São Paulo se prepara para receber, em 24 de janeiro de 2026, a 11ª edição do CarnaUOL, festival que promete ser o grande pontapé inicial da temporada de Carnaval na cidade. O evento, que acontece no Allianz Parque, combina música, diversidade e experiências imersivas, reunindo artistas nacionais e internacionais em uma celebração única. As informações são do UOL.
O line-up deste ano traz nomes de destaque: Pabllo Vittar lidera as atrações nacionais com shows cheios de energia e coreografias marcantes; a estrela internacional Kesha retorna ao Brasil após uma década para apresentar seus maiores sucessos; e o fenômeno do forró e piseiro João Gomes anima o público com suas canções românticas e contagiantes. Completam o elenco Marina Sena, Dilsinho, Dubdogz, Deekapz, Charanga do França e Cores de Aidê, garantindo diversidade de ritmos e estilos.
O CarnaUOL se consolidou como um dos eventos mais aguardados do calendário paulistano. Organizado em parceria com a 30e, uma das principais produtoras de entretenimento ao vivo do país, o festival aposta em shows impactantes, experiências imersivas e uma estrutura pensada para conforto e segurança do público. Mais do que apresentações musicais, o evento busca criar momentos de interação e celebração, conectando artistas, marcas e público em um espaço vibrante.
Os ingressos terão descontos exclusivos: clientes PagBank, patrocinador máster e meio de pagamento oficial do festival, podem aproveitar 10% de desconto e parcelamento em até três vezes sem juros. Assinantes do UOL também têm direito a 10% de desconto, válido para até seis ingressos por CPF. A venda geral começa em 7 de novembro, às 12h, pelo site da Eventim.
No palco, Pabllo Vittar promete hits como “Amor de Que”, “Bandida” e “K.O.”, embalados por coreografias eletrizantes. Kesha traz seu repertório icônico, incluindo “Tik Tok” e “Praying”, em performances que misturam música, dança e elementos visuais impactantes. Já João Gomes combina romantismo e energia com sucessos como “Dengo”, “Eu Tenho a Senha” e “Meu Pedaço de Pecado”. Marina Sena e Dilsinho completam a programação nacional com pop e pagode romântico, enquanto os irmãos Dubdogz transformam o espaço em uma grande pista de dança com suas batidas eletrônicas. Deekapz, Charanga do França e Cores de Aidê garantem ainda mais diversidade sonora, mantendo a festa animada do início ao fim.
Com uma proposta que vai além da música, o festival se consolida como um dos maiores festivais de Carnaval fora do Rio de Janeiro. A festa aposta em diversidade, criatividade e experiências memoráveis, mostrando que São Paulo também sabe celebrar com intensidade, ritmo e cultura, oferecendo ao público momentos que ficarão guardados na memória.
A Diamond Films divulgou o trailer oficial de Coração de Lutador – The Smashing Machine, aguardado longa estrelado por Dwayne “The Rock” Johnson e Emily Blunt, com estreia marcada para 2 de outubro em todos os cinemas do Brasil. Dirigido por Benny Safdie, vencedor do Leão de Prata no Festival de Veneza e conhecido por produções intensas como Joias Brutas e Bom Comportamento, o filme acompanha a trajetória do lendário lutador de MMA Mark Kerr, também conhecido como “The Smashing Machine”. A prévia já revela o tom visceral da produção, misturando cenas de combates extremos com momentos de tensão emocional e vulnerabilidade, mostrando não apenas o campeão invencível no octógono, mas o homem por trás do mito, lidando com vícios, crises e dilemas pessoais profundos.
O longa é resultado de uma parceria criativa entre Kerr e Safdie, que assinam o roteiro juntos, garantindo fidelidade às experiências reais vividas pelo lutador. A narrativa explora a dualidade do atleta: por um lado, vitórias históricas, troféus e reconhecimento; por outro, o desgaste físico e emocional, o vício em analgésicos e os conflitos em seus relacionamentos. O trailer enfatiza essa tensão, alternando momentos de conquista com sequências dramáticas que revelam a complexidade de sua vida, aproximando o público da experiência humana de Kerr, além de sua carreira esportiva.
Uma carreira marcada por glórias e desafios
Mark Kerr se destacou como um dos principais nomes do MMA nas décadas de 1990 e 2000, colecionando vitórias e construindo uma reputação de força e técnica incomparáveis. Apesar disso, sua trajetória pessoal foi marcada por altos e baixos intensos, que incluíram dependência química, conflitos familiares e pressão constante do esporte de alto impacto. Coração de Lutador – The Smashing Machine retrata essa dualidade, mostrando que os desafios enfrentados dentro do ringue são apenas parte da história. O trailer evidencia essas camadas, oferecendo ao público um retrato fiel da vida de um atleta que precisa lidar tanto com adversários quanto com os limites de seu próprio corpo e mente.
