Fernando Meirelles revela bastidores da minissérie Pssica em trailer exclusivo

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A Netflix revelou recentemente o trailer de bastidores da aguardada minissérie brasileira Pssica, uma produção que reúne alguns dos maiores nomes do cinema nacional, entre eles o aclamado diretor Fernando Meirelles, responsável por obras icônicas como Cidade de Deus (2002). Com estreia marcada para 20 de agosto de 2025, a série já causa expectativa por sua proposta ousada e narrativa envolvente, que une elementos de suspense, realismo social e mitologia amazônica.

A trama é uma minissérie original da Netflix que adapta o romance homônimo do escritor paraense Edyr Augusto, autor conhecido por retratar a riqueza e as tensões da Amazônia em suas obras. O projeto conta com direção de Fernando Meirelles, em parceria com Quico Meirelles, diretor experiente e filho do cineasta, que traz uma sensibilidade especial para a direção de cenas de tensão e ação na floresta.

O roteiro é assinado por Bráulio Mantovani — indicado ao Oscar pelo roteiro de Cidade de Deus — junto com Fernando Garrido e Stephanie Degreas, trazendo uma narrativa que equilibra poesia e violência, explorando temas como tráfico humano, conflitos territoriais e forças sobrenaturais.

A história gira em torno de Janalice (Domithila Cattete), uma jovem que é raptada por uma rede de tráfico humano na Amazônia e precisa lutar para sobreviver em meio aos perigos dos rios e da floresta. Paralelamente, o personagem Preá (Lucas Galvino) lidera uma gangue de “ratos d’água”, criminosos que controlam as rotas fluviais da região, enfrentando dilemas morais e os fantasmas de seu passado.

Outro núcleo importante é a busca de Mariangel (Marleyda Soto) por vingança após a morte de sua família. Ela enfrenta uma entidade misteriosa conhecida como “pssica” — uma espécie de maldição que persegue e destrói aqueles que cruzam seu caminho, misturando o sobrenatural com o cotidiano de violência.

Segundo o diretor Fernando Meirelles, “a série é um mergulho na alma da Amazônia, onde o real e o mítico se confundem e a luta pela sobrevivência ganha contornos poéticos e sombrios”. A produção promete explorar as nuances culturais e sociais da região, sem esquecer da tensão e do drama humano.

O peso do elenco na construção da narrativa

O elenco da minissérie é formado majoritariamente por atores brasileiros, muitos deles estreantes ou vindos do teatro regional, garantindo um frescor e autenticidade aos personagens. A protagonista Domithila Cattete, que interpreta Janalice, é uma jovem atriz que vem se destacando em produções independentes.

Além dela, Lucas Galvino vive Preá, trazendo intensidade para o papel do líder de gangue em conflito. Marleyda Soto, conhecida por seu trabalho em teatro e cinema periférico, dá vida à vingativa Mariangel, que encara a maldição “pssica” com coragem e dor.

Complementam o elenco nomes como Claudio Jaborandy, Wesley Guimarães, Ademara, Bruno Goya, Luca Dan, Ricardo Teodoro, Sandro Guerra, Welket Bungué, Felipe Rocha, Andrés Castañeda e Fátima Macedo, que enriquecem a trama com personagens que trazem diferentes perspectivas e histórias de vida na Amazônia.

A diversidade do elenco reforça o compromisso da produção com a representatividade regional e cultural, apresentando vozes e rostos pouco vistos nas produções nacionais de grande alcance.

Bastidores e produção: uma jornada desafiadora

A minissérie é uma produção da O2 Filmes, com Andrea Barata Ribeiro e Fernando Meirelles na produção executiva, além de Cristina Abi como co-produtora. A escolha de filmar em locações na própria Amazônia adiciona uma camada de desafio à realização, devido às condições climáticas e logísticas.

O trailer de bastidores divulgado pela Netflix revela parte do processo intenso de gravação em meio à floresta, com cenas em rios e áreas remotas que exigiram uma equipe técnica altamente especializada. O cuidado em preservar o ambiente natural, sem perder a qualidade cinematográfica, foi um dos compromissos da produção.

Fernando Meirelles comentou sobre a importância de retratar a Amazônia de forma realista, “não apenas como cenário, mas como personagem central, viva e pulsante, que influencia cada decisão dos personagens e o desenrolar da história”.

Além das dificuldades naturais, a equipe teve que lidar com questões sociais da região, buscando incluir no roteiro elementos que dialogassem com a realidade das comunidades ribeirinhas, indígenas e das populações vulneráveis afetadas pelo tráfico e pelo crime organizado.

O impacto cultural e social da minissérie

A série chega em um momento em que a produção audiovisual brasileira tem se fortalecido internacionalmente, com séries e filmes que conquistam espaço nas plataformas digitais. A aposta em um enredo que dialoga com questões amazônicas, tão pouco exploradas em produções de grande público, é um diferencial que pode ampliar a visibilidade dos problemas e da cultura da região.

A obra também propõe reflexões importantes sobre violência, desigualdade e a presença constante do mito na construção das identidades locais. Ao trazer a maldição “pssica” como elemento central, a série transita entre o suspense psicológico e o folclore regional, resgatando narrativas populares e dando-lhes novo significado.

Para a crítica de cinema e cultura, Helena Fonseca, “a minissérie tem potencial para romper com clichês sobre a Amazônia, mostrando uma faceta complexa, multifacetada, onde a brutalidade e a beleza coexistem, e onde o ser humano se confronta com forças além de sua compreensão.”

Expectativas do público e da crítica

A divulgação do trailer de bastidores da série gerou grande repercussão nas redes sociais, com fãs do diretor Fernando Meirelles, admiradores da literatura amazônica e entusiastas do audiovisual brasileiro manifestando ansiedade pela estreia.

Especialistas do setor audiovisual destacam que “Pssica” pode ser uma das grandes apostas nacionais da Netflix em 2025, capaz de trazer um novo olhar para a produção local e atrair público internacional com uma narrativa original e ambientação exótica.

