Corujão aposta em aventura e fantasia com “Didi, O Caçador de Tesouros” neste sábado (20)

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Na madrugada deste sábado, 20 de dezembro, a TV Globo exibe no Corujão o filme “Didi, O Caçador de Tesouros”, uma produção brasileira que aposta na combinação clássica de aventura, fantasia e humor para conquistar públicos de todas as idades. Estrelado por Renato Aragão, o longa resgata o espírito aventureiro do eterno Didi Mocó e apresenta uma história envolvente, repleta de mistério, emoção e mensagens sobre amizade, justiça e coragem.

Lançado nos cinemas em 2006 e dirigido por Marcus Figueiredo, o filme levou aproximadamente 1,1 milhão de espectadores às salas de exibição, consolidando-se como um dos projetos cinematográficos de maior alcance da carreira solo de Renato Aragão. Agora, na TV aberta, a produção retorna como uma opção leve e nostálgica para quem aprecia histórias cheias de imaginação e bom humor.

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, a trama gira em torno de Didi, um homem simples e sonhador que trabalha como mordomo do Dr. Samuel Walker. Mais do que um funcionário, ele é um verdadeiro amigo da família, especialmente de Pedro, o filho de 10 anos do patrão. A relação entre Didi e o garoto é marcada por cumplicidade, carinho e um espírito aventureiro que transforma situações comuns em grandes descobertas.

O ponto de virada da história acontece quando Didi e Pedro encontram, escondido em meio a um antigo álbum de fotografias, um mapa misterioso. A descoberta desperta a curiosidade dos dois e os leva a investigar a origem daquele objeto, dando início a uma jornada que os conduz até um hotel abandonado, cercado por lendas e segredos do passado. O local guarda pistas importantes sobre uma história esquecida que envolve a família de Pedro.

À medida que a aventura avança, o filme revela a trajetória do tenente Lucas Walker, avô do menino. Durante a Segunda Guerra Mundial, em 1945, Lucas estava entre os militares britânicos que fugiram para o Brasil em um avião carregado de ouro roubado dos nazistas. O voo, no entanto, terminou em tragédia ao cair em uma região próxima a São Paulo. Após o acidente, Lucas passou a ser visto como desertor e ladrão, manchando sua memória e deixando uma ferida aberta na história da família.

O que poucos sabiam é que, desde então, as almas de Lucas, de outros soldados e de pessoas ligadas ao carregamento de ouro ficaram presas entre a Terra e o céu. Esses espíritos aguardam alguém de coração puro, capaz de encontrar o tesouro perdido, devolvê-lo e, assim, libertá-los dessa prisão espiritual. É nesse contexto que Didi, com sua ingenuidade e bondade, surge como a figura central capaz de mudar o destino dessas almas.

Mesmo sem grandes habilidades ou preparo, Didi se mostra determinado a seguir adiante. Seu sonho de se tornar um caçador de tesouros acaba se transformando em uma missão muito maior, na qual ele precisa enfrentar medos, enigmas e situações sobrenaturais para fazer justiça ao passado. Ao lado de Pedro, ele descobre que a verdadeira coragem não está na força física, mas na honestidade e na disposição de fazer o bem.

O filme equilibra elementos de fantasia e aventura com o humor característico de Renato Aragão, criando uma narrativa acessível ao público infantil, mas que também conversa com os adultos. Os fantasmas, longe de serem assustadores, são apresentados de forma sensível, reforçando a ideia de redenção e de que erros do passado podem ser corrigidos quando há boas intenções.

O elenco reúne nomes conhecidos da televisão brasileira, como Eduardo Galvão, Grazielli Massafera, Francisco Cuoco, Cecil Thiré e Miguel Thiré, que ajudam a enriquecer a história e dar profundidade aos personagens. Cada um contribui para construir o clima de mistério e emoção que envolve o hotel abandonado e os acontecimentos ligados ao tesouro perdido.

+Milionária | Confira o Resultado do Concurso 285 deste sábado (13/09)

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A loteria +Milionária, também conhecida como “Mais Milionária”, é a mais recente e desafiadora do Brasil, e neste sábado, 13 de setembro de 2025, realizou o concurso 285, com um prêmio de R$ 158 milhões. O sorteio aconteceu às 20h, no tradicional Espaço da Sorte, em São Paulo, e foi transmitido ao vivo pelo YouTube oficial da Caixa, permitindo que apostadores de todas as regiões do país acompanhassem o resultado em tempo real.

Considerada a loteria mais difícil de acertar do país, a +Milionária exige que os participantes acertem seis dezenas entre 60 disponíveis no volante, além de dois trevos. Devido à complexidade do jogo, os prêmios frequentemente acumulam valores expressivos, tornando a modalidade um dos maiores sonhos de apostadores que buscam ganhar grandes fortunas de forma instantânea.

Dezenas sorteadas no concurso 285

No concurso 285 da +Milionária, as dezenas sorteadas foram:

  • Números principais: 07, 10, 29, 34, 39, 40
  • Trevos: 03, 04

Essa combinação premiada representa a chance de um dos maiores prêmios do país neste sábado, e quem possui bilhete com os números e trevos sorteados já pode conferir se foi contemplado. A Caixa reforça que todos os sorteios seguem regras rigorosas de transparência, garantindo a credibilidade do resultado.

Quando será o próximo sorteio da +Milionária?

O concurso 286 da +Milionária será realizado na quarta-feira, 17 de setembro de 2025, seguindo a rotina da loteria, que realiza sorteios duas vezes por semana, às quartas e aos sábados, sempre às 20h. Todos os sorteios são transmitidos ao vivo pelo YouTube da Caixa, oferecendo total segurança e confiabilidade aos apostadores.

