Paola Carosella se pronuncia após polêmica com Blogueirinha e defende a proteção da filha

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A participação da chef de cozinha Paola Carosella no programa “De Frente com Blogueirinha”, apresentado pelo humorista Bruno Matos, conhecida popularmente como Blogueirinha, gerou grande repercussão nas redes sociais e reacendeu discussões sobre os limites do humor, liberdade de expressão e responsabilidade online. Durante o programa, Paola falou sobre os gostos musicais de sua filha, Francesca, de 13 anos, citando artistas como Billie Eilish, Chappell Roan, Doechi e Reneé Rapp. O episódio, inicialmente leve e marcado por ironia, acabou viralizando e sendo interpretado de formas diferentes por milhares de internautas, desencadeando um debate intenso.

Horas após a exibição, trechos da entrevista foram compartilhados nas redes sociais, mas rapidamente deletados pelos perfis de ambas. Além disso, Paola e Blogueirinha deixaram de se seguir no Instagram, indicando um possível desentendimento pessoal, que acabou se tornando público. A situação gerou especulações sobre o teor da conversa, especialmente no que se refere à filha da chef, com comentários e questionamentos sobre a sexualidade da adolescente, algo que Paola jamais imaginaria se tornaria central na discussão.

O desabafo de Paola Carosella

Diante do impacto da repercussão, Paola Carosella usou suas redes sociais para se manifestar. Em uma publicação longa e reflexiva, a chef destacou que nunca poderia prever os desdobramentos que uma fala aparentemente simples sobre os gostos musicais de sua filha poderia ter. Ela ressaltou que a ironia e o deboche, elementos centrais do programa, são ferramentas que ela conhece bem, mas que não esperava que pudessem gerar acusações ou especulações envolvendo sua filha menor de idade.

Paola fez um alerta sobre os perigos do ambiente digital, descrevendo a internet como um “labirinto de espelhos, onde tudo se deturpa”. Para ela, a liberdade de expressão ainda não tem limites claros na sociedade e a linha entre humor, ficção e responsabilidade é muitas vezes tênue. A chef criticou a interpretação de sua fala por milhares de pessoas que não consideraram as consequências de seus comentários e enfatizou que, em muitos casos, atos desse tipo podem configurar crime, especialmente quando envolvem menores.

Além de explicar o contexto de sua fala, Paola reforçou a importância de respeitar limites sem confundir isso com censura, afirmando que “limite não é censura” e “liberdade não é libertinagem”. A chef finalizou a publicação destacando sua admiração e orgulho pela filha Francesca, descrevendo-a como inteligente, sensível e com excelente gosto musical, deixando claro que suas palavras foram motivadas pelo carinho maternal.

Blogueirinha responde

Do outro lado, Blogueirinha se pronunciou por meio de uma nota publicada no X (antigo Twitter), classificando o ocorrido como um “mal-entendido”. A influenciadora explicou que os stories publicados durante a repercussão foram interpretados de maneira equivocada, gerando especulações graves sobre sua postura e intenções. Ela ressaltou que seu trabalho tem a intenção de entreter e nunca de magoar e lamentou profundamente que uma conversa descontraída tenha se transformado em polêmica.

Apesar da tentativa de esclarecer os fatos, a declaração de Blogueirinha não conseguiu frear a onda de críticas e debates nas redes sociais. O episódio trouxe à tona discussões sobre responsabilidade dos influenciadores, impactos das publicações digitais e a vulnerabilidade de menores de idade em ambientes online, questões que geraram um debate mais amplo do que a simples polêmica entre as duas personalidades.

O contexto da ironia e do humor

A discussão entre Paola e Blogueirinha não é apenas sobre um comentário isolado, mas sobre o papel do humor na sociedade digital. Paola argumentou que o humor, quando bem utilizado, tem potencial libertador, capaz de traduzir dores profundas em sentimentos mais leves. Entretanto, ela também questionou os limites do humor, especialmente quando envolve menores de idade, lembrando que a liberdade de expressão deve coexistir com a responsabilidade social.

A chef enfatizou que a internet amplifica qualquer conteúdo, tornando o alcance imediato e muitas vezes desproporcional. No caso do episódio, a ironia destinada a discutir gostos musicais de adolescentes acabou sendo distorcida, mostrando como o ambiente virtual pode transformar uma situação aparentemente inofensiva em um caso de grande repercussão. Esse ponto é crucial para refletir sobre a necessidade de educar tanto influenciadores quanto usuários sobre ética, respeito e limites legais em plataformas digitais.

Proteção da filha e responsabilidade social

O caso também reacendeu o debate sobre proteção de menores em ambientes digitais. Paola mencionou que a vida coletiva exige responsabilidade e coerência, destacando que as escolhas de cada indivíduo impactam a sociedade como um todo. Ela reforçou a importância de proteger os mais vulneráveis e de respeitar princípios básicos de liberdade e dignidade, apontando que comentários mal interpretados podem gerar consequências sérias, inclusive legais.

A chef de cozinha aproveitou para conscientizar sobre crimes relacionados à exposição de menores, citando indiretamente casos recentes de abusos cometidos por influenciadores digitais, e alertou que muitos adultos não percebem os riscos que suas ações online podem causar. Essa abordagem humanizada demonstra que a preocupação de Paola vai além de sua imagem pública, refletindo valores de cidadania, educação e proteção familiar.

Rumores sobre Henrique Fogaça

Durante a mesma entrevista, a conversa também trouxe à tona rumores antigos envolvendo Paola e o colega de “MasterChef”, Henrique Fogaça. Ao ser questionada sobre um suposto romance, Paola respondeu de maneira bem-humorada, brincando com a imaginação do público, mas negou qualquer envolvimento amoroso. Ela destacou a admiração profissional por Fogaça, enfatizando o respeito e a convivência harmoniosa construída ao longo dos anos de trabalho conjunto. Esse episódio serviu para mostrar que, apesar do foco principal ter sido a repercussão sobre sua filha, a entrevista também reviveu especulações sobre sua vida pessoal, adicionando complexidade ao debate.

