Jack Ryan: Guerra Fantasma | Filme do Prime Video acelera ação e deixa a trama política em segundo plano

Depois do fim de Jack Ryan, o personagem interpretado por John Krasinski retorna em Jack Ryan: Guerra Fantasma, longa lançado diretamente no Prime Video. A ideia do filme é clara desde o começo: ampliar a escala da franquia e transformar a história em algo mais próximo dos grandes thrillers internacionais de espionagem.

A trama mostra Jack tentando seguir uma vida comum longe da CIA, agora trabalhando em Wall Street. Só que a calmaria dura pouco. Uma operação do MI6 em Dubai termina em massacre e revela a existência de uma conspiração ligada ao programa Starling, uma antiga estrutura secreta criada após os atentados de 11 de setembro. A partir daí, Ryan é puxado novamente para o meio de operações clandestinas, perseguições internacionais e jogos políticos envolvendo CIA, MI6 e células terroristas espalhadas pelo mundo.

O filme acerta justamente ao reunir novamente Jack, James Greer e Mike November. A relação entre os três continua sendo o principal combustível da franquia. Existe uma confiança natural entre os personagens que ajuda bastante a sustentar o longa, principalmente nos momentos em que o roteiro acelera demais e começa a atropelar suas próprias ideias.

O que muda ao transformar a série em filme?

A maior mudança está no ritmo. A série sempre funcionou melhor porque desenvolvia suas conspirações aos poucos, deixando espaço para tensão política, investigações e conflitos internos crescerem com calma. Em Guerra Fantasma, quase tudo acontece correndo.

As revelações aparecem rápido, os personagens vivem mudando de país e o roteiro praticamente não dá tempo para o espectador absorver o peso das informações antes de partir para outra perseguição ou tiroteio. Em alguns momentos, a sensação é de que o filme tenta condensar uma temporada inteira em menos de duas horas.

Isso deixa o longa mais direto e até mais divertido para quem procura ação constante, mas enfraquece justamente aquilo que diferenciava Jack Ryan de outras franquias do gênero. A conspiração envolvendo o programa Starling tinha potencial para render discussões mais fortes sobre terrorismo, vigilância internacional e operações secretas criadas fora do controle político tradicional. Só que o filme prefere transformar essas ideias em pano de fundo para cenas de ação cada vez maiores.

Ainda assim, existem sequências muito bem executadas, principalmente nos momentos ambientados em Dubai e Londres. A direção aposta em um clima mais cinematográfico, com perseguições intensas e operações táticas que realmente passam sensação de escala internacional.

Quem se destaca no elenco?

John Krasinski retorna como Jack Ryan ao lado de Wendell Pierce (A Escuta e Suits) no papel de James Greer e Michael Kelly (House of Cards e Um Chamado de Otto) como Mike November, trio que continua sendo o principal destaque do filme. O elenco ainda conta com Sienna Miller (Sniper Americano e Stardust) e Betty Gabriel (Corra! e Upgrade) em papéis ligados à nova conspiração internacional.

Quem é a nova ameaça da história?

O vilão Liam Crown surge como peça central da conspiração envolvendo o programa Starling. A lógica do personagem é simples e ao mesmo tempo perturbadora: ele acredita que governos precisam voltar a operar estruturas extremas de combate ao terrorismo e decide provocar novos ataques internacionais para justificar isso.

A ideia até funciona bem no papel porque conversa diretamente com temas como paranoia global, manipulação do medo e fortalecimento de sistemas secretos de vigilância. O problema é que o filme raramente desacelera para explorar essas questões de maneira mais profunda.

Boa parte das explicações importantes aparece no meio de perseguições, invasões e confrontos armados, o que tira impacto de várias revelações. Em alguns momentos, parece que o longa tem medo de parar por alguns minutos para desenvolver melhor seus próprios conflitos políticos.

O filme consegue competir com outras franquias de espionagem?

Claramente existe uma tentativa de aproximar Jack Ryan de franquias como Missão: Impossível e 007 – Sem Tempo para Morrer. O filme aumenta a escala das operações, aposta em cenários internacionais e investe pesado em ação cinematográfica.

Só que Jack Ryan sempre chamou atenção justamente por seguir um caminho diferente. Enquanto outras franquias vivem de heróis quase impossíveis e sequências absurdas, a série da Amazon conquistou público por trabalhar espionagem de forma mais estratégica e política.

E talvez seja exatamente aí que Guerra Fantasma mais divida opiniões. Quando desacelera e deixa os personagens conduzirem a trama, o longa lembra os melhores momentos da série. Mas quando tenta virar apenas um grande espetáculo de ação, acaba ficando mais genérico do que realmente precisava.

Vale a pena assistir?

Mesmo com os problemas de ritmo, o filme funciona como entretenimento para quem já acompanha esse universo. A química entre os protagonistas continua forte, as cenas de ação são competentes e o clima de espionagem internacional mantém a tensão durante boa parte da história.

Ao mesmo tempo, fica a sensação de que existia um filme mais interessante escondido dentro da própria trama. As ideias políticas são boas, o tema da manipulação do medo tinha potencial e o universo de Jack Ryan ainda funciona muito bem quando aposta em inteligência e tensão estratégica.

O Mandaloriano e Grogu vai ter cena pós-crédito? Tudo o que você precisa saber sobre o novo filme de Star Wars

A chegada de Star Wars: O Mandaloriano e Grogu aos cinemas já está movimentando os fãs da galáxia muito, muito distante, mas não exatamente pelos motivos mais esperados. Em meio às teorias sobre ligações com futuras produções e possíveis reviravoltas, uma dúvida simples acabou dominando as conversas: o filme terá cena pós-crédito?

A resposta é direta e pode decepcionar quem já está acostumado com esse tipo de recurso em grandes franquias. O longa não possui cena pós-crédito. Assim que os créditos começam a subir, a história se encerra sem qualquer tipo de adição, gancho ou sequência escondida.

O final realmente encerra a história ou ainda deixa espaço para continuações?

Apesar da ausência de cena pós-crédito, isso não significa que o filme abandone o futuro da franquia. O encerramento de O Mandaloriano e Grogu foi construído para fechar sua própria narrativa, oferecendo uma sensação de conclusão dentro da jornada dos personagens principais.

