Marvel revela a primeira sinopse de Vingadores – Doomsday durante o Walt Disney Marketing Expo

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Durante o Walt Disney Marketing Expo em Xangai, evento tradicionalmente dedicado à apresentação de produtos licenciados e futuros lançamentos, a Marvel Studios revelou a primeira sinopse oficial de Vingadores: Doomsday. O anúncio agitou fãs ao redor do mundo e trouxe um vislumbre do que promete ser uma das histórias mais ambiciosas da Fase Seis do MCU.

Segundo a sinopse divulgada, “Doutor Destino chegou oficialmente ao MCU. Este vilão, um mestre da ciência de última geração e magia poderosa, vai desencadear uma crise em efeito cascata pelo multiverso inteiro”. Em poucas linhas, a Marvel confirmou que o filme terá escala épica, reunindo diferentes grupos de heróis e explorando os efeitos devastadores de uma crise multiversal.

A trama se passa quatorze meses após os eventos de Thunderbolts (2025), e coloca os Vingadores originais, os Wakandanos, o Quarteto Fantástico, os Novos Vingadores e os X-Men contra o Doutor Destino, interpretado por Robert Downey Jr. Rumores indicam que a motivação do vilão surge da perda de sua esposa e filho, vítimas indiretas das consequências dos cruzamentos entre multiversos criados por filmes anteriores. Essa dimensão pessoal promete dar profundidade ao personagem, mostrando que até no universo dos super-heróis a dor e a vingança podem ser forças poderosas.

A direção de Vingadores: Doomsday fica a cargo dos Irmãos Russo, conhecidos por seu talento em equilibrar grandes elencos e sequências complexas de ação. O roteiro é assinado por Michael Waldron (Doutor Estranho no Multiverso da Loucura) e Stephen McFeely (Infinity War e Endgame), indicando que o filme terá equilíbrio entre emoção, humor e tensão épica. A expectativa é que cada grupo de heróis tenha seu arco narrativo, mas que todos converjam para o confronto final contra o Doutor Destino.

O elenco do filme é impressionante e reúne atores de diferentes gerações do MCU e outras franquias. Entre os nomes confirmados estão Chris Hemsworth (Caça-Fantasmas 2016; Men in Black: International 2019), Vanessa Kirby (Missão: Impossível – Fallout 2018; The Crown 2016–2017), Anthony Mackie (O Hospedeiro 2013; Falcão e o Soldado Invernal 2021), Sebastian Stan (Eu, Tonya 2017; Pam & Tommy 2022), Letitia Wright (Black Mirror 2016; Pantera Negra 2018), Paul Rudd (Jovens Adultos 2011; Homem-Formiga 2015) e Wyatt Russell (Overlord 2018; Falcão e o Soldado Invernal 2021).

Entre os outros membros do elenco estão Tenoch Huerta Mejía (Sin Nombre 2009; Pantera Negra: Wakanda Para Sempre 2022), Ebon Moss-Bachrach (The Bear 2022; Girls 2012–2017), Simu Liu (Kim’s Convenience 2016–2021; Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis 2021), Florence Pugh (Midsommar 2019; Adoráveis Mulheres 2019), Kelsey Grammer (Frasier 1993–2004; X-Men: O Confronto Final 2006), Lewis Pullman (Top Gun: Maverick 2022; A Caçada 2022) e Danny Ramirez (Top Gun: Maverick 2022; On My Block 2018–2021).

Joseph Quinn (Game of Thrones 2016; Stranger Things 2022), David Harbour (Hellboy 2019; Stranger Things 2016–presente), Winston Duke (Us 2019; Pantera Negra 2018), Hannah John-Kamen (Ready Player One 2018; Homem-Formiga e a Vespa 2018), Tom Hiddleston (Cavalo de Guerra 2011; Thor 2011), Patrick Stewart (Star Trek: A Nova Geração 1987–1994; Logan 2017), Ian McKellen (O Senhor dos Anéis 2001–2003; X-Men 2000), Alan Cumming (Spy Kids 2001; X2 2003) e Rebecca Romijn (Femme Fatale 2002; X-Men 2000) também estão confirmados.

Por fim, James Marsden (Encantada 2007; X-Men 2000), Channing Tatum (Magic Mike 2012; G.I. Joe: O Início 2009), Pedro Pascal (Game of Thrones 2014–2019; The Mandalorian 2019–presente) e Robert Downey Jr. (Sherlock Holmes 2009; Trovão Tropical 2008) completam o time. A diversidade do elenco permite encontros inéditos entre personagens de diferentes franquias, aumentando a expectativa do público para momentos icônicos e interações únicas.

A sinopse também confirma que o multiverso será o centro da narrativa, explorando como cada decisão em uma realidade pode impactar outra. Eventos anteriores, como Doctor Strange in the Multiverse of Madness, Spider-Man: Beyond the Spider-Verse e Thunderbolts, terão repercussões diretas nesta crise, criando uma teia complexa de causa e efeito que promete sacrifícios dramáticos e batalhas épicas.

O lançamento do filme sofreu adiamentos: inicialmente previsto para 2 de maio de 2025, passou para 1º de maio de 2026 e, finalmente, está marcado para 18 de dezembro de 2026. Esse tempo adicional permitirá finalizar efeitos visuais, integrar o elenco e desenvolver cenas de ação complexas, garantindo que o resultado final esteja à altura da grandiosidade do projeto.

No “Conversa com Bial” desta quinta (24/07), Flávia Reis e Rodrigo Sant’Anna falam sobre o poder do riso e os bastidores da comédia brasileira

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Foto: Reprodução/ Internet

Na noite da próxima quinta-feira, 24 de julho de 2025, o Conversa com Bial promete uma edição repleta de riso, inteligência e muitas camadas de interpretação. O apresentador Pedro Bial receberá dois nomes que ajudaram a redefinir a comédia no Brasil com suas criações múltiplas, afiadas e profundamente conectadas à realidade brasileira: Rodrigo Sant’Anna e Flávia Reis. O programa, exibido após o Jornal da Globo, propõe uma conversa descontraída e ao mesmo tempo provocadora sobre os rumos do humor no teatro, na televisão e nas redes sociais.

