O projeto Quinta Lapa chega ao fim de sua segunda temporada com uma apresentação especial reunindo as artistas Iara Rennó e Lenna Bahule. O encontro acontece na quinta-feira, 2 de julho, na Galeria Lapa, em São Paulo, com abertura da casa às 19h e show marcado para 20h30.
Com curadoria de Anna Vis, o Quinta Lapa propõe encontros acústicos em formato de duo, aproximando diferentes caminhos da música brasileira, da canção autoral e da pesquisa sonora. A proposta do projeto é criar apresentações únicas, pensadas especialmente para o espaço da galeria, com arranjos e diálogos musicais construídos entre os artistas convidados.
Ao longo da temporada, o projeto recebeu nomes como YMA e Fernando Catatau, Sthe Araújo e Anais Sylla, Maria Beraldo e Maurício Takara, Douglas Germano e Thiago França, além de Felipe Vaqueiro e Luíza Brina. A programação também teve encontros anteriores com artistas como Giovani Cidreira e Negro Leo, Juçara Marçal e Marcelo Cabral, Jadsa e Nina Maia, Sophia Chablau e Juliana Perdigão e Ava Rocha e Caxtrinho.
Para encerrar a temporada, Iara Rennó e Lenna Bahule apresentam um repertório que aproxima suas pesquisas musicais e suas diferentes referências artísticas. Iara Rennó é cantora, compositora e instrumentista, conhecida por seu trabalho ligado à música brasileira contemporânea e por parcerias com diversos artistas da cena independente. Já Lenna Bahule, cantora e percussionista moçambicana, desenvolve uma pesquisa que conecta voz, corpo e ritmos de diferentes tradições africanas e brasileiras.
O show acontece na Galeria Lapa, localizada na Rua Afonso Sardinha, 326, Lapa. Os ingressos custam R$ 35 na compra antecipada e R$ 45 na porta.
Muito antes de se tornar um dos nomes mais conhecidos da música clássica, Antonio Vivaldi viveu uma trajetória marcada por reconhecimento, dificuldades e longos períodos de esquecimento. Essa fase menos conhecida da vida do compositor italiano chega aos cinemas em Primavera, novo filme dirigido por Damiano Michieletto, que estreia no Brasil em 9 de julho, com distribuição da Imagem Filmes.
Conhecido principalmente por As Quatro Estações, Vivaldi ganha uma nova interpretação nas telas pelas mãos do ator Michele Riondino (O Jovem Montalbano e O Traidor). O longa não se concentra apenas no músico consagrado, mas também no homem por trás das composições, suas ambições e sua relação com a música como caminho para transformar vidas.
A história acompanha o encontro do compositor com Cecília, uma jovem órfã interpretada por Tecla Insolia (La Tana dei Lupi). Dentro do ambiente musical de Veneza, os dois personagens encontram na arte uma forma de buscar liberdade em uma época marcada por regras rígidas e diferenças sociais.
Nascido em Veneza em 1678, Vivaldi teve uma formação incomum para seu período. Entre os dez filhos da família, foi o único a seguir carreira musical. Também entrou para a vida religiosa e foi ordenado sacerdote em 1703, recebendo o apelido de “padre vermelho” por causa dos cabelos ruivos.
No mesmo ano em que se tornou padre, começou a publicar suas primeiras obras, incluindo As Doze Sonatas em Trio, Op. 1, coleção que ajudou a apresentar seu estilo ao público europeu. Suas composições chamavam atenção pela energia das melodias e pela forma como exploravam novas possibilidades dentro da música barroca.
Parte importante da trajetória de Vivaldi aconteceu no Ospedale della Pietà, uma instituição veneziana que abrigava meninas órfãs e também funcionava como uma escola de música. Lá, ele atuou como professor e compositor, criando peças para apresentações das jovens musicistas, que ficaram conhecidas pela qualidade das performances.
Foi nesse período que Vivaldi alcançou o auge da carreira. Em 1725, publicou As Quatro Estações, conjunto de concertos que se tornaria sua obra mais famosa e uma das composições mais reconhecidas da música ocidental.