Como apostar na +Milionária

A +Milionária permite apostas de forma presencial ou online:

  • Aposta simples: seis números e dois trevos, com valor de R$ 6;
  • Apostas múltiplas: é possível aumentar a quantidade de números escolhidos e os trevos, elevando o custo, mas também aumentando as chances de ganhar;
  • Presencial: em qualquer lotérica credenciada, que aceita pagamentos em dinheiro, Pix, cartões de débito ou crédito;
  • Online: pelo Portal Loterias Online da Caixa, pelo aplicativo Loterias Caixa (disponível para iOS e Android) ou via Internet Banking Caixa (para clientes Caixa);
  • Prazo: apostas encerram-se às 19h do dia do sorteio, tanto presencial quanto digitalmente.

Para apostar presencialmente, basta preencher o volante, escolher os números e trevos, pagar a aposta e guardar o bilhete com cuidado. Para apostas online, é necessário confirmar os números escolhidos e gerar o bilhete virtual, que pode ser consultado a qualquer momento pelo aplicativo ou portal da Caixa.

Probabilidades de acerto

A +Milionária é conhecida por sua dificuldade, sendo a loteria com menor probabilidade de acerto total com uma aposta simples:

  • Aposta simples (6 números + 2 trevos): 1 em 238.360.500;
  • Aposta com 7 números + 2 trevos (R$ 42): 1 em 34.051.500;

Até hoje, apenas uma aposta simples conseguiu acertar todas as dezenas e os trevos sorteados: no concurso 166, realizado em julho de 2024. Isso demonstra a raridade e o desafio da +Milionária, mas também explica os prêmios acumulados milionários quando ninguém acerta a combinação completa.

Onde assistir ao sorteio

O sorteio da +Milionária é transmitido ao vivo pelo YouTube oficial da Caixa. A transmissão garante transparência total, permitindo que o público acompanhe todos os passos do sorteio, desde o embaralhamento das bolas até a divulgação das dezenas e trevos premiados.

A transmissão em tempo real é essencial para apostadores que desejam conferir imediatamente se seus bilhetes foram contemplados e agilizar o resgate dos prêmios.

Como receber o prêmio

O resgate dos prêmios segue regras da Caixa Econômica Federal:

  • Bilhetes físicos: podem ser apresentados em qualquer agência da Caixa com RG e CPF;
  • Bilhetes digitais: podem ser resgatados pelo aplicativo Loterias Caixa, utilizando o QR Code do bilhete;
  • Prazo de validade: prêmios têm 90 dias para serem retirados após o sorteio.

É importante conferir o prazo e realizar o resgate o quanto antes para evitar perda do prêmio.

Vale a pena assistir GOAT? Reflexão sobre o preço da glória e a desumanização do atleta

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GOAT, dirigido por Justin Tipping, não é apenas mais um filme sobre esportes: é um mergulho profundo nas contradições do universo que transforma jovens atletas em ídolos e, muitas vezes, os destrói. Com uma narrativa que mistura drama psicológico e crítica social, o longa explora o preço da excelência, o culto à performance e os dilemas de identidade que assolam o atleta moderno.

O filme acompanha Cameron Cade (Tyriq Withers), um quarterback talentoso prestes a viver o momento mais importante de sua carreira: o recrutamento da NFL. Sua vida perfeita muda de forma abrupta após um acidente provocado por um fã obcecado, ameaçando não apenas seu futuro profissional, mas sua própria identidade.

Em busca de uma segunda chance, Cade encontra Isaiah White (Marlon Wayans), ídolo nacional e lenda do esporte, e sua esposa Elsie (Julia Fox), influenciadora digital. O que parecia um recomeço se transforma em um labirinto de manipulação psicológica, humilhação e pressão extrema. O mentor idolatrado se revela controlador e tóxico, expondo o lado sombrio do universo esportivo.

Idolatria e simbologia: o preço de ser o “maior de todos os tempos”

O título GOAT — acrônimo de Greatest of All Time — é uma provocação. O filme desconstrói a ideia de glória e poder, mostrando que ser o “maior de todos os tempos” também pode significar solidão, exploração e desumanização. Treinos extenuantes, câmeras lentas e planos claustrofóbicos transformam o corpo em instrumento de sofrimento, enquanto a trilha sonora de Jean Dawson mistura hip-hop, eletrônico e gospel para traduzir tensão física e espiritual.

Sequências simbólicas, como a “Última Ceia esportiva”, reforçam a ideia de que o culto à performance substituiu antigas formas de devoção, tornando o esporte quase uma religião moderna.

Personagens: humanidade e vulnerabilidade

Marlon Wayans surpreende ao interpretar Isaiah White, um mentor que alterna charme e crueldade, criando uma figura inquietante e memorável. Tyriq Withers transmite a fragilidade e força de Cade, mostrando a tensão entre a ambição e a necessidade de autoafirmação. Julia Fox, como Elsie, representa a pressão das aparências e a vigilância constante das redes sociais. Juntos, formam um microcosmo da cultura contemporânea: ídolo, aspirante e espectador, todos em busca de validação.

Crítica social: além do esporte

O longa-metragem levanta questões fundamentais: até que ponto o atleta pertence a si mesmo? Como lidar com o corpo que falha, a mídia que pressiona e a sociedade que idolatra resultados? Drogas, racismo institucional e masculinidade tóxica são tratados sem moralismos, de forma clínica e incômoda. O filme não glorifica o esporte; ele o disseca, expondo o sistema que fabrica e destrói heróis.

Pontos fracos e limites

Apesar da força narrativa, algumas fragilidades se destacam. O relacionamento de Cade com o pai é pouco explorado, o que poderia humanizar ainda mais o protagonista. Algumas resoluções do terceiro ato priorizam o simbolismo sobre a emoção, tornando certos momentos abruptos. Ainda assim, o saldo é positivo: o filme provoca reflexão, desconforto e envolvimento emocional.

Um olhar sobre a era da performance

No fim, GOAT vai além do futebol americano: é sobre o custo de ser excepcional e a pressão de um mundo que valoriza resultados acima da humanidade. Com direção ousada, performances memoráveis e estética impactante, o filme questiona o mito do herói e revela que, por trás de cada “maior de todos os tempos”, existe um ser humano lutando para sobreviver ao peso de seu próprio mito. É um drama que desafia clichês e merece ser assistido com atenção.