Ambos estão em cartaz com seus espetáculos solo — Atazanado, de Sant’Anna, e Neurótica!, de Flávia — e usam o palco como espelho cômico da sociedade. São humoristas que não apenas arrancam risadas, mas também despertam identificação, desconforto e até alguma catarse no público. A conversa com Bial deve trazer uma mistura saborosa de bastidores, reflexões sobre o riso e os desafios contemporâneos da arte cômica.

O humor como ferramenta de escuta

É curioso como o humor, frequentemente subestimado na esfera artística, carrega uma potência que vai além da simples distração. Bial, experiente em extrair nuances de seus entrevistados, conduz a conversa como quem abre caminho para que o riso se revele em sua plenitude: como linguagem, resistência, crítica e, muitas vezes, salvação. Rodrigo e Flávia se abrem sobre suas trajetórias, suas dores transformadas em piadas, e os personagens que criaram e que hoje os definem no imaginário popular.

“Rir é uma forma de sobreviver”, diz Rodrigo Sant’Anna em um trecho da conversa. Nascido no subúrbio carioca, ele encontrou no humor um meio de comunicar as tensões sociais que atravessava. Desde os tempos de Os Suburbanos e Zorra Total, Rodrigo ampliou seu repertório de tipos populares — que vão do motoboy fofoqueiro à madame esnobe — sempre com um olhar que mistura caricatura e empatia.

Já Flávia Reis, atriz formada e com forte presença no teatro, traz para o palco uma comédia que não tem medo de ser feminina, descontrolada e, sim, neurótica. Em Neurótica!, seu espetáculo atual, ela interpreta 11 mulheres em situações-limite, mas absolutamente reconhecíveis: uma mãe sobrecarregada, uma senhora hipocondríaca, uma cerimonialista desorientada por múltiplas notificações. Tudo isso costurado com ironia e crítica social.

O espetáculo da vida: “Neurótica!”, com Flávia Reis

Na entrevista com Bial, Flávia compartilha bastidores e motivações por trás de Neurótica!, espetáculo em cartaz aos sábados e domingos no Rio de Janeiro, com direção de Márcio Trigo e roteiro de Henrique Tavares. Com mais de 15 anos de dedicação ao humor feminino, a atriz constrói tipos que oscilam entre o absurdo e a realidade cotidiana. O espetáculo é conduzido por uma terapeuta (também interpretada por Flávia), que apresenta uma “palestra equivocada” sobre neuroses femininas.

“Eu nunca quis rir da mulher, mas com a mulher. Me interessa o humor que denuncia a carga que jogam em cima da gente — ser mãe, ser profissional, ser sensual, ser calma, ser tudo”, comenta Flávia no programa. Com um talento cênico admirável, ela transita entre personagens como quem muda de pele, revelando facetas do feminino que raramente ganham voz nos grandes palcos.

A montagem é uma sátira feroz, mas doce, da vida como ela é. E mais do que dar conta de 11 personagens, Flávia mostra como o humor pode ser libertador. Sua atuação coloca em evidência temas como saúde mental, desigualdade de gênero, pressão estética e relações familiares, tudo isso filtrado pelo riso.

“Atazanado”: o mundo caótico de Rodrigo Sant’Anna

Rodrigo, por sua vez, está em turnê com Atazanado, espetáculo que é um verdadeiro caleidoscópio de personagens e neuroses urbanas. Em cena, ele interpreta cinco figuras completamente distintas, entre elas uma mãe rica que se vê obrigada a cuidar dos próprios filhos quando a babá entra de férias, além de outros tipos que enfrentam situações absurdas em um mundo cada vez mais acelerado.

“É um espetáculo para falar sobre esse nosso tempo maluco, em que a gente tem que dar conta de tudo, fingir que tá bem e ainda sorrir no Instagram”, diz Rodrigo a Bial. Com uma construção cômica precisa, ele transforma as angústias cotidianas — do trânsito ao trabalho remoto, da paternidade à solidão — em material cênico.

Rodrigo se mostra generoso ao falar das dificuldades que enfrentou até conquistar o espaço que tem hoje. “Fui office-boy, trabalhei como camelô, morei em comunidade. Isso me deu o olhar que tenho hoje. Os meus personagens nascem de pessoas que conheci, da minha mãe, das vizinhas, dos ônibus que eu pegava”, relembra, emocionado.

Humor como crítica social (e sobrevivência)

Durante a conversa, os três também abordam os desafios de fazer humor em tempos polarizados e de redes sociais vigilantes. “A gente vive hoje num momento em que tudo pode ser ofensivo. É preciso sensibilidade, mas também coragem. Não dá pra engessar a comédia, senão ela morre”, afirma Flávia.

Rodrigo concorda, mas pontua que o humor precisa evoluir junto com a sociedade. “Tem piadas que eu fazia anos atrás e que hoje eu não faria mais. A gente aprende, escuta, revê. Isso não significa censura. Significa maturidade”, opina.

O programa também mergulha na questão da representatividade. Flávia, como mulher, e Rodrigo, como homem gay e negro, falam sobre os espaços que tiveram que ocupar “à força”, por mérito, insistência e também por quebra de paradigmas. Ambos são hoje referências para novas gerações de comediantes que querem falar de si sem pedir licença.

Bastidores, improviso e memórias

Entre risadas, os artistas compartilham histórias dos bastidores. Rodrigo relembra os tempos em que fazia shows de humor em barzinhos na zona norte do Rio e, às vezes, tinha que interromper uma piada porque alguém pedia “mais uma cerveja”. Flávia recorda uma apresentação em que seu microfone falhou, e ela teve que improvisar os 80 minutos do espetáculo no grito — arrancando aplausos de pé da plateia.

Ambos valorizam o improviso, a escuta e a conexão com o público. “Cada plateia é diferente. Tem noite que o público ri da piada que você nem apostava, e fica sério na hora que você achava que ia arrasar”, diz Flávia. Rodrigo complementa: “É isso que torna o teatro vivo. A gente nunca sabe se vai dar certo. E é por isso que vicia.”