O sucesso, porém, não acompanhou o compositor até o fim da vida. Nos últimos anos, Vivaldi enfrentou dificuldades financeiras, problemas de saúde e perdeu parte do prestígio que havia conquistado. Ele morreu em Viena, em 1741, aos 63 anos, praticamente sem o reconhecimento que receberia séculos depois.
Após sua morte, muitas de suas partituras desapareceram e seu nome acabou ficando fora dos grandes palcos por um longo período. Apenas no início do século XX, manuscritos importantes foram encontrados e ajudaram a recuperar a dimensão de sua obra. A partir daí, suas composições voltaram ao repertório de orquestras e conquistaram novas gerações de ouvintes.
Em Primavera, o diretor Damiano Michieletto, conhecido por seu trabalho no mundo da ópera, escolhe olhar para um período específico da vida de Vivaldi e explorar a relação entre criação artística, limitações sociais e desejo de reconhecimento.
O roteiro foi escrito por Ludovica Rampoldi, com desenvolvimento da história em parceria com Michieletto. A produção reúne Nicola Giuliano, Francesca Cima, Carlotta Calori e Viola Prestieri, com coprodução de Marc Missonnier.
A Netflix divulgou um novo trailer de A Leste do Palácio, série sul-coreana que estreia em 17 de julho. As imagens revelam mais detalhes da trama, apresentam os personagens principais e indicam que a narrativa será conduzida por uma investigação sobre acontecimentos inexplicáveis dentro da residência da família real.
A história se passa em um reino fictício inspirado na Coreia antiga. Depois que mortes e manifestações sobrenaturais passam a ocorrer no Palácio Leste, o rei decide reunir pessoas capazes de lidar com fenômenos que escapam às autoridades do reino.
Entre elas está Gu-cheon, interpretado por Nam Joo-hyuk (Vinte e Cinco, Vinte e Um e Start-Up). O personagem tem a habilidade de atravessar a fronteira entre o mundo dos vivos e o dos mortos, característica que o transforma no principal responsável por enfrentar os espíritos que circulam pelo palácio.
A investigação conta ainda com Saeng-gang, vivida por Roh Yoon-seo (Our Blues e Black Knight). Integrante da corte, ela consegue ouvir e conversar com os mortos, capacidade que ajuda a reconstruir acontecimentos ligados à origem da maldição.
O rei, interpretado por Cho Seung-woo (Stranger e Divorce Attorney Shin), acompanha a busca por respostas enquanto tenta impedir que os episódios sobrenaturais comprometam a estabilidade do reino.
O trailer apresenta parte dos ambientes onde a história se desenvolve, incluindo corredores do palácio, salões da corte e templos, sempre associados às aparições dos espíritos. Sem revelar as principais reviravoltas da série, a prévia sugere que os fenômenos têm ligação direta com acontecimentos do passado da família real.
O elenco também inclui Jang Young-nam (A Lição e It’s Okay to Not Be Okay) como a rainha viúva e Park Soo-yeon (The Tale of Lady Ok) no papel da rainha consorte.
A direção é de Choi Jung-kyu, responsável por The Devil Judge, enquanto o roteiro foi escrito por Kwon So-ra e Seo Jae-won, dupla que trabalhou em The Guest e Bulgasal: Immortal Souls. A produção é assinada pelos estúdios Showrunners e Imaginus.
A Universal Pictures divulgou um novo trailer de A Odisseia, adaptação do poema de Homero dirigida por Christopher Nolan (Oppenheimer e A Origem). A prévia apresenta trechos inéditos da história, amplia o espaço dedicado aos personagens principais e revela parte dos desafios enfrentados por Odisseu em sua tentativa de voltar para casa após a Guerra de Troia.
A divulgação veio acompanhada da abertura da pré-venda de ingressos nas principais redes de cinema do Brasil. O longa será exibido em salas convencionais e também em IMAX, formato utilizado em toda a produção.
Matt Damon (Perdido em Marte e Oppenheimer) interpreta Odisseu, rei de Ítaca. Depois de participar da guerra contra Troia, ele inicia a viagem de retorno ao seu reino, mas o caminho é interrompido por obstáculos que transformam a travessia em um conflito constante entre sobrevivência e destino.