Lições sobre limites do humor

A polêmica evidenciou uma questão central: até onde o humor pode ir? Paola Carosella trouxe à tona a discussão sobre como a ironia, apesar de ser uma forma de expressão artística e crítica, não pode se sobrepor à ética e à proteção de indivíduos vulneráveis. A chef destacou que o humor deve ser usado com responsabilidade, lembrando que a liberdade de expressão não é sinônimo de ausência de limites.

Ela também mencionou a importância da educação digital, incentivando o público a refletir sobre os impactos de suas palavras e ações online. Para Paola, entender os limites do humor é compreender a responsabilidade de viver em sociedade e respeitar a integridade de terceiros, especialmente crianças e adolescentes.

Tela Quente exibe nesta segunda (11) o explosivo Bad Boys Para Sempre, estrelado por Will Smith e Martin Lawrence 

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Foto: Reprodução/ Internet

Nesta segunda, 11 de agosto, a Tela Quente traz para a sua programação um filme que promete muita ação, humor e emoção: Bad Boys Para Sempre. Quase 17 anos depois do segundo filme lançado em 2003, Will Smith e Martin Lawrence voltam a interpretar os detetives Mike Lowrey e Marcus Burnett, numa aventura que mistura nostalgia com novos desafios, mostrando que, mesmo depois de tanto tempo, a parceria entre os dois ainda é uma das mais divertidas e eletrizantes do cinema.

Quem cresceu nos anos 90 provavelmente se lembra da primeira vez que viu a dupla Mike e Marcus na tela. A franquia se tornou um marco do cinema de ação ao unir cenas explosivas a uma química de amizade e humor que parecia verdadeira. Depois do segundo filme, que ampliou a adrenalina e o escopo da história, os fãs ficaram na expectativa por uma continuação que demorou muito a chegar.

Bad Boys Para Sempre não só atende a essa expectativa, como também traz uma atualização interessante para a franquia. O mundo mudou, e os personagens também. Agora, a narrativa reflete as fases da vida dos protagonistas, o equilíbrio entre o perigo da profissão e as responsabilidades pessoais, e o valor da amizade que supera o tempo.

Sinopse: Quando o passado retorna, não há escapatória

No filme, segundo informa o AdoroCinema, acompanhamos Mike Lowrey, ainda tão destemido e audacioso quanto sempre foi, apaixonado por seu trabalho e pelo seu carro rápido. Já Marcus Burnett está em um momento diferente: mais centrado na família e na vida longe do perigo constante. Essa oposição dá um tempero especial para a história, porque coloca em xeque o que significa ser um “bad boy” em diferentes momentos da vida.

Mas a paz dura pouco. Quando Mike se torna alvo de uma tentativa de assassinato, Marcus não tem escolha a não ser se juntar a ele para caçar quem está por trás da ameaça. O antagonista é Armando Aretas, um jovem com um passado obscuro e motivação pessoal que vai mexer profundamente com Mike. Para complicar ainda mais, Isabel Aretas, mãe de Armando, entra em cena como uma figura implacável que não quer nada além da morte do protagonista.

Essa combinação de ação, perigo real e conflitos pessoais dá ao filme uma dimensão emocional que vai além dos tiroteios e perseguições, mostrando os personagens mais vulneráveis e humanos.

Elenco de peso e personagens que fazem a diferença

A força do filme está também no elenco. Além dos protagonistas, que retomam seus papéis com naturalidade e carisma, novos personagens trazem frescor à trama. Kate del Castillo, uma atriz mexicana reconhecida internacionalmente, aparece como a poderosa e ameaçadora Isabel Aretas, entregando uma antagonista que foge do estereótipo e tem camadas complexas.

Vanessa Hudgens e Alexander Ludwig representam a nova geração da polícia, prontos para mostrar seu valor ao lado dos veteranos. Essa mistura cria um equilíbrio interessante entre o respeito pelo passado e a necessidade de renovação.

Joe Pantoliano, que interpreta o Capitão Howard, volta para garantir que a pressão sobre Mike e Marcus continue, com suas reclamações e frustrações, mas também com momentos de alívio cômico. Já os membros da família de Marcus, incluindo sua esposa Theresa e a filha Megan, são importantes para mostrar o lado mais sensível e humano do detetive, trazendo equilíbrio à tensão da história.

A produção por trás do sucesso

O caminho para o lançamento do longa-metragem foi longo e cheio de idas e vindas. Desde o fim do segundo filme em 2003, houve vários planos e roteiros, mudanças de diretores, atrasos e dúvidas sobre a continuidade da franquia.

O próprio Michael Bay, diretor dos dois primeiros filmes, manifestou vontade de comandar o terceiro, mas questões de orçamento e agendas complicaram o projeto. Ao longo dos anos, nomes como Joe Carnahan entraram e saíram da produção. Muitas vezes parecia que o filme não sairia do papel.

Só em 2018, com os diretores belgas Adil El Arbi e Bilall Fallah no comando e a confirmação de Will Smith e Martin Lawrence de volta, as coisas finalmente começaram a acontecer. A produção ganhou ritmo e, em 2019, as filmagens ocorreram em cidades como Atlanta, Miami e Cidade do México, dando ao filme uma identidade visual vibrante e contemporânea.

A magia da dublagem brasileira

Para o público brasileiro, a experiência de assistir ao filme é enriquecida pela dublagem, que foi cuidadosamente realizada pelo estúdio Delart. A direção de dublagem, comandada por Manolo Rey, e a tradução feita por Guilherme Mendes garantem que o humor e a emoção dos personagens não se percam na adaptação para o português.

Vozes conhecidas como as de Márcio Simões (Mike Lowrey) e Mauro Ramos (Marcus Burnett) emprestam autenticidade e personalidade, fazendo com que os espectadores brasileiros se sintam ainda mais próximos da história e dos personagens.

Impacto e recepção

Lançado no início de 2020, o filme foi recebido com entusiasmo tanto pelos fãs antigos quanto pelo público novo. Os críticos destacaram a capacidade do filme de trazer ação de alta qualidade sem perder o humor e a humanidade dos personagens.

