Episódio 103 – Quarta-feira, 20 de novembro Cruz toma uma decisão inesperada ao ordenar que Jana retorne imediatamente ao trabalho, uma ordem que gera uma grande discussão com Pía. Enquanto isso, Catalina decide revelar a Manuel a verdade sobre Jimena, revelando que a esposa dele ordenou o mau tratamento de Jana como vingança pela ajuda que ela deu na reparação do avião. Em um momento de cumplicidade, Catalina e Martina aconselham Jana sobre Jimena, alertando-a sobre as intenções da esposa de Manuel. Isso leva Manuel a confrontar sua esposa para descobrir a verdade por trás das ações dela, o que gera um intenso confronto familiar.
Episódio 104 – Quinta-feira, 21 de novembro Com a ordem de Cruz para que Jana voltasse ao trabalho, os empregados da casa se unem para encobrir as tarefas de Jana, garantindo que Petra não perceba que ela ainda não está completamente recuperada. Em paralelo, Cruz e Lorenzo tentam, sem sucesso, encontrar uma maneira de se livrar de Elisa, que continua sendo um problema para os dois, gerando tensão e frustração entre os envolvidos. O ambiente na casa fica cada vez mais tenso, com todos tendo que se desdobrar para proteger Jana e suas funções.
Episódio 105 – Sexta-feira, 22 de novembro O conflito entre Candela e Simona atinge seu ápice, e a verdade finalmente vem à tona. Candela, já sem paciência, revela para todos o motivo do rompimento com Simona: o marido de Simona foi o responsável pela morte do marido de Candela, e Simona manteve esse segredo durante todo esse tempo, o que gerou uma reação explosiva entre os militares. Essa revelação chocante muda completamente o ambiente da casa. Enquanto isso, o desconforto da gravidez de Pía se intensifica, e ela se vê obrigada a enfrentar uma conversa desconfortável com Gregório sobre sua situação. Martina, que havia tentado resolver a situação entre Simona e Candela, acaba criando um cenário ainda mais complicado. Além disso, as notícias da frente africana chegam, trazendo más notícias, o que agrava ainda mais a situação. A Baronesa de Grazalema anuncia sua intenção de deixar La Promesa, mas antes disso, ela exige resolver a questão da herança e garantir o que lhe é devido. No entanto, Cruz não está disposto a permitir que isso aconteça, criando mais um impasse na trama.
As gravações da terceira temporada do live-action de One Piece, produção de grande sucesso da Netflix, passaram por um momento de tensão nesta quinta-feira (23) após um incêndio de grandes proporções atingir o set de filmagens localizado na Cidade do Cabo, na África do Sul. O incidente levou ao encerramento antecipado das atividades do dia, mas, segundo a equipe da série, não houve feridos nem danos que comprometam a continuidade da produção.
As primeiras imagens do ocorrido começaram a circular rapidamente nas redes sociais depois que o ator Mackenyu (Cavaleiros do Zodíaco, Rurouni Kenshin), intérprete de Roronoa Zoro, publicou um vídeo mostrando uma densa fumaça se espalhando pela área externa do estúdio. O registro gerou confusão entre fãs da obra, que inicialmente acreditaram que se tratava de uma sequência gravada para a própria série — especialmente pelo fato de a nova temporada apresentar personagens com habilidades ligadas ao fogo, como Portgas D. Ace.
Diante da repercussão, a atriz Emily Rudd (Rua do Medo, Dynasty), que vive Nami, usou sua conta no X (antigo Twitter) para esclarecer a situação. Segundo a atriz, as gravações não foram interrompidas oficialmente, apenas encerradas mais cedo por questões de segurança. Emily também destacou a atuação do Corpo de Bombeiros da Cidade do Cabo, afirmando que as equipes locais trabalharam de forma ágil para controlar o incêndio e garantir que todos estivessem fora de perigo.
“A produção priorizou a segurança de todos no set. Foi uma decisão preventiva, e tudo está sendo resolvido da melhor forma possível”, escreveu a atriz, tranquilizando fãs e seguidores preocupados com o andamento da série.
Desenvolvida por Matt Owens (Luke Cage) e Steven Maeda (Arquivo X) para a Netflix, One Piece é a adaptação live-action do mangá homônimo criado por Eiichiro Oda, que atua como consultor criativo da produção. A série é fruto de uma parceria entre Kaji Productions, Tomorrow Studios e Shueisha, editora responsável pela publicação do mangá original, um dos mais vendidos da história.
O elenco principal é liderado por Iñaki Godoy (Quem Matou Sara?), no papel de Monkey D. Luffy, ao lado de Mackenyu como Zoro, Emily Rudd como Nami, Jacob Gibson (Greenleaf) interpretando Usopp, e Taz Skylar (Villain) no papel de Sanji. O elenco de apoio conta ainda com nomes como Mikaela Hoover (Guardiões da Galáxia), Morgan Davies (Evil Dead Rise), Vincent Regan (300, Troia) e Jeff Ward (Agents of S.H.I.E.L.D.), reforçando o peso dramático e a diversidade da produção.
