Saiba qual filme vai passar na Sessão da Tarde desta segunda, 19 de janeiro, na TV Globo

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A Sessão da Tarde desta segunda-feira, 19 de janeiro de 2026, aposta em fantasia, humor e boas lições para toda a família com a exibição de “O Fada do Dente 2”. A comédia familiar transforma uma situação simples em uma jornada de aprendizado, mostrando que até os adultos mais céticos podem descobrir o valor da imaginação quando são obrigados a enxergar o mundo pelos olhos das crianças.

O filme apresenta Larry, um homem prático, impulsivo e pouco sensível às emoções alheias. Ele vive focado em seus próprios interesses e acredita que franqueza excessiva é sempre uma virtude. Quando se apaixona por uma mulher que admira atitudes solidárias, Larry decide mudar sua imagem e se voluntaria para trabalhar com crianças. A ideia é provar que tem um bom coração, mesmo sem entender completamente o universo infantil.

O problema surge quando Larry deixa escapar aquilo que realmente pensa. Ao conversar com um menino, ele afirma, sem qualquer cuidado, que fadas do dente não existem. A fala destrói a fantasia da criança e desencadeia uma punição inesperada. Como castigo por acabar com a magia da infância, Larry é condenado a se tornar uma verdadeira fada do dente por dez dias, com asas, varinha e um conjunto rígido de regras a cumprir.

A partir daí, a comédia ganha ritmo e criatividade. Totalmente despreparado para a função, Larry precisa aprender como agir com delicadeza, paciência e empatia. Ele passa a visitar quartos de crianças, lidar com medos, sonhos e expectativas, além de enfrentar situações constrangedoras que colocam sua personalidade rude em contraste direto com o mundo encantado que agora precisa representar.

No papel principal, Larry The Cable Guy conduz o filme com humor físico e exagerado, características já conhecidas de seu estilo. Seu personagem começa a história como alguém fechado e egoísta, mas aos poucos vai sendo transformado pelas experiências que vive. Cada missão como fada o obriga a refletir sobre suas atitudes e a entender que palavras têm peso, especialmente quando ditas a quem ainda está formando sua visão de mundo.

O elenco conta ainda com David Mackey, Erin Beute e Bob Lipka, que ajudam a construir o ambiente emocional da narrativa. As crianças, como costuma acontecer em filmes do gênero, funcionam como espelhos morais. São elas que revelam a Larry a importância da imaginação, do cuidado e da gentileza, valores que ele nunca considerou essenciais.

A direção é de Alex Zamm, conhecido por comandar produções familiares voltadas para o público jovem. Sua condução é simples e direta, priorizando situações cômicas visuais e uma narrativa fácil de acompanhar. O filme não busca grandes surpresas ou reviravoltas, mas aposta na previsibilidade como conforto, conduzindo o espectador por um caminho leve e otimista.

“O Fada do Dente 2” funciona como uma continuação independente do primeiro filme, lançado em 2010, que tinha Dwayne Johnson no papel principal. Apesar de ter recebido críticas negativas, o longa original surpreendeu nas bilheterias, arrecadando mais de 111 milhões de dólares mundialmente. Esse sucesso financeiro ajudou a manter a história viva e possibilitou a criação da sequência, que segue a mesma proposta, mas com um novo protagonista.

Mesmo sem repetir o elenco original, o segundo filme preserva o espírito da franquia. A ideia central continua sendo a transformação de um adulto cético em alguém capaz de acreditar novamente na magia. A fantasia funciona como metáfora para amadurecimento, mostrando que crescer não precisa significar abandonar completamente o encantamento da infância.

Outro ponto que contribui para a experiência do público brasileiro é a dublagem nacional, com vozes de Raquel Marinho, Luiz Laffey, Walter Cruz e Marco Antonio Abreu. A versão dublada reforça o tom cômico do filme e facilita a compreensão das piadas, especialmente para crianças que acompanham a Sessão da Tarde.

Além do humor, o filme carrega mensagens simples e eficazes. Ele fala sobre responsabilidade emocional, cuidado com as palavras e sobre como pequenas atitudes podem causar grandes impactos. Ao ser forçado a viver como fada, Larry aprende que a fantasia é uma forma de proteger sentimentos e criar memórias positivas, algo que ele nunca havia valorizado.

Sucesso de “Guerreiras do K-Pop” pode virar turnê mundial, aponta planejamento da Netflix

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O sucesso de Guerreiras do K-Pop pode estar prestes a ganhar novos palcos — literalmente. A Netflix estuda levar o universo do longa para uma turnê mundial ao vivo, apostando na força das músicas que conquistaram o público desde o lançamento. A informação é da Bloomberg, com repercussão da Reuters.

Ainda em estágio inicial de desenvolvimento, o projeto não tem datas, cidades ou formato definidos, mas já sinaliza o interesse da plataforma em expandir a produção para além do streaming. A ideia é transformar o engajamento gerado pelo filme em uma experiência ao vivo, conectando fãs com as canções e personagens que se tornaram populares nas redes e nas plataformas musicais.

