Meu Pior Vizinho chega aos cinemas nesta quinta (13) e mostra como o amor pode nascer através das paredes

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Estreia hoje nos cinemas brasileiros Meu Pior Vizinho, uma comédia romântica sul-coreana que promete encantar o público ao misturar humor, melancolia e encontros improváveis em meio à rotina caótica da vida urbana. Dirigido por Lee Woo-chul, o longa oferece uma narrativa sensível e divertida sobre como o amor pode surgir — e ecoar — nos lugares mais inesperados.

A história acompanha Lee Seung-jin (interpretado por Lee Ji-hoon), um músico sonhador que decide se mudar para um novo apartamento em busca de tranquilidade e inspiração. Sua paz, no entanto, é logo interrompida por um choro enigmático que invade suas noites. Intrigado e sem conseguir dormir, ele parte em busca da origem dos sons — e descobre que o “fantasma” é, na verdade, Hong Ra-ni (Han Seung-yeon), sua vizinha reclusa.

Ra-ni é uma designer talentosa, mas solitária, que vive cercada por seus projetos e dramas pessoais. Seu apartamento é seu refúgio e, ao mesmo tempo, sua prisão. As ferramentas de trabalho, os desabafos noturnos e a solidão criam o som ambiente que atormenta Seung-jin. Aos poucos, o que começa como irritação e curiosidade se transforma em um laço de empatia, amizade e, por fim, amor.

Entre o riso e a melancolia

Inspirado no filme francês “Blind Date”, de Clovis Cornillac, o filme adapta a comédia romântica europeia para o contexto urbano da Coreia do Sul, mantendo o charme do original, mas incorporando temas contemporâneos. A parede que separa os protagonistas é uma metáfora poderosa sobre a solidão nas grandes cidades — um retrato fiel de uma geração que vive próxima fisicamente, mas distante emocionalmente.

O longa combina humor leve e emoção contida, um equilíbrio característico do cinema coreano moderno. Através dos diálogos afiados e das situações cotidianas, o roteiro questiona: até que ponto as barreiras que criamos — físicas ou emocionais — nos impedem de viver algo verdadeiro?

Além das risadas, há um toque de melancolia e realismo. O filme fala sobre medo, vulnerabilidade e reconexão, mostrando que o amor nem sempre chega de forma grandiosa — às vezes, ele se infiltra pelas pequenas frestas da rotina.

Lee Ji-hoon e Han Seung-yeon: química e renovação

Para Lee Ji-hoon, o papel de Seung-jin marca um momento de virada na carreira. Conhecido por seus papéis em dramas de época como “River Where the Moon Rises” (2021) e “Rookie Historian Goo Hae-ryung” (2019), o ator mostra um lado mais espontâneo e vulnerável. Seu desempenho combina timidez e carisma, dando vida a um protagonista imperfeito, mas profundamente humano.

Já Han Seung-yeon, que brilhou como integrante do grupo de K-pop KARA, confirma mais uma vez seu talento como atriz. Depois de participações notáveis em “Show Me the Ghost” (2021) e “Hello, My Twenties!” (2016), ela entrega uma Hong Ra-ni cheia de nuances — uma mulher que aprendeu a lidar com a solidão, mas que, aos poucos, redescobre a importância de se abrir ao outro.

A química entre os dois é palpável, mesmo quando estão separados por uma parede. Essa dinâmica inusitada é um dos grandes trunfos do filme: a tensão entre distância e proximidade, isolamento e conexão, faz com que o público se envolva emocionalmente com cada diálogo trocado através das paredes.

A vida moderna como personagem

O longa é uma crônica sobre a vida contemporânea e aborda temas como o esgotamento emocional, a pressão do sucesso e a dificuldade de comunicação em tempos digitais. O som — elemento central da narrativa — ganha um papel quase simbólico. Cada barulho vindo do apartamento vizinho reflete emoções contidas, lembrando o espectador de como a vida moderna é repleta de ruídos, tanto internos quanto externos. Ao transformar o incômodo em conexão, o longa sugere que escutar o outro pode ser o primeiro passo para o amor.

Visualmente, a direção de Lee Woo-chul aposta em planos intimistas e iluminação suave, reforçando a sensação de confinamento e intimidade. O espectador é convidado a observar a relação crescer em meio a rotinas silenciosas, cafés esquecidos e músicas tocadas ao piano — um retrato sensível de dois solitários aprendendo a dividir o mesmo espaço emocional.

Um retrato coreano do amor moderno

Nos últimos anos, o cinema sul-coreano tem se destacado por renovar os gêneros clássicos com olhares contemporâneos. Assim como “In Our Prime” e “Decision to Leave”, “Meu Pior Vizinho” investe em personagens emocionalmente complexos, explorando o amor de forma menos idealizada e mais realista.

Em vez de focar apenas na paixão, o filme se dedica a mostrar o processo de aproximação — as hesitações, os ruídos, os silêncios. É um romance que cresce devagar, como uma melodia que vai se formando aos poucos, até se tornar impossível de ignorar.

Quilos Mortais desta sexta (08) apresenta emocionante episódio sobre a trajetória de Bethany

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Nesta sexta-feira, 8 de agosto, às 22h45, o reality show Quilos Mortais traz ao público uma narrativa que ultrapassa os números da balança para alcançar as profundezas do ser humano. O episódio inédito acompanha Bethany, uma psicóloga de 42 anos que enfrenta um desafio colossal: conviver com seus 276 quilos e, ao mesmo tempo, lidar com feridas emocionais antigas e barreiras internas que dificultam sua transformação. As informações são da Record TV.

