Jaafar Jackson as Michael Jackson in Maven. Photo Credit: Glen Wilson
A Universal Pictures divulgou um vídeo inédito mostrando os bastidores de Michael, cinebiografia que promete retratar de forma aprofundada a vida e o legado de Michael Jackson, um dos artistas mais influentes da história da música. O longa chegará aos cinemas brasileiros em 23 de abril, em versões convencionais e IMAX, e já desperta grande expectativa entre fãs e críticos.
No material, o ator Jaafar Jackson, sobrinho de Michael, compartilha detalhes de sua intensa preparação para interpretar o cantor. O vídeo evidencia o processo de imersão do jovem, que estudou gestos, trejeitos e movimentos icônicos do artista para transmitir autenticidade em cada cena. Diretores e produtores participam do conteúdo, reforçando a dedicação do ator e a complexidade de dar vida a um ícone mundial.
A narrativa acompanha a trajetória do astro desde a infância, quando despontou como líder do Jackson Five, até o auge de sua carreira solo, marcada por performances inovadoras e impacto cultural global. O longa também investiga a vida pessoal de Jackson, mostrando seus desafios, conquistas e decisões que moldaram sua trajetória artística.
A direção é assinada por Antoine Fuqua, conhecido por títulos como Dia de Treinamento e Invasão à Casa Branca. A produção é conduzida por Graham King, vencedor do Oscar por Bohemian Rhapsody, que buscou equilibrar a narrativa entre carreira e vida privada do artista, incluindo episódios polêmicos sem suavizar os fatos. O roteiro aborda inclusive as acusações de abuso sexual enfrentadas por Jackson, apresentando uma visão imparcial e humana da história.
Foto: Glen Wilson/Lionsgate
O elenco combina talentos emergentes e nomes consagrados. Jaafar Jackson interpreta Michael na fase adulta, enquanto Juliano Valdi retrata o cantor na infância. Também estão no filme Colman Domingo, duas vezes indicado ao Oscar, Nia Long, de Empire, Laura Harrier, de Infiltrado na Klan, e Miles Teller, de Top Gun: Maverick. A seleção dos atores visa transmitir de maneira realista a complexidade do artista, tanto nos palcos quanto na vida pessoal.
As filmagens ocorreram entre janeiro e maio de 2024, em Santa Bárbara, Califórnia, com orçamento estimado em 155 milhões de dólares. Dion Beebe foi o diretor de fotografia, Barbara Ling cuidou da direção de arte e Marci Rodgers da criação de figurinos, garantindo que cenários e visuais fossem recriados com precisão histórica e estética.
O longa pretende explorar não apenas a carreira musical de Jackson, mas também seu lado humano. Segundo Graham King, a intenção é mostrar o artista de maneira envolvente, equilibrando suas realizações com seus desafios e vulnerabilidades. “Queremos humanizar, sem suavizar”, declarou o produtor.
Além da trajetória pessoal, Michael trará ao público algumas das apresentações mais icônicas do cantor, destacando seu talento inovador, influência cultural e impacto duradouro no entretenimento global. O filme reforça que a cinebiografia vai muito além da música, proporcionando uma visão completa do homem que se tornou um verdadeiro ícone.
O Club Metrópole se prepara para uma noite memorável nesta sexta-feira, 29 de agosto, com a chegada da Noite da Wandinha, prometendo transformar o espaço em um verdadeiro universo de fantasia, música e performances únicas. Com temática dark e atmosfera cheia de energia, o evento convida o público a vestir preto e se entregar a uma experiência que combina interatividade, criatividade e diversão sem limites.
O evento traz um cardápio completo de atrações que promete agradar a todos os gostos. Entre os destaques estão uma hora de open bar de beats, performances exclusivas da icônica Wandinhas, concurso de fantasia, estúdio de tatuagem, distribuição de doces fantasmagóricos e cobertura fotográfica profissional para registrar cada momento. Cada detalhe é pensado para que o público vivencie a pista como um espetáculo multisensorial, onde música, arte e interação se encontram.
O line-up musical é outro ponto alto da noite. Na Pista NY, os DJs Mia J, Lea Farsaid e Safira Blue prometem uma vibe eletrônica cosmopolita, enquanto a Pista Brasil terá a energia contagiante de Thiago Rocha, Buthitalo e Harry D’Melo, combinando ritmos nacionais e influências globais. Já a área da Piscina, comandada por Ariel Koichi, oferecerá momentos de descontração e intensidade em um espaço diferenciado dentro do club.
As performances especiais são um verdadeiro espetáculo à parte. Mayvene Allura Nox e as Wandinhas apresentam números repletos de ousadia, criatividade e teatralidade, conectando o público com a estética sombria e divertida que caracteriza a festa. Para quem gosta de participação ativa, o concurso de fantasia estimula a originalidade e premia os looks mais criativos da noite.
O evento também se destaca por detalhes pensados para uma experiência completa. Um estúdio de tatuagem estará disponível para quem quiser marcar a noite de forma permanente, enquanto a distribuição de doces fantasmagóricos adiciona um toque lúdico e divertido. A cobertura fotográfica profissional garante que cada look e performance seja eternizado com qualidade, perfeito para as redes sociais.
Além disso, a festa oferece entrada gratuita para aniversariantes de agosto até meia-noite, mediante apresentação de documento oficial, proporcionando uma celebração exclusiva em um ambiente seguro, inclusivo e vibrante.
A pré-venda de ingressos já está disponível e a organização alerta para a importância de garantir entradas antecipadas, já que a lotação do evento deve atingir seu limite devido à grande procura. O acesso à compra é facilitado pelo link disponível na bio oficial do Club Metrópole.
Na Sessão da Tarde desta terça-feira, 6 de janeiro de 2026, a TV Globo convida o público a embarcar em uma aventura que mistura ficção científica, ação e humor em escala global. O filme escolhido é “MIB: Homens de Preto – Internacional”, produção que expande o universo da clássica franquia Men in Black e apresenta uma nova geração de agentes encarregados de manter a ordem entre humanos e alienígenas, sempre longe dos olhos curiosos da população.