Matthew Goode quase foi James Bond — mas sua visão sombria demais afastou os produtores

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Antes de Daniel Craig reinventar James Bond em Cassino Royale (2006), o papel mais cobiçado do cinema britânico passou pelas mãos — ou quase — de outros nomes. Um deles foi Matthew Goode, conhecido por papéis elegantes em produções como Downton Abbey, The Crown e Stoker. Mas, ao que parece, foi justamente essa sofisticação que não o salvou de um pequeno detalhe: ele queria um 007 muito mais perturbado.

Em entrevista ao podcast Happy Sad Confused, o ator revelou que chegou a se reunir com a produtora Barbara Broccoli, responsável por conduzir a franquia Bond há décadas. Embora não tenha feito um teste formal, Goode confirmou que entrou na roda de conversas para o novo agente secreto. Só que sua proposta… era bem diferente do que se esperava.

“Ela me perguntou: ‘Qual a sua ideia para o Bond?’”, contou o ator. “E eu respondi: ‘A gente precisa voltar aos livros. Esse cara devia ser um alcoólatra. Um drogado. Ele se odeia. Odeia mulheres. Odeia um monte de gente. Ele está em dor profunda. Mas também é brilhante em matar pessoas.’”

Goode ainda brinca que, naquele momento, Barbara provavelmente já estava pensando no próximo candidato.

Um Bond com mais dor do que glamour

O curioso é que a proposta de Matthew Goode não estava exatamente fora do radar. Ian Fleming, autor dos romances originais de 007, escreveu um Bond muito mais sombrio, introspectivo e moralmente ambíguo do que as versões estilizadas do cinema. Mas talvez Goode tenha levado isso a um grau que, na época, ainda não parecia comercialmente viável — mesmo que Daniel Craig, pouco tempo depois, tenha trilhado um caminho semelhante, com um Bond mais cru, realista e emocionalmente instável.

“O que eu deveria ter dito era: ‘Mas também devíamos fazê-lo incrivelmente charmoso’”, reconheceu Goode com humor. “Acho que faltou um pouco de equilíbrio.”

E se tivesse sido Goode?

Fica a provocação: como teria sido o universo de Cassino Royale — aquele que redefiniu a franquia com mais gravidade, suor e sangue — se Goode tivesse recebido o papel? Com seu olhar afiado e presença contida, ele provavelmente teria entregue um Bond mais cerebral, mais trágico — talvez menos físico, mas mais psicologicamente quebrado.

No fim das contas, o papel ficou com Daniel Craig, que justamente trouxe à franquia um agente mais denso e emocionalmente afetado. Só que com um detalhe essencial: charme frio e magnetismo inegável, elementos que equilibraram a dor e a brutalidade do personagem.

Enquanto isso, Matthew Goode segue construindo uma carreira sólida, se destacando em projetos com mais nuance e menos tiroteios — embora, após essa revelação, muitos fãs estejam se perguntando o que perdemos naquela conversa com Barbara Broccoli.

Quem sabe, em algum universo paralelo, o 007 de Goode esteja vagando por aí, mais amargo, mais ferido — e igualmente letal.

Wandinha | Entenda o final da 2ª temporada e o que vem por aí na 3ª

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A segunda temporada de Wandinha terminou deixando o público com o coração na mão e a cabeça cheia de teorias. Lançado em 3 de setembro de 2025 na Netflix, o Volume 2 encerrou o segundo arco da série e já abriu pequenas brechas para o que vem na terceira temporada, que já foi oficialmente confirmada. Com Jenna Ortega no papel principal, a série continua a mesclar suspense, humor ácido e drama adolescente, criando um universo sombrio, mas ao mesmo tempo envolvente, capaz de conquistar tanto fãs de longa data quanto novos espectadores.

O confronto mais marcante desta temporada ocorreu entre Wandinha e sua mãe, Mortícia (Catherine Zeta-Jones), contra o vilão Isaac Night (Owen Painter). O antagonista tinha um plano sinistro: usar Feioso (Isaac Ordonez) como sacrifício para impedir que Tyler (Hunter Doohan) dominasse sua transformação em Hyde. Entre revelações inesperadas e segredos do passado, descobrimos ainda que Mãozinha, a icônica mão ambulante dos Addams, tinha uma ligação surpreendente com Isaac, trazendo uma carga emocional intensa para a trama.

O momento de maior tensão aconteceu quando Mortícia precisou cortar a mão de Isaac para proteger Gomez, reafirmando a ideia de que, para a família Addams, a união vem antes de tudo. Com o vilão finalmente derrotado, a Academia Nunca Mais entra em um período de calmaria, mas Wandinha não consegue descansar por muito tempo. Ela agora precisa encontrar Enid (Emma Myers), que assumiu a forma de um lobisomem Alfa e corre o risco de nunca mais voltar à sua vida normal. A amizade entre as duas será testada, e essa nova missão promete ainda mais mistério, drama e suspense para a terceira temporada.

Mistérios da Família Addams

A temporada também revelou que Ophelia, irmã de Mortícia, não está morta, como todos imaginavam. Ela foi mantida trancada pela avó Hester (Joanna Lumley) em um calabouço secreto, e no final aparece pintando a frase “Wandinha deve morrer” com sangue. Essa descoberta adiciona uma camada de mistério e promete ser um dos pontos centrais da terceira temporada, mostrando que, além das ameaças sobrenaturais, Wandinha terá que lidar com conflitos familiares muito profundos.

Tyler e a Jornada de Autoconhecimento

Depois da morte da mãe, Tyler recebe um convite da professora Capri (Billie Piper), que também é lobisomem, para participar de um grupo de apoio destinado a humanos que se transformam em Hyde. A ideia é ajudá-los a lidar com a maldição sem depender de um mestre, mas as intenções de Capri ainda são incertas. Essa subtrama mostra como a série consegue abordar questões de identidade, aceitação e convivência com diferenças, mesmo dentro de um contexto sobrenatural.