O envolvimento de profissionais renomados como Bráulio Mantovani, diretor criativo de peso, também adiciona credibilidade e qualidade ao projeto, prometendo diálogos e roteiros que respeitam a profundidade dos personagens e das tramas.

Fernando Meirelles: um retorno ao universo brasileiro

Para o diretor Fernando Meirelles, “Pssica” representa um retorno ao seu universo de origem, depois de trabalhos internacionais de grande repercussão. Conhecido por sua sensibilidade para contar histórias brasileiras que dialogam com o mundo, Meirelles aposta na minissérie para ampliar a narrativa do país, mostrando suas contradições, beleza e tragédias.

Em entrevista recente, ele afirmou: “Este projeto é uma viagem de autoconhecimento, um desafio para traduzir em imagens o que está no livro de Edyr Augusto, que é a alma da floresta e das pessoas que vivem nela.”

Além disso, ele destaca a importância de valorizar talentos regionais e dar voz a histórias que muitas vezes ficam à margem das grandes produções comerciais

Superman lidera bilheteria nacional e consolida sucesso nos cinemas brasileiros

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Foto: Reprodução/ Internet

Sob a direção de James Gunn, Superman chega aos cinemas com força e sensibilidade, conquistando tanto o público quanto a crítica especializada. Com mais de 2,2 milhões de espectadores e uma bilheteria de R$ 47,1 milhões — incluindo sessões antecipadas nos dias 8 e 9 de julho — o longa já se consagra como o filme mais assistido do momento no Brasil.

A nova produção apresenta uma versão mais jovem de Clark Kent, em um momento de transição e descoberta. Trinta anos após ser enviado à Terra para escapar da destruição de Krypton, Kal-El vive como repórter em Metrópolis. Três anos após estrear como herói, ele se vê no centro de um conflito internacional, interferindo em uma guerra entre Borávia e Jarhanpur. A partir daí, passa a ser alvo de uma grande conspiração liderada por Lex Luthor, que utiliza um clone chamado Ultraman para incriminá-lo e virar a opinião pública contra ele.

Foto: Reprodução/ Internet

O protagonista é vivido por David Corenswet (Pearl, The Politician), que traz camadas de humanidade ao herói. Sua atuação equilibra fragilidade e força, especialmente quando Clark se vê forçado a se esconder na Fortaleza da Solidão, enquanto sua imagem é distorcida diante do mundo. A situação se intensifica quando Luthor invade o local e divulga uma mensagem manipulada dos pais kryptonianos de Superman, dando a entender que ele teria a intenção de dominar o planeta.

Enquanto isso, Lois Lane, interpretada por Rachel Brosnahan (The Marvelous Mrs. Maisel), emerge como uma figura de coragem e inteligência. Sua investigação, ao lado de Jimmy Olsen (Skyler Gisondo, de Licorice Pizza), revela a verdadeira natureza do plano de Luthor e ajuda a limpar o nome do herói. A química entre Clark e Lois é construída com delicadeza, revelando os dilemas emocionais de ambos.

O filme também marca o início de uma nova fase do universo DC nos cinemas, ao introduzir diversos personagens que compõem a futura Liga da Justiça. Entre eles estão o Lanterna Verde Guy Gardner (Nathan Fillion, de Castle), a Mulher-Gavião (Isabela Merced, de Dora e a Cidade Perdida), o Senhor Incrível (Edi Gathegi, de The Blacklist), Metamorfo (Anthony Carrigan, de Barry) e Supergirl (Milly Alcock, de House of the Dragon), prima de Clark. Juntos, eles ajudam a conter um buraco negro ativado por Luthor sobre Metrópolis, em uma sequência de ação com grande impacto visual e emocional.

O roteiro vai além da grandiosidade dos confrontos. Há espaço para momentos de introspecção, como as memórias de infância de Clark com seus pais adotivos, interpretados por Pruitt Taylor Vince (Agentes da S.H.I.E.L.D.) e Neva Howell (Stargirl). A aparição de Supergirl, em uma cena que mistura humor e frustração, revela uma família kryptoniana imperfeita e cheia de nuances.

Nicholas Hoult (The Great, Mad Max: Estrada da Fúria) entrega um Lex Luthor calculista e obcecado, que busca manipular não apenas os fatos, mas também a percepção coletiva sobre o que é ou não heroico. Sua atuação dá peso ao conflito ideológico do filme, que contrapõe os ideais de verdade e justiça com o cinismo do poder.

Outros nomes do elenco incluem Sara Sampaio (Crisis) como Eve Teschmacher, María Gabriela de Faría (Deadly Class) como Engenheira, Frank Grillo (Capitão América: O Soldado Invernal) como Rick Flagg Sr., Wendell Pierce (The Wire) como Perry White, Mikaela Hoover (The Suicide Squad) como Cat Grant, além de participações marcantes de Terence Rosemore, Christopher MacDonald, Beck Bennett e Anthony Carrigan.

James Gunn, que assina também a produção ao lado de Peter Safran, imprime seu estilo na condução da história, equilibrando ação, crítica política e emoção. A direção é segura, criativa e sensível, sem perder o ritmo ou o tom ao longo do filme. O longa inaugura uma nova fase da DC nos cinemas, com personalidade própria e uma visão coerente sobre o papel dos heróis em um mundo cético e em constante transformação.

Mais do que um retorno triunfante do Superman, o filme é um manifesto sobre a importância da esperança em tempos de desilusão. Em meio ao caos, o personagem de Clark Kent reafirma sua crença na humanidade — e, talvez, nos faça acreditar nela também.

Chico César será o convidado de Ronnie Von no Companhia Certa desta quarta-feira (06/08)

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Na madrugada desta quarta-feira, dia 6 de agosto, o programa Companhia Certa, da RedeTV!, exibirá uma entrevista emocionante e reveladora com um dos maiores poetas da música popular brasileira: Chico César. Com apresentação de Ronnie Von, o programa recebe o cantor e compositor para uma conversa intimista, marcada por reflexões sobre a vida, amor, arte e a força da música como linguagem universal.

