terror psicológico já está gerando grande expectativa entre os fãs do gênero.

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Nos bastidores

A sequência mantém Scott Derrickson na direção, além de contar novamente com C. Robert Cargill no roteiro e produção. A dupla, que também colaborou em A Entidade (2012), é conhecida por seu domínio da construção de tensão e da ambientação sombria. A produção executiva ainda conta com Jason Blum, nome por trás da Blumhouse Productions, responsável por reviver o terror moderno com hits como Corra! e Fragmentado.

As filmagens começaram em novembro de 2024, em Toronto, sob o título de produção Mysterium. A expectativa é de que as gravações se encerrem em janeiro de 2025, mantendo um cronograma apertado, mas promissor. Até o momento, detalhes da trama estão sendo mantidos em segredo absoluto — uma estratégia comum em franquias que apostam no impacto das revelações.

O que esperar de O Telefone Preto 2?

Embora ainda não haja uma sinopse oficial, especulações indicam que o novo filme pode expandir o universo espiritual criado no primeiro longa. Será que outras crianças também conseguiram se comunicar com o além? Quem são as vozes que atendem do outro lado da linha? O retorno do Agarrador também levanta uma pergunta crucial: estamos lidando com uma nova manifestação sobrenatural ou há mais por trás da figura desse vilão do que imaginávamos?

Outro ponto que desperta curiosidade é o papel de Gwen. Sua mediunidade será aprofundada? Teremos um novo tipo de antagonista? A presença de Demián Bichir no elenco pode indicar a introdução de figuras com conhecimento paranormal — como investigadores, médiuns ou até novos assassinos.

Além disso, o visual icônico das máscaras — que já são quase um símbolo da franquia — deve voltar com novas variações. Joe Hill chegou a mencionar que elas foram parte da inspiração para construir uma sequência, o que sugere que elas podem ter até um significado mais profundo do que o inicialmente mostrado.

Caminho para o futuro

A estratégia de transformar a história em franquia não é acidental. Em tempos em que o terror se consolida como um dos gêneros mais lucrativos e artisticamente férteis do cinema, a Universal aposta em expandir esse universo com histórias que se comunicam, mas que também podem caminhar por si só. Se bem-sucedido, a sequência pode abrir espaço para prequels, spin-offs e outras histórias ambientadas no mesmo universo, explorando temas como mediunidade, violência doméstica, luto e redenção — sempre com o terror como pano de fundo.

Maluma lança “Bronceador” e embala o verão com batida latina quente

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Foto: Reprodução/ Internet

Maluma está de volta. E como só ele sabe fazer: em grande estilo, com calor tropical, romance e ritmo que hipnotiza. Sua nova faixa, “Bronceador”, é mais do que um lançamento musical — é um convite ao prazer, ao sol e ao reencontro com suas origens caribenhas.

Produzida pelos renomados Mad Musick, Ily Wonder e Los Jaycobz, a música é uma explosão de energia latina. Tem sabor de brisa salgada, cheiro de pele bronzeada e o som das ruas quentes de Cartagena, onde o clipe foi filmado — um cartão-postal vivo da alma colombiana. Acompanhado pela modelo internacional Ariadna Gutiérrez, Maluma encena um flerte intenso e visualmente deslumbrante, sob a direção cinematográfica de Cesar Pimienta, o “Tes”.

Mas o que mais chama atenção não é só o ritmo dançante ou o visual de tirar o fôlego. É a vontade de se reconectar com a própria essência. Maluma olha para o mar e enxerga nele não apenas um cenário, mas um espelho. “Bronceador” não é só sobre o verão. É sobre pertencimento.

Juan Luis antes de Maluma

Antes do glamour, dos clipes milionários e dos prêmios internacionais, existia Juan Luis Londoño Arias — um menino de Medellín, nascido em 28 de janeiro de 1994, que dividia seu tempo entre a bola de futebol e o violão.

Durante a infância e adolescência, o futebol era seu primeiro amor. Passou pelas categorias de base do Atlético Nacional e La Equidad, clubes tradicionais da Colômbia. Mas, paralelamente, escrevia músicas, participava de concursos e se emocionava com as reações das pessoas às suas letras.

Aos 15 anos, ao gravar a canção “No Quiero” como presente de aniversário, percebeu que havia algo ali. Algo maior que o esporte. Algo que tocava os outros e a si mesmo de forma profunda. Foi quando nasceu Maluma — um nome criado a partir da combinação dos nomes de sua mãe (Marlli), pai (Luis) e irmã (Manuela). Um tributo silencioso à base de tudo: a família.