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Confira como está Bethany, participante do programa Quilos Mortais da Record TV

A vida por trás dos números: conhecendo Bethany

Bethany não é uma paciente comum. Com formação em psicologia, ela conhece bem os labirintos da mente humana e compreende, em teoria, a importância de cuidar da saúde emocional. Mas quando o olhar precisa se voltar para si mesma, sua história se mostra complexa e carregada de nuances.

Mãe dedicada de duas filhas — Isabella, de 18 anos, e Zowie, de 10 — Bethany vive um cotidiano marcado pelas limitações que o excesso de peso lhe impõe. São tarefas simples do dia a dia que se tornam desafios gigantescos, como acompanhar as filhas em momentos importantes, brincar no parque ou mesmo atividades corriqueiras dentro de casa. A culpa por não poder estar mais presente e ativa na vida das meninas acompanha seus dias silenciosamente.

A dinâmica familiar tem suas tensões. Isabella, ainda muito jovem, assumiu cedo um papel de cuidadora, tentando equilibrar o suporte à mãe com a construção de sua própria identidade. Já o marido, figura central na história, é um parceiro constante que divide a carga física e emocional de um lar onde a saúde de Bethany muitas vezes é o eixo principal das preocupações.

Cicatrizes que o tempo não cura: feridas emocionais e traumas do passado

Desde a infância, a jovem conviveu com rejeição e a sensação de não pertencimento, sentimentos que cresceram em meio a conflitos familiares e dificuldades sociais. Na adolescência, um relacionamento abusivo deixou marcas profundas, afetando diretamente sua autoestima e ampliando o ciclo de sofrimento.

A luta contra crises de ansiedade e episódios de pânico que acompanham sua trajetória só reforçaram o isolamento. Para Bethany, a comida tornou-se uma espécie de porto seguro — um mecanismo de conforto e proteção diante de um mundo que, para ela, parecia hostil demais.

O paradoxo da psicóloga que resiste à própria cura

Um dos aspectos mais impactantes da história de Bethany é a contradição entre seu conhecimento profissional e a resistência emocional que apresenta diante da própria terapia e tratamento psicológico.

Apesar de entender o valor da psicoterapia, Bethany encara o processo com uma mistura de desconfiança e medo. Ela se apega à cirurgia bariátrica como uma solução quase milagrosa — uma esperança rápida para a transformação que tanto deseja — sem perceber que o verdadeiro e maior desafio está no enfrentamento das questões emocionais que alimentam seus comportamentos e dificultam a mudança.

Essa resistência não é incomum em quem vive com obesidade extrema, especialmente quando há um histórico de traumas não elaborados e uma relação complexa com o próprio corpo e a autoestima. O episódio expõe esse embate interno de forma sensível, mostrando que a cura não é linear e que o caminho pode ser tortuoso.

Além da balança: reconstruir a autoestima e a vida

Para Bethany, a verdadeira batalha não está apenas no número que a balança marca, mas no processo lento e cheio de obstáculos de autoconhecimento, aceitação e reconstrução da autoestima.

Cada pequena conquista, seja física ou emocional, representa um passo fundamental para vencer o medo, a insegurança e as feridas que o tempo não cicatrizou. A série mostra momentos de fragilidade, mas também flashes de esperança e a redescoberta da força interior que ela tem — uma força que talvez estivesse oculta sob o peso do corpo e das emoções.

Esse processo de transformação vai muito além da estética: é sobre recuperar o direito de viver plenamente, de se amar e se aceitar, de reconstruir relações familiares e sociais e de reencontrar a própria identidade.

O peso invisível da responsabilidade familiar

A moça carrega uma culpa que muitas vezes pesa quase tanto quanto os quilos que somam seu corpo. Ela teme não estar presente para as filhas da forma como gostaria e se preocupa com o impacto que sua condição pode ter sobre o futuro delas.

A relação entre Bethany e suas filhas é marcada por um amor imenso, mas também por tensões e angústias naturais de quem vive diante de tantas limitações. Isabella, em particular, vive o delicado papel de suporte emocional e prático para a mãe, enfrentando seu próprio processo de amadurecimento e desafios pessoais.

O episódio ressalta como a obesidade extrema impacta não só o indivíduo, mas todo o núcleo familiar, colocando à prova relações, expectativas e o equilíbrio emocional de todos.

Liam Neeson descobre seu lado cômico em “Corra que a Polícia Vem Aí” – Uma nova fase para o ator e para a comédia

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É difícil imaginar Liam Neeson, um dos grandes nomes do cinema contemporâneo, conhecido mundialmente por sua voz grave e personagens marcados pela intensidade dramática, entregando risadas genuínas em uma comédia escrachada. E, no entanto, é exatamente isso que o público brasileiro vai poder conferir a partir do dia 14 de agosto, com a estreia de “Corra que a Polícia Vem Aí” — uma homenagem irreverente e atualizada à clássica franquia “The Naked Gun”, que chega aos cinemas nacionais com uma proposta que mistura ação, humor nonsense e muita energia.

Um ator em transformação: o desafio de reinventar-se

Liam Neeson nunca foi um ator que buscou conforto ou se acomodou em um único estilo. Do herói trágico de “A Lista de Schindler” ao implacável pai em “Busca Implacável”, Neeson construiu uma carreira sólida, com personagens que exigem seriedade e força dramática. Por isso, sua decisão de encarar a comédia pastelão em “Corra que a Polícia Vem Aí” representa mais do que uma simples mudança de gênero: é uma verdadeira reinvenção artística.

