“Queen Lear” | Claudia Alencar reina em série brasileira que conquista o mundo com tragédia urbana e poder queer

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A série “Queen Lear”, uma produção original do Canal Demais, tem conquistado espaço e reverência onde quer que passe. Em meio a um cenário ainda conservador e desigual no audiovisual nacional, a obra se destaca por sua ousadia: trazer Shakespeare para o universo das milícias, das quebradas e das vozes dissidentes. O resultado é uma tragédia contemporânea com sotaque, suor, e um grito coletivo por reconhecimento.

É impossível ignorar a força estética, política e emocional que emana da obra. Com Claudia Alencar à frente do elenco, a série já é apontada como um divisor de águas na representação LGBTQIAPN+ nas telas. E não é para menos: o projeto soma prêmios internacionais, uma base de fãs fervorosa e cinco indicações no prestigiado Festival MT Queer Premia 2025.

Uma rainha feita de pólvora e amor

Claudia Alencar brilha como Lear, uma matriarca miliciana que decide entregar seu império às três filhas. A premissa, inspirada em King Lear, serve como estopim para uma espiral de traições, feridas antigas e confrontos que vão muito além da disputa de poder. É sobre legado, pertencimento, culpa, afeto e a dor de perder o controle — seja de um território ou de um coração.

Mas o que torna “Queen Lear” especial não é apenas sua trama densa. É a forma como ela se desenrola. Cada cena carrega o peso do cotidiano periférico, do medo institucionalizado, da força das mulheres negras, trans, lésbicas e marginalizadas que há séculos sustentam o Brasil real, mas raramente o protagonizam.

A câmera não apenas observa — ela mergulha. A favela é palácio. O beco, labirinto psicológico. A trilha sonora, uma sinfonia entre batidas de rap, funk, sirenes e silêncios que ecoam tanto quanto os diálogos.

Reconhecimento global para uma obra local

“Queen Lear” já foi ovacionada em festivais como o Cusco Webfest (Peru), onde venceu como Melhor Série de Drama, e no LA Webfest (EUA), onde arrebatou os prêmios de Melhor Edição e novamente Melhor Série de Drama. Também figurou nas seleções oficiais do Apulia Webfest (Itália), New Jersey Webfest, e NZ Webfest (Nova Zelândia).

O feito mais simbólico veio com o terceiro lugar na Copa do Mundo das Webséries, um dos prêmios mais disputados do circuito independente. Para um projeto sem apoio das grandes plataformas, feito com recursos próprios e alma coletiva, esse reconhecimento soa como um grito de vitória.

Agora, o Brasil também aplaude. No Festival MT Queer Premia 2025, que será realizado em outubro, a série é uma das mais indicadas. Disputa as categorias de Melhor Websérie, Direção, Roteiro, e duas indicações de atuação: Claudia Alencar e Giul Abreu, que também se destaca em uma das filhas da rainha.

Um grito que vem das margens

Para Quentin Lewis, criador, roteirista e diretor da série, a obra é mais do que uma adaptação — é uma resposta. “A gente se apropriou de uma tragédia branca, europeia, cisnormativa, e devolveu com sotaque, gíria e vivência periférica. Não é sobre imitar Shakespeare, é sobre rasgá-lo e costurar de novo, com nossas linhas”, diz. Quentin faz questão de lembrar que a obra é também coletiva. “Nosso elenco é formado majoritariamente por artistas trans, pretos, de origem periférica. A série é uma mistura de currículo e militância. Cada rosto na tela carrega mais que técnica — carrega urgência.” Essa urgência reverbera no texto, na direção, na trilha. “Queen Lear” é visceral, como a realidade que retrata. E se emociona, não é por dó ou tragédia estética. É porque é real. Dói, pulsa e grita.

Um elenco que é revolução

Além de Claudia Alencar, soberba como a Lear tropical, a série reúne nomes da cena alternativa que imprimem verdade em cada frame. Giul Abreu entrega um dos trabalhos mais intensos do ano, vivendo uma das herdeiras do trono com camadas emocionais que vão do amor ferido à sede de justiça. Outros nomes em destaque incluem Mariana Lewis, Will Crispin, Aline Azevedo, Ana Cecília Mamede, Wagnera e Simone Viana. Um grupo que representa, de fato, o Brasil fora da bolha — diverso, criativo, talentoso, e ainda pouco reconhecido nos grandes meios.

Fora do streaming, dentro do coração do público

Apesar do sucesso internacional, a produção ainda não foi lançada oficialmente em nenhuma plataforma de streaming. A produção segue circulando exclusivamente por festivais, o que não impediu que criasse uma legião de fãs. A página do Canal Demais nas redes sociais virou ponto de encontro para quem acompanha trailers, trechos vazados, bastidores e até trechos de roteiro. A espera pela estreia oficial só amplifica o fascínio: o desejo é coletivo, a expectativa é nacional. Negociações com distribuidoras — nacionais e estrangeiras — estão em andamento. Mas o time criativo deixa claro que a prioridade é encontrar uma vitrine que respeite a potência política e poética da obra.

Shakespeare da laje

O grande mérito da série talvez seja este: não tentar domesticar Shakespeare para o Brasil, mas sim transformar a tragédia clássica em instrumento de denúncia, arte e reconexão com a nossa ancestralidade e resistência. A série fala de dor, mas também de ternura. De violência, mas também de afeto. De sangue, mas também de poesia. É um épico sem cavalo branco, sem castelo, sem herói — mas com muita coragem. E é por isso que, mesmo antes de chegar ao grande público, “Queen Lear” já é histórica. Porque mais do que contar uma boa história, ela provoca, escancara e emociona. No fim das contas, não é sobre Shakespeare. É sobre nós.