Will Smith e Martin Lawrence provaram que, mesmo após tantos anos, a química entre eles permanece intacta, reforçando o que torna a franquia tão especial: a amizade real entre os protagonistas, que se traduz na tela em momentos de leveza em meio ao caos.

Além disso, o filme dialoga com temas atuais, como o peso do envelhecimento, o papel da família e a necessidade de reinventar-se, tornando a história mais rica e acessível para diferentes gerações.

Conheça curiosidades da franquia

Um detalhe que vai agradar os fãs é a participação especial do próprio Michael Bay, que aparece como mestre de cerimônias em uma cena de casamento, uma homenagem sutil à sua importância para a franquia.

Outro ponto curioso é a aparição do DJ Khaled, que interpreta Manny, o açougueiro, inserindo um toque de humor e autenticidade à trama.

A fotografia do filme merece destaque, com o uso de equipamentos de última geração, como as câmeras Sony CineAlta VENICE e lentes Panavision anamórficas, que garantem imagens vibrantes e cenas de ação visualmente impactantes.

A estreia mundial do filme aconteceu em Hollywood, com Will Smith e Martin Lawrence chegando ao evento dirigindo um Porsche 911 Carrera 4S customizado, mostrando que estilo e atitude fazem parte da marca Bad Boys até no tapete vermelho.

Onde posso assistir?

Além da exibição especial na Tela Quente, você pode assistir o filme em várias plataformas de streaming por assinatura, como a Amazon Prime Video e a Universal+. Para quem prefere alugar o filme, o Prime Video oferece a opção de locação a partir de R$ 5,90, permitindo que você assista quando quiser. Confira todas as opções disponíveis nas plataformas digitais e aproveite a ação da dupla Mike Lowrey e Marcus Burnett no conforto da sua casa.

Profissão Repórter (29/04/2025) retorna ao Rio Grande do Sul um ano após a tragédia das enchentes e mostra histórias de luta, recomeço e resistência

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Foto: Reprodução/ Internet

Doze meses se passaram desde que o Rio Grande do Sul enfrentou uma das maiores catástrofes naturais da sua história. Mas para quem perdeu tudo, o tempo não passa tão rápido assim. Casas foram levadas, histórias interrompidas, vidas perdidas. Foram 184 mortes, 25 desaparecidos, 478 municípios atingidos e praticamente todo o estado marcado por uma dor coletiva que ainda pulsa. E é com esse olhar humano, atento e solidário que o ‘Profissão Repórter’ retorna ao estado, nesta terça-feira, 29 de abril de 2025, para mostrar como estão as pessoas que tiveram suas rotinas viradas de cabeça para baixo — e também reencontrar quem esteve na linha de frente do resgate.

O reencontro com quem não virou as costas

No auge do caos, voluntários, socorristas, médicos, vizinhos e até desconhecidos estenderam a mão. Agora, um ano depois, a equipe de Caco Barcellos volta para encontrar esses mesmos rostos — gente que não virou as costas diante do sofrimento alheio. Eles contam como seguiram a vida depois da tragédia e o que ainda carregam da experiência de ter enfrentado a destruição lado a lado com outras vítimas.

Encantado e os módulos apertados que viraram casa

A repórter Esther Radaelli e o cinegrafista Francisco Gomes estiveram no Vale do Taquari, região que foi atingida mais de uma vez, entre setembro e novembro de 2023. Lá, em Encantado, muitas famílias vivem hoje em módulos de emergência, com pouco mais de 27 metros quadrados. É pequeno, apertado e longe da antiga casa, mas é o que há. Fabiana de Paula, uma das moradoras, tenta reorganizar a vida dentro desse espaço limitado, enquanto espera uma solução definitiva que parece nunca chegar.

E tem gente que preferiu voltar para o que restou do lar. Caso da aposentada Nodila da Silva, que retornou para o bairro Navegantes, mesmo tendo perdido tudo. “Voltei em novembro. O que eu tenho foi meu braço que trouxe pra dentro de casa. Estou devendo a geladeira, o fogão… mas aqui é meu cantinho”, desabafa. O cenário é duro, mas a coragem é maior.

Muçum ainda carrega feridas abertas

Na cidade de Muçum, uma das mais atingidas, o morador Mauro Cipriani conversou com Esther e relembrou os dias de desespero — e o silêncio que ficou depois da enchente. Para ele, a reconstrução é mais que material: é emocional. E o tempo, mesmo que passe, não apaga os sons da água invadindo a casa ou a dor de ter que recomeçar do zero.

Quando a ciência tenta evitar que a história se repita

Em Nova Petrópolis, a tragédia serviu de alerta. Depois de 17 mil deslizamentos de terra registrados no estado em maio do ano passado, um projeto piloto foi criado no distrito de Boêmios, onde 562 propriedades rurais foram atingidas. Com o apoio da UFRGS e da comunidade local, o geólogo Peter Klaus Hillebrand ajudou a instalar um sistema de monitoramento com sensores de solo e pluviômetros que avisam, em tempo real, quando há risco. É tecnologia usada a favor da vida — e da prevenção.

E Porto Alegre? Ainda tentando se levantar

Na capital gaúcha, os desafios seguem enormes. O repórter Thiago Jock voltou a Porto Alegre para mostrar uma cidade que tenta se reconstruir, mas ainda tropeça em promessas não cumpridas. Na região metropolitana, moradores de Canoas vivem com medo constante das chuvas. As ajudas emergenciais, quando chegam, são lentas e cheias de burocracia. A dor da espera é mais uma camada de sofrimento.

As ilhas do Guaíba: beleza natural, risco constante

Nas ilhas do Lago Guaíba, que ficam bem em frente à orla da capital, o cenário é ainda mais complicado. A paisagem, antes bucólica e tranquila, virou uma área de risco real. Os moradores, em sua maioria pescadores, não querem sair dali. É onde tiram seu sustento, onde têm suas raízes. Mas vivem com o coração na mão, temendo que a água volte — e leve o pouco que restou.