Em um vídeo divulgado pela Paramount Pictures Brasil, Neeson foi sincero ao afirmar: “É um gênero novo para mim”. Essa simplicidade no discurso revela a honestidade do ator diante do novo desafio. Ele não se apresenta como um comediante nato, mas como alguém disposto a explorar territórios desconhecidos, aprender e se divertir no processo.

Essa coragem para sair da zona de conforto é inspiradora — não apenas para profissionais do cinema, mas para qualquer pessoa que sente o peso da rotina e teme o novo. Neeson mostra que nunca é tarde para experimentar, errar, rir de si mesmo e se reinventar.

O retorno da irreverência: “The Naked Gun” ganha novo fôlego

A franquia “The Naked Gun” é um marco da comédia, e o personagem Frank Drebin, imortalizado por Leslie Nielsen, é um ícone do humor pastelão. O sucesso dos filmes dos anos 80 e 90 reside em sua capacidade de brincar com os clichês dos filmes policiais e de ação, exagerando nos absurdos e nas trapalhadas, tudo isso com timing perfeito e personagens memoráveis.

“Corra que a Polícia Vem Aí” resgata essa essência, mas com um olhar contemporâneo. A ideia é atualizar o humor para os dias atuais, mantendo a homenagem à série original, mas sem parecer ultrapassado ou repetitivo. Para isso, o roteiro, assinado por Dan Gregor, Doug Mand e Akiva Schaffer, aposta em diálogos ágeis, situações bizarras e um ritmo acelerado.

A trama gira em torno do Tenente Frank Drebin Jr., interpretado por Neeson, o filho do personagem original. Esse aspecto gera uma curiosa dinâmica entre legado e novidade, trazendo a expectativa de que o ator consiga imprimir sua personalidade ao mesmo tempo em que honra o espírito do personagem.

Seth MacFarlane: o homem por trás do humor irreverente

Seth MacFarlane, conhecido pelo seu trabalho nas séries animadas “Uma Família da Pesada” e “American Dad!”, é um produtor com um talento especial para o humor ácido e politicamente incorreto. Ao assumir a produção de “Corra que a Polícia Vem Aí”, ele trouxe seu olhar afiado e uma paixão antiga pela franquia.

Em entrevista, MacFarlane afirmou que acredita que o público precisa hoje de comédias leves e engraçadas para enfrentar as tensões do cotidiano. Essa empatia e percepção cultural fazem dele um dos nomes mais relevantes para produzir um filme que funcione como um escape bem-humorado para as plateias.

Sua influência é sentida no ritmo e no tom do filme, que consegue equilibrar o absurdo com momentos inesperados de humanidade e charme. O envolvimento de MacFarlane também é garantia de que o filme não perderá o frescor e a irreverência que os fãs da franquia esperam.

Um elenco para todos os gostos

Além de Liam Neeson e Pamela Anderson, que interpreta Beth, “Corra que a Polícia Vem Aí” reúne um elenco que transita entre gerações e estilos. Paul Walter Hauser, conhecido por seus trabalhos em “Cobra Kai” e “I, Tonya”, vive o Capitão Ed Hocken Jr., enquanto nomes como Liza Koshy, uma estrela das redes sociais e do cinema, trazem modernidade e leveza.

Figuras como Kevin Durand e Danny Huston acrescentam peso dramático ao elenco, equilibrando as doses de comédia e ação. A presença do rapper Busta Rhymes ainda acrescenta uma pitada cultural inesperada, evidenciando a aposta do filme em diversificar seus personagens e atrair públicos distintos.

Esse elenco heterogêneo é uma demonstração clara de que o filme quer falar para todas as gerações: quem cresceu com Leslie Nielsen poderá revisitar aquele universo, enquanto os jovens descobrirão uma comédia com referências atuais e ritmo dinâmico.

O processo criativo: resgatar sem repetir

O caminho até a produção final de “Corra que a Polícia Vem Aí” foi longo e cheio de nuances. Desde 2013, a Paramount Pictures tentou revitalizar a franquia, passando por diferentes roteiristas, diretores e atores escalados. Ed Helms chegou a ser anunciado como protagonista, mas o projeto enfrentou dificuldades para encontrar o tom certo, que não traísse o legado da série.

David Zucker, criador do original, chegou a se afastar por achar que o reboot poderia não atingir a qualidade dos primeiros filmes. Esse cenário mostra a complexidade de trabalhar com franquias tão amadas: como respeitar o passado e, ao mesmo tempo, inovar?

A contratação de Seth MacFarlane e Akiva Schaffer, diretor conhecido por seu trabalho na comédia contemporânea, foi o ponto de virada que deu fôlego novo à produção. O roteiro passou por diversas reformulações, sempre buscando um equilíbrio entre humor clássico e frescor moderno.

As filmagens em Atlanta, no primeiro semestre de 2024, foram marcadas por um clima de leveza e colaboração, com atores e equipe abraçando o tom cômico e se divertindo com o material.

O que esperar de “Corra que a Polícia Vem Aí”?

O filme promete uma comédia leve, para quem quer dar boas risadas e relaxar. Combinando cenas de ação com gags visuais e diálogos espirituosos, ele oferece uma experiência que não exige muito do espectador — apenas entrega entretenimento puro.

Mas também é um filme que fala sobre legado, aceitação e a coragem de ser diferente, mesmo em meio a expectativas pesadas. Frank Drebin Jr. é um personagem atrapalhado, porém determinado, que pode inspirar o público a abraçar suas imperfeições e encontrar seu próprio caminho.

Para Liam Neeson, é a chance de mostrar seu talento multifacetado e sua disposição para surpreender. Para o público, é a oportunidade de rever um estilo clássico de comédia policial com um toque moderno e inesperado.