One Piece | Novo teaser antecipa a grandiosa jornada da 2ª temporada e reforça a fidelidade ao mangá

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A contagem regressiva dos fãs de One Piece está quase no fim. A Netflix liberou um novo teaser da série live-action — e o vídeo já está movimentando as redes sociais como uma verdadeira onda de empolgação. A prévia revela cenas inéditas da tão esperada segunda temporada, momentos de bastidores cheios de descontração e aquele espírito de parceria entre elenco e equipe que tornou a produção tão querida desde o início. Confira o vídeo abaixo:

Um sucesso que navegou além das expectativas

Quando a primeira temporada estreou em 31 de agosto de 2023, poucos imaginavam que a plataforma de streaming conseguiria fazer jus ao universo grandioso e excêntrico de One Piece. Mas bastaram alguns episódios para que o público e a crítica se rendessem. A série conseguiu o que parecia impossível: traduzir o espírito do mangá sem perder o coração da história. O carisma de Iñaki Godoy como Luffy, o olhar frio e determinado de Mackenyu como Zoro, a força emocional de Emily Rudd (Nami), o humor espirituoso de Jacob Gibson (Usopp) e o charme de Taz Skylar (Sanji) formaram uma química irresistível.

Com uma estética vibrante, um roteiro que mistura humor e emoção na medida certa e efeitos visuais dignos de cinema, a produção rapidamente se tornou a série mais assistida da Netflix no segundo semestre de 2023. O sucesso foi tão estrondoso que, em menos de duas semanas, a plataforma anunciou oficialmente a renovação para a segunda temporada, para alegria dos fãs em todos os cantos do mundo.

Novos ventos e grandes aventuras à vista

Os bastidores da nova temporada estão cheios de expectativas. Sob o comando de Matt Owens e Steven Maeda, a série é fruto da parceria entre Kaji Productions, Tomorrow Studios e Shueisha, editora responsável pelo mangá original. Eiichiro Oda, sempre atento aos detalhes, segue participando ativamente como consultor criativo, garantindo que cada decisão mantenha o DNA de One Piece intacto. Isso é um dos pontos mais celebrados pelos fãs — afinal, nada mais tranquilizador do que saber que o próprio criador está de olho em tudo.

As gravações começaram em junho de 2024, reunindo o elenco principal e apresentando novos personagens que prometem dar ainda mais profundidade ao universo dos Piratas do Chapéu de Palha. No teaser, é possível ver novas locações marítimas, cenas de ação eletrizantes e momentos de descontração entre o elenco, que reforçam a sensação de que o clima nos bastidores continua leve e cheio de camaradagem.

Rumando para novas águas

Embora a Netflix mantenha a trama da nova temporada sob sigilo, o que se sabe é que Luffy e sua tripulação continuam navegando em busca do lendário tesouro One Piece, deixado pelo mítico “Rei dos Piratas”, Gold D. Roger. O novo ciclo deve mergulhar em arcos icônicos do mangá, trazendo personagens muito aguardados e desafios ainda maiores. Tudo indica que os próximos episódios vão aprofundar os laços entre os membros da tripulação — e testar a coragem e os sonhos de cada um deles.

Um marco para o live-action

Desde sua estreia, a série tem sido apontada por especialistas como uma das melhores adaptações de anime já feitas, superando o estigma que tantas produções anteriores carregavam. Ao unir tecnologia de ponta, elenco apaixonado e profundo respeito pela obra original, a série conseguiu algo raro: agradar tanto os fãs veteranos quanto o público que nunca havia mergulhado no mundo dos piratas e frutas místicas. O impacto foi tamanho que a trama deixou de ser apenas uma série para se tornar um símbolo de como a adaptação certa pode conectar culturas, gerações e emoções.

Cine Maior 27/04/2025: Record TV exibe o filme Sem Escalas

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Neste domingo, 27 de abril de 2025, uma sessão eletrizante promete deixar você colado no sofá e com o coração na mão. O filme da vez é o suspense de ação “Sem Escalas”, estrelado pelo astro Liam Neeson, que conduz o público por uma trama repleta de mistério, tensão e reviravoltas de tirar o fôlego.

A história se passa a bordo de um voo internacional de Nova York para Londres, onde o agente federal aéreo Bill Marks (Liam Neeson) enfrenta o desafio mais mortal de sua carreira. Durante a viagem, ele começa a receber mensagens ameaçadoras em seu celular: um passageiro será morto a cada 20 minutos, caso uma transferência de US$ 150 milhões não seja realizada para uma conta bancária misteriosa.

No início, Marks encara a ameaça com ceticismo. Porém, quando o primeiro assassinato acontece diante de seus olhos, a gravidade da situação se impõe de forma brutal. A partir daí, ele embarca em uma investigação frenética em pleno voo, tentando descobrir quem está por trás do plano enquanto enfrenta desconfiança tanto dos passageiros quanto da tripulação. Cercado por suspeitos, Marks precisa agir rápido para salvar vidas — inclusive a sua própria.

O elenco de apoio é um verdadeiro espetáculo à parte. Nomes como Julianne Moore, Scoot McNairy, Lupita Nyong’o, Michelle Dockery e Nate Parker enriquecem a narrativa com atuações carregadas de emoção, ajudando a criar um clima constante de dúvida e tensão no ar.