O novo trailer antecipa alguns dos episódios mais conhecidos do poema. Entre eles estão o confronto com o Ciclope Polifemo, os encontros com as Sereias e a passagem pela ilha de Circe, personagem vivida por Charlize Theron (Mad Max: Estrada da Fúria e Atômica). O objetivo de Odisseu permanece o mesmo durante toda a narrativa: retornar a Ítaca e reencontrar Penélope, interpretada por Anne Hathaway (Interestelar e Os Miseráveis).
A prévia dedica mais tempo à relação entre pai e filho. Tom Holland (Homem-Aranha: Sem Volta para Casa e Uncharted) interpreta Telêmaco, que cresce distante de Odisseu e passa a enfrentar a pressão dos homens que disputam o trono durante a ausência do rei. Já Zendaya (Duna e Rivais) assume o papel de Atena, deusa que acompanha e interfere nos acontecimentos ao longo da história.
O elenco reúne ainda Robert Pattinson (The Batman e Tenet) como Antínoo, um dos principais pretendentes de Penélope; Jon Bernthal (O Justiceiro e The Bear) como Menelau; Benny Safdie (Oppenheimer) no papel de Agamenon; John Leguizamo (Encanto) como Eumeu; além de Lupita Nyong’o (Pantera Negra e Um Lugar Silencioso: Dia Um), Elliot Page (A Origem), Mia Goth (Pearl) e Corey Hawkins (Straight Outta Compton).
Com orçamento estimado em US$ 250 milhões, o longa é a produção mais cara da carreira de Christopher Nolan. Também marca a primeira vez que o diretor utiliza câmeras IMAX de 70 mm durante toda a filmagem, ampliando o uso da tecnologia que já fazia parte de seus projetos anteriores.
As gravações aconteceram em diferentes países, incluindo Grécia, Itália, Marrocos, Escócia, Islândia e Saara Ocidental. A escolha das locações acompanha a proposta de reproduzir cenários inspirados nas paisagens do Mediterrâneo descritas por Homero, reduzindo a dependência de ambientes totalmente criados por computação gráfica.
A Netflix divulgou o primeiro trailer completo de Fúria, série brasileira que estreia em 29 de julho e aposta em uma combinação pouco comum nas produções nacionais: o ambiente das artes marciais mistas serve de cenário para uma trama de suspense envolvendo perda de memória, organizações criminosas e disputas que extrapolam o esporte. O vídeo apresenta os personagens centrais, estabelece o tom da narrativa e revela que as lutas serão apenas uma das peças de uma história construída sobre mistérios do passado.
No centro da trama está Marcelo, interpretado por Vinicius Neri (Todas as Flores e Malhação: Toda Forma de Amar). Encontrado gravemente ferido e sem qualquer lembrança da própria identidade, ele é acolhido por um treinador de artes marciais e ganha a oportunidade de recomeçar. Enquanto constrói uma nova vida no MMA, fragmentos de memória começam a surgir e revelam que seu passado pode estar ligado ao crime, colocando sua vida novamente em risco.
Outro personagem de destaque é Júnior Malamute, vivido por MC Cabelinho (Amor de Mãe e Vai na Fé). Inicialmente apresentado como rival de Marcelo dentro do octógono, ele demonstra ter uma ligação muito mais profunda com o protagonista, tornando-se peça importante no desenvolvimento da história.
O elenco também reúne Fábio Lago (Tropa de Elite e Carcereiros), Alice Carvalho (Cangaço Novo e Rensga Hits!), Bianca Comparato (3% e Somos Tão Jovens), Cláudia Raia (Rainha da Sucata e Ti Ti Ti), Eduardo Moscovis (O Cravo e a Rosa e Bom Sucesso), Babu Santana (Cidade de Deus e Tim Maia), Kelner Macêdo (DNA do Crime), Camila Damião (Encantado’s) e Jonas Ponciano (Impuros).
Entre as participações especiais está o ex-campeão do UFC Anderson Silva (Like a Dragon: Yakuza), que interpreta um personagem criado especialmente para a série. A criação é de Igor Verde (Dom) e Gustavo Bragança (Marighella), com direção de José Henrique Fonseca (Bom Dia, Verônica). Fúria estreia exclusivamente na Netflix em 29 de julho.