A escolha criativa reforça uma proposta mais “cinematográfica clássica”, em que a história se sustenta sozinha, sem depender de pistas adicionais após os créditos. Ainda assim, como acontece em grande parte das produções da Lucasfilm, o universo continua aberto para novas histórias, mesmo que isso não seja explicitamente indicado no final do filme.

Qual é a história da trama no cinema?

Dirigido por Jon Favreau, responsável também por criar a série original de The Mandalorian, o novo filme dá continuidade direta à trajetória de Din Djarin e seu inseparável companheiro Grogu.

A narrativa se passa após a queda do Império, em um momento em que a Nova República tenta consolidar sua autoridade e reorganizar a galáxia. No entanto, a paz ainda está longe de ser uma realidade. Resquícios imperiais continuam espalhados em diferentes sistemas, enquanto senhores da guerra tentam manter influência e poder em regiões mais isoladas.

É nesse cenário instável que Din Djarin, vivido por Pedro Pascal, é novamente colocado em missão. Ao lado de Grogu, ele precisa lidar com novas ameaças que colocam em risco o frágil equilíbrio da galáxia.

A proposta do filme é expandir a escala da história apresentada na série The Mandalorian, levando os personagens a um nível mais amplo de conflito, com implicações políticas e militares mais evidentes.

Quem faz parte do elenco do novo filme?

O elenco do longa mantém a essência da série, mas adiciona novos nomes que ajudam a ampliar o universo apresentado. Além de Pedro Pascal no papel principal, o filme traz Sigourney Weaver como uma figura importante ligada à estrutura da Nova República.

A presença da atriz reforça o lado mais político da narrativa, que deve explorar não apenas batalhas e perseguições, mas também os bastidores da formação do novo governo galáctico.

Outro destaque é Jeremy Allen White, que entra no universo Star Wars dando voz a Rotta the Hutt, personagem ligado ao submundo criminoso da galáxia. A inclusão desse núcleo sugere que o filme também vai explorar o lado mais sombrio e menos institucionalizado desse universo.

Como esse filme surgiu dentro da franquia Star Wars?

A origem de O Mandaloriano e Grogu está diretamente ligada ao sucesso de The Mandalorian dentro da plataforma Disney+. O impacto da série foi tão grande que a Lucasfilm começou a estudar formas de expandir sua história para além do formato episódico.

Inicialmente, a ideia era seguir com novas temporadas, mas o projeto acabou sendo reestruturado para o cinema. Essa mudança permitiu que a história ganhasse um escopo maior, com mais liberdade para cenas de ação, construção de mundo e desenvolvimento dos personagens.

A produção é da Lucasfilm, com distribuição da Walt Disney Studios Motion Pictures, reforçando a estratégia da Disney de integrar suas narrativas entre cinema e streaming de forma mais fluida.

Quando o filme estreia nos cinemas?

O longa-metragem tem estreia marcada para 21 de maio nos cinemas de todo o Brasil.

The Boroughs chega à Netflix com mistério sci-fi e um segredo que pode roubar o tempo dos personagens

A Netflix lança nesta quinta-feira, 21 de maio, The Boroughs, uma nova série que aposta em uma abordagem diferente dentro da ficção científica: em vez de laboratórios futuristas ou cidades em ruínas, a história se passa em uma comunidade isolada para idosos que guarda segredos muito mais estranhos do que parece à primeira vista. Com oito episódios, a produção combina suspense, drama emocional e elementos sobrenaturais em uma narrativa que se constrói a partir do desconforto e da curiosidade.

Criada por Jeffrey Addiss e Will Matthews e com produção executiva dos irmãos Duffer, a série aposta em uma trama que começa tranquila, quase cotidiana, mas que aos poucos se transforma em um quebra-cabeça sobre desaparecimentos, fenômenos inexplicáveis e uma força misteriosa ligada ao próprio tempo.

O que acontece dentro da comunidade de The Boroughs?

No início, tudo parece funcionar como qualquer residência planejada para aposentados: rotina organizada, ambientes calmos e moradores tentando levar uma vida serena longe das grandes cidades. Só que essa normalidade começa a se desfazer quando eventos estranhos passam a acontecer dentro da comunidade, incluindo desaparecimentos sem explicação e relatos de acontecimentos que desafiam qualquer lógica.

Conforme os episódios avançam, a série sugere que o local pode estar conectado a algo muito maior, envolvendo uma espécie de “fonte da juventude” ou força capaz de alterar o curso natural da vida. A partir desse ponto, o mistério deixa de ser apenas sobre o que está acontecendo ali e passa a girar em torno do que aquela comunidade realmente é e por que ela existe.

Quem são os moradores que dão vida à história?

O centro emocional da série está em um grupo de personagens que carrega diferentes histórias de vida, perdas e expectativas. Entre eles está Sam Cooper, vivido por Alfred Molina, um engenheiro recém-aposentado que tenta lidar com o luto enquanto se adapta ao novo ambiente. Ao seu redor, a rotina ganha novos contornos quando ele percebe que o lugar pode não ser tão seguro quanto parecia.

Geena Davis interpreta Renee, uma ex-empresária musical que observa tudo com um olhar mais analítico, enquanto Alfre Woodard assume o papel de Judy Daniels, uma jornalista aposentada que começa a investigar as estranhezas da comunidade como se ainda estivesse em atividade. Ao lado dela, Clarke Peters vive Art Daniels, parceiro de Judy e parte importante da dinâmica entre os moradores.

O elenco também conta com Bill Pullman como Jack Willard, um residente de comportamento enigmático que parece saber mais do que revela, e Denis O’Hare como Wally Baker, um médico aposentado que começa a questionar a natureza dos acontecimentos dentro da comunidade. Já Jena Malone interpreta Claire Cooper, filha de Sam, responsável por incentivar a mudança do pai para o local — decisão que acaba se tornando o ponto de partida da trama.

Qual é o verdadeiro mistério por trás de The Boroughs?

O que começa como pequenos incidentes estranhos evolui para uma narrativa em que o tempo parece ser o elemento mais instável de todos. A série sugere que a comunidade pode estar envolvida em experimentos ou fenômenos que afetam diretamente a percepção e até a continuidade da vida dos moradores.