Dirigido pelo mestre dos thrillers contemporâneos Jaume Collet-Serra, “Sem Escalas” combina ação intensa com mistério psicológico, entregando uma história que homenageia os grandes clássicos do suspense, mas com uma roupagem moderna e cheia de energia.


🔥 Por que você não pode perder “Sem Escalas”?

Ação e mistério em dose máxima: Cada nova cena adiciona mais tensão à trama, levando o público a um verdadeiro jogo de gato e rato nas alturas.

Liam Neeson no auge: O ator reforça sua fama de herói de ação, com uma performance cheia de força, vulnerabilidade e presença.

Elenco de primeira: A presença de grandes estrelas como Julianne Moore e Lupita Nyong’o acrescenta peso dramático e emoção à história.

Clima de Hitchcock nos ares: A direção de Collet-Serra aposta em um suspense claustrofóbico que remete ao estilo clássico de Alfred Hitchcock, mas com um ritmo ágil que é a marca dos thrillers modernos.


🎬 Curiosidades imperdíveis sobre o filme:

✈️ Filmado em um avião de verdade: Para dar mais realismo à trama, boa parte das cenas foi gravada dentro de um verdadeiro Airbus A330. A aeronave foi transportada para um estúdio de filmagem e adaptada minuciosamente para reproduzir fielmente o ambiente de um voo comercial.

🎥 Parceria de sucesso: Este filme é fruto da já consolidada parceria entre Jaume Collet-Serra e Liam Neeson, que juntos também trabalharam em outros thrillers como “Desconhecido” e “Noite Sem Fim”.

🕵️‍♂️ Inspirado em eventos reais: Embora a trama tenha toques de ficção, o roteiro foi inspirado em histórias reais de sequestros aéreos, conferindo ao filme uma atmosfera de tensão ainda mais verossímil.

🏆 Julianne Moore brilhando: A atriz vencedora do Oscar mostra mais uma vez toda a sua versatilidade ao interpretar uma passageira cheia de mistérios, cuja verdadeira motivação só é revelada nos momentos cruciais da trama.

💥 Desafios de produção: Criar cenas de luta e ação dentro de um espaço tão confinado foi uma tarefa árdua para a equipe, que precisou inovar nas coreografias de ação e nos efeitos visuais para manter a adrenalina sempre no topo.


Portanto, marque na agenda: neste domingo, a partir das 15h, no Cine Maior, não perca “Sem Escalas”! Uma história que vai fazer você prender a respiração a cada minuto, torcer, desconfiar e se surpreender — tudo em um só voo alucinante.

TurmaTube ganha vida: série live-action “A Primeira Aventura” marca nova fase do universo criado por Viih Tube

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Imagina só trocar os desenhos animados por rostos reais, a tela fria por uma floresta viva, e dar à infância o palco que ela merece. Esse é o espírito por trás de “TurmaTube – A Primeira Aventura”, nova série live-action inspirada na animação criada por Viih Tube, que conquistou as famílias brasileiras com histórias doces, visuais cativantes e um compromisso inabalável com valores como empatia, diversidade e respeito.

Agora, os animaizinhos da TurmaTube — antes saltitantes nas telas em forma de desenhos — ganham carne, osso e muita personalidade em um projeto ousado, sensível e cheio de vida, gravado em pleno mato, entre árvores, barracas e risadas de verdade. É nesse cenário que o universo idealizado por Viih cresce, amadurece e, ao mesmo tempo, mantém sua essência: ser feito por e para crianças, sem perder a conexão com o coração dos adultos.

Do YouTube à floresta: o poder de sonhar grande

A história da TurmaTube começa com uma ideia aparentemente simples: criar uma animação infantil que conversasse com as emoções dos pequenos. Mas Viih Tube — influenciadora, atriz, empresária e mãe — sabia que queria mais. Não bastava entreter, era preciso ensinar com carinho, acolher sem julgamento e celebrar as diferenças com naturalidade.

Depois do sucesso da animação lançada em 2023, que rapidamente virou febre entre crianças de 2 a 4 anos, a criadora deu o próximo passo. Agora, com um público um pouco mais crescido — crianças de 5 a 7 anos — nasce a primeira série live-action da TurmaTube, um projeto que coloca crianças reais no centro da narrativa, vivendo aventuras que misturam fantasia, música e descobertas emocionais.

“Sempre sonhei com algo que fosse além do desenho. Queria ver essas crianças vivendo aquilo de verdade, correndo na floresta, se sujando, se abraçando. Queria que o público se visse nelas”, diz Viih, emocionada nos bastidores da gravação.

Criança brincando é criança aprendendo

Gravada em Sapucaí-Mirim, no interior de Minas Gerais, dentro da tradicional colônia NR Acampamentos, a série traz como cenário a própria natureza — e isso muda tudo. Não há efeitos especiais grandiosos ou cenários artificiais: aqui, o mato é real, o vento bagunça o cabelo, e as experiências acontecem com cheiro de terra molhada.

É nesse espaço que o grupo de amigos formado por Mari Yumi (Lara), Lorena Candido (Valentina), Theo Radicchi (Ruan), Diego Laumar (Nino), Vitinho Lima (Tião), Helena Vilhena (Nina) e Davi Damin (Hugo) vai se conhecendo, criando laços, enfrentando medos e celebrando conquistas pequenas — mas profundamente significativas.

