Frank Grillo entra em cena em “Pacificador” com sinceridade, suor e bom humor: “Fui um guerreiro”

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Quando você pensa em Frank Grillo, a última coisa que vem à mente é uma coreografia sincronizada ao som de glam rock dos anos 80. A gente imagina o cara socando vilões, perseguindo bandidos, explodindo coisas e mantendo o olhar sério em cenas de ação, não girando os bracinhos em ritmo de música. Mas foi exatamente isso que aconteceu — ou quase — nos bastidores da segunda temporada de “Pacificador“, a série da DC que conseguiu o improvável: fazer todo mundo se importar com um herói babaca, cheio de problemas e vestindo um capacete ridículo.

De acordo com informações do Entertainment Weekly, durante o evento Comic-Con, Grillo contou sem nenhum filtro que a ideia de dançar na abertura da nova temporada não o deixou nem um pouco animado. “Sou péssimo nisso”, confessou, com aquele tom de sinceridade que só alguém calejado por Hollywood e por muitos rounds de jiu-jitsu pode ter. E ele não estava sozinho: Tim Meadows, outro novato no elenco, também sofreu. “Eu fui horrível. Todo mundo achou que eu seria bom, e não quero nem dizer o porquê”, disse, rindo — e deixando no ar um mistério que só o elenco parece entender.

James Gunn, o cérebro por trás da série (e agora chefão do universo DC), não perdoou: “Ele é um péssimo dançarino. Mas foi um guerreiro!”. E pronto: estava armado o clima de zoeira e camaradagem que parece definir os bastidores desse novo ano da produção.

Menos glamour e mais insanidade

Pra quem ainda não mergulhou nesse universo bizarro, a trama não é só mais uma série de super-herói. Longe disso. É uma mistura de tiroteio, piada de mau gosto, drama familiar mal resolvido, trilha sonora nostálgica e personagens que você ama odiar — e depois simplesmente ama. Estrelada por John Cena (num papel que, convenhamos, nasceu pra ele), a série surgiu como um spin-off de O Esquadrão Suicida e acabou ganhando vida própria.

O personagem principal, Christopher Smith, é um sujeito que acredita em alcançar a paz a qualquer custo. Literalmente. Se precisar matar meia dúzia no caminho, tudo bem. O cara é como um Rambo com consciência zero e coração escondido em algum lugar bem fundo — que, aos poucos, vai aparecendo. No meio do sarcasmo, da ação exagerada e dos dilemas existenciais, Pacificador conseguiu ser original, engraçada e surpreendentemente emocional.

E agora, com a estreia da segunda temporada marcada pro dia 21 de agosto, os fãs mal conseguem conter a ansiedade. Afinal, além do retorno dos personagens já queridos (como Harcourt, Adebayo, Vigilante e Economos), ainda teremos a adição de rostos novos, como Frank Grillo, que promete agitar — e muito — essa nova fase.

Grillo na dança e no tapa

A verdade é que ver Frank Grillo dançando já seria um evento à parte. Mas ele não veio só pra isso. O ator entra na série com o peso de uma carreira cheia de testosterona. Ele já foi antagonista em filme chinês bilionário (Lobo Guerreiro 2), vilão da Marvel (Capitão América: O Soldado Invernal), protagonista em filmes como The Purge: Anarchy, e ainda arrumou tempo pra fazer séries marcantes como Kingdom e Billions.

Se você o viu em cena, sabe: ele é daqueles que chegam botando pressão. Sempre com cara de quem acabou de sair de uma luta ou tá prestes a entrar em uma. Nascido e criado no Bronx, Grillo é ítalo-americano raiz. Começou a lutar cedo, estudou com Rickson Gracie, virou faixa-marrom de jiu-jitsu e quase virou executivo de Wall Street antes de a vida dar uma guinada num comercial de cerveja.

Agora, aos quase 60 anos (acredite, ele não aparenta), Grillo mostra que ainda tem fôlego — mesmo que não tenha tanto ritmo na dança. “Foi estranho, mas divertido. E o Tim, coitado, sofreu mais que eu”, brincou ele, mostrando que entrou no espírito da coisa. E esse é justamente o segredo da série: não se levar a sério demais.

A abertura que virou lenda

Vale lembrar que a abertura da primeira temporada virou um fenômeno. A coreografia ridícula, feita com todo mundo sério e duro como estátua, ao som de “Do Ya Wanna Taste It?” da banda Wig Wam, viralizou. Virou TikTok, virou cosplay, virou festa temática. E James Gunn, sabendo do impacto, decidiu repetir a dose na nova temporada — só que agora com mais gente e mais caos.

A proposta, segundo o próprio diretor, nunca foi dançar bem. Era parecer esquisito mesmo. Um jeito de dizer: “Aqui não tem glamour. Aqui tem bizarrice.” E deu certo. Quando você vê John Cena dançando com a expressão de quem está pagando uma promessa, entende que Pacificador não está tentando se encaixar em nenhum molde de super-herói tradicional.

E agora, com Grillo e Meadows entrando pra essa dança esquisita, a promessa é de mais vergonha alheia e diversão.

Bastidores de um universo em expansão

A série é mais um fruto do casamento entre James Gunn e a HBO Max (agora só Max), numa fase de reorganização do universo DC. Gunn escreveu todos os episódios da primeira temporada durante a pandemia, no meio da pós-produção de O Esquadrão Suicida, e filmou a série em Vancouver. O resultado foi uma produção enxuta, criativa e com personalidade.

Além disso, a série serviu como um laboratório pro estilo que Gunn quer implementar no novo DCU, do qual ele agora é o comandante-mor. A série não tem medo de mexer com temas pesados: abuso paterno, lealdade cega, fanatismo político e emocional. Tudo isso embalado em piadas escatológicas e violência estilizada.

É esse equilíbrio entre escracho e profundidade que tornou a série um sucesso. E a nova temporada promete manter — ou até exagerar — essa pegada.

John Cena no centro do furacão

John segue como o coração (e o músculo) da série. O ex-lutador de WWE mostrou um timing cômico surpreendente e uma entrega emocional que ninguém esperava. Seu Pacificador é arrogante, impulsivo e, às vezes, detestável — mas também carrega um peso emocional que o torna mais real do que muita gente vestida de capa por aí.

