Tem histórias que não chegam fazendo barulho. Elas não explodem, não gritam, não imploram atenção. Em vez disso, se aproximam devagar, tocam a gente de leve e, quando percebemos, já estão ali — ocupando um espaço silencioso e inteiro dentro da gente.
É assim que Thame e Po: Bate Coração, dorama tailandês que chegou à Netflix, se apresenta. Não como uma série sobre uma boy band em fim de carreira. Mas como um retrato sincero dos instantes frágeis que existem entre o fim e o recomeço.
Porque todo fim também é uma confissão
A história começa com uma despedida: a última apresentação da Mars, grupo pop tailandês que arrastou multidões e agora ensaia um adeus sem saber como dizer adeus. Os integrantes — Dylan, Jun, Nano e Pepper — lidam com a separação cada um à sua maneira. Não tem escândalo, não tem cena. Só aquele silêncio desconfortável de quem cresceu junto e agora precisa aprender a se afastar.
Nesse cenário de dissolução e cansaço, entra Po, o cinegrafista encarregado de registrar o último show. Ele não faz parte da banda, mas seu olhar externo é o único que realmente enxerga o que está acontecendo ali dentro. E é por esse olhar que a gente entra também.
Mas Po não é só câmera. Ele é presença. É escuta. E, sem perceber, se torna algo raro na vida de Thame, o vocalista que carrega sobre os ombros a culpa e o desejo de seguir em frente. Thame tem um plano — ir para a Coreia do Sul e tentar a sorte como artista solo. Mas todo plano tem um preço. E às vezes, esse preço é machucar quem a gente ama.
Às vezes, o amor não nasce com promessas — mas com acolhimento
Entre um ensaio e outro, entre bastidores e quartos de hotel, o vínculo entre Thame e Po cresce do jeito mais simples possível: no cuidado. Na troca de olhares. Na escuta silenciosa. Em conversas que não parecem importantes, mas dizem tudo.
E talvez seja isso que mais machuca: o fato de esse sentimento surgir justamente quando tudo está prestes a acabar.
Thame e Po não é um dorama sobre o que pode ser. É sobre o que quase foi. Sobre o afeto que chega tarde, mas ainda assim é real. Sobre os laços que se formam no intervalo entre uma despedida e um voo solo.
É sobre aquele momento em que a gente percebe que o coração está batendo diferente — mas não tem certeza se é o começo ou o fim.
Uma história contada em silêncio, música e cuidado
A série tem o tipo de sensibilidade que a gente sente mais do que entende. A câmera não corre. A música não atropela. Os diálogos não explicam tudo — e ainda bem. Porque a beleza está na sugestão, no gesto tímido, no sorriso que dura meio segundo.
E há algo muito bonito nisso: a coragem de contar uma história sobre separações sem tornar tudo dramático demais. De mostrar que crescer dói, que seguir em frente exige escolhas, e que nem todo amor precisa ser consumado para ser verdadeiro.
Para quem já precisou partir, mesmo com vontade de ficar
Thame e Po: Bate Coração é uma daquelas séries que parecem pequenas, mas ficam com você por dias. Talvez porque todo mundo já viveu alguma versão desse enredo: querer algo novo, mas sentir que está deixando para trás uma parte de si mesmo.
É um dorama sobre transição, afeto e tudo aquilo que fica entre uma palavra e outra.
E, acima de tudo, é um lembrete delicado de que existem encontros que nos marcam mesmo se forem breves. Mesmo se terminarem antes de começarem.
A participação da chef de cozinha Paola Carosella no programa “De Frente com Blogueirinha”, apresentado pelo humorista Bruno Matos, conhecida popularmente como Blogueirinha, gerou grande repercussão nas redes sociais e reacendeu discussões sobre os limites do humor, liberdade de expressão e responsabilidade online. Durante o programa, Paola falou sobre os gostos musicais de sua filha, Francesca, de 13 anos, citando artistas como Billie Eilish, Chappell Roan, Doechi e Reneé Rapp. O episódio, inicialmente leve e marcado por ironia, acabou viralizando e sendo interpretado de formas diferentes por milhares de internautas, desencadeando um debate intenso.
Horas após a exibição, trechos da entrevista foram compartilhados nas redes sociais, mas rapidamente deletados pelos perfis de ambas. Além disso, Paola e Blogueirinha deixaram de se seguir no Instagram, indicando um possível desentendimento pessoal, que acabou se tornando público. A situação gerou especulações sobre o teor da conversa, especialmente no que se refere à filha da chef, com comentários e questionamentos sobre a sexualidade da adolescente, algo que Paola jamais imaginaria se tornaria central na discussão.
O desabafo de Paola Carosella
Diante do impacto da repercussão, Paola Carosella usou suas redes sociais para se manifestar. Em uma publicação longa e reflexiva, a chef destacou que nunca poderia prever os desdobramentos que uma fala aparentemente simples sobre os gostos musicais de sua filha poderia ter. Ela ressaltou que a ironia e o deboche, elementos centrais do programa, são ferramentas que ela conhece bem, mas que não esperava que pudessem gerar acusações ou especulações envolvendo sua filha menor de idade.
Paola fez um alerta sobre os perigos do ambiente digital, descrevendo a internet como um “labirinto de espelhos, onde tudo se deturpa”. Para ela, a liberdade de expressão ainda não tem limites claros na sociedade e a linha entre humor, ficção e responsabilidade é muitas vezes tênue. A chef criticou a interpretação de sua fala por milhares de pessoas que não consideraram as consequências de seus comentários e enfatizou que, em muitos casos, atos desse tipo podem configurar crime, especialmente quando envolvem menores.
Além de explicar o contexto de sua fala, Paola reforçou a importância de respeitar limites sem confundir isso com censura, afirmando que “limite não é censura” e “liberdade não é libertinagem”. A chef finalizou a publicação destacando sua admiração e orgulho pela filha Francesca, descrevendo-a como inteligente, sensível e com excelente gosto musical, deixando claro que suas palavras foram motivadas pelo carinho maternal.
Blogueirinha responde
Do outro lado, Blogueirinha se pronunciou por meio de uma nota publicada no X (antigo Twitter), classificando o ocorrido como um “mal-entendido”. A influenciadora explicou que os stories publicados durante a repercussão foram interpretados de maneira equivocada, gerando especulações graves sobre sua postura e intenções. Ela ressaltou que seu trabalho tem a intenção de entreter e nunca de magoar e lamentou profundamente que uma conversa descontraída tenha se transformado em polêmica.
