O Morro dos Ventos Uivantes | Nova adaptação ganha trailer e promete reviver o clássico de Emily Brontë

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O clássico da literatura inglesa O Morro dos Ventos Uivantes, escrito por Emily Brontë em 1847, ganha uma nova adaptação cinematográfica, trazendo uma abordagem gótica e psicológica para os cinemas. A obra é reconhecida por suas intensas emoções, conflitos familiares e paixões arrebatadoras que atravessam gerações. Com o primeiro trailer já lançado, a produção desperta grande expectativa entre fãs do livro e do cinema dramático.

A narrativa se concentra em duas famílias – os Earnshaw e os Linton – cujas vidas se entrelaçam de forma turbulenta. A história é apresentada pelo Sr. Lockwood, inquilino de Thrushcross Grange, que conhece os acontecimentos de Wuthering Heights através da governanta Nelly Dean. O cerne da trama é o amor intenso e conturbado entre Heathcliff, um órfão adotado pelo Sr. Earnshaw, e Catherine Earnshaw, filha da família. Entre amor, ódio e vingança, os protagonistas enfrentam dilemas que moldam não apenas suas vidas, mas também o destino das famílias ao seu redor, tudo ambientado na paisagem tempestuosa de Yorkshire, quase um personagem à parte na história.

A adaptação é escrita, dirigida e produzida por Emerald Fennell (Promising Young Woman, Saltburn), cineasta conhecida por seu olhar sensível e provocador, que combina drama psicológico e intensidade emocional. Fennell promete uma versão fiel ao espírito do romance, mas com uma linguagem cinematográfica contemporânea que conecta o público moderno à obra do século XIX.

Elenco principal

No papel de Catherine Earnshaw, Margot Robbie (O Lobo de Wall Street, Barbie) lidera o elenco, trazendo não apenas sua experiência como atriz, mas também seu papel como produtora pelo selo LuckyChap Entertainment. Robbie já demonstrou parceria com Emerald Fennell em Promising Young Woman e Saltburn, garantindo alinhamento criativo e uma interpretação profunda da protagonista, entre inocência, força e vulnerabilidade.

Jacob Elordi (Euphoria, Saltburn) interpreta Heathcliff, personagem central da trama. Conhecido por sua intensidade dramática, Elordi encara o papel do órfão que cresce sob traumas e desenvolve um amor obsessivo por Catherine. Sua escolha gerou debate, já que Heathcliff é descrito no livro como de pele escura, mas a diretora Emerald Fennell enfatizou a prioridade de explorar a química emocional entre os protagonistas.

A jovem Charlotte Mellington assume a versão infantil de Catherine, dando vida à inocência, curiosidade e primeiras descobertas da personagem. Ao lado dela, Owen Cooper interpreta o jovem Heathcliff, retratando as origens de seu caráter complexo e a semente do amor e do ressentimento que marcarão sua vida. Ambos são estreantes no cinema, trazendo frescor e naturalidade à narrativa.

Hong Chau (O Grito do Silêncio, The Whale) vive Nelly Dean, a governanta que conhece todos os segredos das famílias Earnshaw e Linton e funciona como narradora da história. Sua interpretação promete equilibrar empatia e firmeza, conduzindo o público pelos dramas que se desenrolam em Wuthering Heights. Vy Nguyen, que faz sua estreia cinematográfica, interpreta a jovem Nelly, revelando a origem da personagem e seu vínculo com as famílias que serve.

Entre os Linton, Shazad Latif (Star Trek: Discovery, Homeland) assume Edgar Linton, personagem refinado, sensível e educado, contrapondo-se ao temperamento intenso de Heathcliff. Sua atuação promete evidenciar o lado mais racional e emocionalmente contido da história. Alison Oliver (Saltburn) interpreta Isabella Linton, irmã de Edgar, cuja trajetória e escolhas impactam diretamente a relação entre as famílias e a evolução do conflito central.

Complementando o elenco, Martin Clunes e Ewan Mitchell trazem experiência e presença aos papéis de figuras secundárias, mas essenciais para o desenvolvimento do enredo. Seus personagens adicionam profundidade às relações familiares e servem como contrapontos às paixões intensas de Catherine e Heathcliff.

Produção e desenvolvimento

Emerald Fennell anunciou o projeto em julho de 2024, revelando seu interesse em trazer uma adaptação cinematográfica intensa e fiel ao romance. Em setembro do mesmo ano, Margot Robbie e Jacob Elordi foram confirmados como protagonistas, consolidando uma parceria de confiança que já havia se mostrado bem-sucedida em Saltburn (2023). Robbie, além de atuar, assume a produção do filme, garantindo alinhamento entre visão artística e execução.

A disputa pelos direitos de distribuição chamou atenção em outubro de 2024, quando a Netflix ofereceu US$ 150 milhões. No entanto, Fennell e Robbie optaram por um lançamento tradicional nos cinemas, buscando uma experiência completa para o público. A Warner Bros. Pictures venceu a disputa com US$ 80 milhões, atendendo à exigência da diretora e da produtora de garantir uma campanha de marketing significativa e ampla distribuição.

Filmagens e locações

A fotografia principal aconteceu no Reino Unido entre janeiro e abril de 2025, utilizando câmeras VistaVision de 35 mm, que captam detalhes e cores de forma impressionante. O diretor de fotografia, Linus Sandgren (La La Land, Nope), trabalhou na construção de imagens que refletem a intensidade emocional dos personagens e a dramaticidade do cenário natural.

O filme foi rodado em locações icônicas nos Yorkshire Dales, incluindo os vales de Arkengarthdale e Swaledale, a vila de Low Row e o Parque Nacional Yorkshire Dales. As paisagens reforçam a atmosfera gótica do romance, com ventos uivantes, colinas sombrias e casas isoladas que contribuem para a sensação de isolamento e tensão emocional. Além disso, os Sky Studios Elstree receberam cenas internas, permitindo um design detalhado que contrasta a austeridade de Wuthering Heights com a elegância de Thrushcross Grange.