À primeira vista, O Convite parece seguir o caminho de tantas outras comédias sobre casais em crise. A impressão, porém, dura pouco. O filme rapidamente revela que o jantar entre vizinhos serve apenas como ponto de partida para uma história que mistura humor, desconforto e drama na medida certa. Afinal, o que acontece quando uma situação constrangedora deixa de ser apenas engraçada e passa a expor feridas que ninguém queria mostrar? É dessa ideia que Olivia Wilde, diretora e protagonista, constrói uma narrativa envolvente e cheia de nuances.
A trama acompanha Angela (Olivia Wilde) e Joe (Seth Rogen), um casal cuja relação já demonstra sinais claros de desgaste logo nas primeiras cenas. Sem perder tempo, o roteiro estabelece a dinâmica entre os dois até que Angela anuncia ter convidado os novos vizinhos para jantar.
O problema é que Hawk (Edward Norton, de Clube da Luta) e Pína (Penélope Cruz) estão longe de ser vizinhos comuns. Joe os descreve como um casal de hábitos sexuais bastante liberais, conhecido pelas festas barulhentas e pelos sons que frequentemente atravessam as paredes do prédio. Angela, por outro lado, enxerga naquele encontro apenas uma oportunidade de fazer novos amigos.
Os convidados parecem representar exatamente aquilo que Angela e Joe deixaram de ser: um casal aparentemente apaixonado, seguro e sem conflitos. Mas basta a conversa avançar para perceber que essa perfeição esconde muito mais do que aparenta.
Embora a premissa possa soar familiar, o roteiro rapidamente mostra que a história nunca foi apenas sobre um jantar. Aos poucos, as provocações deixam de ser engraçadas e passam a revelar inseguranças, ressentimentos e verdades que estavam guardadas havia muito tempo.
Outro acerto está na decisão de concentrar praticamente toda a narrativa dentro do apartamento. Em mãos menos habilidosas, essa escolha poderia tornar o filme repetitivo. Olivia Wilde evita esse problema explorando o espaço de diferentes maneiras ao longo da trama. A disposição dos personagens, os enquadramentos e os movimentos de câmera acompanham a transformação emocional de cada um, fazendo com que o apartamento pareça mudar de personalidade conforme a tensão aumenta.
Há ainda um cuidado especial com os detalhes do cenário. Objetos, espelhos, corredores e portas deixam de ser simples elementos de decoração e ajudam a reforçar o distanciamento entre Angela e Joe. Mesmo dividindo o mesmo espaço, os dois parecem cada vez mais separados. A direção nunca utiliza esses recursos apenas por estética; eles traduzem visualmente aquilo que os personagens já não conseguem dizer.
Olivia Wilde também demonstra segurança ao trabalhar os silêncios. Em vários momentos, a câmera permanece sobre os personagens depois que uma piada termina, permitindo que o desconforto continue presente. São pequenas pausas que tornam os diálogos mais reais e aumentam o peso emocional de cada conversa.
O roteiro de Rashida Jones e Will McCormack acerta justamente por nunca transformar suas discussões em grandes discursos. O sexo parece dominar a narrativa em um primeiro momento, mas logo fica claro que esse nunca foi o verdadeiro tema. O filme fala sobre intimidade, rotina, frustrações e sobre a dificuldade de manter uma relação quando a comunicação já não acontece da mesma forma.
As revelações surgem naturalmente, sem depender de reviravoltas exageradas. Tudo acontece como em uma conversa real entre quatro pessoas que, pouco a pouco, deixam de sustentar as próprias máscaras. Quando o humor abre espaço para o drama, essa mudança acontece de forma orgânica, sem parecer forçada.
A trilha sonora merece destaque. Em vez de apenas acompanhar as cenas, ela amplia a tensão sem chamar atenção para si. Em vários momentos, a música cresce discretamente enquanto os conflitos se intensificam, aumentando a sensação de desconforto e fazendo com que o espectador permaneça completamente envolvido pela situação.
Grande parte desse resultado também passa pelas atuações. A química entre os quatro protagonistas faz com que os diálogos pareçam espontâneos, especialmente quando as conversas deixam o campo da comédia e entram em territórios muito mais delicados.