Lançada mundialmente em 31 de agosto de 2023, a primeira temporada de One Piece foi recebida com entusiasmo tanto pela crítica quanto pelo público. Entre os principais elogios estiveram as atuações carismáticas, o cuidado com os efeitos visuais, a direção de arte e, sobretudo, o respeito ao material original — um desafio histórico para adaptações live-action de mangás e animes. Diversos veículos especializados classificaram a série como uma das melhores adaptações do gênero já produzidas.
O sucesso se refletiu também nos números. Durante o segundo semestre de 2023, One Piece se tornou a série mais assistida da Netflix considerando temporadas individuais, consolidando-se como um dos maiores fenômenos da plataforma naquele ano. O desempenho levou a Netflix a anunciar, apenas duas semanas após a estreia, a renovação para a segunda temporada, cujas filmagens começaram em junho de 2024.
A segunda temporada, atualmente em pós-produção, está programada para estrear em 2026. Demonstrando confiança absoluta no projeto, a Netflix surpreendeu os fãs ao anunciar, em agosto de 2025, a renovação antecipada para a terceira temporada, antes mesmo da estreia do novo ano da série — um movimento raro e que reforça a força da franquia.
A trama de One Piece acompanha as aventuras dos Piratas do Chapéu de Palha, um grupo liderado pelo jovem e ambicioso Luffy, que sonha em se tornar o Rei dos Piratas. Juntos, eles cruzam mares perigosos em busca do lendário tesouro conhecido como One Piece, deixado pelo antigo Rei dos Piratas, Gold D. Roger. Ao longo da jornada, cada integrante persegue seus próprios sonhos, enquanto enfrenta inimigos poderosos, governos corruptos e desafios que testam seus laços de amizade.
Apesar do susto causado pelo incêndio, a produção da terceira temporada segue dentro do cronograma previsto, e a expectativa é de que as gravações continuem normalmente nos próximos dias. Para os fãs, o incidente serviu apenas como um lembrete de que, mesmo fora da ficção, o universo de One Piece segue cercado por grandes desafios — todos superados com trabalho em equipe.
Desde que “Vingadores: Ultimato” encerrou um ciclo épico em 2019, fãs do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU) se perguntam: para onde vamos a partir daqui? Agora, com o anúncio oficial de “Vingadores: Guerras Secretas”, essa resposta começa a ganhar contornos mais claros — e surpreendentes.
Em entrevista exclusiva à Variety, Kevin Feige, presidente do Marvel Studios, confirmou que o próximo filme dos Vingadores não será um reboot no sentido tradicional, mas sim um “reset”. Ou, como ele prefere dizer, “um novo começo”. O filme servirá para fechar arcos narrativos deixados após “Ultimato” e, ao mesmo tempo, preparar o terreno para uma nova geração de histórias, personagens e possibilidades dentro do multiverso.
“Não é um reboot. É um recomeço”
A escolha das palavras foi minuciosa. Kevin enfatizou que a palavra “reboot” pode assustar os fãs, por remeter à ideia de apagar o que foi feito. “Reboot é uma palavra assustadora, pode significar muitas coisas para muitas pessoas. Recomeço, uma linha do tempo singular, é o que estamos pensando. ‘X-Men’ é onde isso acontecerá em seguida”, afirmou o executivo, referindo-se à introdução oficial dos mutantes no MCU, algo aguardado há mais de uma década.
Para ele, “Guerras Secretas” é sobre começos, ao contrário de “Ultimato”, que girava em torno de finais. E essa transição marca não apenas um movimento estratégico da Marvel para renovar seu universo, mas também uma tentativa de recuperar o prestígio e a conexão emocional com o público, algo que, segundo muitos críticos e fãs, ficou enfraquecido nas fases mais recentes.
Um legado que se reinventa
Com quase quarenta filmes lançados, o MCU chegou a um ponto de inflexão. As apostas são altas, e os desafios, ainda maiores: integrar novos personagens, resolver linhas temporais complexas, e manter viva a chama da inovação que consagrou o estúdio ao longo da última década.
“Guerras Secretas”, que chega aos cinemas em 17 de dezembro de 2027, será a sequência direta de “Avengers: Doomsday”, agendado para 18 de dezembro de 2026. Esses dois filmes, juntos, deverão formar o grande clímax da chamada Saga do Multiverso, que sucede a Saga do Infinito.
“Avengers: Doomsday” — Tudo que sabemos até agora
Antes de falarmos de “Guerras Secretas”, é importante entender o que está por vir em “Avengers: Doomsday”, já que será ele quem abrirá os portões do caos — e da esperança — para o novo ciclo do MCU.
Dirigido pelos Irmãos Russo, com roteiro de Michael Waldron e Stephen McFeely, o filme vai reunir personagens de quase todos os cantos do universo Marvel: Vingadores, X-Men, Quarteto Fantástico, Wakandanos e Novos Vingadores. O elenco é um verdadeiro evento por si só, reunindo Chris Hemsworth, Florence Pugh, Paul Rudd, Simu Liu, Pedro Pascal, Tom Hiddleston, Patrick Stewart, Ian McKellen, Robert Downey Jr. (desta vez como o vilão Doutor Destino), entre outros.
A história se passa quatorze meses após os eventos de “Thunderbolts” (2025). Com o multiverso em colapso e a linha do tempo cada vez mais fragmentada, os heróis se unem para enfrentar um novo e formidável inimigo: o Doutor Destino. A escolha de Downey Jr. para esse papel — após seu adeus como Tony Stark — promete causar impacto e comover o público.