A partir de 2010, Maluma começou a dar passos firmes na indústria. O single “Farandulera” ganhou as rádios locais e logo chamou a atenção da Sony Music Colômbia. Em pouco tempo, vieram “Loco”, “Obsesión”, e hits como “La Temperatura”, com Eli Palacios, que abriu as portas da América Latina.

O primeiro álbum, Magia (2012), consolidou sua imagem de galã latino de voz suave e ritmo envolvente. Já Pretty Boy, Dirty Boy (2015) foi o divisor de águas: um trabalho onde Maluma assumia sem pudores sua dualidade — o lado romântico e o sedutor. Foi ali que o mundo passou a reconhecê-lo como um dos principais nomes da nova música latina.

Da glória às críticas — e o amadurecimento

Nem só de aplausos se faz uma carreira. Em meio ao sucesso estrondoso, vieram também as polêmicas. A letra de “Cuatro Babys” (2016) foi duramente criticada por associações feministas e setores da mídia por seu conteúdo sexual e supostamente misógino. Maluma, embora tenha defendido sua liberdade artística, passou a demonstrar maior cuidado nas mensagens de suas canções.

Ao mesmo tempo, ele amadurecia como artista e homem. Canções como “Felices los 4” e “HP” misturam ousadia com camadas mais densas. As colaborações também se tornaram mais frequentes — de Shakira a Madonna, de Ricky Martin a J Balvin, e até mesmo com Anitta, em uma parceria que consolidou sua conexão com o Brasil.

Um artista de múltiplas telas

Além de dominar os palcos e estúdios, Maluma soube explorar outras linguagens. Foi coach em The Voice Kids, lançou o documentário Lo Que Era, Lo Que Soy, Lo Que Seré, e deu um passo ousado rumo a Hollywood ao atuar no filme Marry Me (2022), ao lado de Jennifer Lopez.

No cinema, revelou carisma e versatilidade. No documentário, abriu as portas da própria intimidade: suas dúvidas, angústias e fé. Mostrou que por trás da estética impecável do pop star, há um ser humano em permanente construção.

O latino que o mundo aprendeu a ouvir

Com mais de 40 milhões de ouvintes mensais no Spotify e clipes com bilhões de visualizações, Maluma é hoje um símbolo da globalização da música latina. Sua mistura de reggaeton, pop, dancehall e romantismo conquistou mercados antes difíceis para artistas latinos — como Europa e Ásia.

Ele se apresentou nas maiores premiações do mundo, venceu Latin Grammy, Billboard e MTV Awards, e fez turnês internacionais com ingressos esgotados. Em 2018, foi a voz latina oficial da Copa do Mundo com “Colors”, em parceria com Jason Derulo. Maluma não é mais apenas colombiano. É global.

A alma por trás do artista

Mesmo com tanto sucesso, Maluma nunca escondeu sua conexão com as raízes. Ele ainda fala com orgulho de Medellín, da educação que recebeu, da fé que carrega. Seu Instagram está cheio de registros com a mãe, o pai, a irmã — e mais recentemente, com sua filha recém-nascida, fruto do relacionamento com a arquiteta Susana Gomez.

A paternidade, aliás, parece ter despertado uma nova sensibilidade. Em entrevistas recentes, ele fala sobre a importância de dar o exemplo, sobre criar uma filha em um mundo mais justo e igualitário. Sobre ser melhor como homem e como artista.

“Bronceador” como rito de passagem

“Bronceador” chega em um momento simbólico. Após mais de uma década de carreira, Maluma retorna à fonte de onde tudo surgiu: o ritmo quente da costa caribenha. Mas com um olhar diferente — mais maduro, mais consciente, mais inteiro.

A música traz influências do reggaeton raiz, mas com uma produção moderna e refinada. As letras falam de desejo, claro, mas também de entrega, de conexão com o presente. É como se Maluma estivesse dizendo: “ainda sou aquele menino de Medellín, mas agora sei exatamente quem sou e para onde vou”.

Um futuro com sabor tropical

Enquanto “Bronceador” invade playlists, rádios e pistas de dança, o mundo percebe que o verão latino está longe de acabar. E Maluma continua como um de seus maiores embaixadores.

O futuro da música latina passa por nomes que sabem se reinventar, que honram suas raízes e ousam no presente. E Maluma faz isso como poucos. Seu legado vai além dos charts. Está no modo como tornou a sensualidade latina uma linguagem universal. No jeito como conectou Medellín a Tóquio, Cartagena a Paris, com uma batida.

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