Trilha sonora e identidade sonora

A trilha sonora do filme será composta por Anthony Willis, responsável por criar ambientes sonoros que reforçam o drama e a tensão das cenas. Para adicionar um toque contemporâneo, Charli XCX contribuirá com canções originais, estabelecendo uma conexão entre passado e presente. A música, elemento essencial em filmes góticos e dramáticos, promete intensificar a experiência emocional do público, tornando cada cena ainda mais impactante.

Desafios e relevância da adaptação

Adaptar O Morro dos Ventos Uivantes é um desafio devido à densidade do romance e à complexidade de seus personagens. A obra de Brontë é conhecida por suas múltiplas camadas narrativas, incluindo a intercalada história do Sr. Lockwood e de Nelly Dean, que exige atenção para não perder coerência na tela. Fennell precisou equilibrar fidelidade ao texto com linguagem cinematográfica moderna, criando uma experiência envolvente para o público contemporâneo.

A escolha de Jacob Elordi como Heathcliff, apesar de gerar debate sobre representatividade racial, demonstra a prioridade da diretora em explorar a intensidade emocional e a química entre os protagonistas, aspectos centrais para contar esta história de amor e ódio

Resenha – Esqueça o Meu Nome é um quadrinho que transforma lembrança em ferida

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Foto: Reprodução/ Almanaque Geek

Zerocalcare nunca foi um autor de histórias leves — e ainda bem. Em Esqueça o Meu Nome, sua nova graphic novel, o quadrinista italiano mais vendido da atualidade entrega algo ao mesmo tempo confessional e desconcertante: um mergulho em suas próprias memórias, onde realidade e fantasia se confundem a ponto de o leitor não saber mais onde termina o trauma e começa a invenção.

O ponto de partida é simples — a morte da avó —, mas nada em Zerocalcare é simples de verdade. A perda desencadeia uma avalanche de lembranças, culpas e perguntas que ele nunca quis fazer. O resultado é um retrato honesto e melancólico de um homem tentando entender o que sobrou de si depois que a infância foi embora.

Quando o luto vira labirinto

O autor transforma o luto em um labirinto visual e emocional. Cada quadro parece desenhado com a mão trêmula de quem ainda está tentando processar o que viveu. As linhas são imperfeitas — propositalmente —, e nelas há algo de cru, quase desconfortável. É o tipo de arte que não quer agradar, quer atingir.

A HQ alterna momentos de lembrança real com delírios fantásticos, monstros simbólicos e cenas que beiram o pesadelo. E isso funciona porque o leitor entende: a dor não é linear. O que Zerocalcare faz é materializar o caos interno, transformar a memória em algo palpável — mesmo que isso doa.

A infância como campo de batalha

Há uma ideia forte que atravessa todo o livro: a de que crescer é uma espécie de traição. Ao revisitar o passado, o autor percebe que a inocência não desaparece de repente — ela é arrancada aos poucos, junto com a fé em quem éramos. A avó, nesse contexto, é mais do que uma figura familiar: é o último elo com o que foi puro, antes que o peso da sociedade e da culpa tomasse conta.

E é nessa camada que Zerocalcare mostra maturidade narrativa. Ele não idealiza o passado — expõe suas rachaduras. A casa da avó, os objetos esquecidos, as fotos antigas, tudo serve como espelho de um protagonista que tenta entender de onde veio e, principalmente, por que ainda não sabe para onde vai.

Arte que sangra

Visualmente, o quadrinho é de um vigor impressionante. Zerocalcare domina o contraste entre cores fortes e sombras densas, criando uma atmosfera entre o sonho e o pesadelo. As criaturas que habitam suas páginas não são monstros externos — são os medos, as lembranças e as culpas que ele carrega.

Ainda assim, há beleza na dor. As cores gritam, os traços tremem, mas há uma sensibilidade quase poética em cada quadro. É arte feita de cicatrizes — e, curiosamente, é aí que ela se torna universal.

Um livro que exige entrega

“Entre o que fica e o que vai”, Zerocalcare entrega uma história corajosa, mas que também pode afastar quem espera algo mais “linear”. O ritmo é fragmentado, as transições são abruptas e a mistura entre realidade e delírio exige do leitor mais atenção do que costumeiramente se pede em uma HQ.

Mas talvez seja esse o ponto: a vida também não tem roteiro. E o autor não tenta organizar o caos — apenas desenhá-lo. O resultado é uma obra que incomoda, emociona e, acima de tudo, fica com você depois que termina.

Crítica – Nascido para Vencer é uma jornada de redenção com coração, lutas e clichês

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Nascido para Vencer apresenta uma trama que, embora siga o caminho familiar de filmes sobre luta e superação, se destaca por um toque humano capaz de manter o espectador envolvido do começo ao fim. A história gira em torno de Mickey Kelley (interpretado por Sean Patrick Flanery), um homem que busca redenção após se afastar do mundo das artes marciais, tentando reconstruir sua vida e encontrar equilíbrio com sua família. O enredo, com sua abordagem sobre a luta interna contra as adversidades da vida, é um clássico exemplo de superação, um tema sempre emocionante e profundo. A transição de Mickey de um campeão de jiu-jitsu para um homem em busca de uma vida mais pacífica é retratada de forma eficaz, equilibrando cenas de ação intensas com momentos de introspecção, que revelam suas vulnerabilidades e dilemas pessoais.

Porém, como é comum no gênero, a narrativa peca ao cair em alguns clichês e padrões previsíveis, o que tira um pouco da originalidade da trama. Mesmo assim, o filme consegue manter o interesse do público com seu ritmo envolvente e as atuações sólidas do elenco. Sean Patrick Flanery faz um trabalho convincente ao interpretar Mickey, conseguindo transmitir tanto a vulnerabilidade quanto a força interior de seu personagem, o que faz com que o público se conecte emocionalmente com sua jornada. Dennis Quaid, como o mentor de Mickey, traz uma performance emocionalmente rica, com uma sensibilidade que complementa bem o papel de guia do protagonista. No entanto, o filme não se aprofunda tanto nos personagens secundários, que, embora bem interpretados, acabam sendo bastante superficiais, não deixando um impacto duradouro.

