O universo dos dramas BL (Boys’ Love) acaba de ganhar um novo e promissor título que promete emocionar, provocar e discutir temas profundos: Burnout Syndrome. Estrelado por dois dos nomes mais queridos e carismáticos da GMMTV — Gun Atthaphan Phunsawat (Leap Day, The Trainee e Cooking Crush: Uncut Version), Off Jumpol Adulkittiporn (Break Up Service, Midnight Motel e Astrophile) e Dew Jirawat Sutivanichsak (MuTeLuv, Leap Day e A Love So Beautiful) — o projeto acaba de ganhar um trailer intenso, melancólico e visualmente arrebatador, que já está mexendo com os fãs nas redes sociais. A estreia está marcada para o dia 26 de novembro. Abaixo, confira o trailer:
A trama acompanha Jira (Off Atthaphan), um jovem artista recém-formado que, apesar do talento, não consegue encontrar seu lugar no mundo. A sorte parece finalmente sorrir quando ele conhece Pheem (Dew Jirawat Sutivanichsak), um técnico de informática gentil e pragmático, com quem forma uma conexão imediata e intensa. No entanto, o encontro com Ko (Gun Jumpol) — um homem misterioso e manipulador — muda completamente o rumo da história.
Ao aceitar um emprego proposto por Ko, Jira se vê mergulhado em um ambiente caótico, onde arte, obsessão e poder se misturam. Dividido entre o conforto emocional que encontra em Pheem e a inspiração destrutiva provocada por Ko, ele entra em um ciclo de desejo e autodescoberta, confrontando seus próprios limites emocionais e criativos.
Direção sensível e nomes de peso nos bastidores
O drama é dirigido e roteirizado por Nuchy Anucha Boonyawatana, conhecida por seu olhar poético e pela habilidade em retratar dilemas existenciais com sutileza — algo que promete dar a Burnout Syndrome um tom mais maduro e introspectivo. O roteiro conta ainda com a colaboração de JittiRain, autora de sucessos como Theory of Love e 2gether: The Series, o que reforça as expectativas de que o novo BL trará diálogos afiados, personagens complexos e uma carga emocional intensa. As informações são do My Drama List.
Na produção executiva, estão nomes experientes como Tha Sataporn Panichraksapong, Da Darapa Choeysanguan e Ben Sethinun Jariyavilaskul, que garantem o padrão de qualidade já característico das produções tailandesas da GMMTV. Além do trio principal — Off, Gun e Dew — o elenco de apoio inclui Emi Thasorn Klinnium (Ing), AJ Chayapol Jutamas (Mawin) e Thor Thinnaphan Tantui (Ben). Cada um deles deve contribuir para a complexa rede de relações que o roteiro promete explorar.
Um retrato cru da síndrome de burnout
Como o próprio título indica, a série vai além do romance e mergulha nas consequências da exaustão emocional e criativa — um tema ainda pouco explorado nos dramas BL. Burnout Syndrome promete discutir o preço do sucesso, a pressão social e o impacto psicológico do perfeccionismo, temas especialmente relevantes para as novas gerações.
O caçador mais implacável do cinema voltou à ativa — e em grande estilo. Predador: Terras Selvagens chegou aos cinemas dos Estados Unidos com um desempenho digno de blockbuster: US$ 40 milhões arrecadados no primeiro final de semana, o maior número da história da franquia. O recorde anterior pertencia a Alien vs. Predador (2004), com US$ 38,2 milhões.
O desempenho do novo filme chega em um momento estratégico. Depois de um outubro fraco — o pior em quase três décadas nas bilheteiras americanas — o filme dirigido por Dan Trachtenberg, o mesmo de O Predador: A Caçada (Prey, 2022), reacende o entusiasmo dos estúdios e do público. A 20th Century Studios apostou em uma divulgação modesta, mas eficiente: poucos trailers, foco na atmosfera e uma ênfase quase total na protagonista vivida por Elle Fanning, que entrega uma atuação visceral, alternando fragilidade e coragem.
O longa teve sua estreia mundial no TCL Chinese Theatre, em Hollywood, no dia 3 de novembro, e chegou ao Brasil e Portugal no dia 6, com ampla distribuição feita em parceria com a Crunchyroll e a Disney, atual controladora do estúdio. A campanha discreta funcionou — o mistério foi o maior chamariz.
Uma caçada entre feras e fantasmas
Sexto filme live-action da franquia (e o nono, se contarmos spin-offs e crossovers), Terras Selvagens leva a história para um novo território — literal e emocionalmente. Ambientado nas vastas paisagens da Nova Zelândia, o longa transforma o cenário natural em uma personagem à parte: selvagem, silenciosa e ameaçadora.