Na primeira temporada, vimos ele confrontar seu passado tóxico, seus medos, suas perdas. E tudo isso sem perder a piada, o soco ou a dancinha. Na segunda temporada, o personagem parece pronto para encarar novas feridas e novos inimigos — inclusive internos. E, com Frank Grillo no elenco, pode apostar que vai ter porrada das boas.

Tim Meadows e o tempero da comédia

Outro reforço importante pro elenco é Tim Meadows, um veterano da comédia americana. Conhecido por anos de Saturday Night Live, ele entra com o charme do “tio engraçado que se mete em confusão”. E, pelo que ele mesmo contou, não foi nada fácil acompanhar a galera na tal abertura dançante. “Todo mundo achava que eu tinha talento, e eu decepcionei bonito”, disse, rindo de si mesmo.

E o que mais vem por aí?

Se os detalhes da trama ainda estão sendo guardados a sete chaves, o que já se sabe é que James Gunn continua no comando criativo da série, mesmo agora assumindo o leme de todo o universo DC. A temporada deve mergulhar ainda mais fundo nas consequências das escolhas do anti héroi, nos dilemas éticos (ou falta deles) e nas maluquices que só esse grupo de desajustados é capaz de viver.

A Max já prepara um esquema de divulgação pesado para o lançamento, e os fãs estão sedentos por qualquer teaser, pôster ou rumor. E com razão: depois de uma primeira temporada que ninguém esperava amar tanto, a expectativa agora é altíssima.

TurmaTube ganha vida: série live-action “A Primeira Aventura” marca nova fase do universo criado por Viih Tube

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Imagina só trocar os desenhos animados por rostos reais, a tela fria por uma floresta viva, e dar à infância o palco que ela merece. Esse é o espírito por trás de “TurmaTube – A Primeira Aventura”, nova série live-action inspirada na animação criada por Viih Tube, que conquistou as famílias brasileiras com histórias doces, visuais cativantes e um compromisso inabalável com valores como empatia, diversidade e respeito.

Agora, os animaizinhos da TurmaTube — antes saltitantes nas telas em forma de desenhos — ganham carne, osso e muita personalidade em um projeto ousado, sensível e cheio de vida, gravado em pleno mato, entre árvores, barracas e risadas de verdade. É nesse cenário que o universo idealizado por Viih cresce, amadurece e, ao mesmo tempo, mantém sua essência: ser feito por e para crianças, sem perder a conexão com o coração dos adultos.

Do YouTube à floresta: o poder de sonhar grande

A história da TurmaTube começa com uma ideia aparentemente simples: criar uma animação infantil que conversasse com as emoções dos pequenos. Mas Viih Tube — influenciadora, atriz, empresária e mãe — sabia que queria mais. Não bastava entreter, era preciso ensinar com carinho, acolher sem julgamento e celebrar as diferenças com naturalidade.

Depois do sucesso da animação lançada em 2023, que rapidamente virou febre entre crianças de 2 a 4 anos, a criadora deu o próximo passo. Agora, com um público um pouco mais crescido — crianças de 5 a 7 anos — nasce a primeira série live-action da TurmaTube, um projeto que coloca crianças reais no centro da narrativa, vivendo aventuras que misturam fantasia, música e descobertas emocionais.

“Sempre sonhei com algo que fosse além do desenho. Queria ver essas crianças vivendo aquilo de verdade, correndo na floresta, se sujando, se abraçando. Queria que o público se visse nelas”, diz Viih, emocionada nos bastidores da gravação.

Criança brincando é criança aprendendo

Gravada em Sapucaí-Mirim, no interior de Minas Gerais, dentro da tradicional colônia NR Acampamentos, a série traz como cenário a própria natureza — e isso muda tudo. Não há efeitos especiais grandiosos ou cenários artificiais: aqui, o mato é real, o vento bagunça o cabelo, e as experiências acontecem com cheiro de terra molhada.

É nesse espaço que o grupo de amigos formado por Mari Yumi (Lara), Lorena Candido (Valentina), Theo Radicchi (Ruan), Diego Laumar (Nino), Vitinho Lima (Tião), Helena Vilhena (Nina) e Davi Damin (Hugo) vai se conhecendo, criando laços, enfrentando medos e celebrando conquistas pequenas — mas profundamente significativas.

Entre uma brincadeira e outra, a série planta sementes importantes: o cuidado com o outro, o respeito ao tempo de cada um, a escuta atenta e a beleza do coletivo. E faz isso de forma leve, com música, cor e simplicidade.

No centro dessa dinâmica está a Prô Júlia, interpretada pela própria Viih Tube, uma figura adulta que não controla, mas acompanha. “Ela é como aquela professora que a gente lembra com carinho, que não gritava, que olhava no olho. A Prô Júlia está lá, mas quem resolve os conflitos são as crianças”, explica Viih

Representatividade que nasce da convivência

Em um país tão plural como o Brasil, ver uma série infantil com elenco diverso, sem estereótipos ou caricaturas, ainda é raro — mas absolutamente necessário. Em TurmaTube – A Primeira Aventura, as diferenças de origem, tom de pele, personalidade e modos de pensar não são discutidas, são vividas. Estão ali, presentes e integradas, como devem ser na vida real.

As crianças se expressam com liberdade, sem filtros adultos, e constroem uma convivência que valoriza as singularidades sem forçar lições de moral. Cada personagem tem sua maneira de lidar com o mundo — e é isso que faz da série um espaço tão rico e acolhedor.

“As crianças entendem muito mais do que a gente imagina. Elas não precisam de discursos longos sobre inclusão, elas precisam ver isso na prática. E foi isso que a gente fez”, conta Clara Ramos, diretora geral do projeto.

Por trás das câmeras: um time que acredita no afeto

Além da direção sensível de Clara, o projeto reúne nomes como Plinio Scambora (diretor e diretor de fotografia), Raquel Tejada (direção de arte), Fernanda Melo (figurinos), Ricardo Feliciano (montagem) e uma produção assinada por Viih Tube ao lado de Tomás Darcyl, Ricardo Costianovsky e Clara Ramos. Um time experiente que entendeu desde o início que o maior efeito especial da série seria algo simples, porém raro: a verdade nos olhos de uma criança.

Toda a equipe técnica trabalhou com foco no conforto, segurança e bem-estar dos pequenos atores, respeitando seus ritmos e suas emoções. Nada era forçado: se alguém estava triste, a gravação parava. Se a cena virava brincadeira, melhor ainda. Foi dessa liberdade que nasceram os momentos mais bonitos.