A química entre Flanery e Katrina Bowden, que interpreta a esposa de Mickey, é um dos pontos positivos, e embora o roteiro ofereça uma boa dinâmica entre o casal, há uma sensação de que esse relacionamento poderia ter sido mais explorado, revelando mais sobre as complexidades dessa parceria e os desafios que ela enfrenta. A relação deles, que é uma parte central da jornada de Mickey, se sente um pouco negligenciada, o que impede o filme de atingir seu potencial máximo de profundidade emocional.

No que diz respeito à ação, o filme não decepciona. As cenas de luta são bem executadas, intensas e realistas, com coreografias de MMA e jiu-jitsu que agradam os fãs do esporte. A energia das lutas é bem capturada, e isso mantém a tensão alta, mesmo nas cenas mais calmas. No entanto, a ausência de um grande conflito ou de uma reviravolta impactante no enredo faz com que o filme não se destaque tanto entre outros do mesmo gênero. Apesar disso, Nascido para Vencer ainda oferece uma história inspiradora de superação, honra e redenção pessoal, tocando em temas universais de luta, perda e recomeço.

Em resumo, embora o filme tenha seus méritos, como uma execução técnica eficiente, atuações consistentes e uma mensagem positiva, ele peca pela previsibilidade e pela falta de um elemento surpreendente que o faça se destacar no gênero. Para quem busca uma trama simples, porém emocionante, pode ser uma boa escolha de entretenimento, mas aqueles que esperam algo mais inovador e imprevisível podem achar a experiência um pouco aquém das expectativas.

Domingo Maior aposta em suspense intenso com “Aqueles Que Me Desejam a Morte” na noite de hoje (28)

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O Domingo Maior de hoje, 28 de dezembro, aposta em um suspense intenso e atmosférico com a exibição de Aqueles Que Me Desejam a Morte, produção que coloca o espectador no centro de uma caçada implacável em meio à natureza selvagem. Estrelado por Angelina Jolie (Malévola, Sr. & Sra. Smith), o filme combina ação, drama psicológico e elementos de neo-western em uma história marcada pela sobrevivência, culpa e redenção.

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, a trama acompanha um adolescente que se torna a única testemunha de um assassinato envolvendo interesses poderosos. A partir daí, ele passa a ser perseguido por assassinos profissionais dispostos a tudo para silenciá-lo. Para protegê-lo, surge Hannah, uma experiente especialista em sobrevivência que vive isolada em uma torre de observação florestal. Assombrada por erros do passado, ela vê nessa missão uma chance de se redimir — mesmo sabendo que o perigo é maior do que qualquer coisa que já enfrentou.

Enquanto a perseguição avança, um incêndio florestal de grandes proporções se espalha rapidamente, transformando a floresta de Montana em um labirinto mortal. O fogo deixa de ser apenas pano de fundo e passa a atuar como uma força narrativa constante, aumentando a sensação de urgência e claustrofobia, mesmo em um cenário aberto.

Dirigido por Taylor Sheridan (A Qualquer Custo, Yellowstone), o longa se destaca por tratar seus personagens com profundidade emocional. Hannah está longe de ser uma heroína tradicional: suas fragilidades e medos são expostos em cada decisão, tornando sua jornada mais humana e crível. Sheridan aposta menos em explosões gratuitas e mais em tensão contínua, construída a partir do silêncio, da paisagem e das escolhas morais.

O elenco de apoio reforça o peso dramático da história. Nicholas Hoult (Mad Max: Estrada da Fúria, X-Men) interpreta um dos antagonistas com frieza calculada, enquanto Jon Bernthal (The Walking Dead, O Justiceiro) traz intensidade a um personagem marcado por conflitos internos. Aidan Gillen (Game of Thrones, Peaky Blinders) completa o time com uma presença ameaçadora, e Finn Little (Yellowstone) entrega uma atuação sensível como o jovem em fuga, equilibrando vulnerabilidade e coragem.

Baseado no romance homônimo de Michael Koryta, o filme teve sua produção anunciada em 2019 e foi rodado no Novo México, cenário escolhido para potencializar a aridez e a sensação de isolamento da narrativa. A trilha sonora composta por Brian Tyler (Velozes e Furiosos, Os Mercenários) intensifica o suspense e acompanha de forma precisa os momentos mais críticos da trama.

No Mega Sonho deste sábado (09), Marcelo de Carvalho recebe Adryana Ribeiro, Albert Bressan, Ana Paula e Antony Marquez

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Foto: Reprodução/ Internet

Neste sábado, 9 de agosto, o Mega Sonho promete aquecer a noite da RedeTV! com uma edição especial que reunirá dois casais convidados para desafiar seus limites, testar sua sintonia e, claro, tentar levar para casa o prêmio milionário. Apresentado por Marcelo de Carvalho, o game show vai colocar lado a lado Adryana Ribeiro e Albert Bressan, e Ana Paula e Antony Marquez — casais que trazem histórias de vida inspiradoras e um misto de talento, estratégia e bom humor para a disputa.

Adryana Ribeiro é uma das vozes mais emblemáticas da música brasileira, especialmente no universo do samba e do pagode. Com uma trajetória que ultrapassa três décadas, a cantora conquistou seu espaço ao cantar as alegrias, dores e paixões do cotidiano brasileiro. Entre seus hits, “Fim de Noite” é um marco que não apenas embalou gerações, mas também reafirmou seu talento e carisma.