Desaparecimentos inexplicáveis, visões perturbadoras e mudanças de comportamento passam a indicar que existe algo consumindo não apenas o espaço físico, mas também a própria noção de realidade dentro daquele ambiente. O suspense não se limita ao que está escondido, mas também ao impacto psicológico que isso causa em quem vive ali.

Essa abordagem faz com que o mistério não seja apenas externo, mas profundamente emocional, já que cada personagem precisa lidar com a ideia de tempo limitado e memórias que podem estar sendo distorcidas ou apagadas.

Como surgiu a produção da série?

A série foi desenvolvida por Jeffrey Addiss e Will Matthews, com participação dos irmãos Duffer na produção executiva, o que já indica uma forte influência de narrativas que combinam ficção científica e drama humano. O projeto foi aprovado pela Netflix em 2023 e ganhou forma a partir de uma proposta que mistura suspense com reflexões sobre envelhecimento e tempo.

As filmagens aconteceram no Novo México, em cidades como Albuquerque e Santa Fé, reforçando a sensação de isolamento que a história precisava transmitir. O ambiente desértico e afastado ajuda a construir a atmosfera de desconforto que permeia toda a narrativa.

Por que colocar idosos no centro de uma série sci-fi?

Um dos pontos mais diferentes da série é justamente a escolha de protagonistas idosos em um gênero tradicionalmente dominado por personagens mais jovens. Aqui, a ficção científica é usada não para explorar o futuro distante, mas para olhar diretamente para o fim do ciclo da vida, e tudo o que isso representa emocionalmente.

Essa inversão cria uma camada extra de significado para o mistério central da série. Em vez de jovens tentando salvar o mundo, são pessoas lidando com a passagem inevitável do tempo, o que transforma cada descoberta em algo mais íntimo e existencial do que apenas uma ameaça externa.

Raccoon City entra em colapso no novo Resident Evil e teaser mostra entregador lutando pra sobreviver ao caos

A Sony resolveu abrir uma nova janela para o universo de Resident Evil nesta quarta-feira (20) com a divulgação de um teaser inédito do próximo filme da franquia. A prévia coloca o público no meio do início do surto em Raccoon City e apresenta um protagonista bem diferente do padrão habitual: um entregador que, de uma hora para outra, precisa encarar uma cidade inteira virando um pesadelo biológico.

O vídeo mostra um recorte bem direto do caos que está por vir, sem muita explicação ou contexto grandioso. A ideia parece ser justamente essa: colocar o espectador dentro da confusão no momento em que tudo começa a sair do controle.

Quem é o personagem que aparece no meio do desastre?

No centro da história está Bryan, vivido por Austin Abrams, um mensageiro médico que só queria concluir mais uma entrega comum. A rotina simples vira de cabeça para baixo quando ele acaba preso no início do surto viral que transforma Raccoon City em uma zona de desastre total.

No teaser, Bryan aparece tentando manter algum contato com uma pessoa próxima por telefone. A conversa, que começa como algo cotidiano, vai ganhando um tom mais pesado conforme ele percebe que talvez não exista mais uma “vida normal” fora dali. A cidade já está desmoronando, e a sensação é de que qualquer tentativa de fuga pode ser tarde demais.

Além de Austin Abrams, o elenco conta com nomes como Zach Cherry (Severance, Fallout), Kali Reis (Catch the Fair One, True Detective: Night Country) e Paul Walter Hauser (Black Bird, Cobra Kai).

O que o teaser revela sobre o tom do filme?

Diferente das adaptações mais voltadas para ação que a franquia já teve no cinema, o novo Resident Evil aposta em uma abordagem mais crua e sufocante. O foco não está em grandes combates ou explicações extensas sobre o vírus, mas sim na experiência de sobreviver minuto a minuto dentro de uma cidade em colapso.

A direção de Zach Cregger aposta em uma estética mais próxima do terror urbano, onde o perigo não está apenas nas criaturas infectadas, mas também na sensação constante de isolamento e desespero. A escolha de acompanhar um personagem comum reforça essa ideia de vulnerabilidade total.

O filme se passa em qual momento da história dos jogos?

A trama acontece durante os eventos de Resident Evil 2 (1998), um dos períodos mais marcantes da saga nos games. Raccoon City aparece no auge do surto, quando a infecção já está fora de controle e a estrutura da cidade começa a ruir rapidamente.

Apesar disso, o filme não segue personagens clássicos dos jogos. Em vez disso, a ideia é explorar o mesmo cenário por outro ponto de vista, mostrando como alguém completamente fora do eixo principal da história tenta sobreviver ao caos.

Como esse reboot surgiu dentro da franquia?

O novo filme nasce depois de mais uma tentativa de reiniciar a saga nos cinemas. Após o desempenho fraco de Resident Evil: Welcome to Raccoon City e o cancelamento da série da Netflix, a Constantin Film decidiu apostar em uma nova direção criativa.

Foi nesse cenário que Zach Cregger entrou no projeto, trazendo uma proposta de terror mais autoral e menos dependente de fórmulas de ação tradicionais. A ideia de um protagonista comum preso em meio ao caos virou o ponto central dessa nova abordagem. A produção também conta com a participação da PlayStation Productions, reforçando a ligação direta com a origem nos games.

Quando chega aos cinemas?

As filmagens começaram em outubro de 2025, em Praga, e o longa já está em fase de pós-produção desde o início de 2026. A expectativa é de um acabamento visual mais imersivo, com lançamento planejado em IMAX.

The Boys termina em caos total, mata Capitão Pátria ao vivo e entrega um final pesado até o último minuto

Depois de cinco temporadas transformando super-heróis em armas políticas, celebridades perigosas e figuras completamente desequilibradas, The Boys chegou ao fim sem tentar suavizar nada. O episódio “Sangue e Osso”, lançado no Prime Video, encerra a série exatamente do jeito que ela construiu sua identidade desde o começo: brutal, desconfortável, emocionalmente caótico e sem aquela sensação tradicional de vitória dos filmes de herói.

O capítulo final coloca todo mundo no limite. Capitão Pátria já se enxerga como uma figura divina diante do país, Ryan vive dividido entre repetir os passos do pai ou escapar daquele ciclo de violência, enquanto Billy Butcher chega completamente consumido pela obsessão de destruir Supes de uma vez por todas. E o mais interessante é que a série não tenta transformar ninguém em salvador no fim da história.