Olivia Wilde entrega sua melhor atuação justamente nos momentos de maior vulnerabilidade. Angela tenta preservar um relacionamento que claramente já não funciona, mas ainda encontra dificuldade para admitir isso. Seth Rogen surpreende ao equilibrar seu humor característico com um personagem marcado por frustrações e inseguranças. Já Edward Norton e Penélope Cruz funcionam como agentes do caos: sedutores, provocativos e imprevisíveis, eles conduzem boa parte da tensão da narrativa.
No fim das contas, o jantar nunca foi sobre sexo. O verdadeiro convite é para observar como duas pessoas podem compartilhar a mesma casa e, ainda assim, viver emocionalmente distantes. É essa percepção que transforma os momentos finais em algo muito mais melancólico do que a comédia inicial fazia imaginar.
Olivia Wilde evita soluções fáceis. Em vez de oferecer respostas prontas, prefere deixar uma pequena esperança de que algumas relações ainda podem ser reconstruídas — desde que exista disposição para recuperar aquilo que realmente importa: a intimidade e o diálogo.
O Convite transforma uma situação cotidiana em um retrato sensível sobre os desgastes da vida a dois. Com um elenco afiado, um roteiro que sabe equilibrar humor e drama e uma direção segura, o filme mostra que grandes conflitos nem sempre precisam de grandes acontecimentos. Às vezes, basta colocar quatro pessoas em volta de uma mesa e deixar que a conversa siga seu curso.
Depois da sessão, fica difícil olhar para um simples jantar entre vizinhos da mesma maneira.
Depois de construir sua carreira no cinema nos últimos anos, Dylan O’Brien está de volta ao papel principal de uma série de televisão. O ator foi confirmado como protagonista de Lex, piloto de comédia do Hulu que, caso seja aprovado para uma temporada completa, marcará seu primeiro trabalho fixo na TV desde Teen Wolf. As informações são da Variety.
A produção acompanha Lex, um ex-participante de reality show cuja carreira entrou em declínio. Tentando voltar aos holofotes, ele grava vídeos personalizados na plataforma Cameo até que, sem perceber, registra um assassinato ao fundo de uma das gravações. O vídeo transforma o personagem no principal alvo de pessoas interessadas em impedir que a verdade venha à tona.
Segundo a sinopse oficial, Lex precisa escapar de uma organização poderosa enquanto tenta descobrir quem está por trás do crime. O roteiro ainda brinca com o passado do protagonista, que usa as estratégias aprendidas nos bastidores dos realities para manipular situações, negociar alianças e permanecer vivo.
O Hulu encomendou o episódio piloto em março, mas ainda não decidiu se a produção seguirá para uma temporada completa. A escolha de Dylan O’Brien para liderar o elenco, porém, representa um retorno importante do ator à televisão. Seu último papel regular foi Stiles Stilinski em Teen Wolf, série exibida entre 2011 e 2017 que se tornou um dos maiores sucessos da MTV e ajudou a consolidar seu nome em Hollywood.
Desde então, O’Brien direcionou a carreira para o cinema. Ele protagonizou a trilogia Maze Runner como Thomas e participou de produções como Love and Monsters, American Assassin, Os Estagiários, Horizonte Profundo, Saturday Night e All Too Well: The Short Film, curta dirigido por Taylor Swift.
A trajetória do ator começou antes mesmo da televisão. Ainda adolescente, ele publicava vídeos de humor no YouTube, onde conquistou milhões de visualizações. Esse material chamou a atenção de produtores e acabou abrindo caminho para seus primeiros testes como ator, pouco antes de ser escalado para Teen Wolf.
Em 2016, durante as filmagens de Maze Runner: A Cura Mortal, O’Brien sofreu um grave acidente em uma sequência de ação. As gravações foram interrompidas por vários meses enquanto ele se recuperava de múltiplas fraturas. Após retornar ao trabalho, concluiu o terceiro filme da franquia e encerrou sua participação em Teen Wolf, concentrando sua carreira em longas-metragens.
O caminho de Artificial até os cinemas mudou de rumo. A Amazon MGM Studios desistiu de lançar o novo filme de Luca Guadagnino, e a Neon fechou um acordo para assumir a distribuição. A informação foi publicada pelo Deadline.
A mudança chama atenção porque o longa é inspirado em um dos episódios mais turbulentos da história da OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT. A saída da Amazon acontece pouco tempo depois de a companhia anunciar um acordo bilionário com a OpenAI para ampliar o uso de inteligência artificial em seus produtos e serviços. Nenhuma das empresas comentou oficialmente os motivos da decisão.