Aos 61 anos, Chico César não precisa mais provar nada a ninguém. Sua obra fala por si. Mas, ao abrir o coração para Ronnie Von, o artista mostra que ainda tem muito a dizer — e principalmente a sentir.

O amor como bússola: Chico revela mudança de vida

Logo no início da entrevista, Chico César surpreende o apresentador e os telespectadores ao compartilhar, pela primeira vez em rede nacional, uma novidade sobre sua vida pessoal. “Me mudei para Brasília. O amor me chamou, fui morar com a minha namorada”, revelou o cantor, em tom leve e emocionado. A mudança para a capital federal aconteceu recentemente, e marca um novo capítulo em sua história.

O relacionamento com Larissa Furtado, advogada com quem está desde 2023, parece ter trazido não apenas estabilidade afetiva, mas também inspiração. “É a primeira vez que estou dizendo isso em público, mas é para você, que é um amigo”, confidenciou Chico, selando um momento de cumplicidade com Ronnie Von, que recebeu a notícia com carinho e entusiasmo.

Após quatro décadas vivendo em São Paulo, onde consolidou sua carreira e criou raízes artísticas profundas, Chico se permitiu recomeçar — um gesto raro, generoso e corajoso, que só os artistas verdadeiros ousam fazer: transformar a vida em arte, e a arte em vida.

Raízes, caminhos e a estreia tardia na música

Durante o bate-papo, Chico também relembra sua trajetória até se tornar um dos nomes mais respeitados da MPB. Natural de Catolé do Rocha, na Paraíba, ele sempre foi um apaixonado por palavras. Antes de se lançar como cantor, trabalhou como jornalista, diagramador e editor. Foi apenas em 1995, aos 31 anos, que lançou seu primeiro álbum, o marcante “Aos Vivos”, gravado ao vivo com voz e violão.

“Comecei relativamente tarde na música”, admite Chico, sem pesar. Pelo contrário: ele enxerga esse caminho como parte do processo que o forjou como artista. “A vida vai ensinando, vai moldando a gente. Eu já carregava muito dentro de mim quando comecei a compor e cantar.”

E esse “muito” que ele carrega se revela nas dezenas de músicas que compôs ao longo das últimas três décadas. Algumas se tornaram hinos populares, como “Mama África”, “À Primeira Vista” e “Estado de Poesia”. Outras, menos conhecidas do grande público, mas igualmente densas, são apreciadas por músicos e críticos como joias da canção brasileira.

Voz de muitos: canções que ganham novas camadas

Chico César é um artista que compreende o poder da interpretação. Ao longo da entrevista, ele comenta com orgulho o fato de ver suas músicas ganhando novas roupagens nas vozes de grandes nomes da música brasileira. Maria Bethânia, Elba Ramalho, Zizi Possi, Daniela Mercury — todos já gravaram canções suas.

“É muito lindo quando o intérprete se apropria e leva a música além, mostrando camadas que o próprio compositor não acessava”, reflete Chico. Para ele, esse é um dos maiores prazeres de ser compositor: ver sua obra crescer nas mãos (e vozes) dos outros, expandindo seu significado, sua emoção, seu alcance.

Essa generosidade artística — de entender que a música não é possessão, mas partilha — talvez seja um dos traços mais marcantes de sua personalidade. E fica evidente em cada resposta, cada acorde, cada sorriso durante a conversa com Ronnie Von.

Mama África: o grito poético das mulheres invisibilizadas

Entre uma lembrança e outra, Chico toca no violão um dos maiores sucessos de sua carreira: “Mama África”. Lançada no início da sua trajetória, a música é um verdadeiro manifesto poético. Nela, o cantor homenageia as mulheres que sustentam o mundo com trabalho invisível, cansadas e silenciadas, mas ainda assim fortes.

“Faz homenagem às mulheres que têm dupla jornada, cuidando do filho, da casa, do emprego, do marido”, explica. E completa: “Faço esse paralelo entre a mulher e a África, que deu muito ao mundo e recebe pouco.”

É esse olhar sensível, comprometido com a justiça social, que atravessa boa parte de sua obra. Chico nunca se furtou a tratar de temas complexos em suas letras: racismo, desigualdade, amor, espiritualidade, política. E o faz com lirismo, com poesia, sem abrir mão da crítica.

Uma entrevista em forma de canção

Durante todo o programa, a conversa flui como uma canção. Chico canta trechos de suas músicas, compartilha bastidores, revela influências e fala de fé, de ancestralidade, de resistência. E também de afeto. Ele não tem medo de se emocionar, nem de mostrar fragilidades — e talvez por isso mesmo seja tão forte.

Ronnie Von, por sua vez, se mostra um anfitrião à altura: respeitoso, curioso, sensível. O encontro entre os dois é mais do que uma entrevista. É uma celebração da arte, da amizade e da humanidade que une dois homens apaixonados por música e por palavras.

Confira como está Bethany, participante do programa Quilos Mortais da Record TV

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Foto: Reprodução/ Internet

Nesta sexta-feira, 8 de agosto, o reality Quilos Mortais voltou a emocionar o público com a história de Bethany, uma mulher de 42 anos que carrega não apenas o peso físico de 276 quilos, mas também uma bagagem emocional profunda, repleta de dores, medos e desafios que vão muito além da balança.

Psicóloga por formação, a moça conhece o funcionamento da mente humana, mas sua própria mente se tornou um território difícil de conquistar. Sua trajetória nos ensina que conhecimento teórico nem sempre é sinônimo de aceitação ou cura. O que vemos no programa é a luta real de uma pessoa que, mesmo sabendo o que deve ser feito, precisa encontrar dentro de si forças que muitas vezes parecem invisíveis.