Muito além das estatísticas

O ‘Profissão Repórter’ desta terça-feira, dia 29, mostra um Brasil que nem sempre aparece nos grandes discursos, mas que sobrevive, resiste e reconstrói. São vozes que merecem ser ouvidas, olhares que pedem empatia. É jornalismo que não passa por cima da dor, que para, ouve, acolhe.

Prepare o coração, porque as histórias são fortes. Mas também são cheias de esperança.

🕙 Vai ao ar logo depois da série ‘Os Outros’, na Globo.

Twisted Metal é renovada para a terceira temporada pelo Peacock: A série pós-apocalíptica prova seu poder e consolida novo showrunner

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Foto: Reprodução/ Internet

A indústria do entretenimento sempre se reinventa, mas vez ou outra uma produção aparentemente improvável consegue romper barreiras, atrair um público fiel e se tornar um ativo valioso para qualquer plataforma. É exatamente o caso de Twisted Metal, adaptação televisiva da clássica franquia de jogos da Sony, que se solidificou como uma das surpresas mais consistentes do catálogo do Peacock. Nesta terça-feira (18), o serviço anunciou oficialmente a renovação da série para sua terceira temporada, acompanhada de uma mudança importante nos bastidores: a entrada de David Reed, conhecido por seu trabalho em Supernatural e The Boys, como novo showrunner.

A saída de Michael Jonathan Smith, responsável pela visão inicial das duas primeiras temporadas, marca uma transição significativa, mas não um sinal de instabilidade. Ao contrário: a troca é apresentada como parte natural do amadurecimento de uma série que já provou seu valor comercial e narrativo. Reed assume a condução de uma franquia consolidada, com números expressivos e um universo criativo em plena expansão.

E os números falam por si. De acordo com informações divulgadas pela Deadline, a segunda temporada registrou 993 milhões de minutos assistidos, tornando-se a segunda temporada original roteirizada mais assistida do Peacock. Para uma plataforma que ainda disputa espaço entre gigantes como Netflix, Prime Video e Max, trata-se de um marco relevante — e de um forte indicativo de que Twisted Metal não é apenas mais uma adaptação gamer, mas uma peça estratégica no catálogo.

A série é estrelada por Anthony Mackie (Capitão América 4: Nova Ordem Mundial, Altered Carbon), que lidera o elenco com uma interpretação carismática e marcada por um humor ágil, dando profundidade inesperada a John Doe. Ao seu lado, Stephanie Beatriz (Brooklyn Nine-Nine, Encanto) entrega uma atuação intensa como Quiet, distanciando-se do tom cômico que a consagrou para explorar camadas mais sombrias e emocionais.

O icônico Sweet Tooth ganha vida através da presença física de Joe Seanoa (WWE Raw, AEW Dynamite) e da voz de Will Arnett (Arrested Development, BoJack Horseman), que acrescenta personalidade e ironia ao palhaço assassino. O elenco ainda conta com Thomas Haden Church (Sideways, Homem-Aranha 3), que interpreta o rígido e implacável Agente Stone, e Anthony Carrigan (Barry, Gotham), que adiciona ao universo da série seu carisma peculiar e humor sombrio característico.

Uma adaptação que parecia improvável — e justamente por isso deu certo

Quando a proução foi anunciada, ainda em 2019, a reação foi carregada de curiosidade e desconfiança. Afinal, transformar um jogo centrado em batalhas automobilísticas, personagens extravagantes e caos absoluto em uma narrativa televisiva parecia arriscado. O desafio era enorme: expandir um universo originalmente pouco linear e criar uma história capaz de sustentar um elenco fixo, arcos emocionais e episódios semanais.

O trio responsável pela adaptação — Rhett Reese, Paul Wernick e Michael Jonathan Smith — enxergou uma oportunidade criativa onde outros viam apenas dificuldade. Com histórico em produções que misturam humor, violência e excentricidade, como Deadpool e Zumbilândia, Reese e Wernick ajudaram a estabelecer o tom. Smith, por sua vez, trouxe experiência em equilibrar drama e irreverência em Cobra Kai, algo essencial para que a série encontrasse personalidade própria.

A Peacock confiou no projeto e encomendou uma temporada completa em 2022. O resultado: uma estreia bem recebida, que gerou conversas positivas e chamou a atenção por não tentar copiar a lógica dos games, mas sim reinterpretá-los de forma criativa. O que poderia ser apenas uma adaptação superficial acabou se tornando uma obra com identidade própria.

O mundo devastado e os personagens que seguram o caos

O ponto forte da série está na ambientação e nos personagens. Twisted Metal se passa em uma versão distorcida e fragmentada dos Estados Unidos, agora chamados de Estados Divididos da América, após um evento misterioso conhecido como A Queda. A sociedade se reorganizou de maneira violenta e desordenada, abrindo espaço para facções, saqueadores e governantes improváveis.

É nesse cenário que conhecemos John Doe, interpretado por Anthony Mackie, que aqui se distancia completamente do papel comedido que interpreta no MCU. Doe é um entregador de longa distância — um “milkman” — otimista, sagaz e com um passado que ele não consegue lembrar. Sua missão aparentemente simples, entregar um pacote através de um país devastado, se transforma em um mergulho em territórios hostis, alianças frágeis e encontros com figuras tão excêntricas quanto perigosas.

Por que a série funciona tão bem?

O segredo da série é simples: ela sabe exatamente o que quer ser. Twisted Metal não tenta emular dramas pós-apocalípticos convencionais e não almeja profundidade filosófica exagerada. Ao mesmo tempo, evita o excesso de humor gratuito e paródico. A narrativa encontra um ponto de equilíbrio raro entre insanidade estilizada e emoção genuína.

John Doe funciona como guia — um personagem que reage ao absurdo com naturalidade e, ao mesmo tempo, carrega consigo uma necessidade íntima de descobrir quem realmente é. Isso permite que o espectador navegue pelo caos com empatia e curiosidade.