Lançado em 2019, o longa funciona como um spin-off da saga iniciada nos anos 1990, deixando de lado os icônicos agentes K e J para apostar em uma história inédita, novos personagens e cenários espalhados pelo mundo. O resultado é um filme que respeita a essência da franquia, mas busca atualizar sua linguagem para um público mais jovem e conectado com narrativas globais.
A trama começa de forma intimista, ainda na infância de Molly, interpretada por Tessa Thompson. Quando criança, ela testemunha algo que mudaria sua vida para sempre: a abordagem de dois agentes do MIB a seus pais, seguida do apagamento de suas memórias após um encontro inesperado com um ser extraterrestre. Enquanto os adultos seguem suas vidas sem qualquer lembrança do ocorrido, Molly não esquece. Pelo contrário: ela passa anos obcecada pelos mistérios do universo e pela existência de vida fora da Terra.
Essa obsessão se transforma em motivação. Molly cresce determinada a provar que o MIB existe e, mais do que isso, a fazer parte da organização secreta. Sua persistência e inteligência acabam sendo recompensadas quando ela consegue localizar a sede da agência e, após insistir incansavelmente, é aceita como agente. Assim nasce a agente M, uma das personagens mais determinadas já apresentadas na franquia.
Já como agente oficialmente reconhecida, M é enviada para a filial do MIB em Londres, onde algo extremamente estranho vem acontecendo. Diferente das ameaças tradicionais vindas do espaço, o perigo agora parece estar dentro da própria organização. Há indícios de traição, informações vazadas e ataques alienígenas cada vez mais coordenados.
É nesse cenário que entra o agente H, vivido por Chris Hemsworth. Carismático, confiante e com um histórico de grandes feitos dentro do MIB, H é designado para trabalhar ao lado de M. A dupla, inicialmente marcada por diferenças de postura e experiência, precisa aprender a confiar um no outro para enfrentar uma ameaça que pode colocar em risco não apenas a Terra, mas todo o equilíbrio entre as espécies.
A parceria entre M e H funciona como o coração do filme. Enquanto ele representa o agente veterano, acostumado a improvisar e quebrar regras, ela traz um olhar mais atento, curioso e questionador, algo que muitas vezes falta aos membros mais antigos da organização. Esse contraste gera conflitos, mas também momentos de humor e cumplicidade.
Diferente dos filmes anteriores, que se concentravam majoritariamente nos Estados Unidos, “MIB: Homens de Preto – Internacional” aposta em uma narrativa verdadeiramente global. A investigação leva os protagonistas a diferentes países, ampliando o escopo da franquia e reforçando a ideia de que a ameaça alienígena não conhece fronteiras.
Além disso, o longa apresenta novos alienígenas, tecnologias inéditas e criaturas visualmente marcantes, mantendo a tradição da série de misturar efeitos especiais com um toque de irreverência. Um dos destaques é a presença de Pawny, personagem dublado por Kumail Nanjiani, que funciona como alívio cômico e rapidamente se torna um dos mais carismáticos do filme.
O elenco reúne nomes conhecidos do grande público. Além de Chris Hemsworth e Tessa Thompson, que já haviam contracenado juntos anteriormente, o filme conta com Liam Neeson no papel de High T, o chefe da filial londrina do MIB, trazendo uma aura de autoridade e mistério. Rebecca Ferguson interpreta Riza Stavros, uma traficante de armas alienígenas com passado enigmático, enquanto Rafe Spall vive um agente cuja lealdade é colocada em dúvida ao longo da trama.
A direção é assinada por F. Gary Gray, conhecido por seu trabalho em filmes de ação como Velozes e Furiosos 8 e Uma Saída de Mestre. Gray imprime um ritmo acelerado ao longa, equilibrando cenas de ação bem coreografadas com momentos de humor e desenvolvimento de personagens.
O roteiro fica por conta de Art Marcum e Matt Holloway, dupla responsável por outros sucessos do cinema de entretenimento. A produção executiva de Steven Spielberg, nome intimamente ligado à história da franquia, reforça o cuidado em manter a identidade de Men in Black, mesmo com tantas novidades.
As filmagens de “MIB: Homens de Preto – Internacional” começaram oficialmente em julho de 2018, com locações em Londres e outras cidades ao redor do mundo. O filme é uma produção conjunta da Columbia Pictures, Amblin Entertainment, Parkes + Macdonald, Image Nation e Tencent Pictures, com distribuição da Sony Pictures Releasing.
A pré-estreia aconteceu em 11 de junho de 2019, em Nova York. Poucos dias depois, o longa chegou aos cinemas do Brasil e de Portugal em 13 de junho, estreando nos Estados Unidos em 14 de junho de 2019, em formatos convencional, 3D e IMAX 3D. Mundialmente, o filme arrecadou mais de US$ 250 milhões, consolidando-se como um sucesso comercial, especialmente considerando seu caráter de spin-off.
Pela primeira vez desde sua criação, o ALMA Festival — um dos principais encontros da cultura urbana no Brasil — será transmitido ao vivo para todo o país. A cobertura inédita acontece no dia 19 de julho, a partir das 18h, com exibição simultânea no Multishow e no Globoplay, direto do Riocentro, no Rio de Janeiro. O público poderá acompanhar mais de oito horas ininterruptas de programação, em uma jornada que une música, games, performance e atitude.
Um palco para as vozes das ruas
Com três palcos ativos simultaneamente, o ALMA Festival 2025 chega à sua edição mais grandiosa e diversa, refletindo a pluralidade da cultura urbana brasileira. O line-up reúne nomes de peso do rap, trap e funk, gêneros que há décadas vêm transformando as narrativas das periferias em potência criativa.