My Hero Academia | Netflix garante fidelidade ao mangá com supervisão de Kohei Horikoshi no live-action

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A Netflix anunciou recentemente a produção de um filme live-action de My Hero Academia, e a notícia tem gerado grande expectativa entre fãs e críticos. O ponto central que diferencia esta adaptação de outras produções similares é o envolvimento direto de Kohei Horikoshi, criador do mangá, que supervisiona cada etapa do projeto, garantindo que a essência da obra original seja preservada.

Jason Fuchs, roteirista do filme, afirmou em entrevista à Entertainment Weekly que Horikoshi está “muito envolvido” no processo. “Não há tratamento, não há esboço, não há cenas que ele não revise, com polegares para cima ou para baixo”, explicou Fuchs. Ele acrescenta que essa participação reforça a confiança da equipe em entregar uma obra que os fãs reconhecerão e apreciarão, respeitando a história e os personagens que conquistaram o mundo.

O fenômeno que conquistou o mundo

My Hero Academia é um mangá escrito e ilustrado por Kohei Horikoshi, publicado na revista Weekly Shōnen Jump entre julho de 2014 e agosto de 2024, totalizando 42 volumes. No Brasil, a série é publicada pela JBC, enquanto em Portugal a responsabilidade é da Devir. Desde o início, a obra conquistou uma base sólida de fãs, graças à combinação de ação, humor, drama e a construção de um universo de super-heróis extremamente rico.

A história acompanha Izuku Midoriya, um jovem que nasce sem superpoderes — conhecidos no universo como “individualidades” — em um mundo em que a maioria das pessoas os possui. Apesar de sua condição, Midoriya sonha em se tornar um grande herói, inspirado pelo lendário All Might, o Símbolo da Paz.

Uma trajetória marcada por coragem e superação

O ponto de virada na vida de Izuku ocorre quando ele ajuda All Might em uma situação de perigo. Reconhecendo sua coragem e determinação, All Might decide compartilhar com ele seu poder, o One for All, permitindo que Midoriya ingresse na Escola de Heróis U.A. — uma instituição que treina jovens para se tornarem super-heróis.

A narrativa acompanha sua evolução, desde os desafios do treinamento até os conflitos com colegas e vilões poderosos. Personagens como Katsuki Bakugo, Ochaco Uraraka e Shoto Todoroki são parte essencial da trama, cada um com motivações próprias, dilemas morais e histórias de crescimento que tornam o universo da trama tão completa e cativante.

Do mangá ao anime

O sucesso do mangá impulsionou a produção de um anime pelo estúdio Bones. A primeira temporada estreou em abril de 2016, seguida por novas temporadas que expandiram o universo da história e aprofundaram o desenvolvimento dos personagens. No Brasil, o anime ganhou espaço na TV aberta em 2021, pelo canal Loading, enquanto em Portugal foi transmitido pelo Biggs em 2019.

A adaptação animada manteve a fidelidade à obra original, equilibrando momentos de ação intensa com tramas emocionais e cenas de construção de caráter. Esse cuidado ajudou a consolidar My Hero Academia como um fenômeno internacional, reconhecido tanto por críticos quanto por fãs.

Desafios da adaptação live-action

Adaptar um mangá e anime de sucesso para live-action é um desafio notório. Os personagens possuem habilidades únicas, cenas de ação extremamente dinâmicas e um estilo visual marcante. A supervisão de Horikoshi, contudo, promete minimizar erros de adaptação, garantindo que elementos essenciais da narrativa, do visual e da personalidade dos personagens sejam mantidos.

Jason Fuchs enfatiza que cada detalhe do roteiro será analisado, desde diálogos até as coreografias de combate. O objetivo é criar um filme que seja, ao mesmo tempo, fiel ao material original e capaz de dialogar com um público novo, que talvez nunca tenha lido o mangá ou assistido ao anime.

Por que My Hero Academia conquista fãs

O que diferencia My Hero Academia de outras histórias de super-heróis é a profundidade de seus personagens. Izuku Midoriya representa coragem, empatia e perseverança, valores que ressoam com o público de forma universal. Personagens como Bakugo e Uraraka acrescentam camadas de complexidade, mostrando que até os heróis enfrentam medos, inseguranças e conflitos internos.

Essa abordagem humana é parte do motivo pelo qual a obra conquistou leitores e espectadores em todo o mundo. O filme live-action terá a missão de transmitir essas nuances, equilibrando ação, drama e humor de maneira convincente.

Na Tela Quente desta segunda (5), Globo exibe Ingresso para o Paraíso, comédia romântica ensolarada com Julia Roberts e George Clooney

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A Tela Quente desta segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, leva o público direto para as paisagens exuberantes de Bali com a exibição de Ingresso para o Paraíso, uma comédia romântica que mistura humor afiado, conflitos familiares e a química irresistível de Julia Roberts (Comer, Rezar, Amar) e George Clooney (Onze Homens e um Segredo).

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, a história gira em torno de Lily (Kaitlyn Dever, Booksmart), uma jovem recém-formada que decide comemorar o fim da faculdade em uma viagem ao lado da melhor amiga, Wren (Billie Lourd, Star Wars: A Ascensão Skywalker). O que deveria ser apenas uma pausa divertida antes da vida adulta toma um rumo inesperado quando Lily se apaixona por um morador local e anuncia um casamento relâmpago, decidido no calor do momento.

A notícia faz seus pais, David e Georgia, deixarem de lado — ao menos temporariamente — décadas de ressentimento. Divorciados e especialistas em discutir, eles correm para Bali determinados a impedir que a filha repita o que consideram ter sido o maior erro de suas próprias vidas. Entre tentativas atrapalhadas de sabotagem, planos que dão errado e diálogos recheados de ironia, o ex-casal acaba se vendo obrigado a conviver novamente, reacendendo lembranças e sentimentos que nunca desapareceram por completo.

Sob a direção de Ol Parker (Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo), o filme encontra seu charme justamente no contraste entre o cenário paradisíaco e as tensões emocionais dos personagens. Mais do que uma história sobre impedir um casamento, Ingresso para o Paraíso fala sobre segundas chances, amadurecimento e a coragem de rever escolhas feitas no passado — tudo isso embalado por leveza, romance e bom humor.