Dirigido por Luca Guadagnino (Me Chame pelo Seu Nome, Rivais e Queer), o longa-metragem transforma em filme a crise que tomou conta da OpenAI em novembro de 2023. Na época, Sam Altman foi demitido pelo conselho da empresa, decisão que provocou uma reação imediata de funcionários, investidores e parceiros. Poucos dias depois, após uma intensa pressão interna e externa, Altman voltou ao cargo de CEO, encerrando um dos capítulos mais comentados da indústria da tecnologia nos últimos anos.
Andrew Garfield (O Espetacular Homem-Aranha e Tick, Tick… Boom!) interpreta Sam Altman. Monica Barbaro (Top Gun: Maverick) vive Mira Murati, então diretora de tecnologia da OpenAI, enquanto Yura Borisov (Anora) interpreta Ilya Sutskever, cofundador e cientista-chefe da empresa que participou da decisão de afastar Altman.
O elenco ainda reúne Ike Barinholtz (The Studio) como Elon Musk, um dos fundadores da OpenAI, Cooper Hoffman (Licorice Pizza) como Greg Brockman, presidente da empresa durante a crise, além de Jason Schwartzman (Asteroid City), Billie Lourd (Star Wars: O Despertar da Força), Cooper Koch (Monsters: The Lyle and Erik Menendez Story), Mark Rylance (Ponte dos Espiões), Chris O’Dowd (Missão Madrinha de Casamento), Zosia Mamet (Girls), Nicholas Hamilton (It: A Coisa), Thaddea Graham e Angus Imrie.
O roteiro é assinado por Simon Rich, que também produz o longa ao lado de David Heyman, Jeffrey Clifford e Jennifer Fox. As gravações começaram em julho de 2025 em São Francisco, cidade onde fica a sede da OpenAI, e passaram ainda por Turim, na Itália, antes de serem concluídas em outubro do mesmo ano.
A chegada do projeto à Neon mantém o filme no calendário de lançamentos e coloca Artificial nas mãos de uma distribuidora conhecida por investir em produções de perfil mais autoral. Nos últimos anos, a empresa lançou títulos como Parasita, Anatomia de uma Queda e Anora, todos com forte presença em festivais e premiações.
A Universal Pictures divulgou um novo vídeo de bastidores de A Odisseia, longa dirigido por Christopher Nolan que adapta o clássico poema de Homero. O material destaca um dos maiores diferenciais técnicos da produção: todo o filme foi captado com câmeras IMAX, algo inédito na carreira do cineasta.
O vídeo mostra parte da estrutura utilizada durante as gravações e reforça a dimensão do projeto, que exigiu equipamentos desenvolvidos para suportar filmagens em ambientes naturais e locações espalhadas por diferentes países. Segundo a produção, esta é a primeira vez que um longa-metragem é registrado integralmente com câmeras IMAX de 70 mm, formato conhecido pela alta resolução e pela qualidade de imagem em telas gigantes.
Escrito, dirigido e produzido por Christopher, o longa-metragem adapta um dos textos mais influentes da literatura ocidental. A história acompanha Odisseu, rei de Ítaca, em sua longa viagem de volta para casa após o fim da Guerra de Troia. Ao longo do caminho, ele enfrenta criaturas da mitologia grega, tempestades, deuses e desafios que colocam à prova sua inteligência e resistência, enquanto tenta reencontrar sua esposa, Penélope, e seu filho, Telêmaco.
Matt Damon (Oppenheimer, Perdido em Marte) interpreta Odisseu. O elenco principal ainda reúne Tom Holland (Homem-Aranha: Sem Volta para Casa) como Telêmaco, Anne Hathaway (Interestelar, Os Miseráveis) no papel de Penélope, Zendaya (Duna, Euphoria) como Atena, Charlize Theron (Mad Max: Estrada da Fúria) vivendo Circe, Robert Pattinson (The Batman, Tenet) como Antínoo, Jon Bernthal (O Justiceiro, The Bear) como Menelau, Benny Safdie (Joias Brutas, Oppenheimer) interpretando Agamenon e John Leguizamo (John Wick, Encanto) como Eumeu. O elenco também conta com Lupita Nyong’o (Pantera Negra, Um Lugar Silencioso: Dia Um), Elliot Page (A Origem, The Umbrella Academy), Himesh Patel (Yesterday), Samantha Morton (The Walking Dead), Bill Irwin, Jesse Garcia e Will Yun Lee.