Entre os artistas confirmados na transmissão estão BK, ConeCrew Diretoria, Duquesa, L7nnon, MC Cabelinho, MC Tuto e Veigh — nomes que, além de acumularem milhões de ouvintes nas plataformas digitais, traduzem em suas obras temas como resistência, identidade e representatividade.
“O ALMA sempre teve esse compromisso: não ser apenas um festival de música, mas um espaço onde as histórias das ruas ganham visibilidade. Neste ano, com a transmissão nacional, essa missão se amplia ainda mais”, afirma Lucas Albertim, fundador da 4Fly, produtora responsável pelo evento.
Uma transmissão que marca um novo capítulo
A parceria com os canais do Grupo Globo marca uma virada histórica. Pela primeira vez, o ALMA chega a uma audiência nacional, em uma exibição multiplataforma que amplia sua presença e influência.
“É uma vitória imensa para a cultura urbana”, celebra Albertim. “Estamos levando para as casas de milhões de brasileiros a energia que vem da favela, da juventude preta, dos coletivos que batalham diariamente por espaço. Isso representa um reconhecimento inédito e necessário.”
A iniciativa reforça o papel estratégico da música urbana nas programações do Multishow e do Globoplay, que vêm investindo cada vez mais em conteúdos que refletem a diversidade artística brasileira.
ALMA é mais que música: é atitude
Desde a sua criação, o ALMA Festival se propõe como uma experiência multidisciplinar, reunindo Arte, Esporte, Música e Atitude — uma sigla que define sua essência. Em 2025, essa proposta ganha nova força com o torneio “Controle de Ouro do ALMA”, realizado em parceria com a Player1, plataforma de eSports da Globo.
O desafio gamer será disputado nos bastidores do festival, mas fará parte da transmissão ao vivo. A competição será liderada pelos artistas L7nnon e Papatinho, que comandam equipes compostas por nomes da música e do cenário gamer nacional. A ação reflete o espírito transversal do festival, que conecta música, juventude e novas linguagens digitais.
“O ALMA representa essa nova geração que consome e produz cultura de formas múltiplas. Música e game são duas potências da periferia, e ver isso tudo junto em um festival como esse é revolucionário”, diz Gabriela Antunes, curadora cultural do evento.
Um festival que pulsa com o Brasil
Mais do que um espetáculo, o ALMA Festival 2025 promete ser um acontecimento cultural, com impacto dentro e fora dos palcos. Ao reunir artistas consagrados e novas vozes, ao abraçar as batalhas de rima e os torneios de eSports, ao ser transmitido para todo o país por dois dos maiores canais de mídia do Brasil, o festival reforça seu papel como plataforma de visibilidade, conexão e transformação.
Paul Thomas Anderson nunca foi conhecido por filmes de grande faturamento. Seu prestígio vinha da sofisticação narrativa, dos personagens complexos e de um cinema que abraçava o risco, não a matemática do mercado. Mas Uma Batalha Após a Outra mudou esse cenário de forma definitiva. De acordo com informações do Omelete, o longa ultrapassou US$ 200 milhões nas bilheterias mundiais, um resultado histórico para o diretor — e seu primeiro filme a romper essa marca. Até então, o recorde pertencia a Sangue Negro (2007), que somou US$ 76,4 milhões. Agora, esse número parece apenas uma nota de rodapé diante da enorme força global da nova produção.
A conquista impressiona porque o desempenho doméstico foi robusto, mas não gigantesco: cerca de US$ 70 milhões nos Estados Unidos. O que elevou o filme a esse patamar foi o mercado internacional, responsável por US$ 130 milhões, com destaque para Europa e Ásia. O longa, orçado entre US$ 130 e US$ 175 milhões, também se coloca como o projeto mais caro da filmografia de Anderson — e talvez o mais ousado em termos estéticos e narrativos.
O nascimento de um projeto ambicioso
A adaptação de Vineland, romance de Thomas Pynchon lançado em 1990, era um desejo antigo de Anderson. O diretor, que já demonstrara afinidade com a prosa caótica e labiríntica do escritor em Vício Inerente, encontrou no livro uma oportunidade de unir elementos da obra original a experiências pessoais acumuladas ao longo dos anos. Resultado: um híbrido que respeita a essência pynchoniana, mas carrega a assinatura emocional e cinematográfica típica de Anderson.
A trama acompanha um ex-revolucionário que tenta escapar do passado, mas se vê arrastado de volta a ele quando um militar corrupto passa a perseguir sua família. É uma história de perseguições, segredos e feridas que insistem em se abrir no momento em que deveriam cicatrizar. O elenco reforça o peso dramático: Leonardo DiCaprio, Sean Penn, Benicio Del Toro, Regina Hall, Teyana Taylor e Chase Infiniti conduzem o espectador por uma narrativa densa e cheia de camadas.
Uma experiência filmada como um épico moderno
As filmagens, realizadas na Califórnia, chamaram atenção por um detalhe técnico raro: o uso do VistaVision, formato amplamente utilizado entre os anos 1950 e 1960, famoso pela definição e profundidade excepcionais. Anderson reviveu o processo para dar ao longa uma textura visual particular — quase tátil — que destaca tanto a ação quanto a carga emocional da história.
Esse resgate estético transforma Uma Batalha Após a Outra em um épico contemporâneo que mistura tensão política, drama familiar e uma cadência cinematográfica que poucos diretores trabalham com tanta precisão.
Um passo rumo à consagração
A première mundial aconteceu em 8 de setembro de 2025, em Los Angeles, e despertou reações imediatas. Críticos e público destacaram o equilíbrio raro entre complexidade narrativa e vigor visual. Lançado comercialmente nos EUA em 26 de setembro pela Warner Bros., o filme recebeu elogios pela direção de Anderson, pela trilha sonora, pela fotografia intensa e pela maneira inesperada com que o diretor trabalha cenas de ação — um território pouco explorado em sua filmografia.
