Temperatura Máxima 02/03: Mulan é grande destaque de domingo

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No próximo domingo, dia 2 de março, a Temperatura Máxima traz uma superprodução repleta de ação, emoção e heroísmo para as telas da TV Globo. A partir das 13h55, os telespectadores poderão conferir a versão live-action de “Mulan” (2020), uma das adaptações mais ambiciosas da Disney nos últimos anos.

Uma história de coragem e honra

Baseado na lenda chinesa de Hua Mulan, o filme acompanha a trajetória de uma jovem destemida (interpretada por Liu Yifei) que decide se disfarçar de homem e assumir o lugar de seu pai doente no exército imperial. Com o reino sob ameaça de invasores liderados pelo guerreiro Bori Khan (Jason Scott Lee), Mulan adota o nome de Hua Jun e parte para um rigoroso treinamento, onde precisa provar seu valor e esconder sua verdadeira identidade.

Diferente da animação lançada em 1998, esta versão dirigida por Niki Caro adota um tom mais realista, trazendo intensas sequências de batalha, cenários grandiosos e uma abordagem mais séria da história. Embora alguns elementos icônicos da animação, como o dragão Mushu e as músicas cantadas, tenham ficado de fora, o filme compensa com coreografias de luta impressionantes e efeitos visuais deslumbrantes.

O elenco do longa-metragem conta com grandes nomes do cinema asiático, incluindo Donnie Yen (Rogue One: Uma História Star Wars, O Grande Mestre) como o comandante Tung, Jet Li (O Templo Shaolin, Máquina Mortífera 4) no papel do Imperador, Gong Li (Memórias de uma Gueixa, Lanterna Vermelha) como a enigmática vilã Xian Lang e Tzi Ma (O Preço da Verdade, A Chegada) interpretando o pai de Mulan.

Onde assistir?

Para quem deseja embarcar nessa jornada épica, além da exibição na TV Globo, o filme também está disponível para streaming no Disney+, permitindo que os fãs revivam a história dessa guerreira sempre que quiserem.

Enfim, esposas | Continuação do romance sáfico histórico de Vanessa Airallis mergulha no amor proibido entre duas mulheres

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Foto: Reprodução/ Internet

Em uma São Paulo que ainda respirava os ares coloniais, marcada por carruagens, vestidos longos, salões iluminados à vela e conversas sussurradas entre leques, um amor improvável floresceu. Entre paredes aristocráticas, convenções religiosas e expectativas que esmagavam o que era diferente, duas mulheres ousaram se olhar de outro jeito. E esse olhar, tão simples e ao mesmo tempo tão revolucionário, mudou tudo.

Foi isso que Vanessa Airallis contou em “Não somos melhores amigas”, o romance sáfico de época que arrebatou centenas de leitoras brasileiras nos últimos anos. Agora, com o lançamento de “Enfim, esposas”, a autora entrega não apenas uma continuação, mas um mergulho ainda mais intenso nos dilemas, escolhas e sentimentos de Alice Bell Air e Isis d’Ávila Almeida, duas personagens que vivem aquilo que, para muitas mulheres da época — e ainda hoje —, parecia inalcançável: um amor possível entre duas mulheres.

Uma carta de amor às que vieram antes

Ao escrever sobre o fim do século XIX, Vanessa não está apenas contando uma história de amor. Ela está escrevendo uma carta. Uma homenagem. Um registro silencioso, mas poderoso, daquilo que tantas mulheres viveram em segredo, muitas vezes sem nomear, sem poder contar, sem poder viver.

“Enfim, esposas” começa com Alice de volta a São Paulo após uma temporada no exterior. Mas ela retorna diferente. O corpo, a mente, o coração — tudo nela mudou desde que se permitiu sentir algo por Isis. Algo que ela mal consegue entender, mas que reconhece como verdadeiro. Como real. Ainda que sua família, extremamente religiosa, a pressione a se casar com um bom pretendente, ela já sabe que nenhum homem poderá provocar nela o que Isis provoca com um simples toque de olhar.

Isis, por sua vez, continua vivendo o drama silencioso de uma mulher presa em um casamento tradicional. Rica, bela e respeitada, ela parece ter tudo o que uma dama da elite paulistana poderia desejar — exceto liberdade para amar. A chegada de Alice reacende nela sentimentos que ela tentou sufocar, mas que nunca morreram de fato.

Um romance sobre escolhas que moldam destinos

O que torna a escrita de Vanessa Airallis tão especial é justamente sua habilidade de transformar o silêncio em palavra, a opressão em poesia, o toque negado em narrativa. Alice e Isis não estão apenas apaixonadas — elas estão lutando contra tudo o que aprenderam a ser. Estão se permitindo desejar num tempo em que o desejo feminino era visto com desconfiança. E mais ainda: estão lutando para viver um amor que não tinha nome, nem espaço, nem modelo. Se “Não somos melhores amigas” foi o nascimento desse amor, “Enfim, esposas” é o confronto com o mundo. O momento em que o que elas sentem precisa ser escolhido — ou abandonado. E nesse embate, Vanessa não oferece soluções fáceis. Suas personagens são humanas, falham, têm medo, se escondem. Mas também são valentes, ternas, leais ao que sentem — mesmo quando o mundo insiste em dizer que estão erradas.