O mundo também é cuidadosamente construído. Cada região dos Estados Divididos da América carrega sua própria lógica, cultura e ameaça. Há cidades muradas, territórios dominados por milicianos, desertos sem lei e estradas controladas por gangues caricatas, quase como homenagens a clássicos do cinema de ação. Essa diversidade geográfica e estética dá fôlego à série, que consegue alternar entre humor, suspense e drama de forma orgânica.

O humor, um dos pilares da produção, funciona porque é inteligente, mordaz e bem ritmado. Mackie e Beatriz sustentam diálogos afiados, silêncios significativos e momentos de vulnerabilidade que elevam a dinâmica entre John e Quiet para além das expectativas.

Thame e Po: conheça o dorama tailandês que está emocionando os fãs na Netflix

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Tem histórias que não chegam fazendo barulho. Elas não explodem, não gritam, não imploram atenção. Em vez disso, se aproximam devagar, tocam a gente de leve e, quando percebemos, já estão ali — ocupando um espaço silencioso e inteiro dentro da gente.

É assim que Thame e Po: Bate Coração, dorama tailandês que chegou à Netflix, se apresenta. Não como uma série sobre uma boy band em fim de carreira. Mas como um retrato sincero dos instantes frágeis que existem entre o fim e o recomeço.

Porque todo fim também é uma confissão

A história começa com uma despedida: a última apresentação da Mars, grupo pop tailandês que arrastou multidões e agora ensaia um adeus sem saber como dizer adeus. Os integrantes — Dylan, Jun, Nano e Pepper — lidam com a separação cada um à sua maneira. Não tem escândalo, não tem cena. Só aquele silêncio desconfortável de quem cresceu junto e agora precisa aprender a se afastar.

Nesse cenário de dissolução e cansaço, entra Po, o cinegrafista encarregado de registrar o último show. Ele não faz parte da banda, mas seu olhar externo é o único que realmente enxerga o que está acontecendo ali dentro. E é por esse olhar que a gente entra também.

Mas Po não é só câmera. Ele é presença. É escuta. E, sem perceber, se torna algo raro na vida de Thame, o vocalista que carrega sobre os ombros a culpa e o desejo de seguir em frente. Thame tem um plano — ir para a Coreia do Sul e tentar a sorte como artista solo. Mas todo plano tem um preço. E às vezes, esse preço é machucar quem a gente ama.

Às vezes, o amor não nasce com promessas — mas com acolhimento

Entre um ensaio e outro, entre bastidores e quartos de hotel, o vínculo entre Thame e Po cresce do jeito mais simples possível: no cuidado. Na troca de olhares. Na escuta silenciosa. Em conversas que não parecem importantes, mas dizem tudo.

E talvez seja isso que mais machuca: o fato de esse sentimento surgir justamente quando tudo está prestes a acabar.

Thame e Po não é um dorama sobre o que pode ser. É sobre o que quase foi. Sobre o afeto que chega tarde, mas ainda assim é real. Sobre os laços que se formam no intervalo entre uma despedida e um voo solo.

É sobre aquele momento em que a gente percebe que o coração está batendo diferente — mas não tem certeza se é o começo ou o fim.

Uma história contada em silêncio, música e cuidado

A série tem o tipo de sensibilidade que a gente sente mais do que entende. A câmera não corre. A música não atropela. Os diálogos não explicam tudo — e ainda bem. Porque a beleza está na sugestão, no gesto tímido, no sorriso que dura meio segundo.

E há algo muito bonito nisso: a coragem de contar uma história sobre separações sem tornar tudo dramático demais. De mostrar que crescer dói, que seguir em frente exige escolhas, e que nem todo amor precisa ser consumado para ser verdadeiro.

Para quem já precisou partir, mesmo com vontade de ficar

Thame e Po: Bate Coração é uma daquelas séries que parecem pequenas, mas ficam com você por dias. Talvez porque todo mundo já viveu alguma versão desse enredo: querer algo novo, mas sentir que está deixando para trás uma parte de si mesmo.

É um dorama sobre transição, afeto e tudo aquilo que fica entre uma palavra e outra.

E, acima de tudo, é um lembrete delicado de que existem encontros que nos marcam mesmo se forem breves. Mesmo se terminarem antes de começarem.

De Repente Humana | Novo k-drama da Netflix ganha trailer e promete romance fantástico e coração apertado

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Foto: Reprodução/ Internet

A Netflix apresentou o trailer de “De Repente Humana”, seu mais novo k-drama original, e deixou claro que a série pretende ir além dos clichês do gênero fantástico-romântico. Com estreia marcada para 16 de janeiro, a produção aposta em uma narrativa delicada, espirituosa e emocionalmente próxima do público, ao misturar comédia romântica, fantasia e elementos do folclore coreano. Abaixo, confira o vídeo:

No centro da história estão dois nomes bastante queridos pelos fãs: Kim Hye-yoon, em mais um papel carismático após o sucesso de Adorável Corredora, e Park Solomon (Lomon), que retorna às telas em um personagem distante do terror de All of Us Are Dead, agora explorando emoções mais sutis.

Uma criatura sobrenatural que ama a própria liberdade

Kim Hye-yoon interpreta Eun-ho, uma gumiho de nove caudas que vive há séculos entre os humanos. Diferente das representações mais trágicas e sofridas dessa figura mítica, Eun-ho é irônica, autossuficiente e absolutamente satisfeita com quem se tornou. Ela não sonha em ser humana, não deseja redenção e tampouco sente culpa por suas escolhas. Para ela, a imortalidade é sinônimo de autonomia.

Rica, jovem para sempre e livre de qualquer obrigação moral, Eun-ho construiu uma rotina confortável e segura. Ela evita boas ações, não cria vínculos profundos e mantém distância de tudo o que possa ameaçar sua existência sobrenatural. Seu maior talento, além de sobreviver ao tempo, é justamente não se apegar.

Essa inversão de expectativa dá à série um tom mais leve e moderno. Em vez de acompanhar uma criatura que anseia pela humanidade, o público conhece alguém que acredita já ter tudo o que precisa — até perceber, da forma mais brusca possível, que nem tudo pode ser controlado.