O filme se inspira diretamente no documentário da HBO The Smashing Machine: The Life and Times of Extreme Fighter Mark Kerr (2002), dirigido por John Hyams. A obra original chocou o público por sua honestidade brutal, mostrando Kerr vulnerável e lutando contra vícios em analgésicos enquanto mantinha a aparência de super-herói. Safdie traduziu esses elementos para a narrativa cinematográfica, equilibrando cenas de ação intensas com drama humano profundo. Momentos-chave do documentário, como o uso de opioides, a overdose no quarto de hotel e a relação conturbada com Dawn Staples, são refletidos no filme e aparecem de forma impactante no trailer, reforçando a dimensão emocional da história.
Elenco que une Hollywood e MMA
Além de Dwayne Johnson, que se transforma física e emocionalmente para interpretar Kerr, o filme conta com Emily Blunt como Dawn Staples, parceira do lutador, cuja relação intensa e conturbada é central para a narrativa. O longa também inclui nomes do MMA real, como Roberto “Cyborg” Abreu, Ryan Bader e Igor Vovchanchyn, interpretando adversários históricos do próprio Kerr. Essa combinação de atores e atletas profissionais garante autenticidade às cenas de luta, tornando cada confronto visualmente impressionante e emocionalmente crível.
O trailer apresenta essas interações de forma impactante: vemos Kerr enfrentando rivais, treinando exaustivamente e lidando com crises emocionais, ao mesmo tempo em que sua vida pessoal se desenrola de forma complexa. Essa abordagem permite que o público entenda a profundidade do desafio enfrentado pelo lutador, mostrando que o verdadeiro combate vai além do octógono.
Direção, roteiro e autenticidade narrativa
Benny Safdie imprime ao longa um ritmo intenso e visceral, característico de seu trabalho, enquanto o roteiro, coescrito com Kerr, mantém a veracidade da história. O filme não é apenas uma narrativa biográfica sobre vitórias esportivas, mas uma exploração do preço da fama, do vício e das pressões de um atleta de elite. O trailer destaca esses elementos ao mostrar Kerr em momentos de triunfo e queda, revelando o peso emocional que acompanha uma carreira de sucesso no MMA.
Dwayne Johnson, cuja carreira já é marcada por personagens fortes, se entrega totalmente ao papel, equilibrando ação física com vulnerabilidade emocional. Emily Blunt também se destaca, trazendo intensidade e complexidade ao papel de Dawn Staples, retratando a co-dependência e os conflitos que moldam a vida de Kerr. A fidelidade aos eventos históricos e a presença de lutadores profissionais no elenco elevam ainda mais a autenticidade da narrativa, tornando o longa uma experiência imersiva tanto para fãs de MMA quanto para o público geral.
Um escritório de advocacia administrado por uma família disfuncional, onde os processos mais complicados são, na verdade, os internos. É com essa mistura de afeto mal resolvido, ressentimentos acumulados e laços inquebrantáveis que Family Law retorna para sua aguardada quarta temporada. A série canadense, criada por Susin Nielsen, volta ao ar em 6 de agosto no Universal+ com 10 episódios inéditos que prometem levar os personagens — e o público — a um novo patamar de emoção.
Mas o que torna a série diferente de tantos outros dramas jurídicos disponíveis no streaming? Talvez a resposta esteja no fato de que, antes de qualquer audiência no tribunal, as batalhas mais intensas acontecem entre quatro paredes, nas conversas atravessadas entre pai e filha, nas decisões impensadas entre irmãos, nos olhares que carregam décadas de mágoas e, principalmente, na difícil arte de se perdoar.
Abigail Bianchi: uma mulher tentando reconstruir a vida — e a confiança
Interpretada com vulnerabilidade e força por Jewel Staite (Firefly, The Killing), Abigail Bianchi não é apenas uma advogada talentosa. Ela é uma mulher em reconstrução. Sua jornada começou lá na primeira temporada, quando, após ser flagrada em uma situação comprometida por conta de seu vício em álcool, sua carreira desmoronou. A saída? Voltar às origens, ainda que essas origens significassem trabalhar no escritório do pai com dois irmãos que ela mal conhecia.
Na quarta temporada, Abigail está mais centrada — ou tenta estar. Ainda em processo de recuperação e buscando manter sua sobriedade, ela se vê diante de novos dilemas: um namorado que recai no álcool, uma filha adolescente que cobra atitudes e uma rotina de trabalho que exige equilíbrio emocional que nem sempre ela tem.