Na trama, Elle Fanning vive uma jovem exilada de uma comunidade isolada que tenta sobreviver nas terras áridas conhecidas como “as Terras Selvagens”. Sua rotina muda quando um Predador surge na região, transformando a solidão em um campo de caça mortal. Ela se une a Tane (interpretado por Dimitrius Schuster-Koloamatangi), um guerreiro local que desconfia de suas intenções, e juntos precisam enfrentar tanto a criatura quanto os traumas que carregam.
Trachtenberg constrói um filme de ritmo lento e tenso, onde cada som na floresta carrega ameaça. O suspense cresce com o silêncio — um retorno ao terror de sobrevivência que tornou o primeiro Predador (1987) tão icônico. Mais do que tiros e sangue, o diretor quer que o público sinta o peso da solidão e o medo daquilo que não se vê.
As filmagens começaram em agosto de 2024, sob o título provisório Backpack, uma estratégia para manter o projeto em sigilo — a mesma usada em Prey. O diretor de fotografia Jeff Cutter, parceiro de Trachtenberg, cria aqui um visual quase hipnótico, equilibrando a beleza natural com o terror iminente.
A Nova Zelândia se impõe em cada plano: montanhas encobertas por névoa, florestas densas e horizontes que parecem infinitos. O isolamento dos personagens é palpável, e a natureza age como uma força impiedosa, tão perigosa quanto o próprio Predador. O filme aposta no realismo físico, evitando o CGI excessivo e valorizando locações reais e efeitos práticos — um detalhe que torna cada confronto mais intenso.
A franquia que se recusa a morrer
Desde 1987, quando Arnold Schwarzenegger enfrentou a criatura pela primeira vez no clássico dirigido por John McTiernan, Predador sobreviveu a altos e baixos, reboots e experimentos. Predador 2 (1990) levou a ação para o caos urbano; os crossovers com Alien dividiram os fãs; e O Predador (2018), de Shane Black, foi criticado por transformar o terror em espetáculo exagerado.
Tudo mudou com Prey (2022), uma história minimalista e visceral que resgatou o respeito da crítica ao focar na sobrevivência e não na destruição. Terras Selvagens segue esse mesmo caminho: um retorno à essência. É um filme sobre confronto e medo, mas também sobre humanidade, trauma e instinto.
O cenário cultural de Pernambuco ganha mais um marco histórico: foram anunciados os indicados à primeira edição do Prêmio aCena, uma celebração inédita que reconhece o talento, a resistência e a pluralidade da música e da vida noturna do estado. A iniciativa, idealizada pelo coletivo aCena Recifense, surge com o propósito de fortalecer o ecossistema artístico local e consagrar nomes que, em 2025, movimentaram pistas, palcos e corações por todo o território pernambucano.
A premiação, que acontecerá no dia 7 de dezembro, na Casa Bacurau, promete ser uma noite de homenagens, diversidade e reconhecimento, reafirmando o Recife — e Pernambuco como um todo — como um dos polos culturais mais criativos do país. As votações populares já estão abertas e podem ser realizadas até 30 de novembro, por meio de um formulário disponível neste link oficial.
Com 20 categorias que contemplam desde artistas e bandas até produtores culturais, fotógrafos, DJs, drags, estilistas e jornalistas, a seleção dos indicados foi feita por uma bancada de 26 jurados com diferentes áreas de atuação — um reflexo do caráter plural da iniciativa.
Além das categorias principais, o evento contará com dois reconhecimentos especiais:
Ícone d’aCena, homenagem a um artista cuja trajetória se tornou símbolo da cultura pernambucana.
Prêmio Tá com a Cena, voltado a figuras políticas que contribuíram significativamente para o fortalecimento das artes locais.
A força da noite e da música pernambucana
Quem conhece o Recife sabe: a cidade pulsa em ritmo de festa, resistência e criatividade. Dos palcos do Rec-Beat e do Coquetel Molotov às pistas da Club Metrópole e do Terra Café Bar, a capital e o interior do estado formam um caldeirão cultural único — onde o frevo, o brega, o forró e o pop se misturam em uma sonoridade inconfundível.
O Prêmio aCena surge justamente como um reconhecimento da importância dessa diversidade musical e da força das produções independentes. Ele não apenas celebra artistas consagrados, mas também dá espaço a novos nomes, produtores e espaços que fazem a engrenagem da cultura girar, muitas vezes de forma autônoma e colaborativa.