As atuações também chamaram atenção. DiCaprio entrega uma performance firme e contida, enquanto a jovem Chase Infiniti surge como revelação, trazendo verdade e força emocional ao papel da filha adolescente.
A narrativa se estende por décadas e mergulha em temas como extremismo político, racismo, vigilância estatal e como ideologias corroem — ou moldam — vínculos afetivos. Em sua juventude, “Ghetto” Pat Calhoun e Perfidia Beverly Hills compõem a organização revolucionária French 75. Vivem missões clandestinas, tensões internas e confrontos cada vez mais perigosos. Em meio a esse caos, Perfidia se envolve com Steven J. Lockjaw, um comandante militar cruel e obcecado por ela.
A militante engravida e dá à luz Charlene. Mesmo assim, não abandona a causa. Sua prisão leva a uma decisão extrema: entrar no programa de proteção a testemunhas. Nesse processo, Lockjaw inicia uma caçada violenta, enquanto Pat assume uma nova identidade para salvar a filha — agora uma bebê lançada ao mundo entre mentiras, violência e rupturas.
Anos passam. Pat vive como Bob, escondido em Baktan Cross, uma comunidade isolada na Califórnia. Sua vida gira em torno de manter Willa — nome que Charlene passa a usar — a salvo e distante de qualquer vestígio do passado. Ele carrega culpa, trauma e uma paranoia crescente, enquanto tenta dar à filha a normalidade que jamais teve.
Enquanto isso, Lockjaw ascende na estrutura militar dos EUA, tornando-se coronel e figura influente entre supremacistas brancos ligados ao Clube dos Aventureiros de Natal. Mas sua trajetória começa a ruir quando decide apagar de vez qualquer evidência de sua relação com Perfidia — incluindo a existência da filha mestiça.
A caça recomeça — e nada permanece escondido para sempre
A partir daqui, o filme assume a tensão de um thriller. Lockjaw envia tropas com o pretexto de uma operação anti-imigração, mas o objetivo real é capturar Bob e Willa. O que se segue é um percurso de fuga, violência e revelações. Bob tenta recorrer a antigos aliados, mas o trauma o impede até de lembrar a senha que poderia salvá-los.
Willa, por sua vez, é enviada para um convento de freiras revolucionárias, um dos tantos símbolos de resistência que o filme incorpora para reforçar seu comentário político.
O cerco se fecha quando Lockjaw descobre o paradeiro da filha. A revelação de que Willa é seu sangue o faz perder prestígio e ser expulso do grupo supremacista. Ainda assim, sua obsessão permanece. Willa, devastada pela verdade sobre sua origem e pela ausência da mãe, exige respostas de Bob — e o confronta armada, em uma das cenas mais doloridas e intensas do filme.
É nesse ponto que Anderson faz a trama crescer não pelo espetáculo, mas pelo drama emocional. O diretor mostra que as batalhas centrais da narrativa são internas, ainda que cercadas por violência e perseguição.
No capítulo de A.Mar que vai ao ar nesta quinta-feira, 9 de outubro, Fabián implora a Gertrudis que esqueça o passado e o permita se aproximar da filha; caso contrário, ele está decidido a denunciá-la, alegando que Yazmín quase perdeu a vida sob seus cuidados. Estrella comunica à família que o crédito bancário foi negado, o que os obriga a se dedicar com ainda mais esforço aos negócios na praia. Enquanto isso, Iker visita Marina no hospital para entregar um desenho que fez para ela, mas descobre que ela terá alta e pede ao pai que cuide da jovem. Determinada a mudar o destino da família, Estrella decide se tornar a primeira mulher pescadora da região, com o propósito de sustentar os seus e quitar até o último centavo da dívida com Fabián.
O que vai rolar nos próximos capítulos de A.Mar?
Determinada a provar seu valor, Estrella anuncia aos empregados do pai que assumirá o posto de capitã, mas enfrenta resistência imediata por ser mulher. Enquanto isso, Gertrudis manipula Yazmín, fazendo-a acreditar que Fabián retomou sua custódia e pedindo que ela mesma se volte contra o pai. Durante sua primeira tentativa de comandar o barco, Estrella sofre uma queda e é humilhada por Tiburón, que afirma que ela não tem força para o trabalho.
Apesar das dificuldades, Estrella não recua e enfrenta Fabián, que a acusa injustamente de sabotar suas redes. Em um acesso de raiva, ela o confronta e o cobre de peixes, até descobrir que o verdadeiro culpado é Tiburón. Revoltada, ela o alerta de que não faz ideia do perigo que criou para si mesmo. Paralelamente, Perla revive o trauma de ter sido vítima da crueldade de Tiburón, enquanto Fabián demonstra preocupação com o destino da família de Estrella, sem imaginar que sua própria tripulação esconde um traidor.
Prepare-se para uma tarde de pura adrenalina e emoção na “Temperatura Máxima” da Globo no próximo domingo, dia 11/02/2024, a partir das 13:20! É hora de mergulhar de cabeça na intensidade do filme de ação “Terremoto”, uma produção norueguesa dirigida por John Andreas Andersen, que promete manter você grudado no sofá, ansioso por cada cena.
“Terremoto”, conhecido como “The Quake” em seu título original, leva os espectadores para Oslo, na Noruega, onde um geólogo é empurrado para uma corrida contra o tempo para salvar sua família. Enfrentando um terremoto devastador de magnitudes inimagináveis, ele se vê envolvido em uma batalha épica para resgatar sua esposa e dois filhos do caos que se instaura na cidade.
Com um elenco estelar que inclui Ane Dahl Torp, Edith Haagenrud-Sande, Jonas Hoff Oftebro, Kathrine Thorborg Johansen, Kristoffer Joner e Stig R Amdam, “Terremoto” mergulha o espectador em uma experiência cinematográfica repleta de tensão e adrenalina.