Um elenco que brilha

Jenna Ortega se destaca como a protagonista sombria, equilibrando sarcasmo, inteligência e momentos de vulnerabilidade que tornam a personagem extremamente cativante. Catherine Zeta-Jones é Mortícia, poderosa e elegante, enquanto Luis Guzmán dá vida a Gomez, misturando humor e ternura. Fred Armisen, como tio Chico, oferece momentos de leveza sem perder a atmosfera sombria da série.

Emma Myers interpreta Enid de forma sensível, mostrando a complexidade de sua transformação em lobisomem Alfa, e Hunter Doohan dá profundidade ao Tyler, dividindo-se entre medo e coragem. Participações especiais, como Joanna Lumley e Christina Ricci, ajudam a conectar a série às versões clássicas da Família Addams, trazendo nostalgia sem atrapalhar a narrativa moderna.

Tim Burton e a Estética Única

A direção e produção executiva de Tim Burton conferem à série seu estilo inconfundível. Cenários góticos, castelos sombrios e figurinos detalhados criam uma atmosfera perfeita para a história. As filmagens na Romênia, entre setembro de 2021 e março de 2022, aproveitaram paisagens e construções antigas que reforçam o clima de mistério e magia da série.

Sucesso de crítica e público

Desde sua estreia mundial em 23 de novembro de 2022, a série alcançou números impressionantes de audiência. Pouco tempo depois, tornou-se a terceira série em inglês mais assistida na Netflix e, posteriormente, ultrapassou a quarta temporada de Stranger Things, tornando-se a produção mais vista da plataforma em língua inglesa.

Crítica e público também reconheceram a qualidade do trabalho de Ortega, que recebeu indicações ao Globo de Ouro como Melhor Atriz em Série de Televisão – Musical ou Comédia. A produção foi indicada como Melhor Série de Televisão do mesmo gênero e ainda conquistou quatro prêmios Primetime Emmy, provando que Wandinha vai muito além de um sucesso passageiro.

A história até aqui

Tudo começa quando Wandinha é expulsa de um colégio tradicional por um incidente envolvendo piranhas, uma vingança contra os valentões que perseguiam seu irmão Feioso. Gomez e Mortícia então a matriculam na Escola Nunca Mais, um internato para jovens com habilidades sobrenaturais.

Ali, a filha da família Addams enfrenta desafios tanto dentro quanto fora da escola. Sua personalidade fria e observadora a faz entrar em conflito com colegas e professores, mas suas habilidades psíquicas a ajudam a desvendar mistérios e a lidar com ameaças sobrenaturais, criando uma narrativa repleta de suspense, humor e emoção.

O que podemos esperar da próxima temporada?

A terceira temporada promete ainda mais ação, mistério e desenvolvimento de personagens. A busca por Enid, a ameaça de Ophelia e o grupo de apoio de Tyler sugerem novos desafios, alianças inesperadas e conflitos emocionais mais profundos.

Além disso, a série deve explorar ainda mais os segredos da família Addams e a dinâmica entre os personagens secundários, garantindo que cada episódio traga surpresas e reviravoltas. Para os fãs, é a promessa de mais humor ácido, mistério sobrenatural e drama familiar, mantendo a essência que tornou a série um fenômeno mundial.

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho ganha edição em quadrinhos pela Editora Seguinte em 2026 e renova o alcance de sua história marcante

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Poucas histórias brasileiras conseguiram atravessar o tempo com tanta delicadeza quanto Hoje Eu Quero Voltar Sozinho. O longa, lançado em 2014, marcou jovens e adultos com sua abordagem sensível sobre amadurecimento, amizade, amor e descoberta da própria identidade. Agora, mais de uma década depois, a narrativa renasce em um novo formato: uma versão em quadrinhos que será publicada pela Editora Seguinte em maio de 2026. A adaptação reúne o diretor e roteirista Daniel Ribeiro, autor do texto original, e o ilustrador Bruno Freire, que assume a missão de traduzir para imagens uma história que vive até hoje no imaginário de milhares de fãs.

A notícia do lançamento mexeu com a memória afetiva de muita gente que viu o filme ainda adolescente e hoje, mais velha, reconhece o quanto a obra ajudou a abrir portas para conversas sobre diversidade, acessibilidade e afetos juvenis. Há algo profundamente simbólico no fato de a história retornar pelas mãos de seu próprio criador: é como se Daniel Ribeiro revisitasse uma parte importante de sua trajetória artística e emocional, agora com o desafio de recriar Leo, Gabriel e Giovana para uma nova geração.

O reencontro com Leo, um personagem que nunca deixou de existir no coração do público

Uma das razões pelas quais Hoje Eu Quero Voltar Sozinho se tornou tão especial está na humanidade de Leo. Ele é um adolescente cego que deseja as mesmas coisas que qualquer jovem: autonomia, liberdade, pequenas aventuras e, claro, a chance de viver o primeiro amor. Mas a grande força da narrativa sempre foi o fato de que Leo não é definido por sua deficiência. Ele é curioso, às vezes inseguro, um pouco tímido, teimoso e cheio de sonhos. Seu mundo é feito de sensações, sons, amizades verdadeiras e medos comuns a qualquer pessoa que está tentando encontrar seu lugar no mundo.

Na versão em quadrinhos, essa sensibilidade ganha contornos novos. Bruno Freire ilustra a história com um olhar que não tenta substituir o cinema, mas sim expandi-lo. As páginas prometem mostrar o cotidiano de Leo com delicadeza, priorizando o gestual dos personagens, a atmosfera das ruas, a forma como a luz atravessa os momentos e a textura emocional de cada cena. Há algo de profundamente íntimo no ritmo dos quadrinhos: o leitor percorre cada quadro no seu tempo, guarda detalhes, revisita páginas e vive pequenas pausas que ampliam o significado da narrativa.