Hamnet: A Vida Antes de Hamlet lança trailer emocionante e já é apontato como favorito ao Oscar 2026

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O aguardado trailer de Hamnet: A Vida Antes de Hamlet foi lançado nesta semana e rapidamente incendiou as redes sociais e os portais especializados em cinema. O vídeo antecipa a força dramática e a beleza visual do longa dirigido por Chloé Zhao, trazendo Jessie Buckley e Paul Mescal em interpretações intensas que prometem marcar a temporada. Baseado no romance de Maggie O’Farrell, o filme revisita a vida de William Shakespeare e sua família, tendo como ponto de partida a morte precoce de seu filho Hamnet, de apenas 11 anos. Abaixo, confira o vídeo:

Ainda antes da estreia oficial, a produção já é considerada por parte da imprensa americana como o grande favorito ao Oscar 2026, ocupando o mesmo espaço de reverência que Zhao conquistou com “Nomadland”, vencedor da estatueta de Melhor Filme e Melhor Direção em 2021.

Após explorar a vulnerabilidade dos nômades modernos em “Nomadland” e se arriscar no universo dos super-heróis com “Eternos”, Chloé Zhao retorna ao território que melhor domina: a contemplação da dor humana e a beleza escondida no cotidiano. Em “Hamnet”, a diretora se une à própria Maggie O’Farrell para adaptar o romance vencedor do Women’s Prize for Fiction, oferecendo ao público não uma cinebiografia tradicional de Shakespeare, mas um retrato íntimo de uma família abalada pela perda e de uma mulher, Agnes, que sustenta o lar diante da tragédia. Com imagens poéticas do diretor de fotografia Łukasz Żal (“Ida”, “Cold War”) e produção de Steven Spielberg, Zhao constrói uma narrativa que é ao mesmo tempo grandiosa e profundamente pessoal.

A trama acompanha William Shakespeare (Paul Mescal) e Agnes (Jessie Buckley) na Inglaterra do século XVI, mergulhando em sua vida doméstica e nos dilemas do casal após a morte do pequeno Hamnet (Jacobi Jupe). Longe de se fixar apenas no dramaturgo, o filme mostra o homem dividido entre a criação artística e o luto, enquanto Agnes emerge como protagonista silenciosa, guiando os filhos e tentando ressignificar a dor. Poucos anos depois da perda, Shakespeare escreveria “Hamlet”, peça que muitos acreditam carregar os ecos dessa tragédia. O longa, portanto, funciona como uma investigação emocional de como o sofrimento se transforma em arte eterna.

O filme reúne um elenco de primeira linha, capaz de equilibrar experiência e juventude. Jessie Buckley (The Lost Daughter, Men, Wild Rose) assume o papel de Agnes com intensidade visceral, descrita pela crítica como a alma do filme, enquanto Paul Mescal (Aftersun, Normal People, Gladiator II) encarna Shakespeare de forma humana e vulnerável.

Jacobi Jupe (A Quiet Place, Honeyboy) vive o filho Hamnet, cuja ausência se torna presença constante na narrativa. Ao lado deles, nomes como Emily Watson (Breaking the Waves, Chernobyl), Joe Alwyn (The Favourite, Conversations with Friends), Olivia Lynes (Matilda the Musical), Bodhi Rae Breathnach (This Is Going to Hurt) e Freya Hannan-Mills (Matilda the Musical) ampliam o núcleo familiar e dão corpo às tensões dramáticas. O elenco secundário ainda inclui David Wilmot (Intermission, The Guard), Elliot Baxter (The Spanish Princess), Dainton Anderson (The Last Kingdom) e Jack Shalloo (Kick-Ass 2), completando uma produção que já se destaca pela coesão e pela força das atuações.

Após sua première mundial no Festival de Telluride, onde foi ovacionado, “Hamnet” chega aos cinemas dos Estados Unidos em lançamento limitado em 27 de novembro de 2025, expandindo para todo o país em 12 de dezembro. No Brasil, o longa tem estreia confirmada para 29 de janeiro de 2026, com distribuição da Universal Pictures. A expectativa é alta: além das credenciais artísticas, o filme já aparece nas apostas de premiação como candidato forte nas categorias de Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Atriz (Buckley) e Melhor Ator (Mescal).

No SBT, fantasia musical “Monster High: O Filme” é destaque no Cinema em Casa deste sábado (10)

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O Cinema em Casa deste sábado, 10 de janeiro de 2026, leva ao público do SBT uma aventura cheia de música, identidade e mensagens sobre pertencimento com “Monster High: O Filme”, versão live-action lançada em 2022 e inspirada na famosa franquia de bonecas da Mattel.

Dirigido por Todd Holland e com roteiro assinado por Jenny Jaffe, Greg Erb e Jason Oremland, o longa mistura fantasia, musical e drama adolescente para apresentar uma nova geração de monstros que, assim como muitos jovens do mundo real, lutam para encontrar seu lugar. A produção é da Mattel Television, em parceria com a Brightlight Pictures, e marcou uma nova fase do relançamento da marca Monster High.

A história acompanha Clawdeen Wolf, uma adolescente de 16 anos que carrega um grande segredo: ela é metade humana e metade lobisomem. Criada pelo pai humano, Apollo, Clawdeen sempre precisou esconder sua verdadeira natureza para se proteger do preconceito. Quando recebe uma inesperada carta de aceitação para estudar na Monster High, uma escola exclusiva para jovens monstros, ela vê a chance de finalmente pertencer a algum lugar.