Os indicados que dão o tom da festa
A lista de indicados à primeira edição do prêmio reflete um retrato vibrante da produção cultural pernambucana em 2025.
Na categoria Espaço do Ano, nomes como Casa Bacurau, Club Metrópole, Concha Acústica e Alma Arte Café disputam o título de ponto de encontro mais marcante da noite recifense. Já entre os festivais, o destaque vai para eventos de peso como No Ar Coquetel Molotov 2024, Rec’N’Play 2025 e Rec-Beat 2025, que consolidam o estado como palco de inovação musical e cultural.
Quando o assunto é festa, a disputa esquenta ainda mais. Na categoria Festa do Ano, estão indicadas produções que dominaram as pistas e o imaginário do público, como Baile da Brota, Club Vittar, NBOMB, Pilhada, Tarantina e Soda.
Entre os produtores culturais, destaque para nomes como Allana Marques, Ana Garcia, Nadejda, TaraCrew e Victor Hugo Bione, que movimentaram bastidores e palcos com criatividade e ousadia.
Vozes e sons que definem uma geração
Na categoria Cantor do Ano, o leque é diverso e potente: Almério, Gomes, Isadora Melo, Joyce Alane, João Gomes, Relikia, Natascha Falcão e UANA representam diferentes vertentes e gerações da música pernambucana.
Já o Banda do Ano celebra coletivos musicais que mantêm vivo o espírito experimental e popular da cena, como Amigas do Brega, Bregadelic, Forró na Caixa, Mombojó e Orquestra Malassombro.
O brega, gênero que há décadas embala o coração e o cotidiano do povo pernambucano, também tem sua própria categoria. Entre os indicados a Artista Brega do Ano, nomes como Priscila Senna, Anderson Neiff, Rayssa Dias, Carina Lins e Raphaela Santos provam que o ritmo continua se reinventando e conquistando o país.
A arte em todas as formas
O Prêmio aCena vai além da música — ele também celebra a performance, a imagem, o estilo e o olhar artístico por trás da cena.
Na categoria Drag do Ano, brilham nomes que transformam o palco em resistência e espetáculo, como Safira Blue, Ruby Nox, Poseidon Drag, Mia J, Sayuri Heiwa e Violet Smalls. Já os estilistas como Allura Nox, Camila Ferza e Leopoldo Nóbrega mostram que a moda pernambucana está em plena efervescência, com criações que traduzem identidade e pertencimento.
A fotografia também tem seu espaço, com indicados como Alan Rodrigues, Aysha Diablo, Jezz Maia e Luara Guerra, responsáveis por eternizar momentos da cultura local com sensibilidade e potência.
E, é claro, não poderia faltar o reconhecimento aos DJs, verdadeiros maestros da noite. Nomes como Nadejda, Makeda, Vands, Lala K e IDLibra disputam o prêmio de DJ do Ano, representando o vigor das pistas pernambucanas, onde o som é ferramenta de expressão e liberdade.
Trilhas, produções e histórias em movimento
A categoria de Produtor Musical do Ano celebra quem trabalha nos bastidores para dar forma e textura ao som da cena. Entre os indicados, nomes como Filipe Guerra, Sofia Freire, Luccas Maia, Marley no Beat e Zoe Beats reforçam a importância da produção autoral e experimental no cenário atual.
Os álbuns e EPs que marcaram o ano também estão em disputa. Destaque para “Puro Transe” de Gomes, “Casa Coração” de Joyce Alane, “Universo de Paixão” de Natascha Falcão e “Virando Noite” de Guma, além do projeto colaborativo “Dominguinho” com João Gomes, Mestrinho e jota.pê, que homenageia o mestre sanfoneiro e mantém viva a tradição nordestina em novas roupagens.
Cultura popular e resistência
Nenhum panorama da arte pernambucana estaria completo sem a presença da cultura popular. Por isso, o prêmio dedica uma categoria especial a esses mestres e guardiões da tradição. Entre os indicados, nomes como Lia de Itamaracá, Maciel Salú, Mestre Anderson Miguel, Mãe Beth de Oxum e Afoxé Oyá Alaxé reafirmam o valor das expressões que formam a base da identidade cultural do estado.
O olhar da mídia e da influência cultural
O Prêmio aCena também reconhece o papel fundamental da comunicação e da divulgação cultural. Entre os influencers culturais indicados estão Caio Braz, Camy Moury, Carol Maloca, Ester D SAN e o perfil Guia Boêmio, que ajudaram a expandir o alcance da cultura local nas redes.