Viih Tube: de fenômeno digital à construtora de futuros possíveis

Com apenas 24 anos, Viih Tube tem uma trajetória que impressiona. De youtuber adolescente a influenciadora de milhões, ela se reinventou diversas vezes — como atriz, escritora, empresária e agora como produtora de conteúdo infantil. Mas talvez seu maior mérito esteja em entender o valor da infância como território sagrado.

Depois de sua participação no BBB 21, Viih decidiu usar sua visibilidade para falar de temas mais profundos — como saúde mental, redes sociais e, agora, infância com propósito. Com a TurmaTube, ela não entrega apenas um produto: entrega uma experiência feita com escuta, sensibilidade e intenção.

“Quero que as crianças cresçam com afeto, com referências positivas, com personagens que se parecem com elas. E quero que os pais saibam que existe conteúdo em que podem confiar”, diz Viih.

Cine Aventura 19/04/2025: Record exibe Alice e Peter – Onde Nascem os Sonhos

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Se você está procurando um bom motivo pra ficar no sofá neste sábado à tarde, a Record TV tem a dica perfeita: o Cine Aventura do dia 19 de abril de 2025 vai exibir o filme “Alice e Peter: Onde Nascem os Sonhos”, uma fantasia com cara de conto de fadas, mas com um toque de drama familiar que promete mexer com o coração.

Estrelado pela poderosa Angelina Jolie e pelo talentoso David Oyelowo, o longa mistura elementos das histórias de Peter Pan e Alice no País das Maravilhas, só que de um jeito totalmente diferente: e se eles fossem irmãos na vida real, antes de viverem suas aventuras em mundos mágicos?

Uma história antes dos contos de fadas

Em “Alice e Peter” (título original: Come Away), conhecemos uma versão inédita desses personagens tão clássicos. Antes de voar para a Terra do Nunca ou cair na toca do coelho, Peter (Jordan Nash) e Alice (Keira Chansa) vivem com os pais e o irmão mais velho em uma casa no campo, cercados de amor, natureza e muitas brincadeiras. Mas tudo muda quando uma tragédia abala a família: a morte do irmão mais velho transforma completamente a dinâmica do lar.

Para escapar da dor — e tentar ajudar os pais, Rose (Angelina Jolie) e Jack (David Oyelowo), a seguirem em frente — os dois irmãos mergulham em seus próprios mundos imaginários. E é aí que começa a mistura de realidade com fantasia: espadas, navios piratas, criaturas mágicas e coelhos apressados entram em cena, construindo as pontes entre o luto e a criatividade infantil.

Angelina Jolie brilha em papel sensível

Apesar do tom mais melancólico, o filme tem momentos de pura ternura e cenas visuais lindas. Angelina Jolie, que já encantou o público como a sombria Malévola, aqui surge em uma versão mais contida e dolorida: uma mãe em luto, tentando manter a família unida. Ao lado dela, David Oyelowo traz profundidade e empatia para o papel do pai.

A direção é de Brenda Chapman, que também dirigiu a animação vencedora do Oscar “Valente”, e o roteiro é assinado por Marissa Kate Goodhill. A dupla propõe um olhar mais humano e poético sobre o nascimento da fantasia — como se dissesse: “antes da aventura, vem a dor. E da dor, nasce a imaginação.”

Para quem gosta de histórias com toque emocional, universos mágicos e atuações sensíveis, vale a pena dar uma chance.

Não vai estar em casa no sábado? Calma que tem streaming!

Se não der pra assistir ao filme na hora da exibição na Record, dá pra ver depois com calma nas plataformas digitais. “Alice e Peter” está disponível no Telecine e na Netflix, além de poder ser alugado no Prime Video.

🎬 Anota aí:
🗓 Sábado, 19 de abril de 2025
📺 Cine Aventura – Record TV
🎞 Filme: Alice e Peter: Onde Nascem os Sonhos
⏰ Duração: 1h34min
📊 Classificação indicativa: 12 anos

Superman se destaca nos cinemas brasileiros e atrai mais de 4 milhões de espectadores com nova visão do herói

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Foto: Reprodução/ Internet

Quando um personagem como o Superman chega aos cinemas, a expectativa é sempre enorme. Afinal, estamos falando de um ícone que há quase um século vem inspirando histórias, sonhos e debates sobre heroísmo e humanidade. Em 2025, essa lenda do universo dos quadrinhos voltou às telonas brasileiras com uma nova roupagem — e o resultado tem sido nada menos que espetacular. Com mais de 4 milhões de espectadores no Brasil, o filme vem reafirmando a força do Homem de Aço, mostrando que sua mensagem continua atual, potente e cheia de nuances.

O que torna esse sucesso tão especial não é apenas a presença de um herói conhecido, mas a maneira como a narrativa foi construída para conectar-se profundamente com o público de hoje — uma geração que busca mais do que efeitos visuais grandiosos, mas personagens com alma, conflitos reais e histórias que refletem as complexidades do mundo contemporâneo.

Um herói mais humano para tempos complexos

Durante décadas, o Homem de Aço foi retratado como quase invencível, um símbolo de perfeição e justiça absoluta. No entanto, o filme que desembarcou nas salas brasileiras neste ano optou por mostrar um Clark Kent que ainda está descobrindo seu lugar no mundo. Ele não é um herói com respostas fáceis ou certezas inabaláveis. Pelo contrário: é um jovem que carrega dúvidas, enfrenta decisões difíceis e vive o peso de ter um poder imenso nas mãos.

Essa abordagem ressoa fortemente com quem vive num mundo de incertezas, onde as questões políticas, sociais e ambientais desafiam constantemente nossas convicções. O filme explora justamente esse terreno — o de um herói que precisa navegar entre seus ideais e a dura realidade, tentando ser luz em meio a sombras.

Ao apresentar essa complexidade, o longa conseguiu conquistar um público diversificado, desde fãs antigos que viram ali um novo frescor para a história, até jovens que se identificam com um protagonista menos perfeito, mas mais real.

Foto: Reprodução/ Internet

O cuidado na construção da história e dos personagens

O sucesso do filme não se deve apenas a uma boa ideia, mas ao esforço coletivo de uma equipe que decidiu respeitar cada detalhe da mitologia do Homem de Aço, enquanto lhe dava uma nova cara.