Apesar da tentativa de esclarecer os fatos, a declaração de Blogueirinha não conseguiu frear a onda de críticas e debates nas redes sociais. O episódio trouxe à tona discussões sobre responsabilidade dos influenciadores, impactos das publicações digitais e a vulnerabilidade de menores de idade em ambientes online, questões que geraram um debate mais amplo do que a simples polêmica entre as duas personalidades.
O contexto da ironia e do humor
A discussão entre Paola e Blogueirinha não é apenas sobre um comentário isolado, mas sobre o papel do humor na sociedade digital. Paola argumentou que o humor, quando bem utilizado, tem potencial libertador, capaz de traduzir dores profundas em sentimentos mais leves. Entretanto, ela também questionou os limites do humor, especialmente quando envolve menores de idade, lembrando que a liberdade de expressão deve coexistir com a responsabilidade social.
A chef enfatizou que a internet amplifica qualquer conteúdo, tornando o alcance imediato e muitas vezes desproporcional. No caso do episódio, a ironia destinada a discutir gostos musicais de adolescentes acabou sendo distorcida, mostrando como o ambiente virtual pode transformar uma situação aparentemente inofensiva em um caso de grande repercussão. Esse ponto é crucial para refletir sobre a necessidade de educar tanto influenciadores quanto usuários sobre ética, respeito e limites legais em plataformas digitais.
Proteção da filha e responsabilidade social
O caso também reacendeu o debate sobre proteção de menores em ambientes digitais. Paola mencionou que a vida coletiva exige responsabilidade e coerência, destacando que as escolhas de cada indivíduo impactam a sociedade como um todo. Ela reforçou a importância de proteger os mais vulneráveis e de respeitar princípios básicos de liberdade e dignidade, apontando que comentários mal interpretados podem gerar consequências sérias, inclusive legais.
A chef de cozinha aproveitou para conscientizar sobre crimes relacionados à exposição de menores, citando indiretamente casos recentes de abusos cometidos por influenciadores digitais, e alertou que muitos adultos não percebem os riscos que suas ações online podem causar. Essa abordagem humanizada demonstra que a preocupação de Paola vai além de sua imagem pública, refletindo valores de cidadania, educação e proteção familiar.
Rumores sobre Henrique Fogaça
Durante a mesma entrevista, a conversa também trouxe à tona rumores antigos envolvendo Paola e o colega de “MasterChef”, Henrique Fogaça. Ao ser questionada sobre um suposto romance, Paola respondeu de maneira bem-humorada, brincando com a imaginação do público, mas negou qualquer envolvimento amoroso. Ela destacou a admiração profissional por Fogaça, enfatizando o respeito e a convivência harmoniosa construída ao longo dos anos de trabalho conjunto. Esse episódio serviu para mostrar que, apesar do foco principal ter sido a repercussão sobre sua filha, a entrevista também reviveu especulações sobre sua vida pessoal, adicionando complexidade ao debate.
Lições sobre limites do humor
A polêmica evidenciou uma questão central: até onde o humor pode ir? Paola Carosella trouxe à tona a discussão sobre como a ironia, apesar de ser uma forma de expressão artística e crítica, não pode se sobrepor à ética e à proteção de indivíduos vulneráveis. A chef destacou que o humor deve ser usado com responsabilidade, lembrando que a liberdade de expressão não é sinônimo de ausência de limites.
Ela também mencionou a importância da educação digital, incentivando o público a refletir sobre os impactos de suas palavras e ações online. Para Paola, entender os limites do humor é compreender a responsabilidade de viver em sociedade e respeitar a integridade de terceiros, especialmente crianças e adolescentes.
Esperança se apresenta como uma narrativa delicada e profundamente humana sobre recomeços, pertencimento e vulnerabilidade emocional. A obra acompanha a trajetória de uma jovem determinada que, ao se mudar para uma nova cidade, se vê diante do desafio de reconstruir sua identidade, suas relações e sua forma de enxergar o mundo. Mais do que uma história sobre adaptação, o livro se propõe a refletir sobre os limites do idealismo e a necessidade, muitas vezes ignorada, de aceitar ajuda.
A protagonista que dá nome à obra é construída como uma personagem engajada, ativa e movida por um forte senso de justiça social. Seu desejo de combater preconceitos e contribuir para um mundo melhor não surge como discurso vazio, mas como parte orgânica de sua personalidade. No entanto, o livro acerta ao não romantizar esse engajamento. Ao longo da narrativa, fica evidente que carregar o peso de querer salvar tudo e todos pode ser exaustivo, especialmente quando se negligenciam as próprias fragilidades.
O processo de adaptação à nova cidade funciona como um espelho emocional para Esperança. Cada novo ambiente, relação ou conflito expõe suas inseguranças e revela o quanto o sentimento de pertencimento precisa ser construído com tempo, escuta e troca. O texto aborda com sensibilidade os choques entre expectativas e realidade, mostrando que recomeçar nem sempre é sinônimo de entusiasmo, mas muitas vezes de solidão silenciosa.
As relações afetivas ocupam papel central na narrativa. O namoro, as amizades e os vínculos familiares são apresentados como espaços de apoio, mas também de conflito e aprendizado. O livro se destaca ao tratar essas relações de forma honesta, sem idealizações excessivas. Amar, aqui, não significa ausência de problemas, mas disposição para enfrentar dificuldades juntos, inclusive quando isso exige reconhecer limites e pedir socorro.
Um dos temas mais relevantes de Esperança é justamente a dificuldade da protagonista em aceitar ajuda. Acostumada a ser forte, ativa e solidária, ela precisa aprender que vulnerabilidade não é fraqueza. Essa mensagem atravessa a obra de maneira orgânica e toca em uma questão contemporânea urgente, especialmente entre jovens que se sentem pressionados a demonstrar resiliência constante e engajamento irrepreensível.
A escrita é simples, direta e emocionalmente acessível, o que amplia o alcance da história e facilita a identificação do leitor. Em alguns momentos, a narrativa adota um tom mais linear e previsível, o que pode limitar a complexidade dramática. Ainda assim, essa escolha reforça o caráter acolhedor do livro e sua vocação para dialogar com leitores que buscam histórias de conforto, reflexão e reconhecimento pessoal.