Ao seu lado, na disputa do Mega Sonho, está Albert Bressan, empresário e marido de Adryana, cuja história de amor desafia conceitos tradicionais de relacionamento. Apesar de casados, o casal opta por morar em apartamentos separados, uma escolha que muitos poderiam questionar, mas que para eles é sinônimo de respeito, liberdade e equilíbrio. “Dividir o mesmo teto não é sinônimo de sintonia”, afirmou Adryana em entrevistas recentes, mostrando que o que importa é a conexão emocional e a cumplicidade — algo que, no palco do game show, ficará evidente.

A participação dos dois no programa é uma oportunidade única de mostrar que o amor e a parceria podem ter múltiplas formas, e que a confiança entre duas pessoas é o que faz a diferença quando é hora de superar desafios.

Enquanto isso, do outro lado da disputa, Ana Paula e Antony Marquez chegam para provar que, mesmo em um relacionamento jovem, a sintonia pode ser muito forte. Ambos modelos, eles têm em comum o carisma e a experiência em trabalhar juntos em frente às câmeras, o que pode ser um diferencial importante no Mega Sonho.

Ana Paula vem conquistando seu espaço na moda brasileira, marcada pela elegância e uma postura firme diante das adversidades do mercado. Antony Marquez, por sua vez, tem se destacado não apenas por sua beleza, mas também por seu jeito descontraído e autêntico, conquistando uma legião de fãs nas redes sociais.

Com bom humor e espírito de equipe, o casal promete encarar as provas com leveza e determinação, mostrando que a diversão é tão importante quanto a vitória.

Entenda o formato dinâmico e desafiador do programa

O Mega Sonho é um game show que mistura raciocínio rápido, testes de memória, agilidade e, claro, um pouco de sorte. Com seis participantes a cada edição, o programa realiza uma série de dinâmicas eliminatórias que selecionam um finalista para o “Desafio do Milhão” — a etapa em que o prêmio máximo é disputado.

Apresentado por Marcelo de Carvalho, figura carismática e experiente, o programa se destaca por sua energia contagiante e pelo clima de camaradagem que cria entre os participantes e os convidados. Marcelo conduz o jogo com desenvoltura, estimulando a participação do público e incentivando a interação entre os casais e os demais jogadores.

Lee Jung-jae e Lim Ji-yeon encantam em pôsteres de Nice to Not Meet You, k-drama original do Prime Video

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O universo dos k-dramas continua a surpreender fãs de todo o mundo, e 2025 promete um lançamento que já gera grande expectativa: Nice to Not Meet You. O drama reúne duas estrelas de peso: Lee Jung-jae, que conquistou fama internacional com Round 6, e Lim Ji-yeon, reconhecida por sua atuação em A Lição. Abaixo, confira os primeiros pôsteres oficiais divulgados pelo Prime Video.

Dirigido por Kim Ga-ram e roteirizado por Jung Yeo-rang, s série se apresenta como uma história contemporânea que mistura investigação, jornalismo e complexidades das relações humanas. A trama acompanha Lim Hyun-joon (Lee Jung-jae), um ator especializado em papéis de detetive que, apesar do sucesso, sente que perdeu o propósito que o levou à carreira artística. Ao seu lado, Wi Jeong-shin (Lim Ji-yeon) é uma repórter talentosa cuja trajetória foi interrompida após um escândalo de corrupção de grande repercussão. Juntos, eles embarcam em uma jornada inesperada de autodescoberta, reconciliação pessoal e dilemas éticos, enquanto lidam com os desafios do passado e do presente.

O elenco de apoio traz nomes renomados da indústria sul-coreana. Kim Ji-hoon (Cidade Invisível, Kingdom) interpreta Lee Jae-hyung, ex-jogador de beisebol e atual presidente da revista esportiva Sports Eunseong, adicionando camadas corporativas e mediáticas à história. Seo Ji-hye (Crash Landing on You, Gourmet) assume Yoon Hwa-young, jovem chefe do departamento de entretenimento da revista, prometendo tramas de ambição e estratégias nos bastidores.

Complementando o time, Choi Gwi-hwa (Signal, Kingdom 2), Na Young-hee (The World of the Married, Secret Boutique), Kim Hyun-jin (Move to Heaven, Sweet Home) e Jin Ho-eun (All of Us Are Dead, Love Alarm) dão corpo ao núcleo familiar e de apoio. Kim Hyun-jin interpreta Lim Seon-woo, irmão de Hyun-joon, enquanto Jin Ho-eun vive Wi Hong-shin, irmão mais novo de Jeong-shin. Esses personagens aprofundam a narrativa, mostrando como relações familiares e experiências passadas influenciam escolhas, conflitos e conexões emocionais.

O processo de produção do drama começou a se desenhar em março de 2024, com a leitura completa do roteiro, etapa essencial para a compreensão das personagens e avaliação da química entre os atores. As filmagens principais tiveram início ainda na primeira metade do ano, sob supervisão rigorosa de Kim Ga-ram. Lee Jung-jae decidiu assumir o papel após analisar a complexidade emocional do personagem, enquanto Lim Ji-yeon se mostrou entusiasmada com a oportunidade de explorar camadas de força e vulnerabilidade em Jeong-shin.

A imprensa especializada destacou o envolvimento de todos os integrantes do elenco. O anúncio da participação de Lee Jung-jae em novembro de 2024 causou grande repercussão, consolidando o drama como um dos mais esperados do ano. Nos meses seguintes, confirmações de Choi Gwi-hwa, Kim Hyun-jin, Jin Ho-eun e Na Young-hee mantiveram o interesse do público elevado, reforçando a expectativa por uma produção de alta qualidade, com elenco equilibrado entre experiência e química natural.

Programada para estrear na segunda metade de 2025, a série será exibida na tvN às segundas e terças-feiras, com episódios também disponíveis para streaming no Amazon Prime Video em territórios selecionados. A estratégia reflete a internacionalização crescente dos k-dramas, que conquistam audiência global graças às plataformas digitais. Para os fãs, é uma oportunidade de acompanhar performances intensas e nuances dramáticas, unindo o talento de Lee Jung-jae e Lim Ji-yeon em uma história que promete misturar tensão, emoção e humanidade.