Uma história que continua necessária, dez anos depois

O filme de Daniel Ribeiro foi um marco, não apenas para o cinema brasileiro, mas para a representação LGBTQIA+ na juventude. Na época, poucas produções tratavam o amor entre dois garotos com tanta autenticidade, sem espetacularizar o conflito nem transformar o romance em uma tragédia. Hoje Eu Quero Voltar Sozinho fala sobre amor com inocência, poesia e verdade — e esse tipo de representação sempre foi escassa.

A decisão de trazer a obra para o universo dos quadrinhos reforça a importância de continuidade dessa discussão. Em um mercado editorial que tem aberto cada vez mais espaço para histórias com protagonistas diversos, a HQ chega como um gesto de carinho e também como um convite: é hora de relembrar o que nos tocou lá atrás, mas também é tempo de apresentar a história a quem não viveu aquele lançamento em 2014.

Em um período em que redes sociais moldam comportamentos, em que jovens convivem com medos e expectativas diferentes das gerações anteriores, a história de Leo, Gabriel e Giovana permanece atual. Ela fala sobre coragem de se descobrir, sobre o medo de não ser aceito e sobre o valor de ser visto por quem realmente importa — e isso é universal.

A força dos quadrinhos na reinvenção da narrativa

Transformar um filme tão sensorial em quadrinhos é um desafio artístico e emocional. Mas é exatamente aqui que a união entre Daniel Ribeiro e Bruno Freire se torna especial. O diretor conhece intimamente cada detalhe da história, enquanto o ilustrador acrescenta um olhar contemporâneo, mais próximo da linguagem visual consumida pelos jovens de hoje.

Os primeiros materiais divulgados mostram um trabalho cuidadoso, com personagens expressivos, paleta acolhedora e cenas que misturam simplicidade e profundidade. A HQ não pretende apenas adaptar, mas ressignificar. Como se Leo, dessa vez, estivesse contando sua história com outras palavras, outros gestos, outras cores — mas com o mesmo coração.

O formato permite ainda brincar com a subjetividade. Passagens que no filme são rápidas, como toques, silêncios e risadas contidas, podem ganhar páginas inteiras. A relação entre Leo e Gabriel pode ser vista com mais calma, mais detalhes, mais intimidade. A amizade com Giovana também encontra mais espaço para revelar nuances que talvez no longa tenham ficado apenas sugeridas.

Há, portanto, uma chance real de esta HQ ampliar o que o filme começou.

Uma sinopse que toca fundo sem precisar exagerar

A nova edição acompanha as férias de Leo, que parecem iguais a todas as outras: ele divide o tempo entre a piscina da vizinhança e conversas com Giovana, que vive acreditando que algo grandioso vai acontecer a qualquer momento. Leo, por sua vez, sonha com a ideia de fazer um intercâmbio, mas duvida que seja possível viajar sozinho, considerando o excesso de proteção da mãe e as dificuldades que enfrenta para conquistar autonomia.

A volta às aulas traz antigos problemas — o bullying dos colegas, o incômodo de ser visto apenas como “o menino cego”, a pressão da família — mas também traz Gabriel, o novo aluno, dono de um sorriso tranquilo e de uma curiosidade sincera. A aproximação entre os dois surge de forma espontânea. São conversas no caminho da escola, tardes compartilhadas e pequenas revelações que fazem Leo perceber um sentimento que nunca tinha experimentado antes.

É nesse percurso que a história encontra seu tom mais doce: a sensação de descobrir o mundo através do afeto, de ser reconhecido para além das expectativas e limitações que os outros projetam.

O legado do filme

Embora Hoje Eu Quero Voltar Sozinho tenha conquistado diversos prêmios internacionais, incluindo o FIPRESCI no Festival de Berlim, e tenha sido o escolhido para representar o Brasil na corrida pelo Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, seu impacto vai além dos troféus. O que realmente permaneceu foi o carinho do público, os relatos de jovens que se viram pela primeira vez numa narrativa assim, o afeto que a obra despertou em pessoas que precisavam daquela história para entender a si mesmas.

O filme ocupou um espaço que até então estava vazio. E por isso ele não parou no tempo: circula em escolas, clubes de leitura, cineclubes universitários, grupos LGBTQIA+, salas de aula e até hoje é recomendado como referência nas discussões sobre inclusão.

A chegada da HQ reforça essa permanência.

Nova temporada de Expedições ao Sagrado estreia nesta terça na TV Aparecida

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Uma viagem emocionante por locais sagrados ao redor do mundo aguarda os telespectadores na estreia da terceira temporada de Expedições ao Sagrado, na próxima terça-feira, 7 de janeiro, às 21h, pela TV Aparecida. A série, conduzida pelos jornalistas Rodrigo Alvarez e Sergio Patrick, promete mais do que um tour histórico: ela oferece reflexões profundas sobre fé, cultura e espiritualidade.

Nesta nova fase, os apresentadores visitam destinos repletos de significados religiosos e históricos. Rodrigo Alvarez começa a jornada em Éfeso, na Turquia, cidade que, segundo uma tradição cristã, foi o lar dos últimos anos de Maria, mãe de Jesus. Na França, ele desvenda detalhes da restauração da Catedral de Notre Dame, um ícone mundial que renasce após o devastador incêndio de 2019, e destaca estátuas que remetem ao Cristo Redentor, ligando simbolicamente dois continentes.

Enquanto isso, Sergio Patrick explora a Bélgica, passando pelas ruínas da Abadia de Villers, um local que preserva quase mil anos de história, e pela Basílica do Sangue Sagrado, em Bruges, onde uma relíquia atribuída à Crucificação de Jesus é venerada há séculos. Em uma rica passagem pelo Noroeste da Europa, ele também apresenta catedrais imponentes como a de Aachen, na Alemanha, e a de Reims, na França, que foram palcos de coroações de reis e testemunhas de importantes momentos históricos.