James Gunn não é de meias palavras — e agora, em uma entrevista sincera ao podcast Armchair Expert, o diretor que revolucionou a Marvel com Guardiões da Galáxia abriu o jogo sobre a decisão que mexeu com Hollywood: deixar o MCU para assumir o comando da DC Studios.
Esqueça os clichês de rivalidade entre estúdios. Para Gunn, a troca foi um passo natural, quase inevitável. “Não rolou culpa”, ele afirmou. “Louis D’Esposito e Kevin Feige foram incríveis, me ligavam o tempo todo. Saí de um lugar que adoro para outro que também amo.”
Essa visão deixa claro que, no fim das contas, o que pesa para Gunn não são as marcas ou logotipos, mas as pessoas e as histórias que ele quer contar.
Do outro lado da linha: respeito e parceria
Muita gente imagina que sair da Marvel para a DC seria como trocar o time do coração por um rival. Mas Gunn conta que, para ele, foi exatamente o contrário: uma passagem cercada de respeito e carinho. A ligação constante de antigos colegas é a prova de que, na prática, a indústria sabe separar negócios de amizade.
É essa combinação de talento com maturidade profissional que coloca Gunn no centro do novo capítulo da DC — não só como diretor, mas como arquiteto de um universo que quer reconquistar fãs e mostrar que pode ser grandioso sem perder alma.
A nova cara da DC começa com um nome só
James Gunn chegou chegando. Com o filme Superman já brilhando nos cinemas, ele não apenas dirige, mas lidera o processo de renovação da DC Studios — um trabalho que mistura coragem para quebrar paradigmas com respeito às raízes do personagem.
E quem acompanha sabe: Gunn não vai entregar só mais um blockbuster. Ele está atrás de um universo que faça sentido, com camadas, conflitos reais e personagens que emocionam.
O que vem depois?
O futuro da DC está nas mãos de alguém que entende que o sucesso não é sobre fazer barulho, mas sobre contar histórias que ecoam. James Gunn já está montando o quebra-cabeça, e, pelo visto, quer mais que sequências espetaculares — quer conexão verdadeira com o público.
E, no meio disso tudo, fica o recado claro: talento, respeito e paixão pelas histórias valem muito mais que qualquer rivalidade histórica.
Imagine-se em alto-mar, com o som ritmado das ondas batendo no casco de um barco, o vento salgado no rosto e o horizonte sem nada além de azul. Agora, troque essa sensação de paz por correntes frias prendendo seus pulsos, um olhar impassível observando cada movimento seu e o som distante de algo cortando a água — rápido demais para ser apenas uma onda. É nesse cenário que Animais Perigosos mergulha o público, levando o gênero “filme de tubarão” a uma nova e perturbadora profundidade.
Previsto para estrear nos cinemas brasileiros em 18 de setembro, o longa-metragem chega pelas mãos da Diamond Films, a maior distribuidora independente da América Latina, com um diferencial que já o coloca à frente de outras produções: foi exibido no Festival de Cannes deste ano. Isso não é pouca coisa para um título que, em essência, lida com predadores marinhos — uma categoria que raramente encontra espaço em festivais de prestígio.
A história acompanha Zephyr (Hassie Harrison), uma surfista que vive para o mar, acostumada a encarar correntes traiçoeiras e ondas gigantes. Ela sabe que o oceano é imprevisível, mas sempre confiou em seu instinto para sobreviver. Essa confiança é quebrada quando cruza o caminho de Tucker (Jai Courtney), um serial killer que encontrou um método tão cruel quanto engenhoso para eliminar suas vítimas: jogá-las vivas para serem devoradas por tubarões.
Zephyr é sequestrada e levada para um barco isolado, onde encontra outra jovem refém. Presa, sem contato com o mundo exterior e vigiada de perto por um homem que transforma a morte em espetáculo, ela é obrigada a testemunhar cada ataque — todos filmados friamente por Tucker. O assassino não se contenta apenas com a violência física; ele transforma cada assassinato em uma performance calculada, manipulando o medo de suas vítimas e, indiretamente, também o nosso.
O enredo constrói um jogo psicológico constante. A ameaça não está apenas na água, mas no convés, na figura humana que planeja cada detalhe e que, ironicamente, se mantém a salvo enquanto entrega outros à morte.
Tubarões que não são vilões gratuitos
O diretor Sean Byrne, conhecido por Entes queridos, já revelou que seu interesse pelo projeto surgiu justamente porque o roteiro original não pintava os tubarões como monstros irracionais. “Queria fazer um filme de tubarão que não demonizasse o animal”, disse Byrne. Para ele, o verdadeiro predador é o homem que manipula as circunstâncias, usando a força da natureza para executar seus crimes.
O roteirista Nick Lepard inicialmente concebeu a história de forma mais leve, quase como uma aventura sombria. Foi Byrne quem trouxe o peso extra, inspirado em obras de terror intenso como O massacre da serra elétrica, mas substituindo motosserras por dentes afiados e a floresta por águas profundas.
Essa escolha narrativa não só adiciona camadas à história como também provoca uma reflexão: será que o mal está no instinto de caçar para sobreviver ou na mente que calcula a morte como um espetáculo?
Atuações que sustentam o peso do suspense
Hassie Harrison entrega uma Zephyr cheia de nuances. Ela não é uma heroína estereotipada que de repente ganha superpoderes para lutar contra o vilão; é uma mulher real, com medo, mas também com uma obstinação que cresce a cada cena. Harrison equilibra vulnerabilidade e determinação de forma convincente, o que torna a jornada de sua personagem ainda mais angustiante e envolvente.
Jai Courtney, por sua vez, constrói um vilão que assusta justamente pela ausência de exageros. Tucker não é um psicopata caricatural; ele é calculista, metódico, com um olhar que mistura frieza e curiosidade mórbida. Essa abordagem torna cada diálogo, cada gesto e cada silêncio ainda mais perturbadores.
O elenco é completado por Josh Heuston e Ella Newton, que contribuem para a dinâmica de tensão constante a bordo do barco, ajudando a criar um microcosmo sufocante onde não há espaço para fuga ou esperança fácil.
Cannes e a quebra de expectativas
Quando Animais perigosos foi anunciado como parte da programação do Festival de Cannes, a notícia surpreendeu cinéfilos e críticos. Produções de “terror de criatura” raramente ocupam esse espaço, mas o longa de Byrne conseguiu quebrar esse padrão por causa de sua abordagem híbrida: ao mesmo tempo em que entrega cenas de ação e terror visceral, constrói um suspense psicológico com peso dramático.