Lançado em 2025, o filme é uma produção da Sony Pictures Animation e rapidamente se destacou como um dos títulos mais comentados do catálogo recente da Netflix. A proposta mistura ação, fantasia e musical em uma narrativa que dialoga diretamente com o universo do K-pop, um dos segmentos mais influentes da cultura pop atual.

Dirigido por Maggie Kang e Chris Appelhans, o longa acompanha o grupo feminino Huntrix, formado por três artistas que equilibram a rotina de idols com uma missão secreta: combater demônios que ameaçam o mundo humano. A história ganha novos contornos com a chegada dos Saja Boys, uma boy band rival que esconde uma identidade sombria e coloca em risco não apenas a carreira das protagonistas, mas o equilíbrio entre os mundos.

Um dos principais trunfos do filme está na sua trilha sonora. As músicas, que fazem parte da narrativa e funcionam como ferramenta de combate dentro da história, rapidamente ultrapassaram a tela e se tornaram hits entre os fãs. Esse alcance é visto como um dos fatores centrais para a possível turnê, já que o projeto teria como base justamente essas canções e performances.

Além da música, o visual também chama atenção. A animação aposta em uma estética que mistura referências de videoclipes, shows de K-pop, animes e dramas coreanos, criando uma identidade vibrante e contemporânea. Essa combinação ajudou o filme a se destacar em um catálogo cada vez mais competitivo.

Nos bastidores, a ideia da produção surgiu a partir do interesse de Maggie Kang em explorar elementos da cultura coreana sob uma nova perspectiva. O resultado é uma narrativa que une entretenimento e identidade cultural, trazendo temas como pertencimento, identidade e aceitação de forma acessível ao grande público.

A possível turnê mundial se encaixa em uma estratégia mais ampla da Netflix, que vem buscando ampliar a vida útil de suas produções. Nos últimos anos, a empresa tem investido em experiências presenciais, eventos temáticos e produtos derivados, tentando transformar seus títulos em marcas que vão além da tela.

No caso de “Guerreiras do K-Pop”, o potencial para esse tipo de expansão é evidente. A combinação de música, coreografia e narrativa já aproxima o filme de um espetáculo ao vivo, o que facilita uma eventual adaptação para os palcos. Além disso, o crescimento global do K-pop contribui para criar um público interessado nesse tipo de experiência.

Mesmo sem confirmação oficial de um anúncio iminente, o movimento indica que a Netflix enxerga no filme mais do que um sucesso pontual. A intenção é transformar o projeto em uma franquia com múltiplas possibilidades, explorando diferentes formatos e plataformas.

“The Boys” | Última temporada tem trailer revelado na Comic-Con 2025 e antecipa desfecho brutal, sangrento e inesquecível

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Foto: Reprodução/ Internet

Com o mundo de cabeça para baixo, uma sociedade dividida entre fascínio e medo, e super-heróis que mais parecem vilões de guerra, The Boys se prepara para sua despedida. A quinta e última temporada da série acaba de ganhar um trailer exclusivo revelado durante a San Diego Comic-Con 2025, deixando os fãs em polvorosa com a promessa de um encerramento épico, brutal e carregado de emoções extremas. O vídeo foi exibido com exclusividade durante o painel da série, que reuniu o elenco principal — incluindo Karl Urban, Jack Quaid, Erin Moriarty e Antony Starr — ao lado do criador Eric Kripke. Em tom direto, Kripke anunciou: “Estamos indo com tudo. Sem freios. Sem piedade. Essa é a guerra final entre os humanos e os Supers.” As informações são do Omelete.

A prévia começa com uma imagem desoladora: Homelander, ou Capitão Pátria, caminha lentamente por um espaço abandonado, seus passos ecoando como se cada batida fosse um presságio do que está por vir. A câmera passeia por casas vazias e destruídas, onde personagens como Frenchie, Hughie e Leitinho tentam se esconder do mundo em colapso. Logo em seguida, Billy Butcher aparece. Ele está abatido, envelhecido, visivelmente doente, mas sua determinação ainda pulsa forte. Ele reúne os Rapazes, sua equipe de justiceiros, para uma última missão que pode custar a vida de todos. Ainda assim, todos sabem que recuar já não é mais uma opção.

Em contraste com o desespero dos Rapazes, o trailer mostra Homelander sendo ovacionado em um grande auditório, rodeado por aplausos e adoração. A imagem do super-herói é tratada como uma figura divina, mesmo quando sua tirania se torna cada vez mais evidente. A manipulação da opinião pública e o culto à personalidade estão em seu ápice. Em meio a esse frenesi, uma participação inusitada chama atenção: o ator e produtor Seth Rogen aparece brevemente em uma cena cômica, antes que o tom do vídeo volte à sua brutalidade habitual. Explosões, perseguições, mutilações e combates sanguinários dominam a tela, prenunciando o caos absoluto.