Para Sergio Patrick, uma das narrativas mais marcantes desta temporada é a de Santa Teresinha do Menino Jesus, também conhecida como a “pequena flor”. “Estar em lugares que ajudaram a moldar a história dessa santa foi muito especial. Santa Teresinha é amada tanto na França quanto no Brasil, e revisitar sua trajetória nos conecta com sua simplicidade e força de fé”, compartilha o jornalista.

Além disso, Sergio destaca a beleza e o significado dos espaços religiosos visitados. “A Basílica do Sangue Sagrado e a Abadia de Villers são mais do que lugares históricos. Elas contam histórias de devoção que resistiram ao tempo e permanecem vivas na cultura local.”

A temporada começa com uma rica conexão entre dois países. No Brasil, Rodrigo Alvarez leva os espectadores à Catedral da Sé, no coração de São Paulo. Inaugurada em 1954, a igreja guarda capítulos importantes da história do país e encanta pela riqueza de sua arquitetura e arte.

Enquanto isso, na França, Sergio Patrick visita a Basílica de Santa Clotilde, dedicada à rainha que mudou o rumo do cristianismo europeu. A história de Santa Clotilde, que influenciou a conversão de seu marido, o Rei Clóvis, e impulsionou a fé cristã na região, é narrada com detalhes que emocionam.

“Além do Direito” | Netflix divulga trailer oficial e revela estreia do novo drama jurídico coreano

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Logo nos primeiros minutos de “Além do Direito”, nova série sul-coreana da Netflix, a gente entende que não se trata de mais um K-drama bonitinho sobre justiça, advogados geniais e discursos moralistas em tribunais. Nada disso. O que vemos ali, na tensão silenciosa entre uma recém-formada e seu mentor impiedoso, é um retrato nu e cru do que significa entrar no mundo jurídico — onde não basta entender de leis, é preciso aprender a engolir o orgulho, mascarar a insegurança e sobreviver aos jogos de poder. Abaixo, confira o trailer oficial:

Com todos os episódios lançados globalmente no dia 2 de agosto, a produção dirigida por Kim Kyung-tae e roteirizada por Park Min-jung chega para ocupar um lugar de destaque entre os dramas jurídicos coreanos. Mas, ao contrário do que se espera, ela se distancia dos clichês e mergulha num universo de dilemas morais, ambientes tóxicos e amadurecimento emocional forçado. É sobre Direito, sim. Mas é, acima de tudo, sobre o preço de continuar acreditando na justiça quando o sistema insiste em esmagar quem tenta fazer diferente. As informações são do Mix de Séries.

Quem é Oh Yoon-seo? E por que ela merece nossa atenção?

Interpretada com uma honestidade tocante por Jung Chae-yeon, Yoon-seo é uma jovem advogada vinda de origens simples, que sempre acreditou no Direito como uma ferramenta de transformação. Não por ingenuidade, mas por convicção. Ela estudou duro, abriu mão de muitas coisas e agora conseguiu algo que parecia um sonho: uma vaga no prestigiado (e temido) escritório KWN Law Firm, em Seul.

Só que o sonho logo vira pesadelo.

O que deveria ser o começo de uma carreira promissora vira uma espécie de campo minado emocional. Lá dentro, as regras não estão nos livros. Estão nos olhares, nos silêncios e nas humilhações veladas. Ninguém explica como se deve agir. Ou você aprende observando e engolindo sapos, ou vira alvo.

É nesse cenário que ela encontra seu mentor: Han Ki-joon (vivido por Lee Jin-uk, em atuação contida e magnética), um advogado sênior respeitadíssimo, cuja frieza é tão famosa quanto sua eficácia. Ki-joon não sorri. Não elogia. Não protege. Ele testa. Ele cobra. Ele observa. Para ele, ensinar é colocar o aprendiz contra a parede — e ver se sobrevive.

A relação entre os dois é o coração da série. Uma dança delicada entre admiração e conflito, aprendizado e frustração. Enquanto Yoon-seo ainda acredita na ética, Ki-joon já desistiu disso há tempos. O jogo agora é outro. E é perigoso.

Advogar é sobreviver: o retrato impiedoso dos grandes escritórios

Quem já viveu o dia a dia de um escritório grande — seja no Brasil, na Coreia ou em qualquer outro lugar — vai se reconhecer (e talvez até sentir um certo desconforto) com o realismo de “Além do Direito”. Aqui, o glamour dos processos milionários dá lugar a uma rotina sufocante de prazos, noites viradas, cafeína, e-mails ásperos e decisões éticas desconfortáveis.

A pirâmide é clara: sócios veteranos mandam. Associados tentam não escorregar. Estagiários torcem para não serem ignorados. As relações são movidas a interesse, e qualquer erro pode ser fatal. A meritocracia, claro, é uma ilusão. E isso é mostrado sem dó.

Yoon-seo não sofre apenas por ser novata. Ela sofre por ser mulher, idealista e por não saber disfarçar seu desconforto diante das contradições do sistema. E a série deixa isso evidente. Mas sem panfletar. É tudo na sutileza: um comentário atravessado aqui, um olhar que não se desvia ali, uma reunião em que sua voz não é ouvida — até o dia em que ela explode. E a gente explode junto com ela.

Casos que doem mais fora do tribunal

O que também diferencia a produção de outras séries jurídicas é como os casos apresentados não são apenas desafios legais, mas espelhos dos conflitos internos dos personagens. Cada episódio traz um novo dilema — mas o que está em jogo, no fundo, é sempre algo pessoal.

Em um episódio tenso, o escritório assume a defesa de uma multinacional farmacêutica acusada de esconder efeitos colaterais perigosos de um remédio. Ki-joon comanda a estratégia como quem joga xadrez. Yoon-seo, ao contrário, se envolve emocionalmente ao conhecer uma das vítimas. A frieza do Direito contra a empatia de quem ainda acredita no certo. Quem vence?