O projeto foi oficialmente anunciado em 26 de fevereiro de 2021, já chamando atenção por reunir novamente George Clooney e Julia Roberts, um dos pares mais carismáticos de Hollywood. A dupla já havia dividido a tela em sucessos como Ocean’s Eleven (2001), Ocean’s Twelve (2004) e Money Monster (2016), e o reencontro foi tratado pelo mercado como um verdadeiro evento. À época, o site Deadline Hollywood destacou que a Universal fazia questão de manter o lançamento nos cinemas, enxergando o filme como um símbolo da força das grandes estrelas na retomada das salas após a pandemia — inclusive barrando investidas de plataformas de streaming interessadas em adquirir os direitos de distribuição.

Para viver David, Clooney chegou a adotar uma dieta cetogênica durante a preparação para o papel, buscando um visual mais alinhado ao personagem. O elenco foi sendo montado ao longo de 2021: Billie Lourd entrou em negociações em março, enquanto Kaitlyn Dever foi confirmada oficialmente em abril. Já Lucas Bravo (Emily em Paris) juntou-se ao time em outubro do mesmo ano, ampliando o apelo internacional do longa.

As filmagens principais começaram em novembro de 2021 e aconteceram majoritariamente na Austrália, que serviu como cenário para representar a paradisíaca Bali. Locações como Queensland, Ilhas Whitsunday, Gold Coast, Brisbane, além do Tangalooma Island Resort, na Ilha de Moreton, e o Palm Bay Resort, em Long Island, ajudaram a construir a atmosfera ensolarada e romântica do filme. O governo australiano apoiou fortemente a produção, concedendo uma bolsa de AU$ 6,4 milhões, com expectativa de gerar 270 empregos diretos e movimentar cerca de AU$ 47 milhões na economia local.

Nem tudo, porém, ocorreu sem obstáculos. Em janeiro de 2022, quando restavam apenas duas semanas para o encerramento das gravações, a produção precisou ser interrompida por três meses devido ao avanço dos casos de covid-19 em Queensland, adiando o cronograma e exigindo ajustes logísticos. Ainda assim, o projeto foi concluído com sucesso, mantendo seu espírito leve e escapista — algo que se reflete diretamente no tom final do filme.

Onde assistir

Além da exibição na Tela Quente, da TV Globo, o longa também está disponível no Prime Video, no formato VOD, com aluguel a partir de R$ 9,90. Uma ótima pedida para quem busca um filme confortável, romântico e com clima de férias, perfeito para relaxar e sorrir.

Game dos 100 deste domingo (10) traz boliche gigante, empilhar latas, separar balas, avião de papel, pilhas na lanterna, mega vôlei, cereja na cabeça, cesta na bicicleta e tampa do pote

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Foto: Reprodução/ Internet

Neste domingo, 10, a partir das 14h, o Game dos 100 retorna com tudo, trazendo um episódio que promete fazer a temperatura subir e a ansiedade bater forte para quem está na disputa — e para quem assiste de casa. Depois de uma série de desafios e eliminações, agora são 70 competidores que encaram uma sequência intensa de provas, cada uma mais imprevisível que a outra.

O objetivo? Simples e cruel: não ser o último a cumprir cada tarefa, para continuar firme na briga pelo grande prêmio de R$ 300 mil. A tensão já é palpável, porque, para esses jogadores, um erro pode significar o fim dos sonhos naquele instante.

Primeiro desafio: força e mira no boliche gigante

Para abrir o dia, os competidores enfrentam um boliche nada convencional — aqui, a bola é uma caçamba pesada, e o pino, uma gigante estrutura que parece desafiadora de derrubar. Cada participante tem que empurrar com toda a força para tentar fazer um strike logo de cara.

Quem acerta o pino na primeira tentativa fica tranquilo, mas os que erram precisam esperar sua vez novamente, sob pressão crescente. O último a conseguir derrubar o pino deixa o jogo ali mesmo — e a fila dos eliminados já começa a crescer.

Construção e equilíbrio: o desafio das latas sobre a água

Não há espaço para pressa quando a missão é empilhar latas vazias em cima de um prato que flutua em um recipiente cheio d’água. Essa prova é quase uma dança silenciosa: mãos firmes, respiração controlada e um equilíbrio que desafia até os mais pacientes.

A tensão toma conta porque, a qualquer momento, uma pilha pode desabar e o competidor terá que recomeçar. No final, quem não conseguir levantar sua torre de cinco latas em tempo perde a chance de continuar.

Habilidade e paciência: transportar bolinhas numa raquete furada

Agora, a missão é transportar cinco bolinhas usando apenas uma mão — e, para complicar, a raquete tem um furo no meio! Cada bolinha que cai no chão obriga o participante a voltar e tentar de novo.

Essa prova vira um verdadeiro teste de coordenação e persistência, com jogadores apertando os dentes para não deixar a bolinha escapar, enquanto o tempo passa implacável.

Cor e velocidade: a separação das balas

Parece fácil separar balas por cor, certo? Mas a pressão do relógio e o medo de ficar para trás tornam essa tarefa um verdadeiro pesadelo. Cada competidor recebe um pote cheio de balas coloridas e deve organizar tudo corretamente em recipientes diferentes.

À medida que o tempo avança, mãos tremem, dúvidas aparecem, e a velocidade é tudo. O último que terminar deixa o Game dos 100 e seus sonhos para trás.

Criatividade na ponta dos dedos: construindo e lançando aviãozinhos de papel

Aqui, o talento manual e a mira se encontram. Primeiro, os jogadores têm que dobrar seus papéis para montar um aviãozinho — simples na teoria, difícil na prática quando a pressão está alta. Depois, o lançamento precisa ser certeiro para que o aviãozinho pouse em uma pista delimitada.

Quem conseguir acertar segue firme, mas o grupo vai encolhendo à medida que um após outro falha no pouso. O último a errar dá adeus à competição.

Tateando no escuro: encaixando pilhas em lanternas sem enxergar

Essa prova desafia o tato e a concentração. Sentados diante de caixas fechadas, com apenas os braços livres para mexer dentro do espaço escuro, os competidores precisam encaixar as pilhas dentro de uma lanterna até fazê-la acender.