Um dos momentos mais comentados da prévia é o retorno de Soldier Boy, personagem interpretado por Jensen Ackles. Visto anteriormente como morto, ele reaparece congelado em uma câmara de contenção. Homelander o observa através do vidro, em um confronto silencioso entre dois símbolos do nacionalismo distorcido que a série tanto critica. A tensão entre eles promete ser um dos pontos altos da temporada. Outro elemento crucial é o papel de Ryan, o filho de Homelander. Em uma breve, porém impactante aparição, o garoto surge com um olhar frio e calculista, sugerindo que o conflito final poderá ser também uma tragédia familiar de proporções devastadoras.

Saiba mais sobre a série

Desde sua estreia em 26 de julho de 2019 na Prime Video, a série americana deixou claro que não seria apenas mais uma série sobre super-heróis. Criada por Eric Kripke e baseada nos quadrinhos de Garth Ennis e Darick Robertson, a produção se posicionou como uma crítica direta ao culto dos superpoderosos, à indústria do entretenimento e à manipulação midiática. Em pouco tempo, a série se tornou um fenômeno global, reverberando muito além do nicho nerd, alcançando públicos diversos em busca de narrativas que refletissem o cinismo, a complexidade e os dilemas da sociedade contemporânea.

A trama gira em torno de dois grupos centrais: os Sete, super-heróis idolatrados e controlados pela megacorporação Vought International, e os Rapazes, vigilantes liderados por Billy Butcher que lutam para expor os abusos cometidos pelos Supers. Enquanto os Sete representam o poder corrompido e a fachada de perfeição vendida à sociedade, os Rapazes encarnam o caos moral de quem tenta fazer justiça num mundo que já perdeu seu eixo. Entre eles, surgem figuras como Hughie Campbell, jovem traumatizado que vê sua namorada ser morta por um super em alta velocidade, e Annie January, a Luz-Estrela, heroína idealista que descobre aos poucos as podridões do sistema que a acolheu.

Com o passar das temporadas, The Boys aprofundou ainda mais suas críticas sociais, abordando temas como o militarismo, o uso político da religião, a espetacularização da violência e o uso de fake news para manipular massas. A série foi pioneira ao representar o surgimento de um fascismo velado dentro de uma estética pop, explorando como o entretenimento pode ser usado como arma ideológica. A performance de Antony Starr como Homelander se tornou símbolo desse discurso: um homem com poderes divinos, mas emocionalmente instável, sedento por controle e reconhecimento.

Agora, com a quinta temporada, Eric Kripke promete amarrar todas as pontas soltas e entregar um final coerente com o tom subversivo da série. Durante o painel, ele revelou que a temporada final terá uma abordagem ainda mais sombria, sem perder a ação e a sátira que sempre marcaram a obra. “Billy Butcher está morrendo. Ryan está em uma encruzilhada moral. Luz-Estrela quer salvar algo que talvez não possa mais ser salvo. E Homelander… bem, ele se tornou tudo aquilo que temíamos desde o começo”, afirmou o criador.

Os atores também expressaram sua emoção com o fim da jornada. Karl Urban declarou que interpretar Billy Butcher foi o papel mais intenso de sua carreira. “Esse personagem me levou a lugares sombrios, mas também humanos. Ele não é um herói. Nem um vilão. É alguém quebrado tentando sobreviver.” Já Antony Starr destacou que Homelander redefiniu seu olhar sobre o arquétipo do herói. “Ele me ensinou o quanto o poder sem limites pode ser aterrorizante. E o mais assustador é que ele é adorado por isso.”

Para os fãs, a promessa é de uma temporada com batalhas impactantes, mortes marcantes e reviravoltas que podem mudar o rumo da série até o último minuto. O retorno completo de Soldier Boy pode abrir novas frentes de conflito, especialmente se ele formar uma aliança temporária com os Rapazes. Ryan, o garoto superpoderoso, pode ser tanto a salvação quanto a ruína de todos. Vought International, por sua vez, tenta restaurar sua imagem com novos projetos de marketing e produtos derivados, mesmo que isso signifique sacrificar antigos membros dos Sete.

A expectativa em torno da estreia é altíssima. A quinta temporada está prevista para chegar ao Prime Video em outubro de 2025, com oito episódios de aproximadamente uma hora cada. A classificação indicativa segue restrita para maiores de 18 anos, e a série promete não suavizar seu conteúdo. A trilha sonora do trailer ainda não foi oficialmente divulgada, mas fãs identificaram o uso de uma versão sombria da clássica “Hallelujah”, o que reforça o tom melancólico da temporada final.

Mesmo com o encerramento da trama principal, o universo de The Boys não se encerra totalmente. Eric Kripke confirmou que novos spin-offs estão em desenvolvimento, dando continuidade ao legado da série com personagens inéditos e novas perspectivas. Entre os derivados já lançados, Gen V se destacou ao expandir o universo para o ambiente universitário, explorando como os jovens são moldados pela lógica de poder e celebridade dos Supers.