O caminho até “Guerras Secretas”
Enquanto “Doomsday” promete ação e tragédia, “Guerras Secretas” será o renascimento. A inspiração vem diretamente dos quadrinhos de Jonathan Hickman (2015), onde diferentes realidades colapsam em uma só, formando o chamado Battleworld — um planeta feito de fragmentos de universos destruídos, governado por… Doutor Destino.
É nesse contexto que o MCU pretende consolidar uma nova linha do tempo canônica. Isso permitiria reintroduzir personagens com novos intérpretes, adaptar tramas com liberdade criativa e, ao mesmo tempo, preservar o legado emocional construído desde 2008 com “Homem de Ferro”.
O futuro dos X-Men e o nascimento de uma nova era
Um dos grandes trunfos dessa reformulação é a inclusão definitiva dos X-Men no MCU. Feige afirmou que “Guerras Secretas” será o ponto de virada onde os mutantes se estabelecem como parte central da nova fase.
Nomes como Patrick Stewart, Ian McKellen e James Marsden retornarão em “Doomsday”, mas o estúdio já deixou claro que novos atores assumirão os papéis icônicos de Wolverine, Tempestade, Jean Grey e outros nas próximas produções. “Estamos mirando em um MCU que possa durar mais 15 anos, e isso passa por renovação, diversidade e frescor criativo”, declarou uma fonte da Marvel ao Deadline.
Impacto cultural, emocional e financeiro
A Marvel sabe que não basta entregar espetáculo visual. Após críticas a filmes como “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania” e “Invasão Secreta”, o estúdio parece empenhado em reconquistar o coração do público. “Guerras Secretas” terá de equilibrar nostalgia, inovação e profundidade emocional — uma fórmula que deu certo com “Ultimato”.
Além disso, há a pressão do mercado: a Marvel precisa garantir bilheterias bilionárias novamente, especialmente após uma fase onde apenas algumas produções ultrapassaram as expectativas. A escolha dos Irmãos Russo para “Doomsday” é estratégica — eles entregaram “Guerra Infinita” e “Ultimato”, dois dos maiores sucessos da história do cinema.
O retorno de velhos rostos… e de velhas perguntas
O público também quer saber: quem mais volta? As especulações são muitas. Há rumores sobre o retorno de Chris Evans (Capitão América), Scarlett Johansson (Viúva Negra) e até de Hugh Jackman (Wolverine) para participações especiais. Nenhum desses nomes foi confirmado oficialmente para “Guerras Secretas”, mas os fãs não perderam a esperança.
Também resta saber como o MCU vai lidar com os eventos de “Loki”, “What If”, “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” e “Deadpool & Wolverine”. Todas essas histórias mexeram com o conceito de multiverso e devem convergir de alguma forma em “Guerras Secretas”.
O que podemos esperar de “Guerras Secretas”?
Se o material dos quadrinhos for seguido de perto, o público pode esperar um conflito épico e existencial. O Battleworld pode servir tanto como arena de batalhas quanto como símbolo de reconstrução. Kevin Feige, aliás, deu pistas disso: “Estamos utilizando essa história para completar arcos e preparar o futuro. É sobre dar ao público algo que ele nunca viu, mas que sempre sonhou”.
Isso inclui o surgimento de novas equipes, como os Jovens Vingadores, uma nova formação dos X-Men, e possivelmente, a tão aguardada chegada de personagens como Surfista Prateado, Galactus e Miles Morales
Histórias de tragédias inexplicáveis, objetos que carregam séculos de desgraça e cidades que jamais se recuperaram de antigos males. Esses são alguns dos temas centrais de Maldições da História (Cursed Histories), série documental inédita que estreia nesta quinta-feira, 10 de julho, no canal History2.
A produção, que chega com a proposta de unir investigação, arqueologia e história com uma dose de suspense sobrenatural, examina de forma rigorosa e cética as possíveis origens de algumas das maldições mais temidas da história. De múmias egípcias a túmulos esquecidos, de diamantes cobiçados a cidades-fantasma destruídas por guerras, Maldições da História propõe uma jornada entre o real e o mítico — e convida o público a refletir até que ponto o medo pode ser alimentado por séculos de relatos e coincidências.
Quando o passado cobra seu preço
Ao longo dos episódios, a série apresenta casos que desafiam a lógica. Em vez de simplesmente narrar lendas, a produção se propõe a investigar os fatos que deram origem a elas. Através de documentos históricos, análises científicas e entrevistas com especialistas, o programa tenta entender como e por que certas histórias de maldição ganharam força ao longo do tempo — e, em alguns casos, ainda hoje causam temor.
Entre os exemplos abordados estão ruínas de cidades onde a população desapareceu misteriosamente, pergaminhos antigos associados a mortes súbitas, joias consideradas amaldiçoadas por seus proprietários ao longo dos séculos, e até números tidos como “malditos” em diferentes culturas.
Estreia com mistérios congelantes
O episódio de estreia, intitulado “A Maldição do Homem de Gelo e a Cidade dos Gritos”, já dá o tom sombrio da temporada. Nele, três histórias se cruzam em uma narrativa inquietante: um antigo pergaminho europeu que teria provocado mortes misteriosas; a múmia neolítica conhecida como “Ötzi”, encontrada nos Alpes italianos e envolta em uma série de falecimentos súbitos entre os pesquisadores que lidaram com ela; e uma cidade devastada no Afeganistão, onde moradores acreditam que os gritos dos mortos ainda ecoam à noite.