Quem acende primeiro garante sua vaga, enquanto o último a completar a tarefa sente o peso da eliminação.

Trabalho em equipe e estratégia: o mega vôlei gigante

A competição ganha uma dinâmica diferente quando os jogadores se dividem em dois times para uma partida de vôlei com uma bola gigante em uma quadra enorme. Mais do que força, o jogo exige estratégia, agilidade e, claro, muita coordenação para evitar que a bola toque no chão do próprio lado.

A equipe derrotada não está fora na hora, mas precisa disputar mais rodadas para não ver seus integrantes serem eliminados um a um até restar um único representante.

Equilíbrio e boca: mordendo cerejas sem usar as mãos

Um desafio que mistura graça e dificuldade: capacetes com “cerejas” presas em hastes ficam penduradas na cabeça dos participantes. A missão? Morder todas as quatro cerejas sem ajuda das mãos.

O desafio parece engraçado, mas o equilíbrio e a persistência são fundamentais para quem não quer ser o último a conseguir, e consequentemente, ser eliminado.

Precisão em movimento: acertando a lata na cesta da bicicleta

Na prova seguinte, o corpo em movimento precisa se sincronizar com a mira. Uma bicicleta com cesta na frente percorre a arena, enquanto o competidor tenta acertar sua lata dentro dela.

A concentração é total — errar o alvo pode custar caro.

Desafio final: o clássico quebra-cabeça das tampas e potes

Para fechar com chave de ouro, o programa traz um desafio que muitos brasileiros conhecem bem na rotina: encontrar a tampa certa para o pote certo.

Mas, para os competidores, a tarefa não é tão simples. Os potes e tampas estão espalhados, e só quem consegue achar as peças certas e encaixá-las a tempo garante a permanência.

Quem vai resistir?

O Game dos 100 é um verdadeiro teste de nervos, habilidades e resistência física e mental. A cada domingo, o programa mostra que aqui não basta sorte — é preciso foco, estratégia, rapidez e, às vezes, aquela pitada de improviso que só a pressão extrema consegue extrair.

Rafa Brites e Felipe Andreoli seguem no comando, garantindo o clima animado e aquela energia contagiante que tornam o programa uma das atrações mais queridas da faixa da tarde. A participação especial de Márcia Fu só deixa tudo ainda mais divertido e imprevisível.

Família Addams volta aos cinemas com novo filme após sucesso de Wandinha

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Foto: Reprodução/ Internet

Nos últimos tempos, a Família Addams, aquele clã excêntrico e sombrio que habita o imaginário popular há quase um século, voltou a ganhar destaque no entretenimento. O responsável por reacender essa paixão mundial foi o sucesso da série Wandinha (no original, Wednesday), que estreou na Netflix e rapidamente conquistou uma legião de fãs. E agora, impulsionados por esse fenômeno, os criadores da série anunciaram que estão desenvolvendo um novo filme de animação da Família Addams, marcando o retorno dos personagens ao cinema após anos de ausência.

Criada pelo cartunista Charles Addams na década de 1930, a Família Addams sempre foi um reflexo irônico da família tradicional americana. Diferente das famílias perfeitinhas e normais dos anos 20 e 30, os Addams eram bizarros, sombrios e adoravam o macabro — e, no entanto, amavam-se profundamente. Com um humor negro e uma pitada de sarcasmo, a família conquistou leitores da revista The New Yorker antes de se tornar uma das franquias mais queridas da cultura pop.

Ao longo das décadas, os Addams ganharam várias versões: da série de televisão dos anos 60, que popularizou nomes e características dos personagens, aos filmes de Hollywood na década de 1990, e mais recentemente, a animação em 3D lançada em 2019 e sua sequência em 2021.

A série que capturou uma nova geração

Apesar do histórico de sucesso da Família Addams, a série Wandinha foi a responsável por transformar a franquia numa febre mundial recente. A produção da Netflix, lançada em novembro de 2022, gira em torno da filha mais velha da família, Wandinha Addams, trazendo um olhar moderno, cheio de suspense, humor e mistério.

Jenna Ortega, que interpreta Wandinha, recebeu elogios por sua atuação que combina frieza, sarcasmo e um charme único. A série foi dirigida nos seus primeiros episódios por Tim Burton, nome que carrega uma forte ligação com o universo gótico e excêntrico dos Addams.

Ambientada em um internato para jovens com dons sobrenaturais, a trama mistura o universo adolescente com elementos de terror e investigação policial, trazendo uma proposta fresca que agradou desde fãs antigos até novos espectadores.

O anúncio do novo filme

Empolgados com o sucesso da série, os criadores Alfred Gough e Miles Millar anunciaram que estão desenvolvendo um novo filme de animação da Família Addams, em parceria com a Amazon MGM. Segundo Gough, o projeto é um reinício completo e não terá ligação com os filmes anteriores ou com a série da Netflix.

Com isso, a ideia é apresentar um longa original, que respeite a essência bizarra e charmosa dos personagens, mas que explore novas histórias e linguagens. Kevin Miserocchi, conhecido por seu trabalho na Fundação Addams e contato direto com Charles Addams, também está envolvido no projeto, garantindo que o filme mantenha a autenticidade da franquia.

Apesar do entusiasmo, o filme ainda está em fases iniciais de desenvolvimento, sem previsão oficial de lançamento, mas já é aguardado com ansiedade por fãs e críticos.

Por que a Família Addams continua encantando?

O segredo do sucesso da Família Addams está no seu contraste com o convencional. Enquanto a sociedade tradicional busca o normal, o ideal e o previsível, os Addams celebram a diferença, a estranheza e o incomum. Eles amam o que é sombrio, têm humor ácido e, apesar de todas as bizarrices, são uma família unida e amorosa.

Essa mistura de humor negro, crítica social e personagens carismáticos faz com que a franquia seja sempre atual, mesmo com quase cem anos desde sua criação. Além disso, o visual marcante e o estilo gótico dos Addams inspiraram diversas subculturas e influenciaram moda, música e arte.

O impacto cultural de Wandinha

A série não só reavivou o interesse na família macabra, mas também elevou o padrão para produções do gênero. Com uma narrativa que combina mistério, drama adolescente e toques sobrenaturais, a série conquistou público e crítica, tornando-se uma das produções mais assistidas da Netflix em inglês.