As primeiras reações destacaram a fotografia atmosférica, que usa o contraste entre a imensidão do mar e a claustrofobia do barco para potencializar a tensão. O design de som também foi elogiado, combinando ruídos subaquáticos, o silêncio ameaçador antes de um ataque e o estrondo repentino que acompanha as cenas mais brutais.
O medo que vem de dois lados
Uma das grandes forças do filme é trabalhar dois tipos de medo ao mesmo tempo. De um lado, o temor instintivo de estar vulnerável diante de um predador marinho. Do outro, o terror psicológico de estar nas mãos de alguém que se diverte com sua dor.
Byrne constrói essa dualidade de forma quase cruel para o público: quando Zephyr olha para a água, sabemos que há tubarões; quando ela olha para Tucker, sabemos que ele está planejando algo pior. Não há respiro, não há momento em que a personagem — e, por extensão, o espectador — possa se sentir segura.
A força do cenário australiano
Filmado em locações reais na costa australiana, o longa aproveita não só a beleza natural do oceano, mas também sua imprevisibilidade. O mar filmado por Byrne não é apenas pano de fundo; ele é personagem, ora sedutor, ora ameaçador.
A produção contou com consultores marinhos para garantir realismo nas sequências com tubarões. Algumas cenas foram feitas com animais reais captados em ambiente natural e combinadas a efeitos visuais de ponta. O resultado é uma transição imperceptível entre realidade e CGI, o que aumenta a imersão do espectador.
Um olhar sobre a espetacularização da violência
Além do suspense, o filme toca em um tema inquietante: a forma como a violência é registrada e consumida. O fato de Tucker filmar cada ataque e tratá-lo como “conteúdo” é um espelho distorcido da nossa própria relação com imagens de tragédia e morte que circulam diariamente nas redes sociais.
O filme não se limita a chocar pelo choque. Ele questiona até que ponto o espectador é apenas vítima do que assiste ou cúmplice passivo por escolher continuar olhando.
Produção de peso e histórico de acertos
O longa é produzido pela mesma equipe responsável por Longlegs – Vínculo mortal, que também conquistou críticas positivas por seu clima de tensão constante. Essa bagagem se reflete na atenção aos detalhes e na confiança de que o público está disposto a encarar histórias que não entregam respostas fáceis nem vilões bidimensionais.
Comparações inevitáveis — e por que elas não bastam
É impossível não lembrar de Tubarão ao falar de um filme com predadores marinhos, mas o filme tem mais parentesco com thrillers como O silêncio dos inocentes ou Zodíaco. Aqui, o mar e seus perigos são ferramentas de um vilão humano, e não a ameaça central. Essa fusão de gêneros amplia o público-alvo: atrai os fãs de filmes de “criaturas” e também quem gosta de suspense policial psicológico.
Ele voltou — e ainda mais pronto do que nunca! O esponjoso mais otimista do oceano acaba de ganhar um novo trailer, e os fãs de todas as idades já estão rindo, chorando e, claro, morrendo de curiosidade. Bob Esponja: Em Busca da Calça Quadrada é o quarto filme da franquia e promete uma viagem divertida, maluca e, ao mesmo tempo, cheia de emoção — daquele jeitinho que só Bob Esponja sabe fazer.
O vídeo, lançado esta semana pela Paramount e que você pode conferir logo abaixo, é praticamente uma carta de amor à infância. Entre piadas nonsense, visuais de encher os olhos e o inconfundível riso de Tom Kenny, o trailer consegue o impossível: despertar saudade de um desenho que, de algum jeito, nunca nos deixou. Com estreia marcada para o dia 25 de dezembro nos cinemas brasileiros, o novo longa mistura animação digital de última geração com cenas em live-action, sob a direção de Derek Drymon, ex-showrunner da série original.
Uma busca que começa com um sonho (e acaba em confusão)
O trailer mostra Bob Esponja como a gente sempre conheceu: cheio de energia, esperanças e zero noção de perigo. Só que, dessa vez, ele tem uma missão — provar que é “um grandão”. Cansado de ser visto como o esponjoso bobo da Fenda do Biquíni, ele decide se aventurar nas profundezas do oceano em busca de algo que o torne especial.
O problema? Esse “algo” atende pelo nome de Holandês Voador — o temido fantasma pirata que assombra os mares (e os pesadelos da nossa infância). No vídeo, dá pra ver Bob e Patrick entrando num navio fantasma, gritando desesperados, e, claro, rindo de tudo minutos depois. É o caos perfeito.
Velhos amigos, novas vozes
Como todo bom reencontro, o trailer traz de volta aquele elenco que virou parte da nossa infância. Tom Kenny volta como Bob Esponja (e o inseparável caracol Gary), Bill Fagerbakke reprisa Patrick Estrela, Rodger Bumpass retorna como o mal-humorado Lula Molusco, e Carolyn Lawrence mais uma vez dá vida à corajosa Sandy Bochechas.
Clancy Brown (Seu Sirigueijo) e Mr. Lawrence (Plankton) completam o time, garantindo que o humor sarcástico e as brigas por hambúrgueres de siri não fiquem de fora.
A grande surpresa do trailer, no entanto, é ouvir a voz poderosa de Mark Hamill (o eterno Luke Skywalker) como o Holandês Voador. Ele traz uma mistura deliciosa de ameaça e comédia — o tipo de vilão que faz a gente rir mesmo quando devia ter medo.
E, pra completar, o elenco ainda conta com Ice Spice, Regina Hall, George Lopez, Sherry Cola e Arturo Castro em participações especiais, que prometem deixar o filme ainda mais diverso e divertido.
Do Festival de Annecy pro Natal dos fãs
O filme teve sua primeira exibição no Festival Internacional de Cinema de Animação de Annecy, na França, em junho de 2025 — e o público saiu encantado. A crítica destacou o visual inovador, a emoção sincera e o humor afiado. Nos EUA, a estreia será no dia 19 de dezembro, e no Brasil, em 25 de dezembro, bem no Natal. Um presente e tanto pra quem cresceu cantando “F.U.N.”, torcendo pelo Plankton (mesmo que ele não merecesse) e acreditando que felicidade pode morar num abacaxi debaixo do mar.