A delicadeza de contar histórias que o tempo tentou apagar

É impossível falar de “Enfim, esposas” sem destacar o cuidado que a autora tem com os detalhes. Desde os trajes e costumes da elite paulista do século XIX até os modos de falar, os rituais sociais e a repressão velada que atravessava o cotidiano das mulheres, tudo é tratado com precisão e lirismo. Mas o que realmente brilha é o sentimento. A maneira como Vanessa escreve o amor. Não um amor idealizado, imune aos conflitos ou aos muros sociais. Mas um amor cheio de camadas, com desejo e ternura, silêncio e culpa, raiva e encantamento. A cada página, a autora parece sussurrar ao ouvido da leitora: “Sim, vocês existiram. Sim, vocês também amaram. Sim, suas histórias importam.” E talvez essa seja a principal força do livro — oferecer um espelho para quem, durante muito tempo, não pôde se ver.

Um passo importante na representatividade lésbica na literatura brasileira

Ainda é raro encontrar romances de época protagonizados por duas mulheres nos catálogos das grandes editoras brasileiras. E mais raro ainda quando essas histórias são ambientadas no Brasil, com nossa cultura, nossos conflitos e nossa história. Com o apoio da Verus Editora, “Enfim, esposas” chega como um gesto importante de representatividade. Não apenas por retratar o amor sáfico com respeito e profundidade, mas por resgatar um passado que foi vivido por muitas — mas contado por poucas. Vanessa constrói com firmeza uma ponte entre o presente e o passado. Seu livro fala com quem vive hoje, mas também com as tantas mulheres que não puderam viver o que sentiam. E isso é, por si só, um gesto político, poético e necessário.

O que esperar da leitura?

Leitoras que se encantaram com o primeiro livro vão encontrar em “Enfim, esposas” uma história ainda mais emocionalmente carregada. É um livro sobre escolhas difíceis, sobre segredos, sobre esperança. E, acima de tudo, sobre o que acontece quando duas mulheres descobrem que não dá mais para fugir do que sentem. A escrita da autora é elegante, envolvente, às vezes sensual, às vezes dolorida. Ela sabe dosar emoção sem cair na dramatização gratuita. E, como poucas autoras brasileiras contemporâneas, consegue construir um romance sáfico que é doce e político ao mesmo tempo.

Cine Aventura de sábado (9) exibe 57 Segundos, suspense estrelado por Morgan Freeman e Josh Hutcherson

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Foto: Reprodução/ Internet

Neste sábado, 9 de agosto, o Cine Aventura da Record TV traz um filme que mistura suspense, ficção científica e uma baita reflexão sobre tecnologia, ética e o poder de mudar o que já passou. É 57 Segundos, uma história que pode parecer fantasia, mas que toca em temas muito reais, principalmente para quem já sentiu na pele o peso das decisões erradas do mundo moderno.

Quem é Franklin e por que a gente vai torcer por ele?

Franklin Fausti (Josh Hutcherson) é um cara comum, um blogueiro de tecnologia que se recusa a aceitar o que está errado. A dor de perder a irmã gêmea por culpa de um remédio que causou vício e acabou com a vida dela virou o motor da sua luta contra uma grande empresa farmacêutica, comandada pelo poderoso e implacável Sig Thorensen (Greg Germann).

A busca por justiça faz Franklin topar uma entrevista com Anton Burrell (Morgan Freeman), um gênio da tecnologia que está prestes a apresentar uma invenção que parece saída de um filme futurista: o Tri-Band 5, um aparelho de pulso capaz de tratar doenças sérias como diabetes e pressão alta — e até ajudar a curar vícios — tudo isso sem remédios.

Mas a coisa complica quando um ataque durante a apresentação quase acaba com a vida de Burrell — e Franklin é quem salva o dia. Em agradecimento, Anton entrega a Franklin um anel misterioso com um poder inacreditável: voltar 57 segundos no tempo.

E aí, o que você faria se tivesse esse poder?

No começo, Franklin até usa o anel para coisas meio bobas, como ganhar em jogos ou tentar melhorar seu relacionamento com Jala (Lovie Simone), sua colega de trabalho. Mas não demora para ele perceber que esse presente pode ser usado para algo maior — derrubar de vez Thorensen e acabar com a corrupção que destruiu a vida da irmã dele.

A partir daí, o filme vira uma corrida intensa, com Franklin entrando na empresa do vilão, descobrindo provas secretas de que eles sabiam dos danos do remédio Zonastin, e espalhando a verdade para o mundo. Claro que isso não sai barato — Thorensen não vai aceitar perder fácil e tenta escapar da justiça de um jeito dramático, envolvendo até um avião em apuros.

Personagens que mexem com a gente

Josh Hutcherson traz uma energia verdadeira para o papel de Franklin. Dá pra sentir a raiva, a dor e a coragem desse cara que não se cala. Já Morgan Freeman, como Burrell, é aquele sábio que a gente admira — calmo, firme, cheio de ideias e, ao mesmo tempo, preocupado com as consequências do que criou.

O antagonista Sig Thorensen, interpretado por Greg Germann, representa aquele tipo de empresário que, infelizmente, a gente sabe que existe por aí: que prefere o lucro a qualquer custo, mesmo que isso signifique colocar vidas em risco.

E tem ainda a Jala, que traz o lado humano, a preocupação com quem a gente gosta, mesmo quando tudo parece conspirar contra.

Muito mais que um filme de ficção científica

O que chama atenção em 57 Segundos não é só a ideia de voltar no tempo — essa é só a desculpa para discutir coisas muito mais profundas. O filme questiona: vale a pena mexer no passado para tentar consertar o presente? Quais os riscos de um poder assim?

Além disso, toca em uma questão que está longe de ser ficção: os efeitos negativos e os vícios causados por remédios que deveriam ajudar, mas acabam destruindo vidas. É um olhar duro sobre uma indústria que, às vezes, não dá o devido valor às pessoas.