Entre uma brincadeira e outra, a série planta sementes importantes: o cuidado com o outro, o respeito ao tempo de cada um, a escuta atenta e a beleza do coletivo. E faz isso de forma leve, com música, cor e simplicidade.

No centro dessa dinâmica está a Prô Júlia, interpretada pela própria Viih Tube, uma figura adulta que não controla, mas acompanha. “Ela é como aquela professora que a gente lembra com carinho, que não gritava, que olhava no olho. A Prô Júlia está lá, mas quem resolve os conflitos são as crianças”, explica Viih

Representatividade que nasce da convivência

Em um país tão plural como o Brasil, ver uma série infantil com elenco diverso, sem estereótipos ou caricaturas, ainda é raro — mas absolutamente necessário. Em TurmaTube – A Primeira Aventura, as diferenças de origem, tom de pele, personalidade e modos de pensar não são discutidas, são vividas. Estão ali, presentes e integradas, como devem ser na vida real.

As crianças se expressam com liberdade, sem filtros adultos, e constroem uma convivência que valoriza as singularidades sem forçar lições de moral. Cada personagem tem sua maneira de lidar com o mundo — e é isso que faz da série um espaço tão rico e acolhedor.

“As crianças entendem muito mais do que a gente imagina. Elas não precisam de discursos longos sobre inclusão, elas precisam ver isso na prática. E foi isso que a gente fez”, conta Clara Ramos, diretora geral do projeto.

Por trás das câmeras: um time que acredita no afeto

Além da direção sensível de Clara, o projeto reúne nomes como Plinio Scambora (diretor e diretor de fotografia), Raquel Tejada (direção de arte), Fernanda Melo (figurinos), Ricardo Feliciano (montagem) e uma produção assinada por Viih Tube ao lado de Tomás Darcyl, Ricardo Costianovsky e Clara Ramos. Um time experiente que entendeu desde o início que o maior efeito especial da série seria algo simples, porém raro: a verdade nos olhos de uma criança.

Toda a equipe técnica trabalhou com foco no conforto, segurança e bem-estar dos pequenos atores, respeitando seus ritmos e suas emoções. Nada era forçado: se alguém estava triste, a gravação parava. Se a cena virava brincadeira, melhor ainda. Foi dessa liberdade que nasceram os momentos mais bonitos.

Viih Tube: de fenômeno digital à construtora de futuros possíveis

Com apenas 24 anos, Viih Tube tem uma trajetória que impressiona. De youtuber adolescente a influenciadora de milhões, ela se reinventou diversas vezes — como atriz, escritora, empresária e agora como produtora de conteúdo infantil. Mas talvez seu maior mérito esteja em entender o valor da infância como território sagrado.

Depois de sua participação no BBB 21, Viih decidiu usar sua visibilidade para falar de temas mais profundos — como saúde mental, redes sociais e, agora, infância com propósito. Com a TurmaTube, ela não entrega apenas um produto: entrega uma experiência feita com escuta, sensibilidade e intenção.

“Quero que as crianças cresçam com afeto, com referências positivas, com personagens que se parecem com elas. E quero que os pais saibam que existe conteúdo em que podem confiar”, diz Viih.

Resumo da novela Reis de sexta-feira, 16/05/2025

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Capítulo 92 – Sexta-feira, 16 de maio de 2025 –

Davi, ainda se adaptando à sua nova condição de fugitivo, se emociona ao ver que, mesmo em meio à perseguição e ao perigo, diversas pessoas começam a se reunir ao seu redor. São homens simples, endividados, aflitos e marginalizados, mas que reconhecem nele um líder justo e ungido. Surpreso e tocado, Davi percebe que não está sozinho. Aos poucos, ele assume a liderança desse grupo de rejeitados, que vê nele a esperança de uma nova ordem.

Enquanto isso, no palácio, Jônatas se distancia cada vez mais das atitudes de seu pai, o rei Saul. Indignado, o príncipe confronta em pensamento as decisões impiedosas e desequilibradas do rei, lamentando o rumo que o trono de Israel tomou. Seu coração pesa, dividido entre a lealdade familiar e o amor fraterno por Davi, a quem reconhece como o verdadeiro escolhido de Deus.

Em Ramá, o profeta Samuel, em oração, recebe uma nova revelação divina. Convicto, ele anuncia que o Senhor entregou Israel nas mãos de Davi. A unção feita anos atrás, quando Davi ainda era um pastor de ovelhas, agora se aproxima de sua realização plena. Samuel compreende que a mão de Deus está sobre o jovem de Belém, e que o reinado de Saul está com os dias contados.

Determinado a proteger seu povo e buscar alianças estratégicas, Davi parte em uma jornada perigosa rumo à cidade de Moabe. Com coragem e humildade, ele se aproxima dos portões do reino vizinho e solicita uma audiência com o rei Mayon. Seu objetivo: garantir um refúgio seguro para seus pais e para os mais vulneráveis entre seus seguidores.

A presença de Davi em Moabe causa burburinho. Alguns o veem como um herói em ascensão, outros como uma ameaça política. O encontro com o rei Mayon promete ser decisivo — tanto para a proteção de sua família quanto para o destino de Israel.

Cinemaço deste domingo (4) exibe Inimigo do Estado, thriller que antecipou debates sobre vigilância e privacidade

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O Cinemaço deste domingo, 4 de janeiro de 2026, na TV Globo, aposta em um thriller intenso e surpreendentemente atual: “Inimigo do Estado”. Lançado em 1998, o filme dirigido por Tony Scott combina ação, espionagem e suspense em uma narrativa que discute poder, tecnologia e os limites da vigilância governamental — temas que, anos depois, se tornariam centrais no debate político e social mundial.