O fim do ano vai ganhar um brilho especial para quem acompanha dramas BL asiáticos. Mantendo o ritmo de lançamentos que têm conquistado fãs no mundo inteiro, a China se prepara para apresentar “Sculpted Light”, produção recém-anunciada que chega agora em dezembro com a promessa de provocar, envolver e surpreender.
O projeto já nasce cercado de expectativa. Não apenas por trazer dois protagonistas carismáticos — Ruihao, como Lin Qiuyi, e Zijie, vivendo Xing Guangyao — mas também por apostar em um enredo que foge do convencional. Em vez de uma história leve ou romântica desde o início, “Sculpted Light” mergulha em territórios mais sombrios, onde a sedução é usada como estratégia e a vulnerabilidade pode ser apenas fachada.
Um encontro que parece simples, mas esconde um jogo complexo
Tudo começa com Lin Qiuyi, um jovem que se acostumou a observar, seduzir e manipular. Para ele, identificar uma “presa fácil” nunca foi um problema. Seu charme, combinado a uma confiança quase ensaiada, sempre o ajudou a assumir o papel de predador em suas relações — até que ele cruza o caminho de Xing Guangyao.
De primeira, Guangyao parece ser exatamente o tipo de pessoa que Lin Qiuyi escolheria: delicado, silencioso, gentil, aparentemente frágil. O tipo de perfil que desperta no protagonista uma sensação automática de controle. Só que essa impressão começa a ruir rápido demais. Pequenos detalhes, respostas calculadas, olhares que não combinam com o rosto suave: tudo aponta para alguém que está longe de ser dominado.
A partir desse encontro, o drama estabelece sua espinha dorsal: a colisão entre duas personas cuidadosamente construídas. Nada no comportamento de Guangyao é simples, e Lin Qiuyi percebe, aos poucos, que caiu numa teia que ele acreditava controlar.
Quando a presa revela os dentes
Um dos elementos mais fortes do dorama é a maneira como a série trabalha a inversão de papéis. Guangyao ocupa o lugar da doçura, mas esconde a inteligência afiada, a frieza emocional e a capacidade de virar um jogo sem levantar a voz.
Ele observa Lin Qiuyi com calma, quase com curiosidade. Não reage de forma imediata. Não se deixa impressionar. O mais interessante é que, mesmo quando o público acha que finalmente entendeu o que está acontecendo, um novo detalhe surge e embaralha tudo novamente.
Já Lin Qiuyi enfrenta um choque menos evidente, porém mais profundo: ele se vê desarmado diante de alguém que não apenas enxerga suas estratégias, mas também usa o próprio silêncio como arma. Isso cria uma tensão constante, que se espalha pelos diálogos, pelos gestos e até pelo ritmo das cenas.
Um BL que aposta no psicológico, não no óbvio
“Sculpted Light” não pretende ser um romance previsível. A paixão, se existir, nasce do confronto, da sutileza, das dúvidas e do jogo de poder que se forma entre os dois protagonistas. O que o público deve encontrar é um drama mais maduro, que se distancia do tom tradicionalmente delicado dos BLs chineses e flerta com elementos de suspense emocional.
O próprio título — “Luz Esculpida”, em tradução literal — sugere esse movimento: personagens que são talhados pelas próprias sombras, que revelam sua natureza aos poucos, quase como se estivessem sendo lapidados pela relação que constroem.
Elenco em ascensão e química que já chama atenção
Mesmo antes da estreia, Ruihao e Zijie já são assunto nas redes. Bastaram poucas imagens de divulgação para que fãs começassem a comentar a tensão presente nos olhares e a forma como os personagens mantém uma proximidade carregada de significados.
É essa química — adulta, contida, cheia de subtexto — que promete ser um dos grandes diferenciais da série. O BL chinês tem se destacado justamente por esse tipo de narrativa, que usa pequenos gestos para transmitir mais do que palavras diretas conseguiriam.
A expectativa é que “Sculpted Light” siga esse mesmo caminho, oferecendo cenas densas, diálogos cheios de camadas e uma relação que vai se transformando de forma calculada.
As salas de cinema de todo o país recebem, nesta quinta-feira, 9 de outubro, uma programação repleta de novidades e experiências para todos os gostos. Dos universos futuristas e tecnológicos às aventuras cheias de fantasia, passando por comédias leves e dramas intensos, as estreias desta semana prometem emocionar, divertir e surpreender o público. Entre os destaques, estão Tron: Ares, o aguardado retorno da franquia de ficção científica da Disney; A Casa Mágica da Gabby, uma animação encantadora que mistura imaginação e afeto; e Perrengue Fashion, comédia nacional dirigida por Flávia Lacerda que aborda de forma divertida os dilemas do mundo digital, da fama e das relações familiares.
Mas as novidades não param por aí. Os fãs de suspense e terror ganham uma estreia vinda da Coreia do Sul: Ruídos (Noise), um filme que promete deixar o público sem fôlego ao acompanhar a jornada de uma jovem com deficiência auditiva em busca da irmã desaparecida — um verdadeiro mergulho no medo e no mistério, com forte influência do terror asiático. Já quem prefere histórias densas e provocativas pode se interessar por Depois da Caçada, novo drama de Luca Guadagnino, diretor de Me Chame Pelo Seu Nome, que explora segredos, ética e as consequências das escolhas pessoais e profissionais em um ambiente universitário.
Em um mundo onde a imaginação é a ponte entre gerações, “A Casa Mágica da Gabby” surge como um daqueles filmes que encantam tanto crianças quanto adultos, oferecendo uma viagem colorida, divertida e repleta de significados. Dirigido por Ryan Crego, o longa é inspirado na popular série animada infantil A Casa Mágica da Gabby (Gabby’s Dollhouse), sucesso da DreamWorks em parceria com a Netflix. Desta vez, a história ganha vida nas telonas em um formato inédito, com uma aventura que mistura fantasia e emoção, mantendo o coração acolhedor da série original.
A trama acompanha Gabby, uma menina criativa e sonhadora que parte em uma viagem de carro com sua avó Gigi rumo à metrópole encantada de Cat Francisco — um lugar onde o mundo humano e o universo dos gatos mágicos se cruzam. A viagem, que inicialmente seria apenas um passeio entre avó e neta, logo se transforma em uma jornada de autodescoberta.