O peso da vida que não se mede na balança

Mãe dedicada, Bethany vive a difícil realidade de ter limitações físicas que a impedem de estar presente em pequenos momentos do dia a dia com suas duas filhas, Isabella e Zowie. Aquelas brincadeiras no parque, os passeios e até mesmo a simples rotina de casa transformam-se em obstáculos gigantes. A culpa de não conseguir estar sempre ao lado delas é um sentimento que a acompanha silenciosamente, fazendo com que sua dor seja sentida não só em seu corpo, mas em seu coração.

Isabella, aos 18 anos, precisou amadurecer cedo para ajudar a mãe e segurar as pontas de uma família onde a saúde emocional e física de Bethany estava no centro das atenções. Já o marido, mesmo diante dos desafios, mostra-se um apoio firme, dividindo o peso da rotina e o fardo das preocupações que rondam a casa.

Feridas invisíveis: a sombra que acompanha o excesso de peso

Desde criança, a mulher carregava marcas que o tempo não apaga: rejeição, conflitos familiares, e uma constante sensação de não pertencimento. Na adolescência, essas dores ganharam uma nova dimensão com um relacionamento abusivo, que deixou cicatrizes profundas em sua autoestima.

Para ela, a comida virou mais que sustento — tornou-se um refúgio, um alento para crises de ansiedade e pânico que a afastavam do mundo. Nesse cenário, a luta contra o excesso de peso ganhou um significado que ultrapassa a estética: era uma batalha pela própria sobrevivência emocional.

O paradoxo da terapeuta que se resiste a si mesma

Bethany é um exemplo vivo do quanto a luta contra a obesidade envolve também batalhas internas. Mesmo compreendendo o valor da terapia, ela se via imersa em medos e resistências que dificultavam a própria cura.

A cirurgia bariátrica surgiu para ela como um sonho de transformação rápida, uma esperança de solução definitiva. No entanto, o programa mostra que não basta perder quilos; é necessário encarar as emoções escondidas por trás desse peso, algo que Bethany precisou aprender com muita paciência e apoio.

A virada e os desafios do processo

Com a ajuda do Dr. Nowzaradan, a mulher deu seus primeiros passos na mudança: perdeu mais de 50 quilos e realizou a cirurgia bariátrica. Mas a caminhada estava longe de ser fácil. O retorno dos quilos revelou que o trabalho emocional é tão essencial quanto o físico — e que a persistência é fundamental.

Bethany hoje: renascimento e esperança

Após a cirurgia bariátrica, a participante do reality enfrentou um novo capítulo de sua luta. Embora a operação tenha sido um marco importante, o processo de transformação não se encerrou ali. A perda inicial de peso trouxe esperança, mas também revelou que os desafios emocionais continuavam muito presentes. Mesmo sendo psicóloga, Bethany teve dificuldades para manter o acompanhamento psicológico, e isso impactou diretamente sua capacidade de sustentar as mudanças no corpo.

A importância da empatia e do cuidado integral

A história da moça é um convite à reflexão sobre a complexidade da obesidade e a necessidade de um olhar que vá além do físico. Ela mostra que o processo de cura é delicado, envolve emoções, traumas, e, acima de tudo, o direito de cada pessoa de ser acolhida com empatia.

Sensacional 12/05/2025: Luiz Bacci relembra pedido marcante de Silvio Santos em entrevista a Daniela Albuquerque

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Com 30 anos de carreira e uma trajetória que começou ainda na infância, Luiz Bacci é hoje um dos nomes mais reconhecidos do jornalismo policial brasileiro. Aos 41 anos, o apresentador do Cidade Alerta relembrou, em entrevista emocionante à Daniela Albuquerque, momentos marcantes da sua vida profissional e pessoal no programa Sensacional, exibido nesta segunda-feira (12) na RedeTV!.

Do rádio em Mogi das Cruzes à televisão nacional

Nascido em Mogi das Cruzes (SP), Bacci iniciou sua carreira com apenas 12 anos, como apresentador de um programa de rádio local. Desde cedo, já demonstrava carisma e talento para a comunicação. Com o tempo, sua determinação o levou a conquistar espaço na televisão, onde consolidou sua imagem como repórter e âncora de programas populares voltados à cobertura policial.

“Eu sempre soube que queria fazer isso. Desde criança, minha paixão era comunicar, contar histórias reais, dar voz às pessoas”, contou Bacci, emocionado ao lembrar das origens.

Homenagem a Silvio Santos e um último encontro marcante

Durante a conversa, Bacci também relembrou sua admiração por Silvio Santos, com quem trabalhou entre 2007 e 2010, em sua primeira passagem pelo SBT. Um dos momentos mais comoventes foi o relato do último encontro com o apresentador, pouco antes de seu afastamento definitivo da televisão.

“Quando ele gravou o último programa, eu ia participar, mas a Record não liberou. Depois, consegui encontrá-lo no Jassa, e algo muito simbólico aconteceu: ele pediu para tirar uma foto comigo. Foi como uma despedida. Quatro meses depois, ele faleceu. Aquilo ficou marcado para sempre.”

O pai como guia e uma coincidência que mudou sua vida

Em outro momento tocante, o jornalista falou sobre a importância do pai em sua jornada. Ele revelou uma coincidência que o emociona até hoje: pouco antes de falecer, seu pai teve uma espécie de premonição sobre o futuro profissional do filho.

“Ele disse: ‘Seu tempo em Mogi acabou. Algo maior vai acontecer em São Paulo’. No dia seguinte, ele morreu. E, no sétimo dia da missa, o SBT me ligou com uma proposta de trabalho. Foi algo muito forte, muito simbólico pra mim.”

Apesar do apoio do pai, Bacci contou que sua mãe tinha medo da exposição e dos riscos envolvidos na carreira artística, como o uso de drogas e a pressão psicológica.

“Ela sempre teve medo, mas eu sabia que esse era meu caminho. Foi um chamado que eu nunca consegui ignorar.”

Vida amorosa: “Casamento? Tô fora!”

No fim da entrevista, com bom humor e sinceridade, Luiz Bacci também abriu o jogo sobre sua vida amorosa. Questionado sobre relacionamentos, ele respondeu com a irreverência que já virou sua marca registrada:

“Namorando? Não, não sou besta. E casar então? Deus que me livre, tô fora. Não acredito mais no casamento. Prefiro focar em mim, no meu trabalho e na minha paz.”