O protagonista, vivido por um ator que investiu não só em preparação física, mas em mergulho profundo no psicológico do personagem, oferece uma interpretação sensível que equilibra força e vulnerabilidade. Já a atriz que encarna Lois Lane não é apenas um interesse amoroso, mas uma personagem com voz própria, refletindo o papel das mulheres nos tempos atuais — protagonistas de suas histórias e da narrativa do mundo.

Outro destaque do filme é o vilão, um antagonista inteligente e multifacetado, que não se limita a ser um simples inimigo do herói, mas representa questões éticas e sociais que alimentam o conflito central. Essa construção eleva o filme para além do entretenimento, trazendo à tona debates que convidam o espectador a pensar.

A magia dos efeitos sem perder a essência

Em meio a uma era em que filmes de super-heróis são dominados por efeitos visuais espetaculares, esse novo herói se destaca pelo equilíbrio. As cenas de ação impressionam e encantam, mas são sempre a serviço da história, nunca se tornando apenas espetáculo vazio.

Esse equilíbrio se deve a uma equipe técnica que trabalhou com afinco para criar um universo visualmente deslumbrante, mas também palpável e emocional. A luz, a cor, os movimentos das câmeras, tudo contribui para que o público sinta que está diante de algo maior do que uma simples batalha entre o bem e o mal — uma jornada pessoal, que fala de escolhas e consequências.

O Brasil e o Superman: uma relação de longa data

No Brasil, o Homem de Aço é mais que um personagem fictício: é um símbolo que atravessa gerações. Seja pelas histórias em quadrinhos, pelas séries de televisão ou pelas antigas versões cinematográficas, o herói sempre teve um lugar especial no imaginário popular.

O carinho com que o público brasileiro recebeu esse novo filme mostra não só a saudade que o personagem provocava, mas também o desejo de acompanhar suas aventuras sob uma nova ótica, mais próxima da realidade que vivemos.

Além disso, o cinema brasileiro tem se mostrado um terreno fértil para produções e estreias que dialogam com a diversidade cultural do país. O sucesso do Superman aqui é uma prova de que histórias universais, quando bem contadas, encontram eco em qualquer lugar do mundo.

Foto: Reprodução/ Internet

O impacto para além das bilheterias

Ultrapassar a marca de 4 milhões de espectadores e garantir uma receita superior a R$ 86 milhões não é apenas um número expressivo: é a demonstração de que o cinema ainda pode ser um espaço de encontro, emoção e reflexão.

O filme inspirou debates em redes sociais, encontros em salas de cinema e até mesmo eventos temáticos, movimentando fãs e entusiastas da cultura pop em todo o Brasil. Ele reacendeu discussões sobre o que significa ser um herói nos dias de hoje, sobre a importância da empatia e da coragem em tempos difíceis.

Além disso, ao apresentar novos personagens e ampliar o universo que envolve o Homem de Aço, o filme abriu portas para futuras produções que prometem manter acesa a chama do entretenimento inteligente e emocionante.

O que esperar do futuro?

A DC Studios está em um momento de transformação e expansão em seu universo cinematográfico. Com um calendário oficial repleto de novidades, a empresa demonstra compromisso em construir uma linha do tempo rica, diversificada e fiel à essência dos seus personagens icônicos. De séries que mesclam ação e crítica social a blockbusters aguardadíssimos, o público pode esperar uma experiência ainda mais envolvente e emocionante.

Com estreia marcada para 21 de agosto de 2025 na HBO Max, a segunda temporada de Pacificador retorna para consolidar a trajetória do personagem criado por James Gunn. Depois do enorme sucesso da primeira temporada, que conquistou fãs pela sua mistura de entretenimento de alto nível com uma crítica social afiada, a série promete aprofundar a complexidade do anti-herói. A combinação de cenas intensas, humor ácido e um olhar crítico sobre temas atuais tornou Pacificador uma das produções mais ousadas do catálogo da DC, e sua continuidade é uma das apostas mais seguras da Warner Bros. para 2025.

Foto: Reprodução/ Internet

Prevista para 26 de junho de 2026, a nova série Supergirl chega para trazer uma versão mais madura e contemporânea da prima do Superman. Kara Zor-El será apresentada sob uma perspectiva que dialoga diretamente com os desafios da sociedade atual, abordando temas como identidade, responsabilidade e poder feminino. O roteiro promete ir além dos clássicos confrontos heroicos, investindo no desenvolvimento emocional da personagem e explorando seu papel como símbolo de esperança em um mundo em constante transformação.

O universo da DC Cinematográfica também vai ganhar uma nova camada com o lançamento do filme Clayface, marcado para 11 de setembro de 2026. Este projeto traz uma abordagem intrigante para um dos vilões mais versáteis da galeria de antagonistas da DC. Capaz de se transformar em qualquer coisa, Clayface oferece um terreno fértil para explorar não apenas efeitos visuais de ponta, mas também uma narrativa profunda sobre identidade e manipulação. A expectativa é que o longa desafie o público a enxergar o vilão sob uma perspectiva psicológica mais complexa, abrindo caminho para histórias mais ousadas dentro do universo expandido.

Foto: Reprodução/ Internet

As gravações de The Batman 2 foram adiadas para o segundo semestre de 2025, o que levou a Warner Bros. a reagendar a estreia do filme para 1º de outubro de 2027, um ano depois da previsão inicial. A notícia, divulgada pelo site Deadline, pegou os fãs de surpresa, que terão que esperar um pouco mais para acompanhar a continuação da história do jovem Bruce Wayne interpretado por Robert Pattinson.

O primeiro filme, lançado em 2022, dirigido por Matt Reeves, foi um sucesso de crítica e público, com um suspense policial intenso que apresentou um elenco estelar, incluindo Zoë Kravitz como Mulher-Gato, Colin Farrell como Pinguim e Paul Dano como Charada, além de figuras marcantes como o Comissário Gordon e Alfred, interpretados respectivamente por Jeffrey Wright e Andy Serkis. A espera promete valer a pena, já que a sequência deve aprofundar ainda mais o universo sombrio e complexo de Gotham.

Selena Gomez volta ao set de Os Feiticeiros Além de Waverly Place e confirma participação na 2ª temporada da série no Disney+

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Ela voltou — de novo! Selena Gomez confirmou que está de volta ao universo mágico de Os Feiticeiros de Waverly Place, agora com uma participação especial na 2ª temporada de Os Feiticeiros Além de Waverly Place, continuação da série original no Disney+.