Por trás das câmeras

Filmado em Lafayette, na Louisiana, o longa contou com a participação direta de Morgan Freeman no roteiro, o que ajudou a dar mais profundidade para a história. Mesmo não tendo recebido críticas muito positivas no geral, o filme conquistou quem gosta de histórias com uma pegada de suspense e discussões importantes.

Como e onde assistir?

Além de ser exibido neste sábado na Record TV, quem quiser pode procurar 57 Segundos nas principais plataformas digitais, como Google Play, Apple iTunes, Amazon Prime Video e outras. É uma ótima pedida para quem curte um filme que faz pensar, sem perder a emoção.

Vale a pena?

Se você gosta de filmes que juntam ação, drama e uma pitada de ficção científica com um fundo de realidade, 57 Segundos é para você. A trama mexe com a gente porque fala sobre pessoas que, apesar de todas as dificuldades, não desistem de lutar pelo que é certo — mesmo quando o poder parece inalcançável.

E mais do que isso: o filme deixa um convite para a gente refletir sobre os limites da tecnologia e o quanto a ética deve estar sempre à frente dos avanços.

E no fim das contas…

Depois de toda essa jornada, Franklin toma uma decisão corajosa: destruir o anel. Para ele, um poder tão grande não pode estar nas mãos de ninguém — nem mesmo da melhor das intenções. Essa escolha final nos lembra que, às vezes, a maior sabedoria está em aceitar que algumas coisas devem ser vividas no tempo certo, sem atalhos.

Crítica | Bom Menino é um terror sobrenatural visto pelos olhos de um herói improvável

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O terror contemporâneo frequentemente busca inovação em fórmulas já consolidadas: casas assombradas, entidades malignas e sustos repentinos são elementos recorrentes no gênero. Entretanto, o filme Bom Menino, dirigido por Ben Leonberg e coescrito com Alex Cannon, se destaca justamente por subverter essa lógica, oferecendo uma perspectiva inédita: a narrativa é conduzida pelos olhos de um cachorro, Indy, o Nova Scotia Duck Tolling Retriever que acompanha seu tutor Todd na antiga casa da família. Essa escolha narrativa não é apenas curiosa; é transformadora, redefinindo a experiência do terror e o modo como o espectador se conecta emocionalmente com a trama.

A história começa com um acontecimento familiar traumático — a morte de um parente — que leva Todd e Indy a se mudarem para um imóvel isolado no campo. O que deveria representar um recomeço tranquilo rapidamente se transforma em um pesadelo sobrenatural. Forças invisíveis aos olhos humanos começam a se manifestar, e o filme explora de forma brilhante a diferença entre a percepção humana e animal. Enquanto Todd é retratado como vulnerável, muitas vezes impotente diante das manifestações sombrias, Indy assume o papel de protagonista, o herói improvável que enxerga o perigo antes de qualquer outra pessoa.

O grande mérito de Bom Menino está na construção do suspense a partir dessa perspectiva não convencional. Filmado quase inteiramente do ponto de vista do cachorro, o longa evita diálogos excessivos e se apoia em expressões, sons sutis e silêncios estratégicos para criar tensão. Cada sombra, cada canto vazio e cada som aparentemente inócuo ganha significado na ótica de Indy, transformando o familiar em assustador. Essa abordagem cria uma imersão intensa, que aproxima o público do instinto e da sensibilidade do animal, tornando a experiência do medo mais visceral e emocionalmente carregada.

Visualmente, o filme remete a uma estética próxima ao found footage, reforçando a sensação de imediatismo e presença. Essa escolha estilística potencializa a conexão do espectador com o ponto de vista de Indy, enquanto a narrativa cuidadosamente modulada alterna momentos de calma e tensão crescente, mantendo a atenção sem recorrer a sustos previsíveis ou clichês do gênero. A câmera muitas vezes registra o mundo de baixo para cima, os objetos deslocados ou os reflexos distorcidos, ampliando a sensação de vulnerabilidade humana em contraste com a sagacidade animal.

Além da inovação técnica, Bom Menino aborda temas universais com profundidade inesperada. Lealdade, proteção, medo do desconhecido e coragem assumem novas dimensões quando vistos através de um olhar canino. Indy não é apenas um coadjuvante ou um elemento fofo da trama; ele é a consciência alerta, o guardião silencioso que encara o sobrenatural com determinação. Essa inversão de papéis — o humano frágil e o animal heroico — provoca reflexão sobre a relação entre homens e animais e sobre como percebemos segurança, confiança e amor incondicional.

O desempenho da direção de Leonberg se mostra seguro e criativo. Ele equilibra a tensão com momentos de afeto genuíno, evitando transformar o filme em uma experiência meramente assustadora. O roteiro, coescrito por Cannon, complementa essa visão, construindo personagens humanos críveis e um cão que, mesmo sem palavras, transmite emoções complexas. A narrativa é cuidadosamente dosada, evitando exageros visuais e permitindo que o espectador absorva a história de forma gradual, quase como se estivesse explorando a casa assombrada ao lado de Indy.

No campo do terror contemporâneo, Bom Menino se firma como uma obra original e necessária. Ele prova que o gênero ainda pode inovar sem abandonar seus elementos clássicos — medo do desconhecido, presença sobrenatural e suspense crescente —, simplesmente mudando o ponto de vista e convidando o público a enxergar o mundo por uma perspectiva completamente nova. Ao mesmo tempo, o filme cumpre seu papel emocional, lembrando que a coragem nem sempre se apresenta da forma esperada e que os verdadeiros heróis podem vir em formas inesperadas.