Além do sucesso em audiência, a série recebeu importantes indicações e prêmios, incluindo Globo de Ouro e Primetime Emmy, reforçando sua qualidade e relevância no cenário atual.

O que esperar do futuro?

Com a confirmação do novo filme de animação, fica claro que a Família Addams ainda tem muito a oferecer. A proposta de recomeçar a franquia, com liberdade criativa e respeito à essência original, abre caminho para que os personagens ganhem vida para públicos de todas as idades.

Enquanto isso, os fãs já podem acompanhar a segunda temporada da série, que promete aprofundar ainda mais a mitologia dos personagens e trazer novas surpresas.

Guerreiras do K-Pop quase não teve sequência! Bastidores revelam negociações tensas com a Netflix

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A tão aguardada sequência de Guerreiras do K-Pop quase não saiu do papel. Segundo o site Puck, os diretores Maggie Kang e Chris Appelhans chegaram a considerar abandonar o projeto no ano passado devido a negociações complexas com a Netflix. A plataforma queria comprometer os cineastas em contratos de exclusividade e participação em diversos segmentos da franquia por vários anos. Os termos longos e os altos valores envolvidos quase fizeram os diretores desistirem do filme.

Produzido pela Sony Pictures Animation e lançado pela Netflix em 20 de junho de 2025, o longa é uma animação musical de fantasia que combina o universo do K-pop com elementos de mitologia e demonologia. A história acompanha o grupo feminino Huntrix, que vive uma vida dupla: enquanto se apresenta como idols de sucesso, na verdade são caçadoras de demônios, protegendo o mundo humano de ameaças sobrenaturais. O filme traz as vozes de Arden Cho, Ahn Hyo-seop, May Hong, Ji-young Yoo, Yunjin Kim, Daniel Dae Kim, Ken Jeong e Lee Byung-hun, e foi dirigido por Maggie Kang e Chris Appelhans, com roteiro co-escrito por eles e as roteiristas Danya Jimenez e Hannah McMechan.

A trama mistura ação, música e drama emocional, apresentando um conflito intenso entre o grupo de garotas e os Saja Boys, uma boy band rival formada por demônios que buscam enfraquecer a barreira mágica conhecida como Honmoon. Essa barreira mantém os demônios presos no submundo, e as jovens caçadoras devem impedir que eles coletem almas humanas para fortalecer seu mestre, Gwi-Ma, o rei do submundo.

O enredo explora dilemas pessoais, identidade e herança, especialmente através da protagonista Rumi, que descobre ser meio-humana e meio-demônio, e enfrenta dificuldades em controlar seus poderes. A personagem lida com vergonha, medo e autoaceitação, enquanto tenta proteger suas companheiras, Mira e Zoey, e o mundo humano de uma ameaça crescente. A história se desenrola durante competições musicais, apresentações ao vivo e batalhas sobrenaturais, mesclando elementos de fantasia e cultura pop de forma envolvente.

Visualmente, o filme impressiona pela animação detalhada, inspirada em videoclipes, shows de luz, fotografia editorial, animes e dramas coreanos. A trilha sonora, composta por Marcelo Zarvos e por diversos talentos do K-pop, se tornou um sucesso, alcançando o top 10 em várias plataformas de streaming. A produção foi animada pela Sony Pictures Imageworks, com uma equipe dedicada desde março de 2021, garantindo que o filme mantivesse consistência artística e fidelidade cultural.

O impacto da obra não se limitou à crítica: Guerreiras do K-Pop conquistou o público e a indústria cinematográfica, sendo premiado com dois Oscars, nas categorias de Melhor Animação e Melhor Trilha Sonora Original, consolidando seu lugar entre as produções mais memoráveis de 2025. A premiação reforça o reconhecimento da qualidade artística, narrativa e musical do longa, que conseguiu unir entretenimento e representatividade cultural de maneira rara.

A criação do filme surgiu do desejo de Maggie Kang de contar uma história inspirada em sua herança coreana, aproveitando elementos da mitologia, música e tradição pop para construir um universo próprio. O sucesso de crítica e público demonstra que a aposta em narrativa original e culturalmente enraizada foi acertada.

No mundo do filme, a batalha entre as Huntrix e os Saja Boys se intensifica no Idol Awards, o prêmio mais importante da indústria musical do universo da obra. O conflito é tanto musical quanto sobrenatural, com as protagonistas usando suas vozes e danças para combater o inimigo e proteger a barreira que mantém os demônios aprisionados. A história também aborda temas de amizade, confiança, superação e empoderamento feminino, tornando o longa relevante para diferentes públicos.

A recepção positiva do filme confirma que a decisão da Netflix de apostar em uma continuação ambiciosa valeu a pena. A produção conseguiu equilibrar ação, humor, emoção e música, sem perder a essência da primeira obra. As críticas elogiaram a qualidade da animação, a profundidade dos personagens e a inovação narrativa, enquanto o público se encantou com as performances vocais e coreográficas das personagens.

Para a equipe criativa, a experiência de desenvolver Guerreiras do K-Pop foi desafiadora, mas recompensadora. A combinação de tecnologia de ponta, animação tradicional e elementos musicais exigiu uma coordenação intensa, mas resultou em um produto final coeso e emocionante. A história conseguiu conectar a tradição cultural coreana com o universo pop contemporâneo, criando uma identidade própria que se destaca no cenário de animações globais.

O longa também abriu espaço para discussões sobre representatividade e diversidade na animação. Ao mostrar personagens femininas fortes, com desafios pessoais e complexidade emocional, Guerreiras do K-Pop se estabelece como referência para futuras produções que buscam equilibrar entretenimento com mensagens significativas.

No Conversa com Bial desta sexta-feira (8), Alexandre Nero revela como transformou perdas em afeto

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Foto: Reprodução/ Internet

Na madrugada desta sexta, 8 de agosto, o público que acompanhar o Conversa com Bial vai se deparar com um Alexandre Nero diferente daquele que se acostumou a ver nas telas. Longe das armaduras de personagens intensos, vilões magnéticos e protagonistas cheios de nuances, o ator abre um espaço raro para falar de si — não apenas do artista, mas do homem que carrega histórias de perdas profundas, aprendizados dolorosos e descobertas sobre o amor.