Marty Supreme | Timothée Chalamet encanta como protagonista no trailer oficial

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A A24, estúdio que há anos se consolidou como sinônimo de inovação e qualidade cinematográfica, acaba de divulgar o primeiro trailer de Marty Supreme, produção que promete ser um marco em sua história. Dirigido por Josh Safdie, conhecido por trabalhos como Joias Brutas, o longa traz Timothée Chalamet no papel principal e já desperta grande expectativa, tanto pela qualidade do elenco quanto pelo investimento histórico do estúdio, estimado em impressionantes US$ 70 milhões. Abaixo, veja o trailer:

O filme acompanha a trajetória fictícia de Marty Mauser, um jovem talentoso no pingue-pongue, esporte muitas vezes subestimado, que encontra na determinação e na coragem a chave para realizar seus sonhos. Apesar de ter inspiração em Marty Reisman, jogador profissional de tênis de mesa, Marty Supreme não se configura como uma biografia. A narrativa, cuidadosamente construída pelo roteiro de Ronald Bronstein — colaborador frequente de Safdie —, mistura ficção, comédia e aventura esportiva, criando um universo próprio, leve e ao mesmo tempo emocionante.

Para Chalamet, o novo filme representa um novo desafio em sua carreira. Após a vitória no SAG Awards e a indicação ao Oscar por sua interpretação de Bob Dylan em Um Completo Desconhecido, o ator retorna às telonas em um papel que exige não apenas presença dramática, mas também habilidades físicas aprimoradas.

“Josh me encorajou a realizar algumas das minhas próprias acrobacias, o que tornou a experiência incrivelmente imersiva”, revelou Chalamet em entrevista recente. Além disso, o ator precisou adaptar sua visão para algumas cenas: o diretor optou por fazê-lo usar óculos de grau com lentes de contato por baixo, criando um efeito visual que deixava seus olhos aparentarem menores — algo que, segundo Chalamet, atrapalhou temporariamente sua visão, mas acrescentou autenticidade ao personagem.

O comprometimento do ator foi intenso. Durante meses, ele treinou rigorosamente com ex-jogadores de tênis de mesa Diego Schaaf e Wei Wang, aperfeiçoando reflexos, movimentos e a precisão necessária para tornar as partidas de pingue-pongue críveis nas telonas. O resultado, visível no trailer, promete impressionar não apenas fãs de cinema, mas também apreciadores de esportes.

O longa ainda conta com Gwyneth Paltrow no papel de Carol Dunne, interesse amoroso de Marty, além de Odessa A’Zion, Kevin O’Leary, Tyler Okonma, Abel Ferrara e Fran Drescher, que interpreta a mãe de Marty, a Sra. Mauser. A presença de atores veteranos como Fran Drescher e nomes inusitados, como o artista francês Philippe Petit, demonstra a ousadia da produção em mesclar diferentes universos artísticos.

Segundo Safdie, a escolha de um elenco diversificado foi intencional. “Queríamos criar uma tapeçaria de personagens que refletisse a riqueza do mundo ao redor do nosso protagonista. Cada presença traz algo inesperado, seja humor, tensão ou emoção”, explicou o diretor.

Conhecido por seu estilo único de direção, Josh Safdie assina Marty Supreme com a experiência adquirida em longas como Joias Brutas, Bom Comportamento e Amor, Drogas e Nova York. O diretor mantém sua assinatura, mas agora em um projeto que combina comédia, drama e aventura esportiva, criando uma experiência cinematográfica inédita para o público.

A fotografia de Darius Khondji, filmada em 35 mm, reforça a proposta visual do filme. Khondji, que acumula experiência em projetos como Se7en e O Grande Gatsby, trouxe textura, profundidade e cores que valorizam tanto as cenas intimistas quanto as partidas de pingue-pongue, transformando cada ponto em um espetáculo visual. O veterano designer de produção Jack Fisk colaborou para criar cenários que equilibram realismo e fantasia, com locais que remetem à Nova York clássica e espaços inesperados do mundo do esporte.

Além da fotografia e do design, Safdie integrou cerca de 140 não-atores ao elenco, trazendo uma autenticidade crua e espontânea às cenas cotidianas. Essa escolha aproxima o público da realidade do protagonista, tornando cada vitória e cada desafio ainda mais palpáveis.

A história gira em torno de Marty Mauser, um jovem determinado a se destacar em um esporte tradicionalmente ignorado: o pingue-pongue. Enquanto lida com a pressão da competição, Marty inicia um romance com Carol Dunne, uma estrela de cinema interpretada por Gwyneth Paltrow. A trama combina momentos de humor, romance e tensão esportiva, explorando temas como perseverança, paixão e autodescoberta.

Embora inspirado em Marty Reisman, o roteiro evita se prender a fatos biográficos, optando por criar uma narrativa que mistura realidade e ficção. “Queríamos capturar a essência da coragem e do talento, sem nos limitar à cronologia de um atleta real”, explicou Ronald Bronstein, co-roteirista.

O filme também destaca a jornada pessoal de Marty, suas inseguranças e desafios familiares, incluindo a relação com a mãe, Sra. Mauser, interpretada por Fran Drescher. A dinâmica familiar e as relações afetivas são tão importantes quanto os jogos em si, criando um enredo rico em emoções e nuances.

Produção: história e desafios

O projeto foi anunciado em dezembro de 2023, quando Timothée Chalamet revelou que seu próximo trabalho seria um filme envolvendo pingue-pongue. No ano seguinte, a Variety confirmou que Josh Safdie dirigiria Marty Supreme, marcando seu primeiro projeto solo desde The Pleasure of Being Robbed (2008).

O orçamento de US$ 70 milhões torna o filme o mais caro da história da A24, superando Guerra Civil (2024). Essa cifra reflete não apenas o investimento em elenco e cenários, mas também a ambição de criar um filme que seja visualmente impressionante e narrativamente envolvente.