Homens Sem Lei | A&E estreia série que revisita o nascimento das milícias no Brasil com olhar jornalístico e humano

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A partir do dia 14 de agosto, o canal A&E convida o público a mergulhar em uma das páginas mais sombrias — e ainda pouco confrontadas — da história brasileira. A nova produção documental em cinco episódios revisita os bastidores da Scuderie Le Cocq, grupo de extermínio criado nos anos 1960 no Rio de Janeiro e considerado por estudiosos como o embrião das milícias modernas.

Com um olhar sensível e ao mesmo tempo rigoroso, a trama de Homens Sem Lei investigativa reconstrói os anos em que a justiça era feita à margem da lei, sustentada por discursos de vingança e por um sistema que, em nome da “segurança pública”, tolerava (ou até incentivava) execuções sumárias. O pano de fundo: o assassinato do policial Milton Le Cocq, morto pelo criminoso conhecido como Cara de Cavalo, que desencadeou a formação do grupo que pretendia “limpar as ruas da cidade”.

A série aposta em um registro jornalístico contundente, entrelaçando reportagens da época com depoimentos inéditos e emocionantes de quem viveu — ou sobreviveu — àquele período. Entre os entrevistados estão o ex-delegado Sivuca, famoso pela frase “Bandido bom é bandido morto”, a escritora Nélida Piñon, o músico Jards Macalé, além de familiares de policiais lendários como Lúcio Flávio e Mariel Mariscot.

Uma história contada por quem esteve lá

Mais do que relatar os fatos, a produção se destaca pela maneira como escuta seus personagens. O jornalista Luarlindo Ernesto, por exemplo, revive o trauma de ter presenciado — e até participado — da execução de Cara de Cavalo. Em um dos relatos mais impactantes da obra, ele revela ter sido obrigado a disparar contra o corpo do criminoso, numa tentativa brutal de transformar jornalistas em cúmplices da barbárie.

Outro nome de peso que aparece nos episódios é o do autor Aguinaldo Silva, que, antes de se tornar referência na dramaturgia brasileira, atuou como repórter policial nos anos em que a violência urbana se misturava ao folclore midiático. Seu olhar crítico sobre a glorificação de justiceiros e os bastidores das delegacias cariocas ajuda a costurar o tecido social da época com rara profundidade.

Ecos do passado no presente

Ao abordar o surgimento de um grupo que, em plena ditadura militar, ganhou o apoio da população, da imprensa e até de celebridades — segundo os próprios fundadores, nomes como Pelé e Frank Sinatra chegaram a se associar à Scuderie — a série levanta uma pergunta urgente: quando foi que passamos a aceitar a violência como resposta legítima ao medo?

Mais do que um registro histórico, a programação busca compreender as raízes da estrutura paralela que, décadas depois, se consolidaria nas milícias que hoje comandam comunidades inteiras. Em vez de condenar de forma simplista, a narrativa convida à reflexão sobre os mecanismos que mantêm esse tipo de poder vivo e intocado até hoje.

Oshi no Ko volta com tudo! Nova temporada estreia em janeiro na Crunchyroll e promete virar o jogo

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Pode preparar o coração, porque o drama, o glamour e o caos dos bastidores do showbiz japonês estão de volta! A terceira temporada de Oshi no Ko acaba de ganhar um trailer eletrizante e data oficial de estreia: janeiro de 2026, exclusivamente na Crunchyroll. Depois de deixar os fãs em suspense com reviravoltas dignas de novela das 10, o anime promete mergulhar ainda mais fundo nas feridas (e nos segredos) da indústria do entretenimento. E, se depender das cenas do novo trailer, ninguém vai sair ileso — nem os personagens, nem o público. Abaixo, confira o vídeo divulgado:

Reencarnação, fama e vingança: o pop nunca foi tão trágico

Pra quem ainda não embarcou nessa montanha-russa emocional, Oshi no Ko começa com uma premissa que parece simples, mas rapidamente vira um redemoinho de dor e obsessão. Gorou Amamiya, um médico obstetra fã da idol Ai Hoshino, é assassinado por um fã desequilibrado — e renasce como Aquamarine Hoshino, o filho da própria Ai. Só que a ironia do destino não para aí: sua irmã gêmea, Ruby, é a reencarnação de uma de suas pacientes.

Anos depois, o brilho da fama se apaga quando Ai é morta pelo mesmo fã, e Aqua jura encontrar o responsável — custe o que custar. Ruby, por outro lado, decide seguir os passos da mãe e se tornar uma idol, tentando reviver o sonho que a tragédia interrompeu.

É aí que Oshi no Ko brilha: ele mistura o brilho artificial dos palcos com o lado obscuro do sucesso, mostrando como o amor, a fama e a vingança podem andar lado a lado.

O passado volta à tona — e vai ser intenso

Na nova temporada, os gêmeos Hoshino estão mais maduros, mas também mais distantes. Enquanto Ruby se torna o rosto de um filme inspirado na vida de Ai, Aqua continua sua jornada sombria atrás da verdade — e o alvo é claro: Hikaru Kamiki, o ator misterioso que pode ser seu pai… e o grande vilão da história.

O trailer mostra que as máscaras vão começar a cair. Há flashes de tensão, lágrimas, e uma energia de “ponto sem retorno” no ar. Os fãs já estão teorizando sobre um final que pode mudar tudo o que sabemos sobre os personagens — e, conhecendo o estilo de Oshi no Ko, é melhor se preparar para o emocional ser testado.