A história tem como ponto de partida um terremoto que sacudiu Oslo em 1904, com uma magnitude de 5,4 na escala Richter, deixando a população em alerta constante para futuros eventos sísmicos. E agora, a ameaça de um novo terremoto paira sobre a cidade, desencadeando uma narrativa emocionante repleta de suspense e ação que promete manter os espectadores grudados na tela do início ao fim.
Curiosidades do filme Terremoto
“Terremoto”, um filme de 1974 dirigido por Mark Robson, marcou uma era no cinema ao trazer para as telas a intensidade e o caos de uma catástrofe natural. Com um elenco estelar encabeçado por Charlton Heston, Ava Gardner, George Kennedy e Geneviève Bujold, o filme não só cativou o público com seu enredo tenso, mas também introduziu uma inovação técnica que amplificou a experiência cinematográfica.
Uma das características mais notáveis de “Terremoto” foi a introdução da tecnologia Sensurround. Esta técnica revolucionária empregada no som do filme envolvia a instalação de alto-falantes especiais nas salas de cinema para simular os efeitos físicos de um terremoto. O impacto foi tão imersivo que os espectadores sentiam literalmente a vibração e o tremor das cenas catastróficas, adicionando uma dimensão sensorial única à experiência de assistir ao filme.
A trama de “Terremoto” capitalizou sobre a crescente fascinação do público por desastres naturais na década de 1970, seguindo os passos de outros filmes do gênero como “Inferno na Torre” e “O Destino do Poseidon”. No entanto, o filme se destacou não apenas pela sua habilidade em capturar o terror e a destruição de um terremoto, mas também pela profundidade dos personagens e o drama humano em meio ao caos.
A presença de Charlton Heston como protagonista e Ava Gardner como sua esposa trouxe uma credibilidade inegável ao filme. George Kennedy também desempenhou um papel significativo, contribuindo para a riqueza do elenco e a intensidade das interações entre os personagens em meio à crise.
“Terremoto” foi reconhecido pela Academia com uma indicação ao Oscar na categoria de Melhor Som, um testemunho da qualidade técnica e do impacto emocional do filme. Além disso, seu legado perdura como um marco no gênero de desastre, inspirando uma série de filmes subsequentes que exploraram temas semelhantes de sobrevivência, sacrifício e resiliência diante da adversidade.
Embora o Sensurround tenha sido uma inovação passageira, sua influência no desenvolvimento de tecnologias de som no cinema foi duradoura, abrindo caminho para experiências audiovisuais mais imersivas e emocionantes.
Assim, “Terremoto” não é apenas um filme de catástrofe, mas uma obra que capturou a imaginação do público, estabelecendo-se como um clássico do cinema e deixando um impacto indelével na história cinematográfica.
Horário de exibição do Temperatura Máxima
Não perca a chance de mergulhar na intensidade de “Terremoto” na tela da TV Globo, logo após o “Magnum P.I.”, e embarque em uma jornada emocionante rumo ao desconhecido, onde cada segundo pode fazer toda a diferença entre a vida e a morte. Prepare-se para uma tarde eletrizante de cinema, reservada exclusivamente para você na “Temperatura Máxima” da Globo!
Resumo da novela A Sucessora de terça-feira, 20/06/2023. A exibição está prevista para acontecer às 16h, no canal Viva.
Segundo informa o resumo de A Sucessora de 20 de junho de 2023, Roberto fica observando Vasco e Marina juntos, sentindo-se perturbado pela proximidade entre os dois. Enquanto isso, Germana é internada, o que deixa todos preocupados com sua saúde. Marina decide mentir para Roberto, escondendo a verdade sobre sua relação com Vasco. Ela teme que revelar a verdade possa causar ainda mais conflitos e complicações em seu relacionamento com Roberto. No entanto, essa mentira começa a criar tensões e desconfianças entre eles. Emília e Adélia têm uma briga acalorada, desentendendo-se sobre algum assunto importante. As diferenças de opinião e personalidade entre elas levam a um confronto emocional e verbal.
Ainda em A Sucessora, Vasco decide visitar Germana no hospital, mostrando preocupação com seu estado de saúde. No entanto, a visita acaba em uma nova briga entre os dois, revelando que há questões não resolvidas e ressentimentos que continuam a afligir sua relação conturbada. Os eventos deste capítulo trazem uma série de conflitos e desafios para os personagens principais. Roberto lida com a suspeita e a insegurança em relação a Vasco e Marina, enquanto Marina enfrenta a difícil escolha entre a verdade e proteger seu relacionamento com Roberto. Emília e Adélia mostram a intensidade de sua rivalidade, expondo suas diferenças de maneira explosiva. E Vasco e Germana continuam a serem atormentados por suas disputas e problemas não resolvidos, mesmo em meio a uma situação de saúde delicada.
O resumo da novela A Sucessora é de total responsabilidade da emissora, de modo que o Almanaque Geek se isenta de possíveis mudanças na exibição.
A animação Cara de Um, Focinho de Outro mantém trajetória consistente nos cinemas e caminha para ultrapassar a marca de US$ 250 milhões em arrecadação mundial. Até o momento, o longa acumula US$ 242,6 milhões, impulsionado por um desempenho sólido em seu terceiro fim de semana de exibição, tanto no mercado doméstico quanto no internacional.
Nos Estados Unidos, o filme adicionou US$ 18 milhões à sua bilheteria nos últimos três dias, alcançando a segunda maior arrecadação para um terceiro fim de semana de uma animação original em mais de uma década. O resultado indica estabilidade na demanda do público e reforça o bom desempenho do título após a estreia. Em mercados internacionais, a produção somou mais US$ 34,2 milhões, registrando crescimento de 10,3% em relação à semana anterior, movimento impulsionado principalmente pelas estreias recentes na China e em Taiwan.