Um encontro improvável e um destino fora do roteiro

A estabilidade cuidadosamente construída por Eun-ho começa a ruir quando ela se envolve em um acidente com Kang Si-yeol, personagem vivido por Lomon. Ele é um astro do futebol internacional, admirado dentro e fora dos campos, conhecido por sua disciplina rígida e por uma dedicação quase obsessiva à carreira.

Si-yeol vive em função do esporte. Sua vida é pautada por metas, regras, horários e expectativas externas. Emoções ficam guardadas, fragilidades são vistas como fraquezas e relações pessoais raramente ultrapassam a superfície. Embora famoso e bem-sucedido, ele parece viver em constante estado de pressão, como se qualquer erro pudesse colocar tudo a perder.

O choque entre esses dois mundos — o da criatura sobrenatural que evita sentimentos e o do humano que reprime emoções — gera consequências inesperadas. Após o acidente, Eun-ho perde seus poderes e desperta como uma humana comum. Sem imortalidade, sem habilidades especiais e sem o controle que sempre teve, ela precisa aprender, do zero, a lidar com limites, dores e sensações desconhecidas.

O que significa, afinal, ser humano?

A partir desse ponto, “De Repente Humana” se transforma em uma jornada sensível sobre descoberta emocional. Para Eun-ho, tornar-se humana não é apenas uma mudança física, mas uma experiência profundamente desconcertante. Sentir medo, empatia, tristeza e carinho deixa de ser algo abstrato e passa a fazer parte de sua rotina.

A série explora esse processo com equilíbrio, alternando momentos de humor — especialmente quando Eun-ho se depara com dificuldades banais do dia a dia — e cenas mais introspectivas, que refletem sobre solidão, finitude e pertencimento. Cada pequena experiência carrega um peso novo, justamente porque agora tudo pode ser perdido.

É nesse contexto que o romance com Kang Si-yeol começa a florescer. Aos poucos, os dois personagens passam a se enxergar além das máscaras que sempre usaram. Eun-ho descobre que sentir não é sinônimo de fraqueza, enquanto Si-yeol aprende que a perfeição que ele tanto busca pode ser sufocante. O relacionamento surge de forma gradual, baseado em cumplicidade, estranhamento e crescimento mútuo.

Um universo expandido pela mitologia coreana

Além do casal protagonista, a série apresenta personagens secundários que enriquecem o universo narrativo. Xamãs, figuras ligadas ao mundo espiritual e humanos carregando frustrações, sonhos interrompidos e segredos do passado ajudam a construir uma trama mais densa e emocionalmente conectada.

Esses elementos do folclore coreano aparecem de maneira orgânica, sem explicações excessivas ou didatismo. O roteiro confia na sensibilidade do público e mantém o foco nas relações humanas, usando a fantasia como pano de fundo para discutir escolhas, consequências e desejos.

Ao mesmo tempo, “De Repente Humana” parece questionar a romantização da imortalidade. A série sugere que viver para sempre pode significar observar tudo passar sem realmente participar, enquanto a vida humana, com todas as suas dores e limitações, carrega uma intensidade impossível de ser replicada.

Novo trailer do episódio 6 de It Bem-Vindos a Derry intensifica o clima de terror antes da estreia desta noite

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A HBO divulgou um novo trailer do episódio 6 de It: Bem-Vindos a Derry e, como era esperado, a prévia rapidamente despertou o interesse dos fãs de Stephen King e do universo sombrio que envolve Pennywise. O próximo capítulo da série vai ao ar neste domingo, 30 de novembro, às 23h, tanto na TV quanto no streaming da HBO, e o trailer recém-lançado já aponta que a história vai mergulhar ainda mais fundo nos segredos que assombram a pequena cidade do Maine. Abaixo, confira o vídeo:

S érie funciona como uma prequência direta dos filmes It A Coisa e It Capítulo Dois, retornando aos anos 1960 para explorar eventos que antecedem o despertar do mal definitivo apresentado no cinema. A série, desenvolvida por Andy Muschietti, Barbara Muschietti e Jason Fuchs, preserva a atmosfera angustiante que marcou as adaptações anteriores e investe ainda mais nos elementos psicológicos e no terror silencioso que se esconde por trás do cotidiano aparentemente tranquilo da cidade. Dessa vez, acompanhamos uma família afro-americana que se muda para Derry em 1962, justamente quando uma menina desaparece e a cidade começa a revelar sua verdadeira face. O deslocamento dessa família em um lugar historicamente hostil já cria tensão suficiente, mas a narrativa rapidamente deixa claro que há algo muito maior e mais sinistro pairando sobre todos.

O trailer do sexto episódio reforça essa espiral de medo, mostrando flashes rápidos de cenas perturbadoras, olhares assustados e símbolos que remetem diretamente ao legado de Pennywise. Bill Skarsgård retorna ao papel que redefiniu sua carreira e reaparece na prévia de maneira enigmática, quase como uma promessa de que o terror mais visceral está prestes a ser desencadeado. Sem revelar muito, o vídeo sugere que os horrores começam a se intensificar à medida que os personagens se aproximam da verdade sobre o que realmente assombra Derry. Há uma sensação crescente de que o mal está prestes a emergir de uma forma mais direta, e o episódio promete ligar pontos que a série vem construindo desde sua estreia.

O elenco formado por Jovan Adepo, Taylour Paige, Chris Chalk, James Remar, Stephen Rider, Madeleine Stowe e Rudy Mancuso continua a entregar atuações marcadas por medo, perplexidade e vulnerabilidade emocional, o que torna o avanço da história ainda mais envolvente. Esse retorno à Derry se diferencia dos filmes por dedicar mais tempo às relações humanas e ao impacto psicológico de viver em um lugar onde o mal parece se esconder em cada sombra. A série, até aqui, tem sido elogiada justamente por isso: um terror que cresce não apenas pelos sustos, mas pela forma como o medo se infiltra lentamente na rotina, na convivência e nas memórias dos personagens.