O arco de Abigail é dolorosamente humano. Não se trata apenas de recomeçar, mas de encarar os próprios erros e tentar, todos os dias, ser alguém melhor — por si mesma e por quem ama. Em tempos de séries com protagonistas perfeitos ou completamente autodestrutivos, é revigorante acompanhar alguém real, cheia de nuances, tropeços e coragem.
Os Svensson: onde amor e tensão dividem a mesma sala
Victor Garber (Alias, Titanic) vive Harry Svensson, o patriarca da família e figura central dessa trama. Dono do escritório de advocacia e de uma visão pragmática do mundo, Harry não é o tipo de pai que oferece abraços, mas o tipo que cobra resultados. Ainda assim, ao longo das temporadas, ele se mostra vulnerável, especialmente quando confrontado com as fragilidades dos filhos e os próprios limites.
Na nova temporada, Harry arrisca tudo em uma tentativa de fusão com um escritório rival. É um movimento ousado, que promete estabilidade financeira, mas que esconde armadilhas emocionais e profissionais. Afinal, será que vale a pena perder o controle em nome do crescimento?
Enquanto isso, Daniel (Zach Smadu), o irmão mais racional, e Lucy (Genelle Williams), a irmã mais empática, tentam encontrar seu lugar dentro da família e do escritório. E o que antes parecia apenas uma história sobre advogados se torna, episódio a episódio, uma saga sobre identidade, pertencimento e cicatrizes.
Rir também é preciso: o humor que emerge do caos
Apesar da carga emocional densa, a produção não se leva excessivamente a sério. É justamente nos momentos de alívio cômico que a série encontra sua humanidade. Uma piada dita fora de hora, um olhar cúmplice entre irmãos, um silêncio constrangedor na sala de reuniões — todos esses elementos constroem uma atmosfera que flerta com o drama, mas também acolhe a leveza.
Victor Garber ressalta esse equilíbrio como um dos maiores trunfos da série. “O que me encantou em Family Law desde o início foi a chance de interpretar alguém que pode ser sério e engraçado ao mesmo tempo. A vida é assim, não é? Rimos no meio do caos, fazemos piada para não chorar. E a série capta isso muito bem”, disse o ator ao Universal+.
Família é tribunal sem juiz
Family Law funciona porque, no fundo, todos nós já estivemos ali — em maior ou menor escala. Quem nunca enfrentou uma conversa difícil com os pais? Quem nunca sentiu que era o elo frágil de uma relação? A série mostra que não existe tribunal mais complexo do que uma mesa de jantar com segredos guardados por anos. O roteiro de Susin Nielsen evita soluções fáceis. A cada temporada, as reconciliações são construídas com cuidado, com tropeços e recaídas, com tentativas falhas e acertos inesperados. Não há vilões nem heróis — só pessoas tentando fazer o melhor com o que têm.
O que esperar da nova temporada?
A quarta temporada promete ser a mais intensa até agora. Além da tensão familiar, novos casos jurídicos colocam à prova a ética dos personagens, seu senso de justiça e, claro, os limites do amor fraternal. Abigail viverá um triângulo amoroso inesperado e terá que rever suas prioridades afetivas. Lucy enfrentará dilemas sobre maternidade e identidade. E Daniel será desafiado a sair da zona de conforto e rever sua postura dentro da empresa — e da família. O escritório dos Svensson, sempre à beira de um colapso, também enfrentará momentos decisivos. A possível fusão com o escritório rival abrirá velhas feridas e trará novas rivalidades. É o tipo de temporada que promete transformar a série — e seus personagens — de forma definitiva.
O universo brutal e fascinante dos vikings está prestes a ganhar um novo capítulo. O Prime Video anunciou seis novos nomes no elenco principal de Bloodaxe, nova série dos renomados Michael Hirst e Horatio Hirst — responsáveis por sucessos como Vikings e The Tudors. A produção, que estreia em 2025, promete mergulhar de cabeça nas disputas sangrentas pelo poder no Norte da Europa, e já chama atenção pelos talentos envolvidos.
Entre os recém-confirmados estão atores com carreiras sólidas no cinema europeu, na televisão escandinava e em produções internacionais aclamadas. São eles: Karlis Arnolds Avots (Natural Light, January, The Sign Painter), Rod Hallett (The Last Kingdom, The Terror), Alina Tomnikov (Cold Courage, Deadwind), Sisse Marie (Twisted Metal, Bodom), Rune Temte (Captain Marvel, The Innocents) e Jesper Christensen (Melancholia, Spectre), este último em participação recorrente.
E os personagens? Já dá para ter um gostinho do que vem por aí.
Karlis Arnolds Avots interpretará Egil — uma figura tão enigmática quanto ameaçadora. Poeta e fazendeiro à primeira vista, Egil esconde um lado sombrio: ele é também assassino, feiticeiro e conquistador. Movido pelo desejo de vingança, volta-se contra Erik Bloodaxe (papel de Frank Blake Molyneux), depois que sua família foi exilada na Islândia por ordens do pai de Erik, o lendário Rei Harald Fairhair.