História, medo e o poder das narrativas
Apesar de tocar em temas sobrenaturais, Maldições da História não se limita ao território do misticismo. O foco está na análise histórica e cultural dos fenômenos, buscando compreender como eventos reais foram reinterpretados pela tradição oral, pelo medo coletivo e pela construção de mitos.
Ao separar mito de realidade, a série busca lançar luz sobre o modo como diferentes civilizações lidaram com tragédias, desastres e coincidências — muitas vezes interpretando-os como sinais de punição divina ou forças ocultas.
Adaptar novamente a obra que inspirou No Limite do Amanhã poderia parecer um movimento arriscado ou até desnecessário. No entanto, Você Só Precisa Matar não apenas justifica sua existência como encontra identidade própria ao reformular o eixo narrativo e apostar na força estética da animação. Ao deslocar o protagonismo para Rita e compartilhar o loop temporal entre ela e Keiji, o filme reconstrói uma história já conhecida sob uma perspectiva mais emocional, estratégica e existencial.
Desde os primeiros minutos, a animação estabelece um clima de estranhamento e tensão. A base militar erguida ao redor da misteriosa flor alienígena Darol carrega uma atmosfera quase ritualística. Quando a planta finalmente desabrocha, o que surge não é beleza, mas horror. Criaturas monstruosas emergem em uma sequência visualmente impactante, marcada por cores vibrantes e uma organicidade inquietante. O caos se instala rapidamente, e Rita morre em combate. No instante seguinte, acorda novamente no início do mesmo dia.
O mecanismo do loop temporal já é familiar ao público, mas aqui ele ganha outra dimensão. A narrativa não se limita ao espetáculo das repetições; ela se interessa pelo efeito psicológico da experiência. A cada reinício, Rita perde um pouco da ingenuidade e ganha precisão. O pânico inicial dá lugar ao cálculo frio. O erro vira aprendizado. A morte deixa de ser fim e se torna ferramenta. É nesse processo que o filme encontra sua força dramática: acompanhar a transformação de uma voluntária em uma estrategista moldada pela própria repetição da tragédia.
A escolha de centralizar Rita não é apenas representativa, mas estrutural. Ela deixa de ser figura secundária forte para se tornar consciência narrativa. O espectador acompanha seus pensamentos, sua frustração silenciosa e a exaustão de quem carrega memórias que o mundo insiste em apagar. O loop, mais do que um recurso de ação, funciona como metáfora de trauma e insistência. Morrer inúmeras vezes não é apenas um obstáculo físico, mas um desgaste emocional profundo.
A entrada de Keiji modifica ainda mais o impacto da história. Diferentemente da versão live-action, em que apenas um personagem domina o ciclo antes de ensinar o outro, aqui ambos compartilham a prisão temporal simultaneamente. Essa decisão altera radicalmente a dinâmica dramática. A sobrevivência deixa de ser individual e se torna coletiva. Se um falha, o outro recomeça. Isso cria uma tensão constante e um vínculo que vai além da parceria militar.
O relacionamento entre Rita e Keiji é construído com delicadeza. Não há tempo para declarações grandiosas, mas há cumplicidade silenciosa. Eles dividem memórias que ninguém mais possui. Compartilham estratégias, falhas e pequenas vitórias. Cada reinício ameaça apagar o que foi construído, o que torna qualquer aproximação emocional ainda mais frágil e valiosa. O romance surge de forma contida, quase inevitável, mas nunca sobrepõe a tensão da guerra.
Visualmente, o filme é um espetáculo. A animação permite uma fluidez nas batalhas que seria difícil de reproduzir em live-action. A coreografia dos combates é dinâmica, precisa e visceral. A Darol e suas criaturas possuem um design orgânico, vibrante e perturbador, contrastando com a imponência mecânica dos exoesqueletos humanos. Esse embate visual reforça a sensação de conflito entre tecnologia e biologia, controle e caos.
No entanto, o filme não é isento de falhas. Assim como sua versão anterior, enfrenta dificuldades quando a estrutura do loop começa a se desfazer. O ritmo acelerado do “viver, morrer, repetir” cria uma cadência quase hipnótica. Quando a narrativa caminha para um desfecho mais linear, há uma leve perda de impacto. A engrenagem que sustentava a tensão já não opera com a mesma intensidade, e a transição poderia ter sido mais orgânica.
Ainda assim, o ato final se sustenta pela carga emocional acumulada. A batalha derradeira carrega o peso de todas as tentativas anteriores. Cada movimento traz consigo a memória de dezenas de fracassos. O que está em jogo não é apenas a vitória contra a ameaça alienígena, mas a possibilidade de quebrar um ciclo que corroeu corpo e mente.
Você Só Precisa Matar consegue algo raro em adaptações: não apenas revisita uma história conhecida, mas a ressignifica. Ao apostar na perspectiva de Rita e na parceria igualitária com Keiji, o filme encontra frescor e profundidade emocional. A animação amplia o impacto visual, enquanto a narrativa investe na dimensão psicológica do loop.