Como Capitão Pátria perde os poderes?

A reta final acontece dentro da Casa Branca, durante uma transmissão nacional em que Capitão Pátria, interpretado por Antony Starr, praticamente assume um papel messiânico diante do país inteiro. Enquanto ele faz um discurso delirante sobre superioridade e poder, os Rapazes conseguem invadir o local para impedir que a situação saia ainda mais do controle.

Só que o grande momento do episódio acaba vindo de Kimiko, personagem de Karen Fukuhara. Depois dos experimentos conduzidos por Frenchie ao longo da temporada, ela desenvolve uma habilidade capaz de neutralizar Supes permanentemente. Na prática, Kimiko consegue remover os poderes de qualquer super-humano através de uma descarga emitida pelo próprio corpo.

Quando finalmente fica frente a frente com Capitão Pátria, ela hesita por alguns segundos. O episódio trabalha muito bem esse instante porque mostra que, mesmo perto do fim, o personagem ainda impõe medo absoluto em todo mundo ao redor. Mas Kimiko encontra força para atacar, e o impossível finalmente acontece: Capitão Pátria perde seus poderes ao vivo, diante das câmeras e do país inteiro.

Como acontece a morte de Capitão Pátria?

A partir daí, The Boys transforma a queda do personagem em uma humilhação completa. Sem poderes, sem a imagem de deus intocável e sem controle da situação, Capitão Pátria entra em desespero e tenta implorar pela própria vida. Só que a série não cria nenhum momento de redenção emocional para ele.

Billy Butcher, vivido por Karl Urban, decide encerrar tudo ali mesmo usando uma crowbar de chumbo. Antes do golpe final, ele ainda menciona Becca, deixando claro que toda sua trajetória sempre esteve ligada à destruição causada por Capitão Pátria. A morte acontece ao vivo e desmonta não apenas o homem mais poderoso do mundo, mas também toda a figura messiânica construída por ele ao longo das temporadas.

Mesmo conseguindo derrotar seu maior inimigo, Butcher não sai da história como vencedor. A morte de Terror e o afastamento definitivo de Ryan fazem o personagem mergulhar de vez na ideia mais extrema possível: espalhar o vírus anti-Supe para impedir que outro Capitão Pátria volte a surgir no futuro.

O que acontece com Butcher e Ryan no final?

Decidido a acabar com todos os Supes restantes, Butcher invade a Torre Vought para liberar o vírus através do sistema de sprinklers do prédio. Hughie, interpretado por Jack Quaid, corre atrás dele tentando impedir uma tragédia ainda maior.

O confronto entre os dois acaba sendo muito mais emocional do que físico. Em determinado momento, Butcher parece hesitar ao olhar para Hughie, quase enxergando nele a figura do irmão que perdeu anos atrás. O problema é que Hughie acredita que ele ainda vai seguir com o plano, e acaba atirando antes que Butcher consiga voltar atrás.

A morte fecha o arco do personagem de maneira amarga, mas extremamente coerente com tudo que a série construiu. Durante temporadas inteiras, Butcher repetiu que faria qualquer coisa para destruir monstros como Capitão Pátria. No final, percebe tarde demais que também estava se tornando alguém perigoso demais para continuar.

Já Ryan termina a série seguindo um caminho diferente. Durante toda a temporada existia a sensação de que ele poderia se transformar em uma nova versão do pai, enquanto Butcher também tentava empurrá-lo para sua própria visão brutal de justiça. Só que Ryan rejeita os dois lados e decide se afastar completamente daquela guerra, encerrando a história sem virar arma política, sucessor de Capitão Pátria ou ferramenta de vingança de ninguém.

Como ficam os outros personagens?

Depois do caos, o episódio desacelera bastante para mostrar pequenos recomeços para quem sobreviveu. Mother’s Milk, interpretado por Laz Alonso, finalmente consegue reconstruir sua relação com a família depois de anos consumido pela luta contra a Vought.

Kimiko decide deixar os Estados Unidos e começa uma nova vida em Marselha, ainda carregando o impacto da morte de Frenchie. Já Annie January, personagem de Erin Moriarty, escolhe abandonar de vez o universo dos Supes ao lado de Hughie. Os dois passam a viver longe daquela guerra e descobrem que Annie está grávida.

O detalhe mais simbólico aparece justamente nos minutos finais: o bebê receberá o nome Robin, referência direta à garota morta no primeiro episódio da série e ao acontecimento que deu início a toda a revolta de Hughie contra a Vought.

O final da série do Prime Video conseguiu funcionar?

O maior acerto do encerramento está em entender exatamente que tipo de história The Boys sempre quis contar. A série nunca foi sobre heroísmo clássico ou sobre salvar o mundo de maneira limpa. Desde o começo, tudo girava em torno de pessoas emocionalmente destruídas tentando impedir figuras ainda mais perigosas de assumirem o controle.

O finale mantém essa ideia até o último minuto. Mesmo com Capitão Pátria morto, ninguém sai verdadeiramente feliz ou em paz. Os personagens sobrevivem carregando culpa, trauma e cicatrizes impossíveis de apagar.

He-Man: Mestres do Universo chega gigantesco no trailer final e mostra que Eternia virou guerra total no novo filme

Depois de anos passando por cancelamentos, mudanças de elenco e versões que nunca saíram do papel, Mestres do Universo finalmente parece ter encontrado sua identidade. O trailer final do novo live-action chegou trazendo exatamente aquilo que muita gente queria ver há anos: Eternia gigantesca, batalhas em larga escala, visual carregado de fantasia e um He-Man muito mais ligado ao lado épico da franquia.

A nova prévia divulgada pela Amazon MGM Studios mostra um filme bem diferente das versões antigas que circularam em Hollywood durante mais de uma década. Em vez de tentar deixar He-Man mais “realista”, Mestres do Universo abraça sem vergonha toda a mistura clássica da franquia criada pela Mattel: magia, tecnologia futurista, guerreiros absurdamente poderosos, castelos gigantescos e um vilão disposto a transformar Eternia em ruínas.

O vídeo também deixa claro que o longa pretende trabalhar um clima mais pesado. Eternia aparece destruída, militarizada e praticamente dominada pelas forças de Esqueleto. Existe uma sensação constante de derrota espalhada pelas cenas, como se Adam estivesse retornando tarde demais para impedir o colapso do próprio planeta.