Rod Hallett assume o papel do Rei Athelstan, soberano de Wessex, estrategista nato e peça-chave nas alianças entre reinos. Com um olhar afiado para o futuro da Escandinávia e da Inglaterra, ele aposta todas as fichas no jovem Haakon, um guerreiro promissor.
Alina Tomnikov, uma das atrizes finlandesas mais prestigiadas da nova geração, também entra no jogo, embora os detalhes de sua personagem estejam guardados a sete chaves. O mesmo vale para Sisse Marie, cantora e atriz dinamarquesa que vem ganhando espaço em projetos de ação e suspense ao redor do mundo.
Já Rune Temte — rosto conhecido dos fãs de The Last Kingdom e do universo Marvel — retorna às sagas nórdicas em mais um papel que promete intensidade. Com passagem marcante pelo teatro europeu, Temte é daqueles atores que entregam presença mesmo em silêncio.
E fechando o pacote de reforços, Jesper Christensen, veterano do cinema europeu e eterno Sr. White da franquia 007, traz peso dramático ao elenco em um papel misterioso, descrito nos bastidores como “essencial para as reviravoltas políticas” da trama.
Com produção da MGM Television (parte da Amazon MGM Studios), Bloodaxe será rodada entre Irlanda e Islândia. A série acompanha a jornada de Erik Bloodaxe e sua esposa Gunnhild, conhecida como a “Mãe dos Reis”, em meio a alianças instáveis, traições familiares, guerras sangrentas e a ameaça constante de invasões — tudo com a pegada épica e sombria que fez de Vikings um fenômeno global.
Nos bastidores, a série também ostenta um time de peso na produção executiva, incluindo Morgan O’Sullivan (Vikings, The Borgias), Steve Stark (The Handmaid’s Tale, Fargo) e Fred Toye (Watchmen, Person of Interest). Um trio que não brinca em serviço.
Neste domingo, 3 de agosto de 2025, o Fantástico vai ao ar com um trio de convidados que trazem, cada um à sua maneira, histórias que tocam fundo. O cantor Junior Lima, o humorista e artista multifacetado Whindersson Nunes e o ator Fábio Assunção se encontram no programa para dividir experiências de vida, redescobertas pessoais e novas fases profissionais que prometem mexer com o público. As informações são da TV Globo.
Junior: entre o vinil e a cura, um novo capítulo pessoal e musical
Junior Lima retorna aos holofotes com o projeto Solo – Vol. 2, e reserva um momento especial no Fantástico para falar não só de música, mas também da vida fora dos palcos. Durante a entrevista com Poliana Abritta, ele abre o coração sobre a fase delicada que viveu ao lado da esposa, Monica Benini, ao descobrir que a filha Lara, de apenas três anos, foi diagnosticada com síndrome nefrótica.
O relato é carregado de emoção e revela a fragilidade que nem o brilho artístico consegue blindar. “Foi um susto. A gente foi entendendo o que era junto com o diagnóstico, porque no início havia um desconhecimento que nos deixou muito aflitos”, conta Junior. Hoje, com o tratamento à base de corticoide surtindo efeito e Lara assintomática, o casal escolheu compartilhar a história para que outras famílias se sintam menos sozinhas em momentos parecidos.
No palco, Junior também canta. Ele traz ao programa faixas do novo álbum, como “Seus Planos”, “Cai a Chuva” e “Paraquedas”, além de relembrar um clássico nostálgico: “Enrosca”, que dividiu com a irmã Sandy ainda na juventude. “Sinto como se estivesse começando de novo. É difícil, claro, mas tem um gosto de descoberta, como se tudo fosse novidade outra vez”, revela o artista, que guarda em casa mais de 400 discos de vinil — uma paixão antiga que reflete sua conexão afetiva com a música.
Whindersson: o silêncio que virou entendimento
Também neste domingo, o programa exibe uma conversa franca entre a repórter Ana Carolina Raimundi e Whindersson Nunes. O humorista, que sempre usou o riso para tocar temas sérios, agora compartilha algo íntimo: o diagnóstico recente de superdotação — ou altas habilidades.
Para muitos, o termo pode soar como um rótulo de vantagem. Mas para Whindersson, foi uma chave que abriu portas internas. “Fez sentido. Algumas coisas que eu vivia na infância, a forma como eu criava, como eu absorvia o mundo, agora têm nome”, revela. E completa: “Minha busca hoje não é mais por aplauso. É por compreensão. Eu quero saber de onde vem a minha arte”.