No caminho, algo inesperado acontece: a casa de bonecas da Gabby, seu objeto mais querido e símbolo de sua infância, acaba indo parar nas mãos de Vera, uma excêntrica senhora dos gatos que vive cercada de mistérios e miados. Determinada a recuperar seu tesouro, Gabby embarca em uma aventura que desafia as fronteiras entre a fantasia e o mundo real, levando-a a redescobrir o verdadeiro valor das memórias, da amizade e da conexão familiar.
Sob a direção sensível de Ryan Crego, conhecido por seu trabalho em Arlo, o Menino Jacaré, o filme aposta em um tom poético e visualmente vibrante. A animação mescla sequências em 3D com trechos em live action, criando uma estética híbrida que reforça a sensação de transitar entre dimensões — o real e o imaginário, o tangível e o afetivo.
Crego, que já demonstrou domínio em histórias com mensagens emocionais, aposta aqui em uma narrativa que celebra a infância, mas não ignora o crescimento. Ele conduz o público por um caminho de cores suaves, texturas aconchegantes e uma trilha sonora envolvente que acompanha o amadurecimento da protagonista.
Em meio a filtros, hashtags e campanhas publicitárias, Perrengue Fashion surge como uma das comédias nacionais mais carismáticas e espirituosas do ano. Dirigido por Flávia Lacerda, o filme combina humor e emoção em doses equilibradas, convidando o público a rir, refletir e se identificar com as confusões de uma mulher que precisa reencontrar a si mesma quando o mundo perfeito das redes sociais começa a ruir.
Com 94 minutos de duração, o longa aposta em um ritmo leve, diálogos ágeis e um elenco afinado para discutir temas muito atuais: a pressão por aparência, o distanciamento entre gerações e a importância de se reconectar com o que realmente importa — sem deixar o estilo de lado, é claro.
A protagonista Paula, interpretada de forma envolvente por uma atriz que entrega carisma e autenticidade, é uma influenciadora de moda e lifestyle que parece ter a vida perfeita. Entre campanhas publicitárias, viagens e parcerias com marcas de luxo, ela construiu uma imagem pública impecável — até o dia em que tudo começa a sair do controle.
A trama se desenrola quando Paula é convidada para estrelar uma campanha de Dia das Mães ao lado do filho Cadu, um jovem inteligente e sensível que estuda em uma conceituada universidade dos Estados Unidos. O projeto parece a oportunidade ideal para fortalecer a imagem da família nas redes, mas o plano desanda quando Cadu decide abandonar a faculdade e se mudar para o interior do Amazonas, em busca de propósito e conexão com a natureza.
Determinada a convencê-lo a voltar, Paula embarca em uma viagem até a floresta amazônica — um cenário completamente oposto ao seu cotidiano glamouroso. O que era para ser uma rápida visita se transforma em uma jornada de autodescoberta, amor e amadurecimento, onde ela terá de lidar com a falta de sinal de internet, roupas sujas de barro e, principalmente, com as próprias emoções.
O diretor Luca Guadagnino, conhecido por obras intensas e sensoriais como Me Chame Pelo Seu Nome e Suspiria, retorna aos cinemas com Depois da Caçada, um drama psicológico que desafia o público a refletir sobre ética, poder e memória. Com 139 minutos de duração, o longa combina a estética refinada do cineasta com um roteiro repleto de camadas morais e dilemas humanos, transformando uma simples acusação acadêmica em uma complexa teia de segredos e consequências.
A história gira em torno de Anne, uma respeitada professora universitária que vive um momento estável da carreira e da vida pessoal — até que um de seus alunos mais talentosos e conhecidos faz uma grave acusação contra um colega professor. O caso rapidamente se transforma em um escândalo que divide a instituição, coloca reputações em jogo e ameaça desmoronar a fachada de excelência acadêmica.
No entanto, o verdadeiro conflito surge quando um segredo sombrio do passado de Anne ameaça vir à tona. À medida que o escândalo cresce, ela precisa enfrentar não apenas as pressões externas, mas também suas próprias culpas, contradições e a linha tênue entre lealdade e cumplicidade.
O roteiro explora com maestria o efeito dominó das decisões morais — mostrando como o desejo de proteger uma carreira ou uma imagem pode corroer lentamente o que resta de integridade. “Depois da Caçada” é menos sobre quem está certo ou errado, e mais sobre o peso insuportável de viver com o que foi varrido para debaixo do tapete.
Entre os lançamentos desta quinta, Ruídos é uma das produções que promete arrepiar até os espectadores mais acostumados ao terror asiático. Vindo direto da Coreia do Sul, o longa-metragem apresenta uma narrativa densa, atmosférica e emocionalmente intensa, que mistura elementos de suspense psicológico com o terror sobrenatural. A trama acompanha Ju-young, uma jovem com deficiência auditiva que se vê mergulhada em um mistério angustiante quando sua irmã desaparece sem deixar vestígios. O desaparecimento acontece dentro do próprio apartamento da família, um local que logo se torna palco de experiências assustadoras e ruídos inexplicáveis.
Determinada a descobrir o que aconteceu, Ju-young inicia uma investigação solitária, mas logo percebe que o silêncio ao seu redor é tão ameaçador quanto o barulho. Sons sutis, vozes distantes e ecos misteriosos a perseguem em uma espiral de paranoia e medo crescente. A jovem, interpretada com uma entrega impressionante pela atriz principal, traduz na tela o terror invisível que surge quando a realidade começa a se distorcer — e o público é arrastado junto para dentro dessa atmosfera de inquietação.
Com a ajuda do namorado da irmã desaparecida, Ju-young começa a desvendar segredos que vão muito além do que poderia imaginar. Cada novo indício revela algo mais perturbador, construindo uma sensação de desespero crescente e conduzindo o espectador a questionar o que é real e o que é fruto de uma mente abalada pelo trauma.
O longa é dirigido por Kim Soo-jin, que demonstra um domínio notável sobre o gênero. A direção é precisa e sensorial — cada movimento de câmera e cada ruído têm uma função narrativa, potencializando o medo sem recorrer a sustos fáceis. A escolha de acompanhar uma protagonista surda adiciona uma camada extra de tensão e originalidade, explorando o som não apenas como elemento técnico, mas como parte da própria identidade da história. O silêncio, aqui, é tão poderoso quanto o barulho.