Na categoria Jornalista Cultural do Ano, nomes como Emannuel Bento, Maya Santos, Samantha Oliveira e Wanessa Lins representam uma geração de comunicadores que constroem pontes entre artistas e público, registrando a história viva da arte pernambucana.
Após uma passagem elogiada por dois dos maiores eventos de cinema do país, a Première Brasil do Festival do Rio 2025 e a 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, Quase Deserto finalmente chega às salas brasileiras em 27 de novembro. O novo longa-metragem de José Eduardo Belmonte carrega o espírito de descoberta que sempre acompanhou sua filmografia, mas desta vez amplia fronteiras, geográficas e simbólicas.
A produção foi inteiramente filmada em Detroit, cidade que se tornou quase um personagem dentro da história. Ali, entre prédios vazios e ruas que parecem suspensas no tempo, o diretor constrói um cenário que dialoga com abandono, memória e sobrevivência. A narrativa ganha vida através do trio formado por Angela Sarafyan, atriz armênio-americana conhecida por sua presença magnética em Westworld, pelo uruguaio Daniel Hendler, lembrado por seu trabalho sensível em O Abraço Partido, e pelo brasileiro Vinícius de Oliveira, que marcou gerações com Central do Brasil e aqui apresenta um novo amadurecimento artístico.
Belmonte descreve o filme como um “noir distorcido”, uma expressão que traduz a mistura de sombras, silêncios e tensões que compõem o enredo. Quase Deserto acompanha dois imigrantes latinos sem documentos e uma mulher americana que, por acaso, testemunham um assassinato em uma Detroit pós-pandemia. A cidade parece desprovida de vida humana, como se observasse seus próprios fantasmas. Diante da violência inesperada, os três personagens partem em uma jornada de fuga e reinvenção, carregando segredos, medos antigos e um desejo silencioso de recomeçar.
A força emocional do longa nasce tanto de sua trama quanto do significado que ele representa dentro da trajetória do diretor. Belmonte vive um momento de virada artística e profissional, motivado pela busca por novos modelos de coprodução que aproximem criadores de países diferentes. Essa ideia surge do desejo de expandir o alcance das histórias brasileiras, permitindo que temas, conflitos e sensibilidades do país encontrem ressonância em outros territórios. O diretor explica que compreender o Brasil de fora pode revelar nuances que, de perto, muitas vezes passam despercebidas. Para ele, comentar o país a partir de outra geografia amplia o olhar e cria pontes culturais que antes pareciam distantes.
Essa proposta de integração está presente em cada etapa do filme. A produção foi realizada em três idiomas, português, espanhol e inglês, refletindo os encontros e desencontros dos personagens. O longa é produzido por Rodrigo Sarti Werthein e Rune Tavares, com assinatura da ACERE, e conta com a participação da norte-americana We Are Films, da Filmes do Impossível e da Paramount Pictures. O roteiro, por sua vez, nasceu de uma colaboração criativa entre Belmonte, Carlos Marcelo e Pablo Stoll, roteirista conhecido pelo sucesso uruguaio Whisky.
Zootopia 2 chega aos cinemas carregando o peso de suceder uma das animações mais marcantes da última década. O filme original, lançado em 2016, conquistou o público ao combinar humor, aventura e uma crítica social ampla, situando seus personagens em uma metrópole vibrante onde conviviam diversidade e tensão. Agora, a continuação retoma esse universo de forma mais complexa, emocionalmente mais elaborada e disposta a expandir discussões que permanecem urgentes. A nova trama acompanha Judy Hopps e Robert Wilde em um ponto delicado de suas jornadas, revelando como feridas antigas influenciam não apenas o vínculo entre eles, mas a maneira como cada um encara suas convicções mais profundas.
A história ganha novo fôlego com a introdução da influente Família Lynxley, guardiã do Diário de Fundação, peça histórica que preserva a versão oficial das origens da cidade. Quando o artefato é roubado por Gary, uma cobra pertencente a uma espécie historicamente marginalizada após um episódio distorcido e mal interpretado, o filme deixa de lado qualquer expectativa de aventura convencional. O roubo funciona como catalisador para uma investigação maior: uma reflexão sobre memória, apagamento e a forma como versões oficiais moldam identidades coletivas. Nada é apresentado como mera coincidência; cada gesto aponta para feridas abertas e disputas por narrativas que definem quem pertence e quem permanece à margem.