A atriz e cantora, que viveu Alex Russo durante quatro temporadas e um filme entre 2007 e 2012, publicou nos Stories do Instagram uma imagem diretamente do set de gravações com a legenda: “Simplesmente parece certo.” Os fãs, claro, surtaram — e com razão. Afinal, a presença de Selena nesse revival tem um peso emocional gigantesco para toda uma geração que cresceu assistindo às confusões mágicas dos irmãos Russo.

Embora Selena tenha retornado brevemente na primeira temporada como Alex, sua nova participação ainda é envolta em mistério. Nenhum detalhe específico foi divulgado pela Disney, mas fontes próximas à produção indicam que a aparição deve ser pontual — embora significativa.

Uma nova geração de feiticeiros

A série de continuação tem como foco principal Justin Russo (vivido novamente por David Henrie), agora adulto, casado e pai de dois filhos. Ele tenta viver uma vida normal longe da magia, mas tudo muda quando cruza o caminho de Billie (Janice LeAnn Brown), uma jovem feiticeira promissora que precisa de orientação.

Além de Henrie e Selena, o elenco inclui Mimi Gianopulos como Giada, esposa de Justin; Alkaio Thiele como Roman, o filho mais velho do casal; Max Matenko como o caçula, Milo; Taylor Cora como Winter, melhor amiga de Billie; e Janice LeAnn Brown, a nova protagonista da história.

O peso de Alex Russo

Mesmo que seja uma aparição rápida, a presença de Selena Gomez tem um valor simbólico forte: ela é a ponte direta com o fenômeno original da Disney. Sua personagem, Alex Russo, se tornou um dos ícones da programação teen dos anos 2000, e sua ironia, carisma e poder mágico conquistaram fãs pelo mundo todo.

A frase publicada por Selena nos Stories — “simplesmente parece certo” — parece dizer muito. Depois de anos focada em sua carreira musical, em produções como Only Murders in the Building e em seu trabalho como empresária e ativista, Gomez retorna ao lugar onde tudo começou. E os fãs não poderiam estar mais felizes.

Quando estreia?

A segunda temporada de Os Feiticeiros Além de Waverly Place ainda não tem data oficial de estreia, mas os episódios estão atualmente sendo gravados. A primeira temporada, lançada no Disney+, teve boa recepção e conseguiu unir o público nostálgico com uma nova geração que está conhecendo o universo mágico dos Russo.


Resumo rápido para quem chegou agora:

  • Selena Gomez está confirmada na 2ª temporada de Os Feiticeiros Além de Waverly Place.
  • A atriz revelou seu retorno com uma publicação nos Stories: “Simplesmente parece certo”.
  • Ela fará uma participação especial, assim como na 1ª temporada.
  • A série continua acompanhando Justin Russo e uma nova geração de feiticeiros no Disney+.

Novo filme de As Crônicas de Nárnia sob direção de Greta Gerwig inicia filmagens

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Foto: Reprodução/ Internet

A magia está no ar mais uma vez. Após meses de expectativa e especulações, as filmagens do aguardado longa-metragem As Crônicas de Nárnia, dirigido por Greta Gerwig, foram oficialmente confirmadas e já estão a todo vapor. O anúncio veio acompanhado das primeiras imagens do set, que mostram o universo fantástico tomando forma diante das câmeras, despertando a empolgação de fãs antigos e novos ao redor do mundo.

A notícia veio como um presente para quem, desde a infância, se encantou com os mundos criados por C. S. Lewis — e para aqueles que agora terão a oportunidade de conhecer Nárnia por meio de uma nova lente, moderna e sensível. O longa está programado para estrear nos cinemas no Dia de Ação de Graças de 2026, em 26 de novembro, um período tradicionalmente marcado por grandes lançamentos cinematográficos nos Estados Unidos. Pouco tempo depois, no Natal, dia 25 de dezembro, o filme será disponibilizado no catálogo da Netflix, garantindo acesso global e um momento ideal para que as famílias possam assistir juntas à aventura.

Além disso, a produção firmou uma parceria com a IMAX, o que significa que as salas de cinema com telas gigantes terão prioridade na exibição do longa, prometendo uma experiência audiovisual imersiva e espetacular. Essa estratégia é um claro sinal do esforço em unir o melhor do cinema tradicional com o potencial do streaming, aproveitando o alcance das duas plataformas para maximizar o impacto cultural do projeto.

O que sabemos sobre o novo filme?

A nova produção adapta o livro O Sobrinho do Mago, que é um prelúdio da saga original e explora as origens do universo de Nárnia. Ao contrário das histórias mais conhecidas que envolvem os irmãos Pevensie — Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia — esta narrativa acompanha o jovem Gregório e sua vizinha Polly, que descobrem um bosque mágico que é a porta para outros mundos.

Este é um dos livros mais fascinantes da série, pois revela a gênese da magia em Nárnia, o despertar dos mundos e a formação do que será o cenário das aventuras posteriores. Ao escolher esta obra, Greta Gerwig e sua equipe abrem a possibilidade de explorar novos personagens, novos conflitos e um tom mais fresco e original, mantendo, porém, toda a essência e os valores que fizeram da saga um clássico.

Foto: Reprodução/ Internet

Greta Gerwig: um olhar sensível e inovador

A chegada de Greta Gerwig à direção do novo filme traz um sopro de inovação. Conhecida por sua capacidade de contar histórias com profundidade emocional, delicadeza e uma perspectiva moderna, Gerwig já conquistou crítica e público com filmes como Lady Bird e Barbie. Seu talento para criar personagens complexos e cativantes, especialmente femininas, promete dar um toque humano e envolvente a essa aventura fantástica.

A diretora já expressou seu entusiasmo em trabalhar com a mitologia de Nárnia, destacando a riqueza dos temas abordados por C. S. Lewis, que vão muito além da fantasia — tocando questões universais como coragem, fé, amizade e crescimento pessoal. Sob seu comando, o filme tem tudo para equilibrar ação, espetáculo e reflexão, convidando o público a mergulhar de cabeça nesse universo encantado.