O “Menino de Ouro” da televisão

Apelidado de “Menino de Ouro” por Marcelo Rezende, seu grande mentor na Record, Bacci honra o legado com ética, dedicação e coragem. Ao longo da entrevista, ficou claro que por trás do apresentador firme dos noticiários, existe um homem sensível, grato à família, e apaixonado pelo que faz.

Nair Nany vem ao Brasil pela primeira vez para participação especial em gravação de DVD gospel em São Paulo

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Foto: Reprodução/ Internet

A espera terminou. A cantora angolana Nair Nany, que se tornou uma sensação entre os admiradores da música gospel com sucessos como “Melhor Amigo / O Que Seria de Mim”, finalmente vem ao Brasil — e a data já está marcada. No dia 10 de setembro, ela desembarca em São Paulo para participar da gravação do novo DVD do pastor e cantor Marcos Freire, em um evento que promete marcar a história da música cristã contemporânea.

Com voz potente, carisma marcante e uma fé que transborda em suas ministrações, Nair Nany será uma das atrações principais de uma noite de celebração, comunhão e adoração, ao lado de grandes nomes do cenário gospel nacional, como Aline Barros, Fernanda Brum, Anderson Freire, Camila Vieira e Paulo Vieira.

A filha de Angola conquista o Brasil

Natural de Angola, Nair Nany tem conquistado uma legião de admiradores brasileiros por meio das redes sociais e plataformas de streaming. Seu estilo emocional, carregado de espiritualidade e entrega, encontrou eco entre fiéis e ouvintes que se identificam com letras que falam sobre intimidade com Deus, superação, dor e consolo.

O dueto com Eunice Zumbuca e Dimy Francisco, em “Melhor Amigo / O Que Seria de Mim”, tornou-se viral, rendendo centenas de milhares de execuções nas plataformas e compartilhamentos em vídeos de testemunhos e pregações. Em um momento em que a música gospel angolana ganha projeção internacional, Nair Nany se destaca como uma das principais vozes dessa nova geração.

Um convite especial e histórico

A vinda da artista a solo brasileiro foi idealizada pelo próprio Marcos Freire, que fez o convite para que ela participasse da gravação de seu novo DVD. O evento reunirá diferentes vertentes da música cristã e promete unir culturas e sotaques num só propósito: exaltar a fé e o amor de Deus.

Nas palavras do pastor, essa será uma “noite profética” — e não é para menos. A presença de Nair Nany marca uma aproximação ainda maior entre os ministérios africanos e brasileiros, fortalecendo laços espirituais e culturais. “Estamos trazendo a filha de Angola para, juntos, declararmos nas horas escuras que Deus é a nossa luz”, disse Marcos Freire em publicação nas redes.

A nova fase do gospel internacional

A participação de Nair Nany em eventos no Brasil também simboliza um novo capítulo na relação do país com artistas internacionais da música gospel. Por muito tempo, nomes norte-americanos ocuparam esse espaço, mas agora vozes africanas, como a de Nany, vêm ganhando mais representatividade, ampliando o repertório, os ritmos e as narrativas de fé compartilhadas entre os continentes.

Para o público, a expectativa é grande. Comentários nas redes sociais expressam alegria, emoção e ansiedade pela chegada da cantora. “Nunca pensei que veria Nair Nany aqui, pessoalmente. Vai ser uma noite para glorificar!”, escreveu uma seguidora

Um momento para ser vivido com o coração

Mais do que um show, a gravação será um grande culto musical, em que diferentes gerações de adoradores se reunirão para louvar, orar e agradecer. A estreia da cantora no Brasil não será apenas uma apresentação: será o início de uma nova etapa na carreira da cantora e, possivelmente, o ponto de partida para novas conexões entre igrejas, ministérios e públicos ao redor do mundo.

Sabadou com Virgínia (23) recebe Kaysar Dadour, Christina Rocha e Dudu Nobre

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O Sabadou com Virgínia deste sábado, 23 de agosto, promete ser uma noite recheada de surpresas, música, emoção e boas risadas. Virginia Fonseca recebe três convidados especiais que vão movimentar o palco e trazer suas histórias, talentos e personalidades únicas: a apresentadora Christina Rocha, o cantor Dudu Nobre e o ator Kaysar Dadour.

Kaysar Dadour e a arte da leitura da borra de café

Kaysar Dadour surpreende ao mostrar seu lado místico em um momento curioso do programa: a leitura da borra de café. Ele interpretará os futuros e revelações de Lucas Guedez e Margareth Serrão, encantando o público com sua sensibilidade e olhar atento.

Além desse momento divertido, o ator compartilha detalhes de sua trajetória de vida marcada por superações. Questionado sobre um possível retorno à Síria, Kaysar foi direto: “Nunca mais. Fui para o Líbano há um mês e começou a guerra.” Ele também ressalta o carinho que sente pelo Brasil: “Sou muito grato por este país maravilhoso. Fui muito bem acolhido. Quando cheguei aqui, trabalhei com um pouco de tudo e me identifiquei muito com o funk.”

Christina Rocha: resolvendo tretas e colecionando memes

Christina Rocha chega ao palco com seu estilo único no quadro Casos de Família Sabadou, ajudando a resolver conflitos e desentendimentos dos bastidores do programa. Com humor e firmeza, ela transforma situações complicadas em momentos de entretenimento e aprendizado, mantendo a essência que a consagrou ao longo dos anos.

A apresentadora também comenta sobre o sucesso dos memes gerados pelo programa: “Tem vários. Um dos mais engraçados é o do Gabriel, que fez aquele espacate histórico que até o Will Smith colocou nos stories dele. O que vem das pessoas é muito bacana.”

Ela reforça ainda o valor da experiência: “É uma lição legal de fazer, tem temas engraçados e situações que ficam na memória do público. Cada episódio traz algo diferente e divertido.”