Quilos Mortais desta sexta (11) traz a comovente batalha de Mercedes contra o peso e os fantasmas do passado

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Foto: Reprodução/ Internet

Nesta sexta-feira, 11 de julho, às 22h45, o programa Quilos Mortais traz à tona o drama e a luta pela sobrevivência de Mercedes, uma mulher de 37 anos que vive uma rotina marcada pela dependência total devido ao seu peso que ultrapassa os 350 quilos. Sem conseguir sair da cama, Mercedes depende da filha mais velha para as tarefas domésticas, de uma cuidadora para a higiene pessoal, além do apoio diário do ex-marido e do irmão para a alimentação.

Trauma na infância e consequências na vida adulta

Segundo relatos, o quadro de obesidade severa de Mercedes está diretamente ligado a uma série de traumas enfrentados ainda na infância, que contribuíram para o desenvolvimento do quadro clínico. Cansada das limitações e das dores constantes, ela busca a ajuda do renomado Dr. Nowzaradan, especialista em cirurgias bariátricas, para tentar retomar o controle de sua vida.

Desafios físicos e emocionais antes da cirurgia

O episódio revela, no entanto, que o caminho até a cirurgia não é simples. Além dos obstáculos físicos, Mercedes enfrenta um desafio emocional e psicológico: manter o comprometimento necessário para seguir o plano de tratamento, fundamental para a perda de peso segura e eficaz.

O futuro de Mercedes em jogo

O programa acompanhará o processo de acompanhamento médico e psicológico da paciente, questionando se ela conseguirá superar as dificuldades, perder peso e dar uma nova chance para sua vida, ou se a autossabotagem impedirá sua recuperação.

Cristal lança “South Side” e destaca resistência da população negra no Sul do Brasil

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A rapper Cristal apresenta nesta sexta-feira (31) seu novo single, “South Side”, disponível em todas as plataformas digitais via ONErpm. A faixa mergulha na experiência da população negra na Região Sul do Brasil, trazendo à tona tanto as cicatrizes históricas quanto a força, a resistência e a riqueza cultural dessa comunidade. Com letras que unem reflexão e poesia, a música convida o público a vivenciar uma perspectiva muitas vezes negligenciada, transformando narrativa social em arte sonora.

Produzida por MDN Beatz e Willsbife, “South Side” combina influências do Soul, gênero explorado por Cristal em seu álbum de estreia “Epifania” (2024), à potência lírica que caracteriza a artista. Mais do que uma música, a faixa funciona como uma narrativa viva, celebrando a singularidade cultural do Sul brasileiro e refletindo sobre desafios enfrentados, resistências históricas e histórias de superação que moldaram famílias e comunidades ao longo de gerações.

Cristal iniciou sua trajetória artística em 2017 nos slams de poesia de Porto Alegre, espaço em que rapidamente se destacou pelo talento, sensibilidade e presença de palco. Dois anos depois, estreou na música com “Rude Girl”, seguida por “Ashley Banks”, faixa que projetou seu nome na cena local. Desde então, a artista lançou projetos aclamados pela crítica, como o EP Quartzo (2021) e o single Kawo (2023), indicado ao prêmio Multishow, consolidando-se como uma das principais vozes do rap no Sul do país e conquistando reconhecimento nacional.

Ao compor “South Side”, Cristal buscou inspiração em sua própria família, reconhecendo nas histórias de parentes uma conexão profunda com a realidade da população negra sulista. Cada verso é construído a partir de vivências reais, tornando a música um espaço de memória e resistência, que conecta experiências individuais a uma narrativa coletiva. O resultado é uma obra que dialoga com questões sociais, culturais e históricas ainda muito presentes na sociedade contemporânea.

Com o lançamento do single, Cristal reafirma seu papel como referência na cena musical do Sul do Brasil, mostrando que o rap vai além do entretenimento: é uma ferramenta de expressão, afirmação de identidade e transformação social. “South Side” se destaca não apenas pela estética sonora refinada e envolvente, mas também pelo impacto de sua mensagem, celebrando a força de uma população que, apesar de desafios históricos, continua a resistir, a criar e a afirmar sua presença cultural em todos os espaços.

Dirigido por Steven Soderbergh, Código Preto ganha primeiro trailer

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A Universal Pictures acaba de soltar o primeiro trailer de Código Preto, e não é exagero dizer que os fãs de thrillers já estão em contagem regressiva. Com direção de Steven Soderbergh, cineasta premiado por clássicos como Erin Brockovich, Uma Mulher de Talento e Onze Homens e um Segredo, o filme combina espionagem, drama e dilemas emocionais que prometem conquistar o público.

A trama segue George e Kathryn Woodhouse, um casal de agentes de inteligência que compartilha não apenas uma vida profissional cheia de segredos, mas também um relacionamento cheio de nuances. Interpretados pelos brilhantes Cate Blanchett (Blue Jasmine) e Michael Fassbender (12 Anos de Escravidão), os personagens enfrentam um turbilhão quando Kathryn é acusada de traição. A suspeita abala o casamento e força George a encarar uma escolha devastadora: ele deve confiar na mulher que ama ou cumprir seu dever para com o país? É uma história que vai direto no coração, explorando os limites da lealdade e os sacrifícios exigidos em momentos de crise.