Produzido pela Pixar em parceria com a Walt Disney Pictures, o longa foi desenvolvido com orçamento estimado em US$ 150 milhões, sem considerar os investimentos em marketing. Diante do ritmo atual, a expectativa do mercado é de que a animação ultrapasse nos próximos dias a bilheteria global de Wish: O Poder dos Desejos, ampliando sua relevância no portfólio recente do estúdio.
Dirigido por Daniel Chong, o filme aposta em uma narrativa que combina ficção científica, comédia e aventura. A história acompanha Mabel Tanaka, jovem que utiliza uma tecnologia experimental capaz de transferir sua consciência para um corpo mecânico. Ao assumir a forma de um castor robótico, a personagem passa a interagir com animais com o objetivo de impedir a destruição de um habitat natural ameaçado por interesses humanos.
O elenco de vozes reúne nomes como Piper Curda, Bobby Moynihan, Jon Hamm, Kathy Najimy e Dave Franco. A trilha sonora é assinada por Mark Mothersbaugh, em sua primeira colaboração em um longa-metragem do estúdio.
O projeto teve início em 2020, quando Daniel Chong retornou à Pixar para desenvolver uma história original. Inicialmente concebido com outra abordagem, o conceito foi reformulado ao longo da produção até chegar à proposta atual, centrada na relação entre humanos, tecnologia e meio ambiente. O título original, “Hoppers”, foi anunciado em 2024 durante o evento D23, voltado a novidades da indústria do entretenimento.
A estreia oficial ocorreu no El Capitan Theatre, em fevereiro de 2026, seguida pelo lançamento comercial nos cinemas norte-americanos em março. Desde então, o filme tem recebido avaliações majoritariamente positivas da crítica, com destaque para a criatividade da proposta e a abordagem de temas ambientais dentro de uma estrutura acessível ao grande público.
Em 2026, o streaming deixou de ser apenas passatempo de fim de semana para virar palco de histórias que cutucam feridas bem reais. Entre paixões que ultrapassam limites, disputas carregadas de tensão e tramas de ficção científica que conversam diretamente com a pressão estética e o culto à imagem, as plataformas estão investindo em narrativas que incomodam na medida certa — e continuam ecoando depois que os créditos sobem.
Para o mês de fevereiro, selecionamos cinco estreias que merecem atenção. São produções que passam por uma epidemia ligada à busca obsessiva pelo “corpo perfeito”, romances que nascem em cenários improváveis, jogos de poder marcados por desejo e histórias que colocam personagens diante de escolhas difíceis, daquelas que mudam tudo. Mais do que tendências do catálogo, são obras que refletem inseguranças, ambições e contradições do nosso tempo — e fazem a pergunta inevitável: até onde você iria para ter aquilo que mais deseja?
The Beauty transforma a obsessão pela perfeição em um pesadelo fashion sci-fi
Em um cenário onde filtros digitais, procedimentos estéticos e promessas milagrosas dominam o imaginário coletivo, The Beauty surge como uma das produções mais provocativas do ano. Criada por Ryan Murphy e Matthew Hodgson, a série adapta a HQ de Jeremy Haun e Jason A. Hurley para transformar o universo da alta-costura em palco de um thriller de ficção científica mergulhado no body horror. A produção estreou no FX e no FX on Hulu em 21 de janeiro de 2026, cercada de curiosidade — e polêmica.
A premissa é tão sedutora quanto assustadora: um vírus sexualmente transmissível começa a circular entre jovens adultos e figuras influentes da indústria da moda. Seus efeitos iniciais são “milagrosos”. Quem é infectado se transforma em uma versão fisicamente perfeita de si mesmo. Pele lisa, traços harmoniosos, corpos esculturais. A transformação acontece de forma rápida, quase mágica — como se a ciência tivesse finalmente encontrado o atalho definitivo para o ideal estético contemporâneo.
O problema é que o efeito colateral não demora a aparecer.
Supermodelos internacionais começam a morrer de maneiras brutais e inexplicáveis. O glamour das passarelas dá lugar a cenas de horror explícito, em que o corpo humano se torna território de colapso. É nesse contexto que entram os agentes do FBI Cooper Madsen e Jordan Bennett, enviados a Paris para investigar as mortes que já começam a chamar atenção global. Conforme a investigação avança, eles percebem que não estão diante de um assassino comum, mas de algo muito maior — uma conspiração corporativa que mistura biotecnologia, ambição e manipulação em escala mundial.
O elenco reforça o peso dramático da trama. Evan Peters entrega uma atuação intensa e ambígua, transitando entre o ceticismo profissional e o desconforto moral diante do que descobre. Anthony Ramos e Jeremy Pope ajudam a construir o clima de tensão crescente, enquanto Rebecca Hall adiciona sofisticação e mistério à narrativa. Já Ashton Kutcher assume um papel-chave ligado à engrenagem corporativa que sustenta o surto — uma figura poderosa que acredita estar revolucionando o mundo, mesmo que isso signifique destruí-lo.
A série não economiza na crítica social. Murphy já declarou que enxerga The Beauty como uma resposta direta à chamada “cultura do Ozempic” e à obsessão moderna por transformações físicas aceleradas por medicamentos. A produção questiona até que ponto a sociedade está disposta a arriscar saúde, identidade e até a própria vida para alcançar padrões irreais de aparência.
Esse debate não é novo na carreira de Murphy — basta lembrar de Nip/Tuck, que explorava os bastidores da cirurgia plástica e os limites da vaidade humana. A diferença é que, em The Beauty, o subtexto vira texto. O horror deixa de ser simbólico e se torna visceral. As cenas de transformação e deterioração corporal flertam com o grotesco, reforçando o gênero body horror e aproximando a série de produções que usam o desconforto físico como metáfora social.