O tom da conversa é reflexivo. Whindersson fala com maturidade sobre a relação entre genialidade e dor, produtividade e exaustão, fama e identidade. O riso continua lá, mas agora temperado por uma vontade real de entender a si mesmo — e ajudar outros a fazerem o mesmo.
No quadro Pode Perguntar, Fábio Assunção encara algo mais desafiador que qualquer papel da TV: um grupo de entrevistadores com transtorno do espectro autista, que o confronta com perguntas sinceras, diretas e cheias de afeto.
Em meio às perguntas, Fábio revisita escolhas da vida pessoal e profissional. Ele fala, por exemplo, sobre as ausências que marcaram a relação com os filhos. “Abdiquei de muita coisa. Ficava 15 dias com meus filhos, depois dois meses longe. Hoje isso está melhor resolvido, mas é algo que me doeu”, confessa.
O ator também reconhece as conquistas: os papéis marcantes, os reencontros com ele mesmo, o carinho do público. “Abri mão de muito, mas ganhei também. A gente não pode ter tudo. E tudo bem.”
O momento é delicado, honesto e sem filtros. Ao final, a conversa deixa no ar não uma lição, mas um convite à empatia — e ao olhar atento para o outro.
A Panini acertou em cheio ao lançar o novo álbum de figurinhas de Stranger Things, celebrando não apenas uma das séries mais populares da história da Netflix, mas também o encerramento de uma era que marcou toda uma geração de fãs. Com a quinta e última temporada já exibida e amplamente comentada, o álbum chega como um verdadeiro objeto de memória afetiva, convidando o público a revisitar Hawkins, seus mistérios e personagens inesquecíveis, agora com a história devidamente concluída.
Muito além de um simples produto colecionável, o álbum de Stranger Things funciona como uma cápsula do tempo. São 48 páginas cuidadosamente pensadas para relembrar os momentos mais marcantes da série, desde o surgimento do Mundo Invertido até a batalha final contra Vecna. Para quem acompanhou a saga desde 2016, folhear o álbum é como reviver cada susto, cada amizade fortalecida em meio ao caos e cada sacrifício feito ao longo do caminho. Já para quem chegou mais tarde, trata-se de um resumo visual poderoso de tudo o que transformou a série em um fenômeno cultural global.
O grande destaque do álbum está na sua proposta visual caprichada. Ao todo, são 200 cromos, incluindo versões metalizadas e figurinhas que brilham no escuro, um detalhe que conversa diretamente com o clima sombrio e sobrenatural da série. Esses cromos especiais elevam a experiência do colecionador e tornam a busca por completar o álbum ainda mais empolgante. É o tipo de detalhe que faz qualquer membro do Hellfire Club aprovar com entusiasmo.
Outro item que chama atenção é a lata exclusiva lançada pela Panini, recheada de cards e figurinhas especiais. Além de funcional para guardar a coleção, ela se transforma em um item de exibição, perfeito para fãs que gostam de mostrar seu amor pela série na estante ou no quarto. Esse cuidado com o acabamento e com os itens extras reforça o quanto Stranger Things transcendeu a tela e se consolidou como uma marca forte dentro da cultura pop.
O lançamento do álbum acontece em um momento simbólico: após a exibição completa da quinta temporada, que encerrou oficialmente a história criada pelos irmãos Duffer. Dividida em três partes, a temporada final estreou entre novembro e dezembro de 2025, culminando em um episódio derradeiro de duas horas exibido na noite de 31 de dezembro. No Brasil, cada parte foi lançada às 22h, respeitando o horário de Brasília, o que transformou cada estreia em um verdadeiro evento para os fãs.
Produzida pelos irmãos Duffer em parceria com Shawn Levy e Dan Cohen, a temporada final manteve o alto padrão de qualidade que sempre acompanhou a série. O elenco principal retornou em peso, com nomes como Winona Ryder, David Harbour, Millie Bobby Brown, Finn Wolfhard, Gaten Matarazzo, Caleb McLaughlin e Sadie Sink, além de outros personagens que se tornaram queridos pelo público ao longo dos anos. A adição de Linda Hamilton ao elenco principal trouxe ainda mais peso e simbolismo, conectando Stranger Things a uma tradição clássica da ficção científica.
A recepção da última temporada foi extremamente positiva. A crítica destacou o tom mais maduro, a carga emocional elevada e a forma respeitosa com que a série se despediu de seus personagens. Em termos de audiência, os números impressionam: segundo dados do instituto Nielsen, Stranger Things alcançou 8,46 bilhões de minutos assistidos em apenas uma semana, consolidando-se como a produção mais vista da Netflix naquele período. Esses números confirmam o que já era evidente: a série se tornou um fenômeno global, capaz de mobilizar diferentes gerações.