Sucesso que não sai dos holofotes

Desde a estreia em 2023, Oshi no Ko virou um fenômeno. A mistura de drama psicológico, crítica à fama e visual deslumbrante conquistou fãs no mundo todo. E não é só no anime: o mangá, escrito por Aka Akasaka (sim, o mesmo de Kaguya-sama: Love is War) e ilustrado por Mengo Yokoyari, é um sucesso de vendas — publicado no Brasil pela Panini e em Portugal pela Devir. Pra completar o pacote, a história também ganhou um live-action no Prime Video, mostrando que a febre da trama veio pra ficar.

O grande charme do anime é como ele transforma um enredo sobre idols e fama em algo muito mais profundo — uma reflexão sobre identidade, trauma e o preço da visibilidade. Nenhum personagem é totalmente bom ou mau. Todos estão tentando sobreviver em um mundo onde cada sorriso pode esconder uma cicatriz.

Confira como está Bethany, participante do programa Quilos Mortais da Record TV

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Nesta sexta-feira, 8 de agosto, o reality Quilos Mortais voltou a emocionar o público com a história de Bethany, uma mulher de 42 anos que carrega não apenas o peso físico de 276 quilos, mas também uma bagagem emocional profunda, repleta de dores, medos e desafios que vão muito além da balança.

Psicóloga por formação, a moça conhece o funcionamento da mente humana, mas sua própria mente se tornou um território difícil de conquistar. Sua trajetória nos ensina que conhecimento teórico nem sempre é sinônimo de aceitação ou cura. O que vemos no programa é a luta real de uma pessoa que, mesmo sabendo o que deve ser feito, precisa encontrar dentro de si forças que muitas vezes parecem invisíveis.

O peso da vida que não se mede na balança

Mãe dedicada, Bethany vive a difícil realidade de ter limitações físicas que a impedem de estar presente em pequenos momentos do dia a dia com suas duas filhas, Isabella e Zowie. Aquelas brincadeiras no parque, os passeios e até mesmo a simples rotina de casa transformam-se em obstáculos gigantes. A culpa de não conseguir estar sempre ao lado delas é um sentimento que a acompanha silenciosamente, fazendo com que sua dor seja sentida não só em seu corpo, mas em seu coração.

Isabella, aos 18 anos, precisou amadurecer cedo para ajudar a mãe e segurar as pontas de uma família onde a saúde emocional e física de Bethany estava no centro das atenções. Já o marido, mesmo diante dos desafios, mostra-se um apoio firme, dividindo o peso da rotina e o fardo das preocupações que rondam a casa.

Feridas invisíveis: a sombra que acompanha o excesso de peso

Desde criança, a mulher carregava marcas que o tempo não apaga: rejeição, conflitos familiares, e uma constante sensação de não pertencimento. Na adolescência, essas dores ganharam uma nova dimensão com um relacionamento abusivo, que deixou cicatrizes profundas em sua autoestima.

Para ela, a comida virou mais que sustento — tornou-se um refúgio, um alento para crises de ansiedade e pânico que a afastavam do mundo. Nesse cenário, a luta contra o excesso de peso ganhou um significado que ultrapassa a estética: era uma batalha pela própria sobrevivência emocional.

O paradoxo da terapeuta que se resiste a si mesma

Bethany é um exemplo vivo do quanto a luta contra a obesidade envolve também batalhas internas. Mesmo compreendendo o valor da terapia, ela se via imersa em medos e resistências que dificultavam a própria cura.

A cirurgia bariátrica surgiu para ela como um sonho de transformação rápida, uma esperança de solução definitiva. No entanto, o programa mostra que não basta perder quilos; é necessário encarar as emoções escondidas por trás desse peso, algo que Bethany precisou aprender com muita paciência e apoio.

A virada e os desafios do processo

Com a ajuda do Dr. Nowzaradan, a mulher deu seus primeiros passos na mudança: perdeu mais de 50 quilos e realizou a cirurgia bariátrica. Mas a caminhada estava longe de ser fácil. O retorno dos quilos revelou que o trabalho emocional é tão essencial quanto o físico — e que a persistência é fundamental.

Bethany hoje: renascimento e esperança

Após a cirurgia bariátrica, a participante do reality enfrentou um novo capítulo de sua luta. Embora a operação tenha sido um marco importante, o processo de transformação não se encerrou ali. A perda inicial de peso trouxe esperança, mas também revelou que os desafios emocionais continuavam muito presentes. Mesmo sendo psicóloga, Bethany teve dificuldades para manter o acompanhamento psicológico, e isso impactou diretamente sua capacidade de sustentar as mudanças no corpo.

A importância da empatia e do cuidado integral

A história da moça é um convite à reflexão sobre a complexidade da obesidade e a necessidade de um olhar que vá além do físico. Ela mostra que o processo de cura é delicado, envolve emoções, traumas, e, acima de tudo, o direito de cada pessoa de ser acolhida com empatia.

Multishow e Globoplay exibem o show Delacruz – Vinho Ao Vivo neste sábado (09/08)

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Uma taça de vinho, um coração aberto e um palco em chamas. Assim será a noite do próximo sábado, 9 de agosto, no Multishow e no Globoplay, que exibirão, a partir das 22h20, o show Delacruz – Vinho Ao Vivo, diretamente de São Paulo. Mais do que uma apresentação, trata-se de um convite: sentar-se à mesa da alma de Delacruz e beber, verso por verso, do sentimento que move sua nova fase artística. As informações são do G1.

Depois de marcar uma geração com versos sobre amores reais e desilusões poéticas, o cantor brinda o público com um show que é pura emoção e maturidade musical. O novo álbum, intitulado “Vinho”, é o fio condutor de uma apresentação que promete ser mais do que música: uma celebração do afeto em todas as suas formas.

Quem é Delacruz?