Premonição 6: Laços de Sangue lidera bilheteria e se torna o maior sucesso da franquia

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Foto: Reprodução/ Internet

A Morte está mais popular do que nunca! Premonição 6: Laços de Sangue está provando que o público ainda adora um bom susto e uma sequência de acidentes insanos com efeito dominó. Em sua segunda semana em cartaz, o longa já acumula US$ 187 milhões ao redor do mundo, superando todos os filmes anteriores da franquia e se tornando, oficialmente, o maior sucesso de bilheteria da série.

Só nos Estados Unidos, o filme já soma impressionantes US$ 94,6 milhões, depois de um segundo fim de semana sólido com US$ 24,5 milhões arrecadados. Nada mal para um terror que carrega 24 anos de história (e de mortes improváveis).

💀 Um recorde com gosto de vingança (e nostalgia)

Lançado em meio ao fim de semana prolongado do Memorial Day, o sexto capítulo da saga de mortes inevitáveis conquistou a terceira posição nas bilheteiras americanas, ficando atrás apenas das estreias bombásticas de Lilo & Stitch (live-action) e do novo Missão: Impossível. Mesmo assim, o desempenho foi o suficiente para quebrar o recorde de 2011, quando Premonição 4 faturou US$ 186 milhões no total.

Com isso, Laços de Sangue crava seu nome na história da franquia como o maior sucesso comercial, coroando um retorno aguardado pelos fãs, que há mais de uma década esperavam por um novo capítulo digno do legado de absurdos criativos que a série sempre entregou.

🎬 Estreia acima das expectativas

Na estreia, Premonição 6 já havia dado sinais de que vinha com tudo. O longa chegou aos cinemas americanos com US$ 51 milhões no fim de semana de abertura, o melhor lançamento da franquia até hoje. O número superou (e com folga) as projeções iniciais, que apostavam em algo em torno de US$ 40 milhões nos EUA e US$ 70 milhões mundialmente.

Ao que tudo indica, o mix de nostalgia, novas tecnologias de efeitos especiais e uma trama que respeita a mitologia da franquia conquistou não só os veteranos do terror, mas também uma nova geração de fãs que nunca olhará para uma escada, um forno ou um ônibus da mesma forma.

🩸 Terror em alta — com fôlego para mais

O sucesso de Laços de Sangue reforça a boa fase do gênero de terror nas bilheteiras. Depois de anos sendo tratado como um “gênero de nicho”, o horror volta a ocupar espaços de destaque nos cinemas, competindo com gigantes de ação e live-actions da Disney. A boa recepção crítica e o boca a boca positivo também devem ajudar o filme a manter uma boa estabilidade nas próximas semanas.

E claro, com esse desempenho todo, já se fala em mais um capítulo. Afinal, se tem uma coisa que essa franquia ensinou ao público é: não dá para fugir do destino — e tampouco de uma sequência.


📊 Resumo:

  • Bilheteira global: US$ 187 milhões
  • Bilheteira EUA: US$ 94,6 milhões
  • Melhor estreia da franquia: US$ 51 milhões no 1º fim de semana
  • Recorde da franquia anterior: US$ 186 milhões (Premonição 4)
  • Segundo fim de semana nos EUA: US$ 24,5 milhões

“Porta da Esperança” retorna ao Programa Silvio Santos com Patrícia Abravanel deste domingo (27/07)

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Foto: Reprodução/ Internet

Há momentos em que a televisão brasileira reencontra suas raízes mais profundas — e emociona como se fosse a primeira vez. É esse o sentimento que tomou conta dos estúdios do SBT e do coração do público neste domingo, com a volta oficial de um dos quadros mais queridos da história da TV: a “Porta da Esperança”. Com nova roupagem, mas sem abrir mão da sua essência solidária, o retorno do clássico quadro marca um resgate da sensibilidade em horário nobre. E, como não poderia deixar de ser, é Patricia Abravanel, filha do apresentador que imortalizou o bordão “atrás da porta pode estar o seu sonho”, quem assume agora essa missão com um carinho visivelmente sincero.

Quando a TV escolhe transformar, e não apenas entreter

Mais do que um momento nostálgico, a volta da “Porta da Esperança” é um gesto simbólico. Ela relembra que o entretenimento pode, sim, carregar propósitos maiores: como ouvir, acolher e mudar vidas. No ar entre 1984 e 1997, o quadro ficou marcado pelas histórias comoventes de pessoas comuns, vindas de todos os cantos do Brasil, que viam ali uma última chance. Em cada episódio, uma carta, um pedido, uma história. E depois, a tão esperada abertura da porta — revelando se o sonho seria, enfim, realizado.

Neste novo ciclo, o formato permanece o mesmo: cartas são lidas com cuidado, famílias são apresentadas com dignidade, e a promessa de uma resposta — que pode ser um reencontro, um presente ou um recomeço — permanece no ar até o último instante. Mas agora há um refinamento sutil no tom: menos espetáculo, mais escuta; menos pressa, mais afeto.

Patricia Abravanel: o coração da nova fase

Desde que assumiu o “Programa Silvio Santos”, Patricia tem equilibrado reverência com inovação. No comando da “Porta da Esperança”, isso se traduz em empatia e respeito. Ao abrir a cortina do novo cenário, ela não apenas apresenta um quadro: ela sustenta uma herança emocional — e faz isso com doçura e segurança, sem imitar o pai, mas honrando sua história.

O clima do estúdio também colabora para esse reencontro afetivo. A trilha sonora original foi mantida, o arco-íris da porta resgatado com fidelidade e a ambientação reforça que, apesar das décadas passadas, o sonho continua sendo a linguagem mais poderosa da televisão.

Três histórias que aqueceram o coração do Brasil

A reestreia da “Porta da Esperança” não economizou emoção. Três casos, distintos e complementares, deram o tom da nova temporada:

O mecânico do Maranhão: Após perder tudo em uma enchente, ele escreveu pedindo ferramentas e ajuda para reabrir sua oficina. O que recebeu, no entanto, foi mais do que equipamentos: foi a chance de recuperar sua autonomia e dignidade.