Visualmente, a obra investe em contrastes marcantes. De um lado, desfiles luxuosos em Paris, festas exclusivas em Veneza e encontros secretos em Roma. Do outro, laboratórios escondidos, corpos em decomposição e corredores de hospitais lotados. A estética elegante intensifica o choque quando o horror explode em cena, criando um jogo constante entre sedução e repulsa.
À medida que o vírus se espalha e a droga apelidada de “A Beleza” se torna objeto de desejo global, a pergunta central da série ecoa: o que realmente significa ser belo? E mais importante — quem lucra com essa definição?
Rivalidade Ardente traz um amor proibido em um romance que desafia o esporte
Entre confrontos violentos no gelo e olhares que dizem mais do que qualquer coletiva de imprensa, Heated Rivalry transforma o universo do hóquei profissional em cenário para uma das histórias de amor mais intensas do streaming recente. A série canadense — conhecida no Brasil como Rivalidade Ardente — foi criada, escrita e dirigida por Jacob Tierney para a plataforma Crave, adaptando o segundo livro da série Game Changers, de Rachel Reid.
A trama acompanha Shane Hollander e Ilya Rozanov, interpretados por Hudson Williams e Connor Storrie. Eles são os maiores talentos da fictícia Major League Hockey (MLH), jogando em times rivais: o Boston Raiders e o Montreal Metros. A rivalidade remete diretamente ao histórico embate entre Boston Bruins e Montreal Canadiens na National Hockey League — uma das disputas mais tradicionais do esporte.
Mas o que começa como competição feroz dentro da arena ganha contornos muito mais complexos fora dela.
Shane e Ilya vivem um romance secreto que atravessa anos, temporadas e fases distintas de suas vidas. Enquanto o mundo os enxerga como inimigos naturais no gelo, longe das câmeras eles compartilham vulnerabilidades, desejos e medos que não podem ser expostos publicamente. Em um ambiente esportivo ainda marcado por conservadorismo e expectativas rígidas sobre masculinidade, assumir um relacionamento poderia significar arriscar contratos milionários, reputações e até suas trajetórias profissionais.
A série constrói essa tensão com sensibilidade e intensidade. Shane enfrenta o processo de compreender e aceitar a própria sexualidade em meio à pressão da mídia e da torcida. Ilya, por sua vez, carrega o peso de expectativas familiares e culturais que o empurram para uma vida pública cuidadosamente controlada. Entre viagens, campeonatos e encontros furtivos em hotéis, o relacionamento dos dois evolui de atração impulsiva para um vínculo profundo e duradouro.
O elenco de apoio reforça a densidade dramática, com nomes como François Arnaud, Christina Chang, Sophie Nélisse e Dylan Walsh, que ajudam a expandir o universo da liga, explorando bastidores, contratos, conflitos internos e as engrenagens que movem o esporte profissional.
Produzida pela Accent Aigu Entertainment em parceria com a Bell Media, a série teve pré-estreia no Image+Nation LGBTQ+ Film Festival, em Montreal, em novembro de 2025 — um indicativo claro de seu posicionamento como obra relevante dentro da representatividade LGBTQ+ no audiovisual esportivo. As filmagens aconteceram na província de Ontário, com Hamilton servindo como locação para recriar cidades como Nova Iorque e Moscou.
Após a estreia na Crave, em 28 de novembro de 2025, Heated Rivalry ganhou distribuição internacional pela HBO Max, além de chegar a outros territórios por meio da Neon e da Movistar Plus+. O resultado foi imediato: críticas positivas destacaram a química arrebatadora entre os protagonistas, o roteiro emocionalmente honesto e a direção segura de Tierney. A produção se tornou o maior sucesso original da Crave até hoje e registrou números expressivos também na HBO Max, consolidando-se como um fenômeno global.
Se Esse Amor Desaparecesse Hoje prova que o amor pode sobreviver até à perda da memória
Dirigido por Kim Hye-young, o romance sul-coreano Se Esse Amor Desaparecesse Hoje (título original em coreano) aposta em uma premissa delicada e emocionalmente devastadora: como construir um amor quando a memória simplesmente não acompanha o coração?
A história acompanha Han Seo-yun, interpretada por Shin Si-ah, uma estudante do ensino médio que vive sob uma condição rara e desafiadora: amnésia anterógrada. Isso significa que, ao acordar todas as manhãs, ela não consegue se lembrar do que viveu no dia anterior. Cada novo dia é, literalmente, uma página em branco. Amigos precisam reapresentar situações. Conversas precisam ser retomadas do zero. Emoções precisam ser reconstruídas com pistas deixadas em diários, bilhetes e gravações.
Enquanto colegas se preocupam com provas e paixões adolescentes, Seo-yun enfrenta algo muito maior: a impossibilidade de acumular memórias afetivas.
É nesse cenário que surge Kim Jae-won, vivido por Choo Young-woo. Quando os dois começam a namorar, a rotina da jovem ganha novos contornos. Mesmo sem lembrar do dia anterior, Seo-yun passa a descobrir, repetidamente, que está apaixonada. Todos os dias, ela precisa confiar nas anotações que escreveu, nas fotos no celular e nas palavras de Jae-won para acreditar que aquele sentimento é real — e que não é apenas uma ilusão construída por terceiros.
O filme constrói sua força justamente nessa repetição emocional. Há algo profundamente tocante em assistir uma personagem se apaixonar pela mesma pessoa várias vezes, como se fosse sempre a primeira. Ao mesmo tempo, essa dinâmica levanta questionamentos delicados: até que ponto confiar no outro é seguro quando sua própria memória não pode confirmar nada?
E é aí que a trama ganha uma camada extra de tensão. Sem que Seo-yun perceba, Jae-won esconde um segredo capaz de transformar completamente o futuro dos dois. A revelação — cuidadosamente conduzida ao longo da narrativa — coloca em xeque não apenas o relacionamento, mas também a noção de proteção e verdade. Ele age por amor? Por culpa? Ou por medo de perder alguém que talvez nunca consiga se lembrar dele da mesma forma?