Nibbles, especialista em répteis e relações interespécies, surge para equilibrar o enredo com frescor e profundidade. Sua presença cria conexões onde antes existiam muros, instigando Judy, Robert e o próprio público a enxergar além das tensões superficiais. Mais do que uma coadjuvante, ela funciona como mediadora em um debate sobre convivência e responsabilidade histórica. O grupo formado por Judy, Robert, Gary e Nibbles ressignifica o filme como uma travessia de escuta e reconciliação, destacando que conflitos sociais raramente são fruto de indivíduos isolados, mas sim de estruturas que perpetuam silêncios e desigualdades.
Apesar de lidar com temas densos, Zootopia 2 mantém o humor afiado que caracteriza a franquia. As cenas cômicas surgem no momento certo, oferecendo respiro emocional sem comprometer o impacto do drama. E é justamente no drama que o filme encontra seu núcleo mais pulsante, discutindo ancestralidade, identidades reprimidas, políticas de coexistência e a necessidade de revisar o passado com honestidade. A narrativa não idealiza a história da cidade; pelo contrário, questiona ativamente quem construiu essas memórias e por que algumas vozes foram excluídas.
Ao invés de tentar superar o primeiro filme em grandiosidade, a continuação opta por amadurecer. Reconhece que seu público cresceu e ajusta o tom para acompanhar essa evolução. A obra abraça silêncios, incertezas e recomeços, entendendo que histórias verdadeiras se fortalecem quando enfrentam suas próprias sombras. É um filme que se permite desacelerar para aprofundar, ao invés de acelerar para impressionar.
No desfecho, a continuação se revela não apenas competente, mas necessária. Judy e Robert emergem mais complexos e vulneráveis, enquanto Gary e Nibbles ampliam o escopo emocional e político da trama com novas perspectivas. Zootopia, sempre vibrante, mostra que ainda possui muito a aprender sobre si mesma. A obra reafirma que memórias não devem ser apagadas, mas revisitadas e reconstruídas com responsabilidade. O resultado é um filme que não se limita a continuar uma história, mas a expandi-la com propósito e sensibilidade.
A Universal Pictures oficializou o lançamento do trailer de “Obsessão”, nova aposta do gênero dirigida por Curry Barker (Milk & Serial / The Chair). O longa chega ao grande público após uma trajetória vitoriosa em 2025, onde acumulou elogios no Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF) e conquistou o prestigiado Grande Prêmio do Público no Festival de Sitges, na Espanha, consolidando-se como um fenômeno antes mesmo de sua estreia comercial, prevista para 2026. Abaixo, confira o vídeo:
A trama acompanha Bear, interpretado por Michael Johnston (Teen Wolf / Inversion / The Inbetweeners / Slash), um funcionário de uma loja de música que personifica o “romântico incurável”. Em um momento de desespero emocional, Bear adquire o “Salgueiro de Um Desejo”, um artefato místico que promete realizar sonhos. Ao danificar o objeto durante um pedido para que sua amiga de infância se apaixone por ele, o protagonista desencadeia uma distorção na realidade: o amor surge, mas manifesta-se como uma patologia violenta e sobrenatural.
O peso dramático da obra repousa em um elenco versátil. A contraparte de Johnston é Inde Navarrette (Superman e Lois / 13 Reasons Why / Wander Darkly / Kids of the Black Hole), que interpreta Nikki. A atriz é amplamente elogiada pela transição física exigida pelo papel, evoluindo de uma jovem solar para uma figura de obsessão absoluta.
O suporte narrativo conta com Cooper Tomlinson (Milk & Serial / The Chair / Prank / Tales from the Grill), que retoma a parceria de sucesso com o diretor Barker. Somam-se a ele Megan Lawless (O Ódio que Você Semeia / The Sound of Magic / Echoes / Mayans M.C.) e o veterano Andy Richter (Conan / Arrested Development / Madagascar / Elf / Santa Clarita Diet). A presença de Richter é uma das mais comentadas pela crítica, uma vez que o ator se afasta de sua persona cômica tradicional para explorar tons mais sombrios e enigmáticos.
A produção executiva de Jason Blum (Corra! / Atividade Paranormal / Uma Noite de Crime / Fragmentado / Sobrenatural) garante ao filme o selo de qualidade da Blumhouse Productions, conhecida por revitalizar o terror moderno com orçamentos inteligentes e conceitos originais. No time de produtores, figuram nomes experientes como James Harris (47 Metros Para Baixo / A Queda / Medo Profundo / O Barco do Medo) e Christian Mercuri (Atentado ao Hotel / Refém do Jogo / Plano de Invasão / O Estrangeiro).