A mãe e o reencontro: Separada do filho ainda bebê, uma mulher emocionou o Brasil com sua carta repleta de saudade. O momento em que mãe e filho se abraçaram no palco foi de uma beleza rara — e o silêncio que antecedeu esse instante falou mais alto do que qualquer trilha sonora.

A menina que sonha com Daniel: Com uma condição rara e limitante, ela só desejava duas coisas: um abraço do cantor Daniel e uma boneca adaptada às suas necessidades motoras. Ambos os sonhos foram realizados, diante de uma plateia que se levantou em aplauso espontâneo — emocionada com a pureza e a força de uma criança que não perdeu a fé.

Não é apenas sobre abrir uma porta

A nova “Porta da Esperança” traz um conceito que parece simples, mas é poderoso: escuta emocional. Cada história é tratada como única, e o programa resgata o valor da atenção, da espera, do olhar afetuoso. Não há cortes bruscos, nem voyeurismo. O foco está na pessoa, não no problema.

Essa abordagem dá ao programa um ritmo diferente da televisão acelerada que estamos acostumados. Há tempo para o silêncio, para o choro, para o riso. Há tempo para sentir.

E, talvez por isso, a emoção transborde. Não por artifício, mas porque é genuína.

Um domingo recheado de atrações com afeto e identidade

Além da reestreia da “Porta da Esperança”, o “Programa Silvio Santos” deste domingo trouxe uma série de quadros que reforçam o compromisso da atração com a diversidade, o talento e a leveza. Destaque para:

📺 Jogo das 3 Pistas com Leda e Duda Nagle

Um encontro raro entre mãe e filho no palco. Leda, uma das jornalistas mais respeitadas da história da TV, e Duda, ator com trajetória marcante, protagonizaram momentos de ternura e bom humor. As histórias de bastidores, os desafios profissionais e o carinho explícito entre os dois emocionaram.

🎤 Show de Calouros

Num clima descontraído, artistas dos mais variados estilos mostraram seu talento diante de jurados como Aretuza Lovi, Cela, Victor Sarro e Helen Ganzarolli. Um pianista excêntrico, uma cover de Marília Mendonça e até um “Máskara” dançarino encantaram pela criatividade e carisma.

🎩 Henry e Klauss, os Ilusionistas

A dupla brasileira premiada internacionalmente voltou ao palco onde começaram para apresentar um número inédito: Patricia Abravanel levitando em plena televisão ao vivo. O truque, feito com elegância e surpresa, foi celebrado como uma metáfora visual para tudo que o programa representa: a capacidade de elevar esperanças.

💰 Show do Milhão EMS

Com perguntas afiadas e tensão no ar, os participantes disputaram não apenas um prêmio milionário, mas também a chance de escrever um novo capítulo de suas vidas. O quadro mistura emoção, raciocínio e aquela torcida do sofá que todo brasileiro adora.

🎭 Câmeras Escondidas com Ivo Holanda

Ícone do humor popular, Ivo e sua trupe continuam arrancando gargalhadas com pegadinhas que transitam entre o absurdo e o hilário. Em tempos tão sérios, o riso também é um remédio poderoso — e, nesse caso, um elo direto com a memória afetiva do público.

As informações são do SBT.

No Conversa com Bial desta terça (15), Mary Del Priore e Regina Volpato refletem sobre o envelhecer no Brasil de ontem e de hoje

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Nesta terça-feira, 15 de julho, o Conversa com Bial recebe dois nomes que lançam olhares complementares e sensíveis sobre o envelhecimento no Brasil. A historiadora Mary Del Priore, referência na produção acadêmica sobre a história social do país, e a jornalista Regina Volpato, reconhecida por sua escuta empática e abordagem humana na TV, se encontram no estúdio para um diálogo profundo sobre tempo, memória e os sentidos da velhice ontem e hoje.

O ponto de partida da conversa é o mais recente livro de Del Priore, Uma História da Velhice no Brasil, lançado pela Editora Planeta. A obra convida o leitor a atravessar séculos de história para compreender como os idosos foram vistos, tratados e representados na sociedade brasileira, desde os tempos coloniais até os dias atuais. A autora reconstrói esse percurso com rigor historiográfico e uma escrita acessível, sem abrir mão da emoção contida nos relatos de homens e mulheres que desafiaram o tempo — e, muitas vezes, o esquecimento.

“Durante muito tempo, o idoso foi símbolo de sabedoria, autoridade e prestígio. Em outros momentos, foi invisibilizado, estigmatizado ou abandonado. O livro mostra como essas representações variaram conforme valores religiosos, políticos e econômicos de cada época”, destaca a historiadora no programa.

Ao lado dela, Regina Volpato traz a vivência de quem observa, há anos, as transformações do envelhecer nas telas e nas relações humanas. A jornalista reforça como os novos discursos sobre “envelhecer bem” muitas vezes pressionam ainda mais quem simplesmente envelhece: “Hoje se espera que o idoso seja ativo, produtivo, que ‘não pareça velho’. Mas precisamos falar também do direito de envelhecer com dignidade, mesmo fora desse ideal de performance.”

Um diálogo necessário em tempos de longevidade

Com o avanço da expectativa de vida e a crescente presença de idosos na população brasileira, o tema não poderia ser mais atual. O programa desta madrugada propõe não só um resgate histórico, mas também uma escuta afetuosa das vivências contemporâneas da velhice — muitas vezes solitárias, outras vezes potentes, quase sempre silenciadas.

Pedro Bial conduz a conversa com delicadeza, criando espaço para reflexões que transitam entre a intimidade da memória e a urgência dos debates públicos sobre cuidado, representatividade e políticas para o envelhecimento.

Que horas o programa será exibido?

O Conversa com Bial vai ao ar a partir das 01h10, logo após o Jornal da Globo. Uma oportunidade rara de ver o tempo tratado com o respeito que merece — por quem já o estudou, viveu e compartilhou com tantos outros.

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