O elenco se completa com Jo Yoo-jung, que contribui para ampliar o universo emocional da protagonista, mostrando como amigos e familiares também precisam se adaptar a essa realidade frágil e imprevisível.
Love Me, Love Me aposta em paixão e tensão adolescente na Itália
Mudar de país já é desafiador. Fazer isso enquanto ainda se tenta sobreviver à dor da perda é ainda mais. É assim que conhecemos June, protagonista de Love Me, Love Me. Depois da morte do irmão, ela deixa tudo para trás e se muda para a Itália em busca de um recomeço. A nova paisagem é deslumbrante, mas por dentro ela ainda carrega um vazio difícil de explicar.
Na escola de elite onde passa a estudar, tudo parece perfeito demais: uniformes impecáveis, festas sofisticadas, alunos que aparentam ter a vida sob controle. Só que não demora para June perceber que aquela perfeição é só fachada. Por trás dos sorrisos e das boas notas, há segredos, rivalidades e escolhas perigosas.
É nesse cenário que surge o conflito central da história.
De um lado está James — impulsivo, provocador, envolvido em lutas clandestinas de MMA. Ele tem fama de problemático, mas também carrega uma intensidade que mexe com June desde o primeiro encontro. James não promete estabilidade, mas oferece algo cru, verdadeiro, quase explosivo.
Do outro lado está Will, o melhor amigo de James. Educado, responsável, gentil. O tipo de garoto que faz qualquer mãe respirar aliviada. Com ele, June encontra acolhimento em meio ao caos emocional que ainda enfrenta. Começar um relacionamento com Will parece a escolha certa. A escolha segura.
Só que o coração raramente segue o caminho mais previsível.
Enquanto tenta entender seus próprios sentimentos, June descobre que as aparências naquela escola enganam — e muito. Pessoas confiáveis escondem mentiras. Relações aparentemente sólidas são frágeis. E o passado de alguns colegas pode ser mais sombrio do que ela imagina. Aos poucos, o romance adolescente ganha contornos de suspense emocional, em que cada revelação muda o rumo da história.
O longa é dirigido por Roger Kumble, conhecido por explorar relações intensas e personagens movidos por desejo e conflito. O roteiro, assinado por Veronica Galli e Serena Tateo, aposta em diálogos diretos e emoções à flor da pele, sem medo de mergulhar nas contradições dos protagonistas.
No elenco, Mia Jenkins constrói uma June vulnerável, mas longe de ser passiva — alguém que erra, hesita e aprende no processo. Pepe Barroso Silva dá a James uma mistura de arrogância e fragilidade que o torna mais complexo do que o rótulo de “valentão”. Já Luca Melucci interpreta Will com doçura e contenção, criando um contraste que sustenta a tensão do triângulo amoroso. Ao redor deles, nomes como Andrea Guo, Michelangelo Vizzini, Madior Fall e Vanessa Donghi ajudam a compor o universo competitivo e cheio de camadas da escola.
Baseado no primeiro livro da tetralogia escrita por Stefania S., o filme já nasce com potencial de continuidade. Caso conquiste o público no Prime Video, a história de June pode se expandir para novos capítulos, aprofundando as consequências das escolhas feitas aqui.
Uma Mente Excepcional mistura humor afiado e investigação policial com protagonista improvável
E se a pessoa mais brilhante da sala fosse justamente aquela que ninguém costuma notar? Essa é a provocação central de Uma Mente Excepcional, série criada por Drew Goddard para a ABC e inspirada na produção franco-belga HPI.
A trama acompanha Morgan Gillory, interpretada por Kaitlin Olson, uma mãe solteira de três filhos que trabalha como faxineira no Departamento de Polícia de Los Angeles. À primeira vista, ela parece apenas mais uma funcionária invisível nos corredores do prédio. Mas Morgan tem um QI de 160 e uma capacidade de observação fora do comum. Enquanto limpa mesas e organiza arquivos, ela absorve informações, identifica padrões e enxerga conexões que passam despercebidas até pelos investigadores mais experientes.
Tudo muda quando, quase por acaso, ela resolve um caso complexo apenas reorganizando provas que estavam fora de ordem. Seu raciocínio rápido e pouco convencional chama atenção da chefia, e Morgan é convidada a atuar como consultora civil na Divisão de Crimes Graves do Los Angeles Police Department (LAPD).
É aí que começa o verdadeiro conflito.
Morgan passa a trabalhar ao lado do detetive Adam Karadec, vivido por Daniel Sunjata. Metódico, disciplinado e adepto de protocolos rígidos, Karadec representa tudo o que Morgan não é. Enquanto ele confia em procedimentos e evidências formais, ela aposta na intuição, na leitura corporal e em associações aparentemente improváveis. O choque de estilos gera tensão constante — mas também resultados surpreendentes.
Completando o trio principal está Selena Soto, chefe da unidade interpretada por Judy Reyes, que precisa equilibrar os talentos extraordinários de Morgan com a necessidade de manter a credibilidade da divisão.
Apesar de seguir a estrutura clássica de casos semanais, Uma Mente Excepcional vai além do procedural tradicional. A série equilibra humor leve — muitas vezes puxado pelo jeito espontâneo e direto de Morgan — com drama familiar e mistério de longo prazo. Fora do trabalho, ela enfrenta os desafios reais de criar três filhos sozinha, lidar com contas atrasadas e com a sensação constante de não se encaixar em lugar nenhum.
Há ainda uma trama que atravessa os episódios e adiciona peso emocional à narrativa: o desaparecimento de Roman, pai de sua filha Ava, ocorrido 15 anos antes. Ao ganhar acesso aos recursos do LAPD, Morgan passa a investigar o caso por conta própria, determinada a descobrir o que realmente aconteceu. Essa busca pessoal humaniza a personagem e impede que a série se torne apenas mais uma história sobre “gênios excêntricos resolvendo crimes”.