Nascido e criado no Rio de Janeiro, Luiz Claudio de Jesus, o cantor, sempre teve a música como espelho da alma. Com raízes no rap, no samba, no R&B e nas rodas de conversa da rua, o artista cresceu cercado de referências e realidades que moldaram sua sensibilidade. Mas foi com a poesia que ele aprendeu a decifrar o mundo — e com o amor que aprendeu a cantá-lo.

Foi em 2017 que seu nome começou a circular nacionalmente, quando sua participação em “Poesia Acústica 2 – Sobre Nós” viralizou nas redes sociais e nos streamings. A faixa, que reunia novos talentos da cena urbana, expôs a suavidade com que Delacruz falava de amor — sem melosidade, mas com a intensidade de quem sente tudo à flor da pele.

De lá para cá, vieram colaborações com nomes como Ludmilla, L7nnon, Djonga, Xamã e, mais recentemente, IZA — que divide com ele os versos da inédita “Afrodite”. Mas acima de qualquer parceria, Delacruz sempre foi fiel ao seu público e à sua proposta: falar de amor, sim, mas também de saudade, vício, ilusão, e da beleza possível nos encontros e desencontros da vida.

“Vinho”: um brinde à vulnerabilidade

O novo álbum “Vinho” é, segundo o próprio artista, o mais pessoal e lapidado da carreira. O título não é aleatório: “assim como o vinho, eu precisei de tempo pra amadurecer”, disse ele em entrevista. O disco, lançado em junho deste ano, percorre atmosferas melódicas que vão do R&B ao trap, passando pelo soul e toques de MPB.

Entre as faixas, destacam-se “Afrodite”, um hino à potência feminina; “Indecisão”, que narra as idas e vindas de uma relação instável; e “Depois das 2”, uma balada melancólica perfeita para corações em recuperação.

O álbum também é uma espécie de espelho da fase atual do cantor: mais introspectiva, mais reflexiva, mais aberta ao erro — e, por isso mesmo, mais autêntica. No palco, o projeto ganha ainda mais força. Com arranjos cuidadosamente pensados para a performance ao vivo, cada faixa ganha corpo e alma sob as luzes de um show que promete arrepiar plateias.

O show: quando o amor encontra o palco

Gravado ao vivo em São Paulo, o espetáculo que será exibido neste sábado traz o Delacruz em sua plenitude artística. A cenografia é minimalista, elegante e sensível, remetendo a um ambiente intimista, como se o público estivesse mesmo sentado em uma sala de estar com o artista.

A direção musical aposta em nuances — não há pressa, não há gritos. Cada canção é entregue como se fosse uma carta: cuidadosamente aberta, lida, sentida. O repertório inclui os grandes sucessos da carreira, como “Cigana”, “Vício de Amor”, “Amor de Praia”, “Do Jeito Que Tu Gosta” e “Sunshine”, que se misturam às inéditas de “Vinho” como um fluxo contínuo de emoções.

IZA, parceira em “Afrodite”, também aparece no palco em uma participação emocionante que celebra a força e a ternura do feminino. A química entre os dois é visível, e a faixa ganha contornos ainda mais intensos ao vivo.

A estética do afeto: o poder do “último romântico”

Delacruz carrega o apelido de “último romântico” da música brasileira contemporânea, não à toa. Em um tempo marcado por amores líquidos, relacionamentos por aplicativo e o medo de sentir demais, o artista resiste com versos que não têm medo da entrega. Mas seu romantismo não é idealizado. Ele fala de traição, ciúme, rotina, reconciliação. Fala do dia seguinte, do arrependimento, da saudade que grita. Seu diferencial está na forma como conduz essas narrativas: com lirismo, com calma, com espaço para respirar e refletir. O romantismo de Delacruz é urbano, é do agora. É o romantismo de quem cresceu ouvindo rap no ônibus e aprendeu a rimar para se proteger, mas que hoje usa as rimas para desarmar o outro.

Multishow e Globoplay: a janela para um espetáculo sensível

A exibição simultânea no Multishow e no Globoplay, dois dos maiores canais de entretenimento do Brasil, marca um novo capítulo na trajetória de Delacruz. É o reconhecimento de um artista que conquistou o mainstream sem abrir mão da essência.

A transmissão é mais do que uma janela para o show: é a possibilidade de milhares de brasileiros, em todas as partes do país, sentirem-se parte de algo maior. Seja sozinho no sofá, com um fone de ouvido, ou com a família reunida na sala, o espetáculo está pronto para acolher — e transformar.

O legado que se constrói com calma

Delacruz não é artista de modismos. Não viraliza por danças de TikTok nem se molda ao algoritmo. Seu caminho é outro: o da permanência. Como o vinho que batiza seu novo álbum, ele não se apressa — e isso tem feito toda a diferença.

A construção de sua carreira é feita com escolhas cuidadosas, respeito à própria identidade artística e uma conexão verdadeira com o público. E talvez seja isso que explique a força do show deste sábado: ele não é apenas um espetáculo. É o reflexo de um artista inteiro, maduro, disposto a emocionar — e ser emocionado.

Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito revela novo pôster e aquece a expectativa para a batalha de Zenitsu

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A espera está chegando ao fim para os fãs de Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba. O próximo filme da franquia, Castelo Infinito, será exibido nos cinemas do Brasil e da América Latina a partir de 11 de setembro, trazendo uma história cheia de tensão, ação e momentos emocionantes que prometem marcar a trajetória da saga. Um novo pôster divulgado recentemente revela o aguardado confronto entre Zenitsu Agatsuma e Kaigaku, dois personagens cujas trajetórias estão profundamente entrelaçadas, preparando o público para um duelo memorável.