Narrativamente, a temporada final se passa no outono de 1987 e apresenta uma Hawkins profundamente marcada pelas Fendas abertas ao final da temporada anterior. A cidade entra em quarentena militar, enquanto o grupo de amigos se une com um único objetivo: encontrar e derrotar Vecna de uma vez por todas. O vilão, no entanto, desaparece, tornando a ameaça ainda mais angustiante. Onze, mais uma vez, precisa se esconder, enquanto o peso do passado e o medo do desconhecido se intensificam com a aproximação do aniversário do desaparecimento de Will.
Esse clima de despedida, perigo iminente e união final é muito bem traduzido no álbum de figurinhas. Cada página parece pensada para reforçar a ideia de jornada, crescimento e encerramento. Não é apenas sobre monstros ou cenas de ação, mas sobre amizade, amadurecimento e o fim inevitável da infância. Ao completar o álbum, o fã não está apenas colando figurinhas, mas fechando um ciclo emocional que começou anos atrás.
O novo álbum da Panini prova que Stranger Things continua viva mesmo após o seu final oficial. Ele funciona como uma homenagem à série e, principalmente, aos fãs que acompanharam cada temporada com entusiasmo. Em tempos de consumo rápido e histórias descartáveis, esse tipo de lançamento reforça a importância de celebrar narrativas que deixam marca. Para quem cresceu com Eleven, Mike, Dustin, Lucas, Will e Max, o álbum é mais do que colecionável: é uma lembrança física de uma história que ajudou a definir uma geração.
A franquia Resident Evil está vivendo mais um daqueles momentos em que o coração do fã bate mais rápido. Depois de anos de idas e vindas no cinema, o novo filme live-action finalmente começou a ser rodado em Praga, sob a direção de Zach Cregger, cineasta que vem ganhando um espaço cada vez mais respeitado no terror contemporâneo. Para marcar o início da produção, o diretor de fotografia Dariusz Wolski divulgou a primeira imagem oficial dos bastidores. Não é uma foto cheia de efeitos, cenários elaborados ou figurinos dramáticos. É apenas a claquete, com o logo do filme. As informações são do Omelete.
A foto surgiu por meio de uma página de fãs polonesa e rapidamente se espalhou entre comunidades do mundo todo. Era uma imagem simples, mas carregada de simbolismo. A presença de Wolski nela deixou evidente que o projeto está em boas mãos. Ele é um artista visual com vasta experiência, conhecido por trabalhos em produções de impacto como Piratas do Caribe, Prometheus, Fênix Negra e tantos outros filmes onde atmosfera e estética caminham juntas. Sua assinatura geralmente carrega sombras densas, composições marcantes e um olhar muito particular para ambientes que parecem sempre esconder algo.
O impacto que moldou gerações
Para entender o entusiasmo ao redor desse novo filme, é preciso voltar ao passado. A série nasceu em 1996, quando Shinji Mikami e Tokuro Fujiwara lançaram o primeiro Resident Evil para PlayStation. Foi um marco imediato. A sensação de caminhar por corredores silenciosos enquanto portas rangiam e luzes piscavam transformou a forma como o público entendia o medo nos jogos.
O universo criado ali era frio, claustrofóbico, misterioso. A cada esquina havia a possibilidade de um zumbi cambaleante, um cão infectado, uma criatura mutante ou algo ainda pior. Mas havia também a presença constante de algo mais profundo: o temor de organizações poderosas, vírus experimentais e o risco sempre iminente da perda de controle. Era o tipo de horror que aproximava fantasia e realidade, deixando o jogador inquieto mesmo fora do jogo.
Com o passar dos anos, a franquia atravessou diversas evoluções. Resident Evil 4, de 2005, transformou a maneira como jogos de ação eram feitos ao popularizar a câmera sobre o ombro. Resident Evil 7, de 2017, recolocou a série no caminho do terror puro com uma perspectiva em primeira pessoa que deixava tudo ainda mais visceral. Village, de 2021, expandiu esse universo com uma mistura de fantasia gótica e biotecnologia. Os remakes recentes mostraram que é possível honrar o passado e modernizar a experiência ao mesmo tempo.
A franquia hoje ultrapassa os videogames. Há séries animadas, livros, quadrinhos, colecionáveis e, claro, filmes. Esse ecossistema dá a Resident Evil uma força quase única. O público não consome apenas histórias; consome uma mitologia inteira, um sentimento de pertencimento que se renova a cada anúncio, trailer ou detalhe revelado pela Capcom.
Não é à toa que Resident Evil é a série de jogos de terror mais vendida da história, com mais de 170 milhões de cópias até março de 2025. É um fenômeno que conecta gerações, países e linguagens — e isso explica por que cada adaptação cinematográfica recebe tanta atenção.