Produzido por Jerry Bruckheimer e escrito por David Marconi, o longa reúne um elenco de peso liderado por Will Smith e Gene Hackman, acompanhados por nomes como Jon Voight, Lisa Bonet, Gabriel Byrne, Barry Pepper e Regina King. A química entre Smith e Hackman é um dos pontos altos do filme, sustentando a tensão e dando humanidade a uma trama marcada por paranoia e perseguições constantes.

A história começa com o assassinato de um congressista norte-americano que se posiciona de forma radicalmente contrária a uma nova lei de segurança nacional. A proposta permitiria uma ampla invasão de privacidade dos cidadãos, sob o argumento de combate ao crime e ao terrorismo. O crime, no entanto, é flagrado acidentalmente por Daniel Zavitz, um ornitologista que registra o ocorrido sem saber a gravidade do que tem em mãos.

Ao perceber que se tornou alvo de agentes da National Security Agency (NSA), Zavitz entra em desespero. Em uma tentativa desesperada de proteger a prova do crime, ele esconde a gravação em uma sacola de compras pertencente a Robert Clayton Dean (Will Smith), um advogado bem-sucedido e antigo colega de faculdade. Pouco depois, Zavitz morre, e Dean passa a ser o novo alvo de uma perseguição implacável.

A partir desse ponto, a vida aparentemente perfeita do advogado se desintegra. Contas bancárias são congeladas, sua reputação é destruída e sua rotina passa a ser monitorada por escutas, satélites e dispositivos de vigilância. Sem entender o motivo de tudo aquilo, Dean precisa correr contra o tempo para provar sua inocência e sobreviver a um sistema que parece enxergar e controlar todos os seus passos.

Em meio ao caos, ele encontra um aliado improvável: Edward “Brill” Lyle (Gene Hackman), um ex-agente de inteligência que vive à margem do sistema e conhece profundamente os métodos de espionagem do governo. A parceria entre os dois personagens cria um contraste interessante entre o cidadão comum jogado em uma conspiração gigantesca e alguém que já conhece as engrenagens ocultas do poder.

Visualmente, “Inimigo do Estado” carrega a assinatura marcante de Tony Scott, com câmera dinâmica, cortes rápidos e uma sensação constante de urgência. A direção transforma a tecnologia em um personagem invisível, sempre presente, reforçando a ideia de que não há para onde fugir quando o sistema decide agir. Mesmo para padrões atuais, o filme impressiona pela forma como antecipa discussões sobre rastreamento digital, coleta de dados e perda de privacidade.

Com o passar dos anos, “Inimigo do Estado” ganhou um novo status. Após os atentados de 11 de setembro de 2001, a criação do Patriot Act e, mais tarde, as revelações de Edward Snowden sobre programas de vigilância como o PRISM, o filme passou a ser visto como uma obra à frente de seu tempo. Muitas situações que pareciam exageradas na ficção passaram a soar assustadoramente plausíveis.

Curiosamente, a representação da NSA no longa também gerou desconforto dentro da própria agência. À época, o então diretor Michael Hayden chegou a afirmar publicamente que a instituição não poderia sobreviver à imagem popular criada pelo filme, dando início a esforços de relações públicas para minimizar seu impacto. Ainda assim, “Inimigo do Estado” permanece como uma referência cultural quando o assunto é vigilância governamental.

Entre a batina e o amor proibido: O romance A Voz do Tempo revela escândalo envolvendo ex-padre nos anos 40

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Por trás de muitas histórias de família repousam segredos silenciados por décadas. Às vezes, eles estão escondidos em cartas antigas, fotografias desbotadas ou em peças de roupa guardadas em baús. No caso da escritora Lenah Oswaldo Cruz, o segredo estava em uma batina branca com detalhes dourados e em três cadernos manuscritos encontrados entre os pertences do pai. A descoberta, ao mesmo tempo íntima e perturbadora, deu origem ao romance A Voz do Tempo (Leitura Coletiva), que narra o amor proibido entre um padre beneditino e uma jovem da elite carioca, nos anos 1930 e 40.

Misturando memória pessoal, pesquisa histórica e reconstrução ficcional, o livro parte da trajetória real de Dom Xavier, um respeitado professor de filosofia e sacerdote da ordem beneditina que, em determinado momento de sua vida, decide abandonar o sacerdócio ao se apaixonar por Dora, uma jovem de beleza marcante, pertencente a uma família tradicional do Rio de Janeiro. O relacionamento, vivido em segredo até a ruptura definitiva com a Igreja, logo se tornaria público — e escandaloso.

“Quando encontrei os diários, percebi que precisava contar essa história. Não só pela minha família, mas pelo que ela dizia sobre fé, desejo e o peso das escolhas em tempos mais duros”, conta a autora, em entrevista.

Amor, culpa e silêncio: as consequências de uma decisão radical

A união entre Xavier e Dora, selada sob o impulso de um sentimento arrebatador, não trouxe apenas o alívio da libertação. A renúncia de Xavier à vida religiosa foi duramente julgada pela comunidade católica e pela própria família, e o casamento, idealizado como fuga e recomeço, logo revelou rachaduras profundas.

“Eles pagaram um preço alto por terem escolhido o amor. Só que o amor, às vezes, não basta.” Essa é uma das frases recorrentes no romance, que acompanha a evolução da relação do casal ao longo das décadas — da paixão inicial aos conflitos conjugais, das expectativas frustradas à violência doméstica, do sonho romântico à dor cotidiana.