Dudu Nobre relembra trajetória musical e clássicos da MPB

O cantor Dudu Nobre promete agitar o palco com uma de suas canções mais conhecidas e emocionar o público ao relembrar sua ligação com a música. Ele fala sobre momentos importantes de sua carreira e a influência de trabalhos marcantes: “A Grande Família, para mim, foi muito importante para minha afirmação como cantor e músico. Ela marcou gerações, tem uma história muito bacana e está ligada com a gente.”

O artista combina talento, nostalgia e carisma, reforçando a energia musical do programa e trazendo um clima de festa para o Sabadou com Virgínia.

Quadros e momentos especiais

Além das participações individuais, a edição mantém os quadros consagrados que conquistaram o público: Sabadou Tem Que Beijar e Se Beber, Não Fale, garantindo interação, risadas e surpresas.

Com uma mistura de entretenimento, música e histórias de vida, o programa cria momentos únicos, aproximando os convidados do público e proporcionando diversão para todas as idades.

Timothée Chalamet domina o primeiro pôster eletrizante de Marty Supreme, novo suspense da A24

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Foto: Reprodução/ Internet

Poucos estúdios hoje conseguem provocar tanta curiosidade com tão pouco material divulgado quanto a A24. Basta um pôster ou uma sinopse vaga para que fóruns, redes sociais e cinéfilos do mundo todo comecem a criar teorias. Foi exatamente isso que aconteceu quando Marty Supreme, novo filme de Josh Safdie, ganhou sua primeira imagem oficial: Timothée Chalamet, com um olhar indecifrável, estampando o cartaz, como se estivesse prestes a dizer algo que mudaria o rumo de tudo. Abaixo, confira a imagem divulgada:

O longa, que estreia nos Estados Unidos em 25 de dezembro, é descrito como um drama intenso que mistura romance, crime e um universo improvável: a máfia do pingue-pongue. Sim, pingue-pongue. Mas não espere nada que lembre partidas de lazer em um clube de bairro — aqui, a raquete e a bolinha são parte de um submundo corrupto, competitivo e violento.

O primeiro trailer será lançado nesta quarta-feira (13), prometendo revelar um pouco mais sobre esse enredo inusitado que já se tornou um dos títulos mais comentados do fim do ano. No Brasil, ainda não há data confirmada para a estreia.

Uma história sobre encontros, desejo e segundas intenções

No filme, Gwyneth Paltrow interpreta uma mulher cujo casamento está diretamente ligado ao submundo do pingue-pongue. Seu marido é um dos chefões dessa máfia, vivendo entre apostas milionárias, chantagens e uma rede de influências que vai muito além das mesas de jogo.

Mas sua vida ganha um novo rumo quando ela conhece Marty, personagem de Timothée Chalamet. O encontro acontece em circunstâncias que o estúdio mantém em segredo, mas Paltrow já deixou escapar que a relação entre eles é intensa, transformadora e, ao mesmo tempo, transacional. “Ela teve uma vida muito difícil, e acho que ele devolve vida a ela. Mas, para os dois, é algo que também tem interesses envolvidos”, comentou a atriz.

O roteiro, escrito por Josh Safdie e Ronald Bronstein, deve explorar não apenas o romance, mas também a tensão constante de viver em um ambiente onde o amor, o desejo e a violência estão sempre à espreita.

Timothée Chalamet: um Marty multifacetado

Timothée Chalamet (Me Chame Pelo Seu Nome, Duna, Wonka) é um dos atores mais versáteis de sua geração. Sua capacidade de alternar entre papéis de fragilidade emocional e personagens carregados de intensidade fez dele um nome disputado em Hollywood.

Para Paltrow, trabalhar com ele foi uma experiência marcante: “Ele é um símbolo sexual de um homem pensante. Muito educado, muito bem-criado… e um homem que leva seu trabalho extremamente a sério. Também é um parceiro divertido de cena”.

Em Marty Supreme, Chalamet deve interpretar um personagem que flutua entre o carisma e a ameaça, alguém capaz de conquistar e desconfiar ao mesmo tempo. O que Marty realmente quer — e o que está disposto a fazer para conseguir — deve ser um dos motores narrativos do longa.

Josh Safdie e o caos controlado

O filme marca o retorno de Josh Safdie (Joias Brutas, Bom Comportamento, Amor, Drogas e Nova York) ao comando de um longa depois de cinco anos. Conhecido por criar tramas que parecem uma corda prestes a arrebentar, Safdie tem um estilo que mistura câmera inquieta, diálogos rápidos e um senso de urgência constante.

Desta vez, ele dirige sem o irmão Benny, mas mantém a parceria com Ronald Bronstein no roteiro — a mesma dupla que construiu o sucesso de Joias Brutas. A expectativa é de que o filme mantenha a intensidade que se tornou marca registrada do diretor, mas acrescente uma pitada ainda maior de excentricidade, graças ao universo improvável que escolheu explorar.

Elenco e suas trajetórias

O elenco do filme reúne nomes de diferentes áreas do entretenimento. Além de Timothée Chalamet, conhecido por Me Chame Pelo Seu Nome, Duna, Beautiful Boy, Lady Bird e Wonka, Gwyneth Paltrow (Shakespeare Apaixonado, Homem de Ferro, Homem de Ferro 2, Homem de Ferro 3, O Grande Gatsby, A Tal Mãe, Tal Filha e Emma) interpreta a personagem feminina central. O time também inclui Odessa A’zion, que participou de Hellraiser (2022), Grand Army, Amizade de Verão e First Girl I Loved; Kevin O’Leary, famoso por Shark Tank, além de participações em Dr. Ken e Dragon’s Den; Tyler, the Creator, rapper e produtor que atuou e dublou em The Jellies!, The Grinch (voz), Loiter Squad e Adult Swim; Abel Ferrara, cineasta e ator veterano de produções como O Rei de Nova York, Pasolini, Ms. 45, Bad Lieutenant, Go Go Tales e Mary; Fran Drescher, estrela de The Nanny, Hotel Transilvânia (dublagem), Living with Fran e Tales from the Crypt; Penn Jillette, da dupla Penn & Teller, conhecido pelo programa Penn & Teller: Bullshit!, além de participações em My Neighbor’s Window, Sin City e The Aristocrats; e Sandra Bernhard, atriz e comediante vista em Roseanne, Pose, King of Comedy, The Larry Sanders Show e Without a Trace.