A franquia Nárnia: um legado que atravessa gerações

Para entender a importância desse novo filme, é fundamental revisitar o legado da franquia As Crônicas de Nárnia. Escrita pelo autor irlandês C. S. Lewis, a série de sete livros publicada entre 1950 e 1956 conquistou milhões de leitores pelo mundo com seu misto de fantasia, aventura e temas filosóficos.

A primeira adaptação cinematográfica da série, The Chronicles of Narnia: The Lion, the Witch and the Wardrobe, estreou em 2005 e encantou o público com sua narrativa envolvente e visuais impressionantes, distribuída pela Disney. Depois, vieram Prince Caspian em 2008 e The Voyage of the Dawn Treader em 2010, este último distribuído pela Fox. Esses filmes consolidaram Nárnia no imaginário popular, apresentando personagens icônicos e uma mitologia rica e apaixonante.

Contudo, durante sua vida, Lewis manifestou dúvidas sobre a capacidade do cinema de traduzir a complexidade e a magia de seu mundo. Ele temia que a experiência visual não fosse capaz de capturar o espírito de suas histórias, e essa postura sempre influenciou a forma como as adaptações foram conduzidas.

Foi somente após os avanços impressionantes da computação gráfica que Douglas Gresham, filho adotivo de Lewis e atual detentor dos direitos da obra, autorizou uma nova fase de adaptações, convencido de que a tecnologia poderia finalmente fazer justiça ao universo de Nárnia.

A tecnologia a serviço da magia

Hoje, o cinema vive uma era em que efeitos visuais, computação gráfica e design de produção alcançam níveis surpreendentes de realismo e criatividade. Isso abre portas para que mundos imaginários ganhem vida de forma nunca antes vista, imergindo o público em experiências sensoriais intensas.

Para o novo filme de Nárnia, a parceria com a IMAX é um indicativo da aposta nesse potencial. As salas de cinema equipadas com tecnologia de ponta poderão exibir o longa em tela gigante, com qualidade sonora e visual que prometem transportar os espectadores diretamente para o bosque encantado e os reinos mágicos que só a imaginação poderia alcançar.

O equilíbrio entre o clássico e o contemporâneo

Uma das grandes apostas dessa produção é conseguir dialogar com o público atual sem perder a essência que tornou Nárnia um clássico. Isso significa criar um filme que agrade os fãs históricos — que carregam lembranças afetivas das histórias — e, ao mesmo tempo, seja acessível e relevante para as novas gerações, acostumadas a narrativas mais complexas e diversificadas.

Greta Gerwig, com sua visão contemporânea, tem o perfil ideal para conduzir essa missão. A diretora entende a importância de personagens bem construídos, com camadas emocionais e dilemas reais, mesmo em histórias de fantasia. Assim, a jornada de Gregório e Polly promete ser muito mais do que uma simples aventura: será uma experiência rica em significado e emoção.

O impacto cultural e a importância da narrativa de Nárnia hoje

As Crônicas de Nárnia sempre foram mais do que meras histórias de fantasia. Elas carregam mensagens poderosas sobre coragem, sacrifício, redenção e esperança. Em tempos de incerteza e desafios globais, essas histórias ganham um novo peso e significado.

Além disso, a saga reflete temas de identidade, fé e crescimento, que dialogam com questões contemporâneas de maneira simbólica e profunda. Por isso, o retorno de Nárnia ao cinema é uma oportunidade de revisitar essas discussões de forma acessível e emocionante.

Ao apresentar uma história que fala sobre a descoberta do outro, do desconhecido e do poder da amizade, o filme tem tudo para reforçar valores que fazem falta no mundo atual, promovendo conexão, reflexão e inspiração.

A expectativa do público e o futuro da franquia

A confirmação das filmagens e o lançamento programado para 2026 geraram uma onda de entusiasmo nas redes sociais, fóruns e comunidades de fãs. Muitos especulam sobre o elenco, os detalhes da produção e a forma como a história será adaptada.

A escolha de adaptar O Sobrinho do Mago sinaliza a intenção de explorar áreas ainda pouco conhecidas do universo de Nárnia, abrindo espaço para novas narrativas e possibilidades de expansão. Isso pode indicar que, se o filme fizer sucesso, a franquia poderá ganhar novos capítulos e se consolidar ainda mais no cenário do entretenimento mundial.

Invocação do Mal 4 ganha teaser e prepara despedida épica dos Warren em “Os Últimos Ritos”

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Foto: Reprodução/ Internet

A contagem regressiva para o fim de uma era já começou. “Invocação do Mal 4: Os Últimos Ritos”, capítulo final da aclamada franquia de terror, acaba de ganhar destaque na capa da Entertainment Weekly, que divulgou uma imagem inédita em vídeo de Ed e Lorraine Warren — personagens que marcaram uma geração de fãs do sobrenatural. O vídeo não apenas revela o visual sombrio da nova produção, como também revisita ameaças clássicas que assombraram o casal, como Anabelle e A Freira, vilãs que ganharam vida própria em spin-offs de grande sucesso.

O novo longa não será apenas mais um capítulo aterrorizante. Ele representa o encerramento oficial da trajetória de Ed e Lorraine no cinema, com Patrick Wilson e Vera Farmiga se despedindo dos papéis que os transformaram em ícones modernos do gênero. Ao lado deles, nomes como Ben Hardy e Mia Tomlinson também integram o elenco, ampliando o time que promete encerrar a saga com intensidade, emoção e — claro — muitos sustos.

Um adeus aos mestres do oculto

Inspirada nas histórias reais de um casal de demonologistas que atuou nas décadas de 1960 e 1970, a saga “Invocação do Mal” redefiniu o terror contemporâneo com uma abordagem que misturava horror psicológico, possessões demoníacas e dramas humanos profundos. Agora, com “Os Últimos Ritos”, os criadores prometem uma despedida à altura do legado construído ao longo de mais de uma década.

Apesar de ainda manterem o enredo sob sigilo, os produtores indicam que o último filme deve mergulhar nas consequências espirituais e emocionais das investigações do casal, conectando elementos dos três longas anteriores e dos derivados que expandiram o universo.

Um ritual final com hora marcada

A estreia de “Invocação do Mal 4: Os Últimos Ritos” está agendada para 25 de setembro de 2025, nos cinemas. O filme não apenas encerrará a saga dos Warren, como também deixará as portas abertas para o futuro do universo de terror que começou com uma boneca empoeirada e chegou aos maiores altares do horror moderno.