O encontro se transforma rapidamente em algo mais que uma entrevista. É quase um exercício público de memória e autoconhecimento. Ao falar sobre a morte precoce dos pais, Nero relembra o quanto se apoiou no humor para evitar encarar o luto de frente. Ele conta que, durante décadas, desviava das perguntas sobre o assunto com piadas rápidas, como quem fecha a porta antes que a dor entre. “Fazer piada era um jeito de não me deixar cair num buraco”, revela. Hoje, aos 55 anos, reconhece que não precisa mais fugir: “Agora entendo que falar sobre isso é enfrentar”.

Se a conversa começa com as perdas, ela inevitavelmente caminha para as relações que Nero construiu — e, muitas vezes, desconstruiu — ao longo da vida. Ele admite que passou grande parte da juventude e da vida adulta descrente no amor. Para ele, os relacionamentos eram capítulos fadados ao fim, histórias sem final feliz. “Eu vivi muitos anos achando que não poderia ser amado”, confessa.

O ponto de virada veio com a chegada da esposa, Karen Brusttolin, e, depois, dos filhos Noá e Inã. A paternidade, especialmente, abriu um território emocional novo. “Meu filho foi o maior convite para eu entender que o amor não precisa ir embora”, diz. No olhar para as crianças, encontrou uma forma de se sentir pertencente — algo que, segundo ele, nunca tinha experimentado por inteiro.

Embora a televisão tenha projetado seu nome nacionalmente, a carreira de Alexandre Nero começou bem antes dos estúdios e câmeras. Curitibano, ele se formou artisticamente nos palcos e na música. Fundou associações culturais, integrou bandas, compôs, cantou, tocou. O teatro também foi seu laboratório criativo, um espaço onde aprendeu a lidar com diferentes papéis e linguagens.

Na TV, sua trajetória é marcada por personagens que fogem da previsibilidade. Do verdureiro Vanderlei, em A Favorita (2008), ao Comendador José Alfredo, de Império (2014), passando pelo dúbio Romero Rômulo, em A Regra do Jogo (2015), Nero construiu uma reputação de intérprete que mergulha nas contradições humanas. Recebeu prêmios, elogios da crítica e até uma indicação ao Emmy Internacional — reconhecimento que ele considera fruto do risco que gosta de correr em cada papel.

O que chama atenção, no bate-papo com Bial, é como Nero consegue transitar do artista ao homem comum sem perder a franqueza. Ele fala de seu trabalho com a mesma honestidade com que aborda temas íntimos. Relembra que já viveu tipos agressivos, cômicos, sedutores e sombrios, mas que nenhum personagem é capaz de prepará-lo para os papéis que a vida real impõe — como o de lidar com a ausência dos pais ou com a missão de criar filhos num mundo cada vez mais desafiador.

Nesse sentido, a entrevista acaba revelando algo que vai além de curiosidades sobre a vida pessoal ou de bastidores: mostra como a sensibilidade que ele leva para a ficção está enraizada em experiências reais, muitas delas marcadas pela dor.

Se existe um fio condutor na conversa, é a ideia de que ninguém se constrói sozinho. Nero reconhece que, até conhecer Karen, mantinha um certo distanciamento afetivo, como se o envolvimento emocional fosse perigoso. O casamento e a chegada dos filhos alteraram essa percepção. “Quando você tem um filho, percebe que não existe a possibilidade de se proteger completamente. O amor vem, e você não controla”, afirma.

Essa mudança não aconteceu da noite para o dia. Foi — e continua sendo — um processo. Ele admite que ainda luta contra velhos padrões e que o medo da perda não desaparece, mas hoje prefere correr o risco de sentir a se manter fechado.

No programa, há também espaço para falar de música, essa outra metade da sua vida artística que, muitas vezes, caminha paralela à atuação. Nero vê na música uma forma de expressão menos filtrada. Enquanto um personagem é sempre uma construção coletiva, feita de texto, direção e interpretação, a música nasce dele por inteiro. “Tem coisas que não consigo falar, mas consigo cantar”, resume.

Seja nos palcos ou nos estúdios, ele trata a música como um lugar onde não precisa desempenhar nenhum papel — onde pode, simplesmente, ser.

Um exemplo de vulnerabilidade na cultura pop

Em tempos em que a imagem pública costuma ser cuidadosamente controlada, ver um ator do porte de Alexandre Nero expor fragilidades em rede nacional é algo significativo. Ao falar sobre luto, sobre não acreditar no amor, sobre os erros e aprendizados, ele abre espaço para que o público também se identifique e reflita sobre a própria história. O tom da entrevista é íntimo, mas não melancólico. Existe dor, sim, mas também existe humor — aquele mesmo humor que já foi uma defesa, mas que hoje aparece como tempero de uma vida que aprendeu a aceitar luz e sombra no mesmo prato.

Um artista que segue em movimento

O programa também reserva momentos para revisitar alguns trabalhos marcantes, como a estreia no horário nobre, a consagração com o Comendador, os desafios de interpretar vilões e as mudanças no mercado de teledramaturgia. Nero, no entanto, não demonstra nostalgia excessiva: prefere falar do que ainda pode fazer. “Eu gosto de me colocar em risco, de não repetir fórmula. Se ficar confortável, perde a graça”, diz. Essa inquietação garante que, mesmo após décadas de carreira, ele continue sendo um nome relevante e instigante no cenário artístico brasileiro.

Sessão da Tarde apresenta A Caminho de Casa nesta quinta, 2 de janeiro

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A quinta-feira, 2 de janeiro, promete ser especial para todos que amam uma boa história de superação e amizade! A Sessão da Tarde traz o emocionante A Caminho de Casa (A Dog’s Way Home), uma produção que vai conquistar o coração de toda a família. Prepare-se para uma jornada cheia de aventura, emoção e muito amor, com uma protagonista canina que vai deixar todo mundo encantado.