Ao contar a história de seus pais, Lenah não tenta redimi-los. O que ela oferece ao leitor é uma narrativa profundamente humana, em que a coragem de romper com as estruturas tradicionais também abre espaço para o desencanto. Dora, antes musa inspiradora de uma mudança de vida radical, torna-se uma mulher ressentida e melancólica. Xavier, por sua vez, vê-se prisioneiro de uma decisão que o distancia da fé e da vocação, mas não lhe oferece a paz que imaginava encontrar fora da batina.

A memória como reconstrução do que foi (e do que poderia ter sido)

Escrito em primeira pessoa, o romance oscila entre o relato memorialístico e a ficção histórica. Ao longo das páginas, Lenah costura trechos dos diários paternos com lembranças da infância, cenas reconstruídas a partir de relatos familiares e referências ao contexto político e cultural da época. A narrativa atravessa cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Washington e Lisboa, acompanhando os deslocamentos e transformações do casal e de seus descendentes.

Eventos históricos como a Revolução Constitucionalista de 1932, o surgimento de movimentos intelectuais católicos no Brasil e a vida universitária nos anos 50 servem de pano de fundo para a trama. Mas é na dimensão afetiva que o livro encontra sua força. Ao relatar os impactos do casamento conturbado dos pais em sua própria formação emocional, Lenah revela também o esforço de reconstrução — da memória, da identidade e, sobretudo, da escuta.

“Durante anos, essa história foi tratada como tabu na minha família. Escrevê-la foi uma forma de escavar não só o passado, mas o silêncio que ele impôs.”

O poder do romance como lugar de revelação

A Voz do Tempo chega aos leitores não apenas como uma história de amor impossível, mas como um retrato sensível das consequências emocionais de decisões radicais em uma sociedade ainda profundamente marcada pela moral religiosa. Ao dar voz a personagens reais — com todas as suas imperfeições, falhas e contradições —, Lenah Oswaldo Cruz propõe uma reflexão sobre os limites entre vocação e desejo, fé e liberdade, família e ferida.

Domingo Legal 13/04/2025: De Quem é Essa Mansão?, Geraldo Luís e Vanessa Lopes no Passa ou Repassa, e Comprar é Bom, Levar é Melhor

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Se você gosta de começar o domingo com boas risadas, competição de respeito e um toque de emoção, pode preparar o controle remoto! Neste dia 13 de abril de 2025, o “Domingo Legal” promete mais uma edição ao vivo daquelas, daquelas que grudam a família no sofá com Celso Portiolli no comando — e com o carisma de sempre.

Logo de cara, o programa já solta o grito de guerra no “Passa ou Repassa”, um dos quadros mais tradicionais da TV brasileira. De um lado, o time amarelo vem com nomes que o público conhece de longa data: o apresentador Geraldo Luís, a atriz Sônia Lima e a divertida Flor Fernandez. Do outro, o time azul traz a energia da internet com a influenciadora e dançarina Vanessa Lopes, o criador de conteúdo Brino e a influenciadora Mari Menezes. Entre tortas na cara, desafios de agilidade e perguntas capciosas, a disputa vai pegar fogo — e as gargalhadas estão garantidas.

E se você acha que a zoeira acaba aí, se enganou. Vem aí mais um episódio do hilário “De Quem é Essa Mansão?”, com Celso se juntando aos impagáveis Mileyde (Marlei Cevada) e Fala Silva (Pedro Manso). Juntos, eles invadem as casas mais luxuosas do Brasil, caçam pistas e fazem o público tentar adivinhar quem é o famoso dono (ou dona) da vez. Tudo com aquele humor debochado e espontâneo que já virou marca registrada do trio.

Tem também a volta dele, o carismático Bitelo, que retorna ao palco com mais um daqueles desafios que a gente adora acompanhar. Ainda é mistério o que vem por aí, mas uma coisa é certa: o público vai torcer, rir e se emocionar com mais essa jornada.

E prepare o coração (e a torcida), porque também rola mais uma edição do emocionante quadro “Comprar é Bom, Levar é Melhor”. Dessa vez, quem encara o desafio é a Família Da Mata, vinda diretamente de Marabá, no Pará. Eles vão enfrentar sete perguntas cruciais, com direito a prêmios incríveis na reta final. Mas para isso, vão precisar de raciocínio rápido, sangue frio e aquele empurrãozinho da sorte.

Ah, e como estamos em clima de Páscoa, o programa fecha com chave de ouro (ou melhor, de chocolate!). Uma vitrine especial exibe os ovos mais criativos, ousados e recheados da temporada. É um festival de sabores que promete fazer todo mundo salivar — e já pensar qual vai ser o próximo presente de si pra si mesmo.

Com tudo isso, fica fácil entender por que o Domingo Legal continua sendo uma escolha certeira para quem quer entretenimento leve, divertido e cheio de surpresas. O programa começa às 11h15, no SBT, então já separa o café da manhã caprichado e se joga nessa manhã animada com toda a família. Porque domingo bom… é domingo com Celso Portiolli na TV!

Dica no Imovision: “Monster”, de Hirokazu Kore-eda, é um drama delicado, denso e absolutamente imperdível

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Nem todo monstro grita. Alguns sussurram no corredor da escola, se escondem no silêncio de uma criança ou se disfarçam de mal-entendidos. Em “Monster”, novo filme do mestre Hirokazu Kore-eda, o que parece um simples drama escolar se transforma num delicado mosaico sobre culpa, empatia e as muitas formas de enxergar o outro — e a si mesmo.