O roteiro é assinado por David Koepp, conhecido por sucessos como Jurassic Park e Indiana Jones e a Relíquia do Destino. Koepp tem o dom de criar narrativas que nos prendem à cadeira, e Código Preto não parece ser exceção. A produção ainda traz um elenco de apoio de peso, com Marisa Abela (Industry), Tom Burke (Mank), Naomie Harris (Moonlight), Regé-Jean Page (Bridgerton) e Pierce Brosnan, o eterno James Bond, que acrescentam ainda mais profundidade e carisma ao filme.

O que faz de Código Preto um projeto tão especial não é apenas a trama cheia de reviravoltas, mas a forma como Soderbergh mistura ação, intriga e emoção em uma experiência cinematográfica única. Com locações deslumbrantes que vão de cidades europeias a ambientes sombrios e secretos, o filme promete ser um espetáculo visual que mantém o público na beira da cadeira do início ao fim.

O trailer já dá um gostinho do que está por vir: uma narrativa carregada de tensão, personagens complexos e decisões difíceis que nos fazem questionar até onde iríamos por quem amamos ou pelo que acreditamos. Além disso, a química entre Cate Blanchett e Michael Fassbender salta da tela, prometendo performances emocionantes que serão o coração da história.

A estreia está marcada para 13 de março de 2025, e Código Preto já desponta como um dos filmes mais aguardados do ano. Prepare-se para uma experiência que vai mexer com suas emoções, desafiar sua mente e, provavelmente, deixar você pensando sobre o que acabou de assistir muito depois de os créditos rolarem.

Sucesso de bilheteria! O Auto da Compadecida 2 atrai 600 mil espectadores em três dias

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É isso mesmo! A tão esperada continuação de O Auto da Compadecida não decepcionou e já conquistou 600 mil espectadores em apenas três dias em cartaz. Com uma abertura triunfal no último dia 25 de dezembro, o filme arrecadou impressionantes R$ 4 milhões, tornando-se a maior bilheteria de estreia de um longa brasileiro desde o início da pandemia.

Selton Mello, que retorna como Chicó, celebrou o feito nas redes sociais com uma mensagem emocionada. “Chicó e João Grilo estão de volta, aproveitem esse passeio com eles. Isso é raro, saboreiem cada segundo, uma celebração do nosso cinema”, escreveu o ator no Threads, arrancando aplausos virtuais dos fãs.

A história começa com o retorno de João Grilo (Matheus Nachtergaele) à pequena Taperoá, 20 anos após os acontecimentos do primeiro filme. Agora uma celebridade local, João encara uma nova e cômica missão: se aproveitar de sua fama para ajudar (ou atrapalhar) as disputas políticas da cidade. Mas, claro, o destino tem outros planos, e ele acaba precisando recorrer à Compadecida mais uma vez. Afinal, golpes, caos e João Grilo andam de mãos dadas, não é?

Além da icônica dupla Matheus Nachtergaele e Selton Mello, o elenco conta com nomes de peso como Taís Araujo, que brilha como a Compadecida, Humberto Martins, Eduardo Sterblitch, Fabiula Nascimento e Luis Miranda. Cada personagem traz camadas de humor e emoção, reforçando a identidade marcante da produção.

Então, prepare a pipoca e corra para os cinemas. Afinal, como o próprio Selton Mello disse, essa é uma experiência rara. Saboreie cada segundo!

Vale a pena assistir Invocação do Mal 4 – O Último Ritual? Um encerramento que falha em surpreender

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Foto: Reprodução/ Internet

Desde seu surgimento, a franquia Invocação do Mal conquistou um espaço sólido no cinema de terror contemporâneo, combinando investigações paranormais com histórias humanas que vão além do simples susto. Inspirada em casos reais, a série se tornou referência ao equilibrar fenômenos sobrenaturais com dramas emocionais, algo que diferenciou seus primeiros filmes de produções mais genéricas do gênero.

Dirigido por James Wan, o filme inaugural impressionou ao criar um universo de tensão constante, mantendo o público engajado não apenas pelo horror, mas também pelo impacto psicológico e pela construção de personagens críveis. Com o passar dos anos, no entanto, a franquia apresentou altos e baixos: enquanto algumas sequências conseguiram ampliar a complexidade e o terror da saga, outras pareciam depender apenas da reputação da marca, resultando em roteiros pouco inspirados e cenas previsíveis.

O lançamento de O Último Ritual em 2025 chegou com uma responsabilidade dupla: encerrar a trajetória dos Warrens com dignidade e, ao mesmo tempo, tentar recuperar o frescor que parecia ter se perdido após o terceiro filme, A Ordem do Demônio (2021). A expectativa era alta, e a crítica estava atenta a cada detalhe, ciente de que uma saga com mais de uma década precisava de um fechamento que justificasse sua longevidade.

Encerrando uma saga complexa

Finalizar uma franquia tão estabelecida é sempre um desafio. Os dois primeiros filmes não apenas consolidaram o tom sombrio da série, mas também construíram a importância emocional de Ed e Lorraine Warren, interpretados com consistência e empatia por Patrick Wilson e Vera Farmiga. O casal se tornou o eixo central da narrativa, oferecendo humanidade em meio ao caos sobrenatural e garantindo que o público se conectasse com mais do que apenas o medo.