A fotografia principal começou em Nova York, em 23 de setembro de 2024, e se estendeu até 5 de dezembro do mesmo ano. Filmagens adicionais ocorreram no Japão, em fevereiro de 2025, garantindo diversidade de cenários e autenticidade em cenas que envolvem competições internacionais.

Expectativa e lançamento

A data de estreia nos Estados Unidos está marcada para 25 de dezembro de 2025, período estratégico que visa aproveitar o fluxo de público durante as festas de fim de ano. Além disso, a A24 contou com a Nordisk Film para cuidar da distribuição nos países nórdicos, incluindo Finlândia, Noruega, Dinamarca e Suécia.

O primeiro trailer revela um filme que combina ritmo acelerado, humor afiado e emoção intensa. Desde o treinamento rigoroso de Chalamet até as interações familiares e românticas, o filme promete se destacar como uma experiência cinematográfica completa, capaz de atrair tanto amantes de esportes quanto fãs de dramas humanos e comédias sofisticadas.

O impacto da A24 e a aposta em Marty Supreme

A A24 construiu sua reputação ao longo dos anos com produções inovadoras e cultuadas, como Hereditário, Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo e Moonlight. Cada filme do estúdio carrega a marca de ousadia narrativa, estética diferenciada e, muitas vezes, orçamentos modestos.

Mart Supreme, com seu investimento recorde, mostra que a A24 está pronta para expandir seus horizontes, mesclando a ousadia artística de sempre com um projeto ambicioso e comercialmente mais robusto. Essa produção pode marcar uma nova fase do estúdio, consolidando seu nome não apenas no circuito de festivais, mas também no mercado mainstream.

Filmes que estreiam nos cinemas nesta quinta (9): Tron – Ares, Depois da Caçada, Ruídos, Perrengue Fashion e mais novidades

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As salas de cinema de todo o país recebem, nesta quinta-feira, 9 de outubro, uma programação repleta de novidades e experiências para todos os gostos. Dos universos futuristas e tecnológicos às aventuras cheias de fantasia, passando por comédias leves e dramas intensos, as estreias desta semana prometem emocionar, divertir e surpreender o público. Entre os destaques, estão Tron: Ares, o aguardado retorno da franquia de ficção científica da Disney; A Casa Mágica da Gabby, uma animação encantadora que mistura imaginação e afeto; e Perrengue Fashion, comédia nacional dirigida por Flávia Lacerda que aborda de forma divertida os dilemas do mundo digital, da fama e das relações familiares.

Mas as novidades não param por aí. Os fãs de suspense e terror ganham uma estreia vinda da Coreia do Sul: Ruídos (Noise), um filme que promete deixar o público sem fôlego ao acompanhar a jornada de uma jovem com deficiência auditiva em busca da irmã desaparecida — um verdadeiro mergulho no medo e no mistério, com forte influência do terror asiático. Já quem prefere histórias densas e provocativas pode se interessar por Depois da Caçada, novo drama de Luca Guadagnino, diretor de Me Chame Pelo Seu Nome, que explora segredos, ética e as consequências das escolhas pessoais e profissionais em um ambiente universitário.

Em um mundo onde a imaginação é a ponte entre gerações, “A Casa Mágica da Gabby” surge como um daqueles filmes que encantam tanto crianças quanto adultos, oferecendo uma viagem colorida, divertida e repleta de significados. Dirigido por Ryan Crego, o longa é inspirado na popular série animada infantil A Casa Mágica da Gabby (Gabby’s Dollhouse), sucesso da DreamWorks em parceria com a Netflix. Desta vez, a história ganha vida nas telonas em um formato inédito, com uma aventura que mistura fantasia e emoção, mantendo o coração acolhedor da série original.

A trama acompanha Gabby, uma menina criativa e sonhadora que parte em uma viagem de carro com sua avó Gigi rumo à metrópole encantada de Cat Francisco — um lugar onde o mundo humano e o universo dos gatos mágicos se cruzam. A viagem, que inicialmente seria apenas um passeio entre avó e neta, logo se transforma em uma jornada de autodescoberta.

No caminho, algo inesperado acontece: a casa de bonecas da Gabby, seu objeto mais querido e símbolo de sua infância, acaba indo parar nas mãos de Vera, uma excêntrica senhora dos gatos que vive cercada de mistérios e miados. Determinada a recuperar seu tesouro, Gabby embarca em uma aventura que desafia as fronteiras entre a fantasia e o mundo real, levando-a a redescobrir o verdadeiro valor das memórias, da amizade e da conexão familiar.

Sob a direção sensível de Ryan Crego, conhecido por seu trabalho em Arlo, o Menino Jacaré, o filme aposta em um tom poético e visualmente vibrante. A animação mescla sequências em 3D com trechos em live action, criando uma estética híbrida que reforça a sensação de transitar entre dimensões — o real e o imaginário, o tangível e o afetivo.

Crego, que já demonstrou domínio em histórias com mensagens emocionais, aposta aqui em uma narrativa que celebra a infância, mas não ignora o crescimento. Ele conduz o público por um caminho de cores suaves, texturas aconchegantes e uma trilha sonora envolvente que acompanha o amadurecimento da protagonista.

Em meio a filtros, hashtags e campanhas publicitárias, Perrengue Fashion surge como uma das comédias nacionais mais carismáticas e espirituosas do ano. Dirigido por Flávia Lacerda, o filme combina humor e emoção em doses equilibradas, convidando o público a rir, refletir e se identificar com as confusões de uma mulher que precisa reencontrar a si mesma quando o mundo perfeito das redes sociais começa a ruir.

Com 94 minutos de duração, o longa aposta em um ritmo leve, diálogos ágeis e um elenco afinado para discutir temas muito atuais: a pressão por aparência, o distanciamento entre gerações e a importância de se reconectar com o que realmente importa — sem deixar o estilo de lado, é claro.