Disponível no Imovision+, o longa é vencedor do prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Cannes e traz de volta o melhor de Kore-eda: a sensibilidade afiada, a paciência narrativa e uma capacidade única de encontrar humanidade nas frestas do cotidiano.

🧩 Um drama contado em três tempos — e nenhum deles é o que parece

Tudo começa quando uma mãe percebe que seu filho mudou. Algo está estranho. Silêncios longos demais, respostas curtas demais. Ela descobre que a causa pode estar dentro da escola — mais precisamente, numa sala de aula com um professor que parece esconder algo.

Mas aqui, nada é entregue de bandeja.

Em vez de um ponto de vista único, o filme rebobina a história três vezes, cada vez por olhos diferentes: a mãe, o professor, o menino. E a cada volta, o que parecia claro vira sombra. O julgamento cede espaço à dúvida. A fúria vira ternura. O monstro muda de forma.

🎬 Kore-eda no modo sutil devastador

Para quem conhece Kore-eda (Assunto de Família, Ninguém Pode Saber), sabe que ele não filma com pressa. Ele espera que a gente escute o não dito, veja o que não está na tela, sinta antes de entender. E Monster é exatamente isso: um filme que parece simples — até que não seja mais.

Com atuações tocantes, fotografia contida e um roteiro que trata o espectador com inteligência, o longa não grita lições de moral — ele convida ao desconforto, ao choro contido, à pausa após os créditos.

💡 Por que ver “Monster” agora?

  • Porque nem todo filme precisa responder — alguns só precisam provocar
  • Porque ver o mundo pelos olhos de uma criança muda tudo
  • Porque o cinema japonês nunca foi tão urgente, delicado e necessário
  • E porque Hirokazu Kore-eda é daqueles diretores que fazem você sair do filme pensando em você mesmo

📌 Ficha do filme:

  • Título original: Kaibutsu
  • Direção: Hirokazu Kore-eda
  • Duração: 126 min
  • Ano: 2023
  • País: Japão
  • Classificação: 12 anos
  • Contém: Drogas lícitas, violência e temas sensíveis
  • Onde ver: Imovision+

Heartstopper Forever | Netflix encerra as filmagens do filme final da saga de Charlie e Nick

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Foto: Reprodução/ Internet

O fim de uma era está próximo para os fãs de Heartstopper. Nesta semana, a Netflix anunciou oficialmente o término das filmagens de Heartstopper Forever, o tão aguardado filme que encerrará a trajetória de amor entre Charlie Spring (Joe Locke) e Nick Nelson (Kit Connor). A produção é baseada no Volume 6 da graphic novel escrita por Alice Oseman, criadora da história que conquistou leitores e espectadores ao redor do mundo com uma narrativa sensível, realista e profundamente humana sobre o amor jovem LGBTQIA+.

O anúncio foi feito com uma foto simbólica: a claquete de filmagens, marcada pela palavra “Wrap” (encerrado), nos bastidores do set. Simples, mas poderosa, a imagem rodou as redes sociais e, em poucos minutos, os nomes de Heartstopper Forever, Alice Oseman e dos atores protagonistas já figuravam entre os assuntos mais comentados do Twitter (atual X).

Embora a data de estreia ainda não esteja confirmada, a Netflix informou que o lançamento será em algum momento de 2026, selando com emoção e expectativa a última etapa dessa história que mudou o panorama da representatividade LGBTQIA+ nas telas nos últimos anos.

A despedida começa nos bastidores

Para quem acompanha a série desde sua estreia em abril de 2022, o anúncio do término das filmagens vem como um lembrete agridoce: o fim está chegando, mas ainda há uma última história a ser contada. E não será qualquer história.

O filme, intitulado Heartstopper Forever, será baseado no Volume 6 da obra original de Alice Oseman, ainda em publicação nos Estados Unidos, o que torna o longa-metragem uma espécie de presente antecipado e audiovisual aos leitores. Oseman, que também é roteirista da série, tem sido reconhecida por manter extrema fidelidade ao tom e aos temas centrais dos quadrinhos — algo que deverá se repetir no longa.

“O título ‘Forever’ diz muito”, escreveu Alice em uma postagem no Instagram. “É sobre o fim e sobre aquilo que permanece. Espero que os fãs se sintam abraçados por esse encerramento. Foi feito com muito amor.”

Um fenômeno construído com afeto e representatividade

Quando Heartstopper chegou à Netflix, em abril de 2022, ninguém imaginava que aquela delicada história sobre dois adolescentes britânicos se apaixonando mudaria tanta coisa. Criada, escrita e ilustrada por Alice Oseman — que também assumiu o roteiro da série — a obra não apenas encontrou uma audiência fiel, como se transformou em uma voz poderosa dentro da ficção adolescente contemporânea.

Diferente de tantos dramas teens carregados de sofrimento, Heartstopper apostou em algo radicalmente transformador: a leveza. Sim, há momentos de angústia, bullying, conflitos familiares e inseguranças existenciais. Mas o que sustenta a narrativa é o amor, o acolhimento e o crescimento pessoal e coletivo dos personagens.

A história gira em torno de Charlie Spring, um estudante do ensino médio que já saiu do armário, mas ainda vive as cicatrizes do bullying homofóbico. Quando ele conhece Nick Nelson, um jogador de rúgbi gentil e popular, começa uma conexão que desafia convenções, preconceitos e até o próprio entendimento de Nick sobre sua sexualidade.