O legado e as polêmicas das adaptações anteriores
Falar de Resident Evil no cinema é falar de uma montanha-russa emocional. O primeiro filme chegou em 2002, dirigido por Paul W. S. Anderson e estrelado por Milla Jovovich como Alice, uma personagem criada exclusivamente para os filmes. A proposta inicial era entregar algo inspirado nos jogos, mas não necessariamente fiel aos acontecimentos principais. Essa liberdade criativa dividiu opiniões, especialmente entre fãs mais puristas.
Apesar disso, a franquia de Jovovich conquistou um público enorme. Seus seis filmes arrecadaram mais de 1 bilhão de dólares e construíram uma legião de admiradores que defendem até hoje a energia exagerada das cenas, a mistura de ação e ficção científica e os momentos icônicos da protagonista enfrentando hordas de criaturas.
Por outro lado, a crítica nunca se mostrou muito receptiva. Ao longo dos anos, os filmes foram acumulando avaliações negativas, e boa parte dos fãs dos jogos passou a desejar uma adaptação que se aproximasse mais do tom original da Capcom.
Em 2021, Welcome to Raccoon City tentou seguir esse caminho. O filme trouxe mais referências, mais fidelidade estética, personagens clássicos e um esforço autêntico de aproximar cinema e jogo. Mesmo assim, esbarrou em limitações de produção e não conseguiu conquistar a repercussão desejada.
Esse histórico torna o filme de Zach Cregger ainda mais significativo. Ele representa uma chance real de reconstruir a reputação da franquia no cinema usando o que mais funcionou nos jogos: atmosfera, horror, tensão, humanidade e o desconforto constante de não saber o que está prestes a surgir na escuridão.
Sinais de um novo capítulo mais maduro
O que mais chama atenção no novo projeto é o conjunto de escolhas criativas. Cregger é um diretor que entende o terror não pela explosão, mas pela construção de desconforto. Seus filmes anteriores mostram isso de forma clara. Ele dá tempo para o medo respirar. Ele cria camadas. Ele trata o suspense como uma dança lenta e angustiante, o que combina perfeitamente com os corredores estreitos e laboratórios decadentes que fazem parte da identidade visual de Resident Evil.
Dariusz Wolski, por sua vez, é alguém que faz da câmera uma personagem. Seus enquadramentos costumam criar universos inteiros dentro do plano, e sua habilidade em trabalhar iluminação em ambientes escuros é reconhecida mundialmente. É o tipo de profissional que pode transformar cada cenário do filme em uma experiência sensorial.
Na madrugada de domingo, 2 de março, o Corujão traz uma dose extra de diversão e romance para os telespectadores da TV Globo com a exibição de “Qualquer Gato Vira-Lata”. O longa, estrelado por Cleo Pires, Malvino Salvador e Dudu Azevedo, é baseado na peça de teatro escrita por Juca de Oliveira e promete arrancar boas risadas enquanto acompanha uma história cheia de reviravoltas amorosas.
Tati (Cleo Pires, O Tempo e o Vento, Operações Especiais) é uma jovem apaixonada por seu namorado Marcelo (Dudu Azevedo, Os Dez Mandamentos, Jesus), um rapaz rico e mimado que não valoriza o relacionamento. Após uma briga e uma pausa no namoro, Tati decide reconquistá-lo de uma forma inusitada: tornando-se cobaia do experimento de Conrado (Malvino Salvador, Fina Estampa, Haja Coração), um professor de biologia que defende a teoria de que os relacionamentos humanos seguem as mesmas regras da sedução no reino animal.
No início, a estratégia parece funcionar, mas, com o tempo, a convivência entre Tati e Conrado desperta sentimentos inesperados. Agora, ela precisa decidir entre seguir seu plano inicial ou abrir espaço para um novo amor.
Elenco e produção
Além do trio protagonista, o elenco conta com Rita Guedes (Alma Gêmea, Amor & Sexo), Álamo Facó (Divã a Dois, Paraíso Tropical) e Leticia Novaes (O Último Virgem). A direção fica por conta de Tomas Portella (Qualquer Gato Vira-Lata 2, Operação Big Hero – Série).
O talento brasileiro vai brilhar em Las Vegas. A Academia Latina da Gravação anunciou que Tiago Iorc será o anfitrião da Première do Latin Grammy 2025, cerimônia que antecede o evento principal e revela a maior parte dos vencedores da noite. O cantor e compositor dividirá a apresentação com a porto-riquenha Kany García, reconhecida por sua carreira sólida e por suas letras marcadas por emoção e autenticidade. As informações são do OFuxico.
A Première do Latin Grammy acontece no próximo 13 de novembro, diretamente do hotel Mandalay Bay, em Las Vegas, e será transmitida ao vivo pelas plataformas digitais da Academia Latina, a partir das 17h (horário de Brasília). Além de anunciar os premiados de diversas categorias, Tiago e Kany também serão responsáveis por apresentar performances especiais de artistas convidados, que ainda serão revelados nos próximos dias.