A direção de Barker foca no desconforto psicológico derivado do livre-arbítrio violado. Ao contrário de vilões externos, o antagonismo em “Obsessão” nasce da própria afeição de Nikki. À medida que Bear tenta reverter o feitiço, ele descobre que o “Salgueiro de Um Desejo” cobra um preço que vai além da sanidade, afetando todos ao redor, incluindo os personagens de Tomlinson e Lawless.
A sensação de inquietação que marcou gerações de fãs do terror pós-apocalíptico está de volta. Extermínio: O Templo dos Ossos acaba de ganhar um novo trailer oficial, que amplia ainda mais a trama sombria do aguardado longa. O vídeo destaca o olhar da diretora Nia DaCosta (Candyman, As Marvels) e apresenta cenas inéditas que reforçam o clima brutal, desesperador e visceral que consagrou a franquia iniciada com 28 Dias Depois.
Desde sua estreia em 2002, a franquia se tornou um divisor de águas dentro do cinema de terror. Ao retratar uma Grã-Bretanha devastada pelo chamado Vírus da Raiva, o filme dirigido por Danny Boyle (Quem Quer Ser um Milionário?, Trainspotting) e escrito por Alex Garland (Ex Machina, Aniquilação) redefiniu o gênero ao misturar horror extremo com uma abordagem quase intimista sobre solidão, colapso social e sobrevivência. Com o passar dos anos, a franquia ganhou status cult e seguiu se expandindo, culminando agora em Extermínio: O Templo dos Ossos, quarto capítulo da saga, que promete um retorno ainda mais intenso a esse mundo destruído, explorando novas facetas do medo e do comportamento humano quando toda esperança parece ter desaparecido.
A escolha de Nia DaCosta para dirigir Extermínio: O Templo dos Ossos chamou atenção desde o anúncio. A cineasta assume o desafio de comandar um universo já consolidado, mas imprime sua própria identidade à narrativa. Seu olhar se volta especialmente para os personagens, priorizando as reações humanas diante do medo constante, da violência cotidiana e da ausência de um futuro claro. Em vez de apenas encenar situações extremas, o filme busca fazer o público se sentir parte daquele mundo, compartilhando o desespero, as escolhas difíceis e as consequências inevitáveis de cada decisão.
Ambientado após os eventos do filme anterior, O Templo dos Ossos acompanha Spike, um jovem que acaba recrutado para a gangue de assassinos acrobáticos liderada por Sir Jimmy Crystal. Em uma Grã-Bretanha completamente devastada pelo Vírus da Raiva, esses grupos surgem como uma mistura inquietante de sobreviventes, mercenários e figuras quase míticas, que transformaram a violência em espetáculo. Enquanto Spike tenta se adaptar a essa realidade brutal, outra linha narrativa ganha força com o Dr. Ian Kelson, um médico que inicia um relacionamento inesperado capaz de provocar consequências profundas e potencialmente transformadoras para o futuro daquele mundo em ruínas.
O elenco reúne nomes de peso para sustentar o impacto emocional da história. Ralph Fiennes (O Paciente Inglês, A Lista de Schindler) se destaca como um dos principais rostos da produção, trazendo sua presença marcante para um universo onde autoridade e moralidade estão constantemente em conflito. Jack O’Connell (Invencível), Alfie Williams, Erin Kellyman (Han Solo: Uma História Star Wars) e Chi Lewis-Parry completam o time, dando vida a personagens complexos, moldados por anos de sobrevivência em um mundo sem regras claras.
Nos bastidores, um detalhe chamou atenção dos fãs mais atentos. A presença de Cillian Murphy (Peaky Blinders, Oppenheimer) durante as filmagens em setembro de 2024, em Ennerdale, Cumbria, reacendeu especulações e teorias. Embora sua participação não tenha sido oficialmente confirmada, o retorno do protagonista do primeiro filme da franquia levanta expectativas sobre possíveis conexões diretas com os capítulos iniciais da saga.
As filmagens principais começaram em 19 de agosto de 2024 e ocorreram simultaneamente às de 28 Anos Depois, longa que antecede diretamente O Templo dos Ossos. Essa estratégia garantiu maior coesão narrativa e visual entre os filmes. Um dos grandes destaques da produção é o cenário do Templo dos Ossos, construído especialmente em Redmire, North Yorkshire.
A tarde de segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, promete ser especial para quem estiver em casa. A TV Globo exibe na Sessão da Tarde o filme Gato de Botas 2: O Último Pedido, uma animação que vai muito além da aventura divertida e entrega uma história surpreendentemente emocional, capaz de conversar tanto com crianças quanto com adultos. As informações são do AdoroCinema.