Inspirado nas tradições do J-horror e do K-horror, Ruídos aposta em uma atmosfera de terror psicológico e sobrenatural mais sutil, focada na sugestão e na tensão constante. O espectador não é apenas convidado a assistir — ele é envolvido, colocado no mesmo estado de alerta que a protagonista sente ao tentar compreender o que está acontecendo ao seu redor.
Entre as grandes estreias da semana, Tron: Ares é, sem dúvida, uma das mais aguardadas pelos fãs de ficção científica e tecnologia. O novo capítulo da icônica franquia da Disney chega aos cinemas nesta quinta-feira (9) prometendo expandir o universo digital que conquistou gerações desde o lançamento do primeiro Tron, em 1982. Dirigido por Joachim Rønning, o longa é uma aventura visualmente ambiciosa que mistura ação, filosofia e questionamentos éticos sobre o papel da Inteligência Artificial no mundo contemporâneo.
A trama acompanha Ares, um sofisticado programa criado dentro do universo digital que, inesperadamente, é enviado ao mundo real para cumprir uma missão de extrema importância — e perigo. É a primeira vez que a humanidade entra em contato direto com uma forma de vida artificial consciente, o que transforma o enredo em uma reflexão sobre os limites da criação tecnológica e a definição do que é “real”.
Enquanto o primeiro Tron explorava o fascínio pelos primeiros sistemas de computador e Tron: O Legado (2010) expandia o visual e a mitologia da “Grade”, Tron: Ares dá um passo além: ele traz o universo digital para dentro do nosso mundo físico. O resultado é um choque de realidades, onde humanos e programas coexistem — e onde a linha entre criador e criatura se torna perigosamente tênue.
O protagonista, interpretado com carisma e intensidade, é apresentado como uma entidade complexa, que precisa aprender a lidar com sentimentos humanos, moralidade e livre-arbítrio. Ao mesmo tempo, os personagens humanos da história representam a busca por controle sobre aquilo que criaram — um tema que dialoga diretamente com as discussões atuais sobre IA, ética e consciência artificial.
Visualmente, o filme é um espetáculo. O diretor Joachim Rønning — conhecido por seu trabalho em Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar — aposta em uma estética futurista refinada, com uso criativo de luzes de néon, cores vibrantes e efeitos visuais de ponta. Cada cena parece cuidadosamente desenhada para imergir o espectador em uma experiência sensorial, misturando o real e o virtual de forma quase hipnótica.
A trilha sonora, com fortes influências eletrônicas e batidas sintetizadas, presta homenagem à icônica trilha de Tron: O Legado, assinada pelo Daft Punk, enquanto adiciona novas camadas sonoras que reforçam o clima de tensão e descoberta. O resultado é uma ambientação sonora que complementa a narrativa e dá ritmo às cenas de ação e contemplação.
O futuro do universo cinematográfico da DC começa a se desenhar com clareza. Desde que James Gunn assumiu a tarefa de reestruturar a franquia ao lado do produtor Peter Safran, cada anúncio e cada lançamento têm sido acompanhados de perto por fãs e críticos. A missão vai além de revitalizar personagens icônicos: é reconquistar a confiança de um público que viveu altos e baixos com o antigo DCEU. O primeiro grande marco dessa fase foi Superman (2025), filme que trouxe uma versão jovem, vulnerável e inspiradora do herói. O sucesso abriu caminho para Man of Tomorrow, previsto para 2027, e já cercado de expectativa.
Nas redes sociais, Gunn destacou a conexão entre Man of Tomorrow e a segunda temporada de Pacificador. Ele reforçou que cada produção pode ser apreciada isoladamente, mas admitiu que há um elo narrativo entre os dois projetos. O contraste entre os universos chama atenção: enquanto Superman lida com dilemas morais e políticos, Pacificador explora humor ácido, crítica social e violência. Integrar essas tonalidades tão distintas é um movimento ousado que pode definir a identidade do novo DCU.
A base do novo capítulo
O lançamento de Superman marcou o início do “Capítulo 1: Deuses e Monstros”, a etapa que reinicia totalmente o universo DC nos cinemas. Escrito e dirigido por Gunn, o filme trouxe David Corenswet como Clark Kent, Rachel Brosnahan como Lois Lane e Nicholas Hoult no papel de Lex Luthor. Inspirado em All-Star Superman, o longa apresentou um herói ainda em formação, lidando com responsabilidades que vão além de seus poderes.
A trama mistura política internacional, manipulação midiática e a ameaça de Ultraman, um clone usado para incriminar o protagonista. Lex Luthor surge como cérebro da crise, explorando ciência e desinformação para seus fins. No desfecho, o Homem de Aço recupera sua imagem, reafirma sua conexão com a humanidade e consolida seu papel como símbolo de esperança.
Críticos destacaram a abordagem leve e sincera, que combina ação com temas atuais como fake news e jogos de poder. Corenswet recebeu elogios por equilibrar inocência e firmeza, Brosnahan foi reconhecida por dar à Lois Lane um protagonismo além do romance, e Hoult impressionou ao transformar Luthor em uma presença ameaçadora e carismática.
O que podemos esperar de Man of Tomorrow?
Se o primeiro filme apresentou o herói a um novo público, o novo longa-metragem tem a missão de consolidá-lo como líder de um universo em expansão. O título, clássico nos quadrinhos, indica que a história explorará legado, responsabilidades e desafios futuros.
Gunn tem sido discreto sobre detalhes, mas pistas já alimentam teorias. Questionado sobre o papel de Lois Lane, respondeu apenas: “Ela é importante”, sinalizando que a personagem terá relevância central, possivelmente conectando Clark às decisões políticas e sociais que surgirão.
O anúncio do filme veio acompanhado de artes oficiais de Jim Lee, Jorge Jimenez e Mitch Gerards. As ilustrações destacam a relação ambígua entre Superman e Luthor: em algumas, os dois aparecem lado a lado; em outras, em confronto direto. A armadura de Luthor sugere que o vilão terá uma presença mais física e ameaçadora, diferente de sua atuação nos bastidores.
Elenco e personagens
O núcleo principal retorna, mantendo a química que agradou em 2025. Além de Corenswet e Brosnahan, Nicholas Hoult volta como Luthor, Skyler Gisondo como Jimmy Olsen e Wendell Pierce como Perry White. A manutenção desses personagens reforça que a narrativa não se restringe a superpoderes, mas explora jornalismo, ética e a busca pela verdade em um mundo polarizado. Clark Kent continua sendo mais que Superman: é repórter, observador do mundo e participante ativo das questões sociais. Essa dualidade é um dos diferenciais que o destacam dentro do gênero de heróis.