O que acontece no novo filme de He-Man?

A história acompanha Adam, príncipe de Eternia que foi levado ainda criança para a Terra como forma de proteção. Anos depois, já distante de sua origem, ele volta a ter contato com a Espada do Poder e descobre que seu planeta natal caiu sob o domínio de Esqueleto.

O trailer mostra que Adam precisará retornar para Eternia justamente no momento em que o reino parece mais próximo do fim. Além de reencontrar personagens importantes de seu passado, ele também precisará aceitar o peso de se tornar He-Man em meio a uma guerra que ameaça não apenas seu mundo, mas o equilíbrio do universo inteiro.

O interessante é que Mestres do Universo parece menos interessado naquele herói totalmente invencível das animações antigas. A nova versão trabalha Adam como alguém dividido entre fugir das próprias responsabilidades ou finalmente assumir o lugar que sempre tentou evitar.

Ao mesmo tempo, o filme não abandona os elementos clássicos da franquia. O Castelo de Grayskull ganha enorme destaque no trailer, assim como a transformação em He-Man, tratada quase como um evento mitológico dentro da narrativa.

Nicholas Galitzine convence como He-Man?

Quando Nicholas Galitzine (Uma Ideia de Você, Vermelho, Branco e Sangue Azul) foi anunciado como protagonista, muita gente estranhou a escolha. O ator vinha de produções mais ligadas ao romance e ao drama, longe do perfil físico normalmente associado ao personagem.

Só que o trailer final ajudou bastante a mudar essa percepção.

Galitzine surge completamente transformado fisicamente e apresenta uma versão mais emocional de Adam. Em vez do guerreiro perfeito o tempo inteiro, o personagem parece carregar culpa, insegurança e medo de falhar com Eternia. Isso acaba deixando a transformação em He-Man mais importante dentro da história. Ao lado dele, Camila Mendes (Riverdale, Música) interpreta Teela. O trailer mostra a personagem muito mais ativa nas batalhas e no comando da resistência contra Esqueleto, assumindo posição importante dentro do conflito.

Já Jared Leto (Morbius, Blade Runner 2049) aparece como Keldor, o Esqueleto. O visual mistura maquiagem prática e efeitos digitais sem abandonar a aparência clássica do vilão. O resultado lembra bastante os brinquedos e animações antigas, mas com uma abordagem mais ameaçadora. O elenco ainda reúne Idris Elba (Luther, O Esquadrão Suicida) como Mentor, Morena Baccarin (Deadpool, Gotham), Alison Brie (Glow, Community), James Purefoy (Roma, Sex Education) e Kristen Wiig (Mulher-Maravilha 1984, Missão Madrinha de Casamento).

Por que Mestres do Universo demorou tantos anos para acontecer?

Poucos projetos passaram por tantos problemas em Hollywood quanto Mestres do Universo. O desenvolvimento do novo filme começou oficialmente em 2009, quando a Sony Pictures Entertainment assumiu os direitos da franquia.

Desde então, o projeto trocou diversas vezes de diretor, elenco e roteiro. Durante esse período, nomes como Jon M. Chu, McG, David S. Goyer e os irmãos Nee chegaram a trabalhar em versões diferentes da história. Algumas adaptações tentavam transformar He-Man em uma fantasia gigantesca inspirada em The Lord of the Rings, enquanto outras diminuíam bastante a presença de Eternia para reduzir custos de produção.

A situação mudou novamente quando a Netflix adquiriu os direitos em 2022. Na época, Kyle Allen (West Side Story, Rosaline) interpretaria He-Man, enquanto os irmãos Nee comandariam o longa. Só que o orçamento cresceu rapidamente e o projeto acabou cancelado em 2023 após o streaming gastar milhões em desenvolvimento.

O que Travis Knight trouxe para o filme?

A chegada de Travis Knight (Bumblebee, Kubo e as Cordas Mágicas) mudou completamente o rumo do projeto. O diretor parece ter entendido rapidamente que Mestres do Universo precisava parar de fugir da própria identidade.

O trailer deixa isso evidente o tempo inteiro. O filme não tenta esconder os elementos mais fantasiosos da franquia. Pelo contrário. Eternia aparece enorme, cheia de criaturas, tecnologia impossível, armaduras extravagantes e cenários que parecem saídos diretamente das ilustrações clássicas dos brinquedos.

Existe também uma preocupação maior em construir o conflito político do planeta. Esqueleto surge menos como um vilão caricato e mais como alguém que já assumiu controle real de Eternia através da violência e do medo.

Os Testamentos explode no streaming e garante 2ª temporada após virar fenômeno no Hulu

Quando The Handmaid’s Tale chegou ao fim, muita gente imaginou que seria difícil continuar aquela história sem parecer apenas uma extensão feita para aproveitar o sucesso da franquia. Mas Os Testamentos fez exatamente o contrário. Em poucas semanas, a série saiu da sombra da produção original, cresceu sozinha no streaming e acabou de garantir oficialmente uma segunda temporada no Hulu.

A renovação veio depois que a série ultrapassou 45 milhões de horas assistidas no mundo inteiro. O dado mais curioso, porém, é outro: a audiência não explodiu apenas na estreia. Ela cresceu conforme os episódios avançavam. Segundo o Hulu, o oitavo capítulo teve 76% mais visualizações do que o primeiro, sinal de que muita gente começou a indicar a série depois de entrar de vez naquele universo pesado, desconfortável e cheio de tensão silenciosa.

E talvez esse tenha sido o grande acerto da produção. Em vez de tentar repetir exatamente o clima de The Handmaid’s Tale, Os Testamentos muda o foco da história e coloca adolescentes no centro do caos de Gilead. A série deixa de olhar apenas para quem tenta fugir do regime e passa a acompanhar quem nasceu dentro dele.

O que muda em relação a The Handmaid’s Tale?

A diferença aparece logo nos primeiros episódios. Enquanto a série original acompanhava personagens já quebradas emocionalmente pela violência de Gilead, Os Testamentos mostra garotas crescendo dentro daquele sistema como se tudo aquilo fosse normal.

Agnes, por exemplo, foi criada acreditando que virar esposa de um Comandante era um privilégio. Ela frequenta uma escola onde meninas aprendem etiqueta, religião e submissão ao mesmo tempo em que convivem com punições brutais tratadas como parte da educação.