No entanto, o sonho logo se transforma em desafio. Ao chegar à escola, Clawdeen descobre que apenas monstros de “sangue puro” são oficialmente aceitos, o que a obriga a esconder ainda mais quem realmente é. Mesmo assim, ela encontra apoio em novos amigos, como Frankie Stein, uma criatura brilhante e de gênero não binário; Draculaura, filha do Conde Drácula; Deuce Gorgon, filho da Medusa; além de personagens icônicos como Cleo de Nile, Lagoona Blue e Ghoulia Yelps.

Entre números musicais vibrantes e conflitos típicos da adolescência, o filme constrói uma narrativa que vai além da fantasia. A jornada de Clawdeen se transforma em uma metáfora sobre aceitação, diversidade e o medo de não ser “suficiente” para se encaixar em padrões impostos. Quando segredos do passado da Monster High vêm à tona, incluindo a história de um ex-aluno híbrido que pagou caro por ser diferente, a protagonista precisa decidir se vale a pena abrir mão de uma parte de si mesma para ser aceita.

O elenco jovem é liderado por Miia Harris no papel de Clawdeen, ao lado de Ceci Balagot, Nayah Damasen, Case Walker, Lina Lecompte e Justin Derickson, que dão vida aos personagens clássicos da franquia com uma abordagem atual e representativa. Um dos destaques do filme é justamente a atualização dos temas da marca, dialogando com questões contemporâneas como identidade, inclusão e liberdade de expressão.

“Monster High: O Filme” foi lançado nos Estados Unidos simultaneamente na Paramount+ e na Nickelodeon em outubro de 2022, alcançando rapidamente o público jovem e fãs antigos da franquia. No Brasil, o longa chegou ao streaming e à TV paga no mesmo período, conquistando espaço entre as produções infantojuvenis mais comentadas daquele ano. O sucesso garantiu uma continuação, “Monster High 2”, lançada em 2023.

ATEEZ anuncia comeback japonês com teaser de Ash e conquista fãs com nova fase musical

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O boy group sul-coreano ATEEZ lançou recentemente o primeiro teaser do MV da faixa “Ash”, single que integra o segundo full álbum japonês do grupo, intitulado Ashes to Light. O teaser, divulgado nas redes sociais oficiais do grupo, já desperta grande expectativa entre os fãs, mostrando uma estética marcada pelo fogo e pela luz, que reflete o conceito de superação e renascimento do álbum. O comeback oficial ocorrerá no dia 17 de setembro, movimentando redes sociais e plataformas de streaming ao redor do mundo. Abaixo, veja o vídeo:

Formado pela KQ Entertainment, o ATEEZ debutou oficialmente em 24 de outubro de 2018, com os singles “Treasure” e “Pirate King”, conquistando rapidamente o público com sua energia intensa, coreografias poderosas e identidade musical própria. Em julho de 2019, o grupo assinou contrato com a RCA Records, reforçando sua expansão internacional e consolidando sua presença fora da Coreia do Sul. Desde então, o ATEEZ vem lançando álbuns coreanos e japoneses, mantendo-se como um dos grupos de K-pop mais influentes da atualidade, reconhecido tanto pelo talento musical quanto pela conexão próxima com os fãs, conhecidos como ATINY.

O grupo é formado por oito integrantes, cada um contribuindo de forma única para a força e versatilidade do ATEEZ. Kim Hongjoong, líder, rapper e centro, se destaca pela criatividade e liderança, participando da composição e produção das músicas. Park Seonghwa, vocalista e visual, encanta o público com elegância e presença de palco. Jeong Yunho, dançarino principal e vocalista, é conhecido por sua energia e precisão em performances complexas. Kang Yeosang, sub vocalista, dançarino e visual, combina versatilidade e estética, fortalecendo a identidade visual do grupo. Choi San, vocalista, traz expressividade e emoção a cada apresentação. Song Mingi, rapper e dançarino principal, impressiona pela força e técnica em performances impactantes. Jung Wooyoung, dançarino principal, sub vocalista e visual, se destaca pelo carisma e habilidade em coreografias complexas. Por fim, Choi Jongho, vocalista principal e maknae, é elogiado pela potência vocal e capacidade de transmitir emoção intensa.

O novo single “Ash” promete explorar conceitos de destruição e renascimento, trazendo uma narrativa visual e musical que mistura momentos de intensidade com delicadeza. O teaser mostra o grupo em um cenário dramático, com efeitos de luz e sombra, antecipando um clímax emocional no MV completo. O álbum Ashes to Light seguirá essa linha conceitual, reforçando o compromisso do ATEEZ em criar experiências imersivas e inovadoras para seus fãs, sem perder a identidade que conquistou seu lugar no cenário global do K-pop.

O lançamento também evidencia a forte relação do ATEEZ com sua base de fãs, os ATINY, que acompanham cada passo do grupo de forma engajada, compartilhando teorias, promovendo campanhas de streaming e interagindo diretamente com conteúdos exclusivos. A divulgação do teaser e do MV completo é um momento de celebração para essa comunidade, que desempenha papel fundamental no sucesso internacional do grupo.

Minecraft: O Filme ultrapassa US$ 816 milhões e conquista o público mundial

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A adaptação cinematográfica de Minecraft está provando que o universo dos games segue sendo uma fonte inesgotável de sucessos nas telonas. Com mais US$ 20 milhões arrecadados no último fim de semana, o longa já soma expressivos US$ 816 milhões em bilheteria global 🌎. Só nos Estados Unidos, o filme estrelado por Jack Black acumula impressionantes US$ 377 milhões em pouco mais de um mês de exibição.

