O filme “Surda” segue ampliando sua circulação nos cinemas e entra na segunda semana em cartaz com estreia confirmada em Volta Redonda. A produção espanhola de 2025 já passou por alguns dos festivais mais importantes do mundo e vem chamando atenção tanto da crítica quanto do público por sua abordagem sensível sobre a experiência de uma mulher surda em um ambiente pensado majoritariamente para ouvintes.
O que explica o impacto do filme nos festivais internacionais?
O longa-metragem ganhou projeção internacional ao estrear no Festival Internacional de Cinema de Berlim, onde recebeu o Prêmio do Público na mostra Panorama. O reconhecimento ajudou a colocar o filme no radar global e abriu caminho para sua passagem por outros eventos importantes.
Depois de Berlim, o longa também se destacou no circuito espanhol e acabou sendo reconhecido no Prêmio Goya, reforçando sua força tanto artística quanto temática. O conjunto de premiações consolidou a obra como uma das produções europeias mais comentadas do período.
Quem é Ángela e qual é o foco da história?
A trama acompanha Ángela, uma mulher surda que trabalha com cerâmica em uma região rural da Espanha. Ela vive um momento decisivo ao descobrir a gravidez do seu primeiro filho com Héctor, seu parceiro ouvinte.
A partir desse ponto, a história se concentra nas mudanças emocionais e práticas que surgem na vida do casal. O nascimento do bebê intensifica as diferenças entre eles e coloca em evidência desafios de comunicação, autonomia e adaptação dentro da família.
O filme evita respostas fáceis e prefere acompanhar de perto os sentimentos da protagonista, mostrando como pequenas situações do dia a dia podem se tornar grandes barreiras ou pontes entre pessoas que vivem realidades diferentes.
Como o filme trabalha a experiência surda na narrativa?
Um dos aspectos mais elogiados da obra é justamente a forma natural com que a surdez é incorporada à história. Em vez de tratar a condição como um problema central, o filme a apresenta como parte da identidade da protagonista e de sua forma de se relacionar com o mundo.
A direção aposta em uma abordagem mais silenciosa e observacional, valorizando expressões, gestos e momentos de pausa. Isso aproxima o público da vivência de Ángela sem recorrer a explicações didáticas, criando uma experiência mais sensorial e emocional.
Quem está no elenco e por que isso importa?
O papel principal é interpretado por Miriam Garlo, atriz surda que já havia participado do curta que deu origem ao longa. Ao seu lado está Álvaro Cervantes, no papel de Héctor, além de Elena Irureta e Joaquín Notario em papéis de apoio que ajudam a construir o ambiente emocional da história.
Quando o público pode assistir no Brasil?
No Brasil, o longa-metragem já está em sua segunda semana de exibição e começa a expandir suas sessões para novas cidades, incluindo a estreia em Volta Redonda. A chegada do filme ao interior reforça a ampliação do circuito de filmes independentes no país.






