Já Daisy chega carregando um olhar completamente diferente. Vinda do Canadá, ela enxerga absurdos em situações que as outras garotas aprenderam a aceitar desde pequenas. É justamente esse contraste que move a série.

E funciona muito bem porque a produção abandona discursos exageradamente explicativos. Em vários momentos, o horror aparece em detalhes pequenos: meninas comemorando castigos públicos, adolescentes disputando aprovação das Tias ou jovens tentando parecer felizes diante de casamentos arranjados com homens muito mais velhos.

Tudo parece organizado por fora, mas existe uma sensação constante de sufocamento em praticamente todos os episódios.

Por que a primeira temporada virou assunto nas redes?

Muito disso aconteceu porque a série não teve medo de mostrar o quanto Gilead destrói a juventude das personagens aos poucos. E não apenas fisicamente.

Um dos episódios mais comentados envolve Agnes descobrindo que sofreu abuso sexual durante uma consulta médica feita pelo Dr. Grove, homem respeitado pela elite do regime. O mais pesado da situação nem é apenas o crime em si, mas a forma como as autoridades tentam esconder tudo para preservar a imagem dele.

A série também trabalha bastante o medo constante das garotas. Em Gilead, qualquer deslize pode virar punição pública. Um palavrão, uma pergunta fora da hora ou até demonstrar interesse pela pessoa errada já basta para chamar atenção dos Olhos.

Daisy acaba entrando justamente nesse cenário como agente infiltrada da Mayday, o grupo de resistência que continua tentando derrubar Gilead. Só que a série evita transformar isso em uma história de espionagem cheia de ação. O clima é mais paranoico. Cada conversa parece perigosa. Cada corredor da escola passa sensação de vigilância.

Outro detalhe que ajudou a aumentar o engajamento do público foi o fato de a série explorar lados de Gilead que The Handmaid’s Tale quase não mostrava. Os episódios entram mais fundo nas escolas femininas, nas regras impostas às adolescentes e até nas disputas internas entre as próprias Tias.

Como Tia Lydia ganhou outra dimensão?

Se teve uma personagem que cresceu muito na série, foi Tia Lydia.

A série mostra partes do passado dela logo após o golpe dos Filhos de Jacó, período em que mulheres eram levadas para estádios, avaliadas como mercadoria humana e executadas caso fossem consideradas “inúteis” para o novo regime.

Os flashbacks ajudam a entender como Lydia sobreviveu naquele ambiente. Ela percebeu rapidamente que, para continuar viva, precisaria se tornar importante dentro da estrutura de Gilead. E foi assim que ajudou a construir o sistema das Tias.

Só que Os Testamentos faz algo interessante: Lydia continua cruel em muitos momentos, mas também demonstra desgaste. Aos poucos, ela começa a perceber que as garotas estão sendo esmagadas por um sistema que ela mesma ajudou a fortalecer.

Existe uma cena especialmente forte em que ela escuta relatos de abuso envolvendo meninas da escola e percebe que os Comandantes seguem protegidos independentemente do que façam. A personagem não vira heroína, mas passa a carregar um conflito interno muito mais visível do que na série anterior.

Quem mais chamou atenção no elenco?

Chase Infiniti consegue transmitir muito da transformação emocional de Agnes sem precisar exagerar nos diálogos. A personagem começa a temporada tentando agradar todo mundo ao redor e termina claramente sufocada pela vida que estão tentando impor a ela.

Já Lucy Halliday entrega uma Daisy mais impulsiva, inquieta e emocionalmente exposta. Em vários momentos, ela parece estar a poucos segundos de colocar toda a infiltração da Mayday em risco.

Quem também ganhou bastante repercussão foi Mattea Conforti como Becka. A personagem vive uma trajetória dolorosa e acaba protagonizando um dos momentos mais tensos da temporada nos episódios finais.

Rowan Blanchard também aparece muito bem como Shunammite Hayes, garota da elite de Gilead que começa a perceber que privilégio dentro daquele regime nunca significa segurança de verdade.

Enquanto isso, Mabel Li transforma Tia Vidala em uma presença quase intimidadora toda vez que aparece em cena.

O que a 2ª temporada deve explorar?

O final da primeira temporada praticamente desmonta a falsa sensação de estabilidade que existia dentro da escola das Tias. Agnes começa a romper de vez com as regras de Gilead, Daisy fica cada vez mais exposta como infiltrada e Lydia passa a acumular informações perigosas sobre crimes cometidos pelos Comandantes.

Também existe uma tensão política crescendo nos bastidores. A resistência da Mayday aparece mais organizada, ataques começam a atingir pontos importantes do regime e algumas lideranças de Gilead já demonstram medo de perder controle sobre parte da população.

Mas talvez o ponto mais interessante seja outro: a série parece menos interessada em mostrar apenas a queda de Gilead e mais focada em como essas adolescentes tentam descobrir quem realmente são depois de crescer ouvindo que liberdade é pecado.

Berlim encerra sua jornada solo em nova temporada e deixa o futuro de La Casa de Papel em aberto

A nova temporada de Berlim, derivada do universo de La Casa de Papel, chega com um tom diferente das anteriores. Em vez de apenas expandir a trajetória do personagem, os episódios assumem uma função quase conclusiva, revisitando momentos decisivos da vida de Andrés de Fonollosa, interpretado por Pedro Alonso, antes dos eventos da série original.

Ainda que a Netflix não trate esse arco como um encerramento definitivo da franquia, a sensação dentro da narrativa é de fechamento de ciclo. A produção volta a um período em que Berlim ainda operava no auge de sua confiança, conduzindo crimes sofisticados e lidando com situações que misturam estratégia, ego e relações pessoais cada vez mais instáveis.

Ao longo da temporada, o foco não está apenas no assalto em si, mas também na forma como o personagem lida com o desgaste de suas próprias escolhas. A figura fria e calculista que marcou La Casa de Papel começa a revelar nuances mais frágeis, criando um contraste constante entre controle absoluto e perda progressiva de estabilidade.

Qual é o novo golpe de Berlim nesta fase da história?