O que significa “máfia do pingue-pongue”?

Embora pareça uma piada, o conceito de máfia do pingue-pongue tem potencial para funcionar como uma alegoria. O esporte, que exige reflexos rápidos, estratégia e nervos de aço, pode simbolizar as relações de poder que movem os personagens.

Além disso, a ideia de corrupção e manipulação dentro de um jogo aparentemente inofensivo cria um contraste que combina muito com a estética da A24: o choque entre o banal e o absurdo, sempre com uma ponta de estranheza.

A estratégia da A24

A A24 (Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, Hereditário, O Farol) construiu sua reputação apostando em filmes de forte identidade autoral, mas capazes de conquistar públicos variados. No caso de Marty Supreme, o estúdio parece apostar tanto no prestígio artístico de Safdie quanto no apelo de Chalamet, que atrai desde fãs de blockbusters até apreciadores de cinema independente.]

Filmes que misturam gêneros e cenários improváveis costumam dividir opiniões. O longa-metragem pode muito bem ser o tipo de produção que gera debates acalorados: alguns o verão como genial, outros como estranho demais.

Family Law | Drama canadense retorna com exclusividade ao Universal+ no Brasil a partir de 6 de agosto

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Foto: Reprodução/ Internet

Um escritório de advocacia administrado por uma família disfuncional, onde os processos mais complicados são, na verdade, os internos. É com essa mistura de afeto mal resolvido, ressentimentos acumulados e laços inquebrantáveis que Family Law retorna para sua aguardada quarta temporada. A série canadense, criada por Susin Nielsen, volta ao ar em 6 de agosto no Universal+ com 10 episódios inéditos que prometem levar os personagens — e o público — a um novo patamar de emoção.

Mas o que torna a série diferente de tantos outros dramas jurídicos disponíveis no streaming? Talvez a resposta esteja no fato de que, antes de qualquer audiência no tribunal, as batalhas mais intensas acontecem entre quatro paredes, nas conversas atravessadas entre pai e filha, nas decisões impensadas entre irmãos, nos olhares que carregam décadas de mágoas e, principalmente, na difícil arte de se perdoar.

Abigail Bianchi: uma mulher tentando reconstruir a vida — e a confiança

Interpretada com vulnerabilidade e força por Jewel Staite (Firefly, The Killing), Abigail Bianchi não é apenas uma advogada talentosa. Ela é uma mulher em reconstrução. Sua jornada começou lá na primeira temporada, quando, após ser flagrada em uma situação comprometida por conta de seu vício em álcool, sua carreira desmoronou. A saída? Voltar às origens, ainda que essas origens significassem trabalhar no escritório do pai com dois irmãos que ela mal conhecia.

Na quarta temporada, Abigail está mais centrada — ou tenta estar. Ainda em processo de recuperação e buscando manter sua sobriedade, ela se vê diante de novos dilemas: um namorado que recai no álcool, uma filha adolescente que cobra atitudes e uma rotina de trabalho que exige equilíbrio emocional que nem sempre ela tem.

O arco de Abigail é dolorosamente humano. Não se trata apenas de recomeçar, mas de encarar os próprios erros e tentar, todos os dias, ser alguém melhor — por si mesma e por quem ama. Em tempos de séries com protagonistas perfeitos ou completamente autodestrutivos, é revigorante acompanhar alguém real, cheia de nuances, tropeços e coragem.

Os Svensson: onde amor e tensão dividem a mesma sala

Victor Garber (Alias, Titanic) vive Harry Svensson, o patriarca da família e figura central dessa trama. Dono do escritório de advocacia e de uma visão pragmática do mundo, Harry não é o tipo de pai que oferece abraços, mas o tipo que cobra resultados. Ainda assim, ao longo das temporadas, ele se mostra vulnerável, especialmente quando confrontado com as fragilidades dos filhos e os próprios limites.

Na nova temporada, Harry arrisca tudo em uma tentativa de fusão com um escritório rival. É um movimento ousado, que promete estabilidade financeira, mas que esconde armadilhas emocionais e profissionais. Afinal, será que vale a pena perder o controle em nome do crescimento?

Enquanto isso, Daniel (Zach Smadu), o irmão mais racional, e Lucy (Genelle Williams), a irmã mais empática, tentam encontrar seu lugar dentro da família e do escritório. E o que antes parecia apenas uma história sobre advogados se torna, episódio a episódio, uma saga sobre identidade, pertencimento e cicatrizes.

Rir também é preciso: o humor que emerge do caos

Apesar da carga emocional densa, a produção não se leva excessivamente a sério. É justamente nos momentos de alívio cômico que a série encontra sua humanidade. Uma piada dita fora de hora, um olhar cúmplice entre irmãos, um silêncio constrangedor na sala de reuniões — todos esses elementos constroem uma atmosfera que flerta com o drama, mas também acolhe a leveza.

Victor Garber ressalta esse equilíbrio como um dos maiores trunfos da série. “O que me encantou em Family Law desde o início foi a chance de interpretar alguém que pode ser sério e engraçado ao mesmo tempo. A vida é assim, não é? Rimos no meio do caos, fazemos piada para não chorar. E a série capta isso muito bem”, disse o ator ao Universal+.

Família é tribunal sem juiz

Family Law funciona porque, no fundo, todos nós já estivemos ali — em maior ou menor escala. Quem nunca enfrentou uma conversa difícil com os pais? Quem nunca sentiu que era o elo frágil de uma relação? A série mostra que não existe tribunal mais complexo do que uma mesa de jantar com segredos guardados por anos. O roteiro de Susin Nielsen evita soluções fáceis. A cada temporada, as reconciliações são construídas com cuidado, com tropeços e recaídas, com tentativas falhas e acertos inesperados. Não há vilões nem heróis — só pessoas tentando fazer o melhor com o que têm.