A protagonista Paula, interpretada de forma envolvente por uma atriz que entrega carisma e autenticidade, é uma influenciadora de moda e lifestyle que parece ter a vida perfeita. Entre campanhas publicitárias, viagens e parcerias com marcas de luxo, ela construiu uma imagem pública impecável — até o dia em que tudo começa a sair do controle.

A trama se desenrola quando Paula é convidada para estrelar uma campanha de Dia das Mães ao lado do filho Cadu, um jovem inteligente e sensível que estuda em uma conceituada universidade dos Estados Unidos. O projeto parece a oportunidade ideal para fortalecer a imagem da família nas redes, mas o plano desanda quando Cadu decide abandonar a faculdade e se mudar para o interior do Amazonas, em busca de propósito e conexão com a natureza.

Determinada a convencê-lo a voltar, Paula embarca em uma viagem até a floresta amazônica — um cenário completamente oposto ao seu cotidiano glamouroso. O que era para ser uma rápida visita se transforma em uma jornada de autodescoberta, amor e amadurecimento, onde ela terá de lidar com a falta de sinal de internet, roupas sujas de barro e, principalmente, com as próprias emoções.

O diretor Luca Guadagnino, conhecido por obras intensas e sensoriais como Me Chame Pelo Seu Nome e Suspiria, retorna aos cinemas com Depois da Caçada, um drama psicológico que desafia o público a refletir sobre ética, poder e memória. Com 139 minutos de duração, o longa combina a estética refinada do cineasta com um roteiro repleto de camadas morais e dilemas humanos, transformando uma simples acusação acadêmica em uma complexa teia de segredos e consequências.

A história gira em torno de Anne, uma respeitada professora universitária que vive um momento estável da carreira e da vida pessoal — até que um de seus alunos mais talentosos e conhecidos faz uma grave acusação contra um colega professor. O caso rapidamente se transforma em um escândalo que divide a instituição, coloca reputações em jogo e ameaça desmoronar a fachada de excelência acadêmica.

No entanto, o verdadeiro conflito surge quando um segredo sombrio do passado de Anne ameaça vir à tona. À medida que o escândalo cresce, ela precisa enfrentar não apenas as pressões externas, mas também suas próprias culpas, contradições e a linha tênue entre lealdade e cumplicidade.

O roteiro explora com maestria o efeito dominó das decisões morais — mostrando como o desejo de proteger uma carreira ou uma imagem pode corroer lentamente o que resta de integridade. “Depois da Caçada” é menos sobre quem está certo ou errado, e mais sobre o peso insuportável de viver com o que foi varrido para debaixo do tapete.

Entre os lançamentos desta quinta, Ruídos é uma das produções que promete arrepiar até os espectadores mais acostumados ao terror asiático. Vindo direto da Coreia do Sul, o longa-metragem apresenta uma narrativa densa, atmosférica e emocionalmente intensa, que mistura elementos de suspense psicológico com o terror sobrenatural. A trama acompanha Ju-young, uma jovem com deficiência auditiva que se vê mergulhada em um mistério angustiante quando sua irmã desaparece sem deixar vestígios. O desaparecimento acontece dentro do próprio apartamento da família, um local que logo se torna palco de experiências assustadoras e ruídos inexplicáveis.

Determinada a descobrir o que aconteceu, Ju-young inicia uma investigação solitária, mas logo percebe que o silêncio ao seu redor é tão ameaçador quanto o barulho. Sons sutis, vozes distantes e ecos misteriosos a perseguem em uma espiral de paranoia e medo crescente. A jovem, interpretada com uma entrega impressionante pela atriz principal, traduz na tela o terror invisível que surge quando a realidade começa a se distorcer — e o público é arrastado junto para dentro dessa atmosfera de inquietação.

Com a ajuda do namorado da irmã desaparecida, Ju-young começa a desvendar segredos que vão muito além do que poderia imaginar. Cada novo indício revela algo mais perturbador, construindo uma sensação de desespero crescente e conduzindo o espectador a questionar o que é real e o que é fruto de uma mente abalada pelo trauma.

O longa é dirigido por Kim Soo-jin, que demonstra um domínio notável sobre o gênero. A direção é precisa e sensorial — cada movimento de câmera e cada ruído têm uma função narrativa, potencializando o medo sem recorrer a sustos fáceis. A escolha de acompanhar uma protagonista surda adiciona uma camada extra de tensão e originalidade, explorando o som não apenas como elemento técnico, mas como parte da própria identidade da história. O silêncio, aqui, é tão poderoso quanto o barulho.

Inspirado nas tradições do J-horror e do K-horror, Ruídos aposta em uma atmosfera de terror psicológico e sobrenatural mais sutil, focada na sugestão e na tensão constante. O espectador não é apenas convidado a assistir — ele é envolvido, colocado no mesmo estado de alerta que a protagonista sente ao tentar compreender o que está acontecendo ao seu redor.

Entre as grandes estreias da semana, Tron: Ares é, sem dúvida, uma das mais aguardadas pelos fãs de ficção científica e tecnologia. O novo capítulo da icônica franquia da Disney chega aos cinemas nesta quinta-feira (9) prometendo expandir o universo digital que conquistou gerações desde o lançamento do primeiro Tron, em 1982. Dirigido por Joachim Rønning, o longa é uma aventura visualmente ambiciosa que mistura ação, filosofia e questionamentos éticos sobre o papel da Inteligência Artificial no mundo contemporâneo.

A trama acompanha Ares, um sofisticado programa criado dentro do universo digital que, inesperadamente, é enviado ao mundo real para cumprir uma missão de extrema importância — e perigo. É a primeira vez que a humanidade entra em contato direto com uma forma de vida artificial consciente, o que transforma o enredo em uma reflexão sobre os limites da criação tecnológica e a definição do que é “real”.