Outro arco potente gira em torno da acusação de assédio moral e psicológico contra um professor universitário renomado. A defesa parte da dúvida razoável. Mas as alunas contam histórias parecidas demais para serem ignoradas. E aí, onde está a linha entre presunção de inocência e conivência?

Esses casos são tratados com cuidado. Não há soluções fáceis. Nem respostas confortáveis. E essa complexidade é um dos maiores méritos da série.

Um elenco que não atua — vive os papéis

Além de Jung Chae-yeon e Lee Jin-uk, o elenco de apoio dá vida a um universo rico em tensões, alianças e traições:

Jeon Hye-bin, como a sócia Seo Hye-jin, é uma presença forte. Ela já esteve no lugar de Yoon-seo, mas fez escolhas diferentes. Lee Hak-joo interpreta Jung Woo-shik, o típico oportunista de escritório: escorregadio, ambicioso e sempre pronto para puxar tapetes com elegância. Kim Yeo-jin brilha como a juíza Park Young-sook, uma mulher que chegou ao topo sem perder sua integridade — mas que paga caro por isso.

Cada personagem tem espaço para respirar, errar, se contradizer. Não há vilões caricatos nem heróis perfeitos. Há pessoas tentando dar conta. E falhando, às vezes.

Silêncio como linguagem: uma série que diz muito com pouco

A direção de Kim Kyung-tae é sensível e inteligente. Não há pressa. Os episódios têm ritmo próprio. A câmera se demora em silêncios, olhares, gestos pequenos. O barulho do ar-condicionado no escritório vira trilha sonora. O café que esfria, a lágrima que não cai, o SMS que não é respondido — tudo tem peso.

A fotografia é fria, quase clínica. Tons de cinza, azul e branco dominam. Mas em momentos de fragilidade, vemos cores quentes surgirem timidamente, como quando Yoon-seo visita a casa da infância ou encontra refúgio em um café à noite.

A trilha sonora acompanha esse minimalismo emocional. As músicas compostas especialmente para a série — com destaque para a lindíssima “Gray Horizon”, de Baek Yerin — são quase sussurros de esperança ou desilusão. Em uma cena emblemática, Yoon-seo caminha sozinha pela cidade ao som de Seori, e a gente sente o peso que ela carrega mesmo sem que ela diga uma palavra.

No fim das contas, o que está em jogo é o que você está disposto a perder

O drama é uma série que vai mexer com quem já enfrentou ambientes profissionais hostis, com quem já teve que abrir mão de si para caber em algum lugar, com quem já duvidou se ainda vale a pena lutar pelos próprios valores. Mais do que sobre leis e tribunais, é uma história sobre gente. Sobre crescer. Sobre ceder e resistir. Sobre tentar — mesmo quando tudo empurra para desistir. É o tipo de série que fica com você. Que faz pensar. Que dá vontade de recomendar para aquele amigo que está sofrendo no primeiro emprego, ou para aquela colega que sempre acreditou que dava para fazer diferente.

O Testemunho | Romance de Santiago Delgado expõe as raízes do nazismo sob o verniz da ciência no final do século XIX

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Foto: Reprodução/ Internet

Era uma vez um império elegante por fora e apodrecido por dentro. Berlim, 1898. A capital da jovem Alemanha Imperial vibra com a promessa de um futuro glorioso: ciência de ponta, universidades prestigiadas, salões aristocráticos onde o saber é servido junto ao vinho e ao prestígio de sobrenomes antigos. Mas há algo que não se vê nos bailes nem nas capas dos jornais: uma semente sendo plantada — metódica, fria, disfarçada de progresso. E é nessa fresta de sombra que nasce O Testemunho, o novo romance de Santiago Delgado, historiador e escritor estreante na ficção, mas já um profundo conhecedor do período que retrata.

Em vez de entregar uma tese, Delgado nos oferece uma história que pulsa: um jovem nobre, uma descoberta perturbadora, um amor proibido e uma conspiração científica tão realista quanto assustadora. Mais do que um romance histórico, o livro é uma advertência — e, ao mesmo tempo, um convite à coragem.

Um império refinado, uma juventude perdida

Wilhelm von Richthofen é jovem, rico, promissor. Estuda em um respeitado internato da elite, onde se formam os futuros líderes do império. Mas, por trás da fachada impecável, Wilhelm vive sob a sombra de seu irmão desaparecido e carrega uma rivalidade com o brilhante e reservado Alois Schneider. Movido por ciúmes e orgulho, ele decide investigar o passado do colega — e o que descobre muda tudo.

Ao lado de Helga, irmã gêmea de Alois, Wilhelm entra num labirinto de segredos. Eles descobrem documentos confidenciais, registros médicos escondidos e pistas de um projeto eugênico financiado por figuras influentes da aristocracia e da ciência alemã. Um nome volta à tona: Joseph, irmão de Wilhelm, supostamente morto. Mas ele está vivo — e profundamente envolvido no programa.

Nas entrelinhas da alta sociedade, escondem-se campos de experimentos ilegais, onde crianças judias, ciganas, doentes mentais e indigentes são usados como cobaias. Tudo isso sob a justificativa da “melhoria racial”.

A frieza dos salões e o calor do perigo

Santiago Delgado poderia ter escrito um livro frio, acadêmico. Mas escolheu o caminho mais difícil: criar personagens de carne e osso, que erram, sentem medo, se apaixonam e resistem. Wilhelm e Helga não são heróis clássicos. São jovens assombrados, impulsivos, mas movidos por uma crescente consciência do horror que os cerca.

A atmosfera que Delgado constrói é sufocante. Os corredores das escolas são vigiados. Um padre é assassinado e pendurado de cabeça para baixo. Um crânio humano aparece com uma ameaça: “você é o próximo”. Os arquivos são queimados, testemunhas desaparecem, e o medo cresce em cada página. Não é mais uma investigação. É uma luta por sobrevivência.