Vale a pena assistir Corações Jovens? Um retrato sensível do primeiro amor e da coragem de ser verdadeiro

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Foto: Reprodução/ Internet

O cinema europeu tem um talento raro para tratar de temas delicados com leveza, verdade e silêncio. Corações Jovens, dirigido por Anthony Schatteman em sua estreia como cineasta, é exatamente esse tipo de filme: um drama de amadurecimento que não precisa de grandes gestos ou discursos para emocionar. Basta um olhar, um gesto contido, uma pausa — e o espectador entende tudo.

A história é simples, mas profundamente humana. Elias, um garoto de 14 anos, vê sua rotina mudar quando Alexander, da mesma idade, se muda para a casa ao lado. Aos poucos, a amizade entre os dois cresce e se transforma em algo mais: uma afeição que desafia o medo, as inseguranças e os códigos rígidos da adolescência. Quando Alexander revela ser gay e questiona Elias sobre sua vida amorosa, o garoto se vê dividido entre o sentimento e o receio do julgamento. O medo o faz mentir, afastar quem ama e mergulhar na solidão. Até que, inspirado por uma conversa com o avô sobre amor e coragem, Elias entende que esconder o que sente é o mesmo que abrir mão de viver.

Um retrato autêntico da adolescência

Diferente de tantas produções que romantizam a juventude, o drama aposta na autenticidade. Schatteman filma os adolescentes como eles são: confusos, vulneráveis, inseguros e cheios de desejo por pertencimento. A relação entre Elias e Alexander nunca é tratada como “um grande drama gay”, e sim como a descoberta do primeiro amor — algo universal, que todos podem reconhecer, independentemente de gênero ou orientação.

Essa abordagem naturalista é o maior mérito do filme. Não há cenas forçadas ou apelos melodramáticos. O roteiro confia no público e deixa espaço para o não dito, para os silêncios entre as palavras. O resultado é uma narrativa íntima, quase sensorial, que se apoia mais nas emoções do que nos acontecimentos.

Visualmente, o filme é impecável. A fotografia é suave e contemplativa, alternando cores frias e tons quentes que refletem o estado emocional dos personagens. Cada enquadramento parece construído para capturar o despertar interior de Elias — uma câmera que observa, mas não invade. A trilha sonora discreta reforça essa sensação de introspecção e melancolia.

A força das atuações

Os jovens atores Marius De Saeger (Elias) e Elias Vandenbroucke (Alexander) são um achado. Ambos entregam atuações de uma naturalidade desarmante, fugindo completamente dos estereótipos que muitas vezes marcam histórias de amadurecimento queer. Há química, cumplicidade e, acima de tudo, verdade em cada troca de olhar.

De Saeger constrói Elias com uma vulnerabilidade que emociona — um menino dividido entre o desejo e o medo, entre a necessidade de aceitação e a descoberta de si mesmo. Já Vandenbroucke faz de Alexander o contraponto perfeito: ousado, direto, dono de uma autoconfiança que Elias ainda busca. Juntos, formam um retrato belíssimo da juventude em conflito com o mundo e consigo mesma.

Um filme sobre amor e coragem

O grande tema do filme não é apenas a descoberta da sexualidade — é o medo de amar em um mundo que julga. O roteiro entende que o amor na adolescência é, antes de tudo, um ato de coragem: o primeiro passo para se afirmar como pessoa. Quando Elias decide correr atrás de Alexander, o gesto é pequeno, mas carregado de significado. É o início de uma libertação emocional, de um amadurecimento silencioso, que não precisa de grandes declarações para tocar o espectador.

Schatteman trata tudo com uma delicadeza comovente. Não há vilões, apenas pessoas tentando entender o que sentem. O preconceito existe, mas está nas entrelinhas — nas atitudes, nos olhares, nas omissões. É um filme que acredita na empatia como ferramenta de mudança, e na sensibilidade como força transformadora.

Por que vale a pena assistir

Corações Jovens é um sopro de frescor. É um daqueles filmes pequenos, mas cheios de significado, que ficam com você depois que os créditos sobem. Ele não tenta ser “importante” — e justamente por isso se torna essencial.

Assistir a Corações Jovens é um lembrete de que o amor, em sua forma mais pura, nasce do olhar, da cumplicidade e da coragem de se mostrar vulnerável. É uma história que conversa não só com o público jovem, mas com qualquer um que já tenha sentido medo de amar — e ainda assim amou.

Com uma narrativa sensível, atuações inspiradas e uma direção que valoriza o silêncio tanto quanto a palavra, Corações Jovens se firma como uma das obras mais bonitas e sinceras do cinema europeu recente.

Aqui Não Entra Luz, de Karol Maia, é selecionado para o IDFA e reafirma a força do cinema documental brasileiro

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Foto: Reprodução/ Internet

O cinema brasileiro volta a conquistar espaço no exterior com o documentário “Aqui Não Entra Luz”, dirigido por Karol Maia. A produção, que arrebatou os prêmios de Melhor Direção e Prêmio Zózimo Bulbul no 58º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, foi selecionada para o Festival Internacional de Documentários de Amsterdã (IDFA) — considerado um dos eventos mais importantes do gênero no mundo. O longa será exibido na mostra Frontlight, dedicada a obras que refletem sobre verdade, justiça e as urgências sociais do nosso tempo.

A presença do filme no festival europeu marca uma vitória não apenas para o cinema nacional, mas também para as vozes historicamente silenciadas que ele representa. A produção mergulha na vida de mulheres negras trabalhadoras domésticas, trazendo à tona não só a luta por direitos, mas também as alegrias, afetos e sonhos que sustentam sua existência.

De senzalas aos quartos de empregada: um percurso de memória e afeto

O projeto nasceu em 2017, a partir de uma pesquisa pessoal da diretora sobre a arquitetura das senzalas e dos quartos de empregada — espaços físicos que, ao longo da história, traduzem as marcas do racismo e da desigualdade no Brasil. A princípio, o foco era investigar como o passado escravocrata ainda molda a organização doméstica contemporânea. Mas, conforme o processo avançava, o documentário ganhou novos contornos.

“Comecei interessada em entender o espaço, o quarto, o símbolo. Mas, no caminho, percebi que estava diante de algo muito maior — de histórias vivas, de mulheres que continuam sendo o pilar do país. Esse filme foi se transformando junto comigo. No fim, é um filme sobre amor, resistência e ancestralidade”, explica Karol.