Mais do que um sci-fi de ação, a obra é uma reflexão sobre persistência, memória e conexão humana em meio ao absurdo. Mesmo quando sabemos que o dia vai recomeçar, cada escolha importa. E é justamente essa sensação que torna a experiência envolvente.
A Sessão da Tarde desta quarta-feira, 20 de agosto, promete tocar fundo o coração dos telespectadores com a exibição de “Megan Leavey”, também conhecido em alguns países como “Rex”. O drama biográfico norte-americano, lançado em 2017, vai muito além de um simples filme de guerra: ele traz para a tela a história verdadeira de uma jovem fuzileira naval e seu inseparável cão de combate, Rex, mostrando como a amizade, a lealdade e a esperança podem florescer mesmo nos cenários mais sombrios da vida.
A produção, dirigida por Gabriela Cowperthwaite, não se resume a narrar os horrores da guerra. Pelo contrário: ela encontra beleza e humanidade justamente na relação improvável entre uma militar em busca de propósito e um pastor alemão treinado para farejar explosivos. Essa parceria, construída em meio ao caos do campo de batalha, acabou se transformando em um laço eterno que inspirou milhões de pessoas ao redor do mundo.
O enredo que vai emocionar a tarde dos brasileiros
No longa, acompanhamos a trajetória de Megan Leavey, interpretada pela talentosa Kate Mara. A jovem, perdida em meio a conflitos pessoais e familiares, enxerga no Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos uma forma de reconstruir sua vida. Ali, acaba sendo designada para trabalhar com cães farejadores de bombas, e é nesse contexto que conhece Rex, um cão militar considerado extremamente difícil de lidar por sua agressividade e temperamento explosivo.
Aos poucos, Megan conquista a confiança do animal e estabelece com ele uma ligação única. Juntos, eles são enviados para missões no Iraque, onde enfrentam situações de extremo risco. O filme não poupa o espectador das tensões da guerra, mas escolhe focar no aspecto humano: o medo, a dor e, sobretudo, o companheirismo que salva vidas e dá sentido à luta.
A história ganha contornos ainda mais emocionantes quando, após sofrerem ferimentos em combate, Megan precisa lutar também fora do campo de batalha — desta vez, para garantir que Rex não seja sacrificado e possa viver seus últimos anos ao lado dela.
Baseado em fatos reais: quem foi Megan Leavey?
Diferente de muitas produções de Hollywood, O filme não é fruto da ficção. A cabo da Marinha norte-americana realmente existiu e sua história é inspiradora. Megan nasceu em 1983, em Nova York, e, após enfrentar dificuldades pessoais na juventude, decidiu ingressar no Corpo de Fuzileiros Navais. Lá, encontrou não apenas uma carreira, mas também um propósito. Entre 2005 e 2006, ela foi enviada duas vezes ao Iraque, atuando como adestradora de cães da polícia militar.
Foi nesse período que se uniu ao cão Rex (E168), considerado um dos mais difíceis do canil militar. Juntos, formaram uma das duplas mais respeitadas da corporação. Em 2006, durante uma patrulha em Ramadi, ambos foram atingidos por um artefato explosivo improvisado (IED). Megan ficou gravemente ferida, mas sobreviveu. Rex também se recuperou, mas carregaria sequelas físicas que, anos depois, o afastariam das funções militares.
Pela bravura, Megan foi condecorada com a Medalha Coração Púrpura e a Medalha de Conquista da Marinha e do Corpo de Fuzileiros, ambas com o distintivo “V” que reconhece atos de heroísmo em combate.
Uma batalha além da guerra: adotar Rex
Após deixar o serviço ativo, Megan passou a travar uma nova luta: conseguir a custódia de Rex. Como cão militar, ele era propriedade do governo e, devido à sua saúde debilitada, corria o risco de ser sacrificado. A jovem iniciou uma campanha pública e contou com a ajuda de políticos, entre eles o senador Chuck Schumer, para garantir a adoção.
Finalmente, em 2012, Megan pôde levar Rex para casa. O pastor alemão viveu ao lado dela até dezembro do mesmo ano, quando faleceu. Para Megan, esse foi o encerramento de um ciclo que unia amor, coragem e gratidão.
O poder de uma história de amizade na tela
Ao transformar essa história em filme, a diretora Gabriela Cowperthwaite — conhecida pelo documentário Blackfish (2013), sobre a orca Tilikum — trouxe para o cinema não apenas a brutalidade da guerra, mas também um relato intimista e sensível sobre conexões humanas (e caninas). O elenco reforça a força dramática do longa. Além de Kate Mara, que entrega uma performance contida, mas intensa, destacam-se Edie Falco como a mãe de Megan, Common como o instrutor severo, e Ramón Rodríguez como o colega de farda que se torna um dos principais aliados da protagonista.
Um detalhe curioso é que a própria Megan Leavey real faz uma participação especial no longa, como instrutora de treinamento feminino, dando ainda mais autenticidade à obra.
Produção: filmando emoções em meio à realidade militar
As filmagens começaram em outubro de 2015 e tiveram locações variadas. Cenas de combate foram rodadas na Espanha, aproveitando paisagens áridas semelhantes às do Iraque, enquanto outras foram gravadas em Charleston (Carolina do Sul) e em Nova York, retratando tanto o ambiente militar quanto a vida pessoal da protagonista.