Ao contrário de Zenitsu, que costuma ser retratado como nervoso e dramático, o pôster mostra o jovem caçador de demônios em uma postura séria e determinada. A mudança reflete o peso do momento: ele enfrentará Kaigaku, seu antigo colega de treino, agora transformado em oni, em uma batalha que vai além da força física. Ambos foram discípulos do antigo Hashira do Trovão, Jigoro Kuwajima, mas enquanto Zenitsu seguiu o caminho da justiça e da coragem, Kaigaku sucumbiu à ambição e ao medo, traindo seu mestre e se tornando inimigo do Corpo de Exterminadores de Demônios.

Zenitsu versus Kaigaku: mais do que um duelo

A luta entre Zenitsu e Kaigaku é um dos momentos mais esperados do filme porque envolve não apenas habilidades de combate, mas também questões emocionais profundas. É a oportunidade de explorar o passado compartilhado entre os dois personagens, a lealdade que foi quebrada e o desejo de redenção. Para os fãs, ver esses dois mestres da Respiração do Trovão em ação promete ser eletrizante, trazendo coreografias impressionantes e efeitos visuais que destacam cada movimento.

Nos pôsteres anteriores, o público pôde conferir confrontos memoráveis, como Tanjiro e Giyu Tomioka contra Akaza, ou Shinobu Kocho enfrentando Doma. Cada cena trouxe intensidade e drama, mas o duelo de Zenitsu adiciona uma dimensão emocional ainda mais complexa à narrativa, mostrando que coragem e crescimento podem surgir mesmo nos personagens mais improváveis.

Um longa-metragem completo e envolvente

Diferente de adaptações anteriores, como Swordsmith Village e Hashira Training, que condensaram episódios em formato de compilação, Castelo Infinito será um filme completo, concebido para se manter fiel ao arco do mangá. A direção de Haruo Sotozaki, conhecida por capturar a essência da obra de Koyoharu Gotouge, garante que cada detalhe seja apresentado de forma impactante, desde a ambientação do Castelo Infinito até as expressões e emoções dos personagens.

A narrativa continua após os eventos da quarta temporada do anime, quando Tanjiro e os Hashira enfrentam Muzan Kibutsuji em uma missão de alto risco. A invasão do vilão à Mansão Ubuyashiki desencadeia uma sequência de eventos que leva os heróis a um misterioso espaço dominado pelos demônios. O Castelo Infinito, território hostil e imprevisível, torna-se o cenário perfeito para confrontos que decidirão o destino de todos.

Personagens em destaque

Além de Zenitsu e Kaigaku, outros personagens essenciais ganham destaque neste filme. Tanjiro Kamado mantém seu papel de protagonista, guiando seus aliados com compaixão e inteligência. Inosuke Hashibira, com sua impulsividade característica, adiciona momentos de adrenalina e humor, enquanto Nezuko, sua irmã, continua sendo a força silenciosa que conecta os personagens à humanidade mesmo em meio à escuridão.

O elenco de dubladores originais também retorna, fortalecendo a conexão emocional do público com a história. Natsuki Hanae como Tanjiro, Akari Kitō como Nezuko e Hiro Shimono como Zenitsu garantem que a intensidade e as nuances emocionais dos personagens sejam transmitidas com perfeição. Cada voz contribui para que os momentos de ação, tensão e emoção sejam vivenciados de forma mais intensa na tela.

Lançamento internacional e impacto global

O lançamento do longa-metragem não se limita ao Japão ou ao Brasil. O filme será exibido em diversos países da América, Europa, Ásia e Oriente Médio, incluindo Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Austrália, Tailândia e África do Sul. A distribuição internacional fica a cargo da Crunchyroll, em parceria com a Sony Pictures Releasing, reforçando o alcance global da franquia.

Este filme marca o início de uma trilogia planejada, com sequências programadas para 2027 e 2029, permitindo que o arco final do mangá seja adaptado sem perder detalhes importantes. Para os fãs, isso representa a oportunidade de acompanhar a conclusão de uma saga amada, em sua forma mais completa e emocionante.

O valor do arco Castelo Infinito

O arco Castelo Infinito é um dos momentos mais significativos da série, combinando batalhas espetaculares com desenvolvimento profundo de personagens. Cada duelo carrega peso emocional, refletindo decisões, perdas e superações. O confronto entre Zenitsu e Kaigaku, em particular, evidencia a dualidade entre luz e escuridão, coragem e medo, passado e presente.

As cenas de luta são cuidadosamente coreografadas, com efeitos visuais que ressaltam cada golpe e cada técnica da Respiração do Trovão. A atenção aos detalhes garante que o público se sinta parte do confronto, experimentando a tensão e a energia dos personagens como se estivesse dentro da batalha.

Fãs e cultura pop

Demon Slayer tornou-se um fenômeno cultural, influenciando não apenas o mercado de animação, mas também moda, música e eventos ao redor do mundo. No Brasil, a franquia conta com uma base de fãs crescente, que acompanha cada lançamento, participa de eventos temáticos e compartilha teorias sobre a saga. O lançamento de Castelo Infinito representa mais do que um filme; é uma experiência coletiva que celebra a dedicação e a paixão dos seguidores da série.

Speed Racer acelera rumo ao 4K: Clássico visionário das Wachowski ganha nova vida em 2026

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Em 2008, Speed Racer chegou aos cinemas como um corpo estranho. Colorido demais, rápido demais, emocional demais. Para muitos, era um excesso difícil de digerir. Para outros, um delírio visual que parecia não entender as regras do cinema blockbuster da época. Quase vinte anos depois, o tempo fez aquilo que a bilheteria não conseguiu: colocou o filme no lugar certo. E agora, com o anúncio de sua chegada em 4K em 2026, o filme ganha não apenas uma remasterização técnica, mas uma chance definitiva de ser visto como sempre mereceu.