Em O Último Ritual, essa relação continua sendo a âncora do filme. A dupla mantém a química natural que conquistou os espectadores, e sua presença ajuda a sustentar a narrativa mesmo quando o roteiro se perde em subtramas pouco desenvolvidas. Contudo, o longa evidencia que a fórmula da franquia começa a mostrar sinais claros de desgaste: sustos previsíveis, interrupções na tensão e o excesso de personagens secundários tornam a experiência menos envolvente do que nos primeiros filmes.

Os Warrens continuam firmes, mas o elenco secundário oscila

Patrick Wilson e Vera Farmiga continuam sendo o destaque, mas os coadjuvantes, incluindo Mia Tomlinson como Judy Warren e Ben Hardy como Tony Spera, não recebem espaço suficiente para cativar o público. Suas histórias adicionam novas camadas familiares à trama, mas são pouco exploradas e não geram a empatia necessária para fortalecer o drama. O efeito é que, embora os Warrens permaneçam sólidos e cativantes, as novas adições parecem mais funcionais do que realmente integradas à narrativa central.

O restante do elenco — Rebecca Calder, Elliot Cowan e Kíla Lord Cassidy, entre outros, interpretando os Smurl — cumpre seu papel, mas não consegue salvar as falhas do roteiro. Participações de personagens clássicos da franquia, como Carolyn Perron e Cindy Perron, funcionam mais como elementos nostálgicos para fãs do que como contribuições significativas à história. Um ponto interessante é a presença real de Tony Spera e Judy Warren, que acrescenta autenticidade à narrativa, ainda que de forma limitada.

Produção, roteiro e desafios narrativos

O roteiro de Ian Goldberg, Richard Naing e David Leslie Johnson-McGoldrick, coautorado por James Wan, tenta equilibrar a fidelidade aos casos reais com a necessidade de entregar um desfecho cinematográfico satisfatório. Inspirado em acontecimentos como a investigação da família Smurl, o filme oscila entre cenas de terror visualmente impactantes e momentos de drama que, infelizmente, não recebem o aprofundamento necessário. A direção de Michael Chaves, embora competente e capaz de gerar sequências tensas, não alcança o mesmo nível de criatividade e tensão que Wan estabeleceu nos primeiros filmes, deixando algumas passagens menos memoráveis do que o esperado.

Visualmente, o filme mantém a identidade da franquia. A fotografia cuidadosa, os contrastes marcantes e a iluminação estratégica ajudam a criar a atmosfera de medo, mantendo a continuidade estética da série. No entanto, técnica e estilo não bastam: o excesso de subtramas e a dependência de sustos já vistos limitam o impacto geral da produção.

O legado da franquia e o desafio do encerramento

Não há como negar a importância de Invocação do Mal para o cinema de terror moderno. A franquia redefiniu expectativas ao combinar horror psicológico, elementos sobrenaturais e personagens com profundidade emocional. O problema é que, em seu quarto capítulo, a série demonstra que nem mesmo nomes consolidados e cenários familiares conseguem compensar um roteiro que repete fórmulas e se apoia mais na nostalgia do que na inovação.

O Último Ritual entrega um fechamento coerente e respeitoso com o universo construído ao longo de mais de uma década, mas falha em oferecer algo realmente surpreendente. Para os fãs de longa data, a presença dos Warrens e a conclusão das histórias podem trazer satisfação e nostalgia. Para espectadores casuais, entretanto, a experiência pode parecer previsível, arrastada e pouco ousada.

Em análise, o filme cumpre o papel de fechar a saga, mas deixa claro que o verdadeiro legado da franquia está nos primeiros filmes, onde o equilíbrio entre horror e humanidade foi explorado com originalidade. O Último Ritual respira dentro do universo The Conjuring, mas não consegue elevar o padrão do gênero nem entregar o impacto que seu histórico prometia. É um encerramento funcional, mas sem brilho, que deixa a sensação de oportunidade perdida.

Crítica – Amor Vingado é um drama provocante que expõe as contradições entre orgulho, poder e amor

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Existem séries que começam com raiva e terminam com ternura — e Amor Vingado é exatamente uma dessas. Adaptado do web novel de Chai Ji Dan, o drama chinês parte de uma premissa aparentemente simples — um homem traído que decide se vingar — mas rapidamente revela camadas de ironia, culpa e contradição emocional que transformam o enredo em algo muito mais humano. É uma história sobre o que acontece quando a vingança deixa de ser um plano e se torna um espelho — um reflexo do que o protagonista mais teme em si mesmo.

Wu Suo Wei (Zi Yu) é o tipo de personagem que nasce do ressentimento. Criado em uma família humilde, ele é o homem que a sociedade não espera ver vencer — e quando sua namorada rica o abandona e o humilha, o golpe atinge mais do que o coração: fere o orgulho, a masculinidade e a sensação de pertencimento. Suo Wei, então, decide mudar de vida, abrir seu próprio negócio e provar que pode alcançar o topo sem ajuda de ninguém.