O cão Rex foi interpretado por Varco, um pastor alemão especialmente treinado para o papel. A produção teve a consultoria de veteranos militares e de adestradores para garantir que as cenas de treinamento e combate fossem fiéis à realidade.
Recepção: crítica e público se emocionaram
O longa estreou em junho de 2017 nos Estados Unidos, recebendo elogios da crítica especializada. No Rotten Tomatoes, acumula 86% de aprovação, sendo descrito como um “drama sensível e edificante, cuja emoção honesta compensa qualquer abordagem suave da narrativa”. No Metacritic, alcançou 66 pontos, indicando críticas geralmente favoráveis. O público, por sua vez, abraçou o filme de imediato: no CinemaScore, recebeu nota “A”, refletindo a conexão emocional que conseguiu estabelecer.
Financeiramente, o longa arrecadou US$ 14 milhões, valor modesto, mas que reafirma o espaço de produções baseadas em histórias humanas em meio a blockbusters milionários.
Após ser relembrado de que Mordecai havia salvado sua vida em uma ocasião passada, o rei Xerxes fica pensativo e decide consultar Hamã. Ele pergunta a Hamã qual seria a melhor forma de honrar um homem a quem o rei deseja demonstrar grande apreço. Hamã, sem imaginar que o rei está falando de Mordecai, aproveita a oportunidade para descrever uma homenagem grandiosa, acreditando que ele próprio será o agraciado. Hamã sugere que o homem a ser honrado seja vestido com as vestes reais, montado no cavalo do rei e conduzido pela cidade, com alguém proclamando diante dele: “Assim se faz ao homem a quem o rei deseja honrar”.
Enquanto isso, Ester se encontra em um estado de grande ansiedade. Ela sabe que o momento da revelação crucial está se aproximando e teme as possíveis consequências. Mesmo assim, Ester se prepara com determinação para o banquete que oferecerá ao rei Xerxes e a Hamã, seu primeiro-ministro. Durante este banquete, ela planeja revelar seu verdadeiro pedido ao rei e espera que ele a escute com benevolência. Ester ora fervorosamente por força e sabedoria para enfrentar o desafio iminente, sabendo que a vida de seu povo está em suas mãos.
O capítulo promete momentos de alta tensão e emoções intensas. Xerxes pondera sobre como honrar Mordecai, enquanto Hamã fantasia sobre a glória que acredita estar prestes a receber. Ao mesmo tempo, Ester enfrenta seus medos, preparando-se para um evento que pode mudar o destino de seu povo. A expectativa cresce, com o público ansioso para ver como essas tramas se desenrolarão e como cada personagem lidará com os desafios que se aproximam.
No Sabadou com Virginia deste sábado, 14 de junho de 2025, prepare-se para um programa repleto de música, histórias emocionantes, humor e muitas surpresas. Recebendo grandes nomes do entretenimento como Pedro Sampaio, Eri Johnson e Ju Knust, a apresentadora Virginia Fonseca promete agitar a noite com sua energia contagiante — e, pela primeira vez, entra no estúdio acompanhada dos três filhos: Maria Alice, Maria Flor e o caçula José Leonardo, em um momento especial e familiar que promete encantar o público.
Durante o programa, os convidados se divertem nos quadros “Bobeou, Chocou” e “Se Beber, Não Fale”, onde o improviso e o bom humor ditam o ritmo. Entre risadas e brincadeiras, também há espaço para conversas íntimas e revelações surpreendentes.
Pedro Sampaio celebra nova fase internacional
O DJ e cantor Pedro Sampaio compartilha os bastidores de sua mais recente parceria com ninguém menos que o astro colombiano J Balvin, com quem lançou a música Perversa.
“Sou muito fã do J Balvin. Ele é um dos maiores artistas latinos da atualidade e tem uma presença muito forte no Brasil. Quando criei Perversa, sabia que queria algo que fosse do Brasil para o mundo. Fiz questão de que ele cantasse o refrão em português — e mesmo com o sotaque, ele topou na hora. Foi incrível!”, revela Pedro, empolgado com o alcance do projeto.
Ao relembrar sua trajetória, o artista detalha como decidiu assumir os vocais de suas faixas autorais: “Comecei como DJ e achava que meu trabalho era produzir e tocar. Mas quando ninguém queria cantar as músicas que eu compunha, pensei: ‘Por que não eu?’. E assim nasceu essa minha versão cantor, que hoje é uma das minhas maiores paixões.”
Ele ainda destaca seu envolvimento direto em todas as etapas da carreira: “Eu boto a mão na massa em tudo: show, repertório, cenário… Sou muito trabalhador e acho que o público percebe isso. A conexão é mais verdadeira quando o artista está presente em cada detalhe.”
Eri Johnson e Ju Knust revivem sucesso do teatro
Na conversa com Virginia, Eri Johnson e Ju Knust falam sobre o sucesso da comédia Aluga-se um Namorado, em cartaz no Teatro Multiplan, em São Paulo. A peça é uma remontagem do clássico que Eri estrelou há duas décadas e continua conquistando plateias.
“É uma das comédias mais respeitosas em cartaz hoje. A trama gira em torno de uma jovem judia que decide alugar um namorado que finja ser judeu para agradar os pais. O que ela não sabe é que ele não é judeu, e isso desencadeia uma confusão hilária — mas cheia de respeito e empatia”, explica Eri.