Para Tiago, o convite chega como um reconhecimento à sua trajetória e à sua crescente conexão com a música latina. O cantor é dono de cinco prêmios Latin Grammy e já foi indicado nove vezes, conquistando destaque com seu estilo introspectivo, melódico e poético. Desde o lançamento do álbum “Troco Likes” (2015) — que rendeu sua primeira estatueta e consolidou sua carreira em língua portuguesa — o artista vem acumulando conquistas e admiradores por toda a América Latina.
Em 2019, Tiago alcançou um marco histórico com “Reconstrução”, álbum que colocou todas as faixas simultaneamente no Top 50 do Spotify Brasil e o consagrou com o prêmio de Melhor Canção em Língua Portuguesa por “Desconstrução”. Com um som que mistura sensibilidade, romantismo e experimentação, o músico conquistou não apenas o público brasileiro, mas também ouvintes em outros países.
A parceria com Kany García representa mais um capítulo dessa expansão. Os dois artistas se conheceram há cerca de dois anos, nos bastidores de um festival internacional, e desde então mantêm uma amizade pautada pelo respeito mútuo e pela admiração artística. Em março deste ano, eles lançaram a faixa “Quédate Otra Vez”, uma releitura bilíngue do sucesso “Amei Te Ver”. A nova versão, que une português e espanhol, destacou-se pela delicadeza e pelo entrosamento vocal entre os dois, conquistando ouvintes em vários países e reforçando a ponte cultural entre Brasil e o universo hispânico.
O Bebê de Rosemary (1968), dirigido por Roman Polanski, permanece como um dos pilares do horror psicológico justamente por evitar caminhos fáceis. Em vez de apostar em sustos calculados ou no grotesco explícito, o filme constrói seu terror na sugestão – e na manipulação silenciosa do olhar do espectador. Cada cena funciona como um convite à dúvida, à suspeita e ao desconforto. E, à medida que a paranoia de Rosemary cresce, também cresce a nossa, até que o próprio conceito de realidade se torna instável.
A narrativa acompanha Rosemary Woodhouse, jovem recém-instalada com o marido em um edifício antigo de Nova York, impregnado de histórias sinistras e vizinhos invasivos. Quando engravida, o que deveria ser um período de alegria se transforma em um mergulho angustiante. Entre dores inexplicáveis, sonhos que beiram o ritualístico e um controle crescente exercido por aqueles ao redor, Rosemary começa a acreditar que é vítima de uma conspiração. Mas Polanski trabalha deliberadamente a incerteza: tudo pode ser verdade, e nada pode ser verdade.
Esse jogo entre percepção e delírio é sustentado com rigor formal. O apartamento torna-se uma espécie de cárcere sofisticado — ambientes estreitos, portas que nunca se fecham completamente, corredores que parecem absorver o silêncio. A câmera de Polanski explora limitações espaciais de forma opressiva, enquadrando Rosemary frequentemente em posições de fragilidade. O design de som — passos abafados, diálogos cochichados, ruídos domésticos que ganham contornos ameaçadores — potencializa a atmosfera, fazendo com que o cotidiano se converta em palco de inquietação.
O ritmo, aparentemente lento, é calculado e cirúrgico. O horror se infiltra nas conversas triviais, nas visitas inconvenientes, em detalhes quase imperceptíveis. É um terror que não se anuncia, mas se instala. O que não vemos, o que não é explicado, pesa mais do que qualquer imagem explícita poderia transmitir. Polanski entende que o medo nasce daquilo que nos escapa — e usa essa compreensão como ferramenta narrativa primordial.
No entanto, a força do filme não se limita ao suspense. O Bebê de Rosemary articula um comentário contundente sobre controle, violência simbólica e apropriação do corpo feminino. A fronteira entre o sobrenatural e o social se dilui: a opressão vivida por Rosemary, seja ela orquestrada por uma seita satânica ou pelo paternalismo que a cerca, evidencia uma violência estrutural que permanece desconfortavelmente atual. A gravidez se transforma em metáfora para a perda de autonomia — uma mulher cujo corpo é decidido, manipulado e invadido por forças externas, sejam elas humanas ou demoníacas.
Mais de meio século após sua estreia, a obra ainda provoca, inquieta e inspira debates. Seu poder não está em respostas — que Polanski deliberadamente recusa —, mas nas perguntas que lança e nas sensações que desperta. O Bebê de Rosemary continua a ser uma obra-prima justamente porque compreende que o terror mais profundo não reside no que é mostrado, mas no que permanece na penumbra, à espera de ser completado pela imaginação de quem assiste.