A diretora destaca que sua intenção foi construir uma narrativa a partir da escuta — permitindo que as próprias trabalhadoras contassem suas trajetórias, suas dores e, sobretudo, suas conquistas. “A história do Brasil costuma ser contada de cima para baixo. Quis inverter esse olhar e dar o protagonismo a quem sempre sustentou tudo, mas quase nunca teve voz”, completa.

Um retrato de força, alegria e sobrevivência

Distribuído pela Embaúba Filmes, o documentário propõe uma abordagem sensível, evitando clichês ou discursos de vitimização. Em vez disso, o documentário celebra a vitalidade e o poder das mulheres retratadas — sua capacidade de criar beleza e esperança mesmo nas condições mais adversas.

A crítica especializada tem reconhecido essa delicadeza. Para Maria do Rosário, da Revista de Cinema, a obra “herda o melhor do espírito de Eduardo Coutinho, dando às personagens a chance de narrar suas próprias vidas com encanto e profundidade”. Ela destaca ainda o talento da diretora em encontrar, junto à pesquisadora Isabella Santos, quatro mulheres carismáticas “dotadas do poder da fabulação”.

Em cada depoimento, o espectador é convidado a refletir sobre o Brasil que existe dentro das casas — aquele onde a desigualdade social convive com gestos de afeto, e onde a rotina das trabalhadoras domésticas revela não apenas sobrevivência, mas também dignidade e sabedoria.

Uma trajetória que continua iluminando caminhos

Com sua exibição no IDFA, o documentário se insere no circuito internacional de produções que desafiam o olhar e ampliam o entendimento sobre o mundo. Para Karol Maia, mais do que um prêmio, a conquista representa um gesto de reparação simbólica: “Essas mulheres merecem ser vistas e celebradas. São elas que, há séculos, mantêm o país de pé. A luz que o título menciona pode não entrar nos quartos, mas vem de dentro delas, e é essa luz que o filme quer mostrar.”

Programa Silvio Santos com Patricia Abravanel recebe José Loreto e Carol Castro neste domingo (13)

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Imagine ligar a TV num domingo à noite e dar de cara com um ator que já foi segurança da Gisele Bündchen, se transformou em Jesus no teatro e agora quer virar Chorão no cinema. Ao lado dele, uma atriz que cresceu nos bastidores do teatro e já brilhou em novelas, séries e streamings. Agora coloque isso dentro de um game show maluco de três pistas. Pronto, você nem começou a assistir o Programa Silvio Santos com Patricia Abravanel e já está hipnotizado.

Neste domingo, 13 de julho, o programa não entrega apenas entretenimento — entrega um roteiro de comédia, emoção e surpresa com gostinho de TV brasileira raiz, com toques de modernidade que só o SBT sabe equilibrar.

🧩 Quando um ex-segurança vira Jesus e uma atriz de novela revive o início

No Jogo das 3 Pistas, a coisa vai além do jogo. José Loreto, entre uma dica e outra, compartilha o impacto espiritual de interpretar Jesus Cristo na Paixão de Cristo de Pernambuco em 2025, fala sobre viver com diabetes e revela como foi sair das ruas de Los Angeles — onde já cuidou da segurança de celebridades — até virar galã de novelas como Avenida Brasil e Pantanal.

Ao lado dele, Carol Castro reativa memórias da infância no teatro com o pai, reflete sobre a fama precoce em Mulheres Apaixonadas e mostra como é crescer sob os holofotes, mantendo a elegância e o talento em alta por mais de três décadas. É mais que jogo: é uma sessão de memórias com plateia.

⏱️ 60 segundos de caos e um prêmio que muda tudo

O Nada Além de 1 Minuto volta com fôlego novo e um cenário onde a tensão tem cronômetro. Um minuto parece pouco? Para o competidor Kayo, é o tempo exato entre sair com nada ou sair com R$ 300 mil no bolso. A nova temporada chega mais frenética, mais difícil e com a mesma promessa: você vai segurar a respiração por 60 segundos sem perceber.

E o sucesso é tanto que agora tem versão de tabuleiro — sim, você pode errar em casa também e ainda ser julgado pela família.

🎪 Show de Calouros ou reality de talentos surreais?

E quando você acha que já viu tudo, o Show de Calouros entrega o que ninguém espera: freiras fazendo beatbox, dupla de acroyoga, drag queens empoderando o palco e até senhorinhas com coreografia ensaiada.

Avaliação? Fica por conta do painel de personalidades que une irreverência e faro de talento: Aretuza Lovi, Helen Ganzarolli, Gaby Cabrini, Victor Sarro, Felipeh Campos e o eterno Xaropinho.

É o tipo de segmento que mistura show de talentos, programa de auditório e viral do TikTok — tudo ao mesmo tempo agora.

💰 Show do Milhão: quem ousa sonhar, responde com calma

Patricia Abravanel comanda o Show do Milhão EMS com aquele sorriso calmo de quem sabe que uma simples pergunta pode deixar alguém milionário. A tensão aumenta a cada rodada, o auditório segura a respiração e o público em casa tenta responder como se valesse também. Será que neste domingo alguém chega até o final?

🧊 Pegadinha com bug no tempo: o humor no modo congelado

E pra fechar com chave de ouro (e boas gargalhadas), a Câmera Escondida da semana vai brincar com o inesperado. Na pegadinha “Pedir Informação e Congelar”, o ator Adriano Arbool para o tempo — literalmente. Ele pede uma informação e, no meio da conversa, simplesmente… trava. Fica parado como estátua no meio da CCXP 2024, deixando os fãs nerds tentando entender se aquilo é cosplay, performance ou um bug da realidade.

Resultado? Reações hilárias, confusão e a certeza de que o humor simples ainda é o mais eficaz.

📺 Muito além da nostalgia: um domingo onde tudo pode acontecer

O Programa Silvio Santos com Patricia Abravanel deste domingo não é apenas uma sequência de quadros. É um show à moda antiga com fôlego de streaming, onde o improviso encontra o roteiro, o clássico abraça o viral e a plateia se torna cúmplice de um espetáculo que só a televisão brasileira sabe entregar.

Então, fica o convite: domingo, 13 de julho, a partir das 11h15, no SBT. Porque se tem freira no beatbox, Jesus no game show e prêmio de R$ 300 mil em 60 segundos… você sabe que não é só um programa — é um evento.

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