Com uma paleta de cores suave, diálogos naturais e inserções visuais inspiradas nos quadrinhos, Heartstopper conseguiu o feito raro de adaptar uma HQ com estilo e autenticidade, criando um universo em que o público se sente acolhido.

O elenco que conquistou o mundo

Parte do sucesso arrebatador da série se deve ao seu elenco carismático e diverso. Joe Locke, como Charlie, trouxe uma vulnerabilidade comovente ao personagem. Já Kit Connor, como Nick, foi amplamente elogiado por sua entrega emocional e pela forma honesta com que conduziu o arco de autodescoberta de seu personagem — o que, inclusive, gerou debates intensos quando o próprio ator foi pressionado a rotular sua sexualidade na vida real.

Outros nomes que compõem o coração da série incluem William Gao (Tao), Yasmin Finney (Elle), Corinna Brown (Tara), Kizzy Edgell (Darcy), Tobie Donovan (Isaac), Jenny Walser (Tori), Sebastian Croft (Ben), Rhea Norwood (Imogen), além da ilustre Olivia Colman como Sarah, a mãe de Nick.

O elenco foi escolhido não apenas por talento, mas por uma preocupação clara com representatividade. Yasmin Finney, por exemplo, é uma atriz trans negra e se tornou uma das vozes mais importantes da nova geração. Seu papel como Elle Argent trouxe uma camada essencial à narrativa: o olhar de uma jovem trans em processo de autoconhecimento, sem reduzir sua existência ao sofrimento.

Heartstopper como espaço seguro para uma geração

Mais do que uma série de romance adolescente, Heartstopper tornou-se um refúgio emocional para milhões de jovens ao redor do mundo. Em uma era marcada por discursos de ódio, retrocessos nos direitos LGBTQIA+ e ansiedades sociais crescentes, a série ofereceu algo quase revolucionário: esperança.

Nas escolas, professores relataram um aumento na procura por HQs LGBTQIA+ após o sucesso da série. Psicólogos apontaram como a representatividade positiva pode impactar a saúde mental de adolescentes queer. E o público respondeu com arte, cosplay, fanfics e uma enxurrada de mensagens de agradecimento.

A série não fugiu de temas delicados: depressão, ansiedade, autolesão, disforia de gênero, homofobia internalizada. Mas fez isso com um cuidado raro, sem explorar o sofrimento como espetáculo. Cada dor trazia também um acolhimento. Cada crise, um espaço de escuta.

O último capítulo: o que esperar de Heartstopper Forever

Embora detalhes da trama do filme estejam sendo mantidos em sigilo, já se sabe que Heartstopper Forever seguirá os eventos do Volume 6 da HQ — que, segundo a própria Alice Oseman, é um fechamento emocional para a jornada de Charlie e Nick. Os dois agora enfrentam questões típicas da transição para a vida adulta: vestibular, escolha de carreiras, saúde mental, planos para o futuro — juntos e separados.

“O filme é sobre crescer, mas também sobre permanecer”, disse Oseman em uma entrevista recente. “É sobre como o amor pode sobreviver ao tempo, à distância e às mudanças. É sobre como os adolescentes se tornam adultos — e como as conexões formadas na juventude podem, sim, durar para sempre.”

Heartstopper Forever será dirigido novamente por Euros Lyn, que comandou a primeira temporada da série e ajudou a consolidar sua estética sensível. A fotografia, os cenários e o cuidado com os gestos mais sutis — um toque de mãos, um olhar, um sorriso — deverão continuar sendo marcas registradas da produção.

Um marco no audiovisual LGBTQIA+

Ao longo de três temporadas e um filme em produção, Heartstopper se firmou como uma das produções LGBTQIA+ mais importantes da década. Enquanto muitas séries queer são canceladas prematuramente, negligenciadas ou relegadas ao nicho, Heartstopper ganhou renovação rápida, investimento da Netflix, prêmios e espaço no mainstream.

O impacto cultural é palpável: discussões sobre bissexualidade, afeto entre meninos, amor adolescente, aceitação familiar e saúde mental entraram na casa de milhões de pessoas, com naturalidade e empatia.

E para além do entretenimento, Heartstopper é um lembrete do poder das histórias bem contadas. Mostra que jovens LGBTQIA+ não precisam morrer no final. Que suas dores merecem ser vistas, mas seus amores também. Que há beleza, leveza e profundidade nas vidas queer. E que o amor — ainda que adolescente — pode ser sincero, transformador e eterno.

O legado de Alice Oseman e o futuro da representatividade

Autora da HQ, roteirista da série e produtora executiva do filme, Alice Oseman é hoje um nome central na literatura e audiovisual LGBTQIA+ mundial. Com apenas 30 anos, ela construiu uma carreira sólida, sempre com a missão de retratar experiências queer com autenticidade e carinho.

Seu trabalho em Heartstopper criou um padrão de qualidade e humanidade que influencia toda uma nova geração de criadores, leitores e espectadores. E mesmo que Heartstopper Forever marque o fim da história de Charlie e Nick, o legado que ela deixa está longe de terminar.

Fãs se preparam para o adeus

Enquanto o filme não estreia, o fandom já se mobiliza nas redes sociais para revisitar episódios, reler os quadrinhos e preparar homenagens. Muitos afirmam que Heartstopper os ajudou a sair do armário, a entender sua sexualidade ou simplesmente a se sentir menos sozinhos.

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