Ju Knust, celebrando uma nova fase na carreira, se mostra entusiasmada com o convite para integrar o elenco: “O Eri teve essa ideia de remontar a peça, que foi um sucesso absoluto, e me chamou. Estou muito feliz, porque além do humor, é uma peça com mensagem e sensibilidade.”
Ela também compartilha uma curiosidade sobre sua recente mudança no nome artístico: “Consultei uma numeróloga e ela disse que o nome Juliana estava ótimo, mas que se eu usasse Ju, a energia poderia fluir ainda melhor. E, desde que mudei, realmente senti uma diferença positiva. Estou em uma fase muito boa.”
Amizade com Roberto Carlos
No encerramento do bate-papo, Eri ainda emociona ao falar sobre sua amizade com Roberto Carlos, a quem reverencia não apenas como ídolo da música, mas como ser humano.
“Tenho um carinho imenso pelo Roberto. Ele é uma pessoa incrível, generosa. Há mais de uma década que a gente navega junto, literalmente e figurativamente. Ele é um mestre, em todos os sentidos.”
Com emoção, leveza e muitos momentos marcantes, o Sabadou com Virginia promete ser uma edição imperdível — reunindo talento, amizade e histórias que tocam o coração.
Quase quatro décadas após a primeira aparição do lendário caçador alienígena nas telonas, a saga Predador ganha um novo fôlego com Terras Selvagens, que estreia em 6 de novembro de 2025. No centro da nova trama está Elle Fanning, uma escolha ousada, interpretando Thia — uma sintética da Weyland-Yutani Corporation que, ao lado de um jovem Predador exilado, luta para sobreviver em um planeta tão hostil quanto enigmático. Abaixo, confira o trailer do filme:
O novo trailer, que você pode conferir logo abaixo, deixou fãs e críticos em alerta: o que parecia mais uma continuação, talvez seja, de fato, o ponto de reinvenção mais corajoso da franquia até agora.
De monstros a aliados: uma nova narrativa nasce
A história se passa em um futuro distante, em um planeta remoto, onde Thia desperta após um pouso forçado. Ela é uma androide criada para servir — mas com falhas de sistema que a tornaram “demasiado humana”. É nesse mundo inóspito que ela conhece um jovem Predador (interpretado por Dimitrius Schuster-Koloamatangi), que, como ela, foi rejeitado por aqueles que o criaram.
Essa premissa, que mistura ficção científica, ação e drama psicológico, é conduzida com sensibilidade pelo diretor Dan Trachtenberg (Rua Cloverfield, 10), conhecido por extrair tensão com poucas palavras e muito ambiente. Ao contrário dos filmes anteriores, onde o Predador era o inimigo, aqui ele se torna um espelho — e isso muda tudo.
Elle Fanning: vulnerável, intensa, inesperada
Ao longo da carreira, Elle Fanning tem provado que é capaz de habitar personagens com uma força silenciosa, como em The Neon Demon ou The Great. Em Terras Selvagens, ela se despede dos papéis clássicos de princesas ou vítimas e mergulha numa figura complexa: uma inteligência artificial em busca de propósito, empatia e sobrevivência.
Thia não luta como uma soldado. Ela pensa, hesita, observa. E quando age, o faz com uma mistura de instinto e cálculo. Sua relação com o Predador cresce sem palavras, apenas com gestos, olhares e escolhas compartilhadas. Juntos, eles não enfrentam apenas inimigos externos — mas os próprios sistemas que os consideram descartáveis.
O Predador de Dimitrius: juventude, exílio e dignidade
Dimitrius Schuster-Koloamatangi traz um Predador que carrega uma juventude que nunca vimos antes na franquia. Ele não é o guerreiro lendário, o caçador implacável. Ele é um pária. Frágil, hesitante, mas com sede de honra — e de pertencimento.
Seu traje é menos elaborado, seu corpo mais esguio. O olhar, porém, transmite algo raro para uma criatura até então vista como um monstro: dúvida. É um Predador que aprende. Que escolhe não matar, mas proteger. E essa escolha custa caro — tanto para ele quanto para Thia.
A selva do futuro: estética brutal, beleza decadente
O planeta onde tudo se passa foi construído com uma estética decadente e orgânica, que remete às ruínas de civilizações perdidas misturadas a florestas alienígenas, cavernas de cristais e tempestades ácidas. A fotografia aposta em tons ferrugem, esmeralda e cinza, numa paleta que mistura a decadência de mundos esquecidos com a beleza selvagem do desconhecido.
O som é outro personagem do filme. O silêncio domina, cortado apenas por ruídos naturais ou o zumbido ameaçador de tecnologias alienígenas. A trilha sonora é sutil, mas cresce nos momentos de confronto emocional — mais do que físico.
O passado que moldou o presente: a evolução de uma franquia de culto
1987: o nascimento do mito
Tudo começou em 1987. No auge dos filmes de ação musculosos, Predador foi lançado com Arnold Schwarzenegger liderando uma tropa de elite enviada à selva da América Central para resgatar reféns. O que parecia um thriller militar clássico logo revelou sua verdadeira natureza: um filme de horror e ficção científica sobre a sobrevivência diante do desconhecido.