🏆 Desempenho sólido nas bilheteiras americanas

Embora tenha perdido o posto de líder das bilheteiras no movimentado feriado de Páscoa, Minecraft mantém um desempenho robusto nos EUA. Atualmente, ocupa a quarta posição no ranking nacional, sendo superado apenas por Pecadores, o relançamento de Star Wars: A Vingança dos Sith (em comemoração aos 20 anos do episódio) e a sequência O Contador 2, que dominaram o topo neste fim de semana.

Mesmo fora do pódio, o sucesso contínuo da produção confirma seu enorme apelo junto ao público — e aponta para uma trajetória ainda muito promissora nas próximas semanas.

🎬 Uma estreia de tirar o fôlego

A estreia de Minecraft foi um verdadeiro evento. Com US$ 157 milhões arrecadados apenas no primeiro fim de semana nos cinemas americanos, o filme quebrou o recorde de melhor abertura para uma adaptação de videogame na história dos EUA 🇺🇸. Esse resultado histórico superou os US$ 146 milhões conquistados por Super Mario Bros. – O Filme em 2023, outro gigante inspirado no mundo dos games.

Essa conquista reforça o interesse cada vez maior do público por universos interativos adaptados para o cinema — e demonstra que a nostalgia e o carinho pelas franquias de videogame continuam falando mais alto nas decisões de bilheteria.

📚 Uma história cheia de aventura e imaginação

O enredo de Minecraft traz uma abordagem criativa e repleta de aventura. A história acompanha quatro desajustados — Garrett “The Garbage Man” Garrison (Jason Momoa), Henry (Sebastian Hansen), Natalie (Emma Myers) e Dawn (Danielle Brooks) — que enfrentam desafios cotidianos em suas rotinas monótonas. Tudo muda quando um misterioso portal os transporta para Overworld, um mundo mágico e completamente construído em blocos 🧱.

Neste novo universo, onde a imaginação é a chave para a sobrevivência, eles precisam se adaptar rapidamente. Além de dominar as estranhas regras do Overworld, o grupo enfrenta ameaças constantes de criaturas perigosas, como Piglins e Zumbis 🧟‍♂️.

Para vencer esses obstáculos e tentar encontrar o caminho de volta para casa, eles contam com a ajuda de Steve (Jack Black), um construtor experiente, imprevisível e cheio de truques. Entre construções mirabolantes, estratégias criativas e batalhas eletrizantes, o grupo embarca em uma jornada de superação, amizade e autodescoberta.

🎤 Elenco de peso e humor certeiro

Além da direção segura e dos efeitos visuais impressionantes, Minecraft aposta em um elenco carismático para conquistar o público. Jack Black, que já provou seu talento para projetos familiares em filmes como Escola de Rock e Jumanji, rouba a cena como Steve, trazendo uma mistura única de humor, excentricidade e emoção ao personagem.

Jason Momoa, conhecido por papéis mais sérios como em Aquaman e Game of Thrones, se diverte ao dar vida ao atrapalhado Garrett, mostrando sua versatilidade e talento para a comédia de aventura.

O trio jovem formado por Sebastian Hansen, Emma Myers e Danielle Brooks também entrega atuações vibrantes, equilibrando humor e emoção de forma leve e cativante 🎭.

🌟 O fenômeno dos games no cinema

O sucesso de Minecraft reafirma uma tendência clara em Hollywood: adaptações de games continuam sendo apostas certeiras para o cinema. Depois de Sonic, Super Mario e The Last of Us (na TV), Minecraft mostra que ainda há muito espaço para histórias vindas do mundo dos jogos digitais.

Com apelo para várias gerações — dos fãs nostálgicos do jogo original aos jovens que estão descobrindo esse universo agora —, o filme demonstra que, quando a adaptação respeita o espírito da obra e entrega uma boa história, o sucesso é quase garantido ✨.

🔮 E o que vem pela frente?

Com a bilheteria global em alta e a recepção positiva do público, não seria surpresa se o estúdio anunciasse em breve planos para uma continuação ou até mesmo a expansão do universo Minecraft no cinema. Afinal, o material disponível é vasto, e o potencial para novas aventuras — seja explorando outros biomas, personagens ou missões — parece ilimitado.

Por enquanto, o primeiro filme já pode ser considerado uma verdadeira vitória para fãs e para a indústria. E quem sabe? Talvez, assim como no jogo, a próxima etapa dessa aventura ainda esteja sendo construída — bloco por bloco.

Marina Dutra lança Sonho e Pesadelo, uma fantasia lírica sobre amor proibido e destino divino

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Imagine um universo onde o amor é uma ameaça à ordem cósmica, e a simples troca de olhares pode estremecer as fundações do mundo. Assim nasce Sonho e Pesadelo, o novo romance da escritora Marina Dutra, que chega às prateleiras como uma das obras mais sensíveis e ousadas da nova geração da fantasia brasileira.

Misturando elementos de mitologia própria, linguagem poética e uma narrativa marcada por dualidades, o livro apresenta dois deuses destinados a nunca se encontrar — e que, ao desafiar essa regra, colocam em xeque tudo aquilo que conhecem sobre si mesmos, sobre o mundo e sobre o amor.

Um amor dividido entre luz e sombra

Na história, acompanhamos Sonho, divindade nascida da luz do luar, criada sob os cuidados de Esperança e Vontade, e responsável por inspirar os devaneios mais puros dos mortais. Do outro lado da realidade, separado por uma barreira sagrada, está Pesadelo, moldado pelas emoções de Angústia e Medo, solitário guardião das sombras que habitam o inconsciente coletivo.