Logo no começo, o público reencontra o Gato de Botas exatamente como ele sempre foi conhecido: confiante, barulhento e absolutamente convencido de que é invencível. Em Del Mar, ele resolve celebrar sua fama com uma grande festa, mas a comemoração acaba despertando um gigante adormecido. Mesmo conseguindo salvar a cidade, o herói paga um preço alto e acaba morrendo de forma inesperada. Quando acorda no hospital, recebe a notícia que muda tudo: ele já gastou oito de suas nove vidas.
A partir desse momento, o filme muda de tom. Pela primeira vez, o Gato sente medo de verdade. A ideia de não poder voltar à vida como sempre fez o abala profundamente, especialmente depois de cruzar o caminho de um lobo misterioso, silencioso e ameaçador. Assustado, ele decide abandonar a vida de aventuras e se esconder em um abrigo para gatos, tentando viver de forma anônima e segura.
É nesse período que surge Perrito, um cachorro pequeno, ingênuo e extremamente carinhoso, que enxerga o mundo com esperança, mesmo depois de tantas dificuldades. A amizade entre os dois nasce de forma simples, mas se torna essencial para a jornada emocional do protagonista. Perrito acaba sendo o coração do filme, lembrando o tempo todo que coragem também pode vir da vulnerabilidade.
A tranquilidade, no entanto, não dura muito. O Gato descobre a existência de uma estrela mágica capaz de realizar um único desejo, e vê ali a chance de recuperar suas vidas perdidas. Determinado a encontrá-la, ele acaba se reencontrando com Kitty Pata Mansa, sua antiga parceira e grande amor, com quem deixou muitas feridas abertas no passado. Ao mesmo tempo, outros personagens também entram na disputa pelo desejo, incluindo João Trombeta e a peculiar família de Cachinhos Dourados e os Três Ursos.
A busca pela estrela leva o grupo até a Floresta Sombria, um lugar mágico que muda de forma conforme quem carrega o mapa. Enquanto Gato e Kitty enfrentam cenários assustadores, Perrito caminha por paisagens coloridas e tranquilas. Essa diferença visual reforça o estado emocional de cada personagem e mostra como o medo, a culpa e a esperança moldam a forma como cada um enxerga o mundo.
Ao longo da jornada, o Gato é forçado a encarar não apenas inimigos externos, mas principalmente suas próprias falhas. Ele precisa lidar com o peso de ter sido egoísta, de ter fugido do compromisso com Kitty e de sempre acreditar que teria infinitas chances. O confronto com a Morte, que surge como um personagem marcante e simbólico, transforma a aventura em uma reflexão sobre escolhas, responsabilidade e o valor de cada vida.
Lançado nos cinemas em 2022, Gato de Botas 2: O Último Pedido surpreendeu ao conquistar público e crítica. O filme cresceu com o boca a boca, se destacou pelo visual estilizado e pelo roteiro sensível, e ultrapassou os 480 milhões de dólares em bilheteria mundial. Mais do que números, conquistou espaço por tratar temas profundos de forma acessível, sem perder o humor e o charme característicos da franquia.
A Universal Pictures anunciou a abertura da venda de ingressos para as sessões antecipadas de “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”, novo longa-metragem dirigido por Chloé Zhao (Nomadland, Eternos). O filme terá exibições especiais nos dias 9 e 10 de janeiro, antecedendo sua estreia oficial nos cinemas brasileiros, marcada para 15 de janeiro.
Baseado no romance homônimo da escritora Maggie O’Farrell, vencedor de diversos prêmios literários, o longa tem se destacado no circuito internacional. A produção conquistou o Prêmio do Público no Festival Internacional de Cinema de Toronto e foi exibida como filme de encerramento do Festival do Rio 2025, consolidando-se como um dos títulos mais comentados da temporada.
O elenco é liderado por Jessie Buckley (Entre Mulheres, A Filha Perdida), vencedora do Critics Choice Awards, e Paul Mescal (Aftersun, Gladiador II). Buckley interpreta Agnes, esposa de William Shakespeare, papel vivido por Mescal, em uma narrativa que acompanha os desafios pessoais enfrentados pela família do dramaturgo no século XVI.
A trama se concentra no impacto emocional da perda de Hamnet, filho do casal, e nas transformações provocadas por esse acontecimento. Com abordagem intimista e sensível, o filme investiga temas como luto, memória e criação artística, sugerindo como experiências pessoais profundas podem influenciar obras que atravessam gerações, como “Hamlet”.