A ponte com Pacificador
Enquanto Superman abordou reputação e aceitação, Man of Tomorrow foca em liderança e alianças, cenário em que Pacificador terá ligação direta. A série de John Cena mostrou um anti-herói cínico e contraditório; na segunda temporada, eventos do longa do Superman devem dialogar com a visão de justiça de Christopher Smith. Essa interação oferece ao público diferentes perspectivas sobre heroísmo: uma baseada na esperança e no altruísmo, outra marcada por violência e pragmatismo. A estratégia de Gunn amplia o leque de experiências dentro do DCU, equilibrando personagens idealizados e figuras mais humanas e controversas.
No universo da televisão infantojuvenil, poucas séries conseguiram deixar uma marca tão sólida quanto Os Feiticeiros de Waverly Place. Lançada em 2007, a produção da Disney conquistou fãs ao redor do mundo por sua mistura inteligente de humor, fantasia e histórias de família. Mais de uma década após o fim da série original, chega agora Os Feiticeiros Além de Waverly Place, que retoma a magia, os mistérios e os personagens que conquistaram gerações — mas com uma abordagem atualizada para os desafios do século 21.
A segunda temporada acaba de ganhar um teaser inédito, que você pode conferir logo abaixo, e está deixando os fãs curiosos, oferecendo um gostinho do que está por vir. Para aumentar ainda mais a expectativa, o elenco foi reforçado com novos personagens cheios de carisma e energia, que prometem agitar o universo mágico dos Russo.
A nova temporada, que estreia no Disney+ em 8 de outubro de 2025, traz um olhar mais maduro, com novos personagens que expandem o universo mágico dos Russo, ao mesmo tempo em que oferece reencontros com os rostos queridos da série original, como Alex e Justin Russo, interpretados novamente por Selena Gomez e David Henrie.
A série original sempre se destacou por sua capacidade de equilibrar elementos fantásticos e cotidianos. Os protagonistas não eram apenas jovens feiticeiros poderosos, mas também adolescentes lidando com as complicações da escola, amizades, primeiros amores e conflitos familiares. Isso criou uma conexão genuína com o público jovem que cresceu acompanhando suas histórias.
A nova temporada mantém essa essência, mas também a amplia para refletir as complexidades de uma geração que vive em um mundo digitalizado, globalizado e repleto de novas perspectivas sobre identidade, diversidade e responsabilidades. Além disso, o amadurecimento dos personagens originais, agora adultos, adiciona camadas emocionais e dramáticas que enriquecem o enredo.
Reencontros que emocionam
Para os fãs de longa data, rever Alex e Justin Russo em cena é uma oportunidade para relembrar a jornada de crescimento deles, agora em novos estágios da vida. Alex, que na série original era a feiticeira rebelde e destemida, retorna com sua energia vibrante, porém mais sábia, pronta para enfrentar os novos desafios e ajudar uma nova geração a descobrir seus poderes.
Justin, por sua vez, escolheu abrir mão da magia para levar uma vida normal, dedicando-se à família. Essa escolha traz um contraste fascinante entre os irmãos: um abraçando o mundo mágico, o outro preferindo o ordinário. Essa dinâmica familiar, construída em torno de decisões e consequências, aproxima o público ao mostrar que cada escolha tem seus prós e contras, especialmente quando se trata de equilibrar dons especiais com responsabilidades pessoais.
Outro momento que aquece o coração dos fãs é o retorno de Jerry Russo, o patriarca e mentor da família, interpretado por David DeLuise. Sua presença reafirma a importância da herança e das raízes na construção do mundo mágico dos Russo, ao mesmo tempo em que oferece humor e sabedoria.
Personagens novos
A nova geração de feiticeiros chega para dar continuidade à saga, mas também para renovar a trama com suas próprias histórias e conflitos. Billie, interpretada por Janice LeAnn Brown, é o grande destaque — uma jovem feiticeira rebelde que desafia as regras e os costumes do mundo mágico. Sua chegada ao universo dos Russo coloca em movimento uma série de acontecimentos que prometem balançar as estruturas estabelecidas.
Billie representa a inquietude e o desejo de liberdade que muitos jovens sentem, e a série utiliza sua jornada para abordar temas importantes como autodescoberta, identidade e pertencimento. Sua relação com Winter (Taylor Cora), melhor amiga e confidente, reforça a importância da amizade e do apoio em tempos de transformação.
Os filhos de Justin, Roman (Alkaio Thiele) e Milo (Max Matenko), também trazem uma visão fresca sobre crescer entre o mundo mágico e o mundano. Suas experiências mostram as dúvidas e alegrias de crescer num lar onde a magia faz parte da rotina, mas onde as responsabilidades comuns também têm seu espaço.
A produção por trás da magia
O retorno dos Feiticeiros de Waverly Place não aconteceu por acaso. Os criadores Jed Elinoff e Scott Thomas foram cuidadosos para que a série mantivesse o espírito original, ao mesmo tempo em que se adaptasse às demandas atuais do público e do mercado.
Dirigido por Andy Fickman no piloto, o projeto ganhou uma equipe diversa e experiente, incluindo a presença de nomes como Raven-Symoné e Danielle Fishel na direção de alguns episódios, trazendo experiências variadas que enriquecem o universo da série.
A produção, filmada em Los Angeles, contou com cuidados especiais na criação dos efeitos visuais e na ambientação, para oferecer um espetáculo que agrade tanto aos fãs antigos quanto às novas gerações. A diversidade no elenco é outra conquista importante, refletindo um mundo mais plural e inclusivo.
Temas que atravessam gerações
Embora a magia seja o elemento central, a produção não se limita ao fantástico. A série aborda temas universais como a importância da família, o valor da amizade, o desafio de crescer e fazer escolhas, além de questões contemporâneas, como a busca por identidade, a aceitação das diferenças e o equilíbrio entre o tradicional e o moderno.
A trama também explora o dilema de viver entre dois mundos: o mágico e o comum. Muitos personagens se veem divididos entre aceitar seus dons ou tentar levar uma vida “normal”, tema que ecoa as dúvidas reais de jovens que enfrentam pressões para se conformar ou se destacar.