Ambos vivem isolados em reinos opostos, proibidos de se encontrar pelos Criadores, figuras míticas que estabeleceram uma única lei imutável: luz e trevas não devem jamais se unir. Mas quando uma pequena brecha se abre nessa muralha milenar, o improvável acontece: Sonho e Pesadelo se veem. E nada mais será como antes.

Fábula romântica com DNA pop

Embora a estrutura remeta a clássicos trágicos como Romeu e Julieta, o romance de Marina evita o tom fatalista. Inspirada em obras como Castelo Animado, do Studio Ghibli, e influenciada pela estética das grandes animações japonesas, a autora combina drama existencial com lirismo visual e emoção contida.

A narrativa alterna entre os dois protagonistas, revelando camadas emocionais profundas e construindo aos poucos uma mitologia original, repleta de simbolismos celestes, paisagens oníricas e figuras arquetípicas. É uma história que fala sobre amor, mas também sobre medo, identidade, escolhas e revolta contra um destino pré-escrito.

Mais do que fantasia: um comentário sobre liberdade

Além da beleza da escrita e do romance central, Sonho e Pesadelo provoca reflexões sobre temas contemporâneos. Em suas entrelinhas, o livro discute o poder da emoção reprimida, o impacto de sistemas que separam e o preço de viver uma vida que não é sua.

“O que mais me atrai em histórias fantásticas é a possibilidade de abordar questões reais sob uma ótica metafórica. Neste livro, falo sobre liberdade, sobre o direito de sentir e sobre quebrar estruturas que nos foram impostas antes mesmo de nascermos”, explica Marina.

Corujão aposta em aventura e fantasia com “Didi, O Caçador de Tesouros” neste sábado (20)

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Na madrugada deste sábado, 20 de dezembro, a TV Globo exibe no Corujão o filme “Didi, O Caçador de Tesouros”, uma produção brasileira que aposta na combinação clássica de aventura, fantasia e humor para conquistar públicos de todas as idades. Estrelado por Renato Aragão, o longa resgata o espírito aventureiro do eterno Didi Mocó e apresenta uma história envolvente, repleta de mistério, emoção e mensagens sobre amizade, justiça e coragem.

Lançado nos cinemas em 2006 e dirigido por Marcus Figueiredo, o filme levou aproximadamente 1,1 milhão de espectadores às salas de exibição, consolidando-se como um dos projetos cinematográficos de maior alcance da carreira solo de Renato Aragão. Agora, na TV aberta, a produção retorna como uma opção leve e nostálgica para quem aprecia histórias cheias de imaginação e bom humor.

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, a trama gira em torno de Didi, um homem simples e sonhador que trabalha como mordomo do Dr. Samuel Walker. Mais do que um funcionário, ele é um verdadeiro amigo da família, especialmente de Pedro, o filho de 10 anos do patrão. A relação entre Didi e o garoto é marcada por cumplicidade, carinho e um espírito aventureiro que transforma situações comuns em grandes descobertas.

O ponto de virada da história acontece quando Didi e Pedro encontram, escondido em meio a um antigo álbum de fotografias, um mapa misterioso. A descoberta desperta a curiosidade dos dois e os leva a investigar a origem daquele objeto, dando início a uma jornada que os conduz até um hotel abandonado, cercado por lendas e segredos do passado. O local guarda pistas importantes sobre uma história esquecida que envolve a família de Pedro.

À medida que a aventura avança, o filme revela a trajetória do tenente Lucas Walker, avô do menino. Durante a Segunda Guerra Mundial, em 1945, Lucas estava entre os militares britânicos que fugiram para o Brasil em um avião carregado de ouro roubado dos nazistas. O voo, no entanto, terminou em tragédia ao cair em uma região próxima a São Paulo. Após o acidente, Lucas passou a ser visto como desertor e ladrão, manchando sua memória e deixando uma ferida aberta na história da família.

O que poucos sabiam é que, desde então, as almas de Lucas, de outros soldados e de pessoas ligadas ao carregamento de ouro ficaram presas entre a Terra e o céu. Esses espíritos aguardam alguém de coração puro, capaz de encontrar o tesouro perdido, devolvê-lo e, assim, libertá-los dessa prisão espiritual. É nesse contexto que Didi, com sua ingenuidade e bondade, surge como a figura central capaz de mudar o destino dessas almas.

Mesmo sem grandes habilidades ou preparo, Didi se mostra determinado a seguir adiante. Seu sonho de se tornar um caçador de tesouros acaba se transformando em uma missão muito maior, na qual ele precisa enfrentar medos, enigmas e situações sobrenaturais para fazer justiça ao passado. Ao lado de Pedro, ele descobre que a verdadeira coragem não está na força física, mas na honestidade e na disposição de fazer o bem.

O filme equilibra elementos de fantasia e aventura com o humor característico de Renato Aragão, criando uma narrativa acessível ao público infantil, mas que também conversa com os adultos. Os fantasmas, longe de serem assustadores, são apresentados de forma sensível, reforçando a ideia de redenção e de que erros do passado podem ser corrigidos quando há boas intenções.

O elenco reúne nomes conhecidos da televisão brasileira, como Eduardo Galvão, Grazielli Massafera, Francisco Cuoco, Cecil Thiré e Miguel Thiré, que ajudam a enriquecer a história e dar profundidade aos personagens. Cada um contribui para construir o clima de mistério e emoção que envolve o hotel abandonado e os acontecimentos ligados ao tesouro perdido.