A narrativa se passa em Paris e acompanha Berlim liderando mais uma operação de alto risco, desta vez envolvendo o roubo de joias avaliadas em milhões de euros. O plano exige precisão absoluta, mas rapidamente é colocado à prova pela convivência entre os membros da equipe e pelas interferências emocionais que surgem ao longo da missão.

O grupo formado por Keila, Damián, Cameron, Bruce e Roi não atua apenas como suporte técnico do golpe, mas também como peça central dos conflitos internos. As diferenças de personalidade e os interesses individuais acabam criando fissuras dentro do plano, tornando cada etapa da operação mais imprevisível do que o esperado.

Nesse cenário, Berlim tenta manter o domínio da situação enquanto também enfrenta uma mudança inesperada em sua própria postura. Elementos pessoais passam a influenciar suas decisões, algo que contrasta diretamente com a imagem estratégica e racional construída ao longo da franquia.

Essa temporada encerra a história de Berlim?

Embora a Netflix ainda mantenha espaço para novas produções dentro do mesmo universo, essa fase de Berlim funciona como um ponto de encerramento narrativo do personagem em sua própria série. Não há uma ruptura definitiva com a franquia, mas sim a sensação de conclusão de um capítulo importante.

Os episódios exploram temas como legado, vaidade e as consequências de uma vida dedicada ao crime, reforçando a ideia de que Berlim sempre viveu entre o brilho da inteligência e a autodestruição. Essa dualidade ganha ainda mais força nesta temporada, que se concentra em mostrar o personagem em seu auge e, ao mesmo tempo, em seus limites.

Mesmo com possibilidades abertas para futuras aparições em outras produções da franquia, a construção atual aponta para uma despedida cuidadosamente estruturada dentro dessa linha narrativa específica.

O que pode vir depois dentro do universo de La Casa de Papel?

Apesar do destaque dado ao encerramento da jornada de Berlim, o universo criado por Álex Pina continua ativo dentro da Netflix. A plataforma segue explorando possibilidades de expansão da franquia, com ideias que envolvem novos derivados e histórias paralelas.

Entre as direções discutidas estão produções focadas em personagens já conhecidos do público, além de narrativas que podem aprofundar eventos anteriores ou posteriores à série original. O objetivo é manter o universo em constante movimento, sem depender exclusivamente de uma única linha temporal.

Por que Berlim continua sendo um personagem central?

Desde sua primeira aparição, Berlim se destacou por ocupar uma posição ambígua dentro da série. Inteligente, sofisticado e extremamente confiante, ele também carrega atitudes que o colocam constantemente em conflito com outros personagens e com suas próprias escolhas.

Essa combinação fez com que o personagem ultrapassasse o papel de coadjuvante marcante e se tornasse uma das figuras mais lembradas da franquia. Mesmo após sua saída da trama principal, sua presença continuou influenciando acontecimentos e moldando a percepção do público sobre o universo da série.

A criação de uma produção solo dedicada a ele surgiu justamente desse impacto prolongado, permitindo explorar aspectos que não tinham sido aprofundados anteriormente. Agora, com essa nova temporada, o personagem recebe uma abordagem mais introspectiva, que amplia sua complexidade.

Um encerramento de ciclo dentro de um universo ainda em expansão

A nova fase de Berlim não encerra o universo de La Casa de Papel, mas marca um ponto de transição importante dentro dele. Ao dar fim a um arco específico, a Netflix abre espaço para novas histórias, novos personagens e diferentes abordagens dentro do mesmo cenário.

Que Horas Eu Te Pego? é baseado em história real? Filme com Jennifer Lawrence nasceu de anúncio inusitado na internet

Lançado em 2023 e estrelado por Jennifer Lawrence, o filme Que Horas Eu Te Pego? voltou a ganhar destaque ao chegar ao catálogo da Netflix. A produção mistura comédia romântica, situações constrangedoras e um humor mais ácido, explorando uma premissa que, à primeira vista, parece saída de uma ideia completamente fictícia de Hollywood. No entanto, o que poucos espectadores imaginam é que a história do longa tem um ponto de partida inspirado em um caso real bastante curioso.

A trama que envolve uma mulher contratada por pais ricos para “ajudar” o filho adolescente antes da faculdade não nasceu do zero na imaginação dos roteiristas. Ela surgiu a partir de um anúncio publicado no Craigslist, um dos sites de classificados mais conhecidos dos Estados Unidos. O conteúdo do anúncio chamava atenção justamente por seu caráter inusitado, já que um casal procurava uma mulher mais velha para sair com o filho introvertido com o objetivo de ajudá-lo a ganhar confiança social antes da vida universitária.

Esse material chamou a atenção do diretor e roteirista Gene Stupnitsky, que viu ali o potencial para transformar aquela ideia incomum em uma comédia de grande apelo popular. Em entrevistas, ele contou que a primeira reação ao ler o anúncio foi imaginar quem aceitaria uma proposta daquele tipo e em que tipo de situação aquilo poderia se transformar. A partir dessa provocação inicial, o projeto começou a ganhar forma até chegar ao formato final do filme, já com Jennifer Lawrence associada ao papel principal desde os primeiros estágios de desenvolvimento.

Quem está por trás de Que Horas Eu Te Pego?

O filme é uma comédia americana dirigida por Gene Stupnitsky, que também assina o roteiro ao lado de John Phillips. A produção acompanha Maddie, uma mulher em situação financeira delicada que aceita uma proposta incomum feita por um casal rico: se aproximar do filho deles, Percy, um jovem de dezenove anos extremamente tímido e sem experiências sociais, em troca de uma recompensa material que pode mudar sua vida.

Jennifer Lawrence não apenas interpreta a protagonista como também atua como produtora do projeto, reforçando sua participação ativa na construção do filme. Ao seu lado, o elenco conta com Andrew Barth Feldman, que vive Percy, além de nomes como Laura Benanti e Matthew Broderick, que interpretam os pais do jovem. A narrativa aposta em conflitos emocionais, situações desconfortáveis e momentos de descoberta pessoal entre os personagens centrais.

Como a história se desenvolve ao longo do filme?

A trama acompanha Maddie, uma mulher que enfrenta dificuldades financeiras e vê sua vida desmoronar ao mesmo tempo em que tenta manter sua casa de infância. Em busca de uma solução rápida, ela aceita o anúncio incomum feito por um casal desesperado para ajudar o filho a desenvolver mais confiança antes de entrar na faculdade. O acordo envolve um carro como pagamento, o que muda completamente o rumo da protagonista.