O projeto começou a tomar forma logo após o sucesso de Oppenheimer, vencedor dos Oscars de Melhor Filme e Melhor Diretor. Em outubro de 2024, foi confirmado que Nolan desenvolveria seu próximo longa novamente em parceria com a Universal Pictures. Durante alguns meses, o estúdio manteve o enredo sob sigilo, o que alimentou especulações sobre diferentes gêneros e adaptações. Apenas em dezembro daquele ano foi anunciado oficialmente que o diretor levaria aos cinemas uma versão de A Odisseia, poema atribuído a Homero e escrito há cerca de 2.700 anos.
As filmagens aconteceram entre fevereiro e agosto de 2025 em diversos países. A equipe passou por Marrocos, Grécia, Itália, Escócia, Islândia e Saara Ocidental em busca de cenários naturais capazes de representar os diferentes territórios visitados por Odisseu durante sua viagem. A opção por locações reais segue uma característica recorrente da filmografia de Nolan, que costuma privilegiar efeitos práticos em vez de depender exclusivamente de computação gráfica.
Com orçamento estimado em US$ 250 milhões, A Odisseia é o filme mais caro da carreira do diretor. O investimento contempla tanto a logística internacional quanto o uso da tecnologia IMAX em toda a produção, um processo que exigiu adaptações nas câmeras para reduzir peso, ampliar a autonomia dos equipamentos e permitir gravações em condições climáticas variadas.
A parceria entre Nolan e a Universal também continua após o desempenho de Oppenheimer, lançado em 2023. O drama sobre o físico J. Robert Oppenheimer arrecadou quase US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais e conquistou sete estatuetas do Oscar, consolidando uma das fases mais bem-sucedidas da carreira do cineasta.
Quem visitar o Diversão Offline nos dias 11 e 12 de julho ouvirá uma voz bastante conhecida da cultura pop brasileira. A organização confirmou que o ator e dublador Sérgio Cantú será o responsável pelos anúncios oficiais da 11ª edição do evento, realizada no Expo Center Norte, em São Paulo.
Sua participação inclui as campanhas de divulgação nas redes sociais e todos os comunicados reproduzidos durante a programação, como avisos, chamadas para atividades e informações direcionadas ao público. Cantú também segue como um dos embaixadores oficiais do evento, função que assumiu na edição anterior.
A escolha tem relação direta com sua ligação com os jogos de mesa. O dublador joga RPG e board games desde a infância e participa com frequência de encontros e eventos voltados a esse público. Segundo Fernanda Sereno, CEO do Diversão Offline, a ideia foi escolher alguém que tivesse envolvimento real com a comunidade, e não apenas reconhecimento por seu trabalho na dublagem.
Sérgio Cantú iniciou a carreira aos 12 anos, depois de conhecer os estúdios de dublagem por meio de um curso frequentado por sua mãe, ministrado por Marco Ribeiro. Desde então, acumula mais de 30 anos de atuação como ator, dublador e diretor de dublagem, participando de produções ligadas a animações, séries, filmes e adaptações de quadrinhos.
Nos últimos anos, seu trabalho também se aproximou do RPG. Cantú interpreta Mollymauk “Molly” Tealeaf na versão brasileira da animação The Mighty Nein, baseada na campanha criada pelo grupo Critical Role. Ele também assina a direção de dublagem da série no Brasil.
Criado em 2015, o Diversão Offline se consolidou como o principal evento brasileiro dedicado aos jogos de mesa. A feira reúne editoras, designers, autores, ilustradores, criadores de conteúdo e jogadores em uma programação que inclui lançamentos, demonstrações de jogos, mesas de RPG, palestras, torneios e sessões de autógrafos.
A 11ª edição acontece nos dias 11 e 12 de julho, no Expo Center Norte, em São Paulo. Os ingressos continuam à venda pela plataforma Sympla, sujeitos à disponibilidade.