Dirigido pelas irmãs Wachowski, o longa é uma adaptação direta do clássico anime e mangá japonês criado pela Tatsunoko Productions. Diferente de outras versões hollywoodianas de animações orientais, que costumam “ocidentalizar” suas origens, o filme faz o caminho inverso: abraça o exagero, a estilização extrema, o melodrama e a lógica quase onírica do anime. Não tenta pedir desculpas por isso — e talvez aí tenha nascido seu maior conflito com o público de 2008.

Um filme que demorou décadas para existir

Antes de chegar às telas, Speed Racer foi um projeto errante por Hollywood. Desde 1992, a ideia de levar o personagem ao cinema passou por diferentes mãos, propostas e interpretações. Durante anos, ninguém parecia saber exatamente o que fazer com aquela história que misturava corridas futuristas, drama familiar e comentários sociais sobre poder corporativo.

Tudo mudou em 2006, quando Joel Silver se uniu às Wachowski. As diretoras, recém-saídas do impacto cultural de Matrix, enxergaram em Speed Racer algo raro: a possibilidade de fazer um filme de família sem abrir mão de autoria. A proposta não era “modernizar” o desenho, mas transformá-lo em cinema mantendo sua alma intacta.

As filmagens aconteceram na Alemanha, entre Potsdam e Berlim, com forte apoio do Studio Babelsberg. Com um orçamento estimado em US$ 120 milhões, o filme foi construído quase inteiramente em estúdios, com cenários digitais, chroma key e uma estética que se aproximava mais de um videogame ou de um anime em movimento do que de qualquer filme de ação convencional da época.

Speed Racer: correr não é vencer, é resistir

No centro da história está Speed Racer, interpretado por Emile Hirsch. Um jovem de 18 anos que nunca soube fazer outra coisa além de correr. Mas, ao contrário do que o título sugere, o longa nunca foi apenas sobre velocidade. É um filme sobre escolhas — e sobre o preço de se manter fiel a elas.

Speed cresce idolatrando o irmão mais velho, Rex Racer, uma lenda das pistas que morre tragicamente durante uma corrida. A perda molda toda a família Racer, comandada por Pops e Moms, vividos com carisma por John Goodman e Susan Sarandon. Juntos, eles mantêm a Racer Motors, uma equipe independente que sobrevive à margem de um sistema dominado por conglomerados bilionários.

Quando Speed começa a despontar como um talento extraordinário, surge E.P. Arnold Royalton, dono da Royalton Industries. O personagem representa tudo o que o filme critica: o controle corporativo, a manipulação de resultados, a transformação do esporte em um negócio sem alma. A proposta feita a Speed é tentadora — dinheiro, fama, luxo —, mas sua recusa desencadeia uma guerra silenciosa e brutal.

A partir desse momento, o filme deixa claro que suas corridas não são apenas esportivas. Elas são políticas. Cada ultrapassagem, cada sabotagem, cada manobra impossível é uma metáfora para um sistema onde quem não se vende vira alvo.

Um espetáculo visual que não pede permissão

Talvez nenhum outro filme dos anos 2000 tenha sido tão mal compreendido visualmente quanto Speed Racer. As críticas ao “excesso de efeitos”, à “artificialidade” e à “falta de realismo” ignoravam algo fundamental: o realismo nunca foi o objetivo.

As Wachowski filmam Speed Racer como se estivessem animando um anime em tempo real. As cores são saturadas, os cenários se dobram sobre si mesmos, o tempo se comprime e se expande. O espaço não obedece às leis da física, mas às emoções dos personagens. É cinema como sensação, não como simulação do mundo real.

Em 2026, com a chegada do 4K, esse aspecto tende a ganhar ainda mais força. Detalhes que antes se perdiam na compressão de imagem agora prometem saltar aos olhos, reforçando a proposta estética que sempre esteve ali, mas que talvez tenha chegado cedo demais.

O mistério de Rex Racer e o peso do sacrifício

Um dos eixos emocionais mais fortes do filme é o Corredor X, personagem vivido por Matthew Fox. Envolto em mistério, ele surge como uma figura quase fantasmagórica nas pistas, despertando em Speed a suspeita de que seu irmão Rex possa estar vivo.

A revelação final — de que Rex forjou a própria morte e alterou sua aparência para proteger a família e o esporte — é menos sobre surpresa e mais sobre sacrifício. Rex escolhe desaparecer para que Speed possa existir sem comparações, sem pressões, sem herdar uma sombra impossível de superar.

É um tema recorrente no cinema das Wachowski: identidade, renúncia e a dor de fazer a escolha certa mesmo quando ninguém jamais saberá.

O fracasso que virou culto

Nos números, o filme foi um desastre. Estreou em terceiro lugar nas bilheterias, arrecadou menos de US$ 100 milhões mundialmente e ficou muito abaixo das expectativas do estúdio. Foi indicado tanto a prêmios juvenis quanto ao Framboesa de Ouro, refletindo a confusão em torno de sua recepção.

Mas o tempo foi generoso. Longe da pressão comercial, o filme encontrou seu público. Críticos reavaliaram sua proposta. Cineastas passaram a citá-lo como referência estética. Jovens que cresceram assistindo ao longa passaram a defendê-lo com paixão.

Hoje, Speed Racer é visto como um filme que ousou quando ousar não era seguro. Um blockbuster autoral em uma indústria que começava a se tornar cada vez mais homogênea.

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