O monstro, interpretado por Kevin Peter Hall, era algo novo. Com mandíbulas expostas, tecnologia de invisibilidade, visão térmica e um código de honra, o Predador não era apenas uma ameaça. Era um ritualista. Um caçador. Um guerreiro. Diferente de qualquer vilão alienígena que o cinema já tinha visto.
1990: o Predador urbano
Predador 2 levou o monstro para Los Angeles em plena guerra de gangues. Danny Glover substituiu Schwarzenegger como protagonista e a caçada se tornou urbana. O filme foi menos celebrado à época, mas introduziu elementos importantes para o universo expandido, como a nave dos Predadores e a famosa cena em que um crânio de xenomorfo (de Alien) aparece — dando origem aos crossovers futuros.
2004–2007: os crossovers com Alien
Alien vs. Predador (2004) e Aliens vs. Predador: Requiem (2007) dividiram opiniões. Se por um lado eram emocionantes para os fãs que queriam ver essas duas criaturas icônicas em confronto, por outro, sofriam com roteiros frágeis e pouco desenvolvimento de personagens. Ainda assim, foram sucessos de bilheteria e consolidaram a relação entre as duas franquias.
2010: o respiro de “Predadores”
Produzido por Robert Rodriguez, Predadores (2010) voltou ao conceito original: humanos sendo caçados em um planeta desconhecido. Com Adrien Brody no papel principal, o filme trouxe novas variações da espécie e uma tentativa de retomar a tensão e o mistério do primeiro longa. Foi bem recebido, mas não revitalizou a franquia como esperado.
2018: o tropeço de O Predador
O Predador (2018), dirigido por Shane Black, tentou misturar comédia, ação e ficção científica com uma trama confusa sobre engenharia genética. Apesar do elenco promissor, o tom do filme destoou do legado da franquia e não agradou nem ao público nem à crítica.
2022: a surpresa de Predador: A Caçada
Foi só em 2022, com Predador: A Caçada, que a franquia voltou a surpreender. Situado no século XVIII, o longa acompanhava uma jovem indígena, Naru, enfrentando um Predador com arco, flecha e inteligência. A abordagem intimista, quase artesanal, e o foco na cultura nativa americana renderam elogios e um novo respeito à marca.
Terras Selvagens – o passo mais ousado
Predador: Terras Selvagens é, talvez, o filme mais arriscado da franquia. Não por trazer algo “inédito”, mas por se afastar do confronto violento como única proposta. Aqui, a sobrevivência é emocional, filosófica. É sobre o que nos torna dignos de existir — mesmo que sejamos um robô com falhas ou uma criatura caçada pelo próprio povo.
Dan Trachtenberg entrega um filme que não tem pressa. Ele quer que a floresta seja sentida. Que o perigo seja latente. Que a amizade entre Thia e o jovem Predador surja com dor, hesitação e confiança conquistada com sacrifício.
O diretor Eli Roth (O Albergue, Feriado Sangrento) retorna ao gênero que o consagrou com O Sorveteiro, longa-metragem de terror que estreia nos cinemas em 27 de agosto. Além de comandar a produção, Roth também assina o roteiro ao lado de seu amigo e colaborador Noah Belson. Confira abaixo o trailer oficial divulgado pela produção:
A trama se passa em Bayleen Bay, uma pacata cidade suburbana que vê sua rotina ser completamente abalada pela chegada de um enigmático vendedor de sorvetes. Conhecido apenas como Homem do Sorvete, o personagem distribui gratuitamente suas guloseimas para as crianças da região. O que inicialmente parece uma ação inofensiva logo se transforma em um pesadelo quando os jovens consumidores passam a apresentar comportamentos violentos e homicidas. As informações são do The Hollywood Reporter.
À medida que os incidentes aumentam, moradores, famílias e autoridades locais tentam descobrir o que está provocando a transformação das crianças. Enquanto a cidade mergulha em um cenário de medo e desconfiança, o misterioso sorveteiro permanece no centro dos acontecimentos, tornando-se a principal peça de um quebra-cabeça que ameaça destruir a comunidade.
O papel principal fica a cargo de Ari Millen (Orphan Black, Rupture). O ator interpreta o antagonista da história, personagem que surge como uma figura simpática e acessível, mas que esconde segredos capazes de desencadear o caos em Bayleen Bay.
O elenco reúne ainda Benjamin Byron Davis (Antlers, Guardians of the Galaxy Vol. 3), Karen Cliche (Saw VI, Vampire High), Dylan Hawco (Moonshine, Diggstown), Sarah Abbott (The Good Doctor, SkyMed), Shiloh O’Reilly (The Boys), Kiori Mirza Waldman, Charlie Zeltzer e Charlie Storey. Embora os detalhes sobre seus personagens permaneçam em sigilo, o material promocional sugere que a narrativa acompanhará diferentes moradores afetados pela crise que se espalha pela cidade.
Outro destaque da produção está na trilha sonora. O rapper e produtor musical Snoop Dogg (Starsky & Hutch, Day Shift) participa do projeto após já ter colaborado com Eli Roth em Don’t Go in That House, Bitch!. O trabalho musical também conta com a participação do compositor Brandon Roberts (Feriado Sangrento, Chaos Walking), responsável por criar a identidade sonora do longa. A combinação busca reforçar a atmosfera inquietante e o clima de tensão apresentados no trailer.