Até aí, tudo parece um drama sobre superação. Mas a série não demora a mostrar que Suo Wei quer algo mais do que sucesso — ele quer revanche. E quando descobre que sua ex agora está com Chi Cheng (Tian Xu Ning), um herdeiro arrogante e mimado, a raiva se transforma em estratégia: ele vai seduzir o novo namorado dela e fazê-lo pagar com o coração.

A vingança como armadilha emocional

O plano de Suo Wei começa como um jogo: ele observa, calcula e manipula. E, por um tempo, o público quase torce por ele — há um certo prazer em ver o rapaz simples virar o jogo contra o mundo dos ricos. Mas a série tem uma carta na manga: ela transforma o manipulador em prisioneiro do próprio plano.

Conforme o relacionamento entre os dois se intensifica, Suo Wei descobre que não se pode brincar com o coração sem se ferir também. A suposta sedução vira um labirinto de sentimentos reais, e o público sente junto com ele o desconforto de perceber que o amor pode nascer do engano.

É aqui que o roteiro se destaca: ele não idealiza o romance, nem tenta limpá-lo. Ao contrário, a série se alimenta da ambiguidade — da culpa, do desejo, do medo de admitir que algo genuíno está florescendo no terreno da mentira.

Chi Cheng: o herdeiro que surpreende

Se Suo Wei é o cérebro do jogo, Chi Cheng é o seu ponto cego. O herdeiro, interpretado por Tian Xu Ning, começa como um clichê ambulante: bonito, arrogante, superficial. Mas a série o trata com empatia, mostrando que sua arrogância é, na verdade, uma forma de defesa.

O que poderia ser apenas uma caricatura de “rico mimado” se transforma em um personagem complexo — alguém que aprendeu a se proteger do mundo com cinismo, mas que, ao conhecer Suo Wei, começa a desmontar as próprias armaduras. A química entre os dois é intensa, mas nunca gratuita: há afeto, tensão, provocação e uma vulnerabilidade palpável que atravessa o olhar dos dois atores.

Entre o amor e o ego

O que faz Amor Vingado se destacar entre tantos dramas românticos é o fato de que ele não tem medo de ser desconfortável. A série fala sobre amor, sim — mas também fala sobre ego, poder e identidade. O romance entre Suo Wei e Chi Cheng não é construído para agradar; é um campo de batalha emocional onde cada um tenta dominar o outro, e acaba se perdendo no processo.

O público é convidado a assistir à desconstrução dos dois: o homem que queria se vingar descobre o amor; o herdeiro que se achava intocável aprende a ser vulnerável. Nenhum dos dois sai ileso — e é exatamente isso que torna a série tão humana.

Um romance que questiona mais do que responde

Amor Vingado é, no fundo, uma história sobre autodescoberta em meio ao caos emocional. A série se recusa a dar respostas fáceis. Ela não romantiza a vingança, nem idealiza o amor; mostra que ambos podem coexistir, se confundir e até se destruir.

E esse talvez seja o maior mérito da produção: ela trata o amor entre dois homens com naturalidade, sem rótulos, sem discurso — apenas como algo que acontece, mesmo quando não deveria. Em um cenário audiovisual ainda conservador, isso já é revolucionário por si só.

“Hot Milk” estreia com exclusividade na plataforma MUBI e mergulha em vínculos tóxicos, libertação e desejo

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Em um verão escaldante na costa espanhola, o calor não queima apenas a pele — ele incendeia ressentimentos, segredos e os laços frágeis entre mãe e filha. Assim se desenrola Hot Milk, o delicado e perturbador longa-metragem que marca a estreia na direção da premiada roteirista britânica Rebecca Lenkiewicz, responsável por roteiros de filmes como She Said, Ida e Desobediência. O filme estreia com exclusividade na plataforma MUBI no dia 22 de agosto de 2025, prometendo uma experiência sensorial e emocional intensa.

Baseado no romance homônimo de Deborah Levy, indicado ao Booker Prize em 2016, Hot Milk estreia cercado de expectativas e debate. A produção teve sua première mundial na Competição Oficial do 75º Festival de Cinema de Berlim, onde concorreu ao Urso de Ouro e dividiu a crítica com sua proposta contemplativa e provocadora.

Entre cuidado e cárcere: a relação que prende

No centro do filme está Sofia, vivida por Emma Mackey (Sex Education, Emily, Barbie), uma jovem que passou a vida à sombra da mãe, Rose (Fiona Shaw, de Killing Eve). A viagem de ambas à cidade de Almería, no sul da Espanha, em busca de um tratamento para uma doença crônica e misteriosa de Rose, serve como ponto de partida para uma jornada emocional mais profunda: a libertação de Sofia da prisão emocional em que foi colocada desde a infância.