CIA | Novo spin-off da franquia FBI estreia em 2026 e renova o fôlego da CBS após meses de incerteza nos bastidores

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Foto: Reprodução/ Internet

Quando a CBS anunciou que estava preparando um spin-off centrado na CIA, a reação do público foi uma mistura curiosa de empolgação e cautela. Afinal, a franquia FBI já é um fenômeno desde 2018, com três séries consolidadas, centenas de episódios e um fandom barulhento que acompanha cada detalhe. Mesmo assim, o projeto começou a trilhar um caminho mais acidentado do que o esperado. Tudo ficou público em julho, quando o showrunner original, David Hudgins (Friday Night Lights), deixou a produção. Para uma série ainda em fase de estruturação, isso já representava um golpe considerável, e o cenário ficou ainda mais turbulento quando a CBS chamou Warren Leight (Law & Order: SVU) para tentar reorganizar tudo, apenas para vê-lo sair no início de novembro. A essa altura, a possibilidade de atraso indefinido parecia cada vez mais real. As informações são do Ometele.

Foi nesse momento que o nome de Mike Weiss (FBI) começou a circular nos bastidores como possível salvador da produção. E se existe alguém capaz de colocar esse trem de volta nos trilhos, é ele. A CBS sabe disso e também reconhece o peso que CIA carrega. Não é apenas uma nova estreia no calendário, e sim um movimento estratégico essencial para proteger o principal patrimônio da emissora na TV aberta.

A franquia FBI se tornou uma mina de ouro desde sua estreia em 2018, quando Dick Wolf (Law & Order) e Craig Turk (The Good Wife) lançaram o título original. Hoje, FBI, FBI: Most Wanted e FBI: International somam 327 episódios ao longo de 18 temporadas. Isso é raro em um cenário tão competitivo, dominado por streamings que disputam a atenção do público diariamente. Por isso, quando CIA finalmente ganhou sua data oficial de estreia, marcada para 23 de fevereiro de 2026, a confirmação foi recebida quase como uma vitória aguardada há muito tempo.

A proposta de CIA é ambiciosa. Enquanto as outras séries lidam com ameaças explosivas dentro do território norte-americano, a nova produção abre caminho para a espionagem internacional, um ambiente onde a sombra tem mais força do que o impacto visual. Nesse território, o inimigo nem sempre é claro e a ameaça pode nem existir de verdade ainda. Essa ambiguidade promete ser a marca do novo spin-off. CIA deve mergulhar naquela zona cinzenta onde segurança nacional, diplomacia, moralidade e decisões impossíveis se encontram. É um terreno perfeito para histórias densas, personagens que enfrentam dilemas internos e conflitos que dificilmente se resolvem em um único episódio.

Esse novo direcionamento também dá à franquia a chance de crescer em um lado mais psicológico, político e emocional. Afinal, que tipo de vida consegue ter alguém que não pode contar a verdade nem para a própria família? A série promete explorar esse tipo de conflito com profundidade, algo que agrada tanto ao público casual quanto aos fãs que buscam tramas mais elaboradas.

Mas desenvolver um projeto assim não é simples. A troca constante de showrunners foi apenas um reflexo das exigências criativas envolvidas. CIA não pode ser uma repetição de FBI, precisa estabelecer identidade própria. O ritmo da espionagem é diferente, a abordagem é mais silenciosa e existe um cuidado especial com temas sensíveis. A série precisa ser eletrizante sem deixar de ser realista, precisa ter ação sem abandonar a sutileza e precisa ser envolvente sem cair no exagero. Esse equilíbrio é difícil de atingir, e cada showrunner que assumiu trouxe sua visão particular sobre o que CIA deveria ser, o que acabou tornando a definição do comando definitivo ainda mais complexa.

Apesar da CBS manter grande parte da produção em sigilo, algumas pistas sobre o tom da série surgiram nas últimas semanas. CIA deve ser mais serializada do que procedural, o que significa que a narrativa vai se desenrolar ao longo de vários episódios. Consequências terão peso e histórias serão construídas com mais calma. Os personagens viverão o clássico dilema da vida dupla, algo que sempre rende bons dramas pessoais, já que qualquer detalhe se torna motivo de conflito, desde uma ausência até um olhar distante durante o jantar. O foco da ação não será nos grandes espetáculos, e sim na tensão silenciosa que se instala nos pequenos gestos. Quanto a crossovers, eles provavelmente vão existir, mas de forma pontual. A série precisa consolidar seu caminho antes de começar a interagir frequentemente com as demais derivadas.

Outro ponto importante é a força do universo policial criado por Dick Wolf. Desde o início, FBI dialoga naturalmente com suas derivadas e até com a família Chicago da NBC, além de manter vínculos indiretos com Law & Order. Essa ponte ficou ainda mais evidente quando Tracy Spiridakos (Chicago P.D.) apareceu em FBI interpretando sua própria personagem. CIA deve se beneficiar dessa tradição e ampliar ainda mais o universo da franquia, criando possibilidades muito interessantes. É fácil imaginar um agente da CIA consultando a Fly Team da série International em uma investigação pela Europa ou cruzando dados com o time de Most Wanted em uma caçada internacional de grande escala. Esse tipo de conexão costuma agradar fãs que acompanham o universo desde o início.

Com um terreno criativo tão promissor e a responsabilidade de manter viva uma das franquias mais lucrativas da TV aberta, a série chega em fevereiro de 2026 carregando expectativas altas. O caminho para sua produção foi tumultuado, mas o potencial que ela carrega é enorme. Resta saber se a série vai honrar o legado de FBI ou se o universo de Dick Wolf está prestes a encarar um novo desafio. O público já marcou a data no calendário, e tudo indica que a estreia será um dos momentos mais comentados da temporada televisiva.

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