Enquanto o primeiro Tron explorava o fascínio pelos primeiros sistemas de computador e Tron: O Legado (2010) expandia o visual e a mitologia da “Grade”, Tron: Ares dá um passo além: ele traz o universo digital para dentro do nosso mundo físico. O resultado é um choque de realidades, onde humanos e programas coexistem — e onde a linha entre criador e criatura se torna perigosamente tênue.

O protagonista, interpretado com carisma e intensidade, é apresentado como uma entidade complexa, que precisa aprender a lidar com sentimentos humanos, moralidade e livre-arbítrio. Ao mesmo tempo, os personagens humanos da história representam a busca por controle sobre aquilo que criaram — um tema que dialoga diretamente com as discussões atuais sobre IA, ética e consciência artificial.

Visualmente, o filme é um espetáculo. O diretor Joachim Rønning — conhecido por seu trabalho em Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar — aposta em uma estética futurista refinada, com uso criativo de luzes de néon, cores vibrantes e efeitos visuais de ponta. Cada cena parece cuidadosamente desenhada para imergir o espectador em uma experiência sensorial, misturando o real e o virtual de forma quase hipnótica.

A trilha sonora, com fortes influências eletrônicas e batidas sintetizadas, presta homenagem à icônica trilha de Tron: O Legado, assinada pelo Daft Punk, enquanto adiciona novas camadas sonoras que reforçam o clima de tensão e descoberta. O resultado é uma ambientação sonora que complementa a narrativa e dá ritmo às cenas de ação e contemplação.

Caso Henry Borel, A Marca da Maldade | Nova série da Veja dá voz à dor e busca por justiça

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Foto: Reprodução/ Internet

Estreou neste domingo (14), no canal Veja+, a série documental “Caso Henry Borel, A Marca da Maldade”, uma produção original da revista VEJA que lança um olhar firme, sensível e detalhado sobre uma das tragédias mais marcantes da história recente do Brasil. A cada semana, um novo episódio será exibido, sempre às segundas-feiras, oferecendo ao público uma jornada emocional e investigativa em torno da morte do menino Henry Borel, ocorrida em março de 2021.

Dividida em quatro episódios, a série busca mais do que elucidar um crime — ela propõe um exercício de memória e justiça. Ao reconstruir os acontecimentos que abalaram o país, a produção oferece espaço para a escuta e o acolhimento, principalmente do pai de Henry, Leniel Borel, que compartilha os últimos momentos com o filho e o impacto profundo que essa perda teve em sua vida.

Mais do que uma investigação, um memorial

Com narração do ator Raul Gazolla, que também perdeu tragicamente sua esposa Daniella Perez em 1992, a série ganha um tom íntimo, empático e honesto. A escolha de Gazolla reforça o cuidado da produção em contar essa história com respeito às vítimas e suas famílias.

O documentário mostra como a revista VEJA acompanhou o caso desde o início, realizando uma apuração extensa, ouvindo 23 fontes e reunindo documentos inéditos do processo. Mas o que realmente dá corpo à narrativa são os depoimentos — não só de especialistas, mas também de figuras públicas que conhecem, na pele, o peso de perder um filho de forma brutal. Glória Perez e Ana Carolina Oliveira (mãe de Isabella Nardoni) compartilham suas memórias em conversas que jamais soam como entrevistas, mas como confidências entre feridas que se reconhecem.

“7 Dias da Semana” chega ao YouTube com retratos sensíveis sobre a presença de pessoas trans no cotidiano

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Foto: Reprodução/ Internet

Disponível gratuitamente no YouTube, no canal @7dias.dasemana, a série documental “7 Dias da Semana” propõe um olhar direto e humano sobre as vivências de pessoas trans em diferentes áreas da sociedade. Com sete minidocumentários, o projeto busca ampliar o debate sobre diversidade, inclusão e oportunidades, mostrando como essas trajetórias atravessam o trabalho, a arte, a cultura e a vida comunitária.

Idealizada pela artista visual Guigo Dedecek, a série acompanha o dia a dia de sete personagens que atuam em campos distintos. Entre eles estão Bernardo Dal Pubel, tatuador e fotógrafo; Cleo Araujo, bacharel em Direito e primeira vereadora trans de Caxias do Sul; Maria Lilith, bailarina e arte-educadora; Marina Luisa, artista visual; Meri Moreira, profissional da área da beleza; Naomi, DJ e cantora; e Ayan Femme Scherer, atriz, comediante e passista de samba. A proposta é revelar quem são essas pessoas para além de rótulos, a partir de suas rotinas, escolhas e sonhos.

O nome da série nasce de uma pergunta que guia toda a narrativa. Onde estão as pessoas trans ao longo da semana e como elas ocupam seus espaços no dia a dia? A resposta aparece em histórias que evidenciam presença, talento e resistência, mostrando que essas vivências fazem parte da vida social de forma constante e ativa.

Cada episódio tem entre três e cinco minutos e foi gravado em ambientes escolhidos pelos próprios participantes, o que garante proximidade e espontaneidade aos relatos. Mesmo com trajetórias distintas, os episódios revelam pontos de encontro nas experiências compartilhadas, como os desafios profissionais, a busca por reconhecimento e o desejo de pertencimento.

Pensada também como ferramenta educativa, a série incentiva a circulação livre dos episódios para estimular conversas sobre diversidade em diferentes contextos. O conteúdo pode ser utilizado em escolas, universidades, instituições públicas e empresas, especialmente em ações voltadas à inclusão e à formação de ambientes de trabalho mais diversos.

Com audiodescrição e legendas para surdos e ensurdecidos, “7 Dias da Semana” amplia seu alcance e reafirma o compromisso com a acessibilidade. Financiado pela Secretaria Municipal da Cultura e pela Prefeitura de Caxias do Sul, por meio do Financiarte, o projeto marca a estreia de Guigo Dedecek no audiovisual e nasce com o objetivo de gerar impacto, abrir diálogos e inspirar novas narrativas sobre as múltiplas existências trans.

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