A princípio, a trama parece girar em torno da busca pela cura física. Mas, aos poucos, o roteiro conduz o espectador para a verdadeira enfermidade — não a do corpo, mas a da alma. Hot Milk é, em essência, sobre um vínculo adoecido, onde o cuidado se transforma em poder, e o amor em manipulação. Rebecca Lenkiewicz, em entrevistas, resumiu: “Há algo venenoso em algumas formas de amor”.

A chegada de Ingrid e a promessa de liberdade

É nesse contexto que surge Ingrid (vivida com charme etéreo por Vicky Krieps), uma mulher livre, misteriosa, que personifica tudo o que Sofia nunca conheceu: desejo, autonomia, instinto. A relação entre as duas é construída mais pelos gestos e olhares do que pelas palavras, criando uma atmosfera carregada de tensão sensual e descoberta emocional.

Ingrid não é apenas uma figura de interesse romântico — ela é um símbolo. Representa o outro lado do espelho: uma vida que Sofia poderia ter tido se não estivesse sempre em função da dor e da vontade da mãe. A relação entre elas, marcada por delicadeza e fricção, amplia o espectro do filme para além da maternidade, abordando também os labirintos do desejo feminino, da autonomia corporal e do direito de se reinventar.

Uma estética sensorial e inquietante

Filmado durante o verão europeu de 2023, entre Espanha e Grécia, o longa transforma o clima em personagem. O sol é opressor. A areia parece grudar na pele das protagonistas. O som das ondas, o barulho do vento, o zumbido do calor — tudo é usado pela direção para criar uma sensação de claustrofobia emocional. A fotografia, assinada com tons quentes e granulados, amplia esse sufocamento.

Lenkiewicz evita os atalhos do melodrama e investe em uma narrativa contemplativa, que valoriza os silêncios, os gestos contidos, e os conflitos não ditos. A influência do cinema de Ingmar Bergman é evidente na maneira como o filme investiga os vínculos familiares com desconforto, respeito e brutalidade.

Atuação que pulsa nas entrelinhas

A força de Hot Milk reside também nas interpretações. Emma Mackey entrega uma atuação sutil, marcada por expressões silenciosas e olhares de tensão. Sua Sofia começa como uma figura quase apagada, contida, mas ao longo da trama, ganha densidade, desejo, raiva — num arco de crescimento doloroso e libertador.

Fiona Shaw, por outro lado, apresenta Rose como uma figura ambígua: manipuladora, vulnerável, egocêntrica e, ainda assim, capaz de despertar empatia. É impossível ignorar sua presença em cena. Ela domina o espaço como alguém que se habituou a ser o centro da atenção — mesmo que isso custe a liberdade da filha.

A química entre ambas é palpável. Cada cena carrega uma tensão emocional quase sufocante, refletindo uma realidade muitas vezes silenciosa: a do amor materno que, sem limites, transforma-se em cárcere.

Da literatura ao cinema: bastidores e desafios

A adaptação do romance de Deborah Levy foi um processo demorado e cheio de exigências. Quando Christine Langan, da Baby Cow Productions, adquiriu os direitos do livro, sabia que queria alguém com sensibilidade para lidar com o material. Lenkiewicz topou a tarefa com uma condição: também queria dirigir o filme.

O orçamento de £4 milhões foi viabilizado com uma combinação de incentivos fiscais do Reino Unido e da Grécia, além de pré-vendas internacionais e o apoio da Film4. Segundo o produtor Giorgos Karnavas, filmar no auge do verão foi um desafio. Havia alertas de calor extremo, dificuldades logísticas e a tensão de manter a saúde da equipe em meio às altas temperaturas. Mas Lenkiewicz insistiu: queria o sol como metáfora, como elemento narrativo.

Após a estreia em Berlim em fevereiro de 2025, o filme passou por festivais europeus e norte-americanos, sempre provocando reações intensas. Agora, chega à MUBI, onde encontra um público mais íntimo, voltado ao cinema autoral e à introspecção estética.

Recepção dividida, mas reflexiva

A crítica não foi unânime. No Rotten Tomatoes, apenas 37% das críticas foram positivas, enquanto no Metacritic, a nota foi 54/100. Críticos elogiaram as atuações de Mackey e Shaw e a abordagem estética da diretora, mas apontaram o ritmo lento e a ambiguidade narrativa como elementos que podem afastar parte do público.

Por outro lado, o filme vem sendo celebrado em círculos acadêmicos e por cinéfilos como uma obra que desafia a lógica tradicional da catarse, preferindo a observação paciente das relações humanas e suas falhas irreparáveis.

Um cinema de desconforto — e de amadurecimento

Mais do que contar uma história sobre mãe e filha, Hot Milk convida o espectador a refletir sobre o preço da liberdade. A independência emocional raramente vem sem dor. Há sempre algo que se perde ao se romper laços antigos. O filme não oferece respostas fáceis, nem finais redentores. E talvez aí resida sua maior força: no desconforto que reverbera, nas perguntas que ficam.

Na era do consumo rápido de entretenimento, Hot Milk aposta no oposto: na lentidão, no desconforto e na intimidade. É um filme que pede pausa, reflexão, disposição para mergulhar nos labirintos da dor e da reinvenção.

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