O que esperar da nova temporada?

A quarta temporada promete ser a mais intensa até agora. Além da tensão familiar, novos casos jurídicos colocam à prova a ética dos personagens, seu senso de justiça e, claro, os limites do amor fraternal. Abigail viverá um triângulo amoroso inesperado e terá que rever suas prioridades afetivas. Lucy enfrentará dilemas sobre maternidade e identidade. E Daniel será desafiado a sair da zona de conforto e rever sua postura dentro da empresa — e da família. O escritório dos Svensson, sempre à beira de um colapso, também enfrentará momentos decisivos. A possível fusão com o escritório rival abrirá velhas feridas e trará novas rivalidades. É o tipo de temporada que promete transformar a série — e seus personagens — de forma definitiva.

Marty Supreme | Timothée Chalamet estrela aventura esportiva de Josh Safdie que ganha trailer e data no Brasil

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O calendário do cinema em 2026 começa a ganhar forma, e um dos títulos que mais desperta curiosidade entre críticos e fãs é “Marty Supreme”, novo longa estrelado por Timothée Chalamet e dirigido por Josh Safdie, que acaba de ganhar trailer oficial e data de lançamento no Brasil. O filme chega aos cinemas nacionais em 8 de janeiro de 2026, pela Diamond Films, enquanto nos Estados Unidos e Canadá a estreia será antecipada para 25 de dezembro de 2025, sob distribuição da A24.

Trata-se de um projeto singular desde sua concepção: uma mistura de comédia dramática, aventura esportiva e observação social, que tem como protagonista um jovem prodígio do tênis de mesa tentando equilibrar talento, ambição e dilemas pessoais. Não é apenas mais um drama esportivo, mas um retrato inventivo sobre identidade e obsessão em meio ao caos de um esporte raramente explorado pelo cinema.

A ousadia de Josh Safdie

O nome de Josh Safdie está diretamente ligado a histórias frenéticas e personagens à beira do colapso. Ao lado do irmão Benny, ele dirigiu obras cultuadas como Good Time e Uncut Gems, ambas marcadas pelo ritmo alucinante e pela crueza estética. Mas em “Marty Supreme”, Josh assume sozinho a direção, algo que não acontecia desde The Pleasure of Being Robbed (2008). A expectativa em torno desse retorno é alta, já que o cineasta se une novamente ao roteirista Ronald Bronstein para construir um universo baseado na vida do lendário jogador de pingue-pongue Marty Reisman.

Embora inspirado nesse personagem real, o longa não é uma cinebiografia. O que Safdie entrega é uma história original, quase um conto moderno sobre obsessão esportiva e busca por identidade, em que a mesa de pingue-pongue se transforma em arena simbólica. O investimento da A24, que apostou até US$ 90 milhões na produção, comprova o peso do projeto: nunca o estúdio havia destinado tanto a um único filme, superando até mesmo Guerra Civil (2024).

Timothée Chalamet: estrela e coprodutor

Se há alguém em Hollywood capaz de carregar um filme ousado desse porte, esse alguém é Timothée Chalamet. O ator se tornou símbolo de sua geração desde Me Chame Pelo Seu Nome e consolidou sua popularidade com papéis em blockbusters como Duna. Agora, além de protagonista, ele atua como coprodutor de “Marty Supreme”, o que reforça sua participação ativa em decisões criativas.

Para viver Marty Mauser, Chalamet mergulhou em meses de treinamento intensivo de tênis de mesa, orientado por Diego Schaaf e pelo ex-olímpico Wei Wang. Safdie exigiu veracidade absoluta nas cenas esportivas, gravadas em 35 mm pelo renomado diretor de fotografia Darius Khondji. Chalamet chegou a realizar suas próprias acrobacias e até comprometeu temporariamente a visão ao filmar com óculos e lentes de contato combinados, recurso que reduzia o brilho natural dos seus olhos para dar ao personagem um ar mais introspectivo. O resultado é um papel que exige não apenas preparo físico, mas também entrega emocional.

Elenco improvável e fascinante

O filme também chama atenção pelo elenco curioso e plural. Ao lado de Chalamet, nomes consagrados e inesperados dividem espaço, criando um mosaico de talentos que vai do mainstream ao underground. Gwyneth Paltrow surge como Carol Dunne, uma figura de peso na trajetória do protagonista, enquanto Fran Drescher interpreta a mãe de Marty, trazendo uma mistura de humor e dramaticidade. Odessa A’zion participa em papel ainda mantido em sigilo, enquanto Kevin O’Leary, conhecido por Shark Tank, dá vida a Milton Rockwell, personagem ligado ao mundo corporativo do esporte.

A lista continua com presenças surpreendentes: Tyler Okonma (o rapper Tyler, The Creator), Abel Ferrara (cineasta cult atuando como ator), além de nomes improváveis como o mágico Penn Jillette, a atriz Sandra Bernhard, o artista francês Philippe Petit e até o ex-jogador de basquete Tracy McGrady. Segundo a equipe, mais de 140 não-atores foram escalados para dar realismo às cenas de campeonatos e bastidores, um recurso característico do estilo de Safdie.

Bastidores de filmagens intensas

As gravações começaram em Nova York, em setembro de 2024, e se estenderam até dezembro do mesmo ano. Em fevereiro de 2025, a equipe seguiu para o Japão, país em que o tênis de mesa ocupa lugar de destaque cultural, conferindo ao filme uma atmosfera autêntica e global.

O veterano Jack Fisk assina o design de produção, recriando desde cenários intimistas até arenas de competição em escala épica. Safdie e Khondji buscaram referências visuais em filmes esportivos dos anos 1970, apostando em uma fotografia granulada e visceral. Essa escolha estética reforça a ideia de que a narrativa, embora ambientada no presente, carrega uma aura atemporal.

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