Nos bastidores, a produção reúne nomes de grande prestígio. Steven Spielberg (A Lista de Schindler, Os Fabelmans) e Sam Mendes (1917, Beleza Americana) assinam como produtores. O roteiro foi desenvolvido pela própria Chloé Zhao em parceria com Maggie O’Farrell, mantendo fidelidade emocional ao material literário. A direção de fotografia fica a cargo de Łukasz Żal (Guerra Fria, Ida), conhecido por sua estética sofisticada e narrativa visual expressiva.
As filmagens aconteceram no País de Gales, entre julho e setembro de 2024. O elenco de apoio inclui ainda Joe Alwyn (A Favorita, Conversas entre Amigos) e Emily Watson (Ondas do Destino, Chernobyl). A distribuição internacional é realizada pela Universal Pictures, por meio do selo Focus Features.
A Universal Pictures acaba de divulgar o cartaz IMAX de “EPIC: Elvis Presley in Concert”, um projeto ambicioso que reforça o fascínio eterno em torno de Elvis Presley. Dirigido por Baz Luhrmann, o mesmo cineasta que levou mais de um milhão de brasileiros aos cinemas com Elvis em 2022, o longa chega com a proposta de oferecer uma experiência cinematográfica intensa, emocional e completamente imersiva.
Mais do que um filme de música, EPIC se apresenta como uma celebração da presença de palco e da força artística de Elvis em seu auge. Considerado o Rei do Rock & Roll, o cantor venceu cinco prêmios Grammy e segue como um fenômeno cultural sem precedentes. Mesmo décadas após sua morte, Elvis permanece como o artista solo mais vendido da história, com cerca de 1 bilhão de discos comercializados em todo o mundo, segundo o Guinness World Records.
Com estreia marcada para 26 de fevereiro nos cinemas, o longa terá distribuição da Universal Pictures e aposta no formato IMAX para potencializar a grandiosidade das performances. A ideia é fazer o público sentir como se estivesse diante do palco, acompanhando cada gesto, cada nota e cada reação que transformaram Elvis em um símbolo universal da música e do entretenimento.
A origem do filme é tão surpreendente quanto o próprio artista. Durante as pesquisas para seu longa anterior, Baz Luhrmann mergulhou nos arquivos históricos ligados a Elvis e acabou encontrando um material considerado perdido. Dezenas de caixas de filmagens em 35mm e 8mm estavam armazenadas em antigas minas de sal no Kansas, nos Estados Unidos. Ali estavam registros raríssimos de shows, ensaios e bastidores, incluindo cenas descartadas de Elvis: That’s the Way It Is e Elvis on Tour.
Entre os achados mais impressionantes estão imagens da lendária apresentação de Elvis usando o casaco dourado, no Havaí, em 1957, além de entrevistas nunca antes ouvidas. O desafio era que grande parte desse material não possuía áudio. Ao longo de dois anos, a equipe liderada por Luhrmann se dedicou à restauração minuciosa das imagens e à sincronização com gravações sonoras originais, reconstruindo momentos históricos com tecnologia de ponta.
Durante esse processo, outra descoberta tornou o projeto ainda mais especial: uma gravação de áudio de aproximadamente 45 minutos, na qual Elvis fala abertamente sobre sua vida, sua trajetória e seus sentimentos longe dos holofotes. Esse registro raro se tornou o coração emocional de EPIC, permitindo que o público conheça não apenas o ícone, mas o homem por trás da fama.
Para Baz Luhrmann, o filme foge de qualquer definição simples. Segundo o diretor, EPIC não é apenas um documentário tradicional nem um filme-concerto convencional. A proposta é criar algo novo, que respeite a dimensão quase mítica de Elvis, mas que também revele sua sensibilidade, suas inquietações e sua humanidade. É um olhar íntimo sobre alguém que passou a vida sob os holofotes, mas que ainda guardava muito para si.
Ao longo de 2025, o cineasta dividiu com os fãs pequenos vislumbres do projeto em suas redes sociais, mostrando trechos do processo de restauração e edição. Algumas dessas publicações incluíram performances icônicas, reacendendo a curiosidade e a emoção de admiradores ao redor do mundo. A expectativa cresceu ainda mais quando imagens do filme foram exibidas em uma apresentação especial da Sony Music Vision.
A estreia mundial de EPIC: Elvis Presley in Concert aconteceu no Festival Internacional de Cinema de Toronto, onde o longa foi recebido como uma homenagem potente e sensível a um artista que redefiniu a música popular. Agora, com sua chegada aos cinemas, o filme promete emocionar tanto fãs de longa data quanto novas gerações que continuam descobrindo Elvis.