Bella não é uma cadelinha qualquer. Ela é a fiel amiga de Lucas, um estudante de veterinária que tem uma relação especial com os animais. Juntos, eles formam um laço indestrutível, até que um dia, a vida deles sofre uma reviravolta. Bella é capturada por um controle de animais e levada para um abrigo a mais de 400 milhas de casa. Separada de seu dono, ela fica perdida em um mundo desconhecido, mas algo dentro dela nunca a faz desistir: o amor e a lealdade incondicional.

Em uma jornada cheia de obstáculos, Bella atravessa florestas, cidades e encontra perigos inesperados, mas nada é capaz de quebrar seu espírito. Determinada a reencontrar Lucas, ela segue seu instinto e enfrenta o desconhecido com coragem e esperança. Durante sua jornada, Bella cruza com várias pessoas, cada uma delas tocada pela sua determinação e pelo seu amor incondicional, mudando as suas vidas de maneiras inesperadas.

O filme é inspirado no livro de W. Bruce Cameron, o mesmo autor de Quatro Vidas de um Cachorro, que também emocionou os fãs com a história de outros animais com destinos tocantes. Uma das grandes surpresas do filme é a interpretação vocal de Bryce Dallas Howard, que empresta sua voz à adorável Bella. A crítica tem elogiado a sensibilidade e o carisma de Bryce ao dar vida a essa personagem canina tão única.

O elenco é composto por grandes nomes como Edward James Olmos, conhecido por suas atuações em filmes e séries de sucesso, e Alexandra Shipp, que já encantou o público em produções como X-Men: Apocalipse. Além disso, Bryce Dallas Howard, famosa por seu trabalho em Jurassic World, dá voz à adorável Bella, trazendo toda a emoção e carisma para o personagem canino. Sob a direção sensível de Charles Martin Smith, responsável por filmes que exploram temas profundos e emocionantes, A Caminho de Casa se encaixa perfeitamente no gênero Drama/Aventura, misturando momentos de tensão com toques de ternura e superação.

Horário e onde assistir

Se você é fã de filmes emocionantes e inspiradores, não pode perder! A Caminho de Casa será exibido na Sessão da Tarde, às 15h30, logo após o Jornal Hoje, na TV Globo. Já pode preparar a pipoca, chamar a família e acomodar todo mundo no sofá para acompanhar essa jornada que vai mexer com os sentimentos de todos.

Resenha – Sedução e Morte no Judiciário é um retrato incômodo da justiça quando o poder corrompe o silêncio

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Sedução e Morte no Judiciário se impõe como um thriller jurídico que vai além da trama criminal e assume, de forma clara, uma posição crítica diante das estruturas do sistema de justiça brasileiro. Wadih Habib, advogado baiano com longa trajetória profissional, estreia na ficção apostando menos no espetáculo do crime e mais na exposição das zonas cinzentas onde ética, ambição e sobrevivência se confundem. O resultado é um romance inquietante, que desafia o leitor a abandonar visões idealizadas sobre o Judiciário.

O cuidado editorial da Editora Farol da Barra reforça essa proposta desde o primeiro contato. A capa com acabamento em foil brilhante cria um contraste simbólico entre o brilho institucional e a obscuridade moral que atravessa a narrativa. A diagramação é limpa, funcional e respeita o ritmo do texto, favorecendo uma leitura fluida e contínua. Trata-se de um projeto gráfico que entende o livro como objeto narrativo e não apenas como suporte físico.

No centro da história está Severino, personagem construído com densidade e contradições. Oriundo do sertão baiano, ele representa a promessa da ascensão social por meio do estudo e da disciplina. No entanto, Habib evita qualquer romantização dessa trajetória. Severino carrega marcas do passado, inseguranças e uma ambição silenciosa que o coloca, progressivamente, em rota de colisão com os próprios princípios. Sua jornada não é heroica, mas profundamente humana.

O ponto de ruptura da narrativa ocorre em uma noite no Rio Vermelho, em Salvador. Um encontro aparentemente banal se transforma no estopim de uma cadeia de acontecimentos marcada por um segredo inconfessável e decisões irreversíveis. A partir desse momento, o romance mergulha em um território de tensão crescente, onde cada escolha carrega consequências éticas e jurídicas cada vez mais graves.

Um dos aspectos mais fortes do livro está na forma como ele retrata o Judiciário como um espaço de disputas simbólicas e políticas. Magistrados, agentes federais e figuras de poder não surgem como vilões caricatos, mas como indivíduos moldados por um sistema que privilegia conveniências, silêncios estratégicos e acordos implícitos. Habib constrói uma crítica firme sem recorrer ao maniqueísmo, expondo um ambiente onde a retórica da justiça frequentemente convive com práticas que a esvaziam.

A sedução presente no título extrapola o campo do desejo pessoal e se manifesta como fascínio pelo poder, pela influência e pela sensação de impunidade. Já a morte assume um caráter simbólico, representando a erosão gradual da ética, da inocência e da confiança nas instituições. Nesse sentido, o romance funciona como uma reflexão amarga sobre os custos morais de se manter dentro de um sistema que exige concessões constantes.

Do ponto de vista literário, a escrita de Wadih Habib é sóbria e direta. A opção por uma narrativa clássica e linear contribui para a clareza da trama, embora em alguns momentos limite um aprofundamento mais intenso de personagens secundários. Ainda assim, essa contenção estilística dialoga com o universo jurídico retratado, reforçando o tom realista e evitando excessos dramáticos artificiais.

Em determinados trechos, a proximidade do autor com o meio jurídico se torna evidente, especialmente na exposição de procedimentos e bastidores institucionais. Para alguns leitores, isso pode soar excessivamente técnico. Por outro lado, é justamente essa familiaridade que confere ao romance sua credibilidade e sua força crítica, sustentando a sensação de que a ficção se ancora em experiências concretas.

Sedução e Morte no Judiciário não busca oferecer respostas fáceis nem finais confortáveis. Ao contrário, encerra sua trajetória deixando o leitor diante de questionamentos incômodos sobre ética, poder e responsabilidade individual. Trata-se de uma estreia literária madura e consciente de seu papel, que utiliza o suspense como ferramenta para provocar reflexão e expor as fragilidades de um dos pilares mais sensíveis da sociedade brasileira.

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