Entre a paixão e o abismo

Mas há beleza também. O romance entre Wilhelm e Helga floresce em meio ao caos. Não como alívio, mas como resistência. Em tempos de crueldade institucionalizada, amar alguém é, em si, um ato político. Há ternura nas noites de fuga, nos sussurros trocados antes de uma nova investida, na partilha silenciosa de culpas.

Delgado não idealiza esse amor. Ele o apresenta com dúvidas e dilemas. Até onde vale ir? O que se arrisca por justiça? Pode-se lutar contra o próprio sangue? Essas são perguntas que o livro não responde com fórmulas, mas com escolhas difíceis — e lágrimas.

Ecos de um futuro que já conhecemos

O grande trunfo de “O Testemunho” é o desconforto que provoca. Afinal, o livro termina muito antes de Hitler chegar ao poder. E, no entanto, cada cena parece um prelúdio do que viria: os discursos sobre pureza racial em jantares sofisticados, os médicos que falam de “eficiência biológica” com frieza, as elites que preferem ignorar os abusos em nome da ciência e do avanço.

A mensagem é clara, ainda que sutil: o nazismo não começou com tanques e suásticas. Começou com ideias. Com omissões. Com salões refinados e conversas bem articuladas.

Uma leitura para quem quer sentir — e entender

Se você se emocionou com “O Leitor”, de Bernhard Schlink, ou ficou impactado com “A Menina que Roubava Livros”, de Markus Zusak, prepare-se: “O Testemunho” toca as mesmas feridas, mas com uma lupa voltada para o momento anterior à tragédia. É um livro para quem quer se apaixonar, se indignar, se perguntar — e, talvez, sair diferente depois da última página.

Não é um romance fácil. Mas é necessário.

Um historiador que escolheu contar o passado em voz alta

Santiago Delgado poderia ter mantido suas pesquisas nas estantes das universidades. Mas escolheu outro caminho. Formado em História pela PUC-SP, ele passou anos estudando os bastidores do Segundo Reich, o período entre a unificação alemã e o fim da Primeira Guerra. Ao transformar dados e documentos em literatura, Delgado torna o passado acessível — e, acima de tudo, vivo.

A escrita é minuciosa, mas fluida. Carregada de imagens vívidas, diálogos potentes e um senso de urgência. “O Testemunho” não é só um livro: é um aviso. Um lembrete de que o horror se constrói em silêncio — e de que resistir pode começar com algo tão simples quanto uma pergunta feita na hora certa.

Quarteto Fantástico ganha novo trailer com destaque para a Surfista Prateada de Julia Garner

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Foto: Reprodução/ Internet

Neste domingo (13), o Marvel Studios agitou as redes sociais ao lançar um novo trailer de Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, um dos lançamentos mais aguardados do MCU para 2025. Com estreia prevista para o dia 24 de julho, o filme traz uma abordagem fresca da icônica equipe da Marvel — mas o que realmente roubou a cena foi a aparição da enigmática Surfista Prateada, vivida pela talentosa Julia Garner, em uma interpretação que promete mexer com as expectativas dos fãs.

O vídeo, que pode ser visto logo acima, mostra a Surfista Prateada de forma diferente do que muitos conhecem dos quadrinhos. Julia Garner dá vida a uma personagem profunda e solitária, carregada de uma melancolia que vai além do visual futurista. Seu olhar transmite não só o peso de universos percorridos, mas também um misto de desconfiança e esperança, deixando claro que sua história será muito mais do que a de uma mera mensageira cósmica.

A origem da lenda

Baseado na clássica HQ de 1961, criada por Stan Lee e Jack Kirby, o filme dirigido por Matt Shakman (WandaVision) e escrito por Josh Friedman e Jeff Kaplan promete renovar o olhar sobre Reed Richards, Susan Storm, Johnny Storm e Ben Grimm. Após uma missão espacial interrompida por uma tempestade de raios cósmicos, eles retornam à Terra transformados, cada um com habilidades extraordinárias: Reed estica seu corpo; Susan torna-se invisível; Johnny controla o fogo e voa; e Ben se transforma em uma poderosa criatura rochosa.

A prévia divulga cenas que ressaltam a luta interna de cada personagem para aceitar suas mudanças, enquanto se preparam para enfrentar ameaças que desafiarão seus limites — tudo isso embalado por uma estética que mistura o charme retrô dos anos 60 com o futurismo da ficção científica moderna.

Uma nova dimensão para a Surfista Prateada

A presença de Julia Garner como Surfista Prateada é a cereja do bolo do trailer. Diferente da versão clássica, em que o personagem é Norrin Radd, aqui a Marvel dá um passo ousado ao trazer uma mulher para o papel, abrindo caminho para novas interpretações e camadas emocionais. A personagem surge deslizando por nebulosas e estrelas, com uma voz que parece carregar segredos e avisos, deixando os fãs ansiosos para descobrir seu verdadeiro papel dentro da narrativa.

Este olhar mais introspectivo pode indicar que o filme vai explorar não só batalhas épicas, mas também dilemas existenciais e questões filosóficas sobre destino e sacrifício — temas que se encaixam perfeitamente na proposta de renovar a mitologia do Quarteto Fantástico.

Preparando o terreno para o futuro do MCU

Embora o trailer mantenha o mistério sobre quem será o antagonista principal, a aparição da Surfista Prateada já sugere que o filme será a porta de entrada para eventos cósmicos mais amplos dentro do Universo Marvel. É fácil imaginar conexões com ameaças que se estendem para além da Terra, preparando o público para a próxima fase do MCU, possivelmente alinhando o Quarteto Fantástico com os futuros desdobramentos de Guerras Secretas.

Mais do que uma simples reinvenção, Quarteto Fantástico: Primeiros Passos parece ter a ambição de colocar a equipe no centro das discussões emocionais e científicas do universo Marvel, com uma narrativa que vai explorar a transformação pessoal e coletiva desses heróis.

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