O encontro entre Maddie e Percy, porém, não acontece de forma simples. O jovem, inseguro e sem experiência social, reage com desconfiança e até medo ao primeiro contato, o que gera situações embaraçosas e cômicas. Ao longo do tempo, os dois acabam desenvolvendo uma relação que foge completamente do objetivo inicial dos pais, evoluindo para uma conexão inesperada que mistura amizade, conflito e amadurecimento emocional.

O filme foi bem recebido pelo público?

Desde o seu lançamento nos cinemas em 2023, Que Horas Eu Te Pego? conseguiu equilibrar críticas positivas e curiosidade do público. A produção arrecadou mais de 87 milhões de dólares em bilheteria mundial, superando seu orçamento inicial, o que garantiu seu status como um bom desempenho comercial para uma comédia adulta.

Jennifer Lawrence também recebeu reconhecimento por sua performance, sendo indicada a premiações na categoria de comédia e musical em eventos importantes da indústria. A atuação da atriz foi apontada como um dos principais fatores para o sucesso do filme, principalmente por sua entrega em cenas de humor físico e situações constrangedoras.

Por que a premissa chamou tanta atenção?

O ponto mais comentado desde o lançamento sempre foi o conceito central do filme. A ideia de pais contratarem alguém para ajudar o filho a ganhar experiência social antes da faculdade gerou discussões justamente por ser uma situação fora do comum, ainda que tratada de forma cômica.

O diretor já afirmou que nunca teve a intenção de retratar a história de forma literal ou realista, mas sim explorar o desconforto e o humor que surgem de situações sociais extremas. Essa abordagem ajudou o filme a se destacar dentro do gênero de comédia adulta, que muitas vezes aposta em roteiros menos convencionais.

Um sucesso que nasceu de um simples anúncio

Apesar de parecer uma ideia improvável, o longa-metragem mostra como pequenas histórias encontradas na internet podem servir de ponto de partida para grandes produções cinematográficas. O anúncio original no Craigslist, que poderia facilmente passar despercebido, acabou se transformando em um roteiro de Hollywood estrelado por uma das atrizes mais conhecidas da atualidade.

A jornada de Maddie e Percy, mesmo envolta em humor e situações desconfortáveis, acabou conquistando espaço no catálogo de streaming e reforçando a tendência de Hollywood em transformar histórias reais ou semi-reais em comédias de grande alcance.

Sessão da Tarde (20/05) exibe No Olho do Tornado, com cientistas e caçadores de tempestades enfrentando desastre extremo

A TV Globo apresenta nesta quarta-feira, 20 de maio, o filme No Olho do Tornado na programação da Sessão da Tarde. A produção de 2014 aposta no gênero de desastre para retratar o impacto de uma sequência de tornados violentos que atinge uma cidade nos Estados Unidos e coloca diferentes grupos de pessoas em rota de colisão com a força da natureza.

O longa acompanha a chegada de um sistema climático extremo que rapidamente transforma o cotidiano de uma pequena comunidade em um cenário de destruição. Enquanto cientistas tentam compreender o comportamento das tempestades, moradores lutam para sobreviver em meio ao caos crescente. A narrativa se desenvolve a partir de múltiplos pontos de vista, mostrando como cada personagem reage diante da ameaça iminente.

O que acontece em No Olho do Tornado?

A história se constrói em torno de pesquisadores especializados em tempestades e caçadores de fenômenos extremos que buscam registrar imagens de tornados para estudo e também para divulgação. O que começa como uma expedição planejada acaba se transformando em uma corrida desesperada pela sobrevivência quando uma sequência de tornados de grande intensidade atinge a região.

Paralelamente, o filme também acompanha famílias e moradores locais que são surpreendidos pelo avanço das tempestades. Entre eles, há personagens que tentam proteger seus entes queridos, enquanto outros se arriscam em busca de registros em vídeo do desastre, motivados pela fama e pela curiosidade diante do fenômeno.

O resultado é uma narrativa que mistura ação e tensão constante, utilizando o formato de imagens em estilo documental para aumentar a sensação de urgência. Câmeras amadoras, gravações de celular e registros de equipes de reportagem ajudam a construir a ideia de que o público está acompanhando os eventos em tempo real.

Quem está no elenco do filme?

O elenco de No Olho do Tornado reúne nomes conhecidos do cinema e da televisão. Richard Armitage interpreta Gary Fuller, um dos personagens centrais da história, enquanto Sarah Wayne Callies vive a pesquisadora Allison Stone, que participa diretamente dos estudos sobre os tornados.

Matt Walsh aparece como Pete Moore, trazendo um olhar mais técnico e prático sobre os acontecimentos. Já Alycia Debnam-Carey interpreta Kaitlyn Johnson, uma das jovens que se vê envolvida na trajetória da tempestade. O filme também conta com Nathan Kress no papel de Trey Fuller, além de Arlen Escarpeta como Darryl Karley e Jeremy Sumpter como Jacob.

Como foi a produção de No Olho do Tornado?

Dirigido por Steven Quale, o filme chegou aos cinemas em 2014 sob o título original Into the Storm. A produção teve orçamento estimado em cerca de 50 milhões de dólares e investiu pesado em efeitos visuais para retratar a destruição causada pelos tornados com o máximo de realismo possível.

O roteiro de John Swetnam aposta em uma estrutura fragmentada, acompanhando diferentes núcleos de personagens que acabam conectados pelo mesmo evento climático extremo. Essa abordagem permite mostrar o desastre sob diversas perspectivas, reforçando o impacto coletivo da tragédia.

Mesmo com recepção crítica mista, o longa conseguiu desempenho positivo nas bilheteiras, arrecadando mais de 160 milhões de dólares em todo o mundo. Isso garantiu ao filme um espaço entre as produções mais conhecidas do gênero de catástrofe lançadas na década de 2010.

Onde assistir?

Além da exibição na Sessão da Tarde, No Olho do Tornado também pode ser assistido em plataformas digitais. O filme está disponível no streaming por assinatura na HBO Max, onde integra o catálogo do serviço para assinantes. Já para quem prefere assistir sob demanda, a produção pode ser encontrada no Prime Video, com opção de aluguel a partir de R$ 11,99.

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